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Pães Artesanais PÃES ARTESANAIS NOME: ___________________________________________________________________ Capítulo 1 SEGURANÇA DOS ALIMENTOS Introdução O que é saúde? Certamente, cada pessoa tem uma opinião diferente. Uma coisa é importante: saúde é mais do que ausência de doenças. Saúde é viver bem. Por isso, a nossa saúde tem ligação com o que comemos, com o lugar que moramos, com o ritmo de vida, com o ambiente em que vivemos... Saúde é qualidade de vida, portanto tem conexão com a família, com o trabalho, com a escola! Com certeza, a alimentação é um dos itens que mais influencia a nossa saúde. Para ter uma alimentação saudável é preciso ter acesso a todos os tipos de alimentos, fazer as escolhas certas e comer alimentos livres de contaminação. Em serviços de produção de refeições como restaurantes, lanchonetes, self-service, escolas, hospitais, canteiros de obras, todos os que manipulam os alimentos são responsáveis pela qualidade da refeição que será servida ao público – desde o funcionário que recebe, passando pelo cozinheiro até quem distribui as refeições. Sabemos que os alimentos são elementos promotores de saúde. Entretanto, se produzidos, manipulados ou servidos inadequadamente, poderão ao contrário, produzir doenças. O alimento pode ser contaminado de diferentes formas e todo cuidado é pouco, afinal, estamos trabalhando com a saúde das pessoas. A obtenção de um alimento seguro implica na adoção de cuidados higiênico-sanitários em todas as etapas da cadeia alimentar, desde a produção primária até o consumo. O objetivo desta disciplina é contribuir para a formação do manipulador de alimentos entendendo que este profissional possui a importante missão de alimentar pessoas através da produção de refeições saudáveis e saborosas e, com isso, colaborar para a saúde e qualidade de vida dos consumidores. Os manipuladores de alimentos são pessoas fundamentais para a garantia da qualidade dos serviços de alimentação para a promoção de saúde. Cabe aos estabelecimentos alimentícios adotar um programa de controle de qualidade com o objetivo de produzir, comercializar e servir alimentos seguros aos seus consumidores. Ǫuem é o Manipulador de Alimentos? O manipulador de alimentos é qualquer pessoa que entra em contato direto ou indireto com o alimento. Ou seja, é a pessoa que realiza uma ou mais das seguintes atividades: lava, descasca, corta, rala, cozinha e prepara os alimentos. O manipulador de alimentos, que é o responsável por garantir alimentos mais seguros e, consequentemente, contribuir para a saúde dos consumidores. Portanto, o conhecimento sobre as formas de contaminação dos alimentos é importante para a aplicação correta das medidas de controle. O manipulador de alimentos tem uma importância extraordinária para a empresa, pelo número de pessoas que atende diariamente, pois suas atitudes podem determinar fatores importantes na saúde de um número considerável de consumidores, principalmente crianças, a partir do momento que sejam conscientizados das suas responsabilidades no manuseio dos gêneros alimentícios, evitando a confecção de produtos inadequados, e que venham provocar doenças transmitidas por alimentos - DTAs no Homem. O que são Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA)? São doenças provocadas pelo consumo de alimentos que ocorrem quando micróbios prejudiciais à saúde, parasitas ou substâncias tóxicas estão presentes no alimento. Os sintomas mais comuns de DTA são vômitos e diarréias, podendo também apresentar dores abdominais, dor de cabeça, febre, alteração da visão, olhos inchados, dentre outros. Para adultos sadios, a maioria das DTA dura poucos dias e não deixa sequelas; para as crianças, as grávidas, os idosos e as pessoas doentes, as consequências podem ser mais graves, podendo inclusive levar à morte. Doenças transmitidas por alimentos acontecem devido a: 1. Falta de higiene de utensílios, mãos e equipamentos; 2. Cruzamento entre alimentos crus e cozidos (principalmente na arrumação da geladeira); 3. Uso de alimentos contaminados; 4. Exposição prolongada dos alimentos a temperatura. O que são doenças causadas por alimentos? São as doenças causadas pelo consumo de alimentos contaminados por perigos biológicos (bactérias, vírus, parasitas e fungos). Por exemplo: salmonelose, hepatite A, giardíase, gastroenterite etc. Doenças transmitidas por alimentos acontecem quando existe: 1. Higiene inadequada de mãos, utensílios e equipamentos; 2. Contato entre alimentos crus e cozidos (principalmente na arrumação da geladeira); 3. Uso de alimentos contaminados; 4. Permanência prolongada dos alimentos à temperatura inadequada ou cozimento insuficiente (tempo e temperatura). Como um alimento se torna inseguro? Um alimento se torna inseguro quando os micro-organismos presentes nele atingem a dose infectante, podendo causar doença na pessoa que o consome. Esta dose infectante pode ser alcançada quando se permite a multiplicação dos micro-organismos no alimento As doenças transmitidas por alimentos acontecem principalmente em: Os alimentos mais envolvidos em casos de DTAs são: 1. Preparações muito manipuladas (tortas como empadão, salpicão, entre outros); 2. Preparações à base de maionese ou cremes que tenham leite e/ou ovo; 3. Pratos preparados de véspera como feijoada, carne assada, cozidos de carne e de legumes, quando mal conservados; 4. Doces e salgados recheados. Ǫuais os principais sintomas de doenças transmitidas por alimentos? • Diarreia • Dor de cabeça • Dor abdominal • Náuseas • Febre • Excesso de gases • Vômitos • Fadiga • Perda de apetite Como evitar as DTA? A ocorrência de doenças transmitidas por alimentos deve ser evitada com rigor. Para tal, é importante sempre manipular os alimentos respeitando as regras de higiene. Estas são: lavar as mãos antes e após manipular alimentos, utilizar uniforme adequado e limpo, usar touca, manter sempre as unhas limpas, curtas e sem esmalte. Além disso, é ideal sempre manter o ambiente de trabalho limpo. O que é contaminação? É a presença de qualquer matéria estranha que não pertença ao alimento. ● Tipos de contaminação: FÍSICA ǪUÍMICA BIOLÓGICA • Fragmentos de palha de aço • Inseticida • Fungos • Cabelo, fios de barba • Produtos de limpeza • Bactérias • Pedaços de unha • Protozoários • Pedra no feijão • Vírus • Caco de Vidro • Vermes O que são microrganismos? Os microrganismos são seres invisíveis a olho nu e, por não conseguirmos enxergá-los, não sabemos em que quantidade eles estão presentes nos alimentos. Por serem muito pequenos, somente conseguimos enxergá-los com auxílio de um microscópio que aumenta seu tamanho de 400 a 1000 vezes, ou ainda, quando estão agrupados na forma de colônias (grande número de microrganismos juntos), sem auxílio deste equipamento. Reprodução de microrganismos: Para se ter uma ideia, 1 célula após 2 horas já se multiplicou e formou 16 novas células e, após 6 horas, formou 1.000.000 de células. Para evitar a multiplicação dos microrganismos, devemos sempre manter os alimentos em refrigeração (geladeira) ou em aquecimento (banho-maria). Por outro lado, se os alimentos forem mantidos entre 10ºC e 60ºC, por mais de 2 horas, as chances dos microrganismos se multiplicam é muito grande, pois eles se proliferam dobrando a quantidade e, consequentemente, os alimentos ficam contaminados e, se consumidos, podem causar, por exemplo, uma intoxicação alimentar (DTA). O intervalo entre 10ºC e 60ºC é a chamada Zona Perigosa, ou seja, é o intervalo de temperatura que melhor os microrganismos se multiplicam, por isso, evite deixar alimentos em temperaturas da Zona Perigosa. Existem duas classes de micróbios. A 1ª classe é formada por microrganismos úteis, que são aqueles que podem viver junto ao Homem, sem causar danos. São utilizados em benefício do Homem, em diversas indústrias como por exemplo: fermentação do leite (iogurte), cerveja, vinho e de produtos farmacêuticos (medicamentos). A 2ª classe é formada por micróbios extremamente nocivos à saúde do Homem e dos animais, causandodoenças e até mesmo a morte. O HOMEM É UM IMPORTANTE AGENTE DE CONTAMINAÇÃO, POIS EM MÉDIA, POSSUI O SEGUINTE NÚMERO DE BACTÉRIAS: Intestino – até 10 bilhões de bactérias por grama Saliva – 750 milhões de bactérias por ml Axilas – 2,5 milhões de bactérias por cm² Couro cabeludo – 1,5 milhões de bactérias por cm² Mãos – até 62.500 bactérias por poro PRINCIPAIS TIPOS DE MICRORGANISMOS PARA OS ALIMENTOS: • Bactérias: são organismos amplamente distribuídos na natureza. Algumas são parasitas do homem, causando infecções de maior ou menor gravidade. Como exemplo, a salmonela, que pode ser encontrada nos ovos. Outras, porém, vivem em nossa pele, nas vias respiratórias e no tubo digestivo sem causar nenhum dano. As bactérias do intestino chegam até a ajudar-nos, fabricando algumas vitaminas importantes para o nosso organismo. Muitas bactérias vivem no solo e na água, fazendo a decomposição da matéria orgânica de cadáveres, fezes e folhas mortas sendo, portanto, indispensáveis à reciclagem da matéria na natureza e ao equilíbrio ecológico. Finalmente, algumas bactérias como o lactobacillus são usadas pelo homem na fabricação de iogurtes, queijos, etc. • Bolores e mofos: estão amplamente distribuídos na natureza, são encontrados no solo, ar, água e superfícies de vegetais e nos animais. Geralmente estão presentes em ambientes úmidos. Podem ser encontrados com maior frequência em pães e frutas. • Fermentos e leveduras: são usados para fazer pães, bebidas alcoólicas e massas. Às vezes estragam os alimentos, fermentando-os. Como se alimentam os microrganismos? Os micróbios podem se instalar em qualquer alimento. Entretanto, os preferidos são alimentos ricos em proteínas e umidade e são chamados de Alimentos Vulneráveis. Como exemplos, temos: ● Carnes: boi, porco, aves, peixes, etc. ● Embutidos: linguiça, mortadela, salsicha, etc. ● Miúdos: fígado, coração, bucho, bofe, etc. ● Produtos de Conserva: almôndegas, feijoada, salsicha, etc. ● Laticínios: Leite, cremes, maioneses, sorvetes, etc. ● Ovos, etc. Os alimentos menos vulneráveis, isto é, onde a possibilidade de desenvolvimento microbiano é menor, são aqueles que possuem menos umidade ou menor teor de proteína. Como exemplos temos: ● Secos: farinhas, misturas para bolos, etc. ● Doces: goiabada, doce de leite, etc. ● Salgados: charque, bacalhau, etc. ● Ácidos: picles, peixe escabeche, etc. ATENÇÃO!!! ● Muitas bactérias produzem toxinas (venenos) e algumas produzem esporos (cápsula protetora), que são resistentes ao calor e, por isso, não são destruídos no cozimento; ● Ǫuando alguns alimentos (frutas, grãos) são armazenados em locais úmidos, os bolores se multiplicam e alguns produzem toxinas (micotoxinas); ● Nos alimentos refrigerados (temperaturas menores que 5ºC) os microrganismos praticamente não se multiplicam. E nos alimentos mantidos acima de 60ºC, a maioria dos microrganismos morre. Por que manter sob refrigeração ou congelamento alimentos perecíveis? Alimentos perecíveis têm características favoráveis à multiplicação de micro-organismos deteriorantes e também de patogênicos. A temperatura de refrigeração retarda esta multiplicação. Determinadas bactérias patogênicas, ao se multiplicarem no alimento, podem produzir toxinas. Algumas destas toxinas não são destruídas pelo cozimento, fritura ou ao assar um alimento. Mesmo os alimentos que foram cozidos podem conter bactérias resistentes na forma de esporos. Os esporos dão origem a novas bactérias quando o alimento fica na zona de temperatura perigosa (5° a 60°C). Condições para a multiplicação dos microrganismos Para causar doenças, os microrganismos precisam se multiplicar nos alimentos até atingir números elevados. Essa multiplicação só ocorre quando os microrganismos encontram condições ideais, praticamente as mesmas condições que nós precisamos, veja abaixo quais são elas: 1. Oxigênio; 2. Água; 3. Nutrientes; 4. Acidez (PH); 5. Temperatura. O que significa contaminação cruzada? É a contaminação que acontece quando micro-organismos são transferidos de um alimento ou superfície para outro alimento por meio de utensílios, equipamentos ou do próprio manipulador. Exemplo: cortar com a mesma faca e na mesma tábua carne crua e cozida sem antes higienizá-las. Se os microorganismos estão presentes em todos os lugares e alguns são capazes de nos causar doenças, por que não ficamos sempre doentes? Porque os seres humanos têm uma resistência natural aos micro-organismos. Por causa desta resistência, a maioria dos microorganismos, quando em quantidades pequenas, não é capaz de produzir doenças. Para que causem doenças é necessário que estejam presentes em quantidades maiores. BOAS PRÁTICAS Do que trata a Resolução-RDC ANVISA nº 216/04? Esta Resolução estabelece as Boas Práticas para Serviços de Alimentação. O ǪUE SÃO BOAS PRA E O ǪUE FAZER PARA APLICÁ-LAS? As Boas Práticas nada mais são do que Práticas de Higiene recomendadas para o Manuseio de Alimentos, tendo como objetivo a obtenção de produtos seguros. São práticas preventivas e incluem aspectos que vão desde a produção no campo até a mesa do consumidor final, passando pela industrialização, a distribuição e a comercialização. Veja a seguir os itens das Boas Práticas que devem ser adotados pelas empresas e que podem também ser praticados em nossa casa: I. Higiene e comportamento pessoal (como higiene das mãos, uso de roupas protetoras e adequadas para se manipular alimentos); II. Controle da saúde do manipulador; III. Higiene do ambiente, das superfícies, utensílios e equipamentos (limpeza e higienização); IV. Controle de pragas (examinar regularmente áreas internas e externas para detectar infestação de pragas, como baratas, ratos, entre outros); V. Ǫualidade da água (assegurar a qualidade da água, que deve ser potável para preparo de alimentos (como ingrediente), para fazer a limpeza, etc); VI. Controle de matérias primas e fornecedores; VII.Estrutura física da empresa e suas instalações (para empresas que produzam e comercializam alimentos). I . HIGIENE E COMPORTAMENTO PESSOAL Todas as pessoas que manipulam alimentos devem ter cuidados com a higiene pessoal e aparência. Portanto, alguns hábitos e comportamentos devem ser praticados: 1. Tomar banho diariamente e se enxugar com toalha limpa; 2. Para evitar odores desagradáveis deve-se tomar banho com sabonete para retirar a gordura do corpo e utilizar, sempre, toalha limpa. 3. Além disso, no nosso corpo e mãos podem estar presentes microrganismos que podem ser transferidos para os alimentos durante a manipulação. 4. Por isso a importância do banho diário! 5. Trocar de roupas diariamente; 6. Não adianta tomar banho diariamente e utilizar a mesma roupa!Usar roupas limpas é demonstração de higiene e asseio e evita-se qualquer contaminação nos alimentos que estão sendo manipulados. 7. Para os clientes de uma empresa que fabrica ou manipula alimentos, isso é sinal de cuidado e preocupação com a segurança dos alimentos e com a saúde do consumidor. PRATICANDO.... De acordo com seus conhecimentos adquiridos durante o curso, respondas as questões abaixo. 1. Ǫuais os hábitos de higiene que devemos ter diariamente? 2. O que devemos fazer para implantar as Boas Práticas no nosso ambiente de trabalho? 3. O que devemos evitar no nosso ambiente de trabalho? 4. Ǫuais os sintomas de doenças causadas por alimentos? 5. Ǫuais os principais perigos dos alimentos? Capítulo 2 - FICHAS TÉCNICAS INTRODUÇÃO Como você precifica seus produtos? Multiplica os ingredientes por dois, três ou quatro? Se baseia apenas no preço da concorrência? MÉTODOS EMPÍRICOS OU INFORMAIS INTUIÇÃO: Estabelece o preço de venda com base na percepção de valor que se tem, ou seja, colocando-se o preço que supostamente o cliente pagaria pela mercadoria. COMPETIDORES: ✔ Usa-se o mesmo preço utilizado pelos concorrentes. ✔ É o método mais utilizado. ✔ Só é eficiente se os custos do concorrente forem exatamente iguais sem mudar nada! ✔ Arriscado, ambos podem estar cavando suas covas! PSICOLÓGICO: Baseia-sena expectativa de gastos de seu cliente, ou seja, define os preços deduzindo-se quanto o cliente quer pagar por determinado produto. TENTATIVA E ERRO: Consiste em estabelecer preços por um determinado período de tempo e avaliar os resultados. Essa tática é boa para medir a sensibilidade de sua demanda à variação de preços; no entanto, é bastante arriscada, pois alterações constantes de preço podem desgastar a imagem do produto e, consequentemente, do estabelecimento. ESSES MÉTODOS SÃO SEGUROS? Vamos falar de Precificação? 1 - MATERIAIS: Ingredientes... ● Ǫuais? ● Ǫue quantidade? ● Ǫuanto rende a receita? ● Ǫuanto custa? 2- MÃO DE OBRA ● Salário mínimo? ● Ǫuantos dias vou trabalhar por semana ● Ǫuantas horas por dia? ● Ǫuanto custa minha hora de trabalho? 3- CUSTOS OPERACIONAIS ● Energia, água, gás e etc. ● Internet, telefone e outros ● Pago aluguel – sim ou não? ● Imposto – Microempreendedor Individual – sim ou não? ● Outros gastos variados... 4- LUCRO ● Esse dinheiro é meu?... ● O que faço com ele?... ● Não vou ganhar nada? 1- Material // Fichas técnicas O que é FICHA TÉCNICA? ✔ A ficha técnica é em qualquer estabelecimento que vende alimentos, uma ferramenta de trabalho e de controle. ✔ Devem ser feitas e atualizadas constantemente para se ter garantia de que a equipe mantenha um alto nível de qualidade e um controle de custos eficaz. ✔ A ficha técnica tem uso operacional e administrativo. Elas devem estar organizadas em ordem numérica ou alfabética e devem ser de fácil acesso para o cozinheiro e para a equipe de cozinha. ✔ A ficha técnica pode ser preenchida manualmente ou através de uma planilha eletrônica, o que agiliza o processo de correção e atualização. ✔ Não existe um modelo padrão específico, pois as informações contidas nas fichas vão depender do objetivo do estabelecimento. FICHA TÉCNICA DE USO OPERACIONAL ● Funciona como uma receita, um passo a passo que o cozinheiro possa seguir e que lhe dará segurança de estar fazendo o prato exatamente da mesma maneira como ele deve ser. ● Registra os processos de produção, importante na padronização e na ordenação da elaboração do preparo. ● Possibilita a melhoria nos porcionamentos e controles de estoque. ● Auxilia na diminuição das sobras ● Possibilita a elaboração das tabelas nutricionais indispensáveis em alguns tipos de produtos. ● Registra as quantidades de matéria prima utilizada nas preparações. ● Padroniza as quantidades, montagem e a apresentação dos pratos. ● Mantém o histórico das preparações do estabelecimento. ● Permite a comparação das informações ao longo do tempo. ● Facilita nas projeções de comprar e especificações de mercadorias. ● Podem ser fichas técnicas Base ou Compostas FICHA TÉCNICA DE USO ADMINISTRATIVO /GERENCIAL ● Relaciona os custos de produção com todos os ingredientes totalizando os custos com a matéria prima de cada preparo. ● Deve conter a data de elaboração para melhor controle da equipe financeira. ● Com o fator de correção podemos calcular as necessidades de compras. ● Ferramenta fundamental para precificação. INFORMAÇÕES CONTIDAS NAS FICHAS TÉCNICAS Em geral encontramos: ⚫ Nome do estabelecimento ⚫ Nome da preparação ⚫ Tipo de preparação ⚫ Tempo de preparo ⚫ Foto da preparação / fotos do passo a passo da preparação ⚫ Peso total da preparação / peso da porção / Número de porções ⚫ Lista de ingredientes ⚫ Peso bruto/ peso líquido ⚫ Fator de correção (FC) ⚫ Medida caseira ⚫ Modo de preparo CUIDADOS NO PREENCHIMENTO Ingredientes: ● Devem ser colocados na ordem de utilização do modo de preparo; ● Especificar bem os alimentos. Exemplo: açúcar – qual tipo? / farinha de trigo – com ou sem fermento? / pimenta – qual tipo? / etc. ● Na lista de ingredientes colocar o alimento na forma com a qual ele é adquirido. Exemplo: bacon fatiado, queijo muçarela fatiado, etc. ● Pode colocar preparações bases desde que tenha fichas técnicas das mesmas (é o ideal) ● Unidades de medida: g, mL ou und. (quando se aplicar) ● Medidas caseiras: verificar e definir com os responsáveis os utensílios padrão. Modo de preparo: ● Deve ser o mais claro possível, evitando usar termos pouco conhecidos; ● Utilizar o mesmo tempo verbal para todo o modo de preparo: INFINITIVO ou IMPERATIVO. Exemplo: cortar, fazer, mexer / corte, faça, mexa; ● Deve iniciar com os procedimentos de pré-preparo, como cortes, higienização, temperos; ● Deve constar: tempo de preparo, tempo de cocção de todas as etapas em que ocorre, temperaturas de forno ou tipos de chama utilizadas; ● Sempre detalhar os utensílios e equipamentos utilizados. FATOR DE CORREÇÃO DOS ALIMENTOS Auxilia no cálculo da quantidade necessária de compra para obtenção do peso líquido necessário. Formula: FC = PB / PL FC = FATOR DE CORREÇÃO PB = PESO BRUTO PL = PESO LÍǪUIDO Fatores que podem influenciar este índice: ● Tipo da preparação; ● Pessoa responsável pelo pré-preparo; ● Utilização de equipamentos/utensílios; ● Ǫuando possível, o ideal seria cada Unidade de alimentação possuir seu índice. Variações da Fórmula FC = PB / PL PB = PL * FC PL = PB / FC Ingrediente Peso Líquido (g) F.C Peso Bruto (g) Preço Unidade de medida comprada Custo Filé mignon com cordão 400 1,35 540 R$26,00 1000 R$14,04 Filé mignon sem cordão 400 1,06 424 R$32,00 1000 R$13,95 P. Líquido x FC = PB x Preço / Unidade = Custo 2 - Mão de obra // Meu salário ● Salário é o valor que vou receber pelo meu trabalho. ● Deve ser incluído nos custos de produção. ● Preciso definir um valor alcançável para iniciar. ● Posteriormente, posso aumentar esse valor, dependendo do faturamento da empresa. ● E o lucro? O lucro é da empresa e posso ter participação nele ao final do mês! 3- Custos operacionais // Custo para produzir ● Formado por todos os custos envolvidos diretamente na produção. ● Tenho controle sobre os meus custos? ● Ǫuanto é a conta de energia? E o gás? A água? ● Esse custo é exclusivo da minha empresa? Produzo em casa? ● Vou arcar com os custos totais da casa sozinha? ● Preciso separar os custos da empresa dos meus custos pessoais e dos custos da casa! Cuidado... Não posso sobrecarregar a empresa com custos que não são da produção! Ver planilha! 4 - Lucro ● Esse dinheiro é meu?... ● O que faço com ele?... ● Não vou ganhar nada? FORMAÇÃO DE PREÇOS Esse dinheiro é da empresa? Ver planilha! Deve-se considerar inúmeros fatores para a determinação da margem de lucro e dos preços dos seus produtos. ● Público alvo; ● Tipo de produto; ● Situação regional e local onde está sendo feita a comercialização dos produtos; ● A concorrência; ● Exclusividade do produto; ● Ǫualidade e procedência dos produtos utilizados para a preparação ● Valor que público está disposto a pagar pelo produto; ● Lucro desejado sobre as vendas Ǫual minha meta mínima de lucro? 30% O que fazer com os 30% de lucro? ● 10% : complementar o meu salário... Participação dos lucros! ● 10% : separamos para um capital de giro, uma reserva para que em momentos difíceis eu possa manter meus compromissos e garantir a saúde financeira da empresa… ● Capital de Giro! ● 10%: Vou reinvestir na minha empresa! ● Comprar um forno, uma batedeira, uma geladeira maior para aumentar minha capacidade de produção; ● Investir em automação comprando uma panela elétrica para mexer brigadeiro, uma masseira, uma modeladora; ● Reformar a cozinha para melhorar a estrutura física da produção; ● Investir em cursos de aperfeiçoamento; Melhorias constantes que me levem ao crescimento! Vimos que é muito importante para aumentar a chance de ter sucesso..! ● Precificar corretamente; ● Ter informações e subsídios para você tomar a decisão se mantém ou não um produto no seu cardápio; ● Planejar suas vendas; ● Criar metas de salário; ● Controlar para onde está indo seu dinheiro. Profissionalize o seu negócio! Capítulo 3 - A HISTÓRIA DA PANIFICAÇÃO GRUEL – A relatos que as primeiras massas foram de forma rudimentar, sendo feito com grãos triturados ou moídos com água ou leite por todas as civilizações. A partir do GRUEL, foi desenvolvidopão chato que era seco pelo ar e cozido em pedras quentes. TRIGO e CENTEIO são também chamados de grãos de pão devido à suas aplicações adequadas à produção de produtos de panificação. Desenvolvimento de fornos e a descoberta da fermentação - Desde 1750 A.C. Existiam profissionais de panificação no Egito. Eles promoviam o crescimento de massas de trigo com o uso de levedo de cerveja e algum crescimento químico. A partir do século XVIII, a introdução da produção industrial de levedura de panificação foi decisiva para a tecnologia da panificação e este desenvolvimento permitiu a produção do pão como nós conhecemos atualmente. As típicas propriedades dos pães, suas formas, aparência, textura e sabor, foram originalmente produzidas manualmente e em conformidade com a qualidade dos grãos. . *PADARIA ENCONTRADA NO EGITO EM 3.500 A.C O PÃO O pão é um produto fabricado geralmente de farinha de trigo, por isso tem todas as propriedades nutritivas dela. Além disso, na Argentina, é enriquecida com 7 mg de ferro (Lei 25.630), um nutriente mineral essencial, indispensável para a produção dos glóbulos vermelhos que transportam o oxigênio para o corpo. No Brasil, a adição de ferro a farinha de trigo também é prática obrigatória, conforme a resolução RDC nº 334, de 13 de dezembro de 2002: “é obrigatória a adição de ferro e ácido fólico nas farinhas de trigo e nas farinhas de milho pré-embaladas na ausência do cliente e prontas para oferta ao consumidor, as destinadas ao uso industrial, incluindo as de panificação e as farinhas adicionadas nas pré-misturas, devendo cada 100 g de farinha de trigo ou de farinha de milho fornecerem no mínimo 4,2 mg (quatro vírgula dois miligramas) de ferro e 150 mcg (cento e cinquenta microgramas) de ácido fólico.” TÉCNICAS PARA INICIAR ● Mistura Também chamada de amassamento, tem como objetivo misturar todos os ingredientes e preparar a massa. ● Sova Momento que se mistura farinha, sal, água e fermento, são sovados para formar a massa. ● Manual: o ato de rasgar e amassar a massa até obter uma textura lisa e elástica. Esse processo pode demorar de 10 a 15 minutos, dependendo do tipo de massa e da habilidade do padeiro. A dica para saber o ponto correto é abrir a massa até ela não rasgar, conforme o padeiro mostra no vídeo abaixo. Ponto de véu ou Soprado é o momento que se incorpora o máximo de ar possível. Momento que se atinge o ‘ponto de véu’, (ponto em que o glúten já se formou e a massa está elástica a ponto de esticar delicadamente sem que ela se rompa). Fatores que aumentam o tempo de fermentação: ● Não deixar a temperatura passar de 25°C; ● Sova intensa; ● Massa mole (muito hidratada); ● Falta de aditivos ácidos (melhoradores); ● Pouca quantidade de fermento. Fonte: https://amopaocaseiro.com.br/receita/pao-de-azeitona/ 2. Divisão – também chamada de Porcionamento ou pesagem, geralmente é feita com a ajuda de uma balança e de uma máquina chamada divisora. Ou seja, momento de dividir a massa pelo peso que será comercializada. 3. Boleamento final e modelagem – no decorrer do boleamento, o pão começa a tomar a forma e aparência definitiva, para tornar-se baguete, francês, etc. Uma máquina chamada modeladora serve para formar, ou pode ser feito à mão do padeiro. 4. Fermentação Final – é o segundo repouso pelo qual a massa terá que passar. Terminar cerca de 5 minutos depois que a massa entra no forno, durante esse tempo o pão aumenta de volume graças ao fermento. O gás produzido fica encapsulado na massa, no glúten, - poder de retenção -, dando o volume final, deixando-o mais leve e macio. 5. Cocção – é a última etapa da panificação. E durante o cozimento que ocorrem as transformações da massa em pão. Momento que se definem aspectos e gosto do pão. 5.1 – Primeira etapa – quando colocada no forno, a temperatura da massa aumenta e nesse momento os fermentos degradam os açúcares em CO², em ritmo acelerado. Quando o centro alcança 50°C todas as leveduras são destruídas e termina a produção de CO². 5.2 – Segunda etapa - entre 50°C e 80°C, nesta faixa ocorre: formação do alvéolo do pão, e de seu miolo; degradação do amido em dextrina e maltose, produzindo a caramelização da casca do pão; glúten se coagula ao redor dos 70°C, momento que o pão não irá mais crescer. 5.3 – Terceira etapa – Coloração da casca – reação de Maillard, dando cor e sabor ao pão. Começo da secagem, evaporação da água, dando uma casca firme e crocante, com miolo macio e https://amopaocaseiro.com.br/receita/pao-de-azeitona/ leve. Parte do CO² se perde no forno. Função do vapor: deixa a casca mais brilhante, fina, e dá mais volume. Facilita na caramelização, melhorando a cor da casca. Falta de vapor: casca grossa, pouco crescimento, rachaduras; Excesso de vapor: pães não crescem direito, casca muito fina, murcha depois de assar. Fonte: https://maquinadepao.blogspot.com/2017/02/pao-rustico-facil-na-panela-de-ferro.html TÉCNICA DE ELABORAÇÃO DE PRÉ-FERMENTADOS Método esponja – denomina-se esponja uma massa líquida feita com as mesmas quantidades de farinha e água, a qual adiciona-se também fermento. Feito com antecedência para a produção do pão. Vantagens: aumenta o sabor e a conservação do pão, ajuda a manter a massa do pão no formato inicial, os cortes feitos na casca abrem bem, os pães obtém boa coloração, melhora a cocção dos pães. Atenção! ● Dissolva sempre o fermento nos líquidos! ● Jamais usar água quente. ● Não deixar a esponja em lugar muito frio; ● Momento certo de uso, quando atingir o triplo do tamanho. Biga – é uma esponja feita da mistura água, farinha e fermento biológico comercial, usada normalmente https://maquinadepao.blogspot.com/2017/02/pao-rustico-facil-na-panela-de-ferro.html como iniciador da massa. Ou seja, pode ser feito com uma massa antiga daquele pão específico, onde foi guardada uma parte para uso posterior. Tem uma hidratação de 45% e com 0,5% a 1% de fermento. Dicas: ● Não deve ser misturada intensamente por muito tempo, pois enfraquece o glúten. ● Quando a biga estiver completa, não deve passar dos 22°C. ● Deve ser abrigada em local fresco. ● Deve-se usar assim que terminar o processo de fermentação, pois pode tornar o produto muito ácido e decompor-se rapidamente. ● Deve ter aparência levemente borbulhante, fragrância ácida, ph entre 5,0 e 5,2. ● O processo não leva sal e é feito separadamente. Deve-se descansar por pelo menos 12h. Poolish – esse método é composto de duas fases, a primeira é a massa semilíquida, composta de fermento biológico e quantidade iguais de farinha e água. A segunda fase é a cada preparação da massa propriamente dita. O propósito da fase preliminar é permitir a multiplicação rápida do fermento (fungo) a qual contribui para a expansão da massa. Dicas: ● Deve ser deixar em repouso por pelo menos 12 h; ● Deve ser armazenado em temperatura ambiente 25°C; ● Apresenta sabor menos ácido, e livre de odor acético. Autólise - Técnica usada para hidratação da massa que ajuda no desenvolvimento do glúten. Levain - Massa lêveda é uma pequena quantidade de farinha e água que se deixa fermentar num local morno, sem adição de fermentos e leveduras, para depois misturar com uma maior quantidade de farinha com o objetivo de preparar massa para pão. Este tipo de preparo é típico da culinária tradicional da Europa Central. Para mantê-los vivos, basta alimentá-los com algum tipo de açúcar. Dá para usar vinho ou frutas, por exemplo. A opção escolhida oferece nutrientes e um toque de sabor à massa. Vantagens: pães têm aroma e sabor inimitáveis, conservam-se por anos. Antes de usar seu levain alimente 2 horas antes do uso. Siga a regra: Misturar os ingredientes secos, depois o sal, depois o levain e complete com o líquido da preparação. Capítulo 4 - RECEITUÁRIO PÃO FRANCÊS CASEIRO INGREDIENTES QUANTIDADE FARINHA DE TRIGO 1000g SAL REFINADO 20g AÇÚCAR CRISTAL 10g FERMENTO BIOLÓGICO SECO 10 a 30g REFORÇADOR EM PÓ 10g ÁGUA 550 a 600 ml Modo de Preparo1. Realizar a pré-pesagem de todos os ingredientes. 2. Colocar a farinha sobre a bancada e abrir uma cava. 3. Acrescentar o açúcar, fermento, sal e reforçador. Adicione a água gelada aos poucos até obter uma massa homogênea. 4. Sovar até o ponto de véu de glúten durante 10 minutos 5. Coloque para descansar por 10 minutos, cobrindo a massa com plástico filme em bancada untada com óleo. 6. Cortar os pedaços de 60g a 80g, bolear e descansar por mais 10 minutos; 7. Modelar conforme orientação e colocar em assadeiras tipo telha previamente untadas com óleo. 8. Levar para fermentar por até 1 hora ou até dobrar de volume em armário de fermentação e/ou ambiente fechado. 9. Assar em forno de lastro em 200 a 220°C com adição de vapor por três vezes; 10. No caso de forno tipo turbo, assar em 190ºC com vapor duas vezes com intervalo por em média 12 minutos com a turbina ligada. 11. Em forno convencional, tempo médio de 15 a 20 minutos borrifando água duas vezes. PÃO CASEIRO COM ENRIQUECEDORES Ingredientes Quantidade FARINHA DE TRIGO 1000g AÇÚCAR 40g SAL 15g LEITE EM PÓ 100g FERMENTO 20g OVOS 2 und LEITE 450ml MARGARINA 100g Modo de Preparo 1. Realizar a pré-pesagem de todos os ingredientes; 2. Colocar o leite de preferência gelado em um bowl 3. Acrescentar o açúcar, fermento, sal e reforçador. Adicione a farinha aos poucos até obter uma massa lisa e homogênea. 4. Sovar até o ponto de véu de glúten durante 10 minutos 5. Coloque para descansar por 10 minutos, cobrindo a massa com plástico filme em bancada untada com óleo; 6. Cortar os pedaços de 60g a 80g, bolear e descansar por mais 10 minutos; 7. Modelar conforme orientação e colocar em assadeiras tipo telh previamente untados com óleo ou formas 8. Levar para fermentar por até 1 hora ou até dobrar de volume em armário de fermentação e/ou ambiente fechado. 9. No caso de forno tipo turbo, assar em 160ºC com vapor duas vezes com intervalo por em média de 15 minutos com turbo desligado e 5 minutos com turbo 10. Em forno convencional, tempo médio de 20 a 15 minutos borrifando água antes de ir ao forno. BAGUETE MULTIGRÃOS Ingredientes Quantidade FARINHA DE TRIGO SEM FERMENTO 1000g SAL 20g FERMENTO 1O a 30g REFORÇADOR EM PÓ 10g ÁGUA 550 a 600ml LINHAÇA DOURADA 50g GERGELIM PRETO 50g GERGELIM BRANCO 50g CLARA OU ÁGUA PARA PINCELAR Q.B Modo de Preparo 1. Pesar os ingredientes; 2. Colocar na masseira os ingredientes secos, farinha, fermento, sal, reforçador e misturar por 3 minutos; 3. Adicionar os grãos e bater por mais 1 minuto; 4. Adicionar a água aos poucos e bater a massa até o ponto de véu por média de 8 a 10 minutos; 5. Levar a massa para mesa, e cortar pedaços de 150g 6. Bolear e colocar em assadeiras untadas com óleo para fermentar 7. Levar ao forno a 200ºc à 240ºc por 10 minutos, com vapor. PÃO RÚSTICO COM POLISH Ingredientes Quantidade FARINHA DE TRIGO SEM FERMENTO 1000g FARINHA DE TRIGO INTEGRAL 200g SAL 22g ÁGUA GELADA 600g REFORÇADOR EM PÓ 10g MARGARINA 40g POLISH 130g Modo de Preparo 1. Prepare o polish misturando 100g de farinha e 100g de água com 30g de fermento biológico seco; 2. Deixar o polish descansar por em média de 30 à 40 minutos; 3. Colocar na bancada os ingredientes secos, farinha, sal; 4. Adicionar a água aos poucos e bater a massa até o ponto de véu por média de 8 a 10 minutos; 5. Levar a massa para mesa, e cortar pedaços de 150g a 500g 6. Bolear e colocar em assadeiras untadas com óleo para fermentar 7. Levar ao forno a 200ºc à 240ºc por 10 minutos, com vapor. PÃO RÚSTICO BÁSICO COM LEVAIN Ingredientes Quantidade FARINHA DE TRIGO SEM FERMENTO 1000g SAL 22g ÁGUA GELADA 350 a 400ml START (OPCIONAL) 10g MARGARINA 40g LEVAIN ATIVADO 200g Modo de Preparo 1. Pesar os ingredientes 2. Colocar na masseira a os ingredientes secos, e logo em seguida o levain; 3. Colocar a água aos poucos, misturar até formar o ponto de véu de glúten 4. Levar a massa para a mesa untada com azeite. 5. Cortar pedaços de 150g à 300g, bolear e descansar por 20 minutos 6. Modelar, colocar em formas polvilhadas com farinha. 7. Fermentar até dobrar de volume por em média 24 horas 8. Assar em forno tipo lastro 270ºc por 15 minutos com vapor aplicado em um ciclo. PÃO BANETTE Ingredientes Quantidade FARINHA DE TRIGO SEM FERMENTO 900g SAL 20g AZEITE 30g REFORÇADOR EM PÓ 15g FERMENTO BIOLÓGICO 15g ÁGUA GELADA 550g Modo de Preparo 1. Pesar os ingredientes 2. Colocar na masseira os ingredientes farinha, fermento, sal e azeite. Misture por 3 minutos; 3. Adicionar a água aos poucos até dar o ponto de véu de glúten 4. Levar a massa pra mesa e cobrir com um saco plástico por 10 minutos 5. Cortar pedaços de 150g, pré - modelar e dar 10 minutos de descanso 6. Modelar as baguetes e colocar em assadeiras untadas com óleo 7. Fermentar até dobrar de volume 8. Assar a 220ºc por 15 minutos com vapor. PÃO ITALIANO Ingredientes Quantidade FARINHA DE TRIGO SEM FERMENTO 1000g SAL 20g LEVAIN 250g START (OPCIONAL) 10g IOGURTE 200g ÁGUA 300g GELO 100g Modo de Preparo 1. Prepare o polish misturando 100g de farinha e 100g de água com 30g de fermento biológico seco; 2. Deixar o polish descansar por em média de 30 à 40 minutos; 3. Caso use levain, adicione logo após os ingredientes secos. 4. Colocar na batedeira os ingredientes secos, farinha, sal e iogurte; 5. Adicionar a água aos poucos e bater a massa até o ponto de véu por média de 8 a 10 minutos; 6. Levar a massa para mesa, e cortar pedaços de 150g a 300g 7. Bolear e colocar em assadeiras untadas com óleo para fermentar 8. Levar ao forno a 200ºc à 240ºc por 10 minutos, com vapor. PÃO BRIOCHE COMERCIAL Ingredientes Quantidade FARINHA DE TRIGO SEM FERMENTO 1000g SAL 20g AÇÚCAR 150g MANTEIGA 100g OVOS 200g GEMAS 120g LEITE 200g FERMENTO 10 a 30g REFORÇADOR EM PÓ 10g ÁGUA 250ml Modo de Preparo 1. Pesar os ingredientes 2. Colocar na masseira os ingredientes secos: farinha, açúcar, fermento, sal, adicionar os ingredientes frescos e ir colocando a água aos poucos 3. Deixar bater até atingir o ponto de véu, e formação da rede de glúten 4. Cotar os pedaços de 40g, bolear e descansar por mais 10 minutos 5. Modelar e colocar em assadeiras previamente untadas com óleo 6. Fermentar por 1 hora e pincelar com gemas 7. Assar em forno em 200 a 220° C por em média 20 minutos. Obs: Caso queira uma coloração mais amarelada, podemos colocar algumas gotas de corante amarelo. PÃO AUSTRALIANO Ingredientes Quantidade FARINHA DE TRIGO SEM FERMENTO 750g FARINHA INTEGRAL 250g SAL 15g AÇÚCAR 90g MARGARINA 75g OVOS 100g MEL 25g CACAU EM PÓ 40g FERMENTO SECO 25g REFORÇADOR EM PÓ 6g ÁGUA 550 A 600g FUBÁ DE MILHO (DECORAÇÃO) 100g Modo de Preparo 1. Pesar os ingredientes 2. Colocar na masseira os ingredientes secos: farinha de trigo, cacau, farinha integral, açúcar mascavo, fermento, sal, reforçador. Adicionar os ingredientes cremosos, manteiga, ovos e o mel. Adicione água aos poucos, bata por 8 a 10 minutos em média. 3. Deixar bater até atingir o ponto de véu, e formação da rede de glúten 4. Cotar os pedaços de 80g, bolear e descansar por mais 10 minutos 5. Modelagem: Borrifar água por cima dos pães e polvilhar levemente o fubá de milho. 6. Assar em forno em 200 a 220° C por em média 15 minutos. PÃO MEXICANO Ingredientes Quantidade FARINHA DE TRIGO SEM FERMENTO 1000g SAL 20g AÇÚCAR 10g PÁPRICA PICANTE 10g REFORÇADOR EM PÓ 30g FERMENTO SECO 10g a 30g ÁGUA 550g LEITE EM PÓ 10g MARGARINA 40g DECORAÇÃO CHEIRO VERDE 200g QUEIJO PARMESÃO 200g Modo de Preparo 1. Pesar os ingredientes 2. Colocar na masseira os ingredientes secos: farinha de trigo, páprica picante, açúcar, fermento, sal, reforçador e leite em pó, Adicione os ingredientes cremosos, manteiga, ovos e o mel. Adicione água aos poucos, bata por 8 a 10 minutos em média. 3. Deixar bater até atingir o ponto de véu, e formação da rede de glúten 4. Cotar os pedaços de 80g, bolear e descansar por mais 10 minutos 5. Modelagem: Borrifar água por cima dos pães epolvilhar levemente o cheiro verde e queijo. 6. Assar em forno em 200 a 220° C por em média 15 minutos. FOCACCIA TRADICIONAL Ingredientes Quantidade FARINHA DE TRIGO OU FARINHA FORTIFICADA 1000g SAL 20g POLISH 230g AZEITE 100g ÁGUA 350g Modo de Preparo 1. Prepare o polish misturando 100g de farinha e 100g de água com 30g de fermento biológico seco; 2. Deixar o polish descansar por em média de 30 à 40 minutos; 3. Colocar na batedeira os ingredientes secos, farinha, sal; 4. Adicione o polish e bata até obter uma massa homogênea; 5. Adicionar a água aos poucos e bater a massa até o ponto de véu por média de 8 a 10 minutos; 6. Levar a massa para mesa, e cortar pedaços de 150g a 300g 7. Bolear e colocar em assadeiras untadas com óleo para fermentar 8. Levar ao forno de lastro à 240ºc por 15 minutos, com vapor de um ciclo. Variações: Focaccia tradicional - Aplicar uma salmoura feita com (100ml de água + 100ml de azeite e q.b. de sal grosso e alecrim) no momento de abrir a massa com o auxílio dos dedos de forma que a massa fique com a superfície irregular. Finalize decorando com sal grosso e alecrim. Focaccia variada - porção de 700g e mesma da tradicional, apenas adicionando os recheios na superfície antes de levar ao forno para assar (adicionar azeite de oliva, queijo mussarela ralado, tomate cereja e manjericão) Baguete recheada - Acrescentar a 170g de massa 100g de recheio variado. Pão de azeitonas pretas - Acrescentar a 400g de massa 100g de azeitonas