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Servięo Social Corporativo | Interno UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS CURSO: NUTRIÇÃO DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE ALIMENTOS NOME DO ALUNO: Mariana Loesch Souza R.A: 2113294 POLO: TATUAPÉ II – SILVIO ROMERO DATA: 31 / 05 / 2023 Mobile User Servięo Social Corporativo | Interno TÍTULO DO ROTEIRO: TECNOLOGIA DE ALIMENTOS INTRODUÇÃO O presente relatório foi desenvolvido a partir da aula prática de Tecnologia de Alimentos que foi ministrada pela professora Luciana. Nossas aulas foram realizadas todas no laboratório, onde pode-se aprender sobre os processos de desidratação e preparo da banana-passa, a fabricação do iogurte,da linguiça, do picles, da geléia de fruta e dos pães. Observa-se que a Ciência e tecnologia dos alimentos é a área de conhecimento voltada para o processamento dos alimentos, da colheita ou abate até a prateleira do supermercado. Assim, são responsáveis pelo desenvolvimento do produto, a escolha do material que será utilizado para embalar, se terá ou não a utilização de aditivos, a analise da qualidade e vencimento, assim como, o seu índice de aceitação. Desta forma com a maior exigência da população passou-se a se investir muito mais no processo de sofisticação das técnicas alimentícias para o melhor resultado do produto final. Pode-se relacionar ao alimento, aspectos agrônomos, nutricionais, médicos, além do conhecimento à saúde pública. O profissional desta área deve conhecer muito bem os processos químicos, físicos e biológicos aos quais os alimentos estão submetidos, para assim planejar o que será feito com aquele alimento durante a produção. É possível trabalhar em pesquisas acadêmicas e laboratoriais, na indústria de alimentos e em órgãos regulamentadores da produção de alimentos, entre outras opções. Mobile User Servięo Social Corporativo | Interno Instituto de Ciências da Saúde Disciplina: Tecnologia de Alimentos Título da Aula: Desidratação: produção de banana-passa AULA 1 ROTEIRO 1 1. Introdução A desidratação é um dos métodos mais antigos de conservar alimentos. É a forma mais natural e mais simples de conservar frutos, legumes, cogumelos e ervas aromáticas. O valor nutritivo dos produtos desidratados é preservado e estes mantêm-se saudáveis e saborosos. Além do objetivo mais evidente, que é a preservação dos alimentos pela redução da umidade, a desidratação torna possível limitar ou evitar o crescimento de micro- organismos ou outras reações de ordem química. Pela remoção da água resulta, ainda, uma maior facilidade no transporte, armazenamento e manuseio do produto final, seja ele para consumo na forma direta, ou como ingrediente na elaboração de outros produtos alimentícios. A desidratação envolve o uso de calor sob condições controladas para remover a maior parte da água presente no alimento por evaporação. A finalidade principal dessa técnica é aumentar a vida de prateleira do produto pela diminuição da atividade de água. A atividade de água é uma das propriedades mais importantes para o processamento, conservação e armazenamento de alimentos. Ela quantifica o grau de ligação da água contida no produto e, consequentemente, sua disponibilidade para agir como um solvente e participar das transformações químicas, bioquímicas e microbiológicas. 2. Objetivo Conhecer os parâmetros de processo para desidratação de alimentos e rever os conceitos e procedimentos de higienização e desinfecção de vegetais e frutas. Realizar teste de aceitação dos produtos. Servięo Social Corporativo | Interno DISCUSSÃO: Neste procedimento, foi demonstrado pela professora Luciana, a importância da conservação do alimento baseado na redução da quantidade de água disponível para evitar as reações químicas, causadas por enzimas, que podem acarretar o crescimento de micro-organismos, e outros elementos que venham a causar a degradação dos alimentos; Neste sentido, podemos observar 5 fatores que desencadeia essa degradação, sendo: a) O primeiro elemento é a atividade de água, quanto mais disponível em um determinado alimento, mais favorável para o desenvolvimento de microrganismos. b) O Potencial Hidrogeniônico (ph) influência no desenvolvimento de microrganismos, cada microrganismo possui seu ph ideal para se desenvolver. c) Temperatura também possui influência na deterioração dos alimentos, assim como o ph, cada microrganismo possui uma temperatura ideal para desenvolvimento. d) Outro fator que influência na deterioração do alimento é sua composição, dependendo do tipo de microrganismo ele terá uma preferência para um determinado micronutriente, se seguirmos uma sequência de preferências por nutrientes teremos as proteínas, seguida pelas gorduras e pelos carboidratos, lembrando que essa preferência vai depender do tipo de microrganismo, cada um tem sua preferência. e) O oxigênio também influência no desenvolvimento dos microrganismos, alguns podem se desenvolverem em um ambiente rico em oxigênio, os chamados microrganismos aeróbios e os que se desenvolvem em um ambiente com ausência de oxigênio os chamados microrganismos anaeróbios. Para o nosso experimento realizaremos a desidratação da banana, onde com o calor controlável removeremos a água disponível do alimento através da evaporação. Com isso podemos aumentar o tempo de armazenamento do alimento (tempo de prateleira). O primeiro passo foi a desinfecção, lavagem e sanitização das matérias primas. Servięo Social Corporativo | Interno Antes de iniciar o processo higienizamos as mãos, bem como as bancadas. Na sequência iniciamos a sanitização das bananas. Para realizarmos a solução sanitizante, efetuamos o cálculo para a diluição da solução, sendo que usamos o cloro ativo a 2,5%, vamos aos cálculos. 2,5% = 2,5% em 100ml e transformando 2,5% em miligrama fica 2500mh 2500mg - 100= 25mg Para 2 litro de solução com 150 ppm, ficando 2L x 150ppm = 300mg de cloro ativo Solução sanitizante 1ml = 25mg = 12ml de solução sanitizante X = 300 Imagem 1, acervo próprio, banana e solução sanitizante. Após 15 minutos mergulhados na solução, em seguida retiramos e enxaguamos em agua corrente e retiramos as cascas. Servięo Social Corporativo | Interno Imagem 2, acervo próprio, enxague após sanitização Para facilitar o processo de secagem e diminuir a atividade enzimática da polifenoloxidase da banana retiramos o mesocarpo, para essa remoção utilizamos duas técnicas. A primeira foi mergulhar a banana por 2 minutos na agua em ebulição e na sequencia passa-las em por um jato de agua fria, esfregando delicadamente com os dedos, ele sairá na mão. Servięo Social Corporativo | Interno Imagem 3, acervo próprio, retirando o mesocarpo da banana com agua quente. A segunda técnica utilizada foi de raspar com a parte contraria do corte da faca, conforme as imagens a seguir: Imagem 4, acervo próprio, retirando o mesocarpo da banana raspando. Antes de prosseguirmos com o experimento faremos o cálculo de fator de correção da banana. Conforme segue: Servięo Social Corporativo | Interno Imagem 5, acervo próprio, banana, peso bruto e liquido. FC= PB/PL, sendo FC= 1137,4 / 694,9, ou seja, a banana utilizada tem um Fator de correção de 1,64 Após retirarmos o mesocarpo das bananas, cortamos elas em fatias de aproximadamente 1,5 cm de espessura, na sequencia colocamos elas sobre uma grade do formo coberto com papel manteiga e colocamos no forno com a temperatura de 70ºC. Imagem 6, acervo próprio, levando a banana ao forno. Após 1 hora no formo, retiramos as bananas e pesamos. Servięo Social Corporativo | Interno Imagem 7, acervo próprio, após1 hora de forno. Após 1 hora no forno, pesamos novamente, obtivemos o peso de 1626,6Kg, porem descontando o peso da grade e do papel manteiga que foi 1172,5kg, ficando 454,1g, lembrando que o peso inicial, descontando o peso da grade e do papel manteiga foi de 555,3g. Então para calcularmos a desidratação após uma hora de forno, usaremos a seguinte formula: Pf = Pi x (100 – Ui ) (100 - Uf ) 100 - Uf = Pi x (100 – Ui ) Pf 100 - Uf = 1.727,8 x (100 – 75 ) 1428,02 +100 - Uf = 30,25 -(- Uf = 30,25 – 100) Uf = 100 - 30,25 Uf = 69,7% Após 2 horas, repetimos o processo de pesagem, desta vez obtivemos um total de 1502,6kg, onde descontando o peso da grade e do papel manteiga temos o total de 330,1g Servięo Social Corporativo | Interno Imagem 8, acervo próprio, após 2 horas de forno O cálculo ficou da seguinte forma: Pf = Pi x 100 - Ui 100 - Uf Pf = Pi x (100 – Ui ) (100 - Uf ) 100 - Uf = Pi x (100 – Ui ) Pf 100 - Uf = 1.502,06 x (100 – 75 ) 1428,02 +100 - Uf = 26,29 -(- Uf = 26,29 – 100) Uf = 100 – 26,29 Uf = 73,7% Após 2 horas, repetimos o processo de pesagem, desta vez obtivemos um total de 1428,5kg, onde descontando o peso da grade e do papel manteiga temos o total de 256g. Servięo Social Corporativo | Interno Imagem 9, acervo próprio, após 3 horas Devido ao tempo da aula e que ela foi realizada em um sábado, não havendo expediente no dia posterior (domingo), não poderíamos deixar o forno ligado, assim não foi possível deixar as 24 horas necessárias para atingir a desidratação ideal, cerca de 21%, então seguimos os procedimentos apenas até a 3 hora. Discussão: 1)Explique os tipos de água existentes nos alimentos. Analisamos e discutimos em grupo sobre o elemento água presente no alimento, no caso do experimento a banana, e observa-se dois tipos de água presente, que são: a água ligada e a água livre. Neste sentido, temos que a água ligada é aquela que fica fortemente ligada às moléculas de alimento, não estando disponível para realizar reações químicas, diferentemente da água livre, que esta em maior quantidade disponível podendo realizar reações químicas e proliferar a existência de microorganismos. Ou seja, água livre em excesso ativa a rapidez da deterioração dos alimentos. 2) Quais as faixas de atividades consideradas seguras? Os micro-organismos crescem na faixa entre atividade de água 1 a 0,65, lembrando que a presença de água favorece o desenvolvimento dos micro-organismos, mas Servięo Social Corporativo | Interno quando a atividade de água for igual a 1 (água pura) não existem nutrientes para que se alimentem. A alta atividade de água é ideal para o crescimento microbiano, mas, à medida que ela ficar muito próxima de 1, não existirão nutrientes para garantir esse crescimento. Alimentos com alta atividade de água, após contaminação, demoram de 3 a 4 dias para deteriorar. Em alimentos com atividade de água entre 0,75 – 0,65 crescem os mofos (bolores osmofílicos). Quando a Aw≤ 0,7, leva-se meses até a deteriorização. O limite mínimo para o desenvolvimento microbiano é Aw = 0,60. Alimentos desidratados (frutas secas, cebola, alho, leite em pó) são microbiologicamente estáveis pela baixa atividade de água 3) Quais os cuidados no processo de desidratação para que seja seguro e mantenha a qualidade dos alimentos desidratados? O efeito sobre os micro-organismos pode ser variável, estando relacionado ao binômio tempo X temperatura usado no processo. Micro-organismos, de uma forma geral, podem resistir em alimentos desidratados, mas, quando a atividade de água é inferior a 0,6, não há condição de sobrevivência para os micro-organismos, no entanto, nem sempre esse valor é atingido nos processos. 4) Quais os cuidados de acondicionamento com os alimentos já desidratados? É importante embalar adequadamente os alimentos e armazená-los em um ambiente limpo e seco. Normalmente, esses alimentos podem durar cerca de quatro meses 5) Calcular o IPC (indicador de parte comestível e discutir sobre as perdas relativas a eliminação de indesejáveis ocorridas durante a etapa de pré preparo. IPC é conhecido como fator de correção, muito usado em UAN. FC = PB - Peso Bruto/ PL - Peso Líquido FC = 957,50 g/ 492,5 g 6) Calcular o rendimento do processo em percentual. MInicial - 100 (%) Servięo Social Corporativo | Interno MFinal - x x = MFinal . 100 x = 138,75 . 100 = 28,40 % MIncial 488,55 Resposta: O rendimento no processo foi de 28,40% de produto final . 7) Demonstrar os cálculos empregados para o preparo da solução de cloro ativo a 150ppm. Cálculo de hipoclorito (ppm) Preparar: 150 ppm 150 ppm: 150 mg para 1L de H2O 1 g - 1000 mg x - 150 mg x = 150 = 0,150 g de Hipoclorito de Sódio Para 1 L de solução , foi pesado 0,150 g de hipoclorito de sódio e usado como solução sanitizante para higienizar as frutas. Foram preparados 3L (0,450g de hipoclorito de sódio) durante a aula para cobrir totalmente as frutas Manual de Estágio Corporativo | Interno Instituto de Ciências da Saúde Disciplina: Tecnologia de Alimentos Título da Aula: Industrialização de leite: fabricação de iogurte AULA 1 ROTEIRO 2 1. Introdução O iogurte é o produto resultante da fermentação do leite pasteurizado ou concentrado, por fermentos lácticos próprios. Os fermentos lácticos devem ser viáveis, ativos e abundantes no produto final durante seu prazo de validade. O leite utilizado na fabricação de Leites Fermentados poderá ser em natureza ou reconstituído, adicionado ou não de outros produtos de origem láctea, bem como de outras substâncias alimentícias, e que não interfiram no processo de fermentação do leite pelos fermentos lácticos empregados. Depois do queijo, o iogurte pode ser considerado o produto lácteo fermentado mais importante no mercado brasileiro. Existem muitos tipos de iogurtes de fabricação industrial: iogurte de consistência firme, iogurte batido, iogurte líquido, aromatizados, com polpa de frutas etc. No entanto, a mistura básica de ingredientes é essencialmente a mesma. Por definição iogurte é um produto lácteo obtido pela fermentação láctica, através da ação de Streptococcus salivarius subsp thermophillus e do Lactobacillus debrueckii subsp bulgaricus, do leite integral ou desnatado e produtos lácteos (leite pasteurizado ou concentrado) com ou sem adição de opcionais (leite em pó integral ou desnatado, soro em pó etc.). O leite pode ser integral ou parcialmente desnatado e deve ser de boa qualidade bacteriológica, isento de antibióticos ou outros agentes microbianos. Os microrganismos inoculados ao produto devem ser viáveis e abundantes. Já a bebida láctea é um produto similar ao iogurte, no entanto estes diferem basicamente Servięo Social Corporativo | Interno nos ingredientes adicionados, pois para a fabricação de bebida láctea é permitida a adição de leite ou leite reconstituído e/ou derivados de leite, sendo a base láctea de pelo menos 51% do total de ingredientes do produto, enquanto que o iogurte é obtido a partir do leite pasteurizado ou esterilizado. As etapas de produção do iogurte incluem, de modo geral, verificação das características do leite original, padronização do teor de gordura, tratamento térmico, semeadura, incubação e embalagem do produto final. Na elaboração de iogurte de leite de vaca, um elevado teor de sólidos totais (ST) no leite (entre 14-18%) é desejável para proporcionar um produto com boa qualidade, o que, normalmente, requer a adição de leite em pó para fortificação do valor de sólidos. 2. Objetivo O objetivo desta aula é obter iogurte batido com polpa de fruta a partir de leite integrale observar as transformações ocorridas durante o processo. DISCUSSÃO: Para esse experimento pegamos um litro de leite, adicionamos em uma panela e levamos ao fogo até atingir a temperatura de 40-42º C. Para aferir a temperatura utilizamos um termômetro. Servięo Social Corporativo | Interno Imagem 10, acervo próprio, aquecendo o leite Após atingir a temperatura despejamos o leite em uma vasilha e acrescentamos 1 envelope de fermento lácteo (cultura láctea), mexendo com uma colher até dissolver e ficar homogenia. Imagem 11, acervo próprio, dissolvendo o fermento lácteo. Na sequência, tampamos o recipiente e deixamos a mistura reservada, tomando cuidado para a zona de temperatura ótima para as bactérias lácticas. Após algumas horas levamos a geladeira. Servięo Social Corporativo | Interno Imagem 12, acervo próprio, preparação reservada Na segunda aula, após 6 dias, para continuarmos a preparação, pegamos os morangos e lavamos em solução clorada por cerca de 10 minutos, na sequência enxaguamos em água corrente. Imagem 13, acervo próprio, higienização dos morangos. Na sequência dissolvemos um sache de gelatina sem sabor com água, em seguida adicionamos o iogurte e os morangos em um liquidificador. Servięo Social Corporativo | Interno Imagem 14, acervo próprio, misturando os ingredientes. Após bater tudo colocamos em refrigeração por cerca de 3 horas. Imagem 15, acervo próprio, Iogurte pronto. Servięo Social Corporativo | Interno Discussão: 1) explique o que é cultura Starter e o mecanismo de ação das bactérias envolvidas na produção de iogurte, como as reações envolvidas, características de crescimento das bactérias e sua contribuição no produto final. A reação ocasionando a fermentação, como no caso do leite, que possui baixa acidez, gera se uma cultura inicial (starter) que é acrescentado com o intuito de agilizar o processo através da criação de microrganismo desejáveis, sendo assim, tem se a redução do tempo de fermentação e a inibição do crescimento de patógenos e bactérias deteriorantes. 2) confeccionar o fluxograma de processamento do iogurte. Fluxograma 1: Processamento do iogurte 3) pesquisar na literatura as principais características físico-químicas do iogurte natural. Em pesquisa, nota-se que o leite em reação açúcar (lactose) é transformado em ácido lático através da fermentação bacteriana, com a adição dos fermentos Servięo Social Corporativo | Interno lácteos, como Lactobacillus bulgaricus e o Streptococus o Lactobacillus termophilus, que se juntam ao leite após sua homogeneização e pasteurização. Manual de Estágio Corporativo | Interno Instituto de Ciências da Saúde Disciplina: Tecnologia de Alimentos Título da Aula: Produção de picles não fermentado AULA 1 ROTEIRO 3 1. Introdução De acordo com a Resolução nº 13, de maio de 1977, da Comissão Nacional de Normas e Padrões de Alimentos, “hortaliça em conserva” é o produto preparado com as partes comestíveis de hortaliças, envasadas praticamente cruas, reidratadas ou pré-cozidas, imersas ou não em líquido de cobertura apropriado, submetidas a adequado processamento tecnológico antes ou depois de hermeticamente protegidas nos recipientes utilizados, a fim de evitar sua alteração. Ainda segundo a legislação, são consideradas “hortaliças” os tubérculos, as raízes, os rizomas, os bulbos, os talos, os brotos, as folhas, as inflorescências, os pecíolos, os frutos, as sementes e os cogumelos comestíveis cultivados, e que sejam reconhecidamente apropriados à elaboração de conservas. As hortaliças em conserva classificam-se em: ▪ Simples – quando preparadas com uma única espécie vegetal. ▪ Mista – quando preparadas com duas espécies vegetais. ▪ Miscelânea, jardineira, salada ou seleta – quando preparadas com mais de duas espécies vegetais. A preservação de alimentos pela acidificação é um procedimento muito antigo. Os ácidos atuam sob diferentes formas no processamento de alimentos, além de contribuírem para melhorar a qualidade degustativa e estimular o consumo. Têm sido utilizados como agentes saborizantes, como tampões no controle do pH, conservantes na prevenção do crescimento de micro-organismos e da germinação de esporos, sinergistas aos antioxidantes, na prevenção da rancidez e do escurecimento, modificadores da viscosidade, entre outros. Manual de Estágio Corporativo | Interno Portanto o ácido serve como um conservante para o alimento podendo proporcioná-lo uma vida de prateleira mais longa. Um alimento acidificado é definido como um alimento de baixa acidez, ao qual foi adicionado um ácido ou um alimento ácido, para originar um produto que tenha um pH final de equilíbrio de 4,6 ou menor e uma atividade de água acima de 0,85. No caso de vegetais acidificados artificialmente a acidificação é controlada até o ponto de se ter um produto sem risco de desenvolvimento do C. botulinum após a pasteurização (pH < 6), sem afetar significativamente o sabor do produto. Os principais tipos de produtos de legumes e hortaliças conservados por meio de antissépticos são os chamados picles. Picles são legumes, hortaliças e, não raro, algumas frutas, conservados em salmoura ou em vinagre, com ou sem fermentação lática e com ou sem adição de açúcar ou especiarias. Podem assim ser divididos: ▪ Picles em salmoura: fermentados e não fermentados. ▪ Picles em vinagre: ácidos, doces e aromatizados. O processo dos picles fermentados consta em manter os legumes ou hortaliças, devidamente preparados em salmoura de conc. constante (10 ºBé). Nestas condições se desenvolvem fermentos lácticos que, pelo desdobramento dos açúcares próprios dos vegetais, dão formação ao ácido lático. A conservação, então, se dá graças à ação conjugada do ácido lático formado (1,5 – 1,8 %) e do sal adicionado, o qual inibe toda e qualquer atividade microbiana. Nos picles não fermentados, o material é devidamente preparado e conservado em salmoura de concentração mais elevada (15-16 ºBé), que impede todo e qualquer desenvolvimento fermentativo. A matéria-prima para o preparo dos picles ácidos pode ser tanto os picles em salmoura como os legumes e hortaliças frescas depois de branqueados. O material devidamente dessalgado ou, quando fresco, apenas branqueado é acondicionado em vidros e coberto completamente com vinagre ou uma solução de vinagre com sal e água. A maioria das indústrias especializadas na fabricação de picles utiliza o processo em Manual de Estágio Corporativo | Interno que praticamente nenhum tipo de fermentação se desenvolve. Os picles são obtidos pela imersão das hortaliças em uma solução de vinagre condimentado, tendo como tratamento preliminar apenas o branqueamento. 2. Objetivo Produção de hortaliças em conservas (picles ácidos) analisando e interpretando as etapas do processamento, bem como seguindo os padrões de higienização adequados. Conhecer os princípios tecnológicos utilizados na industrialização de hortaliças. Familiarizar os alunos com a Resolução – CNNPA nº 13, de 15 de julho de 1977, que trata de hortaliças em conservas. DISCUSSÃO: Para esse experimento, iniciamos com a esterilização dos vidros, onde lavamos os vidros e as tampas com sabão, enxaguamos em seguida colocamos para ferver em agua quente. Imagem 16, acervo próprio, esterilizando os vidros Lavamos os pepinos e deixamos em solução sanitizante por 15 minutos, em seguida enxaguamos em agua corrente e cortamos. Manual de Estágio Corporativo | Interno Imagem 17, acervo próprio, higienizando os pepinos Para a Salmoura pegamos 900 ml de agua filtrada e 10g de sal, onde deixamos os pepinos por cerca de 3 horas. Manual de Estágio Corporativo | InternoImagem 18, acervo próprio, pepinos em salmoura Na sequência preparamos a cobertura com 500ml de vinagre, 500 ml de agua filtrada, 90g de açúcar e os temperos (tomilho, alecrim e mostarda), Na sequencia levamos a mistura em ebulição e colocamos os pepinos, mantendo em ebulição por cerca de 2 minutos (branqueamento). Imagem 19, acervo próprio, preparo do liquido de cobertura Após o branqueamento colocamos os pepinos e a cobertura nos vidros esterilizados, tentando colocar o máximo do tempero junto. Manual de Estágio Corporativo | Interno Imagem 20, acervo próprio, colocando o pepino nos frascos. Depois de ter colocado os pepinos e o liquido cobertura nos vidros, colocamos as tampas sem rosquear e procedemos com a pasteurização, deixando ferver por 10 minutos, em seguida rosqueamos as tampas, completamos de agua na panela e deixamos ferver por 15 minutos, na sequência viramos os vidros por 5 minutos e retiramos, resfriando em agua fria, tomando cuidado para não deixar a agua fria cair direto no vidro, apenas dentro da panela. Imagem 21, acervo próprio, Pasteurização dos frascos Após esfriarem etiquetamos com data de fabricação e deixamos por uma semana em repouso para o tempero penetrar no tecido do vegetal. Manual de Estágio Corporativo | Interno Imagem 22, acervo próprio, Pepinos em conserva. Após 6 dias, na segunda aula, pesamos os Discussão: 1) Discutir sobre a forma de conservação empregada na confecção desse produto. O processo de produção de picles envolve a fermentação natural de um vegetal por meio de suas próprias bactérias (Lactobacilos), um método conhecido como fermentação lática que prolonga a conservação do alimento. 2) Pesar o produto obtido (peso liquido) e no momento da degustação verificar o peso drenado. O peso líquido obtido na preparação foi de 810,17g e peso drenado 365,03 g 3) Avaliar sensorialmente o produto com relação ao sabor, odor, cor e textura. Durante a degustação, pudemos experimentar o produto final da produção dos picles de pepino. A textura do vegetal, ainda era firme, com leve crocância na casca. Alto nível de acidez, pouquíssimo sal e quase nenhum sabor adocicado. Devido ao pouco tempo de produção em aula acreditamos que isso tenha interferido. Houve perda de cor, pois os pepinos ficaram com aspecto amarelado - como se tivessem sido cozidos 4) Faça um detalhamento do fluxograma de processo citado acima, enfatizando a importância e como é realizada cada uma dessas etapas. Manual de Estágio Corporativo | Interno Fluxograma 2: Processamento dos picles 1. Esterilização dos vidros - Feito com água quente e tempo de aquecimento 2. Lavagem e corte dos pepinos - Higienização e corte conforme as instruções 3. Imersão na salmoura - Por 30 minutos 4. Solução de cobertura - Cobertura preparada com água, vinagre e açúcar 5. Branqueamento - Cozimento de acordo com o tempo solicitado 6. Envase - Transferência dos vegetais para o vidro com líquido de cobertura 7. Pasteurização - Aquecimento por tempo determinado do vidro 8. Exaustão - Retirada das bolhas de ar entre os vegetais e a cobertura 9. Resfriamento - Feito com água fria 10. Degustação - Após a pesagem, degustamos os picles e fizemos a análise sensorial. Escala de hedônica - teste de aceitação. TESTE DE ACEITAÇÃO – Escala hedônica Manual de Estágio Corporativo | Interno Os testes de aceitação são usados quando o objetivo é avaliar se os consumidores gostam ou desgostam do produto. As escalas utilizadas nestes testes podem ser balanceadas (as mais utilizadas) ou não balanceadas. A partir dos dados da análise sensorial é calculado o índice de aceitabilidade do produto que é calculado: Em que: A = nota média obtida para o produto para cada atributo avaliado. B = nota máxima dada ao produto. Imagem 23, acervo próprio, Teste de aceitação – Escala Hedonica. 1 7 9 8 9 33 5 9 8 7 29 2 8 8 8 8 32 8 8 8 8 32 3 6 9 6 9 30 6 9 6 9 30 4 5 9 9 7 30 6 8 7 4 25 5 1 8 1 1 11 1 8 1 1 11 Media 5,4 8,6 6,4 6,8 27,2 5,2 8,4 6 5,8 25,4 Sabor: 5,4x100/7=77,14% Sabor: 5,2x100/8=65% Cor: 8,6x100/9=95,55% Cor: 8,4x100/9=93,33% Odor: 6,4x100/9=71,11% Odor: 6x100/8=75% Textura: 6,8x100/9=75,55% Textura: 5,8x100/9=64,44% Sabor Cor Odor Testura Geral Aluno Pepino Rodela Pepino Palito Sabor Cor Odor Testura Geral Manual de Estágio Corporativo | Interno ANÁLISE SENSORIAL – TESTE ESCALA HEDÔNICA Figura 1: Modelo de ficha de avaliação para o teste de aceitação utilizando a escala hedônica de nove pontos ou categorias. Manual de Estágio Corporativo | Interno Instituto de Ciências da Saúde Disciplina: Tecnologia de Alimentos Título da Aula: Industrialização de cereais: fabricação de pão com e sem glúten AULA 2 ROTEIRO 1 1. Introdução O termo pão é símbolo de alimento abençoado, obtido graças ao esforço do homem em reconhecimento pelas suas aptidões, sinônimo de alimento ideal para saciar a fome, assim como a água o é em relação à sede. O pão é o produto obtido pela cocção da massa feita com farinha e água, fermentada com auxílio de leveduras, adicionada de sal e outras substâncias enriquecedoras. Existe um pão feito sem fermento, o pão ázimo, cuja massa não cresce. Hoje, contamos com uma grande diversidade de tipos de pães, com farinhas de variados cereais, farinhas refinadas ou integrais e diferentes modos de moagem. As matérias-primas básicas para a fabricação do pão são: farinha de trigo, água, fermento biológico e sal. Pães mais elaborados e nutritivos podem ser obtidos acrescentando-se açúcar, manteiga, margarina ou óleo vegetal, ovos e leite ou sucos em substituição à água. Na panificação, juntamente com o trigo, a água é o ingrediente mais importante, já que ambos afetam a textura e o miolo do produto final. Neste sentido, estudos demonstram que aproximadamente 50% de água incorporada a determinada elaboração resulta em um pão com textura leve, apesar de os pães artesanais conterem de 60 a 75% de água. Na elaboração de pães, a farinha de trigo participa sempre com 100% e o restante dos ingredientes é um percentual da totalidade do peso; por isto, considerando-se 100% de farinha a quantidade de participação dos outros ingredientes é de 2% para o fermento, 4% para o açúcar, 2% para o sal e 3% para gordura. Além dos ingredientes o procedimento para elaboração do pão é também fundamental nas seguintes etapas: mistura ou amassamento, fermentaçã e cocção. O amassamento é uma operação crítica no processamento de alimentos pelo fato de formar sua estrutura, ou seja, acontece o desenvolvimento das propriedades Manual de Estágio Corporativo | Interno viscoelásticas do glúten, além da incorporação de ar, que tem efeito maior na reologia e na textura. O glúten resulta da mistura de proteínas que se encontram naturalmente no endosperma da semente de cereais da família das gramíneas (Poaceae), subfamília Pooideae, principalmente das espécies da tribo Triticeae, como o trigo, cevada, triticale e centeio. Esses cereais são compostos por cerca de 40-70% de amido, 1-5% de lipídios, e 7-15% de proteínas (gliadina, glutenina, albumina e globulina). Por sua estrutura bioquímica, esse tipo de glúten é, muitas vezes, denominado “glúten triticeae”, e popularmente conhecido como “glúten de trigo”. As proteínas responsáveis pela formação da rede de glúten são a gliadina e glutenina. Podem conter glúten: trigo, cevada e centeio. Espécies da tribo Aveneae, como a aveia, não contêm glúten, mas normalmente são processadas em fábricas e moinhos que também processam cereais que contém esta substância, causando assim a contaminação cruzada da aveia pelos resíduos de glúten. A frase “contém glúten”, encontrada em rótulosde embalagens de diversos produtos alimentícios, serve para alertar as pessoas portadoras de hipersensibilidade imunomediada a gliadina (doença celíaca) ou reações alérgicas ao glúten, para que não consumam aquele alimento, pois, mesmo contendo traços pequenos dessa substância, pode ser prejudicial à saúde, nestes casos. O pão tradicional é preparado utilizando-se a farinha de trigo, por ser rica em glúten, proteína formada pela glutenina e gliadina, ambas relacionadas à rede responsável por reter o gás produzido durante o processo de fermentação quando a massa cresce . Também colabora com a maciez e liga dos diversos componentes na elaboração do pão. Algumas pessoas não podem comer o glúten por terem uma intolerância ao glúten ou alergia ao trigo. Essas pessoas, como os celíacos, quando ingerem o glúten desenvolvem alterações nas vilosidades do intestino fazendo com que percam a capacidade de absorção e importantes nutrientes para seu desenvolvimento, podendo ter danos e sequelas irreversíveis em alguns casos, quando não descoberto precocemente. Muitas vezes o indivíduo pode ter prejudicado seu desenvolvimento físico, não ganhando peso e vindo a desenvolver danos metabólicos e neurológicos. Atualmente alguns médicos e nutricionistas têm indicado a retirada do glúten como Manual de Estágio Corporativo | Interno uma dieta para evitar diversas doenças do sistema imunológico, enxaquecas ou distúrbios gástricos. Indivíduos que fazem cirurgia bariátrica muitas vezes também tem que evitar o consumo. Pessoas com problemas nas válvulas do tubo digestivo ou que tenham refluxo também percebem melhoria na qualidade de vida, na digestão quando eliminam o trigo e consequentemente o glúten de sua dieta. Para elaboração do pão, quando não contamos com o glúten precisamos de um ou mais de um substituto que forneça as mesmas características na massa. Quais são eles? Goma Xantana É um polissacarídeo obtido naturalmente pela fermentação da bactéria Xanthomonas campestres, que sintetiza a goma para evitar sua desidratação. É um aditivo bastante utilizado na indústria farmacêutica e alimentícia como estabilizante, espessante e emulsificante. CMC Espessante, estabilizante, resulta do tratamento da celulose. Tem o mesmo papel da goma xantana. Goma Guar É um heteropolissacarídeo extraído do endosperma (parte da semente) do vegetal de espécie Cyamoposis psoraloides, originária da Índia e do Paquistão. Desde 1950, as sementes da planta da qual se extrai o guar, têm sido usadas como aditivo alimentar, espessante ou como fibra alimentar. Goma Xantana, Goma Guar, CMC A função principal desses ingredientes é manter os outros ingredientes, como óleo, farinhas etc. misturados, evitam que as gotículas de óleo se colem e separem e que as partículas Manual de Estágio Corporativo | Interno sólidas criem sedimentação no fundo. Psyllium É uma planta chamada Plantago ovata, nativa da Ásia, do mediterrâneo e do norte da África, possui sementes bem pequenas e que são riquíssimas em fibras e alguns óleos benéficos. Tem a função de dar elasticidade e maciez às receitas. OBSERVAÇÃO: Sempre que for possível, pesar os ingredientes no lugar de medidas como xícaras e colheres, para que mantenham a proporção ideal. Usar ingredientes de boa procedência para não ter risco de ter glúten nas farinhas ou aditivos. 2. Objetivo Produção de pão com e sem glúten. Mostrar as principais funções do glúten na formação da massa. Para este experimento fizemos, conforme a orientação da Professora, um pão com 50% de farinha de trigo comum e 50% com farinha de trigo integral, onde foi utilizado os seguintes ingredientes: 500 ml de água filtrada morna, 500g de farinha de trigo comum, 500g de farinha de trigo integral, 1 ovo, 20g de fermento biológico, 50 g de manteiga 25g de açúcar e 15g de sal. Manual de Estágio Corporativo | Interno Imagem 23, acervo próprio, Ingredientes para o Pão integral. Iniciamos colocando o fermento biológico em uma vasilha e o açúcar onde misturamos até obter uma consistência liquida (dissolver o fermento biológico), em seguida acrescentamos metade da água morna, misturando tudo e na sequência incorporamos o ovo, a manteiga e o sal. Manual de Estágio Corporativo | Interno Imagem 24, acervo próprio, misturando os Ingredientes para o Pão integral. Após misturar os líquidos iniciamos a inserir os ingredientes secos, incorporamos as farinhas peneiradas e colocamos o restante da água, misturando até a massa desgrudar das mãos. Manual de Estágio Corporativo | Interno Imagem 25, acervo próprio, Ponto da massa do Pão integral. Por orientação da Professora, devido o dia estar frio, aquecemos levemente o forno (cerca de 50ºC), após alguns minutos o desligamos e colocamos a massa dentro do forno para descansar até dobrar de volume. Imagem 26, acervo próprio, deixando a massa descansar. Após a massa dobrar de tamanho moldamos os pães e colocamos em uma assadeira untada e levamos ao forno pré-aquecido a 180ºC. Manual de Estágio Corporativo | Interno Imagem 27, acervo próprio, Pão integral pronto para ir ao forno. Na sequência acompanhamos o pão no forno até dourar. Imagem 28, acervo próprio, Pão integral finalizado. Para esse experimento fizemos um Pão sem glúten, apresenta-se a formulação do Pão Australiano. Manual de Estágio Corporativo | Interno Os ingredientes foram: 100g de farinha de grão de bico, 100g de farinha de arroz integral, 50g de polvilho doce, 30g de aveia em flocos, 10g de cacau em pó, 10g de fermento biológico seco, 5g de goma xantana, 50g de açúcar de coco, 5g de sal, 10g de especiarias (canela em pó e cravo em pó), 3 ovos, 30g de mel, 40g de óleo de girassol, 180g de água filtrada morna e 10g de gergelim branco para polvilhar. Manual de Estágio Corporativo | Interno Imagem 29, acervo próprio, Ingredientes. Após separar todos os ingredientes, com a ajuda de uma batedeira iniciamos a misturar os ingredientes um a um. Iniciamos colocando os ovos, o mel, o óleo e a água, batemos e em seguida começamos a colocar os ingredientes secos, um a um. Após colocar todos os ingredientes batemos com a batedeira até obtermos a consistência desejada. Imagem 30, acervo próprio, mistura dos ingredientes. Batemos até a massa adquirir a consistência desejada, como a massa de um bolo, na sequencia colocamos a massa em uma forminha untada e em seguida deixamos fermentar cerca de 30 minutos. Imagem 31, acervo próprio, mistura dos ingredientes. Após a fermentação levamos ao forno pré-aquecido a 180ºC por 30 minutos. Manual de Estágio Corporativo | Interno Imagem 32, acervo próprio, Pão Australiano pronto. Discussão: 1) Por que é usual cobrir a mistura de fermento com um pano “abafando-o” Ao cobrir a mistura de fermento com um pano, estamos criando um ambiente úmido que ajuda o fermento a crescer mais rapidamente e fazer com que a massa aumente de volume. Isso é conhecido como "abafar" a mistura. 2) Explique a razão do aparecimento em uma determinada embalagem de fermento biológico da seguinte orientação: “Em dias frios (temperatura ambiente abaixo de 16º C) adicione 20% a mais do fermento solicitado na receita, ou seja, para cada colher de sopa, adicione uma de chá” A fermentação no pão é realizada pelo fungo Saccharomyces, que quebra o açúcar presente na massa do pão em álcool e dióxido de carbono. Esta reação química ocorre em uma determinada faixa de temperatura, permitindo que o pão cresça e obtenha a consistência desejada. 3) Estabeleça uma relação entre os seguintes termos: Fermentação no pão - quebra do açúcar - saccharomyces - temperatura A fermentação no pão érealizada pelo fungo Saccharomyces, que quebra o açúcar presente na massa do pão em álcool e dióxido de carbono. Esta reação química Manual de Estágio Corporativo | Interno ocorre em uma determinada faixa de temperatura, permitindo queo pão cresça e obtenha a consistência desejada. 4) O objetivo de colocar a massa “descansando” é dar tempo para que a massa cresça. Por que a massa do pão cresce? A massa do pão cresce porque o calor ativa o fermento, que é uma bactéria ou um fungo naturalmente presente em alguns líquidos, como a água, o leite e o vinho. O fermento libera gás carbônico durante o processo de fermentação, o que ajuda a expandir a massa. A adição de açúcar e outros alimentos ricos em açúcares, como mel, também ajuda a massa a crescer. 5) Faça o fluxograma de processo de pão tradicional com as etapas de fabricação. Fluxograma 3: Processamento dos pães processo de pão tradicional 1. Separação dos ingredientes 2. Misturar os ingredientes 3. Homogeneizar a massa 4. Descanso 40 a 60 min. 5. Modelagem dos pães 6. Colocar em forma untada 7. Levar ao forno pré aquecido 8. Borrifar água após assado Manual de Estágio Corporativo | Interno 6) Faça um detalhamento de fluxograma de processo citado acima, enfatizando a importância e como é realizado cada uma dessas etapas. 1. dos ingredientes: Etapa inicial da produção da receita que facilita a organização e garante a temperatura correta de cada ingrediente. 2. Misturar os ingredientes: Usando as mãos ou equipamento, é necessário seguir as boas práticas de higiene e limpeza do local, bem como a qualidade dos ingredientes. 3. Homogeneizar a massa: Durante a sova o glúten do pão é ativado, o que traz elasticidade e maciez. 4. Descanso de 40 - 60 min: Pausa importante para garantir o crescimento da massa, através do processo de fermentação. 5. Modelagem dos pães: Após o descanso, modelar e porcionar os pães de acordo com a receita. As porções definem o rendimento. 6. Colocar em forma untada: A forma untada ou com papel manteiga impede que o pão grude no fundo da forma. 7. Levar ao forno pré aquecido: O forno pré aquecido proporciona melhores condições para o crescimento contínuo da massa. 8. Borrifar água após assado: Ao borrifar água, mantém-se a umidade no pão evitando que fique com casca grossa/ seca. 7) Avalie sensorialmente o produto elaborado quanto ao sabor, cor e textura. Nossos pães integrais ficaram com excelente textura e sabor. Foi possível sentir o sabor da farinha integral, quantidade ideal de sal e umidade. Cor característica de pão com farinha integral (cor caramelo claro). Além disso, apresentaram boa fermentação devido ao descanso em local escuro e coberto, mantendo a maciez após 24 horas. TESTE DE ACEITAÇÃO – Escala hedônica Os testes de aceitação são usados quando o objetivo é avaliar se os consumidores gostam Manual de Estágio Corporativo | Interno ou desgostam do produto. As escalas utilizadas nestes testes podem ser balanceadas (as mais utilizadas) ou não balanceadas. A partir dos dados da análise sensorial é calculado o índice de aceitabilidade do produto que é calculado: Em que: A = nota média obtida para o produto para cada atributo avaliado. B = nota máxima dada ao produto Imagem 24, acervo próprio, Teste de aceitação – Escala Hedonica. 1 8 7 6 9 30 4 9 6 5 24 2 8 8 9 8 33 5 7 5 5 22 3 9 9 9 9 36 5 9 6 6 26 4 9 7 9 9 34 3 9 5 4 21 5 9 6 9 9 33 1 9 3 1 14 Media 8,6 7,4 8,4 8,8 33,2 3,6 8,6 5 4,2 21,4 Sabor: 8,6x100/9=95,55% Sabor: 3,6x100/4=90% Cor: 7,4x100/9=82,22,% Cor: 8,6x100/9=95,55% Odor: 8,4x100/9=93,33% Odor: 5x100/6=83,33% Textura: 8,8x100/9=97,77% Textura: 4,2x100/5=84% Sabor Cor Odor Testura Geral Aluno Pão Integral Pão Australiano Sabor Cor Odor Testura Geral Manual de Estágio Corporativo | Interno ANÁLISE SENSORIAL – TESTE ESCALA HEDÔNICA Figura 1: Modelo de ficha de avaliação para o teste de aceitação utilizando a escala hedônica de nove pontos ou categorias. Manual de Estágio Corporativo | Interno Instituto de Ciências da Saúde Disciplina: Tecnologia de Alimentos Título da Aula: Industrialização de carnes: fabricação de linguiça frescal AULA 2 ROTEIRO 2 1. Introdução O mercado de embutidos tem apresentado significativa expansão e alta competitividade na última década, uma vez que o seu consumo se tornou parte do hábito alimentar de uma parcela considerável de consumidores brasileiros. A produção de embutidos e em especial as linguiças são itens de maior produção e comercialização no Brasil, dentre os industrializados de carne. A linguiça frescal é um produto curado que por não sofrer processamento térmico ou dessecação e por apresentar alta atividade de água tem curto prazo comercial e a qualidade microbiológica dependente da ausência ou de baixos níveis de contaminação na matéria-prima e demais ingredientes empregados na produção. O padrão de Identidade e Qualidade das diferentes classes de linguiças é fixado pela Instrução Normativa n. 4 de 31 de março de 2000, caracterizando como o produto industrializado como uso de diferentes carnes de açougue, adicionado de ingredientes, embutido em envoltório natural ou artificial submetido a processo tecnológico adequado (BRASIL, 2000). Essa legislação aprova os regulamentos técnicos de identidade e qualidade de carne mecanicamente separada, de mortadela, de linguiça e de salsicha. Em geral, as linguiças são classificadas de acordo com a tecnologia de fabricação adotada, podendo ser um produto fresco, seco, curado e/ou maturado, cozido e outras formas. O sabor é um atributo muito complexo da palatabilidade da carne. Existem centenas de componentes que contribuem para o sabor e aroma do produto, muitos dos quais podem ser alterados em função da estocagem e cocção. Por definição, “entende-se por linguiça o produto cárneo industrializado, obtido de carnes de animais de açougue, adicionados ou não de tecido adiposo, ingredientes, embutido em envoltório natural ou artificial e submetido ao processo tecnológico adequado.” Manual de Estágio Corporativo | Interno As linguiças são parte dos produtos cárneos conhecidos por embutidos. O processo de fabricação de embutidos surgiu da necessidade de preservação de carnes e, mais tarde, do aproveitamento de retalhos de carnes e gorduras provenientes de limpeza das peças e uma melhor utilização de carnes menos nobres. É um dos objetivos da produção dos embutidos tornar a carne de segunda mais atrativa, com mais sabor e valor comercial. Mas pode ser preparado usando carnes mais nobres, como pernil suíno. Os embutidos se diferenciam em função de modificações nos processos básicos, espécie e quantidade de carne, tamanho do corte ou diâmetro dos furos de moagem da carne usada, condimentos empregados, tipos de tripas ou envoltórios, comprimento dos gomos e do processo de conservação utilizados como frescais, curados, cozidos, defumados, dessecados, fermentados etc. A escolha da matéria-prima e ingredientes devem ser bem selecionados para que se obtenha um produto final com boa qualidade. As linguiças podem ser fabricadas com carne de suínos ou de bovinos com variadas proporções de gordura. As carnes e a gordura são cortadas em pedaços pequenos, adicionadas de ingredientes de cura, água na forma de gelo e embutidas em tripa suína ou em envoltório sintético. Os ingredientes adicionados incluem sal de cozinha, nitrato e nitrito, ascorbato como antioxidante, polifosfato como estabilizante e fosfato tricálcico como antiumectante. Os condimentos podem ser variados. Todos os ingredientes são misturados mecanicamente e depois introduzidos no envoltório embutidor por meio de um equipamento dotado de parafuso sem fim que pressiona a misturapara dentro do envoltório. Nesta aula prática será fabricada linguiça frescal com carne suína magra e sem adição de aditivos. Manual de Estágio Corporativo | Interno 2. Objetivo Conhecer o processo de produção de linguiça frescal controlando seu processo de fabricação. Para esse experimento fizemos todos os processos, porem na faculdade não há a embutidora de linguiças, então não foi possível fazer a etapa de embutir, a Professora orientou fazermos como se fosse um hamburguer, então seguimos as etapas. O primeiro passo foi escolher a carne, utilizamos o pernil de porco, utilizamos 925,60g, na sequência trituramos a carne com a ajuda de um processador, após atingir a espessura desejada, acrescentamos 55ml de água gelada, misturamos e adicionamos os temperos, sendo 18g de sal, cerca de uma colher de sopa do tempero pronto de cebola, alho e salsa e para finalizar acrescentamos a pimenta do reino preta em pó (a gosto). . Manual de Estágio Corporativo | Interno Imagem 33, acervo próprio, Ingredientes para a preparação. Após misturar bem os ingredientes, devido a falta da embutidora, modelamos a massa como um hamburguer, após modelado colocamos sobre um plástico filme e levamos ao freezer por 15 minutos para ficar mais firme, depois untamos uma forma com óleo e levamos ao forno pré-aquecido a 250ºC até dourar. Imagem 34, acervo próprio, Finalizando a carne processada. Manual de Estágio Corporativo | Interno Discussão: 1) Confeccionar o fluxograma e etapas do processamento de linguiça frescal e defumada: Fluxograma 4: Processamento da linguiça 2) Qual a função do processo de defumação de linguiças? Resposta: A defumação de linguiças é um processo que ajuda a preservar as carnes e a dar um sabor adicional. É um método de cura comum que envolve a exposição à fumaça de madeira por um período de tempo. Isso permite que os ingredientes sejam preservados por mais tempo, ao mesmo tempo em que dá um sabor único às carnes. Além disso, a defumação de linguiças também ajuda a reduzir a quantidade de bactérias que se desenvolvem e a reduzir o risco de contaminação por listeria. 3) No caso da fabricação de linguiça frescal adicionada de aditivos, qual a função e como agem seguintes aditivos: sais de cura (nitratos e nitritos), emulsificantes e polifosfato. Resposta: Os sais de cura, como os nitratos e nitritos, são aditivos comumente usados para adicionar sabor ao produto, retardar o crescimento de bactérias e Manual de Estágio Corporativo | Interno preservar a cor das carnes. Os emulsificantes, como a glicerina e o ácido cítrico, são adicionados para ajudar a estabilizar a mistura de carne e gordura. Por fim, o polifosfato é usado para ajudar a reter a umidade na carne e torná-la mais macia. 4) Descreva como os nitratos e nitritos atuam na formação da cor dos produtos embutidos. Mostre as reações envolvidas. Resposta: Os nitratos e nitritos são aditivos usados para ajudar a preservar a cor dos produtos embutidos. Quando são adicionados à carne, eles reagem com as proteínas e com os aminoácidos, formando um composto chamado nitrosamina. Esta reação química é conhecida como reação de Maillard, que é responsável por dar à carne sua cor rosada característica. Além disso, ela também contribui para o sabor e aroma únicos dos produtos embutidos. 5) Descreva segundo a legislação pertinente, as análises envolvidas para o Controle de qualidade (Microbiológico, físico-químico e sensorial) e PIQ – Padrão de Identidade e Qualidade de linguiças frescais. Resposta: De acordo com a legislação pertinente, as análises envolvidas para o controle de qualidade de linguiças frescais incluem análises microbiológicas, físico-químicas e sensoriais. As análises microbiológicas visam avaliar a presença de bactérias, fungos e outros microrganismos que possam ser prejudiciais à saúde. As análises físico-químicas avaliam os níveis de nutrientes, gorduras, carboidratos, proteínas, sais minerais e outros componentes da linguiça. Por fim, as análises sensoriais avaliam o sabor, o aroma, a textura e a cor do produto. 6) Analisar sensorialmente o produto obtido quanto ao aroma, sabor, cor e textura Resposta: Foi possível sentir o sabor da carne de porco, quantidade ideal de sal e demais temperos. Cor característica carne, odor forte e textura macia. Observação: Por ser um produto elaborado sem adição de aditivos, a mesma deve permanecer sob refrigeração e consumida em poucos dias.. Manual de Estágio Corporativo | Interno TESTE DE ACEITAÇÃO – Escala hedônica Os testes de aceitação são usados quando o objetivo é avaliar se os consumidores gostam ou desgostam do produto. As escalas utilizadas nestes testes podem ser balanceadas (as mais utilizadas) ou não balanceadas. A partir dos dados da análise sensorial é calculado o índice de aceitabilidade do produto que é calculado: Em que: A = nota média obtida para o produto para cada atributo avaliado. B = nota máxima dada ao produto Imagem 25, acervo próprio, Teste de aceitação – Escala Hedonica. 1 9 7 6 9 31 2 9 8 7 9 33 3 8 5 4 9 26 4 9 7 7 9 32 5 9 6 8 9 32 Media 8,8 6,6 6,4 9 30,8 Sabor: 8,8x100/9=97,77% Cor: 6,6x100/8=82,50,% Odor: 6,4x100/8=80% Textura: 9x100/9=100% Sabor Cor Odor Testura Geral Aluno Linguiça Servięo Social Corporativo | Interno ANÁLISE SENSORIAL – TESTE ESCALA HEDÔNICA Figura 1: Modelo de ficha de avaliação para o teste de aceitação utilizando a escala hedônica de nove pontos ou categorias. Servięo Social Instituto de Ciências da Saúde Disciplina: Tecnologia de Alimentos Título da Aula: Industrialização de frutas: produção de geleia AULA 2 ROTEIRO 3 1. Introdução Segundo a legislação, por definição Geleia de fruta é “o produto preparado com frutas e/ou sucos ou extratos aquosos das mesmas, podendo apresentar frutas inteiras, partes e/ou pedaços sob variadas formas, devendo tais ingredientes ser misturados com açúcares, com ou sem adição de água, pectina, ácidos e outros ingredientes permitidos por estas normas. Tal mistura será convenientemente processada até uma consistência semissólida adequada e, finalmente, acondicionada de forma a assegurar sua perfeita conservação” (Resolução Normativa n. 15 de 1978, revogada em 2005 pela RDC n. 272, de 22 de setembro de 2005). As geleias constituem-se uma importante alternativa para o processamento, e aproveitamento de consumo de frutas e é um bom exemplo de um produto obtido pela conservação pelo uso de açúcar aliado a tratamento complementar (aquecimento). O açúcar, especialmente quando aliado ao aquecimento, é um bom agente de conservação dos produtos alimentícios. A presença do açúcar irá aumentar a pressão osmótica do meio, criando assim condições desfavoráveis para o crescimento e reprodução da maioria das espécies de bactérias, leveduras e mofos. Consequentemente irá ocorrer uma diminuição no valor da atividade de água. Existem alguns microrganismos que conseguem viver mesmo em condições de baixo teor de umidade e, por isso, todo alimento conservado pelo uso de açúcar deve receber um tratamento complementar para sua conservação. De acordo com a RDC 15/1978, as geleias de frutas são classificadas em: a) comum – quando preparadas numa proporção de 40 partes de frutas frescas, ou seu equivalente, para 60 partes de açúcar. As geleias de marmelo, laranja e maçã podem ser preparadas com 35 partes de frutas, ou seu equivalente à fruta fresca, e 65 partes de Servięo Social açúcar; e b) extra – quando preparadas numa proporção de 50 partes de frutas frescas, ou seu equivalente, para 50 partes de açúcar. As geleias são obtidas a partir do suco das frutas, processadas até adquirirem uma formageleificada (gel) obtida pelo equilíbrio entre pectina, açúcar e acidez, e podem apresentar pedaços de fruta em suspensão, recebendo a denominação de geleada. A pectina é necessária à formação do gel e é adicionada quando a fruta não é rica em pectina ou não possui pectina suficiente para formar o gel. O ácido também é necessário à formação do gel e é adicionado quando não estiver em quantidade suficiente na fruta. Matérias-primas com acidez de 0,1 a 0,5% economizam açúcar porque promovem a inversão da sacarose. O açúcar também é indispensável e sempre é adicionado sob a forma de sacarose, glicose, frutose que são facilmente solubilizados. Ao fim, deveremos ter uma geleia com 65 a 70% de sólidos solúveis. 2. Objetivo Emprego da técnica de concentração e adição de açúcar na conservação de alimentos de origem vegetal. Para este experimento faremos o emprego da técnica de preservação de alimento de adição de açúcar na conservação de alimentos. Neste caso faremos uma geleia com manga. Antes de iniciar o preparo da geleia, fizemos a esterilização dos vidros onde será acondicionado a geleia, onde lavamos em água corrente e sabão, na sequência colocamos em água fervente por 10 minutos. Servięo Social Imagem 35, acervo próprio, esterilização dos recipientes. Na sequência higienizamos a fruta utilizada, neste caso a manga, onde ela foi lavada e em seguida deixada cerca de 10 minutos em solução clorada. Depois de higienizada, retiramos as cascas e o caroço, e cortamos em cubos. Imagem 36, acervo próprio, higienização das frutas Levamos ao fogo a poupa da fruta e acrescentamos metade do açúcar, mexendo até atingir a temperatura entre 65–70º C, quando adicionamos a pectina. Imagem 37, acervo próprio, início do preparo da geleia Servięo Social Após adicionar a pectina mexer por 4 minutos e adicionar o restante do açúcar e a glicose, continuar o cozimento até a concentração desejada, até a temperatura entre 65-70ºC, na sequencia adicionar o ácido cítrico, o acido antes de adicionado foi diluído em um pouco de agua. Imagem 38, acervo próprio, geleia de manga Após adicionar todos os ingredientes e atingir a consistência desejada, desligamos o fogo e acondicionamos a geleia nos vidros que haviam sido esterilizados. Imagem 39, acervo próprio, envasando a Geleia Servięo Social Após colocar nos recipientes, colocamos as tampas, e levamos novamente a água quente, e colocamos os vidros com a geleia com as tampas voltadas para baixo, para promover um maior aquecimento da tampa e por consequência a vedação, deixar por cinco minutos, depois desvirar e deixar mais alguns minutos. Depois resfriar em água corrente, fazer a secagem dos frascos e etiquetar com a data de fabricação. Imagem 40, acervo próprio, vedando os frascos 1)Descrever o FLUXOGRAMA de processo de fabricação de geleia com as suas etapas. Fluxograma 5: Processamento da geleia 2)Descrever o princípio do método de conservação com o uso do açúcar. O método de conservação com o uso do açúcar na produção de geleia de morango aumenta a pressão osmótica, o que impede o crescimento e reprodução de Servięo Social bactérias, leveduras e mofos. A redução do valor da atividade de água aumenta a vida útil do produto, mas alguns microrganismos ainda podem sobreviver; portanto, é necessário um tratamento complementar para garantir a durabilidade da geléia 3)Quais as características ideais para formação de uma geleia com ótima consistência? Quais fatores, como o pH, podem interferir no processo de geleificação da geleia? Para uma boa qualidade de geleia é necessário que o PH esteja entre 3,0 a 3,2. 4) Por que o ácido cítrico é adicionado ao final, cinco minutos antes de desligar o fogo? O ácido cítrico é adicionado ao final da produção de geléias para ajudar a estabilizar o pH da geleia, tornando-a menos propensa ao crescimento bacteriano. O ácido cítrico também adiciona sabor e ajuda a prevenir o cristalização do açúcar. Adicionar o ácido cítrico cinco minutos antes de desligar o fogo garante que todos os seus benefícios sejam aproveitados antes que a geleia seja embalada. 5) Por que foi feito a mistura de pectina com sacarose (1:5) para adicionar à geleia? A mistura de pectina com sacarose (1:5) é adicionada à geleia para aumentar a viscosidade e a consistência da gelatina. A mistura de pectina e sacarose também ajuda a manter o sabor e a cor da geleia, além de aumentar o tempo de conservação da geléia 6) O que é SINERESE em geleias? Como evitar? Sinérese é o fenômeno no qual a geleia se separa em líquido e sólido. É causado pela evaporação da água a partir da geleia, o que aumenta a concentração de açúcar. Para evitar, é importante controlar o teor de açúcar no produto, bem como o teor de umidade. Usar pectina de qualidade superior também pode ajudar a Servięo Social prevenir a sinérese. 7) Por que fazemos a inversão do pote após o envase a quente? A inversão do pote de geleia após o envase a quente é necessária para prevenir a formação de bolhas de ar dentro da geleia. Quando a geleia é aquecida durante o processo de envase, o ar contido dentro do pote é aquecido e expandido, o que pode causar bolhas de ar na geleia. Invertendo o pote depois do envase a quente, o ar quente é liberado e a geleia mantém sua qualidade 8) Quais micro-organismos podem crescer em uma geleia produzida sem Boas Práticas de Fabricação? Sem Boas Práticas de Fabricação, as geleias estão suscetíveis ao crescimento de bactérias, leveduras e mofos. Bactérias como Escherichia coli, Salmonella, Staphylococcus e Listeria podem crescer em condições inadequadas 9)Por que adicionamos glicose na produção de geleia? A glicose ajuda a dar brilho e reduzir a viscosidade da geleia, o que a torna mais fácil de manipular e embalar. Além disso, a glicose também ajuda a prevenir a cristalização de açúcares na geleia, o que ajuda a manter a qualidade do produto 10) Avaliar sensorialmente o produto. TESTE DE ACEITAÇÃO – Escala hedônica Os testes de aceitação são usados quando o objetivo é avaliar se os consumidores gostam ou desgostam do produto. As escalas utilizadas nestes testes podem ser balanceadas (as mais utilizadas) ou não balanceadas. A partir dos dados da análise sensorial é calculado o índice Servięo Social de aceitabilidade do produto que é calculado: Em que: A = nota média obtida para o produto para cada atributo avaliado. B = nota máxima dada ao produto Imagem 25, acervo próprio, Teste de aceitação – Escala Hedonica. 1 6 9 9 5 29 2 9 9 9 9 36 3 8 8 8 9 33 4 9 9 9 9 36 5 7 9 8 9 33 Media 7,8 8,8 8,6 8,2 33,4 Sabor: 7,8x100/9=86,66% Cor: 8,8x100/9=97,77% Odor: 8,6x100/9=95,55% Textura: 8,2x100/9=91,11% Sabor Cor Odor Testura Geral Aluno Linguiça Servięo Social ANÁLISE SENSORIAL – TESTE ESCALA HEDÔNICA Figura 1: Modelo de ficha de avaliação para o teste de aceitação utilizando a escala hedônica de nove pontos ou categorias. Servięo Social Considerações Finais Analisamos que a secagem é um dos processos mais antigos utilizados pelo homem na conservação de alimentos. A grande maioria dos alimentos sofre deterioração com muita facilidade. Diante disso, surgiram algumas técnicas para conservação dos alimentos, dentre os quais, a secagem, que é uma das mais utilizadas. As vantagens da secagem são várias, entre as quais podemos citar melhor conservação do produto, redução do seu peso, com a consequente redução do custo de transporte e armazenamento em relação aos produtos enlatados e congelados. Com a secagem, ao diminuirmos a quantidade de água, estaremos não só reduzindo o peso, mas também criando condições desfavoráveispara o crescimento microbiano no produto. Alguns produtos, quando submetidos à secagem, conservam bastante intactas suas características físicas e nutritivas, e retornarão ao aspecto natural ou sofrerão Poucas alterações quando reconstituídos em água. Assim, este processo representa uma forma viável de conservação de alimentos para consumo humano. Servięo Social Referências CECCHI, H. M. F undamentos T eóricos e Prático s e m Analise de Alimentos, Campinas, 2ªed. Campinas, SP. Editora UNICAMP,1999. Ciência e Tecnologia de Alimentos | Observatório Juventude, Ciência e Tecnologia (fiocruz.br), acesso em 24/05/2023 às 20:02 FREIRIA, Enilene de França Cordeiro. Tecnologia de alimentos, Londrina, PR. Editora e Distribuidora Educacional S. A., 2017. http://www.juventudect.fiocruz.br/ciencia-e-tecnologia-de-alimentos http://www.juventudect.fiocruz.br/ciencia-e-tecnologia-de-alimentos 1. Introdução 2. Objetivo 1. Introdução 2. Objetivo 1. Introdução 2. Objetivo TESTE DE ACEITAÇÃO – Escala hedônica 1. Introdução Goma Xantana CMC Goma Xantana, Goma Guar, CMC Psyllium 2. Objetivo TESTE DE ACEITAÇÃO – Escala hedônica 1. Introdução 2. Objetivo TESTE DE ACEITAÇÃO – Escala hedônica 1. Introdução 2. Objetivo TESTE DE ACEITAÇÃO – Escala hedônica