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Unidade 1 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação CONHECENDO OS ALIMENTOS FUNCIONAIS, PREBIÓTICOS E PROBIÓTICOS Professor (a) : Me. Carla Regina Pires Objetivos de aprendizagem • Definir os alimentos funcionais. • Entender o que é o prebiótico. • Conhecer os probióticos e sua aplicabilidade na saúde. https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p�gina-inicial https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial/unidade-1 https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial/atividades https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial/resumo https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial/eu-indico https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial/refer%C3%AAncias https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial/aprofundando https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial/editorial Plano de estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: • Alimentos Funcionais • Prebióticos • Probióticos Introdução Os alimentos funcionais são alimentos ou ingredientes que produzem efeitos benéficos à saúde, além de suas funções nutricionais básicas, eles se caracterizam por oferecer vários benefícios à saúde, além do valor nutritivo inerente à sua composição química. Podem também desempenhar um papel potencialmente benéfico na redução do risco de doenças crônicas degenerativas, como câncer, diabetes, dentre outras. Os prebióticos, por sua vez, devem sua derivação ao conceito de probiótico e foram desenvolvidos pela primeira vez para influenciar a microbiota intestinal sem, no entanto, envolver questões de sobrevivência na intervenção utilizada. Eles alteram os componentes da flora nativa de modo seletivo, e as consequências à saúde são mais ou menos semelhantes àquelas de probióticos. Já os probióticos eram classicamente definidos como suplementos alimentares à base de microrganismos vivos, que afetam beneficamente o animal hospedeiro, promovendo o balanço de sua microbiota intestinal. Em sua definição atual os probióticos são microrganismos vivos, administrados em quantidades adequadas, que conferem benefícios à saúde do hospedeiro. A influência benéfica dos probióticos sobre a microbiota intestinal humana inclui fatores como efeitos antagônicos, competição e efeitos imunológicos, resultando num aumento da resistência contra patógenos. Assim, a utilização de culturas bacterianas probióticas estimula a multiplicação de bactérias benéficas, em detrimento à proliferação de bactérias potencialmente prejudiciais, reforçando os mecanismos naturais de defesa do hospedeiro. Avançar DOWNLOAD PDF https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p�gina-inicial https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial/unidade-1 https://drive.google.com/file/d/1W7sjOkqNFoz8_qR1yId1nJPnAXezdnaW/view?usp=sharing UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p�gina-inicial https://getfireshot.com Unidade 1 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação ALIMENTOS FUNCIONAIS Os alimentos funcionais são alimentos ou ingredientes que produzem efeitos benéficos à saúde, além de suas funções nutricionais básicas, eles se caracterizam por oferecer vários benefícios à saúde, além do valor nutritivo inerente à sua composição química. Podem também, desempenhar um papel potencialmente benéfico na redução do risco de doenças crônicas degenerativas, como câncer, diabetes, dentre outras. A utilização desses alimentos tem o intuito de reduzir o risco de doenças. Os benefícios dos alimentos funcionais são decorrentes de vários efeitos metabólicos e fisiológicos que contribuem para um melhor desempenho do organismo do indivíduo que os ingere. A relevância desse tema justifica-se devido ao aumento da média de vida da população, que vem sendo fascinada pela mídia para o consumo de determinados alimentos, que não somam nada em termos de qualidade nutricional. As questões sobre os hábitos alimentares e suas ligações com a prevenção/tratamento de doenças devem fazer parte de discussões de todas as pessoas e em todos os níveis, provocando nos participantes uma autorreflexão no sentido de corrigir possíveis erros alimentares. Faz-se necessário que o consumo desses alimentos seja regular, a fim de que seus benefícios sejam alcançados. A indicação fica no maior uso de vegetais, frutas, cereais integrais na alimentação regular, já que grande parte dos componentes ativos estudados se encontra nesses alimentos. Além disso, é importante que todos saibam que esses alimentos somente funcionam quando fazem parte de uma dieta equilibrada, balanceada. Isso quer dizer que se a pessoa estiver utilizando um alimento para o controle do colesterol, ela somente terá resultados positivos se a ingestão deste estiver associada a uma dieta pobre em gordura saturada e colesterol. Nos últimos anos, os consumidores viram aparecer nas gôndolas dos supermercados novos produtos alimentares, que prometem contribuir na busca por uma vida mais saudável. Os alimentos funcionais são a nova tendência do poderoso mercado alimentício neste início do século XXI. Iogurtes, fermentados, cereais prometem ajudar na cura ou na prevenção de doenças como as cardiovasculares, certos tipos de câncer, alergias, problemas intestinais, entre outros. Entre os fatores que explicam o êxito dos alimentos funcionais, há a preocupação crescente pela saúde e pelo bem-estar, as mudanças na regulamentação dos alimentos e a crescente comprovação científica das relações existentes entre dieta e saúde. Outro termo importante na área dos alimentos funcionais é o prebiótico. Os prebióticos, conceitualizados em 1995, são componentes alimentares não digeríveis pelo nosso corpo, que afetam beneficamente a saúde, por estimularem seletivamente a proliferação ou atividade de micro-organismos que exercem efeitos benéficos para a saúde ao melhorar o equilíbrio microbiano intestinal. https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p�gina-inicial/unidade-1 https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial Já os probióticos são bactérias lácticas, consideradas como tendo um efeito benéfico sobre a flora intestinal, como as espécies de Lactobacillus e de Bifidobacterium . Na Europa, a saúde do intestino já se tornou um dos principais mercados dos alimentos funcionais. Nos anos 1960, surgiram os primeiros estudos científicos que comprovaram a ligação entre alimentação e saúde, apontando para os impactos negativos do excesso de gordura e açúcar. Na década de 1980, produtos diet e light começaram a ser comercializados com sucesso. Recentemente, vem-se exigindo ainda mais dos alimentos. Além de não fazer mal à saúde, os alimentos devem ainda desempenhar funções terapêuticas. Depois de anos de discurso negativo sobre a alimentação em relação à dieta e à saúde, os ingredientes funcionais estão agora sendo usados como atributos positivos para criar novos mercados. A novidade é que os funcionais estão deixando de ser um nicho de mercado para se transformarem em uma nova tendência do mercado de alimentos, roubando espaço dos produtos tradicionais e com amplas possibilidades de crescimento. Essa gama de alimentos iniciou-se quando o médico Minora Shirota descobriu os benefícios da bactéria Lactobacillus Casei para a regulação do trânsito intestinal na década de 1930, quando trabalhava junto aos pobres e malnutridos. Ele fundou a Companhia Yakult em 1955 e começou a produzir as garrafinhas de 65 mililitros de leite fermentado que conheceramprogressivamente um sucesso mundial. Porém, a “revolução nutricional” começou mesmo na década de 1980. Em outubro de 1984, a Cia. Kellogg lançou sua campanha publicitária do cereal matinal All-Bran, baseada em alegações de saúde, afirmando que uma dieta rica em fibra e pobre em gordura reduziria o risco de desenvolver certas formas de câncer. No Brasil, já são vários os alimentos funcionais presentes no mercado: além dos iogurtes com probióticos que melhoram a saúde intestinal, podemos citar leites enriquecidos com ferro (que ajudam na prevenção e no tratamento da anemia), com vitaminas e ômega-3 (que ajuda no controle do colesterol), bem como ovos e margarinas enriquecidos também com ômega-3. O setor da água mineral não ficou fora do movimento e ingressou recentemente no mercado das bebidas funcionais, oferecendo águas que contêm alta concentração de vitaminas C e do complexo B, a fim de fortalecer o sistema imunológico, ou que contêm a fibra FOS (frutooligossacarídeo) e prometem contribuir para a prevenção dos cânceres de mama e de cólon e para a redução dos riscos de doenças cardiovasculares, além de regular o intestino. Com o avanço no conhecimento das questões fisiológicas e patológicas da nutrição, pode-se melhor caracterizar os quadros clínicos carenciais. Também, pode-se ter melhor compreensão sobre as exigências especiais dos diversos nutrientes e dos desvios metabólicos que ocorrem em várias situações clínicas. Fatores como tipo de alimentação, envolvendo quantidade e qualidade dos alimentos consumidos, podem influenciar direta e indiretamente o estado de saúde e a qualidade de vida do indivíduo. Os alimentos funcionais podem variar desde nutrientes isolados, suplementos dietéticos e dietas até alimentos “planejados” fabricados geneticamente, produtos herbáceos e produtos processados tais como cereais, sopas e bebidas. Desde os mais elementares até os mais sofisticados, fazem muito mais do que tornar os comensais mais magros ou mais gordos. Seus efeitos sobre o organismo é que fazem a diferença entre o desenvolvimento de uma doença crônica e uma vida vigorosa e saudável. Analise a sua refeição habitual e me responda: você tem ingerido na sua dieta alimentos considerados funcionais? Fonte: a autora. Os alimentos funcionais não curam doenças, apenas previnem o aparecimento e, caso isso aconteça, ajudam a combatê-las de maneira mais eficaz. Estes não devem ser utilizados como remédios. Nos últimos anos, a literatura vem relatando a redução da incidência das doenças infecciosas e o aumento das doenças não transmissíveis (DNT). No Brasil, quando se pensa nas doenças não transmissíveis (DNT), a maior preocupação da população é com a questão relativa a doenças cardiovasculares. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 72% dos casos de óbito no Brasil, em 2005, tiveram como causas doenças crônico- degenerativas. A alimentação inadequada e o sedentarismo são as maiores causas da ocorrência dessas doenças, logo, uma dieta adequada, combinada com atividade física, são fatores essenciais para a construção de corpos fortes e saudáveis. https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p�gina-inicial/unidade-1 https://getfireshot.com É importante saber que o excesso de espécies reativas de oxigênio e nitrogênio ocasionam danos às células normais e, portanto, causam disfunção celular e doença. O estresse oxidativo promove o desenvolvimento de seis doenças crônicas, a saber: câncer, doença cardiovascular, catarata, degeneração macular, doenças neurodegenerativas do sistema central e diabete melittus . Com a preocupação em prevenção ou tratamento, os efeitos dos alimentos funcionais vêm sendo estudados nas patologias citadas, além das intestinais. Entre os componentes químicos que dão funcionalidade aos alimentos, estão: os carotenoides, os flavonoides, os ácidos graxos como ômega 3, os probióticos, as fibras alimentares, dentre outros. Sabe-se que os alimentos funcionais correspondem entre 5 a 7% do mercado mundial no ramo da alimentação. Dentre as dificuldades encontradas na utilização dos alimentos funcionais, podem-se ressaltar as relacionadas à quantidade dos compostos bioativos presentes nos alimentos, muitas vezes estas são insignificantes para os efeitos pretendidos. Os carotenoides são um subgrupo dos fitoquímicos terpenos encontrados em alguns vegetais, dentre eles, tomates, salsa, laranjas, toranja rosa e espinafre. Como exemplo, o licopeno é duas vezes mais poderoso que o caroteno contra os radicais livres e é encontrado em preparações à base de tomates e ficou comprovada a redução em 45% de desenvolvimento de câncer de próstata em homens que consomem 10 ou mais porções de tomates por semana. Os flavonoides são pigmentos da subclasse dos fenóis, tais de cores azul, azul-avermelhado e violeta encontrados em alimentos. Como exemplo, o suco de uva e o vinho tinto mostraram reduzir o risco de doença cardíaca pelo efeito do antioxidante para proteger o colesterol LDL contra a oxidação promovida pelos radicais livres. As fibras alimentares atuam beneficamente no organismo, diminuindo os níveis de colesterol, controlando a glicemia, a insulina e melhorando as funções do intestino grosso. Como componente de alimento funcional, os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) são substâncias produzidas a partir da ação de bactérias colônicas num processo de fermentação anaeróbia de fibras ingeridas na alimentação. Os AGCC: butirato, acetato e propionato têm a capacidade de abaixar o pH intestinal, protegendo o cólon contra o câncer. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) determina normas e procedimentos para registrar os alimentos funcionais no Brasil. Para lançar um produto no mercado com um registro de um alimento com alegação de propriedades funcionais de saúde, esta deve seguir a legislação do Ministério da Saúde e apresentar um relatório técnico-científico com muitas informações que comprovam os seus benefícios e a garantia de segurança para seu consumo. Neste cenário em que grande parte das mortes é causada por maus hábitos, ou doenças não transmissíveis (DNT), torna-se fundamental a necessidade de investimento na qualidade da alimentação funcional, a fim de proporcionar à população um envelhecimento saudável e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida, minimizando assim os problemas de saúde. https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p�gina-inicial/unidade-1 https://getfireshot.com PREBIÓTICOS Para ser considerado um alimento prebiótico, é necessária a demonstração científica de que o componente, alimento ou ingrediente resista aos processos de digestão, absorção e adsorção do hospedeiro, seja fermentado pela microbiota que coloniza o trato gastrintestinal e estimule seletivamente o crescimento e/ou atividade de uma ou de um número limitado de bactérias dentro do trato gastrintestinal, alterando a microbiota colônica em favor de uma composição mais saudável. Os prebióticos disponíveis no mercado atualmente são classificados como dissacarídeos (lactitol, lactulose, xilitol), oligossacarídeos (inulinas, fruto- oligossacarídeos, galacto-oligossacarídeos, oligossacarídeos da soja, xilo-oligossacarídeos) e amido resistente. Os prebióticos devem sua derivação ao conceito de probiótico e foram desenvolvidos pela primeira vez para influenciar a microbiota intestinal sem, no entanto, envolver questões de sobrevivência na intervenção utilizada. O desenvolvimento dos prebióticos é bem mais recente que dos probióticos e, por essa razão, existem menos estudos sobre o assunto. Os prebióticos alteram os componentes da flora nativa de modo seletivo, e as consequências à saúde são mais ou menos semelhantes àquelas de probióticos. Vários estudos demonstraram a importante contribuição de substratos prebióticos à microbiota gastrintestinal humana. Relatos de estudos in vitro revelaram que os prebióticos são capazes de modificar a comunidade microbianado trato gastrintestinal, aumentado o número de bifidobactérias ou lactobacilos. Com isso, tais prebióticos podem melhorar a saúde intestinal do ser humano e ainda intensificar as respostas imunes inespecíficas. Os prebióticos identificados atualmente são carboidratos não digeríveis, incluindo a lactulose, a inulina e diversos oligossacarídeos que fornecem carboidratos que as bactérias benéficas do cólon são capazes de fermentar. Os prebióticos avaliados em humanos constituem-se dos frutanos e dos galactanos. A maioria dos dados da literatura científica sobre efeitos prebióticos relaciona-se aos fruto-oligossacarídeos (FOS) e à inulina. A inulina e a oligofrutose pertencem a uma classe de carboidratos denominados frutanos e são considerados ingredientes funcionais, uma vez que exercem influência sobre processos fisiológicos e bioquímicos no organismo, resultando em melhoria da saúde e em redução no risco de aparecimento de diversas doenças. As principais fontes de inulina e oligofrutose empregadas na indústria de alimentos são a chicória ( Cichorium intybus ) e a alcachofra de Jerusalém ( Helianthus tuberosus ). https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p�gina-inicial/unidade-1 https://getfireshot.com Frutano é um termo genérico empregado para descrever todos os oligo ou polissacarídeos de origem vegetal e refere-se a qualquer carboidrato em que uma ou mais ligações frutosil-frutose predominam dentre as ligações glicosídicas. Os frutanos do tipo inulina dividem-se em dois grupos gerais: a inulina e os compostos a ela relacionados - a oligofrutose e os fruto-oligossacarídeos. A inulina, a oligofrutose e os FOS são entidades quimicamente similares, com as mesmas propriedades nutricionais. A inulina é um carboidrato polidisperso, constituído de subunidades de frutose (2 a 150), ligadas entre si e a uma glicose terminal, apresentando um grau médio de polimerização de 10 ou mais. A oligofrutose e os FOS são termos sinônimos utilizados para denominar frutanos do tipo inulina com grau de polimerização inferior a 10. Seus nomes derivam de oligossacarídeos (carboidratos com menos de 10 subunidades de monossacarídeos) compostos predominantemente de frutose. O termo oligofrutose é mais frequentemente empregado na literatura para descrever inulinas de cadeia curta, obtidas por hidrólise parcial da inulina da chicória. O termo FOS tende a descrever misturas de frutanos do tipo inulina de cadeia curta, sintetizados a partir da sacarose. Os FOS consistem de moléculas de sacarose, compostas de duas ou três subunidades de frutose adicionais, adicionadas enzimaticamente. Os frutanos são os polissacarídeos não estruturais mais abundantes na natureza, após o amido. Eles estão presentes em grande variedade de vegetais e, também, em algumas bactérias e fungos. Bifidobactérias fermentam seletivamente os frutanos, preferencialmente a outras fontes de carboidratos, como o amido, a pectina ou a polidextrose. A alta especificidade dos FOS como substratos para bifidobactérias resulta da atividade das enzimas b-frutosidases (inulinases) associadas a células específicas, as quais hidrolisam monômeros de frutose da extremidade não redutora da cadeia de inulina ou de determinados açúcares. Essas hidrolases são produzidas por alguns bolores e leveduras e só esporadicamente por bactérias. O FOS compreende uma classe importante de oligossacarídeos bifidogênicos em termos de volume de produção e uso. São resistentes a acidez gástrica e hidrólise por enzimas digestivas humanas (sacarase, maltase, isomaltase ou lactase) e pela alfa- amilase de secreção pancreática. Podem ser divididos em dois grupos do ponto de vista comercial: o primeiro grupo é o preparado por hidrólise enzimática de inulina e consiste de unidades lineares de frutosil com ou sem uma unidade final de glicose. Esse produto é comercializado como Raftilose, produzido pela Orafti Ltda, da Bélgica, ou como Frutafit, produzido pela Imperial- Suikner Unie, da Holanda. O grau de polimerizaçao desses FOS varia entre 1 e 7 unidades de frutosil. Esse processo ocorre amplamente na natureza, e esses oligossacarídeos podem ser encontrados em uma grande variedade de plantas (mais de 36 mil), mas principalmente em alcachofras, aspargos, beterraba, chicória, banana, alho, cebola, trigo, tomate. Também podem ser encontrados no mel e açúcar mascavo, em tubérculos, como o yacon e em bulbos, como os de lírios vermelhos. O segundo grupo é preparado por reação enzimática de transfrutosilação em resíduos de sacarose e consiste tanto de cadeias lineares como de cadeias ramificadas de oligossacarídeos, com grau de polimerização variando entre 1 e 5 unidades de frutosil. Possuem características específicas na prevenção de cáries dentárias, redução nos níveis séricos de colesterol total e lipídeos, além de atuarem como estimulantes do crescimento de bifidobactérias no trato digestivo, praticamente não são digeridos pelo metabolismo humano. Vários estudos comprovam os efeitos benéficos da ingestão de FOS. Esses açúcares não convencionais foram classificados como assistentes da flora amigável do trato intestinal, como Lactobacillus e Bifidobacteria . Eles melhoram o metabolismo de Bifidobacteria e diminuem o pH do intestino grosso, destruindo bactérias putrefativas. A ingestão diária desses carboidratos pode resultar num aumento de bifidobactérias no trato intestinal, são conhecidos como prebióticos, desde que promovem o crescimento de probióticos, promovendo, estabilizando e aumentando a proliferação dessas bactérias benéficas no trato gastrointestinal do hospedeiro. A incorporação de FOS na dieta ou uma suplementação intensificam a viabilidade e a adesão dessas bactérias benéficas no trato gastrointestinal, mudando a composição de sua microbiota. Ao mesmo tempo, bactérias patogênicas incluindo Escherichia coli , Clostridium perfringens e outras têm sido inibidas, concomitantemente. Os FOS diminuem os níveis de triglicerídeo sérico e aumentam a produção de ácidos graxos voláteis. Testes de laboratório demonstraram que a absorção de minerais como cálcio, magnésio e fósforo aumenta quando há ingestão de FOS. Também há redução de inflamação decorrente da deficiência de magnésio. O equilíbrio produzido na flora gastrointestinal pelo consumo de FOS estimula outros benefícios no metabolismo humano, como a redução da pressão sanguínea em pessoas hipertensas, alteração do metabolismo de ácidos gástricos, redução da absorção de carboidratos e lipídeos, normalizando a pressão sanguínea e lipídeos séricos e melhoria do metabolismo de diabéticos. Ainda pode-se observar um aumento da digestão e metabolismo da lactose, aumento de reciclagem de compostos como o estrógeno, aumento da síntese de vitaminas (principalmente do grupo B), aumento da produção de compostos imunoestimulantes, que possuem atividade antitumoral, diminuição do crescimento de bactérias nocivas, diminuição da produção de toxinas e compostos carcinogênicos e auxílio da restauração da flora intestinal normal durante terapia com antibióticos. Também se atribui ao consumo de FOS a redução da potencialidade de várias patologias humanas normalmente associadas com o alto número de bactérias intestinais patógenas, como doenças autoimunes, câncer, acne, cirrose hepática, constipação, intoxicação alimentar, diarreia associada a antibióticos, problemas digestivos, alergias e intolerâncias a alimentos e gases. https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p�gina-inicial/unidade-1 https://getfireshot.com Devido a essas características, os FOS podem ser usados em formulações de sorvetes e sobremesas lácteas que levem no rótulo açúcar reduzido, sem adição de açúcar, calorias reduzidas, produto sem açúcar etc., em formulações para diabéticos, em produtos funcionais que promovam efeito nutricional adicional nas áreas de prebióticos, simbióticos, fibras dietéticas, em iogurtes, promovendo efeito simbiótico (alémdo próprio efeito probiótico do iogurte), em biscoitos e produtos de panificação, substituindo carboidratos e gerando produtos de teor reduzido de açúcar, produtos para diabéticos, etc., em barras de cereais, sucos e néctares frescos, produtos de confeitaria, molhos etc. O GOS, galacto-oligossacaríodeo, são sintetizados a partir da lactose por uma reação de transferências de betagalactosidase, resultando na formação de uma família de dissacarídeos até hexassacarídeos, nesse caso, os produtos finais dependem da origem da enzima. A enzima transfere a metade da galactose de um betagalactosídeo para um aceptor que contém um grupo hidroxila. Estudos in vitro demonstraram que o GOS estimula o crescimento de bifidobactérias em cultura mista, mas diminui o número de bactérias patogênicas. Em um estudo in vivo , foi demonstrado que os níveis fecais de bifidobactérias são estimuladas em adultos humanos saudáveis, pelo uso de diferentes quantidades de GOS. Um desses estudos, envolvendo 12 voluntários humanos com números anormalmente baixos de bifidobactérias fecais, revelou que o consumo de GOS resultava num grau significativo de bifidogênese. No entanto, assim que a ingestão de GOS era interrompida, o número de bifidobactérias retornava aos níveis iniciais. Em alguns casos, esse aumento na população de bifidobactérias foi acompanhado por uma redução de bacteróides. As possíveis vantagens do consumo de GOS em associação com microrganismos probióticos para a saúde humana podem ser sumarizadas como sendo responsáveis por maior efeito antiadesivo na parede do trato gastrintestinal, na melhora do trânsito intestinal, melhora do metabolismo de minerais, carboidratos e lipídios, menor residual de lactose, reduzindo risco de intolerância a esse carboidrato, menor residual de açúcares metabolizáveis, reduzindo cáries e teor calórico e uma alternativa para alimentação de pacientes críticos e com riscos de infecção. Existe um considerável relato de uso de prebióticos em associação sinérgica com probióticos na literatura, tanto em relação aos efeitos sobre animais quanto no que se refere à fermentação in vitro . Os relatos referentes aos seus usos em seres humanos ainda são escassos. Faz-se necessário, em especial, um maior número de investigações sobre efeitos prolongados do consumo desses produtos formulados na dieta de grupos de indivíduos específicos, como crianças, idosos e enfermos. Temos também o amido resistente, que é definido como a somatória do amido e de seus produtos de degradação que não são absorvidos no intestino delgado, tornando-se então possíveis de fermentação pela microbiota intestinal. A banana, quando verde, representa uma das maiores fontes alimentares de amido resistente. A resistência à digestão observada nos grânulos do amido da banana verde relaciona-se com a presença de amilose. Estudos mostram efeitos benéficos para a saúde associados ao consumo de banana verde, seja na forma de farinha ou de pasta, com em um estudo que o consumo de 24g de farinha de banana verde, durante 4 semanas, resultou em perda de peso e em melhora da sensibilidade à insulina em mulheres obesas com diabetes tipo 2. Yacon como alimento funcional e fonte de prebiótico É um tubérculo originado dos Andes, oriundo de países como o Peru, Colômbia e a Bolívia. O Yacon tem a aparência de batata doce e o seu sabor tem sido descrito como levemente adocicado, lembrando o sabor da melancia, tendo a crocância de uma maçã recém-colhida. Nos mercados andinos, o yacon não se encontra junto com batatas e tubérculos, por ser classificado como fruto, encontra-se junto às frutas. Em sua composição, há predominância de FOS (40-70%). Além disso, é rico em compostos fenólicos, como ácido clorogênico, ácido ferúlico e ácido cafeico, nas folhas e raízes, além de flavonoides. Esses compostos modulam a atividade de vários sistemas enzimáticos e atuam protegendo a saúde humana de estresses oxidativos. Ao contrário da maioria de tubérculos e raízes, o yacon armazena essencialmente FOS, principal componente bioativo e fonte de prebiótico. A atividade prebiótica do FOS contido no yacon causa efeitos favoráveis à saúde como alívio da constipação, aumento na absorção de minerais, fortalecimento do sistema imunológico e diminuição do desenvolvimento de câncer de cólon. Fonte: Ferreira (2012). https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p�gina-inicial/unidade-1 https://getfireshot.com PROBIÓTICOS Os probióticos eram classicamente definidos como suplementos alimentares à base de microrganismos vivos, que afetam beneficamente o animal hospedeiro, promovendo o balanço de sua microbiota intestinal. Diversas outras definições de probióticos foram publicadas nos últimos anos, entretanto a definição atualmente aceita internacionalmente é que eles são microrganismos vivos, administrados em quantidades adequadas, que conferem benefícios à saúde do hospedeiro. A influência benéfica dos probióticos sobre a microbiota intestinal humana inclui fatores como efeitos antagônicos, competição e efeitos imunológicos, resultando num aumento da resistência contra patógenos. Assim, a utilização de culturas bacterianas probióticas estimula a multiplicação de bactérias benéficas, em detrimento à proliferação de bactérias potencialmente prejudiciais, reforçando os mecanismos naturais de defesa do hospedeiro. Para que os micro-organismos candidatos a serem utilizados como probióticos possam manter sua viabilidade e inferir a funcionalidade em sítios específicos nos intestinos, alguns critérios gerais devem ser observados, tais como: não apresentar variação genética; ser estável no alimento durante sua vida de prateleira; apresentar resistência ao ambiente ácido do estômago e a sais biliares; ter capacidade de proliferação; ter afinidade e sobrevivência no intestino; produzir metabólitos como ácidos e bacteriocinas; ser antagonista a patógenos; modular favoravelmente o sistema imunológico e ser reconhecido como seguro, pertencendo a lista de geralmente reconhecidos como seguros com possibilidade mínima de transferir resistência a antibióticos. O modo de ação dos probióticos não foi ainda completamente esclarecido, embora tenham sido sugeridos vários processos que podem atuar independentemente ou associados. Um deles é a exclusão competitiva, em que o probiótico competiria com os patógenos por sítios de fixação e nutrientes, impedindo sua ação transitoriamente. A exclusão competitiva explicaria a necessidade da administração continuada e a elevadas doses dos probióticos para manifestar seus efeitos. Os probióticos podem também afetar patógenos por meio da síntese de bacteriocinas, de ácidos orgânicos voláteis e de peróxido de hidrogênio, ou atuar sobre o metabolismo celular, reduzindo a concentração de amônia no organismo e liberando enzimas como a lactase. As principais bactérias empregadas nos alimentos funcionais probióticos são as bactérias pertencentes aos gêneros Lactobacillus e Bifidobacterium e, em menor escala, Enterococcus faecium , são mais frequentemente empregadas como suplementos probióticos https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p�gina-inicial/unidade-1 https://getfireshot.com para alimentos, uma vez que elas têm sido isoladas de todas as porções do trato gastrintestinal do humano saudável. O íleo terminal e o cólon parecem ser, respectivamente, o local de preferência para colonização intestinal dos lactobacilos e bifidobactérias. Entretanto, deve ser salientado que o efeito de uma bactéria é específico para cada cepa, não podendo ser extrapolado, inclusive para outras cepas da mesma espécie. Dentre as bactérias pertencentes ao gênero Bifidobacterium , destacam-se B. bifidum , B. breve , B. infantis , B. lactis , B. animalis , B. longum e B. thermophilum . Dentre as bactérias láticas pertencentes ao gênero Lactobacillus , destacam-se Lb. acidophilus , Lb. helveticus , Lb. casei - subsp. paracasei e subsp.tolerans , Lb. paracasei , Lb. fermentum , Lb. reuteri , Lb. johnsonii , Lb. plantarum , Lb. rhamnosus e Lb. salivarius . Atualmente, observa-se um aumento progressivo das afecções cutâneas, como doenças alérgicas, acne, entre outras. Assim, novas alternativas preventivas e de tratamento têm sido buscadas. Nesse âmbito, nota- se o crescimento no número de pesquisas que são destinadas a investigar se a suplementação com probióticos seria capaz de reduzir a incidência e a gravidade das atopias clínicas, bem como seus possíveis efeitos como estratégia de tratamento. O termo probiótico tem origem grega e significa “pró-vida”; assim, os probióticos têm sido considerados pela Organização Mundial de Saúde uma terapêutica alternativa mais importante que os antibióticos, uma vez que não induzem resistência. São definidos como micro- organismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, podem conferir benefícios à saúde do hospedeiro. Atualmente, os probióticos são comercializados na forma de nutracêuticos, nutricosméticos e de alimentos funcionais. Dessa forma, este trabalho tem como objetivo elucidar o conceito dos probióticos, bem como apresentar estudos clínicos que comprovam a eficácia no tratamento de dermatites atópicas e acne. Fonte: Berbel et al. (2016). O sistema de distribuição mais comum para microrganismos vivos ocorre por meio dos produtos lácteos, como leite, iogurte e queijo. Avanços tecnológicos estão tornando possível a comercialização de uma nova linha de produtos, como cápsulas, comprimidos e sachês, com vantagens como prazo de validade mais longo facilidade de administração, requisitos simples como distribuição e armazenamento em temperaturas ambientes. Esses produtos são formulados com base na tecnologia de nebulização ou liofilização, o que preserva as bactérias por longos períodos de tempo. A maioria dos estudos foram realizados com bactérias ácido-lácticas, os quais demonstram que os probióticos têm efeito imunoestimulante em animais e no homem, apesar de ainda não estarem esclarecidos os mecanismos pelos quais isso ocorre. O desenvolvimento de novos produtos alimentícios torna-se cada vez mais desafiador, à medida que procura atender à demanda dos consumidores por produtos que, concomitantemente, sejam saudáveis e atrativos. Consequentemente, a alimentação de indivíduos com estilo de vida saudável tende a ser um ato prazeroso e que ao mesmo tempo visa à saúde e ao bem-estar. Um alimento funcional pode ser classificado de acordo com o alimento em si ou conforme os componentes bioativos nele presentes, como os probióticos. Além da seleção adequada de cepas, o método de sua preparação é de fundamental importância. Assim, todos os aspectos relacionados à obtenção das cepas probióticas, para sua posterior adição aos produtos alimentícios, devem ser estudados cuidadosamente, uma vez que as tecnologias de fermentação, de secagem e de microencapsulação das culturas influenciam significativamente a funcionalidade dos probióticos. Uma cultura starter pode ser definida como “uma preparação microbiana contendo um grande número de células de pelo menos um microrganismo a ser adicionado à matéria-prima para produzir um produto alimentício fermentado”. O grupo das bactérias láticas ocupa um papel central nessa técnica, acelerando e conduzindo o processo fermentativo. A adição direta de culturas selecionadas tem representado um avanço na elaboração de produtos fermentados, resultando num alto grau de controle sobre o processo fermentativo e de padronização do produto. O metabolismo de bactérias láticas e a interação entre as cepas selecionadas em leites fermentados e iogurtes são responsáveis pela produção de ácido lático, levando à coagulação das proteínas do leite e à produção de diversos compostos. Variáveis como a temperatura, o pH, a presença de oxigênio e a composição do leite contribuem para as características peculiares de um produto específico. De acordo com a temperatura e o tempo de fermentação, são formados diferentes produtos metabólicos. A temperatura de fermentação afeta, primariamente, a multiplicação bacteriana e, consequentemente, a estrutura e o sabor do https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p�gina-inicial/unidade-1 https://getfireshot.com produto. A conversão de lactose em ácido lático é resultante da multiplicação das culturas no leite. Esta ocorre geralmente em velocidade muito lenta, não garantindo o pH adequado em um tempo considerado relativamente curto para a obtenção de certos derivados. Esse fato é observado particularmente para a obtenção de leites fermentados e queijos, produtos que necessitam de leite com pH adequado para que ocorra a coagulação. Durante a elaboração de leites fermentados, o efeito do pH sobre a coagulação é direto (ao atingir pH 4,3-4,5), enquanto na produção de queijos esse efeito é indireto, atuando em conjunto com a temperatura na promoção da atividade enzimática do coagulante. Alternativamente, as culturas starter convencionais podem ser substituídas ou associadas a culturas probióticas. A ação dos probióticos nas fermentações durante a elaboração de produtos lácteos pode resultar nas seguintes características: 1) conservação do leite, resultante da produção de ácido lático e, possivelmente, de outros compostos antimicrobianos; 2) produção de compostos aromáticos (como o acetaldeído em iogurte e queijo) e outros metabólitos (como os polissacarídeos extracelulares), os quais irão suprir o produto com as propriedades sensoriais desejadas pelo consumidor; 3) melhoria do valor nutricional do produto alimentício por meio, por exemplo, da liberação de aminoácidos livres ou da síntese de vitaminas; 4) fornecimento de propriedades terapêuticas ou profiláticas. Entretanto, é importante salientar que as três primeiras características mencionadas estão relacionadas também à presença das culturas starter e que as culturas probióticas podem ou não desenvolver tais características. As bactérias probióticas utilizadas na produção em escala industrial e de processamento devem ser apropriadas para cada tipo de produto e manter-se com boa viabilidade durante o armazenamento. Esses pré-requisitos representam desafios tecnológicos significantes, uma vez que muitas bactérias probióticas são sensíveis à exposição a oxigênio, calor e ácidos. Consequentemente, em alimentos fermentados, o pH tende a ser bastante reduzido e o desempenho desses microrganismos é baixo. Por esse motivo, os produtos com menor vida de prateleira, como o iogurte e leites fermentados, são os mais comumente utilizados como veículos de probióticos, apesar de já existirem produtos probióticos com maior vida de prateleira, como o queijo tipo Cheddar. As possíveis interações entre as espécies empregadas para a produção de alimentos fermentados devem ser levadas em consideração para selecionar a combinação capaz de oferecer o melhor resultado no processo tecnológico e garantir a viabilidade das células durante o armazenamento refrigerado. Entretanto, é importante salientar que o controle da proporção das diferentes cepas pode ser complicado e que a interação entre elas pode ser influenciada pelo meio. Consequentemente, a combinação de diferentes cepas probióticas e/ou starter deve ser testada especificamente para o produto a ser usado como veículo para aquele conjunto de cepas, bem como a proporção entre elas durante todas as etapas, desde a sua elaboração até o final de seu armazenamento. Muitos estudos realizados com adição de culturas probióticas durante a elaboração de diversos produtos lácteos, principalmente fermentados, e alguns não lácteos foram realizados, sem alterações importantes nas suas características. De modo geral, a maior preocupação é no sentido de que a adição de probióticos aos produtos alimentícios possa afetar suas propriedades sensoriais. De fato, a introdução bem sucedida de um produto no mercado estará diretamenterelacionada com o seu aroma, sabor e textura. O iogurte é um produto elaborado com culturas ativas de bactérias láticas que fermentam o creme e/ou o leite, metabolizando parte da lactose presente a ácido lático. Durante esse processo, que, normalmente, ocorre em um tempo inferior a 4-5 horas de incubação, em temperaturas dede 40 a 44 ºC, o leite líquido tem a sua consistência alterada, em virtude da coagulação de suas proteínas. Diferentemente do leite fermentado, o iogurte é produzido com a utilização de cepas de Lactobacillus delbrueckii susbp. bulgaricus e de Streptococcus thermophilus . Essas bactérias utilizam o leite como nicho ecológico. Além disso, existe uma relação simbiótica entre esses dois microrganismos, na qual cada um deles estimula a multiplicação do outro. Alguns produtos à base de iogurte foram reformulados para incluir, além das culturas convencionais de iogurte, culturas de L. acidophilus e de Bifidobacterium spp. Esses produtos passaram a ser denominados de bioiogurtes. Durante o seu processo de elaboração, as culturas probióticas podem ser adicionadas antes da fermentação, em conjunto com as culturas convencionais do iogurte, ou após a fermentação. Nos últimos dez anos, período em que os produtos suplementados com culturas probióticas passaram a assumir um papel de importância no universo científico, muita pesquisa com probióticos tem sido voltada para leites fermentados e iogurtes, sendo estes os produtos probióticos que predominam no comércio mundial. Entretanto, é importante salientar que diversos fatores podem prejudicar a multiplicação das bactérias probióticas durante a elaboração desses produtos, bem como a sobrevivência desses microrganismos durante o período de armazenamento. Existem também produtos não lácteos como produtos probióticos. O aumento do vegetarianismo levou a uma demanda por produtos isentos de ingredientes provenientes de leite. Nesse contexto, a soja aparece como um substituto ideal para o consumo, promovendo a saúde por meio de características nutricionais intrínsecas. Entretanto, para que um produto exerça um papel sobre a saúde, não basta que ele possua características nutricionais vantajosas. É preciso que ele chegue até o consumidor, o que, por sua https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p�gina-inicial/unidade-1 https://getfireshot.com vez, depende do alimento apresentar um sabor favorável e, de maneira geral, propriedades atrativas. Uma maneira de se melhorar a qualidade sensorial de extrato solúvel de soja é por meio da fermentação lática, aliada à suplementação com sacarose, glicose e lactose. O processo tecnológico da fermentação é conhecido por aumentar o valor nutricional e, ao mesmo tempo, melhorar a aceitabilidade dos produtos derivados da soja. A utilização de fungos para a fermentação já é bastante aplicada. Entretanto, existe, ainda, a possibilidade de se usar bactérias probióticas, como culturas starter . Produtos derivados da soja têm se revelado veículos apropriados de culturas probióticas. O “leite de soja”, mais apropriadamente chamado de extrato solúvel de soja, é uma bebida bastante popular em países asiáticos, e seu consumo tem aumentado na América do Norte. O grão de soja é rico em proteínas de alta qualidade e, também, contém oligossacarídeos, como a rafinose e a estaquiose, que não são digeridos pelos humanos, podendo causar flatulência. A fermentação do extrato solúvel de soja com bactérias probióticas traz benefícios múltiplos, no sentido de reduzir os açúcares causadores de flatulência e conservar melhor o produto, contribuindo também para a saúde do consumidor. Já foi verificada uma redução na quantidade desses oligossacarídeos em extrato solúvel de soja fermentado por culturas mistas de bifidobactérias e bactérias láticas. Adicionalmente, as bactérias láticas e bifidobactérias sobreviveram melhor no produto liofilizado quando comparado ao produto submetido à secagem em spray-dryer . As informações geradas ao longo dos últimos anos indicam que vários probióticos têm, além de sua atividade como promotores de crescimento e reguladores da microbiota das mucosas, efeito imunomodulador, embora a forma de ação seja pouco conhecida. As evidências acumuladas sobre os benefícios decorrentes do uso dos probióticos justificam o aprofundamento dos estudos sobre seu modo de ação, a fim de otimizar sua utilização como profiláticos, promotores de crescimento e imunomoduladores. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p�gina-inicial/unidade-1 https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial/atividades Unidade 1 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação ATIVIDADES 1. Os alimentos funcionais podem variar desde nutrientes isolados, suplementos dietéticos e dietas até alimentos “planejados” fabricados geneticamente, produtos herbáceos e produtos processados tais como cereais, sopas e bebidas, com o objetivo de prevenir doenças. Leia as alternativas abaixo e coloque V para alternativa verdadeira e F para alternativa falsa: ( )Os alimentos funcionais podem ser usados para prevenir doenças crônicas como hipertensão e diabetes. ( )Um dos componentes químicos que dá a funcionalidade ao alimentos é o probiótico. ( )Dentre os componentes dos flavonoides, encontramos o licopeno. ( )Apesar das fibras terem efeito benéfico ao organismo, elas não são consideradas um alimento funcional. ( )Suco de uva e o vinho tinto podem ser considerados alimentos funcionais. Assinale a sequência correta: a) V, V, V, V, V. b) F, V, F, V, F. c) F, F, F, F, V. d) V, V, F, F, V. e) V, F, V, F, V. 2. Probióticos são suplementos alimentares à base de microrganismos vivos, que têm efeito benéfico para saúde humana. Leia as frases a seguir e assinale a alternativa correta: I) As principais bactérias empregadas nos probióticos são as bactérias pertencentes aos gêneros Lactobacillus e Bifidobacterium . II) Os produtos alimentícios que são mais comuns de apresentarem os probióticos são os produtos lácteos. III) A ação dos probióticos nas fermentações durante a elaboração de produtos lácteos pode resultar no fornecimento de propriedades terapêuticas ou profiláticas. a) Apenas a alternativa I está correta. b) Apenas a alternativa III está correta. https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p�gina-inicial/atividades https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial c) As alternativas I e III estão corretas. d) Todas as alternativas estão incorretas. e) Todas as alternativas estão corretas. 3. Para um alimento ser considerado um prebiótico, ele deve ter componentes ou ingredientes que resistam ao processo de digestão e absorção, que seja fermentado pela microbiota. Vários estudos colocam que os prebióticos podem melhorar a saúde intestinal do ser humano e ainda intensificar as respostas imunológicas. Analise as alternativas a seguir e assinale a alternativa correta: a) Os prebióticos são carboidratos digeríveis. b) A maioria dos dados da literatura científica sobre efeitos prebióticos relaciona-se ao FOS e à Inulina. c) As principais fontes de inulina são o alho e a cebola. d) O FOS não pode ser usado na indústria alimentícia. e) O amido resistente também é considerado um prebiótico encontrado na banana madura. Resolução das atividades Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p�gina-inicial/atividades https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial/resumo Unidade 1 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação RESUMO Alimentos funcionais são aqueles que produzem efeitos fisiológicos ou metabólicos, por meio do desempenho de algum nutriente, na manutenção das funçõesdo organismo humano, que já possuem valores nutricionais. Em relação aos alimentos funcionais, vale lembrar que eles não curam doenças, apenas previnem seu aparecimento e, caso isso aconteça, ajudam o organismo a combatê-las de maneira mais eficaz. Estes não devem ser utilizados como remédios, mas sim incorporados numa dieta para que possam ser consumidos diariamente, ajudando o organismo a se fortalecer. Esses alimentos devem ser consumidos preferencialmente em sua forma original, inseridos dentro da alimentação, de forma que possam demonstrar o seu real benefício, dentro da alimentação normal. O ideal é que as pessoas consumam mais frutas, verduras, fibras e alimentos integrais e evitem alimentos com altas quantidades de gorduras e açúcares, os quais aumentam o risco de desenvolver doenças crônicas degenerativas. Devemos adotar, então, hábitos mais saudáveis e passar a desembalar menos e cozinhar mais. Aumentar o consumo de frutas, legumes, verduras, grãos integrais, peixes, aves e deixar um pouco de lado as gorduras, as frituras e a carne vermelha. Alguns alimentos industrializados também podem ser considerados funcionais. Como a concentração desses componentes funcionais é pequena, então desse tipo de produto a ingestão deve ser em maior quantidade, para que possa oferecer o benefício esperado. Um exemplo é o leite enriquecido com Ômega-3, pois seria bem mais vantajoso o indivíduo ingerir o leite comum e buscar o Ômega-3 nas suas fontes naturais. É possível observar o quanto é importante para a saúde humana ter uma alimentação saudável. A ingestão de alimentos funcionais acaba sendo apenas uma estratégia para prevenir e controlar alguns tipos de doenças. Fica claro que o melhor é manter uma alimentação variada e equilibrada, a qual inclui alimentos de todos os grupos, cada um com suas funcionalidades naturais e específicas, para que o organismo possa estar prevenido contra doenças, mas caso elas ocorram, nosso organismo possa reagir de maneira mais eficaz Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p�gina-inicial/resumo https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial/eu-indico Unidade 1 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação Material Complementar Na Web Você conhece os benefícios da nutrição funcional? Neste programa você entenderá alguns importantes conceitos da Nutrição Funcional. Acompanhe nosso programa e entenda a Teia de Inter-relações da Nutrição Funcional. Acesse Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p�gina-inicial/eu-indico https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial https://www.youtube.com/watch?v=AP2G8bcbPA0 https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial/refer%C3%AAncias Unidade 1 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação REFERÊNCIAS BERBEL, C. Z.; FERREIRA, K. F. R; SAMPAIO, L. R. S. G.; CARREIRA, C. M. C.; LONNI, A. A. A. Probióticos no tratamento de dermatite atópica e acne . Visão Acadêmica, Curitiba, v. 17, n. 2, abr./jun. 2016. BIDLACK, W. R.; WANG, W. Planejamento de alimentos funcionais. In: SHILS, M. E. et al. Tratado de Nutrição Moderna na Saúde e na Doença . 9. ed., p. 1959/1970, São Paulo: Manole, 2004. COPPOLA, M. M; TURNES, C. G. Probióticos e resposta imune Ciência Rural . Santa Maria, v. 34, n. 4, p. 1297-1303, jul./ago. 2004. FERREIRA, C. L. L. F. Prebióticos e probióticos: atualização e prospecção. Rio de Janeiro: Editora Rubio, 2012. HASLER, C. M. The Changing Face of Functional Foods. Journal of the American College of Nutrition , Detroit, v. 19, n. 5, p. 499S-506S. 2000. KOMATSU, T. R.; BURITI, F. C. A.; SAAD, S. M. I. Inovação, persistência e criatividade superando barreiras no desenvolvimento de alimentos probióticos. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas , São Paulo, v. 44, n. 3, jul./set. 2008. LEROY, F.; DE VUYST, L. Lactic acid bacteria as functional starter cultures for the food fermentation industry. Trends Food Sci. Technol ., v. 15, p. 67-78, 2004. MARTINS, A. R.; BURKERT, C. A. V. B. Revisão: Galacto-oligossacarídeos (GOS) e seus efeitos prebióticos e bifidogênicos. J. Food Technol ., v. 12, n. 3, p. 230-240, jul./set. 2009. PASSOS, L. M. L.; PARK, Y. K. Frutooligossacarídeos : implicações na saúde humana e utilização em alimentos Ciência Rural, Santa Maria v. 33, n. 2, p.385-390 2003. ROSS, A. C.; CABALLERO, B.; COUSINS, R. J.; TUCKER, K. L.; ZIEGLER, T. R. Nutrição Moderna de Shils na Saúde e na Doença . 11. ed. São Paulo: Manole, 2016. SAAD, S. M. I. Probióticos e prebióticos: o estado da arte. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas , São Paulo, v. 42, n. 1, p. 1-16, jan./mar, 2006. SANDERS, M.E. Probiotics: considerations for human health. Nutr. Rev. , New York, v. 61, n. 3, p. 91-99, 2003. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p�gina-inicial/refer�ncias https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial/aprofundando Unidade 1 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação APROFUNDANDO Você já parou para pensar que, todas as vezes em que comemos algo, estamos to- mando decisão sobre a vida e a morte? No primeiro momento, pode parecer loucura ou exagero, mas se analisarmos friamente, os alimentos que consumimos podem aumentar ou reduzir o risco de diversas doenças. Atribui-se a Hipócrates, o pai da medicina, a frase: “Que o seu alimento seja o seu medicamento, e o seu medicamento, o seu alimento”. Se pensarmos que há quase 2.500 anos já existia alguém que reconhecia e divulgava a importância dos alimentos pelo seu valor terapêutico, além de simplesmente seu valor calórico, já naquela época o poder de observação de Hipócrates levou-o a concluir que a alimentação adequada reduzia o risco de doenças e promovia a saúde. O termo “alimento funcional” pode comprovar-se o melhor nome para a categoria dos alimentos fisiologicamente ativos. Os benefícios dos alimentos funcionais são decorrentes de vários efeitos metabólicos e fisiológicos que contribuem para um melhor desempenho do organismo do indivíduo que os ingere. Apesar do aumento da média de vida da população, que vem sendo fascinada pela mídia para o consumo de determinados alimentos, muitas vezes, apesar de sua aparência, não soma nada em termos de qualidade nutricional. Os alimentos funcionais, ou nutracêuticos, representam uma das tendências mais recentes para o mercado de alimentos. Tanto no Brasil quanto nos outros países, multiplicam-se os fóruns de discussão a respeito de novas descobertas e usos dos alimentos funcionais. A partir da descoberta dos nutrientes existentes nos alimentos, foi possível a realização de pesquisas que auxiliam a prevenir e a remediar algumas doenças. Muitos trabalhos vêm demonstrando que a alimentação está associada à prevenção de câncer. Nos últimos anos, a literatura vem relatando a redução da incidência das doenças infecciosas e o aumento das doenças crônicas não transmissíveis. No Brasil, quando se pensa nas doenças crônicas não transmissíveis, a maior preocupação da população é com a questão relativa a doenças cardiovasculares. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 72% dos casos de óbito no Brasil, em 2005, tiveram como causas doenças crônicas não transmissíveis. O sedentarismo e a alimentação inadequada são as maiores causas para o aparecimento das doenças. O mundo tem convividocom diferentes doenças que atualmente são causadas principalmente por excesso de trabalho, falta de tempo para atividades extras, vícios com cigarro e alcoolismo, má alimentação, falta da prática de atividades físicas, entre outras. Entre os componentes químicos que dão funcionalidade aos alimentos, estão: os carotenoides, os flavonoides, os ácidos graxos, como ômega 3, os probióticos, prebióticos, dentre outros, que devem estar presentes em nossa ali- mentação diária.Apesar de uma boa parte da população não ter conhecimento do que seja um alimento funcional, associá-los simplesmente como alimentos saudáveis já é um primeiro passo para auxiliar esses indivíduos a ingerir sempre uma alimentação saudável e equilibrada. PARABÉNS! Você aprofundou ainda mais seus estudos! REFERÊNCIAS BIDLACK, W. R.; WANG, W. Planejamento de alimentos funcionais. In: SHILS, M. E. et al. Tratado de Nutrição Moderna na Saúde e na Doença . 9. ed., p. 1959/1970, São Paulo: Manole, 2004. COPPOLA, M. M; TURNES, C. G. Probióticos e resposta imune Ciência Rural . Santa Maria, v. 34, n. 4, p. 1297-1303, jul./ago, 2004. ROSS, A. C.; CABALLERO, B.; COUSINS, R. J.; TUCKER, K. L.; ZIEGLER, T. R. Nutrição Moderna de Shils na Saúde e na Doença . 11. ed. São Paulo: Manole, 2016. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p�gina-inicial/aprofundando https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial/editorial Unidade 1 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação EDITORIAL DIREÇÃO UNICESUMAR Reitor Wilson de Matos Silva Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor Executivo de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva Pró-Reitor de Ensino de EAD Janes Fidélis Tomelin Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ . Núcleo de Educação a Distância; PIRES , Carla Regina. Alimentos Funcionais e sua Atuação no Organismo. Carla Regina Pires. Maringá-Pr.: UniCesumar, 2017. 31 p. “Pós-graduação Universo - EaD”. 1. Alimentação. 2. Organismo. 3. EaD. I. Título. CDD - 22 ed. 641.3 CIP - NBR 12899 - AACR/2 Pró Reitoria de Ensino EAD Unicesumar Diretoria de Design Educacional Equipe Produção de Materiais Fotos : Shutterstock NEAD - Núcleo de Educação a Distância Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação - Cep 87050-900 Maringá - Paraná | unicesumar.edu.br | 0800 600 6360 Retornar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p�gina-inicial/editorial https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano1/p%C3%A1gina-inicial Unidade 2 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação COMPOSTOS BIOATIVOS Professor (a) : Me. Carla Regina Pires Objetivos de aprendizagem • Definir o que são compostos bioativos dos alimentos. • Conhecer quais são os flavonoides e sua aplicabilidade. • Conhecer quais são os carotenoides e sua aplicabilidade. https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p�gina-inicial https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p%C3%A1gina-inicial Plano de estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: • Introdução aos compostos bioativos • Quais são os flavonoides e onde encontrá-los • Quais são os carotenoides e onde encontrá-los Introdução Olá, caro(a) aluno(a), estudaremos a relação entre componentes funcionais dos alimentos, saúde e bem-estar, o que já está bem fundamentado por diversas pesquisas científicas. Em 1942, Henry Lindlahr estabeleceu as primeiras relações entre o padrão alimentar e a boa saúde, dando origem ao conceito de que “você é o que você come”. Procurando entender como o aumento no consumo de determinados alimentos levava à melhor saúde, as pesquisas tiveram como foco os polifenóis, que são componentes naturais das plantas sintetizadas como metabólitos secundários como um mecanismo de defesa contra um agente estressor. Os polifenóis podem ser classificados em quatro grandes categorias: ácidos fenólicos, flavonoides, estilbenos e lignanas. Dentro dessa classificação, os flavonoides podem ser divididos em seis subclasses: flavonóis, flavonas, isoflavonas, flavanonas, antocianidinas e flavanóis. Diversos estudos clínicos e epidemiológicos, além de uma revisão sistemática, indicam que populações que consomem dietas ricas em polifenóis são menos suscetíveis a doenças cardiovasculares e suas complicações. Nesse contexto, merecem destaque alguns padrões alimentares que foram associados com efeitos benéficos à saúde: a dieta francesa caracterizada pelo alto consumo de vinho tinto; o consumo de chá verde no extremo oriente; o uso de cúrcuma na dieta do sul da Ásia; a dieta do Mediterrâneo rica em azeite de oliva. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p�gina-inicial https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p%C3%A1gina-inicial/unidade-2 Unidade 2 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação INTRODUÇÃO DE COMPOSTOS BIOATIVOS Esses compostos, conhecidos também como compostos bioativos ou fitoquímicos, podem efetivamente atuar na redução do risco de desenvolvimento de doenças crônicas, bem como no seu tratamento. Esses efeitos benéficos ocorrem já que os compostos podem atuar de forma simultânea em diferentes alvos celulares, conferindo potencialmente benefícios fisiológicos e promoção de saúde, incluindo redução do risco de doenças crônicas degenerativas (câncer, doenças cardiovasculares, osteoporose, inflamação e diabetes tipo II, entre outras), redução dos níveis plasmáticos de colesterol, neutralização de espécies reativas de oxigênio (moléculas instáveis e extremamente reativas capazes de transformar outras moléculas com as quais colidem. São geradas em grande quantidade durante o estresse oxidativo, condição em que são afetadas moléculas como proteínas, carboidratos, lipídeos e ácido nucleicos) e radicais livres, efeito anticarcinogênico e modulação da resposta glicêmica. Dentre os compostos bioativos já identificados estão os carboidratos não digeríveis (fibra solúvel e insolúvel), antioxidantes (como polifenois (Quadro 1), carotenoides, tocoferóis, tocotrienóis, fitoesteróis, isoflavonas, compostos organossulfurados), esteroides vegetais e fitoestrógenos. A baixa biodisponibilidade de alguns compostos bioativos, especialmente quando comparada à de macronutrientes, deve-se ao fato de o organismo reconhecer esses compostos como xenobióticos. O organismo não é capaz de distinguir compostos com potencial benéfico, tóxico ou neutro, mas somente compostos que são ou não nutrientes. Biodisponibilidade refere-se à concentração de um determinado composto ou de seus metabólitos na circulação, órgãos e tecidos em relação ao total ingerido. De maneira similar ao que ocorre com os micronutrientes, apenas uma parte dos compostos bioativos não nutrientes é absorvida/metabolizada. A absorção estimada dos polifenóis, por exemplo, situa-se entre 1% e 60% do total ingerido. Quadro 1- Polifenóis dietéticos e fontes alimentares https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p�gina-inicial/unidade-2 https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p%C3%A1gina-inicial Fonte: adaptado de Chaves (2015). Depois de conhecer os compostos bioativos, qual ou quais desses da tabela você tem consumidoem sua alimentação diária? Fonte: a autora. Muitos fatores afetam a biodisponibilidade dos compostos bioativos, tais como: a complexidade do alimento; a forma química da substância de interesse; a estrutura e a quantidade de outros compostos presentes na dieta assim como a massa da mucosa e o tempo de trânsito intestinal; a taxa de esvaziamento gástrico; o metabolismo e o grau de conjugação e ligação com as proteínas de transporte no sangue e nos tecidos. A excreção de compostos bioativos pela via urinária, por exemplo, é maior em estudos que suplementaram a dieta com os compostos na forma isolada do que naqueles que realizaram a suplementação com o alimento, indicando diferenças na biodisponibilidade. A biodisponibilidade de compostos bioativos durante a absorção depende das reações de biotransformações das fases I e II, características do metabolismo de xenobióticos, que ocorrem no fígado e no intestino e resultam na conjugação e/ou produção de metabólitos, que normalmente apresentam menor atividade biológica, se comparada ao composto precursor. O conhecimento das características genéticas humanas trouxe uma nova perspectiva para redução do risco de doenças crônicas não transmissíveis. Considerando-se que o desenvolvimento de doenças como as cardiovasculares, diabetes e obesidade envolve componentes tanto genéticos quanto ambientais, grande ênfase tem sido dada, atualmente, à elucidação da interação entre genes e fatores ambientais. Um dos principais fatores ambientais a que o ser humano é submetido diariamente é a alimentação. O tipo e a qualidade dos alimentos ingeridos são de extrema importância, não apenas pelo seu valor nutricional, mas também pela capacidade de seus nutrientes e compostos bioativos em interagirem com o genoma. Assim, a Nutrigenômica representa uma https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p�gina-inicial/unidade-2 https://getfireshot.com vertente de estudos no âmbito nutricional, que tem como foco estudar a interação gene-nutriente. Esta ocorre de duas formas complementares: nutrientes e compostos bioativos dos alimentos modulam o funcionamento do genoma e, da mesma forma, características do genoma influenciam a resposta à alimentação, necessidade de nutrientes e risco para doenças crônicas não transmissíveis. Diferentes alimentos contêm nutrientes e compostos bioativos com ação anti-inflamatória, sendo parte desse efeito devido à modulação da via de sinalização de fatores de transcrição envolvidos em vias pro e anti-inflamatórias. Junto a isso, a compreensão de como antioxidantes atuam em vias moleculares em respostas ao estresse oxidativo é extremamente importante para permitir o desenvolvimento de novas alternativas terapêuticas de tratamento e/ou prevenção. A base para terapias antioxidantes reside no reequilíbrio no ambiente redox e no restabelecimento da alteração existente em vias de sinalização celular. Assim, o papel do estresse oxidativo na regulação da transcrição gênica está se tornando cada vez mais importante. Isso não só fornece uma visão ampliada sobre o papel fisiológico do estresse oxidativo, mas também apresenta sistemas regulatórios que são fundamentais na manutenção do equilíbrio. Apesar da estimativa de disponibilidade de compostos bioativos nos alimentos, o valor encontrado para o Brasil foi semelhante às estimativas de consumo para outros países. Em função da extensão territorial e das diferenças culturais entre as macrorregiões geográficas, novas análises devem ser realizadas em cada região brasileira, para verificar particularidades de cada região. A adoção de práticas alimentares saudáveis e o incentivo ao maior consumo de frutas e hortaliças levaria ao aumento no aporte de polifenóis pela população. Dessa forma, a identificação de compostos bioativos em alimentos nacionais deve ser estimulada para melhor conhecer seu conteúdo na dieta brasileira e suas características regionais. Assim, poderá fornecer subsídios científicos para embasar programas de promoção ao consumo de frutas e hortaliças. Percebemos uma revolução na compreensão da influência dos alimentos e de seus componentes (nutrientes e compostos bioativos) sobre processos fisiológicos e patológicos. Atualmente, reconhece-se que os nutrientes e os compostos bioativos dos alimentos são importantes sinalizadores celulares que regulam de forma integrada processos extremamente complexos, como a resposta inflamatória. Sabe-se também que há diferenças importantes entre os indivíduos no que se refere à resposta inflamatória, e parte dessas diferenças está relacionada a fatores genéticos. Desse modo, o entendimento do papel dos nutrientes na modulação da resposta inflamatória e de como essa relação pode ser modificada pela constituição genética individual pode trazer importantes contribuições para a redução do risco e para o tratamento de doenças. QUAIS SÃO OS FLAVONOIDES E ONDE ENCONTRÁ-LOS https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p�gina-inicial/unidade-2 https://getfireshot.com Os flavonoides são uma classe de compostos fenólicos amplamente encontrados em alimentos de origem vegetal, estando presentes em quantidades significantes em frutas, verduras, legumes e grãos. Nestes, estão envolvidos em funções que vão desde o crescimento e reprodução à proteção contra predadores, patógenos e radiação ultravioleta. Os flavonoides podem ser divididos em seis subclasses: flavonols, isoflavonas, flavononas, antocianidinas, e flavanols (Quadro 1). Quadro 1 - Subclasses dos flavonoides Fonte: adaptado de Chaves (2015). Flavonóis A quercetina é o mais abundante flavonoide do subgrupo flavonol, encontrado em muitos alimentos de origem vegetal, como maçã, cebola, frutas cítricas, frutas vermelhas e brócolis (Quadro 2). Sua biodisponibilidade é dependente da forma em que é ingerida, da matriz alimentar na qual o flavonoide em questão está inserido e das diferenças individuais da microbiota, sendo que, de forma geral, as formas glicosídeo resultam numa melhor absorção do que as formas agliconas. A quercetina tem várias aplicações clínicas, como seu efeito anti-hipertensivo e redução de reação inflamatória na artrite reumatoide. Quadro 2- Quantidade de quercetina nos alimentos https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p�gina-inicial/unidade-2 https://getfireshot.com Fonte: adaptado de Chaves (2015). Flavanonas As flavanonas representam um pequeno grupo de compostos derivados dos flavonoides, que incluem a hesperidina e a narirutina, presentes em laranjas, e a eriocitrina, encontrada especificamente em limões. Em frutas cítricas, as flavanonas são responsáveis por aproximadamente 95% do conteúdo total flavonoides. A distribuição das flavanonas nos alimentos é limitada, ocorrendo teores elevados nas frutas cítricas e seus sucos e sendo encontradas poucas quantidades em tomates e algumas plantas aromáticas como a hortelã. Dessa forma, indivíduos que consomem alimentos cítricos regularmente apresentam uma exposição relativamente alta a essa classe de flavonoides. Estudos e suplementação com suco de laranja ou com flavanonas na forma isolada têm demonstrado várias propriedades de proteção à saúde, como antioxidantes, hipolipidêmicas, anti-hipertensivas, anti-inflamatórias, antimutagênica, atuam na inibição da agregação plaquetária e inibição da proliferação celular, além de ser considerada antidiabética. A flavanona mais abundante é a hesperidina, que pode representar até 90% do total de flavonoides presentes no suco de laranja. A hesperidina tem sido associada aos seus efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios. Já a naringenina apenas nos efeitos anti- inflamatórios. Flavanóis A epicatequina é o principal flavanol do cacau, representando aproximadamente 35% do conteúdo total de compostos fenólicos deste. Também apresenta teor considerável de proantocianidinas. O teor total de flavonoides por porção de cacau é muito superior encontrado em cháse, dessa forma, é considerado como um dos alimentos com mais potente atividade antioxidante (Quadro 3). As epicatequinas são mais rapidamente absorvidas e apresentam picos plasmáticos mais rápidos quando ingeridas na forma líquida, em comparação com o consumo do chocolate sólido, devido ao esvaziamento gástrico e processos digestivos que ocorrem de forma mais rápida ao ingerir líquidos do que sólidos. Outro fator que afeta de forma considerável a absorção dos flavanóis são os carboidratos, pois caso a matriz alimentar contenha carboidrato pode aumentar sua absorção. https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p�gina-inicial/unidade-2 https://getfireshot.com Suas aplicações clínicas estão ligadas ao papel do cacau na saúde cerebral, por serem potentes antioxidantes e anti-inflamatórios que, após absorção, penetram e se acumulam em regiões cerebrais envolvidas no aprendizado e memória, melhorando a função cognitiva. Além disso, percebeu-se uma melhora no controle da pressão arterial, melhora na resistência à insulina e confere fotoproteção, reduzindo danos induzidos pela radiação ultravioleta. Quadro 3 - Teor de flavanóis em alimentos derivados de cacau Fonte: adaptado de Chaves (2015). Isoflavona São compostos que ocorrem naturalmente em mais de 300 tipos de plantas. As fontes alimentares de isoflavonas são da família da Fabacea / Leguminosae , que inclui o tremoço, brócolis, couve-flor e Ava. Apesar disso, apenas a soja e seus derivados fornecem quantidades fisiologicamente relevantes de isoflavonas, contendo 12 isômeros diferentes: três agliconas genisteína, daidzeína e gliciteína (e seus respectivos glicosídeos genistina, daidzina e glicitina) e três glucosídeos esterificados com ácido acético ou ácido malônico. A genisteína daidzeína e gliciteína correspondem a aproximadamente 50%, 40% e 10%, respectivamente, do conteúdo total de isoflavona no grão de soja. Após a ingestão, as isoflavonas na forma de glicosídeos esterificados (biologicamente inativos), nomeadamente genistina, daidzina e glicitina, sofrem hidrólise no intestino pela microbiota e/ou por enzimas entéricas, dando origem às agliconas bioativas daidzeína, genisteína e gliciteína, respectivamente. A isoflavona também apresenta aplicações clínicas. Na menopausa, o consumo melhora o sintoma de fogachos, diminuem o risco da perda óssea pós-menopáusica, menor incidência de doença cardiovascular. Menos de 25% das mulheres japonesas e 18% das chinesas apresentam ondas de calor, comparadas a 85% das americanas e 75% das europeias. Isso se atribui em partes a diferenças na dieta, pois as japonesas e chinesas consomem mais soja que as americanas e europeias. A isoflavona é um composto da soja, também chamado de fitoestrogênio. Sua estrutura química é semelhante ao estrogênio (hormônio feminino) e, por isso, é uma substância capaz de aliviar os efeitos da menopausa. Devido à estrutura química das isoflavonas ser similar ao estrogênio ovariano, a isoflavona da soja pode diminuir a intensidade e a frequência das ondas de calor em aproximadamente 50% a 60% das mulheres na menopausa. Fonte: adaptado de Nahás (1999, on-line)1. Antocianinas https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p�gina-inicial/unidade-2 https://getfireshot.com Grupo de flavonoides responsáveis pela coloração azul, roxa e vermelha de muitas frutas, flores e folhas, estão presentes na amora, mirtilo, cereja e outros alimentos (Quadro 4). Já foram identificadas mais de 700 antocianinas com estruturas diferentes na natureza. No organismo humano, as antocianinas podem ser absorvidas a partir do estômago por transportadores áticos. Todavia, o intestino é o principal órgão responsável pela metabolização dessas substâncias, uma vez que, ao atingir a microbiota intestinal, as antocianinas são intensivamente biotransformadas em seus metabólitos por enzimas presentes no intestino delgado e cólon que são absorvidas por difusão passiva e assim atingem a circulação sistêmica, com pico de concentração máxima em cerca de 3 horas e baixa biodisponibilidade, os níveis de absorção são muito baixos em comparação à dose ingerida. Desempenha diversas funções, além da sua função de dar cor a flores, frutos e folhas, tem potencial antioxidante. Uma de suas aplicações clínicas é que ela exerce ação prebiótica, reduz parâmetros inflamatórios e/ou de estresse oxidativo que estão ligados às doenças crônicas não transmissíveis (hipertensão, dislipidemia e diabetes mellitus tipo 2). Quadro 4 - Quantidade de antocianinas nos alimentos Fonte: adaptado de Chaves (2015). Vegetais, chás e vinhos são as principais fontes alimentares dos flavonoides e os efeitos benéficos do seu consumo sobre a saúde são suportados por evidências epidemiológicas. A relação entre o consumo de flavonoides e a proteção contra doenças cardiovasculares tem sido estudada com muita ênfase e, além disso, os flavonoides têm mostrado capacidade de ação sobre a eliminação de radicais livres, propriedades anti-inflamatórias, anticarcinogênese, antivirais e prevenção de doenças degenerativas relacionadas à idade. https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p�gina-inicial/unidade-2 https://getfireshot.com QUAIS SÃO OS CAROTENOIDES E ONDE ENCONTRÁ-LOS Os carotenoides representam um grande grupo de pigmentos naturais lipofílicos encontrados primariamente em raízes, folhas, brotos, sementes, frutas e flores. Podem estar presentes em menor grau em alimentos de origem animal, como ovos e carnes (peixe e aves), uma vez que animais são normalmente alimentados com produtos vegetais e algas. Estima-se que mais de 600 tipos diferentes de carotenoides já foram identificados e caracterizados pela literatura, sendo que apenas cerca de 40 carotenoides estão presentes na dieta humana. Destes, aproximadamente 12 são os mais abundantes na ingestão dietética diária e podem ser mensurados de modo sistêmico (plasma) e tecidual em seres humanos. Os seres humanos não são capazes de sintetizar os carotenoides e, portanto, é necessário obtê-lo exclusivamente a partir da alimentação. Dentre os carotenoides mais presentes no consumo dietético, destacam-se licopeno, luteína, zeaxantina, β-caroteno e β-criptoxantina. Diversos mecanismos de ação biológica têm sido atribuídos e propostos aos carotenoides, sendo sua ação antioxidante considerada a de maior importância, além disso, se tiver interação com outros antioxidantes, potencializa o sistema de defesa do organismo humano. Em termos clínicos, o risco de incidência de doenças crônicas como cânceres, cardiopatias e osteoporose e diabetes, nas quais o estresse oxidativo é determinante, é menor frente ao consumo de alimentos fonte de carotenoides, devido a sua ação antioxidante. Para sabermos se realmente o poder antioxidante dos carotenoides vai atuar em nosso organismo, dois conceitos são importantes a serem descritos: a bioacessibilidade e biodisponibilidade de carotenoides. A bioacessibilidade é descrita como a fração dos carotenoides ingeridos que é liberada do alimento durante a digestão e, assim, torna-se acessível para a absorção intestinal. Já biodisponibilidade refere-se à quantidade de carotenoides ingerida que está disponível para utilização em funções fisiológicas normais ou para armazenamento no organismo humano. Esses conceitos têm ganhado maior atenção, uma vez que refletem as reais quantidades de carotenoides que estão associados aos benefícios à saúde. Vale ressaltar que diversos fatores podem afetar a biodisponibilidade dos carotenoides, como as características dos alimentos (bioacessibilidade), interações com outros fatores dietéticos e características individuais. https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p�gina-inicial/unidade-2 https://getfireshot.com β-Caroteno É um carotenoide que confere as colorações laranja e vermelha a frutas e vegetais, sendo considerado o mais abundante em alimentos. É um constituinte dietético necessário,uma vez que humanos não são capazes de sintetizá-lo. É o principal carotenoide que pode ser convertido em retinol no organismo humano, o que permite que seja classificado como um carotenoide pró-vitamina A. Sabe-se que o aquecimento dos alimentos ricos em β-caroteno, além de gerar a sua maior liberação (bioacessibilidade), promove alterações estruturais em sua molécula, tornando-o mais biodisponível (Quadro 1). O β-caroteno é nutricionalmente importante, não apenas em razão de suas funções como precursor da vitamina A, apresenta potente atividade antioxidante removendo o oxigênio molecular singlete, um dos mais potentes radicais livres, atenuando o dano ao DNA. Juntando essas duas funções (pró-vitamina A e antioxidante), está relacionada com diversos efeitos na promoção de saúde, como o menor risco de desenvolvimento de alguns tipos de cânceres e fotoproteção. Esse efeito antioxidante ajuda a neutralizar radicais livres que se formam por meio de reações químicas ou agentes externos, como poluição e tabagismo. Ele também elimina o oxigênio livre, que é uma molécula reativa que pode ser gerada pela exposição à luz UV, induzindo a alteração pré-maligna das células, exercendo assim um efeito fotoprotetor. O aplicação clínica da fotoproteção conferida pelo β-caroteno se dá pela sua atividade de pró-vitamina A que afeta a percepção da cor. O β-caroteno, quando transformado em vitamina A em nosso organismo, age de modo ativo na recuperação da pele e é responsável por protegê-la dos raios solares e conferir o bronzeamento. Quando ingerida, essa substância deposita-se sobre a pele e as mucosas, conferindo-lhes sua cor amarelada. Isso não significa que indivíduos que ingerem β-caroteno ficarão bronzeados, porque o bronzeamento só ocorre quando há estímulos de melanina, mas a oxidação do β-caroteno garante um aspecto “dourado” à pele. Fonte: Chaves (2015). Em estudos observacionais, o alto consumo dietético de frutas, legumes e verduras ricos em β-caroteno tem sido associado com a redução do risco de alguns tipos de câncer, como orofaríngeo, adenoma colorretal, de bexiga e de pâncreas. Apesar disso, as principais evidências que suportam benefícios do β-caroteno são sobre o câncer de mama e de esôfago. Quadro 1. Quantidade de β-caroteno nos alimentos https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p�gina-inicial/unidade-2 https://getfireshot.com Fonte: adaptado de Chaves (2015). Licopeno É encontrado na natureza como um pigmento natural lipossolúvel responsável principalmente pela coloração vermelha dos alimentos, como do tomate. Sua concentração depende da ingestão alimentar, apesar de esta ser pouco influenciada por variações diárias, uma vez que a vida média do licopeno no plasma é de 12 a 33 dias (Quadro 2). Quadro 2: Conteúdo de licopeno (mcg/g) nos alimentos Fonte: adaptado de Chaves (2015). Devido à forma a que se encontra ligado, torna-se menos susceptível a digestão e absorção no trato gastrointestinal. Por isso, recomenda-se que para seu melhor aproveitamento sejam consumidos processados. O tratamento térmico aumenta a área superficial disponível para a digestão. Devido ao seu caráter lipossolúvel, para melhorar sua absorção, recomenda-se a adição de óleo dietético nas preparações, como azeite de oliva extravirgem, o que aumenta as concentrações de licopeno no soro de duas a três vezes em comparação com o consumo de suco de tomate fresco. Outro fator que aumenta sua disponibilidade é sua sinergia com compostos antioxidantes, como as vitaminas C e E. O licopeno é um carotenoide sem atividade pró-vitamina A, porém é considerado um potente antioxidante. O interesse geral de estudiosos pelo licopeno está relacionado com seu papel protetor, pois, além de acelerar o processo do bronzeamento, ele protege a pele dos raios solares e evita a vermelhidão. Atua de forma endógena no organismo, agindo no preparo da pele ante a exposição solar. Devido a sua capacidade de reduzir o estresse oxidativo, muitos estudos têm sugerido que o licopeno pode melhorar a função vascular e prevenir doenças cardiovasculares em humanos. É considerado também um agente quimiopreventivo promissor, o que é justificado por suas propriedades antioxidantes. Luteína e Zeaxantina A zeaxantina é um dos 2 carotenoides presentes na retina. Considerando que são os maiores componentes do pigmento macular, a luteína e a zeaxantina possuem efeitos benéficos na prevenção e na progressão da degeneração macular induzida pelo envelhecimento. Essa degeneração é considerada a principal causa de cegueira em pessoas com idade acima de 65 anos. Agudamente, ocorre aparição de depósitos “amarelados” e alterações pigmentares no epitélio da retina. Com a sua progressão, https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p�gina-inicial/unidade-2 https://getfireshot.com pode ocorrer a atrofia de fotorreceptores, neurovascularização coroide, hemorragia sub-retiniana e cicatrizes na retina. Alguns estudos sugerem que esses dois carotenoides sejam de fundamental importância para a proteção do neural da retina contra o dano fotoxidativo e o desenvolvimento de desordens visuais. Dos principais benefícios associados à luteína, além das evidências na redução do risco de desenvolvimento da degeneração macular induzida pelo envelhecimento, destacam-se os efeitos benéficos na proteção contra a aterosclerose, a catarata, o câncer e outras doenças. Estudos realizados com animais e humanos demonstram que a concentração de luteína no sangue e nos tecidos está estreitamente relacionada com o consumo de alimentos ricos desse carotenoide, tais como frutas e hortaliças de folhas verdes. A luteína é abundantemente encontrada em hortaliças de folhas verdes, principalmente nas de folhas escuras, como espinafre, couve, agrião e brócolis. Em menor quantidade, pode ser encontrada em frutas e hortaliças tais como kiwi, laranja, milho, couve- de-bruxelas, pimenta, entre outros. Constitui um dos carotenoides principais dos frutos tropicais camu-camu e pequi. Em um estudo em Minas Gerais, verificou- -se que os vegetais acelga, agrião, brócolis, couve, espinafre, mostarda e rúcula são fontes ricas desse carotenoide. Os teores de luteína nas frutas e hortaliças podem variar, dependendo da parte da planta analisada, estágio de maturação, condições climáticas, manejo pós-colheita, variedade e espécie analisada. Foi verificado que a luteína pode ser empregada na indústria de alimentos funcionais, para enriquecimento de produtos de frutas, bebidas lácteas, cereais, biscoitos, molhos e sopas. Como corante natural, pode ser utilizada para colorir alimentos como óleos comestíveis, margarina, maionese, mostarda, molhos de salada, iogurte, bolos, sorvete e produtos lácteos. A luteína pode ser empregada em alimentos na forma de microemulsões, as quais podem servir como um eficiente veículo de transporte, o que vem a reduzir problemas de solubilidade e viabilizar o emprego desse carotenoide em bebidas com características translúcidas. Estudos toxicológicos têm confirmado que a luteína é segura. O enriquecimento de alimentos pode ser realizado com êxito sem que ocorram mudanças nos demais ingredientes e sem nenhum impacto às propriedades sensoriais do produto final. Assim, a ingestão de alimentos enriquecidos com luteína extraída de flores de tagetes e de calêndula pode elevar o consumo diário de luteína a níveis suficientes para redução das doenças degenerativas. Como os seres humanos não apresentam a capacidade de sintetizar carotenoides, é necessária uma dieta balanceada com consumo de alimentos ricos nesses compostos. Apesar das diferentes quantidades encontradas nos alimentos, seu consumo contribui significativamente para auxiliar na proteção do organismo contra doenças degenerativas, uma vez que comprovadamente são potentes antioxidantes. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p�gina-inicial/unidade-2https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p%C3%A1gina-inicial/atividades Unidade 2 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação ATIVIDADES 1. Os compostos bioativos dos alimentos trazem inúmeros benefícios à saúde humana. Os polifenóis podem ser classificados em quatro grandes categorias: ácidos fenólicos, flavonoides, estilbenos e lignanas. Relacione as colunas a seguir e assinale a alternativa correta. 1) Lignana 2) Acido fenólico 3) Flavonoide 4) Estilbeno ( )Alho ( )Soja ( )Frutas vermelhas ( )Vinho tinto a) 1, 2, 3, 4 b) 4, 2, 1, 3 c) 1, 3, 2 ,4 d) 2, 3, 1, 4 e) 4, 3, 2, 1 2. Os flavonoides são uma classe em que encontramos alimentos de origem vegetal, muito presente em frutas, verduras, legumes e grãos. Leia as alternativas a seguir e assinale a correta. a) A quercetina é o mais abundante flavonoide do subgrupo flavonol, encontrada na maçã. b) A quercetina tem várias funções terapêuticas, como diminuir o risco de perda óssea pós-menopausa. c) As isoflavonas são indicadas para tratamento de artrite reumatoide. https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p�gina-inicial/atividades https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p%C3%A1gina-inicial d) Um dos alimentos que contêm a maior quantidade de antocianinas é a alface roxa. e) Nenhuma das alternativas anteriores. 3. Os carotenoides representam um grande grupo de pigmentos naturais e podem estar presentes em menor grau em alimentos de origem animal como ovos e carnes, uma vez que animais são normalmente alimentados com produtos vegetais e algas. Analise as frases a seguir e assinale a alternativa correta. I) O β-caroteno confere coloração alaranjada e vermelha de frutas e vegetais, e esse composto está associado ao menor risco de desenvolver alguns tipos de câncer. II) O licopeno é considerado um agente quimiopreventivo promissor, em especial no câncer de próstata. III) A luteína e zeaxantina estão relacionadas a processos de degeneração macular. a) Apenas a alternativa I está correta. b) Apenas a alternativa III está correta. c) As alternativas I e III estão corretas. d) Todas as alternativas estão incorretas. e) Todas as alternativas estão corretas. Resolução das atividades Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p�gina-inicial/atividades https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p%C3%A1gina-inicial/resumo Unidade 2 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação RESUMO Os compostos bioativos podem efetivamente atuar na redução do risco de desenvolvimento de doenças crônicas, bem como no seu tratamento. Esses efeitos benéficos ocorrem já que os compostos podem atuar de forma simultânea em diferentes alvos celulares, conferindo potencialmente benefícios fisiológicos e promoção de saúde, incluindo redução do risco de doenças crônicas degenerativas (câncer, doenças cardiovasculares, osteoporose, inflamação e diabetes tipo II, entre outras), redução dos níveis plasmáticos de colesterol, neutralização de espécies reativas de oxigênio e radicais livres, efeito anticarcinogênico e modulação da resposta glicêmica. Os flavonoides, amplamente encontrados em alimentos de origem vegetal, estão presentes em quantidades significantes em frutas, verduras, legumes e grãos. Nestes, estão envolvidos em funções que vão desde o crescimento e reprodução à proteção contra predadores, patógenos e radiação ultravioleta. Os flavonóides podem ser divididos em seis subclasses: flavonols, isoflavonas, flavononas, antocianidinas, e flavanols, sendo cada classe com sua propriedade específica. Os carotenoides, encontrados primariamente em raízes, folhas, brotos, sementes, frutas e flores, podem estar presentes em menor grau em alimentos de origem animal, como ovos e carnes (peixe e aves), uma vez que animais são normalmente alimentados com produtos vegetais e algas. Estima-se que mais de 600 tipos diferentes de carotenoides já foram identificados e caracterizados pela literatura, sendo que apenas cerca de 40 carotenoides estão presentes na dieta humana. Seus mecanismos de ação biológica têm sido atribuídos à sua ação antioxidante considerada a de maior importância, além disso, se tiver interação com outros antioxidantes, potencializa o sistema de defesa do organismo humano. E para entendermos como os carotenoides vão atuar em nosso organismo, precisamos entender que a bioacessibilidade é descrita como a fração dos carotenoides ingeridos que é liberada do alimento durante a digestão e, assim, torna-se acessível para a absorção intestinal. Já biodisponibilidade refere-se à quantidade de carotenoides ingerida que está disponível para utilização em funções fisiológicas normais ou para armazenamento no organismo humano. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p�gina-inicial/resumo https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p%C3%A1gina-inicial/eu-indico Unidade 2 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação Material Complementar Leitura Compostos Bioativos dos Alimentos Autor: Daniela Seixas Editora: VP Editora Sinopse : aborda os compostos bioativos presentes em diversos alimentos funcionais que apresentam importantes funções no metabolismo. Os autores e coautores apresentam os dados científicos que reforçam as rotas bioquímicas de ação dos compostos bioativos e seus efeitos à saúde. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p�gina-inicial/eu-indico https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p%C3%A1gina-inicial/refer%C3%AAncias Unidade 2 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação REFERÊNCIAS BASTOS, D, H. M.; ROGERO, M. M.; ARÊAS, J. A. G. Mecanismos de ação de compostos bioativos dos alimentos no contexto de processos inflamatórios relacionados à obesidade. Arq Bras Endocrinol Metab . 53/5 647, 2009. CHAVES, D. F. S. Compostos bioativos dos alimentos . São Paulo: Valéria Paschoal Editora Ltda., 2015. COMINETTI, C.; ROGERO, M. M.; HORST. M. A. Genômica nutricional: dos fundamentos à nutrição molecular. São Paulo: Manole, 2017. CUPPARI, L. Guia de Nutrição: nutrição clínica no adulto. Barueri: Manole, 2002. EFRAIM, P.; ALVEZ, A. B.; JARDIM, D. C. P. Revisão: polifenóis em cacau e derivados, teores, fatores de variação e efeitos na saúde. Braz J Food Trechnol. , 14(3): 181-201, 2011. FALLER A. L. K.; FIALHO E. Disponibilidade de polifenóis no Brasil. Revista de Saúde Pública . 43(2): 211-8, 2009. PUJOL, A. P. Nutrição aplicada à estética . Rio de Janeiro: Rubio, 2011. ROSS, A. C.; CABALLERO, B.; COUSINS, R.J.; TUCKER, K. L.; ZIEGLER, T. R. Nutrição Moderna de Shils na Saúde e na Doença . 11. ed. São Paulo: Manole, 2016. SILVEIRA, J. Q. Biodisponibilidade de flavanonas e atividade antioxidante do suco de laranja fresco versus suco de laranja pasteurizado em humanos saudáveis . Tese (Doutorado em Alimentos e Nutrição). Universidade Estadual Paulista. Araraquara, 2014. STRINGHETA, P. C.; NACHTIGALL, A. M.; OLIVEIRA, T. T. et al. Luteína: propriedades antioxidantes e benefícios à saúde. Alim. Nutr. , Araraquara v. 17, n. 2, p. 229-238, abr./jun. 2006. PHILIPPI, S. T. Tabela de composição de alimentos . 5. ed. Barueri - SP: Manole, 2016. REFERÊNCIAS ON-LINE 1 Em: < http://sitemedico.com.br/a-isoflavona-da-soja-e-a-menopausa/ >. Acesso em: 28 mar. 2018. AvançarUNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p�gina-inicial/refer�ncias https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p%C3%A1gina-inicial http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fsitemedico.com.br%2Fa-isoflavona-da-soja-e-a-menopausa%2F&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw12TOEchUpCemMDDezrY7vh https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p%C3%A1gina-inicial/aprofundando Unidade 2 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação APROFUNDANDO Sabemos que existem algumas dificuldades para a utilização dos alimentos funcionais, em especial à quantidade dos compostos bioativos presentes nos alimentos, muitas vezes essas são insignificantes para os efeitos pretendidos e muitas vezes precisam de um preparo correto para melhorar sua absorção e potencializar sua ação. Para você frisar bem os compostos bioativos, vamos separá-los em cores e assim ficará mais fácil de você reconhecer o alimento e seu benefício. VERMELHO: acerola, caqui, cebola vermelha, cereja, ciriguela, goiaba vermelha, maçã, melancia, morango, pera vermelha, pimenta, pimentão vermelho, pitanga, rabanete, romã, tomate e uva vermelha. Os carotenoides atuam como pró-vitamina A e antioxidante. Benéfico para o coração, memória, previnem câncer, estresse e fortalecem os olhos e a pele. O licopeno presente no tomate ajuda na prevenção de câncer de próstata e mama. AMARELO ALARANJADO: abacaxi, abóbora, ameixa amarela, batata baroa, batata inglesa, batata doce, caju, carambola, caqui, cenoura, damasco, gengibre, laranja, mamão, manga, maracujá, mexerica, moranga, melão, milho, nectarina, pêssego, pimentão amarelo e tangerina. Contêm carotenoides e bioflavonoides, ricos em vitamina C e importantes antioxidantes. Benéficos para a saúde do coração, visão e sistema imunológico. Contribuem para reduzir a retenção hídrica, a pressão arterial e melhorar a circulação em geral. ROXO, VIOLETA E PRETO: alcachofra, almeirão roxo, alface roxa, alho roxo, ameixa preta, amora, azeitona preta, batata roxa, berinjela, beterraba, cebola roxa, feijão preto, figo roxo, framboesa, jabuticaba, lichia, mirtilo, repolho roxo e uva roxa. Contêm antocianina, um flavonoide que ajuda na prevenção de doenças cardíacas e hepáticas, retardam o envelhecimento e preservam a memória. VERDE: abacate, abobrinha verde, acelga, agrião, almeirão, alface, azeitona verde, brócolis, cebolinha, chicória, coentro, couve, couve de Bruxelas, chuchu, ervilha, espinafre, jiló, kiwi, limão, mostarda, manjericão, pepino, pimentão verde, quiabo, repolho, rúcula, salsa, uva verde e vagem. Contêm beta- caroteno e luteína, potentes antioxidantes, folato, vitaminas C e E, ferro, potássio e cálcio. Promovem o crescimento e ajudam na coagulação do sangue, evitam fadiga mental, auxiliam na produção de glóbulos vermelhos do sangue. Ação cicatrizante e antibacteriana. MARROM E BEGE: cereais e sementes representam melhor esse grupo. Arroz integral, aveia, centeio, cevada, grão de bico, feijão, lentilha, soja, tamarindo, trigo, linhaça, gergelim, nozes, amêndoas e castanhas. Contêm fibras que regulam o funcionamento do intestino, controlam o colesterol e a glicemia. Também funcionam como vasodilatadores, anticoagulantes e ajudam na prevenção da fadiga. A isoflavona presente na soja ajuda nos sintomas da menopausa, previnem a osteoporose e o câncer de mama. BRANCO: aipim, alho, alho-poró, atemoia, aspargo, banana, batata baroa branca, cará, cebola, cogumelo, couve-flor, endívia, graviola, inhame, nabo, pêra e pinha. Contêm flavonoides que ajudam a reduzir o colesterol, diminuir a pressão arterial e combater os efeitos das infecções. Auxiliam na produção de energia, no funcionamento do sistema nervoso e inibem coágulos na circulação. https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p�gina-inicial/aprofundando https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p%C3%A1gina-inicial Então, coma três frutas ao dia e, nas principais refeições - almoço e jantar, inclua duas hortaliças, sendo pelo menos uma crua. Isso torna a sua alimentação variada, rica em nutrientes e proporciona muito mais saúde!! PARABÉNS! Você aprofundou ainda mais seus estudos! REFERÊNCIAS BASTOS, D, H. M.; ROGERO, M. M.; ARÊAS, J. A. G. Mecanismos de ação de compostos bioativos dos alimentos no contexto de processos inflamatórios relacionados à obesidade. Arq Bras Endocrinol Metab . 53/5 647, 2009. CHAVES, D. F. S. Compostos bioativos dos alimentos . São Paulo: Valéria Paschoal Editora Ltda., 2015. SILVEIRA, J. Q. Biodisponibilidade de flavanonas e atividade antioxidante do suco de laranja fresco versus suco de laranja pasteurizado em humanos saudáveis . Tese de doutorado. Universidade Estadual Paulista. Araraquara, 2014. STRINGHETA, P. C.; NACHTIGALL, A. M.; OLIVEIRA, T. T. et al. Luteína: propriedades antioxidantes e benefícios à saúde. Alim. Nutr. , Araraquara v. 17, n. 2, p. 229-238, abr./jun. 2006. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p�gina-inicial/aprofundando https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p%C3%A1gina-inicial/editorial Unidade 2 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação EDITORIAL DIREÇÃO UNICESUMAR Reitor Wilson de Matos Silva Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor Executivo de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva Pró-Reitor de Ensino de EAD Janes Fidélis Tomelin Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ . Núcleo de Educação a Distância; PIRES , Carla Regina. Alimentos Funcionais e sua Atuação no Organismo. Carla Regina Pires. Maringá-Pr.: UniCesumar, 2017. 30 p. “Pós-graduação Universo - EaD”. 1. Alimentação. 2. Organismo. 3. EaD. I. Título. CDD - 22 ed. 641.3 CIP - NBR 12899 - AACR/2 Pró Reitoria de Ensino EAD Unicesumar Diretoria de Design Educacional Equipe Produção de Materiais Fotos : Shutterstock NEAD - Núcleo de Educação a Distância Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação - Cep 87050-900 Maringá - Paraná | unicesumar.edu.br | 0800 600 6360 Retornar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p�gina-inicial/editorial https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano2/p%C3%A1gina-inicial Unidade 3 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação PRINCÍPIOS ATIVOS DOS ALIMENTOS Professor (a) : Me. Carla Regina Pires Objetivos de aprendizagem • Conhecer os efeitos benéficos à saúde da curcumina, compostos organossulfurados e brássicas. • Entender quais as formas ativas do resveratrol e onde é encontrado. • Conhecer os alimentos fontes de ácidos graxos monoinsaturados e seus benefícios. https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p�gina-inicial https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p%C3%A1gina-inicial Plano de estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: • Curcumina, compostos organossulfurados e brássicas • Resveratrol e seus benefícios • Alimentos fontes de ácidos graxos monoinsaturados Introdução A curcumina, um membro da família dos compostos curcuminoides, é um pigmento fenólico de cor amarela obtida a partir da cúrcuma (Curcuma longa L.), conhecido em algumas culturas como açafrão. Um típico extrato cru dos rizomas da C. Longa contém cerca de 70% a 76% de curcumina. Diversos estudos caracterizaram a ação anti-inflamatória da curcumina,aliada à ação antibacteriana, antiviral, antifúngica e antitumoral. A raiz pode ser consumida fresca ou na forma de extrato. Para se preparar o extrato, os rizomas do açafrão são fervidos e, em seguida, secos em forno quente. Após isso, são moídos e obtém-se o pó que é comumente usado como tempero culinário, para tingimento de fibras têxteis e corante de alimentos, ou como medicamento. Os compostos organossulfurados, como o alho e a cebola, são dois ingredientes muito utilizados na gastronomia mundial. O grupo das brássicas ou vegetais crucíferos inclui brócolis, couve manteiga, couve-de-bruxelas, repolho, couve-flor, mostarda, rúcula, nabo, rabanete, agrião. Elas são importante fonte de glicosinolatos, um grupo de metabólitos secundários sulfurados responsáveis pelo aroma e sabor desses vegetais. O resveratrol é uma fitoalexina, a qual é encontrada em uvas, bem como no vinho tinto. Seu efeito anti-inflamatório se deve, em parte, à sua capacidade de “sequestrar” espécies reativas de oxigênio em situações de estresse oxidativo celular. A alimentação possui um papel essencial na prevenção de diversas doenças crônicas não transmissíveis. Vários estudos avaliaram o efeito de diferentes tipos de ácidos graxos no perfil lipídico e risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Como resultado desses estudos, os ácidos graxos saturados foram correlacionados com o aumento do colesterol total e maiores taxas de mortalidade por doenças cardiovasculares, enquanto que populações com alto consumo de ácidos graxos monoinsaturados, como evidenciado na Dieta do Mediterrâneo, possuíam taxas de mortalidade inferiores. https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p�gina-inicial https://getfireshot.com Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p�gina-inicial https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p%C3%A1gina-inicial/unidade-3 Unidade 3 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação CURCUMINA, COMPOSTOS ORGANOSSULFURADOS E BRÁSSICAS Curcumina A cúrcuma é um poderoso anti-inflamatório muito efetivo para o tratamento de doenças inflamatórias como artrites, tendinites e machucados em geral. A planta também é um excelente purificador do sangue efetivo também no controle do colesterol. O açafrão pode ser facilmente adicionado à dieta. Seja na forma de pó (depois de cozido, seco e ralado), ralado cru como se faz com o gengibre, ou como suplemento na forma de cápsulas, extrato ou gotas. Para aumentar a absorção de curcumina nos intestinos, é recomendado o consumo concomitante de pimenta do reino, gengibre ou azeite. A cúrcuma é uma excelente fonte de ferro e manganês. É também uma boa fonte de vitamina B6, fibras e potássio. As propriedades anti-inflamatórias de curcumina são conhecidas há bastante tempo na Índia e Indonésia e têm despertado a atenção dos pesquisadores para o estudo dos mecanismos moleculares associados à sua atividade biológica. Seguindo essa nova tendência mundial na utilização de células cultivadas, alguns autores relatam que a ação anti-inflamatória de curcumina se dá por meio da inibição da produção de citocinas, conhecidos agentes mediadores da inflamação. O efeito protetor de curcuminoides agindo sinergisticamente sobre células epidérmicas em cultura submetida a um estresse oxidativo poderia explicar a sua atividade antioxidante. As propriedades antitumorais da curcumina também estão sendo investigadas empregando-se células humanas cultivadas, acreditando-se que seu mecanismo de ação seja por meio da indução de apoptose, levando à morte da célula e desaparecimento do tumor. A curcumina é um potente anti-inflamatório e, ao contrário da maior parte dos medicamentos usados para tratar inflamações, a ingestão do açafrão não provoca úlceras ou leva ao risco de hemorragias internas. Pelo contrário, ela ajuda a proteger os órgãos do sistema digestivo. Age em vários estágios do processo inflamatório, mas sua eficácia está no fato de se tratar de uma substância bioativa, que combate a https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p�gina-inicial/unidade-3 https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p%C3%A1gina-inicial inflamação em nível molecular. Estudos já mostraram que a curcumina pode ser comparada com os fármacos tradicionais usados como anti-inflamatórios, porém sem os efeitos colaterais que os medicamentos provocam. Fonte: Bastos (2009). As doenças cardíacas são atualmente a maior causa de mortes no mundo. Estudos sugerem que a curcumina pode ajudar a prevenir o acúmulo de placas que podem obstruir as artérias e levar a ataques cardíacos e derrames. Ela funciona porque seu princípio ativo pode ser capaz de impedir a oxidação do colesterol no organismo. Sabe-se que o colesterol oxidado é o que danifica os vasos sanguíneos e acumula-se levando a ataques cardíacos e acidentes vasculares no cérebro. Além disso, a cúrcuma é uma boa fonte de vitamina B6, necessária para manter os níveis de um aminoácido chamado homocisteína. Altos níveis de homocisteína são considerados um fator de risco significativo para danos nos vasos sanguíneos, aterosclerose e doenças cardíacas. Já uma ingestão elevada de vitamina B6 está associada com um risco reduzido de doenças do coração. Os neurônios são células capazes de se dividir, se multiplicar e formar novas ligações ao longo de toda a nossa vida. Um dos principais fatores desse processo é o fator neurotrófico (ou BDNF – Brain-Derived Neurotrophic Factor ), um tipo de hormônio de crescimento que funciona no cérebro. Muitos distúrbios cerebrais comuns têm sido associados à diminuição dos níveis desse hormônio. Isso inclui a depressão e a doença de Alzheimer. Curiosamente, a curcumina pode aumentar os níveis cerebrais de BDNF e, com isso, retardar ou até mesmo reverter a diminuição de funções cerebrais relacionadas à idade e prevenir doenças cerebrais. O câncer é uma doença caracterizada pelo crescimento descontrolado de grupos de células no organismo. Pesquisadores afirmam que a ingestão de cúrcuma pode interferir bloqueando o crescimento, o desenvolvimento e a propagação do câncer em nível molecular nas células. Acredita-se que as funções antioxidantes da curcumina agiriam protegendo as células do cólon, da próstata, da mama, da pele, entre outros órgãos, dos radicais livres que podem danificar o DNA celular. No caso desses órgãos, a renovação celular é bastante rápida, o que os torna mais sensíveis à ocorrência de câncer. Isso se explica porque há uma replicação celular frequente, e com isso a possibilidade de mutações no DNA também aumenta e pode resultar na formação de células cancerosas. A artrite é um problema comum nos países ocidentais. Existem vários tipos diferentes, mas a maioria envolve algum tipo de inflamação nas articulações. Dado que a curcumina é um potente anti-inflamatório e age também contra a dor, ela poderia ajudar no tratamento contra a artrite. Também pela sua ação antioxidante, a curcumina é capaz de neutralizar os radicais livres, substâncias químicas que podem viajar por meio do corpo e causar grandes danos às células saudáveis e suas membranas celulares. Isso é importante em doenças como a artrite, em que os radicais livres são responsáveis pela inflamação das articulações que geralmente causam dor e danos em sua estrutura. Por esse motivo, pessoas com doenças nas articulações encontram alívio quando usam o tempero regularmente. O ideal é que o açafrão seja adicionado ao final da preparação, como no ovo cozido, no arroz e feijão após finalizar preparo, no molho de tomate e em molhos para salada. Compostos Organossulfurados O alho ( Allium sativum ) e a cebola ( Allium cepa ) são dois ingredientes muito utilizados na gastronomia mundial. O alho é o principal representante da família Alliaceae, que compreende 450 espécies, muitas delas amplamente utilizadas na culinária, como o alho poro ( Allium porrum L.), cebolinha ( Allium fistulosum L.), cebola Shallot ( Allium ascalonicum Hort.), alho selvagem ( Allium ursinum L.), alho elefante ( Allium ampeloprasum L. var. ampeloprasun ) e cebolinha chinesa ( Allium tuberosum L .). Efeitos potencialmente benéficos do alho ( Allium sativum ) já são conhecidos há mais de 5000 anos, quando ele era utilizado no tratamento de desordens gastrointestinais, infecções respiratórias, doenças de pele (como vermífugo) e no tratamento de feridas de soldados. Os estudos com alho iniciaram-se no século 19, e em 1958 demonstraram as primeiras propriedades antimicrobianas do alho. https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p�gina-inicial/unidade-3 https://getfireshot.com O alho e os produtos derivados do alho (extrato e estrato de alho envelhecido) têm sido muito estudados devido aos seus possíveis efeitos benéficos na saúde cardiovascular, efeitos estes derivados do potencial hipocolesterolemiante, anti-hipertensivo, antidiabético, antitrombótico e como agente adjuvante na redução da hiper-homocisteinemia. Além destes efeitos, outras ações funcionais atribuídas ao alho são efeito antimicrobiano, antioxidante, anticarcinogênico, antimutagênico, antiasmático, ação imunomodulatória e efeito prebiótico. O alho também possui em sua composição saponinas esteroidais, compostos não sulfurados responsáveis por algumas das ações funcionais atribuídas a esses alimentos. A presença desses compostos no alho foi detectada por cromatografia em camada fina, e o seu processamento aumenta a concentração desses compostos. Dentre as ações funcionais atribuídas a esses compostos, exibe a ação antifúngica contra Candida albicans e atividade antitumoral. A ação hipocolesterolemiante do alho pode ser explicada, ao menos em parte, pelo seu conteúdo de saponinas. Devido a sua ação antioxidante, está envolvido em vários processos patológicos, como câncer, isquemia, doenças inflamatórias e aterosclerose. O tratamento térmico pode inativar a formação dos compostos bioativos. Por isso, para preservar os componentes organossulfurados, recomenda-se que o alho seja primeiramente macerado e permaneça em repouso por um tempo de 10 minutos antes de ser submetido a altas temperaturas. Desse modo, ao menos parte da ação benéfica é retida (em comparação ao alho cru), e as pequenas perdas que vierem podem ser compensadas com uma ingestão maior do alho na forma processada. Brássicas O grupo das brássicas, ou vegetais crucíferos, inclui brócolis, couve manteiga, couve-de-bruxelas, repolho, couve flor, mostarda, rúcula, nabo, rabanete, agrião. Elas são importante fonte de glicosinolatos, um grupo de metabólitos secundários sulfurados responsáveis pelo aroma e sabor desses vegetais. Para o melhor aproveitamento dos compostos das brássicas, seu consumo deve ser cru ou com menor tempo de cocção. Diferentemente de diversos compostos bioativos, a concentração de glicosinolatos nos vegetais crucíferos é relativamente alta. Os glicosinolatos são compostos hidrossolúveis. Portanto, o cozimento em água por um período entre 9 e 15 minutos resulta numa redução que varia ente 18 e 59% do total de glicosinolatos presentes. O processamento sem a utilização de água, como cozimento a vapor ou micro-ondas, pode preservar os produtos de hidrólise dos glicosinolatos de modo mais eficaz. Consumindo esse grupo de alimentos, percebemos vários efeitos positivos para nossa saúde, uma delas é a prevenção do câncer. Os estudos sugerem que o consumo de brássicas está inversamente associado ao risco de diversos tipos de câncer, especialmente câncer de estômago, cólon, pulmões e mama. Foi revelado em um estudo que o consumo desse grupo de alimentos pelo menos uma vez por semana teve efeito protetor em comparação ao consumo nulo ou inferior a uma vez por semana. Os autores ressaltaram que o efeito foi particularmente benéfico para câncer do trato digestório superior, colorretal, mama e rins. Os produtos de hidrólise dos glicosinolatos podem atuar na prevenção do câncer por meio de indução de vias de eliminação de metabólitos carcinogênicos antes que eles possam danificar o DNA, ou por meio de alteração de vias de sinalização, prevenindo a transformação de células saudáveis em carcinogênicas. Recomenda-se o consumo de 5 ou mais porções semanais para possuírem efeito protetor contra diversos tipos de câncer, mas não podemos esquecer de se atentar às técnicas de preparo. https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p�gina-inicial/unidade-3 https://getfireshot.com RESVERATROL E SEUS BENEFÍCIOS O resveratrol é uma fitoalexina composta por dois anéis fenólicos unidos por uma dupla ligação. Esse composto existe em duas isoformas: trans -resveratrol e cis-resveratrol, sendo o trans -resveratrol a forma mais estável, a qual é encontrada em uvas, bem como no vinho tinto. Seu efeito anti-inflamatório se deve, em parte, à sua capacidade de “sequestrar” espécies reativas de oxigênio em situações de estresse oxidativo celular. Nas uvas, o resveratrol, é normalmente sintetizado na película, sendo o pico da sua síntese alcançado durante o ciclo de formação e maturação das uvas. A enzima principal na biossíntese do resveratrol é a estilbeno sintetase, que é ativada em resposta a fatores de stress exógenos, tais como, radiação ultravioleta, ataque de fungos patogênicos e agentes químicos. Aproximadamente 72 espécies de plantas distribuídas por 31 gêneros e 12 famílias foram descritas como capazes de sintetizar facilmente o resveratrol. Dessas plantas destacam-se, devido aos seus reconhecidos efeitos terapêuticos, o amendoim ( Arachis hypogacea, Fabaceae ), o eucalipto ( Eucalyptus wandoo, Myrtaaceae ), o Kon-jo-kon ( Polygonum cuspidatum ) e a uva ( Vitis vinifera e Vitis labrusca, Vitaceae ). As espécies de videiras Vitis vinifera e Vitis labrusca possuem uma elevada capacidade de sintetizar o resveratrol destacando-se as variedades Pinot Noir, Merlot e Cabernet Sauvignon. Assim, as uvas juntamente com todos os seus produtos industrializados constituem importantes fontes de resveratrol. Com o crescente desenvolvimento e adaptações das metodologias tem vindo a ser possível isolar e caracterizar o resveratrol em diferentes amostras, tais como produtos alimentares e amostras biológicas após administração de alimentos e soluções com elevado teor de resveratrol. O amendoim possui cerca de metade da quantidade de resveratrol encontrada no vinho tinto. O mirtilo, também conhecido como uva-do-monte, possui a fitoalexina, apesar de ser menos de dez por cento do contido nas uvas. Cozinhar ou aquecer esses alimentos irá contribuir para a degradação do nutriente, reduzindo-o até a metade dos níveis. O resveratrol e os seus metabolitos distribuem-se por vários órgãos, nomeadamente o fígado, o coração e os rins, sendo os rins a principal via de excreção. Todos os estudos em humanos foram realizados com um baixo número de indivíduos, o que poderá constituir um problema dada a variabilidade interindividual na metabolização de xenobióticos. No entanto, a ausência de https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p�gina-inicial/unidade-3 https://getfireshot.com diferenças significativas nos resultados obtidos entre espécies diferentes parece reduzir o significado dos resultados obtidos em humanos. Apesar de vários esforços despendidos na tentativa de obter conhecimentos in vivo acerca da absorção, do metabolismo e da distribuição do resveratrol nos diversos tecidos, os estudos debatem-se com diversas dificuldades, tais como na detecção e quantificação do resveratrol devido à sua rápida absorção pelo intestino, na limitada estabilidade dos metabolitos, na ampla distribuição pelos órgãos após a ingestão e na rápida eliminação. Atualmente, existem fortes evidências de que o resveratrol acumulado nas células epiteliaisao longo do trato gastrointestinal, em conjunto com os metabolitos formados, acarreta benefícios para a saúde. Contudo, o impacto de componentes da dieta na biodisponibilidade do resveratrol permanece por esclarecer. O resveratrol pode prevenir ou diminuir a progressão de várias doenças, incluindo doenças cardiovasculares, cancerígenas e neurodegenerativas, bem como prevenir diversos processos de envelhecimento, aumentando a longevidade, possui ainda propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e antimicrobianas. Os efeitos cardioprotetores do resveratrol têm sido atribuídos às suas atividades biológicas, tais como atividade antioxidante, atividade antiproliferativa, atividade antiplaquetária atividade anti-inflamatória. Vários estudos demonstraram que a atividade antioxidante do resveratrol se deve essencialmente à sua capacidade em quelar e captar radicais livres. Em relação às propriedades anti-inflamatórias do resveratrol, diversos estudos publicados indicam que poderá melhorar a inflamação subjacente à aterosclerose. Desde os primeiros trabalhos com o resveratrol que se destaca o caráter inibitório desse composto na formação de lesões pré- neoplásicas, diversos estudos têm vindo a ser realizados adicionando mais evidências e reforçando o efeito anticarcinogênico desse composto. O resveratrol possui capacidade para suprimir a proliferação de linhagens tumorais de diversos órgãos, como cérebro, pulmão, estômago, fígado, pâncreas, ovário, próstata, intestino e pele, incluindo leucemias e linfomas. No que diz respeito aos complexos mecanismos de inibição do crescimento tumoral promovidos pelo resveratrol, destacam-se: a ativação da apoptose, a alteração das principais etapas da carcinogênese e a atividade antioxidante. A carcinogênese é um processo de múltiplas etapas que envolvem: primeiramente a mutação (Iniciação), seguida pelo desenvolvimento dessa mutação na célula, estabelecendo-se o fenótipo neoplásico (Diferenciação/Promoção) e, por fim, o crescimento tumoral (Progressão). Assim, a busca por agentes químicos capazes de interromper essas etapas, impedindo a aquisição do fenótipo anormal, tem vindo a pôr em evidência alguns dos inúmeros mecanismos de ação do resveratrol que atuam na prevenção e no controle das neoplasias já instaladas. O resveratrol, para além das atividades biológicas já descritas, tem vindo a ser objeto de estudo relativamente à sua capacidade de inibir o crescimento de alguns microrganismos patogênicos, tais como bactérias Gram-positivas, bactérias Gramnegativas e fungos. O composto tem sido identificado como um agente antienvelhecimento e em níveis cronicamente elevados, podendo ser utilizado na prevenção ou tratamento de doenças neurodegenerativas. Evidências também indicam que o resveratrol exerce efeitos antidepressivos. Esses efeitos podem estar relacionados com um aumento em certos neurotransmissores (especificamente na serotonina) em diferentes áreas do cérebro, inclusive no hipocampo. Além disso, sabe-se que o sistema serotoninérgico está associado a comportamentos de ansiedade. Evidências sugerem que o resveratrol exerce efeitos protetores em várias doenças neurodegenerativas, tais como: doença de Alzheimer, doença de Parkinson. O tratamento com esse composto parece ter um papel fundamental na neuroproteção contra a perda neuronal no hipocampo induzida por trauma e comprometimento cognitivo associado. Muitos estudos demonstraram os efeitos benéficos do resveratrol por meio de suas propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e de quelantes metálicos. No entanto, estudos recentes começaram a revelar a capacidade que o resveratrol tem para exercer efeitos por meio da ativação de neuroprotetores e sirtuínas. O resveratrol pode realmente interferir na cascata amiloide por meio de suas propriedades antinflamatórias e antioxidantes, reduzindo assim a produção de espécies reativas de oxigênio, bem como diminuindo a neuroinflamação. Fonte: Rosa (2017). https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p�gina-inicial/unidade-3 https://getfireshot.com A suplementação dietética com resveratrol parece ser eficaz na redução do desenvolvimento de alfa e beta amiloide em modelos transgênicos de ratos com doença de Alzheimer. Estudo afirma que a suplementação com suco de uva melhora a memória em idosos com comprometimento cognitivo leve. ALIMENTOS FONTES DE ÁCIDOS GRAXOS MONOINSATURADOS Oleaginosas O grupo das oleaginosas é composto pelas nozes, amêndoas, avelã, macadâmia, noz pecã, pistache, castanha de caju e castanha do Brasil. O amendoim, uma leguminosa, também é incluído nesse grupo devido às suas propriedades nutricionais semelhantes. As oleaginosas são alimentos com alta densidade energética e alto teor lipídico, sendo que a maior proporção dessa gordura (aproximadamente 75%) é composta de ácidos graxos monoinsaturados, com exceção das nozes, nas quais predominam os ácidos graxos polinsaturados. São também fontes de fibras, proteína vegetal (fonte de triptofano, arginina e lisina), vitaminas (folato, riboflavina e α-tocoferol), compostos bioativos e diversos fitoquímicos como proantocianinas, flavonoides, estilbenos (incluindo resveratrol no amendoim e pistache), lignanas e taninos. Estudos têm demonstrado que o consumo frequente, preferencialmente diário, de oleaginosas está associado com um menor risco de doença arterial coronariana, hipertensão arterial, câncer, síndrome metabólica e adiposidade visceral. Além disso, estudos clínicos também evidenciaram uma ação protetora cardiovascular por meio de redução de marcadores inflamatórios e de estresse oxidativo, melhora da sensibilidade à insulina e função endotelial e melhora do controle glicêmico em pacientes com diabetes mellitus tipo 2. https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p�gina-inicial/unidade-3 https://getfireshot.com A composição de antioxidantes difere dependendo da oleaginosa, as amêndoas, por exemplo, contêm flavonoides como as catequinas, flavonóis e flavononas nas suas formas aglicona e glicosídeo, enquanto que o amendoim e o pistache contêm flavonoides e também resveratrol. As nozes possuem polifenóis e tocoferóis, enquanto que na castanha de caju os principais antioxidantes são os alquil-fenóis. A castanha do Brasil possui a característica de ser muito rica em selênio, e esse mineral é cofator de diversas selenoproteínas, entre elas a enzima antioxidante glutationa peroxidase. As amêndoas estão entre as oleaginosas mais consumidas no Brasil e no mundo, sua ação cardioprotetora é decorrente do alto teor de ácidos graxos monoinsaturados, α-tocoferol, fibra dietética, cobre, magnésio, arginina e fitoquímicos, como esteróis e polifenóis. Estudos sugerem que o consumo de amêndoas pode ter efeitos benéficos na adiposidade, controle glicêmico e perfil lipídico, reduzindo, portanto, o risco de diabetes tipo 2. Muitos estudos demonstraram o efeito hipolipêmico dessa oleaginosa em pacientes com hipercolesterolemia e no controle glicêmico pós-prandial. E apesar de sua alta densidade calórica, estudos epidemiológicos e intervencionais demonstram que seu consumo não está associado ao ganho de peso ou aumento do índice de massa corporal (IMC). Os nutrientes presentes nas oleaginosas podem promover saúde vascular e ter ação mediadora do estresse oxidativo e inflamação, tendo, portanto, uma potencial ação benéfica na saúde cognitiva. Alguns estudos sugerem que o consumo de oleaginosas pode ter efeitos benéficos na cognição e ser uma estratégia terapêutica no tratamento de doenças neurodegenerativas e no tratamento de disfunção cerebral relacionada ao envelhecimento. Mas com esses alimentos temos que ter um pouco de cuidado, as aflotoxinas são um grupo de toxinas muito encontradas nas oleaginosas, apesar do amendoim ser uma leguminosa, mas conter grande quantidade de ácido graxo monoinsaturado, ele é citado nesse grupo e é o alimento com maior risco de contaminação,então fica um alerta à quantidade consumida desse alimento. Essa aflotoxina pode causar diversos efeitos adversos, como ao sistema imune e retardar o crescimento em crianças. Abacate O abacate é um alimento muito denso em nutrientes, fornece fibra dietética, alguns minerais, vitaminas lipossolúveis e hidrossolúveis, colina, luteína e zeaxantina, fitosteróis, gordura monoinsaturada e baixíssima quantidade de açúcar. É um dos poucos alimentos que contêm níveis significativos de vitamina C e vitamina E e tem presente em sua composição o antioxidante glutationa. Um estudo demonstrou que o avocado (tipo de abacate) é capaz de reverter o dano induzido por uma refeição pró-inflamatória. A alta biodisponibilidade da luteína e zeaxantina presentes no avocado pode auxiliar a proteger a pele contra danos induzidos pelos raios UV e radiação visível; podem ter efeitos benéficos em outras condições caracterizadas pelo aumento do estresse oxidativo e inflamação, como a osteoartrite; por serem os únicos carotenoides presentes na mácula, em que exercem efeito antioxidante, tem efeito protetor na degeneração macular e outras patologias oculares. O abacate tem grande quantidade de fibras. Por ser uma matéria vegetal que nosso organismo não é capaz de digerir, a fibra contribui para o combate ao excesso de peso, já que ele reduz picos de glicose no sangue e contribui para a sensação de saciedade, além de reduzir o risco de diversas doenças. As fibras são divididas entre fibras solúveis e fibras insolúveis. Cerca de 7 gramas de fibras são contidas em 100 gramas de abacate, o que corresponde a 27% da quantidade diária recomendada ao ser humano. Um estudo analisou a saúde de pessoas que incluem o consumo do abacate em seus hábitos alimentares. Na pesquisa, as pessoas que consumiram abacate demonstraram mais saúde do que pessoas que não têm o hábito de consumir a fruta. Os consumidores apresentaram uma ingestão de nutrientes mais elevada, além da probabilidade do desenvolvimento da síndrome metabólica ter caído pela metade. Tais sintomas são fatores de risco para o surgimento do diabetes e de doenças cardíacas. Além disso, o estudo possibilitou que os cientistas observassem que aqueles que consumiram o abacate regularmente apresentaram menores peso e IMC, além de menor quantidade de gordura na barriga e maior quantidade do HDL, o bom colesterol. O consumo de abacate reduz os níveis de colesterol total de maneira significativa, reduz o colesterol “ruim” (LDL) em até 22%, reduz os triglicerídeos no sangue em até 20% e aumenta o colesterol “bom” (HDL) em até 11%. https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p�gina-inicial/unidade-3 https://getfireshot.com Além de ser saudável, o abacate é uma fruta gostosa não somente para ser consumida pura, como também em pratos diversos, tais como saladas, temperos e acompanhamentos. A textura cremosa de sua polpa, bem como os nutrientes e gorduras saudáveis que ela contém fazem do abacate um grande aliado da saúde. Se você não tem o hábito de consumir abacate, experimente mudar o seu pensamento. A adição do abacate aos hábitos alimentares contribui para uma dieta saudável e equilibrada. Azeite de Oliva O azeite de oliva extravirgem é o suco fresco das olivas obtido exclusivamente por meio de processos físicos e mecânicos. É formado predominantemente por frações de ácidos graxos mono e polinsaturados, sendo que a maior parte do ácido graxo monoinsaturado é composta pelo ácido oleico. Possui uma diversa gama de antioxidantes, dentre eles, os tocoferóis, fenóis lipofílicos e hidrofílicos e pequenas concentrações de carotenoides. Hoje no mercado temos 4 tipos de azeite: • Refinado: em seu processo inclui o uso de solventes e altas temperaturas para eliminar sabores ruins originados por produtos de oxidação durante o processo de produção. Isso permite o uso de azeitonas que não estejam em perfeito estado, além de poder ser misturado com outros tipos de óleos. Esse tipo de azeite é vendido como “azeite de oliva puro” e é o que suporta maior temperatura de aquecimento sem perder suas propriedades. Alguns azeites podem ser produzidos pela mistura do óleo refinado e do não refinado. • Não refinado: esses passam pelo processo de refino químico, e o processo de produção consiste apenas na extração e engarrafamento. Para manter a qualidade do produto, nesse caso, os produtores têm que usar frutos em excelentes condições e selecionadas, pois não são retirados possíveis produtos de contaminação e oxidação. Esse tipo não suporta o aquecimento, oxidando-se com maior facilidade que o refinado. Os azeites virgens e extravirgens são tipos não refinados. • Extravirgem: esse tipo de azeite conserva o sabor da oliva intacto, sendo feito com grande cuidado durante todo o processo produtivo. Se o óleo não apresenta “defeitos” de sabor e preenche alguns requisitos químicos que evidenciam sua qualidade ele pode ser, então, classificado como extra virgem. É o tipo que apresenta menor acidez e é considerado o mais saudável por ter a maior quantidade de nutrientes. • Virgem: esse tipo de azeite também é um óleo não refinado, porém de qualidade um pouco inferior ao extra virgem e com índice de acidez um pouco maior, de até 2%. Como já é de conhecimento de muitos, a dieta do mediterrâneo tem um alto consumo de gordura proveniente do alto consumo de azeite de oliva, diversos estudos observacionais associam essa dieta com menor risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, síndrome metabólica, Parkinson e doença de Alzheimer. Pelo fato de as formas extravirgens sofrerem oxidação e, com isso, perda de nutrientes com facilidade quando aquecidas, uma alternativa para cozinhar com azeite de oliva é utilizar formas mais refinadas, que suportam temperaturas mais altas. Mesmo sendo mais refinado, o azeite de oliva ainda é uma opção mais saudável para frituras e outros pratos quentes que outros óleos convencionais. Ao usar no tempero de saladas ou quando adicionar o azeite frio aos pratos, sem dúvida prefira o extravirgem. Por ser extremamente saboroso, os benefícios do azeite se estendem também a proporcionar pratos diferenciados e muito apreciados por todo o mundo. O azeite de oliva, especialmente o extravirgem, já provou seu potencial em trazer benefícios à saúde em vários aspectos e surpreende a cada dia com novas descobertas. Incluí-lo na sua alimentação em quantidades moderadas e em conjunto com uma dieta equilibrada e adequada às suas necessidades e objetivos pode melhorar sua saúde como um todo. As quantidades geralmente recomendadas são em torno de 2 a 3 colheres de sopa ao dia, porém um nutricionista é o profissional mais indicado para estabelecer a sua recomendação particular diária. https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p�gina-inicial/unidade-3 https://getfireshot.com Você já parou para analisar qual é o tipo de azeite que você tem usado em suas preparações culinárias? Fonte: a autora. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p�gina-inicial/unidade-3 https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p%C3%A1gina-inicial/atividades Unidade 3 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação ATIVIDADES 1. A curcumina, pigmento de cor amarela, conhecido como açafrão, tem várias funções para nosso organismo. Leia as alternativas a seguir e assinale a alternativa correta. I) Anti-inflamatória. II) Antibacteriana. III) Antiviral. IV) Antifúngica. V) Antitumoral. a) Todas corretas. b) Todas incorretas. c) Apenas a V está correta. d) I e V estão corretas. e) I, IV e V estão corretas. 2. As brássicas, também conhecidas como vegetais crucíferos, como brócolis, couve manteiga, couve-flor, repolho, agrião, entre outros, são importantes fontes de uma substância chamada glicosinolatos. Sabemos que para o aproveitamento adequado de seus compostos, temosque realizar o método correto de cocção. Assinale a alternativa correta. a) Por serem lipossolúveis, devem ser cozidos imersos na água por mais de 30 minutos. b) O cozimento em micro-ondas e no vapor é o melhor processo para manter seus compostos ativos. c) O cozimento no micro-ondas por 40 minutos não tem perda dos compostos. d) Cozimento em água até 15 minutos resulta em perda de apenas 5% dos glicosinolatos presentes. e) Nenhuma das alternativas anteriores 3. O resveratrol é um composto bioativo com inúmeras propriedades para o ser humano, uma delas é seu caráter inibitório de lesões pré-neoplásicas. Assinale a alternativa que indica qual alimento tem melhor capacidade de sintetizá-lo. a) Amendoim. b) Eucalipto. c) Uva. d) Todas as alternativas anteriores. e) Nenhuma das alternativas anteriores. Resolução das atividades Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p�gina-inicial/atividades https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p%C3%A1gina-inicial/resumo Unidade 3 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação RESUMO Os benefícios trazidos por esses alimentos devem-se, sobretudo, às substâncias contidas neles. Muitos desses princípios ativos são antioxidantes, ou seja, neutralizam a ação dos radicais livres. Existem também substâncias que melhoram os níveis de colesterol, favorecem a imunidade, previnem a formação de tumores e reduzem o risco de doenças. Saber mais sobre os alimentos que comemos é a melhor forma de aproveitar esses benefícios. Mesmo com nomes complicados, essas substâncias são tão importantes que merecem ser melhor conhecidas. O mais importante é observar quais são as frutas, vegetais, legumes, cereais e outros alimentos que fazem bem para a nossa saúde. Com as informações sobre os princípios ativos, você entenderá melhor as propriedades dos alimentos e poderá escolher aqueles que mais fazem bem. As brássicas são precursores dos neurotransmissores serotonina, responsável pela sensação de bem-estar e melatonina para ativar o sono. Couve, brócolis e repolho fazem parte desses alimentos. Já os compostos organossulfurados, como o alho e a cebola, são capazes de evitar a formação de placas de gordura no interior das artérias, dificultando o aparecimento de doenças cardiovasculares. Além disso, também auxiliam no controle da hipertensão e atuam como antioxidantes. O resveratrol, muito comum no vinho, além de prevenir contra doenças do coração e do fígado, é antiviral e alguns estudos já mostram seu efeito protetor para doença de Alzheimer. Temos ainda os alimentos ricos em ácidos graxos monoinsaturados, como as oleaginosas, abacate e azeite de oliva, que têm como principal papel a proteção contra as doenças cardiovasculares. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p�gina-inicial/resumo https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p%C3%A1gina-inicial/eu-indico Unidade 3 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação Material Complementar Na Web O poder do vinho. Assista a um programa especialmente para falar de todos os benefícios do vinho, o consumo, quantidade ingerida e associando à longevidade. Acesse Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p�gina-inicial/eu-indico https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p%C3%A1gina-inicial https://www.youtube.com/watch?v=xrx4ebyClvE https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p%C3%A1gina-inicial/refer%C3%AAncias Unidade 3 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação REFERÊNCIAS BASTOS, D, H. M.; ROGERO, M. M.; ARÊAS, J. A. G. Mecanismos de ação de compostos bioativos dos alimentos no contexto de processos inflamatórios relacionados à obesidade. Arq Bras Endocrinol Metab. 53/5 647, 2009. CHAVES, D. F. S. Compostos bioativos dos alimentos . São Paulo: Valéria Paschoal Editora Ltda., 2015. COMINETTI, C.; ROGERO, M. M.; HORST. M. A. Genômica nutricional: dos fundamentos à nutrição molecular. São Paulo: Manole, 2017-08-19. CUPPARI, L. Guia de Nutrição: nutrição clínica no adulto. Barueri: Manole, 2002. FULGONI, V. L.; DREHER, M. L.; DAVENPORT, A. J. Consumption of avocados in diets of US adults: NHANES 2011-2006. Boston, MA: American Dietetic Association, 2010a. LÓPEZ-URIARTE, P.; BULLO, M.; CASAS-AGUSTENCH, P. et al. Nuts and oxidation: a systematic review. Nutr. Ver. , 67:497-508, 2009. PAULO, L. A. S. Determinação dos Teores de Resveratrol em Vinhos Tintos com Denominação de Origem Controlada Beira Interior e Avaliação das suas Propriedades Antimicrobianas . 2011. 198f. Tese (Doutorado em Biomedicina). Universidade do Beira Interior, Covilhã, Distritro de Castelo Branco, Portugal, 2011. PUJOL, A. P. Nutrição aplicada à estética . Rio de Janeir: Rubio, 2011. ROSA, M. O. et al. O efeito protetor do resveratrol na doença de alzheimer. Revista Brasileira Multidisciplinar ReBraM. v. 20, n. 1, jul. 2017. RUANO, J.; LOPEZ-MIRANDA, J.; DE LA TORRE, R. et al. Intake of phenol-rich virgin olive oil improves teh postprandial prothrombotic profile in hypercholesterolemic patientes. Am J Clin. Nutr. , 86: 341-6, 2007. SAUTTER, C. K. et al. Determinação de resveratrol em sucos de uva no brasil. Ciênc. Tecnol. Aliment. , Campinas, 25(3): 437-442, jul./set. 2005. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p�gina-inicial/refer�ncias https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p%C3%A1gina-inicial/aprofundando Unidade 3 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação APROFUNDANDO Um dos grupos alimentares que vêm ganhando destaque é o grupo das oleaginosas. Entre elas temos a castanha do Brasil, a castanha de caju, as nozes, a avelã, as amêndoas, o pistache e o amendoim. Elas são ricas em muitos nutrientes, sendo fonte de proteínas, de gordura monoinsaturada, gordura polinsaturada, vitamina E, magnésio, selênio, zinco e manganês, entre outros. São alimentos importantes, atuantes na manutenção da saúde e estão presentes na famosa Dieta Mediterrânea. Essa dieta está associada ao aumento da longevidade e ao menor risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. As sementes oleaginosas são responsáveis por reduzir as concentrações sanguíneas de LDL e triglicerídeos e aumentar a concentração da HDL, reduzir a pressão arterial e os processos inflamatórios, além de colaborar para a perda de gordura abdominal. Hoje se encontram estudos até relacionando o consumo de oleaginosas ao controle do diabetes e da Síndrome Metabólica. O interesse pelos benefícios do consumo de castanha do Brasil é baseado na concentração de selênio presente na semente e nas evidências de que esse nutriente protege contra cânceres e doenças cardiovasculares. O selênio está presente na principal enzima responsável pela inativação de radicais livres, a glutationa peroxidase. Um estudo recente mostrou que a atividade da enzima glutationa peroxidase foi maior no grupo de indivíduos que consumiram diariamente, num período de doze semanas, duas unidades de castanha do Brasil em comparação ao grupo suplementado com selênio. Desse modo, por serem alimentos que auxiliam na inativação de radicais livres, as sementes oleaginosas são importantes para a estética da pele, cabelose unha e para o retardamento do processo de envelhecimento geral do organismo. A atuação de redução da gordura abdominal está associada à ação das oleaginosas na redução da concentração do hormônio cortisol, o que colabora para o controle de peso. Além disso, elas colaboram para a sensação de saciedade, melhorando o humor e a tensão pré-menstrual. Percebemos até uma maior perda de peso quando as oleaginosas fazem parte do planejamento alimentar de um indivíduo. Um estudo recente mostrou que o consumo de pistache associado a dieta hipogordurosa ocasionou redução dos fatores de risco cardiovasculares e modulou a ação de enzima relacionada ao metabolismo do colesterol e das gorduras monoinsaturadas, sendo os resultados mais expressivos no grupo que consumiu mais pistache. Apesar das evidências estudadas, ainda há muito a ser esclarecido com relação às propriedades funcionais das oleaginosas. Por exemplo, o cerrado brasileiro é rico em frutas características da região, entre elas está a oleaginosa denominada castanha do baru, rica em zinco (47% das necessidades para adultos) e ferro (60% das necessidades para adultos), proteínas, potássio, manganês, cobre e outros nutrientes. Por ser uma fonte importante de zinco, a castanha do baru colabora para a manutenção da saúde reprodutiva, espermiogênese e ovulação. Assim, as sementes oleaginosas merecem atenção e maiores estudos. PARABÉNS! Você aprofundou ainda mais seus estudos! REFERÊNCIAS BASTOS, D, H. M.; ROGERO, M. M.; ARÊAS, J. A. G. Mecanismos de ação de compostos bioativos dos alimentos no contexto de processos inflamatórios relacionados à obesidade. Arq. Bras. Endocrinol. Metab . 53/5 647, 2009. CHAVES, D. F. S. Compostos bioativos dos alimentos . São Paulo: Valéria Paschoal Editora Ltda., 2015. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p�gina-inicial/aprofundando https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p%C3%A1gina-inicial/editorial Unidade 3 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação EDITORIAL DIREÇÃO UNICESUMAR Reitor Wilson de Matos Silva Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor Executivo de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva Pró-Reitor de Ensino de EAD Janes Fidélis Tomelin Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ . Núcleo de Educação a Distância; PIRES , Carla Regina. Alimentos Funcionais e sua Atuação no Organismo. Carla Regina Pires. Maringá-Pr.: UniCesumar, 2017. 27 p. “Pós-graduação Universo - EaD”. 1. Alimentação. 2. Organismo. 3. EaD. I. Título. CDD - 22 ed. 641.3 CIP - NBR 12899 - AACR/2 Pró Reitoria de Ensino EAD Unicesumar Diretoria de Design Educacional Equipe Produção de Materiais Fotos : Shutterstock NEAD - Núcleo de Educação a Distância Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação - Cep 87050-900 Maringá - Paraná | unicesumar.edu.br | 0800 600 6360 Retornar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p�gina-inicial/editorial https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano3/p%C3%A1gina-inicial Unidade 4 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação PRINCÍPIOS ATIVOS DOS ALIMENTOS Professor (a) : Me. Carla Regina Pires Objetivos de aprendizagem • Conhecer as plantas alimentícias não convencionais. • Conhecer como preservar os compostos dos alimentos. • Colocar em prática a utilização de alimentos funcionais e seus compostos bioativos. https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p�gina-inicial https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p%C3%A1gina-inicial Plano de estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: • Plantas Alimentícias Não Convencionais - PANCs • Técnicas de preparo e preservação dos nutrientes • Receitas Funcionais Introdução O Brasil é um país mundialmente reconhecido pela riqueza e diversidade de sua fauna, flora e recursos naturais. A biodiversidade brasileira é reflexo de sua extensão territorial e litorânea que abrange diferentes zonas climáticas, favorecendo, por conseguinte, a formação de zonas biogeográfica distintas ou biomas, como a Floresta Amazônica, o Pantanal, o Cerrado, a Caatinga, os Campos dos Pampas e a Mata Atlântica, recifes de corais, lagoas, dunas, manguezais, estuários e pântanos. Devido aos aspectos geográficos supracitados, o país é contemplado com ampla gama de espécies nativas exclusivas e plantas de reconhecida importância econômica mundial. A amplitude de recursos naturais ainda permite um potencial para o cultivo de inúmeros gêneros alimentares, caracterizando o Brasil como um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo. Apesar de o Brasil ser detentor desse imenso patrimônio natural, o atual sistema agroalimentar praticado não abrange grande parte da fitodiversidade nativa, ao apoiar sua matriz na exploração e cultivo comercial de muitos gêneros exóticos domesticados (ou seja, introduzidos de outros países), como o café, a laranja, a soja, a cana-de-açúcar, entre outras. Esse sistema requer utilização intensiva de agrotóxicos, fertilizantes químicos, tecnologia transgênica e alto dispêndio de recursos naturais para manter o nível de produção em larga escala e atender a alta demanda interna e externa. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p�gina-inicial https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p%C3%A1gina-inicial/unidade-4 Unidade 4 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação PLANTAS ALIMENTÍCIAS NÃO CONVENCIONAIS - PANCs Algumas frutas nativas têm expressão regional, mas mesmo assim aquém do desejado. No que se refere às hortaliças nativas, a pesquisa, o cultivo, o uso e a valorização parece ser ainda menor. As frutas têm o chamariz da cor, da doçura e da suculência, já as hortaliças em geral são tratadas como “mato”, “coisas verdes” aguadas e sem sabores característicos. As nativas, as quais são tratadas aqui como hortaliças regionais ou genericamente como não convencionais, inegavelmente são “matos” enquanto não cultivadas e utilizadas com regularidade, mas esse enquadramento pode ser transitório. Algumas espécies hoje tidas como culturas agronômicas foram tratadas como inços ou “daninhas” até muito recentemente e outras, outrora muito utilizadas, caíram em desuso. Dentre as hortaliças, algumas poucas fazem parte da culinária regional. Entre estas destaca-se o jambu ( Acmella oleracea (L.) R.K.Jansen - Asteraceae ) componente essencial do tacacá, prato típico da culinária amazônica. Outra planta típica da Amazônia é o cubiu ( Solanum sessiliflorum Dun. - Solanaceae ), a qual produz frutos (classificada também como frutífera) que podem ser usados na tradicional caldeirada, assim como para a elaboração de sucos, sorvetes, doces e geleias. Essa espécie já está também sendo cultivada e comercializada em outros estados extra-amazônicos, recebendo o nome comercial de maná-cubiu ou simplesmente maná. Outra muito cultivada e vendida na região Norte é a chicória-de-caboclo ( Eryngium foetidum L.- Apiaceae ), um tempero essencial em alguns pratos, sobretudo naqueles à base de peixes, mas pode ser utilizada também como ingrediente principal em bolinhos (tempurá). Merece destaque o ora-pro-nobis ou carne-de-pobre ( Pereskia spp. - Cactaceae ) verdura típica da culinária mineira. Dentre as hortaliçasnativas, cabe destacar também as taiobas, taiás, mangarás e mangaritos ( Xanthosoma spp. - Araceae ). Algumas espécies desse gênero, tais como a taioba ( X. sagittifolium (L.) Schott ) além das folhas cordiformes ricas em vitamina A e recomendadas para quem sofre com prisão de ventre produz grande quantidade de tubérculos amiláceos saborosos consumidos cozidos e fritos, ensopados ou transformados em pães e bolos. Entre as Dioscoreaceae nativas, algumas podem ser consumidas (tubérculos) como alimento, e.g., a caratinga, Dioscorea dodecaneura Vell. , a qual é ocasionalmente cultivada em alguns quintais ou jardins como ornamental, devido às belas folhas. https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p�gina-inicial/unidade-4 https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p%C3%A1gina-inicial A diversidade de espécies frutíferas e hortaliças nativas (além das cultivadas ou naturalizadas) do Brasil e, especialmente, na Amazônia é imensa. Aqui apenas foram tecidas algumas considerações gerais sobre umas poucas espécies ilustrativas com o intuito de chamar a atenção para a biodiversidade brasileira sem a mínima pretensão de listar as espécies-chave e sempre frisando a necessidade de mais pesquisas a longo prazo, manejos sustentáveis e cultivos das espécies nativas úteis. Estudos etnobotânicos também são necessários para resgatar os conhecimentos populares sobre as frutas e hortaliças silvestres, suas diferentes formas de uso e preparo, maneiras tradicionais de plantio e manejo, épocas de colheitas ou de extrativismo e os usos múltiplos dessas espécies, para assim tentar estimular que as populações tradicionais (indígenas, quilombolas e/ou pequenos agricultores) continuem a valorizar seus alimentos locais e preservar suas sementes. Fonte: Chaves (2015). Os valores alimentícios dos produtos locais também precisam ser melhor pesquisados e divulgados. Atualmente, aparentemente estamos vivendo uma época de busca pelos produtos saudáveis, de origens conhecidas e que contribuam para a conservação ambiental. Os paradigmas e tabus alimentares precisam ser repensados, mas para isso é preciso investir em pesquisas básicas e aplicadas e, sobretudo, em programas educativos por meio dos meios de comunicação de massa que talvez poderiam reverter os preconceitos e criar um orgulho nacional na utilização dos recursos naturais. Contudo, além dos manejos sustentáveis, cultivos, pesquisas e marketing das espécies promissoras há, naturalmente, a necessidade de preços competitivos, de controle de qualidade dos produtos e de produção em maior escala, criando assim as demandas e os mercados. Agora vamos conhecer algumas frutas e hortaliças, seu uso na alimentação e seu possível efeito para a saúde humana. Frutas Abricó Nome científico: Mammea americana L. Região mais comum: norte. Parte utilizada: polpa. Sugestão de consumo: in natura , sucos, mousses, sorvete, geleia, salada e compotas. Características nutricionais e possíveis efeitos à saúde: possui o carotenóide β-caroteno, que tem ação antioxidante, e é essencial para manutenção das funções da retina e integridade da mucosa epitelial, além de participar das funções do sistema imunológico, crescimento e desenvolvimento ósseo. Araçá Nome científico: Psidium cattleianum Sabine. Região mais comum: norte, partes do nordeste, sudeste e sul. Parte utilizada: polpa. Sugestão de consumo: in natura , sucos, geleia, doce de pasta e corte. Características nutricionais e possíveis efeitos à saúde: além de ser fonte de fibras alimentares, contém alta concentração de vitamina C, que pode ser até 7 vezes superior à encontrada em algumas frutas cítricas. A vitamina C auxilia na formação do colágeno, no processo de cicatrização e na absorção do ferro, dá suporte ao sistema imunológico e desempenha ação antioxidante. Baru Nome científico: Dipteryx alata Vogel. https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p�gina-inicial/unidade-4 https://getfireshot.com Região mais comum: centro-oeste. Parte utilizada: semente, caracterizada como castanha ou amêndoa. Sugestão de consumo: in natura , geleia, como ingrediente de pães, bolos, farofas, sorvetes e como acompanhamento. Características nutricionais e possíveis efeitos à saúde: as amêndoas de baru contêm excelente perfil de aminoácidos, alto teor mineral, principalmente cálcio, zinco, magnésio, potássio, fósforo, ferro e enxofre. É essencial para o equilíbrio de funções fisiológicas, como a antioxidante, hormonal, imunológica, cardiovascular e de equilíbrio ácido-básico, bem como funções estruturais, incluindo fluidez de membranas, formação e manutenção óssea. Buriti Nome científico: Maurita flexuosa L. f.. Região mais comum: norte. Parte utilizada: polpa. Sugestão de consumo: mingau, sopa, suco, geléia e doces pastosos. Características nutricionais e possíveis efeitos à saúde: contém potássio, fibras alimentares e vitamina E, além de ser reconhecido como a principal fonte alimentar de carotenóide β-caroteno com alta biodisponibilidade. Esses compostos antioxidantes exercem ação protetora contra danos celulares e contribuem para a regeneração de tecidos, pode promover também fotoproteção contra raios ultravioletas. Camu-camu Nome científico: Myrciaria dúbia (Kunth) McVaugh Região mais comum: norte. Parte utilizada: fruto maduro. Sugestão de consumo: suco, geleia, sorvete e como ingrediente de tortas e sobremesas. Características nutricionais e possíveis efeitos à saúde: fonte de vitamina C, além de conter alto teor de compostos fenólicos antioxidantes, como flavonoides, antocianinas e carotenoides. Ciriguela Nome científico: Spondias purpurea L. Região mais comum: norte e nordeste. Parte utilizada: fruto e folha. Sugestão de consumo: in natura , suco, geleia, sorvete, compota e salada. Características nutricionais e possíveis efeitos à saúde: possuem em sua composição fibras alimentares, fósforo, potássio, compostos fenólicos e flavonoides com ação antioxidante. Fruta-pão Nome científico: Artocarpus altilis (Parkinson) Fosberg. Região mais comum: nordeste. Parte utilizada: polpa. Sugestão de consumo: in natura , cozida, assada, em purês e mousses. Características nutricionais e possíveis efeitos à saúde: contém boas quantidades de vitamina A, luteína, fibras, cálcio, magnésio, potássio, fósforo, ferro, cobre e manganês, bem como compostos fenólicos, especialmente flavonoides, estilbenos, arilbenzofuranos, composição que pode atribuir ações anti-inflamatórias, antioxidante e antimicrobiana. Em alguns países, a fruta é utilizada tradicionalmente para o tratamento do diabetes, hipertensão arterial sistêmica, cirrose hepática, malária, febre amarela e dengue. https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p�gina-inicial/unidade-4 https://getfireshot.com Guabiroba Nome científico: Campomanesia adamantium O. Berg. Região mais comum: centro-oeste. Parte utilizada: polpa, casca e folha. Sugestão de consumo: in natura , suco, geleia, doces, sorvete, infusões (casca e folha). Características nutricionais e possíveis efeitos à saúde: contém boas fibras, cálcio, ferro, zinco, magnésio, potássio e fósforo, além de compostos bioativos como flavonas e chalconas presentes em suas folhas. Possui elevada atividade antioxidante. Jambolão Nome científico: Syzgium cumini. Região mais comum: sudeste. Parte utilizada: fruto in natura . Sugestão de consumo: in natura , suco, geleia, mousses, compota e como ingrediente de tortas. Características nutricionais e possíveis efeitos à saúde: é um fruto rico em nutrientes como manganês, zinco, ferro, potássio, cálcio, proteínas e vitamina C, bem como em compostos bioativos (ácido gálico, tanino, antocianinas, kaempferol e mirecetina), atribuindo função antioxidante. Mangaba Nome científico: Hancornia speciosa Gomes Região maiscomum: norte, nordeste e centro-oeste. Parte utilizada: polpa. Sugestão de consumo: in natura , suco, doces e sorvete. Características nutricionais e possíveis efeitos à saúde: contém fibras, vitamina C, vitamina A, folato e boa quantidade de β-caroteno, conferindo um alto poder antioxidante. Pequi-do-cerrado Nome científico: Caryocar brasiliense Cambess. Região mais comum: centro-oeste. Parte utilizada: polpa sem espinhos. Sugestão de consumo: vitaminas e como ingrediente de doces, sopas, arroz e carnes. Características nutricionais e possíveis efeitos à saúde: é um fruto rico em fibras alimentares, vitamina C, vitamina A, betacaroteno, compostos fenólicos, vitamina E, folato, riboflavina, tiamina e ácido oleico. Elevada capacidade antioxidante e boa atividade antimicrobiana. Hortaliças Beldroega Nome científico: Portulaca oleracea L. Região mais comum: sudeste. https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p�gina-inicial/unidade-4 https://getfireshot.com Parte utilizada: ramos e folhas. Sugestão de consumo: na forma de salada crua, refogada ou como ingrediente de sucos e acompanhamento de carnes. Características nutricionais e possíveis efeitos à saúde: rica em ômega 3, betacaroteno e vitamina C. Tem potencial antioxidante e é usada como anti-inflamatória, diurética e vermífuga. Bertalha Nome científico: Basella alba L. Região mais comum: norte. Parte utilizada: folhas. Sugestão de consumo: folhas e tubérculos (aéreos ou substerrâneos). Muito gostosa em massa de pão, salada, refogados e omeletes. Suas folhas secas e moídas são usadas como suplemento alimentar. Características nutricionais e possíveis efeitos à saúde: é rica em ferro e fonte de vitaminas A, B e C. Tem potencial antimicrobiano. Fisális Nome científico: Physalis pubescens L. Região mais comum: centro-oeste. Parte utilizada: frutos com e sem cálice. Sugestão de consumo: in natura , suco, na forma de geleia ou como decoração de saladas e sobremesas. Características nutricionais e possíveis efeitos à saúde: os frutos são ricos em vitamina A, além de conter boas quantidade de cálcio, magnésio, manganês, ferro, fósforo, cobre, zinco, potássio, boro, vitamina C, carotenóides, valina, isoleucina e triptofano. Devido a seus componentes, tem efeito antioxidante. Mostarde-de-folha Nome científico: Brassica juncea (L.) Czerm Região mais comum: sudeste. Parte utilizada: folhas e sementes. Sugestão de consumo: na forma de salada crua, refogada e como ingrediente de farofas e recheios de tortas. Características nutricionais e possíveis efeitos à saúde: possui nutrientes como cálcio, fósforo, potássio, vitamina A, vitamina C, vitamina E, compostos fenólicos, flavonoides e glicosinolatos, considerada com importante ação antioxidante. Ora-pro-nobis Nome científico: Pereskia aculeata Mill. Região mais comum: sudeste. Parte utilizada: ramos foliares. Sugestão de consumo: comem-se as folhas, frutos e flores, cruas ou cozidas. As folhas podem ser usadas em saladas, refogados, sopas, omeletes ou tortas, além de enriquecer pães, bolos, massas. Sua mucilagem pode substituir o ovo nas preparações. Os frutos podem ser usados para sucos, geléias, mousse e licor. As sementes podem ser germinadas para produzir brotos. As flores jovens podem ser usadas em saladas, salteadas puras ou com carnes e em omelete. Características nutricionais e possíveis efeitos à saúde: as folhas possuem cerca de 25% de proteínas (peso seco), das quais 85% acham-se numa forma digestível, facilmente aproveitável pelo organismo e muito indicada para dietas vegetarianas. Possui ainda vitaminas A, B e principalmente C, além de cálcio, fósforo e quantidade considerável de ferro, ajudando no combate a anemias. Taioba Nome científico: Xanthosoma sagittifolium taioba E. G. Gonç. https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p�gina-inicial/unidade-4 https://getfireshot.com Região mais comum: norte e sudeste. Parte utilizada: folhas e rizomas. Sugestão de consumo: rizomas, talo e folhas. Os rizomas tuberosos podem ser consumidos cozidos ou moídos, em purês ou frituras. As folhas e talo também devem ser cozidos, pois crus apresentam o efeito tóxico do ácido oxálico. Pode-se usar em refogados, omeletes, ensopados e outros. Características nutricionais e possíveis efeitos à saúde: rizomas ricos em energia e fontes de carotenoides. Folha rica em fibras, cálcio, magnésio, Vitamina B2, B6 e C. A taioba pode ser utilizada contra febre, câncer, pólipo, inflamações e tumores, dentre outros fins fitoterápicos. Serralha Nome científico: Sonchus oleraceus. Parte utilizada: folhas e rizomas. Sugestão de consumo: a planta toda pode ser comida (folhas, talos tenros e flores bem jovens). As folhas podem ser comidas tanto cruas na forma de saladas quanto cozidas e preparadas de várias formas. As flores e botões podem ser feitos à milanesa ou à dorê. Os caules (talos) podem ser usados para conservas tipo aspargo. Características nutricionais e possíveis efeitos à saúde: vitaminas A, B e C, cálcio e ferro. Bastante usada como anti-inflamatório e diurético. Sorgo Nome científico: Sorghum bicolor (L.) Moench. Região mais comum: nordeste. Parte utilizada: grãos. Sugestão de consumo: na forma de farinha para compor preparações como biscoitos, pães, cuscuz e bolos. Características nutricionais e possíveis efeitos à saúde: contêm alto teor de fibras alimentares, além de serem considerados uma boa fonte de tiamina, riboflavina, piridoxina, fósforo, zinco, potássio, magnésio e cobre. O cereal também apresenta em sua composição compostos fenólicos, destacando-se as antocianinas, flavonas, flavanonas, proantocianidinas e procianidinas, elementos conhecidos por sua capacidade antioxidante. Não contém glúten, sendo alternativa para pacientes celíacos, capazes de reduzir o índice glicêmico. https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p�gina-inicial/unidade-4 https://getfireshot.com TÉCNICAS DE PREPARO E PRESERVAÇÃO DOS NUTRIENTES Os alimentos funcionais têm mostrado efeitos positivos sobre a redução do risco de doenças crônicas não transmissíveis. Esse efeito protetor tem sido associado a sua capacidade antioxidante e anti-inflamatória dos principais ativos presentes nesses alimentos. A maioria dos estudos publicados com dados analíticos referentes aos princípios ativos desses alimentos utiliza alimentos crus. Contudo, esses alimentos geralmente são consumidos após serem submetidos a técnicas de pré-preparo e preparo (armazenamento, descongelamento e diferentes métodos de cocção), as quais levam a alterações químicas e físicas nos alimentos, podendo modificar o conteúdo de fitoquímicos presentes em sua composição, assim como o seu potencial antioxidante. O armazenamento do azeite de oliva extravirgem, quando feito em vidros ou outras embalagens transparentes quem têm exposição à luz, por exemplo, pode reduzir o teor de ácidos graxos polinsaturados, carotenoides, tocoferóis e clorofila, que oxidam em contato com a luz ambiente. Isso pode afetar também as características sensoriais, como cor, sabor e o período de vida útil do alimento. Você já parou para analisar as técnicas de preparo que você tem utilizado em sua casa? Fonte: a autora. O congelamento e descongelamento podem aumentar ou diminuir o conteúdo de nutrientes presentes nos alimentos, dependendo da técnica utilizada, da espécie do alimento, dos nutrientes e do fitoquímico analisado. A cocção do alimento em nível doméstico engloba uma variedade de processos, por exemplo: ferver, fritar, cozer no vapor, assar e tostar, além do uso do micro-ondas. O método de cocção também tem mostrado induzir modificações na composição química dos alimentos, influenciando na concentração e biodisponibilidade dos compostos bioativos. Ambos os efeitos positivos e negativos têm sido relatados sobre a preservação do valor nutricional dos alimentos e do seu potencial antioxidante,dependendo das características morfológicas e nutricionais dos tipos de espécies vegetais e animais, do método de cocção utilizado e das condições de cocção, como tempo e temperatura. O tratamento térmico pode aumentar a segurança do alimento, destruindo microrganismos e inativando fatores antinutricionais, além de melhorar a digestibilidade e a biodisponibilidade dos nutrientes, devido ao amolecimento da matriz alimentar. Todavia, o aquecimento dos alimentos pode levar a perdas nutricionais, formação de compostos indesejáveis, como acrilamida, ou moléculas com efeito negativo sobre as características organolépticas dos alimentos. A seguir, discutiremos os efeitos dos métodos de pré-preparo e preparo dos alimentos sobre a preservação de alguns compostos fitoquímicos, como os glicosinolatos, carotenoides e compostos fenólicos. Glicosinolatos https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p�gina-inicial/unidade-4 https://getfireshot.com Os glicosinolatos são moléculas hidrossolúveis presentes em maior quantidade nos vegetais brássicos, como repolho, couve manteiga, couve-de-bruxelas, brócolis, couve-flor, nabo e mostarda. O armazenamento em temperatura ambiente e sob refrigeração mostrou uma perda e 9-26% do conteúdo de glicosinolatos durante 7 dias. Quando os vegetais são finamente cortados, apresentam uma diminuição de 75% após 6 horas do procedimento. Em relação ao processo térmico, quanto maior a quantidade de água e a temperatura, maior a redução do conteúdo de glicosinolato. Dependendo do método de cocção, ocorre maior ou menor perda. Em caso de fervura e branqueamento, reduzem consideravelmente o conteúdo dos glicosinolato, já o uso de micro-ondas e cocção a vapor e stir-frying reduz essa perda. Em muitas receitas de pratos asiáticos, você encontra o método de cocção “stir frying”, nada mais é que a simples e comum fritura, combinando temperatura elevada com rapidez, mas mexendo sempre, sem interrupção para assegurar uma cocção homogênea, selando o sabor e suco dos alimentos. Pouco óleo (2 colheres sopa) na panela, cortar a carne em fatias regulares e finas e os legumes que cozem rapidamente são cortados em tamanho regular, ou pequenos pedaços, os que levam mais tempo para cozer são cortados mais finos e em geral são branqueados antes de saltear. Os legumes devem ficar crocantes e a carne macia e suculenta. Temperatura do óleo de 190ºC, se a temperatura do óleo for baixa, os ingredientes não se fritam e os sucos dos alimentos escorrem para o óleo, perdendo o sabor. O processo de branqueamento pode reduzir em 30-52% os glicosinolatos na couve-flor, 64% no repolho roxo. O uso do microondas reduz teores de vitamina C, compostos fenólicos e glicosinolatos nos brócolis. Quando os vegetais são submetidos ao método de cocção a vapor, eles não tem contato direto com a água. Esse método tem menor impacto sobre a redução do teor de glicosinolatos do vegetal quando comparado à fervura. Algumas análises relatam não haver perdas significativas de glicosinolato total no repolho, brócolis e couve-flor após 20 minutos no vapor. O tipo de óleo também pode interferir no conteúdo de glicosinolato. O uso de óleo de oliva refinado e óleo de girassol reduziu o conteúdo de glicosinolato nos brócolis em 49% e 37%, respectivamente, enquanto o uso de azeite de oliva extravirgem ou soja não afetou significantemente o conteúdo de glicosinolatos. Métodos de fermentação, como do chucrute e do repolho branco, apresentaram redução de glicosinolatos. Carotenoides Os carotenoides são um grupo de pigmentos encontrados na natureza com mais de 700 diferentes espécies, como β-caroteno, licopeno, luteína e zeaxantina. A quantidade de carotenoides presente nos vegetais varia de acordo com o grau de maturação, exposição à luz, clima durante o desenvolvimento e uso de pesticidas e adubos no cultivo. São solúveis em óleo e estáveis em relação ao calor. Os carotenoides são relativamente estáveis durante o armazenamento e a manipulação da maior parte das frutas e vegetais. O congelamento gera poucas mudanças no seu conteúdo. No entanto, processos que envolvem calor têm maior impacto sobre o teor de carotenoides presente nos alimentos e sua biodisponibilidade. O branqueamento, por exemplo, pode elevar as concentrações dos carotenoides, se comparado aos vegetais crus. O processo de desidratação pode ocasionar degradação dos carotenoides, uma vez que a exposição ao ar aumenta a oxidação desses compostos. Um estudo avaliou os efeitos da fritura em imersão sobre o teor de carotenoides do tomate, do pimentão e da batata doce. Os vegetais foram cortados em tamanhos diferentes e cozidos por tempos diferentes. Observou-se que houve maior degradação dos carotenoides nos pedaços menores e nos que permaneceram por mais tempo sob imersão. Quanto ao tamanho, os pedaços menores apresentaram maior perda, devido ao aumento da área de contato do alimento com o óleo. O licopeno é o responsável pela pigmentação vermelha dos alimentos e representa o mais potente antioxidante entre os carotenoides. https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p�gina-inicial/unidade-4 https://getfireshot.com O licopeno é mais biodisponível quando os tomates são consumidos cozidos, se comparados com os crus. Molho de tomate ou purê de tomate são melhores fontes de licopeno biodisponível que alimentos não cozidos, e a adição de gordura no tomate também o torna mais biodisponível. Percebeu-se um aumento na biodisponibilidade do licopeno, somente em temperaturas de 130ºC e 140ºC, com preservação de 75% do licopeno, temperaturas inferiores não alteraram o conteúdo de licopeno. O uso da casca do tomate no preparo de molhos pode aumentar a quantidade de licopeno e sua biodisponibilidade. O molho de tomate com a pele do tomate apresentou 58% a mais de licopeno que o molho sem utilização da pele. Estudos avaliaram a adição de lipídios sobre a biodisponibilidade do licopeno, e percebeu-se que aumentou a biodisponibilidade, em especial com o uso do óleo de girassol seguido do azeite de oliva. Além do processamento térmico e adição de óleo para melhorar o aproveitamento do licopeno, percebeu-se que, quando associado ao β-caroteno, o licopeno apresenta maior biodisponibilidade do que quanto ingerido isoladamente. A presença de fibras pode reduzir a biodisponibilidade dos carotenoides, pode reduzir até 40% a biodisponibilidade do licopeno. Vale ressaltar que o licopeno presente na melancia, mamão ou pitanga também apresenta boa biodisponibilidade. Para o β-caroteno, percebeu-se que o tratamento térmico aumenta a biodisponibilidade. A biodisponibilidade da cenoura cozida foi três vezes maior quando comparada ao consumo da cenoura crua. Além disso, a adição de lipídios também pode aumentar a absorção do β-caroteno. A presença de fibras também pode reduzir a biodisponibilidade do β-caroteno. A luteína e a zeaxantina tem boa estabilidade durantes aquecimento dos alimentos e pode ter seu teor elevado após processamento. O branqueamento, por exemplo, mostrou aumentar a biodisponibilidade de ambos. A torra e a fervura com temperaturas de 100ºC promovem redução do teor de luteína e zeaxantina do milho, quando comparado ao milho cru. Adição de lipídios pode afetar a biodisponibilidade de luteína nos alimentos, melhorando seu aproveitamento pelo organismo. Couve, espinafre, acelga, nabo, abóbora, alface, brócolis, cenoura, tomate e ovo são alguns dos alimentos em que encontramos a luteína e a zeaxantina. Polifenóis Frutas, vegetais, vinho, chás, azeite de oliva extravirgem, chocolate e outros produtos derivados do cacau são os alimentos ricos em polifenóis. Acredita-se que o vapor seja o melhor método para a cocção dos vegetais, pois vai garantir maior preservação de compostos fenólicos. Já no método de ebulição nota-se uma perda desses polifenóis. O uso de micro-ondas e o método stir frying também apresentam impacto negativo sobreo conteúdo de polifenóis nos alimentos. Os cereais, em geral, apresentam aumento significativo de ácidos fenólicos. Pelo método de ebulição, por terem uma estrutura rígida, e a cocção pode quebrar os componentes celulares, permitindo melhor extração dos fitoquímicos. Após tratamento térmico de cereais, foi observado aumento de 200 – 300% no conteúdo dos compostos fenólicos. No entanto a ebulição do repolho roxo provocou perda de 21% dos ácidos fenólicos, conforme aumento do tempo e da quantidade de água, sendo que o método a vapor preservou o conteúdo dessas substâncias. A atividade antioxidante dos flavonoides é maior quando estes são proveniente de vegetais crus, em comparação à atividade pós- cocção, sendo o método de ebulição o que tem mostrado mais impacto sobre o conteúdo dos flavonoides. A cocção da cebola em água fervente por 30 e 60 minutos provocou redução de 48% no teor de flavonoides. As antocianinas possuem maior estabilidade em meio ácido e a luz acelera sua degradação, como percebemos no vinho e em suco de frutas. Concentrações de açúcares, como em conserva de frutas, estabilizam as antocianinas, esse efeito ocorre devido à diminuição da atividade de água do alimento. https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p�gina-inicial/unidade-4 https://getfireshot.com As proantocianidinas, amêndoa, maçã, pera e outras frutas são degradadas quando expostas ao ar e sob a luz, mostrando menores perdas após a cocção a vapor e em alta pressão. As isoflavonas presentes em alimentos de origem vegetal, como a lentilha, ervilha, grão de bico e soja, têm sua preservação quando submetidas à cocção a vapor. As fontes de lignanas, frutas, grãos integrais e principalmente a semente de linhaça têm o efeito de cocção para cada tipo de cereal e depende do perfil de cada grão. Massas com adição de aveia, centeio e arroz apresentaram redução do teor de lignanas, enquanto houve aumento nas massas com adição de cevada e semolina. As técnicas de pré-preparo e preparo têm impacto positivo e/ou negativo sobre o teor de compostos bioativos dos alimentos, dependendo do tipo de método utilizado, das características dos alimentos e do fotoquímico analisado, entre outros fatores supracitados. O método de cocção a vapor e do stir frying parece preservar mais o teor de glicosinolatos nas brássicas, quando comparados a outros métodos. Já o aquecimento de alimentos como o tomate e a cenoura apresentou impacto positivo sobre a biodisponibilidade dos carotenoides. Além disso, a adição de outros ingredientes, como gordura e fibra, interfere na biodisponibilidade desses compostos, sendo que as gorduras aumentam a absorção dos carotenoides, enquanto que as fibras podem ter efeito negativo na absorção desses pigmentos. Ainda, um carotenoide pode interferir na absorção do outro: quando o licopeno e o β-caroteno são consumidos juntos, o primeiro tem sua biodisponibilidade aumentada. O método de cocção a vapor também tem mostrado preservar mais os teores de polifenóis dos alimentos, comparando a outros métodos de cocção. Os ácidos fenólicos presentes nos cereais, por exemplo, possuem maior biodisponibilidade após cocção por método de ebulição, visto que o aquecimento do cereal provoca amolecimento da casca do grão e quebra dos componentes celulares, permitindo uma melhor extração dos fitoquímicos. RECEITAS FUNCIONAIS As receitas funcionais são ideais para quem quer uma alimentação saudável, pois elas são preparadas com alimentos ricos em diversos nutrientes que contribuem não só com o emagrecimento, mas também com a saúde, pois combatem diversas doenças. https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p�gina-inicial/unidade-4 https://getfireshot.com Alimentar-se de forma saudável e funcional reflete no seu bem-estar e disposição para uma excelente rotina diária. O plano alimentar deve se basear em alimentos que podem ser consumidos no cotidiano sem dificuldade e de forma prazerosa. Aqui vocês encontrarão algumas receitas, que irão ajudar a introduzir os alimentos funcionais em sua rotina alimentar. BIOMASSA DE BANANA VERDE 3 bananas verdes Modo de preparo: corte a banana verde do cacho com a ajuda de uma faca ou tesoura, lave as bananas e leve para a panela de pressão com água suficiente para cobrí-las. Tampe a panela, leve à pressão e, quando atingir a pressão, abaixe o fogo e deixe ferver por oito minutos. Desligue o fogo e espere a pressão sair naturalmente. Abra a panela de pressão com cuidado, retire as bananas e abra a banana com a ajuda de uma faca. Retire a polpa, leve ainda bem quente no liquidificador e bata com o mínimo de água até virar uma pasta bem cremosa. Guarde na geladeira para fazer pães e bolos. CALDO DE LEGUMES 3 cenouras 1 maço de cheiro verde 3 cebolas 5 dentes de alho 1 ½ xícaras de chá de talos de salsão picados 4 folhas de louro Modo de preparo: descasque e pique as cebolas, cenouras e os dentes de alho. Coloque todos os ingredientes em uma panela grande com 1,5 litros de água filtrada. Ao ferver, abaixe o fogo e cozinhe em panela destampada por 1 hora. Tire a espuma do caldo, de vez em quando, com o auxilio de uma escumadeira. Ao retirar do fogo, coe o caldo, deixe esfriar e armazene na geladeira. Você pode fazer uma quantidade maior e congelar para usar em suas receitas posteriormente. MOLHO DE TOMATE CASEIRO 8 tomates maduros 1 maço de manjericão Sal a gosto 2 cebolas 3 dentes de alho Azeite 150ml de água morna Modo de preparo: corte os tomates em quatro partes e retire as sementes (não precisa retirar a pele). Em uma panela refogue o alho e a cebola no azeite. Acrescente os tomates, o sal e coloque a água morna. Tampe a panela e deixe cozinhar. Se necessário acrescente mais água (bem pouco apenas para finalizar o cozimento). No final da cocção, coloque as folhas de manjericão e tampe a panela. Deixe cozinhar por mais 2 minutos. Imediatamente no final da cocção, bata tudo no liquidificador. Coloque nos potes de vidro. Deixe resfriar na geladeira e depois congele. BOLO DE BANANA E AVEIA 4 bananas maduras 3 ovos ½ xícara de óleo 2 xícaras de aveia 1 xícara de açúcar mascavo https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p�gina-inicial/unidade-4 https://getfireshot.com 1 colher de sopa de canela (opcional) 1 colher de sopa de fermento Modo de preparo: amasse as bananas com um garfo e acrescente os ovos e o óleo. Em seguida, coloque a aveia, açúcar e canela. Misture. Por último coloque o fermento. Unte uma forma e leve ao forno médio por mais ou menos 30 minutos ou até dourar. Rende 20 cupcakes. COOKIES 1 xícara de farinha de arroz 1 xícara de farinha de amêndoa 1 xícara de amido de milho 1 xícara de açúcar de coco 1 xícara de chocolate amargo picado 1 colher de sopa de essência de baunilha 1 ovo ½ xícara de óleo de coco 1 colher de chá de fermento Modo de preparo: bata o ovo, o óleo, a essência e o açúcar. Junte essa mistura aos secos, misture e leve a massa para geladeira por 10 minutos para que firme um pouco. Depois molde e coloque em uma forma com papel manteiga e asse por 15 minutos. DOCE DE PRESTÍGIO FUNCIONAL Coco ralado Óleo de coco Açúcar de coco Chocolate 70% cacau Amêndoas Modo de preparo: Misture o coco, o óleo e o açúcar. Modele em retângulos, coloque sob um papel manteiga e leve ao congelador por 5 minutos. Derreta o chocolate e regue o coco levemente congelado. Congele por mais 5 minutos e está pronto. TORTA DE TAPIOCA 1 xícara de goma de tapioca 1 xícara de aveia em flocos finos 3 colheres de sopa de azeite 4 claras 2 gemas Sal a gosto Sugestão de Recheio 1 xícara de frango desfiado 2 xícaras de queijo meia cura ralado 2 xícaras de tomate picado https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p�gina-inicial/unidade-4 https://getfireshot.com 1 colher de sopa de orégano 1 colher de chá de açafrão Modo de preparo: misture tudo e asse por 25 minutos. E aí,você sabe se aveia tem glúten? Recomendamos que pessoas celíacas não comam aveia em sua dieta, mas, na verdade, ela não contém glúten, mas pode apresentar traços dessa proteína. No Brasil, ela é quase sempre armazenada, processada e transportada junto com o trigo, por isso sofre contaminação cruzada. A proteína contida na aveia é a avenina, que representa de 12% a 16% do total proteico do grão. Ela é similar ao glúten, mas não costuma causar a mesma reação inflamatória no organismo dos celíacos. Por isso, em outros países, em geral, seu consumo é liberado para essas pessoas. Mas, no Brasil, o alto risco de contaminação faz os médicos não recomendarem seu consumo a quem tem doença celíaca. Por isso, as embalagens de aveia em geral trazem o aviso “contém glúten”. A única maneira de se certificar de que a aveia não sofreu contaminação é entrar em contato com o fabricante para saber se o cereal é processado no mesmo maquinário que trigo, cevada ou centeio. Então, caso a pessoa seja apenas intolerante ao glúten não celíaco poderia estar consumindo a aveia em várias preparações. Fonte: Glúten ([2018],on-line)1. QUIBE DE QUINOA 1 xícara de quinoa 500grs de carne moída ½ xícara de cheiro-verde ½ xícara de hortelã picada 1 cebola pequena em cubinhos Sal e pimenta do reino a gosto Azeite de oliva Modo de preparo: temperar a carne com cebola, cheiro-verde, hortelã, sal e pimenta. Reservar. Ferva 3 xícaras de água, desligue e acrescente a xícara de quinoa. Deixe a quinoa nessa água até você temperar a carne. Misture a quinoa cozinha na carne moída temperada. Untar uma forma com azeite e colocar a massa do quibe. Levar ao forno para assar por 30-40 minutos. GRANOLA ASSADA COM FRUTAS 2 xícaras de aveia em flocos ou quinoa em flocos ½ xícara de mel ½ xícara de óleo de coco 2 colheres (sopa) de semente de abóbora sem casca ½ xícara de castanha do Brasil laminada ou picada Modo de preparo: misture a aveia, o melado e o óleo de coco numa tigela e passe para a assadeira. Leve ao forno por 30 minutos em fogo baixo. Com 20 minutos de forno, adicione a semente de abóbora e a castanha-do-Pará, mexa bem e volte para o forno por https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p�gina-inicial/unidade-4 https://getfireshot.com mais 10 minutos. Retire o fogo e deixe esfriar antes de servir. A granola sai do forno ainda amolecida e, quando esfria, torna-se bem crocante. BROWNIE 2 ovos ½ xícara de chá de xilitol 2 colheres de sopa de cacau em pó ½ xícara de chá de óleo de coco (óleo deve estar líquido) 1 colher de chá de essência de baunilha ½ xícara de chá de farinha de coco 1 pitada de sal Modo de preparo: bata as claras em neve com o adoçante e reserve. Bata as gemas até ficarem cremosas. Misture o óleo de coco com o cacau. Depois misture a clara em neve aos poucos, mexendo sempre cuidadosamente. Junte a baunilha, uma pitada de sal e a farinha de coco, não bata, apenas uniformize a mistura mexendo delicadamente, asse em forno pré-aquecido, em formas de cupcake por 20 minutos. Eu encho as formas de cupcake pela metade. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p�gina-inicial/unidade-4 https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p%C3%A1gina-inicial/atividades Unidade 4 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação ATIVIDADES 1. A biodiversidade brasileira é reflexo de sua extensão territorial e litorânea, que abrange diferentes zonas climáticas. Devido a isso, o Brasil é contemplando com ampla gama de espécies nativas e plantas contendo inúmeros benefícios à saúde. As PANCs – Plantas Alimentícias Não Convencionas são essas plantas, que podem ser encontradas nas mais diferentes regiões. Leia as assertivas a seguir e assinale a sequência correta: I) Pequi-do-cerrado. II) Hortelã. III) Taioba. IV) Mostarda-de-folha. V) Capim limão. a) PANC, PANC, PANC, Planta convencional, Planta convencional. b) Planta convencional, Planta convencional, PANC, PANC, Planta convencional. c) PANC, Planta convencional, PANC, PANC, Planta convencional. d) PANC, Planta convencional, PANC, Planta convencional, PANC. e) Nenhuma das alternativas anteriores. 2. Conhecendo as PANCs, diga se a PANC citada a seguir é uma fruta ou uma hortaliça. I) Baru II) Bertalha III) Ora-pro-nobis IV) Mangaba V) Jambolão Assinale a alternativa correta: https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p�gina-inicial/atividades https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p%C3%A1gina-inicial a) Fruta, hortaliça, hortaliça, fruta, fruta. b) Fruta, fruta, fruta, hortaliça, hortaliça. c) Hortaliça, fruta, fruta, hortaliça, hortaliça. d) Fruta, hortaliça, hortaliça, fruta, hortaliça. e) Nenhuma das alternativas anteriores. 3. Sabemos que as técnicas de preparo são extremamente importantes para preservação dos nutrientes dos alimentos, desde suas vitaminas, minerais e compostos bioativos. Leia as afirmativas e assinale a alternativa correta: I) O uso do microondas reduz teores de vitamina C, compostos fenólicos e glicosinolatos no brócolis. II) A torra e a fervura com temperaturas de 100ºC promovem redução do teor de luteína e zeaxantina do milho, quando comparado ao milho cru. III) As proantocianidinas, amêndoa, maçã, pera e outras frutas são degradadas quando expostas ao ar e sob a luz, mostrando menores perdas após a cocção a vapor e em alta pressão. a) Apenas a alternativa I está correta. b) Apenas a alternativa III está correta. c) As alternativas I e III estão corretas. d) Todas as alternativas estão incorretas. e) Todas as alternativas estão corretas. Resolução das atividades Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p�gina-inicial/atividades https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p%C3%A1gina-inicial/resumo Unidade 4 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação RESUMO Em decorrência dessa homogeneidade na matriz agrícola convencional e do padrão alimentar predominantemente básico, globalizado e industrializado, inúmeras especiarias permanecem desconhecidas e subutilizadas por grande parte da população brasileira. Seu cultivo e o seu uso comum ficam muitas vezes limitados a determinadas regiões, em culturas tradicionais e agricultura familiar. Dentro desse contexto, destacam-se as plantas alimentícias não convencionais (PANC), espécies comestíveis nativas, exóticas, espontâneas, silvestres ou cultivadas que não fazem parte da cadeia produtiva e da alimentação habitual atual, contudo, elas representam um grande potencial econômico e de consumo, beneficiando a agricultura familiar e respeitando os conceitos de sustentabilidade. Para podermos ingerir os princípios ativos de forma integral, temos que nos preocupar com as técnicas de preparo utilizadas, como cortes, cocção e processamento, pois dependendo do método utilizado teremos muitas perdas do princípio ativo do alimento. Com isso, alimentar-se de forma saudável e funcional vai refletir em sua saúde e bem-estar, e com algumas dicas culinárias a alimentação se torna prazerosa. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p�gina-inicial/resumo https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p%C3%A1gina-inicial/eu-indico Unidade 4 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação Material Complementar Leitura Plantas Alimentícias Não Convencionais - PANCs Autor: Kelen et al Editora: UFRGS Sinopse : o Grupo Viveiros Comunitários (GVC), que reúne projetos de extensão e comunicação peloInstituto de Biociências da UFRGS, trabalha desde 1997 com a flora nativa do Rio Grande do Sul e a agrobiodiversidade no campo e na cidade, com enfoque nas espécies estratégicas para a restauração da biodiversidade. Entram aí alimentícias, que são esquecidas e poderiam e deveriam ser inseridas ou resgatadas nas culturas humanas, nos âmbitos rural e urbano. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p�gina-inicial/eu-indico https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p%C3%A1gina-inicial/refer%C3%AAncias Unidade 4 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação REFERÊNCIAS CHAVES, D. F. S. Compostos bioativos dos alimentos . São Paulo: Valéria Paschoal Editora Ltda., 2015. COSTA, N. M. B.; ROSA, C. O. B. Alimentos funcionais: componentes bioativos e efeitos fisiológicos. Rio de Janeiro: Editora Rubio, 2010. CHIAVARO, E., MAZZEO, T., VISCONTI, A. et al. Nutritional quality of sous vide cooked carrots and brussel sprouts. J. Agric. Food. Chem. ; 60(23): 6019-2025, 2012. FENNEMA, O. R., SRINIVASAN, D. PARKIN, K. L. Química de alimentos de Fennema . 4. ed. São Paulo: Artmed, 2010. KHATOUNIAN, C. A. A reconstrução ecológica da agricultura . Botucatu: Agroecológica, 2001. p. 345. KELLEN M. E. B. et al. Plantas alimentícias não convencionais (PANCs): hortaliças espontâneas e nativas. Porto Alegre: UFRGS, 2015. p. 44. KINUPP, V. F. Plantas Alimentícias Não-Convencionais (PANCs): uma Riqueza Negligenciada. Anais... da 61ª Reunião Anual da SBPC - Manaus, AM – jul./2009. KINUPP, V. F.; Barros, I. B. I. Teores de proteína e minerais de espécies nativas, potenciais hortaliças e frutas. Ciência e Tecnologia de Alimentos , v. 28, n. 4, p. 846-857, 2008. KINUPP, V. F; LORENZI, H. Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil . São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora, 2014. BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo. Hortaliças Não-Convencionais (Tradicionais) . Brasília: MAPA ACS, 2010, p.52. REFERÊNCIAS ON-LINE 1 Em: http://www.glutenconteminformacao.com.br/aveia-tem-gluten/ . Acesso em: 28 mar. 2018. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p�gina-inicial/refer�ncias https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p%C3%A1gina-inicial http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.glutenconteminformacao.com.br%2Faveia-tem-gluten%2F&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw3xA-QXaEvQTBogIGfsNK2X https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p%C3%A1gina-inicial/aprofundando Unidade 4 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação APROFUNDANDO Qualquer pessoa que observar com atenção algum canteiro, jardim ou horta, seja no campo ou na cidade, perceberá a riqueza de plantas que nascem sozinhas, nativas ou espontâneas que habitam cada cantinho de terra. Algumas delas sofrem caracterização pejorativa e preconceituosa, sendo classificadas de “inços” ou “plantas daninhas”, pois muitas vezes aparecem em locais onde não foram cultivadas. Entretanto, muitas dessas plantas são comestíveis e apresentam índices nutricionais iguais ou superiores às hortaliças, raízes e frutos que estamos habituadas a comer. O termo PANC foi criado em 2008 pelo Biólogo e Professor Valdely Ferreira Kinupp e refere-se a todas as plantas que possuem uma ou mais partes comestíveis, sendo elas es- pontâneas ou cultivadas, nativas ou exóticas que não estão incluídas em nosso cardápio cotidiano. Existem no Brasil pelo menos 3 mil espécies de plantas alimentícias com ocorrência conhecida no Brasil. Estima-se que em nosso país pelo menos 10% da flora nativa (4 a 5 mil espécies de plantas) sejam alimentícias. Culturalmente, nossa alimentação é baseada em uma pequeníssima parcela de alimentos. Mais de 50% das calorias que consumimos no mundo provêm de, no máximo, quatro espécies de plantas. 90% dos alimentos consumidos vêm de somente 20 tipos de plantas. Por outro lado, temos uma oferta potencial de alimentos de pelo menos 30 mil plantas diferentes. A FAO, órgão da ONU, envolvido com a questão da alimentação mundial, estima que 75% das variedades convencionais de plantas alimentícias já foram perdidas. No que toca às hortaliças (verduras, legumes etc.), sabe-se que a oferta desses alimentos é também pobre. A maioria das horta- liças comercializadas provém de poucas empresas de sementes e também não corresponde a plantas nativas. A seleção ou “melhoramento” que sofreram as deixou ainda mais suscetíveis às alterações ambientais. Seu modo de cultivo, muitas vezes em gigante escala, desenhado para suprir enormes demandas induzidas pelo mercado, é feito por meio de monoculturas: um modelo simplificado e disfuncional de trato com os ecossistemas. Muitos dos chamados “alimentos”, por meio de grãos, vão ser transformados em ração para aves, suínos e bovinos, confinados e transformados em carnes e outros produtos industrializados. Nesse atual antis- sentido, as monoculturas dependem de um aporte energético muito elevado, além do uso intenso de biocidas (herbicidas, pes- ticidas, inseticidas), que contaminam os ecossistemas, a saúde do trabalhador e a população brasileira. A agricultura convencional, portanto, baseada no uso de agrotóxicos, foi desenvolvida na primeira e na segunda guerras mun- diais, para servir como armas químicas de guerra. A agricultura convencional, não respeitando os princípios necessários da vida, ou seja, a diversidade e a complexidade - no caso dos agrossistemas – vem semeando a disfuncionalidade, principal- mente depois da chamada “Revolução Verde”, alegando substituir “com vantagem” a diversidade e a complexidade dos ecossistemas agrícolas, pela artificialização extrema. A pedra de toque é a venda de insumos, que vai parar nos mesmos oligopólios de sementes e agroquímicos daqueles que a de- fendem e mandam na agricultura mundial e na nossa alimentação. Muitas dessas mesmas empresas vendem, além de sementes e agrotóxicos associados, as vitaminas e os remédios para tratar das nossas doenças (resultado da disfuncionalidade de nossa https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p�gina-inicial/aprofundando https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p%C3%A1gina-inicial alimentação). O Brasil, detentor da maior diversidade biológica até então, a partir de 2008 se tornou o país que mais consome agrotóxicos em todo mundo. São 5 Litros de agrotóxicos por habitante/ano. Essa é uma longa história do atual modelo hegemônico, que tem como o intuito o lucro a qualquer modo. Devemos buscar conhecê-la melhor para evitar que a natureza, nosso futuro e de nossos filhos estejam cada vez mais comprometidos. O que talvez pode- ríamos resumir sobre as monoculturas é isto: a nossa alimentação e a forma de produção de alimentos dependem atualmente de um círculo vicioso, que reproduz vulnerabilidade nos sistemas vivos (ecossistemas, comunidades, populações e nossos corpos), enriquecendo alguns poucos agentes que sofrem da “acumulação mórbida do capital”. Sem perceber, vivemos uma servidão alimentar que é controlada por oligopólios de empresas de agroquímicos e “bio”tecnologia, associadas a mercados financeiros, e não baseadas nas reais necessidades alimentares da população. Além disso, essa produção de alimentos, em larga escala, torna nossos paladares viciados cada vez mais em sal, açúcar e conservantes químicos. PARABÉNS! Você aprofundou ainda mais seus estudos! REFERÊNCIAS KELLEN M. E. B. et al. Plantas alimentícias não convencionais (PANCs): hortaliças espontâneas e nativas. Porto Alegre: UFRGS, 2015. p. 44. KINUPP, V. F. Plantas Alimentícias Não-Convencionais (PANCs): uma Riqueza Negligenciada. Anais... da 61ª Reunião Anual da SBPC - Manaus, AM - jul./2009. KINUPP, V. F; LORENZI, H. Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil . São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora, 2014. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p�gina-inicial/aprofundando https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p%C3%A1gina-inicial/editorial Unidade 4 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação EDITORIAL DIREÇÃO UNICESUMAR Reitor Wilson de Matos Silva Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor Executivo de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva Pró-Reitor de Ensino de EAD Janes Fidélis Tomelin Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ . Núcleo de Educação a Distância; PIRES , Carla Regina. Alimentos Funcionais e sua Atuação no Organismo. Carla Regina Pires. Maringá-Pr.: UniCesumar, 2017. 36 p. “Pós-graduação Universo - EaD”. 1. Alimentação. 2. Organismo. 3. EaD. I. Título. CDD - 22 ed. 641.3 CIP - NBR 12899 - AACR/2 Pró Reitoria de Ensino EAD Unicesumar Diretoria de Design Educacional Equipe Produção de Materiais Fotos : Shutterstock NEAD - Núcleo de Educação a Distância Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação - Cep 87050-900 Maringá - Paraná | unicesumar.edu.br | 0800 600 6360 Retornar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p�gina-inicial/editorial https://getfireshot.com https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p%C3%A1gina-inicial https://sites.google.com/fabrico.com.br/afesano4/p%C3%A1gina-inicial