Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1. O que é nutrigenética?
A nutrigenética é a área da ciência que estuda como as variações genéticas individuais influenciam a resposta do organismo aos nutrientes e aos padrões alimentares. Seu foco está em compreender por que pessoas diferentes reagem de maneiras distintas à mesma dieta, considerando fatores como absorção, metabolismo e utilização dos nutrientes, bem como o risco de desenvolvimento de doenças relacionadas à alimentação.
2. Exemplos de genes relacionados a doenças
Diversos genes estão associados a doenças que sofrem influência da dieta, como:
· FTO: relacionado à obesidade e ao controle do apetite;
· APOE: associado ao metabolismo de lipídios e ao risco de doenças cardiovasculares;
· TCF7L2: ligado ao risco de diabetes mellitus tipo 2;
· MTHFR: relacionado ao metabolismo do ácido fólico e a doenças cardiovasculares.
Descrição detalhada – Gene FTO:
O gene FTO está envolvido na regulação do balanço energético e do apetite. Polimorfismos nesse gene estão associados a maior ingestão calórica, preferência por alimentos energéticos e maior risco de obesidade. Indivíduos portadores de determinadas variantes do FTO tendem a apresentar maior predisposição ao ganho de peso, especialmente quando expostos a dietas hipercalóricas e ao sedentarismo. No entanto, essa predisposição pode ser atenuada por hábitos alimentares equilibrados e prática regular de atividade física.
3. Relação entre obesidade, câncer, diabetes, doenças cardiovasculares, dieta e genética
Essas doenças são consideradas multifatoriais, resultando da interação entre fatores genéticos e ambientais. A dieta exerce papel central, pois padrões alimentares ricos em açúcares, gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados podem desencadear processos inflamatórios, resistência à insulina, dislipidemias e alterações hormonais. A predisposição genética pode aumentar a suscetibilidade do indivíduo a esses efeitos, tornando-o mais vulnerável ao desenvolvimento dessas doenças. Por outro lado, uma alimentação adequada pode modular essa expressão genética, reduzindo riscos e promovendo saúde.
4. Relação entre mutação, polimorfismo e patologias
As mutações são alterações na sequência do DNA que podem comprometer a função de genes essenciais, levando ao desenvolvimento de doenças genéticas ou aumentando o risco de patologias. Já os polimorfismos são variações genéticas comuns na população e nem sempre causam doenças, mas podem influenciar a forma como o organismo responde a nutrientes, medicamentos e fatores ambientais. Quando associados a hábitos alimentares inadequados, esses polimorfismos podem contribuir para o surgimento ou agravamento de doenças crônicas.
5. Diferença entre nutrigenômica e nutrigenética
A nutrigenética estuda como as diferenças genéticas individuais influenciam a resposta do organismo à dieta. Já a nutrigenômica investiga como os nutrientes e compostos bioativos da alimentação afetam a expressão dos genes. Enquanto a nutrigenética foca no impacto do genoma sobre a resposta nutricional, a nutrigenômica analisa o efeito da dieta sobre o funcionamento dos genes.

Mais conteúdos dessa disciplina