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Relatório de Estágio Clinica UNIP
Nutrição
Universidade Paulista (UniP)
30 pag.
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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP
CURSO DE NUTRIÇÃO
RELATÓRIO (CLÍNICA UNIP)
SÃO PAULO
2021
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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP
CURSO DE NUTRIÇÃO
CINTIA PRISCILA ALVES GOMES RA: C73DID-5
RELATÓRIO (CLÍNICA UNIP)
SÃO PAULO
Relatório elaborado no período de
estágio na Clínica de Nutrição UNIP,
como parte dos requisitos para a
conclusão do estágio.
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2021
SUMÁRIO
1. ATUAÇÃO DO NUTRICIONISTA............................................................................4
1.1. Atribuição do CRN voltadas a clínica...............................................................4
2. Composição corporal...............................................................................................8
2.1. Métodos existentes de avaliação da composição corporal..............................8
2.1.1 Peso............................................................................................................8
2.1.2 Estatura.......................................................................................................8
2.1.3 Índice de massa corporal (IMC)..................................................................8
2.1.4 Dobras cutâneas.........................................................................................9
2.1.5 Circunferências...........................................................................................9
2.2. Bioimpedância elétrica....................................................................................10
3. Atividade desenvolvida pelo estagiário.................................................................10
3.1. ESTUDO de Caso 1...........................................................................................11
3.1.2. Estudo de Caso 2............................................................................................15
REFERÊNCIAS.........................................................................................................19
Anexo I Resumo Diretriz Brasileira de Diabetes.......................................................20
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4
1. ATUAÇÃO DO NUTRICIONISTA 
 O nutricionista é capacitado para desenvolver atividades em diversas
áreas. Seu campo de atuação é diversificado e está em plena expansão, o que exige
desses profissionais uma melhor capacitação. Dentre as áreas de atuação do
nutricionista, podemos citar: Alimentação Coletiva, Nutrição Clínica, Saúde Coletiva,
Docência, Indústria de Alimentos, Nutrição em esportes e Marketing na área de
Alimentação e Nutrição.
1.1. Atribuição do CRN voltadas a clínica
De acordo com a resolução 380/2005 o nutricionista pode atuar em Área
de Alimentação Coletiva, Nutrição Clínica, Saúde Coletiva, Docência, Indústria de
Alimentos, Nutrição em Esportes e Marketing na Área de Nutrição e Alimentação.
Entre as atribuições voltadas a clínica, o nutricionista deve prestar assistência
dietética e promover educação nutricional a indivíduos, sadios ou enfermos, em nível
hospitalar, ambulatorial, domiciliar e em consultórios de nutrição e dietética, visando
à promoção, manutenção e recuperação da saúde.
 No âmbito hospitalar, de clínicas em geral, instituições de longa
permanência para idosos e SPA, o nutricionista deverá desenvolver as
seguintes atividades: 
➢ Definir, planejar, organizar, supervisionar e avaliar as atividades de
assistência nutricional aos clientes/pacientes, segundo níveis de atendimento em
Nutrição; 
➢ Elaborar o diagnóstico nutricional, com base nos dados clínicos,
bioquímicos, antropométricos e dietéticos; 
➢ Elaborar a prescrição dietética, com base nas diretrizes do diagnóstico
nutricional; 
➢ Registrar, em prontuário do cliente/paciente, a prescrição dietética e a
evolução nutricional, de acordo com protocolos pré-estabelecidos pelo Serviço e
aprovado pela Instituição; 
➢ Determinar e dar a alta nutricional; 
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5
➢ Promover educação alimentar e nutricional para clientes/pacientes,
familiares ou responsáveis; 
➢ Estabelecer e coordenar a elaboração e a execução de protocolos
técnicos do serviço, de acordo com as legislações vigentes; 
➢ Orientar e supervisionar a distribuição e administração de dietas; 
➢ Interagir com a equipe multiprofissional, definindo com esta, sempre
que pertinente, os procedimentos complementares à prescrição dietética; 
➢ Elaborar o plano de trabalho anual, contemplando os procedimentos
adotados para o desenvolvimento das atribuições; 
➢ Efetuar controle periódico dos trabalhos executados;
➢ Colaborar com as autoridades de fiscalização profissional e/ou
sanitária; 
➢ Encaminhar aos profissionais habilitados os clientes/pacientes sob sua
responsabilidade profissional, quando identificar que as atividades demandadas para
a respectiva assistência fujam às suas atribuições técnicas;
➢ Integrar a EMTN (Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional),
conforme legislação em vigor. 
No âmbito de ambulatórios e consultórios, o nutricionista deverá
desenvolver as seguintes atividades:
➢ Elaborar o diagnóstico nutricional, com base nos dados clínicos,
bioquímicos, antropométricos e dietéticos;
➢ Elaborar a prescrição dietética, com base nas diretrizes do diagnóstico
nutricional; 
➢ Registrar, em prontuário do cliente/paciente, a prescrição dietética e a
evolução nutricional, de acordo com protocolos pré-estabelecidos pelo serviço e
aprovado pela Instituição; 8 
➢ Promover educação alimentar e nutricional para clientes/pacientes,
familiares ou responsáveis; 
➢ Estabelecer receituário individualizado de prescrição dietética, para
distribuição ao cliente/paciente; 
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6
➢ Encaminhar aos profissionais habilitados os clientes/paciente sob sua
responsabilidade profissional, quando identificar que as atividades demandadas para
a respectiva assistência fujam às suas atribuições técnicas; 
➢ Elaborar o plano de trabalho anual, contemplando os procedimentos
adotados para o desenvolvimento das atribuições; 
➢ Efetuar controle periódico dos trabalhos executados; 
➢ Colaborar com as autoridades de fiscalização profissional e/ou
sanitária. 
No âmbito de Lactáriose Centrais de Terapia Nutricional, o
nutricionista deverá desenvolver as seguintes atividades:
➢ Definir, padronizar, atualizar, organizar e supervisionar a execução das
diretrizes técnicas e procedimentos operacionais do setor, atendendo; 
➢ Planejar, implantar, coordenar e supervisionar as atividades de
preparo, acondicionamento, esterilização, armazenamento, rotulagem, transporte e
distribuição de fórmulas; 
➢ Garantir a qualidade higiênico-sanitária, microbiológica e bromatológica
das preparações; 
➢ Elaborar a prescrição dietética, com base nas diretrizes do diagnóstico
nutricional; ➢ Elaborar o diagnóstico nutricional com base nos dados clínicos,
bioquímicos, antropométricos e dietéticos; 
➢ Registrar, em prontuário do cliente/paciente, a prescrição dietética, a
evolução nutricional, de acordo com protocolos pré-estabelecidos;
➢ Interagir com os demais nutricionistas que compõem o Quadro Técnico
da instituição, definindo os procedimentos complementares na assistência ao cliente/
paciente; 
➢ Realizar a orientação alimentar e nutricional para clientes/pacientes ou
familiares/responsáveis, no momento da alta nutricional; 9 
➢ Estabelecer e padronizar fórmulas dietéticas assegurando a exatidão e
clareza da rotulagem das fórmulas/preparações; 
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7
➢ Estabelecer as especificações para a aquisição de insumos (fórmulas,
equipamentos, utensílios, material de consumo e de embalagem) e qualificar
fornecedores, assegurando a qualidade dos produtos; 
➢ Promover e participar de treinamento operacional e educação
continuada de colaboradores; 
➢ Elaborar o plano de trabalho anual, contemplando os procedimentos
adotados para o desenvolvimento das atribuições; 
➢ Colaborar com as autoridades de fiscalização profissional e/ou
sanitária;
➢ Efetuar controle periódico dos trabalhos executados.
Para realizar as atribuições definidas em atendimento domiciliar, o
nutricionista deverá desenvolver as seguintes atividades obrigatórias: 
➢ Sistematizar o atendimento em nutrição, definindo protocolos de
procedimentos relativos ao tratamento dietético; 
➢ Elaborar a prescrição dietética, com base nas diretrizes do diagnóstico
nutricional; 
➢ Elaborar o diagnóstico nutricional com base nos dados clínicos,
bioquímicos, antropométricos e dietéticos; 
➢ Manter registros da prescrição dietética e da evolução nutricional, até a
alta em nutrição, conforme protocolos pré-estabelecidos; 
➢ Planejar, desenvolver e avaliar programa de educação nutricional para
o cliente/pacientes e familiares/responsáveis, promovendo a adesão ao tratamento; 
➢ Orientar e monitorar os procedimentos de preparo, manipulação,
armazenamento, conservação e administração da dieta, considerando os hábitos e
condições sociais da família, de modo a garantir a qualidade higiênico-sanitária e o
aporte nutricional da dieta;
➢ Colaborar com as autoridades de fiscalização profissional e/ou
sanitária; 
➢ Elaborar o plano de trabalho anual, contemplando os procedimentos
adotados para o desenvolvimento das atribuições;
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8
➢ Dar alta em nutrição, avaliando se os objetivos da assistência
nutricional foram alcançados.
2. COMPOSIÇÃO CORPORAL
2.1. Métodos existentes de avaliação da composição corporal 
Existem dois tipos de métodos empregados para se determinar a
composição corporal, os diretos e indiretos. Os métodos diretos são mais precisos,
pois levam à mensuração do elemento que compõe o corpo sem medidas
intermediárias. E os métodos indiretos se baseiam na determinação de grandezas
que serão usadas para estimar o valor de uma grandeza derivada, possuem maior
grau de precisão porque são derivados dos diretos (Tirapegui & Ribeiro, 2009).
A antropometria é o conjunto de técnicas utilizadas para medir o tamanho
corporal e suas proporções, permitindo avaliar a composição corporal dos
indivíduos. As medidas mais utilizadas na avaliação antropométrica são: o peso, a
estatura, as dobras cutâneas (bicipital, tricipital, subescapular e supra-ilíaca) e as
circunferências de braço, cintura, quadril e abdome (Cuppari, L, 2005).
2.1.1 Peso
 Representa o somatório dos componentes corporais (massa magra,
massa gorda e água) e reflete o equilíbrio proteico energético do indivíduo (Duarte,
A.C.G 2007). 
2.1.2 Estatura
 É a medida da altura de um indivíduo realizada por meio do estadiômetro
ou antropômetro. A medição é realizada com o indivíduo em pé, descalço, com os
calcanhares juntos, costas retas e o braço estendido ao longo do corpo, olhando
para o horizonte. (Cuppari, L, 2005).
2.1.3 Índice de massa corporal (IMC)
 É um índice para avaliar o peso do indivíduo em relação a sua altura e de
acordo com o resultado a classificação do estado nutricional. Para calcular o IMC é
necessário dividir o peso em quilogramas (kg), pela estatura, em metros (m),
elevada ao quadrado, resultando em um valor expresso em kg/m² (Duarte, A.C.G,
2007).
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9
2.1.4 Dobras cutâneas
Dobra cutânea bicipital: A aferição desta dobra deve ser feita na parte
anterior do braço, no mesmo nível da circunferência braquial. (Duarte, A.C.G, 2007).
 Dobra cutânea tricipital: É necessário localizar, com auxílio de fita
graduada, o ponto médio entre o acrômio e o olecrano com o braço flexionado junto
ao corpo, formando um ângulo de 90º. A prega deve ser mensurada, na parte
posterior do braço, com os braços relaxados e estendidos ao longo do corpo
(Duarte, A.C.G, 2007).
Dobra cutânea subescapular: é obtida obliquamente ao eixo
longitudinal, seguindo a orientação dos arcos costais, e localizada 2 cm abaixo do
ângulo inferior da escápula (Tirapegui & Ribeiro, 2009). 
 
Dobra cutânea supra-ilíaca: A prega deverá ser formada na linha média
axilar, com o dedo indicador logo acima da crista ilíaca, na posição diagonal
(Cuppari, L, 2005).
2.1.5 Circunferências
Circunferência do braço: é utilizada para estimar a proteína somática e
tecido adiposo. O indivíduo deve estar de pé com o braço flexionado em direção ao
tórax, formando um ângulo de 90º. Localiza-se o ponto médio entre o acrômio e o
olecrano. O indivíduo deve ficar com o braço relaxado na lateral do corpo e a palma
da mão voltada para a coxa e então, contorna-se o braço com a fita flexível (Duarte,
A.C.G, 2007).
Circunferência da cintura: A medição é realizada com o paciente em pé,
com os pés juntos. É medida no ponto médio da distância entre a última costela e a
crista ilíaca. A fita deve circundar o indivíduo na linha natural da cintura (Cuppari, L,
2005).
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10
 Circunferência do quadril: É mensurada no local de maior
proeminência da região glútea com o indivíduo usando roupas finas (Duarte, A.C.G,
2007).
2.2. Bioimpedância elétrica 
A avaliação da bioimpedância elétrica é um método rápidoe não invasivo
para avaliar a composição corporal. É caracterizado pela passagem de uma corrente
elétrica alternante. Pela grande quantidade de água e eletrólitos, os tecidos magros
são altamente condutores de corrente elétrica. Já, a gordura e o osso são pobres
condutores (Cuppari, 2005).
Para a realização do exame utilizam-se quatro eletrodos aplicados na
mão e punho e no tornozelo e pés direitos. O aparelho é conectado aos dois pares
de eletrodos, onde uma corrente de baixa voltagem é passada pelo corpo, sendo
medidas a resistência e a reactância elétrica (Duarte, A.C.G, 2007).
3. ATIVIDADE DESENVOLVIDA PELO ESTAGIÁRIO 
Durante o período de estágio realizamos atividades remotas (resolução
de estudos de caso) e atividades presenciais na clinica. Os estagiários assim que
chegam ao primeiro dia de estágio é realizado um treinamento onde são orientados
sobre todos os procedimentos da clinica, o funcionamento do local e realizar o passo
a passo descrito na apostila de atendimento, disponível na clínica.
Ao longo dos dias realizamos coleta de dados de pacientes que já
passaram por atendimento para desenvolver o relatório de estudo de caso que
entregamos no final do estágio. Esse relatório é baseado nos dados coletados do
paciente e através desses dados os estagiários precisam desenvolver o plano
alimentar e apresentar conduta e diagnóstico nutricional. Além do estudo de caso
desenvolvemos um resumo sobre a diretriz da sociedade brasileira de diabetes. 
Ao final do estágio é realizada a apresentação e discussão do estudo de
caso juntamente com a nutricionista responsável da clinica, sobre as condutas,
diagnóstico e plano alimentar elaborado pelo estagiário para o paciente estudado.
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11
3.1. ESTUDO DE CASO 1
Nome: H.P.F. Sexo: F Data de Nascimento: 13/09/1955
Histórico Clínico
Evolução da patologia: paciente relata que há dois dias vem apresentando dor
abdominal de forte intensidade difusa em pontada que não melhora com medicação.
Paciente refere ainda emagrecimento de 10 kg em oito meses Queixa
Principal: dor abdominal e dores de cabeça.
Condições socioeconômicas: média baixa.
Função intestinal: vários episódios de diarreia, intercalando com obstipação
Mastigação: lenta.
Dentição: uso de prótese. Tabagismo: não.
Etilismo: não.
Hipótese diagnóstica: síndrome do intestino irritável
Evolução Clínica do Paciente
A paciente apresenta-se hipocorada, com dores abdominais, AAA(acianótica,
anictérica, afebril).
Segundo o relato da paciente ela apresentava hábitos alimentares
relativamente corretos, portanto não sendo estes o motivo do desenvolvimento de
sua queixa.
Quantas refeições fazia ao dia: três (desjejum, almoço e jantar). Frequência e
quantidade dos alimentos:
Carne: todos os dias uma pequena porção;
Leite e derivados: todos os dias dois copos;
Ovo: 1 unidade três vezes na semana;
Leguminosas: duas colheres de sopa por dia;
Cereais: todos os dias quatro colheres de sopa;
Frutas: todos os dias uma unidade;
Doce e açúcar: pequena porção uma vez ao mês;
Alimentos que não gosta: não tem;
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12
Alimentos intolerantes: nenhum;
Ingestão diária de sal: pouco;
Tipo de gordura utilizada na cocção dos alimentos: óleo de canola;
Ingestão de refrigerantes: 1 copo ao dia.
Dados de ingestão alimentar após Manifestação Patológica
Leite e derivados: 1 copo todos os dias. Ovo: 1 unidade 2 vezes por semana.
Frutas: 3 unidades todos os dias.
Obs: em relação aos demais alimentos, a paciente costuma ingerir
igualmente antes da manifestação patológica.
Alimentos de preferência: mandioca frita, batata frita e bolinho de milho verde;
Alimentos que não gosta: não tem;
Alimentos intolerantes: excesso de gordura, tomate e arroz com feijão;
Ingestão de refrigerantes: ocasionalmente meio copo.
Segue uma alimentação diferente: a paciente após a cirurgia iniciou com dieta
hídrica, evoluindo para leve e logo após branda. Após a manifestação patológica a
paciente passou a ingerir a metade da quantidade do leite (1 copo). Passou a ingerir
menos ovos e mais frutas.
Dados Antropométricos
Peso atual: 72 kg Peso Habitual: 80 kg
Peso ideal: 49,3 Kg Altura: 1,58 m
IMC: 28,84
Classificação: Sobrepeso
Indicadores Bioquímicos
Glicose: 218 mg/dl
Hemograma
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13
Índices Valores Valores
Referenciais
Eritrócitos (m/ul) 4.43 4.0 – 5.2
Hemoglobina (g/
dl)
10.6 11.5 – 16
Hematócrito (%) 33.2 35.0 – 47
Indicadores Clínicos
Cabelos: normais 
Face: hipocorada 
Lábios: normais 
Gengivas: normais
Pele: normal Unhas: normais
Tecido subcutâneo: normal
Sistema cardiovascular: sem alterações 
Sistema nervoso: sem alterações.
Responda:
(A) Diagnóstico Nutricional (justifique)
Paciente apresenta sobrepeso de acordo com cálculo realizado de IMC. Após
avaliação dos exames bioquímos foi identificado valores abaixo das referências para
Hemoglobina e Hematrócito que são indicadores para uma possível anemia
ferropriva. Observado também os valores de glicose, considerados maiores do que
as referências, indicando quadro de Diabetes Mellitus.
Necessidades Nutricionais: Demonstrar os cálculos
FA= 1,2 (acamado)
FI= 1,4
GEB= 655+ (9,6xP) + (1,9xA) – (4,7xi)
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14
655 +(9,6 x 72) + ( 1,9 x 1,58) – (4,7 x 65)
655 +691,20 + 300,2 -305,5
= 1.340,9 kcal
GET= 1.340,9 x 1,2 x1,4 = 2.252,7 kcal
Conduta Nutricional:
Para a melhora no quadro clinico do paciente é necessário realizar um plano
alimentar considerando as patologias diagnosticadas e realizar a adequação
macrosnutrientes e micronutrientes de acordo com Diretirz da Socidade Brasileira
de Diabetes e DRIs.
Recomendações Nutricionais: (citar e justificar 10 orientações)
Para uma melhora significativa das Patologias encontradas, recomenda-se ao
paciente:
Realizar as refeições fracionadas de 5 a 6 sendo 3 refeições principais e 2 a
3 lanches diários.
Ao preparar os alimentos dar preferência aos grelhados, assados e cozidos
no vapor.
Consumir hortaliças, leguminosas e frutas.
Consumir leites e derivados desnatados.
Dar preferência ao consumo de carnes magras como aves, peixes e ovos.
Dar preferência ao consumo de fibras solúveis como aveia, feijão, chia.
Ingerir 2,5 litros de água diariamente.
Limitar a ingestão de alimentos ricos em gorduras saturadas como carnes
gordurosas, manteigas.
Evitar o consumo de bebidas alcoolicas.
Evitar bebidas com adição de açúcares como sucos refrigerantes,
energéticos.
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3.1.2. ESTUDO DE CASO 2 
Exercício 2: Paciente, sexo masculino, apresenta gastrite, é diabético,
dislipidêmico e hipertenso. Apresenta crisede hipertensão, edema de mmii
(membros inferiores).
Qual é a conduta nutricional? Justificar.
Verificar a ingestão de agua e sódio do paciente e quais tipos de carboidratos
ele costuma consumir. Adequar a alimentação para melhorar o quadro e não adquirir
outras patologias.
Cite quais recomendações dietéticas ele deve receber. Justificar
Fracionar as refeições ao longo do dia;
Inserir em sua alimentação alimentos cozidos, grelhados ou assados;
Consumir frutas in natura por contém vitaminas, fibras e minerais;
Consumir alimentos integrais;
Consumir preferencialmente carnes brancas (peixe, frango);
Evitar ingerir bebidas com alto teor de açúcar (refrigerante suco em pó);
Evitar consumo de gorduras;
Ingerir no mínimo 2 litros de água por dia.
 
Exercício 3: Mulher, 52 anos, tabagista (7cig/d), etilista (cerveja- 4
garrafas/dia). Tem apetite ruim, refere comer muita verdura, mas não tem o hábito
de comer frutas. Relata dor toráxica difusa, vômito e sudorese.
Avaliação antropométrica: Peso hab= 66 kg, Peso estimado= 79kg,
Estatura=152cm, Alt joelho=47cm, DCT=23-eutrofia, DCSE=18cm –eutrofia,
CB=32cm, CMB= 18cm – déficit massa muscular, CP= 32cm.
Responda: (demonstrar os cálculos)
IMC
Peso estimado 79 kg / 1,52 ² = 34,19 (obesidade grau I)
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16
Peso habitual 66 kg/1,52²= 28,57 (sobrepeso)
Peso ideal minimo 18,5x1,52²=42,73 kg
 Peso ideal médio =18,5+24.9 = 43,4
 43,4 x1, 52²=100,25
 100,25/2=50,12 kg 
 Peso ideal máximo = 24,9 x 1,52² = 57,52 kg
Classificação antropometria:
Segundo a avaliação antropométrica realizada indica um paciente eutrófico,
porém avaliação de IMC consta obesidade grau I.
Diagnóstico nutricional: 
Paciente se queixa de dor toráxica, vômitos e sudorese, esses sintomas são
possíveis indícios de insuficiência cardíaca. 
Calcular Necessidade Energética (Demonstrar os cálculos)
Peso estimado: 79kg FA= 1,2, FI= 1,3 
GEB= 655+ (9,6xP) + (1,9xA) – (4,7x I) 
 =655+(9,6x79)+(1,9x152)-(4,7x52)
 =655+ 758,4 + 288,8 -244,4
= 1457,8 kcal
GET= 1457,8x1, 2x1, 3= 2274,16 kcal
Kcal/ Kg peso/dia = 
2.280 kcal 
 G proteína/ Kg/dia
 1g/dia de PTN x79kg= 79x4=316 kcal
 316___ x 
2280 ___100% 
= 13,85%
CHO
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17
2280 __ 100%
X_____ 55%
= 1254 kcal
LIP
2280 ____ 100%
X________31%
=706,8kcal
% VET – Proteínas 14%
% VET – CH 55%
%VET–LIP-33
Peso estimado: 57,74kg FA= 1,2, FI= 1,3 
GEB= 655+ (9,6xP) + (1,9xA) – (4,7x I) 
 =655+(9,6x57,74)+(1,9x152)-(4,7x52)
 =655+ 554,30 + 288,8 -244,4
= 1253,7 kcal
GET= 1253,7x1, 2x1, 3= 1955,7 kcal
Kcal/ Kg peso/dia = 
1956 kcal 
 G proteína/ Kg/dia
 1g/dia de PTN x57kg= 57x4=228kcal
228___ x 
 1956 ___100% 
= 11,65%
CHO
1956 __ 100%
X_____ 55% 
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18
= 1075,8 kcal
LIP
1956 ____ 100%
X________33% 
= 645,48 kcal
% VET – Proteínas 12%
% VET – CH 55%
%VET–LIP33%
Conduta nutricional justificada:
De acordo com o possível caso clinico de insuficiência cardíaca, a paciente
deverá fazer uma dieta hipossódica, fazer uma alimentação rica em frutas, vegetais,
legumes, queijos e carnes magras. Evitar alimentos industrializados, enlatados,
evitar sal na dieta, incluir em sua rotina a prática de atividades física para a perda de
peso, evitar o fumo e o consumo de bebidas alcoólicas. 
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19
REFERÊNCIAS 
Cuppari L. Nutrição Clínica no Adulto. 2ª ed. São Paulo: Manole, 2005.
Duarte A.C.G. Avaliação Nutricional: Aspectos Clínicos e Laboratoriais. 1ª
ed. São Paulo: Atheneu, 2007.
RESOLUÇÃO CFN N° 380/2005; Dispõe sobre a definição das áreas de
atuação do nutricionista e suas atribuições, estabelece parâmetros numéricos de
referência, por área de atuação, e dá outras providências. Brasília – DF, Dez, 2005.
Tirapegui J, Ribeiro S.M.L. Avaliação Nutricional: Teoria e Prática. 1ª ed. Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009.
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20
ANEXO I RESUMO DIRETRIZ BRASILEIRA DE DIABETES.
Princípios gerais da orientação nutricional no diabetes mellitus
Aspectos básicos da terapia nutricional
O cuidado nutricional em diabetes mellitus (DM) é uma das partes mais
desafiadoras do tratamento e das estratégias de mudança do estilo de vida. A
relevância da terapia nutricional no tratamento do DM tem sido enfatizada
desde a sua descoberta, bem como o seu papel desafiador na prevenção, no
gerenciamento da doença e na prevenção do desenvolvimento das
complicações decorrentes.
. As escolhas alimentares promovem efeito direto sobre o equilíbrio
energético e, por conseguinte, sobre o peso corporal e os níveis pressóricos e
de lipídios plasmáticos. Por muito tempo, acreditou-se na prescrição alimentar
restritiva e com exclusão total dos alimentos com sacarose para o tratamento
dietético do DM, mas, com o estudo Diabetes Control and Complications Trial
(DCCT, 1993), houve uma “reviravolta”, sobretudo para o DM1, que passou a
considerar a inclusão da sacarose no rol dos carboidratos do plano alimentar.
Embora se saiba que a ingestão de carboidrato influencia diretamente os níveis
de glicose pós-prandial, sendo ele o macronutriente de maior preocupação no
manejo glicêmico, a terapia nutricional se concentra no equilíbrio dos
macronutrientes para a manutenção do bom controle metabólico. Evidências
científicas demonstram que a intervenção nutricional tem impacto significativo
na redução da hemoglobina glicada (HbA1c) no DM1 e DM2, após 3 a 6 meses
de seguimento com profissional especialista, independentemente do tempo de
diagnóstico da doença. Além disso, quando associado a outros componentes
do cuidado em DM, o acompanhamento nutricional pode favorecer ainda mais
os parâmetros clínicos e metabólicos decorrentes de melhor adesão ao plano
alimentar prescrito. 
Ao contrário do DM1, que não pode ser evitado, o DM2 pode ser
retardado ou evitado por meio de modificações do estilo de vida, que incluem
alimentação saudável e atividade física. A dieta mediterrânea é citada na
literatura como referência de padrão saudável para a população ocidental por
promover a longevidade e ser capaz de reduzir 9% da mortalidade geral por
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21
doenças cardiovasculares. No Brasil, o Guia Alimentar para a População
Brasileira sugere a mistura “Arroz com feijão” como a base da alimentação por
apresentar excelente combinação de aminoácidos, além doincentivo ao
consumo de alimentos in natura ou minimamente processados e preparações
culinárias em vez de alimentos ultraprocessados, com vistas ao consumo
saudável e ao combate à obesidade. 
A abordagem nutricional individualizada requer mudanças no estilo de
vida e objetivos que possam resultar em intervenções dietéticas complexas.
Para essa individualização, é necessário conhecer alguns aspectos
relacionados ao contexto da produção e do consumo dos alimentos, como
cultura, regionalidade, composição de nutrientes e preparo de refeições. Essa
terapia tem como objetivos, ainda, manutenção/obtenção de peso saudável,
alcance das metas de controle da glicemia (tanto em jejum como pré e pós-
prandial) e adequação dos níveis pressóricos e dos níveis séricos de lipídios,
considerando-se o uso de fármacos para prevenir complicações de curto e
médio prazo.
 Educação nutricional em diabetes
O ponto-chave da boa condução do diabetes é o envolvimento do
paciente e dos familiares como parte ativa de todo o processo, de modo a
desenvolver o autoconhecimento e auxiliando na tomada de decisão. A
educação voltada para a autogestão do DM é o processo de facilitação de
conhecimentos, habilidades e capacidades necessárias ao autocuidado da
doença. Os objetivos globais da educação em DM, com relação ao indivíduo,
são apoiar a tomada de decisão, orientar o autogerenciamento e a resolução
de problemas, bem como promover a colaboração ativa entre paciente e
equipe de saúde, a fim de melhorar os resultados clínicos, o estado de saúde e
a qualidade de vida de maneira eficaz em termos de custos. Devem considerar
a individualização do tratamento com relação ao nível de resposta de cada
paciente, bem como de apoio social, familiar e de fatores psicossociais que
afetem o autogerenciamento do indivíduo, tudo isso como parte dos cuidados
clínicos de rotina.
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22
Prevenção do diabetes mellitus tipo 2
O DM2 é uma das principais doenças crônicas que podem ser evitadas
por meio de mudanças no estilo de vida e intervenção não farmacológica.
Estudos sugerem que a perda de peso e 150 minutos de atividade física por
semana seja a principal forma de reduzir o risco de diabetes. Há evidências
crescentes de que os alimentos e seus componentes podem ser
implementados na prevenção e no controle do DM2.26 Incentivar a perda de
peso estruturada em um plano alimentar reduzido em calorias associado à
prática de atividade física é de suma importância para aqueles com alto risco
de desenvolver DM2 com sobrepeso ou obesidade. Com base em estudos de
intervenção, os padrões alimentares que podem ser úteis àqueles com pré-
diabetes incluem um plano alimentar mediterrânico e um plano alimentar de
baixo teor calórico. Muitas evidências epidemiológicas e ensaios clínicos
demonstram que a dieta mediterrânea desempenha papel importante na
prevenção do DM2. A adoção dessa dieta está diretamente relacionada com a
diminuição da obesidade abdominal e pode ser determinante na redução da
resistência à insulina e das inflamações.
 As evidências sugerem que a qualidade geral dos alimentos
consumidos é mais importante do que a restrição de algum grupo de nutrientes.
Não há uma estratégia alimentar universal para prevenir o diabetes ou retardar
o seu início, uma vez que a individualidade bioquímica deve ser considerada.
Em associação à manutenção do peso corporal e a uma alimentação saudável
(caracterizada por ingestão maior de grupos de alimentos geralmente
recomendados para a promoção da saúde, particularmente aqueles à base de
plantas e ingestão menor de carne vermelha ou um padrão alimentar
mediterrânico rico em azeite, frutas e legumes, incluindo cereais integrais,
leguminosas e frutas in natura, produtos lácteos com baixo teor de gordura e
consumo moderado de álcool) é a melhor estratégia para diminuir o risco de
diabetes, especialmente se as recomendações dietéticas levam em conta as
preferências individuais, permitindo, assim, a adesão ao tratamento nutricional
em longo prazo.
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23
Balanço energético e controle do peso
No Brasil, o excesso de peso já atinge mais de 50% da população com
aumento expressivo no percentual de sobrepeso e obesidade na infância. O
aumento do excesso de peso em adolescentes pode estar associado à
instalação precoce da síndrome metabólica e ao risco do desenvolvimento do
DM2. 
A avaliação do estado nutricional nos indivíduos com DM é uma
ferramenta fundamental para identificar e tratar possíveis desvios. Em adultos
a circunferência da cintura é utilizada para estimar o risco da doença
cardiovascular. Por isso reduzir a ingestão de calorias e modificar o estilo de
vida podem trazer benefícios para adultos com o sobrepeso ou obesos com
DM e pessoas com riscos de desenvolver diabetes.
Macronutrientes
Carboidratos
A distribuição ideal de macronutrientes, incluindo os carboidratos, pode
variar de acordo com os objetivos e metas individualizados. Como o
carboidrato é o nutriente que exerce maior influência na variabilidade glicêmica
pós-prandial, as evidências atuais sugerem que o tipo de carboidrato
independente da proporção tem grande relevância. Isso porque carboidratos,
quando consumidos na forma de açúcares ou amido, apresentam respostas
diferentes daqueles consumidos prioritariamente com fibras, compostos
bioativos, vitaminas, minerais e baixo teor de gorduras. Além disso, a resposta
pode ser mais lenta e menos exacerbada conforme a forma de consumo. A
individualização da avaliação alimentar e do plano alimentar tem como objetivo
identificar as características desse consumo e adequá-las às metas glicêmicas
propostas. Embora não exista uma proporção fixada, a redução de carboidratos
não deve ser tão acentuada a ponto de promover aumento no consumo de
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24
ácidos graxos saturados, já sabidamente relacionados ao aumento da
prevalência de doença cardiovascular (DCV) nessa população. 
Proteínas
Não há evidências de que a ingestão proteica usual para a maioria dos
indivíduos (1 a 1,5 g/kg de peso corporal/ dia), representando de 15 a 20% da
ingestão total de energia, precise ser modificada para aqueles com diabetes e
função renal preservada. A prescrição de proteína deve ser individualizada,
considerando-se o diagnóstico nutricional, as necessidades de crescimento e
desenvolvimento e o controle glicêmico. Além disso, essa ingestão em gramas
por kg/dia deve ser mantida ou aumentada com dietas de baixo consumo
energético. Em indivíduos com DM2, a proteína ingerida parece aumentar a
insulina sem aumentar as concentrações plasmáticas de glicose. Assim, fontes
de carboidratos ricos em proteínas não devem ser consideradas para tratar ou
prevenir hipoglicemia. 
Lipídios
As principais diretrizes internacionais não se fundamentam
exclusivamente na recomendação alimentar baseada no percentual de
gorduras da dieta, mas sugerem o seguimento de padrões alimentares
saudáveis. Estes contemplam a retirada deácidos graxos trans, a inclusão de
alimentos fontes de ácidos graxos monoinsaturados (MONO) e poli-insaturados
(POLI) e o controle no consumo de ácidos graxos saturados, priorizando o
consumo de carnes magras, leite desnatado e consumo mínimo de carnes
processadas. A dieta do Mediterrâneo e a dieta DASH (Dietary Approaches to
Stop Hypertension), as quais têm, respectivamente, aumento da razão entre
ácidos graxos monoinsaturados e saturado e menor percentual de lipídios
totais, são aquelas que melhor representam as características do tipo de
alimentação recomendada atualmente A recomendação quanto à quantidade
de gorduras na dieta (de 20 a 35% das calorias) deve considerar as condições
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25
clínicas, o perfil lipídico e a presença de fatores de risco cardiometabólico.
Reforça a recomendação de que o consumo de ácidos graxos saturados deve
ser controlado, uma vez que se associa a maior mortalidade entre indivíduos
com diabetes e os ácidos graxos trans devem ser evitados em razão da sua
forte associação a DCV96-99 e seu impacto sobre a mortalidade
cardiovascular.
Recomendações complementares
O plano alimentar deve assegurar todas as necessidades nutricionais do
indivíduo com diabetes, para que ele alcance e mantenha um peso corporal
saudável. Recomenda-se que o plano seja fracionado em cinco a seis
refeições, três principais e de duas a três compostas por lanches. Essa
recomendação considera os efeitos benéficos desse plano , com oferta
constante de micronutrientes e contribuição para a saciedade. No preparo dos
alimentos, deve-se dar preferência aos grelhados, assados, cozidos no vapor
ou até mesmo crus. Alimentos com designação diet, light ou zero podem ser
indicados no contexto do plano alimentar, mas não de maneira exclusiva,
mesmo porque é importante que a base da alimentação seja composta de
alimentos in natura e minimamente processados. É importante ressaltar a
necessidade de respeitar as preferências individuais e o poder aquisitivo do
paciente e de sua família .
Deve-se preconizar grande variedade de alimentos nutritivos dos grupos
alimentares principais, com ingestão abundante de hortaliças (de diferentes
tipos e cores), leguminosas, frutas, cereais (principalmente os integrais), carnes
magras, aves, peixes, ovos, leite, iogurte, queijo e/ou seus derivados,
principalmente os desnatados. Deve-se limitar a ingestão de alimentos ricos em
gordura saturada, álcool e sal/açúcar de adição. Recomenda-se ainda evitar
bebidas com adição de açúcares, tais como os refrigerantes, as bebidas
alcoólicas adoçadas com açúcar, as de frutas, as vitaminas, as energéticas e
as esportivas.
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26
Comportamento alimentar
Especialmente no início do acompanhamento nutricional, é comum que
os pacientes apresentem dificuldade em aceitar e implementar as mudanças
necessárias no comportamento alimentar. Muitos indivíduos apresentam
resistência à mudança, e outros podem ser rigorosos demais, pela ansiedade
em mudar em virtude do medo das complicações da doença. Nesse sentido, é
importante identificar o estágio de prontidão para mudança de comportamento,
a fim de ajustar a abordagem nutricional e potencializar a adesão ao tratamento
No aconselhamento nutricional, deve-se investigar se o paciente buscou mudar
e como foi essa experiência. É importante esclarecer que o autocuidado deve
ser implementado antes de surgirem complicações clínicas, reforçando a
responsabilidade do paciente no processo de mudança. Além disso,
desconstruir mitos e crenças sobre a alimentação auxilia na flexibilização da
dieta e favorece a adesão ao tratamento nutricional.Portanto, o planejamento
alimentar deve considerar não apenas as necessidades nutricionais, mas
também preferências alimentares, cultura, acesso aos alimentos, motivação e
habilidades do paciente para a mudança de comportamento alimentar.
Hipoglicemia
A hipoglicemia é um fator limitante no manejo do controle glicêmico e é a
complicação aguda mais frequente em indivíduos com DM1, podendo,
entretanto, ser observada também naqueles com DM2 tratados com insulina e,
menos comumente, em tratados com hipoglicemiantes orais. A falta de
reconhecimento dos sintomas é um item a ser pontuado, especialmente
naqueles com DM1 de longa data. Os sintomas podem variar de leves e
moderados (tremor, palpitação e fome) a graves (mudanças de
comportamento, confusão mental, convulsões e coma).
Doenças crônicas
Hipertensão arterial
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27
O padrão alimentar considerado mais eficiente no controle da pressão
arterial é conhecido como dieta DASH, que contempla a inclusão de alimentos
ricos em potássio, redução de sódio e controle na quantidade de lipídios. A
eficiência da dieta DASH (elaborada com 2.400 mg de sódio) sobre a redução
da pressão arterial foi demonstrada em indivíduos com síndrome metabólica,
que também se beneficiaram com redução da glicemia de jejum e da
concentração plasmática de triglicérides . O resultado de uma metanálise e
revisão sistemática realizada com os dados da biblioteca Cochrane reiterou o
efeito benéfico da dieta DASH sobre parâmetros cardiometabólicos, como a
redução da pressão arterial e do colesterol LDL e diminuição da HbA1c em
indivíduos com e sem diabetes. A diretriz atual da ACC/AHA (2019) preconiza
que o consumo de sódio diário ideal deveria ser inferior a 1.500 mg/dia, mas
reconhece que a redução de 1.000 mg/dia já poderia conferir benefício a
muitos indivíduos hipertensos.229 A diretriz da ADA recomenda o consumoe proteínas, especialmente do tecido muscular. Essa perda requer
atenção para o diagnóstico nutricional a partir de antropometria e parâmetros
laboratoriais, a fim de determinar as reservas corporais. No diagnóstico de
depleção nutricional, esta deve ser corrigida por meio de oferta suficiente de
proteína e energia, para não ocorrer desnutrição. A restrição proteica parece
beneficiar principalmente pacientes com DM2, deve ser individualizada, e
sugere-se restrição pelo período de 6 meses, devendo ser continuada quando
se apresentar responsiva.
A ingestão proteica em indivíduos com diabetes e doença renal crônica
(DRC) não dependente de terapia renal substitutiva deve ser de 0,8 g/kg/dia.
A restrição individualizada de potássio também é importante para
controlar suas concentrações séricas. É necessário, ainda, que a prescrição
nutricional considere as recomendações dos eletrólitos, minerais, vitaminas e
líquidos, as quais dependem da fase da doença e devem ser individualizadas.
Individualizar as condutas de acordo com as condições clínicas de cada
paciente com IRC é fundamental para reduzir o risco de desnutrição
Paciente em terapia renal substitutiva
É importante destacar que, após o início da hemodiálise ou da diálise
peritoneal, as recomendações nutricionais devem ser reajustadas devido à
perda de nutrientes durante o procedimento, principalmente a perda proteica.
Para pacientes em terapia renal substitutiva, a recomendação de proteína fica
entre 1,2 e 1,4 g/kg/dia.
Terapia nutricional enteral
Os objetivos da terapia nutricional enteral (TNE) em pacientes com
diabetes internados são fornecer quantidades adequadas de nutrientes para
cobrir a demanda metabólica e aperfeiçoar o controle glicêmico. As indicações
da terapia nutricional enteral para estes pacientes devem ser as mesmas
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29
definidas para os demais pacientes: em situações de contraindicação da via
oral ou quando esta for insuficiente, mesmo com a utilização de suplemento
oral, e com a função gastrintestinal preservada.
A dieta enteral especializada para diabetes facilita o controle glicêmico,
reduz a hiperglicemia, reduz a necessidade de insulina, o que diminui o risco
de hipoglicemia e, com isso, a variabilidade glicêmica. É fundamental que o
método de administração da dieta enteral esteja de acordo com o esquema de
insulina que o paciente recebe.
Em pacientes com baixo peso, risco nutricional ou consumo alimentar
inferior às necessidades nutricionais, os suplementos orais especializados
podem ser indicados a fim de aumentar o aporte calórico e proteico.
Suplementos orais
Suplementos orais especializados no controle glicêmico apresentam
composição nutricional similar à das dietas enterais especializadas. A melhora
do controle glicêmico com o uso dos suplementos está relacionada com a
composição das fórmulas, que contêm menor teor de carboidratos, além de
carboidratos de baixo IG e maior conteúdo de fibras, que melhoram os níveis
de glicemia pós-prandial.
Em pacientes com baixo peso, risco nutricional ou consumo alimentar
inferior às necessidade nutricionais, os suplementos orais especializados
podem ser indicados a fim de aumentar o aporte calórico e proteico. 
Para melhora do estado nutricional e do controle glicêmico, a indicação é
que o paciente consuma de dois a três suplementos por dia.
Como a fórmula especializada contém carboidratos de absorção lenta e
é rica em gordura monoinsaturada e fibras, esta pode promover saciedade
prolongada. Com isso, recomenda-se que o consumo desses suplementos seja
fracionado ao longo do dia, longe das refeições principais, ou utilizado como
ceia, de modo a aumentar o aporte de nutrientes sem interferir nas demais
refeições. A utilização de suplementos com alta densidade calórica e menor
volume também pode ser benéfica.
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30
Terapia nutricional em cirurgia bariátrica
A cirurgia bariátrica (CB) pode ser considerada para pacientes com DM2
e IMC ≥ 35 km/m2, especialmente se houver comorbidades de difícil controle,
com terapia farmacológica, terapia alimentar e estilo de vida saudável.
Dependendo do procedimento cirúrgico, a CB tem proporcionado normalização
total ou parcial da glicemia, em torno de 55 a 95%.271 Dada a magnitude e
rapidez do efeito da cirurgia gastrintestinal (GI) na hiperglicemia e a evidência
experimental que rearranjos da anatomia GI em alguns procedimentos afetam
diretamente a homeostase da glicose, tais intervenções foram sugeridas como
tratamento para DM2, e nesse contexto são denominados “cirurgia metabólica”.
Ao mesmo tempo, podem ocorrer deficiências nutricionais, como
hipovitaminoses, déficit de minerais, osteoporose e, mais raramente, grave
hipoglicemia, decorrente de hipersecreção insulínica. Diante desse fato,
recomenda-se que pacientes submetidos a qualquer técnica cirúrgica ou
endoscópica necessitam de monitoração multidisciplinar nos períodos pré e
pós-operatório, por tempo indeterminado.
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	1. ATUAÇÃO DO NUTRICIONISTA
	1.1. Atribuição do CRN voltadas a clínica
	2. Composição corporal
	2.1. Métodos existentes de avaliação da composição corporal
	2.1.1 Peso
	2.1.2 Estatura
	2.1.3 Índice de massa corporal (IMC)
	2.1.4 Dobras cutâneas
	2.1.5 Circunferências
	2.2. Bioimpedância elétrica
	3. Atividade desenvolvida pelo estagiário
	3.1. ESTUDO de Caso 1
	3.1.2. Estudo de Caso 2
	REFERÊNCIAS
	Anexo I Resumo Diretriz Brasileira de Diabetes.

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