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Relatório de Estágio Clinica UNIP Nutrição Universidade Paulista (UniP) 30 pag. 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Document shared on https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/ Downloaded by: Faelporto (joteon@gmail.com) https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 2021 SUMÁRIO 1. ATUAÇÃO DO NUTRICIONISTA............................................................................4 1.1. Atribuição do CRN voltadas a clínica...............................................................4 2. Composição corporal...............................................................................................8 2.1. Métodos existentes de avaliação da composição corporal..............................8 2.1.1 Peso............................................................................................................8 2.1.2 Estatura.......................................................................................................8 2.1.3 Índice de massa corporal (IMC)..................................................................8 2.1.4 Dobras cutâneas.........................................................................................9 2.1.5 Circunferências...........................................................................................9 2.2. Bioimpedância elétrica....................................................................................10 3. Atividade desenvolvida pelo estagiário.................................................................10 3.1. ESTUDO de Caso 1...........................................................................................11 3.1.2. Estudo de Caso 2............................................................................................15 REFERÊNCIAS.........................................................................................................19 Anexo I Resumo Diretriz Brasileira de Diabetes.......................................................20 Document shared on https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/ Downloaded by: Faelporto (joteon@gmail.com) https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 4 1. ATUAÇÃO DO NUTRICIONISTA O nutricionista é capacitado para desenvolver atividades em diversas áreas. Seu campo de atuação é diversificado e está em plena expansão, o que exige desses profissionais uma melhor capacitação. Dentre as áreas de atuação do nutricionista, podemos citar: Alimentação Coletiva, Nutrição Clínica, Saúde Coletiva, Docência, Indústria de Alimentos, Nutrição em esportes e Marketing na área de Alimentação e Nutrição. 1.1. Atribuição do CRN voltadas a clínica De acordo com a resolução 380/2005 o nutricionista pode atuar em Área de Alimentação Coletiva, Nutrição Clínica, Saúde Coletiva, Docência, Indústria de Alimentos, Nutrição em Esportes e Marketing na Área de Nutrição e Alimentação. Entre as atribuições voltadas a clínica, o nutricionista deve prestar assistência dietética e promover educação nutricional a indivíduos, sadios ou enfermos, em nível hospitalar, ambulatorial, domiciliar e em consultórios de nutrição e dietética, visando à promoção, manutenção e recuperação da saúde. No âmbito hospitalar, de clínicas em geral, instituições de longa permanência para idosos e SPA, o nutricionista deverá desenvolver as seguintes atividades: ➢ Definir, planejar, organizar, supervisionar e avaliar as atividades de assistência nutricional aos clientes/pacientes, segundo níveis de atendimento em Nutrição; ➢ Elaborar o diagnóstico nutricional, com base nos dados clínicos, bioquímicos, antropométricos e dietéticos; ➢ Elaborar a prescrição dietética, com base nas diretrizes do diagnóstico nutricional; ➢ Registrar, em prontuário do cliente/paciente, a prescrição dietética e a evolução nutricional, de acordo com protocolos pré-estabelecidos pelo Serviço e aprovado pela Instituição; ➢ Determinar e dar a alta nutricional; Document shared on https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/ Downloaded by: Faelporto (joteon@gmail.com) https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 5 ➢ Promover educação alimentar e nutricional para clientes/pacientes, familiares ou responsáveis; ➢ Estabelecer e coordenar a elaboração e a execução de protocolos técnicos do serviço, de acordo com as legislações vigentes; ➢ Orientar e supervisionar a distribuição e administração de dietas; ➢ Interagir com a equipe multiprofissional, definindo com esta, sempre que pertinente, os procedimentos complementares à prescrição dietética; ➢ Elaborar o plano de trabalho anual, contemplando os procedimentos adotados para o desenvolvimento das atribuições; ➢ Efetuar controle periódico dos trabalhos executados; ➢ Colaborar com as autoridades de fiscalização profissional e/ou sanitária; ➢ Encaminhar aos profissionais habilitados os clientes/pacientes sob sua responsabilidade profissional, quando identificar que as atividades demandadas para a respectiva assistência fujam às suas atribuições técnicas; ➢ Integrar a EMTN (Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional), conforme legislação em vigor. No âmbito de ambulatórios e consultórios, o nutricionista deverá desenvolver as seguintes atividades: ➢ Elaborar o diagnóstico nutricional, com base nos dados clínicos, bioquímicos, antropométricos e dietéticos; ➢ Elaborar a prescrição dietética, com base nas diretrizes do diagnóstico nutricional; ➢ Registrar, em prontuário do cliente/paciente, a prescrição dietética e a evolução nutricional, de acordo com protocolos pré-estabelecidos pelo serviço e aprovado pela Instituição; 8 ➢ Promover educação alimentar e nutricional para clientes/pacientes, familiares ou responsáveis; ➢ Estabelecer receituário individualizado de prescrição dietética, para distribuição ao cliente/paciente; Document shared on https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/ Downloaded by: Faelporto (joteon@gmail.com) https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 6 ➢ Encaminhar aos profissionais habilitados os clientes/paciente sob sua responsabilidade profissional, quando identificar que as atividades demandadas para a respectiva assistência fujam às suas atribuições técnicas; ➢ Elaborar o plano de trabalho anual, contemplando os procedimentos adotados para o desenvolvimento das atribuições; ➢ Efetuar controle periódico dos trabalhos executados; ➢ Colaborar com as autoridades de fiscalização profissional e/ou sanitária. No âmbito de Lactáriose Centrais de Terapia Nutricional, o nutricionista deverá desenvolver as seguintes atividades: ➢ Definir, padronizar, atualizar, organizar e supervisionar a execução das diretrizes técnicas e procedimentos operacionais do setor, atendendo; ➢ Planejar, implantar, coordenar e supervisionar as atividades de preparo, acondicionamento, esterilização, armazenamento, rotulagem, transporte e distribuição de fórmulas; ➢ Garantir a qualidade higiênico-sanitária, microbiológica e bromatológica das preparações; ➢ Elaborar a prescrição dietética, com base nas diretrizes do diagnóstico nutricional; ➢ Elaborar o diagnóstico nutricional com base nos dados clínicos, bioquímicos, antropométricos e dietéticos; ➢ Registrar, em prontuário do cliente/paciente, a prescrição dietética, a evolução nutricional, de acordo com protocolos pré-estabelecidos; ➢ Interagir com os demais nutricionistas que compõem o Quadro Técnico da instituição, definindo os procedimentos complementares na assistência ao cliente/ paciente; ➢ Realizar a orientação alimentar e nutricional para clientes/pacientes ou familiares/responsáveis, no momento da alta nutricional; 9 ➢ Estabelecer e padronizar fórmulas dietéticas assegurando a exatidão e clareza da rotulagem das fórmulas/preparações; Document shared on https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/ Downloaded by: Faelporto (joteon@gmail.com) https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 7 ➢ Estabelecer as especificações para a aquisição de insumos (fórmulas, equipamentos, utensílios, material de consumo e de embalagem) e qualificar fornecedores, assegurando a qualidade dos produtos; ➢ Promover e participar de treinamento operacional e educação continuada de colaboradores; ➢ Elaborar o plano de trabalho anual, contemplando os procedimentos adotados para o desenvolvimento das atribuições; ➢ Colaborar com as autoridades de fiscalização profissional e/ou sanitária; ➢ Efetuar controle periódico dos trabalhos executados. Para realizar as atribuições definidas em atendimento domiciliar, o nutricionista deverá desenvolver as seguintes atividades obrigatórias: ➢ Sistematizar o atendimento em nutrição, definindo protocolos de procedimentos relativos ao tratamento dietético; ➢ Elaborar a prescrição dietética, com base nas diretrizes do diagnóstico nutricional; ➢ Elaborar o diagnóstico nutricional com base nos dados clínicos, bioquímicos, antropométricos e dietéticos; ➢ Manter registros da prescrição dietética e da evolução nutricional, até a alta em nutrição, conforme protocolos pré-estabelecidos; ➢ Planejar, desenvolver e avaliar programa de educação nutricional para o cliente/pacientes e familiares/responsáveis, promovendo a adesão ao tratamento; ➢ Orientar e monitorar os procedimentos de preparo, manipulação, armazenamento, conservação e administração da dieta, considerando os hábitos e condições sociais da família, de modo a garantir a qualidade higiênico-sanitária e o aporte nutricional da dieta; ➢ Colaborar com as autoridades de fiscalização profissional e/ou sanitária; ➢ Elaborar o plano de trabalho anual, contemplando os procedimentos adotados para o desenvolvimento das atribuições; Document shared on https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/ Downloaded by: Faelporto (joteon@gmail.com) https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 8 ➢ Dar alta em nutrição, avaliando se os objetivos da assistência nutricional foram alcançados. 2. COMPOSIÇÃO CORPORAL 2.1. Métodos existentes de avaliação da composição corporal Existem dois tipos de métodos empregados para se determinar a composição corporal, os diretos e indiretos. Os métodos diretos são mais precisos, pois levam à mensuração do elemento que compõe o corpo sem medidas intermediárias. E os métodos indiretos se baseiam na determinação de grandezas que serão usadas para estimar o valor de uma grandeza derivada, possuem maior grau de precisão porque são derivados dos diretos (Tirapegui & Ribeiro, 2009). A antropometria é o conjunto de técnicas utilizadas para medir o tamanho corporal e suas proporções, permitindo avaliar a composição corporal dos indivíduos. As medidas mais utilizadas na avaliação antropométrica são: o peso, a estatura, as dobras cutâneas (bicipital, tricipital, subescapular e supra-ilíaca) e as circunferências de braço, cintura, quadril e abdome (Cuppari, L, 2005). 2.1.1 Peso Representa o somatório dos componentes corporais (massa magra, massa gorda e água) e reflete o equilíbrio proteico energético do indivíduo (Duarte, A.C.G 2007). 2.1.2 Estatura É a medida da altura de um indivíduo realizada por meio do estadiômetro ou antropômetro. A medição é realizada com o indivíduo em pé, descalço, com os calcanhares juntos, costas retas e o braço estendido ao longo do corpo, olhando para o horizonte. (Cuppari, L, 2005). 2.1.3 Índice de massa corporal (IMC) É um índice para avaliar o peso do indivíduo em relação a sua altura e de acordo com o resultado a classificação do estado nutricional. Para calcular o IMC é necessário dividir o peso em quilogramas (kg), pela estatura, em metros (m), elevada ao quadrado, resultando em um valor expresso em kg/m² (Duarte, A.C.G, 2007). Document shared on https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/ Downloaded by: Faelporto (joteon@gmail.com) https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 9 2.1.4 Dobras cutâneas Dobra cutânea bicipital: A aferição desta dobra deve ser feita na parte anterior do braço, no mesmo nível da circunferência braquial. (Duarte, A.C.G, 2007). Dobra cutânea tricipital: É necessário localizar, com auxílio de fita graduada, o ponto médio entre o acrômio e o olecrano com o braço flexionado junto ao corpo, formando um ângulo de 90º. A prega deve ser mensurada, na parte posterior do braço, com os braços relaxados e estendidos ao longo do corpo (Duarte, A.C.G, 2007). Dobra cutânea subescapular: é obtida obliquamente ao eixo longitudinal, seguindo a orientação dos arcos costais, e localizada 2 cm abaixo do ângulo inferior da escápula (Tirapegui & Ribeiro, 2009). Dobra cutânea supra-ilíaca: A prega deverá ser formada na linha média axilar, com o dedo indicador logo acima da crista ilíaca, na posição diagonal (Cuppari, L, 2005). 2.1.5 Circunferências Circunferência do braço: é utilizada para estimar a proteína somática e tecido adiposo. O indivíduo deve estar de pé com o braço flexionado em direção ao tórax, formando um ângulo de 90º. Localiza-se o ponto médio entre o acrômio e o olecrano. O indivíduo deve ficar com o braço relaxado na lateral do corpo e a palma da mão voltada para a coxa e então, contorna-se o braço com a fita flexível (Duarte, A.C.G, 2007). Circunferência da cintura: A medição é realizada com o paciente em pé, com os pés juntos. É medida no ponto médio da distância entre a última costela e a crista ilíaca. A fita deve circundar o indivíduo na linha natural da cintura (Cuppari, L, 2005). Document shared on https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/ Downloaded by: Faelporto (joteon@gmail.com) https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 10 Circunferência do quadril: É mensurada no local de maior proeminência da região glútea com o indivíduo usando roupas finas (Duarte, A.C.G, 2007). 2.2. Bioimpedância elétrica A avaliação da bioimpedância elétrica é um método rápidoe não invasivo para avaliar a composição corporal. É caracterizado pela passagem de uma corrente elétrica alternante. Pela grande quantidade de água e eletrólitos, os tecidos magros são altamente condutores de corrente elétrica. Já, a gordura e o osso são pobres condutores (Cuppari, 2005). Para a realização do exame utilizam-se quatro eletrodos aplicados na mão e punho e no tornozelo e pés direitos. O aparelho é conectado aos dois pares de eletrodos, onde uma corrente de baixa voltagem é passada pelo corpo, sendo medidas a resistência e a reactância elétrica (Duarte, A.C.G, 2007). 3. ATIVIDADE DESENVOLVIDA PELO ESTAGIÁRIO Durante o período de estágio realizamos atividades remotas (resolução de estudos de caso) e atividades presenciais na clinica. Os estagiários assim que chegam ao primeiro dia de estágio é realizado um treinamento onde são orientados sobre todos os procedimentos da clinica, o funcionamento do local e realizar o passo a passo descrito na apostila de atendimento, disponível na clínica. Ao longo dos dias realizamos coleta de dados de pacientes que já passaram por atendimento para desenvolver o relatório de estudo de caso que entregamos no final do estágio. Esse relatório é baseado nos dados coletados do paciente e através desses dados os estagiários precisam desenvolver o plano alimentar e apresentar conduta e diagnóstico nutricional. Além do estudo de caso desenvolvemos um resumo sobre a diretriz da sociedade brasileira de diabetes. Ao final do estágio é realizada a apresentação e discussão do estudo de caso juntamente com a nutricionista responsável da clinica, sobre as condutas, diagnóstico e plano alimentar elaborado pelo estagiário para o paciente estudado. Document shared on https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/ Downloaded by: Faelporto (joteon@gmail.com) https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 11 3.1. ESTUDO DE CASO 1 Nome: H.P.F. Sexo: F Data de Nascimento: 13/09/1955 Histórico Clínico Evolução da patologia: paciente relata que há dois dias vem apresentando dor abdominal de forte intensidade difusa em pontada que não melhora com medicação. Paciente refere ainda emagrecimento de 10 kg em oito meses Queixa Principal: dor abdominal e dores de cabeça. Condições socioeconômicas: média baixa. Função intestinal: vários episódios de diarreia, intercalando com obstipação Mastigação: lenta. Dentição: uso de prótese. Tabagismo: não. Etilismo: não. Hipótese diagnóstica: síndrome do intestino irritável Evolução Clínica do Paciente A paciente apresenta-se hipocorada, com dores abdominais, AAA(acianótica, anictérica, afebril). Segundo o relato da paciente ela apresentava hábitos alimentares relativamente corretos, portanto não sendo estes o motivo do desenvolvimento de sua queixa. Quantas refeições fazia ao dia: três (desjejum, almoço e jantar). Frequência e quantidade dos alimentos: Carne: todos os dias uma pequena porção; Leite e derivados: todos os dias dois copos; Ovo: 1 unidade três vezes na semana; Leguminosas: duas colheres de sopa por dia; Cereais: todos os dias quatro colheres de sopa; Frutas: todos os dias uma unidade; Doce e açúcar: pequena porção uma vez ao mês; Alimentos que não gosta: não tem; Document shared on https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/ Downloaded by: Faelporto (joteon@gmail.com) https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 12 Alimentos intolerantes: nenhum; Ingestão diária de sal: pouco; Tipo de gordura utilizada na cocção dos alimentos: óleo de canola; Ingestão de refrigerantes: 1 copo ao dia. Dados de ingestão alimentar após Manifestação Patológica Leite e derivados: 1 copo todos os dias. Ovo: 1 unidade 2 vezes por semana. Frutas: 3 unidades todos os dias. Obs: em relação aos demais alimentos, a paciente costuma ingerir igualmente antes da manifestação patológica. Alimentos de preferência: mandioca frita, batata frita e bolinho de milho verde; Alimentos que não gosta: não tem; Alimentos intolerantes: excesso de gordura, tomate e arroz com feijão; Ingestão de refrigerantes: ocasionalmente meio copo. Segue uma alimentação diferente: a paciente após a cirurgia iniciou com dieta hídrica, evoluindo para leve e logo após branda. Após a manifestação patológica a paciente passou a ingerir a metade da quantidade do leite (1 copo). Passou a ingerir menos ovos e mais frutas. Dados Antropométricos Peso atual: 72 kg Peso Habitual: 80 kg Peso ideal: 49,3 Kg Altura: 1,58 m IMC: 28,84 Classificação: Sobrepeso Indicadores Bioquímicos Glicose: 218 mg/dl Hemograma Document shared on https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/ Downloaded by: Faelporto (joteon@gmail.com) https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 13 Índices Valores Valores Referenciais Eritrócitos (m/ul) 4.43 4.0 – 5.2 Hemoglobina (g/ dl) 10.6 11.5 – 16 Hematócrito (%) 33.2 35.0 – 47 Indicadores Clínicos Cabelos: normais Face: hipocorada Lábios: normais Gengivas: normais Pele: normal Unhas: normais Tecido subcutâneo: normal Sistema cardiovascular: sem alterações Sistema nervoso: sem alterações. Responda: (A) Diagnóstico Nutricional (justifique) Paciente apresenta sobrepeso de acordo com cálculo realizado de IMC. Após avaliação dos exames bioquímos foi identificado valores abaixo das referências para Hemoglobina e Hematrócito que são indicadores para uma possível anemia ferropriva. Observado também os valores de glicose, considerados maiores do que as referências, indicando quadro de Diabetes Mellitus. Necessidades Nutricionais: Demonstrar os cálculos FA= 1,2 (acamado) FI= 1,4 GEB= 655+ (9,6xP) + (1,9xA) – (4,7xi) Document shared on https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/ Downloaded by: Faelporto (joteon@gmail.com) https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 14 655 +(9,6 x 72) + ( 1,9 x 1,58) – (4,7 x 65) 655 +691,20 + 300,2 -305,5 = 1.340,9 kcal GET= 1.340,9 x 1,2 x1,4 = 2.252,7 kcal Conduta Nutricional: Para a melhora no quadro clinico do paciente é necessário realizar um plano alimentar considerando as patologias diagnosticadas e realizar a adequação macrosnutrientes e micronutrientes de acordo com Diretirz da Socidade Brasileira de Diabetes e DRIs. Recomendações Nutricionais: (citar e justificar 10 orientações) Para uma melhora significativa das Patologias encontradas, recomenda-se ao paciente: Realizar as refeições fracionadas de 5 a 6 sendo 3 refeições principais e 2 a 3 lanches diários. Ao preparar os alimentos dar preferência aos grelhados, assados e cozidos no vapor. Consumir hortaliças, leguminosas e frutas. Consumir leites e derivados desnatados. Dar preferência ao consumo de carnes magras como aves, peixes e ovos. Dar preferência ao consumo de fibras solúveis como aveia, feijão, chia. Ingerir 2,5 litros de água diariamente. Limitar a ingestão de alimentos ricos em gorduras saturadas como carnes gordurosas, manteigas. Evitar o consumo de bebidas alcoolicas. Evitar bebidas com adição de açúcares como sucos refrigerantes, energéticos. Document shared on https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/ Downloaded by: Faelporto (joteon@gmail.com) https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 15 3.1.2. ESTUDO DE CASO 2 Exercício 2: Paciente, sexo masculino, apresenta gastrite, é diabético, dislipidêmico e hipertenso. Apresenta crisede hipertensão, edema de mmii (membros inferiores). Qual é a conduta nutricional? Justificar. Verificar a ingestão de agua e sódio do paciente e quais tipos de carboidratos ele costuma consumir. Adequar a alimentação para melhorar o quadro e não adquirir outras patologias. Cite quais recomendações dietéticas ele deve receber. Justificar Fracionar as refeições ao longo do dia; Inserir em sua alimentação alimentos cozidos, grelhados ou assados; Consumir frutas in natura por contém vitaminas, fibras e minerais; Consumir alimentos integrais; Consumir preferencialmente carnes brancas (peixe, frango); Evitar ingerir bebidas com alto teor de açúcar (refrigerante suco em pó); Evitar consumo de gorduras; Ingerir no mínimo 2 litros de água por dia. Exercício 3: Mulher, 52 anos, tabagista (7cig/d), etilista (cerveja- 4 garrafas/dia). Tem apetite ruim, refere comer muita verdura, mas não tem o hábito de comer frutas. Relata dor toráxica difusa, vômito e sudorese. Avaliação antropométrica: Peso hab= 66 kg, Peso estimado= 79kg, Estatura=152cm, Alt joelho=47cm, DCT=23-eutrofia, DCSE=18cm –eutrofia, CB=32cm, CMB= 18cm – déficit massa muscular, CP= 32cm. Responda: (demonstrar os cálculos) IMC Peso estimado 79 kg / 1,52 ² = 34,19 (obesidade grau I) Document shared on https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/ Downloaded by: Faelporto (joteon@gmail.com) https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 16 Peso habitual 66 kg/1,52²= 28,57 (sobrepeso) Peso ideal minimo 18,5x1,52²=42,73 kg Peso ideal médio =18,5+24.9 = 43,4 43,4 x1, 52²=100,25 100,25/2=50,12 kg Peso ideal máximo = 24,9 x 1,52² = 57,52 kg Classificação antropometria: Segundo a avaliação antropométrica realizada indica um paciente eutrófico, porém avaliação de IMC consta obesidade grau I. Diagnóstico nutricional: Paciente se queixa de dor toráxica, vômitos e sudorese, esses sintomas são possíveis indícios de insuficiência cardíaca. Calcular Necessidade Energética (Demonstrar os cálculos) Peso estimado: 79kg FA= 1,2, FI= 1,3 GEB= 655+ (9,6xP) + (1,9xA) – (4,7x I) =655+(9,6x79)+(1,9x152)-(4,7x52) =655+ 758,4 + 288,8 -244,4 = 1457,8 kcal GET= 1457,8x1, 2x1, 3= 2274,16 kcal Kcal/ Kg peso/dia = 2.280 kcal G proteína/ Kg/dia 1g/dia de PTN x79kg= 79x4=316 kcal 316___ x 2280 ___100% = 13,85% CHO Document shared on https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/ Downloaded by: Faelporto (joteon@gmail.com) https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 17 2280 __ 100% X_____ 55% = 1254 kcal LIP 2280 ____ 100% X________31% =706,8kcal % VET – Proteínas 14% % VET – CH 55% %VET–LIP-33 Peso estimado: 57,74kg FA= 1,2, FI= 1,3 GEB= 655+ (9,6xP) + (1,9xA) – (4,7x I) =655+(9,6x57,74)+(1,9x152)-(4,7x52) =655+ 554,30 + 288,8 -244,4 = 1253,7 kcal GET= 1253,7x1, 2x1, 3= 1955,7 kcal Kcal/ Kg peso/dia = 1956 kcal G proteína/ Kg/dia 1g/dia de PTN x57kg= 57x4=228kcal 228___ x 1956 ___100% = 11,65% CHO 1956 __ 100% X_____ 55% Document shared on https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/ Downloaded by: Faelporto (joteon@gmail.com) https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 18 = 1075,8 kcal LIP 1956 ____ 100% X________33% = 645,48 kcal % VET – Proteínas 12% % VET – CH 55% %VET–LIP33% Conduta nutricional justificada: De acordo com o possível caso clinico de insuficiência cardíaca, a paciente deverá fazer uma dieta hipossódica, fazer uma alimentação rica em frutas, vegetais, legumes, queijos e carnes magras. Evitar alimentos industrializados, enlatados, evitar sal na dieta, incluir em sua rotina a prática de atividades física para a perda de peso, evitar o fumo e o consumo de bebidas alcoólicas. Document shared on https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/ Downloaded by: Faelporto (joteon@gmail.com) https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 19 REFERÊNCIAS Cuppari L. Nutrição Clínica no Adulto. 2ª ed. São Paulo: Manole, 2005. Duarte A.C.G. Avaliação Nutricional: Aspectos Clínicos e Laboratoriais. 1ª ed. São Paulo: Atheneu, 2007. RESOLUÇÃO CFN N° 380/2005; Dispõe sobre a definição das áreas de atuação do nutricionista e suas atribuições, estabelece parâmetros numéricos de referência, por área de atuação, e dá outras providências. Brasília – DF, Dez, 2005. Tirapegui J, Ribeiro S.M.L. Avaliação Nutricional: Teoria e Prática. 1ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. Document shared on https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/ Downloaded by: Faelporto (joteon@gmail.com) https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 20 ANEXO I RESUMO DIRETRIZ BRASILEIRA DE DIABETES. Princípios gerais da orientação nutricional no diabetes mellitus Aspectos básicos da terapia nutricional O cuidado nutricional em diabetes mellitus (DM) é uma das partes mais desafiadoras do tratamento e das estratégias de mudança do estilo de vida. A relevância da terapia nutricional no tratamento do DM tem sido enfatizada desde a sua descoberta, bem como o seu papel desafiador na prevenção, no gerenciamento da doença e na prevenção do desenvolvimento das complicações decorrentes. . As escolhas alimentares promovem efeito direto sobre o equilíbrio energético e, por conseguinte, sobre o peso corporal e os níveis pressóricos e de lipídios plasmáticos. Por muito tempo, acreditou-se na prescrição alimentar restritiva e com exclusão total dos alimentos com sacarose para o tratamento dietético do DM, mas, com o estudo Diabetes Control and Complications Trial (DCCT, 1993), houve uma “reviravolta”, sobretudo para o DM1, que passou a considerar a inclusão da sacarose no rol dos carboidratos do plano alimentar. Embora se saiba que a ingestão de carboidrato influencia diretamente os níveis de glicose pós-prandial, sendo ele o macronutriente de maior preocupação no manejo glicêmico, a terapia nutricional se concentra no equilíbrio dos macronutrientes para a manutenção do bom controle metabólico. Evidências científicas demonstram que a intervenção nutricional tem impacto significativo na redução da hemoglobina glicada (HbA1c) no DM1 e DM2, após 3 a 6 meses de seguimento com profissional especialista, independentemente do tempo de diagnóstico da doença. Além disso, quando associado a outros componentes do cuidado em DM, o acompanhamento nutricional pode favorecer ainda mais os parâmetros clínicos e metabólicos decorrentes de melhor adesão ao plano alimentar prescrito. Ao contrário do DM1, que não pode ser evitado, o DM2 pode ser retardado ou evitado por meio de modificações do estilo de vida, que incluem alimentação saudável e atividade física. A dieta mediterrânea é citada na literatura como referência de padrão saudável para a população ocidental por promover a longevidade e ser capaz de reduzir 9% da mortalidade geral por Document shared on https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/ Downloaded by: Faelporto (joteon@gmail.com) https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 21 doenças cardiovasculares. No Brasil, o Guia Alimentar para a População Brasileira sugere a mistura “Arroz com feijão” como a base da alimentação por apresentar excelente combinação de aminoácidos, além doincentivo ao consumo de alimentos in natura ou minimamente processados e preparações culinárias em vez de alimentos ultraprocessados, com vistas ao consumo saudável e ao combate à obesidade. A abordagem nutricional individualizada requer mudanças no estilo de vida e objetivos que possam resultar em intervenções dietéticas complexas. Para essa individualização, é necessário conhecer alguns aspectos relacionados ao contexto da produção e do consumo dos alimentos, como cultura, regionalidade, composição de nutrientes e preparo de refeições. Essa terapia tem como objetivos, ainda, manutenção/obtenção de peso saudável, alcance das metas de controle da glicemia (tanto em jejum como pré e pós- prandial) e adequação dos níveis pressóricos e dos níveis séricos de lipídios, considerando-se o uso de fármacos para prevenir complicações de curto e médio prazo. Educação nutricional em diabetes O ponto-chave da boa condução do diabetes é o envolvimento do paciente e dos familiares como parte ativa de todo o processo, de modo a desenvolver o autoconhecimento e auxiliando na tomada de decisão. A educação voltada para a autogestão do DM é o processo de facilitação de conhecimentos, habilidades e capacidades necessárias ao autocuidado da doença. Os objetivos globais da educação em DM, com relação ao indivíduo, são apoiar a tomada de decisão, orientar o autogerenciamento e a resolução de problemas, bem como promover a colaboração ativa entre paciente e equipe de saúde, a fim de melhorar os resultados clínicos, o estado de saúde e a qualidade de vida de maneira eficaz em termos de custos. Devem considerar a individualização do tratamento com relação ao nível de resposta de cada paciente, bem como de apoio social, familiar e de fatores psicossociais que afetem o autogerenciamento do indivíduo, tudo isso como parte dos cuidados clínicos de rotina. Document shared on https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/ Downloaded by: Faelporto (joteon@gmail.com) https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 22 Prevenção do diabetes mellitus tipo 2 O DM2 é uma das principais doenças crônicas que podem ser evitadas por meio de mudanças no estilo de vida e intervenção não farmacológica. Estudos sugerem que a perda de peso e 150 minutos de atividade física por semana seja a principal forma de reduzir o risco de diabetes. Há evidências crescentes de que os alimentos e seus componentes podem ser implementados na prevenção e no controle do DM2.26 Incentivar a perda de peso estruturada em um plano alimentar reduzido em calorias associado à prática de atividade física é de suma importância para aqueles com alto risco de desenvolver DM2 com sobrepeso ou obesidade. Com base em estudos de intervenção, os padrões alimentares que podem ser úteis àqueles com pré- diabetes incluem um plano alimentar mediterrânico e um plano alimentar de baixo teor calórico. Muitas evidências epidemiológicas e ensaios clínicos demonstram que a dieta mediterrânea desempenha papel importante na prevenção do DM2. A adoção dessa dieta está diretamente relacionada com a diminuição da obesidade abdominal e pode ser determinante na redução da resistência à insulina e das inflamações. As evidências sugerem que a qualidade geral dos alimentos consumidos é mais importante do que a restrição de algum grupo de nutrientes. Não há uma estratégia alimentar universal para prevenir o diabetes ou retardar o seu início, uma vez que a individualidade bioquímica deve ser considerada. Em associação à manutenção do peso corporal e a uma alimentação saudável (caracterizada por ingestão maior de grupos de alimentos geralmente recomendados para a promoção da saúde, particularmente aqueles à base de plantas e ingestão menor de carne vermelha ou um padrão alimentar mediterrânico rico em azeite, frutas e legumes, incluindo cereais integrais, leguminosas e frutas in natura, produtos lácteos com baixo teor de gordura e consumo moderado de álcool) é a melhor estratégia para diminuir o risco de diabetes, especialmente se as recomendações dietéticas levam em conta as preferências individuais, permitindo, assim, a adesão ao tratamento nutricional em longo prazo. Document shared on https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/ Downloaded by: Faelporto (joteon@gmail.com) https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 23 Balanço energético e controle do peso No Brasil, o excesso de peso já atinge mais de 50% da população com aumento expressivo no percentual de sobrepeso e obesidade na infância. O aumento do excesso de peso em adolescentes pode estar associado à instalação precoce da síndrome metabólica e ao risco do desenvolvimento do DM2. A avaliação do estado nutricional nos indivíduos com DM é uma ferramenta fundamental para identificar e tratar possíveis desvios. Em adultos a circunferência da cintura é utilizada para estimar o risco da doença cardiovascular. Por isso reduzir a ingestão de calorias e modificar o estilo de vida podem trazer benefícios para adultos com o sobrepeso ou obesos com DM e pessoas com riscos de desenvolver diabetes. Macronutrientes Carboidratos A distribuição ideal de macronutrientes, incluindo os carboidratos, pode variar de acordo com os objetivos e metas individualizados. Como o carboidrato é o nutriente que exerce maior influência na variabilidade glicêmica pós-prandial, as evidências atuais sugerem que o tipo de carboidrato independente da proporção tem grande relevância. Isso porque carboidratos, quando consumidos na forma de açúcares ou amido, apresentam respostas diferentes daqueles consumidos prioritariamente com fibras, compostos bioativos, vitaminas, minerais e baixo teor de gorduras. Além disso, a resposta pode ser mais lenta e menos exacerbada conforme a forma de consumo. A individualização da avaliação alimentar e do plano alimentar tem como objetivo identificar as características desse consumo e adequá-las às metas glicêmicas propostas. Embora não exista uma proporção fixada, a redução de carboidratos não deve ser tão acentuada a ponto de promover aumento no consumo de Document shared on https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/ Downloaded by: Faelporto (joteon@gmail.com) https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 24 ácidos graxos saturados, já sabidamente relacionados ao aumento da prevalência de doença cardiovascular (DCV) nessa população. Proteínas Não há evidências de que a ingestão proteica usual para a maioria dos indivíduos (1 a 1,5 g/kg de peso corporal/ dia), representando de 15 a 20% da ingestão total de energia, precise ser modificada para aqueles com diabetes e função renal preservada. A prescrição de proteína deve ser individualizada, considerando-se o diagnóstico nutricional, as necessidades de crescimento e desenvolvimento e o controle glicêmico. Além disso, essa ingestão em gramas por kg/dia deve ser mantida ou aumentada com dietas de baixo consumo energético. Em indivíduos com DM2, a proteína ingerida parece aumentar a insulina sem aumentar as concentrações plasmáticas de glicose. Assim, fontes de carboidratos ricos em proteínas não devem ser consideradas para tratar ou prevenir hipoglicemia. Lipídios As principais diretrizes internacionais não se fundamentam exclusivamente na recomendação alimentar baseada no percentual de gorduras da dieta, mas sugerem o seguimento de padrões alimentares saudáveis. Estes contemplam a retirada deácidos graxos trans, a inclusão de alimentos fontes de ácidos graxos monoinsaturados (MONO) e poli-insaturados (POLI) e o controle no consumo de ácidos graxos saturados, priorizando o consumo de carnes magras, leite desnatado e consumo mínimo de carnes processadas. A dieta do Mediterrâneo e a dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension), as quais têm, respectivamente, aumento da razão entre ácidos graxos monoinsaturados e saturado e menor percentual de lipídios totais, são aquelas que melhor representam as características do tipo de alimentação recomendada atualmente A recomendação quanto à quantidade de gorduras na dieta (de 20 a 35% das calorias) deve considerar as condições Document shared on https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/ Downloaded by: Faelporto (joteon@gmail.com) https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 25 clínicas, o perfil lipídico e a presença de fatores de risco cardiometabólico. Reforça a recomendação de que o consumo de ácidos graxos saturados deve ser controlado, uma vez que se associa a maior mortalidade entre indivíduos com diabetes e os ácidos graxos trans devem ser evitados em razão da sua forte associação a DCV96-99 e seu impacto sobre a mortalidade cardiovascular. Recomendações complementares O plano alimentar deve assegurar todas as necessidades nutricionais do indivíduo com diabetes, para que ele alcance e mantenha um peso corporal saudável. Recomenda-se que o plano seja fracionado em cinco a seis refeições, três principais e de duas a três compostas por lanches. Essa recomendação considera os efeitos benéficos desse plano , com oferta constante de micronutrientes e contribuição para a saciedade. No preparo dos alimentos, deve-se dar preferência aos grelhados, assados, cozidos no vapor ou até mesmo crus. Alimentos com designação diet, light ou zero podem ser indicados no contexto do plano alimentar, mas não de maneira exclusiva, mesmo porque é importante que a base da alimentação seja composta de alimentos in natura e minimamente processados. É importante ressaltar a necessidade de respeitar as preferências individuais e o poder aquisitivo do paciente e de sua família . Deve-se preconizar grande variedade de alimentos nutritivos dos grupos alimentares principais, com ingestão abundante de hortaliças (de diferentes tipos e cores), leguminosas, frutas, cereais (principalmente os integrais), carnes magras, aves, peixes, ovos, leite, iogurte, queijo e/ou seus derivados, principalmente os desnatados. Deve-se limitar a ingestão de alimentos ricos em gordura saturada, álcool e sal/açúcar de adição. Recomenda-se ainda evitar bebidas com adição de açúcares, tais como os refrigerantes, as bebidas alcoólicas adoçadas com açúcar, as de frutas, as vitaminas, as energéticas e as esportivas. Document shared on https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/ Downloaded by: Faelporto (joteon@gmail.com) https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 26 Comportamento alimentar Especialmente no início do acompanhamento nutricional, é comum que os pacientes apresentem dificuldade em aceitar e implementar as mudanças necessárias no comportamento alimentar. Muitos indivíduos apresentam resistência à mudança, e outros podem ser rigorosos demais, pela ansiedade em mudar em virtude do medo das complicações da doença. Nesse sentido, é importante identificar o estágio de prontidão para mudança de comportamento, a fim de ajustar a abordagem nutricional e potencializar a adesão ao tratamento No aconselhamento nutricional, deve-se investigar se o paciente buscou mudar e como foi essa experiência. É importante esclarecer que o autocuidado deve ser implementado antes de surgirem complicações clínicas, reforçando a responsabilidade do paciente no processo de mudança. Além disso, desconstruir mitos e crenças sobre a alimentação auxilia na flexibilização da dieta e favorece a adesão ao tratamento nutricional.Portanto, o planejamento alimentar deve considerar não apenas as necessidades nutricionais, mas também preferências alimentares, cultura, acesso aos alimentos, motivação e habilidades do paciente para a mudança de comportamento alimentar. Hipoglicemia A hipoglicemia é um fator limitante no manejo do controle glicêmico e é a complicação aguda mais frequente em indivíduos com DM1, podendo, entretanto, ser observada também naqueles com DM2 tratados com insulina e, menos comumente, em tratados com hipoglicemiantes orais. A falta de reconhecimento dos sintomas é um item a ser pontuado, especialmente naqueles com DM1 de longa data. Os sintomas podem variar de leves e moderados (tremor, palpitação e fome) a graves (mudanças de comportamento, confusão mental, convulsões e coma). Doenças crônicas Hipertensão arterial Document shared on https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/ Downloaded by: Faelporto (joteon@gmail.com) https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 27 O padrão alimentar considerado mais eficiente no controle da pressão arterial é conhecido como dieta DASH, que contempla a inclusão de alimentos ricos em potássio, redução de sódio e controle na quantidade de lipídios. A eficiência da dieta DASH (elaborada com 2.400 mg de sódio) sobre a redução da pressão arterial foi demonstrada em indivíduos com síndrome metabólica, que também se beneficiaram com redução da glicemia de jejum e da concentração plasmática de triglicérides . O resultado de uma metanálise e revisão sistemática realizada com os dados da biblioteca Cochrane reiterou o efeito benéfico da dieta DASH sobre parâmetros cardiometabólicos, como a redução da pressão arterial e do colesterol LDL e diminuição da HbA1c em indivíduos com e sem diabetes. A diretriz atual da ACC/AHA (2019) preconiza que o consumo de sódio diário ideal deveria ser inferior a 1.500 mg/dia, mas reconhece que a redução de 1.000 mg/dia já poderia conferir benefício a muitos indivíduos hipertensos.229 A diretriz da ADA recomenda o consumoe proteínas, especialmente do tecido muscular. Essa perda requer atenção para o diagnóstico nutricional a partir de antropometria e parâmetros laboratoriais, a fim de determinar as reservas corporais. No diagnóstico de depleção nutricional, esta deve ser corrigida por meio de oferta suficiente de proteína e energia, para não ocorrer desnutrição. A restrição proteica parece beneficiar principalmente pacientes com DM2, deve ser individualizada, e sugere-se restrição pelo período de 6 meses, devendo ser continuada quando se apresentar responsiva. A ingestão proteica em indivíduos com diabetes e doença renal crônica (DRC) não dependente de terapia renal substitutiva deve ser de 0,8 g/kg/dia. A restrição individualizada de potássio também é importante para controlar suas concentrações séricas. É necessário, ainda, que a prescrição nutricional considere as recomendações dos eletrólitos, minerais, vitaminas e líquidos, as quais dependem da fase da doença e devem ser individualizadas. Individualizar as condutas de acordo com as condições clínicas de cada paciente com IRC é fundamental para reduzir o risco de desnutrição Paciente em terapia renal substitutiva É importante destacar que, após o início da hemodiálise ou da diálise peritoneal, as recomendações nutricionais devem ser reajustadas devido à perda de nutrientes durante o procedimento, principalmente a perda proteica. Para pacientes em terapia renal substitutiva, a recomendação de proteína fica entre 1,2 e 1,4 g/kg/dia. Terapia nutricional enteral Os objetivos da terapia nutricional enteral (TNE) em pacientes com diabetes internados são fornecer quantidades adequadas de nutrientes para cobrir a demanda metabólica e aperfeiçoar o controle glicêmico. As indicações da terapia nutricional enteral para estes pacientes devem ser as mesmas Document shared on https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/ Downloaded by: Faelporto (joteon@gmail.com) https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 29 definidas para os demais pacientes: em situações de contraindicação da via oral ou quando esta for insuficiente, mesmo com a utilização de suplemento oral, e com a função gastrintestinal preservada. A dieta enteral especializada para diabetes facilita o controle glicêmico, reduz a hiperglicemia, reduz a necessidade de insulina, o que diminui o risco de hipoglicemia e, com isso, a variabilidade glicêmica. É fundamental que o método de administração da dieta enteral esteja de acordo com o esquema de insulina que o paciente recebe. Em pacientes com baixo peso, risco nutricional ou consumo alimentar inferior às necessidades nutricionais, os suplementos orais especializados podem ser indicados a fim de aumentar o aporte calórico e proteico. Suplementos orais Suplementos orais especializados no controle glicêmico apresentam composição nutricional similar à das dietas enterais especializadas. A melhora do controle glicêmico com o uso dos suplementos está relacionada com a composição das fórmulas, que contêm menor teor de carboidratos, além de carboidratos de baixo IG e maior conteúdo de fibras, que melhoram os níveis de glicemia pós-prandial. Em pacientes com baixo peso, risco nutricional ou consumo alimentar inferior às necessidade nutricionais, os suplementos orais especializados podem ser indicados a fim de aumentar o aporte calórico e proteico. Para melhora do estado nutricional e do controle glicêmico, a indicação é que o paciente consuma de dois a três suplementos por dia. Como a fórmula especializada contém carboidratos de absorção lenta e é rica em gordura monoinsaturada e fibras, esta pode promover saciedade prolongada. Com isso, recomenda-se que o consumo desses suplementos seja fracionado ao longo do dia, longe das refeições principais, ou utilizado como ceia, de modo a aumentar o aporte de nutrientes sem interferir nas demais refeições. A utilização de suplementos com alta densidade calórica e menor volume também pode ser benéfica. Document shared on https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/ Downloaded by: Faelporto (joteon@gmail.com) https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 30 Terapia nutricional em cirurgia bariátrica A cirurgia bariátrica (CB) pode ser considerada para pacientes com DM2 e IMC ≥ 35 km/m2, especialmente se houver comorbidades de difícil controle, com terapia farmacológica, terapia alimentar e estilo de vida saudável. Dependendo do procedimento cirúrgico, a CB tem proporcionado normalização total ou parcial da glicemia, em torno de 55 a 95%.271 Dada a magnitude e rapidez do efeito da cirurgia gastrintestinal (GI) na hiperglicemia e a evidência experimental que rearranjos da anatomia GI em alguns procedimentos afetam diretamente a homeostase da glicose, tais intervenções foram sugeridas como tratamento para DM2, e nesse contexto são denominados “cirurgia metabólica”. Ao mesmo tempo, podem ocorrer deficiências nutricionais, como hipovitaminoses, déficit de minerais, osteoporose e, mais raramente, grave hipoglicemia, decorrente de hipersecreção insulínica. Diante desse fato, recomenda-se que pacientes submetidos a qualquer técnica cirúrgica ou endoscópica necessitam de monitoração multidisciplinar nos períodos pré e pós-operatório, por tempo indeterminado. Document shared on https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/ Downloaded by: Faelporto (joteon@gmail.com) https://www.docsity.com/pt/relatorio-de-estagio-clinica-unip/7379850/?utm_source=docsity&utm_medium=document&utm_campaign=watermark 1. ATUAÇÃO DO NUTRICIONISTA 1.1. Atribuição do CRN voltadas a clínica 2. Composição corporal 2.1. Métodos existentes de avaliação da composição corporal 2.1.1 Peso 2.1.2 Estatura 2.1.3 Índice de massa corporal (IMC) 2.1.4 Dobras cutâneas 2.1.5 Circunferências 2.2. Bioimpedância elétrica 3. Atividade desenvolvida pelo estagiário 3.1. ESTUDO de Caso 1 3.1.2. Estudo de Caso 2 REFERÊNCIAS Anexo I Resumo Diretriz Brasileira de Diabetes.