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EDUCAÇÃO FÍSICA- 3°BIMESTRE –PROF.BIA CARDOSO TEMA/TÓPICO: Alimentação e Balanço calórico. HABILIDADE(S): Compreender a relação entre a atividade física, dieta, balanço calórico e saúde. Analisar os efeitos dos mode- radores de apetite no organismo e suas relações com a atividade física. Avaliar a importância da atividade física na prevenção e tratamento da obesidade. CONTEÚDOS RELACIONADOS: Alimentação saudável e balanço calórico no auxílio ao controle do peso corporal. TEMA: Alimentação (Balanço Calórico) O Balanço Energético O estado nutricional, no plano físico e biológico resulta do equilíbrio entre consumo alimentar e gasto energético do organismo. Esse gasto refere-se à utilização dos alimentos pelo organismo para suprir as suas necessidades nutricionais e está relacionado ao estado de saúde e à capacidade de utilização dos nutrientes fornecidos pela alimentação. Quanto de energia nutricional o corpo precisa? As necessidades nutricionais de energia variam em função da idade, do sexo, do estado de saúde e do estado fisiológico, nível de atividade física dos indivíduos e número de horas de trabalho.Para um adequado estado nutricional, no que se refere à energia, o consumo alimentar deve estar em perfeito equilíbrio com o gasto da energia do organismo, usada para manter as funções vitais e nas atividades físicas diárias. Qual é o conceito de balanço energético? As pessoas em equilíbrio energético não ganham nem perdem peso; é o que se denomina “balanço energético”: · O balanço energético é o equilíbrio obtido a partir do total de energia ingerida e o total de energia gasta pelo organismo em suas atividades diárias. · Caloria (kcal) é a unidade de medida da energia gasta pelo corpo humano em suas atividades metabólicas e físicas e do teor de energia encontrado nos alimentos (proteínas e carboidratos = 4 kcal/g; gorduras = 9kcal/g). · Vitaminas, sais minerais e água não fornecem energia. Se a alimentação fornece mais energia do que é requerido pelo organismo, a energia excedente é acumulada na forma de gordura corporal. Isso significa que, se a pessoa não ingerir menos alimentos ou não aumentar a atividade física, irá ganhar peso, principalmente pelo acúmulo de gordura, o que poderá levar ao sobrepeso ou à obesidade, ao longo do tempo.Os homens brasileiros, em média, alcançam balanço energético com cerca de 2.400 calorias por dia; as mulheres, com cerca de 1.800 ou 2.200 calorias por dia. A média de 2.000 calorias atende também às necessidades de energia das pessoas mais jovens. Por exemplo: as mulheres pequenas e inativas, para manter o balanço energético, devem consumir um volume de alimentos menor por porções recomendadas para cada grupo de alimentos, principalmente relacionando os alimentos mais calóricos como os doces e as gorduras, se comparadas aos homens de mesma idade e nível de atividade física. O crescimento da incidência das DCNT observado nas últimas décadas relaciona-se, em grande parte, com os hábitos de vida quando jovens. Entre eles, destacam-se os comportamentos que desequilibram o balanço energético, induzindo a ganho excessivo de peso. Estima-se que, para cada 5% de aumento de peso acima daquele apresentado aos 20 anos de idade, ocorram um aumento de 200% no risco de desenvolver a síndrome metabólica na meia idade. A evolução de acordo com a idade À medida que envelhecemos o gasto metabólico se altera e acumulamos, em média, após os 40 anos de idade, meio quilograma de peso corpóreo por anos. Este excesso de peso está associado ao desenvolvimento do diabetes, das doenças cardiovasculares e de outras doenças crônicas não transmissíveis. O princípio fundamental para manter um balanço energético é que as mudanças nos depósitos orgânicos de energia (tecido adiposo ou massa gorda) se equilibrem com a diferença entre consumo e gasto energético. Se a ingestão excede o gasto, ocorre um desequilíbrio positivo, com deposição energética (tecido gorduroso) e tendência ao ganho de peso; quando a ingestão é inferior ao gasto, ocorre um desequilíbrio negativo, com diminuição dos depósitos de gordura e conseqüente perda de peso. O balanço energético X peso corporal O balanço energético ou do peso corporal, está associado a mecanismos fisiológicos múltiplos que determinam mudanças coordenadas entre ingestão e gasto energético, regulando o peso corporal em torno de um ponto de ajuste que mantém o peso estável.A ingestão energética total é proveniente da metabolização dos nutrientes energéticos, carboidratos, gorduras, proteínas, do álcool e de fibras. A ingestão diária é definida pelo Valor Energético Total =VET expresso em quilojoule (KJ) ou em quilocalorias (kcal): Valor calórico dos nutrientes: · 1 g e gordura = 9kcal/g · 1 g de carboidratos = 4 kcal/g · 1 g de proteínas = 4kcal/g · 1 ml de álcool = 7 kcal/g · 1 g de fibras = 1,5 kcal/g (energia das fibras produzidas no cólon intestinal a partir da degradação bacteriana). A avaliação do gasto energético do indivíduo é composta por três elementos: · A taxa metabólica basal: energia requerida para manutenção de todas as funções vitais do organismo, medida com indivíduo em total repouso; · O gasto energético utilizado para metabolizar e armazenar o alimento, chamado de ADE = ação dinâmico específica dos alimentos; · O gasto energético requerido para atividade física e para o trabalho que se modificará de acordo com a intensidade do trabalho ou atividade física. Também se considera que a termogênese adaptativa, que varia em resposta à ingestão energética crônica (sobe com o aumento da ingestão energética), determinada para o gasto energético de um indivíduo. Como é o cálculo de peso saudável? Para o cálculo do peso saudável a tendência é utilizar o Índice de Massa Corporal – IMC, que relaciona o peso dividido pela altura ao quadrado de um indivíduo, para estabelecer a faixa de peso saudável. IMC = peso / (altura)2 A OMS recomenda para a população um IMC entre 21 e 23kg/m2. Para indivíduos, a faixa recomendada é de 18,5 a 24,9kg/m2, evitando ganhos de peso maiores do que 5 kg na vida adulta. Para a manutenção do peso saudável e do balanço energético, dois fatores precisam ser avaliados para uma mudança significativa: · O aumento do consumo de alimentos industrializados, normalmente ricos em gorduras hidrogenadas e carboidratos simples e pobres em carboidratos complexos. · O declínio do gasto energético associado à falta de atividade física. Dois fatores que muito contribuem para o aumento do peso corporal. As recomendações para mudanças de comportamentos ligados a essa problemática na prevenção da obesidade são considerar o balanço energético e a atividade física. ATIVIDADES 1 – Descreva o processo de acúmulo e de perda da gordura corporal, levando em consideração o mecanismo da ingestão e gasto das calorias dos alimentos. 2 – Sobre o balanço calórico assinale (V) para sentenças verdadeiras e (F) para sentenças falsas. ( ) Balanço calórico é a relação entre a quantidade de calorias ingeridas e a quantidade de calorias gastas. ( ) A ingestão de calorias em excesso é a única causa do acúmulo de gordura corporal. ( ) O controle do balanço calórico, aliado a prática de exercícios físicos, é o melhor mecanismo para emagrecer. ( ) No processo de emagrecimento é recomendável ingerir alimentos altamente calóricos. ( ) Uma pessoa que ingeriu 2000 kcal e gastou 2500 kcal durante 30 dias vai ter acúmulo de gordura ao final deste período. 3 – A tabela abaixo apresenta o comportamento alimentar e de exercícios físicos de um indivíduo durante 7 dias. DIA Quantidade de calorias ingeridas na dieta alimentar Quantidade de calorias gastas através de exercícios físicos 1º 2.000 kcal 0 kcal 2º 2.100 Kcal 500 kcal 3º 2.500 Kcal 300 Kcal 4º 3.100 Kcal 0 Kcal 5º 1.800 Kcal 800 Kcal 6º 1.500 Kcal 500 kcal 7º 2.300 Kcal 200 Kcal Considerando que este indivíduo necessita de 2000 kcal por dia para suas atividades diárias, podemos concluir que ao longo desses 7 dias o indivíduo em questão: a) Teve balanço calóricopositivo, ou seja, ingeriu mais calorias do que gastou. b) Teve balanço calórico neutro, ou seja, ingeriu exatamente a quantidade de calorias que precisava. c) Teve balanço calórico negativo, ou seja, ingeriu menos calorias do que precisava. d) Teve perda de peso significativa, algo em torno de 1kg, considerando que cada 8 calorias gas- tas representam 1g de gordura corporal eliminada. e) Teve ganho de peso significativo, algo em torno de 1kg, considerando que a cada 8 calorias ingeridas a mais, representam 1g de gordura acumulada. image1.jpeg