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Prática - Dietas Hospitalares

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ROTEIRO DA APA
PARA O ALUNO 
PRÁTICA - DIETAS HOSPITALARES
Professor(a) Dra. Laura Paulino Mardigan
2
ROTEIRO DA APA PARA O DISCENTE
DIETA LÍQUIDA: COMPLETA E RESTRITA
Serão realizadas duas práticas divididas em 4 experimentos. No início, você terá todo o 
embasamento teórico necessário para compreender cada prática realizada. As atividades serão 
divididas em 2 etapas. Na primeira etapa, serão realizados dois experimentos com Dietas de 
Consistência Líquida: a Dieta Líquida Completa e a Dieta Líquida Restrita. Na segunda etapa, 
executaremos dois experimentos relacionados à consistência das dietas: Dieta Pastosa e Dietas 
com Espessantes.
01. Todos os campos do Formulário Padrão deverão ser devidamente preenchidos.
02. Esta é uma atividade individual. Caso seja identificado plágio, inclusive de colegas, 
a atividade será zerada.
03. Cópias de terceiros como livros e internet, sem citar a fonte, caracterizam-se como 
plágio, sendo o trabalho zerado.
04. Ao utilizar autores para fundamentar seu Projeto Integrador, os mesmos devem ser 
referenciados conforme as normas da ABNT.
05. Ao realizar sua atividade, renomeie o arquivo, salve em seu computador, anexe no 
campo indicado, clique em responder e finalize a atividade.
06. Procure argumentar de forma clara e objetiva, de acordo com o conteúdo da disciplina. 
07. Formatação exigida: documento Word, Fonte Arial ou Times New Roman tamanho 12.
ORIENTAÇÕES GERAIS
3
POR QUE PRECISO APRENDER ISSO ?
O conhecimento das dietas hospitalares é de fundamental importância para profissionais 
da área da saúde, especialmente nutricionistas, devido ao papel crucial que a alimentação 
desempenha no processo de recuperação e manutenção da saúde dos pacientes hospitalizados.
Essas dietas são elaboradas com base nas necessidades nutricionais específicas de cada 
indivíduo, levando em consideração sua condição clínica, estado nutricional, tolerância alimentar 
e tratamentos em curso.
Em primeiro lugar, as dietas hospitalares são projetadas para atender às demandas nutricionais 
dos pacientes durante o período de internação, visando fornecer os nutrientes necessários para 
promover a cicatrização de feridas, manter a imunidade e prevenir a desnutrição. Pacientes 
hospitalizados frequentemente enfrentam condições clínicas que aumentam suas necessidades 
nutricionais, como infecções, cirurgias, queimaduras ou câncer, tornando essencial uma alimentação 
adequada para apoiar o processo de recuperação. Além disso, as dietas hospitalares são adaptadas 
para atender às necessidades específicas de pacientes com condições médicas diversas, como 
diabetes, doenças cardiovasculares, doenças renais, distúrbios gastrointestinais, entre outras. 
Outro aspecto importante é a segurança alimentar, especialmente em pacientes com dificuldades 
de deglutição, disfunções gastrointestinais ou em terapia nutricional enteral ou parenteral.
Conhecimentos sobre as técnicas de preparo e administração de dietas específicas são 
essenciais para garantir que os pacientes recebam os nutrientes necessários de forma segura, 
minimizando os riscos de complicações como aspiração, desidratação ou desequilíbrios 
eletrolíticos. Além disso, a escolha adequada da consistência e a implementação correta das 
dietas hospitalares podem contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes, 
reduzindo o tempo de internação, diminuindo o risco de complicações e facilitando a reintegração 
do paciente à sua rotina normal após a alta hospitalar.
Em resumo, o conhecimento das dietas hospitalares é essencial para garantir uma abordagem 
nutricional adequada e individualizada, contribuindo para a promoção da saúde, a recuperação dos 
pacientes e a prevenção de complicações durante o período de internação hospitalar.
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AMBIENTE NA PRÁTICA
Caro estudante,
A atividade prática deverá ser realizada em domicílio, garantindo que os objetivos propostos 
sejam alcançados de maneira adequada. Para isso, é essencial que o aluno providencie um 
ambiente apropriado, garantindo as condições necessárias para a execução segura e eficaz da 
atividade.
Além disso, o aluno será responsável pela aquisição dos materiais previamente solicitados, 
seguindo as especificações indicadas. A correta organização e preparação do espaço contribuirão 
para uma melhor assimilação dos conteúdos e um desempenho satisfatório na atividade prática.
O cumprimento dessas orientações é fundamental para o êxito da prática, assegurando a 
aplicação dos conhecimentos adquiridos e promovendo um aprendizado mais efetivo.
Boa prática!
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EMBASAMENTO TEÓRICO
1. ASPECTOS GERAIS DA ROTINA E DIETOTERAPIA HOSPITALAR
A desnutrição é um conceito amplamente reconhecido, caracterizado como um estado 
em que a falta de energia, proteínas ou outros nutrientes essenciais causa efeitos prejudiciais 
ao organismo, resultando em consequências clínicas e funcionais. No ambiente hospitalar, a 
desnutrição entre os pacientes representa um desafio significativo para a saúde pública, com 
um impacto substancial no curso das doenças. Muitos pacientes ingressam no hospital já 
desnutridos, enquanto outros podem desenvolver essa condição durante a internação. Portanto, 
é crucial dedicar atenção especial ao estado nutricional dos pacientes, a fim de mitigar os efeitos 
adversos da desnutrição e promover uma recuperação mais eficaz (CUPPARI, 2019).
A dieta hospitalar desempenha um papel crucial ao garantir a provisão adequada de nutrientes 
para os pacientes internados, visando preservar e restaurar seu estado nutricional. É de suma 
importância que o cuidado com a alimentação dos pacientes seja prioritário, visando atender suas 
necessidades essenciais para a manutenção ou melhoria da saúde, promovendo, assim, seu bem-
estar físico e mental. Devido à alta incidência de desnutrição hospitalar e seus impactos adversos 
na recuperação e na qualidade de vida dos pacientes, os profissionais nutricionistas devem buscar 
constantemente novas abordagens para assegurar uma ingestão adequada de nutrientes, contribuindo 
para a redução desse problema (GARCIA, 2006; JORGE, 2008).
A qualidade total dessa alimentação possui aspectos tangíveis e intangíveis. Os tangíveis 
são responsáveis pelas características físicas do produto, englobando o cardápio, apresentação 
dos alimentos e aparência física. Os intangíveis, por sua vez, englobam as expectativas, a 
percepção e os desejos conscientes e inconscientes do cliente (DEMÁRIO, 2010).
A alimentação hospitalar é um grande desafio, muitas são as causas da rejeição à 
alimentação hospitalar: 
• Paladar alterado pelo uso dos medicamentos;
• Stress metabólico;
• Hábitos modificados pela rotina hospitalar;
• Dietas especiais. 
Vídeo Embasamento Teórico 1 Vídeo Embasamento Teórico 2
https://youtu.be/V_9WZEjZlms?si=7Ry6x2leHfWc0uKe
https://youtu.be/V_9WZEjZlms?si=7Ry6x2leHfWc0uKe
https://youtu.be/V_9WZEjZlms?si=7Ry6x2leHfWc0uKe
https://youtu.be/-Nz8Lj9aQQs?si=8ClcCO4ScWAyUjBi
https://youtu.be/-Nz8Lj9aQQs?si=8ClcCO4ScWAyUjBi
https://youtu.be/-Nz8Lj9aQQs?si=8ClcCO4ScWAyUjBi
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Sendo assim, a assistência nutricional auxilia a dieta hospitalar por: 
• Superar as expectativas do cliente;
• Melhorar a ingestão alimentar;
• Causar impacto positivo na saúde. 
Isso porque um bom estado nutricional está envolvido em: 
Melhora da imunidade;
• Diminuição do risco de infecções;
• Melhora de cicatrizações;
• Diminuição do tempo de internações;
• Diminuição da permanência hospitalar e de mortalidades. 
Além disso, a gastronomia hospitalar envolve a aplicação de princípios gastronômicos às 
dietas hospitalares, visando aprimorar as características sensoriais das refeições em todos os 
seus aspectos. Essa abordagem visa promover a nutrição e a saúde, bem como a humanização 
e o respeito ao paciente. Dessa forma, busca-se desmistificar a ideia de que a comida hospitalar 
é de baixa qualidade, oferecendo um cardápio variado por meio da consideração da textura e da 
consistência dos alimentos, adaptando-os de acordocom as necessidades individuais de cada 
paciente (GINANI, 2002).
2. MUDANÇA NA CONSISTÊNCIA DOS ALIMENTOS
A adaptação da textura dos alimentos é uma abordagem frequentemente utilizada no 
tratamento de distúrbios de deglutição (STEELE, 2015). É conhecido que líquidos, como água, 
podem fluir rapidamente, resultando em penetração precoce na faringe em pacientes com 
disfagia, aumentando o risco durante a deglutição (CLAVÉ, 2006). Por outro lado, alimentos 
líquidos viscosos e sólidos demandam uma maior força da língua para propulsão. Quando essa 
força é insuficiente nos músculos da língua ou da faringe, pode haver a retenção de resíduos 
alimentares na faringe após a deglutição (CLAVÉ, 2006). Para garantir uma alimentação segura, 
os fonoaudiólogos orientam os pacientes com dificuldades de deglutição a consumirem alimentos 
com texturas mais adequadas para cada caso. Para facilitar a adaptação das texturas dos 
alimentos, há disponibilidade de produtos industrializados, como espessantes alimentares, além 
de dietas prontas comercialmente (CICHERO, 2013).
A deglutição é um processo intricado, composto por atividades tanto voluntárias quanto reflexas, 
que requer a coordenação de diversos músculos e nervos. Sua principal função é transportar o 
alimento da boca até o estômago, além de desempenhar um papel crucial na proteção das vias 
aéreas. Esse processo é dividido em três fases distintas: oral, faríngea e esofágica (MATSUO, 2008).
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Durante o processamento da alimentação, as partículas de alimento são reduzidas em 
tamanho por mastigação e salivação, sendo amolecidas até que a consistência seja ideal para 
a deglutição.
Na prática clínica hospitalar, uma variedade de texturas alimentares é empregada. Apesar das 
diferenças entre elas, não há uma terminologia universalmente aceita para classificá-las (CICHERO, 
2013). A falta de uma linguagem clara e definições precisas pode prejudicar o manejo clínico dos 
pacientes e o progresso da terapia de deglutição, já que não se pode assegurar que o paciente com 
disfagia esteja recebendo a consistência alimentar recomendada pelo fonoaudiólogo. Além disso, a 
padronização dos termos é essencial para garantir uma comunicação consistente entre profissionais 
de saúde, indústria alimentícia, cuidadores e pesquisadores (ATHERTON, 2007).
Considerando a importância da adequação da consistência dos alimentos oferecidos 
aos pacientes atendidos nos hospitais, sobretudo àqueles que apresentam dificuldade para 
a execução correta da deglutição, é preciso que haja uma comunicação harmônica entre os 
profissionais responsáveis pela liberação da dieta adequada ao paciente, especialmente entre o 
fonoaudiólogo e o nutricionista.
2.1 Espessantes na Dietoterapia
Os espessantes são agentes de textura capazes de aumentar a viscosidade do alimento. Vale 
ressaltar que a viscosidade é a propriedade física relacionada com o quão espessado foi o alimento, 
contudo os dois termos são distintos (MELITO, 2018). A principal função de um espessante alimentício 
é estabilizar e dispersar substâncias em suspensão (GOMES; SIMÕES; SILVA, 2020).
A consistência dos alimentos desempenha um papel crucial na deglutição. Líquidos de baixa 
viscosidade podem representar um desafio para pacientes com controle laríngeo comprometido 
(SOUZA et al., 2003). Embora seja possível modificar a viscosidade dos alimentos e líquidos 
com espessantes industrializados, esses produtos são considerados dispendiosos e não estão 
amplamente disponíveis em estabelecimentos comerciais, dificultando a obtenção e o ajuste da 
consistência adequada. O uso de técnicas de espessamento que envolvem o próprio alimento 
em preparações culinárias para modificar a consistência alimentar é ainda pouco conhecido 
por muitos pacientes, cuidadores e profissionais de saúde (SILVA e IKEDA, 2009). No entanto, 
a utilização de diversos tipos de espessantes pode resultar em variações na viscosidade, o 
que pode afetar a aceitação pelos consumidores devido à textura percebida ao degustar esses 
produtos. Para determinar qual espessante se adequa melhor a cada produto, é essencial realizar 
uma avaliação sensorial (FONTAN, 2008).
Os principais tipos de espessantes podem ser categorizados em duas classes: as gomas 
e os amidos.
2.2 Espessantes à base de amido
O amido é valorizado como espessante devido à presença da amilose em sua estrutura 
linear, que tem uma propensão natural à rápida formação de géis quando em contato com água. 
8
Esses géis tendem a permanecer estáveis em diversas preparações (ZABALA, 2020). Por outro 
lado, a amilopectina, com sua estrutura ramificada, contribui para uma geleificação mais lenta e 
confere uma textura coesa e pegajosa aos alimentos (MAHMOOD et al., 2017).
Os espessantes à base de amido, tais como amido de mandioca e de batata, assim como os 
amidos modificados, são amplamente empregados no tratamento da disfagia devido à sua fácil 
preparação, ampla disponibilidade, custo acessível e capacidade de conferir uma consistência 
semelhante à de “pudim” às preparações (CICHERO et al., 2013b; GIURA et al., 2021).
Apesar do amplo uso de espessantes à base de amido no ajuste da consistência alimentar 
para disfagia, estes apresentam algumas limitações, tais como: sabor residual, viscosidade, 
estabilidade e solubilidade (MATTA et al., 2006; VILARDELL et al., 2016). As modificações 
realizadas no amido têm como objetivo aprimorar ou suprimir características do amido original, 
tais como a capacidade de reter água, estabilidade, textura ao paladar, brilho, formação de gel em 
temperatura ambiente — conhecido como amido pré-gelatinizado ou instantâneo e capacidade 
de dispersão fácil em preparações culinárias (SHRESTHA; HALLEY, 2014). Alguns exemplos de 
aplicações comerciais são maltodextrinas, maltose e xaropes concentrados de glicose (GOMES; 
SIMÕES; SILVA, 2020).
Entre os amidos modificados disponíveis comercialmente, incluem-se suplementos 
frequentemente empregados em ambientes hospitalares, como o Thick & Easy® (Hormel/Health 
Labs/Fresenius), Resource Ticken Up® (Novartis®) e Nutilis® (Support®). Esses suplementos 
são bem recebidos devido à sua capacidade de não alterar o sabor e a cor dos alimentos, 
proporcionando uma média de 18 kcal a cada 5 g (SOUZA et al., 2003).
2.3 Espessantes à base de goma
As gomas são polissacarídeos hidrocoloides que têm a capacidade de criar géis com 
excelentes propriedades de ligação com a água, o que resulta no aumento da viscosidade por 
meio da formação de estruturas interligadas (PALANIRAJ; JAYARAMAN, 2011). Portanto, essas 
substâncias representam alternativas vantajosas para o tratamento da disfagia, pois facilitam o 
espessamento adequado e mantêm propriedades de cisalhamento em meio aquoso, proporcionando 
maior estabilidade durante a deglutição (PALANIRAJ; JAYARAMAN, 2011; VIEIRA et al., 2021).
Um destes espessantes é a goma xantana, investigada em diversos estudos para a 
formulação de alimentos para disfagia (ROFES et al., 2014; ROSS et al., 2019; VIEIRA et al., 
2021; PANT et al., 2021). A goma xantana é um biopolímero fabricado por bactérias pertencentes 
ao gênero Xanthomonas spp. Ela é frequentemente empregada na terapia nutricional da disfagia 
devido à sua capacidade de apresentar alta viscosidade mesmo em concentrações baixas, bem 
como pela estabilidade em diversas faixas de temperatura e força iônica, características que a 
distinguem de outros agentes espessantes (PALANIRAJ; JAYARAMAN, 2011).
A goma xantana é autorizada pela Food and Drug Administration (FDA) para aplicação 
como aditivo alimentar sem restrições por não apresentar toxicidade oral em estudos (FOOD 
AND DRUG ADMINISTRATION, 2021). Além disso, esta goma não é metabolizada por enzimas 
presentes no TGI e demonstra benefícios para a microbiota intestinal (MORTENSEN et al., 2017).
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Na preparação de líquidos espessados para o tratamento da disfagia, a goma xantana exibe 
propriedades benéficas, incluindo a capacidade de formar líquidos translúcidos, resistênciaà ação 
da amilase salivar, garantindo a manutenção da viscosidade do bolo alimentar durante o contato 
com a saliva, e a habilidade de aumentar a consistência de líquidos em várias temperaturas, 
mantendo essa consistência estável ao longo do tempo (KONGJAROEN; METHACANON; 
GAMONPILAS, 2022; WEI et al., 2021).
Outras gomas foram analisadas para espessar alimentos na dietoterapia da disfagia tais 
como: goma guar, goma gelana, κ- e ι-carragena e goma de linhaça e de chia (HADDE; CHEN, 
2019; KONGJAROEN; METHACANON; GAMONPILAS, 2022; PARK; YOO, 2020; VIEIRA et al., 
2020; WEI et al., 2021).
A goma guar é extraída do endosperma da planta Cyamopsis tetragonolobus, uma leguminosa, 
sendo composta principalmente por galactomananos, que são polissacarídeos formados por 
manose e galactose (SOLTANI et al., 2021). Essa goma é conhecida por sua capacidade de se 
dissolver em uma ampla faixa de temperaturas e geralmente é utilizada em combinação com a 
goma xantana (KONGJAROEN; METHACANON; GAMONPILAS, 2022; PARK; YOO, 2020).
A goma carragena é um tipo de polissacarídeo obtido de algas vermelhas (dos gêneros 
Eucheuma, Gigartina, Chondrus e Hypnea) e é categorizada em diferentes classes designadas 
por letras gregas: κ (kappa), ι (iota) e λ (lambda) (DAS; GIRI, 2020). Quando utilizada para 
espessar alimentos destinados ao tratamento da disfagia, a carragena apresenta diferentes 
propriedades de solubilidade: a variedade lambda dissolve-se facilmente a frio, enquanto as 
variedades iota e kappa são solúveis em temperaturas elevadas. Além disso, a carragena tem 
a capacidade de formar géis quebradiços quando na forma kappa, géis macios e elásticos na 
presença de íons (iota) ou não forma géis (lambda) (BUI et al., 2019).
A goma gelana é um tipo de polissacarídeo produzido pela bactéria Sphingomonas elodea, 
através de um processo biotecnológico que é seguro e pode ser realizado em grande escala 
industrial (DAS; GIRI, 2020). Essa substância tem a capacidade de se dissolver em temperaturas 
elevadas e criar géis rígidos quando presente em concentrações de 0,15 a 0,3% em peso, 
tornando-se, portanto, uma opção promissora como agente espessante em purês comercializados 
(HAYAKAWA et al., 2014; TORRES et al., 2019).
2.4 Outros espessantes
Além dos agentes espessantes mencionados, existem outros aditivos alimentares que 
exibem características reológicas relevantes para a alteração da textura de alimentos, como, 
por exemplo: metilcelulose (MC) e carboximetilcelulose de sódio (CMC), pectina, curdlan 
carboximetilado (CMCD) e glucomanano konjac (KGM). O quadro 1 apresenta algumas das 
propriedades desses espessantes.
10
QUADRO 1: OUTROS ESPESSANTES UTILIZADOS NA DIETOTERAPIA
 
Fonte:Cardoso (2022)
A adaptação dos alimentos para pacientes com disfagia envolve não apenas considerações 
sobre suas propriedades reológicas, mas também a avaliação de suas características nutricionais 
e sensoriais. Por essa razão, pesquisas são conduzidas para explorar opções de espessantes 
alimentares e novas alternativas tecnológicas (YANG et al., 2020). Os espessantes comerciais 
podem ser dispendiosos e difíceis de adquirir para certas pessoas (SCHMIDT; OLIVEIRA, 2015). 
Nesse contexto, os espessantes caseiros surgem como uma alternativa viável. Além disso, o 
emprego de tecnologias emergentes no processamento de alimentos pode facilitar a deglutição 
(SUNGSINCHAI et al., 2019).
3. DIFERENTES DIETAS HOSPITALARES
De acordo com a finalidade terapêutica, as dietas podem ser modificadas, e essa modificação 
pode incluir qualquer uma das seguintes formas:
• Alteração da consistência alimentar (dieta líquida, dieta pastosa);
• Ajuste no valor energético (dieta hipocalórica, dieta hipercalórica);
• Modificação na ingestão de nutrientes (dieta com restrição de sódio, dieta com restrição 
de lactose, dieta rica em fibras, dieta com alto teor de potássio);
11
• Exclusão de determinados alimentos (dieta para alergias, dieta isenta de glúten);
• Balanceamento de proteínas, lipídios e carboidratos (dieta para diabéticos, dieta 
cetogênica, dieta para pacientes com problemas renais, dietas para controle do colesterol);
• Definição de horários e fracionamento das refeições (dieta para diabéticos, dieta pós-
gastrectomia);
• Adaptação da via de administração de nutrientes (nutrição enteral ou parenteral).
Um plano alimentar, seja para um indivíduo saudável ou enfermo, é estabelecido por 
meio de um conjunto organizado de diretrizes alimentares. Este plano, conhecido como dieta, 
constitui um padrão alimentar individual, diferenciando-se do conceito de cardápio, que se refere 
às escolhas culinárias e à apresentação das refeições e alimentos. No caso específico dos 
pacientes enfermos, a dieta adotada é parte integrante da dietoterapia, sendo elaborada para 
tratar as condições específicas associadas a determinada patologia. Esta abordagem terapêutica 
considera não apenas a doença em si, mas também as circunstâncias individuais do paciente. 
Em contraposição, a alimentação normal é aquela equilibrada em termos nutricionais, de fácil 
preparo e atraente em sua apresentação, adequada tanto para pessoas saudáveis quanto para 
doentes que não necessitam de ajustes em sua dieta. Por outro lado, a alimentação especial é 
modificada em suas características sensoriais, físicas e químicas para atender às necessidades 
específicas dos pacientes enfermos.
Dessa forma, a dietoterapia visa fornecer ao paciente os nutrientes necessários de acordo 
com a natureza da doença e as condições físicas, nutricionais e psicológicas do indivíduo, visando 
a manutenção ou recuperação do estado nutricional.
As dietas podem variar em consistência, apresentando-se como dieta normal/geral, branda, 
pastosa, semilíquida ou líquida, dependendo das necessidades e condições do paciente.
3.1 Dieta Líquida Completa
A dieta líquida completa tem como objetivo oferecer uma alternativa de alimentação oral bem 
tolerada por pacientes incapazes de consumir alimentos sólidos. Além disso, visa a promover o 
repouso gástrico, indicada após cirurgias na região da cabeça e pescoço, em casos de doenças 
agudas e para pacientes com dificuldades de mastigação e deglutição. Serve como uma fase 
transitória, e a transição para alimentos sólidos deve ocorrer o mais rápido possível. Pode ser 
utilizada tanto por pacientes diabéticos quanto não diabéticos (CUNHA, 2010).
Esta dieta consiste na ingestão exclusiva de líquidos claros (como água, chá e sopa coada 
sem sólidos), com baixo teor calórico. O uso de adoçante é recomendado. O fracionamento dos 
alimentos ocorre de 8 a 12 vezes ao longo do dia (CUNHA, 2010).
Os líquidos devem ser ingeridos gradualmente, respeitando a capacidade gástrica individual. 
É recomendado evitar a adição de açúcar em sucos e outras bebidas para prevenir a síndrome 
de dumping. Nessa fase, é comum iniciar a suplementação de micronutrientes por meio de 
polivitamínicos e poliminerais, podendo ser em forma mastigável ou líquida (CUPPARI, 2019).
12
3.2 Alimentos recomendados e evitados
QUADRO 2: GRUPOS DE ALIMENTOS RECOMENDADOS E EVITADOS
Fonte: Lansky (2013).
Essa dieta não é recomendada por longos períodos de tempo devido à sua inadequação 
nutricional. A transição para uma dieta sólida deve ser realizada assim que possível. Caso essa 
transição não ocorra, ou seja, necessário ajustar a dieta, suplementos industrializados de baixo 
resíduo, fórmulas completas ou módulos de nutrientes podem ser empregados para melhorar 
a adequação nutricional. Pacientes com mandíbula imobilizada podem necessitar do uso de 
seringa ou canudo para facilitar a alimentação. Além disso, alimentos como gelatinas de vários 
sabores, mel, margarina, manteiga, geleias sem pedaços, sorvetes cremosos, café e chá também 
podem ser incluídos na dieta (MAHAN; STUMP; KRAUSE, 2005).
3.3 Dieta Líquida Restrita 
A dieta líquida restrita, também conhecida como hídrica, tem como objetivo fornecer líquidos 
e eletrólitos ao organismo por via oral, visando prevenir a desidratação,reduzir a carga de 
trabalho no trato gastrointestinal e minimizar a presença de resíduos no cólon. É recomendada 
em diversas situações, como preparo e pós-operatório de cirurgias do trato gastrointestinal, 
após períodos de alimentação intravenosa, durante infecções graves e diarreia aguda, antes 
e após procedimentos de diagnóstico, e para pacientes com disfagia que apresentam risco de 
13
broncoaspiração. Deve-se progredir para uma dieta mais completa assim que o paciente a tolerar 
(OLIVEIRA e MACEDO, 2020).
Entre as suas características, a dieta hídrica é altamente restritiva e carece de todos os 
nutrientes necessários. Não é recomendável seu uso por mais de três dias, já que proporciona uma 
quantidade muito limitada de calorias, principalmente provenientes de carboidratos (OLIVEIRA e 
MACEDO, 2020).
3.4 Alimentos recomendados e evitados
QUADRO 3: GRUPOS DE ALIMENTOS RECOMENDADOS E EVITADOS
Fonte: Lansky (2013).
Dentre outras recomendações, nessa dieta, podem ser utilizados gelatina de todos os 
sabores, açúcar, sal, mel e bebidas como café. Já com cautela, podem ser incluídos os alimentos 
com alta concentração de açúcares simples, eletrólitos e aminoácidos hiperosmolares, os quais 
podem ocasionar sintomas gastrointestinais, como diarreia (CUPPARI, 2019).
3.5 Dieta Pastosa
Na dieta pastosa, os alimentos são amolecidos por cozimento ou processos mecânicos. 
É preciso modificar a textura dos alimentos para facilitar a mastigação, deglutição e digestão, 
incluindo carnes moídas ou desfiadas, pão sem casca, frutas cozidas e transformadas em purês, 
sucos ou mesmo raspadas. Essas adaptações permitem que o paciente mastigue e engula com 
mínimo ou nenhum esforço (SILVA, 2015).
A digestibilidade ainda está facilitada, porém, pela variedade de alimentos incluídos, 
composição e volume das refeições, ela passa a requerer maior integridade funcional do 
processo digestivo e absortivo. Recomenda-se cuidado para evitar preparações de alta densidade 
14
energética, como doces em geral. No almoço e no jantar, os pacientes são orientados a iniciar a 
refeição com consumo de alimentos fontes de proteína. Assim, suas características conferem um 
bom valor nutricional (CUPPARI, 2019).
Essa dieta é recomendada para pacientes que enfrentam dificuldades de mastigação 
ou deglutição devido a diversas condições, como inflamação, lesões neurológicas, distúrbios 
neuromotores, retardo mental severo, doenças esofágicas, alterações anatômicas na boca ou 
no esôfago, e uso de próteses dentárias. No entanto, não é aconselhável para pacientes com 
risco de broncoaspiração. Em termos de composição nutricional, é completa, contendo todos os 
nutrientes necessários. Os alimentos são apresentados na forma de purê ou amassados, exceto 
aqueles naturalmente macios (OLIVEIRA e MACEDO, 2020).
3.6 Alimentos recomendados e evitados
QUADRO 4: GRUPOS DE ALIMENTOS RECOMENDADOS E EVITADOS
Fonte: Silva (2015).
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RECURSOS UTILIZADOS
Materiais de consumo: 
Descrição Observação 
Batata inglesa 3 unidades
Tomate 2 unidades
Cenoura 2 unidades
Chuchu, cebola, ovo 1 unidade de cada
Alho 3 dentes
Brócolis 3 ramalhetes
Azeite, sal, óleo 1 unidade de cada
Suco de uva integral Garrafa de 500 mL
Copo de Vidro 2 unidades
Panela de pressão, liquidificador, inhame, 
copo medidor
1 unidade de cada
Panela, garfo, faca, colher, concha, prato 
fundo, prato raso
3 unidades
Software/aplicativo/simulador 
Sim ( ) Não ( x ) 
Em caso afirmativo, qual? 
Pago ( ) Não Pago ( ) 
Tipo de Licença: Não se aplica 
Descrição do software/aplicativo/simulador: 
Caso não seja necessário o uso do recurso, preencher com *Não se aplica (NSA)
Kit Laboratório individual de atividade prática
Sim ( ) Não ( x ) 
Em caso afirmativo, qual? 
Pago ( ) Não Pago ( ) 
Tipo de Licença: Não se aplica 
Descrição dos materiais do kit: 
Caso não seja necessário o uso do recurso, preencher com *Não se aplica (NSA) 
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ATENÇÃO: SAÚDE E SEGURANÇA
Para assegurar o bom desenvolvimento das atividades, é fundamental priorizar a segurança, 
criando um ambiente não apenas seguro, mas também mais agradável e confortável para a 
realização das práticas. É essencial implementar todas as medidas de segurança, por mais 
simples que sejam, em cada atividade proposta. Assim:
 – Não trabalhe com material imperfeito
Caso perceba algum utensílio quebrado, danificado, trincado ou com arestas 
cortantes, faça o descarte de forma adequada.
 – Tenha total atenção e cuidado com os utensílios e equipamentos quentes 
Sempre utilizar luvas isolantes para a manipulação destes itens, mantendo sempre 
estas livres de toda umidade.
 – Evite o choque térmico com utensílios de vidro ou cerâmico 
É necessário sempre utilizar um apoio isolante térmico, seja um metal gradeado, 
altileno, silicone ou outro adequado, de forma que não aconteça o contato direto do 
utensílio de vidro ou louça aquecidos com superfícies frias como mármore, ladrilhos 
ou granito.
 – Utilizar toda paramentação
Jaleco, touca descartável prendendo todo o cabelo, sapato fechado com solado 
antiderrapante. 
 – Total atenção sobre a prática e atividade executada. 
17
O QUE PRECISO FAZER NESSA ATIVIDADE PRÁTICA
ATIVIDADE PRÁTICA 1
DIETA LÍQUIDA: COMPLETA E RESTRITA
Experimento 1: Dieta Líquida Completa 
Objetivo
• Elaborar uma dieta utilizando os conceitos da terapia nutricional;
• Contextualizar os tipos de dieta enteral;
• Utilizar as técnicas de manipulação de alimentos;
• Conhecer as diferentes técnicas de cocção;
• Analisar os resultados obtidos durante a atividade prática.
Para esta dieta, será preparada uma sopa rala e coada de carne bovina, feijão e legumes
Materiais e Métodos
• Batata; Cenoura; Chuchu; Tomate sem pele e sem semente; Feijão cozido; Ovo 
cozido; Carne moída refogada.
Preparar os legumes (batata, chuchu e cenoura)
Modo de Preparo
• Lave bem: 1 cenoura, 1 batata e 1 chuchu com casca. Corte-os em pedaços menores 
e cozinhe com um pouco de água por 25 minutos ou até a faca entrar com facilidade nos 
legumes (os legumes ficam macios). Reserve.
Vídeo - Prática 1
https://youtu.be/9ay3Sz9ILK4?si=ADeTwGQvS27UGeBr
https://youtu.be/9ay3Sz9ILK4?si=ADeTwGQvS27UGeBr
https://youtu.be/9ay3Sz9ILK4?si=ADeTwGQvS27UGeBr
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Preparar o feijão 
• ½ xícara de chá de feijão carioquinha;
• 2 xícaras de água;
• ½ colher (chá) de sal;
• ½ colher (sopa) de óleo;
• 1 dente de alho amassado.
Modo de preparo
• Deixe o feijão de molho por 2 horas;
• Escorra e transfira para uma panela de pressão;
• Junte a água, o sal, deixe cozinhar em fogo baixo por 20 minutos após o início da 
fervura;
• Em uma frigideira média, coloque o óleo e leve ao fogo para aquecer;
• Junte o alho amassado e refogue rapidamente até dourar;
• Adicione uma concha de feijão cozido e amasse com uma colher;
• Volte o refogado a panela de pressão e deixe cozinhar, com a panela semi-tampada 
por 10 minutos, ou até encorpar;
• Retire do fogo e sirva em seguida.
Preparar o tomate 
Modo de preparo
• Espete um tomate no garfo e leve próximo ao fogo para a pele ir se soltando; após a 
retirada da casca, corte o tomate e retire as sementes.
Preparar o ovo
Modo de preparo
• Cozinhe 1 ovo por 10 minutos depois que a água ferveu;
• Retire-o da água fervente e coloque-o numa vasilha com água fria e gelo, assim a 
casca se soltara mais facilmente.
Preparar a Carne moída refogada
Modo de preparo
• Em uma panela coloque uma colher sopa de óleo;
• Adicione a carne moída e refogue;
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• Quando a carne estiver cozida, adicione ½ cebola picada, 1 dente de alho amassado 
e ½ colher (chá) de sal;
• Refogue os temperos e a carne com os temperos;
• Adicione ½ xícara de água e deixe cozinhar até a água secar;
• Reserve.
Preparar a sopa líquida completa
Modo de preparo
• Vamos adicionar na panela de pressão: 1 batata cozida + 2 colheres (sopa) de feijão 
com caldo + 2 colheres (sopa) de chuchu cozido + 2 colheres (sopa) de cenoura cozida 
+ 4 colheres sopa de carne moída refogada + 1 tomatesem pele e sem semente + 1 ovo 
cozinho + 5mL de azeite + 600mL de água. Deixar cozinhar por 10 minutos após iniciar 
a pressão.
Após a cocção, vocês vão bater no liquidificador e coar a sopa 1 vez na peneira. Após 
passar a sopa pela peneira, servir em um prato fundo duas conchas de sopa.
20
O QUE PRECISO FAZER NESSA ATIVIDADE PRÁTICA
ATIVIDADE PRÁTICA 2
DIETA LÍQUIDA: COMPLETA E RESTRITA
Experimento 2: Dieta Líquida Restrita 
Objetivo
• Elaborar uma dieta utilizando os conceitos da terapia nutricional;
• Contextualizar os tipos de dieta enteral;
• Utilizar as técnicas de manipulação de alimentos;
• Conhecer as diferentes técnicas de cocção;
• Analisar os resultados obtidos durante a atividade prática.
• Para esta dieta, será preparado um caldo de legumes coado.
Materiais e Métodos
• Batata;
• Cenoura;
• Chuchu;
• Tomate sem pele e sem semente.
Preparar os legumes (batata, chuchu e cenoura)
Modo de Preparo
• Lave bem: 1 cenoura, 1 batata e 1 chuchu com casca;
• Corte-os em pedaços menores e cozinhe com um pouco de água por 25 minutos ou 
até a faca entrar com facilidade. Reserve. 
Preparar o tomate 
Vídeo - Prática 2
https://youtu.be/AIlgu2mV0yI?si=bRFRsOw1qsfUOzw-
https://youtu.be/AIlgu2mV0yI?si=bRFRsOw1qsfUOzw-
https://youtu.be/AIlgu2mV0yI?si=bRFRsOw1qsfUOzw-
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Modo de preparo
• Espete um tomate no garfo e leve próximo ao fogo para a pele ir se soltando. Após a 
retirada da casca, corte o tomate e retire as sementes.
Preparar o caldo de legumes
Modo de preparo
• Vamos adicionar na panela de pressão: 1 batata cozida + 2 colheres (sopa) de chuchu 
cozido + 2 colheres (sopa) de cenoura cozida + 1 tomate sem pele e sem semente + 5mL 
de azeite + 500mL de água. Deixar cozinhar por 10 minutos após iniciar a pressão. Após 
a cocção, vocês vão coar (não precisa bater no liquidificador) o caldo 2 vezes na peneira 
fina. Após passar o caldo pela peneira, servir em um prato fundo duas conchas deste caldo.
22
RELATÓRIO
Caro aluno (a),
Você deverá entregar o Relatório tipo Apresentação Simples (Power point). Para isso, faça 
o download do template, disponibilizado junto a este roteiro, e siga as instruções contidas no 
mesmo.
23
MATERIAISMATERIAIS COMPLEMENTARES COMPLEMENTARES
FILME/VÍDEO
Título: Como alimentar um idoso com disfagia
Ano: 2019
Sinopse: A disfagia é a dificuldade para engolir, e é muito comum 
em idosos. A nossa Fonoaudióloga Tatiane Ribeiro vai ensinar a 
reconhecer e dar algumas dicas de como alimentar um idoso com 
esse problema!
ARTIGO 01 - Avaliação consumo alimentar- Organização Mundial da Saúde FERREIRA, 
R. C.; BARBOSA, L. B.; VASCONCELOS, S. M. L. Estudos de avaliação do consumo alimentar 
segundo método dos escores: uma revisão sistemática. Ciência & Saúde Coletiva, Maceió, v. 24, 
n. 5, p. 1777-1792, 2019. Disponível em: https://scielosp.org/article/csc/2019.v24n5/1777-1792/pt/. 
https://scielosp.org/article/csc/2019.v24n5/1777-1792/pt/
24
ROTEIRO DA APA PARA O DISCENTE
DIETA PASTOSA E ESPESSANTE
01. Esta é uma atividade individual. Caso seja identificado plágio, inclusive de colegas, 
a atividade será zerada.
02. Cópias de terceiros como livros e internet, sem citar a fonte caracterizam-se como 
plágio, sendo o trabalho zerado.
03. Ao realizar sua atividade, renomeie o arquivo, salve em seu computador, anexe no 
campo indicado, clique em responder e finalize a atividade.
04. Procure responder de forma clara e objetiva, de acordo com o conteúdo da disciplina, 
cada item que se pede no memorial descritivo.
05. Utilize os materiais que serão deixados em anexo como referência para atribuir ainda 
mais qualidade a essa atividade.
06. Formatação exigida: documento Word, Fonte Arial ou Times New Roman tamanho 12.
ORIENTAÇÕES GERAIS
25
POR QUE PRECISO APRENDER ISSO ?
Entre as alterações que costumam ocorrer nas refeições destinadas aos pacientes hospitalizados, 
estão aquelas de natureza física, caracterizadas pela alteração na consistência da comida.
Na primeira Etapa das Práticas você pode aprender sobre as diferentes dietas hospitalares 
dando destaque para dietas voltadas a pacientes com disfagia, pacientes com problema de 
deglutição, dietas estas que são voltadas também para pacientes que acabaram de retornar de 
cirurgias de traqueia, até mesmo cirurgia bariátrica, que são as dietas líquidas, dentre elas a 
líquida restrita e a líquida completa.
Agora na segunda etapa das práticas você continuará aplicando os conhecimentos sobre 
dietas hospitalares, porém agora serão dietas voltadas a pacientes pós-cirúrgico do sistema 
digestório, como bariátrica, gastroplastia, pacientes com inflamação ou problemas neurológicos, 
distúrbios neuromotores, retardo mental severo, doença esofágica, alterações anatômicas 
da boca ou esôfago e uso de próteses dentárias. Dessa forma você continuará fazendo as 
anotações e realizando o passo a passo do preparo de cada dieta, assim como a elaboração de 
um espessante caseiro, em que este também é uma opção que se utiliza na nutrição hospitalar 
para aumentar a viscosidade de alguns alimentos.Além das figuras humanas, outros elementos 
como móveis, acessórios e detalhes decorativos também podem ser incluídos para fornecer uma 
representação mais completa e vívida do ambiente final. Esses elementos adicionais ajudam a 
transmitir a atmosfera e o estilo do espaço, contribuindo para uma melhor comunicação entre os 
envolvidos no projeto.
26
AMBIENTE NA PRÁTICA
Caro estudante,
A atividade prática deverá ser realizada em domicílio, garantindo que os objetivos propostos 
sejam alcançados de maneira adequada. Para isso, é essencial que o aluno providencie um ambiente 
apropriado, garantindo as condições necessárias para a execução segura e eficaz da atividade.
Além disso, o aluno será responsável pela aquisição dos materiais previamente solicitados, 
seguindo as especificações indicadas. A correta organização e preparação do espaço contribuirão 
para uma melhor assimilação dos conteúdos e um desempenho satisfatório na atividade prática.
O cumprimento dessas orientações é fundamental para o êxito da prática, assegurando a 
aplicação dos conhecimentos adquiridos e promovendo um aprendizado mais efetivo.
Boa prática!
27
RECURSOS UTILIZADOS
Materiais de consumo: 
Descrição Observação 
Batata inglesa 3 unidades
Tomate 2 unidades
Cenoura 2 unidades
Chuchu, cebola, ovo 1 unidade de cada
Alho 3 dentes
Brócolis 3 ramalhetes
Azeite, sal, óleo 1 unidade de cada
Suco de uva integral Garrafa de 500 mL
Copo de Vidro 2 unidades
Panela de pressão, liquidificador, inhame, 
copo medidor
1 unidade de cada
Panela, garfo, faca, colher, concha, prato 
fundo, prato raso
3 unidades
Software/aplicativo/simulador 
Sim ( ) Não ( x ) 
Em caso afirmativo, qual? 
Pago ( ) Não Pago ( ) 
Tipo de Licença: Não se aplica 
Descrição do software/aplicativo/simulador: 
Caso não seja necessário o uso do recurso, preencher com *Não se aplica (NSA)
Kit Laboratório individual de atividade prática
Sim ( ) Não ( x ) 
Em caso afirmativo, qual? 
Pago ( ) Não Pago ( ) 
Tipo de Licença: Não se aplica 
Descrição dos materiais do kit: 
Caso não seja necessário o uso do recurso, preencher com *Não se aplica (NSA) 
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ATENÇÃO: SAÚDE E SEGURANÇA
Para assegurar o bom desenvolvimento das atividades, é fundamental priorizar a segurança, 
criando um ambiente não apenas seguro, mas também mais agradável e confortável para a 
realização das práticas. É essencial implementar todas as medidas de segurança, por mais 
simples que sejam, em cada atividade proposta. Assim:
 – Não trabalhe com material imperfeito
Caso perceba algum utensílio quebrado, danificado, trincado ou com arestas 
cortantes, faça o descarte de forma adequada.
 – Tenha total atenção e cuidado com os utensílios e equipamentos quentes 
Sempre utilizar luvas isolantes para a manipulação destes itens, mantendo sempre 
estas livres de toda umidade.
 – Evite o choque térmico com utensílios de vidro ou cerâmico 
É necessário sempre utilizar umapoio isolante térmico, seja um metal gradeado, 
altileno, silicone ou outro adequado, de forma que não aconteça o contato direto do 
utensílio de vidro ou louça aquecidos com superfícies frias como mármore, ladrilhos 
ou granito.
 – Utilizar toda paramentação
Jaleco, touca descartável prendendo todo o cabelo, sapato fechado com solado 
antiderrapante. 
 – Total atenção sobre a prática e atividade executada. 
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O QUE PRECISO FAZER NESSA ATIVIDADE PRÁTICA
ATIVIDADE PRÁTICA 3
DIETA PASTOSA E ESPESSANTE CASEIRO
Experimento 3: Dieta Pastosa
Objetivo
• Elaborar uma dieta utilizando os conceitos da terapia nutricional;
• Contextualizar os tipos de dieta enteral;
• Utilizar as técnicas de manipulação de alimentos;
• Conhecer as diferentes técnicas de cocção;
• Analisar os resultados obtidos durante a atividade prática;
• Para esta prática será preparada uma dieta pastosa para o paciente.
Materiais e Métodos 
• Batata;
• Cenoura;
• Brócolis;
• Feijão cozido;
• Carne moída refogada.
Preparar os legumes – purê de batata
Modo de Preparo
• Lave bem: 1 batata. Corte-a em pedaços menores e cozinhe com um pouco de água 
e uma pitada de sal por 25 minutos ou até a faca entrar com facilidade (ficar macia).
Vídeo - Prática 3
https://youtu.be/x_dHxfsDGk8?si=WChchgFYGlaUIKZq
https://youtu.be/x_dHxfsDGk8?si=WChchgFYGlaUIKZq
https://youtu.be/x_dHxfsDGk8?si=WChchgFYGlaUIKZq
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Em seguida, amasse a batata com um garfo até formar um purê. Reserve.
Preparar os legumes – purê de cenoura
Modo de Preparo
• Lave bem 1 cenoura. Corte-a em pedaços menores e cozinhe com um pouco de 
água. Coloque sal e tomilho a gosto. Tampe a panela e deixe cozinhar por 7 minutos. Em 
seguida, escorra a água e amasse a cenoura na panela. Reserve.
Preparar 6 raminhos de brócolis ao vapor
Modo de Preparo
• Leve uma panela média com água (suficiente para cobrir os floretes) e leve ao fogo 
alto. Quando ferver, adicione 1 colher (chá) de sal, coloque os floretes e deixe cozinhar 
por cerca de 5 minutos até começarem a ficar macios – cuidado para não cozinhar 
demais; verifique o ponto espetando com um garfo. Enquanto isso, separe uma tigela 
com água e gelo. Assim que estiverem macios, escorra a água e transfira os floretes para 
a tigela com água e gelo para interromper o cozimento. Passe novamente o brócolis pelo 
escorredor e deixe por alguns minutos para tirar o excesso de água.
Preparar o feijão 
• ½ xícara de chá de feijão carioquinha;
• 2 xícaras de água;
• ½ colher (chá) de sal;
• ½ colher (sopa) de óleo;
• 1 dente de alho amassado.
Modo de preparo:
• Deixe o feijão de molho por 2 horas. Escorra e transfira para uma panela de pressão. 
Junte a água, o sal, deixe cozinhar em fogo baixo por 20 minutos após o início da fervura. 
Em uma frigideira média, coloque o óleo e leve ao fogo para aquecer. Junte o alho 
amassado e refogue rapidamente até dourar. Adicione uma concha de feijão cozido e 
amasse com uma colher. Volte o refogado a panela de pressão e deixe cozinhar, com a 
panela semi-tampada por 10 minutos, ou até encorpar. Retire do fogo e reserve.
Preparar a Carne moída refogada
Modo de preparo 
• Em uma panela coloque uma colher sopa de óleo. Adicione a carne moída e refogue. 
Quando a carne estiver cozida, adicione ½ cebola picada, 1 dente de alho amassado e ½ 
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colher (chá) de sal. Refogue os temperos e a carne com os temperos. Adicione ½ xícara 
de água e deixe cozinhar até a água secar. Reserve.
Preparar o prato com dieta pastosa
Modo de preparo
Em um prato raso vamos montar a dieta pastosa com os seguintes alimentos:
• 2 colheres sopa de purê de cenoura;
• 1 concha de carne moída triturada ou liquidificada;
• 1 colher de servir de purê de batata;
• 1 concha de feijão amassado ou triturado;
• 4 arvores de brócolis cozido e triturado ou liquidificado.
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O QUE PRECISO FAZER NESSA ATIVIDADE PRÁTICA
ATIVIDADE PRÁTICA 4
DIETA PASTOSA E ESPESSANTE CASEIRO
Experimento 4: Espessante caseiro
Objetivo
• O objetivo desta prática será avaliar as consistências dos espessantes, em bebidas 
como sucos, vitaminas, café, leite, sopas e caldos ralos.
 
Materiais e Métodos 
• Inhame: 1 unidade 180g;
• Suco de uva integral: 200mL.
Modo de preparo
• Sanitizar o inhame e descascar. Cortar em cubos e reservar. Em uma panela adicione 
água o suficiente para cozinhar o inhame. Quando a água ferver, adicione o inhame e 
deixe cozinhar durante 10 minutos ou até ficar macio. Escorra a água e deixe esfriar. 
Medir em um copo medidor 200mL de suco de uva. Bater o inhame com o suco até uma 
consistência néctar. 
Ao final ficara um espessante de consistência néctar/creme
Vídeo - Prática 4
https://youtu.be/YMGeGZdz838?si=fH8ldM5ZfF1pTI0p
https://youtu.be/YMGeGZdz838?si=fH8ldM5ZfF1pTI0p
https://youtu.be/YMGeGZdz838?si=fH8ldM5ZfF1pTI0p
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RELATÓRIO
Caro aluno (a),
Você deverá entregar o Relatório tipo Apresentação Simples (Power point). Para isso, faça 
o download do template, disponibilizado junto a este roteiro, e siga as instruções contidas no 
mesmo.
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MATERIAISMATERIAIS COMPLEMENTARES COMPLEMENTARES
VÍDEO
Título: Tipos de dietas hospitalares
Ano: 2020
Sinopse: Tipos de dietas hospitalares: As dietas são elaboradas de acordo 
com o estado nutricional e fisiológico dos pacientes e devem ser adequadas 
ao seu estado clínico além de proporcionar melhoria na sua qualidade de vida. 
A dieta hospitalar garante o aporte de
nutrientes e preserva o estado nutricional, por ter um papel co-terapêutico em 
doenças crônicas e agudas.
ARTIGO 01 - FERREIRA, G. M.; WEBER, T. K.; DIAS, L. C. G. D. Evolução da dieta no 
pós-operatório de cirurgias bariátricas: revisão integrativa da literatura. Revista Brasileira de 
Obesidade, Nutrição e Emagrecimento, São Paulo, v. 13, n. 79, p. 363-369, maio/ jun. 2019. 
Disponível em: http://www.rbone.com.br/index.php/rbone/article/ view/949/683.
http://www.rbone.com.br/index.php/rbone/article/ view/949/683

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