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NUTRIÇÃO E METABOLISMO
Prof. Fabiano Kenji Haraguchi1
INTRODUÇÃO
 Nutrientes: macro e micronutrientes
 Alimentos x Nutrientes – ingerimos alimentos, que são fontes
de nutrientes!
Classes de nutrientes para a Nutrição Humana
Classe Subclasse Exemplos
Carboidratos 
Simples: 
monossacarídeos, 
dissacarídeos
Complexos:
oligossacarídeo
polissacarídeos
glicose, galactose e 
frutose) e (maltose, 
sacarose e lactose)
amido, pectinas, 
celulose e gomas
Proteínas
Proteínas de fonte 
vegetal e animal
Aminoácidos 
Lipídeos
Ácidos graxos saturados, 
monoinsaturados, 
poliinsaturados 
Ácido palmítico e esteárico
Oléico
Linoleico, linolênico
Minerais Minerais e eletrólitos Cálcio, fósforo…
Vitaminas
Lipossolúvel e 
Hirossolúvel
ADEK
Complexo B, Ácido 
ascórbico (vit. C)
NUTRIENTES:
São os constituintes dos alimentos necessários para manter as
funções corporais normais, que suportam crescimento,
desenvolvimento e manutenção do organismo.
NUTRIENTES ESSENCIAIS:
É aquele que o organismo considerado (normalmente, o humano)
não é capaz de sintetizar, mas é requerido para o seu
funcionamento. Exemplo: aminoácidos essenciais.
NUTRIENTES NÃO ESSENCIAIS:
São aqueles que são sintetizados pelo nosso organismo.
NUTRIENTES CONDICIONALMENTE ESSENCIAIS:
São nutrientes que em determinada situação tornam-se
essenciais. Ex: aminoácido glutamina no câncer, sepse, trauma;
aminoácido tirosina e cistina em prematuros. 4
QUAIS SÃO OS NUTRIENTES ESSENCIAIS?
5
Aminoácidos Fontes 
Alimentares
Essenciais Não essenciais**
Carne vermelha, 
aves, peixes, leite 
e derivados, ovos, 
leguminosas, 
nozes, castanhas, 
cereais.
Valina*
Triptofano
Leucina*
Isoleucina*
Metionina
Treonina
Fenilalanina
Lisina
Histidina
Prolina
Glicina
Serina
Alanina
Arginina
Cisteína
Glutamina
Tirosina
Ac Glutâmico
Taurina
*aminoácidos de cadeia ramificada
**alguns aminiácidos não essenciais podem tornar-se essenciais em
algumas condições clínicas (condicionalmente essenciais), ex: 
arginina, glutamina, taurina…
 Aminoácidos: valina, triptofano, leucina, isoleucina, 
metionina, treonina, fenilalanina, lisina, histidina
 Lipídeos: ácidos graxos linoléico e alfa linolênico.
 Minerais: Fósforo, magnésio, cálcio e ferro…
 Minerais traços: zinco,cobre, manganês, cromo, 
molibidênio e selênio…
 Eletrólitos: cloretos, sódio e potássio.
 Água
6
QUAIS SÃO OS NUTRIENTES ESSENCIAIS?
NECESSIDADES X RECOMENDAÇÕES 
NUTRICIONAIS
Necessidades nutricionais são requisitos básicos que
devem ser atendidos para suprir o funcionamento
adequado do organismo e manter a homeostase do
indivíduo.
Recomendações nutricionais - nível contínuo de
ingestão de nutrientes e energia objetivando atender às
necessidades dos indivíduos da população
7
A determinação das necessidades nutricionais é 
praticamente impossível – variações intra e 
interindividual
Recomendações nutricionais
1941 – RDA (Recommended Dietary Allowances)
1989 – 10ª ed. – última revisão
2002 – Novos valores de referência - DRI (Dietary
Reference Intakes)
8
EAR (Necessidade média estimada) – é o valor de ingestão diária 
de um nutriente que se estima suprir as necessidades de 50% 
dos indivíduos saudáveis. Utilizado como base para estabelecer 
as RDAs.
RDA (Ingestão dietética recomendada) – Suprir as necessidades da 
maioria (97 a 98%) dos indivíduos saudáveis.
AI (ingestão adequada) – nível de ingestão de nutrientes a ser 
utilizado em substituição a RDA quando os estudos não 
permitiram estabelecer EAR/RDA ou em quantidades que 
parecem reduzir risco de doença, segundo observação 
experimental.
UL (nível máximo de ingestão tolerável) – é o limite “máximo” de 
ingestão de nutrientes, sem observação de efeitos adversos a 
saúde, tolerável biologicamente. 9
O TRATO GASTROINTESTINAL
Funções primárias e secundárias
10
11
12
Hormônio Local Estímulo Efeito
Gastrina Estômago
Peptídeos, a.a.,
cafeína
Secreção de HCl e pepsinogênio
Álcool ⤉ tônus do EEI
Secretina Duodeno Ácido no I.D.
⤉ H2O e HCO3
-
⤉ enzimas digestivas, insulina
CCK I.D. proximal Peptídeos, a.a., HCl
⤉ enzimas digestivas, contração 
da vesícula biliar, ⤈ esvaziamento 
gástrico, ⤉ motilidade
GIP I.D. Glicose, lipídeos ⤉ insulina; ⤉ LPL
GLP I.D Glicose, lipídeos
Prolonga o esvaziamento
gástrico; ⤉ secreção e a 
sensibilidade da insulina ; 
saciedade; 
Motilina
Estômago, I.D.
e I.G.
Secreção 
biliar/pancreática
Esvaziamento gástrico; 
motilidade G.I.
HORMÔNIOS REGULADORES DA ATIVIDADE GASTROINTESTINAL
METABOLISMO ENERGÉTICO
Prof. Fabiano Kenji Haraguchi13
METABOLISMO ENERGÉTICO
 Processos pelos quais as células convertem a energia
potencial proveniente dos alimentos em energia útil para
o organismo (síntese e manutenção dos tecidos
corpóreos, condução elétrica da atividade nervosa,
trabalho mecânico do esforço muscular e produção de
calor para manutenção da temperatura corpórea)
14
15
 ENERGIA: é definida como a capacidade de realizar trabalho.
 A energia química potencial armazenada nos alimentos é liberada
para o organismo quando o alimento é metabolizado, e deve ser
fornecida regularmente para atingir as necessidades para a
sobrevivência do corpo.
 CALORIA: É a unidade-padrão para medida de calor. Em Nutrição, a
unidade de energia habitualmente utilizada é a quilocaloria (1000
calorias) – kcal. Por definição, kcal é a energia específica necessária
para elevar 1L de água a temperatura de 1oC (14,5o - 15,5oC)
 Joule (J): unidade de energia em termos de trabalho mecânico. Usado
na literatura sobre Nutrição
1kcal = 4,2kJ
16
De que forma a energia dos alimentos é utilizada 
pelas celulas do organismo?
ATP (~40%)
- Energia não digerível, fezes ou utilizadas pela flora (1-5%)
- Urina, suor e células (~5%)
- ETA (6-10%)
- CALOR (45~50%)
Como se determina o conteúdo calórico total ou a energia 
disponível em um alimento??
17
Calorímetro ou bomba calorimétrica
A quantidade de energia depende da composição de macronutrientes do alimento
 Proteína = 5,65kcal/g
 Lipídeos = 9,45kcal/g
 Carboidratos = 4,10kcal/g
 Álcool = 7,10kcal/g
Entretanto, devemos considerar que:
• Digestão e absorção
• CHO = 98%
• LIP = 95%
• PROT = 92% (ampla variação)
• CHO e LIP: são completamente oxidados a CO2 e H20
• PROT = NH2 (urina)
18
FATORES CHO LIP PROT
- Combustão no calorímetro(kcal/g) 4,1 9,45 5,65
- Perda pela combustão incompleta
de compostos nitrogenados(kcal/g) 0 0 -1,25
- Digestibilidade (%) 98 95 92
- Fator fisiológico final (kcal/g) 4 9 4
O balanço energético corporal é o equilíbrio entre o 
aporte de energia e a energia gasta. 
19
- Balanço positivo: quando o aporte excede o gasto = depósitos de 
gordura
- Balanço negativo: quando o aporte é menor que o gasto = perda de 
peso
O aporte de energia é resultado do consumo de macronutrientes nos
alimentos. 
 Peso: reflete a adequação de energia, mais não é um
indicador confiável da adequação de macronutrientes
e micronutrientes.
 Necessiades de exames complementares
 Exame físico
 % de gordura
 Exames bioquímicos
 Inquéritos alimentares
20
EXTREMOS
Obesidade
21
Desnutrição
COMPONENTES DO GASTO ENERGÉTICO
 A energia é despendida pelo corpo humano na forma 
de:
 Gasto energético basal (GEB)
 Efeito térmico do alimento (ETA)
 Energia gasta pela atividade física (EGAF)
 Temogênese adaptativa (TA)

Esses componentes compõe o 
GASTO ENERGÉTICO TOTAL (GET)
GET = GEB + ETA + EGAF + TA
22
23
 Gasto Energético Basal (GEB):
 É a quantidade mínima deenergia gasta que é compatível
com a vida.
 Maior componentes do GET (60-75%)
 Reflete as necessidades energéticas em repouso, para
sustentar as atividades metabólicas
 Condições:
 Paciente acordado
 Jejum de 10 a 12horas
 Ambiente termoneutro
 Completo repouso físico e mental
 Taxa metabólica basal (TMB): é medida logo pela manhã após
satisfeita as condições do GEB. 
 GEB = é a TMB extrapolada para 24hs – expressa em kcal/dia
24
GASTO ENERGÉTICO DE REPOUSO(GER):
CONDIÇÕES:
• Paciente acordado
• 3 a 4 horas em jejum
• Apenas 30 minutos em repouso
• Ambiente termoneutro
OBS: O GER COSTUMA SER 10% MAIS ELEVADO QUE O GEB DEVIDO
À TERMOGÊNESE DO ALIMENTO E A INFLUÊNCIA DA ATIVIDADE
FÍSICA MAIS RECENTE
TAXA DE METABOLISMO DE REPOUSO (TMR): é medida em
qualquer período do dia depois de satisfeitas as condições do GER.
GER = TMR extrapolada para 24hs – expressa em kcal/dia
25
FATORES QUE AFETAM O GEB
 Massa Corporal: Relação direta. Quanto maior a massa corporal, 
maior o GEB.
EX: 10Kg +120kcal
 Composição Coporal:O principal determinante de GER é a massa 
livre de gordura ou massa corpórea magra (MCM), já que é o tecido 
metabolicamente ativo no corpo. 
 Massa magra
 O gasto energético varia conforme os diferentes tecidos
26
Ossos, tendões, ligamentos
Tecido magro: músculo esquelético e órgãos
27
FATORES QUE AFETAM O GEB
 Idade:
Correlação negativa do GEB com a idade. Motivos:
 Utilização de energia para a deposição de tecidos durante o 
crescimento.
 1º mês de vida: 35% da energia
 12 meses: 3%
 Fase de estirão: 4%
 A perda de MCM com o envelhecimento está associada ao declínio 
no GEB. Essa alteração na composição corpórea pode ser 
atenuada pelo exercício.
28
 Gênero:
As diferenças sexuais na taxa metabólica são primariamente 
atribuíveis às diferenças no tamanho e composição corpóreos. 
As mulheres, que geralmente possuem mais gordura em 
proporção ao músculo do que os homens, têm taxas metabólicas 
ao redor de 5 a 10% menores do que as dos homens de mesmo 
peso e altura.
 A TMB, calculada em base a massa corporal total, é 
aproximadamente 10% inferior em mulheres (0,9 Kcal/Kg/h) 
que em homens (1,0 kcal/Kg/h), refletindo o maior percentual 
de gordura nas mulheres (25%) que nos homens (15%) de 
mesma idade. 
29
 Clima:
A TMR também é afetada pelos extremos na temperatura 
ambiente. 
 Utilização de Drogas: relaxante muscular, sedativos entre 
outras
 Fatores Patológicos:
As febres aumentam a taxa metabólica em torno de 13% para 
cada grau acima de 37°C.
 Estado Hormonal:
O estado hormonal pode ter impacto sobre a taxa metabólica, 
particularmente em distúrbios endócrinos tais como 
hipertireoidismo e hipotireoidismo, quando o gasto de energia é 
aumentado ou diminuído, respectivamente. 
 Gestação e Lactação: aumento do Metabolismo Basal
30
EFEITO TERMOGÊNICO DO ALIMENTO (ETA)
 É o aumento do gasto de energia associado ao consumo de alimentos. 
É responsável por aproximadamente 10% do gasto energético total
 Representa a energia necessária para digerir, absorver e metabolizar
nutrientes, inclusive a síntese e armazenamento de proteínas, 
gorduras e carboidratos.
 A medição do ETA é apropriado apenas para fins de pesquisa
 Fatores que afetam a ETA: composição de nutrientes, tamanho da
refeião, ativação simpática induzida pela refeição, idade, composição
corporal.
31
ENERGIA GASTA EM ATIVIDADE FÍSICA (EGAF)
 Varia conforme o tamanho corporal e a eficiência dos hábitos
individuais do movimento.
 Grande variabilidade
 pacientes acamados/atletas
 idade, peso e sexo
 Inclui:
 Atividades voluntárias
 Atividades involuntárias(calafrios, agitação, controle
postural)
32
ATIVIDADE FÍSICA
 Qualquer movimento corporal, produzido por contraçao
muscular, que tenha como resultado final maior dispêndio 
de energia (ACMS)
 O segundo componente do consumo energético é a 
atividade física. 
 A atividade física aumenta o gasto energético durante a 
após a sua realização: EPOC (excess pos-exercise oxigen
consumption)
logo após (ainda elevado, cai drasticamente)
horas após (pouco acima do GEB)
 Determinação bastante complexa
33
34
TERMOGÊNESE ADAPTATIVA(TA)
 Termogênese adaptativa ou facultativa: 
 Refere-se às alterações que podem ocorrer no gasto metabólico
devido às influencias do meio ambiente, tais como mudança
quantitativa e qualitativa da dieta; exercícios intensos; fármacos; 
alterações hormonais (ciclo menstrual p.ex.).
 É o “excesso” de energia gasta além da termogênese obrigatória e 
acredita-se que seja atribuída a insuficiência metabólica do sistema
estimulado pela atividade nervosa simpática.
 Objetiva restaurar o balanço energético e prevenção das reservas
energéticas do indivíduo
35
MÉTODOS PARA AVALIAR O GASTO ENERGÉTICO
Calorimetria direta
Calorimetria Indireta
Espirometria
Água duplamente marcada
36
CALORIMETRIA DIRETA
 Calorimetria direta: Mede a quantidade de calor produzida por 
um indivíduo situado dentro de uma câmara isolada, 
hermeticamente fechada. O calor gerado pelo indivíduo é 
absorvido pela água em circulação em uma serpentina. Calcula-
se a quantidade de calor medindo-se a elevação da temperatura 
de água.
Desvantagens: alto custo; dificil operação; não fornece o tipo de 
combustível oxidado. Inviável para estudos epidemiológicos e 
prática clínica
37
CALORIMETRIA INDIRETA
 Estima o gasto energético determinando o consumo de oxigênio
em um dado período.
 Utiliza-se o espirômetro
o Cada L de O2 consumido libera 5kcal
o Ex: 10min; consumo: 2L de O2/min
10min x 2L de O2/min x 5kcal/L O2 = 100kcal
o Entretanto a energia liberada por L de O2 consumido varia 
conforme o substrato utilizado!
CHO = 5,047kcal/L O2
LIP = 4,686kcal/L O2
38
Calorimetria indireta
 A quantidade de CO2 produzida em relação ao O2 consumido varia de acordo
com o nutriente metabolizado. Essa relação chama-se quociente respiratório
(QR)
QR = CO2 produzido/O2 consumido
 Carboidratos: QR=1
 1 C6H12O6 + 6O2 6CO2 + 6H20 = 6CO2/6O2 = 1,0
 Lipídeos: QR= 0,696
 1 C16H32O2 + 23O2 23CO2 + 16H20 = 16CO2/23O2 ~0,7
 E as proteínas??
 Deve-se determinar a excreção urinária de nitrogênio!
 1g Nitrogênio ~6,25g de proteína
 1g de proteína ~4kcal
 QR não proteico
40
Calorimetria indireta
Vantagens
 Mobilidade, custo
 Bom para medir TMR
 Acessível para medir atividades físicas 
gerais
 Ótima correlação com a calorimetria direta
Desvantagens
 Desconfortável
 Aparelhos caros
Indicações:
 Pacientes com necessidades de um cálculo 
energético mais preciso (GMB) e (GMR)
 Para conhecer o substrato utilizado pelo 
organismo
 Pesquisa
Biomarcadores – Água duplamente 
marcada (ADM)
o “Padrão ouro” para medir o gasto energético em 
condições de vida livre
o O método é baseado no princípio de que a 
produção de CO2 pode ser estimada a partir das 
diferenças nas taxas de eliminação de H e O do 
corpo
o Usa-se H2O duplamente marcada – óxido de 
deutério (2H) e oxigênio 18 (18O) – isótopos 
estáveis 2H2O
18
o O 2H é eliminado apenas na H2O e o 
18O tanto na 
H2O como no CO2. 
o Assim, a diferença entre tais taxas de eliminação, 
corrigidas pelo pool de água corporal, 
corresponderia à produção de CO2, que, por 
equações de calorimetria indireta, é convertida 
em GET
o GET= (3,044*QR+1,104) rCO2
onde a rCO2 corresponde a taxa de fluxo de CO2
Vantagens da ADM
 Fornece uma medida do GET que inclui o 
GER, ETA, TA
 Administração fácil
 Não interfere nas atividades diárias
 Grau de realismo
 Vantajoso para indivíduos que não podem 
suportar testes rigorosos(crianças, idosos...)
 Método utilizado para desenvolver as 
equações para estimar as necessidades de 
energia (DRI)
 Bastante exato e preciso
Desvantagens
 Extremamente caro (isótopos e 
espectrômetro de massa...)
 Necessidade de especialistas
 Inviável para uso rotineiro
 Determina o GET por período de tempo 
(~14dias)
ESTIMATIVAS DAS NECESSIDADES ENERGÉTICAS
 Considerando o balanço energético, temos:
NE = GET
 No passado as recomendações das necessidades de 
energia eram baseadas na medição da ingestão 
energética (registro, recordatório...)
 Atualmente: as NE são baseadas na medição real do 
GET – técnica da ADM.
47
48
TMB E GET PODEM SER CALCULADAS ATRAVÉS DE FÓRMULAS
GEB – Harris e Benedict
Gênero Equação (kcal/dia)
Masculino 66,5 + 13,75xpeso(kg) + 5,0 x estatura(cm) – 6,78 x idade (anos)
Feminino 655 + 9,56xpeso(kg) + 1,85 x estatura(cm) – 4,68 x idade (anos)
GET = GEB x FA
Categoria Sexo
Nível de atividade não ocupacional Homens Mulheres
Leve 1,55 1,56
Moderado 1,78 1,64
Pesado 2,1 1,82
49
Formula FAO/OMS (1985) 
idade Fórmula
Homens
0-3 60,9xP(Kg) -54
3-10 22,7xP(Kg) + 495
10-18 17,5xP(Kg)+ 651
18-30 15,3xP(Kg) + 679
30-60 11,6xP(Kg) + 879 
>60 13,5xP(Kg) + 487
Mulheres
0-3 61xP(Kg) -51
3-10 22,5xP(Kg) + 499
10-18 12,2xP(Kg)+ 746
18-30 14,7xP(Kg) + 496
30-60 8,7xP(Kg) + 829
>60 10,5xP(Kg) + 596
TMB
50
Fator atividade estimado para três níveis de atividade conforme o sexo
Atividade
MET
Homens Mulheres
Sono 1,0 1,0
Permanecer ditado/sentado 1,2 1,2
Permanecer em pé 1,5 1,5
Caminhar lentamente 2,8 2,8
Cozinhar 1,8 1,8
Lavar roupa 2,2 3,0
Trabalho de escritório 1,6 1,7
Ginástica/dança 4,4 4,2
Esportes vigorosos 6,6 6,3
Atualmente, o GET tem sido estimado por fórmulas preditivas 
(IOM, 2005) derivadas de estudos com a técnica da água 
duplamente marcada.
FÓRMULA GERAL (DRI, 2005)
GET (Kcal/dia) = A + B x idade (anos) + A.F. x [D x Peso (Kg)] + [E x Altura(m)]
Onde:
A = cte
B = coeficiente etário
A.F. = fator de atividade física
D = coeficiente de peso
E = coeficiente de altura
Algumas considerações sobre o GET obtidos a partir dos 
estudos com ADM:
 Aumenta com a idade, estabilizando-se dos 20-40 anos, 
seguido por um declínio;
 O GET aumenta com a altura e com peso;
 A melhor estimativa é obtida quando os dados são ajustados 
separadamente para adultos (>19 anos), crianças e 
adolescentes (3 a 18 anos) e crianças jovens (0-2 anos);
GET E NECESSIDADES ESTIMADAS DE ENERGIA (NEE) (IOM, 
2002/2005)
 Bebês e crianças de 0-2 anos
 Equação única, que se correlaciona melhor com o peso
54
GET (Kcal/dia) = 89 x peso (Kg) - 100
NEE (Kcal/dia) = GET + estoque de energia (adicional)
0-3 meses = GET + 175kcal
4-6 meses = GET + 56kcal
7-12 meses = GET + 22kcal
13-35 meses = GET +20kcal
 Crianças de 3-8 anos
 Grande variabilidade entre meninos e meninas (taxa de crescimento 
e atividade física);
 Portanto, foram criadas equações distintas
55
GET (Kcal/dia) = 88,5-61,9 x idade (anos) x NAF x [26,7 x peso(kg) + 
903 x altura(m)]
Meninos
GET (Kcal/dia) = 135,5-30,8 x idade (anos) x NAF x [10 x peso(kg) + 
934 x altura(m)]
Meninas
NAF
Sedentário 1,0
Pouco ativo 1,11
Ativo 1,25
Muito ativo 1,48
NEE (Kcal/dia) = GET + 20kcal estoque de 
energia (adicional)
 Adolescentes de 9-18 anos
56
GET (Kcal/dia) = 88,5-61,9 x idade (anos) x NAF x [26,7 x peso(kg) + 
903 x altura(m)]
Meninos
GET (Kcal/dia) = 135,5-30,8 x idade (anos) x NAF x [10 x peso(kg) + 
934 x altura(m)]
Meninas
NEE (Kcal/dia) = GET + 25kcal estoque de 
energia (adicional)
NAF
Masculino Feminino
Sedentário 1,0 1,0
Pouco ativo 1,13 1,16
Ativo 1,26 1,31
Muito ativo 1,42 1,56
GET (homens >19 anos; IMC 18,5-25 Kg/m2 )
GET (Kcal/dia) = 662 -9,53 x idade(anos) + AF x [15,91 x peso(Kg) + 539,6 x estatura(m)]
GET (mulheres >19 anos; IMC 18,5-25Kg/m2)
GET (Kcal/dia) = 354–6,91 x idade(anos) + AF x [9,36 x peso(Kg) + 726 x estatura(m)]
AF: coeficiente de atividade 
física (IOM, 2005)
Homens Mulheres
Sedentário 1,0 1,0
Pouco ativo 1,11 1,12
Ativo 1,25 1,27
Muito ativo 1,48 1,45
NEE = GET
Derivam de 4 graus de 
atividade física (GAF)
Sedentário >1,0 - <1,4
Pouco ativo >1,4 - <1,6
Ativo >1,6 - <1,9
Muito ativo >1,9 - <2,5
Portanto, para se 
saber o GAF do 
indivíduo, soma-se o 
GAF para cada 
atividade diária 
(∆GAF)
Fonte: Mahan & Scoott-Stump, 2010
Exemplo
Indivíduo ABC (mulher)
Idade: 30 anos, 65Kg e 1,77m
Atividades diárias ∆GAF
• Caminhar com cachorro (1h) 0,11
• Fazer faxina (1h) 0,14
• Sentado, atividade leve (4h) 0,12
• Exercício caminhada 6,4km/h (1h) 0,20
• Patinar no gelo (0,5h) 0,13
TOTAL 0,70
Adicionar a este valor o GEB
(1,0) + TA (0,1)
= 1,0 + 0,1 + 0,7 = 1,8
Derivam de 4 graus de 
atividade física (GAF)
Sedentário >1,0 - <1,4
Pouco ativo >1,4 - <1,6
Ativo >1,6 - <1,9
Muito ativo >1,9 - <2,5
GET = 354 – 6,91 x idade (anos) + AF x [9,36 x peso (Kg) + 726 x estatura (m)]
GET/NEE = 354 – 6,91 x 30 + 1,27 x (9,36 x 65)+ (726 x 1,77)
NEE (Kcal/dia) = 2551 
AF: coeficiente de atividade 
física (IOM, 2005)
Homens Mulheres
Sedentário 1,0 1,0
Pouco ativo 1,11 1,12
Ativo 1,25 1,27
Muito ativo 1,48 1,45
MÉTODO: DRI/2002 - ESTIMATED ENERGY REQUIREMENT (EER) 
– NECESSIDADE ESTIMADA DE ENERGIA. 
 A NEE só pode ser utilizada para indivíduos eutróficos (IMC 
18,5~24,9)
 Para indivíduos obesos, embora haja equações para 
determinação do GET via ADM, não foram estimadas as NEE, 
uma vez que a NEE visa a manutenção da saúde por um longo 
período
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GET (Kcal/dia) = 1086-10,1 x idade(anos) + AF x [13,7 x peso(Kg) + 416 x estatura(m)]
GET (Kcal/dia) = 448–7,95 x idade(anos) + AF x [11,4 x peso(Kg) + 619x estatura(m)]
GET (homens >19 anos; IMC >25 Kg/m2 )
GET (mulheres >19 anos; IMC >25Kg/m2)
Gestantes
 O GET muda em média 8kcal/semana gestacional.
 Nas NEE adiciona-se ainda 180kcal para estoque durante toda a 
gestação, exceto no 1º trimestre
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1º trimestre: 
NEE = GET 
2º trimestre
NEE = GET + 160 (8x20semanas) + 180kcal
3º trimestre
NEE = GET +272 (8x34 semanas) + 180kcal
Lactantes
 A NEE estimada a partir do GET adicionando-se um gasto com a 
produção de leite e retirando-se 170kcal equivalente a perda de 
0,8Kg/mês por 6 meses.
 A taxa média de produção de leite = 0,78L/dia até 6 meses e 0,6 
dos 6-12 meses, ou seja, 500kcal e 400kcal/dia respectivamente
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1º trimestre: 
NEE = NEE + energia para produção de leite –
perda de peso
1º semestre
NEE = NEE + 500 (leite) - 170 (perda de peso)
2º semestre
NEE = NEE + 400 (leite) - 170 (perda de peso)
EQUIVALENTES METABÓLICOS (MET)
 Unidade de medida que expressa múltiplos da TMR
 1MET = O2 metabolizado em repouso 
(3,5mL/Kg/min) 
 Considerando-se que 1L de O2 consumido = 5kcal, 
então temos: 0,0175kcal/Kg/min.
 Individuo 70Kg = 1,2kcal/min.
 Valor geral = 1MET = 1 kcal/Kg/hora
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Fonte: Mahan & Scoott-Stump, 2010

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