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NUTRIÇÃO E O IDOSO
Unidade 4
Diretor Executivo 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Gerente Editorial 
ALESSANDRA FERREIRA
Projeto Gráfico 
TIAGO DA ROCHA
Autoria 
BRUNA GABRIELA SIQUEIRA SOUZA SUDRÉ
4 NUTRIÇÃO E O IDOSO
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Bruna Gabriela Siqueira Souza Sudré
Olá. Sou graduada em Nutrição e mestre em Ciência e 
Tecnologia de Alimentos, com experiência técnico-profissional na 
área de Docência e Tutoria EAD. Sou apaixonada pelo que faço 
e adoro transmitir minha experiência de vida àqueles que estão 
iniciando em suas profissões. Por isso, fui convidada pela Editora 
Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. 
Estou muito feliz em poder ajudar você nesta fase de muito 
estudo e trabalho. Conte comigo!
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ÍC
O
N
ESEsses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez que:
OBJETIVO
Para o início do 
desenvolvimento 
de uma nova 
competência. DEFINIÇÃO
Houver necessidade 
de apresentar um 
novo conceito.
NOTA
Quando necessárias 
observações ou 
complementações 
para o seu 
conhecimento.
IMPORTANTE
As observações 
escritas tiveram que 
ser priorizadas para 
você.
EXPLICANDO 
MELHOR
Algo precisa ser 
melhor explicado ou 
detalhado.
VOCÊ SABIA?
Curiosidades e 
indagações lúdicas 
sobre o tema em 
estudo, se forem 
necessárias.
SAIBA MAIS
Textos, referências 
bibliográficas 
e links para 
aprofundamento do 
seu conhecimento.
ACESSE
Se for preciso acessar 
um ou mais sites 
para fazer download, 
assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast.
REFLITA
Se houver a 
necessidade de 
chamar a atenção 
sobre algo a 
ser refletido ou 
discutido.
RESUMINDO
Quando for preciso 
fazer um resumo 
acumulativo das 
últimas abordagens.
ATIVIDADES
Quando alguma 
atividade de 
autoaprendizagem 
for aplicada. TESTANDO
Quando uma 
competência for 
concluída e questões 
forem explicadas.
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População idosa brasileira .................................................... 10
Avanço da população idosa brasileira .......................................................... 10
Estado nutricional da população idosa ........................................................ 18
Influência do estado nutricional nas doenças crônicas ............. 20
Planejamento dietético para idosos ..................................... 23
Alimentação saudável para idosos ................................................................23
Perfil nutricional dos idosos ...........................................................................26
Recomendações dietéticas diárias ................................................................29
Energia .................................................................................................29
Proteína ...............................................................................................30
Carboidratos .......................................................................................31
Lipídios .................................................................................................31
Água ......................................................................................................32
Vitaminas e minerais .........................................................................32
Suplementação de nutrientes para idosos .......................... 35
Suplementação e fortificação .........................................................................35
Quando devemos suplementar? ....................................................................37
Suplementos alimentares .................................................................40
Suplementação de Leucina .............................................................42
Suplementação de Proteínas ...........................................................42
Suplementação de Vitamina D ........................................................43
Suplementação de Ômega 3 ............................................................44
Suplementação de Zinco ..................................................................44
Suplementação de Ferro ..................................................................44
Fatores a favor e conta a suplementação ....................................................45
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Estado nutricional e a qualidade de vida dos idosos .......... 48
Envelhecimento ativo .......................................................................................48
Atividade e interação social ............................................................................52
Produtividade ....................................................................................................54
Trabalhos voluntários ......................................................................................54
Convívio com crianças e jovens .....................................................................55
Exercícios mentais ............................................................................................56
Atividade física ...................................................................................................57
Fatores relacionados ao ambiente físico .....................................................58
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EN
TA
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Você sabia que a nutrição é capaz de prevenir e tratar pa-
tologias? Isso mesmo. Os idosos representam o segmento da 
população que mais cresce no mundo. É de fundamental impor-
tância conhecer as mudanças corpóreas normais que ocorrem 
durante o processo de envelhecimento, principalmente nos paí-
ses em desenvolvimento, onde a população idosa apresenta um 
envelhecimento funcional precoce. Uma alimentação adequada, 
contendo todos os nutrientes essenciais para o bom funciona-
mento do organismo dos idosos nessa etapa da vida é muito im-
portante. Entendeu? Ao longo desta unidade letiva você vai mer-
gulhar neste universo!
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SOlá. Seja muito bem-vindo à Unidade 4 . Nosso objetivo é 
auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências 
profissionais até o término desta etapa de estudos: 
1. Apontar o avanço da população idosa brasileira. 
2. Explicar como deve ser o planejamento dietético para 
os idosos. 
3. Analisar a necessidade de suplementação de nutrientes 
para idosos. 
4. Identificar fatores que auxiliam o estado nutricional e a 
qualidade de vida dos idosos. 
Então? Preparado para uma viagem sem volta rumo ao 
conhecimento? Ao trabalho! 
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População idosa brasileira 
OBJETIVO
Ao término deste capítulo você será capaz de 
entender do avanço da população idosa no Brasil. 
Isto é de extrema importância para entendermos 
como será nossa intervenção neste grupo. Vamos 
estudar um pouco a respeito? E então? Motivado 
para desenvolver esta competência? Então vamos 
lá. Avante! 
Avanço da população idosa 
brasileira 
Envelhecer é algo comum que acontecerá com todos os 
organismos ao decorrer da vida, envelhecer acarreta alterações 
fisiológicas, psicológicas, biológicas e sociais. De acordo com 
Cancela (2017), o conceito de envelhecer é algo subjetivo, prove-
niente de transformações biopsicossociais que modificam aspec-
tos comuns em indivíduos saudáveis, levando-os a novas percep-
ções de enfrentamento da vida. 
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), até 
2050 o número de pessoas com idade superior a 60 anos chegará 
a 2 bilhões no mundo, representando um quinto da população 
mundial. Já de acordo com o ministério da saúde, a previsão é 
que em 2030 o número de idosos no Brasil, ultrapasse o tal de 
crianças de 0 a 14 anos. 
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Gráfico 1 – Pirâmide etária 2018 
Fonte: IBGE (2018) 
No Brasil o crescimento da população idosa tem ocorrido 
de forma acentuada: em apenas10 anos (1999 a 2009), podemos 
observar um crescimento de 2,2% (9,1 para 11,3%). 
Com esse expressivo aumento da população idosa, a demo-
grafia brasileira tem sofrido mudanças consideráveis, principal-
mente em relação à pirâmide etária, cujo pico vem se alargando. 
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Gráfico 2 – Evolução dos grupos etários 
Fonte: IBGE (2018) 
Essas alterações que podemos observar na demografia 
brasileira ao longo dos anos, se devem a uma série de fatores 
como a mudança do estilo de vida das pessoas, a mudança 
da zona rural para a cidade, maiores possibilidade de renda, 
saneamento, tratamento de água, medicamentos, levando assim 
a uma maior expectativa de vida a população brasileira. 
Os avanços na ciência também é um fator que impacta no 
avanço da população idosa, novas tecnologias, fármacos que 
facilitam o tratamento e prolongam a vida dos idosos. 
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Gráfico 3– Evolução dos grupos etários 
Fonte: IBGE (2018) 
Essas modificações do comportamento demográfico in-
fluenciam diretamente nos padrões de saúde e doença da popu-
lação, ocasionando redução de doenças transmissíveis e aumen-
to das doenças crônicas que são comuns na idade idosa. 
Assim, podemos observar que a população idosa brasileira 
vem aumentando constantemente, tendo superado os 30 milhões 
de cidadãos somente no ano de 2017 (IBGE, 2018). Outro ponto 
que se pode observar é o grande crescimento dessa população 
entre os anos de 2012 e 2017, que aumentou em quase 5 milhões 
de pessoas maiores de 60 anos, ou seja, um crescimento de cerca 
de 18% somente neste grupo (IBGE, 2018). 
Se compararmos os números de idosos com relação ao 
gênero da população, pode-se observar que a grande maioria 
é composta por mulheres, que representam mais de 56% do 
número de idosos no Brasil, enquanto a população masculina 
representa 44% desse grupo (IBGE, 2018). 
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Essa tendência de aumento no número do idosos, não só 
no Brasil como no mundo inteiro, se deve a fatores internos e 
externos, os quais podemos citar: 
 • Aumento na expectativa de vida da população. 
 • Melhora nas condições de serviços de saúde. 
 • Redução do número médio de filhos por família. 
 • Maior qualidade de vida. 
 • Aumento nas ferramentas de proteção e acolhimento 
social. 
 • Entre outros. 
Com relação aos Estados que compõem o nosso país, o IBGE 
(2018) destaca que a grande parte dos idosos está concentrada 
no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, que possuem quase 
20% da sua população representada por pessoas com 60 anos 
ou mais. Por outro lado, a região Norte do país é a que possui 
menos idosos, principalmente no Amapá, onde apenas 7,2% da 
população é composta por esse grupo. 
Essa diferença na porcentagem de idosos que compõem 
a população expressa justamente os cuidados e a atenção que 
cada um destes Estados presta aos seus cidadãos, além de 
refletir a qualidade de serviços de saúde e de assistência social. 
Analisando a cor ou a raça da população idosa brasileira, é 
possível observar que os cidadãos pretos são aqueles que menos 
conseguem chegar à idade de 60 anos ou mais, uma vez que, 
na maioria dos casos, essas pessoas vivem em regiões violentas, 
periféricas e com menos acesso à saúde e aos serviços sociais 
adequados, além de possuírem menos qualidade de vida, o que 
baixa a expectativa de vida desta população (IBGE, 2018). 
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SAIBA MAIS
Para conhecer mais sobre os dados e as estatísticas 
sociais referentes ao número de idosos no nosso 
país, você pode acessar o site do IBGE e acompa-
nhar as notícias relacionadas com o censo nacional 
e o Programa Nacional por Amostra de Domicílios 
(PNAD). Acesse o QR code:
Gráfico 4 – População de idosos de acordo com sua cor/raça 
Fonte: IBGE (2018) 
Atualmente, o número da população maior de 60 anos no 
Brasil já ultrapassa o número de crianças que têm até 9 anos 
de idade (IBGE, 2018). Esta estatística demonstra que, a longo 
prazo, a população brasileira irá apresentar uma inversão cada 
vez maior na pirâmide etária da população, diferente do que 
vimos nos gráficos 1 e 3. 
https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9127-pesquisa-nacional-por-amostra-de-domicilios.html
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ACESSE
Para saber mais sobre o envelhecimento da po-
pulação brasileira, a inversão da pirâmide etária e 
outras projeções realizadas pelo IBGE, acesse no 
QR code:
Desta forma, os dados apresentados pelo IBGE (2018) 
são essenciais para que o governo e os governantes comecem 
a pensar nas políticas públicas adequadas para atender às 
necessidades desta população idosa, que não para de crescer. 
Além disso, existem inúmeros órgãos públicos e privados 
que precisam pensar nos seus serviços e a forma de prestação 
deles para atender os idosos de forma eficaz e justa. Sendo 
assim, podemos citar que órgãos como a Previdência Social, as 
Secretarias de Saúde, órgãos de proteção aos idosos, Assistências 
Sociais, entre tantos outros órgãos precisam ter planejamentos 
adequados e uma estrutura eficaz para atender todas as 
demandas deste grupo de cidadãos. 
É importante salientar também que os próprios funcioná-
rios de tais órgãos precisam sempre passar por constantes trei-
namentos e aperfeiçoamentos, já que precisam estar habilitados 
para compreender e atender as necessidades dos idosos de ma-
neira adequada e humana, de forma empática e sensível, condu-
zindo qualquer serviço social ou administrativo da melhor forma 
possível. 
https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/21837-projecao-da-populacao-2018-numero-de-habitantes-do-pais-deve-parar-de-crescer-em-2047
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Figura 1 – População idosa 
Fonte: Freepik 
Neste ponto, começamos a compreender a importância e a 
necessidade da tomada de ações preventivas e de planejamento 
que devem ser tomadas para se conviver em um país onde 
grande parte da população será formada por idosos, uma vez 
que isto irá impactar diretamente inúmeras áreas da sociedade. 
ACESSE
Para compreender mais sobre o assunto, você po-
de acessar a entrevista com o médico Alexandre 
Kalache no “Café Filosófico”, programa de 2017. 
Ele aborda pontos importantes sobre o envelhe-
cimento populacional, chamando esse fenômeno 
demográfico de Revolução da Longevidade. Acesse 
no QR code:
https://www.youtube.com/watch?v=_5N8V1lPIGg
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Estado nutricional da população 
idosa 
Com o avanço da população idosa e, consequentemente, 
com o aumento do número de doenças crônicas e alterações 
fisiológicas que são comuns nessa fase da vida, devemos nos 
atentar ao estado nutricional dos idosos, tendo em vista que o 
tratamento eficaz das doenças crônicas depende de um bom 
estado nutricional. 
Acompanhar o envelhecimento gradual da população, 
aliado com as demandas e hábitos nutricionais desse grupo de 
cidadãos é de extrema necessidade para o planejamento nas 
áreas de saúde do governo, uma vez que, quanto mais se investe 
e se incentiva uma alimentação saudável, menos problemas e 
doenças crônicas podem surgir na população. 
Uma abordagem preventiva está aliada ao incentivo da 
alimentação mais saudável e da prática de atividades e exercícios 
físicos, por exemplo, de forma que esta possa atuar na prevenção 
de doenças e na diminuição dos índices de idosos que precisam 
ser hospitalizados ou que dependem de medicações diárias para 
viver. 
Tanto a desnutrição quanto a obesidade em idosos podem 
estar associadas ao aumento da mortalidade e a uma maior sus-
cetibilidade a doenças infecciosas, reduzindo assim a qualidade 
e a expectativa de vida. 
A nutrição é de extrema importância aos idosos porque au-
xilia na identificação de fatores de risco, tanto para a mortalidade 
quanto para o desenvolvimento de patologias, como a hiperten-
são e o diabetes. O estado nutricional do idosoirá nos demons-
19NUTRIÇÃO E O IDOSO
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trar se as suas necessidades fisiológicas estão sendo supridas, 
mantendo a sua composição corporal. 
Figura 2 – Nutrição e alimentação saudável para idosos 
Fonte: Freepik 
Ao avaliarmos o estado nutricional do idoso, devemos 
sempre nos atentar para as alterações fisiológicas que são 
comuns neste ciclo da vida: redução da massa magra, redução da 
altura, aumento de peso até os 70 anos, redução do metabolismo 
basal, alteração da composição corporal e que podem interferir 
diretamente na alimentação do e no estado nutricional do idoso. 
Além das alterações fisiológicas, devemos nos atentar 
a outros fatores como as doenças crônicas, o uso de vários 
medicamentos, as dificuldades de digestão, a mastigação, a falta 
de saliva, a depressão, os fatores sociais, culturais, econômicos 
e psicológicos. 
Para realizarmos a avaliação nutricional em idosos, deve-
mos utilizar vários critérios de diagnóstico associados a vários 
indicadores, pois o uso de parâmetros isolados apresenta limita-
ções em idoso. 
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De acordo com o IBGE, como podemos observar, no gráfico 
a seguir, o excesso de peso aumenta com a idade, tendo um leve 
declínio após os 65 anos. 
Gráfico 5 – Indicador de excesso de peso dos grupos etários 
Fonte: IBGE (2018) 
As alterações nutricionais comportam-se de maneira 
diferente em relação tanto ao sexo, quanto à idade; ou seja, 
idosas do gênero feminino estão mais propensas a apresentarem 
obesidade e sobrepeso em relação ao sexo masculino que, pelo 
contrário, são mais propensos a apresentarem baixo peso. 
Influência do estado nutricional nas 
doenças crônicas 
As alterações no estado nutricional do idoso contribuem 
para o aumento da morbimortalidade. Tanto o baixo peso 
quanto o seu excesso implicarão em patologias, uma vez que o 
a primeira situação está associada ao câncer, à tuberculose, ao 
estômago e à doença pulmonar obstrutiva. 
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Já a obesidade e o sobrepeso estão correlacionados como 
fatores de risco para doenças vasculares, hipertensão e doenças 
cardiovasculares, além da diabetes mellitus. 
No nosso país, alguns estudos como o de Campos et al. 
enfatizam que há uma relação entre estado nutricional e doenças 
crônicas em idosos, principalmente a hipertensão e o diabetes 
mellitus. Tanto o sobrepeso quanto a obesidade são fatores de 
risco extremamente importantes para o desenvolvimento de 
comorbidades associadas ao elevado consumo de alimentos 
ricos em gordura, carboidratos refinados. 
Como já estudamos, o envelhecimento está relacionado 
com o surgimento de diversas doenças, como as cardiovasculares, 
a depressão, o diabetes mellitus, o reumatismo, o acidente 
vascular encefálico, as deficiências cognitivas e a insônia. Essas 
doenças influenciam diretamente a autonomia e independência 
dos idosos. Contudo, com uma avaliação nutricional adequada, 
podemos identificar e tratar precocemente as doenças crônicas. 
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RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo 
deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. 
Você deve ter aprendido que, devido à melhoria 
das condições de saúde e aos avanços na ciência, 
a população idosa tem demonstrado crescimento 
expressivo, mas com ela temos também o surgi-
mento de doenças crônicas que são típicas desse 
grupo etário. E a nutrição, por sua vez, bem como 
sua avaliação nutricional eficaz, utilizando vários 
indicadores específicos para a idade, pode nos dar 
um diagnóstico precoce para que possamos tratar 
aquele idoso. Tanto a desnutrição quanto a obesi-
dade são fatores de risco para as doenças crônicas, 
e devemos sempre estarmos atentos aos idosos. 
Vamos para o próximo capítulo?!
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Planejamento dietético para 
idosos
OBJETIVO
Ao término deste capítulo você será capaz de 
entender como deve ser realizado o planejamento 
dietético para as pessoas idosas. Isto é de extrema 
importância para entendermos como será nossa 
intervenção neste grupo. Vamos estudar um pouco 
a respeito? E então? Motivado para desenvolver 
esta competência? Então vamos lá. Avante! 
Alimentação saudável para 
idosos 
Todas as pessoas precisam de um acompanhamento nu-
tricional, de forma que a sua alimentação diária seja o suficiente 
para suprir as demandas de nutrientes, vitaminas, entre outros 
elementos que o corpo humano necessita para exercer suas fun-
ções biológicas e físicas diariamente. 
Todo este cuidado com a alimentação deve ser redobrado 
na velhice, uma vez que, com o passar dos anos, o corpo passa 
por inúmeras mudanças e alterações naturais decorrentes do 
processo de envelhecimento. Sendo assim, a alimentação dessas 
pessoas precisa ser regulada para atender as novas demandas 
do seu corpo e da sua saúde. 
Assim, é dever do governo e das organizações governamen-
tais promover programas e políticas de incentivo à alimentação 
saudável, prática de esportes, cuidados com a saúde entre outros 
importantes pontos que são responsáveis por auxiliar os idosos 
a terem uma melhor qualidade de vida e uma maior expectativa 
de vida saudável. 
24 NUTRIÇÃO E O IDOSO
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A atenção e o incentivo no ramo da alimentação estão alia-
dos também à ideia de melhorar o dia a dia dos idosos, propor-
cionando-lhes mais autonomia, conforto e segurança para exe-
cução de atividades corriqueiras, trazendo também benefícios 
para a saúde mental e para a autoestima de todos os envolvidos. 
No entanto, todo o planejamento alimentar vai muito além 
das recomendações dietéticas diárias, sendo necessário se 
observar outros passos importantes do processo, auxiliando-os 
na adaptação a uma nova educação alimentar e uma nova rotina 
saudável. 
Assim, o processo passa por alguns passos necessários 
e recomendados, com o fornecimento de auxílio para que os 
idosos possam: 
 • Planejar adequadamente as refeições diárias. 
 • Ter aconselhamento sobre passos fundamentais para o 
preparo correto dos alimentos. 
 • Aconselhamento no processo de compra dos alimentos 
(observação da procedência do alimento, auxílio para 
escolha correta a depender da aparência do alimento 
natural – como cheiro, cor, textura –, cuidado com os 
prazos de validade, danos nas embalagens entre ou-
tros). 
 • Prestação de informações para que os idosos consigam 
compreender as informações nutricionais presentes 
nos rótulos dos alimentos. 
 • Compreender da composição nutricional dos alimentos. 
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 • Educação quanto aos cuidados necessários para o 
armazenamento adequado do alimento e as suas 
formas corretas de preparo. 
 • Ter atenção quanto aos cuidados de higiene pessoal 
durante o processo de manuseio e preparo dos 
alimentos. 
 • Ter segurança no manejo e preparo dos alimentos, 
principalmente com relação ao uso de facas, fogo ou 
outros utensílios. 
Figura 3 – Idosos realizando o preparo seguro de alimentos 
Fonte: Freepik 
 • Utilizar produtos com qualidade adequada para evitar 
contaminações ou doenças secundárias. 
 • Entre outros passos importantes e que devem ser 
de responsabilidade e orientação de nutricionistas, 
médicos ou outros profissionais que acompanham a 
alimentação dos idosos. 
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ACESSE
Para facilitar a instrução e a educação de idosos para 
o processo de alimentação adequada e saudável, o 
Ministério da Saúde, no ano de 2010, planejou um 
guia de Alimentação Saudável para a Pessoa Idosa, 
um manual adequado para que os profissionais de 
saúde possam orientar adequadamente os idosos 
ao processo de reeducação alimentar.Acesse no 
QR code:
Perfil nutricional dos idosos 
Quando tratamos do perfil nutricional dos idosos no Brasil, o 
IBGE (2018) destacou que essa população conta com uma grande 
parte de seus cidadãos formada porpessoas que estão abaixo 
do peso, localizadas principalmente nas regiões do Nordeste e 
do Centro-Oeste do país. 
Em relação aos idosos que estão dentro do grupo de 
pessoas obesas, é interessante ressaltar que, em sua maioria, 
vivem no Sul e no Sudeste do país, sendo moradores da zona 
urbana, enquanto que os com peso baixo são, em grande parte, 
moradores da zona rural (IBGE, 2018). 
Conhecendo um pouco sobre essa situação, devemos 
também compreender sobre as doenças mais frequentes que 
atingem a população idosa no Brasil, uma vez que a dieta e as 
recomendações alimentares devem sempre estar atreladas às 
condições de saúde e às possíveis doenças típicas desse grupo 
etário. 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/alimentacao_saudavel_idosa_profissionais_saude.pdf
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Quadro 1– Crescimento das principais doenças crônicas nos idosos (%) 
Doenças 2000 2006 2010
Hipertensão 53,3 62,3 71,4
Diabetes 17,9 21,5 25,3
Doenças Osteoarticulares 31,7 33,8 36,2
Doenças Cardíacas 19,5 22,6 28,2
Doenças Pulmonares 12,2 10,6 10,6
Acidente Vascular Cerebral 7,2 8,6 10,6
Câncer 3,3 5,3 8,4
Fonte: A autora (2023), adaptado de IBGE (2018) 
Com relação ao tipo de alimentação e nutrição dos idosos, 
é importante que o profissional orientador também tenha em 
mente que tanto a alimentação quanto a relação dos idosos com 
a comida e seus hábitos alimentares está relacionada a inúmeros 
fatores internos e externos, dentre os quais podemos destacar: 
Fatores Internos: 
 • Doenças. 
 • Gostos pessoais. 
 • Incapacidade física. 
 • Dificuldades de deglutição ou mastigação. 
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Fatores Externos: 
 • Renda. 
 • Tempo livre para preparo de alimentos. 
 • Autonomia. 
 • Renda. 
 • Abandono ou isolamento social e familiar. 
 • Acesso à diversidade de alimentos. 
 • Grau de escolaridade e instrução. 
Assim, de acordo com o Guia da Alimentação Saudável para 
Idosos, desenvolvido pelo Ministério da Saúde (2010), podemos 
destacar passos essenciais para o desenvolvimento de uma 
alimentação saudável, conforme podemos observar na tabela a 
seguir. 
Tabela 1 – Passos para a alimentação saudável 
 Fonte: A autora (2023), adaptado de Ministério da Saúde (2010) 
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Recomendações dietéticas diárias 
Quadro 2 – Recomendações dietéticas diárias de macronutrientes 
Recomendações dietéticas diárias de macronutrientes e fibras (IOM, 2002)
Idade 
(anos)
Proteínas
Carboi-
dratos 
(g/dia)
Lipídios 
(g/dia)
Ácido 
Linoléi-
co (g/
dia)
Ácido Li-
nolênico 
(g/dia)
Fibras 
(g/dia)
Homem 
50 a 70 56 130 ND 14 1,6 30
Homem 
70+ 56 130 ND 14 1,6 30
Mulher
50 a 70
46 130 ND 14 1,1 21
Mulher
70+
46 130 ND 14 1,1 21
ND = Sem recomendação
Fonte: dRI’s 
Energia 
Os cálculos para estimar as necessidades de energia em 
idosos são os mesmos para indivíduos adultos. 
Para calcularmos o GET, o gasto energético total, multipli-
camos a taxa metabólica basal (TMB) x o fator de atividade física 
(FA) 
GET= TMB x F. A 
Há diferentes fórmulas para que possamos calcular a 
taxa metabólica basal (TMB). Assim, cabe a nós avaliarmos qual 
fórmula se adequará melhor para cada paciente e suas variáveis. 
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1. Cálculo da estimativa da TMB (Harris-Benedict, 
1919) 
 • Homem: 66 + (13,7 x Peso (kg))+ (5,0 x Altura (cm)) - (6,8 
x Idade (anos)) 
 • Mulher: 665 + (9,6 x Peso (kg)) + (1,8 x Altura (cm)) - (4,7 
x Idade (anos)) 
2. Cálculo da estimativa da TMB (OMS/FAO, 1985) 
Quadro 3– Cálculo da estimativa da TBM de acordo com a OMS. Fonte: OMS
Masculino
>60 (13,5 x peso) + 487
Feminino
>60 (10,5 x peso) + 596
3. Cálculo da estimativa das necessidades de energia 
(IOM, 2002) 
 • Sexo masculino 
EER= 662 - 9,53 x idade (anos) + NAF x [15,91 x peso (kg) + 
539,6 x altura (m)] 
 • Sexo feminino 
EER= 354 -6,91 x idade (anos) + NAF x [9,36 x peso (kg) + 726 
x altura (m)] 
Proteína 
As necessidades de proteínas dos idosos pode variar de 
10% a 35% do total energético diário (0,8 a 1,0g de proteína/kg/
dia) A recomendação para homes é um pouco mais elevada que 
para mulheres sendo 56 e 46g respectivamente. 
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Para que os idosos ingiram a quantidade de proteína 
recomendada, é necessária a recomendação de fontes proteicas 
que possuam um alto valor biológico, como carnes vermelhas, 
leite e seus derivados, além de miúdos como o fígado. A 
recomendação de proteína só irá variar caso o indivíduo possua 
algum problema renal, nesses casos o indicado é de até 0,6g de 
proteína/kg. 
O consumo adequado de proteínas é muito benéfico, pois 
ocorre a manutenção dos músculos e da sua força, bem como a 
redução de quedas e consequentemente de fraturas. 
Carboidratos 
De acordo com o Institute of Medicine (IOM), a recomendação 
de carboidratos varia de 45% a 65% do total energético. No entanto 
é recomendada a ingestão de carboidratos complexos devido 
aos seus inúmeros benefícios, como a maior disponibilidade de 
vitaminas, de minerais e de fibras. 
Uma das principais queixas dos idosos é a constipação, pro-
vavelmente devido ao consumo insuficiente de fibras alimenta-
res. Por isso, a recomendação é elevar o consumo de alimentos 
integrais e fibras. 
Lipídios 
De acordo com o Institute of Medicine (IOM), a recomendação 
de lipídios deve ser de 20% a 35% do consumo energético, 
sendo recomendada a ingestão de gorduras saudáveis como as 
disponíveis em peixes, no óleo de canola e na linhaça. 
32 NUTRIÇÃO E O IDOSO
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Água 
Devemos estar atentos à ingestão de água dos idosos, pois 
a desidratação é comum neste ciclo da vida, uma vez que sentem 
menos sede devido à diminuição da capacidade renal. 
A recomendação da ingestão de água é de 3,7L/dia para 
homens; e de 2,7L/dia para mulheres. 
Vitaminas e minerais 
De acordo com as recomendações das DRI’s (Valores de 
referência de ingestão de nutrientes, em inglês), a ingestão de 
vitaminas e minerais devem ser conforme veremos adiante. 
Cálcio → Homens – 1.200mg. 
 Mulheres – 1.200mg. 
Podemos encontrar cálcio nos alimentos, como nas 
verduras verde-escuras, gergelim, algas, amêndoas, castanhas 
de caju, feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, linhaça, marisco, 
tofu (queijo de soja), ovos e nozes são iogurte, leite e queijos. 
Ferro → Homens – 8mg. 
 Mulheres – 8mg. 
Os alimentos, fonte de ferro, são: carne vermelha, vegetais 
verde-escuros, leguminosas, como grão-de-bico, lentilha, ervilha 
e feijão, tofu (queijo de soja), algas, como kombu e wakame, ce-
reais integrais, como aveia e quinoa, castanha de caju, sementes 
de gergelim e abóbora, melaço da cana. 
33NUTRIÇÃO E O IDOSO
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 Zinco → Homens – 11mg. 
 Mulheres – 8mg. 
 As principais fontes de zinco são: ostras, camarão, carne de 
vaca, frango e de peixe, fígado, gérmen de trigo, grãos integrais, 
castanhas, cereais, legumes e tubérculos. 
Magnésio → Homens – 420mg. 
 Mulheres – 320mg. 
 As principais fontes de magnésio são: semente de abóbora, 
soja, arroz integral, abacate, banana, couve, acelga, amêndoa e 
salmão. 
Fósforo → Homens – 700mg. 
 Mulheres – 700mg. 
Os principais alimentos ricos em fósforo são: sementes 
de girassol e de abóbora, frutas secas, peixes como sardinha, 
carnes e laticínios. 
Selênio → Homens – 55µg. 
 Mulheres – 55µg. 
Os alimentos ricos em selênio são, principalmente, castanha-
do-pará, trigo, arroz, gema de ovo, sementes de girassol e frango. 
 Vitamina D → A deficiência de vitamina D pode levar à perda 
óssea, além de elevar o risco de osteoporose. A recomendação 
da ingestão diária de cálcio, para ambos os sexos é de 10µg 
As principais fontes alimentares de cálcio são: leite e 
derivados, ovos, margarinas, peixes. 
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Vitamina A → É recomendado o consumo diário de vitamina 
A, sendo900µg para homens e 700µg para mulheres. 
As principais fontes de vitamina A são: fígado, gema de ovo 
e óleos de peixes. E vegetais como cenoura, espinafre, manga, 
mamão etc. 
Vitamina C → A recomendação diária de vitamina C para os 
idosos é de 90mg para homens e 75mg para mulheres. 
As principais fontes de vitamina A são: frutas com vitamina 
C como camu-camu (fruta da Amazônia) e acerola. Há também 
ótimos índices de vitamina C na goiaba, kiwi, morango, laranja, 
pimentão, brócolis, couve-de-bruxelas, goji Berry, cranberry e 
caju. 
RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo 
deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. 
Você deve ter aprendido que temos diversas fór-
mulas para calcular a taxa metabólica basal do ido-
so, e que as recomendações nutricionais tanto de 
macronutrientes, quanto vitaminas e minerais, são 
diferenciadas para a idade específica, consideran-
do as patologias. Interessante, não é? Vamos para 
o próximo capítulo?
35NUTRIÇÃO E O IDOSO
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Suplementação de nutrientes 
para idosos 
OBJETIVO
Ao término deste capítulo você será capaz avaliar 
a necessidade de suplementação de nutrientes na 
dieta dos idosos . Isso é de extrema importância 
para entendermos como será nossa intervenção 
neste grupo. Vamos estudar um pouco a respeito? 
E então? Motivado para desenvolver esta compe-
tência? Então vamos lá. Avante! 
Suplementação e fortificação 
Você sabe a diferença entre fortificação e suplementação? 
 • Suplementação é utilizada quando as necessidades 
específicas de algum subgrupo da população são 
maiores do que as da população em geral (exemplo 
crianças e idosos). 
 • Fortificação pode ser a escolha apropriada quando a 
ingestão de um determinado nutriente pela maioria da 
população é inadequada. 
Devido às alterações fisiológicas que acometem os idosos, 
eles estão em um grupo de risco de grande dificuldade na ma-
nutenção adequada da ingestão energética e de nutrientes por 
meio de uma alimentação adequada. Dentre essas alterações, 
podemos destacar: diminuição do metabolismo basal, alterações 
na percepção sensorial, redistribuição da massa corporal, dimi-
nuição da sensibilidade à sede e alterações no funcionamento 
digestivo. 
36 NUTRIÇÃO E O IDOSO
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REFLITA
Os idosos podem reduzir o consumo de alimentos 
por vários fatores, como já estudamos anterior-
mente. Logo, a inapetência, a redução do paladar e 
do olfato, a saúde oral prejudicada, o medicamen-
to, a saciedade precoce, além de fatores psicosso-
ciais, econômicos. 
Devemos sempre estarmos atentos à composição corporal 
do idosos, e observar quais fatores podem interferir nisso - 
como os fatores culturais, o estilo de vida e até mesmo fatores 
ambientais. Para que possamos garantir um bom diagnóstico é 
necessário realizarmos uma avaliação antropométrica adequada, 
utilizando em conjunto vários indicadores para que possamos 
determinar o quadro do paciente e as possíveis intervenções 
nutricionais. 
Suplementamos os idosos com o objetivo de reduzir as 
carências nutricionais que, por algum motivo, não estão sendo 
supridas na dieta. Caso necessário, a oferta de suplementação 
em conjunto com uma supervisão profissional pode ser de grande 
valia para garantir o estado nutricional do idoso, porém após 
avaliação criteriosa de todos os parâmetros antropométricos. 
A alimentação saudável e de acordo com idade, contendo 
todos os nutrientes essenciais, é muito importante para promoção 
e a manutenção da saúde, além da prevenção de patologias. 
Um exemplo da baixa ingestão e da necessidade de suple-
mentação é a proteína, pois a sua ingestão abaixo do recomen-
dado pelas DRI’s pode ocasionar perda da força muscular, des-
nutrição, baixa imunidade. Já as vitaminas e os minerais também 
atuam sobre o sistema imunológico, prevenindo algumas doen-
ças. 
37NUTRIÇÃO E O IDOSO
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É normal as pessoas pensarem que a alimentação está ade-
quada, suprindo todas as necessidades. Contudo, não podemos 
nos descuidar da fome oculta, síndrome que atinge muitas pes-
soas e caracterizada pela deficiência nutricional que não apre-
senta sintomas claros, só que em longo prazo pode causar sérias 
consequências à saúde. 
Os suplementos prontos e já industrializados que existem 
no mercado são uma saída segura e bem mais acessível ao 
equilíbrio nutricional, mas sempre lembrando que eles não 
substituem a refeição. 
SAIBA MAIS
Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos a 
leitura do artigo “Suplementação de micronutrien-
tes na senescência: implicações nos mecanismos 
imunológicos”, acesse no QR code:
Quando devemos suplementar? 
Como já vimos anteriormente, o passar dos anos tem muitos 
efeitos e reflexos no corpo humano, assim, quanto mais velhos 
ficamos, mais atentos devemos estar às necessidades do corpo e 
às novas restrições que vamos desenvolvendo constantemente. 
Assim, as alterações fisiológicas normais do processo de en-
velhecimento, somadas ao desenvolvimento de doenças crônicas 
e fatores familiares, sociais e econômicos acabam acarretando 
https://www.scielo.br/j/rn/a/Pg63xY4yh9wsM8Tgr3BgFhw/?lang=pt
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novos comportamentos, hábitos e necessidades alimentares que 
devem ser suprimidas para que o corpo continue funcionando 
de maneira correta. 
De acordo com Novaes (2005), podemos compreender que 
o envelhecimento do indivíduo, principalmente após os 50 anos, 
acaba resultando: 
 • Na redução da massa muscular, que passa a diminuir 
entre 1 e 2% a cada ano. 
 • Redução da força muscular, que acontece em até 1,5% 
ao ano e acima de 3% após os 60 anos. 
 • Deterioração da mobilidade funcional. 
 • Redução da mobilidade física. 
Todos esses fatores acabam por reduzir a independência 
e a autonomia do idoso, reduzindo sua qualidade de vida e 
aumentando as chances de desenvolvimento de alguma doença 
crônica ou doença secundária. 
Sendo assim, é de extrema necessidade observar e 
acompanhar a alimentação dos idosos, de forma que seja feita 
adequadamente para suprir todas as necessidades do corpo, 
além de fortalecê-lo e trazer mais qualidade de vida para o 
indivíduo. 
Desta forma, em diversos momentos acaba sendo necessá-
rio que haja uma suplementação de nutrientes, proteínas, vita-
minas, entre outros componentes de extrema necessidade para 
o funcionamento satisfatório do corpo humano. Logo, a suple-
mentação é indicada em situações específicas, quais sejam: 
 • Quando o consumo alimentar de certo nutriente estiver 
abaixo da recomendação diária média (RDA) considera-
39NUTRIÇÃO E O IDOSO
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da para o idoso, associada a parâmetros bioquímicos 
que indiquem deficiência. 
 • Quando existirem patologias que contribuam para 
a deficiência de um ou mais nutrientes (interação de 
alimentos e nutrientes). 
 • Quando o idoso apresentar sinais e sintomas de redu-
ção da função em detrimento da deficiência de certo 
nutriente. 
Figura 4 – Idoso portador de enfermidade que necessita de suplementação 
Fonte: Freepik 
 • Doenças crônicas: devemos nos atentar aos idosos 
portadores de doenças crônicas. Diante disso, a 
suplementação de ômega-3 e antioxidantes podem 
auxiliar a combatê-las, reduzindo a inflamação e o 
estresse oxidativo que potencializa a progressão de 
doenças, sobretudo as cardiovasculares. 
 • Desnutrição: idosos com quadro de desnutrição apre-
sentam deficiência calórica, que compromete a ma-
nutenção da saúde. Nesse caso são indicados suple-
40 NUTRIÇÃO E O IDOSO
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mentos hipercalóricos e energéticos que favorecem o 
funcionamento do metabolismo corporal. 
 • Sarcopenia: é a perda natural de tecido muscular que 
ocorre com o processo de envelhecimento. A suple-
mentação proteica pode ser benéfica na minimização 
da sarcopenia. 
 • Para evitar a carência de vitamina B12, os vegetarianos 
estritos devem tomar doses complementaresdela. 
 • Para diminuir o risco de osteoporose, mulheres que en-
tram na menopausa devem fazer uso de doses comple-
mentares de cálcio e vitamina D. 
A ausência de suplementação nos casos em que há alguma 
forma de deficiência nutricional pode acarretar inúmeros proble-
mas no organismo, dentre os quais alguns podem ser identifica-
dos na tabela abaixo. 
Tabela 2 – Consequências da eficiência nutricional 
Fonte: A autora (2023) 
Suplementos alimentares 
Os suplementos alimentares são fabricados com a finali-
dade de complementar a alimentação e reforçar a ingestão de 
nutrientes, em condições específicas como é o caso do idoso. Os 
41NUTRIÇÃO E O IDOSO
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suplementos são direcionados a pessoas com restrição alimen-
tar e com deficiências nutricionais. 
suplementos são divididos em categorias, de acordo com o 
benefício maior que cada um deles promoverá: 
 • Suplementos proteicos. 
 • Suplementos antioxidantes. 
 • Polivitamínicos. 
 • Suplementos energéticos. 
 • Suplementos hipercalóricos. 
 • Suplementos de ômega-3. 
 • Suplementação de Creatina 
A creatina é um composto que naturalmente é sintetizado 
pelo nosso corpo, sendo um derivado da guanidina e que depende 
de aminoácidos precursores para o seu armazenamento e 
utilização pelo organismo. A principal fonte de creatina por meio 
da alimentação se dá por alimentos derivados de animais, como 
carnes, ovos, leites, entre outros. 
A creatina fica armazenada nos músculos esqueléticos e é 
responsável por manter todos os níveis de ATP (adenosina trifos-
fato) durante as contrações musculares. Assim, a suplementação 
de creatina é responsável por auxiliar no aumento da massa ma-
gra, na redução do estresse oxidativo do corpo humano, aumen-
to no ganho de funções, de força muscular e no desempenho de 
atividades físicas. 
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Suplementação de Leucina 
A leucina é um aminoácido responsável por realizar a 
síntese proteica da proteína quinase, sendo esta um alvo da 
rapamicina (mTOR) no corpo humano, estimulando a síntese de 
outras proteínas essenciais. Logo, atua fortemente na síntese de 
proteínas musculares, principalmente em pessoas idosas. 
Uma vez que haja a suplementação da leucina, é possível 
observar um maior estímulo na síntese das proteínas do músculo 
pós-prandial, um aumento da porcentagem de massa muscular 
nas pernas, um aumento da força, uma maior independência 
para a realização de atividades físicas. Ademais, uma promoção 
de efeitos anticatabólicos, perda de peso, facilidade na cura de 
doenças, entre outros efeitos. 
Suplementação de Proteínas 
A suplementação de proteínas é uma das mais frequentes 
realizadas atualmente, principalmente por pessoas jovens que 
praticam atividades físicas constantes. No entanto, a suplemen-
tação proteica pode ser realizada também em idosos, principal-
mente se associada à suplementação de colágeno. 
Assim, a suplementação de proteínas pode auxiliar: na 
manutenção do balanço nitrogenado, na redução da sarcopenia, 
no estímulo do anabolismo proteico, no aumento dos músculos 
e da força muscular, no ganho de massa magra, entre outros. 
Destacamos ainda que a suplementação de proteínas em 
idosos é de extrema necessidade para promover a compensação 
entre as inflamações do corpo e as condições catabólicas que 
estão ligadas a doenças crônicas mais frequentes. Portanto, 
43NUTRIÇÃO E O IDOSO
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quanto mais doenças crônicas um idoso possui, maior será a 
necessidade de suplementar proteínas no seu organismo. 
IMPORTANTE
Para que a suplementação de proteínas seja ainda 
mais eficaz é recomendado que seja associada à 
prática de atividades físicas. 
Suplementação de Vitamina D 
A vitamina D é considerada como um dos mais importantes 
nutrientes para os idosos, uma vez que atua diretamente com 
a absorção do cálcio, auxiliando no fortalecimento ósseo e no 
metabolismo geral do corpo. Sendo assim, o consumo adequado 
de vitamina D auxilia na manutenção de ossos mais saudáveis. 
Sendo assim, a ausência dessa vitamina no organismo im-
pacta negativamente na quantidade de massa muscular e na for-
ça do indivíduo, o que aumenta o risco da ocorrência de quedas, 
fraturas, diminuição da independência e da autonomia física do 
indivíduo. 
Figura 5 – Idosa tomando suplementação de vitamina D 
Fonte: Freepik 
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Suplementação de Ômega 3 
A ômega 3 é considerada como um ácido graxo poli-
insaturado (AGPI n3) e é considerada como um lipídio de extrema 
importância para o corpo, auxiliando na redução do colesterol, 
dos triglicerídeos, no aumento da massa muscular, na redução 
da necessidade de oxigênio durante a realização de atividades 
físicas, maior força e resistência física, além de auxiliar as vias 
metabólicas e na síntese dos tecidos musculares. 
Assim como em outros casos, devemos ressaltar que 
os efeitos da suplementação de ômega 3 são potencializados 
quando associados à prática de atividades físicas. Além disso, 
essa suplementação também demonstra melhoras nas funções 
neuromusculares durante testes funcionais. 
Suplementação de Zinco 
O zinco é um nutriente importante para auxiliar no cresci-
mento celular, além de atuar na diferenciação e no processo me-
tabólico das células. O zinco também auxilia na regulamentação 
hormonal, principalmente quando associados aos hormônios GH 
e IGF-1. 
Sendo assim, a suplementação de zinco pode atuar aumen-
tando a secreção do hormônio GH, além de auxiliar no fortaleci-
mento do sistema imunológico, ajuda no processo de cicatriza-
ção, ajuda a prevenir infecções diversas, casos de diabetes e até 
mesmo alguns tipos de câncer. 
Suplementação de Ferro 
O ferro é considerado como um micronutriente que ajuda 
na síntese dentro das hemácias, além de auxiliar no transporte 
45NUTRIÇÃO E O IDOSO
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de oxigênio dentro do organismo. Em geral, o ferro pode ser 
consumido através de alimentos de origem animal (ferro heme) 
ou de origem vegetal (não-heme). 
A falta de ferro no organismo pode comprometer o siste-
ma imunológico, facilita a ocorrência de infecções, reduz as ca-
pacidades cognitivas e a produtividade, além de ser considerada 
como uma das principais causas da anemia. 
Fatores a favor e conta a 
suplementação 
Devido a diversos fatores como doenças e medicamentos, 
os idosos podem necessitar de suplementação de nutrientes. No 
entanto, encontramos prós e contras da suplementação, uma 
vez que há aqueles defendem a necessidade de administrar 
suplementos vitamínicos e, por outro lado, os que consideram 
que essa alimentação adequada fornecerá as quantidades 
suficientes de nutrientes. 
Prós: 
 • A suplementação de antioxidantes está associada à 
redução do risco de enfarte agudo do miocárdio, devido 
à sua capacidade de travar o processo aterosclerótico. 
 • A suplementação diária com vitaminas antioxidantes 
pode aumentar as defesas imunitárias dos idosos. 
 • A suplementação é uma maneira pouco dispendiosa 
para suprir as necessidades nutricionais. 
 • Suplementação com vitamina E reduz de risco cardio-
vascular ou doença de Alzheimer. 
 • Suplementação com vitamina D ajuda doentes com 
osteoporose. 
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 • Suplementação com folato para idosos, com fatores de 
risco cardiovascular e alcoólicos. 
 • Suplementação com tiamina para alcoólicos. 
Contras:
 • Idosos são mais susceptíveis à toxicidade, causada pela 
ingestão exagerada de suplementos e pelo seu uso 
prolongado. 
 • A suplementação com alguns nutrientes pode levar 
a uma resposta metabólica desfavorável em alguns 
idosos. Por exemplo, excesso de folato pode mascarar 
deficiência de vitamina B12. 
 • Na maioria das vezes, os idosos utilizam muitos 
medicamentos, e a suplementação com vitaminas e 
minerais pode resultar numa combinação indesejada. 
 • É comum acontecerem alterações fisiológicas durante 
o envelhecimento, as quais podem contribuir para que 
certos nutrientesse acumulem no organismo do idoso, 
levando à toxicidade. 
 • A ingestão de alimentos proporciona benefícios bioquí-
micos, fisiológicos e psicológicos que os suplementos 
não conseguem suprir. 
47NUTRIÇÃO E O IDOSO
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RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo 
deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. 
Você deve ter aprendido que os idosos compõem 
um grupo de risco para carências nutricionais e 
que deve ser avaliada a necessidade de uma suple-
mentação neste grupo. Neste ciclo da vida, ocorre 
fisiologicamente a perda muscular que pode ser 
suprida com a alimentação correta ou a suplemen-
tação de proteínas. Diante disso, tem-se vários 
fatores prós e contra à suplementação, cabendo 
avaliar a real necessidade e os benefícios desse 
processo. Vamos para o próximo capítulo?! 
48 NUTRIÇÃO E O IDOSO
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Estado nutricional e a qualidade 
de vida dos idosos 
OBJETIVO
Ao término deste capítulo você será capaz de com-
preender os fatores que auxiliam o estado nutri-
cional e a qualidade de vida dos idosos. Isto é de 
extrema importância para entendermos como será 
nossa intervenção neste grupo. Vamos estudar um 
pouco a respeito? E então? Motivado para desen-
volver esta competência? Então vamos lá. Avante! 
Envelhecimento ativo 
O envelhecimento é um processo natural do corpo 
humano, afinal, estamos sempre envelhecendo e passando por 
constantes mudanças e alterações físicas, mentais, metabólicas, 
psicológicas, entre tantas outras. 
Sendo assim, é sempre necessário estar atento às novas 
necessidades do nosso corpo e às limitações que vão surgindo aos 
poucos. Nesse contexto surge a noção de envelhecimento ativo, 
concepção atrelada à otimização do processo de envelhecimento, 
ou seja, a ideia de um envelhecimento mais saudável, com 
mais oportunidades e garantias aos idosos, melhorando a 
sua segurança, saúde, bem-estar e, consequentemente, a sua 
qualidade de vida. 
O envelhecimento ativo vem trazer aos cidadãos propostas 
para melhoria em diversos campos de sua vida, tanto no bem-
estar físico, quanto no social e no mental, além de facilitar uma 
maior inclusão das pessoas idosas na sociedade, observando 
suas principais necessidades, desejos, vontades e a capacidade 
que cada um tem de continuar vivendo. 
49NUTRIÇÃO E O IDOSO
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Tabela 3 – Envelhecimento ativo 
Fonte: World Health Organization 
É bastante comum que, após a aposentadoria, a comunidade 
passe a enxergar o idoso como um estorvo, um peso para a 
família e para a sociedade, já que não estaria mais contribuindo 
de forma ativa para o bem-estar coletivo. 
Logo, o envelhecimento ativo traz a ideia de que, mesmo 
não estando atuante com sua força de trabalho, o indivíduo 
segue contribuindo e participando de questões sociais, culturais, 
civis, econômicas e espirituais, quebrando a noção de que o 
idoso deixa de viver ativamente, além de dar a ele uma maior 
perspectiva sobre a sua vida com uma nova rotina e com uma 
função para a comunidade. 
Sendo assim, podemos entender que o envelhecimento 
ativo não é apenas uma nova perspectiva para o idoso, mas 
também pode ser visto como uma política de saúde pública, 
50 NUTRIÇÃO E O IDOSO
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uma vez que um idoso ativo e inserido na sociedade está menos 
suscetível a desenvolver problemas que podem levar a doenças 
físicas, mentais, chegando até a aumentar a sua expectativa de 
vida. 
Tais programas de envelhecimento ativo devem envolver 
atividades e práticas que promovem a atividade mental, 
exercícios físicos, interações sociais, práticas mais saudáveis de 
alimentação, entre tantas outras que podem atuar na melhora 
da saúde e no fomento da autonomia do idoso no seu dia a dia. 
Figura 6 – Idosos em atividade social ativa 
Fonte: Freepik 
DEFINIÇÃO
Para compreender melhor esse assunto, é impor-
tante distinguir as diferenças entre autonomia e 
independência, afinal, apesar de parecerem sinô-
nimos, são noções diferentes. Por um lado, a auto-
nomia é uma habilidade do indivíduo em controlar 
as possibilidades que lhes são oferecidas, além de 
tomar decisões pessoais e lidar com situações diá-
rias de acordo com a sua vontade. A independên-
cia, por sua vez, é uma habilidade do indivíduo em 
executar tarefas e funções diárias de maneira inde-
pendente da comunidade ou da ajuda de terceiros. 
51NUTRIÇÃO E O IDOSO
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A ideia de envelhecimento ativo já é tão disseminada como 
forma de política de saúde que, no ano de 2002, a Organização 
Mundial da Saúde (OMS) publicou um livro para servir como guia 
e orientação para governos, organizações sociais e para a própria 
comunidade. 
ACESSE
Para conhecer mais detalhes sobre o livro “Enve-
lhecimento Ativo: Uma Política de Saúde”, publica-
do no Brasil em 2005, acesse no QR code:
Podemos, então, citar algumas dicas que auxiliam nos 
projetos e na noção de envelhecimento ativo que vimos até 
o momento. Assim, ressaltamos que são questões a serem 
observadas por idosos, governos, profissionais da saúde e pela 
própria sociedade: 
 • Cuidado com a hipertensão. 
 • Prevenção da obesidade. 
 • Campanhas contra o fumo. 
 • Promoção da prática de exercícios físicos e esportes. 
 • Redução das situações que causam estresse e tensões. 
 • Controle do colesterol e do açúcar no sangue. 
 • Indicações quanto à ingestão adequada de vitaminas, 
proteínas, minerais, entre outros nutrientes necessá-
rios. 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/envelhecimento_ativo.pdf 
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 • Campanhas contra a automedicação (uso de medica-
mentos sem orientação médica). 
 • Realização de dietas apenas com orientação e acompa-
nhamento de profissionais. 
 • Campanhas contra o uso de bebidas alcóolicas. 
 • Incentivo à alimentação mais saudável, voltada para a 
ingestão de frutas, verduras, legumes e alimentos não 
industrializados. 
 • Oficinas sociais para o desenvolvimento de novos hob-
bies, como pintura, costura, bordado, leitura, aprendi-
zado de uma nova língua ou qualquer outra atividade 
que possa tornar a vida do idoso mais dinâmica. 
 • Fomento a atividades que promovam a interação e o 
contato social. 
 • Ter bons hábitos de sono. 
 • Entre outros. 
Assim, passaremos a conhecer um pouco mais sobre 
algumas atividades sugeridas e que podem trazer inúmeros 
benefícios tanto para os idosos quanto para a comunidade. 
Atividade e interação social 
Envelhecer não significa deixar de fazer as coisas que mais 
gosta, simplesmente adoecer e se afastar de tudo. Pelo contrário, 
o idoso pode e deve manter uma boa qualidade de vida. 
Atualmente encontramos espaços dedicados à terceira 
idade: centros de convivência, grupos da mais idade, centros de 
referência. Esses espaços e grupos são de extrema importância 
porque promovem atividades específicas para os idosos com 
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diferentes objetivos, mas o denominador comum é a interação 
social entre os idosos, algo muito significativo para eles. 
Essa interação social melhora a qualidade de vida deles, 
pois desenvolve o a sensação de bem-estar e pertencimento, 
assim como promove a melhoria no funcionamento do corpo. 
Figura 7 – Idosos em interação social 
 
Fonte: Freepik 
Uma boa interação/convivência com a família também é 
fundamental para os idosos, pois a vida deles não se resume 
apenas à participação de grupos de mais idade, pois há o 
envolvimento com a comunidade em geral, família grupos 
religiosos etc. 
As relações sociais também promovem diversos benefícios, 
como os mentais. Aquele idosos que não possuem convívio 
social com outras pessoas, grupos, famílias, podem apresentar 
problemas de depressão, além da capacidade cognitiva geral. O 
convívio de idosos com outras pessoas é fundamental porque 
estimulam diversas atividades para sair da monotonia. 
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Dessaforma, o convívio social é um fator positivo para que 
o idoso envelheça de forma saudável durante esse último ciclo 
da vida! 
SAIBA MAIS
Quer se aprofundar neste tema? Leia o artigo “Es-
tado nutricional e a qualidade de vida em homens 
idosos, vivendo em instituição de longa permanên-
cia em Curitiba”. Acesse no QR code:
Produtividade 
Na maioria das vezes o idoso, ao se aposentar, sente-se 
inútil, sem benefícios para a sociedade, e caso ele não tenha um 
apoio da família ou de cuidadores, pode entrar até mesmo em 
um quando depressivo. 
O idoso precisa muito do apoio da família, porém muitas 
vezes isso não acontece, o que acaba afastando-o de decisões 
importantes. Na maioria das vezes, as pessoas acreditam que os 
idosos não possuem mais capacidade de tomar decisões e essa 
exclusão desperta um sentimento de tristeza e de inutilidade. 
Trabalhos voluntários 
O idoso tem a necessidade de se sentir ativo, útil, e muitas 
vezes buscam trabalhos como voluntariados para ajudar quem 
mais precisa. Essa atividade é fundamental porque se sentem 
úteis, evitando, na maioria das vezes, a depressão. 
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-98232011000400003
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Em relação ao voluntariado, dois aspectos devem ser 
considerados: o voluntariado realizado para o público idoso e o 
voluntariado realizado pelo público idoso. 
Ao se aposentar, surgem novos desafios, pois junto com a 
ideia de liberdade, de descanso, de prêmio, está a sensação de 
inutilidade, de inatividade, de vazio e até de recusa em aceitar a 
situação. Então, o que fazer para enfrentar essa nova etapa da 
vida? 
Convívio com crianças e jovens 
Pode ser muito benéfico o convívio de idosos com jovens 
e crianças, pois há uma transmissão de conhecimentos, 
experiências e habilidades, além da companhia fundamental 
entre eles. 
Os idosos possuem diversas histórias vividas e uma série de 
conhecimentos para compartilhar com os mais novos; e, dessa 
forma, podem se sentir com um propósito renovado, livres do 
tédio ou com a vitalidade aumentada. De outro lado, os jovens 
de hoje estão cada vez mais conectados, trazendo novidades e 
podem ensinar muita coisa aos idosos. 
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Figura 8 – Convivência dos idosos com crianças 
Fonte: Freepik 
Exercícios mentais 
As atividades mentais têm uma importante função para os 
idosos, beneficiando o envelhecimento saudável, melhorando 
a capacidade de atenção, memória, linguagem e raciocínio. Os 
exercícios mentais também ajudam a prevenir e a combater o 
declínio cognitivo que ocorre com as alterações fisiológicas do 
envelhecimento e de algumas patologias, como o Alzheimer. 
 Para melhorar a saúde mental o idoso deve estimular o 
cérebro para que se mantenha sempre ativo. É natural que 
com o envelhecimento as funções corporais diminuam, e com 
as funções cerebrais não é diferente; porém, elas podem ser 
preservadas e recompostas por meio da ginástica cerebral. 
A ginástica cerebral estimula o cognitivo através de desafios e 
atividades ao cérebro. 
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Atividade física 
Envelhecer é um processo dinâmico, progressivo e irrever-
sível que ocorrerá com todos nós. O envelhecimento levará a al-
terações fisiológicas e psicológicas, ocorrendo a diminuição da 
capacidade de adaptação do organismo ao ambiente, propician-
do maior vulnerabilidade e incidência de doenças. 
Com o envelhecimento, as pessoas desaceleram seu ritmo 
de vida devido às limitações impostas pelo corpo, no qual ocorre 
uma redução progressiva da composição e função corporal, 
perda da massa muscular, diminuição da massa óssea, tornando-
os mais propensos a fraturas. 
 Quando os idosos praticam atividade física, podemos 
perceber uma série de vantagens, como: vigor e autoestima, 
ganho de massa muscular, força, desempenho e modificações 
positivas da sua forma física. 
Figura 9 – Idosos praticando hidroginástica 
Fonte: Freepik 
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Envelhecer é um fenômeno natural e crescente na população 
mundial e que ocorrerá com todos nós um dia. Nesse processo, o 
envelhecimento vem acompanhado por modificações fisiológicas 
e mentais, as quais podemos minimizá-las pela atividade física e 
pela alimentação saudável. 
Fatores relacionados ao ambiente 
físico 
É de extrema importância um ambiente físico adequado/
adaptado aos idosos, pois assim terão independência em realizar 
as suas atividades rotineiras sem depender de ajuda. Idosos que 
vivem em locais com diversas barreiras físicas não saem de casa 
com frequência, e assim se tornam propensos ao isolamento, à 
depressão, a um menor preparo físico e a mais problemas de 
mobilidade. 
Serviços de transporte público acessíveis e baratos são 
necessários em áreas rurais e urbanas, de modo que pessoas de 
todas as idades possam participar integralmente na vida familiar 
e comunitária. 
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RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo 
deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. 
Você deve ter aprendido os fatores que influen-
ciam na qualidade de vida dos idosos. Com o enve-
lhecimento e a aposentaria, os idosos na maioria 
das vezes se sentem inúteis e, para evitar isso, é 
importante que estejam envolvidos em atividades 
para que não entrem em depressão. Por exemplo, 
o trabalho voluntário é uma boa opção, pois eles 
irão conviver com outras pessoas e ajudarem os 
mais necessitados. Outro fator muito interessante 
e fundamental é o convívio com crianças e jovens, 
pois além de um transmitir todo seu conhecimento 
e experiencia, e outro ensinar coisas novas, a com-
panhia nessas duas faixas etárias é fundamental! 
Atividades físicas e exercícios mentais também são 
muito importantes nesse ciclo da vida, pois man-
têm a mente ocupada, estimulando o raciocínio e 
evitando doenças. Entendeu tudo? Comente lá no 
fórum as suas dúvidas! Chagamos ao fim desta uni-
dade e espero que você tenha gostado!
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 IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Número de 
idosos cresce 18% em 5 anos e ultrapassa 30 milhões em 
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http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-98232011000400003&lng=en&nrm=iso
	População idosa brasileira 
	Avanço da população idosa brasileira 
	Estado nutricional da população idosa 
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