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Naomi Zanellato 2023.2 CLÍNICA MÉDICA II 1 PROPEDÊUTICA REUMATOLÓGICA A Reumatologia é uma especialidade clínica que apresenta interface de manifestações musculoesqueléticas com manifestações de doenças sistêmicas. Ou seja, além de avaliar o aparelho osteoarticular, avaliamos também manifestações de outros aparelhos, outras doenças sistêmicas. Apesar de a dor ser uma das queixas principais, não é só o quadro articular que será avaliado e tratado pelo reumatologista. ANAMNESE Como toda propedêutica, devemos iniciar pela anamnese, englobando identificação, queixa, duração, história pregressa da moléstia, interrogatório sobre os diversos aparelhos, antecedentes pessoais e familiares. A identificação é muito importante nesses pacientes, pois o sexo, por exemplo, pode ser importante para nortear a investigação diagnóstica. Muitas doenças acometem principalmente mulheres, como o lúpus; e nesse caso, a idade também é importante, pois o lúpus acomete mais mulheres em idade fértil. Já em pacientes masculinos jovens (até 45 anos), tendemos a pensar em espondiloartrites. Em casos de mulheres idosas (> 60 anos) com queixas de dor articular, precisamos pensar em doenças específicas para essa faixa etária. Portanto, quando avaliamos idade, sexo, raça, antecedentes, são muito importantes na investigação. OBS: pacientes afrodescendentes apresentam maior acometimento por lúpus do que pacientes caucasianos. A maioria dos pacientes se apresenta com quadro de dor, mas muitas vezes não é apenas a dor articular. O paciente pode vir encaminhado de outra especialidade com queixas em outros aparelhos e apresentar história sugestiva (lombalgia inflamatória, psoríase, uveíte...). Quando o paciente apresenta DOR ARTICULAR, pode ser uma artrite, poliartralgia ou uma artralgia... É importante avaliar por quanto tempo ele apresenta essa dor, se for de 7 a 10 dias, trata-se de uma crise aguda, que fala a favor de certas doenças, como um quadro viral, infeccioso. Se o paciente se queixa de dor há 3 meses, 6 semanas, 8 semanas, trata-se de uma doença mais crônica, falando a favor de artrite reumatoide, por exemplo. Além disso, é necessário destacar a história pregressa, se o quadro se repete, questionar sobre os diversos aparelhos, outras comorbidades. EX: paciente lúpica que chega com quadro de poliartralgia e poliartrite, tendo a dor como queixa principal. Mas a história é florida, com febre, queda de cabelo, úlceras orais, internações anteriores por derrame pleural, derrame pericárdico, picos hipertensivos, edema em membros inferiores, urina espumosa, olho seco, boca seca... Tudo isso é importante ser avaliado. Os antecedentes pessoais também acrescentam na investigação, questionar sobre internações prévias, cirurgias prévias, comorbidades. Em mulheres, os antecedentes ginecológicos também são importantes, é preciso questionar quantos filhos, se teve aborto (provocado ou não), entre outras coisas. O lúpus pode Naomi Zanellato 2023.2 CLÍNICA MÉDICA II 2 apresentar história de abortamento e tem a síndrome do anticorpo antifosfolípide que apresenta história de perdas gestacionais múltiplas. Pacientes com história familiar positiva para doenças reumatológicas tem maior chance de apresentar também alguma doença, mas não é regra. TIPO DA DOR Artralgia: dor articular. Artrite: inflamação de articulação (apresenta sinais inflamatórios, se o paciente tem dor e edema já pode classificar como inflamação). Poliartrite: mais de 4 articulações. Oligoartrite: menos de 4 articulações. Se o paciente apresenta poliartrite, precisamos avaliar a característica da dor (mecânica ou inflamatória). Questione: “a dor piora quando está em repouso e melhora quando movimenta ou o contrário?”. MECÂNICA: o doente evita o movimento. Tem melhora com o repouso, pode ter piora pela manhã, pode ter rigidez matinal fugaz (comum em pacientes com osteoartrite, osteoartrose, quadro de trauma, ligamento). INFLAMATÓRIA: o doente evita repouso. Geralmente é pior de manhã, com rigidez prolongada, mais facilidade de ter edema e calor local (fala a favor de doenças como artrite reumatoide, lúpus, algumas vasculites). OBS: dor de caráter inflamatório não quer dizer inflamação, mas tem características inflamatórias. TEMPO Quanto tempo apresenta o quadro? 15 dias a 3 meses: fase subaguda Mais de 3 meses: quadro crônico O tempo de progressão também deve ser avaliado. Progressão rápida (ex: gota) Progressão intermitente Progressão lenta (ex: artrite reumatoide) SIMETRIA E LOCALIZAÇÃO Simétrico (comum em artrite reumatoide) ou assimétrico (comum em pacientes com gota) Axial (ex: espondiloartrite) ou periférica Grandes (joelho, tornozelo, ombro, cotovelo...) ou pequenas articulações (mão, punho, pé...) Membros superiores (ex: vasculites) ou inferiores (ex: gota) Oligoarticular (ex: artrite idiopática juvenil; febre reumática) ou poliarticular (ex: artrite reumatoide) Naomi Zanellato 2023.2 CLÍNICA MÉDICA II 3 Lesão psoriforme, descamativa vasculite É importante definir quais articulações são acometidas, quantas, a simetria... Além da caracterização e de falar que o paciente apresenta dor articular. PADRÃO DO ENVOLVIMENTO ARTICULAR Aditivo (acumulativo? Começou em uma mão e foi para a outra? Depois da mão foi para o punho, depois associou com pé...) ex: artrite reumatoide. Migratório (melhorou um lugar e foi para o outro?) ex: febre reumática. FATORES IMPORTANTES PARA O DIAGNÓSTICO Além do quadro articular, devemos observar se o paciente teve febre, prostração, emagrecimento, inapetência, alterações de mucosa, mucocutâneas, linfadenopatia e hepatomegalia... Devemos avaliar também os diagnósticos diferenciais, pois doenças mieloproliferativas, por exemplo, apresentam um quadro de emagrecimento associado à dor articular. A avaliação física, palpação de fígado, baço, linfonodos, são muito importantes no exame desses pacientes. EXAME FÍSICO Exame físico geral: avaliação de aparelho cardiovascular, observar se tem sopro, avaliação de aparelho respiratório, se tem estertor, tosse, sibilo, avaliar turgência jugular, avaliar abdome, sistema nervoso... OBS: esclerose sistêmica tem um comprometimento pulmonar importante, pneumopatia intersticial importante. Alguns pacientes com essa deonça podem apresentar um quadro de hipertensão pulmonar. Na ectoscopia também se deve avaliar as lesões de pele: Rashes ou eritemas Ulcerações Fotossenssibilidade Lesões vasculíticas Descamações Muitas vezes o diagnóstico dermatológico vem acompanhado de um diagnóstico reumatológico, por isso, observar a pele é muito importante. As lesões de mucosa também podem estar presentes: Eritemas Ulcerações Lesões vasculíticas Ressecamento Rash malar Lúpus neonatal com eritema e exantema importantes Naomi Zanellato 2023.2 CLÍNICA MÉDICA II 4 Edema de interfalangianas proximais Lesões de fâneros: Alopécia (localizada, difusa) Lesões de unhas (pitting ungueal – comum em pacientes psoriáticos) Nodulações: Nódulos reumatoides Eritema nodoso Tofos gotosos OBS: pode ocorrer fenômeno de Raynaud, perguntar se os dedos mudam de cor no frio. Exame físico osteoarticular: é muito importante observar as mãos, pois podem apresentar sinais óbvios de alguma patologia. Deve-se palpar as articulações (cotovelo, ombro, punho...), observar a mobilidade de joelho, pés, quadril, coluna lombar, sacro-ilíaca... Todos os pontos articulares devem ser avaliados. INSPEÇÃO Deve-se realizar a inspeção estática e dinâmica, palpar (manobras), realizar exames neurológicos de motricidade, reflexo e sensibilidade. Inspeção estática: postura, desvios, edema, atrofia, deformidades, desalinhamento. Inspeção dinâmica: marcha, déficits, restrições. Também avaliamos: Edema Coloração Alinhamento articular Lesões cutâneas Fraqueza muscular PALPAÇÃO Hipersensibilidade Edema Temperatura Crepitação Pontos dolorosos Mão de paciente com artrite reumatoide, subluxações, dedo em Z, dedo em pescoço de cisne Naomi Zanellato 2023.2 CLÍNICA MÉDICA II 5 REGRAS GERAIS DO EXAME FÍSICO Comparar articulações homólogas A articulação é sempre mais fria que o restante do membro Importante: avaliar a amplitude do movimento Há diminuição da amplitude por dor, edema deformidade...? Ativa (quando o paciente realiza o movimento) Passiva (quando realizamos a manobra no paciente) Contra resistência (fazemos uma resistência contra o movimento para que o paciente tente rompê-la) Há hipermobilibade? (amplitude além do normal) – se o paciente apresenta hipermobilidade sem dor, ele é hipermóvel. Se há dor, é uma Síndrome de hipermobilidade AVALIAÇÃO LABORATORIAL EM REUMATOLOGIA Em todas as especialidades a clínica é soberana, portanto, antes de pedir exames laboratoriais, temos que ter feito uma história bem detalhada e amarrada para saber o que pedir e poder interpretar o que acha. Em reumatologia, há diversos exames complementares que podem auxiliar no diagnóstico, principalmente anticorpos e marcadores inflamatórios. O diagnóstico de doenças autoimunes se baseia em critérios que incluem manifestações clínicas e alterações laboratoriais. Não adianta eu ter um exame positivo se não tenho manifestação clínica para fechar um diagnóstico. As alterações laboratoriais não excluem a história ou o exame físico. Não oferece diagnóstico definitivo. Importante na definição da extensão da doença e na determinação do prognóstico. Pode ser divido em: Avaliação da resposta de fase aguda (provas inflamatórias) Pesquisa de autoanticorpos Muitos fármacos atuam bloqueando a cascata inflamatória (bloqueador de TNF, bloqueador de IL- 1, bloqueador de IL-6...). RESPOSTA DE FASE AGUDA: alteração na concentração sérica de certas proteínas depois da injúria tecidual; alguns respondendo com aumento de sua concentração (biomarcadores positivos) e outros com diminuição (biomarcadores negativos). Naomi Zanellato 2023.2 CLÍNICA MÉDICA II 6 BIOMARCADORES POSITIVOS O principal é o fibrinogênio, uma das principais proteínas da fase inflamatória. BIOMARCADORES NEGATIVOS São proteínas consumidas e, portanto, estão diminuídas num processo inflamatório. PROVAS DE FASE AGUDA: são substâncias produzidas no fígado e no SER por ativação de citocinas, em especial IL-1, IL-6 e TNF. MÉTODOS DE AVALIAÇÃO LABORATORIAL DAS PFA VHS PCR Mucoproteínas Eletroforese de proteínas Proteínas do sistema complemento Citocinas Fibrinogênio FIBRINOGÊNIO / VELOCIDADE DE HEMOSSEDIMENTAÇÃO (VHS) Proteína abundante no plasma com papel essencial na homeostase. Papel do reparo tecidual e cicatrização em reações inflamatórias. Naomi Zanellato 2023.2 CLÍNICA MÉDICA II 7 VHS: reflete a concentração de proteínas de fase aguda no plasma, especialmente o fibrinogênio (60-70% da VHS). Método indireto, pouco específico, e depende da agregação de hemoglobina. As hemácias possuem a mesma carga e, com isso, tendem a se repelir. Quando há um processo inflamatório importante com grande quantidade de biomarcadores positivos (como o fibrinogênio), ocorre agregação eritrocitária (rouleaux); esses agregados ficam mais pesados e ocorre a deposição. O VHS mede a velocidade dessa sedimentação. As principais proteínas, além do fibrinogênio, são as globulinas e a albumina. Monitoramento do curso da doença e resposta ao tratamento. Aumentada com a idade e sexo F: Homens: idade/2 Mulheres: (idade+10)/2 Existem algumas causas de falso aumento/alteração do VHS: PROTEÍNA C REATIVA (PCR) Foi descoberta ao reagir com polissacarídeo C do pneumococo no plasma de pacientes durante a fase aguda de pneumonia pneumocócica (tem muita relação com infecção, além de inflamação). Inflamatória ≠ não inflamatória (ajuda a diferenciar). > especificidade > cinética Não se altera com idade, sexo e proteínas plasmáticas Naomi Zanellato 2023.2 CLÍNICA MÉDICA II 8 Importante lembrar: Aumento em poucas horas de estímulo (principalmente em processos infecciosos) Pico dentro de 2-3 dias Meia vida de 8 h Com tratamento efetivo, níveis podem normalizar em 24-48 h Bom para observar a eficácia do tratamento PCR X VHS PCR VHS Aumenta rapidamente Aumenta lentamente Cai rapidamente Cai lentamente Marcador direto da inflamação Marcador indireto da inflamação Estreita variação de resultados Grande variação de resultados Alta sensibilidade Mod sensibilidade Alta especificidade Mod especificidade NÃO altera por fatores (anemia, formato de HCs, proteínas plasmáticas) Afetada por muitos fatores Isso quer dizer que o VHS é ruim? NÃO. O VHS é ótimo, principalmente quando está muito alto, falando a favor de algumas patologias como vasculite, neoplasia... PROTEÍNAS DO SISTEMA COMPLEMENTO Usada para documentar consumo de complemento e diagnosticas raras deficiências do complemento. CH50: avaliação global do sistema (complemento hemolítico total) está reduzido no LES, DMTC e vasculites por imunocomplexos (crioglobulinemicas). C3 e C4 baixos → LES ativo (marcador de atividade). Ajudam no seguimento da atividade de doença e resposta ao tratamento no LES (se o complemento subir após aplicação do tratamento significa que está funcionando). Nefrite lúpica e crioglobulinemia. AUTOANTICORPOS Marcadores diagnósticos Indicadores de subtipos de doenças Marcadores prognósticos Marcadores de atividade de doença Temos um leque de autoanticorpos que servem para direcionar o raciocínio clínico. Existem autoanticorpos fisiológicos e patológicos. FAN FATOR REUMATOIDE Naomi Zanellato 2023.2 CLÍNICA MÉDICA II 9 ANTI CCP ANCA ANFOSFOLIPÍDIOS HLAB 27 FAN (FATOR ANTI-NÚCLEO OU ANTICORPOS ANTI-CÉLULAS) Não necessariamente indica que o paciente tem uma doença autoimune. É um teste de rastreio, não faz diagnóstico sozinho. Imunofluorescência indireta em células Hep-2 (padronização). Títulos: FAN > 1/80 (considerado positivo). Existem > 100 padrões de FAN População normal: ≈ 13% teste positivos (não quer dizer que a pessoa apresenta doença). Antígenos nucleares, nucleolares, citoplasmáticos e do aparelho mitótico. Sugere a diferenciação do autoanticorpo (qual você irá pedir). Auxilia na investigação do diagnóstico de doenças autoimunes e não para atividade. Quando pedido o FAN, é importante especificar o título e o padrão para que seja possível ter um direcionamento para o autoanticorpo. Quanto maior o título, maior a possibilidade de doença reumática associada. Alguns padrões são mais específicos de prováveis de apresentar doença reumática associada. EX: padrão centromérico (mais associado à esclerodermia, síndrome de Sjogren, cirrose biliar primária); padrão nuclear pontilhado fino Ro e La (LES, Síndrome de Sjogren); padrão nuclear homogêneo (LES, lúpus fármaco-induzido); padrão pontilhado grosso (síndrome de superposição). Não só doenças reumatólogicas podem gerar FAN positivo; outras doenças podem gerar esse resultado como mostra o quadro. O estudo representado ao lado mostra que a maior parte da população tem FAN negativo. Dos que apresentam FAN positivo, grande parte tem causa desconhecida, apenas uma pequena parcela tem doença reumática associada e outra Naomi Zanellato 2023.2 CLÍNICA MÉDICA II 10 pequena parcela apresenta doenças não reumáticas associadas. Lembrar sempre de hepatite C, que está associada a doenças reumáticas. O quadro mostra algumas doenças o anticorpo associado.*leu o quadro* FATOR REUMATOIDE Autoanticorpo contra porção FC de IgG (uma imunoglobulina contra outra imunoglobulina, normalmente IgM contra a fração FC da IgG). Geralmente IgM Pode ser IgG ou IgA Técnicas: Látex, Waaler-Rose, Nefelometria (mais usado hoje). Presente em doenças reumáticas e não reumáticas (pacientes com hepatite C, idoso pode ter fator reumatoide positivo – evitar pedir para pacientes idosos). Não deve ser usado como screening (não são marcadores de atividade de doença). Fator prognóstico: mais agressiva, doença erosiva e manifestação extra- articulares. Frequência: 1-4% em não doentes 25% > 60 anos 60-75% na AR ANTICORPOS ANTIPROTEINAS CITRULINADAS (ACPA) Principal: anti-CCP (anti-peptídeo citrulinados cíclicos). Realizado pelo método de ELISA. Marcador sérico mais específico para AR (75% de sensibilidade e 97% de especificidade). Presente precocemente no curso da AR e podem preceder o início clínico. 35% dos pacientes AR tem Fator Reumatoide positivo e Ant CCP positivo. Associado a doença mais severa, mais agressiva. DOENÇAS ASSOCIADAS AO FATOR REUMATOIDE. Naomi Zanellato 2023.2 CLÍNICA MÉDICA II 11 ANTICORPOS ANTIFOSFOLIPÍDIOS Anticorpos relacionados a fenômenos tromboembólicos, abortos de repetição e plaquetopenia. Pesquisa por ELISA ou anticoagulante lúpica. Transitórios em várias doenças crônicas (por isso é importante repetir o exame quando ele vem positivo). Títulos baixos em doenças infecciosas: sífilis, Hansen, EI, HIV. Pode estar associado a síndrome primária (SAF) ou secundária, geralmente LES (30-40%) – maior predisposição a eventos tromboembólicos, abortos... prognóstico pior. Deve-se ficar atento a fatores adicionais para fenômenos tromboembólicos, como obesidade, tabagismo, alterações metabólicas. Quando dosar: Suspeita de trombofilia, principalmente se arterial Todos os pacientes com LES (é um critério) Geralmente encontramos em pacientes jovens com quadro de tromboembolismo, AVE, TVP, sem causa aparente ou específica. Em vigência de anticoagulação, o paciente pode apresentar falso positivo e, nesse caso, deve-se repetir o exame depois de 12 semanas. Quais dosar? (os anticorpos abaixo são os de critério) Anticoagulante lúpico (RVVT e PTT) Anticardiolipina IgM e IgG (ELISA) Anti Beta 2 glicoproteína 1 IgM e IgG (ELISA) A dosagem deve ser realizada em um paciente com suspeição de evento tromboembólico ou caso de abortamento de repetição e repetir esse exame 12 semanas depois. PESQUISA DO ANTÍGENO HLA-B27 Associação com espondiloartrites: o que não quer dizer que todo paciente positivo tem espondilite ou espondiloartrite, pode ter um risco maior. Espondilite anquilosante (até 90%) Enteroartrites (25-50%) Artrite psoriásica (