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Coaching de liderança Apresentação As mudanças históricas ocorridas nas organizações levam sistematicamente à necessidade de reconfiguração das formas como chefes e colaboradores se relacionam. A liderança, nesse sentido, necessita acompanhar o fluxo de alterações que ocorrem no ambiente externo e que afetam a configuração do ambiente interno. Ela deve, ainda, considerar as particularidades de cada negócio e como deve se dar a comunicação de maneira efetiva e potencializadora de um melhor desempenho. Nesta Unidade de Aprendizagem, você compreenderá a noção de coaching de liderança e quais são os seus objetivos no que diz respeito ao aprimoramento das trocas entre liderança e liderados. Serão destacados também como tradicionalmente se configuraram e como têm se configurado os processos de comunicação na gestão, considerando as ações de coaching nas interações contemporâneas. A noção de liderança e engajamento será também ressaltada, destacando as reflexões propostas pelo psicólogo e professor Wilmar Schaufeli, de maneira que se possa compreender a interação geral desses elementos. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Definir coaching de liderança e os seus objetivos.• Analisar o fluxo tradicional de comunicação e as novas formas de comunicação na gestão baseadas em ações de coaching. • Relacionar liderança e engajamento no trabalho a partir das reflexões de Wilmar Schaufeli.• Desafio Dentre tantos desafios que as organizações enfrentam, manter os colaboradores envolvidos, motivados e engajados é certamente algo que demanda uma constante atenção da gestão e sensibilidade para compreender a melhor forma de promover estímulos nas equipes de trabalho. Considerando o engajamento no trabalho como uma condição desejável para o funcionário e para a organização, conforme destaca o psicólogo e professor Wilmar Schaufeli, observe a situação a seguir: Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/64fc51c9-27de-4c88-8a4e-2df0238f2106/06340dc1-9464-46c1-9726-c1c82e4c971d.png Com base em tais informações, proponha, para o gestor, uma atividade que possa ser realizada com a equipe, destacando aspectos fundamentais do engajamento relembrando ideias de Wilmar Schaufeli, para quem o engajamento está para além dessa concepção mais pontual e assume um caráter mais processual. Infográfico A comunicação na gestão sofre ajustamentos contínuos conforme as variações nos ambientes externo e interno. O fluxo tradicional de comunicação emissor-mensagem-receptor (e possíveis ruídos) já não se encaixa de maneira tão simplificada. As particularidades precisam ser consideradas em sua complexidade. Neste Infográfico, você poderá identificar mais sistematicamente como a comunicação convencional se configura, quais os desafios na contemporaneidade e como o coaching pode contribuir para o seu aprimoramento. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/8eead190-162d-4e03-b514-837128b4a1d6/0d618c6c-31e5-4daa-b5c7-47166512a5cd.png Conteúdo do livro O coaching de liderança tem como foco desenvolver no líder uma perspectiva de liderança mais reflexiva e integradora, de maneira a potencializar o desempenho dos colaboradores e abandonar velhas práticas de chefia mais diretivas e hierárquicas que não levam em consideração uma construção conjunta de resultados. No capítulo Coaching de liderança, da obra Coaching e Carreira, você vai distinguir o que configura o coaching de liderança e quais são os seus objetivos. Além de compreender como se dá o fluxo tradicional de comunicação e as novas formas de comunicação na gestão, baseadas em ações de coaching. Nesse processo de discussão, ainda poderá relacionar as noções de liderança e engajamento no trabalho a partir das reflexões de Wilmar Schaufeli. Boa leitura! COACHING E CARREIRA Ana Clara Aparecida Alves de Souza Coaching de liderança Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Definir coaching de liderança e os seus objetivos. Analisar o fluxo tradicional de comunicação e as novas formas de comunicação na gestão, baseadas em ações de coaching. Relacionar liderança e engajamento no trabalho a partir das reflexões de Wilmar Schaufeli. Introdução Entre os diversos tipos de coaching, há especificidades que podem ser voltadas para demandas profissionais. Nessa perspectiva, o coaching de liderança busca orientar os líderes para dinâmicas organizacionais, no sentido de potencializar e melhorar a sua relação com os colaboradores. Para tanto, deve-se configurar uma relação menos rígida de chefia e hierarquia, mais voltada para o direcionamento da força de trabalho e para a tomada de decisões. Busca-se criar um bom relacionamento entre o líder e os colaboradores, de maneira que se crie um ambiente mais amistoso, motivacional e comprometido. Cada momento temporal e cada cultura configuram a liderança de maneira diferente. Na contemporaneidade, o coaching de liderança se apresenta como uma metodologia positiva para o ajustamento das dinâ- micas organizacionais, com fins de alcançar uma liderança mais moderna e eficiente. Para tanto, deve-se centrar naquilo que for mais eficiente e melhor para os relacionamentos em questão. Neste capítulo, você vai distinguir o coaching de liderança das demais práticas de coaching e vai compreender quais são os seus objetivos. Considerando o tema da liderança, você vai analisar o fluxo tradicional de comunicação e as novas formas de comunicação na gestão, baseadas em ações de coaching. Você também vai verificar noções de liderança e engajamento no trabalho, a partir das reflexões de Wilmar Schaufell. Conceitos fundamentais Antes de destacar como se confi gura o coaching de liderança e ressaltar quais são os seus objetivos, é relevante resgatar algumas refl exões sobre o que se compreende como liderança. Turano e Cavazotte (2016) fi zeram um resgate de parte do conhecimento científi co publicado sobre liderança e publicado em revistas ao longo de seis anos. Conforme os autores, o estudo da liderança viabiliza um melhor entendimento das dinâmicas sociais e das realizações coletivas, pois ela está presente nos mais diversos espaços, como escolas, quartéis, empresas, comunidades, entre outros. Na perspectiva organizacional, a liderança é um dos elementos centrais para a criação de valor, sendo parte da estratégia das empresas. A definição do termo liderança não é consensual, tendo diversas perspec- tivas possíveis, classificações e enfatizações específicas. Conforme Turano e Cavazotte (2016, documento on-line), a liderança pode ser definida como “[...] um processo interativo no qual líderes influenciam seus seguidores para empreender esforços e alcançar objetivos transformadores dos contextos em que atuam”. Grint (2011) resgata a historicidade da discussão em torno do conceito de liderança, apontando para o período de 400 a 320 a.C., quando foi pu- blicado um livro ainda muito atual para os fundamentos da administração, intitulado A Arte da Guerra, escrito pelo chinês Sun Tzu. O livro fornece esboços de conversação sobre os elementos mais cruciais da estratégia e táticas para os líderes militares. Grint (2011) aborda também estudos clás- sicos de Platão e Aristóteles, chegando a Maquiavel e se aproximando dos modelos de liderança racionais, desde o início do século XX (Figura 1). Para o autor, aquilo que se define como liderança está relacionado com os costumes culturais que prevalecem em determinado período. Assim, aquilo que parece “normal” vai variar no tempo. Dessa forma, o autor alerta que a liderança defeituosa é parte da condição humana, que não existem líderes perfeitos ou sistemas de liderançaperfeitos para serem imitados, mas que é preciso aprender com as falhas. Coaching de liderança2 Figura 1. Evolução da liderança racional ao longo do tempo. Fonte: Adaptado de Grint (2011). 0 1900 1910-20 1930-40 1950-60 1970-80 1990 2000+ 1900 Regra de ouro Grande homem 1910-20 Taylorismo e Fordismo Administração cientí�ca 1970-80 Cultura corporativa Círculos de qualidade TQM (gestão da qualidade total) Postergação 2000+ Liderança distribuída Seguidores Identidade Missão-comando 1950-60 Teoria da contigência Análise de sistemas Auto-atualização: Maslow e McGregor 1930-40 Hawthorne/relações humanas Massa+traços de liderança+carismático 1990 Nova gestão pública BPR (business process reengineering) Competências Benchmarking Alvos, psicometria Tempo Racionalidade Vizeu (2011) resgata a noção de liderança transformacional, de James McGregor Burns, segundo a qual os liderados são levados a se emancipar. Esse tipo de liderança leva os liderados a exercerem um desempenho organi- zacional além das expectativas, especialmente em situações que demandam uma capacidade visionária diante de desafios. Outras denominações foram vinculadas à essência da liderança transformacional, como liderança moral, liderança visionária, liderança inspiracional e liderança carismática. Além da liderança transformacional, conforme leciona Vizeu (2011), Ja- mes McGregor Burns apresenta o modelo de liderança transacional. Esta consiste no estilo de liderança baseado na capacidade do líder em atender os interesses particulares dos seguidores. Trata-se de líderes que centralizam a sua capacidade de influência no poder. 3Coaching de liderança A partir dessa miscelânea de reflexões sobre o tema, com base no conhe- cimento acumulado, Turano e Cavazotte (2016) destacam algumas caracte- rísticas da liderança, sobre as quais se identifica um consenso: processo de influência; interação dinâmica entre líderes e seguidores; busca pelo atingimento de metas ou objetivos específicos; promoção de algum grau de transformação em um determinado con- texto social. Grint (2011) destaca que o atual modelo de liderança manifesta uma forma de liderança distribuída. O autor parte da ideia de que, atualmente, é preciso uma abordagem coletiva para a tomada de decisão, contrariando a noção romântica de liderança individual, no sentido de lidar melhor com a crescente complexidade do mundo. Krause, Cunha e Dandolini (2018) ressaltam que a liderança é um dos pilares da gestão do conhecimento, sendo, ao mesmo tempo, produtora e produto da cultura organizacional. Nessa perspectiva mais contemporânea de liderança, o coaching de liderança se apresenta como uma metodologia que visa a promover no líder a noção de consciência e responsabilidade compartilhada. Boyatzis, Smith e Blaize (2006) discorrem sobre um exercício de liderança que considera a compaixão alinhada ao coaching, de maneira que os líderes possam se sustentar melhor, equilibrando os efeitos potencialmente estres- santes do exercício da liderança com os efeitos de melhoria do treinamento do desenvolvimento de outros. Os autores entendem que, para que os líderes se sustentem, a resposta humana ao estresse deve ser melhorada. Assim, a liderança ocorre de maneira a ajudar as outras pessoas em seus processos de mudança intencionais, o que leva o líder a uma maior experiência de compaixão, que resultará em melhorias nos efeitos fisiológicos e psicológicos negativos e estressantes que, em geral, estão associados ao exercício de poder. O coaching de liderança levará o líder à reflexividade sobre como ele conduz a dinâmica da equipe que orienta. Conforme Whitmore (2012), é fundamental que o líder estabeleça com a sua equipe aquilo que se espera como o “certo”, pois os colaboradores tenderão a seguir o seu comportamento. Esse é um processo de exercer um comportamento de coaching pelo exemplo. Dessa forma, se o líder deseja abertura e honestidade, deverá assim se comportar. Se deseja também transmitir confiança, deve se mostrar confiável. Quando um líder se apresenta de uma forma muito participativa, os colabo- radores podem estranhar, pois, em geral, ainda se espera do líder uma postura autocrática. Isso pode ser julgado como um comportamento frágil ou inseguro Coaching de liderança4 do líder, que deverá se antecipar a isso e sinalizar sua intenção e seu estilo de gestão, logo nos primeiros encontros, conforme sugere Whitmore (2012). Para Whitmore (2012), o coaching é a principal ferramenta para gerenciar o desenvolvimento de equipes. Se o líder entender que as equipes terão um melhor desempenho quando atingirem a fase de cooperação, poderá se utilizar das premis- sas do coaching para progredir nas etapas, seja individualmente ou nas equipes. Como outros objetivos dessa especificidade em coaching, pode-se destacar que, no direcionamento do coaching para a liderança, foca-se em apontar como as qualidades dos indivíduos — aquilo que eles sabem fazer de melhor — podem ser despertadas, no sentido de potencializar, somar e melhorar as suas competências e o seu desempenho. O foco será o relacionamento líder–colaborador ou líder–time. O líder se propõe a ajudar o liderado e, para isso, busca um relacionamento que gere abertura e receptividade, conforme leciona Penido (2015). No artigo de Melo et al. (2015) disponível no link a seguir, você vai compreender como o coaching pode ser utilizado como processo de desenvolvimento de competências e habilidades na aprendizagem gerencial. https://qrgo.page.link/aoya6 Coaching e o fluxo de comunicação na gestão O modelo clássico de comunicação se estabelece por meio de uma mensagem codifi cada, que segue um sentido único, originado de um polo emissor e di- recionado a um polo receptor, que pode retroalimentar o sistema por meio de feedbacks. Nesse processo, podem ocorrer ruídos; essa noção está associada à possibilidade de não compreensão, uma vez que esse modelo não prevê qualquer polissemia nas mensagens, conforme lecionam Franco e Leão (2013). Segundo Kunsch (2018, documento on-line), por conta das mudanças advindas do início da década de 1990, diante da globalização e da revolução tecnológica da informação e da comunicação, as organiza ções tiveram que enfrentar “[...] um novo cenário mundial, dominado por uma economia competitiva e pelos mercados globais, de uma forma sem precedentes na história da humanidade”. Benedicto et al. (2018) destacam que os debates em torno da comunicação ocorreram ao longo do tempo a partir das mais diversas áreas do conhecimento. 5Coaching de liderança Franco e Leão (2013) afirmam que estabelecer um conceito de comunicação organizacional é uma tarefa difícil, devido à diversidade e à complexidade de fenômenos relacionados a essa expressão e às variadas orientações episte- mológicas nesse campo. Os autores compreendem, a partir da multiplicidade de esforços de conceituação das diversas áreas e autores, que a comunicação organizacional envolve os mesmos fenômenos que são objeto de estudo das teorias da comunicação, mas tendo como contexto as organizações, empre- sariais ou não, e suas relações internas e externas. Nas organizações, os aspectos relacionais, a subjetividade presente, os con- textos, os condicionamentos internos e externos e a complexidade que permeia a comunicação existente constituem elementos fundantes. Tais elementos servem como reflexo da cultura e de suas diversas interfaces no ambiente organiza- cional, conforme aponta Kunsch (2018). Benedicto et al. (2018) corroboram que a comunicação envolve aspectos de interações interpessoais, intergrupais e interorganizacionais que enfatizam a transmissão de mensagens, experiências, comportamentos, modos de vida, práticas cotidianas e pontos de vista. No que diz respeito às organizações contemporâneas, Kunsch (2018) ressalta como uma realidade incontestável o poder exercido pela comunicação, consi- derando variadas vertentes e tipologias, bemcomo os meios mais tradicionais ou as mídias sociais da era digital. Devido a esse destaque, a comunicação deve ser considerada como um processo social básico e como um fenômeno, e não apenas como transmissão de informações. Avançando na perspectiva mais particular da comunicação organizacional, na contemporaneidade, a autora destaca que esta, assim como as demais áreas da comunicação, segue passando por grandes transformações diante da era digital e das novas exigências da sociedade e do mundo econômico e político. Benedicto et al. (2018) resgatam que a comunicação tem dois elementos centrais: os meios de comunicação e o processo comunicacional em si. No que diz respeito à relação de comunicação na gestão, esta centra-se mais na perspectiva de como ocorre o processo organizacional entre as partes e de que maneira essa relação pode ser aprimorada. Os autores ressaltam que, na perspectiva organizacional, é também por meio da comunicação que seus membros compreendem o local de trabalho e as mudanças que nele ocorrem. Para Kuncsh (2018), a comunicação clássica tem um caráter instrumen- tal, técnico e operacional, e esse modelo não atende mais às demandas das organizações no novo ambiente socioeconômi co e político. Aspectos como responsabilidade social pública, preservação do planeta por meio de um de- senvolvimento sustentável, respeito à diversidade, transparência, ética, va lores intangíveis, etc., são destacados pela autora como imperativos que norteiam os Coaching de liderança6 comportamentos institucio nais e exigirão continuamente uma comunicação organizacional muito mais proativa e estratégica. O ambiente organizacional interno passa por reconfigurações, à medida que ocorrem mudanças das relações no mundo do trabalho. Não se pode esquecer da com plexidade das organizações na sua constituição humana e social. As pessoas no ambiente organizacional estão também interconectadas com seus dife rentes universos cognitivos e suas culturas, por meio de um processo comunicativo em torno de objetivos comuns. Na soma da cultura do “outro” à cultura da organização — a qual possui seus valores e atua em determinados contextos sociais, políticos e econômicos —, as pessoas se submetem a contínuas interações, sob diferentes pers pectivas e conflitos que permeiam o ato comunicativo no interior das organizações, conforme apontam Benedicto et al. (2018). Segundo Whitmore (2012), quando se trata de comunicação na gestão, o domínio da comunicação é fundamental para a metodologia de coaching. No caminho tradicional de comunicação na gestão, como destaca Whitmore (2012), existe uma abordagem autocrática no fim do espectro, conforme mostra a Figura 2a. Essa abordagem pode ser reconfigurada em um estilo menos autocrático proposto pelo coaching, conforme mostra a Figura 2b. Figura 2. Comunicação do chefe (a) pela gestão convencional e (b) pelo coaching. Fonte: Adaptada de Whitmore (2012). 7Coaching de liderança Os resultados do coaching se devem, em grande medida, à relação de apoio entre o coach e o coachee e aos meios e ao estilo de comunicação adotados, conforme aponta Whitmore (2012). No processo de comunicação com o co- achee, como destaca Whitmore (2012), o coach aplicará a sua própria auto- consciência, no sentido de monitorar cuidadosamente suas reações, emoções ou seus julgamentos, diante de qualquer uma das respostas do coachee. Nesse processo, devem ser considerados também aspectos relacionados a como se escuta, como se ouve e como se assessora aquilo trazido pelo coachee. No processo de coaching, a linguagem corporal também constrói a comu- nicação de maneira fundamental, conforme aponta Whitmore (2012). O líder que se utiliza da metodologia deverá ser sensível à captação dos movimentos manifestados pelos liderados nos processos comunicacionais, de maneira a buscar compreender o que está sendo apresentando para além do que foi dito. Nessa perspectiva, atentando para a relação de confiança construída, a sensibilidade ao processo de interação nas suas mais variadas manifestações e a abertura para a construção conjunta da gestão, o coaching se configura como uma metodologia potencializadora da comunicação. No artigo disponível no link a seguir, você poderá compreender um pouco mais sobre as perspectivas teóricas em torno da noção de comunicação organizacional, a partir da reflexão proposta pela Professora Dra. Cleusa Maria Andrade Scroferneker para o congresso da Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación. https://qrgo.page.link/rRe1x Liderança e engajamento no trabalho Há uma diversidade de autores que têm se encarregado cada vez mais de pensar as questões relacionadas tanto à liderança quanto ao engajamento no trabalho. Esses dois aspectos sofrem ajustamentos conforme o contexto temporal e a cultura em que se confi guram; daí a relevância de pensá-los de maneira cons- tante, no sentido de compreender suas particularidades. A partir das refl exões propostas pelo psicólogo e professor Wilmar Schaufeli, é possível direcionar o olhar sobre esses elementos, para uma maior especifi cidade. Coaching de liderança8 No sentido de discorrer sobre o que é engajamento, Schaufeli (2013) destaca que, cotidianamente, o engajamento é referenciado como envolvimento, compro- metimento, paixão, entusiasmo, absorção, esforço concentrado, zelo, dedicação e energia. O autor foca na noção de engajamento no trabalho como uma condição desejável para os funcionários e para a organização na qual trabalham. Dessa forma, Schaufeli et al. (2002) compreendem que funcionários en- gajados têm um senso de conexão energética e efetiva com suas atividades e se veem capazes de lidar com as demandas do trabalho. Os autores entendem o engajamento como um estado de espírito positivo e satisfatório; quando relacionado ao trabalho, é caracterizado pelo vigor, pela dedicação e pela absorção. Ressalta-se, ainda, que o vigor é caracterizado por altos níveis de energia e resiliência mental, pela disposição de investir esforços no trabalho e pela persistência diante de dificuldades. Já a dedicação se caracteriza por um senso de significância, entusiasmo, inspiração, orgulho e desafio. Em vez de ser compreendido como um estado momentâneo e específico, o enga- jamento se refere a um estado afetivo-cognitivo mais persistente e abrangente, não focado apenas em um objeto, evento, indivíduo ou comportamento em particular, segundo Schaufeli et al. (2002). Schaufeli (2013) ressalta que o engajamento, no contexto organizacional, diz respeito ao relacionamento do empregado com seu trabalho e também pode incluir o relacionamento com a organização. Conforme o autor, trata-se de um conceito simples no que tange à sua compreensão e ao seu reconhecimento na prática, mas de difícil definição. Na virada do século XXI, conforme aponta Schaufeli (2013), surgiu um maior interesse das empresas pela ideia de engajamento. O autor acredita que tal despertar foi devido à percepção do intenso conjunto de mudanças que vêm acontecendo no mundo contemporâneo do trabalho. Tais mudanças, ressalta o autor, demandam a chamada “psicologização” do local de trabalho, que diz respeito a uma adaptação psicológica substancial e um envolvimento da parte dos funcionários. Mais do que nunca, os funcionários precisam desenvolver capacidades psicológicas para prosperar e fazer com que as organizações sobrevivam. A mudança organizacional requer adaptação, a diversidade requer perspectiva, 9Coaching de liderança o trabalho em equipe exige assertividade, trabalhar em redes verticais requer habilidades de comunicação, a elaboração de tarefas requer iniciativa pessoal, a falta de limite requer autocontrole, e demandas mentais e emocionais exigem resiliência, conforme aponta Schaufeli (2013). Esse movimento de mudança contínua requer uma reconfiguração no papel desempenhado pelos líderes, no sentido de compreender como os colaboradores passam a se comportar apartir dos desafios e como promover, diante desses cenários, uma relação de líder que promova, também, o engajamento da equipe. Nesse sentido, a liderança transformacional, como resgata Schaufeli (2013), tem um impacto direto no desempenho, por conta da performance para além do papel de cada membro da equipe e do efeito indireto por meio do engajamento no trabalho. Vizeu (2011), ao resgatar como se concebem as características centrais da liderança transformacional, destaca alguns pontos ressaltados pelos autores que discorrem sobre o tema. O autor traz três enfoques da liderança transformacional. Veja-os a seguir. 1. Delineamento de um modelo específico que, ainda que universal, é adequado ao contexto de mudanças e descontinuidades que afeta as organizações contemporâneas. 2. Modelo centrado na suposição de que a liderança se configura como um fenômeno dual entre líder e liderado, e não apenas com base no comportamento do liderado. 3. Delimitação dos fatores que permitem a transformação no padrão de comportamento do colaborador liderado, de modo que ele alcance um autodesenvolvimento, em conjunto com um desenvolvimento coletivo, visando a um ambiente de trabalho emancipador. Dessa forma, a liderança transformacional passa a ser considerada como um modelo pertinente ao contexto organizacional atual, caracterizado por mudanças turbulentas e ambientalmente complexas. Nesse contexto, conforme aponta Vizeu (2011), também se configura uma crise de comprometimento de trabalhadores e de credibilidade das organizações perante a sociedade. Schaufeli (2015) discorre sobre a ideia de que líderes engajadores promovem o engajamento dos seguidores. Nessa perspectiva, o autor sugere o engajamento de líderes, por meio das orientações descritas abaixo. Inspire seus seguidores (levando-os a acreditarem que contribuem para uma missão importante). Coaching de liderança10 Fortaleça seus seguidores (concedendo-lhes liberdade e responsabi- lidade e delegando tarefas). Conecte seus seguidores (incentivando a colaboração e promovendo um espírito de equipe elevado). Conforme o autor, ao inspirar, fortalecer e conectar os liderados, o líder deve promover o atendimento das necessidades psicológicas básicas dos seguidores, para promover autonomia, competência e relacionamento, respectivamente. Quando os funcionários são inspirados pelo líder para contribuir pessoal- mente com um objetivo geral importante, isso aumentará seu sentimento de controle. Quando os funcionários são fortalecidos pelo líder com a delegação de tarefas responsáveis e desafiadoras, eles se sentirão mais competentes após a conclusão da tarefa. E, quando os funcionários estão conectados em equipe, incentivados pelo líder à colaboração e ao vínculo interpessoal, sentirão um forte sentimento de pertencimento, conforme orienta Schaufeli (2015). Dessa forma, como sintetiza Schaufeli (2015), comportamentos de liderança específicos, que se concentram em inspirar, fortalecer e conectar os funcio- nários, terão como consequência o atendimento de necessidades psicológicas básicas, podendo levar ao aumento dos níveis de envolvimento. A ausência desse comportamento envolvente de liderança pode levar à frustração das ne- cessidades básicas dos funcionários e à ocorrência de um provável esgotamento. Neste capítulo, foram trabalhadas centralmente questões sobre coaching de liderança e as suas interlocuções com a comunicação na gestão, bem como a ideia de engajamento no trabalho. A partir dessa perspectiva, é possível identificar que o coaching como metodologia permite uma reconfiguração nas formas de comunicação entre líderes e liderados, bem como intra e entre equipes. Dessa forma, pode-se potencializar a participação dos colaboradores, levando-os a se sentirem construtores conjuntos dos processos e, por meio dessa configuração, tornarem-se mais engajados em suas atividades. O processo comunicacional na gestão passa por constantes reformulações, devido às mudanças ambientais, o que demanda a busca por novos meios, a partir dos quais se possa compreender como os colaboradores reagem às men- sagens e qual é a melhor forma de transmiti-las e potencializar os seus efeitos sobre o desempenho. O coaching de liderança, trazendo como fundamento da prática do coaching a noção da relevância dos processos comunicacionais mais conscientes e estimulantes, permite a identificação de caminhos mais alinhados às interações que a gestão contemporânea tem exigido. 11Coaching de liderança Na esteira das reflexões propostas, aprenda um pouco mais sobre o trabalho realizado pelo psicólogo e professor Wilmar Schaufeli, voltado à psicologia positiva, acessando o site disponível no link a seguir (em inglês). Caso necessite, o aluno poderá recorrer a mecanismos de tradução para explorar o conteúdo. https://qrgo.page.link/hyzQw BENEDICTO, S. C. et al. Organizational communication: a theoretical discussion. Reuna, v. 23, n. 1, p. 20-37, 2018. Disponível em: https://revistas.una.br/reuna/article/view/937. Acesso em: 29 jul. 2019. BOYATZIS, R. E.; SMITH, M. L.; BLAIZE, N. Developing sustainable leaders through coaching and compassion. 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Ele já leu um pouco sobre coaching pessoal, mas conhece pouco sobre coaching de liderança. Juliana, sua prima, acabou de fazer uma formação em coaching e explica para o primo alguns objetivos do coaching de liderança: A) Juliana explica que, basicamente, não há diferença entre as formas de coaching e que Paulo poderá contratar um assessoramento mais geral e aplicá-lo em tudo o que desejar, sem prejuízos. B) Como objetivo do coaching de liderança, Juliana destaca para Paulo que essa especificidade busca auxiliar o profissional a identificar problemas psicológicos que afetem o desempenho e tratá-los com o uso de ferramentas desenvolvidas nos EUA. C) O coaching de liderança, como destaca Juliana para Paulo, busca auxiliar o líder a perceber como coordena e conduz suas ações, promove estímulos reflexivos para que o assessorado esteja mais consciente de suas práticas e do contexto em que atua. D) Juliana destaca que o coaching de liderança objetiva ajudar o chefe a fortalecer a sua liderança, identificando os funcionários menos dispostos ao trabalho e realizando um mapeamento sobre cada um no sentido de ser mais diretivo sobre as suas entregas. E) Para Juliana, o coaching de liderança tem três elementos centrais como objetivo: foco nas metas da organização, reformulação de estratégias para alcançar novos clientes e redução no número de fornecedores conforme inadequações. 2) Em uma palestra, Márcia ouviu que “A postura de líder é diferente da postura de gestor”. Quais preocupações Márcia deve compreender como sendo fundamentais a um líder, diferenciando-o de ser apenas um gestor? A) A afirmação ouvida por Márcia na palestra é um equívoco, pois líder e gestor são a mesma coisa. Essas denominações podem variar, mas conceitualmente não há diferença entre as posturas adotadas. B) Ao longo do tempo, a ideia de gestor, como aquele que apenas agia diretivamente dando ordens, vai se reformulando para a noção de líder, fundamentalmente no sentido de alguém que estimula a equipe na busca por melhores desempenhos. C) O líder é aquele que traça o planejamento de ação e o gestor é aquele que vai comandar os trabalhos para que os objetivos definidos sejam alcançados. Dessa forma, líder e gestor são funções diferentes. D) A postura do gestor é de verificador das atividades, identificar se tudo está como foi solicitado e corrigir os erros. Todavia, o líder busca fazer entrevistas com os colaboradores para compreender por que as coisas estão fora do padrão. E) Liderar é um estágio anterior à gestão. Antes de assumir a função de gestor, é necessário que o colaborador passe pelo estágio da liderança, no qual se destacará entre os outros funcionários e fará testes para progredir de cargo. 3) A comunicação na gestão passa por transformações contextuais e deve acompanhar o fluxo de mudanças para alcançar maior efetividade. Como ações de coaching, podem ser empregadas nesse processo? A) O coaching na comunicação pode ser empregado no sentido de apresentar ao coachee um novo vocabulário, mais moderno para o ambiente corporativo, incorporando linguagem de startups e negócios de impacto. B) A comunicação deve seguir o modelo tradicional sempre, de emissor-mensagem-receptor, sem se ajustar a qualquer proposição e coaching, sob pena de causar ruídos no processo de trocas efetivas. C) As ações de coaching devem ser empregas exclusivamente para identificar erros cometidos pelo coachee que possam ser solucionados, nada tendo a ver com o processo comunicacional, que deve ser trabalhado por um Relações Públicas. D) O coaching de comunicação irá trabalhar para potencializar a melhor retórica de profissionais que atuam na televisão. Nesse processo são incorporados treinamentos em conjunto com fonoaudiólogos. E) As ações de coaching podem ser empregadas no processo de comunicação para potencializar no coachee melhores formas de relacionamento e expressividade, de maneira que ele esteja mais atento ao que fala, ouve e capta nas suas convivências. 4) No que diz respeito ao conceito de engajamento, que no senso comum pode se referir a envolvimento, comprometimento, entusiasmo, esforço concentrado, zelo, dedicação e energia, a partir de Wilmar Schaufeli, quais outros elementos podem compreender esse conceito? A) Para Schaufeli, engajamento pressupõe senso de conexão energética e efetiva dos funcionários com o trabalho, estado de espírito positivo, satisfatório e caracterizado pelo vigor, dedicação e absorção. B) Outros elementos que para Schaufeli compreendem o conceito de engajamento são: a dedicação de mais horas de trabalho para além do expediente e a constante atenção às necessidades manifestadas pelo chefe. C) Para Schaufeli, engajamento envolve o esforço de um funcionário para se destacar todos os dias diante dos demais, proatividade no momento em que os problemas surgem e apresentação de relatórios semanais sobre o que realizou. D) Schaufeli entende como elementos do engajamento: a preocupação do funcionário se este terminou uma tarefa antes de sair para o horário de almoço e a disponibilidade aos finais de semana para trabalhos extras. E) Engajar-se, conforme Schaufeli, é acordar todos os dias com a missão de apresentar na empresa o seu melhor e buscar elogios do chefe que confirmem a sua dedicação, podendo levar a promoções em um futuro breve. 5) Marcos está buscando um assessoramento em coaching de liderança para melhorar o seu desempenho. Nesse processo, ele compreendeu que precisa associar as suas ações como líder visando um maior engajamento dos colaboradores. Como esses dois elementos se relacionam? A) Liderança e engajamento se associam à medida em que estando na posição de líder, o funcionário passa a ganhar mais e sente-se motivado a se engajar nas tarefas previstas. Sem benefício financeiro adicional não há engajamento. B) A liderança está associada ao engajamento, pois, pela postura adotada pelo líder, os colaboradores podem ser despertados e se engajarem mais. Os estímulos podem vir de uma comunicação mais atenciosa ou mesmo de uma abertura para decisões. C) A liderança é uma atribuição de um chefe posto nessa função, todavia, o engajamento deve ser promovido pelos próprios colaboradores. É impossível que um líder possa estimular o engajamento, pois isto não faz parte das suas atribuições. D) Liderança e engajamento são estágios obrigatórios para um executivo se tornar um Diretor Sênior. No primeiro, ele precisa se apresentar aberto a chefiar uma equipe e, no segundo, ele deve se engajar em alguma causa social relacionada à empresa. E) Tanto a liderança quanto o engajamento necessitam de uma equipe que funcione bem nos trabalhos coletivos desempenhados. Liderar e engajar só são efetivos em equipes maduras nas organizações. Na prática O trabalho de um líder é sempre desafiador, dado que deve acompanhar como as mudanças ambientais externas e internas afetam também o comportamento dos seus liderados. Para além de esperar que os seus colaboradores reajam às mudanças, o líder precisa compreender o seu papelcomo estimulador desse processo. Na Prática, pelo exemplo de Roberto como líder, ao compartilhar ideias com uma antiga companheira de trabalho, sobre coaching de liderança, será possível identificar os possíveis benefícios da utilização dessa metodologia para a busca de maior engajamento em equipes. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! Saiba + Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: Indicadores de desempenho e engajamento profissional em organizações inovadoras No sentido de compreender um pouco mais sobre a noção de engajamento, o seguinte artigo traz esse conceito na relação com indicadores desempenho. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Diálogo positivo: torne sua comunicação com o outro mais assertiva Acesse o site do Correio 24 horas para ler o artigo em que a autora do livro Coaching para advogados e Comunicação positiva dá dicas sobre como usar essa habilidade de maneira positiva no ambiente de trabalho. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. O monge e o executivo A liderança é um aspecto fundamental da organização. No sentido de compreender diferentes abordagens e discussões sobre esse tema, há muito conteúdo disponível na Internet para acesso livre. Neste vídeo, por exemplo, é apresentada uma resenha animada sobre a discussão essencial de liderança no livro O monge e o executivo. https://www.researchgate.net/publication/333980703_Indicadores_de_desempenho_e_engajamento_profissional_em_organizacoes_inovadoras https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/dialogo-positivo-torne-sua-comunicacao-com-o-outro-mais-assertiva/?v=2013168017 Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://www.youtube.com/embed/8KsuWERkk7Y