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É defi nido como uma herniação da mucosa hipofaríngea em 
uma zona de debilidade da parede posterior do esôfago no 
nível da região cervical. A transição entre a faringe e o esô-
fago é marcada pelo músculo cricofaríngeo, que é a porção 
terminal do músculo constritor inferior da faringe. Há três 
locais fracos na parede muscular da faringe. O local onde 
surge o divertículo na maior parte dos pacientes chama-se 
triângulo de Kilian, situado entre as fi bras horizontais do 
músculo cricofaríngeo e as fi bras oblíquas do músculo cons-
tritor inferior da faringe. 
Tosse crônica, pneumonia de aspiração, disfagia, halitose e 
emagrecimento podem ser as apresentações clínicas do di-
vertículo faringoesofageano.
A investigação diagnóstica é simples. O esofagograma é o 
exame de escolha e, quando bem realizado com contraste de 
bário, deve localizar a presença e a dimensão do divertículo, 
o que pode ser mais bem visualizado em incidências lateral e 
anteroposterior. Resposta a.
5. O diagnóstico é simples e objetivo. Trata-se de divertículo 
de Zenker. Até o divertículo de Zenker começar a aumentar, 
os pacientes, em sua maioria, são inicialmente assintomáti-
cos. Comumente, queixam-se de uma obstrução na gargante. 
Tosse, salivação excessiva e disfagia intermitente em geral são 
os sinais de progressão da doença. Conforme a bolsa aumen-
ta de tamanho, é comum a regurgitação de material não dige-
rido de odor fétido. Halitose, alterações da voz, dor retroes-
ternal e infecções respiratórias são especialmente comuns em 
idosos. Os pacientes aprendem a compensar as difi culdades 
evitando situações sociais. A complicação mais seria do di-
vertículo de Zenker não tratado é a pneumonia por aspiração 
ou abscesso pulmonar. Em um paciente idoso, isso pode ser 
mórbido e algumas vezes fatal.
O diagnóstico é feito por esofagograma com bário. No ní-
vel da cartilagem cricotireoide, o divertículo pode ser visto 
preenchido com bário repousando posteriormente ao longo 
do esôfago. As incidências laterais são fundamentais, porque 
esta é geralmente uma estrutura posterior. Nem a manome-
tria esofágica nem a endoscopia são necessárias para diag-
nosticar o divertículo de Zenker. Resposta b.
6. O divertículo de Zenker ou divertículo faringoesofágico 
é o mais comum dos divertículos esofágicos. Trata-se de um 
divertículo de pulsão (falso divertículo, somente mucosa e 
submucosa), incide mais em idosos na sétima década de vida 
e tem sido postulado como resultado de perda da elasticidade 
tecidual e tônus muscular com a idade. É encontrado especi-
fi camente herniando no triângulo de Killian, entre as fi bras 
oblíquas do músculo tireofaríngeo e as fi bras horizontais do 
músculo cricofaríngeo. Halitose, alterações da voz, dor retro-
esternal e infecções respiratórias são especialmente comuns 
em idosos.
O diagnóstico é feito por esofagograma com bário. No ní-
vel da cartilagem cricotireoide, o divertículo pode ser visto 
preenchido com bário repousando posteriormente ao longo 
do esôfago. As incidências laterais são fundamentais, porque 
esta é geralmente uma estrutura posterior.
As alternativas terapêuticas podem ser associadas para que se 
obtenha um resultado adequado. Para divertículos com mais 
de 2 cm, a maior parte dos autores indica a realização de uma 
miotomia do cricofaríngeo associada a uma diverticulecto-
mia. Para divertículos menores, pode ser realizada apenas a 
miotomia do cricofaríngeo, associada ou não a diverticulec-
tomia ou a diverticulopexia.
Uma alternativa aos procedimentos cirúrgicos convencionais 
é a ressecção endoscópica da parede comum ao divertículo e 
ao esôfago, em que ela é dividida por via endoscópica com 
uso de eletrocautério, bisturi harmônico (ou ultrassônico) ou 
suturas mecânicas. Em pacientes selecionados (divertículos 
acima de 1 cm, contato amplo da parede do divertículo com a 
parede esofágica), os resultados são semelhantes aos do trata-
mento cirúrgico, com menor incidência de efeitos adversos. 
Resposta b.
7. O tratamento do esôfago quebra-nozes é clínico. Bloquea-
dores do canal de cálcio, nitratos e antiespasmódicos podem 
oferecer alívio temporário durante os espasmos agudos. A 
dilatação com cateteres pode oferecer algum alívio tempo-
rário nos desconfortos graves, mas não possui benefícios a 
longo prazo. Os pacientes com esôfago quebra-nozes podem 
ter defl agradores e são aconselhados a evitar cafeína, gelados 
e comidas quentes. 
O reparo cirúrigo ou endoscópico de um divertículo de 
Zenker é o padrão-ouro de tratamento. Em todos os casos, 
uma miotomia é realizada nos músculos tireofaríngeo e cri-
cofaríngeo. Nos casos de um divertículo pequeno ( 5 cm), 
a excisão da bolsa está indicada. O tempo de internação pós-
-operatório é de cerca de dois a três dias, durante os quais 
o paciente permanece em dieta zero. São causas de acalasia 
secundária, além da doença de chagas: tumor maligno, neu-
ropatia crônica (síndrome de pseudo-obstrução intestinal), 
gastroenterite eosinofílica, transtornos neurodegenerativos 
com corpos de inclusão de Lewy, amiloidose, pós-vagotomia, 
síndrome AAA: acalasia associada a alacrimia e acloridria, 
sarcoidose, enfermidade de Anderson-Fabry (neoplasia en-
dócrina múltipla tipo IIb) e neurofi bromatose. Gabarito SJT 
B. Gabarito ofi cial D.
8. Originalmente descrito por Zenker e Von Ziemssen, o 
divertículo faringoesofágico (divertículo de Zenker) é o di-
vertículo esofágico mais comum encontrado hoje em dia. 
Apresenta-se, geralmente, em pacientes idosos na sétima 
década de vida. É encontrado especifi camente herniando no 
triângulo de Killian, entre as fi bras oblíquas do músculo ti-
reofaríngeo e as fi bras horizontais do músculo cricofaríngeo. 
Conforme o divertículo aumenta, as camadas mucosa e sub-
mucosa dissecam para baixo do lado esquerdo do esôfago no 
mediastino superior, posteriormente ao longo do espaço pré-
-vertebral. O divertículo de Zenker em geral é referido como 
acalasia cricofaríngea e é tratado como tal.
15 Anatomia, divertículos, acalasia e temas gerais
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