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UFRN – Urologia – 2011 123. Um paciente de 55 anos apresenta episódios de vômi- tos repetidos e intensos, associados com dor retroes- ternal, ao andar de barco em alto mar. É levado para o pronto-socorro seis horas depois, onde realiza ra- diografi a de tórax, que evidencia ar ao redor da aorta torácica. O próximo exame deverá ser: a) esofagograma com contraste b) broncoscopia c) endoscopia digestiva alta d) aortografi a ACERTEI ERREI DÚVIDA SES-CE – Clínica Cirúrgica – 2011 124. Sobre a perfuração do esôfago, podemos afi rmar que: a) a causa mais comum é a perfuração espontânea b) a síndrome de Boerhaave é um típico caso de ruptu- ra iatrogênica c) essa síndrome acomete o esôfago distal parede anterior d) o sintoma principal da perfuração é a hematêmese e) a radiografi a de tórax sugere o diagnóstico na maio- ria dos casos ACERTEI ERREI DÚVIDA Unifi cado-MG – 2011 125. Paciente do sexo masculino, 47 anos, leucodérmico, natural e proveniente de Teófi lo Otoni, procura am- bulatório de cirurgia, com história de ter sido subme- tido, há cerca de dez anos, a procedimento cirúrgico no tratamento de megaesôfago. Relata que após a operação observou melhora do quadro clínico, mas que há seis meses, vem apresentando piora da disfagia (atualmente presente mesmo para líquidos) e regur- gitação, especialmente em decúbito. Observou nesse período perda ponderal de 8 kg e piora do hábito in- testinal, fi cando até cinco dias sem evacuar. Esofago- grama baritado evidenciou megaesôfago grupo III. Em relação ao caso acima, é CORRETO afi rmar: a) a dilatação endoscópica constitui boa opção tera- pêutica nesse caso, para evitar a reoperação b) caso se confi rme a presença de megacólon ao enema opaco, o tratamento deste último deve ser prioritá- rio em relação ao megaesôfago c) considerando a epidemiologia e o quadro clínico, é prescindível exame sorológico para o diagnóstico de doença de Chagas d) endoscopia digestiva alta deve ser solicitada para afastar a presença de carcinoma de células escamo- sas do esôfago ACERTEI ERREI DÚVIDA Unifi cado-MG – Clínica Cirúrgica – 2011 126. Paciente do sexo feminino, 19 anos, relata que há quatro meses ingeriu soda cáustica em tentativa de autoextermínio. Na ocasião, foi atendida em pron- to-socorro, onde foi confeccionada jejunostomia, de acordo com relatório de alta, em decorrência “de queimaduras orais e odinofagia”. Evoluiu, desde então, com disfagia progressiva e emagrecimento de 25 kg. Como não consegue deglutir nem a pró- pria saliva, está em uso de dieta enteral exclusiva. Relata não ter conseguido realizar esofagograma solicitado no serviço de origem. Vem encaminhada para tratamento cirúrgico de estenose cáustica do esôfago. Em relação ao caso acima, podemos afir- mar, EXCETO: a) apesar das evidências clínicas de estenose esofági- ca grave, a opção terapêutica inicial seria mais bem avaliada por meio do estudo radiológico contrasta- do que não deve ser dispensado b) caso indicada, a esofagectomia subtotal deve ser re- alizada por via trans-hiatal ou por toracotomia, pois a esofagectomia minimamente invasiva está formal- mente contraindicada c) se factível, o tratamento endoscópico deve ser a pri- meira opção, apesar de não ser isento de risco e exi- gir várias sessões d) se necessário, o tratamento cirúrgico deve ter como objetivo central a criação de uma via alternativa para alimentação, por exemplo, por meio de esofagogas- troplastia ou esofagocoloplastia ACERTEI ERREI DÚVIDA Unifi cado-MG – Clínica Cirúrgica – 2011 127. Paciente do sexo masculino, 64 anos, queixava-se de disfagia, especialmente para alimentos sólidos, deglutição ruidosa, regurgitação de alimento não digerido, emagrecimento e halitose. Esofagograma revelou divertículo de Zenker de moderadas pro- porções. Após avaliação cirúrgica, decidiu-se pelo tratamento cirúrgico (diverticulectomia e cricofa- ringotomia). Em relação ao caso acima, podemos afi rmar, EXCETO: a) a disfagia desse caso deve ser distinguida daquela causada por tumor maligno, apesar do carcinoma ser pouco comum nessa localização b) a endoscopia digestiva alta nem sempre é necessária e pode acarretar risco de perfuração esofágica c) alguns desses achados clínicos poderiam ser obser- vados em pacientes com acalásia do músculo crico- faríngeo d) caso o divertículo fosse de grandes dimensões, seria preferível a realização de diverticulopexia (ancora- mento superior do divertículo), para reduzir o risco de fístula esofágica ACERTEI ERREI DÚVIDA Unifi cado-MG – Clínica Cirúrgica – 2011 128. Paciente do sexo masculino, 78 anos, alcoolista, deu entrada no pronto atendimento com história de in- gestão acidental de prótese dentária metálica. Optou- -se por solicitar radiografi as de tórax e abdome para localizar o corpo estranho (CE). Assinale, dentre as alternativas abaixo, a conduta ERRADA em relação às possíveis localizações do CE: 14 Anatomia, divertículos, acalasia e temas gerais 147