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O exame radiográfico em adultos não é útil na apresenta- ção inicial, mas sim nos estádios posteriores para avaliar formação de estenoses. As radiografias seriadas do tórax e abdome são indicadas para acompanhar pacientes com exames torácicos e abdominais inconclusivos. A tomografia computadorizada está indicada para um paciente com um aexame endoscópico duvidoso no qual há uma forte suspei- ta de perfuração. A reanimação é feita intensivamente. O paciente é monitora- do em unidade de terapia intensiva (UTI) e mantido em dieta zero, administração intravenosa de líquidos, de antibióticos e de inibidor de bomba de prótons. Resposta e. 42. A maioria das perfurações esofágicas ocorrem durante a instrumentação endoscópica. A perfuração por vômito forçado (síndrome de Boerhaave), ingestão de corpo estranho ou trau- ma respondem por 15%, 14% e 10% dos casos, respectivamente. As perfurações abdominais causam dor epigástrica que se irradia para a região dorsal se a perfuração for posterior. Os sinais de perfuração mudam com o tempo. A perfuração do esôfago é uma emergência cirúrgica. A de- tecção precoce e o reparo cirúrgico nas primeiras 24 horas resultam em 80 a 90% de sobrevivência; após 24 horas, a so- brevivência cai para menos de 50%. A TC de tórax mostra ar no mediastino e líquido no local da perfuração. Resposta a. 43. Nenhuma dúvida, esta é a descrição clássica da síndrome de Mallory-Weiss. Esta se caracteriza por laceração não pe- netrante da mucosa na junção gastroesofágica que se acredita surgir de eventos súbitos que elevam a pressão abdominal, como náuseas, vômitos ou o esforço para levantar pesos. O alcoolismo é um importante fator predisponente. Lacerações de Mallory-Weiss parecem ser responsáveis por aproxima- damente 5% dos casos de sangramento gastrintestinal alto. Os pacientes usualmente se apresentam com hematêmese, com ou sem melena. Uma história de náuseas, vômitos ou realização de esforço é obtida em cerca de 50% dos casos. Como em outras causas de hemorragia gastrintestinal alta, endoscopia deve ser realizada após ressuscitação apropriada do paciente. O diagnóstico é estabelecido pela identificação de uma laceração linear de 0,5 a 4 cm da mucosa, usualmente localizada na junção gastroesofágica ou, mais comumente, logo abaixo da junção, na mucosa gástrica. Os pacientes são tratados inicialmente de acordo com o neces- sário, com fluidos e transfusões sanguíneas. A maioria para es- pontaneamente de sangrar, não requerendo tratamento. Terapia por hemostasia endoscópica é empregado em pacientes que se apresentam com sangramento ativo persistente. Injeção de epi- nefrina (1:10.000) ou cautério com sonda de coagulação bipolar ou por calor são efetivos em 90-95% dos casos. Embolização an- giográfica arterial ou intervenção cirúrgica são necessárias em pacientes que não respondem à terapia endoscópica. Resposta b. 44. A maioria das perfurações esofágicas ocorrem durante a instrumentação endoscópica para esclarecimento do diag- nóstico ou procedimento terapêutico. O diagnóstico de uma perfuração esofágica pode ser feita radiograficamente. A ra- diografia do tórax pode demonstrar um hidropneumotórax ou a identificação do Sinal de Naclerio, que é uma coleção em forma de V de ar no mediastino e ao longo do diafragma, indicando a presença de pneumomediastino. A esofagografia com contraste é realizada usando bário, quando há suspei- ta de perfuração intra-abdominal. O bário é inerte no tórax, mas causa periotonite no abdome, enquanto a gastrografina se aspirada pode causar uma grave pneumonite que pode ocasionar óbito do paciente. A maioria das perfurações são encontradas acima da junção gastroesofágica à esquerda, o que resulta em uma taxa de 10% de falso-positivo no esofa- gograma com contraste se o paciente não for colocado em decúbito lateral. A TC de tórax mostra ar no mediastino e líquido no local da perfuração. Uma endoscopia cirúrgica deve ser realizada se o esofagograma for negativo ou se for plenajada uma operação. A lesão mucosa é aventada se san- gue, hematoma ou uma aba de mucosa forem vistos, ou se for difícil insuflar o esôfago. Existem quatro condições subjacentes do esôfago que interfe- rem no tratamento de uma perfuração livre deste órgão – car- cinoma ressecável, megaesôfago por acalasia em estádio termi- nal, estenoses pépticas graves ou história de ingestão cáustica. Se qualquer destas doenças estiver presente, o reparo primá- rio, mesmo na presença de um leito tecidual saudável, não é recomendado. Cada uma delas associa-se a estenose distal e obstrução. O reparo de uma perfuração sem resolução de uma obstrução distal resulta em forma de fístula. Nestas circuns- tâncias, a ressecção do esôfago com reconstrução imediata preferida se o paciente estiver estável. No paciente instável, a ressecção esofágica com esofagostomia cervical, gastrostomia e jejunostomia para alimentação com reconstrução postergada e recomendada. No paciente com câncer irressecável, um Stent esofágico pode ser colocado. Se isto não contiver o vazamento, a exclusão esofágica e a derivação com confecção de uma gas- trostomia e jejunostomia estarão indicadas. As perfurações cervicais são abordadas por incisão do pescoço no mesmo lado da perfuração. Pequenas perfurações podem ser difíceis de encontrar, e a drenagem sem fechamento pri- mário em geral é adequada. Se o reparo primário for realizado, geralmente não é necessário empregar um retalho de músculo, mas a colocação de um dreno macio é importante. Quando se tenta fechar primariamente uma grande perfuração, uma faixa de músculo deve ser usada para sustentar o reparo. As perfurações torácicas são abordadas através do hemitórax direito para os dois terços superiores do esôfago e pelo hemitó- rax esquerdo para o terço inferior. O espaço intercostal é esco- lhido com base na localização da perfuração; e o quarto espaço intercostal direito se a perfuração estiver no nível ou acima da carina, sexto espaço intercostal direito para perfurações do esôfago médio ou no sétimo espaço intercostal esquerdo para perfurações do terço inferior do esôfago. Resposta e. 45. O quadro é de síndrome de Boerhaave. A variável decisi- va para determinar o tratamento cirúrgico de uma perfura- ção esofágica é o grau de inflamação que circunda a perfura- ção. Quando os pacientes se apresentam nas 24 horas iniciais da perfuração, a inflamação é geralmente mínima, e o reparo Clínica cirúrgica | Esôfago | Gabarito comentado SJT Residência Médica - 2015164