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O procedimento de Portletwait é uma das cirurgias paliati-
vas para câncer de esôfago e que consiste em “bypass” com 
uso do tubo gástrico isoperistáltico, utilizando grampeadores 
mecânicos que diminui o tempo cirúrgico e, portanto, a mor-
bidade. Resposta c.
13. Todas (veja capítulo 4, tabela 4.18 da sua apostila), ex-
ceto, a técnica de Warren. A cirurgia de Teixeira-Warren é 
uma derivação venosa portal seletiva, pela anastomose da 
veia esplênica à veia renal esquerda, associada à ligadura 
da veia gástrica esquerda e desconexão esplenopancreática, 
não se manipulando a região do hilo hepático. Diminui a 
pressão venosa do plexo esofagocardiotuberositário e, por 
consequência, os episódios de sangramento varicoso. Além 
disto, evita a completa fuga de fluxo sanguíneo da veia por-
ta, preservando parcialmente a perfusão e, portanto a fun-
ção hepática, graças à manutenção da hipertensão venosa no 
território intestinal, reduzindo a incidência de encefalopatia 
hepática. Resposta c.
14. A EDA, apesar de baixa sensibilidade para o diagnóstico 
de DRGE (sensibilidade ao redor de 50%) é importante no 
diagnóstico diferencial com outras enfermidades, particular-
mente o câncer de esôfago. Não é fundamental para o diag-
nóstico de DRGE que é eminentemente clínico. 
De fato, um indivíduo sadio pode ser refluidor ocasional. A 
presença de pirose/regurgitação com frequência mínimo de 
2 vezes/semana, por período igual ou superior a 4 semanas, 
sugere o diagnóstico de DRGE.
O EB é definido pela presença de epitélio colunar em esôfago 
distal, visível à EDA, de qualquer extensão, e que à bióspia 
demonstra metaplasia intestinal especializada, confirmada 
pela presença de células caliciformes.
O objetivo da manometria na avaliação pré-operatória da DRGE 
é excluir distúrbios motores associados e selecionar o melhor pro-
cedimento cirúrgico. Na presença de motilidade esofágica inefi-
caz (menos de 70% de peristalse ou amplitudes menores que 30 
mmHg) a confecção de uma fundoplicatura parcial pode ser dis-
cutida (valorize o comentário da questão número 4). Resposta e.
15. A DRGE é de fato um processo fisiológico que acontece 
em todas as pessoas. Cerca de 40% da população norte-ame-
ricana apresenta pirose pelo menos uma vez ao mês. Esses 
episódios de refluxo ácido fisiológico não produzem sinto-
mas nem ocasionam alterações histológicas esofágicas.
Queixas como otalgia, halitose, problemas dentários e altera-
ções da voz são manifestações atípicas da DRGE.
A hérnia hiatal não é obrigatória na DRGE (a base fisiopa-
tológica essencial é relaxamento transitório do EEI), mas é 
comum a sua identificação. A hérnia deslizante, ou tipo I 
produz alterações importantes na fisiologia digestiva alta, 
uma vez que compromete a integridade funcional da jun-
ção esofagogástrica, podendo resultar em DRGE. A hérnia 
paraesofágica ou tipo II, é caracterizada pela herniação do 
fundo gástrico para dentro do tórax sem alteração do posi-
cionamento da junção esofagogástrica. Este tipo é o que mais 
complica, desencadeando volvo ou encarceramento gástrico 
e até mesmo ulcerações e perfuração do estômago com con-
sequente mediastinite.
Os achados manométricos na acalasia são: ausência de peris-
talse primária esofágica, relaxamento inadequado e aumento 
do tônus EEI (geralmente > 45 mmHg), portanto distintos da 
DRGE. Resposta a.
16. É sempre necessário a confirmação por dois patologistas. 
Não há o que discutir em EB com DAG, a conduta é 
esofagectomia. 
A esofagectomia subtotal através de uma abordagem trans-
-hiatal é recomendada para a maioria dos pacientes. As técni-
cas minimamente invasivas, como as que preservam o nervo 
vago, tornaram-se mais populares. As ressecções esofágicas 
transtorácica e transabdominal usadas em uma tentativa 
de preservar a extensão do esôfago não são indicadas. Estas 
duas abordagens deixam um esôfago vulnerável para refluxo 
vicioso induzido pela ressecção do EEI e pela vagotomia, que 
torna o piloro incompetente. A ressecção do esôfago doente e 
a sua substituição pela interposição de uma alça jejunal cur-
ta têm sido avaliada, em estudos limitados, e pode ser uma 
alternativa menos mórbida à ressecção esofágica. Resposta a.
17. De fato, os sintomas atípicos da DRGE (hoje melhor defi-
nido como extraesofágicos) acontecem por dois mecanismos 
básicos: 1) ação lesiva no esôfago e através de reflexos indu-
zidos por estimulação de receptores específicos, geralmente 
por via vagal. 
A EDA apresenta excelente especificidade para o diagnóstico 
de DRGE, mas baixa sensibilidade. Esta deve ser obrigatória 
nos pacientes com sinais de alarme e justificável em pacientes 
com mais de 45 anos. Pacientes com menos de 40 anos de 
idade, portadores de manifestações típicas de DRGE e sem 
sinais de alarme podem ser considerados para receber teste 
terapêutico com IBP em dose plena diária por 4 semanas em 
conjunto com as medidas comportamentais. 
A pHmetria fica restrita às indicações listadas na questão 9.
Claro que não, as medidas comportamentais e dietéticas são 
apoiadas na experiência clínica e são essenciais nas orienta-
ções terapêuticas. A eficácia dos IBP em dose plena é seme-
lhante, entre as diversas drogas do grupo. Resposta c.
18. A fundoplicatura de Nissen é a técnica mais utilizada e 
caracteriza-se pela criação de uma válvula de 360 graus, com 
envolvimento completo do esôfago terminal pela parede pos-
terior do fundo gástrico. Resposta c.
19. Relatos mais recentes explicam a fisiopatogenia do EB 
como um processo que ocorre em duas etapas. Na primeira 
etapa há um estímulo à formação da mucosa cárdica decorren-
te do RGE ácido. É caracterizada pela substituição da mucosa 
escamosa do esôfago distal por uma mucosa colunar simples 
sem células especializadas. Frequentemente está associada 
à reação inflamatória (cardite). Quanto maior a extensão do 
epitélio colunar, maior a chance de metaplasia intestinal: se 
Clínica Cirúrgica | Esôfago | Gabarito comentado
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