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DIDÁTICA FUNDAMENTAL tarefas complexas, aproveitando ocasiões, partindo dos interesses dos alunos, explorando acontecimentos, em suma, favorecendo a apropriação ativa e a transferência dos saberes, sem passar necessariamente por sua exposição metódica, na ordem prescrita por um sumário (PERRENOUD, 2000). 0 gráfico a seguir pode ilustrar melhor essa competência do professor: Objetivos Ações Conteúdos Situações 3.1.2 Trabalhar a partir das representações dos alunos Já discutimos bastante esta questão, mas é importante que a retomemos aqui num sentido de competência para ensinar. É preciso que 0 professor coloque-se no lugar do aluno, para conseguir ajudá-lo a fundamentar- se nas suas representações prévias. Em seguida, encorajá-lo a encontrar um ponto de entrada em seu sistema cognitivo. Enfim, conseguir uma maneira de desestabilizá-lo apenas 0 suficiente para novamente restabelecer 0 equilíbrio, incorporando novos elementos às representações existentes, reorganizando-as se necessário. 3.1.3 Trabalhar a partir dos erros e dos obstáculos à aprendizagem Observação Você consegue imaginar um trabalho assim? Pense um pouco: 0 que você já aprendeu até este momento na sua vida a partir de erros e obstáculos? Certamente sua resposta terá vários itens. Aprender não é memorizar, mas reestruturar sistema de compreensão de mundo. Isso requer um importante trabalho cognitivo para restabelecer-se um equilíbrio rompido. A partir de um problema diante da aprendizagem de um determinado conteúdo, 0 aluno "procura" entre conhecimentos construídos, alternativas para resolvê-lo, mas nem sempre as tem ou as tem com conceitos e procedimentos errôneos do ponto de vista científico. Aproveitar esses erros requer uma competência do professor para "caminhar" junto com seus alunos nas suas buscas de soluções. Ensinar dessa forma é bastante diferente de se "dar" uma fórmula pronta 31