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NUTRIÇÃO DO ADULTO Profa. Júlia Paiva NUTRIÇÃO PREVENTIVA ▪ Enfoca escolhas saudáveis: frutas, vegetais, grãos integrais, peixes, ovos, aves. ▪ Limita carne vermelha a cortes magros, evitando gorduras não saudáveis. ▪ Prioriza ácidos graxos saudáveis, promovendo envelhecimento saudável. ▪ Inclui exercícios físicos dosados para reduzir riscos de doenças crônicas. NUTRIÇÃO PREVENTIVA ▪ A WHO (2021) apresenta como diretrizes para nutrição preventiva a ingestão de: 9 a 10 porções diárias de frutas e hortaliças A, B. 3 a 5 porções de gorduras de fontes monoinsaturadas e poli-insaturadas, como azeite de oliva, óleos vegetais ( milho), abacates, nozes e sementes. 2 a 3 porções diárias de proteínas de feijões, peixes, carne magra e laticínios de baixo teor de gordura. 4 a 8 porções diárias de grãos integrais. Nutrição preventiva Recomenda-se 1 hora de atividade física por dia, bem como evitar o consumo de álcool e tabaco. AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL ▪ OBJETIVO: Identificar distúrbios nutricionais e permitir intervenção adequada. ▪ MÉTODOS: Investigação dietética, antropométrica, bioquímica, exame físico. ▪ FERRAMENTAS VALIDADAS AUXILIAM NA AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DE ADULTOS. AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL ▪ PIRÂMIDE ALIMENTAR: o Grupos alimentares indicados para orientar a distribuição da dieta. o Enfatiza alimentos como cereais, tubérculos, frutas, verduras, legumes, feijões e leite. o Alerta para baixa ingestão de óleos, gorduras, açúcares e doces. Ferramentas da Nutrição aplicadas ao paciente adulto AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL DESAFIOS DA PIRÂMIDE ALIMENTAR ▪ Tendência a superestimar nutrientes e alimentos. ▪ Subestima impacto do processamento industrial. ▪ Exemplo: cereais integrais versus cereais matinais processados. GUIAS ALIMENTARES NO BRASIL ▪ Diretrizes governamentais publicadas em Guias Alimentares. ▪ Elaboradas para atender políticas de alimentação e nutrição. ▪ Objetivo de melhorar estado nutricional e reduzir doenças crônicas não transmissíveis. Ferramentas da Nutrição aplicadas ao paciente adulto AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL AVALIAÇÃO DIETÉTICA AVALIAÇÃO QUANTITATIVA ▪ Utiliza inquéritos como Recordatório 24 horas, Dia Alimentar Habitual e Registro Alimentar. ▪ Objetiva quantificar a ingestão. AVALIAÇÃO QUALITATIVA ▪ Utiliza questionários como Questionário de Frequência Alimentar (QFA). ▪ Avalia consumo de alimentos ou grupos. AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL AVALIAÇÃO DIETÉTICA ▪ PROSPECTIVOS e RETROSPECTIVOS: o Métodos podem ser prospectivos (presente) ou retrospectivos (passado). o Comumente, múltiplos inquéritos revelam hábitos alimentares. ▪ Recordatório de 24 Horas: o Método direto e retrospectivo o Relato pelo paciente sobre consumo habitual. o Único contato, baixo custo, mas não reflete hábitos (verifica o relacionamento entre dieta e saúde). AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL AVALIAÇÃO DIETÉTICA ▪ REGISTRO ALIMENTAR: o ANOTAÇÃO PELO INDIVÍDUO NO MOMENTO DO CONSUMO. o PRECISO, MAS REQUER TEMPO, COOPERAÇÃO E TREINAMENTO. ▪ QUESTIONÁRIO DE FREQUÊNCIA DE CONSUMO ALIMENTAR (QFCA/QFA): o LISTA ALIMENTOS COM RESPOSTAS SOBRE FREQUÊNCIA DE CONSUMO. o RÁPIDO E DE BAIXO CUSTO, MAS REQUER VALIDAÇÃO E TEM LIMITAÇÕES. AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL ANTROPOMETRIA O que é antropometria e como ela se relaciona com a avaliação do estado nutricional? A antropometria é a medição corporal por proporções, considerada uma medida direta do estado nutricional. Utilizando medidas simples como peso, altura, dobras cutâneas e circunferências, ela calcula a composição corporal, fornecendo insights importantes para a avaliação abrangente da saúde nutricional. AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL INDICADORES ANTROPOMÉTRICOS ▪ Peso corporal: massa óssea, tecido adiposo, muscular, e água. ▪ Circunferência da cintura: melhor indicador para gordura visceral. ▪ OMS recomenda para relacionar DCNT, como cardiopatias. ▪ IMC: relação altura/peso. AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL INDICADORES ANTROPOMÉTRICOS Peso ideal (PI) É definido pelo cálculo do IMC médio (IMC desejado X altura ao quadrado). Peso usual (PU) É o peso relatado pelo paciente, isto é, aquele que declara ser o normal dele ao longo dos últimos anos. Peso ideal (PI) É definido pelo cálculo do IMC médio (IMC desejado X altura ao quadrado). AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL CÁLCULO DE GASTO ENERGÉTICO ▪ Gasto energético essencial na estratégia nutricional: o Composto por GET e FA. ▪ FA influencia no GET, variando de sedentário a muito ativo. ▪ Fórmulas precisam ser usadas com cautela; comparar com ingestão. ▪ Fórmula de bolso para estimar valor diário baseado no peso: o Perda de peso: 20-25kcal/kg. o Ganho de peso: 30-35kcal/kg. AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL SEMIOLOGIA NUTRICIONAL ▪ Semiologia nutricional avalia carências através de manifestações externas. ▪ Exame físico complementa avaliação nutricional, indicando deficiências. AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL SEMIOLOGIA NUTRICIONAL ▪ Manifestações e possíveis significados em diferentes regiões: o Cabelo: perda de brilho - proteína e zinco. o Boca: baixa saliva - desidratação ou radioterapia. o Língua: glossite - B2, Niacina , Ácido Fólico, B12. o Pele: xerose - vitaminas A, C, K; palidez - anemias. o Abdômen: escavado - perda de reserva calórica. o Sistema nervoso: alterações - kwashiorkor, B1, B6, B12, ácido nicotínico. o Sistema cardiovascular: cardiomegalia_B1. o Sistema gastrointestinal: hepatoesplenomegalia - kwashiorkor. o Zinco: 50-150mcg/dL - diversas condições clínicas. XeroseGlossite AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL SEMIOLOGIA NUTRICIONAL ATENÇÃO A avaliação semiológica existe para acrescentar a anamnese nutricional, tornando-a mais abrangente e ajudando na identificação dos sintomas clínicos e no exame físico para avaliação do estado nutricional a parâmetros nutricionais. AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL AVALIAÇÃO BIOQUÍMICA ▪ Avaliação bioquímica detecta alterações metabólicas e carências nutricionais. ▪ Resultados devem ser associados ao quadro clínico do paciente. ▪ Análises clínicas úteis para confirmar sintomas, diagnosticar, monitorar terapia, triagem e prognósticos. AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL AVALIAÇÃO BIOQUÍMICA ATIVIDADE FÍSICA Exercício aumenta atividade celular, alterando enzimas; evitar coletas pós-exercício. JEJUM PROLONGADO Jejum de até 12h para evitar resultados imprecisos; glucagon pode influenciar glicose, bilirrubina e ácidos graxos. DIETA Após uma refeição, elevam- se os níveis de potássio e triacilglicerídeos, alterando o soro sanguíneo e aumentando a turbidez. AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL AVALIAÇÃO BIOQUÍMICA ▪ Proteínas e Fatores Externos: o Avaliação semiológica visual indica carências nutricionais. o Exame físico complementa, fornecendo perspectiva completa. o Observações em diferentes regiões indicam possíveis deficiências. ANAMNESE ▪ Identificação do Paciente: Dados pessoais para registro. ▪ História Clínica: Patologias, tratamentos prévios. ▪ Queixa Principal e Objetivos: Compreensão dos motivos do atendimento. Alinhamento entre objetivos do nutricionista e do paciente. ▪ Composição Corporal (Antropometria): Peso atual, usual, altura, circunferências, dobras cutâneas. ANAMNESE ▪ Exames Bioquímicos: Informações sobre saúde metabólica. ▪ Sintomas Gastrointestinais: Avaliação de desconfortos ou disfunções. ▪ Avaliação Dietética: Registro e análise dos hábitos alimentares. ▪ Uso de Medicamentos: Conhecimento de interações e necessidades específicas. ▪ Atividade Física: Nível de atividade para ajustes na dieta. ▪ Conduta Nutricional: Plano de ação personalizado. ANAMNESE ▪ Considerações Específicas na História Clínica: o Doenças Crônicas: Diabetes, hipertensão - Atenção especial a carboidratos, sódio. o Episódios Recentes: Diarreia - Foco em fibras na dieta. ▪ Antropometria: o Importância na avaliação física e progresso. o Inclui medidas como peso atual, peso usual, altura, circunferênciase dobras cutâneas. ANAMNESE ▪ Sintomas Gastrointestinais: Atentos aos hábitos alimentares, alguns podem ser melhorados com intervenção dietética. o Exemplos: Azia, distensão abdominal, flatulência, constipação ou diarreia. ▪ Avaliação do Ritmo Intestinal: o Utilização da Escala Fecal de Bristol. o Questionamento sobre frequência, aparência e consistência das evacuações. ▪ Intervenção dietética pode impactar positivamente nos sintomas. Avaliação dos sintomas gastrointestinais ANAMNESE Avaliação dos sintomas gastrointestinais Quadro: Escala Fecal de Bristol. Extraído de: Matinez; Azevedo, 2012, p. 4. ANAMNESE Avaliação dos sintomas gastrointestinais A Escala de Bristol para consistência de fezes é usada na descrição de fezes. Devemos entender que o formato das fezes pode sofrer alterações nas patologias intestinais, como, por exemplo: diarreia infecciosa, colite, constipação intestinal, incontinência anal e síndrome do intestino irritável. ANAMNESE Avaliação dos sintomas gastrointestinais ▪ Aplicação da Escala de Bristol na anamnese é crucial para diagnóstico e acompanhamento de doenças relacionadas à evacuação e sintomas. ▪ Números da escala: o 1 e 2: Constipação intestinal. o 3 e 4: Parâmetros de normalidade. o 5, 6 e 7: Diarreias. PLANO DE ATENDIMENTO NUTRICIONAL ▪ Avaliação nutricional: desnutrição, eutrofia ou sobrepeso (IMC). ▪ Comparação da alimentação atual com "ideal" (QFCA e recordatório 24h). ▪ Decisão sobre distribuição da dieta, valor calórico e macronutrientes. ▪ Cautela contra radicalismos e restrições desnecessárias. PLANO DE ATENDIMENTO NUTRICIONAL ▪ Registro na prescrição: fracionamento e horários das refeições. ▪ Recomendação da OMS: 3 refeições principais e lanches balanceados. ▪ Plano alimentar: nomes, horários e quantidades (gramas/ml). ▪ Inclusão de orientações para facilitar adesão ao cardápio. PLANO DE ATENDIMENTO NUTRICIONAL ▪ Composição dos alimentos: Consultar tabela como a TACO para quantidades nutricionais. ▪ TACO reflete composição química de alimentos em porção de 100g. ▪ Cálculos para ajustar a quantidade consumida. ▪ Soma dos valores nutricionais ao final dos cálculos (por coluna). ▪ Valor energético total (VET): Soma das calorias dos macronutrientes. ▪ Fórmula para calcular VET: (Carboidratos x 4) + (Proteína x 4) + (Lipídios x 9). ▪ Exemplo: CHO=1000kcal, PTN=260kcal, LIP=540kcal, resultando em VET=1800kcal. Composição dos alimentos PLANO DE ATENDIMENTO NUTRICIONAL ▪ Plano alimentar: VET, consistência e fracionamento. ▪ Considerar preferências, horários e trocas graduais. ▪ Escolha de alimentos sustentável e regional. ▪ Indicar porções em medidas caseiras. ▪ Utilizar tabelas de composição e DRI/IDR. ▪ Refeições principais (20-35% do VET), lanches (5-15% do VET). ▪ Exemplo de distribuição de energia: Desjejum (20%), Colação (5%), Almoço (35%), Lanche (10%), Jantar (25%), Ceia (5%). Planejamento dietético PLANO DE ATENDIMENTO NUTRICIONAL PLANEJAMENTO DIETÉTICO Desjejum Cereais, hortaliças, leite, frutas são essenciais. Almoço/jantar Hortaliças A, B, C, cereais, leguminosas, carnes/ovos são essenciais. Lanches Devem ser compostos por frutas, leite ou derivados. PLANO DE ATENDIMENTO NUTRICIONAL Planejamento dietético ▪ Escolha alimentos de menor densidade energética. ▪ Planeje substituições baseadas na pirâmide alimentar. ▪ Lista de substituições por grupos e valores calóricos. ▪ Plano alimentar inclui cardápio, lista de substituições. PLANO DE ATENDIMENTO NUTRICIONAL Planejamento dietético ▪ Objetivos: manter peso, dieta variada, baixa em gorduras. ▪ Incentive substituições dentro dos grupos alimentares. ▪ Cuidado com substituições inadequadas e oriente o paciente. CARACTERÍSTICAS DA DIETA NORMAL ▪ Recomendações nutricionais baseadas em FAO/OMS e DRI. ▪ Distribuição de macronutrientes segundo a OMS. ▪ Inclusão de micronutrientes nas prescrições dietéticas. ▪ Referências como EAR, RDA, AI e UL guiam a ingestão. CARACTERÍSTICAS DA DIETA NORMAL ▪ Individualidade deve ser considerada na prescrição. ▪ EAR usada para grupos, RDA para indivíduos saudáveis. ▪ AI indicada quando RDA não está disponível. ▪ UL define limite seguro de ingestão para evitar efeitos adversos. CARACTERÍSTICAS DA DIETA NORMAL ▪ Segue a energia disponível nos macronutrientes: o Carboidratos = 4,0kcal/g. o Lipídeos = 9,0kcal/g. o Proteínas = 4,0kcal/g. CARACTERÍSTICAS DA DIETA NORMAL ▪ Necessidades hídricas em 24 horas: o Jovem ativo: 40ml/kg/dia. o Adulto (18 a 55 anos): 35ml/kg/dia. o Idoso (até 75 anos): 30ml/kg/dia. o Idoso (>75 anos): 25ml/kg/dia. CARACTERÍSTICAS DA DIETA NORMAL ▪ Estado nutricional: saúde e nutrientes. ▪ Avaliação revela equilíbrio ou desequilíbrio. ▪ Resultados: adequação, carência ou distúrbio. ▪ Lista de equivalentes: opção rápida. ▪ Cardápio aproximado; cálculos detalhados depois. ▪ Exemplo prático de ajustes na distribuição. ▪ Atenta às necessidades e equilibra distribuição. ESTADO NUTRICIONAL E INTERVENÇÃO DIETÉTICA CARACTERÍSTICAS DA DIETA NORMAL ▪ Proteína: vital para enzimas, hormônios e tecidos. ▪ Fontes: carnes, ovos, leite, leguminosas. ▪ Aminoácidos: essenciais, não essenciais. ▪ Necessidade de aminoácidos externos. ▪ Avaliação: aminoácido limitante, balanço nitrogenado. Macronutrientes: Proteína CARACTERÍSTICAS DA DIETA NORMAL ▪ Digestibilidade e qualidade proteica. ▪ Fatores como escore químico e valor biológico. ▪ Fator de correção da biodisponibilidade. ▪ Exemplo prático com NPU. Macronutrientes: Proteína CARACTERÍSTICAS DA DIETA NORMAL Macronutrientes: Proteína Proteínas de origem animal São classificadas como de Alto Valor Biológico (AVB) por apresentarem todos os aminoácidos essenciais em quantidade suficiente e pela fácil disponibilidade. Alimentos de origem vegetal Quando combinados adequadamente, podem oferecer uma qualidade e quantidade de aminoácidos suficientes para suprir as necessidades de crescimento e manutenção dos nossos sistemas e órgãos. CARACTERÍSTICAS DA DIETA NORMAL Macronutrientes: Lipídeos ▪ Lipídeos: insolúveis em água, incluem triacilglicerol. ▪ Ácidos graxos: saturados (simples), insaturados (dupla ligação). ▪ Alimentos ricos em lipídeos: óleos e gorduras. ▪ Recomendações de ingestão (OMS, Sociedade Brasileira de Cardiologia). CARACTERÍSTICAS DA DIETA NORMAL Macronutrientes: Lipídeos ▪ Ácidos graxos essenciais: ω6 (óleos vegetais) e ω3 (peixes, sementes). ▪ Azeite de oliva: ácido oleico, benefícios para o colesterol e antioxidantes. ▪ Alerta sobre consumo excessivo de gorduras, especialmente saturadas. CARACTERÍSTICAS DA DIETA NORMAL Macronutrientes: Carboidratos ▪ Macronutrientes fornecem energia e impactam a glicemia. ▪ Proteínas e lipídios têm efeitos distintos nos níveis de glicose. ▪ Consumo e equilíbrio com outros nutrientes influenciam o efeito. ▪ Alimentos ricos em proteína/gordura podem conter carboidratos. Efeito dos nutrientes na glicemia. CARACTERÍSTICAS DA DIETA NORMAL Macronutrientes: Carboidratos O carboidrato é o nutriente que mais afeta a glicemia, pois quase 100% pode ser convertido em glicose em um tempo que pode variar de 15 minutos a 2 horas. Os carboidratos não refinados, ou seja, aqueles com fibra natural intacta, apresentam distintas vantagens sobre as versões altamente refinadas, como farinha e arroz brancos. Os carboidratos integrais possuem menor índice glicêmico, promovem maior saciedade e propriedades de ligação com o colesterol, como é o caso das fibras solúveis. FIBRAS ALIMENTARES Profª MSc. Júlia Paiva OPERAÇÃO BIQUINI: SERÁ? Analisando rótulos e aplicando conhecimentos https://www.nestle.com.br/site/images/marcas_produtos/compass/co1307.jpg Relacionando conhecimentos • De acordo com a RDC nº 54/2012, alimento só pode ser considerado com baixo teor de açúcar se apresentar no máximo 5 g de açúcar em 100 g do produto Raciocinando um pouquinho... 100 g do produto ------ 5 g de açúcares 30 g (porção)------- x x= 1,5 g de açúcar (30 g do produto) No rótulo do produto... 30 g (porção para consumo) ---- 4,7 g de açúcares 3 x o valor máximo https://www.nestle.com.br/site/images/marcas_produtos/compass/co1307.jpg Relacionando conhecimentos • De acordo com a RDC nº 54/2012, alimento só pode ser considerado com baixo teor de sódio se apresentar no máximo 80 mg de sódio em 100 g do produto Raciocinando um pouquinho... 100 g do produto ------ 80 mg de sódio 30 g (porção) ------- x x= 24 mg de sódio (30 g do produto) No rótulo do produto... 30 g (porção para consumo) ---- 124 mg de sódio 5x o valor máximo https://www.nestle.com.br/site/images/marcas_produtos/compass/co1307.jpg Relacionando conhecimentos • De acordo com a RDC nº 54/2012, alimento só pode ser considerado com alto conteúdo de fibras quando possuir, no mínimo, 6 g de fibras por 100 g do produto Raciocinando um pouquinho... 100 g do produto ------ 6 g de fibras 30 g (porção) ------- x x= 1,8 de fibras (30 g do produto) No rótulo do produto... 30 g (porção para consumo) ---- 4,0 g de fibras https://www.nestle.com.br/site/images/marcas_produtos/compass/co1307.jpg DEFINIÇÃO •“São compostos de origem vegetal que são resistentes à digestão e absorção no intestino delgado de humanos, com fermentação completa ou parcial no intestino grosso”. Não são passíveis de hidrólise pelas enzimas do TGI humano. •As fibras alimentares agem de forma benéfica em uma ou mais funções do corpo As definições de fibras foram a base para o estabelecimento dos valores de referência. Ainda não foi possível estabelecer EAR e RDA para todos os estágios de vida. A AI para fibra total foi determinada considerando-se a ingestão energética e o nível de ingestão observado que reduz o risco de doença arterial coronariana. O valor de 14 g/1000 kcal foi estabelecido para todas as faixas etárias a partir de um ano de idade. No entanto, considera-se mais adequado estimar o valor de referência baseado na necessidade energética de cada indivíduo. Nesse sentido, indivíduos que tem alimentação com teor energético mais baixo que a média de uma categoria em particular necessitam de menos fibra do que o recomendado. PROPRIEDADES DAS FIBRAS 61 Pectina Gomas e Mucilagens Beta glicanos Celulose Lignina Hemiceluloses Fermentáveis Viscosidade Fermentáveis Não são viscosas PROPRIEDADES DAS FIBRAS E RESPOSTAS NO ORGANISMO VISCOSIDADE • - A viscosidade das fibras pode retardar o esvaziamento gástrico, promovendo melhor digestão e aumentando a saciedade. • - No intestino delgado, pode dificultar a ação das enzimas – retardando a digestão , o que permitiria uma absorção mais lenta de nutrientes. Componentes da fibra alimentar •CELULOSE • - principal componente da parede celular dos vegetais; • - apresenta capacidade de retenção de água nas fezes, aumenta o volume e o peso das fezes, favorece o peristaltismo dos cólons. Fontes alimentares: cereais, hortaliças e frutas. (GIUNTINI; MENEZES, 2011) Hemicelulose • -É uma fibra de característica estrutural e tem a capacidade de retenção de água. •Fontes alimentares: frutas, hortaliças, leguminosas e castanhas. (GIUNTINI; MENEZES, 2011) Beta Glucanos •- Capacidade de retardar ou reduzir a absorção de nutrientes. •- Fontes alimentares: cereais, aveia, cevada •Fonte com maior concentração de beta glucanos: aveia. (GIUNTINI; MENEZES, 2011) Pectinas • - São quase completamente fermentadas no cólon, restando menos de 5% nas fezes; têm capacidade de retenção de água. • - Estão presentes principalmente nas paredes celulares de frutas e hortaliças, mas também podem ser encontradas em leguminosas e castanhas. (GIUNTINI; MENEZES, 2011) Gomas e mucilagens • - As mucilagens estão presentes nas células externas de alguns tipos de sementes (linhaça, semente de chia, psyllium); • - Ambas são utilizadas como espessantes e emulsificantes; (GIUNTINI; MENEZES, 2011) Conhecendo os alimentos... Semente de linhaça Psyllium FRUTANOS • - Os frutanos são carboidratos de reserva, naturalmente presentes em inúmeras espécies vegetais, como cereais (trigo, centeio, cevada e aveia), batata yacon e chicória, alho, alho-poró e cebola, frutas (banana, maçã, pera e ameixa) e hortaliças (tomate, almeirão, aspargos, alcachofra e cebolinha). • - A inulina é extraída industrialmente da raiz da chicória (Cichorium untybus). (GIUNTINI; MENEZES, 2011) FRUTANOS •- Os FOS são produzidos por hidrólise enzimática parcial da inulina (Franck e Bosscher, 2009). •- Os frutanos são altamente fermentáveis e possuem propriedades prebióticas, além das tradicionais de fibra alimentar (FA) (discussão na comunidade científica sobre a entrada no grupo de fibras). (GIUNTINI; MENEZES, 2011) Amido resistente • - Segundo Asp (1994), “amido resistente (AR) é a soma de amido e produtos da degradação de amido que não são absorvidos no intestino delgado de indivíduos saudáveis”. AMIDO RESISTENTE • - Apresenta ALTA FERMENTABILIDADE e efeitos positivos sobre a saciedade, funcionamento intestinal e resposta glicêmica. (GIUNTINI; MENEZES, 2011) lIGNINA •- Não é digerida ou absorvida no intestino; •- Pode retardar ou reduzir a absorção de nutrientes. - Fontes alimentares: camada externa de grãos de cereais e no aipo. (GIUNTINI; MENEZES, 2011) Efeito no metabolismo de colesterol Dieta rica em fibras Dieta pobre em fibras O fígado usa o colesterol sanguíneo para fabricar a bile A vesícula biliar armazena a bile Intestino: a bile ajuda na digestão; liga-se à fibra Um pouco do colesterol presente na bile é reabsorvido pelo sangue Fibra e bile excretadas nas fezes O fígado usa o colesterol sanguíneo para fabricar a bile A vesícula biliar armazena a bile Intestino: a bile ajuda na digestão Grande parte do colesterol presente na bile é absorvida pelo sangue Pouca bile é excretada CAPACIDADE DE FERMENTAÇÃO Estímulo ao crescimento das bactérias benéficas Nos alimentos... • - Os grãos integrais de trigo, aveia, cevada e centeio aumentam o peso das fezes e a velocidade de trânsito intestino, são fermentadas (intestino grosso) e modificam a microbiota intestinal. Até a próxima aula...