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LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG 
É uma infecção crônica caracterizada pela depleção de 
TCD4+ e disfunção imunológica, propiciando a 
ocorrência de infecções oportunistas e neoplasias 
HIV – vírus da imunodeficiência humana 1 e 2 
• Gênero: lentivirus 
• Família: retroviridae 
Partícula viral (100-120 nm) 
• Envelopado 
o Gp120 – glicoproteína que faz a 
adsorção 
o Gp41 – é transmembrana 
o Matriz / p17 – é a parte mais interna do 
envoltório 
• Capsídeo 
o Proteína P24 
o Complexo / cônico 
• RNA fita única diploide 
o São duas fitas de RNA positiva 
o Não é RNA de fita dupla 
• Transcriptase reversa, integrase e protease 
→ alvos de terapia 
Todos os retrovírus tem: 
• Gag: codifica p55 → p17 (proteína da matriz), 
p24 (capsídeo) e P15 que é clivada em p7 / NC 
(nucleocapsídeo) e p6 (multifuncional) 
• Pol → codifica p160 → p10 (protease), p31 
(integrase) e p66/51 (transcriptase reversa) 
• Env → codifica p160 → gp41 e gp120 
Regiões estruturais: gag, pol e env 
Regiões regulatórias: tat (ativa transcrição) e rev 
(controle pós-transcricional) (regiões 5’ e 3’) 
Regiões acessórias: 
• Nef (pacientes que não tinham evolução para 
AIDS – foi descrito como fator negativo) 
o Depois foi observado que mesmo em 
pacientes com replicação ele aparecia 
o Controle negativo e positivo 
• Vif – fator de infecção / infecciosidade (controle 
positivo) 
• Vpr – transporte do citoplasma para o núcleo 
• Vpu – ajuda na liberação dos vírus ao final do 
ciclo viral (HIV1) 
o Vpx (HIV 2) 
O próprio genoma viral codifica proteínas controladoras 
da replicação 
Variabilidade do HIV 
• É um vírus com alta variabilidade → 
dificuldade para vacinação 
• Erro na transcrição reversa devido a ausência 
de atividade de reparo pela enzima 
transcriptase reversa 
• Elevada frequência de recombinação 
• Alta replicação viral 
• Número elevado de indivíduos infectados 
HIV-1: possui uma distribuição mundial 
• Grupo M (main) → distribuição mundial, sendo 
o principal 
o Possui 10 subtipos 
o Subtipos: A-D; F-H; J; K; L 
▪ Macete: pula as vogais 
o O A tem 6 sub- subtipos 
o O F tem F1 e F2 
• Grupo O (outlier) 
• Grupo N (não M / não O) 
• Grupo P (parece com o O) 
Diferença de 37,5% entre os grupos 
Origem zoonótica 
• O-P: gorilas 
• M-N: chimpanzés 
HIV-2: mais presente no continente africano com menor 
virulência 
• Grupos A-H 
Entre o HIV-1 e o HIV-2 o genoma tem 50% de 
diferença 
Recombinação 
• B e F 
• A transcriptase pode fazer mosaicos virais 
• Formas recombinantes circulantes 
o CRF90_BF1 = 11 pacientes HIV+ em 
GO, MT e TO 
o Quando circula em 3 indivíduos sem 
vínculo epidemiológico, chama-se 
de forma recombinante circulante e 
tem que ser diferente → Mostra que 
tem uma circulação relativamente 
ampla 
LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG 
• Site los alamos 
• Temos mais de 120 formas recombinantes 
circulantes 
• Sul do brasil – C, BC 
• Recombinantes BF 
• Goiânia: B, F, C, BF 
Ciclo replicativo 
1. A gp120 do envelope viral se liga ao 
correceptor CD4 na superfície do linfócito para 
promover a adsorção 
2. Para ocorrer a entrada do vírus (fusão do 
envoltório com a membrana) tem a participação 
de um correceptor CCR5 (fase inicial) 
3. Com essa interação irá ocorrer uma mudança 
no envoltório do vírus, de forma que a gp41 se 
expõe, promovendo a fusão do envoltório com 
a membrana da célula → entra o 
nucleocapsídeo que é degradado expondo o 
RNA 
4. A transcriptase reversa faz a transcrição de 
RNA em DNA → complexo pré-integração 
(DNA + algumas proteínas como a integrase) 
5. O Vpr atua no transporte do vírus do citoplasma 
para o núcleo 
6. A integrase integra o DNA do vírus com o nosso 
DNA (DNA pró-viral) → ação de inibidores 
7. Tat atua fazendo transcrição formando RNA 
mensageiro 
8. O RNA vai pro citoplasma ( controlado por rev) 
9. No citoplasma tem tradução e formação das 
proteínas 
10. Formação das partículas 
11. A protease p10 atua no processamento das 
proteínas maiores formando as proteínas finais 
→ alvo terapêutico 
 
Patogenia 
• Linfócito TCD4 → redução no seu número – 
efeito citopático das células ativadas 
o As células em repouso (naive ou de 
memória) não sofrem esse efeito 
• Monócitos e macrófagos são reservatórios e 
veículos para a disseminação do HIV para 
diferentes órgãos e tecidos → alteração 
funcional dessas células 
• As células dendríticas podem migrar e manter 
o vírus intracelular por alguns dias, uma vez na 
membrana, o HIV poderá infectar os CD4 
• Células precursoras hematopoiéticas podem 
ser reservatórios 
As células DCs e macrófagos apresentam para o 
linfócito TCD4+ → início da circulação viral (viremia e 
disseminação) 
• Multiplicação viral nos linfonodos e tecido 
linfoide 
• A ativação da resposta imune no TGI pode 
causar lesão no intestino induzindo a 
translocação de bactérias do lúmen para os 
tecidos, levando a uma ativação da resposta 
imune e exaustão celular com lesão de órgãos 
linfoides 
SNC – micróglia como reservatório 
A imunodeficiência resulta da: 
• Depleção de TCD4 pelo efeito citopático 
o Morte por apoptose 
o Morte por TCD8 
• Disfunção das APCs 
• Ativação exarcebada da resposta imune 
• Exaustão de LT e LB 
• Lesão nos órgãos linfoides → focos de 
fibrose e perda da arquitetura 
Curso clínico 
• Fase aguda, latência clínica (intermediária), 
AIDS (Fase final) 
o Demora cerca de 10 anos 
• Preditores: CD4+ e carga viral 
Fase aguda 
• Alta carga viral – alta transmissão viral com 
intensa replicação viral 
• Difícil diagnóstico 
• Síndrome retroviral aguda (febre, sudorese, 
linfoadenopatia) 
• Testes sorológicos para anticorpo não 
reagente 
• Soroconversão a partir da 3° semana 
(anticorpos) → acaba a fase aguda 
A resposta imune surge, aumentando o número de 
CD4, mas os níveis não chegam aos níveis iniciais → 
a viremia cai no final da fase aguda 
 
LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG 
 
Fase intermediária – latência clínica 
• Período assintomático ou uma linfadenopatia 
generalizada 
• 7 a 10 anos 
• Contagem de CD4+ > 350 céls/mm3 – 
episódios respiratórios (bacterianos) 
• Contagem de CD4 de 200-300: febre, sudorese 
noturna, perda ponderal, fadiga, diarreia, 
alterações neurológicas, lesões orais e zoster 
AIDS 
• Aumento da carga viral com contagem de CD4 
menor que 200 
• Infecções oportunísticas e neoplasias 
• Síndromes neurológicas 
 
Curso clínico 
Progressor rápido: aids em menos de 3 anos (5%) 
Não progressor: pacientes sem tratamento por mais 
de 10 anos que não desenvolveram AIDS (15%) 
• Controladores de elite – 1% 
o Testes sorológicos reagentes 
(presença de anticorpos) 
o Carga viral inferior ao limite de 
detecção dos ensaios utilizados – 
menos de 50 cópias 
o Fatores genéticos: polimorfirmos no 
gene que codifica CCR5 (deleção 32 
pb = CCR5 – 32) e expressão de 
determinados HLA (B57 e B27) 
 
 
Diagnóstico laboratorial 
Testes sorológicos 
IE ou ELISA 
• ELISA de 3° geração 
o Detecta anticorpos totais (IgM e IgG) 
o Detecção 21/25 dias 
• ELISA de 4° geração 
o Detecta anticorpos + o antígeno p24 
o Detecção em 15 dias de infecção 
Teste rápido 
• Soro, plasma, sangue e fluido oral 
• Imunocromatografia, dentre outros (até 30m) 
• Resultado: 
o Não reagente = quando tem suspeita 
tem que repetir depois de 30 dias 
o Reagente = retestagem se der 
reagente com outro teste 
• 3° geração: IgG e IgM 
• 4° geração: Ac (alta sensibilidade e alta 
especificidade) e Ag p24 
OMS: 2 testes com S>99 e E>95 
Testes complementares 
Teste molecular 
• HIV RNA ou pró-viral 
• A partir de 10-11 dias 
• Caro 
• Importante na fase aguda e em crianças 
(menos de 18 meses) 
• Carga viral: HIV RNA (cópias/ml) 
o PCR em tempo real 
o Monitoramento 
Western blot → quase não é usado 
Imunoblot 
Transmissão e prevenção• Transmissão sanguínea, sexual e vertical 
• Não temos vacinas 
• Bancos de sangue: teste molecular 
o Intensificar a triagem 
• O diagnóstico precoce é a meta 
• Triagem de gestantes 
• Biossegurança de profissionais da saúde 
• Uso de preservativos 
Tratamento 
• Tem o objetivo de impedir a progressão e 
restaurar a imunidade, mas não elimina o vírus 
LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG 
• Aumento do tempo e da qualidade de vida dos 
infectados 
• Supressão viral → não transmissão 
Primeira linha (2 comprimidos) 
• 2018 
• Tenofovir + lamivudina → inibidores da 
trascriptase reversa 
o Atua após a entrada do vírus, 
impedindo a transcrição o RNA em 
DNA 
o O tenofovir é um nucleotídeo análogo 
à adenosina ele entra na montagem do 
DNA e impede a ação da transcriptase 
o A lamivudina é um nucleosídeo 
imitando a citocina → nucleotídeo sem 
fosforilar 
• Dolutegravir → inibidor da integrase 
o Antiviral poderoso com alta barreira 
genética 
2021 – terapia simplificada 
• 1 único comprimido (lamivudina + dolutegravir) 
• Pacientes que já estavam em tratamento com 
carga viral indetectável 
• Pacientes com estabilidade clínica 
• Exclusão da coinfecção com hepatite B 
PREP – profilaxia pré-exposição 
• Pessoas com maior risco 
• Protocolo 
• 1 comprimido por dia (tenofovir + entricitabina 
→ inibidores da transcriptase reversa) 
o A entricitabina imita a citocina 
PEP – profilaxia pós-exposição 
• 28 dias 
• Tenofovir + lamivudina e doutegravir 
• Até 72 horas 
Outros medicamentos: 
• Inibidores da protease (atazanavir/ATV + 
ritonavir) 
• Inibidores de fusão: enfuvirtida 
• Inibidores do correceptor: maraviroque

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