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Nutrição
Básica
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Um sonho sonhado 
sozinho é um sonho. 
Um sonho sonhado 
junto é realidade.
Para ser aprovado em um Programa de Residência em 
Nutrição é necessário foco, constância e dedicação. 
Precisamos estudar para ter domínio dos assuntos e 
conquistar a tão sonhada aprovação. Desta forma, a 
Nutrição Moderna desenvolveu um material didático, 
atualizado e personalizado para você. 
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contemplar as suas necessidades e oferecer o 
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médicos, tem como meta de trabalho fornecer o 
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Alimentação, Nutrição
e Leis da Alimentação
Dietary Reference
Intakes (DRIs)
Carboidratos
Lipídeos
Fibras
Vitaminas
Proteínas
Minerais
Questões
Biodisponibilidades
dos Micronutrientes
Água
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Alimentação, 
Nutrição
e Leis da 
Alimentação
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A ciência da nutrição é relativamente ecente, mas 
desde sua origem é embasada em alguns conceitos 
fundamentais.Para compreender sua evolução é 
importante conhecer algumas definições:
ALIMENTOS: Segundo a ANVISA, é toda substância ou 
mistura de substâncias, no estado sólido, líquido, pastoso 
ou qualquer outra forma adequada, destinada a fornecer 
ao organismo humano os elementos essenciais à sua for-
mação, manutenção e desenvolvimento.
Os alimentos podem ser classificados em três grupos, de 
acordo com as suas funções;.
ALIMENTAÇÃO: Ato de comer. Processo pelo qual o 
indivíduo adquire alimentos e, consequentemente, 
nutrientes. 
NUTRIENTES: Substâncias que estão inseridas nos 
alimentos e possuem diversas funções no organismo. São 
eles: proteínas, gorduras, carboidratos, vitaminas, minerais 
e fibras.Os nutrientes são divididos em macronutrientes e 
micronutrientes. Os macronutrientes possuem estruturas 
maiores que, quando digeridas e metabolizadas, 
contribuem com o fornecimento de energia por meio da 
disponibilidade de calorias. Já os micronutrientes possuem 
moléculas menores e não contribuem com a oferta 
energética, mas são essenciais aos processos metabólicos 
do corpo humano. 
NUTRIÇÃO: Duas definições podem ser aplicadas: (1) 
ciência que estuda alimentos, nutrientes e suas interações 
com o indivíduo e metabolismo humano, (2) ação fisiológica, 
ato de nutrir, modo como o organismo recebe e utiliza os 
nutrientes.
1. Os nutrientes são substâncias 
químicas que estão presentes nos 
alimentos e que possuem diversas 
funções para um bom funcionamento 
orgânico. Podem ser classificados de 
acordo com a função que exercem no 
nosso organismo em construtores, 
reguladores e energéticos. Sobre essa 
classificação é INCORRETO afirmar 
que:
a. Os principais fornecedores de 
energia são os carboidratos e as 
proteínas, nos quais 1 g de cada 
nutriente gera 4 kcal.
b. Os energéticos são aqueles que 
possuem como principal função 
fornecer energia para as funções 
vitais básicas e para as atividades 
físicas.
c. Os reguladores são as vitaminas e 
minerais que auxiliam na regulação 
das funções bioquímicas do 
organismo.
d. Dentro do grupo dos energéticos 
encontram-se os lipídios, que 
são considerados energéticos 
extras e devem ser consumidos 
moderadamente.
e. Os construtores possuem a 
função de construir novos tecidos e 
promover o crescimento.
2. Em 1937, Pedro Escudero, um 
médico argentino, criou as leis da 
alimentação saudável baseando-se em 
quatro princípios, sendo eles:
a. A biodisponibilidade, harmonia, 
adequação e valor nutricional. 
b. Digestibilidade, qualidade, 
quantidade e adequação. 
c. Quantidade, digestibilidade, 
harmonia e valor nutricional. 
d. Quantidade, qualidade, harmonia
e adequação.
CONSTRUTORES REGULADORES ENERGÉTICOS
Alimentos fonte
de proteína
Alimentos fonte de
vitaminas e minerais
Alimentos fonte de 
carboidratos e lipídios 
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Leis da Alimentação
No final da década de 30 um médico argentino chamado Pedro Escudero, elaborou as Leis 
que devem reger o padrão alimentar saudável, nomeadas Leis da Alimentação. 
ADEQUAÇÃO
Adequada a individualidade, ciclo de vida, estado 
fisiológico, condição socioeconômica e hábitos 
alimentares
QUALIDADE
Alimentos que contemplem todos os grupos de 
nutrientes para o adequado funcionamento do corpo
QUANTIDADE
O planejamento alimentar precisa ser suficiente em sua 
composição e que forneça todos os nutrientes que ele 
necessita para manter o equilíbrio
HARMONIA
Distribuição harmônica entre os nutrientes, ou seja, 
eles devem ser distribuidos em proporções adequadas
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Dietary
Reference
Intakes (DRIs)
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Avaliar, planejar e reavaliar planos alimentares são funções inerentes do 
nutricionista. Nesse sentido, a construção de tabelas de referências que 
norteassem tanto a avaliação quanto a prescrição nutricional de indivíduos 
e coletividades saudáveis teve seu marco inicial no final da década de 30, 
onde foram desenvolvidos instrumentos normativos que auxiliassem o manejo 
nutricional de forma quantitativa.
Apenas em 1997 foi formalizado um conjunto de diretrizes para população do Canadá e EUA, sendo 
posteriormente, adotado no Brasil. Este instrumento segue sendo revisado e aprimorado com o 
passar dos anos. A última atualização ocorreu para os micronutrientes sódio, potássio, cálcio e 
vitamina D. 
Resumo histórico do desenvolvimento das DRIs
1938 1940 1997
Criação das RNI - 
Recomendações 
nutricionais individuais 
para população canadense
Criação da RDA-
Recomendações para 
população dos EUA
Criação das DRIs
Conceitos e aplicações
As Dietary Reference Intakes (DRIs) – Ingestão Diária Recomendada (IDR) constituem um conjunto 
de valores estabelecidosenterócito. Essa vitamina também pode ser produzida 
na microbiota sendo essa porção absorvida no intestino 
grosso. A tiamina tem uma meia-vida no organismo de 9 a 18 
dias. Diariamente cerca de 1 mg é degradado nos tecidos. O 
excedente dessa vitamina e seus metabólitos são excretados 
principalmente na urina, além de pequenas quantidades na bile.
Riboflavina (B2)
A riboflavina possui uma extrema relevância para o metabolismo 
energético, pois é percussora de duas coenzimas chaves: a 
mononucleotídeo de flavina (FMN) e a dinucleotídeo de flavina e 
adenina (FAD) da cadeia respiratória de elétrons. Essas enzimas 
também participam de processos referentes ao metabolismo de 
ácidos graxos, vitaminas B6 e B9. A maior parte da B2 ingerida 
está na forma dessas enzimas, entretanto, ela também pode 
ser encontrada, em sua forma livre. Além disso, ela pode ser 
sintetizada por bactérias presentes na microbiota do intestino 
grosso.
Para sua digestão, essa vitamina necessita da ação do ácido 
clorídrico, sendo posteriormente desfosforilada no lúmen 
intestinal pela ação das enzimas pirofosfatases e fosfatases. 
Sua absorção é feita por um mecanismo saturável dependente 
de sódio no lúmen intestinal sendo efetivamente absorvida 
no intestino delgado superior. Qualquer ingestão maior de 
riboflavina é excretada rapidamente. Além das funções já citadas, 
essa vitamina tem sido relacionada a alguns quadros de anemia 
ferropriva, partindo do princípio de que para ser transportado 
pela transferrina o ferro precisa ser oxidado para Fe3+, sendo 
essa reação catalisada por uma enzima dependente de B2.
Niacina (B3)
A niacina (Ácido nicotínico e nicotinamida) tem como função 
principal atuar como coenzima nas reações de geração de ATP, 
uma vez que integra o NAD e o NADP (principal forma em que 
é encontrada nos alimentos, enzimas carreadoras de elétrons). 
Diferente da maioria das vitaminas hidrossolúveis, ela se mantém 
estável a altas temperaturas, acidez e presença de oxigênio. 
Além de poder ocorrer de forma natural nos alimentos, a niacina 
A Síndrome de Wernicke-Korsakoff é uma 
das mais graves consequências do alcoolismo 
crônico. Refere-se a uma constelação de sinais 
e sintomas neuropsiquiátricos que resultam 
de uma deficiência nutricional em tiamina 
(vitamina B1). O consumo abusivo de álcool é 
o principal fator responsável pela deficiência de 
tiamina.
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pode ser sintetizada a partir do triptofano (aminoácido) e a trigonelina (composto nitrogenado 
presente no café verde), entretanto, para que essa reação ocorra é necessário que o status de 
tiamina, riboflavina e piridoxina estejam adequados. Acredita-se que no consumo insuficiente a 
síntese endógena seja capaz de suprir a necessidade individual na maioria dos casos.
Os sítios de absorção de niacina são o estômago e, principalmente, o intestino delgado, por meio de 
difusão facilitada. Quando os níveis excedem a necessidade orgânica, ela pode ser armazenada no 
fígado na forma de NAD. Há pouca excreção de niacina mesmo em concentrações elevadas, pois a 
mesma é altamente reabsorvida nos rins.
 
Ácido pantotênico (B5)
Essa vitamina recebeu esse nome devido a sua ampla distribuição nos alimentos, condição que 
explica o baixo relato de sinais e sintomas associados à sua deficiência. Ela é incorporada a coenzima 
A (CoA), o que faz dela relevante no metabolismo de carboidratos e gorduras. O cozimento e o 
processamento de alimentos reduzem expressivamente suas concentrações nos alimentos. 
A conversão de B5 para CoA ocorre no fígado e sua absorção difere entre os tecidos: no coração, 
músculos e fígado ocorre por mecanismo ativo e dependente de sódio, já no sistema nervoso central 
ocorre por difusão facilitada. Essa vitamina tem baixa capacidade de armazenamento o que reforça 
a importância que sua ingestão seja diária. 
Piridoxina (B6)
Essa vitamina inclui os compostos piridoxina, piridoxal e piridoxamina que quando fosforilados 
originam as formas ativas: piridoxal-5-fosfato (PLP) e a piridoxamina-5-fosfato (PMP). O fígado 
desempenha papel central no metabolismo da B6, e a absorção dela ocorre no intestino delgado e 
principalmente no jejuno.
Atua como coenzima no metabolismo de macronutrientes, sobretudo no de lipídeos, na biossíntese 
de hemoglobina, de neurotransmissores, além de ser um nutriente chave na conversão de triptofano 
em niacina. Essa vitamina ainda faz parte da piridoxina fosfato oxidase, enzima que é encontrada 
apenas no fígado, rins e cérebro. É importante salientar que o transporte de B6 é realizado pelos 
eritrócitos e também no plasma. O excedente é armazenado principalmente no músculo na forma 
de PLP.
A B6 está amplamente distribuída entre alimentos de origem vegetal e animal, e pode ser sintetizada 
no intestino grosso pela ação das bactérias. 
Biotina (B7)
Também conhecida como vitamina H e ácido monocarboxílico, atua, principalmente no metabolismo 
dos lipídeos. Além das fontes exógenas pode ser sintetizada pela microbiota intestinal. A forma ativa 
dessa vitamina é a bioctina. Essa forma pode ser facilmente convertida em biotina pela ação da 
enzima biotinidase. Em situações de consumo insuficiente sua absorção é otimizada.
Há evidências de que seu transporte via placenta é pouco eficiente, o que confere maior risco de 
deficiência aos recém nascidos. A presença de avidina, proteína presente e ativa no ovo cru, diminui 
expressivamente a biodisponibilidade de B7.
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Ácido fólico (B9)
Essa vitamina tem como forma ativa o ácido tetra-hidrofólico 
(THF). Os folatos dietéticos são absorvidos apenas nas formas de 
monoglutamato de ácido fólico, ácido 5-metiltetrahidrofólico e 
ácido 5-formiltetrahidrofólico. A absorção ocorre por transporte 
ativo principalmente no jejuno. Na corrente sanguínea, 
encontra-se ligado à albumina ou a proteína ligadora de folato. 
Ela atua na síntese da hemoglobina e sua deficiência pode 
culminar em anemia megaloblástica. Dentre suas funções 
destaca-se ainda a sua participação no processo de divisão 
celular fetal, motivo pelo qual sua demanda é aumenta durante 
a gravidez, havendo inclusive no Brasil, a obrigatoriedade de 
suplementação de ácido fólico por parte da gestante.
Cobalamina (B12)
O nome cobalamina engloba diversos composto com atividade da 
vitamina: metilcobalamina, hidroxicobalamina, aquacobalamina, 
cianocobalamina e deoxiadenosilcobalamina. Além disso, está 
incluso o elemento traço, cobalto. A cianocobalamina é a forma 
mais estável e por isso é a opção mais usada em suplementos.
Essa vitamina é a única dentre as do complexo B que é 
encontrada exclusivamente em alimentos de origem animal. 
Entretanto também pode ser sintetizada endogenamente 
através da microbiota. 
Dentre as suas funções, destaca-se sua participação em dois 
processos importantes: a síntese de ácidos nucleicos e as 
reações orgânicas de metilação. Essas funções dependem da 
ação da metionina sintase, enzima que tem a B12 como cofator. 
Esse prejuízo na síntese do DNA culmina em aumento nas 
concentrações de homocisteína e ácido metilmalônico. A B12 
também tem ação no metabolismo lipídico. 
Com relação ao metabolismo da B12, destaca-se que existem 
duas vias de absorção, sendo a mais importante dependente do 
fator intrínseco, secretado pelas células parietais no estômago, 
cuja sua liberação é dependente da secreção de ácido clorídrico 
e da pepsina. A outra via de absorção é por difusão passiva no 
duodeno, a cobalamina dietética ligada à proteína R junta-se a 
complexos de cobalamina-proteína-R secretados da bile. Seu 
transporte no plasma é feito pelas transcobalaminas, sendo a 
do tipo II a mais importante. Seu sítiode absorção é no íleo. 
A absorção parece ser otimizada em condições de ingestão 
insuficiente. 
O folato também é importante para
prevenir a hiper-homocisteinemia, uma vez 
que ele é essencial à metilação da homocisteína 
para formar metionina. Altas concentrações 
de homocisteína têm sido associadas ao 
aparecimento de agravos crônicos não 
transmissíveis, sobretudo as cardiovasculares. 
A análise de substratos das duas enzimas 
dependentes de cobalamina (ácido 
metilmalônico e homocisteína) é atualmente, a 
técnica mais acurada para avaliar a deficiência 
em cobalamina intracelular . O ácido 
metilmalônico aumenta na deficiência em B12, 
mas não na deficiência em folato. 
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Escorbuto é uma doença causada pela 
falta de vitamina C (ácido ascórbico). 
Os sintomas iniciais mais comuns são 
fraqueza, cansaço e pernas e braços 
doridos.
Ácido ascórbico (Vitamina C)
Atua como cofator de várias enzimas envolvidas na síntese de 
colágeno, carnitina, catecolaminas e no metabolismo de tirosina. 
Devido a sua ação como agente redutor (doadora de elétrons) e 
ter uma potente ação antioxidante, há amplas evidências do seu 
papel na prevenção de DCNT. 
A vitamina C é originada a partir da conversão de D-glicose e 
D-galactose a ácido ascórbico. Devido sua ampla distribuição nos 
alimentos, sobretudo nas frutas e vegetais, alcançar os valores 
estabelecidos pelas DRIS é relativamente fácil. Com relação a 
seu metabolismo, a vitamina C tem como sítio de absorção o 
intestino delgado e quando ingerida em doses elevadas tem 
seu excesso excretado na forma de ácido oxálico, o que pode 
corroborar para danos renais. 
Essa vitamina é extremamente sensível a temperatura e 
a presença de oxigênio o que pode fazer com que algumas 
preparações ocasionem perda elevada. Seu consumo é 
estimulado junto com alimentos fontes de ferro com o objetivo 
de otimizar a absorção desse mineral, uma vez que ela participa 
da conversão de Fe inorgânico de Fe3+ (férrico) para Fe2+ 
(ferroso).
Colina
A colina pode ser advinda da biossíntese endógena de 
fosfatidilcolina no fígado (via estimulada pelo estrogênio) 
ou ingerida a partir da forma livre e esterificada (fosfocolina, 
glicerofosfocolina, esfingomielina e fosfatidilcolina) presente 
nos alimentos. Outra forma de consumir colina é a partir da 
ingestão de lecitina, pois esta é rica em fosfatidilcolina. 
Ela integra fosfolipídios de membrana e atua como sinalizadora 
das membranas celulares. Além disso possui ação lipotrópico, 
(previnem o depósito de gordura no fígado). Outro papel 
vinculado a colina é sua participação no desenvolvimento 
cerebral durante o período fetal e na primeira infância. 
Com relação a seu metabolismo, destaca-se que parte da 
colina ingerida ou sintetizada é oxidada para formar betaína no 
fígado e nos rins, composto que modula as concentrações de 
homocisteína. Sua digestão e absorção ocorre na porção inicial 
do intestino delgado, principalmente no jejuno por difusão 
passiva.
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Resumo das funções e alimentos fontes das vitaminas hidrossolúveis.
VITAMINA FUNÇÃO FONTES
Tiamina (B1) • Constituinte da coenzima tiamina 
pirofosfato (participa da síntese de acetil 
coA, principal componente do Ciclo de 
Krebs)
• Metabolismo do sistema nervoso
• Contração muscular
• Cereais, carne suína, carne bovina, aves, 
ovo, leite e verduras verde-escuras
Riboflavina (B2) • Atua na transformação do Fe2+ em Fe3+
• Atua na redução plasmática de 
homocisteína
• Metabolismo energético
• Ovos, leite e derivados, bife de fígado 
e demais vísceras, frutos do mar e carne 
vermelha
Niacina (B3) • Metabolismo energético
• Efeito vasodilatador
• Ação inibitória do estresse oxidativo
• Ação anti-inflamatória
• Carne (principalmente a vermelha), no 
fígado, nos legumes, no leite, nos ovos, nos 
grãos de cereais, nas leveduras, nos peixes
Ácido pantotênico 
(B5)
• Metabolismo de carboidratos e gordura
• Metabolismo das hemácias
• Função neurológica (CoA)
• Ovo (principalmente na gema), fígados, 
rins, leveduras, couve-flor e brócolis
Piridoxina (B6) • Metabolismo dos macronutrientes
• Síntese de neurotransmissores
• Síntese de hemácias
Atua na conversão de triptofano em niacina
• Gérmen de trigo, vísceras, grãos integrais, 
leite e derivados, ovo
Biotina (B7) • Coenzima no metabolismo de purinas e 
carboidratos
• Participa da síntese de ácidos graxos
• Síntese de cabelos e unhas
• Leite, fígado, gema de ovo, cereais 
integrais, grão de soja
Ácido fólico (B9) • Síntese de DNA e RNAConversão de 
homocisteína para metionina
• Síntese de purinas e de pirimidinas
• Essencial para maturação normal dos 
eritrócitos
• Atua coenzima – ácido tetrahidrofólico
• Folhosos verde escuro, brócolis, espinafre, 
ervilhas, grãos, feijão, lentilha, laranja, 
fígado bovino e gema de ovos
Cobalamina B12 • Síntese de neurotransmissores
• Participa da síntese de hemácias
• Regulação da concentração de 
homocisteína
• Metabolismo energético
• Metabolismo do ácido fólico
• Vísceras, carnes, leite e ovos
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Resumo de condições de risco na escassez e no excesso das vitaminas 
hidrossolúveis
VITAMINA FUNÇÃO FONTES
Vitamina C • Síntese de colágeno
• Síntese de ATP
• Síntese de noreprinefina
• Metabolismo da tirosina
• Regeneração da forma ativa da vitamina E
• Antioxidante
• Metabolismo de ferro
• Laranja, morango, brócolis, acerola, limão 
e folhosos
Colina • Síntese de neurotransmissores 
colinérgicos
• Compõe a VLDL principal fonte de grupos 
metil na dieta
• Essencial para formação do fator de 
ativação de plaquetas
• Desenvolvimento neurológico durante o 
período fetal
• Fígado, ovos, carne bovina, carne suína, 
peixes, camarão, soja, amendoim, farelo de 
aveia, brócolis e couve-flor
VITAMINA GRUPOS DE RISCO DEFICIÊNCIA TOXICIDADE
Tiamina (B1) • Alcoólatras crônicos
• Praticantes de atividade física 
intensa
• Pacientes em diálise ou em uso 
de diuréticos de alça
• Gestantes com hiperêmese;In-
divíduos com quadro de diarreia 
persistente
• Pacientes com síndrome de má 
absorção
• Na deficiência leve ocorre 
insônia, nervosismo, irritação, 
fadiga, perda de apetite e energia
• Em casos mais graves evolui 
com parestesia, neurite crônica 
periférica, beribéri
• Rara
Riboflavina 
(B2)
• Indivíduos com agravos de alto 
catabolismo como câncer, AIDS, 
queimaduras
• Quadro de hipotireoidismo
• A deficiência leve parece ser 
comum, mas sem manifestações 
clínicas evidentes
• Rara
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VITAMINA GRUPOS DE RISCO DEFICIÊNCIA TOXICIDADE
Riboflavina 
(B2)
• Pacientes em uso de 
antidepressivos tricíclicos e as 
fenotiazinas
• Indivíduos com consumo 
excessivo de álcool
• Depleções maiores podem 
ocasionar a arriboflavinose – uma 
síndrome que é caracterizada 
pela presença de lesões nos 
cantos da boca (estomatite 
angular) e nos lábios (queilose), 
descamação dolorosa na língua, 
deixando-a vermelha, seca e 
atrófica (glossite), dermatite 
seborreica naso-labial e 
alterações na córnea (fotofobia)
• Também pode se relacionar com 
anemia normocítica
• Quando ocorre 
pode ocasionar o 
aparecimento de 
coloração amarelada 
na urina, porém essa 
condição não provoca 
nenhum tipo de doença 
específica
Niacina (B3) • Indivíduos com HIV, anorexia e 
com consumo elevado e crônico 
de bebidas alcoólicas
• Pacientes com doença de 
Hartnup
• Pacientes em uso prolongado de 
isoniazida
• Síndrome carcinoide
• Fotossensibilidadedérmica
Pelagra (marcada pelos 
3D-Dermatite, demência e 
diarreia)
• Rara
• O uso de megadoses
(> 1 g dia-1) podem 
ocasionar sintomas 
como vasodilatação (que 
causa cefaleia, ardência, 
comichão e ruborização 
facial) e fadiga
Ácido 
pantotênico 
(B5)
• Desnutrição grave
• Etilistas crônicos
• Rara
• Fadiga, câimbras, insônia
• Rara
• Em grandes 
quantidades pode 
ocasionar diarreia
Piridoxina (B6) • Indivíduos com doenças 
inflamatórias intestinais (doença 
de Crohn e retocolite ulcerativa), 
doença celíaca, síndrome do 
intestino curto e cirurgias 
bariátricas com características 
disabsortivas
• Alto consumo de álcool
• Estomatite, quelite angular, 
dermatite seborreica, anemia 
microcítica, convulsões, 
depressão, esteatose hepática e 
restrição do crescimento
• Rara
• Em consumo crônico 
de dose superiores 
a 1g pode ocasionar 
polineuropatia, ataxia, 
fraqueza muscular e 
dores ósseas
Biotina (B7) • Indivíduos com deficiência 
genética de biotinidase
• Bebês no ambiente intrauterino
• Alcoólatras crônicos
• Indivíduos com consumo 
excessivo de ovo cru
• Alopecia, unhas fracas e 
quebradiças, dermatite, glossite, 
estomatite, dores musculares e 
má formação fetal
• Rara. Quando em 
excesso é rapidamente 
excretada
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Ácido fólico 
(B9)
• Alcoolismo crônico
• Gestante com ingestão 
inadequada
• Má-absorção
• Diálise prolongada
Fadiga, irritabilidade, malfor • 
mações congênitas (anencefalia e 
espinha bífida), anemia macrocíti-
ca megaloblástica
• O excesso de ácido 
fólico pode dificultar o 
diagnóstico clínico de 
anemia megaloblástica
• Manifestações clínicas 
advindas da toxicidade 
não são descritas em 
humanos
Cobalamina 
B12
• Vegetarianos estritos
• Pacientes que realizaram 
cirurgia bariátrica ou 
gastrectomia
• Indivíduos com agravos 
gástricos
• Ressecções ileais
• Má-absorção
• Déficits congenitais de 
transcobalamina II
• Uso crônico de inibidores de 
prótons
• Sintomas neurológicos e 
psiquiátricos como letargia, de-
scoordenação motora, redução da 
concentração, confusão mental, 
demência
• Anemia megaloblástica
• Agravos cardiovasculares
• Em casos de excessos 
raramente ocasiona 
reação alérgica
Vitamina C • Tabagismo
• Desnutrição grave
• Gravidez e lactação (demandas 
aumentadas)
• Cabelos quebradiços, fraqueza, 
fadiga, hiperceratose perefolic-
ular, petéquias, sangramento na 
gengiva, escorbuto
• Desconforto intestinal, 
diarreia osmótica, litíase 
renal e hiperoxalúria
Colina • Pacientes com injúrias hepáticas
• Pacientes em nutrição paren-
teral total
• Gestantes e lactantes
• Esteatose hepática, fibrose, cir-
rose, doença hepática gordurosa 
não alcoólica, prejuízos neu-
rológicos na primeira infância
• Hipotensão, diarreia, 
vômito, sudorese, 
salivação, odor de 
peixe no corpo e 
hepatoxicidade
VITAMINA GRUPOS DE RISCO DEFICIÊNCIA TOXICIDADE
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Minerais
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Cálcio
Mineral mais abundante no corpo humano e praticamente todo o cálcio endógeno está distribuído 
nos ósseos e dentes. Durante a gestação e lactação, a demanda fisiológica aumenta de 200 a 300 
mg de cálcio por dia. Esse íon desempenha diversas funções no organismo, com destaque para o 
metabolismo ósseo, muscular e da vitamina D.
É importante que as concentrações de cálcio se mantenham constantes no sangue (calcemia). Essa 
manutenção é regulada por alguns hormônios:
• 1,25-diidroxicolecalciferol (calcitriol) - Secretado pelos rins, atua aumentando a reabsorção de 
cálcio no intestino delgado.
• Paratormônio (PTH) - Secretado pela paratireoide, atua estimulando a captação de cálcio para o 
meio extracelular.
• Calcitonina - Sintetizada na tireoide, atua como antagonista do PTH.
É importante lembrar que a fração de cálcio absorvida aumenta conforme sua ingestão diminui, 
motivo pelo qual raramente se observa depleção sérica de cálcio em veganos. A absorção de cálcio 
diminui com o envelhecimento, principalmente em mulheres, porque o estrogênio participa do 
processo absortivo. O aumento expressivo de sódio sérico aumenta a excreção renal de cálcio o que 
pode comprometer seu status endógeno. O esqueleto contém 99% do Ca do corpo e funciona como 
uma reserva.
Algumas condições clínicas podem favorecer a depleção de cálcio sérico:
• Deficiência de vitamina D, como ocorre em: intestino curto, má absorção, desnutridos, cirróticos, 
doença renal crônica.
• Hipoparatireoidismo, metástase, pancreatite e neoplasias. 
Sinais clínicos de hipocalcemia: Sensação de formigamento nas extremidades dos dedos, ao redor 
da boca, nos pés, espasmos dos músculos dos membros e da face, sinais de Trousseau (flexão 
do punho e extensão das articulações interfalangianas após inflação com manguito) e Chvostek 
positivos (contração dos músculos perilabiais após percussão), reflexos tendinosos profundos, 
mialgia, cãibras, dispneia.
ALIMENTOS FONTE FUNÇÕES DEFICIÊNCIA
(Hipocalcemia)
EXCESSO
(Hipercalcemia)
• Leite e derivados (iogurte 
e queijos), sardinha, salmão, 
vegetais verde-escuros e 
gema de ovo
• Contração muscular, 
coagulação sanguínea, 
transmissão de impulsos 
nervosos ou sinápticos, 
funções cardíacas, atua 
no sistema imune e no 
metabolismo da vitamina D
• Retardo no crescimento, 
dentes e ossos frágeis, 
raquitismo (criança), 
osteomalácia (adultos), 
osteoporose (idosos)
• Calcificação dos ossos e 
tecidos moles, danos renais e 
diminui a absorção do ferro
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Fósforo
Esse mineral também está intrinsecamente ligado ao metabolismo ósseo, além de fazer parte da 
estrutura química dos fosfolipídios, fosfoglicídeos, fosfoproteínas, ácidos nucleicos e nucleotídeos. 
O fosfato livre é chamado de fosfato inorgânico, e quando se encontra ligado por meio de ligações 
covalente a açúcares, às proteínas e a outros componentes da célula, é denominado fosfato orgânico.
O fósforo orgânico apresenta uma menor taxa de absorção, pois necessita da ação de enzimas 
digestivas para ser degradado e absorvido. Já o fósforo inorgânico é rapidamente absorvido, pois 
não precisa de ação enzimática. O sítio de absorção do fósforo é a porção proximal do duodeno. 
A depleção sérica de fósforo é rara, uma vez que há um rigoroso controle mediado pelo PTH, mas 
algumas condições clínicas podem contribuir para que ela ocorra:
• Indivíduos com ingestão crônica de antiácidos à base de alumínio (cria um complexo com o fósforo 
impedindo sua absorção);
• Desnutrição e em diabéticos com cetoacidose, devido aumento da excreção urinária;
• Alcoolismo crônico; 
• Deficiência grave de vitamina D;
• Hiperparatireoidismo (aumenta a excreção renal de potássio). 
ALIMENTOS FONTE FUNÇÕES DEFICIÊNCIA
(Hipofosfatemia)
EXCESSO
(Hiperfosfatemia)
Carne, frango, peixe, 
vísceras, leite, derivados do 
leite, sementes e produtos 
processados
• Ativação plaquetária, 
cascatas de coagulação, 
regulação do pH
• Constitui as ligações 
de fosfato do ATP e anti-
inflamatório
• Fraqueza muscular, 
fraqueza óssea (dor 
e fraturas), anorexia, 
convulsão e coma
• Ajustes no
controle do sistema 
hormonal regulando 
a economia de cálcio, 
calcificação principalmente 
no rim, aumento da 
porosidade dos ossos e 
possivelmente redução na 
absorção de cálcio
Magnésio
Esse mineral é extremamente abundante no corpo humano,sendo o segundo mais importante no 
espaço intracelular. Atua na regulação dos níveis de cálcio de maneira que sua depleção, mesmo 
quando não severa, pode resultar em uma queda significativa na concentração sérica de cálcio. Esse 
íon tem sido alvo de estudos nos últimos anos, sobretudo pela associação da sua deficiência com 
o aparecimento das DCNT, principalmente diabetes e hipertensão, além de atuar como cofator em 
diversas reações. 
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Ele está amplamente distribuído nos alimentos, estando presente também na água. Por esse motivo 
a insuficiência de cálcio endógeno dificilmente está associada a consumo inadequado. Normalmente 
essa alteração está relacionada a condições clinicas que alterem seu metabolismo, aumentem a 
excreção ou prejuízos absortivos. 
Os rins possuem papel chave no controle da homeostase de cátion, pois em situações de deficiência 
há aumento da absorção renal e redução da excreção. O magnésio é absorvido sobretudo no íleo e 
no cólon e a literatura enfatiza que a taxa de absorção é inversamente proporcional a quantidade 
consumida, motivo pelo qual a oferta além dos valores recomendados não deve ser estimulada.
Condições clínicas associadas a deficiência de magnésio:
• Distúrbios absortivos
• Diarreia crônica
• Ingestão crônica de álcool 
• Pacientes em quimioterapia
Sódio
Constitui um eletrólito reconhecido como principal cátion do fluido extracelular. Altas concentrações 
do mineral são encontradas nos ossos, nas secreções intestinais, na bile e no suco pancreático. 
Desempenha diversas funções importantes como controle da pressão osmótica e do equilíbrio 
hídrico e ácido básico do organismo.
Os seres humanos não têm a capacidade de sintetizar o sódio, porém os valores recomendados são 
facilmente atingidos pela ingestão de alimentos acrescidos do sal de cozinha (NaCl) e, em países 
ocidentais, pesquisas revelam que as recomendações são facilmente ultrapassadas. A carência de 
sódio em seres humanos é rara, exceto nos casos de desidratação gerada por quadros de vômitos, 
diarreia e sudorese intensa.
Praticamente 100% do sódio consumido é absorvido. O sítio de absorção é no intestino delgado. 
Em um indivíduo saudável, o cloreto de sódio é excretado pelos rins, com quantidades variáveis 
perdidas por meio da pele (suor) e nas fezes.
O maior efeito adverso da ingestão aumentada de cloreto de sódio é a elevação da pressão arterial 
sanguínea, sendo um importante fator de risco para o desencadeamento de doenças cardiovasculares 
e renais.
ALIMENTOS FONTE FUNÇÕES DEFICIÊNCIA 
(Hipomagnesemia)
EXCESSO
(Hipermagnesemia)
• Oleaginosas, 
leguminosas, sementes, 
folhosos verdes-escuro
• Síntese de DNA, RNA 
e de proteínas, cofator 
enzimático, contração 
muscular; proliferação 
celular e fosforilação do 
receptor de insulina
• Desaparecimento do 
reflexo do tendão, sonolência, 
respiração difícil, alterações 
cardiovasculares, hipotensão, 
cansaço, hipocalcemia, 
náusea, vômito, manifestações 
cutâneas.
• Sintomas neurológicos, 
incluindo anorexia, apatia e 
náusea
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A hiponatremia (Napolíticas de suplementação profilática nesses segmentos. Mulheres 
com fluxo menstrual intenso ou indivíduos em outras condições de perda sanguínea excessiva 
também merecem atenção especial. Os principais sinais da deficiência são: fadiga, dificuldade de 
concentração, unhas coiloníquia (em forma de colher), palidez palmar e mucosas hipocorada. 
Condições genéticas ou erros no metabolismo podem ocasionar acúmulo de ferro nos tecidos 
(hemacromatose). Dietas com excesso de ferro (normalmente devido a uso de suplementos), também 
podem gerar essa condição clínica. 
ALIMENTOS FONTE FUNÇÕES DEFICIÊNCIA
(Hipocalemia)
EXCESSO
(Hipercalemia)
• Banana, ameixa seca, 
batata, soja, trigo, sementes, 
tomate, carne e leite
• Controle dos fluidos 
corporais, atua no equilíbrio 
ácido básico, transmissão 
neural, a contração 
muscular, metabolismo 
energético
• Arritmias cardíacas, 
fraqueza muscular e 
intolerância à glicose, 
elevação dos níveis 
pressóricos
• Vômito, náusea, diarreia, 
paralisia do músculo 
esquelético, fraqueza ou 
paralisia neuromuscular, 
confusão mental e parestesia
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Zinco
Esse mineral desempenha diversas funções no corpo humano, estando em maior abundância nas 
células musculares e óssea. Ele é um dos constituintes das metaloenzimas, e exerce importante 
papel na proteção do organismo contra radicais livres. Junto com o cobre e o manganês compõe a 
enzima antioxidante de maior concentração no organismo, a SOD-Superóxido Dismutase. 
A absorção do zinco ocorre principalmente na porção do jejuno, mas uma pequena quantidade pode 
ser absorvida no estômago e intestino grosso. As células intestinais armazenam o excedente de 
zinco nas metalotioneíana e em condições de escassez essas moléculas são quebradas e fornecem 
zinco para o organismo. 
Indivíduos que estão sobre demanda aumentada de divisão celular e síntese proteica: crianças, 
gestantes e adolescentes, possuem suas demandas aumentadas e por isso constituem grupos de 
risco. Idosos também requerem atenção, pelo risco de ingestão insuficiente. 
Algumas condições de risco para a deficiência de zinco são: queimaduras de grande extensão, 
aumento de perdas renais, doenças inflamatórias crônicas. 
ALIMENTOS FONTE FUNÇÕES DEFICIÊNCIA
(Anemia 
Ferropriva)
EXCESSO
(Hemacromatose)
• Carne vermelha, fígado, 
vegetais verde-escuros, 
como brócolis, espinafre e 
couve, leguminosas, cereais 
integrais, sementes de 
gergelim e abóbora
• Síntese de hemoglobina, 
transporte de oxigênio, 
biossíntese do DNA e 
metabolismo energético
• Anemias, principalmente 
ferropriva
• Comprometimento do 
sistema imune
• Redução da função cognitiva
• Redução do desenvolvimento 
neuropsicomotor
• Diminuição da capacidade de 
aprendizagem
• Com uso crônico de 
suplementos pode ocorrer 
diarreia, constipação, dor 
epigástrica
ALIMENTOS FONTE FUNÇÕES DEFICIÊNCIA
(Hipozincemia)
EXCESSO
(Hiperzincemia)
• Ostras, carnes vermelhas, 
vísceras, castanhas e nozes
• Cofator enzimático, 
crescimento, metabolismo 
da vitamina A, síntese de 
hormônios tireoidianos, 
síntese de células do 
sistema imunológico, ação 
no sistema antioxidante, 
replicação celular, fertilidade, 
e está envolvido na síntese, 
armazenamento e liberação da 
insulina no pâncreas
• Anorexia, retardo do 
crescimento (inclusive 
fetal), cicatrização lenta, 
intolerância à glicose, 
hipogonadismo, impotência 
sexual, hipogeusia e alopecia
• Rara
• Gosto metálico na 
boca, náuseas, vômitos, 
dor epigástrica, cãibras 
abdominais e diarreia 
sanguinolenta
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Selênio
O selênio pode se apresentar de diversas formas: selênio elementar, inorgânico como sais de selenito 
(SeO3 2-) e selenato, ou sob a forma orgânica, como selenometionina, selenocisteína, e a selenio-
metilselenocisteína. Dentre suas funções a de maior destaque é a participação nas enzimas que 
previnem a peroxidação lipídica de membranas celulares e subcelulares.
Esse mineral atua sinergicamente com a vitamina E, potencializando o sistema antioxidante, por 
meio da enzima superóxido peroxidase. 
O selênio entra dieta humana por meio de sua incorporação pelas plantas em compostos que 
normalmente contêm enxofre. A quantidade de selênio depende muito das suas concentrações 
no solo, sendo o pH solar ácido um fator limitante para sua biodisponibilidade. Com relação ao 
metabolismo, destaca-se a atuação do fígado na síntese das selenoproteinas, que são o modo de 
armazenamento desse mineral. O excesso de selênio é feito pela urina, fezes e respiração. 
A deficiência desse mineral estar associada a ocorrência de tireoidite autoimune. Isso ocorre devido 
a uma diminuição da atividade da atividade da glutationa peroxidase dependente do selênio dentro 
das células tireoidianas. Além disso, as enzimas dependentes do selênio também são importantes na 
regulação do sistema imunológico
Condições de risco para deficiência de selênio são: fistulas entéricas, síndromes de má absorção, 
NPT sem selênio. Os sinais clínicos da deficiência de selênio são: cabelos e unhas quebradiças, 
dermatite, halitose, náuseas.
ALIMENTOS FONTE FUNÇÕES DEFICIÊNCIA
(Hiposselenemia)
EXCESSO
(Hipersselenemia)
• Castanha do Brasil, 
Castanha do Pará, rim 
bovino, farelo de trigo, 
ostras, fígado bovino
• Antioxidante, participação 
no metabolismo dos 
hormônios tireoidianos, 
proteção contra ação 
nociva de metais pesados e 
xenobiótico
• Infertilidade em homens, 
hipotireoidismo, doenças 
neurológicas, cardiomiopatia 
(doença de Keshan) e 
osteoartropatia (doença de 
Kashin-Beck)
• Infertilidade, cabelos e 
unhas quebradiças (levando 
à perda em alguns casos), 
erupção cutânea, odor de 
alho na respiração e na 
pele, além de distúrbios no 
sistema nervoso, redução da 
síntese de T3 e GH
Cobre
Apesar de pouco mencionado, esse mineral traço possui papel importante no sistema antioxidante, 
formação do tecido conjuntivo a respiração celular, oxidação e transporte de ferro, formação de 
pigmentos e síntese de neurotransmissores, pois ele é um componente chave das cuproenzimas 
(enzimas envolvidas em reações das condições citadas anteriormente). Recentemente tem ganho 
destaque por estar associado a redução de agravos cardiovasculares. Ele também constitui a enzima 
que catalisa a oxidação do ferro ferroso (Fe2+) a férrico (Fe3+) e atua na síntese da hemoglobina. A 
anemia relacionada a deficiência a deficiência de Cobre não responde ao tratamento com ferro.
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O principal sítio de absorção do Cu é o duodeno e é carreado para os tecidos ligado a albumina ou a 
aminoácidos, principalmente a histidina. O balanço desse mineral é modulado por sua excreção na 
bile, por isso condições colestáticas (disfunção hepática grave ou obstrução do trato biliar) podem 
ocasionar acúmulo e consequentemente toxicidade. Entretanto, na maioria dos casos a toxicidade 
está associada a contaminação de água potável ou alimentos por cobre. Algumas manifestações 
comuns na toxicidade são: gosto metálico na boca, salivação excessiva, náuseas, vômitos, queimação 
epigástrica, sangramento gastrintestinal e diarreia. Como partilha da mesma proteína de ligação na 
mucosa intestinal que o zinco, dietas com suplementação de zinco podem interferir negativamente 
na concentração de Cu.
Com relação aos agravos relacionados ao cobre, tem-se destaque para dois erros congênitos do 
metabolismo: a síndrome de Menkes, onde ocorre deficiência grave de Cu devido a um defeito 
na absorção intestinal desse mineral; e a doença de Wilson,onde há o acúmulo de Cu nos tecidos 
devido há um defeito na excreção de cobre pela bile, levando a uma maior concentração nos tecidos.
Iodo
Esse microelemento é essencial na síntese dos hormônios tireoidianos, e a sua deficiência ainda 
constitui um grave problema de saúde pública em muitas regiões do mundo. Dentre as manifestações 
clinicas na vigência da deficiência de iodo se tem: cansaço físico, o retardo do crescimento, a 
amenorreia com prejuízo da função reprodutiva, dano cerebral e retardo mental irreversível.
A concentração de iodo na maioria dos alimentos é baixa e depende do solo em que é feito o cultivo. 
Diante dessa variedade associada a forma de cultivo, o Brasil instituiu uma política de iodação do sal 
de cozinha como medida profilática. 
O iodo consumido na sua forma elementar (I2) é reduzido a iodeto por meio da ação da microbiota 
para potencializar sua absorção no trato gastrointestinal e pelos pulmões. A maior parte do 
iodeto disponível no plasma é captada pela glândula tireoide para a síntese de tiroxina (T4) e tri-
iodo-tironina (T3), sendo esse último o de maior atividade biológica. Esses hormônios atuam no 
desenvolvimento, crescimento e metabolismo de vários organismos. Esse processo de síntese 
hormonal é modulado pelo TSH (hormônio secretado pela adeno-hipófise). Para investigar os níveis 
de iodo sérico a dosagem de TSH demonstra ser mais eficaz. Esses hormônios (T3 e T4) atuam 
no desenvolvimento fetal, crescimento, a maturação e reabsorção óssea, estimulam e eritropoiese, 
estimulam lipogênese, além de atuar no metabolismo de carboidrato e proteínas.
ALIMENTOS FONTE FUNÇÕES DEFICIÊNCIA
(Hipocupremia)
EXCESSO
(Hipercupremia)
• Fígado, mexilhões, ostras, 
cereais integrais, nozes e 
chocolate
• Função antioxidante,
formação do tecido 
conjuntivo, respiração celular, 
oxidação e transporte de 
ferro, formação de pigmentos, 
síntese de neurotransmissores 
e metabolismo lipídico
• Síndrome de Menkes, 
anemia, acúmulo de 
LDL-colesterol e agravos 
neurológicos
• Doença de Wilson e 
intoxicação aguda
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O hipotireoidismo (mixedema) é marcado por redução do metabolismo basal, diminuição da 
temperatura corporal, apatia mental, face de lua e aumento do peso corporal. A deficiência crônica 
de iodo juntamente com o consumo de substância bociogênicas estar associada ao bócio (desordem 
associada à deficiência de iodo). A intoxicação é rara em países ocidentais e pode ocasionar intoxicação 
e disfunção tireoidiana. O iodo também desempenha um papel primordial no crescimento e no 
desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso central no período fetal, devendo por isso ser 
monitorado no período gestacional. Na deficiência de iodo na primeira infância pode ocorrer o 
cretinismo (retardo mental, anomalias neurológicas, retardo do desenvolvimento físico).
ALIMENTOS FONTE FUNÇÕES DEFICIÊNCIA EXCESSO
• Algas, peixes, sal iodado, 
leite e ovos
• Desenvolvimento do 
sistema nervoso fetal, 
maturação e reabsorção óssea, 
eritropoiese, metabolismo de 
macronutriventes
• Retardo mental 
irreversível, bócio, 
hipotireoidismo, cretinismo
• Intoxicação
• Hipertireoidismo
Cromo
Esse elemento-traço estar amplamente distribuído na natureza e pode ser encontrado em diversas 
conformações químicas, sendo a forma trivalente (Cr3+) a encontrada nos alimentos e a hexavalente 
(Cr6+) a sintetizada a partir da poluição industrial, sendo essa última toxica ao organismo humano. 
A absorção do cromo da alimentação é inversamente proporcional à sua ingestão. A maior parte do 
conteúdo absorvido é incorporado ao tecido ósseo e pode ser armazenado é no baço, no fígado, nos 
rins e nos tecidos. 
Endogenamente o cromo é utilizado na síntese de GTF (Fator de Tolerância a Glicose), por isso sua 
principal função está vinculada a sua participação na cascata de ativação e atuação da insulina, 
desempenhando papel chave na tolerância a glicose. Condições de escassez de Cr são raras, havendo 
apenas registro de deficiência em pacientes que estão em nutrição parenteral sem adição de cromo. 
Normalmente esses pacientes evoluem com intolerância a glicose, tendo manifestações clínicas 
típicas do diabetes tipo 2.
Algumas condições podem aumentar a excreção de Cr, como período gestacional, atividade 
física intensa, infecções, no trauma físico e no stress crônico. Idosos também apresentam menor 
capacidade de incorporar cromo a GTF.
Há poucos registros de toxicidade por cromo. Sua vigência pode se dá por inalação de Cr industrial 
ou por suplementação em doses elevadas. 
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ALIMENTOS FONTE FUNÇÕES DEFICIÊNCIA EXCESSO
• Mariscos, ostras, grãos 
integrais, frutas, feijão-
verde, espinafre e brócolis
• Atua como coadjuvante 
no mecanismo de ação da 
insulina e metabolismo de 
carboidratos
• Descrita em pacientes em 
nutrição parenteral sem 
inclusão de cromo
• Ocasiona diminuição da 
tolerância a glicose
• Intoxicação por cromo 
industrial, aumenta risco de 
câncer de pulmão
• Em casos de 
suplementação em doses 
elevadas pode ocasionar 
fezes aquosas, vertigem, 
dores de cabeça, urticária, 
náuseas, vômitos, 
constipação e flatulências
Flúor
O flúor é um elemento traço com papel amplamente reconhecido na prevenção de cáries dentárias 
(efeito cariostático). Na natureza ele é encontrado na forma de fluoreto. É importante reforçar que o 
flúor sozinho não é capaz de prevenir cárie, e por isso não se pode dizer que é a sua deficiência que 
desencadeia esse agravo dentário. A maioria dos alimentos tem quantidades extremamente baixas 
desse mineral, o que embasa a necessidade de sua adição na água e em produtos de uso continuo a 
exemplo dos cremes dentais. 
Quando ingerido, o flúor é rapidamente e quase todo absorvido pelo estômago (principal sitio 
absortivo) e intestino, podendo também ser absorvido pela mucosa bucal. A taxa de absorção de 
flúor decresce na fase adulta e em idosos. 
Na fluorose, excesso de flúor, pode ocorrer manchas brancas nos dentes, deformidades ósseas ou 
articulares, rigidez nas articulações, dores de cabeça, dores de estômago, fraqueza muscular, danos 
ao sistema nervoso. A toxicidade aguda pode ocasionar náuseas, vômitos, parada cardíaca, coma e 
até óbito. Há indícios também que o excesso de flúor seja neurotóxico. 
ALIMENTOS FONTE FUNÇÕES DEFICIÊNCIA EXCESSO
• Pescados de mar, 
crustáceos, águas minerais, 
espinafre, algas, girassol 
germinado, cebola, alfafa, 
hortaliça
• Papel no metabolismo do 
cálcio e fosfato
• Aumenta a 
susceptibilidade do 
desenvolvimento de cáries
• Intoxicação, fluorese 
dental e neurotoxicidade
Manganês
O manganês tem sido reconhecido por seu papel como componente da enzima manganês superóxido 
dismutase (MnSOD) e de outras metaloenzimas, que atuam à nível mitocondrial, desempenhando 
atividades no sistema imunológico, crescimento ósseo e exercendo papel no metabolismo de 
macronutrientes, além de atuar no processo reprodutivo e formação tecidual. Uma outra função 
promissora desse mineral é a sua capacidade de potencializar a atuação da insulina. 
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Nos alimentos pode-se encontrar o manganês como Mn2+ e Mn3+, sendo essa última conformação 
a que tem capacidade de se ligar à transferrina e provavelmente interage com o Fe3+. De todo 
conteúdo ingerido, apenas uma pequena parte (de mineradoras, soldadoras e siderúrgicas), e pode 
trazer prejuízos à saúde humana.
ALIMENTOS 
FONTE
FUNÇÕES DEFICIÊNCIA 
(Hipomanganesemia)
EXCESSO 
(Hipermanganesemia)
• Grãos integrais, 
oleaginosas, folhosos 
verde-escuros
• Regulação do 
metabolismo de 
glicose e lipídios, 
sistema antioxidante, 
potencializa a ação 
da insulina e catalisa a 
hematopoese
• Isolado não há registro. mas 
concomitante a outas deficiências 
está relacionado a aumento do 
estresse oxidativo
• Manganismo (situações agudas), 
síndrome extrapiramidal com 
características semelhantes às 
encontradas na doença de Parkinson e 
no parkinsonismo pós-encefálico
Cloro
O cloro é o ânion que se combina com o sódio, no líquido extracelular, e com o potássio, no meio 
intracelular, para manter a pressão osmótica e o equilíbrio ácido básico do organismo. 
Tem função importante na digestão, uma vez que é necessária a formação do ácido clorídrico (HCl) 
secretado no suco gástrico, essencial para manter a acidez do estômago e a ativação de enzimas 
durante o processo digestivo.
Sua necessidade soma-se a de sódio e pode variar com o crescimento, com a intensidade da prática 
de atividade física e temperatura, que aumentam as perdas pelo suor e em situações de diarreias e 
vômitos.
A deficiência de cloro não ocorre sob circunstâncias normais. As perdas de cloro acompanham as de 
sódio, em situações de diarreia, vômitos e/ou excesso de suor. As AIs para cloro foram estabelecidas 
em nível equivalente aos valores molares de sódio, pois quase todo o cloro da dieta é consumido 
com o sódio. 
ALIMENTOS FONTE FUNÇÕES DEFICIÊNCIA 
(Hipocloromia)
EXCESSO 
(Hipercloromia)
• O cloro da dieta é 
proveniente principalmente 
do sal de cozinha e dos 
alimentos fontes de sódio
• Formação do ácido 
clorídrico (HCl) secretado 
no suco gástrico, essencial 
para manter a acidez do 
estômago e a ativação de 
enzimas durante o processo 
digestivo
• A deficiência de cloro não 
ocorre sob circunstâncias 
normais. As perdas de cloro 
acompanham as de sódio, 
em situações de diarreia, 
vômitos e/ou excesso de 
suor
• Problemas relacionados a 
tireoide, o sistema nervoso, 
o fígado e os rins
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Molibdênio
Esse mineral é encontrado em baixas concentrações em todos os fluidos e tecidos corporais. As 
maiores quantidades desse elemento foram encontradas nos rins, no fígado, no intestino curto e 
nas glândulas adrenais. O molibdênio é encontrado na forma de molibdoenzimas. A quantidade 
de molibdênio presente nos alimentos está na forma de complexos solúveis e são rapidamente 
absorvidos.
Esse mineral atua como cofator de um número limitado de enzimas em humanos: sulfito oxidase 
(acredita-se ter grande importância para a saúde), xantina oxidase e aldeído oxidase. Essas enzimas 
estão envolvidas no catabolismo de aminoácidos sulfurados e compostos heterocíclicos, incluindo 
purinas e pirimidinas.
 A indispensabilidade do molibdênio é embasada no defeito genético que impede a síntese de sulfito 
oxidase. Como o sulfito não é oxidado para sulfato, ocorre um dano neurológico extremamente 
grave que pode levar à morte do recém-nascido.
ALIMENTOS FONTE FUNÇÕES DEFICIÊNCIA EXCESSO
• Legumes, grãos e 
castanhas
• Atua como cofator de um 
número limitado de enzimas 
em humanos
• Sulfito oxidase (a qual 
acredita-se ter grande 
importância para a saúde), 
xantina oxidase e aldeído 
oxidase
• Taquicardia, cegueira 
noturna, taquipneia e 
eventualmente irritabilidade, 
levando ao coma
• NE
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Biodisponibilidade 
dos Micronutrientes
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O termo biodisponibilidade ainda é algo complexo, sendo a definição mais aceita 
a de “quantidade de nutriente disponível para ser utilizada ou armazenada no 
organismo após os processos de digestão, absorção e metabolismo”, apesar da 
biodisponibilidade ser avaliada em composto que não são categorizados como 
nutrientes. 
Para avaliar a biodisponibilidade, leva-se em consideração 3 conceitos:
(1) Bioconversão(1) Bioconversão: definida como a proporção do nutriente ingerido que estará biodisponível para a 
conversão em sua forma ativa. 
(2) Bioeficácia(2) Bioeficácia: que se refere a eficiência com a qual os nutrientes ingeridos são absorvidos e 
convertidos em forma ativa do nutriente 
(3) Bioeficiência(3) Bioeficiência: Que é a proporção da forma ativa convertida do nutriente absorvido que atingirá 
o tecido-alvo.
Nesse sentido, a literatura enfatiza diversos fatores que podem otimizar ou fragilizar a 
biodisponibilidade dos nutrientes.
Biodisponibilidade de Vitaminas
Na tabela a seguir estão organizados os fatores que podem facilitar e prejudicar a biodisponibilidade 
das principais vitaminas.
Fatores que potencializam e fatores que diminuem a biodisponibilidade das vitaminas lipossolúveis 
e hidrossolúveis.
VITAMINAS FATORES QUE 
POTENCIALIZAM A 
BIODISPONIBILIDADE
FATORES QUE DIMINUEM A 
BIODISPONIBILIDADE
Vitamina A • Secreção adequada de sais biliares
• Presença de lipídeos e vitamina E
• Status adequado de ferro
• Conteúdo elevado de fibras (pectina, goma guar, 
celulose)
• Baixa ingestão de lipídeos
• Dietas pobres em proteínas e zinco, pois 
influenciam na síntese dos transportadores de 
vitamina A
Vitamina D • Presença de lactoalbumina, cálcio, 
fósforo e ácidos graxos de cadeia curta
• Excesso de fibras e consumo de bebidas alcoólicas
• Altas concentrações de ferro, cobre e manganês
• Secreções acidas reduzidas
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Vitamina E • Secreção adequada de sais biliares
• Presença de lipídeos, principalmente TCM
• Excesso de fibras (pectina)
• Vitamina A e ácidos graxos poli-insaturados
Vitamina K • Secreção adequada de sais biliares
• Presença de lipídeos
• Doses elevadas de vitamina A
• Suplementação elevada de vitamina E
Tiamina(B1) Sódio, potássio e outras vitaminas do 
complexo B
• Temperatura elevada, pH básico e perdas 
excessivas de água
• Ingestão elevada de álcool;Concentração elevada 
de tiaminases (peixes de água, peixes de água 
doce, crustáceos crus, farelo de arroz, café, chás) 
polifenóis e sulfitos.Medicamentos antiácidos
Riboflavina (B2) Vitaminas do complexo B Alguns medicamentos para esquizofrenia e 
depressão podem afetar negativamente
Niacina (B3) • Vitaminas do complexo B, principalmente 
tiamina e riboflavina
• Triptofano (pois ele é um percussor da B3)
NE
Ácido 
pantotênico (B5)
NE NE
Piridoxina (B6) NE • Ingestão excessiva de proteínas, deficiência de 
riboflavina, excesso de leucina e álcool
• Processamento e cozimento
• Alta concentração de fibras e uso de tabaco
Biotina (B7) NE • O processamento e a conservação dos alimentos 
podem reduzir sua concentração
• Exposição a altas temperaturas
• Exposição ao oxigênio
• Sua concentração também varia de acordo com 
as estações do ano
Ácido fólico (B9) Vitamina B12 e vitamina B6 Deficiência de zinco e de B12
Cobalamina 
(B12)
Ácido clorídrico e cálcio Deficiência de ácido clorídrico
Vitamina C Presença de flavonoides cítricos e 
quercetina
Cozimento, processamento, exposição a luz, 
centrifugação excessiva
VITAMINAS FATORES QUE POTENCIALIZAM 
A BIODISPONIBILIDADE
FATORES QUE DIMINUEM A 
BIODISPONIBILIDADE
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 Gabarito: 
1. a 2. d 3. d 
4. e 5. d 6. d
Biodisponibilidade de
Minerais
Na tabela a seguir estão organizados os fatores que podem 
facilitare interferir a biodisponibilidade dos minerais.
MINERAIS FATORES QUE POTENCIALIZAM
A BIODISPONIBILIDADE
FATORES QUE DIMINUEM A
BIODISPONIBILIDADE
Cálcio • Presença de frutanos e níveis adequados de 
vitamina D
• Consumo adequado de lisina e arginina
• Probióticos e Lactose
• Ácido oxálico, ácido fítico, excesso de sódio e 
cafeína e álcool
• Deficiência de vitamina D
• Excesso de proteínas
Ferro • Presença de vitamina C, cobre, ácidos orgâni-
cos, aminoácidos, proteína de carne, arginina, 
histidina, TCM (Triglicerídeos de Cadeia Média) 
e frutose
• Probióticos
• Status adequado de vitamina A
• Cobalto, níquel, manganês, zinco, cádmio, 
fibra alimentar, oxalatos, fosfatos, polifenóis da 
soja, fitatos e taninos
• Deficiência de vitamina A
• Consumo junto a fontes de cálcio (reduz prin-
cipalmente a absorção do não heme)
Fósforo • Alimentos de origem animal, por estarem 
predominantemente na forma de ésteres de 
fosfato
• Ingestão de alumínio normalmente pelo con-
sumo de antiácidos
• Consumo junto com alimentos ricos em ácido 
fítico, ferro, magnésio e cálcio
Zinco • Alimentos ricos em proteínas
• Prebióticos
• Triptofano
• Presença de fitatos, polifenóis, cádmio, cálcio, 
e fibras alimentares em excesso
• Altas concentrações de ferro e cobre
Selênio • Metionina, vitamina B6, E, A e C;É mais biodi-
sponível em alimentos vegetais
• Metais pesados e altas concentrações de 
enxofre
Magnésio • Status adequado de vitamina D
• Presença de lactose
• Probióticos, como inulina, oligofrutose e FOS
• Em altas concentrações de cálcio, fosfato, 
fitato, gordura e fibras alimentares
• Consumo de álcool
Inibidores de proteases: São enzimas de ampla distribuição em 
alimentos vegetais, capazes de inibir a ação das enzimas digestivas 
proteases (tripsina, quimiotripsina, carboxipolipeptidase). Os 
inibidores se ligam às proteases formando um complexo que é 
eliminado pelo bolo fecal. Essas enzimas são chamadas serpinas. 
A cocção pode inativar esses inibidores.
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Questões
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Questões
1. Os carboidratos são divididos em três 
grupos: monossacarídeos, dissacarídeos e 
polissacarídeos. Os polissacarídeos podem 
ser digeríveis ou indigeríveis. Quais são os 
polissacarídeos digeríveis?
a) Fibra alimentar e amido. 
b) Amilose e maltodextrina. 
c) Galactose e maltose. 
d) Dextrose e frutose. 
e) Fibra solúvel e sacarose.
2. De acordo com as DRIs (Dietary Reference 
Intakes), os limites de distribuição de 
carboidratos para indivíduos com 19 anos 
ou mais é de 45 a 65% do valor energético 
total (VET). Considerando um indivíduo com 
necessidade energética total de 2400 kcal, 
assinale a alternativa que corresponde a uma 
quantidade de carboidratos dentro da faixa 
recomendada:
a) 230 a 330 g de carboidratos. 
b) 350 a 440 g de carboidratos.
c) 260 a 360 g de carboidratos. 
d) 290 a 400 g de carboidratos.
e) 270 a 390 g de carboidratos. 
3. Os dissacarídeos são polímeros compostos 
por dois monossacarídeos unidos por uma 
ligação glicosídica e podem ser classificados 
em redutores e não redutores. Como exemplo 
de dissacarídeo, é correto citar:
a) Frutose.
b) Galactose.
c) Rafinose.
d) Amilose.
e) Lactose.
4. O conceito atual de fibra alimentar inclui, 
além dos polissacarídeos celulósicos, beta-
glicanos e ligninas, outros constituintes dos 
alimentos, dos quais é correto citar:
a) Amido resistente.
b) Manitol.
c) Licopeno.
d) Sorbitol.
e) Maltose.
5. Em situações como jejum, exercício físico 
prolongado ou trauma, o organismo esgota 
suas reservas de carboidratos em até 24 
horas. A formação de glicose a partir de fontes 
diferentes dos carboidratos é chamada de
a) Gliconeogênese.
b) Glicólise.
c) Ciclo do ácido tricarboxílico.
d) Balanço nitrogenado.
e) Fosforilação oxidativa.
6. Os principais grupos fornecedores de 
calorias são os macronutrientes: carboidratos, 
proteínas e gorduras, mas apesar de não ser 
considerado um nutriente, o etanol também 
gera energia. Quando estas substâncias são 
totalmente metabolizadas no organismo, 
geram, respectivamente:
a) 4 kcal, 4 kcal, 9 kcal e 9 kcal de energia por 
grama. 
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b) 9 kcal, 7 kcal, 4 kcal e 4 kcal de energia por 
grama. 
c) 4 kcal, 7 kcal, 7 kcal e 4 kcal de energia por 
grama. 
d)4 kcal, 4 kcal, 9 kcal e 7 kcal de energia por 
grama. 
e) 7 kcal, 4 kcal, 9 kcal e 7 kcal de energia por 
grama.
7. Segundo a FAO, o método de rotina mais 
apropriado para avaliar a qualidade proteica de 
um alimento é:
a) O escore de aminoácidos corrigido pela 
digestibilidade real da proteína.
b) A porcentagem de calorias protéicas em 
relação ao valor calórico total do alimento.
c) O grau de desnaturação que a proteína pode 
atingir.
d) A velocidade de degradação da proteína.
e) A proporção de oligo e dipeptídeos na 
molécula protéica.
8. As proteínas plasmáticas são importantes 
indicadores do estado nutricional. Dentre as 
mais utilizadas, a que se mostra mais sensível 
a curto prazo devido à sua meia vida mais 
reduzida é:
a) A proteína C-reativa.
b) A proteína total.
c) A transferrina.
d) A pré-albumina.
9. A deficiência de vitamina B1, secundária ao 
alcoolismo, pode resultar em:
a) Delirium tremens.
b) Paranoia de ciúmes. 
c) Paralisias periféricas. 
d) Síndrome Korsakoff. 
e) Síndrome de Guillan-Barré.
10. Os aminoácidos essenciais são aqueles que 
não podem ser sintetizados pelo organismo. 
Desta forma, devem ser obtidos pelo 
consumo de alimentos que sejam fonte destes 
aminoácidos. Assinale a alternativa que não 
apresenta um aminoácido essencial. 
a) Glutamina.
b) Metionina.
c) Triptofano. 
d) Fenilalanina.
11. Uma nutricionista desenvolve trabalho em 
assentamento rural, onde as famílias vivem 
em condições sociais e econômicas muito 
precárias. Ao visitar uma casa com a equipe 
médica, observa que uma das crianças foi 
diagnosticada com doença carencial, cujos 
principais sintomas eram dermatite, demência 
e diarreia. A doença em questão é conhecida 
como 
a) Pelagra, causada pela deficiência de niacina. 
b) Beribéri, causado pela deficiência de tiamina. 
c) Doença dos três D, causada pela deficiência 
de piridoxina 
d) Escorbuto, causado pela deficiência de ácido 
ascórbico.
12. A osteoporose é uma doença crônica e 
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progressiva, que se caracteriza por baixa massa 
óssea e deterioração da microarquitetura. 
Como resultado, essa patologia pode causar 
redução da força óssea e maior susceptibilidade 
a fraturas. Em relação ao assunto, assinale a 
alternativa correta. 
a) A vitamina E exerce papel fundamental na 
regulação da absorção intestinal de cálcio e na 
estimulação da reabsorção óssea. 
b) Em mulheres com mais de 50 anos de idade, é 
recomendado o consumo de 1.500 mg de cálcio 
ao dia, preferencialmente através da dieta. 
c) A absorção do citrato de cálcio é menos 
dependente da presença de ácido gástrico, 
quando comparado com o carbonato de cálcio. 
d) Mesmo se o paciente apresentar náuseas, 
dispepsia e constipação persistentes, 
recomenda-se a suplementação com sais de 
cálcio. 
e) Os casos de superdosagens de vitamina 
D estão associados ao aparecimento de 
hipercalciúria e hipocalcemia, com suas 
complicações clínicas.
13. Muitos fatores influenciam a absorção de 
nutrientes de um alimento particular ou de 
uma refeição, dentre eles estão os relacionados 
à própria fisiologia do indivíduo, assim como 
fatores relacionados ao alimento. Dentre os 
fatores relacionados ao alimento pode-se 
destacar,EXCETO:
a) Taninos 
b) Oxalatos 
c) Deficiência de lactase 
d) Serpinas 
14. O balanço nitrogenado é uma técnica não 
invasiva e acessível, que consiste no cálculo 
da diferença entre o nitrogênio ingerido e o 
nitrogênio excretado. Assinale a alternativa 
correta em relação ao balanço nitrogenado.
a) Quando o balanço é suficiente para suprir as 
perdas, diz-se que o balanço é negativo. 
b) O nitrogênio ingerido é calculado com base 
no conhecimento de que 12,5g de proteína 
contêm 1g de nitrogênio.
c) No monitoramento do balanço nitrogenado, 
há uma tendência para subestimar a ingestão, 
sobretudo quando a dieta oferecida é mais 
complexa, e superestimar as perdas. 
d) O balanço negativo, por tempo prolongado, 
torna-se incompatível com a vida. 
e) A quantidade de proteína exigida para 
manter o equilíbrio nitrogenado não depende 
dos aminoácidos essenciais.
15. Estabeleça a correlação entre as vitaminas 
e suas respectivas funções fisiológicas e, 
posteriormente, assinale a alternativa que 
apresenta a ordem correta de correlação.
I. Vitamina A a. Metabolismo ósseo
II. Vitamina D b. Síntese de colágeno
III. Vitamina E c. Pigmentos visuais
IV. Vitamina K d. Antioxidante
V. Vitamina C e. Coagulação sanguínea
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a) I-b/II-a/III-c/IV-d/V-e. 
b) I-b/II-d/III-a/IV-c/V-e. 
c) I-c/II-a/III-d/IV-e/V-b. 
d) I-c/II-d/III-b/IV-e/V-a.
e) I-a/II-e/III-b/IV-d/V-c.
16. Os lipídeos são macronutrientes que 
desempenham funções energéticas, estruturais 
e hormonais no organismo humano. Sobre os 
lipídeos, é incorreto afirmar que:
a) Transportam as vitaminas lipossolúveis (A, D, 
E, e K).
b) Fazem parte das membranas celulares e 
organelas.
c) Produzem 9 kcal por grama quando oxidados 
no organismo.
d) São classificados como simples e compostos.
17. Indispensável para coagulação sanguínea 
esta vitamina foi descoberta por dois 
pesquisadores dinamarqueses, que observavam 
a síndrome hemorrágica em pintos, no ano 
de 1929. Assim, em 1939, Dam, Doizy e Karrer 
isolaram os fatores com atividade anti-
hemorrágica, que chamaram, em conjunto, de:
a) Vitamina A.
b) Vitamina K.
c) Vitamina C.
d) Vitamina D.
18. O colesterol desempenha função estrutural 
e faz parte de todas as membranas dos 
animais, membranas plasmáticas e também 
das diferentes organelas. De qual vitamina o 
colesterol é precursor?
a) B12.
b) C.
c) D3. 
d) B1
19. A redução da expressão dos receptores 
hepáticos de LDL-c (receptores B/E), inibindo 
a remoção plasmática dessas partículas, é um 
dos mecanismos propostos para explicar o 
aumento do colesterol sanguíneo. A partir da 
ingestão de que tipo de gordura dietética: 
a) Triglicerídeos. 
b) Ácidos graxos poli-insaturados.
c) Colesterol dietético. 
d) Ácidos graxos monoinsaturados. 
e) Ácidos graxos saturados. 
20. Examine o seguinte quadro:
A combinação correta entre cada 
micronutriente com a respectiva consequência 
de sua deficiência no organismo humano está 
indicada em: 
Micronutrientes Consequências 
de deficiência
1. Tiamina A. Bócio 
2. Ferro B. Beribéri
3. Folato C. Anemia megaloblástica
4. Iodo D. Anemia hipocrômica e 
microcítica
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a) 1B, 2C, 3D, 4A. 
b) 1C, 2D, 3A, 4B
c) 1B, 2D, 3C, 4A
d) 1B, 2D, 3A, 4C. 
e) 1C, 2D, 3B, 4A.
GABARITO
1 2 3 4 5
b e e a a
6 7 8 9 10
d a d d a
11 12 13 14 15
a c d d c
16 17 18 19 20
d b c e c
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duzz.comcom alto rigor técnico para indivíduos saudáveis e tem como finalidade 
contribuir para:
• Avaliação do consumo alimentar
• Planejamento de dietas, com vista na prevenção de agravos crônicos não transmissíveis 
• Rotulagem alimentar
• Subsidiar políticas de suplementação de alimentos
• Auxiliar no planejamento de programas de orientação nutricional
As DRIs ainda têm como objetivo traçar uma proposta de definição e plano de revisão de 
antioxidantes alimentares e compostos relacionados. Além de levar em consideração: sexo 
(homens e mulheres), idade (desde lactentes até idosos) e condição fisiológica (gestante 
e lactante). O Institute of Medicine (IOM) é o órgão responsável pela revisão e publicação 
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EAR RDA AI UL
Definição Estimated average 
requirement
Necessidade Média 
Estimada
Recomended Dietary 
Allowances
Ingestão Dietética 
Recomendada
Adequate Intake 
Ingestão Adequada
Upper Level 
Limite superior 
tolerável de ingestão
Descrição Os valores da EAR 
suprem a necessidade 
de 50% de indivíduos 
saudáveis de um 
respectivo estágio da 
vida e gênero
• Os valores da RDA 
suprem a necessidade 
de 97-98% de 
indivíduos saudáveis 
de um respectivo 
estágio da vida e 
gênero
• Correspondem a 
2 desvios padrões a 
mais que a EAR
É o valor médio 
de ingestão diária 
de um nutriente, 
quando não há dados 
suficientes para o 
estabelecimento da 
RDA e da EAR
Considerada um 
valor prévio à RDA 
(provisório)
Valor de ingestão 
diária máxima que é 
improvável que cause 
efeitos adversos à 
saúde
Aplicação • Avaliar indivíduos e 
coletividades
• Prescrever apenas 
para coletividades
• Prescrições com 
valores inferiores 
a EAR possuem 
elevada probabilidade 
da ingestão estar 
inadequada
• Prescrever apenas 
para indivíduos (meta 
de ingestão)
• Planejamentos 
que contemplem os 
valores estabelecidos 
para RDA possuem 
baixa probabilidade de 
inadequação
Na ausência da EAR 
e consequentemente 
da RDA, o valor de 
AI pode ser utilizado 
para avaliar e 
planejar cardápios 
para indivíduos e 
coletividades
• Norteia a fortificação 
de alimentos
• A ausência de UL 
para alguns nutrientes 
não significa que eles 
podem ser ingeridos 
em excesso
• Não é meta de 
ingestão
Atenção: Os valores das DRIs podem passar por revisões e atualizações. .
Definição, descrição e aplicação da EAR, RDA, AI 
e UL
das DRIs. As tabelas possuem recomendações para água, 
macronutrientes, vitaminas e minerais. Esses valores levam 
em consideração a variação intrapessoal (da mesma pessoa 
em diferentes condições) e interpessoal (entre as pessoas). 
Os valores inseridos nas DRIs para micronutrientes são: 
EAR, RDA, AI e UL. Cada um deles possuem uma definição 
e finalidade específica.
Os quatro parâmetros das DRIs 
podem ser utilizados no planejamento 
e na avaliação das dietas do indivíduo 
ou de grupos de indivíduos saudáveis, 
segundo estágio de vida e gênero.
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As DRIs estabeleceram também as AMDRs (Acceptable 
Macronutrient Distribution Ranges), que se referem 
à porcentagem na participação “aceitável” no valor 
energético total (VET) de uma dieta normocalórica dos 
macronutrientes. Esses valores vão sofrer algumas variações 
a depender do sexo, idade e condição fisiológica. Não há 
AMDRs estabelecidas para crianças menores de 12 meses. 
 
Ainda há as recomendações de energia (calorias que 
devem ser consumidas ao longo de um dia). A Necessidade 
Estimada de Energia (Estimated Energy Requirement –
EER) é definida como a média de ingestão energética 
dietética a qual mantém o balanço energético em adultos 
saudáveis com idade, sexo, peso, altura e nível de atividade 
física de acordo com um bom estado de saúde. Esse valor é 
determinado pelo uso de equações de predição elaboradas 
a partir de um banco de dados de gasto energético de 24 
horas.
3. As DRIs (Dietary Reference 
Intakes) são uma referência possível 
para o estabelecimento de metas 
nutricionais. Assinale a alternativa 
correta:
a. As DRIs aplicam‐se a indivíduos 
saudáveis e também àqueles que 
estão doentes ou desnutridos.
b. As DRIs fornecem informações 
exatas da necessidade nutricional de 
um indivíduo. 
c. Indivíduos em circunstâncias 
especiais mantêm inalteradas suas 
necessidades nutricionais. 
d. O uso das DRIs é mais eficaz 
quando conduzida como uma 
atividade cíclica que compreende 
avaliação, planejamento, 
implementação e reavaliação. 
e. Com o uso das DRIs não é possível 
estimar se o nível de ingestão de 
determinado nutriente pode levar a 
um efeito adverso. 
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Água
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A água é o componente mais abundante do corpo humano, ocupando o 
equivalente a 75% do organismo e é essencial para as reações orgânicas.O 
percentual corporal de água varia ao longo dos anos, havendo uma perda 
expressiva com o avanço da idade. Isso ocorre principalmente porque a 
concentração de água é proporcional ao conteúdo de massa magra, componente 
que evolui com declínio em resposta ao envelhecimento.
A água fornecida ao organismo provém de três fontes: 
1. Ingestão de líquidos, sendo que a absorção ocorre no intestino (preferencialmente no intestino 
delgado); 
2. Ingestão de alimentos, por meio da quantidade de água em sua constituição;
3. Oxidação dos substratos energéticos durante o processo de metabolismo endógeno.
Funções
• Dispersante, servindo como meio de dispersão de coloides; 
• Solvente natural para a maioria das substâncias encontradas nas células;
• Termorreguladora da temperatura corpórea; 
• Transportadora de substâncias que serão absorvidas ou eliminadas pelo organismo;
• Lubrificante das articulações; 
• Condutora da glicose e do oxigênio para o interior das células; 
• Facilitadora de reações químicas celulares, pois os processos fisiológicos só ocorrem em meio 
aquoso.
Recomendações
Até o momento, não há valores de EAR e RDA para ingestão de água. O valor de AI para homens 
(adultos e idosos) é de 3,7 litros/dia e para mulheres (adultas e idosas) é de 2,7 litros/dia. O valor de 
UL não foi estabelecido, considerando que indivíduos saudáveis são capazes de manter o balanço 
hídrico através da excreção renal. Vale ressaltar que algumas situações podem ocasionar maior 
necessidade de ingestão hídrica como: consumo excessivo de cafeína, álcool, fibras, proteínas, 
sal e condimentos. Além disso, pode haver uma necessidade aumentada durante exercício físico, 
ambientes com ar condicionado e/ou aquecido, após uso de medicamentos diuréticos, durante os 
períodos gestacional e de lactação, casos de diarreia prolongada, febre e vômitos, após queimaduras 
e processos cirúrgicos. É importante lembrar que algumas doenças requerem restrição hídrica, 
como indivíduos com Doença Renal Crônica (DRC) em estágio avançado, terapia dialítica e pacientes 
com Insuficiência Cardíaca Congestiva grave (ICC).
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Carboidratos
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CLASSIFICAÇÃO TIPOS EXEMPLOS
Número de moléculas Monossacarídeos Glicose, frutose, galactose
Dissacarídeos Sacarose (glicose + frutose), lactose 
(galactose + glicose), maltose (glicose + 
glicose)
Oligossacarídeos Maltodextrina, Frutooligossacarídeos 
(FOS), Estaquiose e rafinose
Polissacarídeos Amido e glicogênio
Digestibilidade Digeríveis Amido, amilopectina, maltodextrina
Não digeríveis Fibras Alimentares
Complexidade SimplesDigestão rápida. São formados por menos 
unidades de monossacarídeos
Complexos Digestão prolongada ou indigeríveis
Os carboidratos são as macromoléculas 
mais abundantes na natureza. São formados 
fundamentalmente por moléculas de carbono (C), 
hidrogênio (H) e oxigênio (O), por isso recebem a 
denominação de hidratos de carbono. 
 
Os carboidratos desempenham funções importantes como:
Fonte de energia
Efeito anticetogênico
Preservação das proteínas
Combustível para o sistema nervoso central
A classificação dos carboidratos, pode ser definida pelo núme-
ro de moléculas, digestibilidade e complexidade.
Classificação dos carboidratos, tipos e exemplos
Os carboidratos compõem a maior parte 
do percentual calórico das dietas, sendo 
inclusive, a única fonte energética para 
alguns tecidos, como o sistema nervoso 
central. Uma grama de carboidrato 
fornece 4 Kcal.
4. São monossacarídeos, 
dissacarídeos, oligossacarídeos e 
polissacarídeos, respectivamente
: 
 Glicose, frutose, amido e glicogênio.
 
Glicose, sacarose, glicogênio e amido.
 
Frutose, lactose, estaquiose e 
rafinose.
 
Galactose, maltose, rafinose e 
glicogênio.
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A classificação dos carboidratos também pode ser realizada pelo seu grau de polimerização, divididos 
em: açúcares (monossacarídeos, dissacarídeos e polióis), oligossacarídeos e polissacarídeos. 
Os polióis são os açúcares de álcoois (sorbitol, manitol, lactitol, xilitol e eritritol) e são encontrados 
de forma natural em algumas frutas e produzidos pela conversão do grupo aldeído da molécula de 
glicose em álcool pela enzima aldose redutase.
Digestão e absorção de carboidratos
A digestão do carboidrato tem início na boca, com o auxílio da enzima α-amilase salivar (ptialina). No 
estômago, o pH ácido inibe a amilase salivar. A digestão do amido é continuada após o esvaziamento 
gástrico. A liberação de colecistoquinina (CKK) ocorre devido a chegada do quimo ao duodeno, 
estimulando a secreção exócrina do pâncreas, que por sua vez, libera enzimas digestivas para o 
duodeno, como a α-amilase-pancreática. A α-amilase-pancreática completa a digestão do amido em 
dissacarídeos. No intestino delgado, as células da borda em escova secretam três enzimas: maltase, 
sacarase e lactase. Essas enzimas degradam os dissacarídeos em glicose, frutose e galactose. Os 
monossacarídeos são absorvidos pelos enterócitos através do processo de difusão ou de mecanismo 
cotransporte ativo, com o sódio operando como carreador e são lançados na circulação portal e 
levados até o fígado, onde são metabolizados ou convertidos em glicogênio. 
Existem dois tipos de mecanismos de transporte que possibilitam a entrada glicose nas células: 
cotransporte ativo sódio-glicose 1 (SGLT1) e difusão facilitada (realizada com o auxílio de uma família 
de proteínas transportadoras localizadas na membrana celular, denominados de GLUT).
Mecanismos de transporte de glicose
SGLT1 Transporte de glicose contra seu gradiente de concentração
Difusão facilitada GLUT-1. Carreador existente nas hemácias. As hemácias dependem da glicose para seu 
metabolismo. 
GLUT-2. Carreador presente principalmente no fígado. Ativado nos estados pós-prandiais. 
GLUT-3. Embora presente em todos os tecidos, este carreador é expresso em maior 
quantidade no cérebro, rim e placenta. 
GLUT-4. O mais importante transportador de glicose devido ser insulinodependente.
GLUT-5. Principal transportador de frutose. Expresso principalmente no jejuno e nos 
espermatozoides.
Metabolismo de carboidratos
Segundo Lehninger, metabolismo é o “conjunto de reações orgânicas que os organismos vivos reali-
zam para obter energia e para sintetizar as substâncias de que necessitam”. O metabolismo pode ser 
dividido em catabolismo e anabolismo. 
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Definição de catabolismo e anabolismo
Catabolismo Degradação de moléculas complexas 
para fornecer moléculas simples e 
energia
• A glicólise é o catabolismo da gli-
cose
• A glicólise pode produzir energia 
em condições aeróbias e anaeróbias
Anabolismo Síntese de moléculas complexas a partir de moléculas simples com gasto de 
energia
Glicogênio
O glicogênio é o modo com que a glicose é estocada e armazenada no fígado e nos músculos, 
todavia, possuem funções metabólicas distintas. A síntese de glicogênio é chamada de glicogênese, 
e a degradação é chamada de glicogenólise, e ocorre quando os níveis séricos de glicose sérica estão 
baixos. 
Ainda existe, a gliconeogênese (síntese de “nova” glicose). Ocorre no fígado (90%) e rim (10%). 
Processo em que a glicose é sintetizada a partir de precursores não glicolíticos: 1) lactato (Ciclo de 
Cori); 2) glicerol (hidrólise de triglicerídeos, chamada lipólise); 3) aminoácidos glicogênicos como 
alanina (Ciclo alanina-glicose) e glutamina.
Papel metabólico e diferenças entre o glicogênio hepático e muscular
Glicogênio hepático • Manutenção sanguínea de glicose
• Utilizado por qualquer tecido
• Depletado em 12-24 horas durante o jejum
• Glucagon e adrenalina promovem a quebra do glicogênio e a insuli-
na promove a síntese
Glicogênio muscular • Reserva para contração muscular
• Não pode deixar o músculo
• Participa da glicólise para gerar energia
• Adrenalina promove a quebra do glicogênio
• A insulina promove a síntese
• Humanos possuem mais glicogênio muscular, quando comparado às 
reservas hepáticas
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Ciclo de krebs
O ciclo de Krebs é um processo aeróbico que ocorre na 
matriz das mitocôndrias e tem como função a oxidação da 
molécula de acetil-CoA em duas de gás carbônico, formação 
de uma guanosina trifosfato (GTP) que origina uma adenosina 
trifosfato (ATP) e também a captação e transporte de elétrons 
energizados pelas coenzimas FAD e NAD+, formando 3 NADH e 1 
FADH2, por volta, que serão direcionados para a próxima etapa: 
a cadeia de transporte de elétrons para a produção de ATP. Este 
ciclo tem início com a molécula de acetil-CoA que é formado 
principalmente a partir do piruvato, derivado da degradação da 
glicose.
No entanto, a degradação de gorduras e de certos aminoácidos 
também podem formar acetil-CoA e contribuir para que o ciclo 
de Krebs transfira energia para a cadeia transportadora de 
elétrons. Por isso, os carboidratos e os lipídeos são as principais 
fontes de energia na forma de ATP para nossas células. As 
proteínas também podem servir de substrato energético em 
condições específicas.
O ciclo de Krebs ou ciclo do ácido cítrico é a via metabólica 
aeróbica que produz a maior parte do gás carbônico (CO2) que 
nós expiramos para a atmosfera pelos nossos pulmões, ou seja, 
os átomos de carbonos que faziam parte da molécula de glicose 
(C6H12O6) serão transformados em moléculas de CO2 e serão 
liberados para a atmosfera na próxima expiração.
Edulcorantes
Os edulcorantes (popularmente conhecidos como adoçantes) 
são alternativas ao uso do açúcar refinado. Eles conferem 
alto poder de doçura (muitas vezes maior que o da sacarose) 
aos alimentos e possuem baixa ou nenhuma caloria. Embora 
utilizados para o controle glicêmico e auxílio na prevenção e 
tratamento de inúmeras condições de saúde, alguns estudos 
sugerem efeitos nocivos do seu consumo em longo prazo, 
tais como aumento de peso corporal, risco cardiometabólico, 
carcinogenicidade e potencial desenvolvimento de resistência a 
glicose. Os edulcorantes podem ser divididos em duas classes: 
nutritivos e não nutritivos, sendo diferenciados pela quantidade 
de energia proveniente dos açúcares.
A utilização de edulcorantes durante a 
gestação não é contraindicada. Segunda 
a ADA não há evidênciascientíficas que 
comprovem que o uso de adoçantes na 
gestação pode levar a complicações ao 
feto. 
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Edulcorantes nutritivos e não nutritivos 
A FDA em 1969 reprovou o ciclamato como adoçante adoçante, devido seu potencial em causar 
câncer em ratos. Todavia, o ciclamato é utilizado em diversos países e o Comitê Científico de 
Alimentos e Organização Mundial da Saúde aprovam o consumo de uma ingestão diária aceitável de 
11mg/kg. No Brasil, o ciclamato é autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(ANVISA). Outro adoçante que merece atenção é o aspartame, que não pode ser utilizado por 
indivíduos com fenilcetonúria (doença genética), pois um de seus componentes é a fenilalanina e a 
ingestão dessa substância deve ser controlada nessa população.
Índice glicêmico, carga glicêmica e estado hipo e hiperglicêmico
O índice glicêmico (IG) é um parâmetro utilizado para classificar os alimentos contendo carboidratos 
de acordo com a resposta glicêmica que os mesmos promovem em relação à resposta observada 
após consumo de um alimento de referência (pão branco ou glicose). Enquanto, a carga glicêmica 
foi desenvolvida como uma forma de predizer a resposta glicêmica, relacionando o índice glicêmico 
e a quantidade de carboidratos presentes em uma refeição. Para encontrar a carga glicêmica da 
refeição basta apenas multiplicar o IG pela × quantidade de carboidrato na refeição.
23
Edulcorantes
nutritivos
Sorbitol 2,6 kcal/g
Manitol 1,6 kcal/g
Xilitol 2,4 kcal/g
Isomante 2,0 kcal/g
Lactitol 2,0 kcal/g
Maltitol 2,0 kcal/g
Frutose 4 Kcal/g
Edulcorantes
não nutritivos
Sacarina 0 kcal/g
Acesulfame-k 0 kcal/g
Sucralose 0 kcal/g
Neotame 0 kcal/g
Ciclamato 0 kcal/g
Aspartame 4 kcal/g, porém, devido a seu poder de doçu-
ra estuma-se um valor calórico de 0,02 kcal/g
Extratos vegetais Steviosideos 0 kcal/g
Taumatina 0 kcal/g
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Definição de hipoglicemia e hiperglicemia
Hipoglicemia • A hipoglicemia é caracterizada por 
um nível anormal baixo de glicose no 
sangue, geralmente abaixo de 70 mg/dL
• Inclui sintomas como: tremor, suores, 
calafrios, confusão mental e até delírio
Hiperglicemia Condição caracterizada por valores 
acima do normal na corrente sanguínea 
(>99 mg/dL)
5. A carga glicêmica estimada dos 
alimentos, das refeições e dos 
padrões dietéticos é calculada:
a. Pela área sob a curva da glicemia 
pós-prandial após a ingestão de 150 
gramas de carboidratos digeríveis 
em comparação com 50 gramas de 
um alimento-padrão, glicose ou pão 
branco. 
b. Pela área sob a curva da glicemia 
pós-prandial após a ingestão de 50 
gramas de carboidratos digeríveis 
em comparação com 50 gramas de 
um alimento-padrão, glicose ou pão 
branco. 
c. Pela multiplicação ao dobro da 
medição do índice glicêmico sobre a 
glicemia pós-prandial. 
d. Pela multiplicação do índice 
glicêmico com a quantidade de 
carboidratos em cada alimento.
e. Pela área sob a curva da glicemia 
pós-prandial após a ingestão de 50 
gramas de carboidratos digeríveis 
em comparação com 200 gramas de 
um alimento-padrão, glicose ou pão 
branco. 
ALTO ÍNDICE MÉDIO ÍNDICE 
GLICÊMICO
BAIXO ÍNDICE 
GLICÊMICO
Índice glicêmico (com 
glicose como alimento de 
referência)
Maior que: 70 Valor entre: 55 - 70 Valor menor que: 55
Índice glicêmico
(com pão branco como 
alimento de referência)
Maior ou igual a:95 Valor entre: 76 - 94 Valor menor que: 75
Carga glicêmica Maior ou igual a: 20 Valor entre: 11- 19 Valor menor que: 10
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Recomendações de carboidratos
 
As recomendações de EAR e RDA para carboidratos são baseadas na quantidade mínima necessária 
para prover glicose suficiente às células cerebrais. A ingestão de açúcares de adição (sacarose, 
xarope de milho, frutose) não deve ultrapassar 5% do valor calórico total da dieta. Lembrando 
que essa recomendação não se refere aos açúcares de frutas, vegetais frescos e aqueles presentes 
naturalmente no leite, uma vez que não há evidências de efeitos adversos com o consumo desses 
açúcares.
Uma dietas dentro das margens estabelecidas é denominada normoglicídica, em caso de valores 
inferiores hipoglicídica e se o valor for superior, hiperglicídica. 
 
Galactosemia e Intolerância à Lactose
Muitas doenças genéticas ou adquiridas decorrem de defeitos no metabolismo de carboidratos, 
dentre estas patologias, as principais são a galactosemia e a intolerância à lactose.
Galactosemia Intolerância á lactose
A galactosemia é uma doença metabólica hereditária 
caracterizada pela deficiência de galactose-1-fosfato 
uridiltransferase, que provoca deterioração neurológica 
progressiva, cataratas e alterações nos aparelhos digestivo e 
renal
Intolerância à lactose consiste na má digestão e absorção 
de lactose proveniente da redução da atividade da enzima 
β-galactosidase, nomeada também como lactase, que possui a 
capacidade de hidrolisar a lactose em glicose e galactose
25
DRIs SBAN OMS
Homens e mulheres (adultos e idosos):
EAR: 100g/dia
RDA: 130g/dia 
45-65% para adultos saudáveis
60-70% 55-75%
DRIs: Dietary Reference Intakes; SBAN: Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição; OMS: Organização Mundial da Saúde. 
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Fibras
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As fibras alimentares (FA) são definidas como compostos não digeríveis, de 
origem majoritariamente vegetal, sobretudo polissacarídeos não amido, que 
não sofrem hidrólise, digestão e absorção no intestino delgado de humanos. 
Polissacarídeos de origem animal, como a quitina e seus derivados (quitosana), 
também podem ser incluídos na definição de FA, bem como as fibras sintéticas, 
produzidas em laboratórios.
Ainda existem definições distintas estabelecidas por algumas entidades oficiais, tendo destaque a 
Comissão do Codex Alimentarius, que toma como base o grau de polimerização igual ou superior a 
3 associado a não digestão e absorção intestinal.
A constituição química das fibras são glicídios complexos, com exceção da lignina que é um composto 
de álcoois e ácidos fenopropílicos.
Componentes das fibras
Diversos componentes são encontrados principalmente entre os vegetais, cereais, leguminosas, 
frutas, hortaliças e tubérculos.
COMPONENTE DA FIBRA FONTES
FIBRAS ALIMENTARES
Celulose Parede celular de plantas: vegetais, farelos e 
resíduos de beterraba obtidos na produção de 
açúcar
B-glicano Componentes estruturais da parede celular de 
fungos, leveduras, de alguns cereais e gramíneas, 
sendo encontrados principalmente em aveia e 
cevada e seus derivados
Hemiceluloses Frutas, hortaliças, leguminosas e castanhas
Pectina Paredes celulares de frutas e hortaliças, mas 
também podem ser encontradas em leguminosas 
e castanhas
Inulina e frutooligossacarídeos (frutanos) Chicória, yacón, alho e cebola
Amido resistente Grãos e sementes (leguminosas)
Quitina (quitosanas) Fungos, leveduras, exoesqueleto de camarão, 
lagosta e caranguejo
Oligossacarídeos Leite humano, leguminosas
Polióis Frutas e vegetais
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Propriedades das fibras
Propriedades Ação no organismo Função no organismo
Retenção de água Aumenta o volume do conteúdo intestinal Retarda a absorção de lipídeos e carboidratos
Viscosidade Retarda a entrada do conteúdo gástrico Contribui para uma melhor resposta glicêmica e 
reduz absorção de colesterol
Adsorção Aumenta a excreção de ácidos biliares Reduz colesterol plasmático
FermentaçãoEfeitos positivos no microbioma (AGCC) Contribui na prevenção e tratamento dos diversos 
agravos crônicos.
Classificação das fibras
A fibras são subdivididas de acordo com a sua solubilidade em água em solúveis e insolúveis e cada 
uma desempenha funções específicas no organismo.
Lignina Frutas maduras
Ágar Algas marinhas vermelhas
Carragenanas Algas marinhas vermelhas
Ácido algínico Algas marinhas marrons
Gomas (tragacante, arábica, locuste, guar, psyllium) Exsudado e sementes de plantas
Gomas xantanas Microrganismos
FIBRAS INDUSTRIAIS/SINTÉTICAS
FOS (frutooligossacarídeos) Síntese enzimática a partir da sacarose ou 
hidrólise enzimática parcial da inulina da raíz 
do almeirão
Amido resistente Produtos de amido processado
Trans-galactoligossacarídeos Síntese enzimática a partir da lactose
Goma de guar modificada Hidrólise enzimática dos galactomananos de 
goma de guar
Polidextrose Polimerização da glicose
Maltodextrina resistente Hidrólise ácida do amido de milho seguida de 
hidrólise enzimática
COMPONENTE DA FIBRA FONTES
FIBRAS ALIMENTARES
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Componentes e fontes das fibras alimentares
Fibras com propriedades prebióticas 
Nem toda fibra tem efeito prebiótico. Para ser classificada 
como fibra prebiótica é preciso contemplar alguns critérios: 
(1) Resistência à passagem gástrica e às enzimas digestivas; 
(2) Capacidade de estimular o crescimento ou a atividade de 
bactérias benéficas, conferindo benefícios à saúde do hospedeiro 
e (3) Susceptibilidade à fermentação microbiana.
A mais recente definição de prebióticos foi emitida pela 
Associação Científica Internacional de Probióticos e Prebióticos 
(ISAPP): “Composto não digerível, que através da metabolização 
pelos microrganismos no intestino, modulam a composição 
e/ou atividade da microbiota, além de conferir um benefício 
fisiológico ao hospedeiro”.
Além das fibras prebióticas, outras classes de compostos também 
podem desempenhar essa atividade, como alguns compostos 
Classificação das fibras segundo grau
de solubilidade
TIPO DEFINIÇÃO FUNÇÃO FIBRAS FONTES 
ALIMENTARES
Solúvel • Possui solubilidade em água, 
apresentando alto grau de 
hidratação, com capacidade de 
formar géis e soluções viscosas
• São fermentadas por bactérias 
colônicas do lúmen intestinal 
produzindo ácidos graxos 
de cadeia curta (AGCC), dos 
quais os principais são acetato, 
propionato e butirato
• Aumento da 
saciedade, redução da 
glicose; redução do 
LDL-c e triglicerídeos, 
benefícios para a 
microbiota intestinal, 
prevenção do câncer 
de cólon e devem ser 
priorizadas nos casos 
de diarreia
• Pectina Inulina
• FOS
 • Gomas Mucilagens
• Maçã sem casca
• Abacate 
• Frutas cítricas
• Legumes
• Aveia
• Centeio
• Cevada
Insolúvel • Não apresentam solubilidade 
em meio aquoso, entretanto 
possuem cadeias lineares, 
conferindo alta capacidade 
adsortiva, além de contribuírem 
para a formação e o volume 
fecal, acelerando o trânsito 
intestinal
• Sua fermentação é limitada
• Aceleram o trânsito 
intestinal, reduzindo 
a obstipação, 
aumentam o volume/
maciez das fezes, não 
são normalmente 
fermentadas
• Celulose 
• Hemicelulose
• Ligninas
• Amido resistente
• Vegetais folhosos
• Grãos integrais
• Farelos
• Milho
• Trigo
As principais fibras prebióticas são: 
Inulina, Frutooligossacarideos (FOS), 
Galactooligossacarídeo (GOS), Amido 
Resistente e Oligossacarídeo do Leite 
Humano (HMO).
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fenólicos, fitoquímicos e ácido linoleico conjugado (CLA). Além de outras bactérias estimuladas por 
prebióticos, como Roseburia, Eubacterium e Faecalibacterium spp.
Definições de prebiótico, probiótico e simbiótico
PREBIÓTICO PROBIÓTICO SIMBIÓTICO
Prebióticos são componentes alimentares 
não digeríveis que afetam beneficamente 
o hospedeiro
Microrganismos vivos, administrados em 
quantidades adequadas, que conferem 
benefícios à saúde do hospedeiro
Combinação de probióticos e prebióticos
Recomendações
Não está definido AMDR e UL para as fibras. As recomendações atuais são estabelecidas com base 
na AI que indica 38g/dia homens e 25g/dia mulheres com idades de 19-50 anos. 
Embora um nível de ingestão máxima tolerável (UL) para fibras não tenha sido estabelecido, o 
excesso de fibras podem causar gases, distensão abdominal, desconforto abdominal ou alterações 
indesejáveis nos movimentos intestinais em indivíduos não saudáveis. Além disso, o excesso de 
fibras afeta negativamente a biodisponibilidade de alguns nutrientes, principalmente dos minerais. 
Ácidos graxos de cadeia curta - AGCC
As fibras solúveis após sofrerem fermentação dão origem aos AGCC. Esses compostos desempenham 
diversas funções, dentre as quais:
• Suporte na secreção de peptídeos antimicrobianos 
• Regulação por meio do pH das patobactérias (E. coli e Bacteroidaceae) 
• Efeito anti-inflamatório nas células epiteliais 
• Aumento do muco, devido ao estímulo do Fator estimulante de crescimento epidérmico (EGFR) – 
síntese de mucina
• Inibição da adesão de patobióticos nas células intestinais
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Proteínas
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6. Os aminoácidos essenciais 
são aqueles que não podem 
ser sintetizados pelo 
organismo. Desta forma, 
devem ser obtidos pelo 
consumo de alimentos 
que sejam fonte destes 
aminoácidos. Assinale a 
alternativa que não apresenta 
um aminoácido essencial. 
a. Fenilalanina.
b. Triptofano.
c. Leucina.
d. Cisteína.
e. Metionina.
33
ESSENCIAIS NÃO ESSENCIAIS CONDICIONALMENTE 
ESSENCIAL
Histidina Alanina Arginina
Isoleucina Ácido aspártico Cisteína
Leucina Asparagina Glutamina
Lisina Ácido glutâmico Glicina
Metionina Serina Prolina
Fenilalanina Tirosina
Treonina
Triptofano
Valina
As proteínas são macromoléculas de alto peso 
molecular. De forma semelhante aos carboidratos e 
gorduras, possuem carbono, hidrogênio e oxigênio, 
entretanto, é único que contém nitrogênio e, 
algumas delas apresentam enxofre, fosfolipídeos e 
metais em sua composição. São formadas a partir de 
pequenas moléculas, os aminoácidos. Estes estão 
unidos por ligações a que se dá o nome de ligações 
peptídicas e são elencadas como macromoléculas 
construtoras. Assim como os carboidratos, 
cada grama de proteína fornece 4 Kcal. Esses 
aminoácidos são classificados de acordo com sua 
essencialidade como: (1) essenciais: aqueles que 
precisam ser ingeridos pela alimentação uma vez 
que não podem ser sintetizados pelo organismo; 
(2) não essenciais: aqueles que o corpo é capaz de 
sintetizar e, (3) condicionalmente essenciais: que 
corresponde a aminoácidos não essenciais, mas 
que em situações clínicas adversas, marcadas por 
elevado estresse, se tornam essenciais. 
Aminoácidos essenciais, não essenciais e condicionalmente 
essenciais para o ser humano.
Os aminoácidos também podem ser classificados de acordo com 
a sua estrutura química.
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Classificação de aminoácidos segundo estrutura química
Estrutura das proteínas
As proteínas estão relacionadas praticamente a todas a funções fisiológicas. São utilizadas na 
regeneração tecidual, funcionam como catalisadores nas reações químicas, atuam na distribuição 
de água entre o compartimento intersticial e o sistema vascular, e contribuem na homeostase, 
coagulação sanguínea e nutrição.
Quando combinadas de acordo com os aminoácidos podem desempenhar determinadas funções 
como hormônios, (p. ex.: insulina),enzimas (p. ex.: tripsina), proteínas estruturais (p. ex.: colágeno), 
proteínas contráteis (p. ex.: miosina e actina), neurotransmissores, fatores de crescimento, moléculas 
de defesa imunológica e transportadoras de fluidos corporais.
 
As proteínas podem apresentar diferentes níveis de complexidade estrutural: a estrutura primária 
é a simples sequência dos aminoácidos unidos pelas ligações peptídicas. As estruturas secundária 
e terciária têm pouca importância para prática clínica. A estrutura mais importante é a quaternária, 
pois confere atividade à proteína. 
Alterações na estrutura quaternária afetam diretamente a função das proteínas. O processo no 
qual essa estrutura é afetada é denominado de desnaturação proteica pode ser caracterizada pelo 
rompimento das pontes de hidrogênio, pontes de dissulfeto e algumas interações entre aminoácidos. 
Este processo pode ocorrer quando as proteínas são submetidas a altas temperaturas e altas 
pressões, alterações de pH e solventes orgânicos.
Alterações da conformação tridimensional das proteínas ocorrem após o rompimento das ligações 
peptídicas por meio da desnaturação proteica, podendo ocasionar mudanças na estrutura secundaria, 
terciária e quaternária sem modificação da estrutura primária. Para algumas proteínas o processo 
de desnaturação pode ser reversível. 
Digestão e absorção de proteínas
As proteínas são macromoléculas que apresentam como unidade básica os aminoácidos. 
Estas moléculas são absorvidas após a sua degradação que ocorre no estômago e intestino 
AMINOÁCIDOS 
SULFURADOS
AROMÁTICOS BÁSICOS
Cisteína, Metionina e Cistina Triptofano, Fenilalanina e Tirosina Lisina, Histidina e Arginina
RAMIFICADOS ÁCIDOS NEUTROS
Leucina, Isoleucina e Valina Ácido glutâmico e Ácido aspártico Glicina, Ala, Val, Leuc, Iso, Serina, Treonina
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delgado. O processo de digestão começa no estômago com a secreção da enzima inativa chamada 
pepsinogênio, sintetizada pelas células parietais do estômago. O pepsinogênio é ativado pelo ácido 
clorídrico (HCl), sendo convertido em pepsina (enzima ativa). A fase gástrica representa apenas 
acerca de 10 a 20% da digestão proteica total. 
No intestino delgado, por causa do pH básico, a enzima pepsina perde sua atividade, e a digestão das 
proteínas é continuada pela ação das enzimas proteolíticas provenientes do pâncreas e da mucosa 
do intestino delgado. Assim como no estômago, essas enzimas também são secretadas na forma 
inativa, sendo ativadas pela enteroquinase do suco intestinal, que as transforma em enzima funcional 
por meio de uma hidrólise. As principais enzimas ativas são: tripsina, quimiotripsina, proelastases e 
carboxipeptidase. Essa etapa origina aminoácidos livres e pequenos peptídeos. 
A etapa seguinte da digestão envolve a ação de enzimas secretadas pelos enterócitos (aminopeptidades, 
dipeptidil, amilopeptidase e dipeptidase), que finalmente acarreta na liberação de aminoácidos livres, 
dipeptídeos e tripeptídeos, que seguem sendo carreados para serem absorvidos pelos enterócitos 
via canais dependentes de sódio ou cloreto.
Especificidade das enzimas digestivas. 
Metabolismo e função das proteínas
Após a digestão e absorção, os aminoácidos podem adentrar algumas vias metabólicas que se 
resumem em: estímulo para síntese proteica, síntese de proteínas plasmáticas ou transformação 
em ureia.
Absorção dos AA
Sistema porta Circulação sistêmica 
Transformação 
 em ureia 
 Proteínas 
plasmáticas 
Armazenamento 
Síntese proteica 
Fígado
Quimiotripsina Try, Trp, Phe, Met, Leu
Elastase Ala, Gly, Ser
Carboxipeptidase A Val, Leu, Ile, Ala
Pepsina Tyr,m Phe, Leu, Lys
Tripsina Arg, Lys
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Dependendo das condições clínicas, as proteínas podem sofrer dois estímulos: anabólicos (formação, 
para armazenamento) ou catabólicos (degradação, para fornecer substrato energético). Esses 
processos são estritamente regulados por hormônios.
Controle hormonal do metabolismo de aminoácidos. 
Hormônios anabólicos Insulina; Hormônios do crescimento
Hormônios catabólicos Glucagon; Cortisol; Citocinas
As proteínas desempenham diversas funções reguladoras e estruturais. As principais delas estão 
resumidas na tabela a seguir:
Resumo das funções exercidas pelas proteínas
Estrutural Compõe tecidos e órgãos
Enzimas Regulam reações químicas
Hormônios As proteínas são constituintes de alguns hormônios
Equilíbrio líquido A exemplo da albumina que controla o volume plasmático, uma vez que regula a 
pressão coloidosmótica 
Equilíbrio ácido-base Atuam como solução tampão
Transporte Transporte de medicamentos, vitaminas, oxigênio.
Energia Em situações de necessidade aumentadas 
Síntese proteica
A síntese proteica é um fenômeno complexo intracelular, com duas fases: transcrição e tradução, 
etapa no qual a informação presente no RNAm, uma sequência de nucleotídeos, será traduzida numa 
sequência de aminoácidos, que dará origem a um polipeptídeo (proteína).
Para que ocorra a síntese proteica, é necessário que todos os aminoácidos necessários nesse 
processo estejam disponíveis ao mesmo tempo. Obrigatoriamente, todos os essenciais devem estar 
presentes. O processo de síntese é controlado pelo DNA que determina a ordem de aminoácidos 
e consequentemente a proteína que será sintetizada. A energia para a realização desse processo é 
fornecida pela adenosina trifosfato (ATP) obtido do metabolismo intermediário em nível celular.
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Ciclo da ureia
O ciclo da ureia ocorre no fígado e tem como principal importância a conversão de NH4+ que é 
tóxico em ureia que é menos tóxica. Em situações como cirrose hepática e distúrbios genéticos 
que prejudiquem o funcionamento do fígado observaremos que o Ciclo da ureia não funcionará 
adequadamente. Portanto, o indivíduo apresentará dificuldade em transformar NH4+ em ureia, 
sendo assim, ocorre o aumento de NH4+ (Hiperamonemia) que pode levar ao desenvolvimento de 
encefalopatia hepática, agravo marcado por fala arrastada, visão borrada, tremores, diminuição da 
atividade cerebral, ao coma e morte.
Gliconeogênese
A gliconeogênese é uma forma do organismo sintetizar moléculas de glicose a partir de compostos 
e moléculas diferentes dos carboidratos, como, aminoácidos, lactato, piruvato e glicerol. A 
gliconeogênese ocorre no fígado e nos rins, em caso de jejum prolongado, com a baixa taxa de 
glicose no sangue e atuação do hormônio glucagon e, também, em situações de alerta e de estresse 
com a atuação da adrenalina. 
Balanço nitrogenado
O balanço nitrogenado é obtido a partir da diferença entre a quantidade de nitrogênio ingerido e o 
valor excretado por urina, desde que a função renal esteja preservada, e fezes.
Representação dos tipos de balança nitrogenado
BN positivo Quando a quantidade de nitrogênio ingerido é maior que o excretado
BN negativo Indicativo que o nitrogênio está sendo ingerido em quantidade menor que o necessário 
ou que perdas nitrogenadas estão elevadas
BN igual a zero Equilíbrio nitrogenado
Fórmula para cálculo do balanço nitrogenado
Balanço nitrogenado (BN) = nitrogênio ingerido (NI) – nitrogênio excretado (NE) NI = 
Proteínas ingeridas ÷ 6,25 NE (g) = [ureia urinaria de 24 horas (g) x volume urinário de 24 
horas (L) x 0,47 + 4 g
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Fontes alimentares de proteínas
As principais fontes alimentares de proteínas são carnes, ovos, leguminosas e oleaginosas, leite, 
queijo e iogurte. 
Qualidade nutricional das proteínas
A qualidade nutricional de uma proteína pode ser expressade várias formas. A qualidade da proteína 
depende da digestibilidade da proteína (e seus aminoácidos) e da composição dos aminoácidos 
dispensáveis e indispensáveis das proteínas. O método preferencial para avaliação da qualidade 
nutricional da proteína adotado pela FAO/OMS (1991) é a Digestibilidade Proteica Corrigida pelo 
Escore Aminoacídico (PDCAAS). Todavia, o PDCAAS inclui uma série de limitações que culminou 
em 2011 a publicação de um novo índice teórico com objetivo de sobrepor as limitações do PDCAAS. 
O índice proposto nomeado de DIAAS foi considerado como um índice superior comparado ao 
PDCAAS. Entretanto, apesar de ser reconhecido como um método superior devido sua metodologia 
robusta, especialistas concluíram que o método DIAAS não é viável na pratica clínica.
BCAAs e doenças hepáticas 
As doenças hepáticas representam a área clínica de maior utilização dos BCAAs. Os efeitos positivos 
da suplementação de BCAAs nas doenças hepáticas incluem a melhora do perfil metabólico 
de aminoácidos, estado nutricional, qualidade de vida, diminuição do catabolismo proteico, 
normalização do quociente respiratório e melhora clínica da encefalopatia hepática. Além disso, 
algumas evidências científicas sugerem que, na cirrose avançada, a suplementação BCAA pode ser 
útil para melhorar a evolução clínica e retardar a progressão da insuficiência hepática.
Hidroximetilbutirato
Recomendações de proteínas
O relatório Técnico da FAO nº 935 estabeleceu 0,8 g/kg/dia para adultos de ambos os sexos. Para 
crianças e adolescentes, os valores são estimados de acordo com o peso corporal e faixa etária. 
Atualmente, as DRIs estabelecem faixas de distribuição aceitáveis de macronutrientes, levando em 
consideração o VET de uma dieta normocalórica. 
DRIs SBAN OMS
• 10 - 35%
• A RDA estabelece 0,8-1,0 g/kg/dia
10 - 12% 10 - 15%
DRIs: Dietary Reference Intakes; SBAN: Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição; OMS: Organização Mundial da Saúde.
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O HMB (β-hidroximetilbutirato ou Beta-Hidroxy Beta-Metilbutirato) é um metabolito derivado da 
leucina. As principais fontes alimentares são alfafa, aspargo, abacate, couve-flor e toranja. Todavia 
é amplamente comercializado na forma de suplemento alimentar (na forma de pó ou em cápsulas), 
geralmente associado ao cálcio. As últimas evidências científicas sugerem que o HMB apresenta 
uma função da proteólise muscular, auxiliando em sua inibição. A suplementação de HMB pode ser 
benéfica para indivíduos que praticam exercícios físicos e idosos. 
Óxido Nítrico
O óxido nítrico (NO) é um radical livre de curta duração, com meia vida de menos de 10 segundos 
devido à sua rápida oxidação a nitrito e nitrato. Sintetizado a partir da arginina com a liberação 
simultânea de citrulina e inativado por oxidação. O NO desempenha funções importantes como 
controle do tônus vascular. Entretanto a produção excessiva pode contribuir para efeitos deletérios 
como hipotensão e estado de choque.
Glutamina
Trata-se um aminoácido condicionalmente essencial. A suplementação de glutamina contribui para 
diminuição da taxa de mortalidade e menor tempo de permanência em UTI. No entanto é necessário 
haver moderação quanto a indicação para pacientes com insuficiência de múltiplos órgãos, como 
na insuficiência renal e hepática. Além disso, na instabilidade hemodinâmica, a suplementação de 
glutamina está contraindicada. 
Arginina
A arginina é um importante aminoácido condicionalmente essencial que atua em várias situações 
patológicas, sendo a mais importante, a resposta a lesão. No entanto suplementar arginina de forma 
demasiada pode levar a superprodução de óxido nítrico, contribuindo para síndrome do choque 
séptico. 
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Lipídeos
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Os lipídeos são compostos orgânicos que compreendem os triglicerídeos, 
fosfolipídios e esteroides, que tem como característica comum serem insolúveis 
em água (hidrofóbicos), mas apresentarem solubilidade nos solventes orgânicos 
(álcool, éter e benzeno). É o macronutriente com maior densidade energética, 
fornecendo 9 kcal/g, sendo a forma mais eficiente de armazenamento de 
energia no corpo humano. 
As características químicas dos ácidos graxos (tamanho da cadeira e tipos de ligação) determinam as 
características físico-químicas da gordura dietética e seus efeitos no organismo humano. 
Funções no organismo: elementos estruturais das membranas; constituintes de hormônios; isolante 
térmico e substrato energético.
Benefícios do consumo pela dieta: fornecem nutrientes essenciais; agregam características 
organolépticas aos alimentos; fornecem alta densidade calórica e aumentam sensação de saciedade.
Classificação
Lipídeos simples: compostos pelos ácidos graxos, gorduras neutras (monoacilgliceróis, diacilglicerois 
e triacilglicerois) e ceras.
Lipídeos compostos: este grupo é formado pelos fosfolipídeos, esfingolipídeos e lipoproteínas.
Lipídeos derivados ou variados: compostos por esteróis (colesterol, vitamina D e sais biliares), 
sesquiterpenos, clorofila, carotenoides e vitaminas A, D, E e K (vitaminas lipossolúveis).Os ácidos 
graxos são os principais componentes da estrutura lipídica.
Classificação dos ácidos graxos de acordo com tamanho da cadeia, saturação, essencialidade e 
conformação.
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ÁC
ID
O
 G
RA
XO
S
TAMANHO DA 
CADEIA
DEFINIÇÃO FONTES
Ácidos Graxos de 
Cadeia Curta (AGCC)
• Possuem até 4 carbonos
(Acético, propriônico e butirato)
Manteigas e fibras (mediante a fermen-
tação que ocorre a nível intestinal)
Ácidos Graxos de 
Cadeia Média (AGCM)
• Possuem de 12-18 carbonos
(Caproico, caprilico, cáprico e láurico)
• Coco
• Babaçu
Ácidos Graxos de 
Cadeia Longa (AGCL)
• Possuem 18 ou mais carbonos
• Ácido mirístico
• Ácido palmítico
• Ácido esteárico e araquidônico
• Ácido oleico
• Ácido linoleico
• Ácido linolênico
• Gordura animal
• Cacau
SATURAÇÃO
Saturados Constituídos apenas por ligações simples • Alimentos de origem animal, como 
carnes, vísceras, leite, ovos
• Alimentos de origem vegetal, tem-se o 
óleo de coco
Monoinsaturados • Possuem 1 dupla ligação
• Ácido oleico
• Óleos vegetais, principalmente azeite de 
oliva e óleo de canola
• Abacate, oleaginosas
Poliinsaturados • Possuem duas ou mais duplas ligações.
• AGCL
• Ácido linoleico
• Ácido alfa-linolênico
• Ácido araquidônico
• Ácido eicosapentaenoico (EPA)
• Ácido docosaexaenoico (DHA)
Óleos vegetais, sementes oleaginosas e 
dos peixes de água profunda
ESSENCIALIDADE
Não essenciais Podem ser sintetizados pelo organismo Todos os demais
Essenciais • Possuem dupla ligação no carbono 9, 6, ou 
3 (são conhecidos como os ômegas)
• Não são sintetizados pelo ser humano 
e por isso precisam ser ingeridos via 
alimentação
• Ômega-3: óleo de peixe, óleo de noz, 
óleo de canola, óleo de soja, peixes de 
água profunda
• Ômega-6: Óleos vegetais, leite e carnes
• Ômega-9: Azeite de oliva e óleo de 
canola (condicionalmente essencial, pois 
necessita da presença dos ômegas 3 e 6 
para sua produção)
CONFORMAÇÃO
Ácidos graxos trans • Contemplam todos os tipos ácidos graxos 
insaturados que têm, pelo menos, uma dup-
la ligação na conformação trans
• São oriundos majoritariamente da hidro-
genação parcial de óleos, frituras com altas 
temperaturas e longo tempo e isomerização 
alcalina do ácido linoleico
Gordura vegetal (e alimentos que tem esse 
ingrediente em sua composição como 
sorvetes, biscoitos recheados, molhos 
prontos), margarina
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Os triglicerídeos são ésteres formados por uma molécula de 
glicerol que é um álcool, ligado a três moléculas de ácidos graxos. 
Nos humanos, os triacilgliceróis correspondem a maior parte 
dos lipídeos advindo da dieta e ao serem consumidos podem ser 
utilizados como substrato energético ou são armazenados nos 
adipócitos, células que compõem o tecido adiposo. Apresentam 
função de reserva de energia e podem ser consumidos na forma 
de óleos ou gorduras.
Com relação as gorduras derivadas, a de maior destaque é o 
colesterol, que é um lipídeo exclusivamente de origem animal. 
Os alimentos com maior concentração de colesterol são as 
vísceras, carnes, ovos e leite. Apesar desses alimentos serem 
ricos em colesterol, a maior parte endógena é proveniente da 
síntese hepática.
Digestão dos lípideos
Observações: 
1. O colesterol não sofre ação enzimática no processo de 
digestão. No entanto, os ésteres de colesterol são hidrolizados 
pela colesterol-estearase pancreática.
ÓLEOS
Líquidos em temperatura ambiente. Possuem principalmente ácidos graxos mono e poliinsaturados
GORDURAS
São sólidos em temperatura ambiente. Possuem triacilgliceróis com grande proporção de ácidos graxos saturados ou insaturados com 
duplas ligações do tipo trans.
ESTÔMAGO INTESTINO
• Início da digestão: lipase lingual tem 
ação no meio ácido do estômago, assim 
como as lipases gástricas.
• Início da emulsificação
• Secreção de enterogastrina 
(responsável pelo esvaziamento gástrico) 
e de colecistoquinina (CCK), que estimula 
a contração da vesícula biliar e que 
também promove maior saciedade 
• Emulsificação por meio da ação dos sais 
biliares e motilidade intestinal
O colesterol é um componente 
fisiológico importante, uma vez que 
integra a composição da vitamina D, 
ácidos biliares, hormônios sexuais, além 
de ser um componente da membrana 
plasmática. Quando em excesso no 
organismo, está associado a maiores 
riscos de agravos cardiovasculares.
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2. Através da ação da lipase (enzima de quebra) os ácidos graxos são degradados em ácidos graxos 
livre e 2-monoacilglicerol, e desta forma podem ser absorvidos pelo enterócito. 
Transporte dos lípideos 
Devido a insolubilidade em água, os lipídeos precisam ser combinados com proteínas para formar 
complexos de micelas na água. Essas proteínas são denominadas lipoproteínas que são constituídas 
por um núcleo de lipídeo neutro e recoberta por uma camada de lipídeo polar (colesterol e 
fosfolipídio). As lipoproteínas são classificadas de acordo com a sua densidade em: Quilomícrons, 
HDL, VLDL, LDL. 
LI
PO
PR
O
TE
ÍN
A
S
Quilomícrons Constituídos principalmente por triglicerídeos, são responsáveis pelo transporte dos 
lipídeos proveniente da dieta
VLDL Lipoproteína de muito baixa densidade que são sintetizadas no tecido hepático e que 
tem como função o transporte de ácidos graxos para diversos tecidos
LDL • Lipoproteína de baixa densidade, originadas a partir do metabolismo das VLDLs
• Possuem elevada concentração de colesterol e por isso possuem maior capacidade 
aterogênica
HDL • Lipoproteína de alta densidade, sintetizadas no tecido hepático e no intestino
• É responsável pelo transporte reverso de colesterol, ou seja, é capaz de mobilizar 
colesterol da corrente sanguínea para o fígado, sendo popularmente conhecida 
como o “bom colesterol”
Absorção dos lipídeos 
A absorção dos lipídios pode ocorrer por proteínas carreadoras dos ácidos graxos intestinais, as 
quais estão mais presentes no íleo ou por difusão passiva através da membrana. Os ácidos graxos de 
cadeia curta são absorvidos diretamente na mucosa e migram via sistema portal. Já os demais, de-
pois de serem absorvidos nos enterócitos, os ácidos graxos livres são reconvertidos em triacilglic-
eróis e agrupados em quilomícrons. Então, são liberados pela mucosa intestinal no sistema linfático 
e passam para a corrente sanguínea.
Metabolismo 
Os lipídios podem ser utilizados em diversas vias metabólicas:
Lipólise: Processo conhecido como a quebra do triacilglicerol no tecido adiposo. O resultado final da 
lipólise são 3 ácidos graxos e 1 glicerol. Os ácidos graxos podem seguir duas vias: (1) - Oxidação, (2) - 
reesterificação. Já o glicerol segue para o fígado para ser utilizado como substrato na gliconeogênese.
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Beta- oxidação: Processo pelo os quais os ácidos graxos advindo da lipólise sofrem oxidação na 
mitocôndria.
Lipogênese: É o processo de síntese de lipídios para armazenamento (triacilgliceróis) no tecido 
adiposo. O excesso de carboidratos na alimentação pode ser direcionado para síntese de lipídios.
Gliconeogênese: É a síntese de glicose a partir de compostos que não sejam carboidratos.
Através da quebra dos triacilgliceróis são liberados o glicerol e os ácidos graxos. O glicerol vai ser 
direcionado para o fígado para o processo de gliconeogênese. (Os ácidos graxos serão transportados 
por uma sequência de isoenzimas (derivações enzimáticas) da carnitina para a mitocôndria, sendo 
estes oxidados a acetil- Coa em várias etapas. O acetil-coA se condensa com o oxaloacetato, iniciando 
assim, o ciclo de Krebs. A partir deste ciclo, são geradas coenzimas redutoras (NADH e FADH2) e ATP 
a nível de substrato. Posteriormente, serão utilizados na cadeia transportadora de elétrons para a 
realização da fosforilação oxidativa, ou seja, para síntese de ATP.
Recomendações
De acordo com as DRIs, o valor de AMDR para adultos e idosos de ambos os sexos são de 20 a 35% 
do VET da dieta.
Para os ácidos graxos essenciais, tem-se a recomendação de que 5-10% do VET deve ser contemplado 
com ômega 6 e 0,6-1,2% de ômega 3. Garantir essa proporção assegura que esses ácidos graxos 
desempenhem um perfil anti-inflamatório. Entretanto, a dieta ocidental é marcada por um consumo 
altíssimo de ômega 6 e consumo insuficiente de ômega 3 configurando um perfil pró-inflamatório. 
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Vitaminas
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Vitaminas Lipossolúveis
As vitaminas são compostos orgânicos essenciais, ou seja, não sintetizados 
pelo organismo e, portanto, precisam ser ingeridas pela alimentação. Esse 
grupo não contribui para o fornecimento direto de energia, entretanto é 
essencial nos processos de geração de ATP. Elas são divididas de acordo com 
sua solubilidade em vitaminas hidrosolúveis e lipossolúveis.
As vitaminas lipossolúveis são solúveis em solventes orgânicos. Outro ponto importante dessas 
vitaminas é a sua capacidade de armazenamento. Devido a solubilidade em lipídios, necessitam 
desse nutriente para serem absorvidas. O sítio de absorção desses nutrientes é o intestino delgado, 
principalmente a porção inicial (íleo). 
VITAMINA A: visão geral e metabólica
Composto com atividade de vitamina A que incluem: álcool (retinol), o aldeído (retinal) e o ácido 
(ácido retinóico).O retinol só é encontrado em alimentos de origem animal e é a forma biologicamente 
ativa. Existem ainda a 3-deidrorretinol, que é uma vitamina A pré-formada e encontrada em peixes 
de água doce.Alguns carotenoides do tipo B-caroteno podem apresentar atividade de vitamina A, 
para tanto eles precisam apresentar em sua estrutura um anel de β-ionona.No processo digestivo, 
esse grupo de compostos sofrem ação da lipase no intestino delgado sendo posteriormente 
incorporados as micelas para seguirem para absorção junto com os lipídeos. Na circulação, a vitamina 
A é transportado com o auxílio de um carreador e pode, quando em concentraçõesmaiores que o 
necessário, ser esterificado e armazenada no fígado.
VITAMINA D: visão geral e metabólica
Considerada mais que uma vitamina, pois possui atividade similares a um pró-hormônio. É fornecida 
majoritariamente na pele pela exposição via não enzimática, por ação dos raios ultravioleta-radiação 
B, que culmina na síntese de 7-deidrocolesterol (pró-vitamina D3). A participação via alimentar é 
bem menor e pode ocorrer na forma de ergocalciferol (vitamina D2) e de colecalciferol (vitamina 
D3). Tanto a forma proveniente dos alimentos como a sintetizada na pele é inativa. Para a ativação é 
necessário duas hidroxilações que ocorrem no fígado e nos rins consecutivamente. A hidroxilação 
no fígado origina a 25(OH)D, que é a forma circulante e o biomarcador mais utilizado para investigar 
a insuficiência e deficiência. Após a segunda hidroxilação, tem-se origem a forma ativa que é o 
1,25(OH)2D (calcitriol). A enzima responsável pela hidroxilação nos rins é a alfa-1-hidroxilase.A 
síntese renal de 1,25(OH)D2 é uma etapa fortemente regulada, dada a sua potente atividade na 
homeostase do cálcio. O cálcio na dieta pode regular vitamina D diretamente através de mudanças 
nos níveis séricos de cálcio e, indiretamente, alterando os níveis de hormônio da paratireóide (PTH). 
A 1-α-hidroxilase pode ser suprimida por outros fatores, tais como fósforo e acidose metabólica 
crônica.
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VITAMINA E: visão geral e metabólica
O nome vitamina E integra uma família de oito compostos homólogos de ocorrência natural, 
sintetizados pelas plantas: os tocoferóis (a-, β-, γ-e δ-) e os tocotrienóis (a-, β-, γ-e δ-). A principal 
função biológica da vitamina E é a sua ação antioxidante, sendo o alfa-tocoferol a isoforma com 
maior atividade. A absorção pelos enterócitos é menos eficiente em comparação com as demais 
vitaminas lipossolúveis. Como outros compostos lipossolúveis, a vitamina E requer secreções biliares 
e pancreáticas para formar micelas e favorecer a absorção intestinal. O principal local de absorção 
é na parte proximal do intestino delgado, mais especificamente no jejuno.
VITAMINA K: visão geral e metabólica
A vitamina K é encontrada de duas formas naturais: A K¹ – filoquinona (presente em vegetais)– e K² 
– menaquinona (MK), sendo a K1 a mais abundante. A maior parte de K² é sintetizada por bactérias. 
Ela também pode ser encontrada na sua forma sintética K³ – menadiona.
A K¹ é a bsorvida por um processo dependente de energia no intestino delgado. Já K² e K³ são 
absorvidas no intestino delgado e no cólon por difusão passiva. 
A vitamina K¹ é biologicamente mais ativa quando comparada a menaquinona.
É importante lembrar que no intestino humano ocorre síntese de vitamina K na forma menaquinona 
por bactérias, mas apesar de grande concentração, o que contribuiria na manutenção dos níveis de 
vitamina K adequados, a absorção no intestino grosso das menaquinonas é deficiente.
Existe ainda um processo que permite a reciclagem da vitamina K, por meio da ação da enzima 
epóxido-redutase que converte a vitamina K em sua forma epóxido para vitamina K e novamente 
para vitamina K hidroquinona. 
Com relação ao armazenamento, diversos tecidos podem estocar vitamina K, sendo o fígado o 
principal órgão.
VITAMINA FUNÇÃO FONTES
Vitamina A
e carotenoides
• Controle da proliferação e diferenciação celular
• Manutenção do epitélio e mucosas
• Desempenho adequado dos cones e bastonetes 
situados na retina ocular
• Atua na expressão gênica
• Atua como coadjuvante no sistema imunológico 
(antioxidante)
• Vísceras (fígado, moela), leite e derivados
• Para os carotenoides, as principais fontes são 
os vegetais e frutas alaranjados (abóbora, batata 
doce, cenoura, mamão) e os folhosos
Resumo das funções e alimentos fontes das vitaminas lipossolúveis.
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VITAMINA FUNÇÃO FONTES
Vitamina D
• Atua no metabolismo e mineralização óssea
• Homeostase do cálcio
• Envolvida no processo de diferenciação celular
• Impacto na fertilidade humana
• Atua como coadjuvante no sistema imunológico
• Óleo de fígado e bacalhau, sardinha em lata 
e fresca, gema de ovo, leite, manteiga, fígado e 
pescados
Vitamina E • Função antioxidante, sobretudo a nível celular
• Inibe a ação de radicais livres
• Previne a peroxidação lipídica
• Atua na sinalização celular
• Atua na maturação de óvulos e síntese de 
espermatozoides
• Arroz, pipoca, óleos vegetais (soja, palma, 
amendoim, milho, girassol), azeite, oleaginosas 
(Nozes, amêndoas, castanha do Brasil), couve 
manteiga, gérmen de trigo, grãos integrais e 
abacate
Vitamina K • Cofator na síntese de proteínas de coagulação 
sanguínea
• Anti-hemorrágica
• Síntese proteica
• Inibe a calcificação vascular
• Papel na saúde óssea
• Brócolis, couve manteiga e alface americano, 
espinafre, fígado, queijos, frango, ovos e peixes, 
alimentos fermentados, como queijo, requeijão 
e nata
Resumo das condições de risco na escassez e no excesso das vitaminas 
lipossolúveis.
VITAMINA GRUPOS DE RISCO DEFICIÊNCIA TOXICIDADE
Vitamina A • Crianças menores de 5 
anos
• Puérperas
• Xeroftalmia (diminuição do 
muco ocular, marcado pelo 
aparecimento da mancha de 
bitot)
• Cegueira
• Queratomalácia
• Hiperqueratose folicular
• Infecções
• Hipervitaminose A
• Danos hepáticos
• Em gestantes pode 
ocasionar aborto, devido 
a toxicidade de gera no 
embrião
• O consumo elevado 
de carotenoides pode 
ocasionar hipercarotenemia, 
caracterizada pela 
impregnação da cor 
alaranjada na pele
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As vitaminas hidrossolúveis constituem um grupo não sintetizado pelo corpo e solúveis em água. 
Devido a esta característica de solubilidade precisa ter sua ingestão mantida sempre dentro dos 
limites recomendados, pois a grande maioria não são armazenadas por longos períodos, além de 
serem termolábeis. Nesse grupo, tem-se as vitaminas do complexo B, que são essenciais no processo 
de geração de energia, e a vitamina C.
Tiamina (B1)
Também conhecida como fator antiberibéri ou vitamina F. Constituída por um anel pirimídico com 
um grupamento amino ligado a um anel tiazol por uma ponte de metileno, estando disposta na 
natureza principalmente na forma de pirofosfato de tiamina.
Vitaminas Hidrossolúveis
Vitamina D • Desnutridos
• Pacientes com Doença 
Renal Crônica e hepatopatias
• Indivíduos que residem em 
local de baixa incidência de 
raios solares
• Raquitismo
• Osteomalácia
• Osteoporose
• Aumento das 
concentrações séricas de 
cálcio (hipercalcemia)
• Aumento nas 
concentrações séricas de 
fósforo (hiperfosfatemia)
• Calcificação dos tecidos 
moles (calcinose)
• Aparecimento de cálculos 
renais
Vitamina E • Pacientes com atrésia biliar
• Pacientes com insuficiência 
pancreática
• Disfunções neurológicas
• Alterações na atividade 
plaquetária
• Miopatias
• Em RN podem ocasionar 
anemia hemolítica
• Sem evidências em 
humanos
Vitamina K • Indivíduos em uso de 
antagonistas de vitamina K 
(como a droga varfarina)
• Hemorragia (aumento do 
tempo de protombina)
• Osteoporose, devido a 
descarboxilação parcial ou 
total da osteocalcina
• Rara
• Registros de toxicidade em 
caso de suplementação
• Pode levar ao rompimento 
das hemácias, danos 
hepáticos com consequente 
aparecimento de icterícia
VITAMINA GRUPOS DE RISCO DEFICIÊNCIA TOXICIDADE
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É convertida em sua forma ativa por meio da ação de enzimas 
fosfatases intestinais e o seu principal sítio de absorção é 
o duodeno. A presença de álcool inibe a entrada de tiamina 
no

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