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Tópicos em geriatria de cães e 
Geriatria “Ramo da medicina que 
trata os problemas da senilidade” 
Doenças relacionadas com 
senilidade: 
• Neoplásicas 
• Degenerativas 
• Metabólicas 
O que é envelhecimento? Perda de 
funções fisiológicas 
• Acúmulo de alterações progressivas 
do corpo associadas ou responsáveis 
por doença, diminuição de funções 
fisiológicas e óbito. 
• Considera-se “sênior” o animal que 
já atingiu 75% da expectativa de vida 
para a espécie e a raça. 
Irreversivel, progressivo – perda de 
funções 
Caes grandes – expectativa 10 – 12 
anos 
Poodles = 20+ 
TEORIAS DO ENVELHECIMENTO 
Evolução das Teorias 
• Teoria Genética 
• Teoria Imunológica 
• Teoria do Acúmulo dos Danos 
• Teoria das Mutações 
• Teoria do Uso e Desgastes 
• Teoria dos Radicais Livre = Radicais 
livres podem ser subprodutos da 
respiração celular, especialmente 
na cadeia transportadora de 
elétrons dentro das mitocôndrias. 
Como surgem na respiração 
celular? 
Durante a produção de ATP na 
fosforilação oxidativa, o oxigênio 
recebe elétrons na cadeia 
transportadora de elétrons. 
Normalmente, o oxigênio é reduzido a 
água (H₂O), mas algumas vezes essa 
reação é incompleta, formando 
espécies reativas de oxigênio 
(EROs), como: 
• Ânion superóxido (O₂•⁻) 
• Peróxido de hidrogênio 
(H₂O₂) 
• Radical hidroxila (OH•) (um 
dos mais danosos) 
Por que isso é um problema? 
Esses radicais livres podem atacar 
lipídios, proteínas e DNA, causando 
estresse oxidativo e dano celular. Se 
não forem neutralizados por 
antioxidantes (como glutationa, 
superóxido dismutase e catalase), 
podem contribuir para o 
envelhecimento e doenças 
degenerativas. 
Ou seja, os radicais livres são sim 
subprodutos da respiração celular, 
mas também podem ser gerados por 
outras fontes, como inflamação, 
poluição e radiação UV. 
 
 
Processo de envelhecimento 
• FATORES GENÉTICOS: ex: porte e 
raça 
• FATORES AMBIENTAIS: doenças 
adquiridas ou agressões ambientais 
(ex: animais obesos e/ou com dietas 
ricas em gordura tem expectativa de 
vida menor; estresse; desnutrição; 
falta de exercício...) 
 
Senilidade ou envelhecimento não é 
sinônimo de doença! 
Alterações fisiológicas em pacientes 
geriátricos: 
Cardiovasculares e pulmonares 
• DIMINUIÇÃO DO VOLUME 
CIRCULANTE – toma menos agua 
• DIMINUIÇÃO DA ATIVIDADE DOS 
BARORRECEPTORES – Os 
barorreceptores são células 
sensoriais especializadas localizadas 
em vasos sanguíneos que detectam 
mudanças na pressão arterial (PA). 
Eles são mecanorreceptores que 
respondem ao estiramento da 
parede arterial e enviam sinais ao 
sistema nervoso central para ajustar 
a PA conforme necessário. 
• FIBROSE DO MIOCÁRDIO 
• DIMINUIÇÃO DO DÉBITO 
CARDÍACO 
• DIMINUIÇÃO DA ELASTICIDADE OU 
COMPLACÊNCIA PULMONAR – 
capacidade do pulmão de expandir – 
broncopneumonias/pneumonias 
aspirativas 
• REDUÇÃO DA ATIVIDADE 
MUCOCILIAR E REDUÇÃO DE 
VOLUME DE SECREÇÕES – menos 
reflexo de tosse 
Nos idosos, o número de 
barorreceptores nos rins diminui, o 
que compromete a capacidade do 
organismo de detectar quedas na 
pressão arterial. O sistema renina-
angiotensina-aldosterona (SRAA) 
normalmente é ativado para corrigir a 
hipotensão, mas em idosos, essa 
resposta pode ser mais fraca. Como 
resultado, eles têm uma resposta 
menos eficaz à hipotensão, e 
medicamentos que reduzem a 
pressão arterial podem agravar ainda 
mais esse problema, já que o sistema 
não funciona adequadamente. Isso 
exige cuidado com o uso de 
medicamentos hipotensores em 
idosos. 
 
 Renais 
• DIMINUIÇÃO DA TAXA DE 
FILTRAÇÃO GLOMERULAR 
• DIMINUIÇÃO DA PERFUSÃO RENAL 
• MINERALIZAÇÕES EM PELVE RENAL 
 
Débito Cardíaco e Alterações no 
Coração: 
Fórmula do Débito Cardíaco (DC): O 
débito cardíaco é dado pela fórmula: 
DC = FC x VS (onde FC é a frequência 
cardíaca e VS é o volume sistólico). 
O volume sistólico (VS) é a 
quantidade de sangue que o coração 
bombeia a cada batimento. No idoso, 
o coração sofre um processo de 
envelhecimento, e o volume 
sistólico tende a diminuir, 
principalmente devido à fibrose do 
miocárdio, ou seja, o tecido cardíaco 
se torna mais rígido e menos 
eficiente. 
Fibrose do miocárdio significa que o 
coração não consegue se expandir e 
contrair tão bem quanto antes, 
tornando mais difícil aumentar o 
volume de sangue bombeado por 
batimento. 
Quando o volume sistólico diminui, 
o corpo tenta compensar esse déficit 
aumentando a frequência cardíaca 
(FC), ou seja, o coração bate mais 
rápido para tentar manter o débito 
cardíaco adequado. Contudo, essa 
compensação não é tão eficiente em 
idosos, e o coração tem dificuldades 
para responder adequadamente, 
levando a uma menor perfusão dos 
tecidos (menos oxigênio e nutrientes 
sendo entregues às células). 
Barorreceptores e Regulação da 
Pressão Arterial: 
Os barorreceptores são células 
especializadas localizadas 
principalmente nas artérias, como a 
carótida e a aorta, que detectam as 
mudanças na pressão arterial e 
sinalizam o sistema nervoso central 
para fazer ajustes. 
No envelhecimento, o número de 
barorreceptores diminui, o que reduz 
a capacidade do corpo de detectar 
quedas de pressão arterial e de 
responder adequadamente a essas 
alterações. 
Sistema Renina-Angiotensina-
Aldosterona (SRAA): Esse sistema é 
ativado quando há queda de pressão 
arterial para tentar restaurar a 
pressão normal. O problema é que, 
com a redução da atividade dos 
barorreceptores, o SRAA pode ser 
ativado de forma inadequada e 
excessiva, contribuindo para o 
processo de remodelamento 
cardíaco (quando o coração passa 
por mudanças estruturais para tentar 
se adaptar) e até para a hipertensão. 
Remodelamento Cardíaco: 
O remodelamento cardíaco é uma 
adaptação do coração ao longo do 
tempo, em resposta a estresse, como 
aumento da pressão ou fibrose. Isso 
pode ocorrer em idosos como um 
processo adaptativo, mas que pode, 
ao longo do tempo, levar a disfunção 
cardíaca. 
A ativação constante do SRAA e a 
diminuição da função cardíaca 
causam alterações na estrutura do 
coração, como o aumento da 
espessura das paredes cardíacas e a 
perda de flexibilidade. Esse processo 
de remodelamento pode ser benéfico 
no início, mas, com o tempo, ele 
aumenta o risco de insuficiência 
cardíaca. 
Alterações Pulmonares: 
Envelhecimento pulmonar resulta 
em menor perfusão pulmonar 
(menos sangue chegando aos 
pulmões), o que leva à fibrose 
pulmonar, ou seja, perda de tecido 
funcional dos pulmões. 
Com isso, a troca gasosa (a troca de 
oxigênio e dióxido de carbono entre 
os pulmões e o sangue) é 
prejudicada, tornando o idoso mais 
vulnerável a doenças respiratórias, 
como pneumonia. 
Além disso, há perda do reflexo de 
tosse, o que dificulta a eliminação de 
secreções nos pulmões. A 
diminuição da secreção mucosa 
(menos muco) e a diminuição da 
atividade mucociliar (movimento 
dos cílios nas vias aéreas) fazem com 
que as secreções fiquem mais 
espessas, aumentando o risco de 
infecções respiratórias. 
Função Renal: 
Nos rins, com o envelhecimento, 
ocorre uma redução da taxa de 
filtração glomerular (TFG), o que 
significa que o rim filtra menos 
sangue e elimina menos toxinas. 
A isquemia renal (falta de 
oxigenação nos rins) e a fibrose renal 
levam à redução da capacidade do 
rim de concentrar a urina. Isso resulta 
em acúmulo de ureia e creatinina 
no sangue, que são indicadores de 
função renal prejudicada. Esse 
acúmulo pode levar à azotemia 
(aumento de ureia e creatinina) e, 
com o tempo, à doença renal 
crônica (DRC). 
A densidade urinária deve ser 
monitorada, pois a capacidade de 
concentração urinária do idoso está 
comprometida. Um aumento da 
creatinina pode ser um sinal de 
problema renal, mas em idosos, a 
creatinina pode estar falsa normal 
devido à perda de massa muscular, o 
que dificulta a avaliação. 
Função Hepática: 
O fígado também sofre com o 
envelhecimento, passando por um 
processo de fibrose hepática, o que 
significa que o fígado perde suaecogenicidade nas imagens de 
ultrassom, indicando menor 
funcionalidade. 
Com menos massa hepática 
funcional, a biotransformação 
(processo pelo qual o fígado 
transforma e elimina substâncias) e a 
excreção de toxinas ficam 
prejudicadas. Isso pode afetar a 
forma como o corpo lida com 
medicamentos. 
A interpretação das enzimas 
hepáticas (ALT, AST, fosfatase 
alcalina, GGT) pode ser mais difícil 
em idosos, pois esses valores podem 
estar alterados mesmo em casos de 
doenças menos graves. A capacidade 
de liberar essas enzimas pode estar 
reduzida, tornando mais difícil 
detectar doenças hepáticas. 
SNC (Sistema Nervoso Central): 
A fibrose cerebral e outras 
alterações estruturais no cérebro, 
comuns no envelhecimento, podem 
afetar a memória, o aprendizado e 
outras funções cognitivas, 
contribuindo para declínio cognitivo. 
Músculos e Massa Muscular: 
Sarcopenia é a perda de massa 
muscular associada ao 
envelhecimento, que resulta em 
diminuição da força muscular e 
mobilidade. 
A caquexia, que pode ser causada 
por doenças graves como câncer, 
leva a uma perda ainda mais rápida 
de massa muscular e, 
consequentemente, de peso. 
Creatinina é um produto do 
metabolismo muscular, e níveis 
baixos de creatinina nos idosos 
podem ser um sinal de que a massa 
muscular está diminuída, o que 
pode mascarar uma possível doença 
renal crônica (DRC). Isso significa 
que, em idosos, a creatinina pode 
não ser um bom indicador de função 
renal, devido à menor massa 
muscular. 
 
Hepáticas 
• DIMINUIÇÃO DA PERFUSÃO 
HEPÁTICA 
• DIMINUIÇÃO DA MASSA HEPÁTICA 
FUNCIONAL 
Sistema nervoso 
• Diminuição do número de células 
do sistema nervoso 
• Diminuição do número de 
neurotransmissores 
• Lesões por desmielinização 
Pele e sistema musculoesquelético 
Perda de massa muscular e aumento 
de gordura – sarcopenia pela baixa 
perfusão no tecido muscular 
Diminuição da elasticidade cutânea 
- elastina 
Coxins sofrem hiperqueratinização e 
unhas ficam quebradiças 
Alterações articulares – artrites 
Sistema imunológico 
Diminuição da competência 
imunológica → redução da resposta a 
infecções “IMUNOSSENESCÊNCIA” – 
intercalar vacinas com número maior 
de tempo 
Autoanticorpos e doenças 
imunomediadas 
Diminuição da tolerância ao estresse 
→ mudanças externas e processos 
fisiológicos → envolvimento da 
produção de radicais livres com o 
tempo 
Cães com doenças respiratórias = 
vacina da gripe 
Sistema sensorial – principal motivo 
de busca de atendimento 
• Perdas auditivas para altas 
frequências → degeneração da cóclea 
Alterações de comportamento 
• Ansiedade de separação 
• Vocalização excessiva 
• Alteração do sono 
Mutilação - desiorentação 
 “ Em relação ao comportamento, 
estudos demonstram que cães senis 
tendem a exibir comportamentos 
mais passivos diante de situações de 
medo e ansiedade, tendo assim 
maior probabilidade desses 
problemas não serem relatados ao 
veterinário Landsberg et al., 2017).” 
Nutrição 
Fatores relacionados com senilidade 
e nutrição 
Menor capacidade de digestibilidade 
de proteínas e gordura – ração sênior 
tem menos e algum grau de 
suplementação 
Menor fluxo sanguíneo intestinal 
Perda de massa magra => 
SARCOPENIA 
Redução do olfato, doenças orais 
(dor) – associados a renal , não esta 
comendo, reabsorção óssea, 
abcesso, fratura dentária 
Aumentando o trânsito intestinal e 
predispondo a constipação e diarreia 
Plano nutricional individualizado; 
Dieta com alta digestibilidade e 
palatabilidade; - estimular animal a 
comer, absorve mais 
Mudanças graduais de dieta; 
Antioxidantes; 
Agentes condroprotetores; 
Se necessário: estimulantes de 
apetite. – cobavital, mirtanzampina, 
se necessário sonda esofagica 
Medicina Veterinária Preventiva 
Anamnese 
• Incluir questionamentos sobre: 
• Hábitos de higienização 
• Interação social – animal que para 
de interagir pode ser degeneração 
SNC 
• Atividades diárias 
• Ingestão hídrica 
• Hábitos de urinar e defecar 
• Manutenção do peso 
• Órgãos dos sentidos 
• Presença de nódulos 
Exame físico • Cuidado com 
contenções; • Exame físico completo 
de todos os sistemas; • Pesagens 
periódicas; • Aferição de pressão 
arterial 
Alterações oculares 
 
Palpação de tireoide em felinos 
>8anos mensurar T4 nos exames 
hipertireoidismo pode mascarar DRC 
 
 
Crescimento das unhas, falta de 
higienização, emagrecimento 
Alterações na pele – proteção da pele 
alterada – pele seborreica 
Escore de condição corporal cães 
Escore de condição corporal felinos 
 
Escore de massa muscular 
Fatores individuais 
• Competição em ambientes com 
vários animais 
• Dor oral 
• Dificuldade de locomoção para 
obter o alimento 
• Diminuição da eficiência digestiva e 
absortiva 
 Doença renal e hepática Causam 
HIPOGEUSIA 
 
Painel básico de exames 
Hemograma 
Painel bioquímico completo com 
eletrólitos 
Urinálise 
T4 total (felinos) 
FIV/FeLV (felinos) 
Principais achados associados a 
senilidade 
• Leve diminuição de hemácias, Ht, 
hemoglobina → diminuição da 
produção na medula óssea (medula 
óssea se torna fibrosa) 
• Diminuição de PPT / albumina 
• Redução dos níveis de Leucócitos 
totais e linfócitos 
Envelhecimento da medula óssea – 
reposição e produção de eritrócitos é 
menor 
Regras gerais de ajuste de doses 
• Cardiopatas: Diminuição do débito 
cardíaco → diminuição do aporte 
sanguíneo para fígado e rins → 
potencial de afetar a eliminação de 
determinados fármacos 
• Hepatopatas: Diminuição da 
eliminação por via hepática (Exs: 
fenobarbital, teofilina) ou aumento 
da biodisponibilidade oral (Exs: 
opioides, benzodiazepínicos) 
• Renais: Diminuição da eliminação 
por via renal em pacientes que são 
insuficientes 
Ajuste de doses para nefropatas 
• Antibióticos tempo-dependentes X 
concentração-dependentes 
 
 
Preferivel tempo dependente porque 
doses são menores e aumentar 
FUROSEMIDA DESIDRATAÇÃO E 
HIPOCALEMIA EVITAR NA DRC / 
MANTER HIDRATAÇÃO 
BLOQUEADORES H2 (RANITIDINA) 
 
O que é contraindicação anestésica 
nestes pacientes? 
Anestesia – exames de sangue, 
bioquímico, ecocardio, eletro 
• Avaliação pré-anestésica criteriosa; 
• Corrigir condições tratáveis antes; 
• Reduzir doses de fármacos em 
hepatopatas/nefropatas; 
• Monitoramento durante e após o 
procedimento. 
Síndrome da disfunção cognitiva 
• Distúrbio neurodegenerativo 
associado ao envelhecimento das 
células do sistema nervoso 
• Mudanças comportamentais, de 
memória ou aprendizado, não 
relacionadas a outras doenças 
encefálicas – excluir outras doenças 
que causam alteração neurologica
 
Placas Senis e Angiopatia 
Amiloide Cerebrovascular 
As placas senis são depósitos de 
beta-amiloide, uma proteína 
anormal que se acumula no cérebro, 
principalmente ao redor dos vasos 
sanguíneos. 
Esse acúmulo leva à angiopatia 
amiloide, uma condição que 
compromete a circulação cerebral e 
aumenta o risco de inflamação, 
hemorragias e neurodegeneração. 
Estresse Oxidativo 
O cérebro sofre com o estresse 
oxidativo, um processo onde radicais 
livres danificam células cerebrais e 
contribuem para a degeneração dos 
neurônios. 
Esse estresse leva à perda 
progressiva da função neuronal, 
agravando doenças 
neurodegenerativas como Alzheimer. 
Perda Neuronal Seletiva 
Nem todos os neurônios morrem ao 
mesmo tempo. Ocorre uma perda 
seletiva de neurônios, 
especialmente em áreas 
responsáveis pela memória e 
cognição, como o córtex pré-frontal 
e o hipocampo. 
Isso impacta diretamente a memória, 
a capacidade de aprendizado e o 
raciocínio lógico. 
Atrofia Cerebral 
O acúmulo de lesões leva à atrofia 
cerebral, que significa uma redução 
do volume e da função do cérebro. 
Com menos neurônios e conexões 
funcionando, os sintomas de 
disfunção cognitiva se tornam mais 
evidentes. 
Processo Inflamatório Crônico 
O acúmulo de beta-amiloide ao 
redor dos vasos sanguíneos provoca 
uma resposta inflamatória intensae crônica, o que piora a morte dos 
neurônios e agrava a doença. Esse 
ciclo inflamatório se retroalimenta, 
ou seja, a inflamação contínua 
acelera ainda mais a progressão da 
disfunção cognitiva. 
 
A disfunção cognitiva envolve um 
ciclo vicioso de depósito de beta-
amiloide, inflamação, estresse 
oxidativo, perda neuronal e atrofia 
cerebral. Essas alterações levam ao 
comprometimento da memória, do 
raciocínio e da autonomia do 
paciente, sendo comuns em doenças 
como o Alzheimer. 
 
Síndrome da disfunção cognitiva 
Diagnóstico: sinais clínicos + 
exclusão de outras doenças que 
causem sinais neurológicos 
• Medicações • Dor 
• Hipertensão • Ansiedade 
• Doenças metabólicas 
• Doenças neoplásicas* - 
intracraniana -RM 
• Doenças infecciosas/inflamatórias 
• Doenças vasculares 
Tratamento: não há cura! 
• Retardar a progressão da doença → 
diminuir morte neuronal, reduzir 
danos oxidativos e inflamação; 
• Melhorar a cognição; 
• Qualidade de vida. 
Estímulos são importantes! 
Exercicios,brinquedos, estimulo ao 
paciente, diminuição da ansiedade, 
enriquecimento ambiental/cognitivo. 
• Manejo nutricional: SDC 
• Ácidos graxos de cadeia média → 
metabolizados em CC 
• Diminuição de proteína precursoras 
amiloides • Vit E, Vit B, Vit C • Ômega 
3 • EPD - DHA 
• Tratamento medicamentoso: 
• Selegilina (ação antioxidante) – em 
doenças inflamatórias 
• Propentofilina = REVIMAX é um 
vasodilatador cerebral (p aumentar 
perfusão) necessário RM 
• Gabapentina e pregabalina 
(ansiedade) e dor cronica 
• SAME (ação antioxidante) – doença 
inflamatória 
• Melatonina para sono 
• Medicina Canábica – orexigenos 
(est. de apetite) 
 
Lembrar... 
• Particularidades fisiológicas em 
animais geriátricos; 
• Animais idosos muitas vezes tem 
doenças concomitantes; 
• Medicina preventiva é a melhor 
forma de dar qualidade de vida!

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