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Nº 23 - Fundamentos da Pedagogia Foto da “Lua Cheia se pondo”, tirada de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, por Leonardo Sens. Apostila Preparatória para Concursos de Professores da Educação Básica Nº 23 - Fundamentos da Pedagogia Organizador: Prof. Antonio Ferreira da Cruz Quem vive para alcançar o SER, quase sempre vem a TER; quem vive para alcançar o TER, quase nunca vem a SER. Organizador: Prof. Antonio Ferreira da Cruz Cabo Frio - RJ 2023 1974 2021 Se o Organizador puder ser útil, para auxiliar os seus estudos, por favor, comunique-se com ele pelo endereço eletrônico: profantcruz@gmail.com mailto:profantcruz@gmail.com Prezado(a) Professor(a) Concurseiro(a)! Remeto um Mapa Mental com o objetivo de facilitar a memorização dos assuntos mais cobrados em Concursos para o Magistério Público da Educação Básica, contendo 60 mapas sobre Pedagogia. Rogo ao nosso BOM DEUS para que vocês alcancem a VITÓRIA DA APROVAÇÃO! Assunto Páginas 1. Composição dos níveis escolares .............................................................................................................. 8 2. Educação Básica I. .......................................................................................................................... 9 3. Educação Básica II. ........................................................................................................................ 10 4. Educação Básica III - Currículo pedagógico ................................................................................................. 11 5. Educação Básica IV ....................................................................................................................... 12 6. Educação Infantil ............................................................................................................................ 13 7. Ensino Fundamental ........................................................................................................................14 8. Ensino Médio .............................................................................................................................15 9. Educação de Jovens e Adultos .......................................................................................................................................................................16 10. Educação Profissional Técnica Nível Médio ............................................................................................... 17 11. Planejamento. .............................................................................................................................. 18 12. Planejamento: o que é segundo ..........................................................................................................19 13. Planejamento: níveis ................................................................................................................ .......20 14. Planejamento: tipos: .................................................................... ............................................................................................................................................21 15. Planejamento: modalidades: ..........................................................................................................................................................................................22 16. Educação a distância: características ............................................................................................................................................................................23 17. Educação a distância: dificuldades ...............................................................................................................................................................................24 18. Origem e formação dos professores no Brasil I ...........................................................................................................................................................25 19. Origem e formação dos professores no Brasil II ...........................................................................................................................................................26 20. Ensaios intermitentes de formação de professores (1827-1890) ...........................................................................................................................27 21. Reforma das escolas normais (1890-1932) ..................................................................................................................................................................28 22. Institutos de Educação (1932-1939) .............................................................................................................................................................................29 23. Cursos de Pedagogia e de Licenciatura e substituição do modelo das Escolas Normais .........................................................................................30 24. Advento dos Institutos Superiores de Educação, o novo perfil do Curso de Pedagogia .............................................................................................31 25. Programas de governo de incentivo à formação continuada dos docentes I .......................................................................................................32 26. Programas de governo de incentivo à formação continuada dos docentes II ........................................................................................................33 27. Programas de governo de incentivo à formação continuada dos docentes III .................................................................................................................34 28. Programas de governo de incentivo à formação continuada dos docentes IV .................................................................................................................35 29. Desafios na aprendizagem ............................................................................................................................... ................................................................36 30. Construção do conhecimento ........................................................................................................................................................................................... 37 31. Áreas de atuação do pedagogo .............................................................................................................................................................................................38 32. Ação pedagógica extra-escolar .....................................................................................................................................................................................................39 33. Teoria cognitivista ......................................................................................................................................................................................................................40 34. Teoria cognitivista Lev. S. Vigotsky ..........................................................................................................................................................................................42 35. Teoria de Vigotsky ......................................................................................................................................................................................................................42 36. Teoria cognitivista Jean Piaget ..........................................................................................................................................................................................43 37. Jean Piaget .................................................................................................... ...........................................................................................................................44 38. Teoria cognitivista Henri Wallon ...............................................................................................................................................................................................45 39. Henri Wallon ................................................................................................................................................................................................................................46 40. Paulo Célestin Freinet ...............................................................................................................................................................................................................47 41. Decroly .........................................................................................................................................................................................................................................48 42. JohDewey ............................................................................................................................. ...........................................................................49 43. Carl Rogers .................................................................................................... .............................................................................................................................50 44. Montessori ...................................................................................................................................................................................................................................51 45. Paulo Freire .................................................................................................... ............................................................................................................................52 46. Metodologia de Paulo Freire ........................................................................................................................................................................................................53 47. Paulo Pestalozzi .........................................................................................................................................................................................................................54 48. Funcionalismo .............................................................................................................................................................................................................................55 49. Behaviorismo ..............................................................................................................................................................................................................................56 50. Teoria de Gestalt I .................................................................................................... ..............................................................................................................57 51. Teoria de Gestalt II .................................................................................................... .............................................................................................................58 52. Didática I .....................................................................................................................................................................................................................................59 53. Didática II ....................................................................................................................................................................................................................................60 54. Código de Ética I .................................................................................................... ..................................................................................................................61 55. Código de Ética II .................................................................................................... ...................................................................................................................62 56. Código de Ética III .................................................................................................... ...............................................................................................................63 57. Código de Ética IV .................................................................................................... ..............................................................................................................64 58. Bases para o ensino ....................................................................................................................................................................................................................65 59. Educação inclusiva ......................................................................................................................................................................................................................66 60. Normas organizativas ......................................................................................................................................................................................................................67 COMPOSIÇÃO DOS NÍVEIS ESCOLARES NÍVEIS EDUCAÇÃO SUPERIOR CURSOS DE CURSOS DE EDUCAÇÃO BÁSICA EDUCAÇÃO INFANTIL ENSINO FUNDAMENTAL MÉDIO ENSINO CURSOS SEQUENCIAIS GRADUAÇÃO EXTENSÃO Creche (0-3 anos) Pré-escola (4-5 anos) 1 º ao 3º PÓS-GRADUAÇÃO ano (15-18 anos) 1 6 º a 5º ano (6-10 anos) º a 9º ano (11-14 anos) DURAÇÃO MÍNIMA DE DURAÇÃO DE 9 ANOS 3 ANOS 8 EDUCAÇÃO BÁSICA: FINALIDADES CALENDÁRIO ESCOLAR Desenvolver a educando. Rigido quanto à impossibilidade de reduzir a carga horária e flexível para se adequar às peculiaridades das unidades escolares. Assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania. Fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. CARGA HORÁRIA ANUAL LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL (LDB) Mínima para o Ens. Fund e Ens Méd: 800 h Distribuídas por um mínimo de 200 dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver; (Lei n. EDUCAÇÃO BÁSICA I Em 2022, aumentou a preocupação com a alfabetização dos alunos e a formação de leitores (Lei nº 14.407, de 2022) . Pode ser organizada em: 1 3.415, de 2017) CUIDADO! A carga horária do ensino médio deverá ser ampliada de forma progressiva para 1.400 horas e no prazo máximo de 5 anos, os sistemas de ensino devem oferecer pelo menos Séries anuais Períodos semestrais Grupos não seriados O ensino médio poderá Ciclos ser organizado em módulos e adotar o sistema de créditos com terminalidade específica, além das formas já descritas Com base na idade Na competência E em outros critérios Forma diversa 1 .000 horas anuais de carga horária, a partir de 2 de março de 2017. deorganização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar Alternância regular de períodos de estudos 9 CLASSIFICAÇÃO: SÉRIE OU ETAPA Por promoção, para alunos que cursaram, com aproveitamento, a série ou fase anterior, na própria escola; Por transferência, para candidatos procedentes de outras escolas; RENDIMENTO ESCOLAR: CRITÉRIOSPossibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar Avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno Possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado; Aproveitamento de estudos concluídos com êxito Independentemente de escolarização anterior, mediante avaliação feita pela escola, que defina o grau de desenvolvimento. EDUCAÇÃO Obrigatoriedade de estudos de recuperação. Pode organizar-se classes, ou turmas, com alunos de séries distintas? Sim, para as línguas estrangeiras, artes ou outros componentes curriculares. DICA: PARA LEMBRAR OS CRITÉRIOS USE O MACETE BICHO "PAPAO" BÁSICA II Para o aluno ser aprovado precisa de uma frequência mínima de 75% no total de horas letivas. Na pré-escola a frequência é de 60% e não estão ligados à aprovação, já que não há reprovação . INSTITUIÇÃO DE ENSINO DEVE EXPEDIR Históricos escolares. Declarações de conclusão de série . Diplomas ou certificados de conclusão de cursos, com as especificações cabíveis. 10 EDUCAÇÃO BÁSICA III- CURRÍCULO PEDAGÓGICO OBRIGATÓRIO COMPLEMENTAR LÍNGUA PORTUGUESA MATEMÁTICA LÍNGUA INGLESA Sistemas de ensino, Exibição de filmes de projetos e pesquisas produção nacional, EDUCAÇÃO FÍSICA REALIDADE SOCIAL E POLÍTICA A PARTIR DO 6° ANO envolvendo os por no mínimo 2 temas transversais. horas mensais. MAS É FACULTATIVA AO ALUNO: ARTE Cumpra jornada de Conteúdos relativos aos trabalho igual ou superior a seis horas; (Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) Maior de trinta anos de idade; (Lei nº 10.793, de História do Brasil direitos humanos e à prevenção de todas as formas de violência contra a criança, o adolescente e a mulher. Artes visuais Música Dança Teatro Especialmente das matrizes indígena, 1 º.12.2003) Estiver prestando serviço militar (Lei nº10.793, de africana e .A educação alimentar e nutricional será incluída entre os temas transversais. europeia. 1 º.12.2003) Por questões de saúde Que tenha filhos. (Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) CONHECIMENTO DO MUNDO FÍSICO E NATURAL 11 ADAPTAÇÃO PARA A POPULAÇÃO RURAL DIRETRIZES CURRICULARES: CONTEÚDO Conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais necessidades e interesses dos alunos da zona rural. Organização escolar própria, incluindo adequação do calendário escolar às fases do ciclo agrícola e às condições climáticas. Difusão de valores fundamentais ao interesse social, aos direitos e deveres dos cidadãos, de respeito ao bem comum e à ordem democrática; Consideração das condições de escolaridade dos alunos em cada estabelecimento; Orientação para o trabalho; Promoção do desporto educacional e apoio às práticas desportivas não formais. EDUCAÇÃO Adequação à natureza do trabalho na zona rural. O fechamento de escolas do campo, indígenas e quilombolas será precedido de manifestação do órgão normativo do respectivo sistema de ensino, que considerará a justificativa apresentada pela Secretaria de Educação, a análise do diagnóstico do impacto da ação e a manifestação da comunidade escolar. (Incluído pela Lei nº 12.960, de 2014) BÁSICA IV APROVAÇÃO DA INCLUSÃO DE NOVOS COMPONENTES CURRICULARES Conselho Nacional de Educação e de homologação pelo Ministro de Estado da Educação. (Incluído pela Lei n. 13.415, de 2017) 12 OFERECIDA EM: ORGANIZADA COM AS SEGUINTES REGRAS COMUNS Mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento das crianças. Sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental. Avaliação Carga Mínima de 800 horas. Distribuídas por um mínimo de 200 dias de trabalho educacional. horária CRECHE: 0-3 ANOS PRÉ-ESCOLA: - 5 ANOS EDUCAÇÃO INFANTIL Parcial: Diárias. Integral: 7h. mínimo 4h Atendimento 4 Mínima de 60% do total de Horas. FINALIDADE Desenvolvimento integral de crianças, em seus aspectos: Frequência Documentação Expedição de documentação que permita atestar os processos do desenvolvimento e da aprendizagem da criança. Físico Psicológico Intelectual Social 13 OBJETIVO: FORMAÇÃO BÁSICA DO CIDADÃO DURAÇÃO Obrigatório: 9 anos: Domínio da leitura Domínio da escrita Domínio do cálculo Desenvolvimento dos meios básicos Anos iniciais: 1º ao 5º ano Anos finais: 6º ao 9º ano Deve ser presencial, e o ensino a distância usado como forma Compreensão dos ambientes Natural Social Político Tecnologia Artes de complementação de ENSINO FUNDAMENTAL aprendizagem ou emergências . Valores da sociedade Desenvolvimento da capacidade de aprendizagem O Ensino Religioso é disciplina obrigatória das escolas públicas de ensino fundamental, e deve respeitar o caráter laico e evitar o proselitismo. Em 2017, o STF julgou procedente ação que aceitava a Aquisição de conhecimentos e habilidades Formação de atitudes e valores oferta por líderes religioso, Vínculo de família Solidariedade humana Tolerância recíproca confessional. O mais importante: a matrícula será facultativa. Fortalecimento 14 OBJETIVO: ETAPA FINAL DA EDUCAÇÃO BÁSICA DURAÇÃO Obrigatório: mínima 3 anos Consolidação Aprofundamento. e Dos conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental. 1 º ao 3º ano BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR - BNCC Continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições Preparação básica para o trabalho e cidadania. de ocupação ou Linguagens e suas tecnologias; Matemática e suas tecnologias; Ciências da natureza e suas Tecnologias; ENSINO aperfeiçoamento posteriors. Aprimoramento como pessoa humana. Formação ética Autonomia intelectual Pensamento crítico MÉDIO Ciências humanas e sociais aplicadas. AVALIAÇÕES Compreensão científico-tecnológicos. dos fundamentos Os conteúdos, as metodologias e as formas da avaliação processual e formativa serão organizados nas redes de ensino por meio de atividades teóricas e práticas, provas orais e escritas, seminários, projetos e atividades on-line. Processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina. 15 EXAMES SUPLETIVOS EJA Os Destinada àqueles que não Nível conclusão de ensino de conhecimentos e as adquiridos pelos educandos por meios informais. tiveram acesso ou habilidades continuidade de estudos nos Ensinos F undamental e M édio na idade própria e constituirá instrumento para a educação e a aprendizagem ao longo da vida. Nível de conclusão de ensino médio mais de 15 anos EDUCAÇÃO DE JOVENS E exames mais de 18 anos Gratuitamente. A educação de jovens e adultos deverá articular-se, preferencialmente, com a educação profissional, na forma do regulamento. ADULTOS 16 O QUE É? A preparação geral para o trabalho PODE SER: e, facultativamente, a habilitação SUBSEQUENTE ARTCULADA COM O ENSINO MÉDIO profissional desenvolvidas poderão nos ser próprios em cursos a quem concluiu o Ensino Médio estabelecimentos de ensino médio ou em cooperação com instituições concomitante integrada EDUCAÇÃO PROFISSIONAL TÉCNICA DE NÍVEL MÉDIO especializadas profissional. em educação quem está no Ensino Médio concluído o Ensino fundamental, mesma instituição de ensino A obtenção de certificados de qualificação para o trabalho após a conclusão, com aproveitamento, de cada etapa que caracterize uma qualificação para o trabalho. Na mesma instituição de ensino Instituição de ensino diferente Exemplos de cursos técnicos subsequentes: Enfermagem, Segurança do Trabalho. 17 CONCEITO DEVE CONTER: Racionalização do trabalho pedagógico que articula a atividade escolar com os conteúdos do contexto social. Objetivo; Tempo para se realizar as atividades; A metodologia que será aplicada; Os recursos necessários; Os temas/conteúdos que serão trabalhados e a avaliação detodo o processo (formativa). FLEXIBILIDADE CRITICIDADE REFLEXÃO TRABALHO COLETIVO OBJETIVIDADE PLANEJAMENTO CONSIDERA Aspectos sociais, políticos, éticos, culturais da realidade à sua volta, visando superar a burocracia, a fragmentação do saber, a dissociação entre a prática e o ensino, a improvisação. 18 LIBÂNEO (1991) VASCONCELLOS (2002) Sistematização e organização das ações do professor. Racionalização do trabalho pedagógico que articula a atividade escolar com os conteúdos do contexto social. Tomada de decisão e permanente processo de reflexão dos sujeitos da escola. SOBRINHO (1994) HAYDT (2006) Equilíbrio entre meios e fins, entre recursos e objetivos, na busca da melhoria do funcionamento do sistema educacional. A realidade educacional é dinâmica. Analisar uma dada realidade, refletindo sobre as condições existentes, e prever formas alternativas de ação para superar as dificuldades ou alcançar objetivos desejados. PLANEJAMENTO NOS CONCEITOS DE: Processo mental que envolve a reflexão e a previsão. PILETTI (1997) Evita a improvisação, traz mais segurança, economiza tempo, energia VEIGA (2008) LUCKESI (2002) Agir, posteriormente, para atingir determinados objetivos. A organização da ação pedagógica intencional, de forma responsável e comprometida com a formação dos alunos. 19 ESTRATÉGICO/ INSTITUCIONAL (A LONGO PRAZO) TÁTICO/ DEPARTAMENTAL (A MÉDIO PRAZO) Qual é a finalidade? É o nível mais elevado da organização. É onde são definidos os valores, a missão da instituição. Tudo é definido em longo prazo O que é, finalidade? Traduz os objetivos gerais e as estratégias da alta diretoria em objetivos e atividades mais específicos Quem realiza? Gerentes Quem realiza? Altos executivos que integram a administração. Como age? Está em contato direto com o ambiente externo. Como age? Articula internamente o nível estratégico com o PLANEJAMENTO operacional.. NÍVEIS ESTRATÉGICO OPERACIONAL (A CURTO PRAZO) TÁTIC O Qual é a finalidade? O foco nas atividades cotidianas das empresas, é voltado para as tarefas. Quem realiza? Níveis organizacionais inferiores. Como age? Seu funcionamento é em curto prazo. OPERACIONAL 20 PLANEJAMENTO TRADICIONAL/NORMATIVO Ênfase nos procedimentos, modelos prontos, mecanização, é formalista Há uma fragmentação do trabalho O planejador é principal agente de mudança (grande responsável) Desconsideram-se os fatores sociais, políticos, culturais que fazem parte do processo de planejamento (ficam sem segundo plano). PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO Toda a comunidade é envolvida, os trabalhos/decisões coletivas são valorizados Há unicidade entre teoria e prática Visa à superação da burocracia no trabalho pedagógico escola PLANEJAMENTO TIPOS A realidade escolar, os aspectos sociais, políticos, culturais da comunidade são considerados. 21 PLANO DA ESCOLA PLANO DE ENSINO É o documento mais global, expressa a s orientações gerais que sintetizam, de um lado, as ligações da escola com o sistema escolar mais amplo e, de outro, o projeto de escola com os planos de Ensino (o PPP entra aqui). É a previsão dos objetivos e tarefas do trabalho docente para um ano ou semestre, é um documento mais elaborado, dividido por unidades sequenciais, no qual aparecem: objetivos específicos ; conteúdos e desenvolvimento metodológico. PLANEJAMENTO MODALIDADES PLANO DE AULA É um detalhamento do plano de ensino. De acordo com Libâneo (1994), os planos devem ser um guia de orientação, apresentando uma sequência, objetividade, coerência e flexibilidade . É a previsão do desenvolvimento de um conteúdo para uma aula ou conjunto de aulas e tem um caráter específico 22 EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA CARACTERÍSTICAS ALUNO PROFFESSOR PRECISA TER: PRECISA TER: Flexibilidade Autonomia Motivação Prontidão para aprender Curiosidade Pró-ação Auto-gestão Comunicação Fluência Digital Colaboração Disposição para aprender com os alunos e com os outros. Disposição para ceder o controle aos alunos tanto na elaboração do curso quanto no processo de aprendizagem Disposição para afastar-se do papel tradicional do professor 23 EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA DIFICULDADES Acesso tecnologia Exigência de habilidades específicas do aluno. desigual à Mudança de paradigmas Aprendizagem aberta Educação ao longo da vida Competitividade no mercado Novas Tecnologia da Informação e Comunicação Globalização de informações Novas demandas educacionais Educação como instrumento de emancipação social Democratização das oportunidades e do acesso à educação 24 PERÍODO COLONIAL Colegios construídos por jesuítas Implementação das aulas régias na reforma pombalina Não havia uma preocupação -Aulas régias: ensino primário e secundário, de caráter centralizado e acesso restrito da educação apenas para uma parcela da população. - Reforma pombalina: reforma educacional realizada por Marquês de Pombal. Foi considerada desastrosa para a educação brasileira, tendo em vista que destruiu uma organização educacional já consolidada e com resultados sem que tivesse assegurado uma reforma que garantisse um novo sistema educacional. com professores. Foi a partir da Independência do Brasil que houve uma organização educacional a formação dos INSTITUTOS DE ORIGEM E FORMAÇÃO DOS PROFESSORES NO BRASIL I EDUCAÇÃO (1932-1939) Reformas de Anísio Teixeira no Distrito Federal, em 1932, e de Fernando de Azevedo em São Paulo, em 1933. ENSAIOS INTERMITENTES DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES (1827-1890) Lei das Escolas de Primeiras Letras , que obrigava os professores a se instruir no método do ensino mútuo, às próprias expensas; estende-se até 1890, quando prevalece o modelo das Escolas Normais. ESCOLAS NORMAIS (1890-1932) Reforma paulista da Escola Normal tendo como anexo a escola-modelo. 25 SUBSTITUIÇÃO DA ESCOLA NORMAL PELA HABILITAÇÃO CURSOS DE PEDAGOGIA E DE LICENCIATURA E CONSOLIDAÇÃO DO MODELO DAS ESCOLAS NORMAIS ESPECÍFICA DE MAGISTÉRIO (1939-1971) ORIGEM E FORMAÇÃO DOS PROFESSORES NO BRASIL II Inicia-se a organização e (1971-1996) a implantação desses cursos ADVENTO DOS INSTITUTOS SUPERIORES DE EDUCAÇÃO, ESCOLAS NORMAIS SUPERIORES E O NOVO PERFIL DO CURSO DE PEDAGOGIA (1996-2006) 26 ENSAIOS INTERMITENTES DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES (1827-1890) LEI DAS ESCOLAS DE PRIMEIRAS LETRAS SURGIMENTO DAS ESCOLAS NORMAIS (1834) Outubro de 1827. Método mútuo para treinar professores que seriam didaticamente capacitados. Instrução primária passou a ser responsabilidade da província. O objetivo dessas instituições era a preparação de professores para assumirem o ensino nas escolas primárias, porém, a preocupação recaiu sobre a capacitação para o domínio dos conhecimentos a serem transmitidos nas Escolas de Primeiras Letras, trazendo, como consequência, a ausência do preparo pedagógico adequado desses profissionais 27 REFORMA DAS ESCOLAS NORMAIS (1890-1932) Assumindo os custos de sua instalação e centralizando o preparo dos novos professores nos exercícios práticos, os VETORES Enriquecimento dos conteúdos curriculares anteriores ênfase nos exercícios práticos de ensino, cuja marca e reformadores estavam assumindo o entendimento de que, sem assegurar de forma deliberada e sistemática por meio da organização curricular a preparação pedagógico- didática, não se estaria, em sentido próprio, formando professors. característica foi a criação da escola-modelo anexa à Escola Normal. Principal inovação da reforma. 28 OBJETIVO REFORMA Nº 3.810 DE 19 DE MARÇO DE 1932 Há uma preocupação com o domínio dos conhecimentos que Anísio Teixeira se propôs a erradicar aquilo que ele considerava como o vício de constituição das Escolas Normais.Para esse fim, transformou a Escola Normal em Escola de Professores, cujo currículo incluía, já no primeiro ano, as seguintes disciplinas: serão transmitidos. Esses espaços institucionais concebiam a educação como ensino e pesquisa Biologia Educacional; Sociologia Educacional; Psicologia Educacional; História da Educação; Introdução ao Ensino, aspectos: princípios e técnicas; INSTITUTOS DE EDUCAÇÃO ESCOLA DE PROFESSORES CONTAVA COM UMA ESTRUTURA DE APOIO QUE ENVOLVIA: (1932-1939) matérias de ensino abrangendo cálculo, leitura e linguagem, literatura infantil, estudos sociais e ciências naturais; prática de ensino realizada jardim de infância biblioteca central de educação e escolares Instituto de pesquisas educacionais mediante a observação, a Escola 1° e 2° museus experimentação e a participação. radiodifusão filmoteca 29 CURSOS DE PEDAGOGIA E DE SUBSTITUIÇÃO DA ESCOLA LICENCIATURA E NORMAL PELA HABILITAÇÃO CONSOLIDAÇÃO DO MODELO ESPECÍFICA DE MAGISTÉRIO DAS ESCOLAS NORMAIS (1939-1971) (1971-1996) LEI ORGÂNICA DO ENSINO NORMAL Historicamente: Golpe militar Habilitação específica de 2º grau para o exercício do magistério de 1º grau A habilitação específica do magistério foi organizada em duas modalidades básicas: LEI ORGÂNICA DO ENSINO NORMAL Em 2 de janeiro de 1946, foi aprovado o decreto nº 8 .530, Nova estrutura do curso normal, que passaria a ser dividido em ciclos. duração de três anos (2.200 horas), que habilitaria a lecionar até a 4ª série ciclo ginasial e compreendia o período de quatro anos. ciclo colegial, tinha duração de três anos. duração de quatro anos (2.900 horas), habilitando ao magistério até a 6ª série do 1º grau. 30 LDB - LEI DE DIRETRIZES E BASES LDBEN - LEI Nº 9394/1996 Contudo, ainda que em 20 de dezembro de 1996 fosse promulgada a nova Lei de Diretrizes e Bases (LDB), esses problemas ainda persistiram, já que a LDB deu abertura para uma política educacional que permitisse que os “ Art 62. A formação de docentes ADVENTO DOS INSTITUTOS SUPERIORES DE para atuar na educação básica precisa de curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, “ Art. 63. Os institutos superiores de educação manterão: EDUCAÇÃO, ESCOLAS NORMAIS SUPERIORES E O NOVO PERFIL DO CURSO DE PEDAGOGIA (1996-2006). I–cursos formadores de institutos superiores profissionais para a educação básica oferecessem cursos que primassem por uma educação de curta duração, baixo custo e segunda categoria II–programas de formação pedagógica para portadores de diplomas de educação superior que queiram se dedicar à educação básica; III–programas de educação continuada para os profissionais de educação dos diversos níveis. PNE - LEI Nº 13.005/2014 “ Meta 16: formar, em nível de pós- graduação, 50% (cinquenta por cento) dos professores da educação básica 31 PROGRAMAS DE GOVERNO DE INCENTIVO À FORMAÇÃO CONTINUADA DOS DOCENTES PROGRAMA DE FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA, PRESENCIAL E A DISTÂNCIA, DE PROFESSORES PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA PARFOR - INÍCIO EM 29 DE JANEIRO DE 2009 O que é? Serve para elevar o padrão de qualidade da formação dos professores das escolas públicas da Educação Básica no território nacional. A CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) oferece os cursos de formação inicial, presencial e emergencial. Os cursos na modalidade a distância são ofertados pela Universidade Aberta do Brasil (UAB) Objetivos: Oferecer cursos de formação inicial emergencial na modalidade presencial aos professores das redes públicas de Educação Básica, tendo em vista as demandas indicadas nos planos estratégicos elaborados pelos Fóruns Estaduais Permanentes de Apoio à Formação Docente 32 PROGRAMAS DE GOVERNO DE INCENTIVO À FORMAÇÃO CONTINUADA DOS DOCENTES UAB - INÍCIO EM 08 DE JUNHO DE 2006 O que é? É um sistema integrado por Objetivos: Oferecer cursos de licenciatura e de formação inicial e continuada de professores da Educação Básica; ofertar cursos superiores para capacitação de dirigentes, gestores e trabalhadores em educação básica dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios; dispor de cursos superiores nas diferentes áreas do conhecimento; ampliar o acesso à educação superior pública; reduzir as desigualdades de oferta de ensino superior entre as diferentes regiões do país; estabelecer amplo sistema nacional de educação superior à distância. universidades públicas que oferece cursos de nível superior para camadas da população que têm dificuldade de acesso à formação universitária, por meio do uso da metodologia da educação à distância. O público em geral é atendido, mas os professores que atuam na Educação Básica têm prioridade de formação, seguidos dos dirigentes, dos gestores e dos trabalhadores em Educação Básica de Estados, municípios e do Distrito Federal 33 PROGRAMAS DE GOVERNO DE INCENTIVO À FORMAÇÃO CONTINUADA DOS DOCENTES PROGRAMA NACIONAL DE FORMAÇÃO PROGRAMA DE FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES NA EDUCAÇÃO ESPECIAL (INÍCIO EM 2007) CONTINUADA EM TECNOLOGIA EDUCACIONAL – PROINFO INTEGRADO (INÍCIO EM 12 DE DEZEMBRO DE 2007) O que é? oferta cursos de aperfeiçoamento ou especialização em educação especial, na modalidade à distância, no âmbito da UAB, por meio de instituições públicas de educação superior Objetivo: Formar professores das redes públicas de ensino que atuam no atendimento educacional especializado, em salas de recursos multifuncionais, e professores do ensino regular para o desenvolvimento de práticas pedagógicas inclusiva O que é? é um programa para integrar e articular a distribuição de equipamentos tecnológicos às escolas, como computadores, impressoras e outros equipamentos de informática, além de ofertar cursos de formação continuada e conteúdos e recursos multimídia e digitais por meio do Portal do Professor, da TV Escola, etc. Objetivo: Proporcionar a inclusão digital de professores, gestores de escolas públicas da educação básica e a comunidade escolar em geral 34 PROGRAMAS DE GOVERNO DE INCENTIVO À FORMAÇÃO CONTINUADA DOS DOCENTES PORTAL DO PROFESSOR (INÍCIO EM 18 DE JUNHO DE 2008) O que é? é uma solução tecnológica que permite o armazenamento e a circulação de conteúdos educacionais multimídias, Analisamos que, de uma maneira geral, esses programas oportunizam aos docentes formados em diferentes momentos a possibilidade de participar de bolsas de estudo, subsidiando os custos da continuidade de sua formação, tanto em território nacional, quanto em alguns outros países por meio de parcerias. Por meio da modalidade a distância, foi ofertado também, a estudantes de regiões com dificuldade de acesso ao ensino presencial, a possibilidade de iniciar e continuar sua formação. oferecendo aos educadores, em especial os professores atuantes na Educação Básica, acesso rápido e funcional a um acervo variado Objetivo: armazenamento e a circulação de um acervo de conteúdos educacionais multimídia em diferentes formatos, além de links e funcionalidades que subsidiem a pesquisa e a interação na Educação Infantil, nos ensinos Fundamental, Médio, Profissional e modalidades 35 PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM DESAFIOS DO(A) PROFESSOR(A) Indica uma prática social complexa que envolve o(a) docente e o(a) aluno. Engloba as ações de ensinar e de aprender, inclui um processo contratual de parceria para a construção dos conhecimentos. Em virtude da complexidade, heterogeneidade,, singularidade e a flexibilidade do conhecimento produzido e em produção, uma vez que a ciência está em constante mudança e construção. A necessidade de uma competência docente na definição de ações a serem efetivadas pelos alunos sob DESAFIOS NA APRENDIZAGEM A partir desse pressuposto, distanciamo-nos da visãodo senso comum de docência associada à aula expositiva como única forma de ensinar. O professor não é mais o palestrante, nem o aluno é copista de conteúdo. A aula torna-se um momento privilegiado de encontro e de ações, não devendo ser dada e nem assistida, mas construída, feita pela ação conjunta de professores e alunos sua supervisão, visando ao objetivo pretendido, ou seja, estabelecer um processo de apreensão e construção do conhecimento. 36 PROBLEMATIZAÇÃO DIALÉTICA Na origem do conhecimento está presente um proble- ma, gênese que pode ser recuperada no estudo do conteúdo. Quando o professor tem um papel de mediador e o aluno, o de construtor do próprio co- nhecimento no desenvolvimento de atividades voltadas à PRÁXIA (motora, Mobilização para o conhecimento; Construção do conhecimento; Ação perceptiva, CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO Elaboração de síntese do reflexiva) do sujeito sobre o objeto a ser conhecido. Toda a aprendizagem é ativa, exige essa ação, que também possibilita a articulação do conhecimento com a prática social que lhe deu origem. conhecimento. SIGNIFICAÇÃO Estabelecer vínculos, os nexos do conteúdo a ser desenvolvido. CRITICIDADE O conhecimento deve estar ligado a uma visão crítica da realidade, buscando a verdadeira causa das coisas, a essência dos processos, sejam naturais, sejam sociais, indo além das aparências. 37 ESPECIALISTAS EM ATIVIDADES PEDAGÓGICAS PARAESCOLARES ATUANDO EM ÓRGÃOS PÚBLICOS, PRIVADOS E PÚBLICOS NÃO ESTATAIS PROFESSORES DO ENSINO PÚBLICO E PRIVADO De todos os níveis de ensino e dos que exercem atividades correlatas fora da escola convencional; Envolve: associações populares, educação de adultos, clínicas de orientação pedagógica/psicológica, entidades de recuperação (instrutores, consultores, de técnicos, orientadores, deficientes animadores, clínicos, ÁREAS DE ATUAÇÃO DO PEDAGOGO ESPECIALISTAS DA AÇÃO EDUCATIVA ESCOLAR Operando nos níveis centrais, intermediários e locais dos sistemas de ensino (supervisores pedagógicos, gestores, psicopedagogos etc.). administradores escolares, planejadores, coordenadores, orientadores educacionais etc.) 38 FORMADORES, ANIMADORES, INSTRUTORES, ORGANIZADORES, TÉCNICOS, CONSULTORES, ORIENTADORES, QUE DESENVOLVEM ATIVIDADES PEDAGÓGICAS (NÃO ESCOLARES) O campo da atividade pedagógica extra-escolar é extenso. Poder-se-ia incluir no item da educação extra- escolar toda a gama de agentes pedagógicos que atuam no âmbito da vida privada e social: pais, parentes, trabalhadores voluntários em partidos políticos, sindicatos, associações, centros de lazer etc. AÇÃO TRABALHADORES SOCIAIS, MONITORES E INSTRUTORES DE RECREAÇÃO E EDUCAÇÃO FÍSICA PEDAGÓGICA EXTRA-ESCOLAR Formadores ocasionais que ocupam parte de seu tempo em atividades pedagógicas em órgãos públicos estatais e não-estatais e empresas referentes à transmissão de saberes e técnicas ligados a outra atividade profissional especializada. 39 O QUE É? O QUE É? Termo cognição pode ser definido como o conjunto de habilidades mentais necessárias para a construção de conhecimento sobre o mundo. Surgiu nos Estados Unidos entre as décadas de 1950 e 1960 como uma forma de crítica ao Comportamentalismo, que postulava, em linhas gerais, a aprendizagem como resultado do condicionamento de indivíduos quando expostos a uma situação de estímulo e resposta. Os processos cognitivos envolvem, portanto, habilidades relacionadas ao desenvolvimento do TEORIA COGNITIVISTA pensamento, raciocínio, linguagem, memória, abstração etc.; Têm início ainda na infância e estão diretamente relacionados à aprendizagem. No Brasil, a visão cognitivista do desenvolvimento humano da aprendizagem, junto a outras contribuições, forneceu subsídios para a formulação dos Parâmetros Curriculares Nacionais. Interpretação Pensamentos automáticos Comportamentos Emoções Reações fisiológicas Eventos externos 40 https://www.infoescola.com/psicologia/cognicao/ https://www.infoescola.com/psicologia/cognicao/ https://www.infoescola.com/educacao/aprendizagem/ https://www.infoescola.com/educacao/aprendizagem/ OPINIÃO DE VYGOTSKY Compreendia que o funcionamento psicológico tem base biológica e apresenta funções psicológicas superiores, como: pensamento raciocínio planejamento memória atenção voluntária Partindo do ponto de vista genético e da compreensão da evolução humana e do organismo, pressupõe que as interações sociais propiciam o pensamento complexo quando internalizadas. L Como fruto dessas trocas e interações, o cérebro tem a capacidade de criar novos conhecimentos, isto porque o contato com outras experiências ativa as potencialidades do aprendiz em elaborar seus conhecimentos sobre os objetos, em um processo mediado pelo outro 41 40 OPINIÃO FILOSOFIA É no brinquedo que a criança aprende a agir numa esfera cognitiva em vez de uma esfera visual externa, dependendo das motivações internas e não unicamente dos incentivos fornecidos pelo objeto externo. O trabalho em duplas facilita o aprendizado, mas cabe ao professor acompanhar individualmente o aluno. O professor é o condutor do processo, atuando na zona de desenvolvimento proximal. A relação ensino-aprendizagem é um processo global de relação interpessoal que envolve alguém que aprende, alguém que ensina, e a escola é o lugar por excelência na qual o processo intencional ensino- aprendizagem ocorre, podendo envolver intervenção que conduza á aprendizagem. TEORIA DE VIGOTSKY Sociointeracionismo : nenhum conhecimento pode ser elaborado sozinho Acreditava que o desenvolvimento mental do aluno se determina em dois níveis: O erro faz parte do processo de aprendizagem. O professor não pode esperar que o aluno descubra sozinho seu erro. O nível de Desenvolvimento afetivo Área de Desenvolvimento Potencial . 42 OPINIÃO DE JEAN PIAGET Para ele, o desenvolvimento cognitivo ocorre em uma série de estágios sequenciais e qualitativamente diferentes, através do quais vai sendo construída a estrutura cognitiva seguinte, mais complexa e abrangente que a anterior. Considera a inteligência como resultado de uma adaptação biológica, aonde o organismo TEO COGNI JEAN procura o equilíbrio entre assimilação e acomodação para organizar o pensamento. (1896 O que determina o que o sujeito é capaz de fazer em cada fase do seu desenvolvimento é o equilíbrio correspondente a cada nível mental atingido. 43 EPISTEMOLOGIA GENÉTICA FILOSOFIA Os desenhos e pinturas infantis desempenham papel particularmente importante para a investigação da formação das estruturas intelectuais. A criação plástica, ao lado da linguagem e das atividades lúdicas, constitui uma das formas de representação, através das quais se revela o mundo interior da criança. Tese de que a filosofia é uma “ sabedoria” indispensável aos seres racionais, mas que não atinge um “saber” propriamente dito, provido das garantias e dos métodos característicos de controle, que se A epistemologia genética não é uma JEAN PIAGET (1896-1980) do ciência entre outras, mas uma matéria interdisciplinar que se ocupa com todas as ciências, Ela se difere da epistemologia tradicional, pois não estuda a gênese das estruturas e dos conceitos científicos. denomina conhecimento. Para Piaget, “a filosofia tem sua razão de ser e deve-se mesmo reconhecer que todo homem que não passou por ela é incuravelmente incompleto”. O professor teria a função de propor situações que ativassem o mecanismo de aprendizagem do educando, isto é, sua capacidade de reestruturar-se mentalmente procurando um novo equilíbrio. Supõe que ensinar é um esforço para auxiliar ou moldar o desenvolvimento. A teoria de Piaget não é propriamente uma teoria de aprendizagem e sim uma teoriade desenvolvimento mental 44 OPINIÃO DE HENRI WALLON Compreende o desenvolvimento cognitivo como um processo social e interacionista, no qual a linguagem e o entorno social assumem um papel fundamental. Assim como Piaget, Wallon também categoriza o desenvolvimento em TEORIA etapas, mas procura o COGNITIVISTA HENRI WALLON (1879-1962) entendimento do sujeito em sua integralidade: biológica afetiva social intelectual. Desta forma, a existência do indivíduo se dá entre as exigências do organismo e da sociedade e seu desenvolvimento ocorre por meio de uma construção progressiva em que predominam ora aspectos afetivos, ora cognitivos estabelecidos, através das relações entre um ser e um meio que se modificam reciprocamente. 45 40 TEORIA Estágio Personalismo (3 – 7 anos), evidencia-se nesse período o processo de formação da personalidade, com a predominância das relações afetivas expressas através de palavras e ideias. Estágio Categorial (7 – puberdade), grande avanço nos processos cognitivos predominância desses na relação com o meio. Teve a preocupação de reservar espaço especial para o meio social como espaço de construção da atividade física, mental e afetiva, ou seja, como espaço que oportuniza o desenvolvimento global. Para isto, ele dividiu em estágios nos quais podem explicar como o homem se desenvolve: Estes estágios se comunicam entre si, favorecendo a aprendizagem: e Estágio Projetivo (18 meses – 3 anos), inicia-se com muita força o simbolismo da linguagem, sua aquisição se torna cada vez mais elaborada, tornando esse período muito especial. O pensamento passa a ser expresso pelos gestos. TEORIA DE HENRI WALLON Estágio Impulsivo (0 – 6 meses), movimentação dos membros dentro do campo visual não coordenada, iniciada a partir do ato reflexo e dependente diretamente dos estados afetivos. Estágio Sensório-Motor (8 – 18 meses), predominância de ralações cognitivas com o meio, através da experimentação e curiosidade em relação aos objetos. A movimentação passa a ter finalidades afetivas, expressivas e tônicas, com a liberação progressiva das mãos. Estágio Emocional (6-8 meses), reações que foram associadas a alguma atividade, portanto, reforçadas e repetidas nessa fase. Preparação para a fase sensório-motora. 46 PRINCÍPIOS TEÓRICOS Comunicação Expressão Afetividade Responsabilidade Sociabilidade Autonomia Criatividade Reflexão TEORIA DE PAULO CÉLESTIN FREINET Senso cooperativo Para Freinet, a sala de aula não é um espaço físico determinado, mas a sala de aula é qualquer espaço onde o exercíxio do pensamento e da criatividade esteja presente e a serviço da sociedade TÉCNICAS Livro da vida Aula passeio Texto livre Imprensa Escolar Correção Fichário de conduta Plano de trabalho Correspondência Interescolar Auto-avaliação 47 PRINCÍPIOS PSICOPEDAGÓGICOS Princípio da liberdade: a criança tem o o máximo de autonomia para realizar seus gostos e necessidades, para buscar motivação para o conhecimento Princípio da individualidade: a criança realiza as atividades pessoais diferenciadas, mas sem perder o seu referencial. TEORIA DE DECROLY Princípio da atividade: trabalha a tendência dominante na criança e da inquietude e do movimento Princípio da intuição: implica na observação e exploração das coisas, empregando os sentidos Princípio da globalização: a A criança deve se educar para o presente, não para o futuro Defendia a sala de aula Dedicou-se ao trabalho em crianças com necessidades especiais criança pode apresentar dificuldades de perceber partes separadas e depois reconstruir. 48 O slogan Aprendemos Fazendo Dewey afirmava de Dewey: que OPINIÃO A escola não pode ser uma preparação para a vida; a escola é a própria vida. Vida e experiência devem estar sempre unidas no processo de aprendizagem. As ideias de Dewey tiveram grande influência no movimento de renovação da educação no Brasil na década de 1930, e são aproveitadas até hoje pelos os que acreditam na educação e na liberdade. crescemos somente quando participamos, resolvemos dificuldades e problemas comuns quando juntos TEORIA DE JOHN DEWEY Seu objetivo era enriquecer a experiência dos alunos, já que a vida significava modificações, também a aprendizagem implicava reconstrução constante, onde não se permitiam quaisquer objetivos finais e onde se tinha de impedir, acima de tudo a estagnação A escola não é um prelúdio da vida, mas representa uma sociedade em miniatura. A democracia não deve ser adiada; na sala de aula, a criança pode aprender cooperando e participando no trabalho em grupos; 49 TEORIA Rogers afirma que o educador deve concentrar a atenção não em ensinar, mas em criar condições que promovam a aprendizagem Para que o aluno aprenda, crie, produza intelectualmente, ele precisa sentir-se seguro, apoiado, o que não ocorre em climas severos, de censura, onde os alunos trabalham com alto nível de ansiedade e poucos produzem Para Rogers o importante é aprender a aprender. Não é o conhecimento em si que será de utilidade, e sim uma atitude de busca constante do conhecimento A preocupação de Rogers é com o aluno como pessoa. O importante é a autorealização da pessoa Parte de um enfoque essencialmente TEORIA DE CARL ROGERS humanístico que visa à aprendizagem “pela pessoa inteira”, uma aprendizagem que transcende e engloba: aprendizagens cognitivas, afetivas e psicomotora O professor deve ser o facilitador da aprendizagem, mas seu sucesso nesta tarefa repousa, sobretudo, em qualidades atitudinais como a autenticidade, a compreensão empática, a aceitação e a confiança no aprendiz; 50 O ensino das letras recortadas em madeira colorida fazia parte da sua proposta pedagógica Deve existir um material específico para cada objetivo educacional Um dos principais objetivos do seu método são as atividades motoras, intelectuais e sensoriais TEORIA No movimento da Escola Nova, Montessori ocupa um papel importante pelas técnicas introduzidas nos jardins de Infância e nas primeiras séries. Fazia oposição aos métodos tradicionais que não respeitavam as necessidades e os mecanismos evolutivos do desenvolvimento da criança. Temos como princípios fundamentais do método montessoriano, a atividade, a individualidade e a liberdade de movimentos de que a criança dispõe, e um vasto material didático que lhe é fornecido. TEORIA DE MONTESSORI Em relação à leitura e a escrita, na escola montessoriana, as crianças conhecem as letras e são induzidas na análise das palavras e letras, estando a mão treinada e reconhecendo as letras, as crianças podem ler e escrever palavras e orações inteiras. Defendeu a realização dos direitos da criança 51 TEORIA Paulo Freire disse que a educação de um país não é de uma pessoa só, mas do povo, de uma equipe. Para Paulo Freire, o diálogo é o elemento chave onde o professor e aluno sejam sujeitos atuantes. Em seu método, Paulo Freire propunha a exploração de tudo: palavras, frases, ditos, modos peculiares de falar, de contar o mundo. Isto visava revelar o mundo vivido pelos analfabetos. Desta forma, resultava num sucesso total. TEORIA DE PAULO FREIRE Sua atividade como educador levou-o a criação, em 1961 do chamado Movimento de Educação de Base, sob o patrocínio do Bispo D. Helder Câmara, ao mesmo tempo em que se tomava forma o método Paulo Freire de Alfabetização Professor e aluno fazem parte de um único contexto social, isto é, aprendem juntos, num processo de integração permanente. Defendeu a realização dos direitos da criança 52 2º MOMENTO 1º MOMENTO Tematização: seleção dos temas geradores e palavras geradoras, onde são realizadas a codificação e decodificação desses temas, buscando sempre o significado social Investigação temática: Investigação do universovocabular e estudo dos modos de vida na localidade (estudo da realidade). O método procurava recrutar os analfabetos da região escolhida e iniciava com as entrevistas nos “círculos de cultura”. O conjunto das entrevistas oferecia o universo vocabular local e delas se extraíam as palavras geradoras . que deveriam obedecer a três critérios básicos 3º MOMENTO Problematização: busca da superação da primeira visão ingênua por uma visão crítica, capaz de transformar o contexto vivido. METODOLOGIA DE FREIRE a. elas devem estar inseridas no contexto social dos educandos 1 ª fase: levantamento do universo vocabular dos grupos . b. devem abrigar uma pluralidade de sentidos da realidade social, cultural, política e outras c. devem englobar todos os fonemas da língua, para que com seu estudo sejam trabalhadas todas as dificuldades fonéticas 2 ª fase: escolha das palavras selecionadas do universo vocabular pesquisado. 3 4 ª fase: criação de situações existenciais típicas do grupo. ª fase: elaboração de fichas-roteiro que auxiliem os coordenadores de debate no seu trabalho. ª fase: elaboração de fichas com a decomposição das famílias fonéticas. 5 Esse conhecimento, gerado a partir das entrevistas, dava origem ao tema gerador geral 53 Empregava as letras do alfabeto presas a cartões, e introduziu lousas e lápis Professor é comparado ao jardineiro, que providencia as condições para a planta crescer O lar era para ele a melhor instituição de educação, base para a formação política, moral e religiosa TEORIA Considerado o reformador ou o promotor da escola popular. Embora a posição da pedagogia seja um pouco obscura, ele defende a ideia, de que a escola precisa simplificar os conteúdos dados e evitar a decoreba. Fundamenta a educação no respeito e no amor, como forma de reconhecer, manter e promover em cada ser a dignidade da pessoa. TEORIA DE PAULO Pestalozzi foi o educador que pôs em prática os princípios do empirismo: o educar é “construir na mente do aluno uma experiência definida a luz da percepção sensorial clara" PESTALOZZI A religião é mais profunda do que dogmas, ou credos Deu novo impulso à formação de professores e ao estudo da educação como uma ciência O ensino deve começar dos elementos mais gradualmente, desenvolvimento da criança simples e processar-se segundo o 54 WILLIAM JAMES O QUE É? William James descreveu a capacidade dos indivíduos de buscar a resolução de problemas para se adaptar melhor ao meio, tendo um papel ativo e autônomo nesse processo. A consciência, então, passa a ser compreendida como um fluxo, um movimento dos seres humanos em direção ao mundo Willian James afirmava que orientar necessidade alguém de sobre a tomar determinadas decisões para sua adaptação ao meio, quando feito de maneira eficiente, poderia trazer Considerando a teoria dos três eus”, James afirmava que seria possível uma pessoa tomar decisões que a prejudicassem fisicamente como forma de reafirmar um aspecto social, ou seja, o ambiente é um fator importante nesse processo bons resultados. FUNCIONALISMO “ Apesar de ser munido de aspectos individuais, subjetividade, e ter intencionalidade em suas ações, ele nem sempre age de maneira consciente. Existe uma diferenciação entre a escolha e o hábito: na primeira, há consciência e intencionalidade; no segundo, há o ato involuntário ou automático 55 BEHAVIORISMO EDWARD TOLMAN Objeto de estudo o comportamento. Essa teoria psicológica defende que a psicologia humana ou animal pode ser objetivamente estudada por meio de observação de suas ações, ou seja, observando o comportamento. Incluir o fator mental e, então, reformulando o que era proposto na equação E-R (estímulo- resposta), sugeriu a fórmula E--O- R (estímulo-organismo-resposta). Tolman considerava a mente humana como um sistema capaz de comandar comportamentos e aprender novos repertórios Em 1932, Tolman afirmou que o comportamento aprendido teria como A adaptação do homem ao ambiente é um dos objetos de estudo da psicologia cognitiva SKINNER Uso de reforços positivos para controlar comportamento individual ou coletivo. ou modificar o BEHAVIORISMO Reforço positivo: acrescentar algo prazeroso ou que satisfaça uma necessidade. Reforço negativo: retirar algo desagradável. Punição positiva: acrescentar algo aversivo. Punição negativa: retirar algo prazeroso ou que satisfaça uma necessidade Usa o método de aproximação sucessiva, em que o reforço é dado em fases de ações (simples) que vão gradativamente aproximando o comportamento atual do comportamento final desejado (complexo). 56 GESTALT SIGNIFICADO A psicologia cognitiva social contou com contribuições de estudos desenvolvidos por pesquisadores como Max Wertheimer (1880–1943), Kurt Lewin (1890–1947), Fritz Heider (1896– A teoria da gestalt é contra a ideia de que a percepção se dá por meio da soma de elementos. Para os pesquisadores da gestalt, a combinação entre as coisas percebidas é realizada pela percepção, podendo surgir algo que não pode ser encontrado na simples acumulação dos elementos. Isso significa que simplificamos, unimos e completamos aquilo que observamos para torná-lo mais familiar e conhecido, de modo que faça sentido em relação ao conteúdo que já conhecemos 1 988) e Solomon Asch (1907–1996), Gestalt, significa organização, isto é, a forma como a percepção organiza determinado contexto. Em outros momentos, pode significar forma, como a forma do objeto em si, estrutura ou padrão. TEORIA DE GESTALT 57 PROXIMIDADE SIMPLICIDADE/PREGNÂNCIA Temos a tendência de agrupar as partes que estejam próximas no tempo ou no espaço. buscamos a “boa gestalt”, simétrica, simples e estável, mesmo que ela esteja apenas sugerida e com vários detalhes ao redor. TEORIA DE GESTALT: CARACTERÍSTICA DA PERCEPÇÃO CONTINUIDADE tendemos a seguir uma direção para ligar os elementos de forma que pareçam sem interrupção. FIGURA-FUNDO o objeto observado, ou parte do objeto observado, ao receber mais atenção e foco da percepção, é chamado “figura”. Porém, os outros objetos, ou suas partes, não deixam de existir, tornando-se o que se denomina SEMELHANÇA as partes parecidas tendem a ser unidas, criando um agrupamento. “ fundo”. Podemos, contudo, alternar o PREENCHIMENTO completamos os espaços faltantes das figuras para que se aproximem de formas mais conhecidas. foco, transformando em figura outros objetos ou partes, tornando fundo todo o restante 58 DIDÁTICA QUE É? Tem como objeto de estudo o processo de ensino na sua globalidade, isto é, suas finalidades: A didática opera a interligação entre teoria e prática. Ela engloba um conjunto de conhecimentos que entrelaçam contribuições de diferentes esferas científicas (teoria da educação, teoria do conhecimento, psicologia, sociologia etc.), junto com requisitos de operacionalização. Isto justifica um campo de estudo com identidade própria e diretrizes normativas de ação docente, que nenhuma outra disciplina do currículo de formação de professores cobre ou substitui. Esta é a razão pela qual é tomada como “disciplina integradora” sociopedagógicas princípios condições meios de direção organização do ensino e da aprendizagem. DIDÁTICA I Nesse sentido, define-se como direção do processo de ensinar, no qual estão envolvidos, articuladamentEe: fins imediatos (instrutivos) mediatos (formativos) procedimentos adequados ao ensino e à aprendizagem. Ou seja, a atividade teórica e a atividade prática que se unificam na práxis de quem ensina. 59 NO BRASIL Tentativas de estudiosos da didática em atribuir-lhe adjetivos: didática fundamental didática histórico-social É pelo estudo ativo das matérias, pelos métodos de assimilação ativa providos pelo professor, pela observação,análise e síntese em relação aos objetos de conhecimento que os alunos podem desenvolver sua capacidade crítica e formar convicções. Uma pedagogia é crítica quando o aluno se reconhece nas ideias e atitudes às quais o professor o ajuda a chegar, nas experiências que ele mesmo vivenciou com base nos elementos daquilo que lhe foi ensinado; e sobretudo, quando encontra em tal ensino uma resposta mais lúcida a uma dificuldade que havia efetivamente experimentado. didática crítico-social: constitui-se no processo de assimilação ativa da experiência cultural acumulada, de modo a possibilitar aos alunos, a partir de suas próprias forças intelectuais e práticas, o domínio de conhecimentos, habilidades, hábitos, convicções, o desenvolvimento de suas capacidades cognoscitivas e operativas e, junto com isso, a leitura crítica da realidade (consciência crítica). DIDÁTICA II didática prática São esforços feitos para explicitar uma contraposição à didática corrente, tradicional ou instrumental. 60 ÉTICA Pretende expor os princípios e a missão, bem como os valores de No respeito, na dignidade e na integridade do ser humano, objetivando o desenvolvimento harmônico do Ser e dos seus valores, munindo-se de técnicas adequadas, assegurando os resultados propostos e a qualidade satisfatória da educação; uma determinada profissão, constituindo, dessa maneira, uma ferramenta norteadora para a funcionalidade de todo e qualquer profissional Na defesa da democracia, respeitando as posições filosóficas, políticas, religiosas e culturais, analisando crítica e historicamente a realidade em que atua, buscando a socialização do saber; Na promoção do bem-estar dos Na definição de suas CÓDIGO DE ÉTICA I sujeitos e da comunidade atuando a favor destes com aplicação de várias áreas do responsabilidades, direitos e deveres de acordo com os princípios Declaração Universal dos Direitos Humanos, no Estatuto da Criança, Adolescente e no Estatuto do Idoso na legislação educacional em vigo estabelecidos na conhecimento humano, selecionando métodos, técnicas e práticas que possibilitem a consecução do ato de educar; Na responsabilidade profissional por meio de um constante desenvolvimento pessoal, científico, técnico e ético; 61 60 CÓDIGO DE ÉTICA II DEVERES: Zelar para que o exercício profissional seja efetuado com a máxima dignidade, recusando e denunciando situações em que o indivíduo esteja correndo risco ou o exercício profissional esteja sendo aviltado Respeitar a dignidade e os direitos fundamentais da pessoa humana Ter uma filosofia de vida que permita o respeito à justiça, a transmissão de segurança e a firmeza para todos aqueles com quem se relaciona profissionalmente Atuar com elevado padrão de competência, senso de responsabilidade, zelo, discrição e honestidade; Respeitar os códigos sociais e as expectativas comunidades com as quais realize seu trabalho morais das Manter-se atualizado quanto aos Prestar desinteressadamente, campanhas educativas e situações de emergência dentro de suas possibilidades serviços profissionais, em conhecimentos científicos e técnicos, corroborando com pesquisas que tratem o fenômeno do desenvolvimento humano; Assumir somente a responsabilidade de tarefas para as quais está ca- pacitado, recorrendo a outros especialistas sempre que for necessário Colocar-se a serviço do bem comum da sociedade, sem permitir que Lutar pela expansão da Pedagogia e defender a qualidade na sua profissão prevaleça qualquer interesse Manter a atitude de colaboração e solidariedade com colegas; particular ou de classe 62 CÓDIGO DE ÉTICA III DEVERES: Denunciar falhas em regulamentos, normas e programas da instituição em que trabalha, quando estes estiverem ferindo os princípios e as diretrizes curriculares do Curso de Pedagogia, bem como o Código de Ética, mobilizando, inclusive, o Empregar com transparência as verbas sob a sua responsabilidade, de acordo com os interesses e as necessidades coletivas dos usuários Dar conhecimento ao Conselho Federal e/ou Regional de Pedagogia as instituições públicas e particulares que tenham atos que possam prejudicar alunos, suas famílias, membros da comunidade ou outros profissionais Conselho necessário Regional caso seja Denunciar ao Conselho Federal e/ou Regional de Pedagogia as insti- tuições públicas ou privadas onde as condições de trabalho não sejam dignas ou depreciem, monetária e moralmente, nas diferentes mídias, a formação e a atuação do profissional pedagogo Denunciar ao Conselho Regional os profissionais Pedagogos e/ou as Instituições que não atendam aos preceitos científicos da profissão e que, notoriamente, ferem o Código e outros parâmetros legais; 63 CÓDIGO DE ÉTICA IV NÃO PODE FAZER: Adulterar, interferir em resultados de desempenho que depreciem indivíduos ou grupos Apresentar resultados de desempenho que depreciem indivíduos ou grupos publicamente os Usar títulos que não possua; Usar de privilégio profissional ou faculdade decorrente de função para fins discriminatórios ou para auferir vantagens pessoais; Usar ou permitir tráfico de influência para obtenção de emprego, des- respeitando concursos ou processos seletivos; Exercer sua autoridade de maneira a limitar ou cercear o direito de participação do próximo Decidir, livremente, sobre seus interesses, sem anuência destes Induzir a convicções políticas, filosóficas, morais ou religiosas no Desviar, para atendimento particular próprio, os casos da instituição onde trabalha; exercício de suas funções profissionais 64 BASES PARA O ENSINO PRINCÍPIOS, ARTIGO 206 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 I - igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola; II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber; III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; V - valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei, por planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas; VI - gestão democrática do ensino público na forma da lei; VII - garantia de padrão de qualidade; VIII - piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação escolar pública nos termos de lei federal. Parágrafo único: A lei disporá sobre as categorias de trabalhadores considerados profissionais da Educação Básica e sobre a fixação de prazo para a elaboração ou adequação de seus planos de carreira, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios (BRASIL, 1988) 65 EDUCAÇÃO INCLUSIVA PRINCÍPIOS Objetivo garantir o direito de todos à educação. igualdade de oportunidades e a valorização das diferenças humanas, Toda pessoa tem o direito de acesso à educação de qualidade na escola regular e de atendimento especializado complementar, de acordo com suas especificidades. Esse direito está em consonância com a Declaração Universal dos Direitos Humanos e outras convenções compartilhadas pelos países membros das Nações Unidas. contemplando as diversidades: étnicas sociais culturais intelectuais físicas EDUCAÇÃO INCLUSIVA Toda pessoa aprende, é papel da comunidade escolar desenvolver estratégias pedagógicas que favoreçam a criação de vínculos afetivos, relações de troca e a aquisição de conhecimento sensoriais A experiência de interação entre Modelos de ensino que pessoas diferentes é pressupõem fundamental para o pleno homogeneidade desenvolvimento de qualquer um. processo O ambiente heterogêneo amplia aprendizagem a percepção dos educandos sustentam A diversidade é uma característica inerente a qualquer serno humano. É abrangente, complexa e irredutível. Portanto, a de educação inclusiva, orientada pelo direito à igualdade e o e respeito às diferenças, deve considerar não somente as padrões pessoas tradicionalmente excluídas, mas todos os sobre pluralidade, estimula sua inflexíveis de avaliação estudantes, educadores, famílias, gestores escolares, empatia competências intelectuais. e favorece suas geram, inevitavelmente, gestores públicos, parceiros etc exclusão. 66 ASSOCIAÇÃO DE PAIS E MESTRES (APM) Também conhecida por associação de pais, alunos e mestres (APAM), é importante instância colegiada da escola. CONSELHO ESCOLAR O Projeto Político-Pedagógico (PPP) é o documento de identidade da escola O conselho escolar é entendido como um espaço de discussão e tomada de decisões, permitindo que docentes, alunos, pais e demais funcionários da escola que expressem as suas reivindicações. É uma instituição auxiliar que tem como finalidade colaborar no aprimoramento da educação e na NORMAS ORGANIZATIVAS integração família-escola- comunidade A APM (ou APAM) contribui para a autonomia da escola, favorecendo a participação de todos os envolvidos na tomada de decisões. GRÊMIO ESTUDANTIL É uma organização que representa os interesses dos alunos, permitindo aos estudantes a tomada de decisões acerca do processo escolar. É, portanto, um instrumento de participação dos educandos na vida escolar, o que fortalece o respeito de direitos, deveres e convivência comunitária 67