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AUDITORIA DA QUALIDADE Unidade 3 CEO DAVID LIRA STEPHEN BARROS DIRETORA EDITORIAL ALESSANDRA FERREIRA GERENTE EDITORIAL LAURA KRISTINA FRANCO DOS SANTOS PROJETO GRÁFICO TIAGO DA ROCHA AUTORIA PERI DA SILVA SANTANA 4 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 A U TO RI A Peri da Silva Santana Sou Mestre em Engenharia da Produção, Pós-Graduado e Especialista em Estratégia e Gestão Estratégica, Graduado em Administração e com Licenciatura em Sociologia. Especialista em Administração e Gestão Estratégica, com Aperfeiçoamento em Estudos Sociais e Licenciado em Sociologia pela FIC. Fui aluno especial nas disciplinas da Universidade de São Paulo-USP, no Programa de Mestrado em Administração/FEA-USP na disciplina: Gestão da Qualidade de Vida no Trabalho (GQVT), no Programa de Mestrado em Comunicação/ECA-USP na disciplina “As aventuras estéticas da Publicidade” e, na USP-Leste EACH, no programa de Gestão Têxtil, na disciplina “Gestão e modelagem matemática”. Sou Especialista e Pós-Graduado lato sensu em Administração Estratégica Empresarial, com extensões pela Fundação Getúlio Vargas FGV-EAESP em Gestão Estratégica, pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) em CRM (Customer Relationship Management) e em Relacionamento com o Cliente, pela Fundação Vanzolini em FMEA (Failure Modes and Effects Analysis) e em Análise do Tipo e Efeito de Falha, pela Fundação Faculdade Trevisan em Planejamento Estratégico e em Didática do Ensino Superior pelo Instituto e Fundação IPEC. Tenho experiência e vivência na área de Administração e Gestão, processos gerais de gestão, auditoria e glosa, logística, departamento financeiro, automação bancária, indústria e gráfica. Atuo principalmente nos temas de administração, estratégia, comunicação, planejamento, logística e gestão. Sou apaixonado pelo que faço e adoro transmitir minha experiência de vida àqueles que estão iniciando em suas profissões. Por isso fui convidado pela Editora Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. Estou muito feliz em poder ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte comigo! 5AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 ÍC O N ES 6 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 SU M Á RI O Conformidades ......................................................................... 9 Constatações de não conformidades .................................... 17 Constatações de não conformidades ............................................................19 Não conformidades com o sistema de gestão da qualidade .................... 21 Ferramentas da qualidade ..................................................... 30 Conclusão e reunião de encerramento ................................. 45 Encerramento e conclusão .............................................................................45 Reunião de encerramento ..............................................................................51 7AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 A PR ES EN TA ÇÃ O A auditoria da qualidade tem um papel importante nas organizações que as adotam e que sabem trabalhar com ela. Consiste em avaliar e adaptar processos de acordo com as disposições impostas pelo planejamento estratégico Nesta unidade 3, vamos ver as conformidades e não conformidades, resumo, conclusão e a reunião de encerramento que ocorre por meio da coleta sistemática e documentada de informações, a fim de identificar, registrar e obter evidências objetivas acerca das áreas de não conformidade em relação aos parâmetros determinados e apontar quais são as causas. Pode-se dizer, portanto, que a auditoria da qualidade é um processo organizado para a coleta de informações, tornando possível o reconhecimento das ações coercitivas a serem tomadas para que o progresso seja alcançado. Atualmente, grandes organizações e empresas com grandes investimentos e controles internos e externos investem em auditoria. São realizadas e feitas as evidências da auditoria, as quais devem ser avaliadas de acordo com o critério do auditado para gerar as constatações. Antes da reunião de encerramento, a equipe da auditoria deve reunir-se para analisar as constatações e acordar quanto às conclusões. A equipe da auditora deve realizar uma reunião de encerramento com o responsável pelas funções ou processos auditados. Entendeu? Ao longo desta unidade letiva você vai mergulhar neste universo! 8 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 O BJ ET IV O S Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 3. Nosso objetivo é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o término desta etapa de estudos: A competência nada mais é que a capacidade de estar apto a usar e de ter conhecimento em determinado assunto ou área, o que se dará dentro do nosso objetivo, que é de auxilio e apoio ao discente no desenvolvimento das competências profissionais. Ao término da disciplina e módulo, o aluno será capaz de: 1. Interpretar as funções da auditoria da qualidade, de conformidades. 2. Classificar e conhecer o entendimento das não conformidades. 3. Identificar as ferramentas da qualidade. 4. Executar os processos da conclusão e a reunião de encerramento e relatórios. Vamos lá, preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento? Ao trabalho! 9AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 Conformidades OBJETIVO Ao término deste capítulo, você será capaz de interpretar as funções da auditoria da qualidade e de conformidades. Isso será fundamental para o exercício de sua profissão. As pessoas que desconsideraram essas instruções tiveram problemas, especialmente quanto à imagem organizacional. E então? Motivado para desenvolver essa competência? Então vamos lá. Avante! Atualmente, padronizar processos produtivos e de gestão é uma necessidade para as empresas. A carência de conformidade de processos gera graves consequências nas atividades das organizações, como a entrega de produtos de qualidade abaixo da exigida em um mercado competitivo. DEFINIÇÃO Conformidade é o conceito que designa as ações que são essenciais para que uma entidade esteja de acordo com as normas, as legislações e boas práticas do seu setor de atuação. Figura 1– Conformidade Fonte: Pixabay. 10 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 Por meio da conformidade de processos, uma empresa não se desvia da sua área e não perderá tempo e dinheiro por descumprir determinada norma. A gestão da conformidade ocorre por intermédio do monitoramento contínuo dos processos, com o intuito de garantir a adequação e o sucesso da empresa no contexto em que ela está inserida. A ausência de conformidade de processos é uma complicação em muitas entidades. Entre as principais consequências está o destaque baixo no mercado de atuação e a inexistência de indicadores de desempenho dos processos, que são fundamentais para os gestores esboçarem melhorias e embasarem suas tomadas de decisão. Zelar pela conformidade de processos é imprescindível para uma empresa. Figura 2– Conselho Fonte: Pixabay. 11AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 SAIBA MAIS Na análise da qualidade, temos uma avaliação da adaptação da eficácia das disposições planejadas da qualidade pela coleta e utilização das evidências. Acesse. A avaliação da conformidade busca atender a preocupações sociais, estabelecendo uma relação de confiança com o consumidor, indicando-lhe que o produto, serviço ou processo está em conformidade com requisitos determinados. Por outro lado, não pode tornar-se um encargo para a produção, não devendo envolver recursos maiores do que aqueles que a sociedade está disposta a investir. Destarte, a avaliação da conformidade é bem-sucedida na medida em que proporciona confiança ao consumidor e, ao mesmo tempo, exige a menor quantidade possível de recursos para atender às necessidades dos stakeholders.A avaliação da conformidade assegura ao consumidor que o produto, processo ou serviço está de acordo com as normas ou regulamentos preestabelecidos em relação aos critérios que envolvam, principalmente, a saúde e a segurança do consumidor, como a proteção do meio ambiente. Outrossim, indica ao empresário as características técnicas que seu produto deve apresentar para adequar-se às normas ou regulamentos referidos. Conformidade se refere a algo tangível. Determinado item está em conformidade caso cumpra a forma, o ajuste e os https://www.infoescola.com/administracao_/auditoria-da-qualidade/ 12 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 requisitos funcionais. Caso determinado item seja aprovado na inspeção, estará em conformidade. IMPORTANTE Um certificado de conformidade aponta que as regras foram seguidas na concepção e na entrega do produto ou serviço. Figura 3 – Qualidade Fonte: Pixabay. Em outras palavras, baseado em Arter (2003), podemos entender de forma genérica que as auditorias de conformidade: • São desenvolvidas para assegurar que as operações estão sendo executadas corretamente. • São reativas. • As regras são inquestionáveis: somente um procura atender a conformidade. • São binárias: as regras estão sendo seguidas ou não. 13AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 Figura 4 – Decisão Fonte: Pixabay. Auditoria de conformidade: foca em determinar se um objeto particular está em conformidade com normas identificadas como critérios. A auditoria de conformidade é realizada para avaliar se atividades, transações financeiras e informações cumprem, em todos os aspectos relevantes, as normas que regem a entidade fiscalizada. Figura 5– Lista de regras Fonte: Freepik. 14 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 Segundo Arter (2003), a auditoria de conformidade tem como objetivo a conformidade com um conjunto de regras. Essas regras não podem ser questionadas, pois estão pré-definidas. Observe alguns exemplos de conformidade: • Auditorias fiscais - realizadas por agentes de receita em nível local, estadual e nacional. Eles observam se os impostos estão relatados e pagos segundo os códigos fiscais. • Auditorias financeiras - correspondem as auditorias convencionais de controles contábeis, a exemplo de contas a pagar, contas a receber e folha de pagamento. São executadas internamente, dentro de uma organização ou externamente em outra empresa. Oferecem garantias à gestão e aos acionistas de que os balanços e demonstrações de resultados são precisos. • Auditorias regulatórias - o governo é responsável por regular determinadas atividades de sociedade, a exemplo da produção de energia, da gestão do meio ambiente, da produção de alimentos, da proteção de colaboradores e do uso de dispositivos médico, e pela saúde e a segurança dos consumidores relevantes nessas áreas regulamentadas. No geral, os auditores observam que essas leis e regulamentos estão sendo implementados. 15AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 Figura 6 – Proteção ambiental Fonte: Pixabay. • Auditorias de alto risco - se refere à auditoria do produto antes dele ser colocado em serviço. Os auditores observam a inspeção, os registros de qualificação, bem como outras formas de prova. • Auditorias de registro - organizações são contratadas para avaliar a conformidade dos fornecedores com novos padrões. Acordos multilaterais estimulam a aceitação de resultados e as fronteiras internacionais. 16 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 RESUMINDO E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido as funções da auditoria da qualidade, de conformidades. Conformidade é o conceito que designa as ações que são essenciais para que uma entidade esteja de acordo com as normas, as legislações e boas práticas do seu setor de atuação. Ela permite atender a preocupações sociais, estabelecendo uma relação de confiança com o consumidor, indicando-lhe que o produto, serviço ou processo está em conformidade com requisitos estabelecidos. Por outro lado, não pode tornar- se um encargo para a produção, não devendo envolver recursos maiores do que aqueles que a sociedade está disposta a investir. Destarte, a avaliação da conformidade é bem-sucedida na medida em que proporciona confiança ao consumidor e, ao mesmo tempo, exige a menor quantidade possível de recursos para atender às necessidades dos stakeholders. Mostramos exemplos de conformidade: auditorias fiscais, auditorias financeiras, auditorias regulatórias, auditorias de alto risco e auditorias de registro. 17AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 Constatações de não conformidades OBJETIVO Ao término deste capítulo, você será capaz de classificar e conhecer o entendimento das não conformidades. Isso será fundamental para o exercício de sua profissão. As pessoas que desconsideraram essas instruções tiveram problemas, especialmente quanto a formas de evitá-las. E então? Motivado para desenvolver essa competência? Então vamos lá. Avante! Após as evidências serem coletadas e antes de compor o relatório final de auditoria, a equipe de auditoria designada deve encontrar-se com a gerência da entidade auditada e com os responsáveis pelas funções que foram alvo da auditoria. Nesse momento, as descobertas da auditoria devem ser divulgadas para a organização ou área que sofreu a auditoria, de forma que ela possa compreender com clareza as descobertas e reconhecer sua base factual. Todas as divergências devem ser solucionadas antes que seja gerado o relatório final de auditoria. As decisões finais relativas a significância e descrição das descobertas devem ficar sob a responsabilidade do auditor incumbido de liderar o processo, embora a parte interessada auditada ou o cliente possam continuar discordando de algumas partes do parecer. O passo fundamental ao final dos serviços é a organização e disseminação de um relatório objetivo e claro completo, mas simplificado. O auditor líder opera juntamente ao cliente para definir quais tópicos e evidências comprovadas devem ser incluídas no diagnóstico cabal dos trabalhos de auditoria. Essa pessoa é incumbida da composição final do trabalho e da sua assinatura oficial. 18 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 Segundo a própria ISO 9000:2015, não conformidades consistem no não atendimento a um requisito predeterminado. Esses parâmetros podem variar entre elementos exteriores, tais como as normas ISO, e aspectos internos, como os sistemas e procedimentos da organização. Caso o empreendimento tenha optado por manter um procedimento de testes para formalizar e padronizar o processo de checagem, e nesse processo estiver estabelecido que todos os produtos que saem da linha de montagem devem ser 100% testados, esse é um requisito estabelecido pela entidade e terá de ser cumprido. Pode-se achar um tanto exagerado verificar todas as peças que saem da linha de produção, contudo o importante é compreender que esse é um parâmetro da organização e que, por essa razão, deve ser executado. Caso perceba-se que tal procedimento não é necessário, é preciso atualizar o processo, melhorando-o. As não conformidades também podem estar relacionadas aos processos que geraram resultados insatisfatórios, ou seja, produtos não conformes e que não atendem a determinado parâmetro, como as normas ISO, processos e procedimentos da entidade. Para que os processos produzam produtos conformes, as empresas têm adotado cada vez mais sistemas de gestão, como a norma ISO 9001: 2015, que auxilia a padronização dos métodos e práticas de uma organização, garantindo, assim, produtos dentro dos requisitos esperados pelos clientes e aumentando a qualidade das saídas da organização. Comumente, esses sistemas utilizam a metodologia PDCA para implementar as melhoriasprovenientes das não conformidades (NCs), assegurando um ciclo de análises e a preparação de planos de ação mais eficientes. 19AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 Figura 7 – PDCA Fonte: Pixabay. Constatações de não conformidades O conceito de não conformidade refere-se ao não atendimento a determinado requisito. Cada requisito que deixa de ser atendido resulta em uma não conformidade. Dessa forma, cada não conformidade identificada relaciona-se a algum requisito não atendido. Por isso, quando não houver nenhum requisito estatutário, contratual ou legal, não se deve categorizar um evento como não conformidade, mas, sim, como uma oportunidade de melhoria. Caso seja constatada uma não conformidade, será necessária a implementação de uma ação corretiva. DEFINIÇÃO Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Donec non elit eros. Fusce at pharetra dui, et dignissim lorem. Duis dapibus nisl non sodales elementum. Quisque neque nibh, gravida quis augue a, commodo facilisis ex. 20 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 DEFINIÇÃO Correção diz respeito à ação voltada a eliminar uma não conformidade identificada. Essa ação deve modificar a não conformidade de forma que ela se transforme em conformidade, por meio de um reparo ou retrabalho. Ações remediadoras, temporárias e momentâneas não representam correção, pois não eliminam a não conformidade. Na grande maioria das situações, existe mais de uma causa real. Nesses casos, cada ação efetivamente implementada em uma ou mais dessas causas será classificada como ação corretiva. A ação preventiva é o ato de eliminar a causa de uma potencial não conformidade ou outra situação potencialmente indesejável. A ação preventiva concentra-se em prevenir uma não conformidade que pode vir a ocorrer. Sempre que houver a eliminação ou pelo menos a diminuição da potencialidade de uma situação indesejável, ou de uma potencial não conformidade, uma ação preventiva estará sendo adotada. Realizar exames periódicos conforme cada faixa etária é uma ação preventiva. Com relação à melhoria contínua, considera-se uma atividade regular que tem como objetivo maximizar a capacidade de atender a determinados requisitos, o que poderá ser atingido com o aumento da eficácia e da eficiência dos processos. O processo de estabelecer objetivos e identificar oportunidades de melhoria é contínuo, por meio do uso das constatações e conclusões de uma auditoria, das análises críticas pela direção, da análise de dados ou outros meios que geralmente nos conduzem às ações corretivas ou às ações preventivas. O objetivo da melhoria contínua é, por conseguinte, aumentar a probabilidade de fazer crescer a satisfação dos clientes e de outros stakeholders. 21AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 Não conformidades com o sistema de gestão da qualidade Eficácia refere-se a alcançar os objetivos definidos no planejamento estratégico. Assim, trata-se da extensão na qual as atividades planejadas são implementadas e os resultados, planejados e atingidos. Isso significa executar exatamente o que foi planejado. Se o planejado tem um ponto mínimo como referência, implementar o plano ou até mais que o plano será considerado eficácia. Apenas se deve declarar algo ineficaz quando o que foi planejado não tenha sido realizado ou quando não se tenham alcançado os resultados previstos. Figura 8 – Ilustração do alvo e da flecha Fonte: Freepik. 22 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 Já a eficiência é a relação estabelecida entre o resultado atingido e os recursos utilizados. Na análise de eficiência, é preciso avaliar o atingimento dos resultados, levando em conta os recursos aplicados. Figura 9 – Eficiência Fonte: Pixabay. Se o resultado previsto é obtido, há economia nos recursos disponíveis, e será considerada mais eficiente do que aquele que também obteve o mesmo resultado, mas aplicou o valor exato dos recursos disponíveis. Então teremos várias combinações entre eficácia, eficiência, ineficácia e ineficiência. Isso dependerá do realizado em relação ao planejado e da aplicação dos recursos para obtenção de tal resultado. É preciso que haja evidências de auditoria o bastante para subsidiar as descobertas da auditoria, tanto acerca da conformidade, quanto das não conformidades com o sistema de gestão da qualidade (SGQ). As informações coletadas por meio de entrevistas devem ser averiguadas e checadas por informações de apoio advindas de fontes independentes, como observações, 23AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 registros e resultados de mensurações documentados e comparados com os parâmetros requeridos por um sistema de gestão de qualidade eficaz. Figura 10 – Diferentes fontes de dados Fonte: Freepik. Devem ser registradas todas as descobertas relevantes da auditoria e as análises devem apontar que ponto SGQ está em conformidade e qual não se encontra em conformidade. Todas as constatações devem ser explicitamente expressas e relacionadas aos requisitos protocolares que as norteiam, de maneira a permitir a elucidação de eventuais inadimplências e não conformidades. 24 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 ACESSE Etapas do sistema de qualidade. Veja mais no QR Code. Síntese do tema: A ação corretiva é adotada a fim de eliminar a causa de uma não conformidade ou de uma situação indesejável. Observa- se que há uma relação de causa e efeito entre ação corretiva e correção. Com a ação corretiva, evitamos a reincidência ou reduzimos a probabilidade de uma não conformidade ocorrer novamente. Os itens ou serviços não conformes podem ser observados nas seguintes situações: 1. Reclamações de clientes relacionadas a produtos: no geral, as organizações têm informações documentadas para gerenciar as reclamações do cliente. Alguns procedimentos de qualidade que permitem lidar com reclamações de clientes são: • Anotação de não conformidades relatadas por clientes. • Levantamento de não conformidade e ações corretivas. • Tratamento das experiências dos clientes. • Conclusão da reclamação do cliente. https://blog.softexpert.com/4-etapas-essenciais-auditorias-de-qualidade/ 25AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 2. Verificação de produtos providos externamente: a organização estabelece as atividades de verificação essenciais para garantir que os processos, produtos e serviços satisfaçam seus requisitos. 3. Implementação de processos de produção: diz respeito à implementação de ações corretivas para os produtos não conformes relatados por clientes, bem como aqueles constatados na verificação de itens. No que diz respeito às ações de correção executadas para as não conformidades identificadas, Natarajan (2017) destaca: • Devolução de itens aos fornecedores externos. • Segregação. • Retrabalho e reinspeção. • Aceitação sob concessão. Para Natarajan (2017), o método utilizado para implementar ações corretivas é o mesmo para itens não conformes e para itens observados durante os processos de produção. De forma genérica, entende-se que os fornecedores externos ficam responsáveis pela execução das ações corretivas. Por sua vez, a organização conclui as não conformidades observadas depois de receber informações de ações corretivas de fornecedores externos. Natarajan (2017) destaca que ações corretivas são identificadas para não conformidades, considerando: • Revisão e análise da não conformidade. • Estabelecimento das causas da não conformidade. • Levantamento das ações corretivas para remover as causas de inconformidade. 26 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 • Escolha de ações corretivas apropriadas para imple- mentação. • Identificação da existência de não conformidade similar ou da possibilidade de ocorrência em outros processos e produtos para começar as ações preventivas. Segundo Natarajan (2017), as ações corretivas direcio- nadas à não conformidade são implementadas em processos, modificandoos documentos de engenharia associados aos pro- dutos. Caso necessário, os riscos e oportunidades estabelecidos durante o planejamento precisam ser atualizados. Por sua vez, a eficácia dessas iniciativas é avaliada. Caso as ações sejam inefica- zes, o processo de identificação de iniciativas corretivas tem de ser repetido. Para Natarajan (2017), as informações documentadas têm de ser retidas para oferecer evidências para: • A natureza de não conformidades. • A natureza de correções. • Os achados das ações corretivas. Natarajan (2017) destaca que as ações para melhoria contínua podem ser levantadas por meio das seguintes fontes: a. Os resultados da análise e avaliação: monitoramento e mensurações são executados para os resultados relativos às necessidades, mensurando os desempenhos dos processos de sistemas de gestão da qualidade, associados aos resultados, usando os Key Performance Indicators (KPIs). 27AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 Figura 11 - Régua Fonte: Pixabay. Para Natarajan (2017), as consequências são: • Conformidade de produtos e serviços. • O grau de satisfação do cliente. Figura 12 – Satisfação Fonte: Freepik. 28 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 • O desempenho da eficácia do SGQ. • Se o planejamento foi implementado de forma eficaz. • A eficácia das ações tomadas para lidar com riscos e oportunidades. • O desempenho de fornecedores externos. b. Os resultados da análise crítica da gestão dizem respeito aos debates relativos às entradas da análise. Nesse sentido, relacionam-se às informações armazenadas para uma análise crítica da gestão de entradas, bem como para as saídas da revisão. Os achados dessas discussões são sintetizados como decisões e pontos de ação, organizados como: • Oportunidades para aperfeiçoar a eficácia do Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ). • Necessidades de modificações no SGQ • Necessidades de recursos e de melhorias no conhecimento organizacional. 29AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 RESUMINDO E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido a classificar e conhecer o entendimento das não conformidades. O conceito de não conformidade refere-se ao não atendimento a determinado requisito. Cada requisito que deixa de ser atendido resulta em uma não conformidade. Caso seja constatada uma não conformidade, será necessária a implementação de uma ação corretiva. Correção diz respeito à ação voltada de eliminar uma não conformidade identificada. Por sua vez, entendemos que as ações remediadoras, temporárias e momentâneas não representam correção, pois não eliminam a não conformidade. Conceituamos a melhoria contínua, que tem como objetivo aumentar a probabilidade de fazer crescer a satisfação dos clientes e de outros stakeholders. Trabalhamos o conceito de eficácia, que consiste em alcançar os objetivos definidos no planejamento estratégico, bem como mostramos que o conceito de eficiência é a relação estabelecida entre o resultado atingido e os recursos utilizados. 30 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 Ferramentas da qualidade OBJETIVO Ao término deste capítulo, você será capaz de identificar as ferramentas da qualidade. As pessoas que desconsideraram essas instruções tiveram problemas em atividades de gestão. E então? Motivado para desenvolver essa competência? Então vamos lá. Avante! Ferramentas da gestão da qualidade são instrumentos que permitem selecionar, implantar ou avaliar mudanças no processo produtivo por meio de análises objetivas de partes bem estabelecidas desse processo. As principais ferramentas utilizadas para a gestão da qualidade são: a. Fluxograma - tem o objetivo de identificar o caminho real e ideal para um produto ou serviço visando reconhecer os desvios. Consiste em uma ilustração das sequências das etapas de um processo, apresentando como cada fase está conectada. Usa símbolos reconhecidos para representar diferentes tipos de operações em um processo. b. Diagrama de Ishikawa - desenvolvido por Kaoru Ishikawa, esse diagrama também é chamado de diagrama de causa e efeito ou diagrama espinha de peixe. Seu objetivo é explorar e indicar as causas possíveis de um problema específico. Ele foi desenvolvido para evidenciar a relação entre o efeito e as possibilidades de causa capazes de contribuir para esse efeito. • 6M: as causas de um problema podem ser reunidas, a partir do conceito dos 6M, como decorrentes de limitações em: materiais, métodos, mão de obra, máquinas, meio ambiente e medidas. 31AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 c. Folhas de verificação - consistem em tabelas ou planilhas usadas para simplificar a coleta e a análise de dados. São formulários planejados, em que os dados coletados são preenchidos de forma objetiva e concisa. d. Diagrama de Pareto - tem como principal objetivo mostrar a relevância de todas as condições, com o objetivo de escolher o ponto de partida para resolução do problema, levantar a causa básica do problema, bem como monitorar o êxito. Ele foi desenvolvido por Velfredo Pareto, economista italiano que descobriu que a riqueza não era distribuída de modo uniforme. Ele apontou que cerca de 20% do povo detinha 80% da riqueza, o que criava uma condição de distribuição desigual. Pode ser utilizado para identificar problemas mais relevantes pelo uso de diferentes critérios de mensuração. e. Histograma - busca apresentar a distribuição dos dados por meio de um gráfico de barras que aponta a quantidade de unidades em cada categoria. Ele representa uma série de dados. f. Diagrama de dispersão - reflete o comportamento de uma variável quando a outra muda, testando possíveis relações de causa e efeito. g. Cartas de controle - são usadas para apresentar as tendências dos pontos de observação em um período de tempo. Elas podem trabalhar tanto com dados por variável (mensuráveis) quanto com dados por atributo (discretos). 32 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 h. Brainstorming - conhecido como tempestade de ideias, tem como objetivo facilitar a produção de soluções. Contribui para a geração de ideias, para o uso da imaginação e o rompimento de barreiras mentais. Seu principal objetivo é produzir uma quantidade maior de ideias possíveis a respeito de um problema. Ela é usada para levantar possíveis soluções para problemas e oportunidades para a melhoria da qualidade. i. Ciclo PDCA - consiste em uma forma eficiente e eficaz para orientar a execução de uma ação. Considera o conceito de melhoria contínua. O ciclo PDCA, também chamado de ciclo de Deming ou ciclo de Shewhart, consiste em uma ferramenta de gestão que tem como finalidade promover a melhoria contínua dos processos por intermédio da articulação de quatro ações: planejar (plan), fazer (do), checar (check) e agir (act). O intuito é colaborar para a compreensão não apenas de como um problema surge, mas também do método de solução, focalizando a causa, e não as consequências. Uma vez identificada a oportunidade de melhoria, é o momento de implementar atitudes para promover a mudança necessária e, então, alcançar os resultados almejados com mais qualidade e eficiência. Esse método de análise e transformação de processos parte do pressuposto de que o planejamento não é uma fase imutável ou absoluta – ou seja, não acontece uma única vez. Até porque, no decorrer do projeto pode ser preciso alterar o planejamento. E o ciclo PDCA subsidia a realização exata desse controle que é contínuo, contribuindo para que cada processo se desenvolva da melhor maneira possível. Ainda que a teoria determine quatro fases para o ciclo PDCA, isso não significa que elas aconteçam linearmente. 33AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 • Planejar: na fase do planejamento, são estabelecidos os objetivose as metas do ciclo. Qual é o impasse que não foi resolvido desta vez? Por que é preciso solucionar esta questão? Contudo, é imprescindível que o gestor saiba como realizar um planejamento de projeto. Ele deve ter conhecimento acerca de vários modelos de planejamento para realizar uma avaliação e, só então, selecionar o mais conforme e assertivo em relação ao processo em questão. Outrossim, é nesse momento que a organização e a equipe auditora definirão os indicadores de desempenho, que mostrarão se o objetivo final está mesmo sendo atingido. Os indicadores configuram um meio inteligível pelo qual se pode avaliar o andamento dos resultados. Trata-se de um critério quantitativo ou qualitativo, capaz de captar informações relevantes sobre a evolução do projeto observado. É ainda no planejamento que se determina qual será a metodologia de trabalho utilizada para encontrar a solução de tal questão; é também nessa etapa que se dá o desenvolvimento do plano de ação, isto é, o encadeamento de ações necessárias para que o objetivo seja cumprido. • Fazer: depois de constatar todos os problemas e definir todas as metas que devem ser alcançadas, é momento de implementar. Nesse período, o plano de ação é colocado em prática de acordo com o que foi planejado, cuidando para que não haja nenhum tipo de desvio pelo meio do caminho. Se não for possível executar o planejado, será preciso retornar à fase anterior e averiguar os motivos de haver ocorrido falhas no planejamento. Porém, caso a iniciativa seja 34 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 executada conforme o previsto, deve-se partir para a fase posterior, encarando a análise dos resultados. • Antes de iniciar a fase da execução, é preciso treinar todos os envolvidos no processo para garantir que todos eles estejam comprometidos e que todas as atividades obtenham o êxito planejado na fase anterior. Apenas uma equipe qualificada é capaz de agir de modo alinhado e ter foco nos objetivos estratégicos. • Checar: a fase de checagem inicia-se juntamente com a etapa de implementação do plano de ação, até porque, quanto mais cedo os resultados forem acompanhados, mais rapidamente será possível saber se o planejamento deu mesmo certo e se os resultados serão alcançados. Nesse período, é necessário fazer um acompanhamento ordenado de cada atividade enumerada no plano de ação e comparar o previsto com o realizado, apontando gaps que podem ser preenchidos em um próximo ciclo, como oportunidades de melhoria que podem ser adotadas futuramente. • Avaliar a metodologia de trabalho adotada também auxilia a verificar se a equipe está seguindo o planejado ou se é preciso modificar algum processo para que se tenha mais sucesso no decorrer do projeto. Para essa etapa, é de extrema importância que haja o suporte de uma metodologia estatística. Assim, é possível evitar falhas e economizar tempo e recursos. A análise realizada na fase de checagem mostrará se os resultados estão de acordo com o que foi previamente planejado ou se é necessário ajustar a estratégia. • Agir: caso todas as metas tenham sido atingidas, essa é a fase em que se adota o plano implementado como padrão. Se algo não sair como planejado, é o 35AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 momento de agir corretivamente sobre os pontos que impossibilitaram o alcance de todas as metas estabelecidas. A partir de uma análise de dados completa, é preciso realizar os ajustes necessários, reparando falhas, implantando melhorias imediatas e fazendo com que o ciclo PDCA seja reiniciado, visando a aprimorar o trabalho da equipe. Muitas pessoas já utilizam os passos do ciclo PDCA mesmo que inconscientemente. Todavia, o conhecimento teórico e mais aprofundado da metodologia possibilitará que a empresa e a equipe auditadas aproveitem ao máximo os benefícios. j. Plano de ação 5W2H: uma forma simples de planejar iniciativas operacionais, o 5W2H consiste na formatação de um plano para responder às seguintes questões: o quê? Por quê? Onde? Quando? Quem? Como? Quanto custa? Essa ferramenta dispõe de informações necessárias para monitorar a execução da ação pretendida. 1. Processo de melhoria contínua Pensando que é sempre possível melhorar, o ciclo PDCA não prevê um fim para sua execução. Destarte, a cada ciclo concluído, inicia-se outro, até que se encontre um parâmetro mínimo de qualidade para atender às expectativas do cliente e tornar a empresa cada vez mais eficiente em seus processos. A cada vez que o ciclo PDCA se repete para solucionar um problema ou alcançar melhorias contínuas, o próximo ciclo tende a ser mais complexo. O plano e as metas passam a ser mais ousados e tudo fica mais difícil de aplicar. É necessário que a equipe toda seja bem treinada e esteja preparada para alcançar os objetivos propostos. 36 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 Apenas é preciso ter cautela para não manter o foco em detalhes insignificantes, pois a demora em uma fase qualquer do planejamento pode comprometer todas as demais. Então é conveniente definir um padrão mínimo de qualidade e passar para o próximo passo. Caso futuramente haja a oportunidade de implementar alguma melhoria a mais, pode-se aproveitá-la em um novo planejamento Assim, o ciclo PDCA evita erros nas análises e padroniza as informações do controle de qualidade. Por isso pode ser utilizado com muito êxito em casos de transição para uma administração com foco na melhoria contínua. 2. Fluxograma A finalidade do fluxograma é tornar os processos mais claros, demonstrar como funciona o fluxo de tarefas, visualizar a responsabilidade de cada um e sua importância no processo. Fluxograma é uma categoria de diagrama que representa graficamente um conjunto organizado de eventos, os passos de processamento e as decisões tomadas durante um processo. Existem 4 categorias de elementos de fluxograma: elementos de fluxo (eventos, tarefas e desvios – também conhecidos como gateways), raias e piscinas, conectores, elementos de dados e artefatos. Eles são muito utilizados em entidades para mapear processos de negócios, entender como eles acontecem e utilizá-los para que sejam mais eficientes e eficazes, proporcionando maior produtividade e melhores resultados para a empresa. Por essa razão, saber como desenhar processos de trabalho usando fluxogramas é uma habilidade muito importante. Contudo, há outras situações em que os fluxogramas são empregados. Em contexto acadêmico e em pesquisas, um 37AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 fluxograma pode auxiliar a compreender como um fenômeno ocorre na natureza. Outrossim, alguns tipos de fluxogramas podem ajudar a tomar decisões, determinar investimentos e até solucionar enigmas. Para isso, analisam-se todas as possibilidades de resultados que um fluxo de atividades ou eventos pode gerar e escolhe-se a opção mais favorável, aquela relacionada ao investimento mais rentável. 3. Relação e diferença entre não conformidade e de- feito, com fluxograma É importante levar em conta que esses conceitos não são sinônimos. Todo defeito é uma não conformidade, porém nem todas as não conformidades constituem um defeito. Pode-se dizer, também, que a não conformidade é mais abrangente que o defeito, de modo que seja possível ocorrer uma falha durante o processo de fabricação de um produto, configurando uma não conformidade, a qual precisa ser tratada, pois aconteceu algo que não estava planejado no processo. O produto não conforme é o resultado de um processo que criou determinado item fora do esperado, não atendendo completamente a um requisito. Quanto ao defeito, é mais específico, e pode ser conceituado como o não atendimento a um requisito relacionado ao uso pretendido ou determinado do produto. Uma não conformidade não compromete somente o uso do produto, ao contrário do defeito. Em síntese, um defeito torna o produto impróprio para utilização, enquanto a não conformidade apenas dizque ele não está dentro do padrão esperado. Por exemplo: • Não conformidade: uma guloseima que saiu da fábrica com os recheios trocados: um bolo que deveria ter cobertura externa de chocolate e recheio interno https://blogdaqualidade.com.br/4-fatores-que-podem-atrapalhar-sua-tratativa-de-ncs/ 38 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 de morango e, por erro no processo, acabou sendo coberto com recheio de morango. Ele continuou sendo apropriado para o consumo, mas algo não saiu como o esperado. • Defeito: caso o bolo saia da fábrica queimado e com fios de cabelos, torna-se impróprio para o consumo e, portanto, será classificado como defeituoso. Os sistemas de gestão são apoiados por várias ferramentas, as quais podem ser usadas para gerenciar não conformidades e melhorias de processos. Por intermédio de uma gestão eficaz, podem-se criar estratégias que evitem sua reincidência, favorecendo a vantagem competitiva da organização e apontando caminhos para a melhoria contínua, a redução de não conformidades e de defeitos. Na gestão das não conformidades, é possível identificar pontos de melhoria que podem maximizar a quantidade dos processos ou métodos de trabalho, visando à melhoria contínua. A melhoria contínua é a frequente busca por perfeição, indo além dos próprios conceitos de qualidade, que pode ser entendida como sempre realizar o trabalho corretamente, com o objetivo de satisfazer os clientes internos e externos. A entidade precisa propor metas que garantam sua sobrevivência por meio de um plano estratégico que assegure a correção das não conformidades, pois essa é uma das maneiras mais eficazes de aperfeiçoar os processos, aprimorando-os junto com os produtos ou serviços produzidos. Para isso, é factível utilizar ferramentas da qualidade que atuarão nas causas, excluindo, revendo, averiguando, registrando e conduzindo a análise e resolução das não conformidades. Com isso, é possível agir nas causas das não conformidades e assegurar que elas não ocorram mais. A não reincidência permite que as empresas https://blogdaqualidade.com.br/6-funcionalidades-essenciais-do-forlogic-tracker-para-gerenciar-nao-conformidades/ https://blogdaqualidade.com.br/6-funcionalidades-essenciais-do-forlogic-tracker-para-gerenciar-nao-conformidades/ https://blogdaqualidade.com.br/6-funcionalidades-essenciais-do-forlogic-tracker-para-gerenciar-nao-conformidades/ http://www.ferramentasdaqualidade.org/?utm_source=blogdaqualidade&utm_medium=o-que-e-nao-conformidade 39AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 evoluam nos fluxos dos processos sem gastar tempo e recursos em correções. 4. Gráfico de Pareto O gráfico de Pareto é um gráfico de barras que organiza os problemas, identificando os mais importantes e mensurando- os em escalas diversas, viabilizando o uso da teoria de Pareto, que afirma que há muitos problemas sem importância perante outros mais importantes. Ademais, o gráfico de Pareto permite classificar os dados de diferentes maneiras, mede a influência de mudanças no processo e decompõe causas genéricas em causas específicas. No topo da barra mais alta, esboça-se uma linha para que se possa verificar a medida cumulativa das categorias, podendo, nessa proporção, identificar o peso que os impasses têm em relação ao todo. Para montar o gráfico de Pareto, as fontes podem ser • Brainstorming. • Dados coletados por intermédio de planilhas. É relevante salientar algumas regras durante a análise do Gráfico de Pareto: • Os problemas que mais ocorrem nem sempre são os mais caros. • É preciso construir o gráfico indicando corretamente as grandezas e a que elas se referem (unidades de medida). • O gráfico apresenta títulos e nomenclatura para os eixos X e Y. 40 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 5. Conceito 5W2H A expressão 5W2H relaciona-se a um grupo de atividades planejadas voltadas para a elaboração de um projeto ou alcance de uma meta na corporação. Para que a ferramenta seja empregada, a constituição da estratégia passa pelo crivo do gestor, que responde a sete perguntas, cinco delas iniciando pela letra W (em inglês) e outras duas pela letra H – o que originou essa denominação. Dessa maneira, o método guia o empreendedor por um caminho de excelência, estabelecendo em detalhes o que será realizado em cada etapa para que o objetivo seja concretizado. • What (o quê)? Designa o que será efetuado ou seja, qual é o objetivo, meta ou função a cumprir. Exemplos: expandir o negócio para outro estado; saldar as contas em dia; apresentar um novo produto; intensificar a participação no mercado; reprimir o preço fixo, aumentar o número de fregueses ou a receita. • Why (por quê)? Essa é a etapa da justificativa do projeto. O gestor deve elencar aqui quais são as razões para a proposição da meta. Exemplos: reduzir custos para propor um preço de venda mais baixo, aumentar o faturamento para ter uma margem de lucro melhor, ou pagar as contas em dia para deixar de ter prejuízos com multas e juros. • Where (onde)? Indica em qual zona ou setor o procedimento será realizado. Exemplos: onde será estabelecido o novo negócio, em qual campo será lançado um novo produto ou em que ramo haverá diminuição de custos. • When (quando)? Já se deliberou a meta, explicou-se a sua necessidade, resolveu-se onde ela será efetivada 41AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 e, daí em diante, devem-se denotar os prazos para que ela seja desdobrada. Se um propósito tiver mais de um passo, é fundamental estabelecer quando cada um deles será realizado. Exemplos: o aumento na quantidade de clientes deve manifestar-se ao longo de um ano. • Who (quem)? Cada ação precisa ter alguém incumbido de executá-la. Nessa fase, responde-se quem fará o quê, a quem caberá o cumprimento de cada etapa para a concretização da meta. Exemplos: caberá ao responsável de marketing as ações para aumento da participação no mercado. Já a área financeira será responsável pela criação de estratégias para quitar as contas dentro dos prazos estipulados, enquanto o chefe de vendas será incumbido da tarefa de elevar o número de clientes. • How (como)? Definição da maneira como as ações serão desenvolvidas para o alcance das metas. Exemplos: quais planos táticos serão implementados para incrementar o faturamento ou o número de clientes, o lançamento de um produto novo no mercado depende de quais ações e o que será realizado para diminuir o custo fixo do negócio. • How much (quanto)? Por fim, a concretização da sua meta tem um custo, que precisa encaixar-se dentro da realidade financeira da empresa. Exemplos: a redução de custos só terá “gastos” em empenho e conscientização das equipes, enquanto a expansão do negócio pode ser bem mais dispendiosa, exigindo que o saldo e a projeção do caixa sejam bastante positivos. 42 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 Em uma micro ou pequena empresa, a ferramenta 5W2H é uma das mais fáceis de serem utilizadas, já que é bastante prática e intuitiva. Isso não significa, porém, que dispense cuidados na sua aplicação. Para que efetivamente funcione, você deve elaborar um plano de ação. Um método eficaz consiste na criação de uma planilha no Excel, determinando uma coluna para cada uma das perguntas e preenchendo as informações segundo as características da meta determinada e das ações a desempenhar. SAIBA MAIS Usar o 5W2H como plano de ação. Acesse o link para saber mais: Além dos sete campos tradicionais propostos pelo instrumento, outros campos podem ser adicionados à planilha. Dependendo do objetivo estipulado, pode ser relevante definir uma escala de desenvolvimento, atualizando o percentual de conclusão para monitoramento. Caso seja necessário adicionar comentários ou pareceres sobre uma ação, é conveniente também utilizar uma coluna de observações, monitorando o status da execução do que foi planejado. Contudo a ferramenta só funcionará caso haja o envolvimento de todosda empresa. É recomendado que isso aconteça em todas as fases, iniciando-se pela definição dos objetivos da empresa. Para cada uma das sete etapas da 5W2H, os colaboradores têm muito repertório para contribuir. Portanto, https://certificacaoiso.com.br/como-usar-a-planilha-5w2h/ https://certificacaoiso.com.br/como-usar-a-planilha-5w2h/ 43AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 é importante que os gestores ouçam seu pessoal, seja individual ou conjuntamente, elucidando a ferramenta e justificando sua utilização. Depois de a tabela estar pronta, não se deve esquecer de informar a todos sobre ela, não apenas àqueles que se responsabilizarão diretamente. Uma forma eficaz de realizar esse processo é armazenar o arquivo da planilha em nuvem, compartilhando via e-mail, para que todos os participantes possam acompanhar a evolução do projeto. Podem-se definir restrições, selecionando aqueles que podem editar o documento e restringindo a ação dos demais. Existem muitas técnicas de administração que podem subsidiar uma entidade para alcançar seus objetivos, contudo é preciso que a organização empregue aquela que mais se aplica a sua realidade atual. 6. Diagrama de Ishikawa, espinha de peixe ou de causa e efeito: O diagrama considera todos os aspectos que podem ter desencadeado a ocorrência do problema. Destarte, diminui a probabilidade de que algum detalhe seja esquecido. O diagrama de Ishikawa, também conhecido como diagrama de causa e efeito ou diagrama espinha de peixe, é um gráfico cuja finalidade é organizar o raciocínio em discussões de um problema prioritário, em processos diversos, especialmente na produção industrial. Originalmente proposto pelo engenheiro químico Kaoru Ishikawa em 1943 e aperfeiçoado nos anos seguintes, o diagrama foi desenvolvido com o objetivo de representar a relação entre um “efeito” e suas possíveis “causas”. Essa técnica é utilizada para descobrir, organizar e resumir conhecimento de um grupo a respeito das possíveis causas que contribuem para determinado efeito. https://pt.wikipedia.org/wiki/Engenheiro https://pt.wikipedia.org/wiki/Kaoru_Ishikawa https://pt.wikipedia.org/wiki/Kaoru_Ishikawa https://pt.wikipedia.org/wiki/1943 44 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 RESUMINDO E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido quais são as principais ferramentas da qualidade. Ferramentas da gestão da qualidade são instrumentos que permitem selecionar, implantar ou avaliar mudanças no processo produtivo por meio de análises objetivas de partes bem estabelecidas desse processo. As principais ferramentas utilizadas nessa área são: fluxograma, diagrama de Ishikawa, 6M, folhas de verificação, diagrama de Pareto, histograma, diagrama de dispersão, cartas de controle, brainstorming etc. Entre esses instrumentos, destacamos o ciclo PDCA, que é uma ferramenta de gestão que tem como finalidade promover a melhoria contínua dos processos por intermédio da articulação de quatro ações: planejar (plan), fazer (do), checar (check) e agir (act). E também o plano de ação 5W2H, que é uma forma simples de planejar iniciativas operacionais, respondendo às seguintes questões: o quê? Por quê? Onde? Quando? Quem? Como? Quanto custa? 45AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 Conclusão e reunião de encerramento OBJETIVO Ao término deste capítulo, você será capaz de executar os processos de conclusão e a reunião de encerramento e relatórios. As pessoas que desconsideraram essas instruções tiveram problemas quanto ao encerramento da auditoria. E então? Motivado para desenvolver essa competência? Então vamos lá. Avante! Encerramento e conclusão Na teoria, a fase de encerramento da auditoria inicia depois da emissão do relatório formal que contém todos os registros. Isso é teoria. Na prática, existe a possibilidade de você ajudar outros na avaliação e não resolução dos problemas identificados (ARTER, 2003). Figura 13 – Controle da qualidade Fonte: Freepik. Para entender melhor esse processo, você precisa compreender o que significa ação corretiva. Você deve ter em mente que todos os fatos que precisam de melhorias têm de ser listados na constatação da auditoria. E o auditado precisa tomar 46 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 medidas corretivas para cada um dos fatos listados (ARTER, 2003). Como mostramos, quando os resultados da inspeção não estão em conformidade com os requisitos, o item é considerado não conforme (ARTER, 2003). Depois de separá-lo e marcá-lo como defeituoso, é necessário decidir quanto a sua disposição: a. Retrabalho: consiste em executar a atividade novamente. EXEMPLO: observe alguns exemplos: • O item pode ser enviado aos processos novamente. • Determinado instrumento pode ser recalibrado. • Pode haver reorganização da configuração de uma tabela. b. Rejeitar: consiste em jogar o item fora. Exemplo: apagar um arquivo de biblioteca de código ofensivo. Figura 14 – Erro de arquivo Fonte: Freepik. 47AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 c. Reparar: tonar algo aceitável. Ele funcionará, mas não de forma precisa em conformidade. d. Liberar: o item é bom o suficiente para os usuários, ainda que não atenda a todos os requisitos. e. Regraduar: comercializar o item não conforme por um preço mais baixo. O cliente reconhece o fato de que nem todos os critérios de qualidade foram cumpridos. f. Reciclar: consiste em pegar item não conforme e misturá-lo com o fluxo de processamento, de forma que as moléculas boas e as moléculas ruins sejam misturadas e que fique difícil distingui-las. Sobre a ação corretiva, Arter (2003) destaca os seguintes pontos: • Ela é guiada pelo princípio de que as condições adversas à qualidade são identificadas e corrigidas. • Identifica a causa dos problemas levantados. • Procedimentos precisam ser aplicados para impedir a repetição. Para Arter (2003), o sistema de ação corretiva tem cinco processos, que atuam em conjunto para evitar a repetição do problema: a. Identificar os problemas que precisam ser corrigidos. b. Entender a causa subjacente dos problemas. c. Corrigir as condições de causa subjacente. d. Observar a eficácia da correção aplicada. e. Certificar-se de que as mudanças funcionam. 48 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 IMPORTANTE No caso de auditoria externa, o prazo de resposta é de 30 dias contando do recebimento do relatório de auditoria. No caso da auditoria interna, o prazo de resposta está entre 15 e 30 dias. Para pequenas auditorias de processo, o prazo é de 14 dias. O auditor tem o dever de tornar os requisitos de resposta e datas de vencimento específicos no rascunho da carta de apresentação que será encaminhada para o chefe de auditoria (ARTER, 2003). Figura 15 – Gerenciamento de tarefas Fonte: Freepik. Sobre a fase de encerramento, Arter (2003) faz as seguintes considerações: • É necessário cobrir o fluxo de informações no momento da reunião de saída com o auditado (ARTER, 2003). • O auditor pode discutir questões de ação corretiva na reunião de saída, mas não terá um compromisso 49AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 substantivo com isso. Os gestores precisam refletir antes de fazer qualquer mudança (ARTER, 2003). • Depois de emitido, o auditor precisa continuar monitorando as atividades e tem a obrigação de observar se os erros foram corrigidos (ARTER, 2003). • O auditor também precisa de feedback a respeito do seu próprio desempenho (ARTER, 2003). Segundo Arter (2003), após receber uma resposta, o auditor pode ser solicitado a avaliar sua adequação. Por sua vez, cabe ao auditor considerar sua equipe de auditoria nessa avaliação, com o objetivo de: • Diagnosticar a causa subjacente da doença. • Desenvolver planos para correção da causa subjacente.• Mapear gerentes responsáveis pelos itens supracitados. • Informar os prazos de vencimento para realizar correções. Figura 16 – Gerenciamento do tempo Fonte: Freepik. 50 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 Os registros podem convencer quanto à eficácia do programa de auditoria. Assim como o auditor, os demais autores exploram os registros buscando a verdade, e os outros farão do mesmo modo. Bons registros auxiliarão na preparação de uma próxima auditoria (ARTER, 2003). Figura 17 – Auditoria Fonte: Pixabay. Arter (2003) aponta que os registros de auditoria podem ser classificados como de longo ou curto prazo, dependendo do uso e do tempo em que são mantidos. No geral, os registros de longo prazo são guardados para terceiros. EXEMPLO: são exemplos de registros de longo prazo: • Plano de auditoria. • Listas de verificação em branco. • Relatório de auditoria. • Cartas ou mensagens de encaminhamento. • Folhas CAR preenchidas. 51AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 No que diz respeito aos registros de curto prazo, Arter (2003) afirma que eles são mantidos para uso próprio. Não são usados para provar algo. Eles auxiliam na preparação de outras auditorias, bem como no acompanhamento de problemas levantados. No geral, esses registros são mantidos por um ano ou até a próxima auditoria da área explorada. São exemplos de registros de curto prazo: • Reproduções dos registros de qualificação do auditor. • Listas de verificação preenchidas. • Documentos e registros adquiridos do auditado. • Correspondências e mensagens complementares. Reunião de encerramento De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT, 2003), uma reunião de encerramento tem de ser realizada sob a liderança da equipe da auditoria. Ela tem como objetivo: • Mostrar as constatações e inferências da auditoria de tal forma que elas sejam entendidas e reconhecidas pelo auditado, e para negociar, se adequado, o prazo para o auditado mostrar um plano de ação corretiva e preventiva. Essa reunião envolve a organização auditada e outras partes engajadas no processo de auditoria. IMPORTANTE No caso de auditorias internas em uma organização de pequeno porte, a reunião de encerramento pode se resumir em compartilhar as constatações e inferências da auditoria. Quanto às demais situações de auditoria, sugere- se que seja realizada uma reunião formal e que sejam sustentadas as notas, incluindo registros de frequência. 52 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 Em caso de divergência de opiniões relativas às conclusões e/ou constatações da auditoria entre a equipe da auditoria e o auditado, sugere-se um diálogo e, se possível, a resolução. Caso não sejam solucionadas, recomenda-se registrar todas as opiniões. Caso seja especificado pelos propósitos da auditoria, convém que sejam mostradas sugestões para melhorias. Em outras palavras, devemos compreender que a reunião de encerramento confirma as constatações consolidadas durante a execução da auditoria. Deve ser conduzida pelo líder da equipe auditora, que inicia a reunião e permite a participação de outros auditores e do auditado quando pertinente. Deve ser rápida e objetiva. Devem participar dessa reunião, no mínimo, a equipe auditora, os guias de auditoria e os responsáveis pelas áreas auditadas, sendo conveniente que o representante da administração e a alta administração também participem, sempre que possível, principalmente se a auditoria ocorrer em todas as áreas da empresa. Figura 18 – Grupo de pessoas trabalhando Fonte: Freepik. 53AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 Segundo a norma ISO 19011, cláusula 6.6, a auditoria é finalizada quando todas as atividades planejadas foram executadas ou acordadas com o auditado. Já a cláusula 6.7 da ISO 19011 assegura que a verificação de ações de acompanhamento pode compor uma auditoria posterior, visto que as solicitações de correção de não conformidades ou achados são muito comuns. Relembrando, ação corretiva é ação exercida para excluir as causas de uma não conformidade, defeito ou outra situação indesejável, buscando prevenir a recorrência. Assim, a ação corretiva foca a resolução das causas dos problemas, e não apenas o seguimento de um conjunto de etapas de resolução de problemas. Figura 19 – Solução Fonte: Pixabay. É importante manter na reunião de encerramento os mesmos participantes da reunião de abertura. Caso outras pessoas estejam presentes, devem ter conhecimento do processo de auditoria e dos resultados atingidos durante sua execução. Caso contrário, a reunião de encerramento torna-se longa e repetitiva, pois muitas perguntas surgem do pessoal que não está a par de todos os fatos. Anteriormente a esse evento, os auditores podem fazer uma rápida reunião entre o grupo de https://guiacorporativo.com.br/13-etapas-para-a-certificacao-iso-9001/ https://guiacorporativo.com.br/13-etapas-para-a-certificacao-iso-9001/ 54 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 modo a acordar o resultado final da avaliação e determinar os pontos a serem discutidos na reunião. A apresentação dos auditores e auditados, visa ,principalmente atender a pessoas que não participaram da reunião de abertura. Ele deve: • Agradecer ao auditado pelo apoio e tempo empenhado durante a implementação da auditoria. Figura 20 – Gratidão Fonte: Freepik. • Confirmar as áreas, objetivo, escopos e padrões determinados que foram utilizados na auditoria. • Confirmar a agenda final da auditoria, descrevendo detalhadamente as áreas, auditores e horários envolvidos. 55AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 • Divulgar as não conformidades mais preocupantes, de modo resumido e objetivo. Também os pontos positivos identificados devem ser salientados. • Entregar os relatórios individuais de não conformidade e relatório final de maneira a deliberar com o auditado o prazo para a definição das ações a serem tomadas e datas para a implementação e verificação da efetividade das ações. • Esclarecer eventuais dúvidas por parte do auditado, com relação aos relatórios entregues, não conformidades identificadas e outros assuntos. Figura 21 – Perguntas Fonte: Freepik. Então, fique com os critérios de avaliação em mãos para discutir com o auditor na mesma linguagem, verifique se a nota ou conceito atribuído está de acordo com os critérios de avaliação e os registros discutidos anteriormente e evite usar argumentos emocionais para induzir o auditor a rever a nota ou conceito que está coerente. 56 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 O auditor está habilitado a não aceitar promessa de correções futuras. Evite tratar o auditor como um vendedor, tentando fechar uma nota média entre sua expectativa e a percepção do auditor, quando os registros e os critérios de avaliação levam ao conceito e à nota atribuída pelo auditor. Por fim, ocorre a reunião de encerramento, que deve ser coordenada e conduzida pelo líder da equipe da auditoria, que tem a palavra inicial, passando-a para os outros auditores e para o auditado, quando pertinente. A reunião de encerramento apenas confirma as constatações consolidadas durante a execução da auditoria. Deve ser rápida e objetiva. Devem participar dessa reunião, no mínimo, o grupo auditor, os guias de auditoria e os responsáveis pelas áreas auditadas. Sempre que possível, o representante da administração e a alta administração também devem participar, principalmente se a auditoria interna for de todas as áreas da empresa. Deve-se tentar manter nessa reunião os mesmos participantes da reunião de abertura. Se estiverem presentes outras pessoas, elas devem ter conhecimento do processo de auditoria e dos resultados obtidos ao longo de sua execução. 57AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 RESUMINDO E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamosresumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido a executar os processos da conclusão e a reunião de encerramento e relatórios. No geral, o encerramento da auditoria inicia depois da emissão do relatório formal que contém todos os registros. Nessa oportunidade, exploramos o conceito de ação corretiva que está intimamente associado a esse processo. Os resultados da inspeção não estão em conformidade com os requisitos, o item é considerado não conforme. Esse item precisa ser separado e direcionado para a disposição adequada: retrabalho, rejeitar, reparar, liberar, regraduar e reciclar. Evidenciamos os processos do sistema de ação corretiva: identificar os problemas que precisam ser corrigidos, entender a causa subjacente dos problemas, fazer a correção das condições de causa subjacente, observar a eficácia da correção aplicada e certificar-se de que as mudanças funcionam. Os registros podem convencer quanto à eficácia do programa de auditoria. Eles podem ser classificados como de longo ou curto prazo, dependendo do uso e do tempo em que são mantidos. Exploramos aspectos básicos da reunião de encerramento, pois ela confirma as constatações consolidadas durante a execução da auditoria. 58 AUDITORIA DA QUALIDADE U ni da de 3 BROCKA, B.; BROCKA, M. S. Gerenciamento da qualidade. São Paulo, SP: Makron Books do Brasil, 1994. CROSBY, P. B. É preciso praticar uma filosofia da qualidade. Revista Controle da Qualidade. São Paulo, n. 73, 1998. GARVIN, D. A. Gerenciando a qualidade: a visão estratégica e competitiva. Rio de Janeiro, RJ: Qualitymark, 1992. JURAN, J. M. 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