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Profª. Esp. Marcela Brito “A Técnica Dietética é importante pois, por meio dela, você inicia o contato com a principal ferramenta de trabalho para o nutricionista: os alimentos”. Você já parou para pensar o que é Técnica Dietética e por que deve aprendê-la? • A busca por hábitos saudáveis; • A população está mais conscientizada acerca da importância de se ingerir alimentos que favoreçam a saúde; bem- estar e estética (os meios de comunicação) • O prazer ao se alimentar • E a junção entre a Nutrição e a gastronomia Técnica Dietética une a Nutrição, que é a ciência que estuda os alimentos, seus nutrientes, sua ação e interação na saúde e na doença, e a Gastronomia, que é o ramo que abrange a culinária, as bebidas, os insumos usados na alimentação, e, em geral, todos os aspectos culturais associados, preocupando-se com o requinte da alimentação, incluindo a forma como os alimentos são preparados e como são apresentados e servidos. TÉCNICA DIETÉTICA (TD) “TD ESTUDA AS OPERAÇÕES ÀS QUAIS SÃO SUBMETIDOS OS ALIMENTOS E AS MODIFICAÇÕES QUE ELES SOFREM DURANTE OS PROCESSOS CULINÁRIOS, SENDO QUE ESSES PROCEDIMENTOS DEVERÃO SER UNIFORMES E PADRONIZADOS PARA CADA TIPO DE ALIMENTO UTILIZADO” (ORNELAS, 2007). A TD visa a preservação do valor nutritivo e a obtenção dos caracteres sensoriais desejados. Do mesmo modo fazem parte as operações tecnológicas a que são submetidos os alimentos, as modificações ocorridas durante seu processamento até o consumo final e a apresentação sensorial dos alimentos. Objetivos da TD podem ser: • Operacional • Dietético • Nutritivo • Higiênico • Digestivo • Sensorial • Econômico • Sustentável 1- Operacional: Consiste em preparar e organizar espaços físicos, materiais (mise em place), equipamentos e utensílios, planejar os cardápios e capacitar o pessoal selecionado para o trabalho (mão de obra). **pronunciado “mizãn plass” mise en place — termo de origem francesa que significa “colocado em ordem ou posto no lugar”. 2- Dietético Consiste em adequar a quantidade, a qualidade e a forma de preparo dos alimentos da dieta às necessidades fisiopatológicas do individuo ou da população. Ex. dietas hospitalares, pratos regular e kids etc... 3- Nutricional Consiste em selecionar os mais adequados métodos de preparo de alimentos para otimização e conservação máxima do seu valor nutritivo, que deve ser observada em todas as etapas, desde a seleção, compra e o armazenamento até o consumo. “Cozinhar bem, no sentido de saber preparar pratos complicados, não significa cozinhar corretamente. O ideal é poder aliar uma coisa à outra: técnica e arte.” 4- Higiênico Consiste em prevenir a ação de fatores externos que possa prejudicar a qualidade dos alimentos e, ao mesmo tempo, prolongar a sua vida útil. Assim, como evitar possíveis doenças transmitidas pelos alimentos (agentes patológicos e/ou de substâncias tóxicas-DTA’s). O processo de preparo deve ser realizado respeitando-se as boas práticas de produção, visando à obtenção de alimentos adquiridos de fontes seguras de produção, com boa qualidade microbiológica e de acordo com os padrões preconizados na legislação brasileira (RESOLUÇÃO N° 216, DE 15/09/2004) 5-Digestivo • Consiste em modificar os alimentos por meios de processos culinários, a fim de facilitar a digestão. Ex. cozinhar leguminosas, raízes, carnes etc.. 6- Sensorial • Preparar os alimentos de forma que fiquem sensorialmente atraentes para o consumo, despertando os sentidos. • Aumentar a atratividade dos alimentos, aplicando técnicas de preparo que possam promover ou realçar seu sabor, cor, aroma e consistência/textura. • Alimentos com bom aspecto sensorial agem como estimuladores de apetite e garantem a boa aceitação e a satisfação dos consumidores, pois é um meio pelo qual se pode promover a ingestão satisfatória de nutrientes Feijão com TemakiFeijão com arroz, ovo e couve refogada 7- Econômico Consiste em escolher as técnicas a serem empregadas no preparo de alimentos, considerando os custos e os recursos humanos, materiais e financeiros disponíveis. • Ao planejar um cardápio e sempre devemos considerar aspectos como safra, custo, disponibilidade local, desperdício e outros fatores que, de certa forma, podem interferir no valor final da preparação. • escolher as preparações, 8- Sustentável • Para o planejamento de cardápios, precisamos também atribuir aspectos relacionados à diminuição do consumo de energia, água e utilização de recursos que causem menos impacto ambiental. • Preparações vegetarianas ou veganas, ou que utilizem aproveitamento integral dos alimentos, por exemplo, atendem à expectativa de um cardápio mais sustentável. Alimentos • “É toda substância ou mistura de substâncias, no estado sólido, líquido, pastoso ou qualquer outra forma adequada, destinada a fornecer ao organismo humano, os elementos normais à sua formação, manutenção e desenvolvimento” • Muitas vezes, os alimentos cumprem ainda um importante papel social, no âmbito cívico, religiosos e familiar. A nossa saúde depende muito de nossa alimentação. Por isso, é importante sabermos a origem dos nossos alimentos e conhecermos a sua qualidade biológica, ou seja, o potencial que eles têm para proteger a nossa saúde. Essa qualidade biológica é influenciada pela maneira com que esses alimentos são produzidos. Tipos de alimentos 1-ALIMENTOS IN NATURA São aqueles alimentos obtidos diretamente de plantas ou de animais (como folhas e frutos ou ovos e leite) e adquiridos para consumo sem que tenham sofrido qualquer alteração após deixarem a natureza. ALIMENTOS MINIMAMENTE PROCESSADOS São alimentos in natura que, antes de sua aquisição, foram submetidos a alterações mínimas. Exemplos incluem grãos secos, polidos e empacotados ou moídos na forma de farinhas, raízes e tubérculos lavados, cortes de carne resfriados ou congelados e leite pasteurizado (BRASIL, 2014). ALIMENTOS PROCESSADOS: São fabricados pela indústria com a adição de sal ou açúcar ou outra substância de uso culinário a alimentos in natura para torná-los duráveis e mais agradáveis ao paladar. São produtos derivados diretamente de alimentos e são reconhecidos como versões dos alimentos originais. São usualmente consumidos como parte ou acompanhamento de preparações culinárias feitas com base em alimentos minimamente processados (BRASIL, 2014). ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS • São formulações industriais feitas inteira ou majoritariamente de substâncias extraídas de alimentos (óleos, gorduras, açúcar, amido, proteínas), derivadas de constituintes de alimentos (gorduras hidrogenadas, amido modificado) ou sintetizadas em laboratório com base em matérias orgânicas, como petróleo e carvão (corantes, aromatizantes, realçadores de sabor e vários tipos de aditivos usados para dotar os produtos de propriedades sensoriais atraentes) (BRASIL, 2014) ALIMENTOS TRANSGÊNICOS Os alimentos contendo OGMs* são aqueles que tiveram introduzido entre seus genes um novo gene ou um fragmento DNA visando ao enriquecimento dos produtos (modifica) **Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) ALIMENTOS ORGÂNICOS São aqueles produzido com o uso do solo equilibrado (química, física e biologicamente), ou seja, um solo vivo, com boas condições para que a plantação se desenvolva e produza um alimento sadio e sem resíduos tóxicos (fertilizantes químicos e agrotóxicos). **”selo verde” ALIMENTOS HIDROPÔNICOS São aqueles produzidos em ambiente protegido, como as estufas, fora do solo, e com adubos químicos facilmente diluídos em água. Como o cultivo é feito longe do solo, as plantas não tem contaminantes como bactérias, fungos, lesmas, insetos e vermes. Assim, crescendo mais saudáveis. **alfaces crespa e lisa, hortelã e agrião. ALIMENTOS LIGHT São alimentos com redução de 25% de qualquer de seus ingredientes (ex.: açúcar, sal, gordura). Os produtos possuem teor reduzido de nutrientes ou de valor energético quando comparado ao alimentos similares de mesmo fabricanteou valor médio de 3 produtos similares conhecidos no mercado. ALIMENTOS DIET São alimentos com redução de 100% de qualquer de seus ingredientes (ex.: açúcar, sal, gordura). Normalmente, são formulados para dietas de restrição, de forma que sua composição atenda às necessidades dietoterápicas especiais. ALIMENTOS ENRIQUECIDOS São aqueles alimentos em que foi adicionado um ou mais nutrientes essenciais contidos naturalmente ou não no alimento, no objetivo de reforçar o seu valor nutricional, ou ainda prevenir e corrigir deficiências nutricionais observadas na alimentação da população ou de grupos específicos (ex.: farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico). ALIMENTOS FUNCIONAIS Definido segunda a ANVISA como “ todo aquele alimento ou ingrediente que, além das funções básicas, quando consumidos como parte da dieta usual, produz efeitos metabólicos e/ou fisiológicos e/ou efeitos benéficos à saúde, devendo ser seguro para consumo sem supervisão medica”. Características dos alimentos: Para poder apreciar as modificações operadas nos alimentos, é necessário conhecer suas características próprias e os fatores que as alteram. 1- físicas 2- estado físico 3- biológicas 4- composição química 5- físico- químicas 6- organolépticas/sensoriais Características físicas Aspectos, cor, aroma, sabor, consistência e estrutura Estado físico • Emulsão: Caracteriza-se por uma fase micelar líquida e uma fase dispersante líquida. Ex.: leite, creme de leite, maionese, entre outros. • Suspensão/Solução: Caracteriza-se por uma fase micelar sólida e uma fase dispersante líquida (geleias, gorduras, pastas, purês). • Estado sólido: Caracteriza-se por uma fase micelar líquida e uma fase dispersante sólida (manteiga, margarina, chocolate) ou por fases micelar e dispersante sólidas (caramelos de açúcar parcialmente cristalizados • Espumas: Caracteriza-se por uma fase micelar gasosa e uma fase dispersante líquida (espuma de cerveja, clara de ovo em neve, cremes batidos). Há também as espumas sólidas, que se caracterizam por uma fase micelar gasosa e uma fase dispersante sólida (pão, bolo, sorvete, picolés) • Aerossol: Caracteriza-se por uma fase micelar sólida e uma fase dispersante gasosa (humos) ou por uma fase micelar líquida e outra dispersante gasosa (neblina/névoa). Características biológicas Modificação por ação de fermentos, enzimas ou bactérias, adquirindo caraterísticas nova de sabor, aroma, digestibilidade e valor nutritivo. composição química Nutrientes sofrem alterações pelas operações e pelos tratamentos empregados na cozinha. Exemplo: adição de sal, vinagre, açúcar etc. Características físico- químicas • SOLUBILIDADE: Refere-se à capacidade de um alimento em se dissolver em outro alimento. Ex.: farinha de trigo em leite; leite em pó, açúcar ou café solúvel em água (pó solúvel ) • TERMOLABILIDADE E TERMOESTABILIDADE: É a temperatura em graus que o alimento apresenta e tem influência sobre o sabor. Depois da ingestão, os alimentos tendem a equilibrar a sua temperatura com a do organismo, ao passar pela boca e pelo esôfago. A rapidez com que isso ocorre varia com a consistência do alimento e a forma como são ingeridos. Classificação: frio, morno, gelado, ambiente e quente. • PROPRIEDADES ESPECÍFICAS DE HIDRATAÇÃO: Capacidade do alimento em adsorver líquido. (hidratar) • GELATINIZAÇÃO: Capacidade do alimento em formar gel ou gelatina. Ex.: gelatinização do amido. • COAGULAÇÃO: Capacidade do alimento de se converter em sólido. Ex.: coagulação do leite, do ovo ou das carnes. • HIDRÓLISE POR AÇÃO DE COCÇÃO, ENZIMAS, BACTÉRIAS OU ÁCIDOS: Capacidade do alimento de hidrolisar. A reação de hidrólise constante na reação da água com fixação de íons de hidrogênio ou íons hidroxila, provocando a quebra do nutriente. Ex.: a proteína do leite é hidrolisada pela ação de bactérias na produção de iogurte. Características organolépticas/sensoriais são características específicas de substâncias puras e de alimentos, que podem ser percebidas pelos sentidos: visão, olfato, paladar, audição e tato. Exemplos: sabor, aroma, temperatura e estado físico FATORES QUE MODIFICAM OS ALIMENTOS • As fases de preparo dos alimentos são caracterizadas pela associação de fatores que modificam os alimentos e também pelas perdas de nutrientes que ocorrem em maior ou menor grau. Dependendo da técnica empregada, os fatores que modificam os alimentos podem ser: FÍSICOS: Subdivisão, dissolução, união e temperatura. QUÍMICOS: Cocção, ação das enzimas e ação dos ácidos e álcalis, reações e combinações químicas. BIOLÓGICOS: Fermentos ou enzimas, bactérias e fungos. ETAPAS DO PREPARO DE ALIMENTOS PARA CONSUMO • OPERAÇÕES PRELIMINARES: São chamadas de operações preliminares (ou pré-preparo) aquelas a que são submetidos os alimentos antes de sua cocção final ou não. Compreendem as operações de limpeza (lavar, limpar, desinfetar), divisão (separar, picar, cortar) ou mistura (PHILIPPI, 2014). Exemplos de operações de pré-preparo: limpar, separar, lavar, descascar, picar, misturar (fatores físicos) • PESAGEM: Obtenção de medidas exatas para reprodução de receitas. • LIMPEZA: Lavagem ou higienização de frutas, legumes e verduras, e retirada de peles e tecidos conectivos de produtos cárneos. (higienização= limpeza+ desifecção) MÉTODOS DE TRANSMISSÃO DE CALOR Depois das operações preliminares, os alimentos estão prontos para serem submetidos a processos de cocção. A aplicação de calor nos alimentos visa não somente à transformação das características sensórias, mas também à qualidade higiênica e à inativação de substâncias tóxicas e fatores antinutricionais, preservando-se ao máximo o valor nutricional. • Essa transmissão de calor ocorre das seguintes formas: Convecção Condução Irradiação CONVECÇÃO: Aquecimento do meio de cocção, podendo ser líquido ou ar, no qual ocorre transmissão do calor pelo deslocamento de moléculas aquecidas, que se tornam menos densas e sobem à superfície do líquido ou ar aquecido, substituindo- se pelas mais frias e densas, que vão para o fundo do recipiente. Ex.: cozimento de arroz, feijão, sopas, ou seja, alimentos preparados com algum líquido ou ar aquecido (uso da airflyer, cooktop). CONDUÇÃO: Aquecimento dos metais, no qual ocorre transmissão do calor de uma molécula a outra por contato (é a forma como se aquecem os metais). Ex.: uso de panelas, chapas, assadeiras, formas, cooktop ,entre outros IRRADIAÇÃO: Transmissão de calor pelo ar em forma de ondas, em que ocorre transmissão de calor através de ondas ou partículas (ar e mesmo através do vácuo, raios solares, micro-ondas, raios infravermelhos); ocorre transmissão de energia, não havendo necessidade de suporte material. Para esse tipo de transmissão de calor, o aparelho mais utilizado é o micro-ondas, no qual as ondas eletromagnéticas penetram no alimento, causando fricção entre as moléculas de água e produzindo calor. OPERAÇÕES DEFINITIVAS São aquelas que envolvem a modificação do alimento, com o uso de energia mecânica (operações de divisão ou união), energia térmica (uso de calor ou frio) ou a associação de ambas. Essas operações também são conhecidas como fundamentais ou de preparo (cocção- assar, grelhar, cozinhar (fatores físicos, químicos e biológicos) ) (PHILIPPI, 2014). A cocção consiste na aplicação de calor que emana de uma fonte de produção (combustível), que confere modificações no alimento (sabor, composição química e estrutural). Os dois processos básicos de cocção são: calor úmido e calor seco e o “misto”. CALOR ÚMIDO • Água em ebulição: os alimentos são cozidos em água abundante, a 100°c . ex.: caldos, batatas, leguminosas secas, massas, legumes. • Fervura a fogo lento: é uma cocção de longa duração, com líquido suficiente para cobrir o alimento, cuja temperatura não deve ultrapassar 100°c. ideal para carnes mais rijas ou alimentos que necessitam de cocção prolongada, a fim de adquirir sabor. ex.: doces e molhos. (slow cook) • Cocçãoa vapor propriamente dito: Consiste em cozinhar por meio do vapor que envolve o alimento (realçar a aparência dos alimentos, principalmente, a cor de hortaliças, e reduzir as perdas de nutrientes hidrossolúveis).Utiliza-se um recipiente com orifício no fundo (onde são postos os alimentos). Frequentemente, utiliza-se o cuscuzeiro. • Cocção a vapor sob pressão: Cocção em panelas especiais, vedadas com uma tampa, possibilitando a formação de pressão dentro do utensílio. Quanto maior a pressão, mais rápido o cozimento. Ex.: cocção de leguminosas secas ou carnes mais rijas. CALOR SECO • É o ato de desidratar o alimento por aquecimento. Exemplos de tipos de cocção por calor seco: meio indireto e meio direto • AQUECIMENTO DO AR LIVRE (CHURRASQUEIRA) ASSAR NO ESPETO: Aplicar o calor de forma indireta, podendo este ser produzido por resistências elétricas e por lenha ou carvão. Ex.: churrasco. • AR CONFINADO (FORNO COMBINADO) ASSAR NO FORNO: Submeter o alimento ao ar quente em uma câmara fechada. Ex.: frango assado, bolo. • • FRITAR: Mergulhar completamente o alimento em grande quantidade de gordura (não ultrapassando 180°C). Ex.: batata frita, bife à milanesa. • SALTEAR: Submeter pequenas quantidades de alimento em pouca gordura, bem quente, movimentando a frigideira constantemente (os alimentos não grudam e não criam líquido em excesso). Ex.: batata sauté, isca de carne, legumes cozidos, massas. • FRIGIR: Colocar os alimentos em pouca gordura, bem quente, sem movimentar o recipiente de cocção. Ex.: ovos. • CHAPA: Ao ser grelhado, o alimento entra em contato com uma chapa aquecida, a qual o transmite calor. Ex.: bife grelhado. • MICRO-ONDAS: As ondas eletromagnéticas penetram no alimento, causando fricção entre as moléculas de água e produzindo calor. CALOR MISTO: Na cocção por calor misto, existem duas etapas: CALOR SECO EM GORDURA: Para formar uma camada protetora em volta do alimento que impeça a saída de sucos, mantendo o alimento mais úmido e suculento. CALOR ÚMIDO: Adicionando-se pequenas quantidades de líquido até que a cocção esteja completa. Exemplos: • REFOGAR: O alimento é frito em pouca gordura e termina de cozinhar no vapor, que se desprende na cocção. Pode-se acrescentar uma pequena quantidade de líquido. Ex.: legumes, verduras, arroz, entre outros. • ENSOPAR/GUISAR: O alimento é refogado em gordura quente; em seguida, acrescenta-se líquido suficiente (água, vinho, sucos, caldos) para cozinhar, até que o alimento esteja macio e o molho encorpado. Utiliza-se fogo baixo e a panela deve estar tampada. Ex.: molho com batata. • BRASEAR: O alimento é dourado em pequena quantidade de gordura; em seguida, acrescenta-se o líquido, mantendo-se o ponto de fervura, até que o alimento fique macio. Recomendado para alimentos em que é preciso quebrar a fibra, mas manter a umidade. Ex.: carne de panela, aves selvagens. COCÇÃO EM BANHO-MARIA: Adicionam-se pequenas quantidades de água ao assado no forno. A vasilha onde é colocada a preparação é submersa em outra com água em ebulição. A cocção propriamente dita será calor úmido se houver água na vasilha interna, senão poderá ser calor seco pela evaporação da água do próprio alimento. Este tipo de calor contribui para uma distribuição uniforme de calor. COCÇÃO EM SOUS-VIDE O nome de origem francesa significa “sob vácuo” e nada mais é do que cozinhar alimentos previamente embalados a vácuo e imersos na água em temperaturas controladas. Esse método foi desenvolvido para preparar alimentos sem perder sua composição nutricional original, então, ele permite uma melhor experiência de consumo, entregando um alimento fresco, saboroso e com todos os nutrientes preservados. Alterações nutricionais e sensoriais no alimento • Métodos de cocção com calor úmido também são conhecidos como dissolventes, pois, quanto maior a quantidade de água e maior o tempo de cocção, maior a dissolução de nutrientes, substâncias extrativas presentes nos alimentos. • Na cocção a vapor e a vapor sob pressão, o tempo de cocção é reduzido e a dissolução é menor. • Os alimentos ricos em amido, quando submetidos à cocção por calor úmido, aumentam de tamanho cerca de duas a três vezes de seu volume inicial. • Já os alimentos ricos em proteína animal tendem a reduzir seu volume pela retração das fibras musculares e por coagulação das proteínas. As perdas vitamínicas são expressivamente maiores do que os demais nutrientes. • Em razão dos fatores (sensíveis ao calor, umidade, oxigênio, luz e pH do meio), o valor nutritivo dos alimentos na forma em que são consumidos depende em grande parte dos métodos de plantio e colheita, da industrialização, do armazenamento e dos processos de preparo. PROCEDIMENTOS DE PESAGEM DOS ALIMENTOS UNIDADE DE MEDIDA • É possível determinar a massa e o volume dos ingredientes que serão utilizados nas preparações • Etapa importante, pois os resultados das preparações dependem em grande parte da exatidão das medidas dos ingredientes que serão utilizados. • Para que a medida dos ingredientes seja precisa, é necessária a utilização de balanças e recipientes graduados (litros (L), mililitros (ml)) • Na produção de alimentos nem sempre isto é possível. Opção: utensílios caseiros – xícaras, colheres e copos (medida caseira) • Em uma preparação, a falta de “equipamentos padronizados” pode haver diferença na medida (receita) quando aferida com base em medidas caseiras. Medidas Caseiras Por que é necessário pesar e medir os alimentos? • É necessário padronizar receitas • Produto final e custos adequados; • Assegura a reprodutibilidade e consistência dos resultados finais de uma receita. • O emprego de medidas exatas garante a reprodutibilidade da receita e auxilia o controle de qualidade, quantidade e custo. • A reprodução garantirá a obtenção de resultados semelhantes a cada repetição da receita ou protocolo, mesmo quando elaborados diversas vezes e por pessoas diferentes. • Medidas são expressas em volume (L, mL) ou peso (Kg, g). Mensuração dos alimentos com uso de balança • Os utensílios e equipamentos utilizados como medida devem ser padronizados. • No caso do uso de equipamentos como balanças digitais ou eletrônicas de precisão, recomenda-se usar o mesmo equipamento para a pesagem de todos os ingredientes, evitando-se, assim, alterações decorrentes de possíveis diferenças entre equipamentos. • É importante observar a capacidade máxima de pesagem da balança e verificar sua regulagem com frequência. • Um recipiente medidor deverá ser primeiramente pesado e ter seu peso anotado (TARA) • Em seguida, o ingrediente deverá ser colocado nesse recipiente e pesado, é necessário subtrair o peso do recipiente e anotar o resultado (que será correspondente apenas ao do alimento). • Uma balança digital precisa ser primeiramente zerada e nivelada. • Após a colocação do recipiente medidor, a balança deve ser tarada (zerada); o alimento pode, então, ser colocado no recipiente; o peso obtido será correspondente somente ao do alimento. Técnicas para pesagem e medição dos ingredientes Ingredientes seco Homogeneizar o ingrediente – presença de grumos, deverá ser desmanchado com utensílio apropriado; Preencher a medida com auxílio de uma colher; Não sacudir e nem comprimir; Nivelar com uma espátula ou lado reto de uma faca; Pesar Ingredientes líquidos Homogeneizar o ingrediente; Utilizar medidores de vidro graduados (ou transparentes); Medir o volume (com auxílio ou não); Usar o funil, ao usar a proveta; Fazer a leitura ao nível dos olhos; Não segurar o recipiente medidor – manter em superfície plena; Fazer a leitura na parte inferior do menisco (curva) Ingredientes pastosos ou gordurosos Temperatura Ambiente; Retire com antecedência da geladeira Compactar a gordura na medida; Comprimir e retirar as bolhas de ar Nivelar; Retirar o excesso com espátula ou faca Pesar Pode ser utilizado papel alumínio/sacola plástica CRITÉRIOS PARA AFERIÇÃO DE MEDIDAS • 1) Não remover pratos,nem trocar com os de outra balança. • 2) Verificar a capacidade da balança e não exceder essa capacidade. • 3) Evitar colocar em balanças eletrônicas alimentos quentes. • 4) Conservar a balança higienizada. • 5) Ao tarar a balança, olhar no mostrador e aguardar o equilíbrio da balança. • 6) Ao pesar, olhar no mostrador e aguardar o equilíbrio da balança. • 7) Ao finalizar a pesagem, zerar a balança • 8) Usar espátulas e colheres higienizadas e secas para facilitar o manuseio de alimentos sólidos. • 9) Para pesar sólidos granulados ou em sólidos em pó, o recipiente deve ser sacudido e o pó peneirado antes da pesagem. O pó peneirado não deve ser comprimido. • 10) As gorduras devem ser pesadas à temperatura ambiente. • 11) O peso de sólidos é expresso em gramas (g) ou quilogramas (kg). • 12) O volume é expresso em mililitros (ml) ou em litros (l). • 13) O óleo deve ser medido como líquido. • 14) Tanto para líquidos como para sólidos, deve-se procurar usar recipientes de tamanho compatível com a massa ou o volume a ser pesado ou medido DENSIDADE • A densidade existe para determinar a quantidade de matéria que está presente em determinado volume. • Segundos os físicos, a densidade ou massa especifica de um corpo (representada pela letra d ou pela letra grega p) foi definida como a relação entre a massa (m) e o volume (V) ocupado por esta. Como fazemos o cálculo de densidade de um alimento? • Como a densidade é a massa por unidade de volume de alguma substância, o cálculo de densidade é feito pela divisão da massa do alimento pelo seu volume: DENSIDADE = MASSA / VOLUME, sendo expressa na forma: d=m/V. • A definição de densidade, dada pela equação d=m/V, somente pode ser aplicada ao corpos homogêneos (composições iguais). exemplo 1: • UM POTE DE MANTIMENTOS APRESENTA EM SUA DESCRIÇÃO TÉCNICA UMA CAPACIDADE DE VOLUME DE 4L. SEI QUE, NESSE MESMO POTE, CONSIGO ARMAZENAR 3KG DE FEIJÃO CRU. QUAL VOLUME DOS POTES DE MANTIMENTO PRECISAREMOS PARA ARMAZENAR 5KG DE FEIJÃO? Fórmula: d=m/V Cálculo: resposta • 𝐷𝑒𝑛𝑠𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑜 𝑓𝑒𝑖𝑗ã𝑜 = 3/4 = 0, 75𝑘𝑔 / 𝑚 3 • 𝐷𝑒𝑛𝑠𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 = massa (kg) 𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 (𝑙) • 𝑉𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 (𝑙) = massa (kg) 𝑑𝑒𝑛𝑠𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 • Volume (l) = __5_ = 6, 66l 0, 75 O recipiente precisa ter uma capacidade de, no mínimo, 6,66 litros para armazenar 5kg de feijão cru Exemplo 2: • Um serviço de alimentação fornece um total de 1000 refeições, para se obter o número de cubas necessárias, para arroz à grega, de densidade igual a 0,64kg/m³, com porção de 120g, obtém-se o volume da preparação da seguinte forma: m: ? d: ? V: ? Sabendo-se o volume da preparação e as dimensões da cuba retangular, obtém-se o número de cubas: dimensão da cuba: 0,50 m x 0,35 m x 0,40 m: ? Número de cubas:? Para se obter o V dos utensílios retangulares, aplica-se a fórmula: comprimento x altura x largura, que dará o volume em cm³, dm³ ou m³. resposta • m= 120g x1.000= 120.000g /1000 (120kg) • d=0,64kg/m³ • V= 120/0,64= 187,5l 2ª parte 0,50 m x 0,35 m x 0,40 m: 0,070m³x1000 (70l) 187,5l/70l= 2,63 ≡ 3 cubas *cada Kg=1000g * Cada L=1000mL Densidade e nutrição • A utilização da densidade é de grande importância nas diversas áreas da nutrição, como podemos ver: • Na Unidades de alimentação e nutrição (UAN), é utilizada para calcular o volume de alimentos e preparações, determinando, assim, o tamanho dos utensílios e equipamentos necessários para o pré- preparo e distribuição; • Na nutrição clínica, é utilizada na elaboração de dietas enterais, determinando o volume adequado para a quantidade de calorias, • Na Bromatologia, é utilizada no controle de qualidade dos produtos, como o leite, para observar fraude ou não durante o processamento. FICHA TÉCNICA DE PREPARO (FTP) FICHA TÉCNICA DE PREPARO A ficha técnica de preparação (FTP) é um instrumento gerencial e de apoio operacional, que padroniza receitas identificando os seus componentes com as características de produção de cada preparação, além de levantar custos, ordenar o preparo, calcular o valor energético total (VET) e sugerir a montagem dos pratos que são ou podem ser preparados em um ambiente doméstico ou institucional. É uma ferramenta importante para a formação de preço de vendas, fixação de padrões e histórico das receitas (VASCONCELLOS, 2002; VAZ, 2006; ABREU e SPINELLI, 2014) • A ficha técnica de preparo é uma ferramenta utilizada para planejar e padronizar as preparações do cardápio • são formulários onde estão descritos os ingredientes e a Técnica Dietética pela qual aquela preparação deve ser realizada. • O principal objetivo da utilização das fichas técnicas em uma UAN é garantir as mesmas características e a qualidade da preparação independentemente da mão de obra. • Com a FT devidamente preenchida, poderemos fazer um planejamento de compras, calcular os custos das preparações e o valor nutritivo aproximado da porção servida. • De modo geral, podemos dizer que é uma planilha na qual vamos coletar informações sobre ingredientes e suas quantidades, modo de preparo, custo e valor nutricional da preparação e da porção, analise sensorial, entre outras informações importantes. Aplicações das FTP As FTPs elaboradas podem ser utilizadas: Como veículo de comunicação em marketing, principalmente no merchandising culinário. Muito utilizado em cozinhas experimentais na criação de protótipos alimentícios. Na rotulagem nutricional, garantindo confiabilidade às informações divulgadas. INDICADORES DE PREPARO DE ALIMENTOS Para elaborarmos uma ficha técnica de preparo de forma adequada, precisamos entender alguns conceitos, como os de indicadores de preparo de um alimento. Os indicadores foram estabelecidos para indicar a relação de perdas ou ganhos de peso do alimento durante as etapas de pré- preparo e preparo. Antes de conhecermos detalhadamente cada indicador, é importante conhecermos que alguns conceitos : • PESO BRUTO (PB) OU PER CAPITA BRUTO:É o peso do alimento como é adquirido, com cascas, sementes, talos, ossos, entre outros, usado no dimensionamento de pedidos de compra e cálculo de custo. • PESO LÍQUIDO (PL) OU PER CAPITA LÍQUIDO:É o peso do alimento cru, obtido com a eliminação das aparas. • PESO DO ALIMENTO COZIDO (PAC):É o peso do alimento cozido, empregado para o cálculo do IC e do valor energético. • PESO COZIDO DA PREPARAÇÃO (PCP)/RENDIMENTO: Serve para calcular o valor energético e o IC da preparação, além de ser usado para alimentos compostos de vários ingredientes. Ex.: sopas, tortas, cozidos, feijoadas, entre outros. • PER CAPITA: Quantidade do alimento cru e limpo por pessoa. • PORÇÃO: Quantidade de alimento/preparação já cozido(a) e pronto(a) para o consumo por pessoa. INDICADOR DE PARTES COMESTÍVEIS (IPC) OU FATOR DE CORREÇÃO (FC) O IPC ou FC é um índice que determina/prevê as perdas inevitáveis do alimento durante as etapas preliminares, ou seja, são as alterações (perdas) que acontecem nas etapas de pré-preparo quando executamos atividades como: descascar, descongelar, catar, limpar, desossar. Essa perda é de fundamental importância no planejamento. Mediante a utilização do FC, será possível obter ao final do preparo a quantidade definida inicialmente. Fator de correção (FC) • Os alimentos utilizados para determinar o FC sempre estão crus, seja ele o Peso bruto (PB), conforme adquirido, ou o peso líquido (PL) do alimento depois de limpo e preparado para utilizar. FC: PB PL • Ex.: compramos 1.000g de chuchu. Depois de limpo, verificamos que temos apenas 500g de chuchu. FC: ? FC: 1000g = 2 FB: 1000g 500g FL: 500g Sempre que tivermos que comprar chuchu multiplicaremos a quantidade total prevista para servir por dois, assim obtendo a quantidade total a comprar. Atenção!!! • Assim, sempre que for preciso calcular determinado FC, deverá multiplicar a quantidade total prevista para servir (PL) pelo FC, obtendo a quantidade total a comprar (PB). Deste modo, tanto o PB e o PL podem ser determinadospelo FC, conforme as fórmulas abaixo: PB = FC x PL PL = PB / FC UTILIZANDO A FÓRMULA DE BASE, CALCULE O FATOR DE CORREÇÃO DOS ALIMENTOS ABAIXO: • A) ALFACE (PB = 250G; PL = 200G) • B) TOMATE SEM CASCA E SEM SEMENTE (PB = 500G; PL = 300G) Para o cálculo de FC, os pesos dos alimentos, em PB ou PL, devem estar na mesma unidade de medida (g ou kg). Este é um indicador adimensional, assim, depois de determinado o valor, não deve ser acompanhado de nenhuma unidade. Calcule o Fator de Correção (FC) da batata-inglesa: Peso bruto = 1.908 kg, Peso líquido = 1.800 kg. A) 1,06 B) 1,13 C) 1,35 D) 1,6 E) 1,04 Para preparar uma porção de salada de frutas, são necessários 20g de mamão, 20g de maçã e 20g de uva preta (devidamente descascadas e sem sementes). Considerando que o fator de correção (FC) seja 1,47; 1,14 e 1,28, respectivamente. Calcule as quantidades em gramas de cada fruta deve ser comprada para servir 1 porção da salada de frutas para 30 pessoas? A. 988g, 720g e 420g B. 882g, 684g e 768g C. 59,4g, 52,8g e 55,6g D. 768g, 882g e 684g E. N.D.A resposta • 1º passo: calcular os PBs: Mamão- PB: FC x PL: 1,47x20g: 29,4g Maçã- PB: 1,14 x20g: 22,8g Uva- PB: 1,28 x 20g: 25,6g • 2º passo: calcular para 30 pessoas Mamão: PB x nº de pessoas/porções : 29,4 x 30: 882g Maçã:22,8 x 30: 684g Uva: 25,6 x 30: 768g IMPORTANTE: • Em cada unidade de alimentação e nutrição (UAN), seria conveniente estabelecer sua tabela de FC de acordo com: o tipo de alimento adquirido (verificar a qualidade, ex.: tomates estragados teriam um FC maior); o treinamento da mão de obra do serviço para evitar desperdício; a qualidade dos utensílios (ex.: a faca afiada evita desperdício); a qualidade dos equipamentos, pois, assim, haverá maior segurança da quantidade de alimentos a ser comprada (ex.: descascador regulado); além do tipo de corte, condições de armazenamento e grau de amadurecimento do alimento. • Para os alimentos (principalmente os não perecíveis) em que não se faz necessária a etapa de limpeza, o FC é igual a 1, pois o PB é igual ao PL. Nos serviços de alimentação sempre se busca um FC mais próximo de 1, pois isto indica menor perda e, consequentemente, menor custo. ÍNDICE DE COCÇÃO (IC) OU FATOR DE COCÇÃO (FCC) OU FATOR TÉRMICO (FT) • Para cada alimento, existe um % de perda ou ganho durante as operações definitivas que são as etapas de preparo. • As perdas ou ganhos na etapa de cocção acontecem dependendo do tipo de cozimento utilizado. • É a relação entre o peso cozido e o peso líquido e reflete a perda de água ou retração das fibras, como carnes e vegetais, e a hidratação produzida a partir da absorção da água pelo amido, no caso de cereais e leguminosas. • Além do tipo de calor (úmido ou seco), outros fatores podem interferir no rendimento do alimento: O resultado da conversão do alimento pode ser maior ou menor do que 1. Quando é menor que 1, indica que o alimento perdeu peso durante o processo de cocção e, quando é maior que 1, indica que houve ganho de peso. Esse índice é obtido por meio do cálculo: IC = PESO COZIDO ( PAC ) /PESO LÍQUIDO ( PL ) OU CRU UTILIZANDO A FÓRMULA DE BASE, CALCULE O FATOR DE COCÇÃO DOS ALIMENTOS ABAIXO: • A) ARROZ (PESO COZIDO = 600G; PESO CRU = 200G) • B) MACARRÃO (PESO COZIDO = 1500G; PESO CRU = 600G) • C) FILÉ DE FRANGO (PESO COZIDO = 150G; PESO CRU = 180G) ÍNDICE DE REIDRATAÇÃO (IR) • Alguns alimentos, como os grãos secos, precisam ficar imersos em líquido em remolho por algum tempo para serem reidratados antes do consumo ou da cocção. Durante esse processo, o alimento sofre aumento em seu peso pela hidratação a que foi submetido e, consequentemente, ocorre diminuição do tempo de cocção. • Alguns cereais e a maioria das leguminosas são os alimentos que necessitam de reidratação, por exemplo, o trigo para tabule e o feijão depois do remolho, apresentam um aumento de volume de 2 a 3 vezes em relação ao peso seco (peso inicial). • Para mensurar o índice de reidratação que sempre deve ser maior do que 1 (indicando que houve ganho de peso), o cálculo a seguir deve ser utilizado: • IC REIDRATAÇÃO = PESO DO ALIMENTO REIDRATADO /PESO DO ALIMENTO SECO OU LÍQUIDO • JOÃO DEIXOU 250G DE FEIJÃO DE REMOLHO POR 8 HORAS E, AO FINAL, PERCEBEU QUE O FEIJÃO PESAVA 630G. QUAL O IR DO FEIJÃO? DADOS: P SECO = 250G P REIDRATADO = 630G • Com a fórmula do IR, é possível determinar o peso reidratado e o peso seco (líquido) do alimento da seguinte forma: PESO REIDRATADO = IR × PESO SECO ( LÍQUIDO ) TERMOS E DENOMINAÇÕES CULINÁRIAS QUE PODEM SER UTILIZADOS NA FICHA TÉCNICA DE PREPARO TERMOS UTILIZADOS NA FASE DE PREPARO DOS ALIMENTOS • Alguns termos da culinária são utilizados para descrever a técnica de preparo dos alimentos na ficha técnica. Abaixo, descrevemos quais são eles: PREENCHIMENTO DA FICHA TÉCNICA DE PREPARO As informações que devem conter na ficha, são: 1. Nome de cada tipo de ingrediente 2. Quantidades necessárias em peso e volume 3. Custo bruto de cada ingrediente (antes do processamento) 4. Fator de correção e percentual de rendimento 5.Número de porções ou rendimento total 6. Procedimento ou modo/técnica de preparo 7. Observações gerais 8. Custo final da receita 9. Valor calórico da preparação FÓRMULAS PARA CÁLCULOS • PCB (peso do alimento sujo para uma pessoa) = PB X N º DE PORÇÕES • PB=FC X PL • QT = PCB × N º DE PORÇÕES • FC (FATOR DE CORREÇÃO) = PB / PL • FC = PCB PC • PC (PER CAPITA) = PCB FC • PC = PL N º DE PORÇÕES • PL = PC × N º DE PORÇÕES • PORÇÃO = RENDIMENTO N º DE PORÇÕES • CUSTO TOTAL = CUSTO UNITÁRIO × PB (Peso bruto ou quantidade total (peso do alimento sujo que será utilizado em toda preparação) • CUSTO TOTAL DA PREPARAÇÃO = ∑ CUSTO TOTAL DOS INGRE DIENTES • CUSTO DA PORÇÃO = ∑ CUSTO TOTAL DOS INGREDIENTES N º DE PORÇÕES • DENSIDADE = MASSA ( KG ) VOLUME ( L ) • PESO COZIDO = IC × PL • PESO LÍQUIDO ( PL ) = PESO COZIDO FC • CÁLCULO DO CUSTO Custo unitário é o valor que se paga pelo ingrediente utilizado na preparação em relação à unidade de medida referida na ficha técnica. EXEMPLO • A berinjela custa R$6,34 o kg — esse é o custo unitário. No entanto, como só será utilizado 0,650kg, o custo total será então o valor proporcional a essa quantidade (nesse caso: R$4,12) • Custo total ou valor total da preparação corresponde ao somatório dos valores totais de cada ingrediente utilizado na preparação. Assim, apura-se o custo direto da matéria-prima. • Valor total da preparação = somatório dos totais de cada item da ficha técnica • Valor da porção é o valor de uma porção individual, ou seja, o valor total da preparação dividido pela quantidade especificada no rendimento da porção. • AÇÚCAR: CUSTA R$3,98 O KG. SE EM UMA PREPARAÇÃO FOR UTILIZADO 0,350KG, DE QUANTO SERÁ O CUSTO TOTAL DESSE INGREDIENTE? R$3,98 --------------- 1 KG X --------------- 0,350KG LOGO: X = 3,98 × 0,350 X = R$1,39 VERIFICANDO O APRENDIZADO • 1. JOANA COMPROU 1000G DE ABÓBORA PARA FAZER UMA SOPA, FORAM RETIRADAS CASCAS E SEMENTES, RESTANDO 550G. ASSIM, SEMPRE QUE JOANA PRECISAR COMPRAR ABÓBORA PARA UMA RECEITA QUE UTILIZA 800G DA POLPA DA ABÓBORA, ELA DEVERÁ COMPRAR QUANTO DA HORTALIÇA COM CASCA APROXIMADAMENTE? a) 1,45g b) 0,8kg c) 450g d) 1,81g e) 1550g PB = FCXPL PL = PBXFC 2. PEDRO PERCEBEU QUE 200G DE BATATA CRUA E LIMPA RESULTOU EM 145G DE BATATA FRITA. QUAL O IC DA BATATA FRITA? A) 55g B) 345g C) 0,7g D) 1,37g E) 0,6g