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Radiologia: Parkinson
Possíveis exames:
● Ressonância magnética de alta resolução
● Spect com Trodat
● Ultrassonografia transcraniana
Sabe-se que o objetivo dos exames de imagem não é fornecer o diagnóstico da Doença de Parkinson, o que
deve ser feito clinicamente, mas para fornecer diagnósticos diferenciais das Síndromes Parkinsonianas e
acompanhar a evolução da doença periodicamente.
Fisiopatologia da Doença de Parkinson
A região responsável pela produção dopaminérgica é o mesencéfalo, mais especificamente na substância
negra, que tem a pars compacta como uma sub-região, sendo parte do circuito responsável pelo controle dos
movimentos. Ela contém um grupo de células nervosas conhecidas como neurônios dopaminérgicos, que
produzem e liberam o neurotransmissor dopamina.
A morte dos neurônios dopaminérgicos da pars compacta é o ponto principal na Doença de Parkinson,
levando a diminuição da dopamina, afetando principalmente o sistema motor extrapiramidal (movimentos
involuntários). É importante lembrar que a substância negra também está associada aos núcleos da base
formando a via nigroestriatal, responsável pelo sistema piramidal (movimentos voluntários).
Ressonância Magnética
Deve ser obrigatoriamente de alta resolução, no mínimo de 3 Tesla, o que torna esse exame de difícil
execução. Em um exame bem feito é possível encontrar os seguintes achados:
● Perda da banda de hipersinal da substância negra (perda do sinal da cauda da andorinha)
○ Principal achado
● Aumento da hipointensidade do sinal do putamen (sinal inespecífico)
● Atrofia cerebral (sinal inespecífico)
Observe a perda da intensidade do sinal na região da substância negra na imagem à direita.
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Sinal da cauda da andorinha
Trata-se de um sinal normal e esperado no paciente saudável; na Doença de Parkinson, esse sinal se torna
degenerado, borrado, ou apagado, como na imagem abaixo:
Spect com Trodat
É um exame de medicina nuclear com alta sensibilidade e especificidade para Doença de Parkinson (79% e
92%, respectivamente). Trata-se de um tipo de cintilografia de perfusão cerebral, capaz de fornecer
informações sobre a atividade dopaminérgica, captadas através da tomografia computadorizada.
As alterações observadas nesse exame precedem os achados da RM, uma vez que no Spect com Trodat
observamos a atividade molecular e na RM as consequências anatômicas, que levam tempo para acontecer.
No exame, a cor vermelha representa alta atividade dopaminérgica, e a cor azul, pouca atividade
dopaminérgica.
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Exame normal/exame da Doença de Parkinson
Ultrassonografia Transcraniana
Nesse exame é possível observar o aumento da ecogenicidade na região da substância negra, revelando
disfunção dopaminérgica. Apesar disso, esse exame é muito limitado tecnicamente, isto é, poucos
profissionais o fazem.
Neuromelanina
A presença da neuromelanina está associada a integridade fisiológica da substância negra; seu apagamento,
em contrapartida, está relacionada com a Doença de Parkinson, sendo considerada um biomarcador
promissor – ainda não é usada na vida prática de forma sólida, uma vez que não foi completamente estudada.
Se o diagnóstico é clínico, quando devemos fazer os exames complementares para Parkinson?
Para descartar diagnósticos diferenciais ou quando há dúvidas do diagnóstico clínico de Doença de Parkinson
e outras Síndromes Parkinsonianas.
O Spect com Trodat permite diagnósticos precoces e acompanhamento da evolução da doença, porém é de
difícil acesso – na verdade todos os exames abordados nessa aula são pouco disponíveis por um motivo ou
outro.

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