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PREPARATÓRIO EM NUTRIÇÃO
AULA 33 – TRATO GASTROINTESTINAL
Profª Naryelle Rocha 
Nutricionista - UFCG
Professora da UNINASSAU - CG
Mestre em Saúde Pública - UEPB
Doutoranda em Saúde da Criança e do Adolescente - UFPE
REFERÊNCIAS 
• CHEMIN, S. N; MURAD, J. P. Tratado de alimentação, nutrição e dietoterapia. 
São Paulo: Roca, 2011.
• CUPPARI, L. Nutrição Clinica no Adulto - 4ª Ed. 2019.
• MAHAN, L. K. & SCOTT-STRUMP. KRAUSE: Alimentos Nutricao e Dietoterapia. 
11 ed. Sao Paulo: Roca, 2018.
01 INTRODUÇÃO
DOENÇAS 
DIGESTIVAS
PROBLEMA MAIS COMUM EM ÁREA CLÍNICA
• Hábitos alimentares e Cpos específicos de alimentos;
• Terapia nutricional faz parte da prevenção e do tratamento;
• Modificações na alimentação e no esClo de vida.
01 INTRODUÇÃO
ESTADO NUTRICIONAL SISTEMA DIGESTÓRIO
• Avaliação nutricional abrangente
MASSA CORPORAL
MEDICAÇÕES
SINTOMAS GI
OUTROS
Exame Clínico
Avaliação 
Antropométrica
Marcadores 
Bioquímicos 
Histórico nutricional do 
paciente
01 INTRODUÇÃO
PARTE 01 - SUPERIOR
01 DISFAGIA
É uma desordem na deglu6ção e/ou potencial desabilidade em deglu6r 
com prejuízos na segurança, eficiência e na qualidade de comer e beber. 
Os obje6vos da dietoterapia para pacientes com disfagia são: 
PREVENIRA ASPIRAÇÃO E SUFOCAÇÃO
FACILITAR UMA ALIMENTAÇÃO E DEGLUTIÇÃO SEGURA E INDEPENDENTE
MELHORAR E/OU MANTER O ESTADO NUTRICIONAL E A HIDRATAÇÃO 
01 DISFAGIA
A deglu6ção acontece em três fases: 
1 - Oral
2 - Faríngea
3 - Esofágica
UMA BOA DIETA TEM POR OBJETIVO
1 ATINGIR AS NECESSIDADES CALÓRICO-PROTEICAS;
2 MINIMIZAR OS SINTOMAS DA DOR E/OU DESCONFORTO. 
• A viscosidade é um aspecto importante da alimentação oral;
• Líquidos espessados podem ser u6lizados, pois permitem melhor controle oral 
sobre o bolo alimentar e proporcionam um tempo maior para que o reflexo da 
deglu6ção seja desencadeado. 
QUANDO O LÍQUIDO FOR RALO, TENDE A SER ASPIRADO!
01 DISFAGIA
- Néctar: líquidos levemente espessados, mas finos o suficiente para 
poder ser ingeridos aos goles, sem colher (ex: leite ba6do com fruta e 
mingau ralo)
- Ralo: líquidos regulares, sem alteração (ex: leite)
- Pudim: apresentam aparência sólida, devem ser consumidos com 
colher, mas rapidamente desfazem-se na boca (ex: flan)
- Mel: líquido espessado que deverá ser consumido com 
colher (ex: mingau grosso)
Classificação dos líquidos conforme a sua 
viscosidade
02 DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO
• O RGE é considerado um processo fisiológico normal;
ETIOLOGIA
REFLUXO GASTROESOFÁGICO
• A DRGE – forma crônica ou prolongada mais séria do RGE, definida como: 
SINTOMAS OU COMPLICACOES RESULTANTES DO REFLUXO 
DO CONTEÚDO GÁSTRICO PARA O ESÔFAGO...
• Azia*;
• Sintomas noturnos.
FISIOPATOLOGIA
POSSÍVEIS MECANISMOS ENVOLVIDOS NA DRGE
• Salivação reduzida
• Relaxamento transitório do esfíncter esofageano inferior (EEI)
• Pressão reduzida do esfíncter esofageano inferior (EEI)
• Comprometimento da depuração do ácido esofágico
• Aumento da sensibilidade esofágica
• Para que o refluxo ocorra, a pressão na porção proximal do estomago deve ser 
maior do que a pressão esofágica;
• Pessoas com esofagite erosiva – hipersensibilidade ao ácido;
• Boa função peristál@ca* 
02 DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO
02 DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO
Doença prolongada -> esofagite (inflamação do 
esôfago), erosão, ulceração, hemorragia, perfuração, 
estenose e disfagia. 
ESÔFAGO DE BARRETT: A maior preocupação com pacientes com refluxo de longa duração.
A disfagia que ocorre no refluxo depende do tamanho do bolo alimentar, do 
diâmetro luminal, da contração peristál\ca, da inibição da deglu\ção e do 
relaxamento e contração do EES e EEI, e pode ser classificada como orofaringeana
(alterações da deglu6ção) e esofagiana (Tipo obstru6va - diminuição do lúmen
esofageano e 6po motora - alteração da peristalse ou no EEI). 
TRATAMENTO/DIETOTERAPIA
Modificações de 
Comportamento
Tratamento 
Clínico/Cirúrgico 
Gerenciamento 
Nutricional
02 DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO
02 DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO
TRATAMENTO NUTRICIONAL
VOLUME Diminuído e concentrado, evitando a distensão intra-abdominal e a es6mulação do acido gástrico. 
TEMPERATURA Mornas, evitando-se extremos E/OU Normal, de acordo com a preparação.
LÍQUIDOS Apenas entre as refeições.
VET 
Deve ser suficiente para manter o peso ideal, se necessário promover a 
perda de peso com o obje6vo de diminuir a pressão intra-abdominal e, 
com isso, aumentar a pressão do EEI, que resultará em diminuição do 
refluxo. 
CARBOIDRATOS Normo tendendo a hipoglicídica, para evitar a fermentação e o desconforto abdominal. 
PROTEÍNAS Hiperprotéica, em decorrência da liberação de gastrina, que auxiliar no aumento da pressão do EEI e na cicatrização. 
LIPÍDIOS Hipolipídica (< 20% das calorias totais). A Colecistoquinina e secre6nadiminuem a pressão do EEI (Obs.: gastrina aumenta a pressão do EEI) 
FISIOPATOLOGIA
03 CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO
• Canceres de sistema aerodigesCvos MALIGNIDADES DA:
CAVIDADE BUCAL
OROFARINGE
LARINGE
ESOFAGO 
• Desafios únicos para manter a nutrição adequada
CIRURGIA
QUIMIOTERAPIA
RADIOTERAPIA
• ODINOFAGIA*
TRATAMENTO/DIETOTERAPIA
• Depende do local do tumor.
• Provável restrição a ingestão oral do paciente.
• Se não Cver como ter a nutrição por via oral...
• Sonda de gastrostomia.
• Terapia agressiva de exercícios profiláticos de deglutição.
03 CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO
04 HÉRNIA DE HIATO
É provocada por uma protrusão de parte do estômago sobre o 
músculo diafragmá6co, causando um alargamento da abertura 
diafragmá6ca, deixando o esôfago passar e se juntar ao estômago. 
A PRESENÇA DE HÉRNIA DE HIATO NÃO É SINÔNIMO DE RGE, ELA 
APENAS AUMENTA O RISCO!
• A terapia nutricional é similar da feita para RGE e esofagite;
• Aumentar a pressão do EEI, facilitar o esvaziamento gástrico e modificar o seu 
conteúdo com dieta semelhante à da esofagite;
• Diminuir a pressão intra-abdominal e o peso corporal.
05 GASTRITE E ÚLCERAS PÉPTICAS
FISIOPATOLOGIA
• GASTRITE É UM TERMO NÃO ESPECÍFICO...
Caracterizada pela infiltração do epitélio por células 
inflamatórias, como as células polimorfonucleares (PMNs).
GASTRITE AGUDA GASTRITE CRÔNICA
GASTRITE PROLONGADA...
Gastrite com Helicobacter pylori
• Bactéria gram-nega6va;
• É responsável pela maioria dos casos;
• Resultando – acloridria e perda do fator intrínseco;
• O tratamento com an6bió6cos.
Gastrite sem Helicobacter pylori
• A aspirina e AINEs – são corrosivos;
• Má nutrição – retardar o processo de cura.
Comprometer a 
integridade da mucosa!
05 GASTRITE E ÚLCERAS PÉPTICAS
Os pacientes podem apresentar 
baixos níveis de B12 e/ou altos 
de homocisteína, devendo-se 
então avaliar os níveis de 
séricos de B12. Considera-se 
ainda, que este Wpo de gastrite 
possa ter origem auto- imune, 
porém grande parte esteja 
relacionada à infecção a longo 
prazo por H. pylori. 
TRATAMENTO CLÍNICO
• Remoção do agente incitante; 
MÉTODOS NÃO 
INVASIVOS
MÉTODOS 
INVASIVOS
05 GASTRITE E ÚLCERAS PÉPTICAS
TRATAMENTO MÉDICO: Erradicação dos organismos 
patogênicos, como H. pylori e remoção de qualquer agente 
provocador; Uso de anWbióWcos, anWácidos, antagonistas dos 
receptores H2 e inibidores da bomba de prótons. 
TRATAMENTO NUTRICIONAL
05 GASTRITE E ÚLCERAS PÉPTICAS
Pode variar de acordo com a e6ologia e os sintomas.
Tem por obje6vo:
RECUPERAR O ESTADO NUTRICIONAL DO PACIENTE
EVITAR OU MINIMIZAR OS EFEITOS COLATERAIS E AS 
INTERAÇÕES
PROMOVER O ESVAZIAMENTO ADEQUADO DO ESTÔMAGO PARA 
PERMITIR QUE O REVESTIMENTO MUCOSO SE REGENERE 
FAVORECER O TRABALHO GÁSTRICO, REDUZINDO A SECREÇÃO 
GÁSTRICA, EVITANDO O PROGRESSO DAS LESÕES E A HEMORRAGIA
05 GASTRITE E ÚLCERAS PÉPTICAS
TRATAMENTO NUTRICIONAL
FRACIONAMENTO 4 - 5 refeições (evitar jejum prolongado) 
ALIMENTOS
EVITAR:
Bebidas alcoólicas – irritante de mucosa; Café (mesmo que descafeinado) -
aumenta a produção ácida gástrica; Refrigerantes – aumento da produção ácida
(à base decola e de limão); provocam distensão (gasosos); Pimenta vermelha –
capsaicina – irritante de mucosa; Mostarda em grão chili e chocolate – irritantes. 
PREFERIR:
Fibras – agem como tampão, reduzindo a concentração de ácidos biliares no 
estômago e diminuindo o tempo de trânsito intes^nal, levando a menor 
distensão. 
CONSISTÊNCIA Geral ou adaptada às condições da cavidade oral
VET Ajustado às necessidades do paciente (ANP)
CARBOIDRATOS CHO 50-60%
PTN 10-15%
LIP 25- 30% 
PROTEÍNAS
LIPÍDIOS 
06 GASTRITE E ÚLCERAS PÉPTICAS
ETIOLOGIA
• Protegida das ações digesCvas – ácido e pepsina; 
Ocorre em decorrência da falha dos mecanismos 
normais de defesa.
Causas primárias:
1 – H. pylori
2 – Gastrite
3 – Aspirina
4 – Outros AINEs
5 – Doenças graves
06 GASTRITE E ÚLCERAS PÉPTICAS
• Erosão através da lâmina muscular 
TRATAMENTO/DIETOTERAPIA
FISIOPATOLOGIA
01 Gerenciamento 
Clínico
02 Gerenciamento 
Comportamental
03 Gerenciamento 
Alimentar
06 GASTRITE E ÚLCERAS PÉPTICAS
Úlceras duodenais
• Maioria próxima ao piloro - Aumento da 
massa parietal - Secreção ácida
aumentada; 
• Redução de bicarbonato;
• Obstrução é mais comum; - Pode ocorrer 
metaplasia gástrica relacionada À
infecção por H.pylori.
• Tratamento com bloq. de receptor H2 ou 
inibidor da bomba de prótons –
supressão de ácido.
• Mais comum em Homens (3x mais)
• 4x mais comum que a úlcera gástrica
Úlceras gástricas
• Em alguns casos ocorrem com baixa 
produção de ácido;
• Secreção ácida normal ou diminuída
• Hipomo^lidade antral, estase, e aumento 
do refluxo duodenal são comuns;
• Hemorragia e mortalidade – índices mais 
elevados;
• Mais comum na pequena curvatura;
- Ocorrem ao longo da grande curvatura;
• Associadas a gastrite difusa, inflamação das 
células oxín^cas e atrofia das células
produtoras de ácido e pepsina.
06 GASTRITE E ÚLCERAS PÉPTICAS
TRATAMENTO NUTRICIONAL
TEMPERATURA Evitar alimentos muito quente pois leva a congestão da mucosa, aumenta asecreção ácida e diminui o tempo de esvaziamento gástrico. 
FIBRAS
Por ser modificada por cocção, facilita o processo digestório.
Dietas ricas em fibras tem evidências de um efeito protetor. Atuando no tempo 
de esvaziamento gástrico.
CARBOIDRATOS 
CHO
Sem [di] para evitar a fermentação
50 a 60% de HC no VET; (Cuppari) 
PTN 
N/Hiper Até 1,2g/Kg (fase aguda) 
Até 1,5g/Kg (fase de recuperação)
10 a 15% do VET 
PROTEÍNAS
Incluir o uso da curcumina (e não apenas açafrão), como efeito 
protetor à adesão do H. pylori!
07 CIRURGIAS GÁSTRICAS
• Cirurgias gástricas são realizadas com menos 
frequência;
Gastrectomia parcial ou total*
Das complicações nutricionais relacionadas com a cirurgia gástrica:
VAGOTOMIA GASTRECTOMIA
DIETOTERAPIA
• Ingestão oral de líquidos – 24h a 72h pós cirurgia;
• Conheça a cirurgia e anatomia – para prestação de assistência nutricional. 
07 CIRURGIAS GÁSTRICAS
• Iniciar terapia nutricional o mais precocemente possível preservar ou recuperar o EN;
• Nas gastrectomias subtotais, normalmente a via oral é a opção de escolha;
• Dieta via jejunostomia pode ser iniciada dentro de 24h após a cirurgia com auxilio de bomba 
infusora;
• Algumas fórmulas também são classificadas de acordo com a complexidade dos seus nutrientes 
(poliméricas, oligoméricas e hidrolisadas) e sua osmolalidade, ou seja, sua tolerância digesIva 
(hipotônicas, isotônicas e hipertônicas);
• Preferir fórmulas ISOTÔNICAS;
• Após adaptação intesInal, fórmulas mais concentradas (1,5 a 2 Kcal/ml) podem ser bem toleradas;
• O primeiro líquido permiIdo é a água (gelo);
• Em casos de limitação da via oral, introduzir dieta enteral para prevenir perda de tecido magro e 
instalação da desnutrição;
• Introduzir, de maneira progressiva, alimentos de consistência pastosa, hiperproteica, hipolipídica e 
com poucos condimentos. COMPLICAÇÕES: Síndrome de Dumping 
08 SÍNDROME DO ESVAZIAMENTO GÁSTRICO 
RÁPIDO
• É uma resposta completa e vasomotora à presença de grandes quan6dades de alimentos e 
líquidos;
• Pode ocorrer em consequência de gastrectomia total ou parcial – procedimentos de 
derivação gástrica para tratamento de obesidade.
SINTOMAS PRECOCES SINTOMAS TARDIOS
ETIOLOGIA
FISIOPATOLOGIA
DOR ABDOMINAL
INCHAÇO
NÁUSEAS 
VÔMITOS 
TRANSPIRAÇÃO
CONFUSÃO MENTAL
TREMORES
HIPOGLICEMIA
• CONSUMIR REFEIÇÕES PEQUENAS E FREQUENTES 
DIETOTERAPIA
• LIMITAR OS LÍQUIDOS NAS REFEIÇÕES
• COMER LENTAMENTE
• EVITAR TEMPERATURAS EXTREMAS
• EM CADA REFEIÇÃO, INCLUIR PROTEÍNAS
08 SÍNDROME DO ESVAZIAMENTO GÁSTRICO 
RÁPIDO
09 INDIGESTÃO E DISPEPSIA 
Elas podem ser definidas como desconforto do trato gastrointes6nal 
superior com sintomas de dor abdominal vaga, inchaço, náusea, 
regurgitação e eructação. 
Terapia Nutricional
• Limitar bebidas alcoólicas;
• Realizar refeições frugais e dietas com baixa densidade calórica
• Mas6gar bem os alimentos
• Não beber e comer em excesso
• Alimentar-se lentamente
10 CÂNCER DE ESTÔMAGO 
São neoplasias malignas do estômago podem levar à desnutrição como 
resultado de perdas excessivas de sangue e proteínas ou mais 
comumente, por obstrução, interferindo na ingestão alimentar. 
OBESIDADE
BAIXA INGESTÃO DE FIBRAS 
ALTO CONSUMO DE ALIMENTOS SALGADOS, 
EM CONSERVAS OU INADEQUADO EM 
MICRONUTRIENTES
INFECÇÃO CRÔNICA POR H. PYLORI 
ABUSO DE ÁLCOOL
FUMO
10 CÂNCER DE ESTÔMAGO 
TRATAMENTO NUTRICIONAL
• Vai ser determinada pela localização do tumor, pelo distúrbio funcional e pelo estágio
da doença. 
• Após tratamento cirúrgico (Gastrectomia parcial ou total), pode ocorrer algumas 
complicações ou dificuldades com a alimentação, como a Síndrome de Dumping . 
• No caso de câncer avançado o paciente deve receber uma dieta adaptada, observar 
preferências alimentares, mas pode ser necessária a dieta líquida ou NPT. 
Tratamento: Cirúrgico (Gastrectomia parcial ou total), radical ou paliaWvo (alivia os 
sintomas GI quando a cirurgia curaWva não é mais possível), quimioterapia e/ou 
radioterapia!
PARTE 02 - INFERIOR
11 GASES INTESTINAIS E FLATULÊNCIA
• Os gases intes6nais incluem N2, O2, CO2, H2 e, em alguns indivíduos, CH4.
Cerca de 200ml de gás estão presentes no TGI e os humanos 
excretam em média 700ml de gás ao dia.
QUANTIDADE AUMENTADA DE PASSAGEM DE GÁS
DISTENSÃO ABDOMINAL OU CÓLICA 
CAUSAS
TGI superior: engolir ar e em menor extensão, reações químicas que ocorrem durante a digestão dos 
alimentos. Poucos gases engolidos chegam ao cólon e altas concentrações de N2 e O2 nos gases retais são
resultantes de aerofagia. Para evitar-se aerofagia deve-se comer lentamente, mas^gar com a boca 
fechada, restringir o uso de goma de mascar e privar-se de beber em canudos. 
TGI inferior: Quan^dades aumentadas de CO2, H2 e, algumas vezes, CH4 (1/3 dos indivíduos) nos gases 
retais, indicam fermentação bacteriana excessiva e sugerem má absorção de um substrato fermentável. A 
quan^dade e o ^po de gases dependem da composição de microorganismos colônicos do indivíduo e dos 
substratos alimentares ingeridos. 
11 GASES INTESTINAIS E FLATULÊNCIA
TRATAMENTO NUTRICIONAL
• O movimento de gases em direção ao intes6no delgado proximal e além pode ser 
reduzido por refeições altamente calóricas e ricas em lipídios. 
• A excreção mais lenta, ou gases re6dos, contribuem para a percepção da distensão.
• Desta forma, é indicado o consumo de refeições com poucas calorias e pobre em 
lipídios para ajudar o movimento de gases do trato GI superior e o movimento e o 
exercício podem ajudar a expelir os gases através de eructações e eliminação retal. 
12 CONSTIPAÇÃO
Condição na qual o indivíduo:
- Defeca fezes duras,
- Faz esforço para defecar;
- Os movimentos intes^nais não são frequentes.
Causas da cons6pação:
FIBRA NA DIETA
LÍQUIDO
USO CRÔNICO DE LAXANTES
Tratamento Nutricional
Inclusão na ro^na diária pessoal de:
- Fibra dieté^ca adequada
- Líquidos adequados
- Exercício
- Atenção ao esymulo de defecar. 
12 CONSTIPAÇÃO
• O uso de frutooligossacarídeos (FOS) – substância prebió6cas que nãosão digeridas e 
são fermentadas nos cólons levando ao crescimento de bactérias benéficas – tem 
demonstrado efeitos promissores na cons6pação, porém ainda não se estabeleceu as 
quan6dades indicadas.
• Recomendação diária de fibras:
- 25 a 35 g/dia, ou o correspondente a 10g de fibras para cada 1000 kcal.
- 20 a 35g/dia de fibras (ADA)
- Mais do que 25g ao dia ou 14g para cada 1000 kcal. (25g para mulheres e 38g para 
homens) (krause)
O resíduo se refere à quanCdade de massa fecal remanescente após os processos de ingestão e secreção GI, 
absorção de fermentação GI. Os componentes principais do resíduo fecal são: bactérias e água, os quais 
consCtuem 60-80% do peso das fezes. O conteúdo restante inclui fibra dietéCca, células mucosas 
descamadas, muco e quanCdades variáveis de amidos não absorvidos!
13 DIARRÉIA
Acompanhadas de perda excessiva de líquidos e 
eletrólitos, especialmente Na e K.
ANTIBIÓTICOS*
TIPOS
Exsudativas
Associadas a lesão da mucosa, o que leva a perda de muco, sangue e proteínas
plasmá6cas, com acúmulo de líquidos e eletrólitos no intes6no - Doença de 
Crohn, Colite ulcera\va crônica, Enterite de radiação
Secretórias
Secreção a6va de eletrólitos e água pelo epitélio intes6nal Não responde ao 
jejum - Exotoxinas bacterianas, vírus e secreção aumentadas de hormônios
intes\nais
Osmó\cas Presença de solutos osmo6camente a6vos pouco absorvidos no lúmenintes6nal, responde ao jejum - Intolerância a lactose e Síndrome de dumping
13 DIARRÉIA
TRATAMENTO NUTRICIONAL
• A pec6na ou um suplemento de pequena quan6dade de uma fibra solúvel (hidro|lica) 
também pode ajudar a controlar a diarréia, pela viscosidade que proporciona e pela 
es6mulação da produção de ácidos graxos de cadeia curta, importantes para a integridade e 
recuperação da mucosa intes6nal. Deve-se evitar a oferta de fibras insolúveis. 
• Quando há melhora da diarréia, as quan6dades alimentares fornecidas devem aumentar, 
seguindo a tolerância individual, iniciando-se com amidos complexos, seguidos de proteínas
e gorduras.
A diarréia é sintoma, então o objeWvo do tratamento é remover a 
causa. Em seguida executar a reposição de líquidos e eletrólitos e enfim, 
dar atenção às considerações sobre nutrição. 
14 ESTEATORRÉ ́IA 
É considerada uma consequência da má absorção na qual a gordura não absorvida 
permanece nas fezes. Normalmente 94 a 98% da gordura ingerida é absorvida, mas, na 
esteatorréia, a porcentagem de gordura nas fezes pode aumentar em até 20%. 
Como a esteatorréia é um sintoma e não uma doença, a causa 
subjacente de má absorção deve ser determinada e tratada. 
• Pode se fazer uso dos triglicerídeos de cadeia média (TCM) que possuem 8 a 10 carbonos, e 
por esta razão são hidrolisados rapidamente pela lipase intes^nal não necessitando da lipase 
pancreá^ca nem de ácidos biliares.
• Os ácidos graxos de cadeia curta e média são capazes de entrar diretamente no sangue 
venoso portal até o }gado sem serem ressinte^zados em triglicerídeos. Um grama de TCM 
fornece 8,3 kcal.
15 DOENÇA CELÍACA
PROTEÍNAS DELETÉRIAS 
GLIADINA HORDEÍNA SECALINA AVIDINA
ALFAGLIADINA - fator protéico tóxico
• Mecanismos desconhecido;
• Diagnós6co – combinação de fatores;
• Pode ser classificada em clássica, a}pica, silenciosa e latente. 
Clássica: Sintomas de má-absorção GI após exposição ao glúten da dieta –
diarréia ou esteatorréia, perda de peso, dor e distensão abdominal e 
deficiências nutricionais. Se manifesta entre 6 e 24 meses de idade.
15 DOENÇA CELÍACA
Silenciosa: Pacientes assintomá6cos, mas 
sorologia e biopsia posi6vas para a DC. 
Potencial ou Latente: Sorologia posi6va, mas com biopsia 
intes6nal normal, mesmo com dieta contendo glúten. 
Não clássica ou adpica: Pouco ou nenhum sintoma GI (sem diarréia). 
Predomínio das manifestações extraintes6nais. Surge mais tardiamente. Os 
únicos indícios podem ser a baixa estatura ou anemia.
15 DOENÇA CELÍACA
TRATAMENTO NUTRICIONAL
• A intolerância à lactose ocorre algumas vezes secundariamente à doença celíaca e necessita de 
terapêuIca apropriada. Normalmente após a dieta sem gliadina a lactase volta a níveis normais 
e a intolerância a lactose desaparece. 
• Outras suplementações de nutrientes específicas podem ser necessárias de acordo com as 
sequelas nutricionais.
• Os pacientes que conInuam com má absorção devem receber um suplemento de vitaminas e 
minerais para aIngir a RDA. Se houver má absorção o TCM pode auxiliar a fornecer calorias. 
• A reIrada da gliadina (e das outras proteínas) geralmente reverte o processo e a mucosa 
intesInal volta ao normal, entretanto alguns pacientes podem necessitar de meses até anos de 
dieta para a recuperação máxima. A gliadina deve ser evitada por toda a vida. Nesta dieta, trigo, 
centeio, aveia e cevada são excluídos. 
• Pode-se uIlizar milho, batata, arroz, soja, tapioca, amaranto, quinoa, painço, araruta, polvilho 
doce e azedo, sagu, mandioca, fécula de batata, fubá, farinha de milho, amido de milho e canjica 
e trigo sarraceno (é assim conhecido, mas não pertence a família do trigo comum e não possui 
glúten). 
16 DOENC ̧AS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS (DII) 
16.1 DOENÇA DE CROHN (DC) 
• O fator gené^co parece ter papel mais importante na DC que na RCU. 
16.2 RETOCOLITE ULCERATIVA INESPECÍFICA (RCUI)
Pode envolver qualquer parte do TGI, da boca ao ânus. O intesWno 
delgado, parWcularmente o íleo terminal estão envolvidos.
• A RCU apresenta dois picos de incidência: um primeiro no adulto jovem, entre 15 e 
35 anos, e um segundo entre os 60 e 70 anos.
A doença envolve apenas o cólon e sempre se estende a parWr do reto; 
a inflamação é limitada a camada mucosa.
16 DOENC ̧AS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS (DII) 
TRATAMENTO NUTRICIONAL
Projeto Diretrizes - Doença de Crohn:
• Em crianças com DC, a TNE deve ser indicada para evitar o atraso no crescimento na 
doença leve a moderada - A TNE exclusiva melhora a qualidade de vida em crianças.
• Em adultos com DC, a taxa de remissão com o uso da NE exclusiva é alta, independente da 
fórmula, mas os cor6coides são mais efe6vos em induzir remissão. 
• A melhora do crescimento e desenvolvimento, sem os efeitos colaterais dos cor6coides, faz 
com que a terapia nutrcional enteral, a melhor escolha para tratamento de primeira linha 
em crianças com DC a6va. 
16 DOENC ̧AS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS (DII) 
TRATAMENTO NUTRICIONAL
• A dieta enteral deve ser u6lizada quando os pacientes não conseguem a6ngir 
adequadamente suas necessidades por via oral. Existem divergências sobre a fórmula mais 
adequada para nutrição de pacientes com DII. 
• Sugere-se que o uso de fórmulas elementares pode ser mais vantajoso do que as fórmulas
poliméricas, já que promove repouso intes6nal mais completo e menores cargas 
bacteriana e an6gênica protéica, mas isso não é consenso. 
• Cuppari, 2014 relata que não há eficácia superior de dietas elementares. 
16 DOENC ̧AS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS (DII) 
TRATAMENTO NUTRICIONAL
• Os pacientes com DIIs tem maior probabilidade no desenvolvimento de alergias 
alimentares. A confirmação das reações GI alérgicas verdadeiras aos alimentos é um 
processo di|cil. 
• O paciente deve desejar consumir uma dieta de aminoácidos ou uma dieta muito rígida
composta de apenas 3 ou 4 alimentos com adição de cada um dos alimentos suspeitos de 
cada vez. 
• O alergeno é iden6ficado com base nos sintomas subje6vos e obje6vos relacionados à
adição e eliminação repe6das de alimento.
A dieta deve ser o mais liberal possível na remissão da 
doença.
17 SÍNDROME DO INTESTINO IRRITA ́VEL (SII) 
• Não se consPtui uma doença e sim uma síndrome!
Os sintomas mais comuns são: 
1. Diarréia alternante e cons6pação;
2. Dor abdominal (6picamente aliviada por defecação); 
3. Inchaço;
4. Percepção de flatulência excessiva.
Além de estresse e hábitos alimentares, os fatores que podem piorar os sintomas e 
confundir o diagnós\co são:
1) excesso de uso de laxantes e outros medicamentos sem prescrição; 
2) an6bió6cos; 
3) cafeína;
4) enfermidadeGI prévia;
5) ausência de regularidade em sono, descanso e ingestão de líquido á absorção de 
nutrientes, porém a dieta é importante no controle dos sintomas. 
17 SÍNDROME DO INTESTINO IRRITA ́VEL (SII) 
TRATAMENTO NUTRICIONAL
São importantes as seguintes diretrizes dieté6cas:
• Alto teor de fibras (25 g/dia-Krause2005) - auxiliando a mo6lidade GI normal;
• Grande quan6dade de líquidos (água);
• Evitar excessos de gordura, cafeína, açúcar (principalmente frutose, álcool e lactose em 
indivíduos com deficiência) e refeições grandes;
• Doses elevadas de farelo de trigo não são mais recomendadas e podem exacerbar os 
sintomas;
• Alguns suplementos probió6cos pode oferecer bene|cio a SII, como o Bifidobacterium
infan6s cujo uso foi associado a melhora da dor ou desconforto abdominal, inchaço e 
distensão, sensação de evacuação incompleta, flatulência, esofrços para defecação e 
sa6sfação do hábito intes6nal
Uma dieta pobre em oligossacarídeoa, dissacarídeos e 
monossacarídeos fermentáveis e polióis. 
18 DOENC ̧A DIVERTICULAR 
• A ocorrência de diver6culose está diretamente relacionada a dieta com baixo teor de 
fibras e falta de exercícios e inversamente relacionada a dieta com alto teor de fibras. 
SANGRAMENTO
ABSCESSOS
PERFURAÇÃO AGUDA
SEPSE
18 DOENC ̧A DIVERTICULAR 
TRATAMENTO NUTRICIONAL
DIVERTICULITE
Dieta com pouco resíduo, uma dieta elementar ou, em casos 
complicados, NPT, seguida de um retorno gradual para dieta 
com alto teor de fibra conforme melhora a inflamação. 
DIVERTICULOSE
Dieta de alto teor dieté6co de fibras e, é claro, de líquidos e 
esta prá6ca alivia os sintomas de muitos pacientes. Pode-se 
proceder ao aumento gradual do teor de fibras da dieta 
procurando-se evitar efeitos colaterais como inchaço ou gases. 
Os suplementos de me6lcelulose e psyllium são u6lizados com 
bons resultados 
Existe uma questão controversa a respeito se deve ou não ser evitado alimentos como sementes, 
nozes e cascas para impedir complicações como diverWculite, mas ainda não existe nada 
conclusivo. Porem em casos de obstrução e perfuração, estes alimentos devem sim ser evitados. 
19 SÍNDROME DO INTESTINO CURTO 
Nos indivíduos normais, o comprimento do intestino 
delgado é muito variável, indo de 300 a 850 cm, ficando 
numa média em 620 cm. 
200cm
CAUSAS EM ADULTOS:
1. Doença vascular mesentérica.
2. Câncer.
3. Doença de Crohn. 
CAUSAS EM CRIANÇAS: 
1. Enterocolite necro^zante.
2. Volvo.
3. Atresia intes^nal. 
I. FASE INICIAL
II. FASE INTERMEDIÁRIA
III. FASE TARDIA
19 SÍNDROME DO INTESTINO CURTO 
PACIENTES SUBMETIDOS A RESSECÇÕES DISTAIS DO INTESTINO DELGADOS, 
GERALMENTE APRESENTAM
• Maior risco de formação de cálculos de oxalato pela maior absorção deste no 
cólon.
• Irritação do cólon por sais biliares e ácidos graxos não absorvidos; 
• Na ausência da válvula íleo-cecal, ocorre refluxo de conteúdo bacteriano 
colônico, desconjugação dos sais biliares e u6lização bacteriana de vitamina B12.
• Falta de sais biliares e problemas para absorção de gorduras.
• Não conseguem absorver B12 (sí6o absor6vo íleo terminal).
• Ocorre possivelmente, deficiência de vitaminas lipossolúveis.
• Ocorre possivelmente, deficiência de cálcio, magnésio e zinco (formação de 
sabões insolúveis com ácidos graxos).
19 SÍNDROME DO INTESTINO CURTO 
PACIENTES SUBMETIDOS A RESSECÇÕES PROXIMAIS DO INTESTINO DELGADOS, 
GERALMENTE APRESENTAM
• Ina6vação da lípase pancreá6ca por acidez gástrica; v Insuficiência pancreá6ca
por redução da secre6na e colecistoquinina.
• Carga osmó6ca dos acúcares não absorvidos (falta de dissacaridases). 
• Hipersecreção gástrica.
• Resposta aumentada à pentagastrina, que es6mula a secreção gástrica de ácido
clorídrico, pepsina e fator intrínseco.
19 SÍNDROME DO INTESTINO CURTO 
A adaptação intes6nal caracteriza-se pelo aumento progressivo da capacidade 
absor6va do intes6no remanescente, ocorre hipeplasia da mucosa. 
O processo adapta^vo tem início após 12 a 24h da ressecção, com 
aumento grada^vo ao longo do tempo.
1) Fase inicial da SIC:
• Segundo Projeto Diretrizes, a maioria dos pacientes com ressecção intesInal ampla, e 
consequente SIC, necessitará da TNP, por no mínimo 7-10 dias, mas, em geral, este período pode 
durar até um ou mais meses 
• CaracterísIcas:
- Fase logo após a ressecção intesInal
- Desequilíbrio hidroeletrolíIco
- Incapacidade de usar o TGI
- Início da NPT – 3 a 4 dias no pós-operatório
- Controle de quadros infecciosos relacionados ao cateter venoso profundo
- Controle da diarréia e hiperglicemia e da hipersecreção gástrica
UM DOS OBJETIVOS NUTRICIONAIS É PROMOVER O 
DESMAME DA NP O MAIS BREVE POSSÍVEL.
19 SÍNDROME DO INTESTINO CURTO 
2) Fase intermediária
• Segundo Projeto Diretrizes, a TN deve ser iniciada o mais precocemente possível, podendo 
ter como parâmetro de início, perdas fecais menores que 2,5 litros ao dia. 
• Sugere-se a progressão da via enteral/oral em 05 fases:
19 SÍNDROME DO INTESTINO CURTO 
2) Fase intermediária
• Caracterís6cas: 
- Caracterizada pelo processo adapta6vo
- Desmame progressivo na NPT e concomitante introdução da TNE
- TNE par6cipa no processo de adaptação intes6nal (efeito trófico)
- A composição da dieta exige cuidado (carboidratos, lipídeos, proteínas e osmolaridade) 
Recomendações Nutricionais 
Energia: 30 – 40 Kcal/Kg de peso ideal/dia – Dobrar recomendação
para aqueles pacientes que perderam 50% ou mais do seu 
intes6no. 
Proteínas: 1,5 a 2g/Kg/dia
19 SÍNDROME DO INTESTINO CURTO 
3) Fase tardia (fase crônica) 
• Ocorre na vigência de ingestão oral para manter o peso estabilizado. Nem todos os pacientes 
chegam a este estágio. Até chegar a esta fase pode variar de 03 a 12 meses, podendo chegar 
a 02 anos. 
• Após a ingestão oral os pacientes vão necessitar de suplementações vitamínicas, 
dependendo da área ressecada de vitaminas A, D, K, B12 e ácido Fólico. 
• Ajustes devem ser feitos na oferta de Na, K, Cl, Ca, Mg, Fe, Zn e Cu de acordo com os exames 
HIPERPROTEICA, HIPERCALÓRICA, POBRE EM GORDURA E COM 
RESTRIÇÃO DE LACTOSE E SACAROSE. 
19 SÍNDROME DO INTESTINO CURTO 
3) Fase tardia (fase crônica) 
• Caracterís6cas: 
- A máxima adaptação intes6nal deve ser a6ngida.
- Ocorre a dependência ou independência de NPT.
- Prevenção de complicações da SIC ou da terapia nutricional (sepse, deficiências
nutricionais, hipersecreção gástrica, falência hepá6ca e cálculos renais).
Suplementar vit. Lipossolúveis parenterais. 
Complementos industrializados por via oral, 2 a 3 
vezes/dia, no intervalo das refeições. 
VAMOS TREINAR?
(CONCURSO PREF. CARAZINHO/RS) Em relação à doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), 
assinalar a alterna^va CORRETA: 
a) É uma forma crônica ou prolongada mais séria de refluxo gastroesofágico, definida como 
sintomas ou complicações resultantes apenas do refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago. 
b) A DRGE noturna está significa^vamente associada à gastrite (inflamação do estômago) grave e 
metaplasia intes^nal (esôfago de Barre�), podendo provocar distúrbios do sono. 
c) Alguns dos possíveis mecanismos envolvidos na DRGE são salivação aumentada, relaxamento 
transitório do es}ncter esofageano inferior (EEI), pressão aumentada do es}ncter esofageano
inferior (EEI), comprome^mento da depuração do ácido esofágico e retardo do esvaziamento 
gástrico. 
d) A obesidade é um fator que contribui para a DRGE e a hérnia de hiato na medida em que 
aumenta a pressão intragástrica, e a redução da massa corporal pode diminuir o tempo de contato 
com o conteúdo ácido no esôfago, resultando na redução dos sintomas de refluxo. 
(CONCURSO PREF. CARAZINHO/RS) Em relação à doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), 
assinalar a alterna^va CORRETA: 
a) É uma forma crônica ou prolongada mais séria de refluxo gastroesofágico, definida como 
sintomas ou complicações resultantes apenas do refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago. 
b) A DRGE noturna está significa^vamente associada à gastrite (inflamação do estômago) grave e 
metaplasia intes^nal(esôfago de Barre�), podendo provocar distúrbios do sono. 
c) Alguns dos possíveis mecanismos envolvidos na DRGE são salivação aumentada, relaxamento 
transitório do es}ncter esofageano inferior (EEI), pressão aumentada do es}ncter esofageano
inferior (EEI), comprome^mento da depuração do ácido esofágico e retardo do esvaziamento 
gástrico. 
d) A obesidade é um fator que contribui para a DRGE e a hérnia de hiato na medida em que 
aumenta a pressão intragástrica, e a redução da massa corporal pode diminuir o tempo de contato 
com o conteúdo ácido no esôfago, resultando na redução dos sintomas de refluxo. 
(CONCURSO – PREF. ARAPICARA AL – 2019) Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para as afirmações sobre 
intervenção dieté^ca em pacientes com Refluxo Gastroesfágico (RGE). 
I - Se recém-nascidos amamentados forem diagnos^cados com RGE, deverão ter sua alimentação 
subs^tuída por alimentação láctea espessada com farinhas pré-cozidas. 
II - Devem-se evitar alimentos que diminuem a pressão do Es}ncter Esofagiano Inferior: café, mate, chá 
preto, bebidas alcoólicas, chocolate. 
III – É recomendado evitar líquidos durante as refeições. 
IV - Devem-se oferecer alimentos com alto teor de purinas, como exemplo ervilhas e couve-flor. 
A ordem CORRETA de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
A) F, V, V, F 
B) V, V, V, F 
C) F, F, V, F 
D) F, V, F, V 
E) F, F, F, F
(CONCURSO – PREF. ARAPICARA AL – 2019) Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para as afirmações sobre 
intervenção dietética em pacientes com Refluxo Gastroesfágico (RGE). 
I - Se recém-nascidos amamentados forem diagnosticados com RGE, deverão ter sua alimentação 
substituída por alimentação láctea espessada com farinhas pré-cozidas. 
II - Devem-se evitar alimentos que diminuem a pressão do Esfíncter Esofagiano Inferior: café, mate, chá 
preto, bebidas alcoólicas, chocolate. 
III – É recomendado evitar líquidos durante as refeições. 
IV - Devem-se oferecer alimentos com alto teor de purinas, como exemplo ervilhas e couve-flor. 
A ordem CORRETA de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
A) F, V, V, F 
B) V, V, V, F 
C) F, F, V, F 
D) F, V, F, V 
E) F, F, F, F
(RESIDÊNCIA – UFPR – 2020) Alguns distúrbios gastrointes6nais podem ter relação com 
envelhecimento. A u6lização de líquidos engrossados e a textura modificada dos alimentos 
podem auxiliar os idosos a se alimentarem com mais segurança quando apresentam qual 
distúrbio gastrointes6nal? 
A) Acloridria. 
B) Disfagia. 
C) Cons6pação. 
D) Gastrite. 
E) Diver6culose.
(RESIDÊNCIA – UFPR – 2020) Alguns distúrbios gastrointestinais podem ter relação com 
envelhecimento. A utilização de líquidos engrossados e a textura modificada dos alimentos 
podem auxiliar os idosos a se alimentarem com mais segurança quando apresentam qual 
distúrbio gastrointestinal? 
A) Acloridria. 
B) Disfagia.
C) Constipação. 
D) Gastrite. 
E) Diverticulose.
(CONCURSO – PREF. ARAÇAGI PB – 2019) Sobre a terapia nutricional nos distúrbios do 
sistema gastrointes6nal superior, assinale a alterna6va CORRETA.
A) Em indivíduos com gastrite atrófica, deve-se avaliar o estado da vitamina B12, porque a 
falta do fator intrínseco e a acloridria resultam em má absorção desta vitamina. 
B) Os alimentos com pH ácido, incluindo sucos de frutas cítricas, tomates e refrigerantes, 
são bem tolerados mesmo quando o esôfago já está inflamado, portanto, não devem ser 
evitados.
C) Nos casos de úlcera pép6ca recomenda-se diminuir a ingestão de ácidos graxos ômega-3 
e aumentar o consumo de ácidos graxos ômega-6. 
D) Na síndrome Dumping ou do esvaziamento rápido, os carboidratos simples são mais bem 
tolerados do que proteínas e lipídeos, por isso devem ser u6lizados em maior quan6dade. 
E) Na doença do refluxo gastroesofágico recomendam-se refeições mais volumosas, com 
maior teor de lipídeos e pouca proteína.
(CONCURSO – PREF. ARAÇAGI PB – 2019) Sobre a terapia nutricional nos distúrbios do 
sistema gastrointes6nal superior, assinale a alterna6va CORRETA.
A) Em indivíduos com gastrite atrófica, deve-se avaliar o estado da vitamina B12, porque a 
falta do fator intrínseco e a acloridria resultam em má absorção desta vitamina. 
B) Os alimentos com pH ácido, incluindo sucos de frutas cítricas, tomates e refrigerantes, 
são bem tolerados mesmo quando o esôfago já está inflamado, portanto, não devem ser 
evitados.
C) Nos casos de úlcera pép6ca recomenda-se diminuir a ingestão de ácidos graxos ômega-3 
e aumentar o consumo de ácidos graxos ômega-6. 
D) Na síndrome Dumping ou do esvaziamento rápido, os carboidratos simples são mais bem 
tolerados do que proteínas e lipídeos, por isso devem ser u6lizados em maior quan6dade. 
E) Na doença do refluxo gastroesofágico recomendam-se refeições mais volumosas, com 
maior teor de lipídeos e pouca proteína.
(RESIDÊNCIA – UFPR – 2020) A ressecção cirúrgica ou remoção de alguma parte do trato alimentar pode 
prejudicar a digestão e absorção de nutrientes. São sintomas da síndrome da pós-gastrectomia: 
A) Síndrome de Dumping, má absorção de gorduras, estase gástrica, intolerância à lactose, anemia e 
doença óssea metabólica.
B) Síndrome de Angelman, má absorção de proteína, gastroparesia, intolerância à glucose, anemia 
perniciosa e doença óssea. 
C) Síndrome de Asperger, má absorção de carboidrato, saciedade precoce, intolerância à frutose, anemia e 
doença metabólica. 
D) Síndrome de Cushing, má absorção de vitamina B12, estase gástrica, intolerância à lactose, anemia 
falciforme e doença óssea. 
E) Síndrome de Fanconi, má absorção de vitaminas lipossolúveis, gastroparesia, intolerância à frutose, 
anemia perniciosa e doença óssea metabólica. 
(RESIDÊNCIA – UFPR – 2020) A ressecção cirúrgica ou remoção de alguma parte do trato alimentar pode 
prejudicar a digestão e absorção de nutrientes. São sintomas da síndrome da pós-gastrectomia: 
A) Síndrome de Dumping, má absorção de gorduras, estase gástrica, intolerância à lactose, anemia e 
doença óssea metabólica.
B) Síndrome de Angelman, má absorção de proteína, gastroparesia, intolerância à glucose, anemia 
perniciosa e doença óssea. 
C) Síndrome de Asperger, má absorção de carboidrato, saciedade precoce, intolerância à frutose, anemia e 
doença metabólica. 
D) Síndrome de Cushing, má absorção de vitamina B12, estase gástrica, intolerância à lactose, anemia 
falciforme e doença óssea. 
E) Síndrome de Fanconi, má absorção de vitaminas lipossolúveis, gastroparesia, intolerância à frutose, 
anemia perniciosa e doença óssea metabólica. 
(RESIDÊNCIA – SES/SC -2020) Considerando as condutas dietoterápicas aplicadas a situações
especiais decorrentes da gestação, todas as alterna6vas estão corretas, exceto:
A) Em casos de flatulência deve-se avaliar a tolerância à alimentos como alho, batatadoce,
couve-flor e repolho.
B) Para a gestante com ganho de peso excessivo deve-se priorizar refeições com grandes
intervalos de tempo a fim de diminuir a ingestão calórica.
c) Entre as recomendações gerais para gestantes estão a u6lização de leites pasteurizados e
carnes bem cozidas.
D) Na anemia deve-se deses6mular o consumo de café chás, leite e derivados, além de
alimentos ricos em fibras junto às grandes refeições.
(RESIDÊNCIA – SES/SC -2020) Considerando as condutas dietoterápicas aplicadas a situações
especiais decorrentes da gestação, todas as alternativas estão corretas, exceto:
A) Em casos de flatulência deve-se avaliar a tolerância à alimentos como alho, batatadoce,
couve-flor e repolho.
B) Para a gestante com ganho de peso excessivo deve-se priorizar refeições com grandes
intervalos de tempo a fim de diminuir a ingestão calórica.
c) Entre as recomendações gerais para gestantes estão a utilização de leites pasteurizados e
carnes bem cozidas.
D) Na anemia deve-se desestimular o consumo de café chás, leite e derivados, além de
alimentos ricos em fibras junto às grandes refeições.
(RESIDÊNCIA - SES/SC - 2020) A Síndrome do Intes6no Irritável é uma doença de
fisiopatologia complexa que inclui fatoresgené6cos, ambientais, psicomediados,
disbiose, entre outros. Seus maiores sinais e sintomas incluem:
A) Fome excessiva e ganho de peso.
B) Desnutrição e sangramento.
C) Vômitos e tonturas.
D) Distensão abdominal, diarreia ou cons6pação.
(RESIDÊNCIA - SES/SC - 2020) A Síndrome do Intestino Irritável é uma doença de
fisiopatologia complexa que inclui fatores genéticos, ambientais, psicomediados,
disbiose, entre outros. Seus maiores sinais e sintomas incluem:
A) Fome excessiva e ganho de peso.
B) Desnutrição e sangramento.
C) Vômitos e tonturas.
D) Distensão abdominal, diarreia ou constipação.
(CONCURSO – PREF. TARUMÃ SP – 2019) Quais os sinais e sintomas da Síndrome do 
Intes6no Irritável: 
A) Vômitos e Sangramento Retal. 
B) Ganho de peso e retardo do crescimento.
C) Distensão abdominal, diarreia ou cons6pação. 
D) Desnutrição e retardo de crescimento. 
(CONCURSO – PREF. TARUMÃ SP – 2019) Quais os sinais e sintomas da Síndrome do 
Intes6no Irritável: 
A) Vômitos e Sangramento Retal. 
B) Ganho de peso e retardo do crescimento.
C) Distensão abdominal, diarreia ou cons6pação. 
D) Desnutrição e retardo de crescimento. 
(CONCURSO – PREF. ANTÔNIO PRADO, RS – 2019) Sobre as duas principais formas de doença inflamatória 
intes^nal (DII), doença de Crohn e colite ulcera^va, analisar os itens abaixo:
I. Compar^lham algumas caracterís^cas clínicas, incluindo diarréia, febre, per da de peso, anemia, 
intolerâncias alimentares, desnutrição, déficit de crescimento e manifestações extraintes^nais ( artrí^cas, 
dermatológicas e hepá^cas).
II. Embora a desnutrição possa ocorrer em ambas a s formas de D II, é um a preocupação ao longo da v ida 
mais comum em pacientes com colite ulcera^va. 
III. A doença de Crohn pode envolver qualquer parte do trato gastrointes^nal, mas aproximadamente 50 % 
a 60% dos casos envolvem tanto o íleo distal quanto o cólon. Já a a^vidade da doença na colite ulcera^va é 
limitada ao intes^no grosso e reto. 
IV. Embora os probió^cos pareçam ser úteis na colite ulcera^va, os estudos com probió^cos, até o 
momento, não demonstraram melhora significa^va na a^vidade da doença de Crohn em doentes adultos 
ou pediátricos; os suplementos probió^cos não parecem prolongar a remissão na doença de Crohn. 
Estão CORRETOS: 
A) Somente os itens I e II. 
B) Somente os itens I e III. 
C) Somente os itens I, III e IV. 
D) Somente os itens II, III e IV.
E) Todos os itens.
(CONCURSO – PREF. ANTÔNIO PRADO, RS – 2019) Sobre as duas principais formas de doença inflamatória 
intes^nal (DII), doença de Crohn e colite ulcera^va, analisar os itens abaixo:
I. Compar^lham algumas caracterís^cas clínicas, incluindo diarréia, febre, per da de peso, anemia, 
intolerâncias alimentares, desnutrição, déficit de crescimento e manifestações extraintes^nais ( artrí^cas, 
dermatológicas e hepá^cas).
II. Embora a desnutrição possa ocorrer em ambas a s formas de D II, é um a preocupação ao longo da v ida 
mais comum em pacientes com colite ulcera^va. 
III. A doença de Crohn pode envolver qualquer parte do trato gastrointes^nal, mas aproximadamente 50 % 
a 60% dos casos envolvem tanto o íleo distal quanto o cólon. Já a a^vidade da doença na colite ulcera^va é 
limitada ao intes^no grosso e reto. 
IV. Embora os probió^cos pareçam ser úteis na colite ulcera^va, os estudos com probió^cos, até o 
momento, não demonstraram melhora significa^va na a^vidade da doença de Crohn em doentes adultos 
ou pediátricos; os suplementos probió^cos não parecem prolongar a remissão na doença de Crohn. 
Estão CORRETOS: 
A) Somente os itens I e II. 
B) Somente os itens I e III. 
C) Somente os itens I, III e IV. 
D) Somente os itens II, III e IV.
E) Todos os itens.
(RESIDÊNCIA – UNESC – 2020) Acerca da fisiopatologia e do tratamento das doenças do trato
gastrointes^nal, assinale a opção correta:
A) A doença de Chron e a colite ulcera^va compar^lham algumas caracterís^cas clínicas, tais como diarreia
com sangue, presença de cálculos biliares e }stulas recorrentes, determinando procedimentos terapêu^cos
nutricionais bastante semelhantes.
B) A síndrome de intes^no curto refere-se às consequências nutricionais e clínicas resultantes de grandes
ressecções do intes^no delgado, cujo tratamento é o transplante de intes^no e a instalação de nutrição
parenteral total permanente.
C) O tratamento nutricional para redução do refluxo gastresofágico e esofagite inclui a u^lização de
suplementos alimentares à base de ácidos graxos ômega 3, que aumentam a pressão no es}ncter esofágico
inferior, reduzindo a produção latente de ácido gástrico.
D) O tratamento nutricional da doença celíaca, ou enteropa^a sensível ao glúten, inclui a re^rada de
alimentos, tais como o trigo, a cevada, a soja e o feijão guandu, por conterem a fração de pepydeos
específicos que desencadeiam a doença.
E) A intolerância secundária à lactose pode se desenvolver como consequência de infecções no intes^no
delgado, doenças inflamatórias, desnutrição e síndrome da imunodeficiência adquirida.
(RESIDÊNCIA – UNESC – 2020) Acerca da fisiopatologia e do tratamento das doenças do trato
gastrointestinal, assinale a opção correta:
A) A doença de Chron e a colite ulcerativa compartilham algumas características clínicas, tais como diarreia
com sangue, presença de cálculos biliares e fístulas recorrentes, determinando procedimentos terapêuticos
nutricionais bastante semelhantes.
B) A síndrome de intestino curto refere-se às consequências nutricionais e clínicas resultantes de grandes
ressecções do intestino delgado, cujo tratamento é o transplante de intestino e a instalação de nutrição
parenteral total permanente.
C) O tratamento nutricional para redução do refluxo gastresofágico e esofagite inclui a utilização de
suplementos alimentares à base de ácidos graxos ômega 3, que aumentam a pressão no esfíncter esofágico
inferior, reduzindo a produção latente de ácido gástrico.
D) O tratamento nutricional da doença celíaca, ou enteropatia sensível ao glúten, inclui a retirada de
alimentos, tais como o trigo, a cevada, a soja e o feijão guandu, por conterem a fração de peptídeos
específicos que desencadeiam a doença.
E) A intolerância secundária à lactose pode se desenvolver como consequência de infecções no intestino
delgado, doenças inflamatórias, desnutrição e síndrome da imunodeficiência adquirida.
DÚVIDAS?

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