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PREPARATÓRIO EM NUTRIÇÃO AULA 33 – TRATO GASTROINTESTINAL Profª Naryelle Rocha Nutricionista - UFCG Professora da UNINASSAU - CG Mestre em Saúde Pública - UEPB Doutoranda em Saúde da Criança e do Adolescente - UFPE REFERÊNCIAS • CHEMIN, S. N; MURAD, J. P. Tratado de alimentação, nutrição e dietoterapia. São Paulo: Roca, 2011. • CUPPARI, L. Nutrição Clinica no Adulto - 4ª Ed. 2019. • MAHAN, L. K. & SCOTT-STRUMP. KRAUSE: Alimentos Nutricao e Dietoterapia. 11 ed. Sao Paulo: Roca, 2018. 01 INTRODUÇÃO DOENÇAS DIGESTIVAS PROBLEMA MAIS COMUM EM ÁREA CLÍNICA • Hábitos alimentares e Cpos específicos de alimentos; • Terapia nutricional faz parte da prevenção e do tratamento; • Modificações na alimentação e no esClo de vida. 01 INTRODUÇÃO ESTADO NUTRICIONAL SISTEMA DIGESTÓRIO • Avaliação nutricional abrangente MASSA CORPORAL MEDICAÇÕES SINTOMAS GI OUTROS Exame Clínico Avaliação Antropométrica Marcadores Bioquímicos Histórico nutricional do paciente 01 INTRODUÇÃO PARTE 01 - SUPERIOR 01 DISFAGIA É uma desordem na deglu6ção e/ou potencial desabilidade em deglu6r com prejuízos na segurança, eficiência e na qualidade de comer e beber. Os obje6vos da dietoterapia para pacientes com disfagia são: PREVENIRA ASPIRAÇÃO E SUFOCAÇÃO FACILITAR UMA ALIMENTAÇÃO E DEGLUTIÇÃO SEGURA E INDEPENDENTE MELHORAR E/OU MANTER O ESTADO NUTRICIONAL E A HIDRATAÇÃO 01 DISFAGIA A deglu6ção acontece em três fases: 1 - Oral 2 - Faríngea 3 - Esofágica UMA BOA DIETA TEM POR OBJETIVO 1 ATINGIR AS NECESSIDADES CALÓRICO-PROTEICAS; 2 MINIMIZAR OS SINTOMAS DA DOR E/OU DESCONFORTO. • A viscosidade é um aspecto importante da alimentação oral; • Líquidos espessados podem ser u6lizados, pois permitem melhor controle oral sobre o bolo alimentar e proporcionam um tempo maior para que o reflexo da deglu6ção seja desencadeado. QUANDO O LÍQUIDO FOR RALO, TENDE A SER ASPIRADO! 01 DISFAGIA - Néctar: líquidos levemente espessados, mas finos o suficiente para poder ser ingeridos aos goles, sem colher (ex: leite ba6do com fruta e mingau ralo) - Ralo: líquidos regulares, sem alteração (ex: leite) - Pudim: apresentam aparência sólida, devem ser consumidos com colher, mas rapidamente desfazem-se na boca (ex: flan) - Mel: líquido espessado que deverá ser consumido com colher (ex: mingau grosso) Classificação dos líquidos conforme a sua viscosidade 02 DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO • O RGE é considerado um processo fisiológico normal; ETIOLOGIA REFLUXO GASTROESOFÁGICO • A DRGE – forma crônica ou prolongada mais séria do RGE, definida como: SINTOMAS OU COMPLICACOES RESULTANTES DO REFLUXO DO CONTEÚDO GÁSTRICO PARA O ESÔFAGO... • Azia*; • Sintomas noturnos. FISIOPATOLOGIA POSSÍVEIS MECANISMOS ENVOLVIDOS NA DRGE • Salivação reduzida • Relaxamento transitório do esfíncter esofageano inferior (EEI) • Pressão reduzida do esfíncter esofageano inferior (EEI) • Comprometimento da depuração do ácido esofágico • Aumento da sensibilidade esofágica • Para que o refluxo ocorra, a pressão na porção proximal do estomago deve ser maior do que a pressão esofágica; • Pessoas com esofagite erosiva – hipersensibilidade ao ácido; • Boa função peristál@ca* 02 DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO 02 DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO Doença prolongada -> esofagite (inflamação do esôfago), erosão, ulceração, hemorragia, perfuração, estenose e disfagia. ESÔFAGO DE BARRETT: A maior preocupação com pacientes com refluxo de longa duração. A disfagia que ocorre no refluxo depende do tamanho do bolo alimentar, do diâmetro luminal, da contração peristál\ca, da inibição da deglu\ção e do relaxamento e contração do EES e EEI, e pode ser classificada como orofaringeana (alterações da deglu6ção) e esofagiana (Tipo obstru6va - diminuição do lúmen esofageano e 6po motora - alteração da peristalse ou no EEI). TRATAMENTO/DIETOTERAPIA Modificações de Comportamento Tratamento Clínico/Cirúrgico Gerenciamento Nutricional 02 DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO 02 DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO TRATAMENTO NUTRICIONAL VOLUME Diminuído e concentrado, evitando a distensão intra-abdominal e a es6mulação do acido gástrico. TEMPERATURA Mornas, evitando-se extremos E/OU Normal, de acordo com a preparação. LÍQUIDOS Apenas entre as refeições. VET Deve ser suficiente para manter o peso ideal, se necessário promover a perda de peso com o obje6vo de diminuir a pressão intra-abdominal e, com isso, aumentar a pressão do EEI, que resultará em diminuição do refluxo. CARBOIDRATOS Normo tendendo a hipoglicídica, para evitar a fermentação e o desconforto abdominal. PROTEÍNAS Hiperprotéica, em decorrência da liberação de gastrina, que auxiliar no aumento da pressão do EEI e na cicatrização. LIPÍDIOS Hipolipídica (< 20% das calorias totais). A Colecistoquinina e secre6nadiminuem a pressão do EEI (Obs.: gastrina aumenta a pressão do EEI) FISIOPATOLOGIA 03 CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO • Canceres de sistema aerodigesCvos MALIGNIDADES DA: CAVIDADE BUCAL OROFARINGE LARINGE ESOFAGO • Desafios únicos para manter a nutrição adequada CIRURGIA QUIMIOTERAPIA RADIOTERAPIA • ODINOFAGIA* TRATAMENTO/DIETOTERAPIA • Depende do local do tumor. • Provável restrição a ingestão oral do paciente. • Se não Cver como ter a nutrição por via oral... • Sonda de gastrostomia. • Terapia agressiva de exercícios profiláticos de deglutição. 03 CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO 04 HÉRNIA DE HIATO É provocada por uma protrusão de parte do estômago sobre o músculo diafragmá6co, causando um alargamento da abertura diafragmá6ca, deixando o esôfago passar e se juntar ao estômago. A PRESENÇA DE HÉRNIA DE HIATO NÃO É SINÔNIMO DE RGE, ELA APENAS AUMENTA O RISCO! • A terapia nutricional é similar da feita para RGE e esofagite; • Aumentar a pressão do EEI, facilitar o esvaziamento gástrico e modificar o seu conteúdo com dieta semelhante à da esofagite; • Diminuir a pressão intra-abdominal e o peso corporal. 05 GASTRITE E ÚLCERAS PÉPTICAS FISIOPATOLOGIA • GASTRITE É UM TERMO NÃO ESPECÍFICO... Caracterizada pela infiltração do epitélio por células inflamatórias, como as células polimorfonucleares (PMNs). GASTRITE AGUDA GASTRITE CRÔNICA GASTRITE PROLONGADA... Gastrite com Helicobacter pylori • Bactéria gram-nega6va; • É responsável pela maioria dos casos; • Resultando – acloridria e perda do fator intrínseco; • O tratamento com an6bió6cos. Gastrite sem Helicobacter pylori • A aspirina e AINEs – são corrosivos; • Má nutrição – retardar o processo de cura. Comprometer a integridade da mucosa! 05 GASTRITE E ÚLCERAS PÉPTICAS Os pacientes podem apresentar baixos níveis de B12 e/ou altos de homocisteína, devendo-se então avaliar os níveis de séricos de B12. Considera-se ainda, que este Wpo de gastrite possa ter origem auto- imune, porém grande parte esteja relacionada à infecção a longo prazo por H. pylori. TRATAMENTO CLÍNICO • Remoção do agente incitante; MÉTODOS NÃO INVASIVOS MÉTODOS INVASIVOS 05 GASTRITE E ÚLCERAS PÉPTICAS TRATAMENTO MÉDICO: Erradicação dos organismos patogênicos, como H. pylori e remoção de qualquer agente provocador; Uso de anWbióWcos, anWácidos, antagonistas dos receptores H2 e inibidores da bomba de prótons. TRATAMENTO NUTRICIONAL 05 GASTRITE E ÚLCERAS PÉPTICAS Pode variar de acordo com a e6ologia e os sintomas. Tem por obje6vo: RECUPERAR O ESTADO NUTRICIONAL DO PACIENTE EVITAR OU MINIMIZAR OS EFEITOS COLATERAIS E AS INTERAÇÕES PROMOVER O ESVAZIAMENTO ADEQUADO DO ESTÔMAGO PARA PERMITIR QUE O REVESTIMENTO MUCOSO SE REGENERE FAVORECER O TRABALHO GÁSTRICO, REDUZINDO A SECREÇÃO GÁSTRICA, EVITANDO O PROGRESSO DAS LESÕES E A HEMORRAGIA 05 GASTRITE E ÚLCERAS PÉPTICAS TRATAMENTO NUTRICIONAL FRACIONAMENTO 4 - 5 refeições (evitar jejum prolongado) ALIMENTOS EVITAR: Bebidas alcoólicas – irritante de mucosa; Café (mesmo que descafeinado) - aumenta a produção ácida gástrica; Refrigerantes – aumento da produção ácida (à base decola e de limão); provocam distensão (gasosos); Pimenta vermelha – capsaicina – irritante de mucosa; Mostarda em grão chili e chocolate – irritantes. PREFERIR: Fibras – agem como tampão, reduzindo a concentração de ácidos biliares no estômago e diminuindo o tempo de trânsito intes^nal, levando a menor distensão. CONSISTÊNCIA Geral ou adaptada às condições da cavidade oral VET Ajustado às necessidades do paciente (ANP) CARBOIDRATOS CHO 50-60% PTN 10-15% LIP 25- 30% PROTEÍNAS LIPÍDIOS 06 GASTRITE E ÚLCERAS PÉPTICAS ETIOLOGIA • Protegida das ações digesCvas – ácido e pepsina; Ocorre em decorrência da falha dos mecanismos normais de defesa. Causas primárias: 1 – H. pylori 2 – Gastrite 3 – Aspirina 4 – Outros AINEs 5 – Doenças graves 06 GASTRITE E ÚLCERAS PÉPTICAS • Erosão através da lâmina muscular TRATAMENTO/DIETOTERAPIA FISIOPATOLOGIA 01 Gerenciamento Clínico 02 Gerenciamento Comportamental 03 Gerenciamento Alimentar 06 GASTRITE E ÚLCERAS PÉPTICAS Úlceras duodenais • Maioria próxima ao piloro - Aumento da massa parietal - Secreção ácida aumentada; • Redução de bicarbonato; • Obstrução é mais comum; - Pode ocorrer metaplasia gástrica relacionada À infecção por H.pylori. • Tratamento com bloq. de receptor H2 ou inibidor da bomba de prótons – supressão de ácido. • Mais comum em Homens (3x mais) • 4x mais comum que a úlcera gástrica Úlceras gástricas • Em alguns casos ocorrem com baixa produção de ácido; • Secreção ácida normal ou diminuída • Hipomo^lidade antral, estase, e aumento do refluxo duodenal são comuns; • Hemorragia e mortalidade – índices mais elevados; • Mais comum na pequena curvatura; - Ocorrem ao longo da grande curvatura; • Associadas a gastrite difusa, inflamação das células oxín^cas e atrofia das células produtoras de ácido e pepsina. 06 GASTRITE E ÚLCERAS PÉPTICAS TRATAMENTO NUTRICIONAL TEMPERATURA Evitar alimentos muito quente pois leva a congestão da mucosa, aumenta asecreção ácida e diminui o tempo de esvaziamento gástrico. FIBRAS Por ser modificada por cocção, facilita o processo digestório. Dietas ricas em fibras tem evidências de um efeito protetor. Atuando no tempo de esvaziamento gástrico. CARBOIDRATOS CHO Sem [di] para evitar a fermentação 50 a 60% de HC no VET; (Cuppari) PTN N/Hiper Até 1,2g/Kg (fase aguda) Até 1,5g/Kg (fase de recuperação) 10 a 15% do VET PROTEÍNAS Incluir o uso da curcumina (e não apenas açafrão), como efeito protetor à adesão do H. pylori! 07 CIRURGIAS GÁSTRICAS • Cirurgias gástricas são realizadas com menos frequência; Gastrectomia parcial ou total* Das complicações nutricionais relacionadas com a cirurgia gástrica: VAGOTOMIA GASTRECTOMIA DIETOTERAPIA • Ingestão oral de líquidos – 24h a 72h pós cirurgia; • Conheça a cirurgia e anatomia – para prestação de assistência nutricional. 07 CIRURGIAS GÁSTRICAS • Iniciar terapia nutricional o mais precocemente possível preservar ou recuperar o EN; • Nas gastrectomias subtotais, normalmente a via oral é a opção de escolha; • Dieta via jejunostomia pode ser iniciada dentro de 24h após a cirurgia com auxilio de bomba infusora; • Algumas fórmulas também são classificadas de acordo com a complexidade dos seus nutrientes (poliméricas, oligoméricas e hidrolisadas) e sua osmolalidade, ou seja, sua tolerância digesIva (hipotônicas, isotônicas e hipertônicas); • Preferir fórmulas ISOTÔNICAS; • Após adaptação intesInal, fórmulas mais concentradas (1,5 a 2 Kcal/ml) podem ser bem toleradas; • O primeiro líquido permiIdo é a água (gelo); • Em casos de limitação da via oral, introduzir dieta enteral para prevenir perda de tecido magro e instalação da desnutrição; • Introduzir, de maneira progressiva, alimentos de consistência pastosa, hiperproteica, hipolipídica e com poucos condimentos. COMPLICAÇÕES: Síndrome de Dumping 08 SÍNDROME DO ESVAZIAMENTO GÁSTRICO RÁPIDO • É uma resposta completa e vasomotora à presença de grandes quan6dades de alimentos e líquidos; • Pode ocorrer em consequência de gastrectomia total ou parcial – procedimentos de derivação gástrica para tratamento de obesidade. SINTOMAS PRECOCES SINTOMAS TARDIOS ETIOLOGIA FISIOPATOLOGIA DOR ABDOMINAL INCHAÇO NÁUSEAS VÔMITOS TRANSPIRAÇÃO CONFUSÃO MENTAL TREMORES HIPOGLICEMIA • CONSUMIR REFEIÇÕES PEQUENAS E FREQUENTES DIETOTERAPIA • LIMITAR OS LÍQUIDOS NAS REFEIÇÕES • COMER LENTAMENTE • EVITAR TEMPERATURAS EXTREMAS • EM CADA REFEIÇÃO, INCLUIR PROTEÍNAS 08 SÍNDROME DO ESVAZIAMENTO GÁSTRICO RÁPIDO 09 INDIGESTÃO E DISPEPSIA Elas podem ser definidas como desconforto do trato gastrointes6nal superior com sintomas de dor abdominal vaga, inchaço, náusea, regurgitação e eructação. Terapia Nutricional • Limitar bebidas alcoólicas; • Realizar refeições frugais e dietas com baixa densidade calórica • Mas6gar bem os alimentos • Não beber e comer em excesso • Alimentar-se lentamente 10 CÂNCER DE ESTÔMAGO São neoplasias malignas do estômago podem levar à desnutrição como resultado de perdas excessivas de sangue e proteínas ou mais comumente, por obstrução, interferindo na ingestão alimentar. OBESIDADE BAIXA INGESTÃO DE FIBRAS ALTO CONSUMO DE ALIMENTOS SALGADOS, EM CONSERVAS OU INADEQUADO EM MICRONUTRIENTES INFECÇÃO CRÔNICA POR H. PYLORI ABUSO DE ÁLCOOL FUMO 10 CÂNCER DE ESTÔMAGO TRATAMENTO NUTRICIONAL • Vai ser determinada pela localização do tumor, pelo distúrbio funcional e pelo estágio da doença. • Após tratamento cirúrgico (Gastrectomia parcial ou total), pode ocorrer algumas complicações ou dificuldades com a alimentação, como a Síndrome de Dumping . • No caso de câncer avançado o paciente deve receber uma dieta adaptada, observar preferências alimentares, mas pode ser necessária a dieta líquida ou NPT. Tratamento: Cirúrgico (Gastrectomia parcial ou total), radical ou paliaWvo (alivia os sintomas GI quando a cirurgia curaWva não é mais possível), quimioterapia e/ou radioterapia! PARTE 02 - INFERIOR 11 GASES INTESTINAIS E FLATULÊNCIA • Os gases intes6nais incluem N2, O2, CO2, H2 e, em alguns indivíduos, CH4. Cerca de 200ml de gás estão presentes no TGI e os humanos excretam em média 700ml de gás ao dia. QUANTIDADE AUMENTADA DE PASSAGEM DE GÁS DISTENSÃO ABDOMINAL OU CÓLICA CAUSAS TGI superior: engolir ar e em menor extensão, reações químicas que ocorrem durante a digestão dos alimentos. Poucos gases engolidos chegam ao cólon e altas concentrações de N2 e O2 nos gases retais são resultantes de aerofagia. Para evitar-se aerofagia deve-se comer lentamente, mas^gar com a boca fechada, restringir o uso de goma de mascar e privar-se de beber em canudos. TGI inferior: Quan^dades aumentadas de CO2, H2 e, algumas vezes, CH4 (1/3 dos indivíduos) nos gases retais, indicam fermentação bacteriana excessiva e sugerem má absorção de um substrato fermentável. A quan^dade e o ^po de gases dependem da composição de microorganismos colônicos do indivíduo e dos substratos alimentares ingeridos. 11 GASES INTESTINAIS E FLATULÊNCIA TRATAMENTO NUTRICIONAL • O movimento de gases em direção ao intes6no delgado proximal e além pode ser reduzido por refeições altamente calóricas e ricas em lipídios. • A excreção mais lenta, ou gases re6dos, contribuem para a percepção da distensão. • Desta forma, é indicado o consumo de refeições com poucas calorias e pobre em lipídios para ajudar o movimento de gases do trato GI superior e o movimento e o exercício podem ajudar a expelir os gases através de eructações e eliminação retal. 12 CONSTIPAÇÃO Condição na qual o indivíduo: - Defeca fezes duras, - Faz esforço para defecar; - Os movimentos intes^nais não são frequentes. Causas da cons6pação: FIBRA NA DIETA LÍQUIDO USO CRÔNICO DE LAXANTES Tratamento Nutricional Inclusão na ro^na diária pessoal de: - Fibra dieté^ca adequada - Líquidos adequados - Exercício - Atenção ao esymulo de defecar. 12 CONSTIPAÇÃO • O uso de frutooligossacarídeos (FOS) – substância prebió6cas que nãosão digeridas e são fermentadas nos cólons levando ao crescimento de bactérias benéficas – tem demonstrado efeitos promissores na cons6pação, porém ainda não se estabeleceu as quan6dades indicadas. • Recomendação diária de fibras: - 25 a 35 g/dia, ou o correspondente a 10g de fibras para cada 1000 kcal. - 20 a 35g/dia de fibras (ADA) - Mais do que 25g ao dia ou 14g para cada 1000 kcal. (25g para mulheres e 38g para homens) (krause) O resíduo se refere à quanCdade de massa fecal remanescente após os processos de ingestão e secreção GI, absorção de fermentação GI. Os componentes principais do resíduo fecal são: bactérias e água, os quais consCtuem 60-80% do peso das fezes. O conteúdo restante inclui fibra dietéCca, células mucosas descamadas, muco e quanCdades variáveis de amidos não absorvidos! 13 DIARRÉIA Acompanhadas de perda excessiva de líquidos e eletrólitos, especialmente Na e K. ANTIBIÓTICOS* TIPOS Exsudativas Associadas a lesão da mucosa, o que leva a perda de muco, sangue e proteínas plasmá6cas, com acúmulo de líquidos e eletrólitos no intes6no - Doença de Crohn, Colite ulcera\va crônica, Enterite de radiação Secretórias Secreção a6va de eletrólitos e água pelo epitélio intes6nal Não responde ao jejum - Exotoxinas bacterianas, vírus e secreção aumentadas de hormônios intes\nais Osmó\cas Presença de solutos osmo6camente a6vos pouco absorvidos no lúmenintes6nal, responde ao jejum - Intolerância a lactose e Síndrome de dumping 13 DIARRÉIA TRATAMENTO NUTRICIONAL • A pec6na ou um suplemento de pequena quan6dade de uma fibra solúvel (hidro|lica) também pode ajudar a controlar a diarréia, pela viscosidade que proporciona e pela es6mulação da produção de ácidos graxos de cadeia curta, importantes para a integridade e recuperação da mucosa intes6nal. Deve-se evitar a oferta de fibras insolúveis. • Quando há melhora da diarréia, as quan6dades alimentares fornecidas devem aumentar, seguindo a tolerância individual, iniciando-se com amidos complexos, seguidos de proteínas e gorduras. A diarréia é sintoma, então o objeWvo do tratamento é remover a causa. Em seguida executar a reposição de líquidos e eletrólitos e enfim, dar atenção às considerações sobre nutrição. 14 ESTEATORRÉ ́IA É considerada uma consequência da má absorção na qual a gordura não absorvida permanece nas fezes. Normalmente 94 a 98% da gordura ingerida é absorvida, mas, na esteatorréia, a porcentagem de gordura nas fezes pode aumentar em até 20%. Como a esteatorréia é um sintoma e não uma doença, a causa subjacente de má absorção deve ser determinada e tratada. • Pode se fazer uso dos triglicerídeos de cadeia média (TCM) que possuem 8 a 10 carbonos, e por esta razão são hidrolisados rapidamente pela lipase intes^nal não necessitando da lipase pancreá^ca nem de ácidos biliares. • Os ácidos graxos de cadeia curta e média são capazes de entrar diretamente no sangue venoso portal até o }gado sem serem ressinte^zados em triglicerídeos. Um grama de TCM fornece 8,3 kcal. 15 DOENÇA CELÍACA PROTEÍNAS DELETÉRIAS GLIADINA HORDEÍNA SECALINA AVIDINA ALFAGLIADINA - fator protéico tóxico • Mecanismos desconhecido; • Diagnós6co – combinação de fatores; • Pode ser classificada em clássica, a}pica, silenciosa e latente. Clássica: Sintomas de má-absorção GI após exposição ao glúten da dieta – diarréia ou esteatorréia, perda de peso, dor e distensão abdominal e deficiências nutricionais. Se manifesta entre 6 e 24 meses de idade. 15 DOENÇA CELÍACA Silenciosa: Pacientes assintomá6cos, mas sorologia e biopsia posi6vas para a DC. Potencial ou Latente: Sorologia posi6va, mas com biopsia intes6nal normal, mesmo com dieta contendo glúten. Não clássica ou adpica: Pouco ou nenhum sintoma GI (sem diarréia). Predomínio das manifestações extraintes6nais. Surge mais tardiamente. Os únicos indícios podem ser a baixa estatura ou anemia. 15 DOENÇA CELÍACA TRATAMENTO NUTRICIONAL • A intolerância à lactose ocorre algumas vezes secundariamente à doença celíaca e necessita de terapêuIca apropriada. Normalmente após a dieta sem gliadina a lactase volta a níveis normais e a intolerância a lactose desaparece. • Outras suplementações de nutrientes específicas podem ser necessárias de acordo com as sequelas nutricionais. • Os pacientes que conInuam com má absorção devem receber um suplemento de vitaminas e minerais para aIngir a RDA. Se houver má absorção o TCM pode auxiliar a fornecer calorias. • A reIrada da gliadina (e das outras proteínas) geralmente reverte o processo e a mucosa intesInal volta ao normal, entretanto alguns pacientes podem necessitar de meses até anos de dieta para a recuperação máxima. A gliadina deve ser evitada por toda a vida. Nesta dieta, trigo, centeio, aveia e cevada são excluídos. • Pode-se uIlizar milho, batata, arroz, soja, tapioca, amaranto, quinoa, painço, araruta, polvilho doce e azedo, sagu, mandioca, fécula de batata, fubá, farinha de milho, amido de milho e canjica e trigo sarraceno (é assim conhecido, mas não pertence a família do trigo comum e não possui glúten). 16 DOENC ̧AS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS (DII) 16.1 DOENÇA DE CROHN (DC) • O fator gené^co parece ter papel mais importante na DC que na RCU. 16.2 RETOCOLITE ULCERATIVA INESPECÍFICA (RCUI) Pode envolver qualquer parte do TGI, da boca ao ânus. O intesWno delgado, parWcularmente o íleo terminal estão envolvidos. • A RCU apresenta dois picos de incidência: um primeiro no adulto jovem, entre 15 e 35 anos, e um segundo entre os 60 e 70 anos. A doença envolve apenas o cólon e sempre se estende a parWr do reto; a inflamação é limitada a camada mucosa. 16 DOENC ̧AS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS (DII) TRATAMENTO NUTRICIONAL Projeto Diretrizes - Doença de Crohn: • Em crianças com DC, a TNE deve ser indicada para evitar o atraso no crescimento na doença leve a moderada - A TNE exclusiva melhora a qualidade de vida em crianças. • Em adultos com DC, a taxa de remissão com o uso da NE exclusiva é alta, independente da fórmula, mas os cor6coides são mais efe6vos em induzir remissão. • A melhora do crescimento e desenvolvimento, sem os efeitos colaterais dos cor6coides, faz com que a terapia nutrcional enteral, a melhor escolha para tratamento de primeira linha em crianças com DC a6va. 16 DOENC ̧AS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS (DII) TRATAMENTO NUTRICIONAL • A dieta enteral deve ser u6lizada quando os pacientes não conseguem a6ngir adequadamente suas necessidades por via oral. Existem divergências sobre a fórmula mais adequada para nutrição de pacientes com DII. • Sugere-se que o uso de fórmulas elementares pode ser mais vantajoso do que as fórmulas poliméricas, já que promove repouso intes6nal mais completo e menores cargas bacteriana e an6gênica protéica, mas isso não é consenso. • Cuppari, 2014 relata que não há eficácia superior de dietas elementares. 16 DOENC ̧AS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS (DII) TRATAMENTO NUTRICIONAL • Os pacientes com DIIs tem maior probabilidade no desenvolvimento de alergias alimentares. A confirmação das reações GI alérgicas verdadeiras aos alimentos é um processo di|cil. • O paciente deve desejar consumir uma dieta de aminoácidos ou uma dieta muito rígida composta de apenas 3 ou 4 alimentos com adição de cada um dos alimentos suspeitos de cada vez. • O alergeno é iden6ficado com base nos sintomas subje6vos e obje6vos relacionados à adição e eliminação repe6das de alimento. A dieta deve ser o mais liberal possível na remissão da doença. 17 SÍNDROME DO INTESTINO IRRITA ́VEL (SII) • Não se consPtui uma doença e sim uma síndrome! Os sintomas mais comuns são: 1. Diarréia alternante e cons6pação; 2. Dor abdominal (6picamente aliviada por defecação); 3. Inchaço; 4. Percepção de flatulência excessiva. Além de estresse e hábitos alimentares, os fatores que podem piorar os sintomas e confundir o diagnós\co são: 1) excesso de uso de laxantes e outros medicamentos sem prescrição; 2) an6bió6cos; 3) cafeína; 4) enfermidadeGI prévia; 5) ausência de regularidade em sono, descanso e ingestão de líquido á absorção de nutrientes, porém a dieta é importante no controle dos sintomas. 17 SÍNDROME DO INTESTINO IRRITA ́VEL (SII) TRATAMENTO NUTRICIONAL São importantes as seguintes diretrizes dieté6cas: • Alto teor de fibras (25 g/dia-Krause2005) - auxiliando a mo6lidade GI normal; • Grande quan6dade de líquidos (água); • Evitar excessos de gordura, cafeína, açúcar (principalmente frutose, álcool e lactose em indivíduos com deficiência) e refeições grandes; • Doses elevadas de farelo de trigo não são mais recomendadas e podem exacerbar os sintomas; • Alguns suplementos probió6cos pode oferecer bene|cio a SII, como o Bifidobacterium infan6s cujo uso foi associado a melhora da dor ou desconforto abdominal, inchaço e distensão, sensação de evacuação incompleta, flatulência, esofrços para defecação e sa6sfação do hábito intes6nal Uma dieta pobre em oligossacarídeoa, dissacarídeos e monossacarídeos fermentáveis e polióis. 18 DOENC ̧A DIVERTICULAR • A ocorrência de diver6culose está diretamente relacionada a dieta com baixo teor de fibras e falta de exercícios e inversamente relacionada a dieta com alto teor de fibras. SANGRAMENTO ABSCESSOS PERFURAÇÃO AGUDA SEPSE 18 DOENC ̧A DIVERTICULAR TRATAMENTO NUTRICIONAL DIVERTICULITE Dieta com pouco resíduo, uma dieta elementar ou, em casos complicados, NPT, seguida de um retorno gradual para dieta com alto teor de fibra conforme melhora a inflamação. DIVERTICULOSE Dieta de alto teor dieté6co de fibras e, é claro, de líquidos e esta prá6ca alivia os sintomas de muitos pacientes. Pode-se proceder ao aumento gradual do teor de fibras da dieta procurando-se evitar efeitos colaterais como inchaço ou gases. Os suplementos de me6lcelulose e psyllium são u6lizados com bons resultados Existe uma questão controversa a respeito se deve ou não ser evitado alimentos como sementes, nozes e cascas para impedir complicações como diverWculite, mas ainda não existe nada conclusivo. Porem em casos de obstrução e perfuração, estes alimentos devem sim ser evitados. 19 SÍNDROME DO INTESTINO CURTO Nos indivíduos normais, o comprimento do intestino delgado é muito variável, indo de 300 a 850 cm, ficando numa média em 620 cm. 200cm CAUSAS EM ADULTOS: 1. Doença vascular mesentérica. 2. Câncer. 3. Doença de Crohn. CAUSAS EM CRIANÇAS: 1. Enterocolite necro^zante. 2. Volvo. 3. Atresia intes^nal. I. FASE INICIAL II. FASE INTERMEDIÁRIA III. FASE TARDIA 19 SÍNDROME DO INTESTINO CURTO PACIENTES SUBMETIDOS A RESSECÇÕES DISTAIS DO INTESTINO DELGADOS, GERALMENTE APRESENTAM • Maior risco de formação de cálculos de oxalato pela maior absorção deste no cólon. • Irritação do cólon por sais biliares e ácidos graxos não absorvidos; • Na ausência da válvula íleo-cecal, ocorre refluxo de conteúdo bacteriano colônico, desconjugação dos sais biliares e u6lização bacteriana de vitamina B12. • Falta de sais biliares e problemas para absorção de gorduras. • Não conseguem absorver B12 (sí6o absor6vo íleo terminal). • Ocorre possivelmente, deficiência de vitaminas lipossolúveis. • Ocorre possivelmente, deficiência de cálcio, magnésio e zinco (formação de sabões insolúveis com ácidos graxos). 19 SÍNDROME DO INTESTINO CURTO PACIENTES SUBMETIDOS A RESSECÇÕES PROXIMAIS DO INTESTINO DELGADOS, GERALMENTE APRESENTAM • Ina6vação da lípase pancreá6ca por acidez gástrica; v Insuficiência pancreá6ca por redução da secre6na e colecistoquinina. • Carga osmó6ca dos acúcares não absorvidos (falta de dissacaridases). • Hipersecreção gástrica. • Resposta aumentada à pentagastrina, que es6mula a secreção gástrica de ácido clorídrico, pepsina e fator intrínseco. 19 SÍNDROME DO INTESTINO CURTO A adaptação intes6nal caracteriza-se pelo aumento progressivo da capacidade absor6va do intes6no remanescente, ocorre hipeplasia da mucosa. O processo adapta^vo tem início após 12 a 24h da ressecção, com aumento grada^vo ao longo do tempo. 1) Fase inicial da SIC: • Segundo Projeto Diretrizes, a maioria dos pacientes com ressecção intesInal ampla, e consequente SIC, necessitará da TNP, por no mínimo 7-10 dias, mas, em geral, este período pode durar até um ou mais meses • CaracterísIcas: - Fase logo após a ressecção intesInal - Desequilíbrio hidroeletrolíIco - Incapacidade de usar o TGI - Início da NPT – 3 a 4 dias no pós-operatório - Controle de quadros infecciosos relacionados ao cateter venoso profundo - Controle da diarréia e hiperglicemia e da hipersecreção gástrica UM DOS OBJETIVOS NUTRICIONAIS É PROMOVER O DESMAME DA NP O MAIS BREVE POSSÍVEL. 19 SÍNDROME DO INTESTINO CURTO 2) Fase intermediária • Segundo Projeto Diretrizes, a TN deve ser iniciada o mais precocemente possível, podendo ter como parâmetro de início, perdas fecais menores que 2,5 litros ao dia. • Sugere-se a progressão da via enteral/oral em 05 fases: 19 SÍNDROME DO INTESTINO CURTO 2) Fase intermediária • Caracterís6cas: - Caracterizada pelo processo adapta6vo - Desmame progressivo na NPT e concomitante introdução da TNE - TNE par6cipa no processo de adaptação intes6nal (efeito trófico) - A composição da dieta exige cuidado (carboidratos, lipídeos, proteínas e osmolaridade) Recomendações Nutricionais Energia: 30 – 40 Kcal/Kg de peso ideal/dia – Dobrar recomendação para aqueles pacientes que perderam 50% ou mais do seu intes6no. Proteínas: 1,5 a 2g/Kg/dia 19 SÍNDROME DO INTESTINO CURTO 3) Fase tardia (fase crônica) • Ocorre na vigência de ingestão oral para manter o peso estabilizado. Nem todos os pacientes chegam a este estágio. Até chegar a esta fase pode variar de 03 a 12 meses, podendo chegar a 02 anos. • Após a ingestão oral os pacientes vão necessitar de suplementações vitamínicas, dependendo da área ressecada de vitaminas A, D, K, B12 e ácido Fólico. • Ajustes devem ser feitos na oferta de Na, K, Cl, Ca, Mg, Fe, Zn e Cu de acordo com os exames HIPERPROTEICA, HIPERCALÓRICA, POBRE EM GORDURA E COM RESTRIÇÃO DE LACTOSE E SACAROSE. 19 SÍNDROME DO INTESTINO CURTO 3) Fase tardia (fase crônica) • Caracterís6cas: - A máxima adaptação intes6nal deve ser a6ngida. - Ocorre a dependência ou independência de NPT. - Prevenção de complicações da SIC ou da terapia nutricional (sepse, deficiências nutricionais, hipersecreção gástrica, falência hepá6ca e cálculos renais). Suplementar vit. Lipossolúveis parenterais. Complementos industrializados por via oral, 2 a 3 vezes/dia, no intervalo das refeições. VAMOS TREINAR? (CONCURSO PREF. CARAZINHO/RS) Em relação à doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), assinalar a alterna^va CORRETA: a) É uma forma crônica ou prolongada mais séria de refluxo gastroesofágico, definida como sintomas ou complicações resultantes apenas do refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago. b) A DRGE noturna está significa^vamente associada à gastrite (inflamação do estômago) grave e metaplasia intes^nal (esôfago de Barre�), podendo provocar distúrbios do sono. c) Alguns dos possíveis mecanismos envolvidos na DRGE são salivação aumentada, relaxamento transitório do es}ncter esofageano inferior (EEI), pressão aumentada do es}ncter esofageano inferior (EEI), comprome^mento da depuração do ácido esofágico e retardo do esvaziamento gástrico. d) A obesidade é um fator que contribui para a DRGE e a hérnia de hiato na medida em que aumenta a pressão intragástrica, e a redução da massa corporal pode diminuir o tempo de contato com o conteúdo ácido no esôfago, resultando na redução dos sintomas de refluxo. (CONCURSO PREF. CARAZINHO/RS) Em relação à doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), assinalar a alterna^va CORRETA: a) É uma forma crônica ou prolongada mais séria de refluxo gastroesofágico, definida como sintomas ou complicações resultantes apenas do refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago. b) A DRGE noturna está significa^vamente associada à gastrite (inflamação do estômago) grave e metaplasia intes^nal(esôfago de Barre�), podendo provocar distúrbios do sono. c) Alguns dos possíveis mecanismos envolvidos na DRGE são salivação aumentada, relaxamento transitório do es}ncter esofageano inferior (EEI), pressão aumentada do es}ncter esofageano inferior (EEI), comprome^mento da depuração do ácido esofágico e retardo do esvaziamento gástrico. d) A obesidade é um fator que contribui para a DRGE e a hérnia de hiato na medida em que aumenta a pressão intragástrica, e a redução da massa corporal pode diminuir o tempo de contato com o conteúdo ácido no esôfago, resultando na redução dos sintomas de refluxo. (CONCURSO – PREF. ARAPICARA AL – 2019) Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para as afirmações sobre intervenção dieté^ca em pacientes com Refluxo Gastroesfágico (RGE). I - Se recém-nascidos amamentados forem diagnos^cados com RGE, deverão ter sua alimentação subs^tuída por alimentação láctea espessada com farinhas pré-cozidas. II - Devem-se evitar alimentos que diminuem a pressão do Es}ncter Esofagiano Inferior: café, mate, chá preto, bebidas alcoólicas, chocolate. III – É recomendado evitar líquidos durante as refeições. IV - Devem-se oferecer alimentos com alto teor de purinas, como exemplo ervilhas e couve-flor. A ordem CORRETA de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: A) F, V, V, F B) V, V, V, F C) F, F, V, F D) F, V, F, V E) F, F, F, F (CONCURSO – PREF. ARAPICARA AL – 2019) Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para as afirmações sobre intervenção dietética em pacientes com Refluxo Gastroesfágico (RGE). I - Se recém-nascidos amamentados forem diagnosticados com RGE, deverão ter sua alimentação substituída por alimentação láctea espessada com farinhas pré-cozidas. II - Devem-se evitar alimentos que diminuem a pressão do Esfíncter Esofagiano Inferior: café, mate, chá preto, bebidas alcoólicas, chocolate. III – É recomendado evitar líquidos durante as refeições. IV - Devem-se oferecer alimentos com alto teor de purinas, como exemplo ervilhas e couve-flor. A ordem CORRETA de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: A) F, V, V, F B) V, V, V, F C) F, F, V, F D) F, V, F, V E) F, F, F, F (RESIDÊNCIA – UFPR – 2020) Alguns distúrbios gastrointes6nais podem ter relação com envelhecimento. A u6lização de líquidos engrossados e a textura modificada dos alimentos podem auxiliar os idosos a se alimentarem com mais segurança quando apresentam qual distúrbio gastrointes6nal? A) Acloridria. B) Disfagia. C) Cons6pação. D) Gastrite. E) Diver6culose. (RESIDÊNCIA – UFPR – 2020) Alguns distúrbios gastrointestinais podem ter relação com envelhecimento. A utilização de líquidos engrossados e a textura modificada dos alimentos podem auxiliar os idosos a se alimentarem com mais segurança quando apresentam qual distúrbio gastrointestinal? A) Acloridria. B) Disfagia. C) Constipação. D) Gastrite. E) Diverticulose. (CONCURSO – PREF. ARAÇAGI PB – 2019) Sobre a terapia nutricional nos distúrbios do sistema gastrointes6nal superior, assinale a alterna6va CORRETA. A) Em indivíduos com gastrite atrófica, deve-se avaliar o estado da vitamina B12, porque a falta do fator intrínseco e a acloridria resultam em má absorção desta vitamina. B) Os alimentos com pH ácido, incluindo sucos de frutas cítricas, tomates e refrigerantes, são bem tolerados mesmo quando o esôfago já está inflamado, portanto, não devem ser evitados. C) Nos casos de úlcera pép6ca recomenda-se diminuir a ingestão de ácidos graxos ômega-3 e aumentar o consumo de ácidos graxos ômega-6. D) Na síndrome Dumping ou do esvaziamento rápido, os carboidratos simples são mais bem tolerados do que proteínas e lipídeos, por isso devem ser u6lizados em maior quan6dade. E) Na doença do refluxo gastroesofágico recomendam-se refeições mais volumosas, com maior teor de lipídeos e pouca proteína. (CONCURSO – PREF. ARAÇAGI PB – 2019) Sobre a terapia nutricional nos distúrbios do sistema gastrointes6nal superior, assinale a alterna6va CORRETA. A) Em indivíduos com gastrite atrófica, deve-se avaliar o estado da vitamina B12, porque a falta do fator intrínseco e a acloridria resultam em má absorção desta vitamina. B) Os alimentos com pH ácido, incluindo sucos de frutas cítricas, tomates e refrigerantes, são bem tolerados mesmo quando o esôfago já está inflamado, portanto, não devem ser evitados. C) Nos casos de úlcera pép6ca recomenda-se diminuir a ingestão de ácidos graxos ômega-3 e aumentar o consumo de ácidos graxos ômega-6. D) Na síndrome Dumping ou do esvaziamento rápido, os carboidratos simples são mais bem tolerados do que proteínas e lipídeos, por isso devem ser u6lizados em maior quan6dade. E) Na doença do refluxo gastroesofágico recomendam-se refeições mais volumosas, com maior teor de lipídeos e pouca proteína. (RESIDÊNCIA – UFPR – 2020) A ressecção cirúrgica ou remoção de alguma parte do trato alimentar pode prejudicar a digestão e absorção de nutrientes. São sintomas da síndrome da pós-gastrectomia: A) Síndrome de Dumping, má absorção de gorduras, estase gástrica, intolerância à lactose, anemia e doença óssea metabólica. B) Síndrome de Angelman, má absorção de proteína, gastroparesia, intolerância à glucose, anemia perniciosa e doença óssea. C) Síndrome de Asperger, má absorção de carboidrato, saciedade precoce, intolerância à frutose, anemia e doença metabólica. D) Síndrome de Cushing, má absorção de vitamina B12, estase gástrica, intolerância à lactose, anemia falciforme e doença óssea. E) Síndrome de Fanconi, má absorção de vitaminas lipossolúveis, gastroparesia, intolerância à frutose, anemia perniciosa e doença óssea metabólica. (RESIDÊNCIA – UFPR – 2020) A ressecção cirúrgica ou remoção de alguma parte do trato alimentar pode prejudicar a digestão e absorção de nutrientes. São sintomas da síndrome da pós-gastrectomia: A) Síndrome de Dumping, má absorção de gorduras, estase gástrica, intolerância à lactose, anemia e doença óssea metabólica. B) Síndrome de Angelman, má absorção de proteína, gastroparesia, intolerância à glucose, anemia perniciosa e doença óssea. C) Síndrome de Asperger, má absorção de carboidrato, saciedade precoce, intolerância à frutose, anemia e doença metabólica. D) Síndrome de Cushing, má absorção de vitamina B12, estase gástrica, intolerância à lactose, anemia falciforme e doença óssea. E) Síndrome de Fanconi, má absorção de vitaminas lipossolúveis, gastroparesia, intolerância à frutose, anemia perniciosa e doença óssea metabólica. (RESIDÊNCIA – SES/SC -2020) Considerando as condutas dietoterápicas aplicadas a situações especiais decorrentes da gestação, todas as alterna6vas estão corretas, exceto: A) Em casos de flatulência deve-se avaliar a tolerância à alimentos como alho, batatadoce, couve-flor e repolho. B) Para a gestante com ganho de peso excessivo deve-se priorizar refeições com grandes intervalos de tempo a fim de diminuir a ingestão calórica. c) Entre as recomendações gerais para gestantes estão a u6lização de leites pasteurizados e carnes bem cozidas. D) Na anemia deve-se deses6mular o consumo de café chás, leite e derivados, além de alimentos ricos em fibras junto às grandes refeições. (RESIDÊNCIA – SES/SC -2020) Considerando as condutas dietoterápicas aplicadas a situações especiais decorrentes da gestação, todas as alternativas estão corretas, exceto: A) Em casos de flatulência deve-se avaliar a tolerância à alimentos como alho, batatadoce, couve-flor e repolho. B) Para a gestante com ganho de peso excessivo deve-se priorizar refeições com grandes intervalos de tempo a fim de diminuir a ingestão calórica. c) Entre as recomendações gerais para gestantes estão a utilização de leites pasteurizados e carnes bem cozidas. D) Na anemia deve-se desestimular o consumo de café chás, leite e derivados, além de alimentos ricos em fibras junto às grandes refeições. (RESIDÊNCIA - SES/SC - 2020) A Síndrome do Intes6no Irritável é uma doença de fisiopatologia complexa que inclui fatoresgené6cos, ambientais, psicomediados, disbiose, entre outros. Seus maiores sinais e sintomas incluem: A) Fome excessiva e ganho de peso. B) Desnutrição e sangramento. C) Vômitos e tonturas. D) Distensão abdominal, diarreia ou cons6pação. (RESIDÊNCIA - SES/SC - 2020) A Síndrome do Intestino Irritável é uma doença de fisiopatologia complexa que inclui fatores genéticos, ambientais, psicomediados, disbiose, entre outros. Seus maiores sinais e sintomas incluem: A) Fome excessiva e ganho de peso. B) Desnutrição e sangramento. C) Vômitos e tonturas. D) Distensão abdominal, diarreia ou constipação. (CONCURSO – PREF. TARUMÃ SP – 2019) Quais os sinais e sintomas da Síndrome do Intes6no Irritável: A) Vômitos e Sangramento Retal. B) Ganho de peso e retardo do crescimento. C) Distensão abdominal, diarreia ou cons6pação. D) Desnutrição e retardo de crescimento. (CONCURSO – PREF. TARUMÃ SP – 2019) Quais os sinais e sintomas da Síndrome do Intes6no Irritável: A) Vômitos e Sangramento Retal. B) Ganho de peso e retardo do crescimento. C) Distensão abdominal, diarreia ou cons6pação. D) Desnutrição e retardo de crescimento. (CONCURSO – PREF. ANTÔNIO PRADO, RS – 2019) Sobre as duas principais formas de doença inflamatória intes^nal (DII), doença de Crohn e colite ulcera^va, analisar os itens abaixo: I. Compar^lham algumas caracterís^cas clínicas, incluindo diarréia, febre, per da de peso, anemia, intolerâncias alimentares, desnutrição, déficit de crescimento e manifestações extraintes^nais ( artrí^cas, dermatológicas e hepá^cas). II. Embora a desnutrição possa ocorrer em ambas a s formas de D II, é um a preocupação ao longo da v ida mais comum em pacientes com colite ulcera^va. III. A doença de Crohn pode envolver qualquer parte do trato gastrointes^nal, mas aproximadamente 50 % a 60% dos casos envolvem tanto o íleo distal quanto o cólon. Já a a^vidade da doença na colite ulcera^va é limitada ao intes^no grosso e reto. IV. Embora os probió^cos pareçam ser úteis na colite ulcera^va, os estudos com probió^cos, até o momento, não demonstraram melhora significa^va na a^vidade da doença de Crohn em doentes adultos ou pediátricos; os suplementos probió^cos não parecem prolongar a remissão na doença de Crohn. Estão CORRETOS: A) Somente os itens I e II. B) Somente os itens I e III. C) Somente os itens I, III e IV. D) Somente os itens II, III e IV. E) Todos os itens. (CONCURSO – PREF. ANTÔNIO PRADO, RS – 2019) Sobre as duas principais formas de doença inflamatória intes^nal (DII), doença de Crohn e colite ulcera^va, analisar os itens abaixo: I. Compar^lham algumas caracterís^cas clínicas, incluindo diarréia, febre, per da de peso, anemia, intolerâncias alimentares, desnutrição, déficit de crescimento e manifestações extraintes^nais ( artrí^cas, dermatológicas e hepá^cas). II. Embora a desnutrição possa ocorrer em ambas a s formas de D II, é um a preocupação ao longo da v ida mais comum em pacientes com colite ulcera^va. III. A doença de Crohn pode envolver qualquer parte do trato gastrointes^nal, mas aproximadamente 50 % a 60% dos casos envolvem tanto o íleo distal quanto o cólon. Já a a^vidade da doença na colite ulcera^va é limitada ao intes^no grosso e reto. IV. Embora os probió^cos pareçam ser úteis na colite ulcera^va, os estudos com probió^cos, até o momento, não demonstraram melhora significa^va na a^vidade da doença de Crohn em doentes adultos ou pediátricos; os suplementos probió^cos não parecem prolongar a remissão na doença de Crohn. Estão CORRETOS: A) Somente os itens I e II. B) Somente os itens I e III. C) Somente os itens I, III e IV. D) Somente os itens II, III e IV. E) Todos os itens. (RESIDÊNCIA – UNESC – 2020) Acerca da fisiopatologia e do tratamento das doenças do trato gastrointes^nal, assinale a opção correta: A) A doença de Chron e a colite ulcera^va compar^lham algumas caracterís^cas clínicas, tais como diarreia com sangue, presença de cálculos biliares e }stulas recorrentes, determinando procedimentos terapêu^cos nutricionais bastante semelhantes. B) A síndrome de intes^no curto refere-se às consequências nutricionais e clínicas resultantes de grandes ressecções do intes^no delgado, cujo tratamento é o transplante de intes^no e a instalação de nutrição parenteral total permanente. C) O tratamento nutricional para redução do refluxo gastresofágico e esofagite inclui a u^lização de suplementos alimentares à base de ácidos graxos ômega 3, que aumentam a pressão no es}ncter esofágico inferior, reduzindo a produção latente de ácido gástrico. D) O tratamento nutricional da doença celíaca, ou enteropa^a sensível ao glúten, inclui a re^rada de alimentos, tais como o trigo, a cevada, a soja e o feijão guandu, por conterem a fração de pepydeos específicos que desencadeiam a doença. E) A intolerância secundária à lactose pode se desenvolver como consequência de infecções no intes^no delgado, doenças inflamatórias, desnutrição e síndrome da imunodeficiência adquirida. (RESIDÊNCIA – UNESC – 2020) Acerca da fisiopatologia e do tratamento das doenças do trato gastrointestinal, assinale a opção correta: A) A doença de Chron e a colite ulcerativa compartilham algumas características clínicas, tais como diarreia com sangue, presença de cálculos biliares e fístulas recorrentes, determinando procedimentos terapêuticos nutricionais bastante semelhantes. B) A síndrome de intestino curto refere-se às consequências nutricionais e clínicas resultantes de grandes ressecções do intestino delgado, cujo tratamento é o transplante de intestino e a instalação de nutrição parenteral total permanente. C) O tratamento nutricional para redução do refluxo gastresofágico e esofagite inclui a utilização de suplementos alimentares à base de ácidos graxos ômega 3, que aumentam a pressão no esfíncter esofágico inferior, reduzindo a produção latente de ácido gástrico. D) O tratamento nutricional da doença celíaca, ou enteropatia sensível ao glúten, inclui a retirada de alimentos, tais como o trigo, a cevada, a soja e o feijão guandu, por conterem a fração de peptídeos específicos que desencadeiam a doença. E) A intolerância secundária à lactose pode se desenvolver como consequência de infecções no intestino delgado, doenças inflamatórias, desnutrição e síndrome da imunodeficiência adquirida. DÚVIDAS?