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Paciente do sexo feminino, 46 anos, previamente hígida, foi submetida à tireoidectomia total por bócio volumoso com sintomas compressivos. No 2º dia pós-operatório, passa a referir parestesias em extremidades, formigamento perioral e cãibras recorrentes. Ao exame físico, apresenta sinal de Chvostek e Trousseau positivos. Exames laboratoriais revelaram: cálcio total = 7,0 mg/dL; albumina = 4,2 g/dL; magnésio = 1,8 mg/dL; PTH = 8 pg/mL (VR: 15–65); vitamina D = 30 ng/mL; fósforo = 5,4 mg/dL.
Qual é a principal hipótese diagnóstica e a conduta mais adequada nesse momento?
A) Hipoparatireoidismo transitório; iniciar reposição oral de cálcio e calcitriol.
B) Déficit de magnésio; iniciar sulfato de magnésio EV e aguardar melhora do PTH antes de tratar a hipocalcemia.
C) Hipocalcemia por deficiência de vitamina D; iniciar colecalciferol em altas doses.
D) Síndrome do osso faminto; iniciar cálcio EV e bisfosfonato intravenoso para compensar reabsorção óssea acelerada.
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Praticando Para o Saber

há 2 meses

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há 2 meses

Vamos analisar a situação apresentada: A paciente foi submetida a uma tireoidectomia total e, no segundo dia pós-operatório, apresenta sintomas como parestesias, formigamento perioral, cãibras e sinais de Chvostek e Trousseau positivos, que são indicativos de hipocalcemia. Os exames laboratoriais mostram hipocalcemia (cálcio total = 7,0 mg/dL) e PTH baixo (8 pg/mL), o que sugere hipoparatireoidismo. Agora, vamos analisar as alternativas: A) Hipoparatireoidismo transitório; iniciar reposição oral de cálcio e calcitriol. - Esta é uma hipótese válida, pois o hipoparatireoidismo pode ser transitório após a tireoidectomia. A reposição de cálcio e calcitriol é uma conduta adequada. B) Déficit de magnésio; iniciar sulfato de magnésio EV e aguardar melhora do PTH antes de tratar a hipocalcemia. - Embora o magnésio possa afetar a secreção de PTH, os níveis de magnésio estão normais e a situação clínica sugere hipoparatireoidismo. C) Hipocalcemia por deficiência de vitamina D; iniciar colecalciferol em altas doses. - A vitamina D está dentro dos limites normais, então essa não é a principal causa da hipocalcemia. D) Síndrome do osso faminto; iniciar cálcio EV e bisfosfonato intravenoso para compensar reabsorção óssea acelerada. - Essa condição não se aplica ao quadro apresentado, pois não há evidências de reabsorção óssea acelerada. Diante da análise, a alternativa mais adequada é: A) Hipoparatireoidismo transitório; iniciar reposição oral de cálcio e calcitriol.

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Homem de 22 anos, previamente hígido, procura a emergência por dispneia progressiva há 5 dias, tosse seca, dor torácica ventilatório-dependente e febre baixa. Refere náuseas e vômitos nos últimos 3 dias. Nega comorbidades, tabagismo tradicional e uso recente de antibióticos. Relata uso diário, há 6 meses, de cigarros eletrônicos com cartuchos de THC adquiridos informalmente; última utilização foi há 2 dias. Ao exame: FR de 28 irpm, FC de 112 bpm, PA de 112 × 68 mmHg, temp. de 37,8 °C, SpO₂ de 88% em ar ambiente (95% com O₂ por cateter 3 L/min). MV globalmente diminuído, sem sibilos; sem sinais de sobrecarga ventricular direita. Hemograma com leucocitose 15.800/mm³ (predomínio de neutrófilos), PCR de 18 mg/dL. Testes rápidos para influenza e SARS-CoV-2 negativos. Radiografia de tórax: opacidades bilaterais mal definidas. TCAR: opacidades em 'vidro fosco' difusas com espessamento septal. Gasometria em O₂ 3 L/min: pH = 7,45; PaCO₂ = 36 mmHg; PaO₂ = 72 mmHg.
Considerando o caso, a conduta inicial mais adequada é:
A) tratar ambulatorialmente como pneumonia comunitária com ceftriaxona + azitromicina e reavaliar em 48 h.
B) prescrever broncodilatador de resgate e corticoide inalatório, orientar repouso domiciliar e repetir TC em 4-6 semanas.
C) internar, suspender imediatamente o uso de cigarro eletrônico, iniciar oxigenoterapia e corticoide sistêmico, além de investigar e excluir causas infecciosas.
D) realizar lavado broncoalveolar imediato para pesquisa de macrófagos carregados de lipídios, pois é exame obrigatório para confirmar o diagnóstico antes de tratar.

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