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Um paciente de 62 anos com diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial, em uso de losartana 100 mg/dia e metformina 1000 mg/dia, apresenta, nos exames de rotina, uma taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) de 45 mL/min/1,73m² e uma relação albumina/creatinina na urina de 450 mg/g. Sua pressão arterial média nas últimas consultas é de 135/85 mmHg.
Qual é a melhor próxima etapa no manejo para retardar a progressão da doença renal?
A) Iniciar a terapia com um diurético tiazídico para ajudar a reduzir a pressão arterial e a proteinúria.
B) Aumentar a dose de losartana para 150 mg/dia para um controle mais rigoroso da pressão arterial.
C) Adicionar dapagliflozina 10 mg por dia.
D) Suspender a metformina e iniciar a insulina para um controle glicêmico mais intensivo.
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Praticando Para o Saber

há 2 meses

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há 2 meses

Para abordar a questão do manejo do paciente com diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial, além de uma taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) de 45 mL/min/1,73m² e uma relação albumina/creatinina elevada, é importante considerar as diretrizes atuais para retardar a progressão da doença renal. Vamos analisar as alternativas: A) Iniciar a terapia com um diurético tiazídico para ajudar a reduzir a pressão arterial e a proteinúria. - Embora os diuréticos tiazídicos possam ajudar na hipertensão, eles não são a primeira escolha para reduzir a proteinúria em pacientes com doença renal crônica. B) Aumentar a dose de losartana para 150 mg/dia para um controle mais rigoroso da pressão arterial. - Aumentar a dose de um inibidor da ECA ou um bloqueador do receptor de angiotensina (como a losartana) pode ajudar a controlar a pressão arterial e a proteinúria, mas a dose máxima deve ser considerada com cautela. C) Adicionar dapagliflozina 10 mg por dia. - A dapagliflozina, um inibidor do SGLT2, tem mostrado benefícios na proteção renal em pacientes com diabetes tipo 2 e pode ajudar a reduzir a progressão da doença renal, além de ter efeitos benéficos sobre a pressão arterial e a glicemia. D) Suspender a metformina e iniciar a insulina para um controle glicêmico mais intensivo. - Suspender a metformina não é recomendado, especialmente se a função renal ainda permite seu uso, e a insulina não é a primeira linha para controle glicêmico em todos os casos. Diante da análise, a melhor próxima etapa no manejo para retardar a progressão da doença renal é: C) Adicionar dapagliflozina 10 mg por dia.

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Homem de 22 anos, previamente hígido, procura a emergência por dispneia progressiva há 5 dias, tosse seca, dor torácica ventilatório-dependente e febre baixa. Refere náuseas e vômitos nos últimos 3 dias. Nega comorbidades, tabagismo tradicional e uso recente de antibióticos. Relata uso diário, há 6 meses, de cigarros eletrônicos com cartuchos de THC adquiridos informalmente; última utilização foi há 2 dias. Ao exame: FR de 28 irpm, FC de 112 bpm, PA de 112 × 68 mmHg, temp. de 37,8 °C, SpO₂ de 88% em ar ambiente (95% com O₂ por cateter 3 L/min). MV globalmente diminuído, sem sibilos; sem sinais de sobrecarga ventricular direita. Hemograma com leucocitose 15.800/mm³ (predomínio de neutrófilos), PCR de 18 mg/dL. Testes rápidos para influenza e SARS-CoV-2 negativos. Radiografia de tórax: opacidades bilaterais mal definidas. TCAR: opacidades em 'vidro fosco' difusas com espessamento septal. Gasometria em O₂ 3 L/min: pH = 7,45; PaCO₂ = 36 mmHg; PaO₂ = 72 mmHg.
Considerando o caso, a conduta inicial mais adequada é:
A) tratar ambulatorialmente como pneumonia comunitária com ceftriaxona + azitromicina e reavaliar em 48 h.
B) prescrever broncodilatador de resgate e corticoide inalatório, orientar repouso domiciliar e repetir TC em 4-6 semanas.
C) internar, suspender imediatamente o uso de cigarro eletrônico, iniciar oxigenoterapia e corticoide sistêmico, além de investigar e excluir causas infecciosas.
D) realizar lavado broncoalveolar imediato para pesquisa de macrófagos carregados de lipídios, pois é exame obrigatório para confirmar o diagnóstico antes de tratar.

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