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1 8 ª E T A P A Copyright © Inspirali Educação. Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução, mesmo que parcial, por qualquer meio e processo, sem a prévia autorização escrita da Inspirali Educação. 21-64141 CDD-610.07 NLM-WB 100 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Bússola inspirali [livro eletrônico] : aluno : 8ª etapa / [organização José Lúcio Machado, Lena Vânia Carneiro Peres, Débora Cristina Alavarce]. -- 1. ed. -- Santo André, SP : Difusão Editora : Inspirali Educação, 2021. -- (Bussola inspirali ; 1) PDF ISBN 978-65-88166-13-0 1. Aprendizagem - Metodologia 2. Currículos 3. Estudantes de medicina 4. Medicina - Estudantes 5. Medicina - Estudo e ensino 6. Medicina e saúde I. Machado, José Lúcio. II. Peres, Lena Vânia Carneiro. III. Alavarce, Débora Cristina. IV. Série. Índices para catálogo sistemático: 1. Medicina e saúde : Estudo e ensino 610.07 Maria Alice Ferreira - Bibliotecária - CRB-8/7964 5 SUMÁRIO 8ª E T A P A HABILIDADES/ESTAÇÕES CLÍNICAS...........................................................................7 Objetivos e estratégias educacionais......................................................................8 Perceber, analisar e decidir............................................................................................9 Objetivos Específicos....................................................................................................11 Cognitivas............................................................................................................10 Psicomotoras.....................................................................................................12 Atitudinais...........................................................................................................12 Cronograma EC/HM ...............................................................................................13 Habilidades cirúrgicas ...........................................................................................15 PRÁTICAS MÉDICAS NO SUS...................................................................................21 SITUAÇÕES-PROBLEMAS E ROTEIROS.....................................................................24 Complexo temático I - Desordens nutricionais e metabólicas.........................................25 Árvore temática 1..........................................................................................................28 Agenda para TBL............................................................................................................56 Complexo temático II - Emergências.......................................................................................59 Árvore temática 2..........................................................................................................61 Agenda para TBL............................................................................................................91 Complexo temático III - Manifestações externas das doenças e iatrogenias................92 Árvore temática 3..........................................................................................................94 Agenda para TBL.........................................................................................................117 6 ÍCONES ÍCONE SIGNIFICADO Vídeo disparador disponível na plataforma. Vídeoaula ou podcast disponível na plataforma. Vídeo interativo disponível na plataforma. Vídeo de animação disponível na plataforma. Aula interativa disponível na plataforma. Material de apoio disponível na plataforma. Tarefa, questionário ou caso disponível na plataforma. 7 HABILIDADES/ ESTAÇÕES CLÍNICAS 8ª E T A P A 8 OBJETIVOS E ESTRATÉGIAS EDUCACIONAIS HABILIDADES/ESTAÇÕES CLÍNICAS 9 As atividades de Estações Clínicas (EC) fazem parte da unidade curricular Habilidades Médicas (HM), da 1ª a 8ª etapa, divididas nos dois primeiros ciclos e abordam os elementos de comunicação em consulta, exame físico, raciocínio clínico e relacionamento médico+paciente, através de oficinas práticas, sala de aula invertida, pacientes simulados realisticamente, discussões em pequenos grupos (debriefing e novas sínteses), além de OSCE. As ECs trabalham as competências cognitivas (compreender os elementos da consulta e como utilizá-los na proposta de cuidado), psicomotoras (realizar os exames físicos apropriados) e atitudinais (reconhecer a pessoa entrevistada, valorar o que lhe foi dito e compor estes valores na experiência terapêutica). Nesta etapa trabalha-se as ações em situações de urgência e emergência, com os debriefings após cada simulação realística. Os estudantes circularão por todas as fases de vida, e serão avaliados de acordo. Todos os casos serão realizados com simulações realísticas, com os manequins apropriados. A partir desta etapa, os períodos de síntese provisória serão realizados no mesmo dia da simulação, no momento de debriefing, após cada atendimento, permitindo assim, maior frequência de atendimentos, que serão realizados em pequenos grupos de quatro estudantes. Enquanto cada quarteto procede com seu atendimento, o outro quarteto observa, e ao final todos participam da discussão daquela situação. Os estudantes enfrentarão situações que simulam as principais emergências e urgências, sendo avaliados constantemente. Objetivos e Estratégias educacionais PERCEBER, ANALISAR E DECIDIR 10 Na primeira parte, serão as emergências de idosos e adultos (síndrome respiratória aguda, convulsões, infartos, acidentes vasculares cerebrais, sepses, cetoacidose). Aproveitamos para avaliar as habilidades dos estudantes na atenção da RCP, do ABCDE do trauma, interpretação dos achados laboratoriais, que foram apresentados nas etapas anteriores. No segundo módulo, abordaremos as situações graves com crianças (convulsões, quedas, quadro febris, dispneicos, intoxicações, etc) e com as gestantes (pré eclampsia, eclampsia, hemorragias, etc). Os manequins serão parte essencial nesse movimento, assim como a discussão com o pequeno grupo. Entre cada módulo, haverá o período de nova síntese, nos quais os pequenos grupos discutirão as pesquisas realizadas a partir das dúvidas geradas em cada consulta. E antes do novo módulo, oficinas em pequenos grupos, com disparadores sobre as intervenções necessárias nas situações dos próximos casos. Os casos na plataforma Body Interact serão oferecidos como apoio ao treinamento dos estudantes, com a seleção de um a dois casos por módulo, que não precisam ser de pessoas com as mesmas complicações daquelas simuladas, mas sim no mesmo ciclo de vida. 11 COMPETÊNCIAS ESPERADAS Ao final desta etapa espera-se que os estudantes sejam capazes de demonstrar as seguintes competências, descritas aqui através da taxonomia de Bloom. COGNITIVAS 1. Colher as informações necessárias dentro dos contextos de urgências e emergências. 2. Registrar esses dados no formato de história clínica, seja no modelo tradicional, seja no modelo SOAP, que permita discutir os elementos da entrevista em pequeno grupo. 3. Identificar os problemas da pessoa atendida. 4. Demonstrar conhecer os protocolos apropriados para cada situação. 5. Decidir as terapêuticas farmacológicas e não farmacológicas apropriadas aos casos atendidos. 6. Solicitar os exames complementares adequados. 7. Saber interpretar os resultados dos exames solicitados. 8. Atualizar suas condutas a partir dos exames e das alterações do paciente. Objetivos Específicos 12 ATITUDINAIS 1. Saber trabalhar em equipe durante o atendimento ao paciente. 2. Acolher as informações obtidas sem juízo de valor. 3. Trabalhar os sentimentos provocados durante a interação com a pessoa entrevistada, inclusive nos cenários de falha da conduta terapêutica. 4. Ser capaz de explicar,depois da entrevista, quem foi essa pessoa,seu quadro clínico e como foi a condução do caso. 5. Fazer o debriefing de como foi a qualidade do atendimento de si mesmo e da equipe. PSICOMOTORAS 1. Realizar os elementos do exame físico necessários ao contexto da pessoa atendida. 2. Interpretar os resultados obtidos de forma a contribuir para seu diagnóstico. 3. Realizar os procedimentos invasivos utilizando as técnicas apropriadas. 4. Demonstrar saber os cuidados relacionados à segurança do paciente. 5. Demonstrar saber os procedimentos relacionados ao controle de infecção no cenário do caso. 6. Ao final, consegue explicar à pessoa o significado desses achados. ESTAÇÃO ATIVIDADE 1 Apresentação da etapa; Pactuações 1ª Oficina - Escala de Coma de Glasgow 2ª Oficina - Interpretação do monitoramento em sala de emergência 3ª Oficina - Hiperglicemia em idoso 4ª Oficina - Revisão ECG 2 1ª Simulação 2ª Simulação 3 3ª Simulação 4ª Simulação 4 Nova síntese + Casos Body Interact 5 5ª Oficina - Aporte de oxigênio 6ª Oficina - Ventilação não invasiva 7ª Oficina - Cetoacidose 6 5ª Simulação 6ª simulação 7 7ª Simulação 8ª Simulação Cronograma EC/HM https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali 8 Nova síntese + Casos Body Interact APA Meio do Semestre 9 8ª Oficina - Manejo choque hemorrágico 9ª Oficina - APGAR, CAPURRO, primeiros cuidados ao RN 10 9ª Simulação 10ª Simulação 11 11ª Simulação 12ª Simulação 12 Nova síntese + Casos Body Interact 13 10ª Oficina - Revisão interpretação de radiografias 11ª Oficina - Manejo de intoxicações e envenenamentos na infância 12ª Oficina - Punção liquórica 13ª Oficina - Manejo de desidratação 14 13ª Simulação 14ª Simulação 15 15ª Simulação 16ª Simulação 16 Nova síntese + Casos Body Interact APA Final do Semestre 17 Avaliação prática 18 Avaliação prática 19 Avaliação prática https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali 1515 HABILIDADES/ESTAÇÕES CLÍNICAS HABILIDADES CIRÚRGICAS 16 TOCE Técnica Operatória e Cirurgia Experimental Quadro 3 - Habilidades cirúrgicas. AULA CARGA HORÁRIA TEÓRICA/ PRÁTICA TEMA OBJETIVOS ATIVIDADE 1 2 T Apresentação do curso. Hemorragia digestiva alta e baixa. • Reconhecer os principais sinais e sintomas da hemorragia digestiva alta e baixa. • Diferenciar de outras hipóteses diagnósticas. • Indicar o melhor tratamento. TBL 2 P Drenagem de tórax. Realizar drenagem de tórax. Treino de habilidades 2 2 T Abdome agudo: principais causas, sinais e sintomas, exames de imagem, diagnóstico diferencial e conduta. Diferenciar os tipos de abdome agudo. TBL 2 P Toracocentese. Realizar toracocentese. Treino de habilidades 3 2 T Abdome agudo inflamatório: colecistite e pancreatite. • Reconhecer os principais sinais e sintomas da colecistite e pancreatite. • Diferenciar de outras hipóteses diagnósticas. • Reconhecer os parâmetros para incisão e planos de acesso cirúrgico. TBL 2 P Avaliação do abdome agudo inflamatório. Reconhecer os principais sinais e sintomas do abdome agudo inflamatório. Cenário de simulação 17 4 2 T Abdome agudo inflamatório: apendicite e diverticulite. • Reconhecer os principais sinais e sintomas da apendicite e diverticulite. • Diferenciar de outras hipóteses diagnósticas. • Reconhecer os parâmetros para incisão e planos de acesso cirúrgico. TBL 2 P Avaliação do abdome agudo inflamatório. Reconhecer os principais sinais e sintomas do abdome agudo inflamatório. Cenário de simulação 5 2 T Abdome agudo vascular. • Reconhecer os principais sinais e sintomas do abdome agudo vascular. • Diferenciar de outras hipóteses diagnósticas. • Indicar o melhor tratamento. TBL 2 P Paracentese. Realizar paracentese. Treino de habilidades 6 2 T Abdome agudo obstrutivo. • Reconhecer os principais sinais e sintomas do abdome agudo obstrutivo. • Diferenciar de outras hipóteses diagnósticas. • Indicar o melhor tratamento. TBL 2 P Avaliação do abdome agudo obstrutivo. Reconhecer os principais sinais e sintomas do abdome agudo obstrutivo. Cenário de simulação 7 2 T Cirurgia geral: hérnias de parede abdominal. • Classificar as hérnias da parede abdominal. • Reconhecer os principais sinais e sintomas de hérnias abdominais. • Diferenciar de outras hipóteses diagnósticas. • Indicar o melhor tratamento para casos específicos. TBL 2 P Fechamento da parede abdominal e hérnias. • Realizar fechamento com técnica adequada (small bites). • Utilizar tela onlay. • Realizar sutura adequada e fechamento por planos. Treino de habilidades (demonstração por vídeo) 18 8 2 T Cirurgia geral: câncer gástrico, esofágico e câncer colorretal. • Reconhecer os principais sinais e sintomas do câncer gástrico e esofágico. • Diferenciar de outras hipóteses diagnósticas. • Indicar o melhor tratamento. TBL 2 P Cuidados com ostomias. Realizar a troca de bolsa de ostomia, os cuidados com a pele, e a troca de sonda. Treino de habilidades 9 2 T Cirurgia vascular: mecanismo da coagulação, TEP, TVP e manejo do paciente em uso de anticoagulante. • Reconhecer os principais sinais TEP e TVP. • Indicar o melhor tratamento para casos específicos. • Reconhecer fatores de risco e fatores de profilaxia. TBL 2 P Acessos venosos periféricos e central, punção intraóssea – indicações e complicações. • Realizar acesso venoso central e periférico. • Realizar punção intraóssea. Treino de habilidades 10 2 T Cirurgia plástica: tumores de pele. • Classificar os tumores de pele. • Conhecer os princípios diagnósticos e de tratamento dos tumores de pele. Treino de habilidades 2 P Biópsias incisional e excisional. Realizar biópsias incisional e excisional. Treino de habilidades 11 2 T Cirurgia plástica: abordagem inicial de queimados. Manejar cirurgicamente uma queimadura. TBL 2 P Procedimentos em cirurgia plástica: manejo inicial de queimados. • Realizar curativos em queimados. • Realizar o curativo de Browm. Treino de habilidades 19 12 2 T Afecções urológicas: litíase urinária, torção de testículo e prostatite. Hiperplasia prostática e neoplasias urológicas. • Reconhecer os principais sinais e sintomas. • Diferenciar de outras hipóteses diagnósticas. • Indicar o melhor tratamento para casos específicos. TBL 2 P Sondagem vesical em homem e mulher. Palpação de próstata. • Realizar a sondagem vesical em homens e mulheres. • Palpar a próstata. Treino de habilidades 13 2 T ATLS: atendimento inicial, trauma torácico e choque. • Conhecer o protocolo XABCDE do trauma • Discutir o tratamento para os principais tipos de choque. • Controlar danos no atendimento às vítimas de trauma torácico e choque. TBL 2 P ATLS: atendimento inicial, via aérea e choque. • Entubação; cricotireoidostomia por punção e cirúrgica. • Realizar punção e drenagem de tórax. Treino de habilidades 14 2 T ATLS: trauma abdominal e pélvico. • Conhecer o protocolo XABCDE do trauma. • Discutir o tratamento para os traumas abdominal e pélvico. • Controlar danos no atendimento às vítimas dos traumas abdominal e pélvico. TBL 2 P ATLS: trauma abdominal e pélvico. Controlar danos no atendimento às vítimas dos traumas abdominal e pélvico. Cenário de simulação 20 15 2 T Cirurgia pediátrica: fimose, intussuscepção e outros. • Reconhecer os principais sinais e sintomas das afecções cirúrgicas da população pediátrica. • Indicar os melhores métodos de diagnóstico e tratamento para cada uma das afecções. TBL 2 PATLS: atendimento de caso complexo. Controlar danos no atendimento às vítimas dos traumas. Cenário de simulação. PRÁTICAS MÉDICAS NO SUS 8ª E T A P A Cronograma PMSUS TEMA INTENCIONALIDADE DATA (a ser definida pela coordenação) 1 Acolhimento dos estudantes, divisão de grupos por diversidade (Reflexão da Prática). Discussão do funcionamento da 8ª Etapa PMSUS (Reflexão da Prática, UBS e Estágio em Atenção Especializada e Urgência e Emergência). 2 Oficina de trabalho 1 - As doenças exantemáticas e o programa nacional de imunização Nova Síntese 1 3 Oficina de trabalho 2 - Linha de cuidado da obesidade na rede de atenção à saúde Nova Síntese 2 D1 /AF Avaliação Cognitiva - D1 4 Oficina de trabalho 3 – Rede de atenção as urgências e emergências-RUE Nova Síntese 3 https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali D1 /AF Devolutiva de Avaliação Cognitiva D1, APA E portfólio 5 Oficina de trabalho 4 - A organização dos serviços hospitalares na RAS Nova Síntese 4 6 Oficina de trabalho 5 - Segurança do paciente Nova Síntese 5 7 Roda de conversa: Organização dos serviços hospitalares na rede de atenção a saúde D2/AF Realizar Avaliação Cognitiva D2 e Data de Entrega de portfólio no Class Room D2/AF Devolutiva de Avaliação Cognitiva D2, APA E portfólio https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali 24 SITUAÇÕES - PROBLEMAS E ROTEIROS 8ª E T A P A 25 DESORDENS NUTRICIONAIS E METABÓLICAS COMPLEXO TEMÁTICO I 26 27 Comida Bebida é água. comida é pasto. você tem sede de que? você tem fome de que? a gente não quer só comida a gente quer comida, diversão e arte. a gente não quer só comida, a gente quer saída para qualquer parte. a gente não quer só comida, a gente quer bebida, diversão, balé. a gente não quer só comida, a gente quer a vida como a vida quer. bebida é água. comida é pasto. você tem sede de que? você tem fome de que? a gente não quer só comer, a gente quer comer e quer fazer amor. a gente não quer só comer, a gente quer prazer pra aliviar a dor. a gente não quer só dinheiro, a gente quer dinheiro e felicidade. a gente não quer só dinheiro, a gente quer inteiro e não pela metade. bebida é água. comida é pasto. você tem sede de que? você tem fome de que? Composição: Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Sérgio Brito Árvore temática 1 29 OBJETIVOS GERAIS Reconhecer os processos biológicos, psicológicos e sociais que desencadeiam distúrbios nutricionais e metabólicos, bem como suas características clínicas, métodos diagnósticos, intervenções terapêuticas e epidemiologia. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Definir erros inatos do metabolismo e caracterizar os processos desencadeados por eles. Identificar os aspectos clínicos, métodos diagnósticos e tratamento dos erros inatos do metabolismo. Caracterizar as manifestações clínicas dos distúrbios hidroeletrolíticos, identificando suas causas, consequências para o organismo e o manejo terapêutico. Definir desnutrição, caracterizando as situações de subnutrição e obesidade. Reconhecer a importância da educação alimentar como prevenção dos distúrbios nutricionais e metabólicos. Caracterizar os distúrbios da tireoide, paratireoides, adrenal, pâncreas e hipófise, que levam aos distúrbios nutricionais e metabólicos. Identificar os processos pelos quais as doenças endócrinas desencadeiam distúrbios nutricionais e metabólicos. Identificar os exames complementares para diagnóstico dos distúrbios nutricionais e metabólicos. Objetivos 30 Definir síndrome metabólica e caracterizar os processos que a desencadeiam e são desencadeados por ela. Reconhecer as síndromes de má absorção, provocadas por doenças inflamatórias intestinais, alcoolismo, cirrose hepática, etc., como causa de distúrbios nutricionais e metabólicos. Identificar as políticas públicas de atenção, prevenção e combate à desnutrição. Caracterizar os transtornos alimentares. Explicar as abordagens terapêuticas medicamentosas ou não medicamentosas para os distúrbios nutricionais e metabólicos. Definir hipovitaminose, suas causas e manifestações clínicas. Identificar estados orgânicos alterados, como disfagias, alergias e problemas neurológicos, que têm como consequências os distúrbios nutricionais e metabólicos. 31 SP 1.1 - Já pode nascer assim? SITUAÇÕES - PROBLEMAS E ROTEIROS Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Pâncreas • Microscopia • Porção exócrina: acinos e ductos • Porção endócrina: ilhotas de Largehans (células alfa e beta) • Macroscopia • Cabeça do pâncreas • Processo uncinado • Colo do pâncreas • Corpo do pâncreas • Cauda do pâncreas http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali 32 Rim • Microscopia • Néfron: glomérulo, cápsula de Bowman, túbulo proximal. Alça de Henle, túbulo dital e ducto coletor. • Macroscopia • Margem lateral • Margem medial • Hilo renal • Seio renal • Face anterior • Face posterior • Polo superior • Polo inferior • Cápsula fibrosa • Loja renal: gordura perirrenal (cápsula adiposa) e gordura pararrenal Parênquima renal: • Córtex renal • Colunas renais • Medula renal • Pirâmides renais • Base da pirâmide • Papila renal (ápice) • Artéria renal • Veia renal • Pelve renal • Cálices renais maiores • Cálices renais menores Descrever a fisiopatologia do diabetes mellitus tipo 1 e do tipo 2. Descrever as alterações microscópicas no pâncreas de pacientes diabéticos do tipo 1 e do tipo 2. 33 Citar as principais complicações crônicas do diabetes. Descrever a fisiopatologia da vasculopatia diabética e relacionar com os quadros de nefropatia, neuropatia e retinopatia. Descrever as possíveis lesões renais no paciente diabético de longa data e explicar a importância da glomeruloesclerose nodular dentro deste contexto. Identificar o pâncreas e os rins na ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética, com e sem a presença de contraste; Descrever as alterações morfológicas observadas nos rins e no pâncreas de um paciente diabético nos exames de imagem. Discutir sobre o uso de contraste em pacientes diabéticos, especialmente naqueles usuários de metformina. 34 DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Atheneu. 3ª. Edição. São Paulo: 2007. MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier. São Paulo, 2011. JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. KUMAR, V.; ABBAS, A.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran – Patologia – Bases Patológicas das Doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. REFERÊNCIAS 35 Diagnóstico de diabetes Medicina Laboratorial Caso de aplicação: Paciente do sexo feminino, 59 anos, retorna à unidade básica de saúde para controle de Diabetes e entrega de exames solicitados na última consulta. Relata ser portadora de Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) há 12 anos e há quatro faz o controle nesse centro de saúde, porém com outro médico. A paciente relata que desde o início do controle no presente centro de saúde conseguiu controlar sua glicemia devido a algumas mudanças no estilo de vida e uso de medicamentos. Iniciou o tratamento com Insulina NPH em associação com Nesina em 2013, porém em junho de 2016 foi retirada a Insulina e acrescentado Metformina com manutenção da Nesina. Afirma que nos últimos quatro meses apresentou hiporexia, porém não foi notado perda de peso. Apresentou uma intercorrência desde a última consulta, na qual a paciente foi internada em dezembro devido a uma crise asmática, sendo atendida em unidade de pronto atendimento (UPA). Paciente trás diário de glicemia, com registro de glicose capilar pela manhã variando de 73 a 223 mg/dL, com média inferiora 150 mg/dL; Glicose pós-prandial de 116 mg/dL e na noite variando de 70 a 173 mg/dL, com média de 100 mg/dL. Trouxe também resultado dos seguintes exames: Creatinina: 0,6 mg/dL; Taxa de filtração glomerular do adulto não negro > 90 mL/min; Colesterol Total: 156 mg/dL; HDL: 68 mg/dL; VLDL: 25 mg/dL; LDL: 63 mg/ dL; Triglicérides: 125 mg/dL; Hemoglobina Glicada: 7,3%; Glicose em jejum: 103 mg/dL; Ureia: 41 mg/dL; Além da Diabetes Mellitus tipo 2 a paciente também apresenta dislipidemia, asma, rinite alérgica, artrose de joelhos, depressão e Síndrome de Sjogren. Estatura de 1,54 m Peso de 57 Kg IMC: 24 Kg/m² PA: 100/70 mmHg FC: 64 bpm FR: 24 irpm. 1) Qual a importância da atenção primaria da saúde em relação a DM? 2) A marcação do destro diário é mesmo necessário? 3) Um hábito de vida saudável tem qual impacto na vida de um paciente com DM? ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali 36 Abul K. ABBAS, A. H. L. (2016). Patologia Básica. Em Robbins Patologo Básico 9 edição. Smith, C., Marks, A. D., & Lieberman, M. (2007). Bioquímica Médica Básica de Marks. MANCINI, Marcio Cercato et al. Tratado de obesidade. 2a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015. MARTINS, Mílton de Arruda et al. C a a, volume doenças do aparelho digestivo, nutrição e doenças nutricionais. a Ed. Barueri Manole, 2016. VILAR, Lúcio et al. Endocrinologia clínica. 6a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. BRUNTON, Laurence L; CHABNER, Bruce A; KNOLLMANN, Bjorn C. As bases farmacológicas da terapêutica de GOODMAN & GILMAN. 12a Ed. Porto Alegre: Mc Graw Hill, 2012. DE CARVALHO, Elisa; SILVA, Luciana Rodrigues; FERREIRA, Cristina Targa. Gastroenterologia e nutrição em pediatria. Barueri: Manole, 2012. TSCHIEDEL, Balduino; PUNALES, Marcia. Insulinas: insulinizando o paciente com Diabetes. 2a Ed. São Paulo: AC Farmacêutica, 2013. WAJCHENBERG, Bernardo Leo; LERÁRIO, Antonio Carlos; BETTI, Roberto Tadeu B. Diabetes Mellitus e doença cardiovascular. São Paulo: AC Farmacêutica, 2011. WAJCHENBERG, Bernardo Leo; LERARIO, Antonio Carlos; BETTI, Roberto Tadeu Barcellos. Tratado de endocrinologia clínica. 2a Ed. São Paulo: AC Farmacêutica, 2014. CERRI, Giovanni Guido (ed). LEITE, Claudia da Costa (ed). ROCHA, Manoel de Souza (ed). Shimizu, Carlos. Tratado de radiologia. Barueri, SP, Manole, 2017. 3 v. REFERÊNCIAS 37 SP 1.2 - Última gota! Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Microscopia: • Túnicas íntima, muscular e adventícia. Vascularização dos membros inferiores: • Aa. Membros Inferiores • femoral: a. femoral profunda • poplítea • tibial anterior: a. dorsal do pé • tibial posterior: a. plantar medial e a. plantar lateral • fibular • Vv. Membros Inferiores • Veias superficiais: V. safena parva e V. safena magna • Veias profundas: Vv. fibulares, Vv. tibiais posteriores, Vv. tibiais anteriores, V. poplítea, V. femoral e V. femoral profunda http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali 38 Definir arterioesclerose; aterosclerose; arterioloesclerose e calcificação da média; determinar quais destas alterações estão relacionadas à hipertensão arterial sistêmica e justificar. Descrever a fisiopatologia da arterioloesclerose hialina e suas possíveis complicações. Descrever a fisiopatologia da hipertrofia concêntrica de ventrículo esquerdo e as alterações morfológicas envolvidas. Descrever a fisiopatologia da nefroesclerose benigna e as alterações morfológicas envolvidas. Compreender a indicação e a interpretação dos métodos de imagem, principalmente a ultrassonografia com Doppler, para avaliação de doença carotídea. 39 DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Atheneu. 3ª. Edição. São Paulo: 2007. MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier. São Paulo, 2011. JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. KUMAR, V.; ABBAS, A.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran – Patologia – Bases Patológicas das Doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. CERRI, Giovanni Guido (ed). LEITE, Claudia da Costa (ed). ROCHA, Manoel de Souza (ed). Shimizu, Carlos. Tratado de radiologia. Barueri, SP, Manole, 2017. 3 v. REFERÊNCIAS 40 Diagnóstico de gota Medicina Laboratorial Caso de aplicação: Paciente masculino, 65 anos, com história prévia de gota em tratamento irregular, apresenta-se em consulta ambulatorial para acompanhamento. Refere crises persistentes de gota. Como antecedentes pessoais: hipertensão arterial (em uso de enalapril, atenolol), diabetes (metformina), dislipidêmico (atorvastatina). Antecedentes familiares: irmãos com gota e hipertensão; hábitos e vícios: tabagista e etilista, sedentário. Traz últimos exames laboratoriais (do mês anterior): creatinina de 1 mg/dl; ácido úrico: 10 mg/dl; ALT: 30. 1) Além dos exames laboratoriais apresentados, algum outro exame pode ser solicitado para o acompanhamento da gota? 2) Quais hábitos existentes que precisam ser interrompidos para o tratamento adequado da gota? 3) O paciente em questão por ser idoso, precisa de um acompanhamento diferenciado? ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali 41 BERTOLUCCI, Paulo H F et al. Guias de Medicina Ambulatorial e Hospitalar da UNIFESP-EPM: Neurologia. Barueri: Manole, 2011. NITRINI, Ricardo et al. Condutas em neurologia. 11a Ed. Barueri: Manole, 2016. ROWLAND, Lewis P; PEDLEY, Timothy A. MERRITT: Tratado de neurologia. 12a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011 ABDO, Carmita Helena Najjar et al. , volume doenças dos olhos; doenças dos ouvidos, nariz e garganta; neurologia; transtornos mentais. 2a Ed. Barueri: Manole, 2016. BRUNTON, Laurence L; CHABNER, Bruce A; KNOLLMANN, Bjorn C. As bases farmacológicas da terapêutica de GOODMAN & GILMAN. 12a Ed. Porto Alegre: Mc Graw Hill, 2012. CAMPBELL, William W. DEJONG: o exame neurológico. 7a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. CERRI, Giovanni Guido; LEITE, Claudia da Costa; ROCHA, Manoel de Souza. Tratado de Radiologia InRad HCFMUSP, volume 1: neurorradiologia, cabeça e pescoço. Barueri: Manole, 2017. MELO-SOUZA, Sebastiao Eurico; PAGLIOLI NETO, Eliseu; CENDES, Fernando. Tratamento das doenças neurológicas. 3a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. REFERÊNCIAS 42 SP 1.3 - Estresse, complicação e mais estresse... Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Intestino delgado • Microscopia: • Mucosa: células absortivas, vilosidades e criptas. • Submucosa • Muscular • Serosa • Diferenciar a mucosa das diferentes partes do intestino delgado • Macroscopia: • Duodeno • Parte superior • Parte descendente • Parte horizontal • Parte ascendente http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali 43 • Papila maior do duodeno (papila duodenal maior) • Flexura duodenojejunal • Jejuno (alças jejunais) • Íleo (alças ileais) • Vascularização Tronco celíaco: • a. hepática comum: aa. pancreáticoduodenais superior anterior e superior posterior. • A. mesentérica superior: ramos jejunais e ileais e aa. pacreaticoduodenais inferior anterior e inferior posterior. • Descrever as veias tributárias do sistema porta. Citar possíveis causas de síndrome de má absorção. Diferenciar doença de Chron de retocolite ulcerativa, incluindo as diferenças macro e microscópicas entre elas. Descrever as alterações radiológicas das principais Doenças Inflamatórias Intestinais, incluindo suas complicações. 44 DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Atheneu. 3ª. Edição. São Paulo: 2007. MOORE, K. L.; DALEYII, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier. São Paulo, 2011. JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. KUMAR, V.; ABBAS, A.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran – Patologia – Bases Patológicas das Doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. CERRI, Giovanni Guido (ed). LEITE, Claudia da Costa (ed). ROCHA, Manoel de Souza (ed). Shimizu, Carlos. Tratado de radiologia. Barueri, SP, Manole, 2017. 3 v. REFERÊNCIAS 45 Diagnóstico de absorção intestinal Medicina Laboratorial Caso de aplicação: Paciente masculino, de 37 anos, tabagista, com doença de Crohn ileocólica e anal, diagnosticada aos 23 anos. Apresentou-se com dor abdominal e anal diarreia, rectorragias e supuração anal. Ao exame proctológico eram visíveis: abcesso perianal e fissura anal. A colonoscopia e biópsia das lesões confirmaram o diagnóstico. A doença evoluiu com múltiplas agudizações e intensa doença perianal. Foi submetido à drenagem cirúrgica de abcesso isquio-rectal e perianal. Percorreu diversas opções de terapêutica médica, tendo finalmente alcançado, com metotrexato, a remissão clínica, mas não a remissão histológica. 1) Quais os exames mais indicados para diagnostico e acompanhamento da DC? 2) Relacione o tabagismo com a piora da DC. 3) Caracterize os graus de DC. ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali 46 Abul K. ABBAS, A. H. L. (2016). Patologia Básica. Em Robbins Patologo Básico 9 edição. Smith, C., Marks, A. D., & Lieberman, M. (2007). Bioquímica Médica Básica de Marks. MANCINI, Marcio Cercato et al. Tratado de obesidade. 2a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015. MARTINS, Mílton de Arruda et al. C a a, volume doenças do aparelho digestivo, nutrição e doenças nutricionais. a Ed. Barueri Manole, 2016. VILAR, Lúcio et al. Endocrinologia clínica. 6a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. BRUNTON, Laurence L; CHABNER, Bruce A; KNOLLMANN, Bjorn C. As bases farmacológicas da terapêutica de GOODMAN & GILMAN. 12a Ed. Porto Alegre: Mc Graw Hill, 2012. DE CARVALHO, Elisa; SILVA, Luciana Rodrigues; FERREIRA, Cristina Targa. Gastroenterologia e nutrição em pediatria. Barueri: Manole, 2012. TSCHIEDEL, Balduino; PUNALES, Marcia. Insulinas: insulinizando o paciente com Diabetes. 2a Ed. São Paulo: AC Farmacêutica, 2013. WAJCHENBERG, Bernardo Leo; LERÁRIO, Antonio Carlos; BETTI, Roberto Tadeu B. Diabetes Mellitus e doença cardiovascular. São Paulo: AC Farmacêutica, 2011. WAJCHENBERG, Bernardo Leo; LERARIO, Antonio Carlos; BETTI, Roberto Tadeu Barcellos. Tratado de endocrinologia clínica. 2a Ed. São Paulo: AC Farmacêutica, 2014. REFERÊNCIAS 47 SP 1.4 - "Quando ela crescer emagrece..." Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Sistema Límbico • Componentes corticais: • Giro do cíngulo; • Giro para-hipocampal; • Hipocampo; • Unco; • Córtex pré-fronta; http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali 48 • Córtex órbitofrontal; • Lobo da ínsula. • Componentes subcorticais: • Núcleos anteriores do tálamo; • Núcleos mamilares; • Núcleos habenulares; • Área septal; • Núcleo acumbens; • Corpo amigdalóide. Hipotálamo • Núcleos mediais e laterais. • Descrever a aferência através do nervo vago relacionada a distensão da parede do estômago e a sensação de saciedade. • Descrever a sinalização hormonal relacionada a saciedade e a fome. • Descrever a modulação do sistema límbico sob os núcleos hipotalâmicos relacionados com fome e saciedade. Fígado • Microscopia: • Lóbulo hepático: hepatócitos, trama reticular e capilares sinusoides; • Espaço porta: arteríola, vênula e ducto. • Descrever acino hepático e zonas funcionais Citar as possíveis complicações da obesidade. Relacionar a obesidade à doença hepática gordurosa (esteatose) Descrever as características macro e microscópicas da esteatose hepática, bem como sua graduação histológica. Caracterizar a esteatose hepática na ultrassonografia, na tomografia computadorizada e na ressonância magnética. 49 DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Atheneu. 3ª. Edição. São Paulo: 2007. MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier. São Paulo, 2011. JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. KUMAR, V.; ABBAS, A.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran – Patologia – Bases Patológicas das Doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. CERRI, Giovanni Guido (ed). LEITE, Claudia da Costa (ed). ROCHA, Manoel de Souza (ed). Shimizu, Carlos. Tratado de radiologia. Barueri, SP, Manole, 2017. 3 v. REFERÊNCIAS 50 Diagnóstico de obesidade Medicina Laboratorial Caso de aplicação: Mãe de uma criança de 16 meses procurou atendimento nutricional em ambulatório secundário, com queixa principal de ganho de peso em excesso na introdução da alimentação complementar. A queixa principal para a criança, conforme relato da mãe, foi ganho de peso em excesso. A paciente amamentou exclusivamente até os primeiros seis meses de vida, todavia, na introdução da alimentação complementar houve dificuldade em estabelecer uma dieta saudável devido à oferta frequente de alimentos calóricos sobre a influência da família. Quanto aos antecedentes patológicos há relato de obesidade, diabetes mellitus tipo II, dislipidemias, hipertensão arterial sistêmica e doenças cardíacas para as três gerações. No histórico gestacional a mãe teve acompanhamento de quatro consultas de pré-natal, ganho de peso em excesso ao final da gravidez e pré-eclâmpsia. Ao exame físico a criança apresentou índice de massa corporal elevado, peso por altura e peso por idade com percentil >99. A análise bioquímica evidenciou alteração dos níveis de hemoglobina. A inadequação alimentar foi avaliada por meio do recordatório de 24 horas (R24h) e questionário de frequência alimentar (QFA). Verificou-se ingestão energética excessiva de 897,16 kcal/dia e consumo baixo de vitaminas A, C e cálcio, sendo 5,2 µg, 17,6 mg e 53,31 mg respectivamente. O diagnóstico nutricional para o caso foi de obesidade. Encaminhou-se a paciente para acompanhamento de equipe multidisciplinar. 1) Qual a importância da equipe multidisciplinar para o tratamento em questão? 2) Como instruir a família para manter uma alimentação saudável e balanceada para uma criança? 3) Para o diagnóstico de obesidade além dos questionários, mais exames complementares podem ser solicitados? ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali 51 Abul K. ABBAS, A. H. L. (2016). Patologia Básica. Em Robbins Patologo Básico 9 edição. Smith, C., Marks, A. D., & Lieberman, M. (2007). Bioquímica Médica Básica de Marks. MANCINI, Marcio Cercato et al. Tratado de obesidade. 2a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015. MARTINS, Mílton de Arruda et al. C a a, volume doenças do aparelho digestivo, nutrição e doenças nutricionais. a Ed. Barueri Manole, 2016. VILAR, Lúcio et al. Endocrinologia clínica. 6a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. BRUNTON, Laurence L; CHABNER, Bruce A; KNOLLMANN, Bjorn C. As bases farmacológicas da terapêutica de GOODMAN & GILMAN. 12a Ed. Porto Alegre: Mc Graw Hill, 2012. DE CARVALHO, Elisa; SILVA, Luciana Rodrigues; FERREIRA, Cristina Targa. Gastroenterologia e nutrição em pediatria. Barueri: Manole, 2012. TSCHIEDEL, Balduino; PUNALES, Marcia. Insulinas: insulinizando o paciente com Diabetes. 2a Ed. São Paulo: AC Farmacêutica, 2013. WAJCHENBERG, Bernardo Leo; LERÁRIO, Antonio Carlos; BETTI, Roberto Tadeu B. Diabetes Mellitus e doença cardiovascular.São Paulo: AC Farmacêutica, 2011. WAJCHENBERG, Bernardo Leo; LERARIO, Antonio Carlos; BETTI, Roberto Tadeu Barcellos. Tratado de endocrinologia clínica. 2a Ed. São Paulo: AC Farmacêutica, 2014. REFERÊNCIAS 52 SP 1.5 - Acontece rapidamente... Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Glândula suprarrenal • Suprarrenal direita: formato piramidal • Suprarrenal esquerda: formato de meia lua Vascularização: • Artérias suprarrenais: superiores, médias e inferiores • Veias suprarrenais: direita e esquerda Inervação: • plexo celíaco e nervos esplâncnicos http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali 53 Microscopia: • Região cortical • Cápsula • Zona glomerulosa • Zona fasciculada • Zona reticulada. • Zona glomerulosa Região medular • Cordões de células Descrever a hiperplasia, o adenoma e o carcinoma de suprarrenal. Diferenciar as lesões acima do ponto de vista macroscópico. Descrever as repercussões dessas lesões com base nas camadas corticais da suprarrenal e seus produtos. Caracterizar as suprarrenais nos exames de tomografia computadorizada, correlacionando a morfologia habitual com a hiperplasia. Descrever os exames de imagem solicitados para a pesquisa de puberdade precoce, a fim de avaliar os principais achados relacionados às glândulas adrenais, eixo hipotálamo-hipofisário- gonadal. 54 DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Atheneu. 3ª. Edição. São Paulo: 2007. MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier. São Paulo, 2011. JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. KUMAR, V.; ABBAS, A.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran – Patologia – Bases Patológicas das Doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. CERRI, Giovanni Guido (ed). LEITE, Claudia da Costa (ed). ROCHA, Manoel de Souza (ed). Shimizu, Carlos. Tratado de radiologia. Barueri, SP, Manole, 2017. 3 v. REFERÊNCIAS 55 Diagnóstico de erros inatos no metabolismo Medicina Laboratorial Caso de aplicação: Lactente, 10 meses, sexo feminino, com quadro clínico de vômitos pós-prandiais, precedidos de náusea e associados à diarreia de coloração esverdeada. Não apresentou febre. Foi diagnosticada com desidratação grave, iniciada terapêutica e hidratação venosa, sendo solicitada internação hospitalar. Durante a internação, observaram- se hepatomegalia, criança irritadiça e parâmetros de crescimento e desenvolvimento muito inferiores aos adequados. Idade óssea era compatível a 3-6 meses. Foi realizada investigação para erro inato do metabolismo, fechando o diagnóstico para Doença de Andersen. 1) Caracterize a Doença de Andersen focando nos erros metabólicos. 2) Descreva glicogenoses. 3) Quais exames podem ser solicitados para o diagnóstico? ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO 56 BERTOLUCCI, Paulo H F et al. Guias de Medicina Ambulatorial e Hospitalar da UNIFESP-EPM: Neurologia. Barueri: Manole, 2011. NITRINI, Ricardo et al. Condutas em neurologia. 11a Ed. Barueri: Manole, 2016. ROWLAND, Lewis P; PEDLEY, Timothy A. MERRITT: Tratado de neurologia. 12a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011 ABDO, Carmita Helena Najjar et al. , volume doenças dos olhos; doenças dos ouvidos, nariz e garganta; neurologia; transtornos mentais. 2a Ed. Barueri: Manole, 2016. BRUNTON, Laurence L; CHABNER, Bruce A; KNOLLMANN, Bjorn C. As bases farmacológicas da terapêutica de GOODMAN & GILMAN. 12a Ed. Porto Alegre: Mc Graw Hill, 2012. CAMPBELL, William W. DEJONG: o exame neurológico. 7a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. CERRI, Giovanni Guido; LEITE, Claudia da Costa; ROCHA, Manoel de Souza. Tratado de Radiologia InRad HCFMUSP, volume 1: neurorradiologia, cabeça e pescoço. Barueri: Manole, 2017. MELO-SOUZA, Sebastiao Eurico; PAGLIOLI NETO, Eliseu; CENDES, Fernando. Tratamento das doenças neurológicas. 3a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. REFERÊNCIAS 57 Básica MANCINI, Marcio Cercato et al. Tratado de obesidade. 2a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015. MARTINS, Mílton de Arruda et al. C a a, volume doenças do aparelho digestivo, nutrição e doenças nutricionais. a Ed. Barueri Manole, 2016. VILAR, Lúcio et al. Endocrinologia clínica. 6a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. Complementar BRUNTON, Laurence L; CHABNER, Bruce A; KNOLLMANN, Bjorn C. As bases farmacológicas da terapêutica de GOODMAN & GILMAN. 12a Ed. Porto Alegre: Mc Graw Hill, 2012. DE CARVALHO, Elisa; SILVA, Luciana Rodrigues; FERREIRA, Cristina Targa. Gastroenterologia e nutrição em pediatria. Barueri: Manole, 2012. TSCHIEDEL, Balduino; PUNALES, Marcia. Insulinas: insulinizando o paciente com Diabetes. 2a Ed. São Paulo: AC Farmacêutica, 2013. WAJCHENBERG, Bernardo Leo; LERÁRIO, Milton Maricélia; BETTI, Roberto Tadeu B. Diabetes Mellitus e doença cardiovascular. São Paulo: AC Farmacêutica, 2011. WAJCHENBERG, Bernardo Leo; LERARIO, Milton Maricélia; BETTI, Roberto Tadeu Barcellos. Tratado de endocrinologia clínica. 2a Ed. São Paulo: AC Farmacêutica, 2014. REFERÊNCIAS SUGERIDAS 58 Agenda para TBL TBL TEMA 1 2 3 4 5 6 https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali EMERGÊNCIAS COMPLEXO TEMÁTICO II “Entre as dificuldades se esconde a oportunidade.” Albert Einstein Árvore temática 2 62 OBJETIVOS GERAIS Compreender os principais quadros que mobilizam remoção e atendimento em serviço de emergência, associando-os às manifestações clínicas e tratamento ao paciente e à orientação e apoio às vítimas e familiares. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Caracterizar os aspectos semiológicos e terapêuticos da crise hipertensiva e das insuficiências respiratória, hepática e renal aguda associando o processo fisiopatológico às manifestações clínicas. Reconhecer os processos e mecanismos que desencadeiam deficiência de perfusão tecidual. Caracterizar os aspectos semiológicos, clínicos e terapêuticos dos quadros hipotensivos, associando os processos fisiopatológicos que podem culminar em choque e parada cardiorrespiratória. Identificar as principais causas de intoxicações agudas e caracterizar a abordagem em serviço de emergência. Reconhecer a forma de elaboração e aplicação dos algoritmos de investigação diagnóstica das arritmias, identificando sua importância na terapêutica em serviço de emergência. Descrever os aspectos clínicos da cianose e relacionar com descompensação de doenças respiratórias e com a insuficiência respiratória. Reconhecer o edema agudo de pulmão e descrever seu tratamento. Objetivos 63 Identificar as causas de desidratação aguda e seu tratamento. Reconhecer as etapas para abordagem a pacientes com sangramento. Identificar as causas e o manejo dos quadros de hipovolemia. Caracterizar o paciente de risco para sepse, os mecanismos envolvidos e indicar as medidas para prevenção e tratamento em unidades de emergência. Identificar as causas e os mecanismos pelos quais se desenvolvem alterações súbitas de comportamento, agitação psicomotora e alterações da consciência. Reconhecer os aspectos epidemiológicos da tentativa de suicídio e a abordagem em emergência, assim como as medidas de orientação e suporte para paciente e familiares. Descrever as medidas terapêuticas para tratamento da convulsão. Descrever os aspectos semiológicos e clínicos do diagnóstico de meningite em unidade de emergência. Caracterizar hipertensão intracraniana e medidas de manejo clínico e cirúrgico reconhecendo a necessidade de trabalho inter-equipes. Caracterizar os aspectos epidemiológicos do trauma.Identificar as etapas de abordagem no atendimento pré-hospitalar e hospitalar para trauma. Reconhecer topografia e manejo de trauma raquimedular, trauma crânio- encefálico, fraturas, ruptura de vísceras e de queimados. Identificar as políticas públicas de regulação de vagas e de desencadeamento de remoção (SAMU e Resgate). 64 Caracterizar a Doença Hipertensiva na gestante, suas manifestações e complicações que comprometem o binômio materno-fetal. Reconhecer os aspectos legais e a importância do boletim de ocorrência policial nas unidades de emergência. 65 SP 2.1 - Essa dor vai me matar? Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Microscopia • Descrever as características histológicas da parede dos vasos sanguíneos. • Túnicas íntima, média e adventícia. Macroscopia • Artéria coronária direita - Processo uncinado • Ramo marginal direito • Ramo do nó sino-atrial • Ramo do cone arterial • Ramo interventricular posterior • Artéria coronária esquerda • Ramo interventricular anterior • Ramo lateral (diagonal) • Ramo circunflexo • Ramo marginal esquerdo http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali 66 Recordar a fisiopatologia da aterosclerose coronariana. Descrever a fisiopatologia do infarto agudo do miocárdio. Descrever os possíveis tipos de infarto agudo do miocárdio com base na morfologia. Descrever as alterações do miocárdio desde o início da lesão até sua cicatrização, relacionando com imagens microscópicas. Discutir o papel da coloração de Tricrômico de Masson na análise histológica de um infarto pregresso. Definir e descrever o método que avalia o "Score" de cálcio nos exames de imagem; Compreender a indicação e a interpretação da angiotomografia de coronárias. Entender o papel da Cintilografia com perfusão miocárdica, descrevendo o tipo de radiofármaco utilizado e respectiva via de administração. 67 DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Atheneu. 3ª. Edição. São Paulo: 2007. MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier. São Paulo, 2011. JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. KUMAR, V.; ABBAS, A.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran – Patologia – Bases Patológicas das Doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. CERRI, Giovanni Guido (ed). LEITE, Claudia da Costa (ed). ROCHA, Manoel de Souza (ed). Shimizu, Carlos. Tratado de radiologia. Barueri, SP, Manole, 2017. 3 v. REFERÊNCIAS 68 Diagnóstico de infarto agudo do miocárdio Medicina Laboratorial Caso de aplicação: Paciente do sexo masculino, 62 anos, negro, procurou o Hospital de urgência de Palmas com queixas de “forte dor no peito”. A dor em aperto em região precordial que iniciou há 10 dias com piora progressiva é agravada após moderado esforço físico como caminhar dois quarteirões planos, ou subir dois lances de escadas e dura pouco tempo, com melhora após repouso. No momento da consulta a intensidade é 8, numa escala de 0 a 10. Paciente referiu apresentar também desconforto em região de dorso e membro superior esquerdo. Refere ainda que sente palpitações, náuseas e tonturas. Em relação aos antecedentes pessoais, paciente é hipertenso, diabético, obeso e tabagista. Relata histórico familiar de infarto agudo do miocárdio (pai faleceu aos 50 anos) e de hipertensão (mãe hipertensa). Ao exame físico, o paciente encontrava- se em regular estado geral, lúcido, orientado em tempo e em espaço, afebril, leve cianose em extremidades (1+/4+), anictérico, hidratado, taquipneico (26irpm), taquicárdico (128 bpm) e com pressão arterial de 170/130 mmHg e Saturação de Oxigênio de 88% . O paciente foi encaminhado para realização de eletrocardiograma que mostrou desnivelamento supra do segmento ST de 2 mm na parede anterior. Após 6h, desenvolveu inversão na onda T, onda Q patológica, além da presença de onda U invertida transitória. Na pesquisa de marcadores bioquímicos de lesão miocárdica houve elevação das troponinas acima do percentil 99 do limite máximo de referência, porém a CK-MB massa estava dentro da normalidade. 1) Que fatores influenciam no desenvolvimento do infarto? 2) Quais seriam os diagnósticos diferenciais? 3) Qual é o objetivo do eletrocardiograma? ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali 69 MARTINS, Herlon Saraiva et al. Disciplina de Emergências Clínicas HCFMUSP: Medicina de emergência abordagem prática. 12a Ed. São Paulo: Manole, 2017. MARTINS, Herlon Saraiva; DAMASCENO, Maria Cecília de Toledo; AWADA, Soraia Barakat. Pronto-Socorro: Medicina de emergência. 3a Ed. São Paulo: Manole, 2013. MARTINS, Mílton de Arruda et al. C a a volume doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, emergências e terapia intensiva. 2a Ed. Barueri: Manole, 2016. BORGES, Durval Rosa; ATALLAH, Álvaro Nagib; BIROLINI, Dario. Atualização terapêutica de Prado, Ramos e Valle: Urgências e emergências 2014-2015. 2a Ed. São Paulo: Artes Médicas, 2014. FERREIRA, Lydia Masako; ODO, Letícia Megumi. Guias de medicina ambulatorial e hospitalar da UNIFESP-EPM: Cirurgia: urgências e emergências. São Paulo: Manole, 2011. LA TORRE, Fabiola Peixoto Ferreira et al. Emergências em pediatria: Protocolos da Santa Casa de São Paulo. 2a Ed. São Paulo: Manole, 2013. SCALABRINI NETO, Augusto; DIAS, Roger Daglius; VELASCO, Irineu Tadeu. Disciplina de Emergências Clínicas HCFMUSP: Procedimentos em emergências. 2a Ed. São Paulo: Manole, 2016. TIMMERMAN, Sergio; GONZALEZ, Maria Margarita Castro; GEOVANINI, Glaucylara Reis. Eletrocardiograma na sala de emergências: guia prático de diagnóstico e condutas terapêuticas. 2a Ed. REFERÊNCIAS 70 SP 2.2 - Under pressure Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Arteria carotida interna (Descrever a origem, trajeto no pescoço, no interior do sifão carotídeo e intracraniano) • A. a. Oftálmicas • A. a Comunicantes posteriores • A. a. Coriodeias anteriores • A. a. Cerebrais medias • A. a. Cerebrais anteriores – a. comunicante anterior Arteria vertebral (Descrever a origem, trajeto no pescoço, no interior do sifão carotídeo e intracraniano) • A. a. espinais posteriores • A. espinal anterior • A. a. cerebelares inferiores posteriores http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali 71 Arteria basilar • A. a. cerebelares superiores • A. a. cerebelares inferiores anteriores • A. a. do labirinto • Ramos pontinos • A. a. cerebrais posteriores Descrever as artérias que compõem o círculo arterial do cérebro. Descrever os territórios de irrigação superficial e profundo das artérias cerebrais (anterior, média e posterior). Definir doença cerebrovascular hipertensiva e citar as possíveis alterações envolvidas. Definir encefalopatia hipertensiva e descrever suas alterações. Citar possíveis diagnósticos diferenciais de encefalopatia hipertensiva. Identificar as principais complicações encefálicas da Hipertensão Arterial Sistêmica. 72 DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Atheneu. 3ª. Edição. São Paulo: 2007. MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier. São Paulo, 2011. JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. KUMAR, V.; ABBAS, A.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran – Patologia – Bases Patológicas das Doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. REFERÊNCIAS 73 Diagnóstico de encefalopatia hipertensiva Medicina Laboratorial Caso de aplicação: Paciente de 56 anos, negra, feminina, levada por sua filha, chega ao prontosocorro com confusão mental, acompanhada de cefaleia intensa generalizada, de intensidade 9, numa escala de 0 a 10, náuseas e vômitos em jatos há 3 horas. Devido aos altos níveis pressóricos e comprometimento neurológico, a paciente foi encaminhada a UTI. Quanto aos seus antecedentes pessoais e familiares, a paciente relata ser tabagista 30 anos/maço e hipertensa, fazendo uso de Higroton® 25mg de forma não regular (só toma quando se lembra). Seu pai era portador de HAS e faleceu aos 67 anos após IAM. Sua mãe é viva e é portadora de DMII e HAS. Ao exame físico, a paciente apresentava-se em regular estado geral, afebril, acianótica, anictérica, descorada (+/4, edema discreto em MMII ( +/4+). Apresenta papiledema à fundoscopia e encontra- se hipertensa (PA: 210x 120 mmHg), taquicárdica (104 bpm) e taquipnéica (28 irpm), e sem mais alterações no exame físico IMC: 32,8 (obesidade grau I) (P: 86 kg A: 1,62 m). Foi feita TC de crânio, que descartou acidente vascular encefálico. HD: encefalopatia hipertensiva TRATAMENTO: Nitroprussiato de Sódio EV – 43 um (sinal de micro)/ min (0,25 – 10 /kg/ min) Fisiopatologia: a encefalopatia hipertensiva é uma situação clínica aguda. 1) Quais os principais diagnósticos diferenciais para este caso? 2) Correlacione a hipertensão arterial com a encefalopatia hipertensiva. 3) Quais os riscos da encefalopatia não diagnosticada corretamente ou a tempo? ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali 74 MARTINS, Herlon Saraiva et al. Disciplina de Emergências Clínicas HCFMUSP: Medicina de emergência abordagem prática. 12a Ed. São Paulo: Manole, 2017. MARTINS, Herlon Saraiva; DAMASCENO, Maria Cecília de Toledo; AWADA, Soraia Barakat. Pronto-Socorro: Medicina de emergência. 3a Ed. São Paulo: Manole, 2013. MARTINS, Mílton de Arruda et al. C a a volume doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, emergências e terapia intensiva. 2a Ed. Barueri: Manole, 2016. BORGES, Durval Rosa; ATALLAH, Álvaro Nagib; BIROLINI, Dario. Atualização terapêutica de Prado, Ramos e Valle: Urgências e emergências 2014-2015. 2a Ed. São Paulo: Artes Médicas, 2014. FERREIRA, Lydia Masako; ODO, Letícia Megumi. Guias de medicina ambulatorial e hospitalar da UNIFESP-EPM: Cirurgia: urgências e emergências. São Paulo: Manole, 2011. LA TORRE, Fabiola Peixoto Ferreira et al. Emergências em pediatria: Protocolos da Santa Casa de São Paulo. 2a Ed. São Paulo: Manole, 2013. SCALABRINI NETO, Augusto; DIAS, Roger Daglius; VELASCO, Irineu Tadeu. Disciplina de Emergências Clínicas HCFMUSP: Procedimentos em emergências. 2a Ed. São Paulo: Manole, 2016. TIMMERMAN, Sergio; GONZALEZ, Maria Margarita Castro; GEOVANINI, Glaucylara Reis. Eletrocardiograma na sala de emergências: guia prático de diagnóstico e condutas terapêuticas. 2a Ed. REFERÊNCIAS 75 SP 2.3 - Carro ou arma? Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Descrever os limites das cavidades torácica e abdominopélvica. Descrever a topografia de: • Pulmões e pleuras; • Coração; • Mediastino; • Fígado; • Baço; • Espaço de Traube; • Rins. 76 Definir morte súbita. Explicar como deve ser preenchido o atestado de óbito. Discorrer sobre a importância do adequado preenchimento do atestado de óbito. Definir os critérios de encaminhamento do cadáver para autópsia no Serviço de Verificação de Óbito (SVO) e Instituto Médico Legal (IML). Reconhecer a importância dos exames de imagem no atendimento de um politraumatizado; Descrever o protocolo FAST de ultrassonografia. Compreender a indicação e a interpretação da tomografia de corpo inteiro no contexto de trauma. 77 DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Atheneu. 3ª. Edição. São Paulo: 2007. MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier. São Paulo, 2011. JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. KUMAR, V.; ABBAS, A.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran – Patologia – Bases Patológicas das Doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. CERRI, Giovanni Guido (ed). LEITE, Claudia da Costa (ed). ROCHA, Manoel de Souza (ed). Shimizu, Carlos. Tratado de radiologia. Barueri, SP, Manole, 2017. 3 v. REFERÊNCIAS 78 Diagnóstico de politraumatismo Medicina Laboratorial Caso de aplicação: Paciente, 29 anos, sexo feminino, vítima de acidente motocicleta x caminhão, foi atendida no Hospital Unimed de Araçatuba, possuindo suspeita de múltiplas fraturas em face, membros superiores e inferiores e coluna cervical. Após avaliação e liberação do serviço de neurocirurgia a mesma foi avaliada pela equipe de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial foram acionadas para avaliação das suas áreas de interesse, pela ortopedia foi constatada fratura em membros superiores e inferiores, pélvis e fissuras em vértebras lombares. Já pela CTBMF foi possível observar degrau ósseo palpável em infraórbita D, perda de projeção malar D, FCC em lábio, perda de projeção mentual, FCC em região submentual D com exposição óssea, FCC em fundo de fórnix mandibular. Como planejamento para abordagem das fraturas em face foi definido que seriam abordadas as fraturas em sutura fronto-zigomática esquerda, rebordo infraorbitário bilateral, pilares canino e zigomático bilateral, parassinfise mandibular direita e ângulo mandibular esquerdo. Após as primeiras 72h edema compatível com o procedimento foi observado em terço médio e inferior da face, limitação de abertura bucal por dor, deglutição normal, movimentos oculares e acuidade visual preservadas. A paciente segue em acompanhamento pela equipe de CTBMF. Conclui-se que a apropriada hierarquização do trabalho cirúrgico permite a recuperação do paciente a médio e longo prazo seja satisfatória, visando qualidade de vida. 1) Qual a importância de solicitar exame de gasometria arterial para um paciente politraumatizado? 2) Como deve ser feito o acompanhamento de pacientes politraumatizados? 3) Quais os exames de imagem necessários para se fazer quando um paciente chega após um politrauma? ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali 79 MARTINS, Herlon Saraiva et al. Disciplina de Emergências Clínicas HCFMUSP: Medicina de emergência abordagem prática. 12a Ed. São Paulo: Manole, 2017. MARTINS, Herlon Saraiva; DAMASCENO, Maria Cecília de Toledo; AWADA, Soraia Barakat. Pronto-Socorro: Medicina de emergência. 3a Ed. São Paulo: Manole, 2013. MARTINS, Mílton de Arruda et al. C a a volume doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, emergências e terapia intensiva. 2a Ed. Barueri: Manole, 2016. BORGES, Durval Rosa; ATALLAH, Álvaro Nagib; BIROLINI, Dario. Atualização terapêutica de Prado, Ramos e Valle: Urgências e emergências 2014-2015. 2a Ed. São Paulo: Artes Médicas, 2014. FERREIRA, Lydia Masako; ODO, Letícia Megumi. Guias de medicina ambulatorial e hospitalar da UNIFESP-EPM: Cirurgia: urgências e emergências. São Paulo: Manole, 2011. LA TORRE, Fabiola Peixoto Ferreira et al. Emergências em pediatria: Protocolos da Santa Casa de São Paulo. 2a Ed. São Paulo: Manole, 2013. SCALABRINI NETO, Augusto; DIAS, Roger Daglius; VELASCO, Irineu Tadeu. Disciplina de Emergências Clínicas HCFMUSP: Procedimentos em emergências. 2a Ed. São Paulo: Manole, 2016. TIMMERMAN, Sergio; GONZALEZ, Maria Margarita Castro; GEOVANINI, Glaucylara Reis. Eletrocardiograma na sala de emergências: guia prático de diagnóstico e condutas terapêuticas. 2a Ed. REFERÊNCIAS 80 SP 2.4 - É só um resfriado? Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Microscopia: • Bronquíolos: terminais e respiratórios; • Sacosalveolares; • Alvéolos: epitélio pavimentoso simples e lâmina própria de tecido conjuntivo. http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali 81 Macroscopia: • Árvore bronquial • Brônquio principal direito • Brônquio lobar superior • Brônquio lobar médio • Brônquio lobar inferior • Brônquios segmentares • Brônquio principal esquerdo • Brônquio lobar superior • Brônquio lobar inferior • Brônquios segmentares Pulmão • Base do pulmão • Ápice do pulmão • Face costal • Face mediastinal • Impressão cardíaca (pulmão esquerdo) • Face diafragmática • Face interlobar • Hilo do pulmão • Raiz do pulmão • Pulmão direito: Lobo superior, Lobo médio, Lobo inferior, Fissura oblíqua e Fissura horizontal. • Pulmão esquerdo: Língula, Lobo superior, Lobo inferior e Fissura oblíqua. Diferenciar exsudato de transudato, explicando a fisiopatologia envolvida em cada um deles. Descrever a fisiopatologia da pneumonia aguda purulenta. Diferenciar pneumonia lobar de broncopneumonia. Citar os agentes etiológicos mais frequentes em relação às faixas etárias. Descrever os achados de imagem relacionados a infecções pulmonares agudas, possibilitando a diferenciação de condições como atelectasia e derrame pleural. 82 DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Atheneu. 3ª. Edição. São Paulo: 2007. MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier. São Paulo, 2011. JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. KUMAR, V.; ABBAS, A.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran – Patologia – Bases Patológicas das Doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. CERRI, Giovanni Guido (ed). LEITE, Claudia da Costa (ed). ROCHA, Manoel de Souza (ed). Shimizu, Carlos. Tratado de radiologia. Barueri, SP, Manole, 2017. 3 v. REFERÊNCIAS 83 Diagnóstico de derrame pleural Medicina Laboratorial Caso de aplicação: Paciente do sexo feminino, 82 anos, dá entrada na Emergência apresentando quadro clínico de tosse seca, trepopneia e dor do tipo pleurítica, alegando piora progressiva do quadro nos últimos meses. No exame físico da paciente foi observado uma redução da expansibilidade torácica, FTV diminuído, MV diminuído e macicez à percussão. Como antecedentes clínicos da paciente temos: HAS, DM tipo 2, Hipercolesterolemia e História Clínica de Câncer de Mama há 10 anos atrás, que foi tratado na ocasião, porém há 1 ano atrás foi observado a presença de metástase pulmonar. Radiografia simples de tórax que evidenciou derrame pleural. Foram iniciados Amoxicilina/ clavulanato + Azitromicina, coletando escarro induzido com pesquisa de BAAR negativa (em 2 amostras). A paciente foi transferida ao Hospital em 10/04/17, para investigação diagnóstica, estando há 2 dias em uso de Ciprofloxacino e Metronidazol, mantendo imagem de derrame a radiografia de tórax, porém com melhora das queixas iniciais. Paciente hemodinamicamente estável, emagrecida, eupneica em ar ambiente, hipocorada (++/++++), apresentando murmúrio vesicular abolido em 2/3 inferiores de hemitórax direito com crepitações difusas. Uréia 22 mg/dL; Creatinina 0,5 mg/dL; Glicemia 250 mg/dL; Sódio 140 mEq/L; Potássio 4,5 mEq/L. 1) Relacione derrame pleural com insuficiência cardíaca. 2) Qual a importância do exame de cultura do líquido pleural? 3) Na coleta e processamento do liquido pleural, qual a primeira característica a se reconhecer? ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali 84 MARTINS, Herlon Saraiva et al. Disciplina de Emergências Clínicas HCFMUSP: Medicina de emergência abordagem prática. 12a Ed. São Paulo: Manole, 2017. MARTINS, Herlon Saraiva; DAMASCENO, Maria Cecília de Toledo; AWADA, Soraia Barakat. Pronto-Socorro: Medicina de emergência. 3a Ed. São Paulo: Manole, 2013. MARTINS, Mílton de Arruda et al. C a a volume doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, emergências e terapia intensiva. 2a Ed. Barueri: Manole, 2016. BORGES, Durval Rosa; ATALLAH, Álvaro Nagib; BIROLINI, Dario. Atualização terapêutica de Prado, Ramos e Valle: Urgências e emergências 2014-2015. 2a Ed. São Paulo: Artes Médicas, 2014. FERREIRA, Lydia Masako; ODO, Letícia Megumi. Guias de medicina ambulatorial e hospitalar da UNIFESP-EPM: Cirurgia: urgências e emergências. São Paulo: Manole, 2011. LA TORRE, Fabiola Peixoto Ferreira et al. Emergências em pediatria: Protocolos da Santa Casa de São Paulo. 2a Ed. São Paulo: Manole, 2013. SCALABRINI NETO, Augusto; DIAS, Roger Daglius; VELASCO, Irineu Tadeu. Disciplina de Emergências Clínicas HCFMUSP: Procedimentos em emergências. 2a Ed. São Paulo: Manole, 2016. TIMMERMAN, Sergio; GONZALEZ, Maria Margarita Castro; GEOVANINI, Glaucylara Reis. Eletrocardiograma na sala de emergências: guia prático de diagnóstico e condutas terapêuticas. 2a Ed. REFERÊNCIAS 85 SP 2.5 - Cuidar dos nove meses Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Artéria ilíaca interna: • Artéria umbilical - artéria vesical superior • Artéria vesical inferior; • Artéria retal média; • Artéria uterina - artéria vaginal; • Artéria obturatória; • Artéria pudenda interna; • Artéria iliolombar; • Artérias sacrais laterais; • Artéria glútea superior; • Artéria glútea inferior. Descrever a fisiopatologia da pré-eclâmpsia e eclâmpsia. Citar as possíveis complicações deste quadro. Compreender os achados que indicam sofrimento fetal na ultrassonografia obstétrica com Doppler. http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali 86 DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Atheneu. 3ª. Edição. São Paulo: 2007. MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier. São Paulo, 2011. JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. KUMAR, V.; ABBAS, A.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran – Patologia – Bases Patológicas das Doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. CERRI, Giovanni Guido (ed). LEITE, Claudia da Costa (ed). ROCHA, Manoel de Souza (ed). Shimizu, Carlos. Tratado de radiologia. Barueri, SP, Manole, 2017. 3 v. REFERÊNCIAS 87 Diagnóstico de pré-eclâmpsia Medicina Laboratorial Caso de aplicação: Paciente feminino, 17 anos, estudante, compareceu a UBS para uma consulta de acompanhamento pré-natal com idade gestacional de 33 semanas. Refere que há 3 dias surgiu um mal-estar acompanhado com cefaleia na região frontociptal, pulsátil, de início súbito e constante, de intensidade de 5 em uma escala de 0-10, sem irradiação e não refere presença de fatores de melhora e piora. Relata ter usado dipirona 500 mg de 8/8 horas por conta própria, com o objetivo do alívio da dor, entretanto não obteve resultado. Além disso, narra que nos últimos 2 dias iniciou com uma turvação da visão que piora com o decorrer do dia. Ademais, refere que na última semana vem percebendo a presença de uma urina espumosa e edema de membros inferiores. Alega também presença constante de movimentos fetais. Nega febre, náuseas, vômitos, dor abdominal, dispneia, oligúria e hipoestesia. Nega também doenças crônicas pré-existentes como hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus. Diante disso, refere que essa condição vem impossibilitando de realizar suas tarefas diárias e afetando negativamente seu humor. Ao exame físico foram encontrados os seguintes achados: PA: 160×120; FC: 98 bpm; FR: 20 irpm; Temperatura axilar: 36,8ºC; Peso:79 kg; Altura:1,68m; IMC: 28,01; Saturação O2: 98% Paciente com bom estado geral e nutricional, lúcida e orientada no tempo e no espaço, escleras anictéricas e mucosas coradas,acianótica e hidratada. Cadeias de linfonodos pesquisadas e tireóide não palpáveis, exibindo edema em MMII ++/4+. Exame do aparelho respiratório dentro da normalidade com tórax normal, sem abaulamento, retrações ou cicatrizes. Eupneica com expansibilidade preservada em ápices e bases, com presença de frêmitos tóraco-vocal. Ausculta com som claro ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali 88 pulmonar e murmúrios vesiculares presentes e bem distribuídos com ausência de ruídos adventícios. O exame cardíaco apresenta precórdio calmo, sem frêmitos, com ictus cordis palpável equivalente a duas polpas digitais e não visível. Bulhas rítmicas, normofonéticas em dois tempos, sem sopros. Ao que tange ao exame obstétrico evidencia feto em situação longitudinal, apresentação cefálica e dorso à esquerda. Altura uterina de 33 cm sendo compatível com a idade gestacional e BCF 135 bpm. 1) Como é realizado o diagnóstico dessa condição? 2) Quais são as complicações diante do provável diagnóstico? 3) Quais são os fatores clínicos e laboratoriais que indicam agravamento dessa condição? 89 MARTINS, Herlon Saraiva et al. Disciplina de Emergências Clínicas HCFMUSP: Medicina de emergência abordagem prática. 12a Ed. São Paulo: Manole, 2017. MARTINS, Herlon Saraiva; DAMASCENO, Maria Cecília de Toledo; AWADA, Soraia Barakat. Pronto-Socorro: Medicina de emergência. 3a Ed. São Paulo: Manole, 2013. MARTINS, Mílton de Arruda et al. C a a volume doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, emergências e terapia intensiva. 2a Ed. Barueri: Manole, 2016. BORGES, Durval Rosa; ATALLAH, Álvaro Nagib; BIROLINI, Dario. Atualização terapêutica de Prado, Ramos e Valle: Urgências e emergências 2014-2015. 2a Ed. São Paulo: Artes Médicas, 2014. FERREIRA, Lydia Masako; ODO, Letícia Megumi. Guias de medicina ambulatorial e hospitalar da UNIFESP-EPM: Cirurgia: urgências e emergências. São Paulo: Manole, 2011. LA TORRE, Fabiola Peixoto Ferreira et al. Emergências em pediatria: Protocolos da Santa Casa de São Paulo. 2a Ed. São Paulo: Manole, 2013. SCALABRINI NETO, Augusto; DIAS, Roger Daglius; VELASCO, Irineu Tadeu. Disciplina de Emergências Clínicas HCFMUSP: Procedimentos em emergências. 2a Ed. São Paulo: Manole, 2016. TIMMERMAN, Sergio; GONZALEZ, Maria Margarita Castro; GEOVANINI, Glaucylara Reis. Eletrocardiograma na sala de emergências: guia prático de diagnóstico e condutas terapêuticas. 2a Ed. REFERÊNCIAS 90 Básica MARTINS, Herlon Saraiva et al. Disciplina de Emergências Clínicas HCFMUSP: Medicina de emergência abordagem prática. 12a Ed. São Paulo: Manole, 2017. MARTINS, Herlon Saraiva; DAMASCENO, Maria Cecília de Toledo; AWADA, Soraia Barakat. Pronto-Socorro: Medicina de emergência. 3a Ed. São Paulo: Manole, 2013. MARTINS, Mílton de Arruda et al. C a a volume doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, emergências e terapia intensiva. 2a Ed. Barueri: Manole, 2016. Complementar BORGES, Durval Rosa; ATALLAH, Álvaro Nagib; BIROLINI, Dario. Atualização terapêutica de Prado, Ramos e Valle: Urgências e emergências 2014-2015. 2a Ed. São Paulo: Artes Médicas, 2014. FERREIRA, Lydia Masako; ODO, Letícia Megumi. Guias de medicina ambulatorial e hospitalar da UNIFESP-EPM: Cirurgia: urgências e emergências. São Paulo: Manole, 2011. LA TORRE, Fabiola Peixoto Ferreira et al. Emergências em pediatria: Protocolos da Santa Casa de São Paulo. 2a Ed. São Paulo: Manole, 2013. SCALABRINI NETO, Augusto; DIAS, Roger Daglius; VELASCO, Irineu Tadeu. Disciplina de Emergências Clínicas HCFMUSP: Procedimentos em emergências. 2a Ed. São Paulo: Manole, 2016. TIMMERMAN, Sergio; GONZALEZ, Maria Margarita Castro; GEOVANINI, Glaucylara Reis. Eletrocardiograma na sala de emergências: guia prático de diagnóstico e condutas terapêuticas. 2a Ed. São Paulo: Manole, 2014. REFERÊNCIAS SUGERIDAS 91 Agenda para TBL TBL TEMA 1 2 3 4 5 6 https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali MANIFESTAÇÕES EXTERNAS DAS DOENÇAS E IATROGENIAS COMPLEXO TEMÁTICO III “Construímos muros demais e pontes de menos..” Isaac Newton Árvore temática 3 95 OBJETIVOS GERAIS 1. Reconhecer as manifestações externas de causas sistêmicas e locais, relacionando os seus aspectos clínicos e terapêuticos à fisiopatologia das doenças. 2. Definir iatrogenias, identificando as possíveis causas, as formas de apresentação, bem como os aspectos éticos, bioéticos e as responsabilidades do médico. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Identificar os fatores internos e externos que desencadeiam lesões cutâneas. Caracterizar as lesões cutâneas (eritematosas, papulosas, bolhosas, granulomatosas, escamosas, discromias, etc), suas formas de tratamento e principais causas. Caracterizar as manifestações externas provocadas por doenças sistêmicas. Identificar os mecanismos que desencadeiam lesões cutâneas a partir de doenças sistêmicas. Definir farmacodermia, descrevendo seus mecanismos, terapêutica e manejo. Caracterizar as manifestações externas provocadas por atopias, bem como seu tratamento e diagnósticos diferenciais. Objetivos 96 Descrever os aspectos epidemiológicos internacionais e nacionais da hanseníase, suas formas de manifestações clínica, tratamento, prevenção e controle e os desafios do SUS diante dessa doença. Explicar as alterações hormonais e os distúrbios nutricionais como causas de manifestações cutâneas. Identificar as manifestações externas dos transtornos psicossomáticos e seus diagnósticos diferenciais. Definir iatrogenia. Identificar as possíveis causas de iatrogenia (medicamentosas, infecções hospitalares, cirúrgicas, estéticas etc). Discutir acerca da responsabilidade médica nas iatrogenias, as formas de evitá-las e a assim como a tomada de decisão compartilhada com o paciente. Definir erro médico, abordando os aspectos éticos, bioéticos e legais. Identificar as consequências de iatrogenias: paralisias, atrofias, hidronefros e etc. 97 SP 3.1 - A vida é dura! Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Microscopia • Lóbulo hepático: trama reticular, hepatócitos, capilares sinusoides. • Espaço porta: arteríola, vênula e ducto • Artéria central do lóbulo. • Conceituar ácino hepático e zonas funcionais do ácino hepático. http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali 98 Macroscopia • Face diafragmática • Face visceral • Lobo hepático direito • Lobo hepático esquerdo • Lobo caudado • Lobo quadrado • Vesícula biliar: fundo, corpo e colo • Ligamento redondo do fígado • Ligamento falciforme • Ligamento coronário • Espaço subfrênico D/E • Vias biliares • Ducto hepático direito • Ducto hepático esquerdo • Ducto hepático comum • Ducto cístico • Ducto colédoco • Sistema de veia porta do fígado • V. porta do fígado • V. gástrica esquerda • Plexo venoso esofágico Descrever os oito segmentos hepáticos. Correlacionar o tronco celíaco, a artéria mesentérica superior e a artéria mesentérica inferior com a irrigação abdominal dos intestinos anterior, médio e posterior com seus limites. Descrever as alterações hepáticas decorrentes do uso abusivo do álcool. Descrever as características morfológicas da esteatose e da cirrose hepática. Compreender como a cirrose hepática pode evoluir para hipertensão portal. 99 Descrever as alterações relacionadas à hipertensão portal e suas consequências. Descrever os principais achados por imagem encontrados nos pacientes com hepatopatia crônica. Compreender o papel dos exames de imagem no rastreamento e no diagnóstico de carcinomas hepatocelulares. 100 DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica esegmentar. Atheneu. 3ª. Edição. São Paulo: 2007. MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier. São Paulo, 2011. JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. KUMAR, V.; ABBAS, A.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran – Patologia – Bases Patológicas das Doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. CERRI, Giovanni Guido (ed). LEITE, Claudia da Costa (ed). ROCHA, Manoel de Souza (ed). Shimizu, Carlos. Tratado de radiologia. Barueri, SP, Manole, 2017. 3 v. REFERÊNCIAS 101 Diagnóstico de cirrose Medicina Laboratorial Caso de aplicação: Paciente masculino de 56 anos, procura atendimento médico com queixa de dores abdominais em faixa e perda de peso progressiva no último ano. O paciente nega febre, diarreia, relata história de elitismo diário e esteatorreia. Na anamnese, o médico percebe aumento do volume abdominal, edema de MMII até a coxa, telangiectasias, eritema palmar e presença de circulação colateral no abdome. Analiticamente salientava-se aumento dos parâmetros inflamatórios, trombocitopenia (plaquetas de 65 000), prolongamento do tempo de protrombina com INR de 1,94, AST:116 U/L (valor de referencia (v.ref): 15-39 U/L), ALT: 96 U/L (v.ref: 8-37 U/L), bilirrubina total: 1,3 mg/dL (v.ref: 0-1 mg/ dL), albumina:1,02 mg/dL (v.ref: 3,4-5,0 mg/dL) e função renal sem alterações, no exame de urina é identificado presença de carbonato de cálcio precipitado. Na TC foi identificado extravasamento de líquido na cavidade abdominal. 1) Caracterize ascite. 2) O resultado do exame de albumina mostra qual indício clínico? 3) Os achados laboratoriais apontam para outra doença? ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali 102 RIVITTI, Evandro A. Manual de dermatologia clínica de SAMPAIO e RIVITTI. São Paulo: Artes Médicas, 2014. SEGURADO, Aluísio Augusto Cotrim et al. Caa volume alergia e imunologia clínica, doenças da pele, doenças infecciosas e parasitárias. a Ed. Barueri: Manole, 2016. WOLF, Klaus; JOHNSON, Richard Allen; SAAVEDRA, Arturo P. Dermatologia de Fitzpatrick: atlas e texto. 7a Ed. Porto Alegre: Artmed, 2015. BORGES, Gustavo. Erro médico nas cirurgias plásticas. São Paulo: Atlas, 2014. DANTAS, Paulo Elias Correa et al. CBO - Série Oftalmologia Brasileira: Iatrogenias e manifestações oculares de doenças sistêmicas e oncologia ocular. 3a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. GOLDMAN, Lee; SCHAFER, Andrew I. Cecil: Tratado de medicina interna. 24a Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014. 2v. IMBODEN, John B; HELLMANN, David B; STONE, John H. CURRENT Diagnóstico e Tratamento: Reumatologia. 3a Ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. WACHTER, Robert M. Compreendendo a segurança do paciente. 2a Ed. Porto Alegre: Artmed, 2013. REFERÊNCIAS 103 SP 3.2 - E tem cura? Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Epiderme: • Estratos córneo, lúcido, granuloso, espinhoso e basal • Células de langerhans. Derme: • Derme papilar. • Derme reticular. Conceituar e descrever os dermátomos de membros superiores e face. Descrever a fisiopatologia da hanseníase. Caracterizar os pólos tuberculoide e virchowiano da hanseníase, incluindo suas diferenças morfológicas. Identificar os principais achados nos exames de imagem observados nas alterações pulmonares relacionadas às doenças granulomatosas com BAAR positivo (com ênfase na Mycobacterium tuberculosis) , bem como relacionadas às doenças infecciosas fúngicas, (com ênfase na paracoccidioidomicose). http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali 104 DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Atheneu. 3ª. Edição. São Paulo: 2007. MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier. São Paulo, 2011. JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. KUMAR, V.; ABBAS, A.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran – Patologia – Bases Patológicas das Doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. CERRI, Giovanni Guido (ed). LEITE, Claudia da Costa (ed). ROCHA, Manoel de Souza (ed). Shimizu, Carlos. Tratado de radiologia. Barueri, SP, Manole, 2017. 3 v. REFERÊNCIAS 105 Diagnóstico de hanseníase Medicina Laboratorial Caso de aplicação: Paciente, 30 anos, empresário, pardo, católico. Queixa-se de possuir uma “mancha lhe envergonha quando fica sem blusa”. Relata que notou a mancha há 2 meses. Paciente refere, ainda, anestesia na região da mancha, “Já cheguei a furar com uma agulha, mas não senti nada”. Afirma também leve rarefação de pelos nesse mesmo local. Nega outras alterações. Presença de mácula hipopigmentada com distribuição normal de pelos, redução da sensibilidade térmica e tátil na região da mancha. Ao exame físico, foi observado, também, ausência de sensibilidade térmica na mancha. Não foram encontradas outras lesões ao longo do corpo. Sem alteração em outros sistemas. 1) Para esse paciente ser tratado adequadamente, é necessário que seja realizado mais exames? 2) Os sinais clínicos apontados são o suficiente para o diagnostico de hanseníase? 3) Qual exame complementar pode ser solicitado? ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali 106 RIVITTI, Evandro A. Manual de dermatologia clínica de SAMPAIO e RIVITTI. São Paulo: Artes Médicas, 2014. SEGURADO, Aluísio Augusto Cotrim et al. Caa volume alergia e imunologia clínica, doenças da pele, doenças infecciosas e parasitárias. a Ed. Barueri: Manole, 2016. WOLF, Klaus; JOHNSON, Richard Allen; SAAVEDRA, Arturo P. Dermatologia de Fitzpatrick: atlas e texto. 7a Ed. Porto Alegre: Artmed, 2015. BORGES, Gustavo. Erro médico nas cirurgias plásticas. São Paulo: Atlas, 2014. DANTAS, Paulo Elias Correa et al. CBO - Série Oftalmologia Brasileira: Iatrogenias e manifestações oculares de doenças sistêmicas e oncologia ocular. 3a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. GOLDMAN, Lee; SCHAFER, Andrew I. Cecil: Tratado de medicina interna. 24a Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014. 2v. IMBODEN, John B; HELLMANN, David B; STONE, John H. CURRENT Diagnóstico e Tratamento: Reumatologia. 3a Ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. WACHTER, Robert M. Compreendendo a segurança do paciente. 2a Ed. Porto Alegre: Artmed, 2013. REFERÊNCIAS 107 SP 3.3 - Amortece, arde e dói Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Nervo espinal: • Radículas anteriores e posteriores; • Raiz anterior e posterior (gânglio espinal); • Tronco do nervo espinal (ramo anterior e posterior). Descrever o território de inervação dos ramos posteriores dos nervos espinais torácicos, intercostais e toracoabdominais. Descrever a lesão morfológica da pele em caso de infecção pelo herpesvírus. Identificar os achados de imagem referentes às principais complicações neurológicas tanto da infecção primária quanto reativação secundária do vírus herpes zoster. http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali 108 DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Atheneu. 3ª. Edição. São Paulo: 2007. MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier. São Paulo, 2011. JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. KUMAR, V.; ABBAS, A.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran – Patologia – Bases Patológicas das Doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. CERRI, Giovanni Guido (ed).LEITE, Claudia da Costa (ed). ROCHA, Manoel de Souza (ed). Shimizu, Carlos. Tratado de radiologia. Barueri, SP, Manole, 2017. 3 v. REFERÊNCIAS 109 Diagnóstico de Herpes Medicina Laboratorial Caso de aplicação: Paciente masculino de 55 anos, deu entrada no pronto atendimento, trazido pela filha com queixa de dor em hemitórax direito com irradiação até apêndice xifoide que começou há 6 dias. Essa dor não é ventilatório-dependente, tem intensidade de 8/10 e é caracterizada como do tipo “pontada”, e vem acompanhada de formigamento na região. Refere que há aproximadamente 72 horas observou presença de vesículas da região dorsal até região ventral respeitando o trajeto de dermátomo à direita. Relatou também febre baixa, tendo como fator de melhora o uso de antitérmicos e banhos frios. Por fim, relata intenso estresse recente relacionado ao divórcio e à morte de sua mãe. Não tem a carteirinha de vacinação em mãos, mas relata estar com as vacinas em dia. 1) Qual a importância da vacina do herpes? 2) Relacione a herpes com histórico emocional apresentado. 3) O exame de HSV se aplica nesse caso? ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali 110 RIVITTI, Evandro A. Manual de dermatologia clínica de SAMPAIO e RIVITTI. São Paulo: Artes Médicas, 2014. SEGURADO, Aluísio Augusto Cotrim et al. Caa volume alergia e imunologia clínica, doenças da pele, doenças infecciosas e parasitárias. a Ed. Barueri: Manole, 2016. WOLF, Klaus; JOHNSON, Richard Allen; SAAVEDRA, Arturo P. Dermatologia de Fitzpatrick: atlas e texto. 7a Ed. Porto Alegre: Artmed, 2015. BORGES, Gustavo. Erro médico nas cirurgias plásticas. São Paulo: Atlas, 2014. DANTAS, Paulo Elias Correa et al. CBO - Série Oftalmologia Brasileira: Iatrogenias e manifestações oculares de doenças sistêmicas e oncologia ocular. 3a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. GOLDMAN, Lee; SCHAFER, Andrew I. Cecil: Tratado de medicina interna. 24a Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014. 2v. IMBODEN, John B; HELLMANN, David B; STONE, John H. CURRENT Diagnóstico e Tratamento: Reumatologia. 3a Ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. WACHTER, Robert M. Compreendendo a segurança do paciente. 2a Ed. Porto Alegre: Artmed, 2013. REFERÊNCIAS 111 SP 3.4 - Internar para melhorar ou para piorar de doenças? Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Microscopia: • Cápsula fibrosa; • Tecido glandular; • Tecido fibromuscular. • Zonas funcionais: periférica, central e transição. Macroscopia: • Ápice; • Base; • Lobos direito, esquerdo e médio; • Istmo; http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali 112 • Faces anterior, posterior e inferolaterias; • Irrigação: • Artérias vesical inferior, pudenda interna e retal média • Drenagem venosa: • o Plexo venoso prostático. Recordar as características da próstata com hiperplasia prostática benigna e suas repercussões clínicas, incluindo a infecção do trato urinário. Definir pielonefrite, hidronefrose e pionefrose. Descrever as alterações morfológicas no quadro de pielonefrite, tanto aguda quanto crônica. Recordar a relação entre um processo infeccioso local e sepse. Identificar os principais achados nos métodos de imagem para avaliação da pielonefrite, bem como suas complicações. Discutir sobre as principais contraindicações aos meios de contraste endovenoso utilizados tanto na TC (iodado) quanto na RM (quelato de gadolínio), bem como principais complicações/ efeitos colaterais destes fármacos. 113 DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Atheneu. 3ª. Edição. São Paulo: 2007. MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier. São Paulo, 2011. JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. KUMAR, V.; ABBAS, A.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran – Patologia – Bases Patológicas das Doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. CERRI, Giovanni Guido (ed). LEITE, Claudia da Costa (ed). ROCHA, Manoel de Souza (ed). Shimizu, Carlos. Tratado de radiologia. Barueri, SP, Manole, 2017. 3 v. REFERÊNCIAS 114 Diagnóstico de iatrogenia Medicina Laboratorial Caso de aplicação: Paciente masculino, 64 anos, sem comorbidades. Veio à consulta relatando que há 3 semanas recebeu, em outro serviço, amoxicilina/ clavulanato para tratamento de amigdalite, evoluindo com diarreia. Devido ao quadro buscou atendimento em UPA, onde foi verificada leucocitose discreta, sendo liberado com prescrição de ciprofloxacino e metronidazol. Após 4dias voltou a apresentar diarreia, buscando atendimento no PS de um hospital de referência. Realizou USG abdominal, RX de tórax e novo hemograma, todos sem alterações, sendo orientado a suspender o uso dos antibióticos. Devido acentuação do quadro diarreico em 7dias com tenesmo e cólicas abdominais intensas, retornou ao hospital. Por apresentar tosse inespecífica, recebeu prescrição de levofloxacino devido suposta pneumonia, embora não tenha sido auscultado (SIC). Após 1 dia da nova medicação buscou serviço, relatando frequência evacuatória superior a 20x/dia, consistência 7 na escala de Bristol e presença de muco nas fezes. Referiu, desde o início do quadro até o momento da consulta, perda de 5kg. Ex. Físico: hipocorado+/4+, desidratado 2+/4+, ABD: RHA+e aumentados, doloroso à palpação superficial e profunda de FIE. Testes de Blumberg e Rovsing negativos. Foram solicitados laboratoriais específicos incluindo toxina para CD e instituído tratamento empírico com metronidazol 400mg 8/8h. Em menos de 48h os sintomas regrediram e as fezes ficaram normais. Posteriormente recebemos resultado positivo no exame solicitado, confirmando a causa. 1) Nesse caso em que se pode identificar o primeiro erro diagnostico? 2) Qual foi o principal sintoma negligenciado que poderia ter mudado o tratamento do paciente? 3) Caso o diagnóstico não fosse correto, quais problemas poderiam ter sido enfrentados? ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO http://ulife.com.br/inspirali http://ulife.com.br/inspirali 115 RIVITTI, Evandro A. Manual de dermatologia clínica de SAMPAIO e RIVITTI. São Paulo: Artes Médicas, 2014. SEGURADO, Aluísio Augusto Cotrim et al. Caa volume alergia e imunologia clínica, doenças da pele, doenças infecciosas e parasitárias. a Ed. Barueri: Manole, 2016. WOLF, Klaus; JOHNSON, Richard Allen; SAAVEDRA, Arturo P. Dermatologia de Fitzpatrick: atlas e texto. 7a Ed. Porto Alegre: Artmed, 2015. BORGES, Gustavo. Erro médico nas cirurgias plásticas. São Paulo: Atlas, 2014. DANTAS, Paulo Elias Correa et al. CBO - Série Oftalmologia Brasileira: Iatrogenias e manifestações oculares de doenças sistêmicas e oncologia ocular. 3a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. GOLDMAN, Lee; SCHAFER, Andrew I. Cecil: Tratado de medicina interna. 24a Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014. 2v. IMBODEN, John B; HELLMANN, David B; STONE, John H. CURRENT Diagnóstico e Tratamento: Reumatologia. 3a Ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. WACHTER, Robert M. Compreendendo a segurança do paciente. 2a Ed. Porto Alegre: Artmed, 2013. REFERÊNCIAS 116 Básica RIVITTI, Evandro A. Manual de dermatologia clínica de SAMPAIO e RIVITTI. São Paulo: Artes Médicas, 2014. SEGURADO, Aluísio Augusto Cotrim et al. C a a volume alergia e imunologia clínica, doenças da pele, doenças infecciosas e parasitárias. a Ed. Barueri: Manole, 2016. WOLF, Klaus; JOHNSON, Richard Allen; SAAVEDRA, Arturo P. Dermatologia de Fitzpatrick: atlas e texto. 7a Ed. Porto Alegre: Artmed, 2015. Complementar BORGES, Gustavo. Erro médico nas cirurgias plásticas. São Paulo: Atlas, 2014. DANTAS, Paulo Elias Correa et al. CBO - Série Oftalmologia Brasileira:Iatrogenias e manifestações oculares de doenças sistêmicas e oncologia ocular. 3a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. GOLDMAN, Lee; SCHAFER, Andrew I. Cecil: Tratado de medicina interna. 24a Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014. 2v. IMBODEN, John B; HELLMANN, David B; STONE, John H. CURRENT Diagnóstico e Tratamento: Reumatologia. 3a Ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. WACHTER, Robert M. Compreendendo a segurança do paciente. 2a Ed. Porto Alegre: Artmed, 2013. REFERÊNCIAS SUGERIDAS 117 Agenda para TBL TBL TEMA 1 2 3 4 5 https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali 118