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7 ª E T A P A Copyright © Inspirali Educação. Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução, mesmo que parcial, por qualquer meio e processo, sem a prévia autorização escrita da Inspirali Educação. 21-64152 CDD-610.07 NLM-WB 100 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Bússola inspirali [livro eletrônico] : aluno : 7ª etapa / [organização José Lúcio Machado, Lena Vânia Carneiro Peres, Débora Cristina Alavarce]. -- 1. ed. -- Santo André, SP : Difusão Editora : Inspirali Educação, 2021. -- (Bússola inspirali ; 1) PDF ISBN 978-65-88166-12-3 1. Aprendizagem - Metodologia 2. Currículos 3. Estudantes de medicina 4. Medicina - Estudantes 5. Medicina - Estudo e ensino 6. Medicina e saúde I. Machado, José Lúcio. II. Peres, Lena Vânia Carneiro. III. Alavarce, Débora Cristina. IV. Série. Índices para catálogo sistemático: 1. Medicina e saúde : Estudo e ensino 610.07 Maria Alice Ferreira - Bibliotecária - CRB-8/7964 SUMÁRIO 7ª E T A P A HABILIDADES/ESTAÇÕES CLÍNICAS...........................................................................7 Objetivos e estratégias educacionais .....................................................................8 Perceber, analisar e decidir...........................................................................................9 Objetivos Específicos...................................................................................................11 Cognitivas .........................................................................................................11 Psicomotoras ....................................................................................................12 Atitudinais .........................................................................................................12 Cronograma EC/HM ..............................................................................................13 Habilidades cirúrgicas ..........................................................................................15 PRÁTICAS MÉDICAS NO SUS...................................................................................20 SITUAÇÕES-PROBLEMAS E ROTEIROS ..............................................................................23 Complexo temático I - Dispneia, dor torácica e edema......................................................24 Árvore temática 1.........................................................................................................26 Agenda para TBL............................................................................................................55 Complexo temático II – Locomoção e preensão...................................................................56 Árvore temática 2.........................................................................................................58 Agenda para TBL...........................................................................................................98 Complexo temático III – Distúrbios sensoriais, motores e da consciência.....................99 Árvore temática 3.......................................................................................................101 Agenda para TBL.........................................................................................................130 ÍCONES ÍCONE SIGNIFICADO Vídeo disparador disponível na plataforma. Vídeoaula ou podcast disponível na plataforma. Vídeo interativo disponível na plataforma. Vídeo de animação disponível na plataforma. Aula interativa disponível na plataforma. Material de apoio disponível na plataforma. Tarefa, questionário ou caso disponível na plataforma. 7ª E T A P A HABILIDADES/ ESTAÇÕES CLÍNICAS 8 OBJETIVOS E ESTRATÉGIAS EDUCACIONAIS HABILIDADES/ESTAÇÕES CLÍNICAS 9 As atividades de Estações Clínicas (EC) fazem parte da unidade curricular Habilidades Médicas (HM), da 1ª a 8ª etapa, divididas nos dois primeiros ciclos e abordam os elementos de comunicação em consulta, exame físico, raciocínio clínico e relacionamento médico + paciente. As atividades ocorrem através de oficinas práticas, sala de aula invertida, simulações com pacientes padronizados e discussões em pequenos grupos (sínteses provisórias e novas síntese). As ECs trabalham as competências cognitivas (compreender os elementos da consulta, como utilizá-los, criando suas propostas de cuidado), psicomotoras (realizar os exames físicos apropriados, da forma correta) e atitudinais (reconhecer a pessoa entrevistada, valorar o que lhe foi dito e compor estes valores na experiência terapêutica). Nesta etapa inicia-se o acompanhamento de pessoas com patologias (crônicas ou agudas), que comprometem sua qualidade de vida, ou a colocam em risco de novos agravos, nas quais o raciocínio ágil e a tomada de decisões embasadas serão estimuladas. A partir desta etapa, os períodos de síntese provisória serão realizados no mesmo dia da simulação, no momento de debriefing, após cada atendimento, permitindo assim, maior frequência de atendimentos, que serão realizados em pequenos grupos de quatro estudantes. Enquanto cada quarteto procede com seu atendimento, o outro quarteto observa, e, ao final, todos participam da discussão daquela situação. Objetivos e Estratégias Educacionais PERCEBER, ANALISAR E DECIDIR Os estudantes trabalharão as abordagens às síndromes mais comuns em adultos mais comuns - problemas cardíacos, respiratórios, renais e neurológicos – divididos em quatro módulos. 10 O primeiro módulo inicia com uma revisão do manejo das pessoas com hipertensão, em atividade no grande grupo, com casos breves servindo de disparadores. Nas duas semanas seguintes traremos situações relacionadas a pessoas com doenças cardíacas, nas quais os estudantes deverão realizar a entrevista e exame clínico, reconhecer a doença principal, a presença de fatores complicadores, decidir pelos exames complementares que auxiliarão, seja na confirmação, seja na compreensão da gravidade, para prescreverem os tratamentos farmacológicos, ou não, mais adequados. No segundo módulo, serão confrontados com pessoas com doenças respiratórias (infecciosas ou não). Reforçaremos a importância do exame clínico bem feito, a boa interpretação dos exames de imagem e a adequada seleção dos medicamentos para cada indivíduo. Ao terceiro módulo, as pessoas atendidas trazem problemas de origem renal (crônicos ou agudos), que necessitarão não somente de boa conduta farmacológica, mas também de orientação e cuidados quanto aos seus estilos de vida. Por fim, no último módulo, de pessoas com doenças neurológicas (em jovens ou idosos), pretendemos avançar na compreensão das orientações não só ao indivíduo, mas também aos seus familiares ou redes de apoio. Entre cada módulo, haverá o período de nova síntese, nos quais os pequenos grupos discutirão as pesquisas realizadas a partir das dúvidas geradas em cada consulta. E antes do novo módulo, uma atividade em grande grupo, com disparadores sobre a identificação, classificação, diagnóstico complementar e tratamento das síndromes seguintes. Os casos na plataforma Body Interact serão oferecidos como apoio ao treinamento dos estudantes, com a seleção de um a dois casos por módulo, que não precisam ser de pessoas com as mesmas doenças daquelas simuladas, mas sim das mesmas síndromes. 11 COMPETÊNCIAS ESPERADAS Ao final desta etapa espera-se que os estudantes sejam capazes de demonstrar as seguintes competências, descritas aqui através da taxonomia de Bloom. COGNITIVAS 1. Realizar a entrevista de forma centrada na pessoa, mas capaz de detalhar os elementos essenciais do adoecimento da mesma. 2. Decidir pelos exames clínicos apropriados, em relação à pessoa, sua queixa, e seus riscos associados. 3. Registrar esses dados no formato de história clínica, seja nomodelo tradicional, seja no modelo SOAP, que permita discutir os elementos da consulta em pequeno grupo. 4. Identificar os problemas da pessoa entrevistada. 5. Solicitar os exames complementares adequados. 6. Quando for o caso, saber interpretar os resultados dos exames solicitados. 7. Decidir as terapêuticas farmacológicas e não farmacológicas apropriadas aos casos atendidos. 9. Sugerir exames complementares que auxiliem na condução dos casos. Objetivos Específicos 12 PSICOMOTORAS 1. Realizar os elementos do exame físico necessários ao contexto da pessoa atendida. 2. Interpretar os resultados obtidos de forma a contribuir para seu diagnóstico. 3. Explicar à pessoa o significado desses achados. ATITUDINAIS 1. Reconhecer e manter um diálogo com a pessoa entrevistada. 2. Acolher as informações obtidas sem juízo de valor. 3. Respeitar o sigilo da entrevista. 4. Aprofundar elementos da vida da pessoa, que impactem no seu processo de saúde e doença (condições de moradia, de trabalho, relacionamentos afetivos, etc.). 5. Trabalhar os sentimentos provocados durante a interação com a pessoa entrevistada. 6. Valorar estes elementos de forma a promover uma melhor pactuação de cuidados. 7. Ser capaz de explicar, depois da entrevista, quem foi essa pessoa, sua vida, suas relações e como estas impactam em seus problemas. 8. Trabalhar em equipe, voltado ao adequado atendimento da pessoa. ESTAÇÃO TEMA 1 Introdução, divisão dos subgrupos 1ª oficina - Prescrição de medicamentos 2ª oficina - Interpretação clínica de Eletrocardiograma 2 1ª Rodada de simulações de pessoas com Pericardite x Doença coronariana 3 2ª Rodada de simulações de pessoas com Insuficiência Cardíaca Congestiva x Arritmias 4 Nova síntese + Body Interact 5 3ª oficina - Interpretação clínica de radiografia torácica 1º TBL - Síndromes respiratórias 6 3ª Rodada de simulação de pessoas com Pneumonia Viral X Pneumonia Bacteriana 7 4ª Rodada de simulação de pessoas com Asma X DPOC 8 Nova síntese + Body Interact 9 4ª oficina - Interpretação clínica de ultrassonografias de abdome e vias urinárias APA de meio de semestre Reteste dos estudantes pendentes 10 5ª Rodada de simulações de pessoas com Doença renal Crônica X Lesão Renal Aguda Cronograma EC/HM https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali 11 6ª Rodada de simulações de pessoas com Calculose X Pielonefrite 12 Nova síntese + Body Interact 13 5ª oficina - Interpretação clínica de tomografias de crânio 2º TBL - Síndromes neurológicas 14 7ª Rodada de simulações de pessoas com Cefaleia X Epilepsia 15 8ª Rodada de simulação de pessoas com Sequela AVC X Demência 16 Nova síntese + Body Interact 17 APA de final de semestre 18 Avaliação prática 19 Avaliação prática https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali 15 SIMULAÇÃO/ESTAÇÕES CLÍNICAS HABILIDADES CIRÚRGICAS 16 TOCE Técnica Operatória e Cirurgia Experimental Quadro 3 - Habilidades cirúrgicas. AULA CARGA HORÁRIA TEÓRICA/ PRÁTICA TEMA OBJETIVOS ATIVIDADE 1 2 T Apresentação do curso. Cirurgia - conceito; histórico; divisão; nomenclatura. • Conhecer a história da cirurgia. • Diferenciar os tipos de cirurgia. • Classificar os tipos de cirurgia em níveis. TBL 2 T Ambiente cirúrgico, equipe cirúrgica. Técnica asséptica (escovação de mão e paramentação). • Conhecer as instalações de um ambiente cirúrgico. • Diferenciar o papel dos componentes de uma equipe cirúrgica. • Analisar a técnica de escovação de mão e de paramentação, a fim de garantir que seja realizada corretamente. TBL 2 2 T Operações fundamentais: diérese, hemostasia e síntese. Analisar os procedimentos de cada momento cirúrgico, sendo: diérese, hemostasia e síntese. TBL 2 P Técnica asséptica (escovação de mão e paramentação). Realizar degermação e paramentação completa. Treino de Habilidades 3 2 T Operações fundamentais: diérese, hemostasia e síntese. Analisar os procedimentos de cada momento cirúrgico, sendo: diérese, hemostasia e síntese. TBL 2 P Montagem de mesa cirúrgica (escovação, paramentação, instrumentação e operações fundamentais). • Realizar degermação e paramentação completa. • Realizar montagem de mesa cirúrgica geral em quadrantes. Treino de Habilidades 4 2 T Noções de Anestesiologia – importância do pré, per e pós- operatório em cirurgia. • Compreender os princípios fundamentais da cirurgia e os tempos cirúrgicos. • Diferenciar os procedimentos de cada momento cirúrgico. TBL https://www.ulife.com.br/inspirali 17 5 2 T Anestésicos locais e bloqueios de nervos. Compreender os princípios dos anestésicos locais. TBL 2 P Anestesia infiltrativa, bloqueio de campo, bloqueio de dedo. • Realizar anestesia infiltrativa. • Realizar bloqueio de campo. • Realizar bloqueio de dedo. Treino de habilidades 6 2 T Feridas: classificação e princípios de reparo cirúrgico na pele e tendões. • Reconhecer e classificar os principais tipos de ferimentos abertos e fechados. • Reconhecer ferimento que não se deve suturar. • Indicar corretamente profilaxia antitetânica. • Indicar a melhor alternativa de sutura e fio adequado para cada ferimento. TBL 2 P Curativo de Browm. Coberturas como alginato e hidrogel. • Realizar o curativo de Browm. • Realizar coberturas com alginato e hidrogel. Treino de habilidades 7 2 T Queimaduras. • Reconhecer graus de queimadura. • Calcular área queimada pela regra dos nove. • Conhecer o manejo adequado, segundo princípios do ATLS dos pacientes grande e pequeno queimados. TBL 2 P Ponto simples + nó cirurgião, nó de sapateiro, nó instrumental. • Realizar ponto simples. • Realizar o nó do cirurgião. • Realizar o nó instrumental. Treino de habilidades 8 2 T Cicatrização. • Analisar as fases da cicatrização normal. • Reconhecer condições prejudiciais ao processo de cicatrização. • Prevenir processos de cicatrização anormal. TBL 2 P Ponto simples + Donaty ou vertical (fechamento com nó cirurgião, nó de sapateiro ou nó instrumental). • Realizar ponto Donaty. • Realizar ponto vertical. • Realizar fechamento com nó cirurgião, nó de sapateiro ou nó instrumental. Treino de habilidades 18 9 2 T Infecção em cirurgia. • Classificar os tipos de infecções cirúrgicas. • Tratar os diferentes tipos de infecção cirúrgica. TBL 2 P Sutura continua simples (fechamento com nó cirurgião, nó de sapateiro ou nó instrumental). • Realizar sutura simples. • Realizar fechamento com nó cirurgião, nó de sapateiro ou nó instrumental. Treino de habilidades 10 2 T Cirurgia ambulatorial – pequena cirurgia (punções, cateterismos e drenagens) Conhecer os procedimentos que compõem as cirurgias ambulatoriais. TBL 2 P Sutura continua ancorada (fechamento com nó cirurgião, nó de sapateiro ou nó instrumental). • Realizar sutura continua ancorada. • Realizar fechamento com nó cirurgião, nó de sapateiro ou nó instrumental. Treino de habilidades 11 2 T Vias de acesso em cirurgia: laparotomias (indicações e complicações). Cirurgia videoassistida: fundamentos teóricos, instrumental cirúrgico e equipamentos; principais indicações e limitações do método. • Comparar as vias de acesso em cirurgia. • Conhecer os procedimentos que compõem as cirurgias vídeo assistidas. TBL 2 P Sutura subcutânea + ponto simples invertido (fechamento com nó cirurgião, nó de sapateiro ou nó instrumental). • Realizar sutura subcutânea. • Realizar fechamento com nó cirurgião, nó de sapateiro ou nó instrumental. Treino de habilidades 19 12 2 T Preparo pré- operatório e risco cirúrgico.• Conhecer as etapas de preparo pré-operatório e exames realizados • Analisar os fatores de risco cirúrgico no pré-operatório. TBL 2 P Sutura intradérmica + nó em roseta. • Realizar sutura intradérmica. • Realizar fechamento com nó em roseta. Treino de habilidades 13 2 T Prescrição pós- operatória. Antibiótico profilaxia. • Diferenciar as cirurgias e técnicas cirúrgicas com maior potencial de desenvolvimento de infecção. • Determinar cuidados de antibiótico profilaxia, de acordo com o risco de desenvolvimento de infecção. TBL 2 P Ponto em x (fechamento com nó cirurgião, nó de sapateiro ou nó instrumental). • Realizar ponto em X. • Realizar fechamento com nó cirurgião, nó de sapateiro ou nó instrumental. Treino de habilidades 14 2 T Balanço hídrico e soroterapia. • Indicar soroterapia, de acordo com o equilíbrio hídrico do paciente. TBL 2 P Enxertos, retalho v-y e retalho em avanço. Realizar retalho tipo V-Y. Treino de habilidades 15 2 T Complicações pós- operatórias. • Analisar as principais complicações pós-operatórias de acordo com os períodos em que se manifestam, sendo imediata, mediata e tardia. • Reconhecer as principais complicações pós-operatórias nos com os sistemas orgânicos de maior incidência. TBL 2 P Drenos, sondas e cateteres. Diferenciar drenos, sondas e cateteres de acordo com o material, estrutura e forma de ação. Treino de habilidades 20 PRÁTICAS MÉDICAS NO SUS 7ª E T A P A ESTAÇÃO TEMA Data (a ser definida pela coordenação) 1 Acolhimento dos estudantes, divisão de grupos por diversidade (Reflexão da Prática). Discussão do funcionamento da 7a Etapa PMSUS (Reflexão da Prática, UBS e Estágio em Atenção Especializada e Urgência e Emergência). 2 Oficina de trabalho 1 – Doenças cardiovasculares: epidemiologia e vulnerabilidades. Nova síntese 1. 3 Oficina de trabalho 2 – Linha do cuidado de infarto agudo do miocárdio na rede de atenção à saúde. Nova síntese 2. 4 Oficina de trabalho 3 - Linha do cuidado de acidente vascular encefálico (AVE) nas redes de atenção à saúde. Nova síntese 3. D1/AF Avaliação cognitiva - D1 5 Oficina de trabalho 4 – Linha do cuidado de doença renal crônica na rede de atenção à saúde. Nova Síntese 4. Cronograma PMSUS D1/AF Devolutiva de avaliação cognitiva D1, APA e portfólio 6 Oficina de trabalho 5 – Linha de cuidado de pneumonia adquirida na comunidade (pac) na rede de atenção à saúde. Nova Síntese 5. 7 Oficina de trabalho 6 – Linha de cuidado de infecções sexualmente transmissíveis, hiv/aids e hepatites virais na rede de atenção à saúde. Nova Síntese 6. 8 Nova Síntese 7. D2/AF Avaliação cognitiva D1 D2/AF Devolutiva de avaliação cognitiva D2, APA e portfólio 23 SITUAÇÕES - PROBLEMAS E ROTEIROS 7ª E T A P A 24 COMPLEXO TEMÁTICO I DISPNEIA, DOR TORÁCICA E EDEMA “Não, meu coração não é maior do que o mundo. É muito menor. Nele não cabem nem as minhas dores” Carlos Drummond de Andrade Árvore temática 1 27 SITUAÇÕES - PROBLEMAS E ROTEIROS SP 1.1 - Que dá dor no peito? Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO CONSTITUIÇÃO: Pericárdio seroso: • Lâmina visceral • Lâmina parietal • Reflexão do pericárdio • Cavidade do pericárdio 28 Pericárdio fibroso: • Ligamento pericárdicofrênico • Ligamento esternopericárdico • Seio transverso do pericárdio • Seio oblíquo do pericárdio Descrever a inervação do pericárdio. Citar as possíveis causas de pericardite. Definir e diferenciar pericardite serosa; fibrinosa; supurativa e constritiva. Descrever as alterações macroscópicas e microscópicas que podem ser observadas em casos de pericardite, relacionando com as possíveis etiologias. Dentre as alterações macroscópicas, compreender o termo “pericardite em pão com manteiga”. Reconhecer os achados da pericardite nos diferentes exames de imagem. 29 REFERÊNCIAS DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Atheneu. 3ª. Edição. São Paulo: 2007. MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier. São Paulo, 2011. JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. KUMAR, V.; ABBAS, A.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran – Patologia – Bases Patológicas das Doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. 30 Medicina Laboratorial Exames laboratoriais diagnóstico de pericardite ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO CASO DE APLICAÇÃO: Paciente, sexo masculino, 29 anos, negro, magro, casado, auxiliar de serviços gerais em um depósito de bebidas, natural do Piauí, procedente de São Paulo. QP: Dor abdominal e vômitos há dois dias HDA: Paciente admitido no Pronto-Socorro do HSPM com quadro de dor abdominal difusa, de moderada intensidade, em pontada, associada a náuseas e vômitos há dois dias. Negava febre e alterações nos hábitos intestinal e urinário. Ao exame físico, apresentava-se em regular estado geral, hipocorado (2+/4), hidratado, anictérico, acianótico, afebril, contactuante, lúcido e orientado no tempo e no espaço. Ausculta cardíaca sem alterações, ausculta pulmonar murmúrio vesicular abolido em ambas as bases, abdome doloroso à palpação superficial e profunda difusamente, hepatomegalia. Solicitados exames complementares, os quais evidenciaram ureia: 199mg/dL; creatinina: 4,62mg/dL; AST: 420U/L; ALT: 200U/L; sódio: 128mmol/L; PCR: 28,76mg/L; hemograma com leucocitose e desvio à esquerda; urina I de caráter infeccioso. A) Com base nos resultados o diagnóstico de pericardite está correto? B) Nesse caso qual melhor intervenção a se fazer? C) Qual a importância da cultura do líquido pericárdico para esse paciente? 31 REFERÊNCIAS MAGALHÃES, C. C. et al. Tratado de cardiologia. SOCESP. 3. ed. São Paulo: Manole, 2015. MARTINS, M. A. et al. Doenças cardiovasculares e doenças respiratórias emergenciais, emergências e terapia intensiva. 2. ed. Barueri: Manole, 2016. WILLIAMSON, M. A.; SNYDER, L. M. Wallach: interpretação de exames laboratoriais. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. 32 SP 1.2 - Exercício físico é bom mesmo? Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Descrever a vascularização do coração, identificando os vasos sanguíneos abaixo: Artéria coronária direita • Ramo marginal direito • Ramo do nó sino-atrial • Ramo do cone arterial • Ramo interventricular posterior Artéria coronária esquerda • Ramo interventricular anterior • Ramo lateral (diagonal) • Ramo circunflexo • Ramo marginal esquerdo 33 Seio coronário: localização, desembocadura das principais veias: • Veia interventricular anterior. • Veia cardíaca magna. • Veia posterior do ventrículo esquerdo. • Veia oblíqua do átrio esquerdo. • Veia cardíaca parva. Veias cardíacas mínimas Descrever a inervação aferente do coração. Descrever os dermátomos torácicos e dos membros superiores. Conceituar dor referida. Correlacionar à inervação aferente do coração, os dermátomos e conceito de dor referida. Recordar a fisiopatologia da aterosclerose. Diferenciar placas ateroscleróticas estáveis de instáveis, tanto morfologicamente (proporção entre componente lipídico e capa fibrosa), quanto suas possíveis complicações. Relacionar a presença de placas ateroscleróticas nas coronárias com o quadro clínico de angina, descrevendo as principais características dessas placas. Identificar as coronárias na angiografia e na angiotomografia cardíaca. Caracterizar a melhor indicação dos métodos diagnósticos, o contraste utilizado e via de injeção. 34 REFERÊNCIAS DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Atheneu. 3ª. Edição. São Paulo: 2007. MOORE, K. L.; DALEYII, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier. São Paulo, 2011. JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. KUMAR, V.; ABBAS, A.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran – Patologia – Bases Patológicas das Doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. 35 Medicina Laboratorial Diagnóstico para isquemia e arteriosclerose ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO CASO DE APLICAÇÃO 1. Paciente feminina, 53 anos, branca, casada, ativa fisicamente, já no período de menopausa e não tabagista. Foi admitida no setor da emergência, referindo dor torácica com uma hora de evolução em região retroesternal progressiva, piora aos esforços e associada a cansaço. Previamente hígida, sem Doenças Cardiovasculares Prévias (DCV) ou uso de medicações contínuas, referia apenas estresse emocional importante. Marcadores de necrose miocárdica mostraram- se elevados: CK-MB massa= 74,68 (N=0-25U/L) Troponina I= 22,81 (N <0,1 ng/mL), além de HDL colesterol: 132 mg/dL; LDL colesterol: 33,6 mg/dL l; VLDL colesterol: 20 mg/dL; colesterol total de 186 mg/dL, triglicérides: 250 mg/dL e PCR 30ml/l. A) Levando em consideração os achados laboratoriais, qual intervenção terapêutica seria mais adequada? B) Os valores elevados de colesterol e de marcadores cardíacos poderia haver outras doenças associadas? C) Por que a prevalência de arteriosclerose é maior em mulheres principalmente após a menopausa? 36 REFERÊNCIAS MAGALHÃES, C. C. et al. Tratado de cardiologia SOCESP. 3. ed. São Paulo: Manole, 2015. MARTINS, M. A. et al. Doenças cardiovasculares e doenças respiratórias emergenciais, emergências e terapia intensiva. 2. ed. Barueri: Manole, 2016. WILLIAMSON, M. A.; SNYDER, L. M. Wallach: interpretação de exames laboratoriais. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. 37 SP 1.3 - Faça o que eu digo, mas... Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Recordar os aspectos histológicos das vias aéreas inferiores. Recordar os aspectos anatômicos das vias aéreas inferiores. Pleura visceral Pleura parietal: • Parte costal • Parte mediastinal • Parte diafragmática • Cúpula 38 Cavidade pleural: • Recesso costodiafragmático • Recesso costomediastinal Descrever a inervação da pleura parietal e da pleura visceral. Citar os agentes etiológicos da pneumonia. Descrever as diferenças entre exsudato e transudato. Descrever a fisiopatologia da pneumonia aguda purulenta, bem como as alterações morfológicas envolvidas, tanto macro quanto microscopicamente. Diferenciar broncopneumonia de pneumonia lobar. Reconhecer os achados das pneumonias bacterianas nas radio grafias e tomografias de tórax. Compreender o conceito de lóbulo pulmonar secundário e como ele se relaciona com a fisiopatologia das doenças pulmonares. 39 REFERÊNCIAS DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Atheneu. 3ª. Edição. São Paulo: 2007. MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier. São Paulo, 2011. JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. KUMAR, V.; ABBAS, A.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran. – Patologia – Bases Patológicas das Doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. 40 Medicina Laboratorial Cultura de líquido pleural ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO CASO DE APLICAÇÃO Paciente masculino, 54 anos, vendedor ambulante, há 06 dias iniciou quadro de febre de 38,7°C associada a calafrios e tosse produtiva, com secreção purulenta. Relata ainda dispneia, que atualmente impossibilita moderados esforços, e perda ponderal de 3kg. Nega dor torácica, sudorese, hemoptise, edema ou outros sintomas associados. Previamente hígido. Tabagista (32 maços-ano) e etilista social. Nega histórico familiar de doenças pulmonares ou neoplasias. Hemograma revelou leucocitose com desvio à esquerda, PCR: 2 mg/dL, VHS: 15 mm/h, Ureia: 40 mg/dL e radiografia de tórax revelaram opacificação de aspecto alveolar em base do pulmão direito sem derrame pleural. Como os resultados dos exames são mais sugestivos de pneumonia bacteriana, o tratamento prescrito será: Amoxicilina (500mg 8/8h) durante 10 dias. Após 4 dias o paciente retorna ao hospital sem melhoras evidentes. 1) A conduta tomada com o paciente foi adequada? 2) Descrever melhor conduta a ser tomada com esse paciente pensando na possibilidade de uma possível internação. 3) O diagnóstico poderia ter sido de uma tuberculose? 41 REFERÊNCIAS MAGALHÃES, C. C. et al. Tratado de cardiologia SOCESP. 3. ed. São Paulo: Manole, 2015. MARTINS, M. A. et al. Doenças cardiovasculares e doenças respiratórias emergenciais, emergências e terapia intensiva. 2. ed. Barueri: Manole, 2016. WILLIAMSON, M. A.; SNYDER, L. M. Wallach: interpretação de exames laboratoriais. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. 42 SP 1.4 - E tinha que piorar... Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Vértebras torácicas (TI-TXII) • Fóvea costal superior • Fóvea costal inferior • Fóvea costal do processo transverso Esterno • Manúbrio do esterno • Incisura jugular • Incisuras claviculares • Ângulo do esterno • Corpo do esterno • Incisuras costais • Processo xifóide 43 Costelas • Cabeça da costela • Face articular da cabeça da costela • Colo da costela • Tubérculo da costela • Face articular do tubérculo da costela • Ângulo da costela • Corpo da costela • Sulco da costela • (I-VII costelas: verdadeiras; VIII-X: falsas; XI-XII: falsas flutuantes) Articulações do tórax Caixa torácica • Abertura superior do tórax • Abertura inferior do tórax • Arco costal • Espaço intercostal • Ângulo infraesternal Articulações costovertebrais • Articulação da cabeça da costela (entre cabeça da costela e corpo vertebral) • Articulação costotransversária (entre tubérculo da costela e processo transverso) • Articulações esternocostais (entre esterno e cartilagens costais) • Articulações costocondrais (entre costelas e cartilagens costais) • Articulações manubrioesternal e xifoesternal 44 Músculos do tórax • M. peitoral maior • M. peitoral menor • M. serrátil anterior • Mm. intercostais externos • Mm. intercostais internos • M. diafragma • Parte esternal do Diafragma • Hiato aórtico • Hiato esofágico • Centro tendíneo • Forame da veia cava • Descrever a formação e o trajeto dos nervos intercostais. • Definir DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), compreendendo os conceitos de enfisema e bronquite crônica. • Relacionar o tabagismo ao quadro de DPOC, descrevendo sua fisiopatologia. • Descrever as alterações macroscópicas e microscópicas pulmonares no paciente com DPOC. • Discutir as principais complicações do DPOC. • Reconhecer os achados da DPOC nas radiografias e tomografias de tórax. 45 REFERÊNCIAS DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Atheneu. 3ª. Edição. São Paulo: 2007. MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier. São Paulo, 2011. JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. KUMAR, V.; ABBAS, A.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran. – Patologia – Bases Patológicas das Doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. 46 Medicina Laboratorial Diagnóstico de DPOC ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO CASO DE APLICAÇÃO Vanessa, branca, 58 anos, casada, 3 filhos. Queixa principal de cansaço há 2 semanas, refere dispneia há duas semanas, que iniciou aos grandes esforços e evoluiu para mínimos esforços, como levantar da cama e tomar banho. Pacienterelata dor diafragmática, de intensidade 8 em 10, que irradia para dorso, e que piora com a inspiração profunda. Refere tosse com expectoração abundante, que aumenta no período da tarde, de coloração amarelo claro/escuro, nega febre, calafrios. Refere astenia e perda de peso (sem saber quantificar). Hemoglobina (Hb) = 15,2/l Hematócrito (Ht) = 42% Leucócitos = 7.400/mm3 Gasometria arterial – pH =7,20; PaCO2 = 74; HCO3 = 26, SatO2 = 92% PA = 160x100mmHg; FC = 118 bpm; FR = 26 ipm; 1) Qual exames complementares poderiam ser solicitados? 2) Qual a importância da gasometria arterial no diagnóstico de DPOC? 3) Qual seria o diagnóstico diferencial da DPOC? 47 REFERÊNCIAS MAGALHÃES, C. C. et al. Tratado de cardiologia SOCESP. 3. ed. São Paulo: Manole, 2015. MARTINS, M. A. et al. Doenças cardiovasculares e doenças respiratórias emergenciais, emergências e terapia intensiva. 2. ed. Barueri: Manole, 2016. WILLIAMSON, M. A.; SNYDER, L. M. Wallach: interpretação de exames laboratoriais. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. 48 SP 1.5 - Mas criança tem pressão alta? Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Vasos linfáticos: • Constituição histológica; • Cisterna do quilo; • Ducto torácico: formação, área de drenagem e desembocadura; • Ducto linfático direito: formação, área de drenagem e desembocadura. Linfonodos: • Inguinais (superficiais e profundos); • Linfonodos poplíteos; • Linfonodos axilares. 49 Rim: Microscopia: • Néfrons; • Corpúsculo renal (glomérulo e cápsula de Bowman); • Túbulo proximal; • Alça de Hemle; • Túbulo distal; • Ducto coletor. Macroscopia: • Margem lateral; • Margem medial; • Hilo renal; • Seio renal; • Face anterior; • Face posterior; • Polo superior; • Polo inferior; • Cápsula fibrosa; • Córtex renal; • Colunas renais; • Pirâmides renais; • Base da pirâmide; • Papila renal (ápice). Vascularização: • Artérias renais; • Artérias segmentares; • Arterias interlobares; • Artérias arqueadas; • Artérias intelobulares; 50 • Artériolas aferentes do glomérulo; • Veias homólogas; • Diferenciar síndrome nefrítica de síndrome nefrótica; • Citar as glomerulopatias mais comuns associadas a cada uma delas; • Conceituar lesão glomerular segmentar, focal, difusa ou global; • Compreender o exame de imunofluorescência e seu papel no diagnóstico da patologia renal. • Reconhecer os diferentes exames de imagem disponíveis para avaliação dos rins e das vias urinárias.; • Compreender as fases dos meios de contraste para avaliação do sistema urinário nos métodos axiais (TC e RM); • Entender as indicações e contraindicações do uso de contrastes, sobretudo com relação à função renal. 51 REFERÊNCIAS DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Atheneu. 3ª. Edição. São Paulo: 2007. MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier. São Paulo, 2011. JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. 52 Medicina Laboratorial Diagnóstico de síndrome renal ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO CASO DE APLICAÇÃO Paciente refere que há 10 meses começou a apresentar quadro de edema de membros inferiores e de face, associado a urina escura e espumosa e cansaço aos médios esforços. Na ocasião, procurou assistência médica no serviço público da cidade de, por ser a referência de sua cidade. Ao consultar com um clínico geral, apresentava edema bilateral de membros inferiores (2+/4+), panturrilhas livres, pulsos femurais, poplíteos, pediosos e tibiais posteriores presentes e simétricos, Hemoglobina 11,9 g/dL, Hematócrito 36,4%, Leucócitos: 6740, Plaquetas 315.000, TAP: 100%, INR: 1,0, TTPa: 30,4seg, Uréia: 69mg/dL, Creatinina: 2,64 mg/dL, Sódio: 135 mEq/L, Potássio: 3,8 mEq/L, Cálcio iônico: 4,2 mg/dL, Fósforo: 6,1mg/dL, Glicose: 88mg/dL, foi diagnosticado com quadro como Síndrome Nefrótica, o paciente foi encaminhado para um nefrologista da mesma cidade, que iniciou tratamento empírico com prednisona 40mg/dia, durante 3 meses. Na ocasião, o paciente apresentou acne generalizado, estrias por todo corpo, hipertensão arterial sistêmica e irritabilidade. Não teve melhora do edema e da proteinúria e apresentou piora da função renal. 1) O diagnóstico e tratamento de síndrome nefrótica está correto? 2) Qual a correlação do edema com disfunção renal? 3) Qual melhor tratamento para esse paciente? 53 REFERÊNCIAS MAGALHÃES, C. C. et al. Tratado de cardiologia SOCESP. 3. ed. São Paulo: Manole, 2015. MARTINS, M. A. et al. Doenças cardiovasculares e doenças respiratórias emergenciais, emergências e terapia intensiva. 2. ed. Barueri: Manole, 2016. WILLIAMSON, M. A.; SNYDER, L. M. Wallach: interpretação de exames laboratoriais. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. 54 REFERÊNCIAS SUGERIDAS Básica DA SILVA, Luiz Fabrício Corrêa et al. Pneumologia: princípios e prática. Porto Alegre: Artmed, 2014. MAGALHÃES, Fabrício Costa et al. Tratado de cardiologia SOCESP. 3a Ed. São Paulo: Manole, 2015 RIELLA, Miguel Fabrício. Princípios de nefrologia e distúrbios hidroeletrolíticos. 5a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010 Complementar BRANT, William E; HELMS, Clyde A. Fundamentos de radiologia: diagnóstico por imagem. 4a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015. LANTIERE, Luiz Fabrício; BERTOLETTI, Joice Cunha. Interpretação eletrocardiográfica adulta e pediátrica. Porto Alegre: Artmed, 2007. LEMA, Edgar V; BERNS, Jeffrey S; NISSENSON, Allen R. CURRENT Diagnóstico e Tratamento: Nefrologia e hipertensão. Porto Alegre: Artmed, 2012. ARTI , ílton de Arruda et al. volume doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, emergências e terapia intensiva. 2a Ed. Barueri: Manole, 2016. WILLIAMSON, Mary A; SNYDER, L Michael. Wallach: Interpretação de exames laboratoriais. 10a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. CERRI, Giovanni Guido (ed). LEITE, Claudia da Costa (ed). ROCHA, Manoel de Souza (ed). Shimizu, Carlos. Tratado de radiologia. Barueri, SP, Manole, 2017. 3 v. 55 Agenda para TBL TBL 1 2 3 4 5 https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali 56 LOCOMOÇÃO E PREENSÃO COMPLEXO TEMÁTICO II 57 “Esta é a regra fundamental desse computador que vive no corpo humano: só vai para a memória aquilo que é objeto do desejo. A tarefa primordial do professor: seduzir o aluno para que ele deseje e, desejando, aprenda.” Rubem Alves Árvore temática 2 59 SP 2.1 - Essa dor não mata, mas maltrata... Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Osso do quadril • Acetábulo • Fossa do acetábulo • Incisura do acetábulo • Face semilunar • Forame obturado • Incisura isquiática maior 60 Ílio • Linha arqueada • Crista ilíaca • Espinha ilíaca anterossuperior • Espinha ilíaca anteroinferior • Espinha ilíaca posterossuperior • Espinha ilíaca posteroinferior • Face glútea • Face auricular Ísquio • Túber isquiático • Espinha isquiática • Incisura isquiática menor Púbis • Tubérculo púbico • Ramo superior do púbis • Eminência iliopúbica • Linha pectínea do púbis • Ramo inferior do púbis Fêmur • Cabeça do Fêmur • Fóvea da cabeça do fêmur • Colo do fêmur • Trocanter maior • Fossa trocantérica • Trocanter menor • Crista intertrocantérica • Linha intertrocantérica • Linha áspera • Face poplítea • Côndilo medial • Epicôndilo medial • Côndilo lateral • Epicôndilo lateral • Face patelar • Fossa intercondilar 61 Patela • Base da patela • Ápice da patela • Face articular • Face anterior Tíbia • Face articular superior • Côndilo medial • Côndilo lateral • Eminência intercondilar • Tubérculosintercondilares lateral e medial • Corpo da tíbia • Tuberosidade da tíbia • Margem anterior • Margem medial • Margem interóssea • Face articular inferior • Maléolo medial Fíbula • Cabeça da fíbula • Ápice da cabeça da fíbula • Colo da fíbula • Corpo da fíbula • Maléolo lateral • Face articular do maléolo lateral • Fossa do maléolo lateral Ossos tarsais: • Tálus • Calcâneo • Navicular • Cuneiforme medial • Cuneiforme intermédio • Cuneiforme lateral • Cuboide 62 • Ossos metatarsais (i-v) • Base • Corpo • Cabeça Falanges • Falange proximal • Falange média • Falange distal • Cabeça • Corpo • Base Articulações dos membros inferiores • Sínfise púbica (cartilagínea – sínfise) Articulação sacroilíaca (sinovial plana e fibrosa sindesmose) • Ligamento sacrotuberal • Ligamento sacroespinal • Forame isquiático maior • Forame isquiático menor Articulação do quadril (sinovial esferóidea) • Cápsula articular • Ligamento iliofemoral • Ligamento isquiofemoral • Ligamento pubofemoral • Ligamento da cabeça do fêmur • Lábio do acetábulo 63 Articulação do joelho (sinovial bicondilar) • Menisco lateral • Menisco medial • Ligamento cruzado anterior • Ligamento cruzado posterior • Ligamento colateral fibular • Ligamento colateral tibial • Ligamento da patela Articulação tibiofibular proximal (sinovial plana) Sindesmose tibiofibular distal (fibrosa - sindesmose) • Membrana interóssea da perna • Ligamento tibiofibular anterior • Ligamento tibiofibular posterior Articulação talocrural (articulação do tornozelo) (sinovial gínglimo) • Ligamento colateral medial ou deltóideo • Ligamento colateral lateral Articulação talocalcânea (sinovial plana) Articulações interfalângicas do pé (sinoviais gínglimo) Músculos dos membros inferiores Músculos da região glútea • M. glúteo máximo • M. glúteo médio • M. glúteo mínimo • M. tensor da fáscia lata • Trato iliotibial • M. piriforme 64 Músculos da coxa Compartimento Anterior • M. sartório* • M. iliopsoas: • M. psoas maior • M. ilíaco • M. quadríceps femoral: M. reto femoral, M. vasto medial, M. vasto lateral e M. vasto intermédio Compartimento Medial • M. pectíneo** • M. grácil* • M. adutor longo • M. adutor curto • M. adutor magno Compartimento Posterior • M. bíceps femoral: Cabeça longa e Cabeça curta • M. semitendíneo* • M. semimembranáceo *Os tendões dos músculos sartório, grácil e semitendíneo inserem-se em conjunto, constituindo o chamado “pes anserinus” ou pata de ganso. ** Alguns autores incluem este músculo no compartimento anterior da coxa. *** Alguns autores consideram este músculo no compartimento medial da coxa. 65 Músculos da perna Compartimento Anterior • M. tibial anterior • M. extensor longo dos dedos • M. extensor longo do hálux Compartimento Posterior Músculos Superficiais • M. tríceps sural: M. gastrocnêmio cabeça medial, M. gastrocnêmio cabeça lateral e M. sóleo Músculos Profundos • M. plantar • M. poplíteo • M. tibial posterior • M. flexor longo dos dedos • M. flexor longo do hálux Compartimento Lateral • M. fibular longo • M. fibular curto Músculos do pé Músculos do dorso do pé • M. extensor curto dos dedos • M. extensor curto do hálux • Mm. interósseos dorsais Músculos da planta do pé • Aponeurose plantar Grupo medial • M. abdutor do hálux • M. flexor curto do hálux • M. adutor do hálux 66 Grupo lateral • M. abdutor do dedo mínimo • M. flexor curto do dedo mínimo Grupo intermédio • M. flexor curto dos dedos • M. quadrado plantar • Mm. lumbricais • Mm. interósseos plantares Descrever a fisiopatologia da osteoartrite. Citar a diferença entre a osteoartrite primária e secundária. Descrever as alterações morfológicas presentes na osteoatrite e relacioná-las ao quadro clínico usualmente apresentado pelos pacientes. Descrever a fisiopatologia da artrite reumatoide. Definir artrite reumatoide juvenil. Descrever as alterações morfológicas presentes na artrite reumatoide, comparando-as com as alterações observadas na osteoartrite. Descrever a histologia do tecido ósseo e articular com entendimento das alterações histológicas na osteoartrose, osteoartrite, artrite reumatoide e gota com suas consequências no funcionamento normal das articulações; Identificar os aspectos por imagem característicos da artrite reumatoide, osteoartrite eda gota, auxiliando no diagnóstico diferencial entre estas doenças. 67 REFERÊNCIAS DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Atheneu. 3ª. Edição. São Paulo: 2007. MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier. São Paulo, 2011. JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. 68 Medicina Laboratorial Diagnóstico artrite reumatoide ROTEIRO PARA ESTUDO CASO DE APLICAÇÃO Paciente, sexo feminino, 35 anos, chegou à consulta queixando-se de “dor nas articulações” há 8 meses. Foi relatado que a dor se iniciou nas falanges (articulações interfalangianas proximais) dos membros superiores e a paciente, então, fazia uso de Ibuprofeno diário e com evidente alívio. Entretanto, após algum tempo, percebeu que a dor acometia todas as articulações das mãos. Refere ainda que, também, passou a ter dores em coluna cervical e em ambos os joelhos. Alega acordar todos os dias com a sensação de que está “enferrujada” e com o “corpo travado”, mas melhora ao longo do dia. Refere ainda que se sente pior ao realizar algumas atividades domésticas e que essas dores, as vezes, a impedem de ir ao trabalho, além de sentir um “cansaço” sem causa aparente e uma sensação de febre. Paciente reitera que, além da dor, percebe que essas áreas se encontram avermelhadas, quentes e edemaciadas. Hb: 11g/dl, Leucócitos: 11.500 /ul, Plaquetas: 500.000/ ul, Fator reumatoide sérico e anti-ccp positivos, Raio X de joelho com redução simétrica do espaço cartilaginoso e compartimentos medial e lateral acentuadamente estreitados, raio X de punho com estreitamento do espaço articular e presença de erosões. 69 SP 2.2 - Tempos modernos Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Membro superior Escápula • Margens medial, lateral e superior • Ângulos inferior e superior • Fossa subescapular • Espinha da escápula • Fossa supraespinal • Fossa infraespinal • Acrômio • Cavidade glenoidal • Tubérculo supraglenoidal • Tubérculo infraglenoidal • Processo coracoide 70 Clavícula Extremidade esternal • Corpo da clavícula • Extremidade acromial • Tubérculo conoide Úmero • Cabeça do úmero • Colo anatômico • Colo cirúrgico • Tubérculo maior • Tubérculo menor • Sulco intertubercular • Corpo do úmero (diáfise) • Tuberosidade para o músculo deltoide • Tróclea do úmero • Capítulo do úmero • Fossa do olécrano • Fossa coronóidea • Epicôndilo medial • Sulco do nervo ulnar • Epicôndilo lateral Rádio • Cabeça do rádio • Colo do rádio • Corpo do rádio (diáfise) • Tuberosidade do rádio • Processo estiloide do rádio • Incisura ulnar • Face articular carpal 71 Ulna • Olécrano • Incisura troclear • Processo coronoide • Tuberosidade da ulna • Incisura radial • Corpo da ulna (diáfise) • Cabeça da ulna • Processo estiloide da ulna Ossos da mão Ossos carpais Fileira proximal: • Escafoide • Semilunar • Piramidal • Pisiforme Fileira distal: • Trapézio • Trapezoide • Capitato • Hamato • Hâmulo do hamato Ossos metacarpais (i-v) • Base • Corpo • Cabeça • Corpo • Base 72 Articulações dos membros superiores Articulação esternoclavicular (sinovial selar) • Disco articular Articulação acromioclavicular (sinovial plana) Sindesmoses da escápula • Ligamento coracoclavicular • Ligamento conóide • Ligamento trapézóide • Ligamento coracoacromial Articulação do ombro (sinovial esferóidea) • Cápsula articular • Ligamentos glenoumerais • Ligamento coracoumeral • Lábio glenoidal Articulação do cotovelo (sinovial gínglimo) • Articulação umeroulnar• Articulação umerorradial • Ligamento colateral ulnar • Ligamento colateral radial Articulação radiulnar proximal (sinovial trocóidea) • Ligamento anular do rádio Membrana interóssea do antebraço (fibrosa – sindesmose) Articulação radiulnar distal (sinovial trocóidea) Articulação radiocarpal (sinovial elipsóidea) Articulações intercarpais (sinoviais planas) 73 Articulação carpometacarpal do polegar (sinovial selar) Articulações carpometacarpais (2ª à 5ª sinoviais planas) Articulações intermetacarpais: entre as bases dos metacarpais (2º ao 5º sinoviais planas) Articulações metacarpofalângicas (sinoviais elipsóideas) Articulações interfalângicas da mão (sinoviais gínglimo) Músculos dos membros superiores Músculos do ombro • M. deltoide • M. supraespinal* • M. infraespinal* • M. redondo maior • M. redondo menor* • M. subescapular* * Estes músculos são considerados componentes do “manguito rotador”. Músculos do braço Compartimento Anterior do Braço • M. bíceps braquial: Cabeça longa, Cabeça curta • M. braquial • M. coracobraquial Compartimento Posterior do Braço • M. tríceps braquial: Cabeça longa, Cabeça curta (lateral) e Cabeça medial 74 Músculos do antebraço Compartimento Anterior do Antebraço Músculos Superficiais • M. pronador redondo • M. flexor radial do carpo • M. palmar longo • M. flexor ulnar do carpo • M. flexor superficial dos dedos Músculos Profundos • M. flexor profundo dos dedos • M. flexor longo do polegar • M. pronador quadrado Compartimento Posterior do Antebraço Músculos Superficiais • M. ancôneo • M. braquiorradial • M. extensor radial longo do carpo • M. extensor radial curto do carpo • M. extensor dos dedos • M. extensor do dedo mínimo • M. extensor ulnar do carpo Músculos Profundos • M. supinador • M. abdutor longo do polegar* • M. extensor curto do polegar* • M. extensor longo do polegar* • M. extensor do indicador *Tendões da tabaqueira anatômica 75 Músculos da mão Mm. interósseos palmares • Mm. interósseos dorsais • Mm. lumbricais • M. adutor do polegar Região tenar • M. abdutor curto do polegar • M. flexor curto do polegar • M. oponente do polegar Região hipotenar • M. abdutor do dedo mínimo • M. flexor curto do dedo mínimo • M. oponente do dedo mínimo • Retináculo dos músculos flexores • Retináculo dos músculos extensores • Aponeurose palmar • Túnel do carpo Definir as siglas LER e DORT, discutindo sua adequabilidade e uso. Citar doenças específicas que podem ser consideradas DORT e justificar. Reconhecer os tendões nos exames de imagem diferenciando as características de normalidade e da inflamação. Identificar os achados relacionados à síndrome do túnel do carpo na ultrassonografia de punho. 76 REFERÊNCIAS DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Atheneu. 3ª. Edição. São Paulo: 2007. MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier. São Paulo, 2011. JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. 77 Caracterização de DORT Medicina Laboratorial ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO CASO DE APLICAÇÃO Paciente com 34 anos, sexo feminino, branca, auxiliar de cozinha de um restaurante universitário há 9 anos, com distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho (DORT), apresenta diagnóstico de cervicobraquialgia à direita associada a lombalgia, refere dor em membro superior direito e na região do músculo trapézio direito há cerca de três anos, com piora dos sintomas há seis meses. Apresentava limitações na amplitude dos movimentos do membro superior direito, principalmente nos movimentos de flexão, extensão, abdução e adução de punho direito. Encurtamentos musculares acentuados das cadeias inspiratória, ântero medial de ombro, anterior de braço e posterior. Além de alterações posturais em tronco com aumento da curvatura lombar e retificação da coluna torácica e cervical. Foi utilizado um protocolo de avaliação fisioterapêutica desenvolvido para pacientes com DORT que avalia dados ocupacionais; quantifica e qualifica os quadros álgicos, através da escala analógica visual e a funcionalidade dos pacientes através de questões fechadas sobre as seguintes atividades: preensão de copos, abrir torneiras, torcer panos, escrever, escovar os dentes e abotoar sutiã. Dessas atividades, a paciente relatava dificuldades para realizar torções nos membros superiores, como abrir torneiras, abotoar sutiã e principalmente torcer panos. Além disso, a escala analógica visual quantificou a dor inicial em 6,3 cm. 1) Quais característica relacionam o quadro clínico com uma DORT? 2) A acupuntura poderia ser indicada para essa paciente? 3) Qual melhor terapia para essa paciente? 78 REFERÊNCIAS ABBAS, A.; KUMAR, V.; ASTER, J. C. Robbins & Cotran. Patologia: bases patológicas das doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. HALL, S. J. Biomecânica básica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. HEBERT, S. et al. Ortopedia e traumatologia: princípios e prática. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009. HOUGLUM, P.; BERTOTI, D. Cinesiologia clínica de Brunnstrom. 6. Ed. Barueri: Manole, 2014. LEITE, N. M.; FALLOPA, F. Propedêutica ortopédica e traumatológica. Porto Alegre: Artmed, 2013. MOREIRA, C.; PINHEIRO, G.; MARQUES NETO, J. F. Reumatologia essencial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. ROWLAND, L. P; PEDLEY, T. MERRITT: Tratado de neurologia. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. VALERIUS, K-P. et al. O livro dos músculos: anatomia, testes, movimentos. São Paulo: Santos, 2013. 79 SP 2.3 - O menino não para em pé... Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Sistema ativador lateral Descrever morfofuncionalmente os tratos: • Corticospinal lateral • Rubrospinal 80 Sistema ativador medial Descrever morfofuncionalmente os tratos: • Corticospinal anterior • Reticulospinal • Tetospinal • Vestibulospinal Descrever morfofuncionalmente a lâmina IX de Rexed: Caracterizar funcionalmente o núcelo lateral da lâmina IX de Rexed. Caracterizar funcionalmente o núcelo medial da lâmina IX de Rexed. Descrever a somatotopia da lâmina IX de Rexed quanto à ativação de músculos extensores e flexores. Descrever a somatotopia da lâmina IX de Rexed quanto à ativação de músculos do esqueleto axial, proximais e distais de membros. Caracterizar unidade motora. Caracterizar junção neuromuscular: • Fibra pré-sinaptica e seus componentes; • Fenda sináptica; • Placa motora (fibra pós-sináptica) e seus componentes. Caracterizar a fibra muscular esquelética: • Sarcolema • Sarcoplasma • Miofibrilas • Sarcômeros • Retículo sarcoplasmático 81 Definir distrofias musculares e citar suas principais doenças. Descrever a fisiopatologia das distrofias musculares de Duchenne e de Becker. Descrever as alterações microscópicas que podem ser observadas em biópsias musculares de pacientes com distrofias musculares. Caracterizar os músculos estriados esqueléticos em exames por imagem, bem como possíveis alterações morfológicas. 82 REFERÊNCIAS DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Atheneu. 3ª. Edição. São Paulo: 2007. MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier. São Paulo, 2011. JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. 83 Diagnóstico de neuropatias Medicina Laboratorial ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO CASO DE APLICAÇÃO Silvana, relata dor em queimação, com piora da dor durante a noite e dormência em ambos os pés há aproximadamente 5 meses. A paciente refere melhora na dor quando levanta e caminha. Faz tratamento para depressão há 3 anos com fluoxetina 20 mg duas vezes ao dia.A paciente refere Diabetes Mellitus tipo II e uso de metformina 500 mg uma vez ao dia, recentemente iniciou o uso de insulina regular 2 vezes ao dia. A paciente trabalha em restaurante caseiro próximo a sua residência, como cozinheira. Refere que não segue dieta para controle da glicemia, e faz o controle medicamentoso mas “as vezes esquece de tomar todos os medicamentos”. Sedentária; Tabagista desde os 19 anos; Nega etilismo. Dados antropométricos: Peso: 81 kg; Altura: 1,60 m; IMC: 31,64 kg/m² Hb: 14; Ht: 46: Glicemia capilar: 176 mg/dl; Hemoglobina glicada: 9,4%; Leucocitos: 9300; Triglicerideos: 206; LDL: 176,9 mg/dl; HDL: 30 mg/dl; Acido úrico: 5,9; Ureia: 42; Creatinina: 1,06; Pares cranianos sem alterações significativas. Parestesia em membros inferiores, Sensibilidade cutânea plantar ausente; Hipopalestesia e reflexo aquileu reduzido em ambos os pés. Sensibilidade térmica reduzida em ambos os pés. Pulso tibial não palpável. 84 Sem lesões tróficas. Sem outras alterações significativas. 1) Os exames laboratoriais dessa paciente indicam algum outro motivo para a dor neuropática? 2) Controlar a diabetes dessa paciente já seria suficiente para aliviar os sintomas? 3) Relacione a depressão com a dor neuropática. 85 REFERÊNCIAS ABBAS, A.; KUMAR, V.; ASTER, J. C. Robbins & Cotran. Patologia: bases patológicas das doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. HALL, S. J. Biomecânica básica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. HEBERT, S. et al. Ortopedia e traumatologia: princípios e prática. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009. HOUGLUM, P.; BERTOTI, D. Cinesiologia clínica de Brunnstrom. 6. Ed. Barueri: Manole, 2014. LEITE, N. M.; FALLOPA, F. Propedêutica ortopédica e traumatológica. Porto Alegre: Artmed, 2013. MOREIRA, C.; PINHEIRO, G.; MARQUES NETO, J. F. Reumatologia essencial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. ROWLAND, L. P; PEDLEY, T. MERRITT. Tratado de neurologia. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. VALERIUS, K-P. et al. O livro dos músculos: anatomia, testes, movimentos. São Paulo: Santos, 2013. 86 SP 2.4 - Este tremor que me acompanha! Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Cerebelo: Microscopia: Descrever morfofuncionalmente o córtex cerebelar (camadas) e seus constituintes: • Camada molecular; • Camada de células de Purkinje; • Camada granular. Descrever morfofuncionalmente as fibras musguosas e trepadeiras. Descrever morfofuncionalmente os axônios eferentes das células de Purkinje. Descrever o circuito cerebelar básico. 87 Macroscopia: • Hemisférios cerebelares: • Vermis • Lobo anterior • Fissura primária • Lobo posterior • Fissura póstero-lateral • Lobo flóculonodular • Núcleo denteado • Núcleo globoso • Núcleo emboliforme • Núcleo fastigial Descrever morfofuncionalmente vestibulocerebelo, espinocerebelo e cérebrocerebelo. Descrever morfuncionalmente as zonas medial, intermédia (paravermica) e lateral. Núcleos da base • Conceituar: • Corpo estriado • Corpo estriado Ventral • Corpo estriado Dorsal • Núcleo Lentiforme • Claustrum • Núcleo caudado • Putâme • Globo pálido medial e lateral • Corpo amigdalóide • Núcleo basal de Meynert • Núcleo Acumbens 88 Descrever morfofuncionalmente as vias direta e indireta dos núcleos da base, correlacionando com a substância negra do mesencéfalo e a importância da dopamina no processo. Definir parkinsonismo e doença de Parkinson. Descrever a fisiopatologia da doença de Parkinson. Descrever as possíveis alterações macroscópicas e microscópicas na doença de Parkinson, relacionando com a anatomia e a função de cada estrutura. Identificar os músculos do membro inferior, listando suas funções e correlacionando com o ciclo da marcha (fases de apoio e balanço); Identificar as principais articulações e músculos do esqueleto axial. Caracterizar e identificar os achados por imagem observados na doença de Parkinson. 89 REFERÊNCIAS DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Atheneu. 3ª. Edição. São Paulo: 2007. MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier. São Paulo, 2011. JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. KUMAR, V.; ABBAS, A.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran – Patologia – Bases Patológicas das Doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. 90 Diagnóstico de distúrbios de marcha Medicina Laboratorial ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO CASO DE APLICAÇÃO Paciente Maria, 76 anos, reside com a filha e sua cuidadora, e foi avaliada pelas estagiárias de fisioterapia após sofrer queda em casa, mas sem fratura. Nos últimos meses a filha tem percebido que a mãe tem deixado de ir à igreja, fazer as compras perto de casa e tem apresentado alteração do equilíbrio e medo de cair, além de sinais de desânimo e tristeza. Marcha atáxica, discreta dismetria nos 4 membros, bradicinesia ao testar diadococinesia,TC de crânio não alterações significativas. 1) Qual a importância de uma marcha segura para um idoso? 2) Quais exames poderiam ser solicitados para um diagnóstico preciso? 3) Existe possibilidade dessa paciente ter Parkinson? 91 REFERÊNCIAS ABBAS, A.; KUMAR, V.; ASTER, J. C. Robbins & Cotran Patologia: bases patológicas das doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. HALL, S. J. Biomecânica básica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. HEBERT, S. et al. Ortopedia e traumatologia: princípios e prática. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009. HOUGLUM, P.; BERTOTI, D. Cinesiologia clínica de Brunnstrom. 6. Ed. Barueri: Manole, 2014. LEITE, N. M.; FALLOPA, F. Propedêutica ortopédica e traumatológica. Porto Alegre: Artmed, 2013. MOREIRA, C.; PINHEIRO, G.; MARQUES NETO, J. F. Reumatologia essencial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. ROWLAND, L. P; PEDLEY, T. MERRITT: Tratado de neurologia. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. VALERIUS, K-P. et al. O livro dos músculos: anatomia, testes, movimentos. São Paulo: Santos, 2013. 92 SP 2.5 - Parada súbita Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Conceituar seguimento medular e correlacionar a posição destes com a coluna vertebral. Plexo lombar Descrever a formação dos nervos: • Ilio-hipogátrico • Ílio-inguinal • Genitofemoral • Cutâneofemoral lateral • Obturatório • Femoral 93 Plexo lombossacral Descrever a formação do nervos: • Glúteo superior • Glúteo inferior • Cutâneo posterior da coxa • Isquiático (nervo tibial e nervo fibular comum.) • Nervo pudendo Músculos do dorso • M. trapézio • M. latíssimo do dorso • M. rombóide maior • M. rombóide menor • M. levantador da escápula • M. eretor da espinha • M. iliocostal • M. longuíssimo • M. espinal • Aponeurose toracolombar Músculos do abdome • M. reto do abdome • Bainha do músculo reto do abdome (lâmina anterior e lâmina posterior) • M. oblíquo externo do abdome • M. oblíquo interno do abdome • M. transverso do abdome • Linha alba • Ligamento inguinal • M. quadrado do lombo Reconhecer os achados de imagem do traumatismo raquimedular. 94 REFERÊNCIAS DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Atheneu. 3ª. Edição. São Paulo: 2007. MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier. São Paulo, 2011. JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. 95 Diagnóstico de lesão medular Medicina Laboratorial ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO CASO DE APLICAÇÃO Paciente de sexo masculino, 31 anos, deu entrada no pronto socorro após sofrer um politrauma por acidente automobilístico. O paciente estava consciente edispneico. Apresentava plegia de membro inferior direito e paresia de membro inferior esquerdo, com sensibilidade de membros inferiores diminuída. Como antecedente, relatou ser portador de hipertensão arterial (HAS) e transtorno de ansiedade. Paciente faz uso dos medicamentos Naprix e Escitalopram diariamente. Após realização de exames complementares foi identificado compressão do saco dural ao nível de T8-T9 e T9-T10 e fratura dos processos transversos em L1 e L2 à esquerda. Durante a internação, paciente evoluiu com distensão abdominal, vômitos repetidos, desidratação importante não responsiva a reposição de volume e Insuficiência Renal Aguda. Após diálise e estabilização do quadro clínico foi submetido a intervenção cirúrgica para descompressão via posterior, artrodese de T8-T10 e tratamento conservador para fratura dos processos transversos. 1) Qual a definição de trauma raquimedular? 2) Quais os exames utilizados para diagnosticar um trauma raquimedular? 3) Qual a conduta terapêutica apropriada? 96 REFERÊNCIAS ABBAS, A.; KUMAR, V.; ASTER, J. C. Robbins & Cotran Patologia: bases patológicas das doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. HALL, S. J. Biomecânica básica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. HEBERT, S. et al. Ortopedia e traumatologia: princípios e prática. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009. HOUGLUM, P.; BERTOTI, D. Cinesiologia clínica de Brunnstrom. 6. Ed. Barueri: Manole, 2014. LEITE, N. M.; FALLOPA, F. Propedêutica ortopédica e traumatológica. Porto Alegre: Artmed, 2013. MOREIRA, C.; PINHEIRO, G.; MARQUES NETO, J. F. Reumatologia essencial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. ROWLAND, L. P; PEDLEY, T. MERRITT: Tratado de neurologia. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. VALERIUS, K-P. et al. O livro dos músculos: anatomia, testes, movimentos. São Paulo: Santos, 2013. 97 REFERÊNCIAS SUGERIDAS Básica LEITE, Nelson Mattioli; FALLOPA, Flávio. Propedêutica ortopédica e traumatologica. Porto Alegre: Artmed, 2013. MOREIRA, Caio; PINHEIRO, Geraldo da Rocha Castelar; MARQUES NETO, João Francisco. Reumatologia essencial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. ROWLAND, Lewis P; PEDLEY, Timothy A. MERRITT: Tratado de neurologia. 12a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011 Complementar ABBAS, Abul K; KUMAR, Vinay; ASTER, Jon C. Robbins & Cotran Patologia: bases patológicas das doenças. 9a ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. HALL, Susan J. Biomecânica básica. 7a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. HEBERT, Sizínio et al. Ortopedia e traumatologia: princípios e prática. 4a Ed. Porto Alegre: Artmed, 2009. HOUGLUM, Peggy A; BERTOTI, Dolores B. Cinesiologia clínica de BRUNNSTROM. 6a Ed. Barueri: Manole, 2014. VALERIUS, Klaus-Peter et al. O Livro dos músculos: anatomia, testes, movimentos. São Paulo: Santos, 2013. CERRI, Giovanni Guido (ed). LEITE, Claudia da Costa (ed). ROCHA, Manoel de Souza (ed). Shimizu, Carlos. Tratado de radiologia. Barueri, SP, Manole, 2017. 3 v. 98 Agenda para TBL TBL 1 2 3 4 5 https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali 99 COMPLEXO TEMÁTICO III DISTÚRBIOS SENSORIAIS, MOTORES E DA CONSCIÊNCIA 100 “A consciência é a última e mais tardia evolução da vida orgânica e, por conseguinte, o que nela existe de menos acabado e de mais frágil.” Nietzsche Árvore temática 3 102 SP 3.1 - Tem tratamento... Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Face superolateral do hemisfério cerebral • Sulco central • Sulco lateral Lobo frontal • Sulco pré-central • Giro pré-central • Giro frontal superior • Sulco frontal superior • Giro frontal médio • Sulco frontal inferior • Giro frontal inferior 103 Lobo temporal • Giro temporal superior • Sulco temporal superior • Giro temporal médio • Sulco temporal inferior • Giro temporal inferior • Giro temporal transverso anterior Lobo insular Faces medial e inferior do hemisfério cerebral • Giro do cíngulo • Lóbulo paracentral • Pré-cúneo • Sulco parietoccipital • Cúneo • Sulco calcarino • Giro occipitotemporal medial • Giro para-hipocampal • Unco • Hipocampo • Sulco colateral • Giro occipitotemporal lateral • Sulco occipitotemporal • Trato olfatório e bulbo olfatório • Corpo caloso (rostro) • Corpo caloso (joelho) • Corpo caloso (tronco) • Corpo caloso (esplênio) • Comissura anterior • Lâmina terminal • Área septal • Fórnice • Septo pelúcido 104 Sistema límbico Componentes corticais: • Giro do cíngulo • Giro parahipocampal • Hipocampo • Córtex orbito frontal • Insula Componentes subcorticais: • Corpo amigdalóide • Núcleos anteriores do Tálamo • Núcleos mamilares • Núcleos habenulares • Área septal • Núcleo acumbens • Hipotálamos Descrever o circuito de Papez básico Diferenciar epilepsia idiopática de sintomáticas. Citar possíveis lesões relacionadas ao quadro de epilepsia. Discutir o papel dos tumores de sistema nervoso central (SNC) neste contexto. Compreender os princípios básicos da ressonância magnética. Identificar na ressonância magnética achados relacionados a convulsões e epilepsia. 105 REFERÊNCIAS DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Atheneu. 3ª. Edição. São Paulo: 2007. MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier. São Paulo, 2011. JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. KUMAR, V.; ABBAS, A.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran – Patologia – Bases Patológicas das Doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. 106 Diagnóstico epilepsia Medicina Laboratorial ROTEIRO PARA ESTUDO CASO DE APLICAÇÃO M., de 61 anos, agricultora, com antecedentes depressivos, foi encaminhada ao Serviço de Urgência de Psiquiatria por alterações de comportamento com seis meses de evolução, governadas por um interesse particular e exagerado em relação a assuntos religiosos e inclinação a refletir sobre tópicos mais restritos, nomeadamente sobre o destino, iniciando a crença de que estaria predestinada a ser santa. O eletroencefalograma (EEG) identificou “ritmo de fundo posterior a cerca de 10 Hz, simétrico, reativo. Sequências de ondas lentas de 4-6 Kz com maior incidência nas regiões temporais esquerdas, mas com alguma irradiação para as regiões vizinhas e homólogas contralaterais, sugerindo distúrbio bitemporal com maior expressão à esquerda”. Fez, ainda, tomografia axial computorizada cranioencefálica e ressonância magnética cranioencefálica, sem alterações. Tendo em conta a clínica e os exames realizados, concluiu-se pelo diagnóstico de epilepsia do lobo temporal. Iniciou tratamento em monoterapia com valproato de sódio, na dose de 750 mg por dia, com esbatimento significativo da sintomatologia delirante, recuperação do apetite e diminuição da frequência das cefaleias, com retorno gradual ao funcionamento pré-mórbido. Verificou-se normalização do EEG. 1) O diagnóstico de epilepsia esta correto? 2) O histórico de depressão corrobora com o diagnóstico de epilepsia? 3) O tratamento com Valproato foi o melhor indicado? 107 REFERÊNCIAS BERTOLUCCI, Paulo H F et al. Guias de Medicina Ambulatorial e Hospitalar da UNIFESP-EPM: Neurologia. Barueri: Manole, 2011. NITRINI, Ricardo et al. Condutas em neurologia. 11a Ed. Barueri: Manole, 2016. ROWLAND, Lewis P; PEDLEY, Timothy A. MERRITT: Tratado de neurologia. 12a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. ABDO, Carmita Helena Najjar et al volume doenças dos olhos; doenças dos ouvidos, nariz e garganta; neurologia;transtornos mentais. 2a Ed. Barueri: Manole, 2016. BRUNTON, Laurence L; CHABNER, Bruce A; KNOLLMANN, Bjorn C. As bases farmacológicas da terapêutica de GOODMAN & GILMAN. 12a Ed. Porto Alegre: Mc Graw Hill, 2012. CAMPBELL, William W. DEJONG: o exame neurológico. 7a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. CERRI, Giovanni Guido; LEITE, Claudia da Costa; ROCHA, Manoel de Souza. Tratado de Radiologia InRad HCFMUSP, volume 1: neurorradiologia, cabeça e pescoço. Barueri: Manole, 2017. MELO-SOUZA, Sebastiao Eurico; PAGLIOLI NETO, Eliseu; CENDES, Fernando. Tratamento das doenças neurológicas. 3a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. 108 SP 3.2 - Uma dor lancinante Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Descrever o trajeto e território de inervação sesitiva dos nervos: • Oftálmico. • Maxilar. • Mandibular. • Occiptal maior. Discutir as teorias que expliquem o quadros quadros de cefaleia e enxaqueca. Citar disgnósticos diferenciais de cefaleia e exaqueca. Descrever o trajeto do nervo occipital maior e suas relações com as cefaleias tencionais. 109 Descrever o trajeto do nervo occipital maior e suas relações com as cefaleias tencionais. Descrever o trajeto do nervo facial e do nervo trigêmeo e sintomatologia relacionada. Compreender a indicação dos exames de imagem na investigação das cefaleias. Reconhecer achados de imagem críticos relacionados a cefaleias secundárias. 110 REFERÊNCIAS DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Atheneu. 3ª. Edição. São Paulo: 2007. MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier. São Paulo, 2011. JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. 111 Medicina Laboratorial ROTEIRO PARA ESTUDO CASO DE APLICAÇÃO Paciente sexo feminino, 37 anos, apresenta queixa de cefaleia há três meses. Se refere início de cefaleia hemicraniana esquerda há cerca de três meses, de característica pulsátil, de forte intensidade, com duração média de 48 horas, sempre precedida por alteração da visão, com sensação de ver pontos brilhantes por 15 minutos antes do início da dor. Faz uso de analgésico (Neosaldina) com melhora temporária da dor (“Quando passa o efeito do remédio a dor volta”), sendo necessário várias doses ao dia. No período relatado, teve dores quatro vezes por semana, com tendência de piora na última semana. Dor piora com luz muito intensa. Há quatro dias teve um episódio de dor intensa, precedida de dificuldade de falar, com melhora espontânea. Nega outras queixas. 1) Qual a hipótese diagnóstica desta paciente? 2) Processo fisiopatológico do quadro. 3) Diagnóstico diferencial de outros tipos de cefaleias. 112 REFERÊNCIAS BERTOLUCCI, Paulo H F et al. Guias de Medicina Ambulatorial e Hospitalar da UNIFESP-EPM: Neurologia. Barueri: Manole, 2011. NITRINI, Ricardo et al. Condutas em neurologia. 11a Ed. Barueri: Manole, 2016. ROWLAND, Lewis P; PEDLEY, Timothy A. MERRITT: Tratado de neurologia. 12a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. ABDO, Carmita Helena Najjar et al volume doenças dos olhos; doenças dos ouvidos, nariz e garganta; neurologia; transtornos mentais. 2a Ed. Barueri: Manole, 2016. BRUNTON, Laurence L; CHABNER, Bruce A; KNOLLMANN, Bjorn C. As bases farmacológicas da terapêutica de GOODMAN & GILMAN. 12a Ed. Porto Alegre: Mc Graw Hill, 2012. CAMPBELL, William W. DEJONG: o exame neurológico. 7a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. CERRI, Giovanni Guido; LEITE, Claudia da Costa; ROCHA, Manoel de Souza. Tratado de Radiologia InRad HCFMUSP, volume 1: neurorradiologia, cabeça e pescoço. Barueri: Manole, 2017. MELO-SOUZA, Sebastiao Eurico; PAGLIOLI NETO, Eliseu; CENDES, Fernando. Tratamento das doenças neurológicas. 3a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. 113 SP 3.3 - Estou pra explodir... Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Arteria carótida interna (Descrever a origem, trajeto no pescoço, no interior do sifão carotídeo e intracraniano) • A.a. Oftálmicas • A.a Comunicantes posteriores • A.a. Coriodeias anteriores • A.a. Cerebrais medias • A.a. Cerebrais anteriores – a. comunicante anterior • ARTERIA VERTEBRAL (Descrever a origem, trajeto no pescoço, no interior do sifão carotídeo e intracraniano) • A.a. espinais posteirores • Espinal anterior • A.a. cerebelares inferiores posteriores 114 Arteria basilar • A.a. cerebelares superiores • A.a. cerebeçares inferiores anteriores • A.a. do labirinto • Ramos pontinos • A.a. cerebrais posteriores Descrever as artérias que compõem o círculo arterial do cérebro. Descrever os territórios de irrigação superficial e profundo das artérias cerebrais (anterior, média e posterior). Descrever a classificação da doença cerebrovascular em isquêmica e hemorrágica. Citar as causas de acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi). Descrever a fisiopatologia do AVCi e suas alterações morfológicas (macro e microscópicas). Descrever a fisiopatologia do AVCh e suas alterações morfológicas (macro e microscópicas). Descrever as alterações morfológicas associadas à doença cerebrovascular hipertensiva. Reconhecer na tomografia e na ressonância magnética de crânio os achados relacionados a AVE isquêmicos e hemorrágicos. 115 REFERÊNCIAS DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Atheneu. 3ª. Edição. São Paulo: 2007. MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier. São Paulo, 2011. JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. 116 Medicina Laboratorial Diagnóstico de acidente vascular encefálico ROTEIRO PARA ESTUDO José, 51 anos, Casado, Negro, Pedreiro. Paciente chegou à unidade de pronto atendimento dos Torrões às 2 horas da manhã, trazido por seu filho. O paciente relata que se levantou para tomar remédio para a dor de cabeça, porém, quando foi pegar o copo sentiu fraqueza no MMSD e escurecimento da vista. Em seguida, acordou o filho para trazê-lo a emergência onde está sendo atendido no momento. Paciente relata que não faz uso regular dos remédios para hipertensão e teve estresses recentemente. Durante exame físico foi constatado face com desvio da comissura labial para a esquerda, déficit de força em membro superior direito- caída do membro superior direito após alguns segundos do seu braço ser erguido pelo médico, força preservada em membros inferiores. 1) Qual principal hipótese diagnóstica? 2) Existe chance de o mal súbito ser relacionado somente a pressão alta? 3) Quais exames devem ser solicitados? 117 REFERÊNCIAS BERTOLUCCI, Paulo H F et al. Guias de Medicina Ambulatorial e Hospitalar da UNIFESP-EPM: Neurologia. Barueri: Manole, 2011. NITRINI, Ricardo et al. Condutas em neurologia. 11a Ed. Barueri: Manole, 2016. ROWLAND, Lewis P; PEDLEY, Timothy A. MERRITT: Tratado de neurologia. 12a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. ABDO, Carmita Helena Najjar et al volume doenças dos olhos; doenças dos ouvidos, nariz e garganta; neurologia; transtornos mentais. 2a Ed. Barueri: Manole, 2016. BRUNTON, Laurence L; CHABNER, Bruce A; KNOLLMANN, Bjorn C. As bases farmacológicas da terapêutica de GOODMAN & GILMAN. 12a Ed. Porto Alegre: Mc Graw Hill, 2012. CAMPBELL, William W. DEJONG: o exame neurológico. 7a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. CERRI, Giovanni Guido; LEITE, Claudia da Costa; ROCHA, Manoel de Souza. Tratado de Radiologia InRad HCFMUSP, volume 1: neurorradiologia, cabeça e pescoço. Barueri: Manole, 2017. MELO-SOUZA, Sebastiao Eurico; PAGLIOLI NETO, Eliseu; CENDES, Fernando. Tratamento das doenças neurológicas. 3a Ed. Rio de Janeiro: GuanabaraKoogan, 2013. 118 SP 3.4 - Reflexos demais! Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Células da glia: Sistema Nervoso Central: • Astrócitos (fibroso e protoplasmático) • Oligodendrócito. • Microglia. • Células ependimárias. Sistema Nervoso Periférico: • Céluas de Schwann • Células Satélite 119 Fibras nervosas (descrever a velocidade de condução das fibras) • Fibras do tipo I (A e B) • Fibras do tipo II (A-beta e A-delta) • Fibras do tipo C Definir doenças desmielinizantes. Descrever a fisiopatologia da esclerose múltipla. Descrever as alterações morfológicas observadas na esclerose múltipla. 120 REFERÊNCIAS DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Atheneu. 3ª. Edição. São Paulo: 2007. MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier. São Paulo, 2011. JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. KUMAR, V.; ABBAS, A.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran – Patologia – Bases Patológicas das Doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. 121 Diagnóstico de desmielinização Medicina Laboratorial ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO CASO DE APLICAÇÃO Uma mulher de 33 anos foi internada no hospital com edema facial, febre, ela parecia ansiosa a sua temperatura era de 37.5°C, a pressão arterial de 131/74 mm Hg, o pulso de 148 bpm, e a saturação de O2 de 96%, os níveis de glicose sérica, eletrólitos, função renal e hepática estavam normais. O hematócrito estava em 46% e a hemoglobina em 16 g/dl, e leucocitose. Três semanas antes da admissão, passou por uma consulta com um neurologista, ela sofria de fadiga grave, de acordo com o exame de ressonância magnética de corte axial ponderado em T2 mostrou alguns sinais de placas de desmielinização no corpo caloso e periventriculares. A paciente também apresentou sintomas como visão turva, formigamentos, falta de equilíbrio e dores, a suspeita principal era esclerose múltipla, pois a paciente tinha todos os sintomas caraterísticos, porém em seus exames não teve nenhuma alteração específica para esclerose múltipla. 1) Quais foram os sinais clínicos que indicaram a EM? 2) Quais exames poderiam ser solicitados no acompanhamento ambulatorial para ter um diagnóstico mais concreto? 3) Qual terapia a ser receitada? 122 REFERÊNCIAS BERTOLUCCI, Paulo H F et al. Guias de Medicina Ambulatorial e Hospitalar da UNIFESP-EPM: Neurologia. Barueri: Manole, 2011. NITRINI, Ricardo et al. Condutas em neurologia. 11a Ed. Barueri: Manole, 2016. ROWLAND, Lewis P; PEDLEY, Timothy A. MERRITT: Tratado de neurologia. 12a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. ABDO, Carmita Helena Najjar et al volume doenças dos olhos; doenças dos ouvidos, nariz e garganta; neurologia; transtornos mentais. 2a Ed. Barueri: Manole, 2016. BRUNTON, Laurence L; CHABNER, Bruce A; KNOLLMANN, Bjorn C. As bases farmacológicas da terapêutica de GOODMAN & GILMAN. 12a Ed. Porto Alegre: Mc Graw Hill, 2012. CAMPBELL, William W. DEJONG: o exame neurológico. 7a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. CERRI, Giovanni Guido; LEITE, Claudia da Costa; ROCHA, Manoel de Souza. Tratado de Radiologia InRad HCFMUSP, volume 1: neurorradiologia, cabeça e pescoço. Barueri: Manole, 2017. MELO-SOUZA, Sebastiao Eurico; PAGLIOLI NETO, Eliseu; CENDES, Fernando. Tratamento das doenças neurológicas. 3a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. 123 SP 3.5 - Quem é você? Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Formação hipocampal (Caracterizar os tipos celulares em cada componete relacionando com os aspectos funcionais da memória): • Giro denteado • Hipocampo • Subiculum Descrever a localização e características funcionais dos neurônios localizados no Núcleo Basal de Meynert e relacionar com a memória. Relacionar formação hipocampal e núcleo basal de Meynert com a evolução da doença de Alzheimer, destacando a ordem de acometimento. Descrever a fisiopatologia da doença de Alzheimer. 124 Compreender as alterações morfológicas envolvidas na doença de Alzheimer. Reconhecer os achados de imagem da Doença de Alzheimer e da demência vascular. 125 REFERÊNCIAS DANGELO, J.G.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Atheneu. 3ª. Edição. São Paulo: 2007. MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2014. NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 5ª.edição. Elsevier. São Paulo, 2011. JUNQUEIRA, LC; CARNEIRO, J. Histologia básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. KUMAR, V.; ABBAS, A.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran – Patologia – Bases Patológicas das Doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. 126 Diagnóstico de síndromes demenciais Medicina Laboratorial ROTEIRO PARA ESTUDO CASO DE APLICAÇÃO Josefina, 65 anos, viúva, aposentada, católica, com escolaridade até ensino fundamental completo. Vem à consulta, trazida pela irmã, devido a queixa de que “está esquecida”. A acompanhante relata que, há um ano da consulta, a paciente iniciou quadro de esquecimento para fatos recentes e cotidianos: esquece onde deixa objetos e não lembra o que comeu nas refeições do dia. Contudo, lembra-se muito bem dos acontecimentos de sua infância. Além disso, a paciente refere que sente fraqueza e astenia. Sua irmã reclama que ela não quer mais sair de casa para ir à missa, como fazia diariamente nos últimos 10 anos. No último mês, passou a apresentar também parestesias nos membros inferiores, o que tem dificultado sua deambulação e se tornou mais um motivo para não sair de casa. Inclusive apresentou 01 episódio de queda da própria altura nesse intervalo de tempo. A paciente e a acompanhante negam outros sintomas como lipotímia ou sincope, convulsões, movimentos involuntários, cefaleia, distúrbios do sono ou do comportamento e incontinências esfincterianas. Relatam independência para atividades básicas de vida diária e dependência parcial para atividades instrumentais (não consegue fazer compras sozinha, por dificuldade de cálculo). Hipertensa e diabética de longa data (compensadas) e refluxo gastroesofágico em tratamento há 10 anos. Nega antecedentes de cirurgias e alergias. O exame neurológico demonstrou desorientação temporo-espacial, Miniexame do estado mental 18 – perdeu pontos na orientação temporo-espacial, fixação e evocação de palavras e no desenho, sem alterações de pares cranianos, massa muscular, tônus e força preservada, Sinal de Romberg positivo, déficit de sensibilidade vibratória em membros inferiores, com preservação da sensibilidade tátil superficial e térmica. 127 Reflexos preservados. Marcha atáxica. Exames laboratoriais: Hb 8,7 g/dL, Ht 26%, VCM 113 fl, leucocitos 6.800, plaquetas 300.000, creatinina 1,04 mg/dL, ureia 29 mg/dL, sódio 138 mg/dL, potássio 3,3 mg/dL, vitamina B12 100 pg/mL, TGO 22 TGP 11 glicose 90 mg/dL TSH 2,74 µUI/mL, sorologias virais e VDRL negativos. Tomografia de crânio: atrofia cortical difusa, mais acentuada em lobo frontal, sem outras alterações. 1) Qual o sintoma chave e como investigá-lo? 2) Qual a principal hipótese de diagnóstico? 3) Quais os diagnósticos diferenciais? 128 REFERÊNCIAS BERTOLUCCI, Paulo H F et al. Guias de Medicina Ambulatorial e Hospitalar da UNIFESP-EPM: Neurologia. Barueri: Manole, 2011. NITRINI, Ricardo et al. Condutas em neurologia. 11a Ed. Barueri: Manole, 2016. ROWLAND, Lewis P; PEDLEY, Timothy A. MERRITT: Tratado de neurologia. 12a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. ABDO, Carmita Helena Najjar et al. Doenças dos olhos; doenças dos ouvidos, nariz e garganta; neurologia; transtornos mentais. Volume 2a Ed. Barueri: Manole, 2016. BRUNTON, Laurence L; CHABNER, Bruce A; KNOLLMANN, Bjorn C. As basesfarmacológicas da terapêutica de GOODMAN & GILMAN. 12a Ed. Porto Alegre: Mc Graw Hill, 2012. CAMPBELL, William W. DEJONG: o exame neurológico. 7a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. CERRI, Giovanni Guido; LEITE, Claudia da Costa; ROCHA, Manoel de Souza. Tratado de Radiologia InRad HCFMUSP. Volume 1: neurorradiologia, cabeça e pescoço. Barueri: Manole, 2017. MELO-SOUZA, Sebastiao Eurico; PAGLIOLI NETO, Eliseu; CENDES, Fernando. Tratamento das doenças neurológicas. 3a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. 129 REFERÊNCIAS SUGERIDAS Básica BERTOLUCCI, Paulo H F et al. Guias de Medicina Ambulatorial e Hospitalar da UNIFESP-EPM: Neurologia. Barueri: Manole, 2011. NITRINI, Ricardo et al. Condutas em neurologia. 11a Ed. Barueri: Manole, 2016. ROWLAND, Lewis P; PEDLEY, Timothy A. MERRITT: Tratado de neurologia. 12a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. Complementar ABDO, Carmita Helena Najjar et al. Doenças dos olhos; doenças dos ouvidos, nariz e garganta; neurologia; transtornos mentais. Volume 2a Ed. Barueri: Manole, 2016. BRUNTON, Laurence L; CHABNER, Bruce A; KNOLLMANN, Bjorn C. As bases farmacológicas da terapêutica de GOODMAN & GILMAN. 12a Ed. Porto Alegre: Mc Graw Hill, 2012. CAMPBELL, William W. DEJONG: o exame neurológico. 7a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. CERRI, Giovanni Guido; LEITE, Claudia da Costa; ROCHA, Manoel de Souza. Tratado de Radiologia. InRad HCFMUSP, volume 1: neurorradiologia, cabeça e pescoço. Barueri: Manole, 2017. MELO-SOUZA, Sebastiao Eurico; PAGLIOLI NETO, Eliseu; CENDES, Fernando. Tratamento das doenças neurológicas. 3a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. 130 Agenda para TBL TBL 1 2 3 4 5 https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali 131