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CARLOS AUGUSTO BRANDÃO – 2019.1 Citologia Mamária EPIDEMIOLOGIA E CONCEITOS GERAIS • O câncer mamário é o segundo mais comum, doença multifatorial. • 25% dos novos casos todo ano no mundo e 29% no Brasil. O IARC 2018 apresenta valor de 46.3% de incidência, com 13% de mortalidade. • O câncer mamário geralmente se expressa em idades acima de 50 anos, casos antes disso têm carácter genético, sendo por volta de 5-10%. ▪ Obesidade, sedentarismo, alcoolismo, tabagismo, exposições frequentes a radiações ionizantes, estresse, maior número de ciclos ovarianos, hormônios. ▪ Os efeitos da radiação podem promover alteração tanto positivamente em genes tumorais, como negativamente em genes supressores, principalmente BRCA1 e BRCA2. • O câncer vai ter três classificações, principalmente, envolvendo os seguintes conceitos: 1-Luminal (++-) 2-Super Her-2 (--+) 3-Triplo negativo (---) • Receptor de estrógeno, Receptor de progesterona, Superexpressão de Her-2 • O diagnóstico é a partir de: Biópsia + Imunohistoquímica + Molecular ▪ A biópsia é realizada a partir da técnica de PAAF (Punção Aspirativa com Agulha Fina), que tem objetivo de obter material de células que compõem os nódulos, podendo promover o esvaziamento completo de cistos palpáveis ou inflamados, promovendo alívio das dores mamárias. • As alterações no tecido mamário podem ser: Inflamação, Lesão epitelial benigna e Carcinoma de mama. ▪ A lesão epitelial pode ser dividida em três: Proliferação mamária não proliferativa, Proliferação mamária sem atipia e Proliferação mamária com atipia. Com o maior decorrer dessas alterações, maior também é o risco de câncer. INFLAMAÇÃO • A mastite é a inflamação dos ductos mamários que atinge as mulheres principalmente nos três primeiros meses de amamentação. A mastite pode ser provocada pelo entupimento dos ductos, que pode ser tanto por leite, como por bactérias. • Podem se apresentar de forma aguda (infiltrado rico em neutrófilos) e de forma crônica (infiltrado linfoplasmócitário). • Inflamações agudas são mais comuns em mamas gestantes, enquanto a crônica se origina principalmente após traumatismos. ▪ A mastite pode se apresentar de três tipos: Mastite aguda, Mastite crônica e Mastite granulomatosa. ▪ Lesões: • Ductal e lobular são os tipos mais encontrados, podendo os ductais serem subclassificados (Todos os tumores são ductais, a diferença é o local) • Não proliferativa (alterações fibrocísticas) – Existe a formação de nódulos e cistos, não afetando risco para câncer de mama. Essas alterações incluem fibrose e/ou cistos simples, hiperplasia, adenose, ectasia ductal, tumor filoide, papiloma único, necrose, fibrose periductal, metaplasia escamosa e apócrina, calcificações, tumores benignos, como lipoma, hamartoma, hemangioma, neurofibroma e adenomioepitelioma. • Proliferativa sem Atipia – Estas condições mostram o crescimento excessivo das células dos ductos ou lobos, e incluem hiperplasia ductal, fibroadenoma, adenose esclerosante, papilomatose e cicatriz radial. • Proliferativa com Atipia – Existe um crescimento excessivo das células dos ductos ou lobos, com algumas das células normais não aparecendo. Eles têm um forte efeito sobre o risco de câncer de mama, elevando-o de 3 a 5 vezes. Estes tipos de lesões incluem: hiperplasia ductal atípica e hiperplasia lobular atípica. Não é possível visualizar em exames de imagem, sendo difícil prevenção. • Carcinoma – É considerado maligno, podendo se apresentar in situ e invasor, podendo se apresentar com diversos nomes. CARACTERÍSTICAS GERAIS • A mama muda conforme a idade, ciclo hormonal e estado reprodutivo. Na menopausa, a mama sofre involução, ocorrendo a substituição do tecido conjuntivo por gordura. • O tecido de origem de células mamárias é o mesenquimal. O tecido mamário sofre ação da prolactina e ocitocina. ▪ A prolactina age nos ácinos, estimulando a produção de leite. ▪ A ocitocina age nas células mioepiteliais, responsáveis por contrair o lobo e expulsar o leite para os ductos. • Os ácinos têm sua formação completa na gestação, ou seja, numa condição onde não existe a gravidez, os ácinos não são formados. É dentro dos ácinos onde ocorre formação dos cistos. • Células do ácino e dos ductos são a mesma, porém sofrem estímulos diferentes. • Ácinos→Lóbulos→Ductos→Ductos terminais→Ductos extralobulares→Seios lactíferos→Ductos lactíferos→Mamilo. HISTOLÓGICO • Tecido é formado por ▪ Epitélio escamoso pavimentoso queratinizado ▪ Duas camadas de células cúbicas ▪ Uma cama de células cúbicas ou colunares (Ductais) • O lóbulo fica em uma região cercada pelo estroma. • A célula da mama pode promover a secreção tanto de forma apócrina como merócrina. ▪ Apócrina→As glândulas apócrinas liberam suas secreções nos canais dos folículos pilosos, e apresentam partes do citoplasma da célula na secreção liberada pela glândula, visto que a secreção é produzida a partir da membrana plasmática. ▪ Merócrina→A secreção é realizada a partir de exocitose, eliminando apenas a secreção e mantendo seu citoplasma praticamente intacto. • Componentes normais de um aspirado mamários ▪ Células epiteliais ductais→Apresenta células coesas com forma cubóide, pouco citoplasma cianofílico ou basofílico, núcleos grandes e uniformes, esféricos ou ovais, com uma cromatina fina. ▪ Células apócrinas→São células metaplásicas do epitélio ductal mamário, sendo produzidas para repor células danificadas. Tem um formato pleomórfico com citoplasma abundante e granular, com cor vermelha ou rosácea. Nucléolo proeminente e eosinofílico, geralmente organizadas em lençóis. ▪ Células espumosas→São macrófagos com citoplasma delicado e vacuolizado e núcleo excêntrico e irregular que desempenham seu papel no processo de defesa e remoção de produtos degradados. ▪ Células mioepiteliais→Importante marcadora de integridade tecidual, indicando benignidade por entre os folhetos de células epiteliais ductais. Apresenta forma de pequenos núcleos hipercromáticos e fusiformes de citoplasma pouco visível (citoplasma não é corado). Isoladas de células ductais, apresentam núcleos levemente alongados com pouco citoplasma. São responsáveis por contrair e expulsar o leite, sendo ricas em actina. • Alterações fibrocísticas (Alterações morfológicas exageradas da mama) ▪ Hiperplasia ductal atípica→Lesão benigna que significa que o tecido ductal sofreu hiperplasia, podendo promover o entupimento dos ductos. Geralmente as células apresentam disposição anormal ou atípica, sendo assintomático e identificado por mamografia e biópsia. O crescimento exacerbado das células ductais pode promover o desaparecimento das células mioepiteliais. ▪ Cistos mamários→Dilatação dos ácinos revestido por uma única camada de epitélio cúbico ou achatado. São alterações benignas que podem ser únicas ou múltiplas. Os cistos vão apresentar líquido no seu interior (Água + Sais minerais) revestido por uma única camada de epitélio. A formação de ácinos é relacionada com flutuações hormonais ao longo do ciclo menstrual. ▪ Metaplasia apócrina→Associado à formação de cistos, assumindo um aspecto mais exuberante com padrão papilar. A metaplasia se origina a partir de células de reserva, causando estraficação e obstrução do lúmen. ◦ Células apócrinas apresentam grande quantidade de citoplasma, com uma cor bem mais escura, se localizando dentro do cisto. PROCESSAMENTO DE MATERIAL MAMÁRIO • Existem ao menos 4 formas de obter material mamário: Descarga papilar, punção aspirativa por agulha fina (PAAF), Fluido ductal (Lavagem ductal e aspiração do fluido) e respaldo intraoperatório. • Descarga papilar ▪ Nemsempre lesões vão causar descarga papilar, então sua busca deve ser feita após observação de massas palpáveis ou sinais de câncer de mama. ▪ Não deve ser usado para concluir diagnóstico. Se o material for obtido, pode ser analisado, porém devem ser realizados outros exames, como PAAF. ▪ A coleta deve ser realizada com cuidado, visto que uma má feita pode obter material do mamilo. Material papilar sai me horários noturnos devido os níveis hormonais. Em lesões ulcerativas no mamilo pode ser usado a técnica de Imprinting. ▪ Conteúdo da amostra • Normal: Macrófagos, células em metaplasia apócrinas. Descarga bilateral. • Patológico: Sinais inflamatórios nas células. Descarga unilateral, pode haver sinais de ectasia ductal, hiperplasia cística e descarga hemorrágica, o que pode sinalizar papiloma ductal ou carcinoma. • Punção aspirativa por agulha fina (PAAF) ▪ Método rápido, simples e econômico, podendo ser realizado tanto em lesões palpáveis como não palpáveis, não existe risco de promover metástase, não necessita de anestesia. Mesmo sendo simples, deve ser realizado com cuidado para evitar formação de hematomas e deve ser feita de forma horizontal, evitando risco de pneumotórax. • Especificidade: 98-100% • Acurácia: 77-99% • Sensibilidade: 72-99% ▪ A área do cisto deve ser varrida pela agulha, movimentando a agulha para tentar capturar o máximo de material. Pode ser realizado esfregaço após obtenção da amostra. ▪ Quando existir calcificações, a técnica não é recomendada, visto que ia ser a mesma coisa que empurrar uma pedra, sendo necessário biópsia. ▪ O material pode ser preparado de várias formas: • Fixação ao Ar, aquecimento, congelamento, fixadores coagulativos (Líquido de Bouin e Líquido de Carney), aditivos (formol e formaldeído) e álcool, que é o mais usado. ▪ A coloração geralmente é papanicolau, mas pode ser feita também MGG e HE. • Triplo diagnóstico ▪ Clínico (Palpação) + Achados radiológicos + Análise por PAAF • Deve ser feito o conjunto para obter diagnóstico final. ▪ A citologia vai ser adequada quando existir células mamárias presentes, devendo ser sinalizado a observação de uma única célula atípica. • Numa citologia normal se observa: Epitélio ductal, mioepiteliais, apócrinas, adiposo, células inflamatórias e musculatura lisa. ▪ Escassez celular inviabiliza o quadro de diagnóstico. ▪ Aparecimentos • Cisto acelular→Macrófagos, detritos celulares. • Cisto celular→Células apócrinas, epitélio ductal raro. • Lipoma→Células mamárias escassas, grande quantidade de lipócitos e adipócitos. ▪ Má fixação, exsudato inflamatório e hemorragia podem inviabilizar a amostra. LESÕES INFLAMATÓRIAS • Apresenta células com características reativas, PMN, hemácias, plasmócitos, debris celulares, histiócitos gigantes multinucleados e células espumosas. • Mastite é uma inflamação que geralmente causa dor e desconforto nos peito, principalmente em mães na primeira semana de amamentação, podendo ser dividida em três tipos. ▪ Mastite aguda ou puerperal→Inflamação que pode ou não evoluir para uma infecção, sendo comum na fase puerperal. Inicialmente resulta de estase láctea, distensão alveolar, obstrução do fluxo de leite e entupimento do ducto por anticorpos IgG, propiciando o surgimento de infecção bacteriana, principalmente Staphylococcus, Streptococcus e Escherichia coli. Vai ter aparição de PMN, debris celulares, macrófagos, histiócitos e hemácias. ▪ Mastite crônica→É a cronização da aguda, podendo ser causada por uma inflamação pós amamentação, pós-menopausa, agente infeccioso, tumor, necrose ou doença autoimune. Ausência de PMN, com predomínio de linfócitos. ▪ Mastite granulomatosa→Também chamada de mastite lobular granulomatosa, é uma rara doença inflamatória que tem etiologia desconhecida. Ocorre principalmente em mulheres jovens com lactação recente. A diferença da mastite crônica e granulomatosa é a aparição de histiócito gigante multinucleado (epitelioide). • Lesões benignas não inflamatórias ▪ Não proliferativa • Fibrocística→Mais frequente, pouco sintomática, causado por supercrescimento de unidades mamárias. ▪ Cistos→Crescimento de células ductais no cisto hiperplasiado. Contorno liso, móveis, fibro elástico, aparecendo em processos involutivos da mama por diminuição no estrógeno. Projeções papilares. ▪ Metaplasia apócrina→Hiperplasia de células de reserva. Apresenta projeções apócrinas, não tendo uma fibra central como na projeção papilar, com localizações intracísticas. ▪ Fibrose do estroma interlobular→Maior densidade do colágeno no espaço peri cístico, por conta do rompimento do cisto. ▪ Adenose→Maior quantidade de ácinos por lóbulo, que pode apresentar fibrose intralobular. ▪ Proliferativas • Tumores fibroepiteliais / Alterações fibroepiteliais (Tec. conjuntivo) ▪ Fibroadenoma→Formação de uma cápsula com material muito denso no interior, com agrupamento plano com ramificações, estroma pouco celular e limites nítidos. ▪ Tumor Phyllodes→Pode ser classificado como benigno, suspeito ou maligno. É uma rara neoplasia fibroepitelial, com um amplo aspecto morfológico. O estroma é bem mais celular, com grupamentos pequenos, células soltar e maior atividade de fibroblastos, sendo as principais diferenças em comparação ao fibroadenoma. LESÕES PRÉ-MALIGNAS E MALIGNAS • Lesões mamárias são difíceis de serem identificadas, apresentando muitas semelhanças em quadros considerados de diferentes graus ▪ Hiperplasia ductal atípica = Carcinoma ductal de baixo grau = Carcinoma ductal in situ • As lesões são divididas em 5 classificações ▪ C1 = Insatisfatório ▪ C2 = Benigno ▪ C3 = Atípico, mas provavelmente benignos ▪ C4 = Atípico, sugestivo de malignidade ▪ C5 = Maligno • Hiperplasia ductal sem atipia ▪ Pode ser classificada em • Leve→2 a 4 camadas • Moderada→Mais de 4 camadas • Florida→Numerosas camadas, obstruindo quase que totalmente o lúmen. ▪ A classificação de hiperplasia ductal atípica vai ser a mesma, a única diferença vai se as formas celulares. ▪ Observações a serem feitas para diferenciar de atípico • Formações de pontes através do lúmen, núcleos com perda de polaridade, buscar irregularidade nos núcleos e presença de mioepiteliais. ▪ Características • Amplo ou múltiplos agrupamentos coesos, dispostos geralmente em colmeia; raras células isoladas; núcleo discretamente irregular (redondas ou ovais, com membrana lisa); cromatina nuclear fina a grosseira; nucléolos discretos; comum a presença de mioepiteliais e apócrinas. Atipia mínima, sem sobreposição. Classificação com essas características seria C3. • Células podem ter suas diferenças naturalmente, mas se existir um monomorfismo, não existe malignidade. • Hiperplasia ductal atípica x Carcinoma ductal in situ de baixo grau ▪ Pobre correlação histocitológica, sendo muito semelhante e difícil de diferenciar, contando com um diagnóstico subjetivo. ▪ Diversas formas, separadas em dois grupos • Não-comedo→Sólido, cribiforme (tenta fechar, mas forma buraco) e papilar (crescimento como galhos de árvore), com aparência muito semelhante. • Comedo→Espalhafatoso, apresentando pleomorfismo nuclear intenso, inflamação e fundo necrótico. Aparece em uma lesão bem mais avançada, facilitando o diagnóstico de malignidade. ▪ Celularidade moderada a alta; diversas formas; diminuição da coesão; núcleos atípicos; pleomorfismo nuclear; perda de polaridade; difícil visualização de células apócrinas; diminuição de mioepiteliais; núcleos hipercromáticos; sobreposição. ▪ Em particular, o carcinoma ductal infiltrante vai apresentar perda da coesão e aparência plasmocitóide. • Hiperplasia lobular (Neoplasia intraepitelial lobular)▪ Alterações muito discretas apresentando-se muito semelhante ao carcinoma ductal in situ, com distinção feita a partir de critérios quantitativos e expressão de E-caderina. • E-caderina positivo = Ductal • E-caderina negativo = Lobular ▪ Não se procura por hiperplasia lobular, ela simplesmente aparece ao juntar as características: • Celularidade moderada; células pequenas com aspecto de benignidade; vacúolos em alvo (precipitado no meio); mioepiteliais podem aparentar características diferentes de tecido normal. ▪ PAAFs em grávidas ou mulheres em período de amamentação podem apresentar características semelhantes. • Bi-Rads ▪ É a classificação usada em mamografias para indicar o risco do câncer de mama. ▪ A tipo 3 é a mais comumente visualizada nos exames • A PAAF adequada desse tipo pode ter ou não a presença de células ductais, cistos ou nódulos, respectivamente. Os cistos geralmente se apresentem acelulares, podendo ter a presença de alguns macrófagos, enquanto os nódulos apresentam celularidade. ▪ A do tipo 4 é suspeita, podendo ter subclassificação de A, B e C, pois lesões como hiperplasia ductal com atipia, carcinoma in situ e invasor podem ser apresentar muito semelhantes. Existe um aumento da densidade de células e irregularidade na amostra celular. ▪ Uma boa definição só é garantida nas classificações C2 (Benigna) e C5 (Maligna). • Classificação molecular do câncer ▪ A partir da Imunohistoquímica podemos determinar o tipo do câncer. • Luminal A: RE e/ou RP+, HER2- e CK5/6- • Luminal B: RE e/ou RP+, HER2+ e CK5/6- • Basal Like: RE-, RP-, HER2- e CK5/6+ • HER2+: RE-, RP-, HER2+ e CK5/6- ▪ A partir da classificação molecular o tratamento pode ser melhor direcionado, podendo-se fazer um tratamento antes de retirar a mama, evitando uma metástase, ou pode se optar diretamente pela retirada da mama. • Zona cinza da citologia ▪ 7-20% de todos os PAAFs ficam sem um laudo totalmente específico devido dificuldade em se identificar o grau da lesão. ▪ Erros nas fases podem dificultar a identificação da lesão. • Pré-analítica: Má fixação, hemorragia, poucas celularidade e erros na coloração. • Analítica: Citologista inexperiente é a principal causa de erros, pois o fator pouca experiência dificulta a diferenciação de lesões. ▪ Para diminuir a zona cinza, as principais abordagens são diminuir os erros na fase pré-analítica, ter um citologista experiente e seguir os parâmetros para diferenciar padrões benignos de malignos. • Nas lesões pré-malignas e malignas podem haver aparição de diferentes sinais, dentre os quais: Mitoses atípicas, canibalismo celular, pleomorfismo nuclear, anisonucleose, presença de macronucléolos, microcalcificações, menor coesão. ▪ Em lesões malignas é pouco comum a presença de células apócrinas. ▪ Em grande parte dos casos onde existem núcleos atípicos e calcificações, o diagnóstico mais provável é o carcinoma ductal. • O lugar mais frequente é o ducto-lobular terminal. CARCINOMAS • Carcinoma ductal ▪ 40-70% ▪ Pode aparecer nas formas: Sólido, cribiforme, papilar, micropapilar e comedo carcinoma (avançado pleomorfismo nuclear). ▪ Características: Pleomorfismo nuclear, siderófagos (macrófagos que vão fagocitar o sangue), núcleo hipercromático, restos celulares, perda de coesão, anisonucleose, canibalismo, células plasmocitóide, necrose, inclusões nucleares (muito avançado). ▪ Carcinoma ductal invasivo tem todos os sinais aumentados. • Carcinoma lobular ▪ 10-15% ▪ Hiperplasia lobular atípica x Carcinoma lobular in situ e Carcinoma lobular in situ x Carcinoma lobular invasor, todos apresentam características muito semelhantes, sendo difícil a distinção ▪ Características: Formação de fila indiana (fila única), alterações nucleares atípicas, anisonucleose, pleomorfismo nuclear, anel de sinete com mucina no meio (célula targetoide), vacúolos, canibalismo. ▪ Diferenciação é dos tipos é unicamente na histologia. • Carcinoma papilar ▪ 0,3-2% ▪ Raro, com um bom prognóstico, não provocando muitos sinais e raramente provoca metástase. ▪ Forma papilar→Centro fibroso com grande quantidade de células nas bordas, apresentando atipias nucleares, pleomorfismo e perda de coesão. • Carcinoma tubular ▪ <2% ▪ Pequenos ou grandes pedaços de agregados tubulares, com atipia discreta ou mais agravada em estágio avançado. • Essa forma é por conta do local de origem do carcinoma, sendo originado dentro de um tubo, tendo uma limite bem definido, podendo se despedaçar na coleta. ▪ Características: Monomorfismo nuclear, gravidade nuclear alterada, pleomorfismo, formato de taça (em alguns casos). • Carcinoma mucinoso ▪ 1-6% ▪ “Mancha” na preparação vai representar a mucina, podendo se observar um capilar passando por dentro da mucina. ▪ Pode haver mucina em outros carcinomas, porém o capilar só aparece no mucinoso. • Carcinoma medular ▪ 5% ▪ Acentuado pleomorfismo com grande presença de linfócitos típicos, num arranjo sincicial, bordas indefinidas, hipercromasia e pode haver nucléolos. • Carcinoma apócrino ▪ Raro, sendo difícil diferenciar de uma apócrina benignas ▪ Citoplasma abundante, granular e eosinofílico, na papanicolaou, com um grande pleomorfismo e núcleos com nucléolos