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GERENCIAMENTO EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Inês Lucia Tristacci1 Jacqueline Mercedes Siviero Karkaba 2 Resumo A governança de TI é de responsabilidade dos executivos e da alta direção, consistindo em aspectos de liderança, estrutura organizacional e processos que garantam que a área de TI da organização suporte e aprimore os objetivos e as estratégias da organização. Segundo o PMBOK, projeto se caracteriza por temporalidade e resultado, serviço ou produto único e elaboração progressiva. Esta definição representa perfeitamente o produto de uma Fábrica de Software, onde se apresentam com modelos de estruturação fortemente coesos, cujos processos de produção podem e devem se apoiar no conjunto de conhecimentos em gerenciamento de projetos oferecido pelo PMBOK, possibilitando um grau de evolução elevado o bastante para se firmar como uma alternativa de solução viável aos anseios de prazo, custo e qualidade requeridos pelo mercado consumidor. Palavras-chave: Gerenciamento de Projetos. Tecnologia da Informação. Fábrica de Software. 1 INTRODUÇÃO Com a crescente necessidade de boa estrutura em tecnologia da informação por parte de empresas de todos os portes, o gerenciamento de serviços em TI é cada vez mais importante, tanto para empresas que prestam serviços terceirizados, quanto para setores de TI internos. Na eterna busca por redução de custos aliada à melhora nos serviços, muitas empresas estão percebendo gradativamente os benefícios de priorizar a tecnologia em seu dia a dia e dedicando maior espaço para essa área no seu planejamento estratégico, tornando o setor de TI cada vez mais responsável pela gestão da empresa. Quando uma organização decide por automatizar seja totalmente ou parcialmente seus processos, certamente ela estará buscando por redução nos custos e riscos. Essa exigência é clara e cresce ao passo que, com bons resultados no aproveitamento da tecnologia, a empresa aumenta seu número de fornecedores, clientes e parceiros, tornando mais complexo o cenário 1 Graduada Tecnologia em Processos Gerenciais. Pós-Graduada em Docência no Ensino Superior. Uniasselvi 2 Orientadora do Curso 2 de trabalho dos profissionais de TI. Para demonstrar o retorno no investimento, o setor ou empresa de TI pode-se valer de justificativas como melhorias nos processos administrativos, agregação de valores para o negócio, segurança das informações e garantia de funcionamento. Entretanto, para alcançar esses benefícios e mantê-los funcionais, a área de TI precisa estar consciente da importância do GSTI – Gerenciamento de Serviços em TI. Antes de poder atuar na gestão de outros setores ou empresas, a área de TI necessita estar totalmente organizada e apta a suportar qualquer demanda, respondendo-a com o máximo de qualidade possível. Na adoção do gerenciamento de serviços consegue-se melhorar a qualidade do serviço prestado, transparecendo mais confiabilidade no suporte que estará sempre disponível e capaz de restaurar qualquer serviço se houver necessidade. Esse programa consiste na união de pessoas, processos e ferramentas definidos para cooperarem e gerarem controle total sobre os níveis de serviços acordados com o cliente. Vale lembrar que de nada adianta somente um dos itens estar em pleno funcionamento, pois pessoas competentes não conseguirão desempenhar seu máximo sem boas ferramentas e processos de trabalho claros. Relação entre os pilares do Gerenciamento de Serviços em TI. Para controlar a efetividade de GSTI - Gerenciamento de Serviços em Tecnologia da Informação, existem métricas que definem a atual capacidade e as futuras necessidades de melhorias da empresa fornecedora, utilizando-se de processos definidos e controlados para motivar a equipe e manter a organização e satisfação de todos, inclusive do cliente, que tem garantia do que lhe foi prometido. É claro que boa parte dos benefícios obtidos com um programa de Gerenciamento dos Serviços em TI pode levar um bom tempo para ser percebida, mas também pode-se observar benefícios em curto prazo. Ao alcançar o pleno funcionamento do GSTI, muitas empresas 3 alavancam seu crescimento muito mais rápido. É preciso ter consciência de que empresas desorganizadas não têm mais espaço no mercado de tecnologia da informação, já que nenhuma empresa entregará seu negócio nas mãos de pessoas que não demonstrarem qualidade e garantirem bom desempenho naquilo que prometem. Gerenciamento das partes interessadas, de competências e ferramentas de TI para Projetos. Identificar todas as partes interessadas, pessoas, grupos ou organizações que podem ter impacto ou serem impactados por uma decisão, atividade ou resultado do projeto e analisar e documentar informações relevantes no que se refere aos seus interesses, nível de engajamento, interdependências, influência, e seu possível impacto no sucesso do projeto. Com isso, desenvolver estratégias apropriadas de gerenciamento para engajar as partes interessadas, planejar o gerenciamento dos stakeholders, utilizando as ferramentas e técnicas para planejar e engajar as partes interessadas. Para controlar o engajamento das partes interessadas, desenvolver competências para gerentes de projeto e, por fim, ferramentas e novas tecnologias de TI para gerenciar projetos. O Gerenciamento de Serviços de TI envolve antes de mais nada, entender as necessidades e expectativas do cliente, e buscar o meio mais apropriado de atendê-las. É enxergar uma organização mais do que um grupo de profissionais especializados, executando tarefas técnicas isoladas dentro de suas áreas de expertise, e sim com uma visão de como tudo isso se encaixa e, principalmente, com a visão do cliente que espera na outra ponta. Enxerga que todas as atividades de uma organização de TI, do levantamento de requisitos para o desenvolvimento de um novo sistema, ao monitoramento dos equipamentos que sustentam os sistemas já em produção, estão conectadas e devem ser gerenciadas por meio de parâmetros de qualidade, tempo e custo, para que tal organização de TI possa atender e surpreender seus clientes. O Gerenciamento de TI, portanto, também envolve aspectos de marketing, operacionais, financeiros e de gestão de pessoas. Gerenciamento das partes interessadas, de competências e ferramentas de TI para projetos, identifica todas as partes interessadas, pessoas, grupos ou organizações que podem ter impacto ou serem impactados por uma decisão, atividade ou resultado do projeto e analisar e documentar informações relevantes no que se refere aos seus interesses, nível de engajamento, interdependências, influência, e seu possível impacto no sucesso do projeto. Com isso, desenvolver estratégias apropriadas de gerenciamento para engajar as partes interessadas, planejar o gerenciamento dos stakeholders utilizando as ferramentas e técnicas para planejar e engajar as partes interessadas. Conhecendo assim, estratégias para controlar o 4 engajamento das partes interessadas, desenvolver competências para gerentes de projeto e, por fim, casos, ferramentas e novas tecnologias de TI para gerenciar projetos. Salienta-se a importância de realizar um planejamento criterioso do projeto, um gerenciamento do processo de execução do projeto e uma análise final dos resultados. É importante que todo este processo seja documentado em todas as fases. É importante que seja realizado uma análise de risco do projeto para subsidiar as decisões relacionadas ao respectivo projeto. “Planejar rapidamente visando atender ao senso e à necessidade permanente de urgência das organizações é uma tendênciaevidente no trabalho com projetos. Visando atender esse senso crítico de urgência, muitos projetos são executados sem qualquer tipo de planejamento sob o pretexto de que o planejamento leva tempo e prejudica o senso de urgência pretendido” (VARGAS, 2011). Todo o planejamento de um determinado projeto descreve todo o processo de execução do respectivo projeto e assim, na fase de execução é que apresentará as eventuais falhas cometidas na fase de planejamento. Por este motivo, é importante realizar um planejamento detalhado de cada etapa de execução visando minimizar a existência de possíveis falhas na fase de execução do respectivo projeto. “Percebeu-se então a necessidade de um gerenciamento integrado e alinhado aos objetivos estratégicos de curto, médio e longo prazo. É neste ponto que se encaixa o gerenciamento do portfólio, pois seu propósito é auxiliar as organizações na coordenação integrada das iniciativas, com práticas específicas para seleção, priorização, alocação de recursos, definição de responsabilidades e gerenciamento de riscos, considerando os objetivos estratégicos ao longo do tempo” (ZUCCOLAN, 2013). “Avalia o conhecimento técnico necessário para se realizar o projeto. Quanto maior é o conhecimento técnico disponível, maior será a facilidade de se realizar determinado projeto e, consequentemente, menor será o “custo” de sua realização. É importante ressaltar que, caso exista a necessidade de se estabelecer um critério ou objetivo relacionado ao processo de aprendizado e desenvolvimento de novos conhecimentos organizacionais, esses critérios precisam estar associados ao conjunto de critérios estratégicos e não ao conhecimento técnico” (VARGAS, 2010). É importante considerar que o mercado globalizado tende a gerar uma competitividade maior entre as organizações. Assim, para sobreviver neste mercado competitivo, as organizações tendem a focar no planejamento e no gerenciamento dos seus respectivos projetos visando sobreviverem neste mercado. 5 “Ao longo dos anos as empresas vêm reconhecendo a importância do Gerenciamento de Projetos para o sucesso de suas iniciativas. Todas elas são mais bem gerenciadas e produzem melhores resultados quando são conduzidas sob a forma de projetos” (ROSA, 2014). 2. DESENVOLVIMENTO O resultado vem da prática. A consultoria promove as transformações e adequações necessárias na sua empresa, gerando mudanças organizacionais que permitem alcançar os objetivos de simplificação. Junto com a equipe se aplica aceleradores, os principais modelos de referência do mercado, abordagens inovadoras, metodologias de gestão e background de outros projetos. Este é o mundo dos visionários, dos empreendedores, dos realizadores, que buscam na tecnologia uma aliada para transpor limites e crescer. Temos uma visão profundamente humanista dessa contribuição e é a partir dela que atuamos para impulsionar pessoas e negócios. Compartilhar idéias para que o mundo fique melhor quando indivíduos e empresas se conectam a partir de um propósito comum. Por isso, valorizar o diálogo que gera confiança e colaboração na construção de soluções adequadas a cada necessidade. Oferecer experiência e conhecimento para ajudar os clientes a ter mais sucesso e, com isso, evoluir com eles. Para a empresa de tecnologia só faz sentido quando amplia as habilidades humanas e empresariais. Olhando o futuro com otimismo. Acreditando no crescimento humano com tecnologia. “Cada vez mais exigida no mercado atual, o Gerenciamento de Projetos é uma atividade que envolve a utilização de técnicas visando à clareza, a objetividade e a qualidade na sua execução. É de extrema importância que cada empresa adote práticas, estabelecidas pelo Project Management Institute - PMI, a partir da metodologia de gerenciamento de projetos estruturada em seu Project Management Body of Knowledge – PMBOK” (ROSA, 2014). A Empresa B possui o foco em soluções tecnológicas ágeis que simplificam e geram valor real no dia a dia das organizações. Trabalhando para evoluir o seu negócio de forma rápida, consistente e compatível com as mudanças cada vez mais aceleradas do nosso tempo, acreditando que os indivíduos e suas interações fazem o seu negócio. Este é o jeito de fazer: com tecnologia e simplicidade, promovendo o crescimento humano com tecnologia. A Empresa está buscando Agile Coaches para integrar o Center of Expertise (CoE), para atuar em programas de transformação organizacional em grandes clientes. As posições são para São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. O Agile Coach é um agente da mudança que tem 6 o objetivo de facilitar o processo da mudança, conduzindo as pessoas do estado atual ao estado futuro desejado. Segundo o Gartner, 75% da TI acontecerá em métodos ágeis até o ano que vem. O Programa Jornada Agile, realizado na TV Globo, está criando um modelo integrado de gestão, evolução e sustentação das aplicações da companhia, para conduzir o processo de transformação organizacional para uma cultura ágil. Cada empresa possui necessidades específicas, sejam operacionais ou de negócio. Porém, desenvolver uma solução eficaz, dentro do tempo adequado, com uma equipe especializada e tecnologia atualizada, requer um grande investimento para qualquer empresa. Devido a isso, muitas empresas buscam fábricas de software para realizar parte ou todo o ciclo de desenvolvimento, pois além do conjunto de expertise a empresa pode reduzir, ou até mesmo eliminar, investimentos e gastos com infraestrutura, espaço físico, contratação de profissionais e toda a gestão de desenvolvimento de sistemas e de aplicações. 2.1 ESCOPO DE FÁBRICA DE SOFTWARE As fábricas de software são classificadas de acordo com o seu escopo de atuação ou simplesmente pelo escopo do contrato com o cliente, conforme apresentado abaixo. Figura 1. Classificação de fábrica de software Fábrica de Componentes: dedicada ao desenvolvimento de componentes de software, realiza a codificação e o teste unitário. Por possuir extensa expertise na construção de soluções e no desenvolvimento dos mais diversos tipos de componentes, a fábrica de componentes acumula não apenas experiência de desenvolvimento, mas também os próprios componentes de sistemas e aplicações. Assim, além da redução do tempo usado no desenvolvimento da solução em si, esta variedade de componentes e de expertise em diferentes mercados pode oferecer uma visão mais abrangente e, consequentemente, contribuir com o aproveitamento de soluções em diferentes 7 situações de forma inovadora. Além disso, este tipo de fábrica de software pode fornecer componentes para outras fábricas de software. Fábrica de Testes: dedicada a realização de teste integrados, de aceitação e outros tipos de teste, tais como teste de desempenho, teste de segurança, teste funcional, teste operacional etc. Fábrica de Projetos Físicos: realiza a codificação, a especificação técnica, os testes unitários, os testes integrados e os testes de aceitação. É geralmente acionada quando o cliente possui uma área de TI que levanta as necessidades do negócio e as explicita em especificações funcionais, as quais são enviadas para a fábrica de software realizar o restante das etapas do ciclo de desenvolvimento de software. Fábrica de Projetos de Software: abrangem todas as atividades desde a especificação funcional, mas o cliente ainda é o responsável por definir a arquitetura desejada, que geralmente deverá ser aderente a sua infraestrutura e seu ambiente de TI. Fábrica de Projetos Ampliada: neste modelo a fábrica de software é responsável por todo ciclo de desenvolvimentode software. Todos os tipos de fábrica de software, independente da sua classificação, possuem processos definidos que atendem às necessidades de desenvolvimento. No caso das fábricas de componentes, por exemplo, o processo central refere-se à codificação e teste unitário, e deve estar baseado na adoção de frameworks de mercado como o OpenUP, o RUP ou o eXtreme Programming, que são processos focados em engenharia de software. Já para fábricas de projetos de software e fábricas de projetos ampliada o foco central está no gerenciamento do projeto e para tal deve-se utilizar métodos de gerenciamento de projetos como o Scrum, o Prince2 ou o PMBoK em conjunto com os processos de desenvolvimento de software. 8 2.2.1 MODELOS DE FÁBRICA DE SOFTWARE Outra variável importante na definição do foco da fábrica de software é dirigida ao que o cliente percebe como valor. Se para o cliente o mais importante é ter certeza do escopo a ser implementado antes de enviar para a fábrica de software, ele deverá optar por uma fábrica de software que utiliza métodos tradicionais. Mas se o cliente não tem certeza sobre o escopo ou ainda está em definição, ele deverá optar por uma fábrica de software que utiliza métodos ágeis. Para que essa diferenciação fique mais clara, basta comparar o Tradicional Triângulo de Ferro, que consiste de escopo, cronograma e custo com o Triângulo Ágil, que consiste de valor, qualidade e restrições. Figura 2. Triângulo de Ferro. O Tradicional Triângulo de Ferro do gerenciamento de projeto possui o escopo como principal condutor devido à falsa suposição de que o escopo seria conhecido logo no início do projeto, enquanto o custo e o cronograma variavam – embora alguns gerentes tentem atrelar todas as dimensões. Figura 3. Triângulo Ágil. No Triângulo Ágil as medidas são valor (para o cliente), qualidade (necessária para agregar valor contínuo ao cliente) e restrições (escopo, cronograma e custo). Restrições ainda são importantes parâmetros de projeto, mas não são as metas do projeto. O valor é a meta, e as 9 restrições podem precisar ser ajustadas a medida em que o projeto avança. O cronograma pode ainda ser uma restrição fixada, mas daí o escopo pode ser ajustado para agregar o mais alto valor dentro das restrições do cronograma, focando nas funcionalidades mais importantes. 2.3 DOCUMENTAÇÃO E EQUIPE DE DESENVOLVIMENTO O modelo de fábrica de software tradicional tem como premissa a preexistência de requisitos detalhados e completos, assumindo que todo o contexto pode ser definido pelo cliente no início e homologados por ele no final do desenvolvimento e que a principal forma de comunicação é a documentação. Ou seja, o processo “entra papel e sai código”, sem a garantia de que o desenvolvedor entendeu o que deve ser desenvolvido ou que o cliente vai receber no final do processo o produto que ele imaginava. Isso gera um problema, que é considerar a documentação como único meio de comunicação entre a área de negócio e o desenvolvimento, e a imprecisão da linguagem escrita pode sempre gerar erros de interpretação. Por isso, métodos ágeis utilizam conversas frequentes entre desenvolvedores, clientes e usuários no lugar de longas especificações funcionais. Ou seja, ao invés de gastar o tempo do cliente para especificar, revisar e dar aceite em extensas documentações é melhor investir o tempo do cliente para conversar com ele sobre o escopo, onde a própria equipe da Fábrica de Software pode sugerir soluções mais eficientes e mais baratas para o cliente, com a reutilização de seus componentes e frameworks. 2.3.1 CONTRATOS A forma de contratação pode limitar e definir o formato da fábrica de software, onde fábricas de software tradicionais trabalham com contratos com preço fixo para um escopo fechado e as fábricas de software ágeis trabalham com contratos do tipo tempo e material, na qual define-se o período de tempo e a quantidade de horas de cada perfil do time de desenvolvimento e o cliente encaixa neste tempo o escopo possível de ser entregue. 2.3.2 CONTRATO DE PREÇO FIXO É o formato preferido pelos clientes, pois o risco é transferido para a Fábrica de Software. Nesse modelo ocorre a definição de um preço fixo total para um determinado produto ou serviço ou resultado a ser fornecido. Podendo ser utilizado para entrega de todo o escopo de um produto ou para entregas parciais que podem ser realizadas por Sprints, que possuem o escopo fechado. 10 Cada Sprint pode ser considerado um micro contrato independente em que a Fábrica de Software é responsável pela entrega de um incremento de produto operacional, que deve atender aos critérios de aceitação do cliente. Porém, de acordo com o Scrum, as entregas podem não ser concretizadas devido a diversos fatores, chamados de impedimentos, o que pode inviabilizar este tipo de contrato. Outro fator que pode inviabilizar este tipo de contrato é o desejo do cliente mudar o escopo da Sprint em andamento, levando ao seu cancelamento, onde o desenvolvimento das funcionalidades pode estar em progresso e no momento do cancelamento a funcionalidade não estará em conformidade com os critérios de aceite do cliente e/ou inaptas para o uso, fazendo com que não seja considerada entregue. Para esses casos, podem ser negociadas exceções com pagamentos parciais de acordo com a etapa de desenvolvimento de cada funcionalidade, mas ainda assim poderão existir conflitos entre o Cliente e a Fábrica de Software devido a possíveis diferenças no entendimento sobre o progresso no desenvolvimento de cada funcionalidade. Por esses motivos que este tipo de contrato se adapta melhor a fábricas de software tradicionais, as quais possuem o escopo fechado e tratam mudanças com requisições de mudança, as quais são submetidas para aprovação do cliente. O que geralmente aumenta os custos do projeto e podem inibir a adaptação e a inovação. Para citar um exemplo, o Grupo B já desenvolveu projetos com este tipo de contrato e com métodos ágeis na Gerdau. Nesse cliente ocorreu a apresentação da visão geral das funcionalidades desejadas, as quais foram estimadas e após serem detalhadas e aprovadas pelo cliente foram enviadas para o desenvolvimento. Qualquer adição ou remoção que ocorreu no escopo houve a negociação dos valores e formalização por meio de requisições de mudança. É importante observar que neste exemplo o cliente já conhecia a maior parte do escopo, o que viabilizou este modelo de contrato. Já em outros clientes, que quiseram adotar este modelo de contrato sem ter conhecimento de escopo, foi necessário vender o serviço de Planejamento de Desenvolvimento de Sistemas, que tem como objetivo o levantamento dos requisitos e outras informações importantes para possibilitar a definição de estimativas de tempo e de custo, antes de avançar para o desenvolvimento. 2.3.3 CONTRATOS POR TEMPO E MATERIAL Permite a contratação de capacidade de desenvolvimento da Fábrica de Software, com definição do escopo que deverá ser entregue, mas sem a obrigação de realizar essa entrega ao 11 final da Sprint, pois durante a Sprint podem surgir impedimentos que inviabilizem a entrega de todo o escopo. Este modelo exige grande maturidade e acompanhamento da Fábrica de Software e do Cliente, já que a única maneira de monitorar o valor entregue pela Fábrica de Software é pela análise de indicadores de desempenho e reuniões de acompanhamento. Este modelo é mais aderente ao formato de Fábrica de Software Ágil, pois permite que o Cliente mude e adapte o escopo durante o projeto, a medida que utiliza as funcionalidades entregues, sem restrição de escopo,mas com restrição de orçamento e de tempo. Mudando a restrição para orçamento e tempo e não mais para o escopo, força o cliente a focar no que realmente irá agregar valor ao negócio. O Grupo B já desenvolveu projetos com este tipo de contrato com métodos ágeis na Auttar e no Grupo RBS. Esses clientes contrataram uma equipe fixa por um tempo específico. Durante os projetos, ocorriam reuniões de planejamento e de revisão do escopo da Sprint, reuniões diárias de acompanhamento e reuniões para verificar o que poderia ser melhorado no processo para as próximas Sprints. Projetos que geraram ótimos resultados para os clientes, onde o projeto do Grupo RBS deu origem a uma nova empresa, chamada Appus - www.appus.com.br – que possui clientes como Grupo Boticário, Gerdau, Itaú e o próprio Grupo RBS e o projeto da Auttar recebeu prêmios de Inovação do Grupo Santander, a qual ela faz parte e expandiu o seu mercado de atuação. Considerando esse relacionamento cliente-fornecedor, com a equipe de desenvolvimento se comunicando constantemente com o cliente foi importante manter a mesma equipe durante a execução de todo o projeto. E este foi, e ainda é, um dos grandes desafios, pois geralmente as fábricas de software possuem equipes dinâmicas atuando em diversas demandas de diversos clientes ao mesmo tempo. 2.4 INSTRUMENTO DE COLETA E ANÁLISE DOS DADOS Na gestão por processo BPM, a consultoria de processos tem o foco na definição, simplificação e sistematização de processos com uso de melhores práticas. O serviço contempla desde pequenas mudanças, que simplificam e dão velocidade ao negócio, passando por melhorias e chegando às rupturas em relação ao que já existe. Sempre suportadas por aceleradores e tecnologia da informação, com um objetivo: a simplicidade a serviço do resultado da sua empresa. Na abordagem em Gestão da Mudança faz com que os impactos organizacionais, em pessoas, tecnologia e processos sejam tratados previamente em projetos de transformação, 12 consolidação, incorporação, entre outros. Trabalha-se com equipes especializadas e com um conjunto de ferramentas técnicas para gerenciar o lado humano das mudanças organizacionais, atingindo os resultados esperados para o negócio de acordo com a sua realidade. Em resumo, as pessoas têm que comprar a mudança, estarem engajadas, se enxergando, sabendo o seu papel e sendo parte da organização futura. Com metodologia, todo o processo é acelerado, reduzindo o impacto nas atividades diárias e potencializando a captura de valor. 2.5 JUSTIFICATIVA O fundamento principal para elaborar o artigo sobre o tema: “A importância do gerenciamento de projetos na gestão organizacional” está no fato que a adoção do Gerenciamento de Projetos tende a proporcionar, dentre outras coisas, um diferencial competitivo na atuação de uma determinada organização no mercado. Assim, por exemplo, podemos considerar os seguintes benefícios, dentre outros, que justificam a adoção do Gerenciamento de Projetos nas organizações: •Melhora a eficiência, a eficácia e a efetividade do desempenho dos recursos humanos e materiais envolvidos no processo; •Formalização dos procedimentos e planejamento dos futuros projetos. •Intensificação do gerenciamento das fases de execução dos projetos. •Melhora na administração de eventuais alterações do escopo do projeto visando atender alguma demanda do cliente ou visando aperfeiçoar o projeto diante da competitividade no mercado de atuação da organização. •Possibilita detectar possíveis problemas nos projetos na fase de planejamento visando que possam ser adotadas soluções para tratar os possíveis problemas futuros. •Melhora da competitividade da organização no mercado de atuação. •Tendência de uma melhor adequação no desenvolvimento de produtos e no melhor atendimento aos clientes. •Melhor organização contábil. •Melhoria na tomada de decisões relacionadas ao projeto. 2.6 PERGUNTA DE PESQUISA A coleta e análise de dados ocorreu em pesquisa com a empresa B, de São Leopoldo - RS, onde desenvolve soluções eficazes, dentro do tempo adequado, com uma equipe especializada e tecnologia atualizada, com grande investimento para qualquer empresa, que 13 busca fábricas de software para realizar parte ou todo o ciclo de desenvolvimento para empresas como a Rede Globo TV. 2.7 OBJETIVO GERAL Crescimento humano com tecnologia em um mundo onde os seres humanos conquistaram poderes para grandes realizações. Um momento único em que as pessoas têm na tecnologia um meio para multiplicar suas conquistas e alcançar seus sonhos. “A importância do gerenciamento de projetos na gestão organizacional” é salientar a relevância da utilização do Gerenciamento de Projetos nas organizações. 2.7.1OBJETIVOS ESPECÍFICOS Os objetivos específicos consistem em abordar os benefícios na adoção do Gerenciamento de Projetos nas organizações, conforme apresentação de melhorias na gestão financeira, melhor gerenciamento da equipe, otimização dos lucros e do tempo de execução do projeto, ganho de produtividade, redução de custos e satisfazer os diferentes tipos de clientes. - Buscar na tecnologia uma aliada para transpor limites e crescer, com uma visão profundamente humanista dessa contribuição e atuar para impulsionar pessoas e negócios. - Compartilhar as ideias de que esse mundo fica melhor quando indivíduos e empresas se conectam a partir de um propósito comum. Por isso, valorizamos o diálogo que gera confiança e colaboração na construção de soluções adequadas a cada necessidade. - Oferecer experiência e conhecimento para ajudar os clientes a ter mais sucesso e, com isso, evoluir com a geração de resultado e com o crescimento. - Ampliar as habilidades humanas e empresariais, acreditando no Crescimento Humano Com Tecnologia. 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS De fato, o gerenciamento de projetos é importante para as organizações e se percebe que neste mercado competitivo, exigem que as organizações sejam de fato organizadas, que tenham planejamento e um gerenciamento efetivo dos seus projetos para que as respectivas organizações possam ter melhores condições, dentre outras coisas, de serem competitivas neste mercado globalizado. 14 Com este cenário competitivo, as organizações necessitam, dentre outras coisas, de desenvolver novos produtos e aperfeiçoar os já existentes buscando ter um diferencial diante deste mercado globalizado. Assim, um gerenciamento de projetos adequado nas organizações tende a proporcionar subsídios para que a organizações possa ter condições de planejar e gerenciar visando aperfeiçoar o seu processo produtivo visando sobreviver neste mercado competitivo. Diante destes fatos, constata-se a importância do gerenciamento de projeto nas organizações. Não basta simplesmente executar, é importante planejar e gerenciar a execução do projeto visando ter melhores condições de atingir o sucesso com o custo menor. Fábrica de Software tradicional ou ágil são modelos que dependem basicamente de 4 fatores: metodologia, nível de participação do cliente, equipe do projeto e tipo do contrato. Se a metodologia prever entregas pequenas e constantes (1), com o cliente participando de todo o ciclo de desenvolvimento de software (2) em comunicação com a mesma equipe de desenvolvimento (3) e com um contrato que permita a mudança de escopo (4) é possível atuar com uma Fábrica de Software Ágil. Caso contrário teremos uma Fábrica de Software Tradicional. Outros fatores, como ferramentas e técnicas de desenvolvimento e formato e tamanho das equipes também são fatores importantes, masneste artigo foram comparadas apenas as principais diferenças entre os dois modelos de Fábrica de Software. O sucesso de uma organização está, dentre outras coisas, de adotar sistematicamente o gerenciamento de projetos em todos os setores da respectiva organização e buscando através de um planejamento efetivo e também através de um gerenciamento efetivo visando aperfeiçoar todos os processos organizacionais buscando um diferencial competitivo e uma minimização dos custos. Assim, concluiu-se: o gerenciamento de projetos é importante para a gestão organizacional, inclusive, nos dias atuais. 15 REFERÊNCIAS LEAL, L. R., OLIVEIRA, M. J. F. Simulação Aplicada ao Gerenciamento de Projetos: Uma revisão. Revista Produção Online, Florianópolis, SC, v. 11, n. 2 2011. Disponível em: <http://producaoonline.org.br/rpo/article/view/737/795>. Acesso em: 25 de novembro de 2018. MAIA, G. A. S. O Gerenciamento Ambiental do Projeto. Publicação Ricardo Vargas, 2012. MORAES, R. O. LAURINDO, F. J. B. Relações entre o desempenho dos projetos de TI e a maturidade em Gestão de Projetos. Revista Produção Online, Florianópolis, SC, v.13, n. 1, p. 61-83, jan./mar. 2013. Disponível em: htpp://producaoonline.org.br/rpo/article/download/1027/977. Acesso em 22 de outubro de 2018. ROSA, A. D. Análise Sistemática da Contribuição do PMI nas empresas do setor de TI: baseado nos dados do PMSURVEY entre os anos 2008 a 2012. Revista Computação Aplicada - UnG, v. 3, n. 1, 2014. Disponível em: <http://www.revistas.ung.br/index.php/computacaoaplicada/article/viewFile/1947/1542>. Acesso em: 01 de novembro de 2018. SILVA, D. E. S., SOUZA, I. T., CAMARGO, T. Metodologias Ágeis para o desenvolvimento de software: Aplicação e o uso da metodologia SCRUM em contraste ao modelo tradicional de Gerenciamento de Projetos. Revista Computação Aplicada - UNG, v. 2, n. 1, 2013. Disponível em: <http://www.revistas.ung.br/index.php/computacaoaplicada/article/view/1408>. Acesso em: 28 de novembro de 2018. VARGAS, R. V. Urgência: Um Fator Crítico no Planejamento de Projetos. PMI Global Congress North America – 2011. Disponível em: <http://www.ricardo- vargas.com/pt/articles/urgency-critical-factor/>. Acesso em: 28 de outubro de 2018. ZUCCOLAN, M. Gerenciamento de Portifólio e alinhamento estratégico. Revista Computação Aplicada - UNG, v. 2, n. 1, 2013. Disponível em: <http://www.revistas.ung.br/index.php/computacaoaplicada/article/viewFile/1406/1192>. Acesso em: 05 de outubro de 2018. gerenciamento em tECNOLOGIA DA iNFORMAÇÃO O resultado vem da prática. A consultoria promove as transformações e adequações necessárias na sua empresa, gerando mudanças organizacionais que permitem alcançar os objetivos de simplificação. Junto com a equipe se aplica aceleradores, os principai... 2.2.1 MODELOS DE FÁBRICA DE SOFTWARE Outra variável importante na definição do foco da fábrica de software é dirigida ao que o cliente percebe como valor. Se para o cliente o mais importante é ter certeza do escopo a ser implementado antes de enviar para a fábrica de software, ele deverá... 2.3 DOCUMENTAÇÃO E EQUIPE DE DESENVOLVIMENTO 2.3.1 CONTRATOS 2.3.2 CONTRATO DE PREÇO FIXO 2.3.3 CONTRATOS POR TEMPO E MATERIAL 2.4 INSTRUMENTO DE COLETA E ANÁLISE DOS DADOS Na gestão por processo BPM, a consultoria de processos tem o foco na definição, simplificação e sistematização de processos com uso de melhores práticas. O serviço contempla desde pequenas mudanças, que simplificam e dão velocidade ao negócio, passa... Na abordagem em Gestão da Mudança faz com que os impactos organizacionais, em pessoas, tecnologia e processos sejam tratados previamente em projetos de transformação, consolidação, incorporação, entre outros. 2.6 PERGUNTA DE PESQUISA A coleta e análise de dados ocorreu em pesquisa com a empresa B, de São Leopoldo - RS, onde desenvolve soluções eficazes, dentro do tempo adequado, com uma equipe especializada e tecnologia atualizada, com grande investimento para qualquer empresa, ... 2.7 OBJETIVO GERAL Crescimento humano com tecnologia em um mundo onde os seres humanos conquistaram poderes para grandes realizações. Um momento único em que as pessoas têm na tecnologia um meio para multiplicar suas conquistas e alcançar seus sonhos. 2.7.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS