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M KZ 00 72 _v 1. 0 Ferramentas para Gestão de Projetos 2 SUMÁRIO Apresentação da disciplina ___________________________________03 Conceitos de Gerenciamento de Projetos e o Microsoft Project – Barras de Visões, Calendários e Recursos _____________________05 Organizando o Projeto – WBS (EDT) e Informações das Tarefas _14 Super alocação e nivelamento de recursos e acompanhando o cronograma do projeto ________________________________________23 Múltiplos Projetos, Pool de Recursos, Semáforos e Relatórios __32 FERRAMENTAS PARA GESTÃO DE PROJETOS 3 Apresentação da disciplina Bem-vindo à disciplina de Ferramentas para Gestão de Projetos. Nesta disciplina, você terá a oportunidade de aprender a explorar e manusear a ferramenta Microsoft Project para realizar a elaboração e o acompanhamento de um cronograma dos projetos, explorando os principais recursos e comandos da ferramenta. A disciplina está dividida em quatro grandes temas: no primeiro, abordaremos o conceito de Gerenciamento de Projetos e o Microsoft Project, no qual serão apresentadas a barra de visões, o calendário e os recursos. No segundo tema, aprenderemos a realizar a organização do projeto a partir da WBS ou EDT e as informações das tarefas. No terceiro tema, abordaremos a super alocação e o nivelamento de recursos, bem como efetuar o acompanhamento do cronograma do projeto. No quarto tema, trabalharemos com múltiplos projetos, pool de recursos, semáforos e relatórios. O objetivo de utilizar uma ferramenta de gestão de projetos é facilitar o planejamento, a organização e o acompanhamento de todas as etapas e atividades envolvidas na execução de um projeto. Essas ferramentas oferecem uma série de benefícios que ajudam equipes e gestores a atingir os resultados esperados de maneira mais eficiente e eficaz. Entre os principais objetivos estão: • Centralizar a comunicação, facilitando a troca de informações entre os membros da equipe, evitando confusões e redundâncias. • Organizar as tarefas e os prazos para ajudar a definir e acompanhar as tarefas a serem realizadas, seus prazos e responsáveis. 4 • Acompanhar o progresso para monitorar o andamento das atividades, garantindo que o projeto está avançando conforme o planejado. • Gerenciar recursos para alocar de maneira eficiente recursos como equipe, tempo e orçamento. • Facilitar a colaboração, promovendo a cooperação entre os membros da equipe, permitindo que todos tenham acesso às informações relevantes. • Prever e mitigar riscos, identificando possíveis problemas antes que eles afetem o projeto, ajudando a tomar medidas preventivas. • Controlar custos, monitorando o orçamento do projeto, e evitar despesas excessivas ou fora do planejado. • Garantir a qualidade, acompanhando as entregas das tarefas conforme os padrões de qualidade estabelecidos. Ferramentas como essas tornam o processo de gestão mais transparente e eficiente, facilitando o cumprimento de prazos e objetivos. Bons estudos! 5 Conceitos de Gerenciamento de Projetos e o Microsoft Project – Barras de Visões, Calendários e Recursos Autoria: Rubens Moriconi Leitura crítica: Nirse Ruscheinsky Breternitz Objetivos • Relembrar aos alunos conceitos importantes do gerenciamento de projetos. • Falar das barras de visões ou dos modos de exibição. • Explicar os tipos de calendários e os recursos existentes no Ms Project. 6 1. Relembrando alguns conceitos de gerenciamento de projetos Conhecer somente uma ferramenta de gestão não é suficiente para planejar e controlar os seus projetos de forma eficiente. É muito importante que você saiba os conceitos de gerenciamento de projetos e dessa maneira conseguirá aplicar a utilização da ferramenta de gestão na fase ou etapa mais adequada. Vamos começar pela definição de Projeto, que é um empreendimento ou esforço temporário com o objetivo de criar um produto único ou exclusivo. Para realizar o gerenciamento do projeto, é necessário aplicar as habilidades de liderança, negociação, comunicação, entre outras, e adotar técnicas para conseguir atingir os objetivos do projeto, que são as entregas, com qualidade e dentro do prazo e orçamento aprovados. Lembre-se de que para todos os projetos, pequenos, médios ou grandes, sempre devemos conhecer os 5 grupos de processos: iniciação, planejamento, execução, controle e encerramento do projeto, sendo que você deverá utilizar a ferramenta de gestão, principalmente nas fases de planejamento e controle do projeto. Para elaborar a estrutura de um cronograma completo do projeto, precisamos efetuar a criação das tarefas e atividades, criar todos os recursos necessários e atribuí-los às atividades do projeto. Após a atribuição dos recursos, nas atividades você irá analisar as datas de início e término das atividades e, caso estejam alinhadas com a expectativa do cliente ou usuário que irá receber o projeto, devemos salvar ou definir a linha de base para que possamos realizar o acompanhamento do projeto. Nós podemos atualizar o progresso das tarefas e atividades e monitorar o status do projeto. Sempre iremos avaliar o progresso do projeto, comparando-o com o plano original ou baseline. Podemos apurar a 7 evolução planejada e comparar com a evolução realizada e, desta maneira, verificar se o projeto está em dia ou se apresenta algum atraso. Para nos ajudar a realizar este monitoramento e controle, podemos utilizar vários relatórios que ainda veremos. Para um melhor aproveitamento da utilização da ferramenta de gestão, devemos conhecer alguns termos e definições importantes, como as tarefas, que são as atividades que têm início e fim e precisam ser realizadas para obtenção das entregas do projeto. O recurso precisa ser alocado na atividade, uma vez que são as pessoas ou os equipamentos que irão executá-la, e não podemos esquecer dos materiais, que precisam ser associados também às atividades para que sejam consumidos durante a execução delas. Outro ponto importante é o período de trabalho, ou seja, as horas designadas em um calendário de recurso ou do projeto, em que o trabalho ocorre. Não podemos esquecer ainda do calendário, mecanismo de horário que determina o período de trabalho para os recursos e as tarefas. No Ms Project, podemos utilizar quatro tipos de calendários, sendo o calendário base, calendário do projeto, calendário do recurso e calendário da tarefa. A linha de base é a referência do planejamento do projeto, portanto, é muito importante defini-la após o cronograma ser aprovado pelo cliente, assim podemos realizar o acompanhamento das atividades do cronograma. Os principais objetos para elaborarmos o cronograma do projeto são os calendários, recursos e as tarefas, então precisamos criar os calendários com os feriados, os recursosde trabalho, os materias e as taxas de custos dos recursos de trabalho e materiais e também os outros custos, como alimentação, hospedagem, taxi etc., que são necessários para o projeto. Dessa forma, atribuiremos todos os recursos nas suas tarefas específicas e teremos uma estrutura completa de cronograma. 8 2. Termos e Definições-chaves da ferramenta Ms Project O MS Project é uma ferramenta robusta e amplamente utilizada para o gerenciamento de projetos. Entender seus termos e definições-chaves é essencial para utilizar a ferramenta de forma eficaz. O Quadro 1 detalha alguns dos principais conceitos. Quadro 1 – Termos e definições de MS Project Termo Definições Tarefa Atividade que tem um início e um fim. Recurso A pessoa, o profissional, o equipamento e o material usado para completar as tarefas em um projeto. Período de trabalho Horas designadas em um calendário de recurso ou projeto em que o trabalho ocorre. Calendário Mecanismo de horário que determina o período de trabalho para os recursos e as tarefas. O MS Project utiliza quatro tipos de calendário: • Calendário base. • Calendário do projeto. • Calendário do recurso. • Calendário da tarefa. Linha de baseReferência do planejamento do projeto. Custo Custo total da tarefa, recurso ou atribuição. A linha de base de custo refere-se ao orçamento do projeto. Atribuição Recurso específico atribuído a uma tarefa específica. Fonte: elaborado pelo autor. Compreender esses termos e essas definições é fundamental para utilizar o MS Project de maneira eficaz. Eles fornecem a base para o planejamento, monitoramento e controle de projetos, ajudando a garantir que os objetivos sejam alcançados dentro do prazo e do orçamento. 9 3. Ambiente do Microsoft Project – Barras de Visões O ambiente do Microsoft Project é composto por tabelas ou barras de visões ou modos de exibição ou de visualização. Vamos abordar as principais barras de visões, que são os calendários, diagrama de rede, ferramentas do formulário de tarefas, gráfico de Gantt, Gantt de controle, ferramentas da linha do tempo, ferramentas da planilha de tarefas, ferramentas do uso da tarefa, formulário de recursos, gráfico de recursos, planejamento da equipe, planilha de recursos e uso dos recursos. Explorando um pouco mais as barras de visões, é importante reforçar que a barra de visão gráfico de Gantt é a mais utilizada pelo gerente de projeto, coordenador ou profissional que estiver à frente da gestão do projeto. Essa visão permite visualizar o nome das tarefas do projeto com as suas respectivas durações, datas de início e término, predecessoras, recursos atribuídos a elas e a barra de Gantt, que mostra a duração das tarefas, os vínculos e os recursos que foram atribuídos em cada tarefa. A Figura 1 ilustra o formato de um gráfico de Gantt. O modo de exibição do calendário mostrará que as tarefas marcadas são exibidas em formato de agenda para representar a sua duração durante as semanas do mês. Figura 1 – Gráfico de Gantt Fonte: Andrey Popov/adobestock.com. 10 Já o fluxograma do diagrama de rede exibirá o projeto com as tarefas em caixas ou nós. As linhas entre os nós representam elos entre as tarefas sucessoras e predecessoras. Cada nó exibe cinco campos de informação pertinente a essa tarefa. O Gantt de controle exibe o acompanhamento do realizado com a linha de base (projetado). 4. Os tipos de calendários e os recursos Aprofundando um pouco mais nos calendários, entendemos que eles servem para determinar a disponibilidade dos recursos e como as tarefas serão agendadas. No Microsoft Project, temos 3 tipos de calendários, o padrão ou standard, 24 horas e o turno da noite, que é utilizado geralmente por fábricas com um horário diferenciado. Nesse calendário se estabelece o horário do turno noturno, que é definido de segunda a sexta, com períodos de trabalho entre 23h e 8h, com uma hora de intervalo. É no calendário padrão que devemos criar os feriados nacionais, estaduais e municipais. Após criarmos o calendário, podemos atribuí-lo para todo o projeto, para um recurso ou para uma tarefa. Algumas vezes, há a necessidade de um período de trabalho específico para um recurso ou para uma tarefa, diferente do período de trabalho dos recursos do resto do projeto. Para essas situações, é possível criar um novo calendário específico para o recurso ou para a tarefa. Para criar um novo calendário é preciso clicar na faixa de opções “Projeto”, depois clicar em “Alterar período de trabalho” e na tela de calendário clicar na opção de “Criar novo calendário”. Posteriormente, você deverá informar o nome do calendário e clicar em “ok” para salvar o nome do calendário. A seguir, você seleciona os feriados que deseja informar no seu novo calendário. Também podemos utilizar a função “Organizador”, uma caixa de diálogo com guias que permitem gerenciar os objetos do Project. 11 Usando o organizador é possível copiar elementos personalizados do arquivo global para outro projeto que esteja aberto no seu computador. Você também poderá usar o organizador para excluir ou renomear qualquer um dos elementos, tais como os nomes de calendários, tabelas, barras de visões, relatórios etc. Agora vamos falar dos recursos, que são todas as pessoas, os materiais de consumo e equipamentos necessários para a realização das atividades e são os responsáveis pela conclusão efetiva das tarefas do projeto. No MS Project são três os tipos de recursos existentes. Os recursos de trabalho são as pessoas e os equipamentos que concluem as tarefas, dedicando tempo a elas. Já os recursos materiais são aqueles consumidos durante as atividades do projeto (suprimentos, estoque etc.). Por último, temos o recurso custos, que são necessários durante o projeto, como exemplo temos os custos de alimentação, hospedagem, táxi etc. Nós devemos criar os recursos na planilha de recursos, uma tabela que contém várias colunas com os nomes dos recursos, os tipos de trabalho; o material e os custos. O Quadro 2 exemplifica como ficam caracterizados os recursos de trabalho e material, por exemplo. Quadro 2 – Características dos recursos trabalho e material no Ms Project Característica Trabalho Material Taxa de horas extras Permite Não permite Grupo de trabalho (correio eletrônico e Web) Habilitado Desabilitado Disponibilidade Permite Não permite Nivelamento Permite Não permite Calendário específico Permite Não permite Fonte: elaborado pelo autor. Temos também a coluna unidades máximas dos recursos, que mostra a porcentagem ou o número máximo de unidades que representam a capacidade 12 máxima na qual um recurso estará disponível para realizar qualquer tarefa. Por meio dela, podemos exibir e alterar informações adicionais dos recursos como disponibilidade, período de trabalho e custos dos recursos, que podem ser incluídos na tela “Informações sobre os recursos”, ativada com um duplo clique em um recurso. Também possibilita a digitação das informações do recurso como o nome, correio eletrônico, tipo etc. Em suma, os custos dos recursos são a soma dos custos de seus recursos com os custos fixos incorridos. Assim, alguns tipos de recursos podem ser calculados como segue: • Recursos do tipo TRABALHO: Taxa padrão = taxa por hora do recurso * duração da atividade. Custo/uso = taxa fixa para trabalhar em atividade “(preço fechado”). Taxa por hora extra = taxa da mão de obra por hora adicional trabalhada. • Recursos do tipo MATERIAL: Taxa padrão = preço unitário de cada material = taxa padrão do recurso * o número de unidades atribuídas. Custo/uso = taxa de utilização do material independentemente da quantidade utilizada. Além de podermos informar um custo diferente por período, também podemos criar até 5 faixas de custos diferentes por recurso, que serão utilizadas na atribuição do recurso a uma tarefa. A “tabela de taxa de custo” de recurso possibilita a utilização de até cinco conjuntos de taxas de custo, de modo a suportar diversos cenários de 13 custos. Cada um desses cenários permite até 25 taxas diferentes em cada uma das cinco tabelas de taxas de custos. Muitas vezes, o custo é um aspecto importante do planejamento e controle do projeto e, em alguns casos, o sucesso de um projeto pode ser medido por quão próximo os custos finais do projeto estão dos custos da linha de base. Nós podemos atribuir custos a um projeto de algumas formas, baseando os custos das atividades em salários ou taxas de pagamento dos seus recursos. Para isso, o gerente do projeto poderá atribuir taxas regulares e de horas extras aos recursos. Assim, o Microsoft Project calcula o custo da atividade, multiplicando a taxa pela duração da atividade. É preciso incorporar os custos fixos a todos os custos baseados em taxas quando calcular o custo total de uma atividade. Os custos de materiais são calculados de duas formas diferentes: taxa padrão e custo/uso. A taxa padrão refere-se ao custo unitário de cada material, e o custo/uso é o custo atribuído uma única vez na atividade para que se utilize o material, independente da sua quantidade. Basicamente, os custos do projeto sempre são atribuídos a partir das taxas (custos)associadas aos recursos da tarefa. É muito importante saber os conceitos de gerenciamento de projetos para aplicar corretamente a ferramenta nas fases adequadas, montar uma estrutura completa de cronograma com os calendários, recursos e tarefas, realizando as atribuições de acordo com as atividades específicas e desta forma poderá ter um cronograma completo, que permitirá visualizar e acompanhar o projeto. Referências VARGAS, Ricardo. Microsoft Project Professional 2016. São Paulo: Saraiva Educação, 2016. 14 Organizando o Projeto – WBS (EDT) e Informações das Tarefas Autoria: Rubens Moriconi Leitura crítica: Nirse Ruscheinsky Breternitz Objetivos • Apresentar aos alunos como devemos organizar o projeto. • Mostrar como criar as tarefas e atividades do cronograma projeto. • Explicar como utilizar o recuo das atividades e as predecessoras e sucessoras. 15 1. WBS – Work breakdown structure (EAP/EDT) Para iniciarmos a organização do projeto, precisamos identificar as tarefas e atividades a serem realizadas, e o ponto de partida é a Estrutura Analítica do Projeto (EAP), que é um “agrupamento dos componentes do projeto orientado pelos produtos a serem entregues (deliverables, em inglês, ou, em português, entregáveis), que organiza e define o escopo total do projeto” (PMBOK, 2021, [n.p.]). O PMBoK (Project Management Body of Knowledge) é o Guia de conhecimento de gerenciamento de Projetos, publicado pelo Project Management Institute (PMI). A EAP é representada por uma estrutura hierarquizada para divisão do projeto em atividades mensuráveis e controláveis. É importante sabermos que o trabalho não incluso na WBS está fora do escopo do projeto. A elaboração do WBS oferece muitas vantagens, entre elas, o aprimoramento da precisão de estimativas de custos, duração e recursos. Assim, tem-se a definição de uma base de referência (baseline) que será usada para medir e controlar o desempenho do projeto e irá facilitar a clara designação de responsabilidades. Ao aplicarmos a técnica da decomposição, podemos obter o pacote de trabalho (work package), que é o produto a ser entregue (deliverable) no mais baixo nível da WBS. Uma boa prática de gerenciamento de projetos é quando formos contratar outra organização (fornecedor) para realizar uma parte do escopo do trabalho, o pacote de trabalho pode ser decomposto em outra WBS de um subprojeto. As descrições dos componentes de trabalho são frequentemente agrupadas em um dicionário da WBS e a WBS e o dicionário são definidos pelos membros do time. Na ferramenta Ms Project a WBS tem a denominação de EDT (Estrutura de Divisão de Trabalho), na qual podemos criar a estrutura de tópicos, recuando as subtarefas, utilizando as setas para a direita ou para a esquerda na barra 16 de ferramentas para criar os níveis. A tarefa que agrupa outras tarefas chama-se tarefa resumo ou tarefa mãe. Para exibir a estrutura de tópicos, basta inserir a coluna EDT no Project, em português, ou no Project, em inglês, WBS. Explorando um pouco mais de como devemos construir a EDT no Microsoft Project, você precisa adicionar todas as tarefas necessárias para completar o projeto. Cada tarefa pode ser vista como um bloco de construção do projeto. Assim, teremos a hierarquia de tarefas, em que a EDT é organizada em níveis hierárquicos, as tarefas de nível superior representam entregas ou fases maiores do projeto e as tarefas de nível inferior representam trabalhos menores e mais detalhados. No Microsoft Project, você pode criar essa hierarquia utilizando a funcionalidade de “recuo” e “avanço” das tarefas: a. Recuo (indent): move uma tarefa para um nível inferior, tornando-a uma subtarefa da tarefa acima. b. Avanço (outdent): move uma tarefa para um nível superior na hierarquia. c. Para criar a EDT no Microsoft Project devemos iniciar um Novo Projeto: abra o Microsoft Project e comece um novo projeto. d. Para adicionar tarefas: no modo de exibição gráfico de Gantt insira as tarefas que fazem parte do seu projeto e para organizar tarefas em hierarquia use os botões de recuo e avanço na barra de ferramentas ou no menu para criar a estrutura hierárquica da EDT. e. Ajustar e refinar: continue ajustando a hierarquia e os detalhes das tarefas conforme necessário, adicionando dependências e relações entre as tarefas. f. Revisar a EDT: use a exibição de “Organograma da EDT” ou outras visualizações para revisar e ajustar a estrutura, conforme necessário. 17 A EDT é essencial para garantir que todas as partes do projeto sejam consideradas e gerenciadas adequadamente, permitindo um planejamento eficaz e um controle contínuo durante todo o ciclo de vida do projeto. A EAP é uma ferramenta poderosíssima para gerentes de projeto para garantir que os projetos sejam bem organizados, claramente definidos e gerenciáveis. Ela é frequentemente criada durante a fase de planejamento do projeto e utilizada ao longo de todo o ciclo de vida do projeto para acompanhar o progresso e gerenciar mudanças. 2. Informações das Tarefas do Projeto Agora vamos aprofundar um pouco mais nas tarefas que são as atividades específicas que devem ser executadas a fim de produzir os produtos e subprodutos a serem entregues, identificados na WBS. São definidas pela subdivisão dos pacotes de trabalho do projeto em componentes menores, mais fáceis de serem gerenciados, a fim de possibilitar um melhor controle gerencial e podemos classificá-las em: tarefas, tarefas resumo, milestones (marcos) e recorrente. As tarefas são simplesmente atividades que têm início e fim. Utilizando a melhor prática, sempre devemos criar o nome da tarefa com o verbo no infinitivo. Exemplo: rebocar a parede, lixar a parede, pintar a parede. As tarefas resumos, também são chamadas de tarefas mães. Elas podem ter subtarefas ou tarefas filhas, que estão dentro das tarefas resumos. Exemplo: pintura (tarefa resumo). Dentro dela, teremos as subtarefas: rebocar, lixar e pintar. Já os milestones ou (marcos) são os entregáveis do projeto. Podemos definir uma tarefa como marco, atribuindo zero na duração da atividade. Exemplo: pintura concluída. As tarefas recorrentes ou periódicas são aquelas que terão uma recorrência no cronograma do projeto, esta recorrência poderá ser diária, semanal, 18 mensal ou anual. Exemplo: reunião de status report semanal ou quinzenal ou mensal. Podemos aplicar esta recorrência, por exemplo, na etapa de monitoramento e controle, na qual poderemos planejar as reuniões de status do projeto, que podem ser semanais, a nível gerencial, e a cada duas semanas ou quinzenalmente, para reuniões de comitês executivos (Diretoria). As informações das atividades podem ser alteradas pelo formulário informações sobre a tarefa. Para exibi-lo, dê duplo clique na tarefa. Podemos realizar muitos procedimentos para trabalhar com as tarefas, por exemplo, inserir as durações para as tarefas do projeto. A duração de uma tarefa pode ser inserida em: • Meses (mê ou mês, com acento); Semanas (s, sem ou semana). • Dias (d, di ou dia); Horas (h, hr ou hora); e Minutos (m, min ou minuto). Como padrão, o MS-Project assume: 1 dia de trabalho = 8 horas. • 1 semana = 40 horas; 1 mês = 20 dias de trabalho (160 horas). A Duração com “?” é uma duração estimada e caso queira confirmar a duração que está assinalada como estimada, basta digitar a duração pretendida da atividade. Importante lembrar que as tarefas resumo não permitem a digitação da duração, pois ela é calculada por meio das suas subtarefas. Para inserirmos as tarefas, podemos acessar o modo de exibição gráfico de Gantt, selecionando a linha da coluna nome da tarefa, digitando um nome de tarefa e pressionando a tecla ENTER. Por padrão, a duração será “1 dia?” e a data de início da tarefa será a data do início do projeto. “1 dia?” significa duração estimada. Para confirmar que a duração é 1 dia, basta digitar novamente o número 1 e a ? será desativada. Para excluirmos uma tarefa do cronograma,devemos marcar a tarefa desejada e pressionar a tecla DELETE ou com o botão direito do mouse selecionar a opção de excluir tarefa. É importante saber que quando uma 19 tarefa resumo é excluída, todas as subatividades da tarefa será excluída também. Para apagar apenas o conteúdo de uma célula, devemos utilizar CTRL+DELETE ou F2 e Backspace. Os indicadores das tarefas são pequenos ícones que representam as informações de uma tarefa ou um recurso e são exibidos no campo indicadores. A coluna indicadores é exibida como um ícone “i” e é demonstrada na primeira coluna do gráfico de Gantt. Esse campo está localizado à direita do campo “Id” e aparece em várias tabelas. Quando você aponta para um indicador, são exibidas informações adicionais associadas a ele para lembrá-lo de detalhes importantes. Basta apenas posicionar o mouse em cima da coluna de indicadores para as informações serem exibidas. Quanto aos vínculos entre as tarefas, ou seja, o sequenciamento envolve identificar e documentar todos os relacionamentos lógicos entre atividades. As atividades devem ser sequenciadas de forma precisa, a fim de apoiar o desenvolvimento posterior de uma programação realística e realizável. Vamos começar falando dos três tipos de dependências que são as mandatórias (mandatory ou lógica rígida ou hard logic), elas são inerentes à natureza do trabalho. Muitas vezes, implicam em limitações físicas. As dependências discricionárias ou arbritárias (discretionary), são aquelas definidas pela equipe de gerenciamento com base no conhecimento de melhores práticas ou em aspectos incomuns, em que se deseja uma seqüência específica, apesar de existirem outras aceitáveis. Por último, temos as dependências externas (external), que envolvem ligações entre atividades do projeto e atividades não pertencentes ao projeto, por exemplo, uma consulta com os órgãos do meio ambiente para a preparação do canteiro de obras. O Microsoft Project permite utilizarmos quatro tipos básicos de vínculos (Precedence Diagramming Method ou PDM), que são: • Término-a-Início (TI), em que o trabalho da atividade sucessora só pode iniciar após o término do trabalho da atividade predecessora. 20 • No tipo Início-a-Início (II), o início do trabalho da atividade sucessora só pode acontecer após o início do trabalho da atividade predecessora. • No tipo Término-a-Término (TT), a conclusão do trabalho da atividade sucessora só pode acontecer após a conclusão do trabalho da atividade predecessora. Vamos ver agora o último tipo de predecessora, que é o Início-a-Término (IT), em que é preciso iniciar a atividade sucessora para finalizar a atividade predecessora. Nós podemos realizar os vínculos das tarefas de várias maneiras, como explicado a seguir: por meio do gráfico de Gantt, com o mouse, selecione a atividade predecessora e em seguida a atividade sucessora. Pela tabela de entrada, você deverá utilizar o ponto-e-vírgula (;) para separar as predecessoras de uma tarefa e também poderá utilizar o retardo. Por meio do formulário de informações sobre a tarefa que é mais utilizada para a criação de vários vínculos simultâneos em uma mesma tarefa. Aqui também pode-se utilizar o retardo. Ainda podemos utilizar a barra de ferramenta vincular tarefa, que é um atalho de vincular ou desvincular, para vincular tarefas que estejam distantes ou para sequenciar várias tarefas de maneira rápida. Por fim, ainda podemos alterar o relacionamento entre as atividades, que pode ser facilmente editado e modificado pelo gráfico de Gantt ou da tabela de entrada. Basta clicar duas vezes na seta que representa a dependência. E dividir uma tarefa, é possível? Sim, ao ajustar o cronograma, às vezes, é necessário que uma determinada tarefa seja dividida por um determinado período, sendo retomada posteriormente. Note que com a divisão da tarefa a duração dela é mantida. O Microsoft Project calcula a duração da tarefa tendo por base, ou não, a quantidade de recursos da tarefa. 21 Os tipos de tarefas existentes são: unidades fixas, trabalho fixo e duração fixa. Ao calcular o agendamento, o Microsoft Project utiliza a seguinte fórmula: Duração = Trabalho/Unidades Essa relação é gravada na primeira vez que os recursos forem atribuídos à tarefa. Assim, quando se altera a quantidade de recursos, a duração e a quantidade de horas de trabalho são ajustadas para manter o equilíbrio entre os fatores, de acordo com o tipo definido para a tarefa. Temos também que os tipos de tarefas são controlados pelo empenho, para alterar o tipo da tarefa, abra o formulário de informações sobre a tarefa. Os tipos duração fixa e unidade fixa podem ainda ser controladas pelo empenho ou não. O controle pelo empenho especifica que o Microsoft Project mantém o trabalho total da tarefa no seu valor atual e podem ocorrer as seguintes situações: aumento ou diminuição da duração da tarefa e aumento ou diminuição da unidade de atribuição do recurso. O agendamento controlado pelo empenho indica que: à medida que você adiciona recursos a uma atribuição de tarefa, o trabalho será redistribuído entre todos os recursos para manter a mesma quantidade de trabalho no geral. Se você remover recursos das atividades, o trabalho será redistribuído entre os recursos restantes, novamente, para manter a mesma quantidade de trabalho no geral. Vamos observar o comportamento de cada tipo de tarefa quando utilizamos o conceito de controlado pelo empenho. • Unidades fixas e controladas pelo empenho: quanto mais recursos forem atribuídos a uma tarefa, menor será o trabalho que cada recurso precisará executar. Como se trata de uma tarefa de unidades fixas, quando são adicionados recursos a duração também é reduzida. • Duração fixa, controlada pelo empenho: quanto mais recursos você atribuir, menor será o número de unidades de recursos necessários para concluir a quantidade reduzida de trabalho da atribuição. • Tarefa de trabalho (por natureza, é sempre controlada pelo empenho): se você adicionar recursos, o trabalho será distribuído entre as atribuições e a duração diminuirá. 22 É muito importante saber os conceitos dos tipos de tarefas, pois dependendo de como a tarefa estiver sido configurada, com empenho ou sem empenho, o cronograma apresentará um comportamento com o cálculo das durações das atividades e, consequentemente, afetará a duração do projeto como um todo. Muitos profissionais não conhecem estes procedimentos e quando atribuiem vários recursos nas atividades ou simplesmente retiram os recursos das atividades automaticamente as durações são recálculadas, dando a impressão que o Project está maluco, por isso precisamos nos atentar à forma que as atividades estão configuradas. Podemos utilizar a técnica crashing para reduzir a duração do caminho crítico do projeto, no qual devemos configurar o tipo de tarefa como unidade fixa por empenho e quanto mais recursos atribuirmos na atividade, mas rápido ela será realizada. Referências PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE (PMI). Guia do conhecimento em gerenciamento de projetos (Guia PMBoK). 7. ed. Estados Unidos: PMI, 2021 VARGAS, Ricardo. Microsoft Project Professional 2016. São Paulo: Saraiva Educação, 2016. 23 Super alocação e nivelamento de recursos e acompanhando o cronograma do projeto Autoria: Rubens Moriconi Leitura crítica: Nirse Ruscheinsky Breternitz Objetivos • Apresentar aos alunos como identificar a superalocação dos recursos. • Mostrar como resolver as super alocações por meio do nivelamento de recursos. • Explicar como definir a linha de base e realizar o acompanhamento da evolução do cronograma. 24 1. Super alocação e nivelamento de recursos Ao abrirmos um cronograma do projeto no Ms Project e nos depararmos com vários bonequinhos vermelhos na coluna do indicador da tabela de entrada da barra de visão do gráfico de Gantt, devemos ficar preocupados, pois isto indica que temos vários recursos superalocados e aquele planejamento com as datas deinício e fim das atividades e do projeto como um todo podem não ser factíveis, uma vez que as superalocações ocorrem quando o mesmo recurso foi atribuído a mais de uma atividade. Então, o que significa dizer que um recurso está superalocado? A superalocação ocorre quando um recurso está sendo utilizado em uma quantidade superior ao máximo disponível naquele momento. Geralmente, as pessoas têm um entendimento errado de que o recurso está superalocado porque está trabalhando mais de 8, 10,12 horas por dia ou mais. Na verdade, a superalocação acontece quando o recurso está trabalhando em mais de uma atividade ao mesmo momento. O recurso pode estar trabalhando 2 horas na atividade A, das 8h às 10h, mas se for alocado para trabalhar também na atividade B, das 8h às 10h no mesmo dia, então o recurso ficará superalocado. E como podemos identificar que o recurso está superalocado? Nós podemos identificar as superalocações dos recursos de algumas maneiras. Os modos de exibição “Gráfico recursos” e “Planilha de recursos” exibem os recursos superalocados em vermelho e a tabela de entrada da barra de visão do gráfico de Gantt, onde será exibido na coluna indicadores um bonequinho ou a figura de uma pessoa em vermelho. Será que é possível resolver estas superalocações dos recursos? Sim, é possível e existem algumas maneiras de fazermos o nivelamento ou a redistribuição dos recursos. 25 Nós podemos resolver as superalocações dos recursos de várias formas: Por meio da contratação, ou seja, se os recursos do projeto já estão com uma carga de trabalho adequada e não posso atribuir mais nenhum recurso em outra atividade para não ficar superalocado ou sobrecarregado, então, devo contratar um novo recurso. Isso acontece com a inclusão de um novo recurso na planilha de recursos, que substituirá o recurso superalocado. Pela substituição de recurso iremos analisar o cronograma e o recurso que estiver superalocado, podendo substituí-lo por outro recurso disponível naquele período que a atividade deverá ser realizada. Podemos utilizar a tela “Substituir recurso” e realizar os procedimentos de selecionar a atividade em que o recurso será substituído, clicando em “Atribuir recurso”, depois selecione o recurso que deseja substituir e clique em “Substituir”. Selecione um ou mais recursos como substitutos e clique em “Ok”. Ainda temos outras formas de resolver as superalocações, como alterar o perfil de alocação, que fornece opções sobre a forma de distribuição do trabalho em uma atribuição. O Microsoft Project tem 8 tipos de perfis: • Uniforme: o trabalho é agendado uniformemente (se uma tarefa dura 10 dias e requer 80 horas de trabalho, será calculado 8 horas/dia de trabalho). • Crescente: o trabalho é agendado na atividade de forma gradativa até que, no último dia, esteja plenamente utilizado. • Decrescente: o trabalho é agendado de forma decrescente, até que, no último dia, não esteja mais sendo utilizado. • Pico duplo: o trabalho é agendado com dois picos de trabalho. 26 • Pico inicial: o trabalho é agendado com um pico nos primeiros momentos de trabalho, ocorrendo uma queda nos valores logo após o pico (velocidade lenta). • Pico final: o trabalho é realizado de forma crescente até que o valor máximo seja atingido e depois ocorre uma queda mais rápida. • Sino: o trabalho é realizado de forma crescente, atinge um máximo e cai logo em seguida, mantendo a velocidade de crescimento e queda na mesma proporção. • Tartaruga: o trabalho é realizado em uma crescente, atinge um máximo, permanece nesse máximo por um período e cai, mantendo a queda na mesma proporção do crescimento. A alteração da delimitação do trabalho deve ser realizada pelos modos de exibição “Uso do recurso” ou “Uso da tarefa”. Quando utilizamos a forma de resolver a superalocação pela troca de escala de trabalho do recurso, esta é realizada fazendo o recurso trabalhar em horas especiais em uma parte do calendário, seguindo os seguintes passos: alterar para o modo de exibição “Planilha de recursos”, dar duplo clique no recurso que terá sua escala alterada e alterar o período de trabalho do recurso de acordo com o desejado. Já a resolução pelo trabalho em hora extra é utilizada quando a tarefa for agendada para ser executada além das horas de trabalho normais disponíveis para o recurso. O valor será cobrado como hora extra. Neste caso, devemos alterar para o modo de exibição “Uso do recurso” ou “Uso da tarefa”, inserir o campo “Trabalho de horas extras”, abrir o menu “Formatar” e selecionar “Estilos de detalhe...” e depois selecionar “Trabalho em horas extras” e entrar com o total de horas extras desejado. A forma mais utilizada é a função do Ms Project de nivelamento ou redistribuição de recursos, pois o nivelamento de recursos tem como objetivo reagendar a atividade para um momento em que o recurso esteja 27 disponível. É o método mais usual de resolução de superalocação, porém apresenta certas vantagens e desvantagens, que devem ser analisadas: • Vantagens: não altera o custo direto do projeto, alterando apenas o fluxo de pagamento. É um processo menos traumático para os recursos. • Desvantagens: em mais de 90% dos casos gera atraso no cronograma do projeto. Algoritmo complexo de cálculo, sendo viável apenas se calculado por programas de computador. O nivelamento pode ser indicado quando a sequência das atividades não for importante. Para facilitar o trabalho com recursos, o Microsoft Project tem uma barra de ferramentas para o gerenciamento de recursos. Ela pode ser utilizada para algumas ações relativas a recursos, como: escolher entre o modo de exibição “alocação de recursos” e “Entrada de tarefas”, procurar por superalocações, atribuição de recursos e compartilhar (gerenciar) recursos do pool de recursos. Para realizar o nivelamento, acesse o menu “Redistribuir recursos” e selecione o recurso que se deseja redistribuir. Outra maneira de realizar o nivelamento é selecionando a opção “Opções de redistribuição”. O Project segue um método para aplicar a ordem de redistribuição: • Somente identificação: determina como critério de desempate entre duas atividades com superalocação o número de identificação (ID), ou seja, quanto menor for o seu ID, menor a possibilidade de ser deslocada em consequência do nivelamento. • Padrão: analisa, inicialmente, a folga de cada atividade. Quanto maior a folga, maior a possibilidade de deslocamento durante o nivelamento. Se ocorrer empate na folga, o critério passa a ser o ID da atividade. 28 • Prioridade, padrão: utiliza, inicialmente, o critério de prioridade da atividade e, caso as atividades envolvidas no nivelamento tenham a mesma prioridade, a ordem de controle do nivelamento passa a ser a padrão. Muito importante salientar que não existe solução ideal. Cada solução é o resultado do tipo de estratégia adotada no projeto. 2. Acompanhando ou controlando o Projeto Agora vamos abordar pontos importantes que devemos seguir para conseguirmos realizar o acompanhamento da evolução do cronograma. O primeiro ponto a saber é que não conseguimos acompanhar ou controlar nada se não gravarmos a linha de base do projeto, então de que forma devemos iniciar a preparação do cronograma? Gravando e limpando a linha de base, pois não podemos comparar o que está sendo realizado se não tivermos as estimativas originais. A linha de base é um conjunto de estimativas originais sobre as tarefas, recursos, atribuições e custos inseridos no plano do projeto. Assim, podemos determinar as atividades iniciadas antes ou depois do planejamento, se as atividades ultrapassam o orçamento original, se as atividades demoram mais tempo do que o previsto, e assim por diante. A linha de base salva as seguintes informações: datas de início e de término; durações; trabalho dos recursos e das tarefas; custos dos recursos e das tarefas; tarefas divididas; trabalho dividido em fases; custos divididos em fases. Para gravar a linhade base, devemos acessar o menu “PROJETO” e na “Barra de Ferramentas” selecionar a opção “Definir Linha de Base...”. Para limpar a linha de base, devemos acessar o menu “Projeto” e selecionar a opção “Definir Linha de Base” e, em seguida, “Limpar linha de Base”. Para realizar o acompanhamento do progresso das atividades é importante verificar se as atividades estão sendo iniciadas e finalizadas pontualmente, 29 bem como se elas estão dentro da quantidade de trabalho prevista na linha de base. Pontos a serem observados: As atividades que iniciam ou terminam com atrasos podem desviar um projeto inteiro do cronograma, atrasando as datas de início ou término das atividades relacionadas. As atividades que se iniciam ou terminam antecipadamente podem liberar recursos para apoiar o trabalho em outras atividades que estão atrasadas. Para facilitar o acompanhamento, o Microsoft Project tem uma barra de ferramentas (controle) para a tarefa que será demonstrada durante as aulas. Essa barra de ferramentas possibilita: • A análise estatística do projeto. • A atualização e o deslocamento de um conjunto de atividades. • O controle de linhas de andamento e dos percentuais de execução das atividades. Temos também um ícone denominado estatística do projeto onde é exibida a tela de “Estatísticas do projeto”, mostrando as informações básicas originais e atuais do projeto de modo que elas possam ser comparadas. Também podemos atualizar a tarefa como agendado, permitindo que ela seja atualizada com o percentual de conclusão automaticamente, levando em consideração a data atual. Podemos, ainda, reagendar o trabalho com a ferramenta que permite que a data de início da tarefa selecionada seja deslocada para a data atual. Esse procedimento cria uma restrição de data para a tarefa. Outro procedimento que podemos adicionar são as linhas de andamento. No Microsoft Project, podemos exibir linhas de andamento no “Gráfico de Gantt”, para uma determinada data de avaliação. O programa desenha uma linha conectando as tarefas em andamento, criando pontas direcionadas para a esquerda toda vez que o trabalho estiver atrasado. 30 A distância da ponta à linha vertical indica o quanto a tarefa está antecipada ou atrasada em relação à agenda. Outra maneira para incluir a linha de andamento é pelo menu “Ferramentas”, selecionando a opção “Controle” e, em seguida, “Linhas de andamento”. E como faço para informar a % de conclusão? É muito fácil, uma vez que com essas ferramentas podemos atualizar, de maneira rápida e objetiva, a % de conclusão das atividades que estão sendo executadas. É a forma mais rápida, porém menos precisa de acompanhamento, já que devo atualizar com 0% as atividades não iniciadas, 25% as atividades iniciadas, 50% quando atingem a metade da atividade, 75% quando passada a metade da atividade e 100% quando a atividade for concluída. Se fizermos a atualização das atividades de 25% em 25%, já teremos um grau de precisão muito bom, mas pode a forma mais precisa. Além dessas, outras maneiras podem ser adotadas, que é pelo formulário de acompanhamento ou do formulário de “Informações da tarefa”, que será demonstrado mais adiante. Complementarmente, podemos observar também os indicadores das tarefas que são pequenos ícones que representam as informações de uma tarefa e que são exibidos no campo “Indicadores”. A coluna indicadores é exibida como um ícone “i” e é demonstrada na primeira coluna do gráfico de Gantt. Esse campo está localizado à direita do campo “Id” e aparece em várias tabelas. Quando você aponta para um indicador, são exibidas informações adicionais associadas a ele para lembrá-lo de detalhes importantes. Basta apenas posicionar o mouse em cima da coluna de indicadores para as informações serem exibidas. No caso da % de conclusão das tarefas, será exibido um símbolo de ticado para demonstrar que as tarefas foram concluídas com a evolução de 100%. O controle da evolução do cronograma é essencial em projetos por várias razões, tais como: 31 • Acompanhamento do progresso: a prática de monitorar o cronograma permite identificar se as atividades estão sendo concluídas conforme o planejado, possibilitando uma visão clara sobre o andamento do projeto. • Prevenção de atrasos: ao acompanhar a evolução do cronograma, é possível detectar atrasos ou desvios em tempo real, permitindo a adoção de ações corretivas antes que o problema se agrave. • Gestão de recursos: o controle do cronograma ajuda a garantir que os recursos, como mão de obra, materiais e equipamentos, sejam alocados de forma eficiente, evitando sobrecarga ou ociosidade. • Tomada de decisões: fornece informações para a tomada de decisões, ajudando a ajustar prazos, reavaliar prioridades e, se necessário, negociar mudanças no escopo ou prazo do projeto. • Cumprimento de metas: garante que o projeto caminhe rumo ao cumprimento dos objetivos dentro dos prazos estipulados, minimizando impactos negativos no custo e na qualidade. • Transparência com stakeholders: um cronograma controlado facilita a comunicação com as partes interessadas, proporcionando uma visão clara do progresso e possíveis ajustes necessários. Em resumo, o controle da evolução do cronograma aumenta as chances de sucesso do projeto, garantindo que ele seja finalizado no prazo, dentro do orçamento e com a qualidade esperada. Referências VARGAS, Ricardo. Microsoft Project Professional 2016. São Paulo: Saraiva Educação, 2016. 32 Múltiplos Projetos, Pool de Recursos, Semáforos e Relatórios Autoria: Rubens Moriconi Leitura crítica: Nirse Ruscheinsky Breternitz Objetivos • Apresentar aos alunos como aplicar o conceito de múltiplos projetos. • Mostrar como criar o pool de recursos e compartilhar nos projetos. • Explicar como atribuir os semáforos ou faróis nos projetos. • Demonstrar os principais relatórios. 33 1. Múltiplos Projetos Vamos iniciar explorando múltiplos projetos, já que podemos adotar esse modo de trabalho em várias situações. Muitos projetos têm uma complexidade e dimensão que, na maioria das vezes, inviabiliza seu controle e gerenciamento por parte dos envolvidos. Esses projetos necessitam, portanto, serem subdivididos em partes menores (subprojetos), facilitando o controle e o acompanhamento. O Microsoft Project permite inserir vários projetos (subprojetos) em um projeto mestre ou consolidado. Ao dividir um projeto, deve-se sempre considerar a sua reorganização em grupos lógicos, por exemplo: tarefas de fases separadas de um projeto, responsabilidades de diferentes gerentes de projeto, conjunto de tarefas interdependentes, agendamento de etapas, por local de trabalho, recursos relacionados e orçamentos diferentes. Dentre as situações mais comuns para utilizar o conceito de múltiplos projetos, podemos citar como exemplo a execução de um programa. Programa é um conjunto de projetos relacionados, interdependentes, que são realizados para atingir um determinado resultado ou objetivo que não seria possível se fizéssemos somente um ou dois projetos. Podemos ter um programa de arquitetura de sistemas com 100 projetos acontecendo em paralelo e podemos facilmente identificar a evolução de cada projeto separadamente e apurar a evolução do programa como um todo, utilizando o conceito de múltiplos projetos. Outra situação seria um projeto complexo ou muito grande, por exemplo, a construção de um empreendimento (prédio). Podemos dividir em subprojetos, tais como fundações, estrutura, acabamento, entre outros subprojetos. Cada gerente de projeto (engenheiro) poderá ser responsável por cada um dos subprojetos, mas quando um gerente geral, por exemplo, quiser ver a evolução do projeto prédio como um todo, realizamos os vínculos entre os projetos (múltiplos projetos), nos quais poderemos efetuar atualizações nos projetos origens (subprojetos), que refletirão no projeto 34 consolidado ou mestre, e caso efetuar alterações no projeto mestre, estas também serãorefletidas nos subprojetos. Para vincular subprojetos em um projeto mestre consolidado, precisamos realizar alguns procedimentos, como salvar um arquivo novo no Project, por exemplo, com o nome de Projeto Prédio Consolidado ou Mestre e realizar os seguintes passos: no projeto consolidado do prédio, clicar na linha 1, coluna nome da tarefa, depois clicar na faixa ou guia de opções projeto, em seguida, clicar em subprojeto, selecionar o subprojeto desejado, por exemplo, fundações, e clicar em inserir, depois repetir os procedimentos para realizar a inclusão dos demais subprojetos no projeto consolidado. Para facilitar o gerenciamento, é recomendado que todos os arquivos estejam na mesma pasta da rede. Depois de inserido o projeto, é possível alterar informações de prazo, dependências, recursos e custos. Todas as alterações realizadas no projeto mestre são refletidas automaticamente no arquivo do projeto inserido (subprojetos). Também é possível estabelecer relações de dependências entre os projetos inseridos no projeto mestre. Em programas, também é possível utilizar o conceito de múltiplos projetos? Sim, o conceito de múltiplos projetos para estabelecer vínculos também se aplica a programas. Um programa é um conjunto de projetos inter-relacionados que são gerenciados de forma coordenada para obter benefícios e controle que não seriam possíveis se gerenciados isoladamente. Ao organizar vários projetos dentro de um programa, é possível obter sinergia, que facilita a identificação e exploração das interdependências entre os projetos, aproveitando recursos e conhecimentos comuns. No gerenciamento de riscos, podemos monitorar e gerenciar riscos que possam afetar mais de um projeto, promovendo uma abordagem mais integrada. No alinhamento estratégico, garantimos que todos os projetos estejam alinhados com os objetivos estratégicos do programa e da organização e também na eficiência de recursos, onde podemos 35 melhorar a alocação e utilização de recursos compartilhados entre os projetos. Portanto, essa abordagem de múltiplos projetos é muito eficaz em programas, permitindo uma gestão mais coesa e integrada. O maior destaque ao utilizar múltiplos projetos é a sinergia que se cria entre eles. Essa sinergia permite que os projetos compartilhem recursos, conhecimentos e melhores práticas, resultando em: • Eficiência: redução de custos e tempo ao evitar duplicações e otimizar recursos. • Inovação: a troca de ideias e experiências pode levar a soluções mais criativas e eficazes. • Gerenciamento de riscos: a identificação de riscos comuns permite uma abordagem mais proativa e integrada. • Alinhamento estratégico: garantir que todos os projetos contribuam para os objetivos maiores da organização. Esses aspectos, juntos, potencializam os resultados e aumentam a probabilidade de sucesso de cada projeto individualmente e do conjunto como um todo. 2. Pool de Recursos Agora vamos explorar um pouco mais o pool de recursos que podemos criar e compartilhar para vários projetos. Não seria mais fácil agendar os recursos se fosse possível verificar o status de todas as suas atividades em um único local de fácil acesso? Como analisar as superalocações de recursos que realizam trabalhos em diversos projetos? O pool de recursos facilita a administração de pessoas ou equipamentos atribuídos a tarefas em mais de um arquivo de projeto. O pool de recursos 36 centraliza as informações sobre recursos, como seu nome, o calendário usado, suas unidades e tabelas de taxas de custo. Cada projeto que utiliza recursos do pool é denominado um arquivo participante do compartilhamento. Podemos criar um novo arquivo de projeto apenas para informações sobre recursos. Isso facilitará o gerenciamento das informações sobre recursos e das atribuições de tarefas entre os arquivos participantes do compartilhamento e o pool de recursos. Antes de criar um pool de recursos, cada projeto deve conter suas próprias informações sobre recursos. Algumas dessas informações podem se sobrepor ou mesmo entrar em conflito com informações sobre os mesmos recursos utilizados em outros projetos. Após a criação de um pool de recursos compartilhado, as informações sobre os recursos em cada projeto passam a vir desse pool único. As informações sobre atribuições, bem como as taxas de custo e a disponibilidade de todos os recursos, residem em um ponto central. Também fica mais fácil analisar as superalocações de recursos provocadas por atribuições conflitantes em mais de um projeto. Comece com um arquivo normal do Project no qual você insere apenas informações sobre recursos e o salve com um nome que indique um arquivo de pool de recursos. Depois, conecte o arquivo de projeto ao arquivo de pool de recursos, assim o arquivo individual se tornará um arquivo participante do compartilhamento. Após isso, os recursos do pool de recursos estarão disponíveis no arquivo participante do compartilhamento e as informações sobre recursos serão exibidas nesse arquivo. Em seguida, essas informações são duplicadas no pool de recursos, para que cada arquivo participante do compartilhamento tenha disponível as informações sobre atribuições provenientes de outros arquivos participantes. O maior destaque ao utilizar um pool de recursos é a flexibilidade na alocação e utilização de recursos. Isso permite: • Otimização: recursos podem ser alocados onde são mais necessários, evitando desperdícios e aumentando a eficiência. 37 • Reação ágil: a equipe pode se adaptar rapidamente a mudanças nas prioridades ou demandas dos projetos, realocando recursos conforme necessário. • Maior colaboração: facilita a colaboração entre equipes, pois os recursos são compartilhados e podem ser utilizados em diferentes projetos simultaneamente. • Redução de custos: menor necessidade de contratar ou manter recursos ociosos, já que os recursos são utilizados de maneira mais eficaz. Esses fatores contribuem para uma gestão mais eficaz e ágil, aumentando a probabilidade de sucesso dos projetos. 3. Semáforos nos cronogramas O que são os semáforos ou faróis que podemos utilizar nos cronogramas dos projetos? Os semáforos verde, amarelo e vermelho nos cronogramas dos projetos são uma ferramenta visual de monitoramento do status dos projetos. Eles ajudam a comunicar rapidamente a situação de cada projeto em relação ao seu progresso, prazos e riscos. Aqui está o que cada cor representa: • Verde: o projeto está no caminho certo. Todos os marcos e entregas estão sendo cumpridos conforme o planejado, sem grandes problemas. • Amarelo: o projeto apresenta algumas preocupações que podem impactar o progresso. É um sinal de alerta para que a equipe monitore de perto a situação e tome medidas corretivas, se necessário. Pode indicar atrasos menores ou riscos que precisam ser gerenciados. 38 • Vermelho: o projeto está enfrentando sérios problemas que podem comprometer seu sucesso. Isso pode incluir atrasos significativos, questões financeiras ou de recursos. A equipe deve agir rapidamente para identificar as causas e implementar soluções. Esses semáforos ajudam os gerentes e as partes interessadas a ter uma visão clara e rápida da saúde dos projetos, facilitando a tomada de decisões e a priorização de ações. Vocês pensam que é difícil ou fácil trabalhar com os faróis no cronograma? Adicionar semáforos nos cronogramas é geralmente considerado uma tarefa fácil, especialmente se você já tem um cronograma estruturado. A implementação pode ser feita de forma simples, seguindo estes passos: • Definição de critérios: estabeleça critérios claros para cada cor (verde, amarelo e vermelho) com base em marcos, prazos e riscos. • Avaliação regular: periodicamente, avalie o progresso do projeto e atualize os semáforos, conforme necessário. • Visualização: utilize ferramentas de gerenciamento de projetos, como planilhas ou software específico, que permitam a fácil aplicação das cores. • Comunicação: certifique-sede que a equipe e as partes interessadas entendam o significado dos semáforos e como eles são utilizados. Embora o conceito seja simples, a dificuldade pode surgir na definição dos critérios e na avaliação objetiva do status do projeto. Éimportante ser consistente e transparente para que os semáforos realmente reflitam a realidade do projeto. É importante saber que precisamos utilizar os campos personalizados para adicionar “faróis” (semáforos) em cronogramas, o que geralmente envolve a criação de indicadores que ajudam a visualizar o status das 39 tarefas em um projeto. Esses campos podem ser utilizados em softwares de gerenciamento de projetos, planilhas ou até mesmo em sistemas desenvolvidos sob medida. Como funciona: • Definição de campos personalizados: você pode criar campos que representem o status de cada tarefa, como estado, prioridade ou situação. Os valores desses campos podem ser verde, amarelo e vermelho. • Implementação em ferramentas: em uma planilha, você pode criar uma coluna chamada status e usar formatação condicional para colorir as células com base nos valores (por exemplo, verde para em andamento, amarelo para em espera e vermelho para bloqueado). • Softwares de gerenciamento: ferramentas como Trello, Asana ou Jira permitem adicionar campos personalizados e etiquetas que podem ser usados para representar esses estados e criar filtros para visualizar as tarefas por status. • Atualização dos campos: o status deve ser atualizado regularmente, com base no progresso real das tarefas. Isso pode ser feito manualmente ou por meio de automações, dependendo da ferramenta utilizada. Exemplo em planilha: colunas: tarefa, responsável, prazo, status (aqui você pode usar “verde”, “amarelo”, “vermelho”). • Formatação condicional: se o status for verde, a célula fica verde. Se o status for amarelo, a célula fica amarela. Se o status for vermelho, a célula fica vermelha. • Criação de dashboards: pode também criar dashboards que exibem gráficos de progresso baseados nesses estados, com o benefício de visualização clara, pois os faróis ajudam a visualizar rapidamente o status das tarefas, além da facilidade de comunicação, em que todos os membros da equipe podem entender rapidamente a situação atual sem precisar de discussões longas. 40 Também temos algumas curiosidades relevantes sobre o uso de faróis (ou semáforos) em cronogramas e gerenciamento de projetos: • Visualização eficiente: o uso de cores para representar status (como nos faróis) melhora a compreensão visual e acelera a identificação de problemas, permitindo que as equipes respondam rapidamente a atrasos ou obstáculos. • Origem do conceito: a ideia de usar cores para sinalização remonta aos primeiros sistemas de tráfego. Esse conceito foi adaptado para o gerenciamento de projetos, em que as cores transmitem informações de forma intuitiva. • Redução de ambiguidade: o uso de cores claras reduz a ambiguidade nas comunicações. Por exemplo, amarelo indica que algo precisa de atenção, enquanto vermelho sinaliza um bloqueio claro, evitando mal- entendidos. • Agilidade e proatividade: sistemas que implementam esses faróis ajudam as equipes a serem mais ágeis. A visualização do status permite que as decisões sejam tomadas proativamente, evitando que problemas cresçam. • Adaptação em diversos contextos: o conceito de faróis pode ser aplicado não apenas em cronogramas de projetos, mas também em contextos como gestão de tarefas, controle de qualidade e monitoramento de desempenho. • Aprimoramento contínuo: muitas equipes usam os faróis como parte de uma metodologia ágil, em que as revisões periódicas ajudam a ajustar os status e melhorar a eficiência dos processos. Essas características tornam o uso de faróis em cronogramas uma prática valiosa no gerenciamento moderno de projetos. 41 4. Relatórios nos cronogramas Por fim, vamos abordar os relatórios em cronogramas, que são documentos ou resumos que fornecem uma visão geral do progresso, desempenho e status de um projeto ou tarefa ao longo do tempo. Eles são ferramentas essenciais para a comunicação entre membros da equipe, gerentes e outras partes interessadas. Aqui estão algumas características e tipos comuns de relatórios em cronogramas: • Visibilidade: oferecem uma visão clara do que foi realizado, o que está em andamento e o que ainda precisa ser feito. • Métricas e indicadores: frequentemente incluem métricas como prazos, custos e progresso em relação às metas estabelecidas. • Identificação de riscos: ajudam a identificar problemas ou riscos potenciais que podem impactar o cronograma. • Atualizações periódicas: podem ser gerados em diferentes frequências, como semanalmente, mensalmente ou em marcos importantes do projeto. Os tipos mais comuns de relatórios podem ser listados como: • Relatório de progresso: resume o progresso em relação ao cronograma planejado. Pode incluir porcentagens de conclusão e tarefas concluídas. • Relatório de status: foca no estado atual do projeto, destacando áreas de sucesso e problemas. Muitas vezes, inclui o uso de semáforos para indicar status (verde, amarelo, vermelho). • Relatório de desempenho: compara o desempenho atual com o planejado, utilizando métricas como CPI (Índice de Desempenho de Custo) e SPI (Índice de Desempenho de Prazo). • Relatório de risco: identifica riscos atuais e potenciais, juntamente com os planos de mitigação. 42 • Relatório de encerramento: fornecido ao final do projeto, resume o que foi alcançado, as lições aprendidas e recomendações para projetos futuros. A partir dos tipos de relatórios, a sua importância pode ser entendida para: • Tomada de decisão: ajudam líderes e partes interessadas a tomar decisões informadas sobre recursos, cronogramas e prioridades. • Responsabilidade: promovem responsabilidade ao documentar o que foi feito e o que ainda precisa ser realizado. • Transparência: melhoram a comunicação e transparência entre os membros da equipe e as partes interessadas. É muito importante saber os conceitos de multiplos projetos para utilizá-los em programas ou projetos muito grandes ou complexos, nos quais podemos ter uma visão de cada projeto ou subprojeto individualmente, mas quando precisarmos ter uma visão consolidada, basta efetuarmos os vínculos dos projetos. O pool de recursos possibilita a criação de um único arquivo com todos os recursos do departamento ou da empresa e compartilhe com todos os projetos que estão em andamento. Os semáforos são de rápida visualização para sabermos se estamos no prazo ou se temos algum atraso. Neste tópico dos faróis cabe muito bem a célebre frase popular: “uma imagem vale mais do que mil palavras”. Para finalizar, temos vários tipos de relatórios, cada um com as suas especifidades e que podem nos ajudar muito na tomada de decisão. Referências VARGAS, Ricardo. Microsoft Project Professional 2016. São Paulo: Saraiva Educação, 2016. 43