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NEUROPLASTICIDADE O PODER DO CERÉBRO EM SE REGENERAR PREPARANDO PARA O FUTURO Hábitos alimentares na infância definem o funcionamento do organismo ao longo da vida FIBRAS Seu consumo reduz o risco de desenvolvimento de doenças LIQUID CAPSULES ESSENTIA NOVA TECNOLOGIA EM BIODISPONIBILIDADE TIPOS DE PROTEÍNAS Entenda seus benefícios e saiba como escolher a sua 7a EDIÇÃO JUNHO 2015 VEGGIE PROTEIN BEEF PROTEIN BEEF PROTEIN MIX DE PROTEÍNAS VEGETAIS ERVILHA BATATA ANTIOXIDANTES DO CACAU PROTEÍNA HIDROLISADA ISOLADA DA CARNE BOVINA SEM HORMÔNIOS E ANTIBIÓTICOS HIPOALERGÊNICO veggieprotein.com.br beefproteinessential.com.br essentialnutrition.com.br SEM ADOÇANTES ARTIFICIAIS SEM LACTOSESEM GLÚTENSEM AÇÚCAR 0800 607 9030 VEGANO R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 2 POR PORÇÃO 22g PROTEÍNA AÇAÍ WHEYCACAO WHEY VANILLA WHEY WHEY PROTEIN ISOLADO E HIDROLISADO Cross-fl ow microfi ltration Processo que purifi ca e preserva as propriedades das proteínas. cacaowhey.com.br acaiwhey.com.br vanillawhey.com.br SEM GORDURA TRANS SEM CONSERVANTES SEM CORANTES ARTIFICIAIS R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 3 Prezado leitor, Ao finalizar esta edição, vejo reafirmada a minha certeza de que os pilares do envelhecimento saudável estão cada vez mais sólidos no meio científico. A importância da atividade física, da alimentação sau- dável, manejo do estresse e sono, assim como o uso de suplementos e reposição hormonal adequados e assistidos, estão cada vez mais presentes na literatura médica. Destacamos nesta edição, em uma minuciosa revisão científica, a importância da prevenção e manutenção da saúde cerebral. Devido à crescente incidência, a prevenção de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer, Parkinson e Acidente Vascular Cerebral (AVC), se tor- nou uma questão de saúde pública. Só nos EUA os gastos relacionados com essas doenças estão estimados em mais de 150 bilhões de dóla- res por ano. Envelhecer preservando a memória, atenção e raciocínio é um desejo fundamental do ser humano, e presentemente começamos a vislumbrar caminhos para alcançar isto. Outra revisão importante que fizemos nesta edição foi o uso de dife- rentes fontes de proteínas. Apesar das proteínas serem o suplemento mais consumido, ainda existem muitas dúvidas para escolher a prote- ína mais adequada ao seu consumo. Existem no mercado muitas varia- ções de whey e agora surgem de forma crescente diferentes proteínas de fontes vegetais e animal. Esta 7ª edição da Revista Essentia traz, com muito orgulho, uma maté- ria que apresenta uma tecnologia inovadora no mundo da manipula- ção: as Liquid Capsules Essentia. São cápsulas que permitem uma retenção segura de óleos, logrando assim o encapsulamento do Sor- bsystem – Sistema Lipofílico de Absorção, desenvolvido pela Essentia Pharma que potencializará ainda mais a ação dos ativos. Enfim, agradeço a todos que fazem parte destas conquistas, ressal- tando a importante projeção dos produtos Essential Nutrition, que já tem admiração e reconhecimento de suas qualidades no Brasil e agora, também no mercado Europeu. Um novo começo, uma nova etapa de crescimento de nosso trabalho. Paulo Urban Diretor Imagens: shutterstock Tiragem: 20.000 Gráfica: Coan /essentiapharmacia www.essentia.com.br www.revistaessentia.com.br R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 4 06 20 66 74 26 30 46 50 60 07 08 09 12 13 14 10 ACONTECEU LANÇAMENTO NA EUROPA ESSENTIAL NUTRITION ACONTECERÁ CIÊNCIA ATUAL ESTABILIZAÇÃO DO DNA COM O ZINCO CIÊNCIA ATUAL A DIETA DE EXCLUSÃO E O REFLUXO GASTROESOFÁGICO CIÊNCIA ATUAL ARGININA NO TRATAMENTO DA GORDURA ABDOMINAL CIÊNCIA ATUAL O ÓLEO DE PEIXE COMO PROTETOR DO CORAÇÃO APÓS ATAQUE CARDÍACO IFIT CERTIFICAÇÃO INTERNACIONAL COISAS DE MULHER O PAPEL BENÉFICO DAS FIBRAS ESPECIAL ESSENTIA LIQUID CAPSULES ESSENTIA RECEITA GRANOLA YOGURT MOUSSE & BERRIES SUPER ALIMNTOS VITRINE ARTIGO NEUROPLASTICIDADE: MANTENDO A SAÚDE CEREBRAL FITNESS SUA DESCULPA É FALTA DE TEMPO? TURISMO UM FIO DE AZEITE QUE LIGA VIAGEM E GASTRONOMIA INFÂNCIA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NA INFÂNCIA: ALICERCE PARA A VIDA NOVAS FONTES DE PROTEÍNA R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 5 ÍNDICE ACONTECEU Lançamentos internacionais A Essential Nutrition fez o primeiro lança-mento internacional de seus produtos em duas importantes feiras na Europa nos meses de abril e maio. A Natural and Orga- nic Product Show Europe aconteceu em Lon- dres nos dias 19 e 20 de abril. Foram lançados Cacao Whey, Vanilla Whey, Chocolift, Veggie Protein, Sweetlift e Sweetlift Cook, e cerca de 650 expositores e 5.000 pessoas participaram da feira. Além de expor, a Essential Nutrition também teve a oportunidade de buscar as melhores matérias-primas do mundo para melhorar ainda mais seus novos produtos na Vitafoods Europe, a maior feira na área de suplementos na Europa que aconteceu nos dias 5, 6 e 7 de maio em Genebra, Suíça. Cerca de 400 empre- sas de suplementos e 750 empresas de maté- ria-prima expuseram seus produtos para mais de 14.000 pessoas que visitaram a feira. De forma inédita, a Essential Nutrition fez o lançamento simultâneo (Brasil – Europa) de dois novos produtos: o Chocokids, que inau- gura a linha saudável e deliciosa para crian- ças e o Açaí Whey, que leva o sabor da cultura brasileira para o mundo. Ao mesmo tempo que uma equipe representava a Essential Nutrition na Europa, outra equipe no Brasil participava da Hi Nutrition, em São Paulo. R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 6 ACONTECEU CONGRESSO INTERNACIONAL DE PRÁTICA ORTOMOLECULAR 19-21 JUNHO LOCAL: HOTEL MAKSOUD São Paulo XX Simpósio de Obesidade e Síndrome Metabólica, XIII Annual Mee- ting International Colleges for Advancements of Medical Nutrition, XII Forúm de Direito Humano à Alimentação Adequada Mais informações: www.abran.org.br/para-profi ssionais/calendario- -cientifi co/congresso-e-jornadas/ LOCAL: CENTRO DE CONVENÇÕES DO SHOPPING FREI CANECA São Paulo O Congresso contará com uma série de palestras voltadas para médicos e nutricionistas da área de fi siologia hormonal e medicina preventiva. Com eventos simultâneos: II Encontro Brasileiro de Longevidade e Quali- dade de Vida da SOBRAF, IV Workshop de Nutrição Bioquímica Fisiológica. Mais informações: longevidadesaudavel.com.br/ivcongresso XI CONGRESSO INTERNACIONAL DE NUTRIÇÃO FUNCIONAL 2015 10-12 SETEMBRO XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE NUTROLOGIA IV CONGRESSO INTERNACIONAL DE FISIOLOGIA HUMANA DA WOSAAM E GRUPO LONGEVIDADE SAUDÁVEL 23-25 SETEMBRO 16-18 OUTUBRO LOCAL: CENTRO DE CONVENÇÕES DO SHOPPING FREI CANECA São Paulo Com eventos simultãneos: X Congresso de Envelhecimento Saudável, IV Fórum de Nutrição Funcional, Nutrigenômica e Ortomolecular, II Con- gresso Latino-Americano de Nutrigenômica Clínica e Ortomolecular Mais informações: congressoortomolecular.com.br LOCAL: CENTRO DE CONVENÇÕES DO SHOPPING FREI CANECA São Paulo Com eventos simultâneos: X Congresso de Envelhecimento Saudável, IV Fórum de Nutrição Funcional, Nutrigenômica e Ortomolecular, II Con- gresso Latino-Americano de Nutrigenômica Clínica e Ortomolecular Mais informações: www.vponline.com.br/2014/pt/congresso.php R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 7 ACONTECERÁ Estabilização do DNA com o Zinco Um estudo randomizado e duplo-cego relatado na revista Nutrition Research descobriu um efeito protetor da suplementação de zinco con- tra danos no DNA. Esse tipo de dano genético é causado principalmente por espécies reati- vas deoxigênio e pode levar a doenças caso esta fragmentação do DNA não seja reparada. O estudo incluiu 40 mulheres etíopes com baixos níveis de ingestão de zinco, medidos em amostras de sangue colhidas no início do estudo. As mulheres receberam 20mg de zinco a partir de sulfato de zinco ou um placebo, dia- riamente, durante 17 dias. O exame Cometa, que detecta quebras de DNA, foi realizado em células coletadas no início e no final do estudo. Enquanto os níveis de zinco no plasma não foram significativamente alterados ao final do estudo, a medição dos danos do DNA apresentou diminuição média de 39,7% no grupo suplementado. “A deficiência de zinco, in vitro e in vivo, é associada com aumento do estresse oxidativo e danos no DNA”, afirma Maya L. Joray da University of Colorado Health Sciences Center, responsável pela pesquisa. “Como resultado dessa relação entre os níveis de zinco celulares e danos no DNA, o teste Cometa, pode representar uma ferramenta fun- cional sensível para avaliar a resposta à suple- mentação de zinco.” COMENTÁRIO DO EDITOR: Sabe-se, hoje, que muitas doenças como o câncer, problemas cardíacos e até o envelhecimento dependem da estabilidade do DNA e do tamanho dos telômeros (terminações dos cromossomos, que os mantém estáveis durante a replicação celular). Esse trabalho indica a importância dos micronutrientes na manutenção da saúde do DNA (ação nutrigenômica), reforçando a necessidade da ingestão adequada de zinco. FONTE: http://www.lef.org/newsletter/2014/12/DNA-damage-may-be-a-marker-of-insufficient-zinc-status/page-01?utm_source=eNewsletter_EZX400E&utm_ medium=email&utm_term=Article&utm_content=Button&utm_campaign=2014Wk53 Zn CIÊNCIA ATUAL R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 8 Dieta de exclusão pode ser útil para o refluxo gastroesofágico A doença de refluxo gastroesofágico, ou DRGE, que causa azia ou queimação, dor torácica e tosse seca, é um dos problemas mais comuns relacionados ao aparelho digestivo. A origem da DRGE permanece em grande parte desco- nhecida, embora cerca de 20% da população adulta nos países ocidentais seja afetada por sintomas de refluxo semanalmente. Entre os doentes, 50% permanecem em terapia contí- nua pois esta patologia pode predispô-los ao câncer de esôfago. Estudo recente publicado na revista World Journal of Gastroenterology traz boas novas afirmando que um simples exame de sangue para intolerâncias alimen- tares poderia ajudar no caminho do alívio dos sintomas desconfortáveis e potencialmente perigosos. O estudo duplo-cego, randomizado e controlado apresenta um método de teste único e não invasivo para identificar intole- râncias alimentares, o que poderia reduzir os sintomas em até 50%, sem a utilização de inibidores da bomba de prótons (IBP) – grupo de medicamentos que reduzem a produção do ácido gástrico, como omeprazol. Segundo o estudo, se identificados os alimen- tos que provocam intolerância ao indivíduo, o passo seguinte seria assumir uma dieta de exclusão dos mesmos. Os cientistas testa- ram 38 pacientes com DRGE que estavam res- pondendo parcialmente aos IBPs utilizando o teste de hipersensibilidade alimentar baseado na técnica leucotóxica (que se baseia na ava- liação óptica de leucócitos em uma amostra de sangue que entra em contato direto com substâncias alimentares específicas). Com o método da dieta de exclusão, os resultados sugerem que, embora nem todos os sintomas de DRGE possam ser atribuídos à intolerân- cia alimentar, esta condição patogênica pode desempenhar um papel no desenvolvimento dos sintomas de DRGE. Assim, as dietas à base de exclusão podem ser consideradas como ferramentas terapêuticas eficazes, segu- ras, de baixo custo e particularmente indicadas quando o tratamento com IBPs não for eficaz ou não indicado. FONTE: World Journal of Gastroenterology, Elimination Diets Turn Off GERD Symptoms, Dezembro 2014 COMENTÁRIO DO EDITOR: Este estudo comprova uma observação comum na clínica diária - quando retirados alguns alimentos há melhora dos sintomas do refluxo gastroesofágico. Os alimentos mais frequentemente usados no dia a dia, como o glúten, leite, soja, ovo, são os maiores causadores por promoverem uma hipersensibilidade pela exposição repetitiva. Parece que o refluxo é uma sabedoria do corpo tentando devolver o que não deveria ter entrado. No Brasil, está disponível o teste de IgG de alimentos para identificar as hipersensibilidades alimentares. Outra opção para identificar os alimentos causadores de refluxo pode ser a técnica de exclusão e reintrodução dos alimentos. CIÊNCIA ATUAL R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 9 Certifi cação internacional Um grande desafi o para atletas e consumi-dores de suplementos proteicos, diante do excesso de opções disponíveis no mercado, é a escolha do produto ideal. Com centenas de opções para escolher, o momento de selecionar um suplemento proteico pode se tornar um desafi o. A preocupação quanto à integridade dos suplementos de saúde e esportivos é inteiramente válida, uma vez que, o consumidor tem direito às informações, e que estas sejam legítimas na hora da compra. O whey protein, muito conhecido e cientifi ca- mente comprovado como suplemento proteico diário e fonte de grande quantidade de amino- ácidos essenciais, que pode aliviar as defi ci- ências que ocorrem durante o envelhecimento e o diabetes, bem como outras condições, além de ser muito utilizado pelos praticantes de esporte para ganho de massa muscular, teve sua reputação manchada, em fevereiro de 2014, quando a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) constatou diferenças sig- nifi cativas entre as quantidades de carboidra- tos e proteínas anunciadas no rótulo e o teor de fato presente no produto de vários fabrican- tes brasileiros. Mesmo sem haver sido notifi cada, a Essential Nutrition encaminhou seu whey para ser anali- sado pelo laboratório da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina. Além disso, preo- cupada com a relação de cuidado, qualidade e transparência entre a marca e seus consumi- dores, contratou o programa certifi cador inter- nacionalmente reconhecido, IFIT - International Fitness Ingredient Testing Program, que testa e certifi ca especifi camente suplementos relati- vos à saúde e ao esporte. Assim, o consumidor pode desfrutar o Cacao Whey e o Vanilla Whey com a certeza de que está tomando produtos excelentes e certifi ca- dos. Foram realizados os seguintes testes1: IFIT » ANÁLISE DE INGREDIENTES ATIVOS; » ANÁLISE MICROBIOLÓGICA; » METAIS PESADOS E RESÍDUOS DE SOLVENTES; » SUBSTÂNCIAS PROIBIDAS; » A NÃO PRESENÇA DE ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS (SIGLA EM INGLÊS, GMO). International Fitness Ingredient Testing Program R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 10 Referências disponíveis em: 1. http://www.ifitprogram.com 2. http://www.lgcgroup.com/sectors/sports/#.VGIoGodqkZY 3. http://www.ifitprogram.com/media/10796/banned_substance_testing_for_ifit_-_final.pdf ANÁLISE DOS INGREDIENTES ATIVOS Os produtos são analisados para determinar se a quan- tidade de ingredientes ativos descrita na embalagem do produto corresponde às especificações das infor- mações nutricionais. Para ilustrar essa análise na prá- tica, tomemos o rótulo do Cacao Whey como exemplo, onde consta que em cada porção de 30g, 22g corres- ponde à quantidade de proteína – valor exato ao encon- trado pela certificadora IFIT. Para completar as 30g da porção, o Cacao Whey possui ingredientes que forne- cem a textura e o delicioso sabor no produto: alta con- centração de cacau gourmet, xilitol (adoçante de fonte natural e de baixo índice glicêmico e não cariogênico), fibras e minerais. TESTE MICROBIAL A análise microbiológica foi meticulosae não encon- trou qualquer contaminação, confirmando o alto grau de pureza do produto. Os resultados incluem: » Contagem total de placa aeróbica normal, indicando ausência de bactérias no produto (<3 x 10² UFC/g ou ml); » Bolores e leveduras ausentes (<3 x 10² UFC / g ou ml); » E. Coli, Salmonella sp., Staphylococcus sp., P. aeruginosa: ausente (não detectado por 1 g ou 1 ml), indicando ausência de contaminação bacteriana ou fecal. METAIS PESADOS E RESÍDUOS DE SOLVENTES A análise comprovou a ausência de metais pesados ou contaminantes minerais. Os resultados encontrados foram: » Mercúrio (Hg), chumbo (Pb), arsênio total (As), cádmio (Cd): (<0,1 ppm); » Resíduos de solventes - Classe I e II (<LMR). TESTE DE SUBSTÂNCIAS PROIBIDAS Nenhuma substância proibida foi encontrada pela cer- tificadora IFIT, que fez uma parceria com um laboratório de vigilância de medicamentos de renome internacio- nal, HFL Sports Science - adquirido por LGC2, um dos principais laboratórios independentes do mundo em vigilância de drogas e que se especializa em todos os aspectos do controle de doping para o esporte e atle- tas. O programa garante que os produtos sejam livres de substâncias proibidas3, um subconjunto da lista de substâncias proibidas da Agência Antidoping Mundial. TESTE GMO-FREE (GMO - GENETICALLY MODIFIED ORGANISM) Nenhuma substância oriunda de GMO foi encontrada. Para esse teste, o programa IFIT utiliza técnicas de PCR para analisar qualitativamente quanto à presença do promotor 35S de CaMV, o promotor de FMV 34S e os genes de terminador NOS. Esses testes detectam os elementos genéticos que são compartilhados entre a maioria dos GMO comerciais, cobrindo uma ampla gama de possíveis fontes desses organismos modifi- cados geneticamente (transgênicos), incluindo milho, soja, canola, beterraba e outros. Com o selo IFIT no rótulo dos seus produtos whey protein, a Essential Nutrition se destaca investindo, mais uma vez, na qualidade máxima que seu nome representa no mercado. Além do excelente sabor de seus produtos, apresenta qualidade destacada, e agora, internacionalmente comprovada. Certificação internacional 11R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. Arginina no tratamento da gordura abdominal Além de ser pouco atraente, a gordura loca- lizada na barriga também tem efeitos pre- judiciais sobre a saúde geral devido a sua natureza inflamatória. Essa adiposidade visce- ral tem sido associada a taxas mais elevadas de risco cardiometabólico que outros tipos de adiposidades. Recentemente, um estudo piloto recrutou um total de 20 mulheres obesas com idades entre 18 e 40 anos para testar a eficá- cia da suplementação do aminoácido arginina como tratamento da gordura abdominal. Foram administrados 3g de L-arginina, três vezes por dia, durante 12 semanas, bem como também foi feito aconselhamento sobre mudança de estilo de vida. As participantes toleraram bem a suplementação de arginina não apresentando efeitos secundários nocivos. A circunferência abdominal diminuiu de 115,6 para 109,2cm (p = 0,0004) e o peso reduziu de 98,6 para 95,7 em 12 semanas (p = 0,015). Também foram observadas reduções significativas da linha de base no índice de massa corporal (IMC) e na relação entre a circunferência abdominal e o quadril (RCQ). O estudo concluiu que o uso da arginina para a redução da gordura abdominal pode ser efetivo. FONTE: Ryan T. Hurt, Jon O. Ebbert, Darrell R. Schroeder, et al. L-Arginine for the Treatment of Centrally Obese Subjects: A Pilot Study. Journal of Dietary Supplements, March 2014, Vol. 11, No. 1 : Pages 40-52. COMENTÁRIO DO EDITOR: O aumento da liberação do Hormônio de Crescimento (que é lipolítico, queimando mais a gordura abdominal), produção de óxido nítrico e síntese de novas mitocôndrias no tecido gorduroso são alguns dos motivos pelo qual se compreende este fantástico efeito “queimador” de gordura abdominal que a arginina tem. CIÊNCIA ATUAL R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 12 Óleo de peixe protege o coração danificado após ataque cardíaco Primeiro estudo clínico randomizado e contro- lado a usar imagem quantitativa do movimento cardíaco (ressonância magnética cardíaca – RMC) para analisar como realmente o ácido graxo ômega-3 pode proteger o coração após um ataque cardíaco grave apresenta resulta- dos importantes por confirmar um efeito de proteção e, portanto, apontar possíveis gran- des implicações. Os investigadores do estudo, exposto pelo American College of Cardiology, randomizaram 374 pacientes em recuperação de um ataque cardíaco e executaram tratamento padrão de 4g do ácido graxo ômega-3 (dose maior que nos estudos anteriores) ou placebo (óleo de milho), diariamente durante 6 meses. Os gru- pos foram ajustados em termos de localização do enfarte - anterior ou não anterior - e idade. Os trabalhos de sangue e imagiologia cardíaca foram analisados em duas a quatro semanas pós-ataque cardíaco e, novamente, aos seis meses. A função cardíaca foi medida através do aumento do volume sistólico do ventrículo esquerdo. Os pacientes do grupo ômega-3 tive- ram significativamente menos evidências de fibrose, 39% menos probabilidade de mostrar uma deterioração da função cardíaca, melho- res marcadores de inflamação sistêmica e, com unanimidade, maiores benefícios quando comparados com o grupo placebo. “É uma terapia muito bem tolerada”, afirmou o Dr. Raymond W. Kwong, M.P.H., professor asso- ciado de medicina na Harvard Medical School e diretor do departamento de Ressonância Magnética Cardíaca do Brigham and Women’s Hospital, em Boston, e autor sênior do estudo, acrescentando que é improvável que pacientes obtenham uma quantidade ideal de ômega-3 unicamente através da dieta regular. Os pei- xes que mais contêm esse ácido graxo, com- ponente chave das membranas celulares que ajuda como sinalizador celular, função imuno- lógica adequada, e que também pode melho- rar o funcionamento cognitivo, são o salmão, atum, truta e sardinha. FONTE: https://www.acc.org/about-acc/press-releases/2015/03/04/16/36/omega-3-fatty-acids-appear-to-protect-damaged-heart-after-heart-attack?w_nav=S COMENTÁRIO DO EDITOR: Este trabalho é super importante em comprovar de forma inequívoca os benefícios cardíacos da suplementação com ômega-3. O uso de 4 gramas ao dia de ômega-3 mostrou benefícios objetivos para o coração após sofrer enfarte cardíaco. CIÊNCIA ATUAL R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 13 O papel benéfico das fibras Apesar de não ser considerada um ‘nutriente’, a fibra alimentar é muito importante para nossa alimentação e, por isso, o papel da sua ingestão tem sido cada vez mais estudado1, 2. Antes acreditava-se que elas seriam impor- tantes apenas para melhorar o funcionamento intestinal, mas hoje já se descobriu que o consumo adequado de fibras na dieta pode reduzir o risco de desenvolvimento de algu- mas doenças crônicas como: doença arterial coronariana (DAC)3, acidente vascular cerebral (AVC)4, hipertensão arterial5, diabetes mellitus (DM)6 e algumas desordens gastrointestinais7. O aumento na ingestão de fibras também melhora os níveis de colesterol no sangue8, 9, reduz os níveis da pressão arterial5, melhora o controle da glicemia em pacientes com dia- betes mellitus10, auxilia na redução do peso corporal11 e atua na melhora do sistema imu- nológico12. As fibras são carboidratos que não podem ser digeridos pelo organismo. São polissa- carídeos e polímeros de fenóis encontrados na composição de alguns alimentos. Elas interferem nos movimentos do sistema gas- trointestinal, melhorando nossa disposição e reduzindo o risco de uma série de doenças, pois resistem à ação das enzimas digestivas COISAS DE MULHERR E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 14 O papel benéfico das fibras humanas e podem ser parcialmente digeridas por bactérias do cólon ou excretadas de forma inalterada nas fezes. As fibras ajudam na manutenção da microbiota intestinal saudável que está relacionada à proteção contra a colo- nização e proliferação de bactérias patogêni- cas, no bom funcionamento do sistema imune e absorção adequada de nutrientes, sendo fun- damental para a saúde13-16. Segundo a Organi- zação Mundial da Saúde (OMS), recomenda-se o consumo diário de pelo menos 25g de fibra. No entanto, com o aumento do consumo de alimentos industrializados e refinados, esta ingestão diária é prejudicada. Isso porque durante o processamento, esses produtos per- dem alguns nutrientes, inclusive as fibras. As fibras alimentares são classificadas em dois grupos, de acordo com seu perfil de solu- bilidade. Podem ser encontradas em frutas, legumes, leguminosas e nos alimentos à base de cereais integrais. AS FIBRAS SOLÚVEIS: pectinas, mucilagens, gomas (goma arábica e goma guar), inulina, FOS (fruto-oligossacarídeos), betaglucano, psílio e hemiceluloses tipo A. Estas fibras têm a capacidade de se ligar à água e formar géis (por isto chamadas solúveis). No trato gas- trointestinal, retardam o esvaziamento gás- trico, o tempo de trânsito intestinal, diminuem o ritmo de absorção de glicose e colesterol, são substratos para fermentação bacteriana que resultam em gases (hidrogênio, metano e dióxido de carbono) e se transformam em ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) que funcionarão como alimento para a flora intes- tinal saudável e para os enterócitos, importan- tes para o metabolismo intestinal13, 18, 20. São encontradas principalmente em frutas e verdu- ras, mas também em cereais (aveia e cevada) e leguminosas (feijão, grão de bico, lentilha e ervilha)20. > O excesso de fibras solúveis (acima de 50 gramas) pode provocar aumento da fermentação intestinal com intensa formação de gases e até diarreia. PRINCIPAIS EFEITOS METABÓLICOS DAS FIBRAS SOLÚVEIS13, 18, 19, 20: » Retardam o esvaziamento gástrico podendo dar sensação de saciedade; » Alteram o metabolismo no cólon através da produção dos AGCC; » Modulam a mobilidade gastrointestinal; » Promovem o desenvolvimento da flora intestinal; » Proporcionam energia para a mucosa intestinal; » Diminuem o pH do cólon, dificultando o surgimento de bactérias patogênicas; » Melhoram a proteção contra infecção; » Aumentam a tolerância à glicose. O papel benéfico das fibras R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 15 FIBRAS INSOLÚVEIS: celulose (fibras vege- tais), hemiceluloses tipo B, amido resistente e lignina. Fazem parte da estrutura exterior das células vegetais, apresentam efeito mecânico no trato gastrointestinal, são pouco fermentá- veis e aceleram o tempo de trânsito intestinal devido à absorção de água15. Assim, aumentam o peso e maciez das fezes, reduzindo a cons- tipação intestinal. São pouco fermentáveis, não causando formação de gases e diarreia, mas se consumidas em grandes quantidades resultará em fezes volumosas. Vale lembrar que para as fibras insolúveis cumprirem o seu papel no organismo, é necessária a ingestão de bastante líquido. São encontradas princi- palmente em verduras, farelo de trigo, aveia, arroz e grãos integrais. PRINCIPAIS EFEITOS METABÓLICOS DAS FIBRAS INSOLÚVEIS15-18: » Aumentam o peso e a maciez das fezes; » Aumentam a frequência da evacuação e diminuem o tempo de trânsito no cólon; » Reduzem a constipação; » Retém água; » São pouco fermentáveis; » Não são viscosas; » Intensificam a proteção contra infecção bacteriana. COISAS DE MULHER R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 16 MELHORA DA FUNÇÃO INTESTINAL = MELHORA DA IMUNIDADE A fibra solúvel se dissolve em água. A insolú- vel não. Até certo ponto essa diferença deter- mina suas funções no corpo e seus benefícios para a saúde, mas as duas agem igualmente sobre a velocidade do trânsito intestinal. As fibras solúveis provocam reações de fermen- tação, produzindo altas concentrações de substâncias específicas, denominadas de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC). Esses elementos são os principais promotores da mobilidade do conteúdo fecal e regularizam o trânsito intestinal de forma suave. No intes- tino grosso, os AGCC funcionam como fonte de energia para a mucosa e como agentes protetores de várias doenças, como diarreia, inflamações intestinais e do câncer de cólon. Por outro lado, as fibras solúveis formam uma camada superficial suave ao longo da mucosa do intestino delgado e servem de barreira na absorção de alguns nutrientes, atrasando o metabolismo essencial dos carboidratos e das gorduras. Isso contribui de sobremaneira para a estabilização do metabolismo energético, controlando os aumentos bruscos na taxa de glicemia. Estudos já realizados comprovam também que a ingestão de fibras solúveis con- tribui na diminuição da taxa do colesterol, por reduzir a absorção dos sais de colesterol no intestino delgado terminal. É importante ressaltar também uma das pro- priedades mais interessantes das fibras solú- veis, a fermentação. As fibras fermentadas convertem-se em nutrientes necessários para um melhor desenvolvimento das bactérias bífidos e lactobacilos, aumentando favoravel- mente a flora bacteriana benéfica, o que causa a inibição do crescimento de bactérias patogê- nicas (malignas). Com isso, o sistema imuno- lógico do órgão também torna-se fortalecido, prevenindo casos de infecção gastrointestinal e, até mesmo, de câncer de colón. O papel benéfico das fibras R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 17 PROTEÇÃO CARDIOVASCULAR Um estudo recente avaliou a associação da ingestão de fi bra alimentar versus a mortali- dade. Os resultados revelaram que aqueles que consomem mais fi bras têm, em média, 25% menor risco de morte por qualquer causa, e não apenas doença cardíaca, em compara- ção com os indivíduos que não consumiram fi bras22. Outro estudo revelou que os indiví- duos que aumentaram o consumo de fi bras após sofrer um enfarte do miocárdio também reduziram o risco de morte por qualquer causa, incluindo novos eventos cardiovasculares, conforme relatado pela revista Time23: “Cada aumento de 10g de fi bra por dia foi, em média, associado a um risco 15% menor de morte durante o período de estudo. É o primeiro estudo a sugerir que pacientes com ataque do coração se benefi ciaram da adição de fi bras na dieta diária. Estudos mostram que os alimentos ricos em fi bras podem combater a infl amação, um gatilho potencial para ataques cardíacos, bem como manter baixos os níveis de colesterol LDL, que podem acumular-se nas artérias do coração 24.” ALÉM DA SACIEDADE Pesquisadores do Imperial College, de Londres (Inglaterra), descobriram que o segredo para inibir o apetite estaria em uma molécula cha- mada acetato, liberada no intestino durante o consumo de fi bras 21. Após experimentos com camundongos, obser- vou-se que, quando o acetato se acumula no hipotálamo (região do cérebro que regula a fome), uma série de reações químicas afetam os neurônios, reduzindo o apetite. Durante o estudo, quando o acetato foi injetado dire- tamente na corrente sanguínea, intestino ou cérebro dos camundongos, houve uma redução no consumo de comida. Como essa substân- cia permanece ativa somente por um pequeno período de tempo no corpo, os cientistas acre- ditam que apenas uma “pílula de acetato” seja necessária para prolongar o efeito da substân- cia no organismo21. A pesquisa analisou, também, os efeitos de um tipo de fi bra chamada inulina, originária da chicória e beterraba e adicionada em barras decereais. Durante o experimento, foi verifi cado que as cobaias submetidas a uma dieta rica em gordura e inulina comeram menos e, con- sequentemente, ganharam menos peso do que os roedores que consumiram uma dieta rica em gordura, mas sem inulina21. Esta pesquisa também encontrou uma asso- ciação inversa entre a ingestão de fi bras e ata- que cardíaco. Aqueles que comem uma dieta rica em fi bras têm um risco 40% menor de doenças cardíacas. Uma pesquisa publicada no ano passado também descobriu que, para cada 7 gramas a mais de fi bra que você con- some diariamente, o seu risco de acidente vas- cular cerebral (AVC) é reduzido em 7%25. Isso COISAS DE MULHER R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 18 Referências 1. Hans Hauner H, Bechthold A, Boeing H, Brönstrup A, Buyken A, Leschik-Bonnet E, et al. Evidence-based guideline of the German Nutrition Society: carbohydrate intake and prevention of nutrition-related diseases. Ann Nutr Metab. 2012;60(Suppl 1):1-58. 2. Hur IY, Reicks M. Relationship between Whole-Grain Intake, Chronic Disease Risk Indicators, and Weight Status among Adolescents in the National Health and Nutrition Examination Survey, 1999-2004. J Am Diet Assoc. 2012;12(1):46-55. 3. Liu S, Stampfer MJ, Hu FB, Giovannucci E, Rimm E, Manson JE, et al. Whole-grain consumption and risk of coronary heart disease: results from the Nurses’ Health study. Am J Clin Nutr. 1999;70(3):412-9. 4. Steffen LM, Jacobs DR Jr, Stevens J, Shahar E, Carithers T, Folsom AR. Associations of whole-grain, refi ned grain, and fruit and vegetable consumption with risks of all-cause mortality and incident coronary artery disease and ischemic stroke: the Atherosclerosis Risk in Communities (ARIC) Study. Am J Clin Nutr. 2003;78(3):383-90. 5. Whelton SP, Hyre AD, Pedersen B, Yi Y, Whelton PK, He J. Effect of dietary fi ber intake on blood pressure: a meta-analysis of randomized, controlled clinical trials. J Hypertens. 2005;23(3):475-81. 6. Montonen J, Knekt P, Jarvinen R, Aromaa A, Reunanen A. Whole-grain and fi ber intake and the incidence of type 2 diabetes. Am J Clin Nutr. 2003;77(3):622-9. 7. Petruzziello L, Iacopini F, Bulajic M, Shah S, Costamagna G. Review article: uncomplicated diverticular disease of the colon. Aliment Pharmacol Ther. 2006;23(10):1379-91. 8. Brown L, Rosner B, Willett WW, Sacks FM. Cholesterol-lowering effects of dietary fi ber: a meta-analysis. Am J Clin Nutr. 1999;69(1):30-42. 9. Williams CL, Strobino BA. Childhood diet, overweight, and CVD risk factors: the Healthy Start project. Prev Cardiol. 2008;11(1):11-20. 10. Anderson JW, Randles KM, Kendall CWC, Jenkins DJA. Carbohydrate and fi ber recommendations for individuals with diabetes: a quantitative assessment and meta-analysis of the evidence. J Am Coll Nutr. 2004;23(1):5-17. 11. Birketvedt GS, Shimshi M, Erling T, Florholmen J. Experiences with three different fi ber supplements in weight reduction. Med Sci Monit. 2005;11(1):15-8. 12. Watzl B, Girrbach S, Roller M. Inulin, oligofructose and immunomodulation. Br J Nutr. 2005;93(Suppl 1):S49-55. 13. FISBERG, Regina Mara, SLATER, Betzabeth, BARROS, Rodrigo Ribeiro et al. Índice de Qualidade da Dieta: avaliação da adaptação e aplicabilidade. Rev. Nutr. ,jul./ set. 2004, vol. 17, nº 3, p. 301-318. 14. JENKINS, D.J.A., WOLEVER, T.M.S., Jenkins, A.L. Fibra e Outros Fatores Dietéticos que Afetam a Absorção e o Metabolismo dos Nutrientes. In: Shils, M.E., Olson, J.A., Shike, M., Ross, A.C., Tratado de Nutrição Moderna na Saúde e naDoença. 9ª ed. São Paulo: Manole; 2003. p. 728 – 732. 15. COPPINI, L. Z., WAITZBERG, D. L., CAMPOS, F.G., HARB-GAMA, A. Fibras Alimentares e Ácidos Graxos de Cadeia Curta. In: Waitzberg, D.L., Nutrição Oral,Enteral e Parenteral na Prática Clinica. 3ª ed. São Paulo: Atheneu; 2004. p. 79 – 94. 16. MATOS, Lúcia Leal, MARTINS, Ignez Salas Consumo de fi bras alimentares em população adulta. Rev. Saúde Pública. fev. 2000, vol. 34, nº 1, p. 50 – 55. 17. Fibras em Nutrição Enteral. Tópicos em Nutrição Clinica. Nestlé Nutrition Services, 2000. 18. COPPINI, L.Z. Fibra Alimentar. Congresso Brasileiro de Nutrição e Câncer. São Paulo – 2004. 19. COPPINI, L.Z. Introdução à fi bra terapêutica: características e funções. Byk Química. 20. MAHAN, L.K., ARLIN, M.T. Krause: Alimentos Nutrição e Dietoterapia. 8ª ed. São Paulo: Roca; 1995. p. 38 – 40. 21. Gary Frost at al. The short-chain fatty acid acetate reduces appetite via a central homeostatic mechanism. Nature Communications. Published 29 April 2014. 22. BMJ 2014; 348: g2659. 23. Time Magazine 29 de abril de 2014. 24. JAMA. 1996 14 de fevereiro; 275 (6): 447-51. 25. AVC 28 de março de 2013 [Epub ahead of print]. equivale a aumentar o seu consumo diário de frutas e legumes para duas porções adicio- nais. FIBRAS: NUTRIÇÃO PARA A FLORA INTESTINAL Para prevenir o défi cit de fi bras, é importante uma alimentação mais integral, variada e equi- librada, que contenha farelos, aveia, frutas, nozes, verduras, legumes e grãos. A saúde começa pela alimentação e digestão adequadas, e nossas bactérias intestinais nos ajudam muito para isto. Por isso, precisamos alimentar nossa fl ora intestinal e garantir um funcionamento adequado do intestino. Os estudos comprovam e quantifi cam que os benefícios de ter uma alimentação rica em fi bras vão muito além do intestino. Mas, como nem sempre isso é possível, muitas vezes faz- se necessário o uso de suplementos alimenta- res ricos em fi bra. Entre as características de um bom suplemento de fi bras, é preciso que se tenha uma variedade de fontes de fi bras solúveis e insolúveis, imitando a natureza. O papel benéfi co das fi bras R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 19 ESPECIAL ESSENTIA Liquid Capsules Essentia Nova Tecnologia em Biodisponibilidade de Nutrientes O termo biodisponibilidade foi inicialmente proposto pelo FDA (Food and Drug Administration), para a área de farmacologia, com o intuito de estabelecer a proporção em que determinada substância ativa era absorvida, alcançava a circulação e tornava-se disponível no seu local de ação. R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 20 Então, as propriedades dos alimentos podem ser influenciadas pelos efeitos do seu proces- samento ou preparação com possíveis con- sequências na absorção de seus nutrientes. Alguns componentes podem formar comple- xos com um dos nutrientes e evitar sua diges- tão ou absorção ou mesmo degradá-lo, como é o caso de alimentos contendo enzimas que quebram a vitamina B1 (tiamina). Alguns com- ponentes da própria refeição podem também retardar ou aumentar a absorção das vitami- nas, sendo assim, a composição da dieta é um fator importante3,8. Liquid Capsules Essentia Em outras palavras, quando ingerimos um nutriente há um longo trajeto entre a boca e a célula onde ele vai atuar, e muitos des- ses nutrientes não conseguem completar esse caminho. Quanto mais sucesso uma substân- cia tiver em completar esse trajeto até o final, mais biodisponível ela será. Na década de 1980, esse termo começou a ser utilizado também na área de nutrição, a partir do conhecimento de que a simples pre- sença do nutriente no alimento ingerido na dieta não garantia a sua utilização pelo corpo. Essa utilização dependeria da forma química do nutriente, da quantidade ingerida e da pre- sença de agentes ligantes e de outros nutrien- tes nos alimentos que são ingeridos ao mesmo tempo. A biodisponibilidade de um nutriente ingerido pode ser definida pela eficiência com que esse nutriente pode ser aproveitado pelo corpo, ou seja, a capacidade de ser usado para processos metabólicos celulares. FATORES QUE AFETAMA BIODISPONIBILIDADE DE UM NUTRIENTE Muitos são os fatores que influenciam a absor- ção de nutrientes e vitaminas no organismo. Dentre eles, a fisiologia do indivíduo, assim como fatores relacionados à fonte de inges- tão dos mesmos (alimento ou medicamento), ou à forma como estão disponíveis. O estado nutricional prévio do indivíduo pode influen- ciar a biodisponibilidade de uma vitamina em particular, sendo que a má absorção pode acontecer na presença de desordens gastroin- testinais. Por exemplo, uma baixa produção de ácido clorídrico pelo estômago pode reduzir a absorção da vitamina B12, cálcio, ferro e mag- nésio. Uma disbiose intestinal, ou presença de vermes no intestino, pode reduzir a absorção de micronutrientes. A falta de enzimas diges- tivas pode reduzir a absorção de proteínas3,5. Em resumo, o estilo de vida, especialmente relacionado a altos níveis de radicais livres no corpo, como uma má alimentação, o consumo de álcool, o hábito de fumar e o estresse, são apontados como fatores que mais interferem na biodisponibilidade das vitaminas, principal- mente as antioxidantes. Portanto, a quantidade de vitaminas e minerais que são realmente dis- poníveis e aproveitadas pelo corpo pode variar consideravelmente6,10. Esse processo também é visto na composição de alguns medicamentos que possuem substâncias que, quando interagidas com determinados tipos de nutrientes, diminuem a absorção dos mesmos. Por exemplo, antibióticos e antiácidos diminuem a biodisponibilidade de minerais. R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 21 BIODISPONIBILIDADE DE SUBSTÂNCIAS OLEOSAS (LIPOFÍLICAS) Os conhecimentos atuais a respeito do meta- bolismo dos lipídeos demonstram que a diges- tão, absorção, transporte e distribuição desses compostos no corpo são eventos complexos. Além disso, os antioxidantes possuem papel importante no seu metabolismo3. Um exem- plo é a mucosa sublingual que absorve com muita facilidade as substâncias que se diluem facilmente em água, chamadas de substâncias hidrofílicas. Assim, as vitaminas e nutrientes com essa característica hidrofílica, como a vitamina C e as vitaminas do complexo B, são de fácil absorção2. No entanto, as substân- cias lipofílicas (substâncias oleosas que se dissolvem somente em gorduras), como óleos vegetais e lipídios em geral, têm como carac- terística comum o fato de serem insolúveis em água7,8. Para serem absorvidos pelo corpo, os lipídios (como as vitaminas lipossolúveis A, D, E e K e alguns outros nutrientes) necessitam primeiro serem solubilizados em um óleo ou gordura, e esta gordura, se for de baixo peso molecular, será solubilizada pelos sais biliares, formando micelas (gotículas de gordura que podem ser absorvidas) e, assim levados para o fígado. Mas, se ela tiver alto peso molecular, será absorvida nos enterócitos (células do intes- tino delgado) que formam os quilomícrons e que possuem um diâmetro grande e, portanto, é absorvida pelo sistema linfático. Isto ilustra a complexidade do metabolismo das gordu- ras1,4,9. Entre as vitaminas e substâncias lipossolúveis com baixa absorção no corpo, podemos citar: progesterona, curcumina, DIM, resveratrol, vita- mina D3, pregnenolona, astaxantina, dentre outras. Para possibilitar uma melhor absorção desses ativos é necessário que os mesmos este- jam dissolvidos em um meio oleoso (lipofílico). Com o objetivo de proporcionar uma melhor biodisponibilidade das substâncias lipofílicas, a Essentia Pharma já desenvolve um meca- nismo de potencialização da absorção desses ativos chamado de “SISTEMA LIPOFÍLICO DE ALTA ABSORÇÃO”. Porém, a encapsulação do ativo só é possível com a administração de ativos em pó e, embora a biodisponibili- dade tenha sido incrementada, esse processo demanda um grande volume de produto, mui- tas vezes necessitando de muitas cápsulas para se oferecer a dose adequada. NOVIDADE TECNOLÓGICA ESSENTIA Em 2015, um lançamento da Essentia Pharma irá aperfeiçoar a tecnologia de aumento e melhoria da absorção de óleos: o uso de cáp- sulas líquidas “LIQUID CAPSULES ESSENTIA”. Esse processo possibilitará também a evolu- ESPECIAL ESSENTIA R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 22 ção do “Sistema Lipofílico de Alta Absorção Essentia” (citado acima), uma vez que não será mais necessária a transformação dos ativos para o formato de “pós” a serem encapsula- dos, e estarão disponíveis na forma aperfeiço- ada de cápsulas líquidas. LIQUID CAPSULES ESSENTIA » Compatíveis com uma ampla variedade de produtos, como óleos e complexos lipofílicos, o que possibilitará uma gama de novos desenvolvimentos e inovações em produtos; » Possui baixa permeabilidade ao oxigênio, o que garante melhor estabilidade das formulações, através da proteção feita pelo invólucro gelatinoso com selagem e vedação especiais, evitando a oxidação e rancifi cação de óleos; » Possibilita o desenvolvimento de formas farmacêuticas de liberação prolongada, em função de suas características de dissolução; » Possibilita a produção de complexos lipofílicos especiais que potencializam a ação de óleos e produtos de difícil absorção; » Melhor uniformidade de conteúdo nas formulações; » Manutenção da integridade dos ativos - sua estrutura especial, hermeticamente selada promove alta proteção contra a umidade; » Possibilidade de mascarar sabores e odores fortes e/ou desagradáveis de ativos líquidos, possibilitando melhor adesão ao tratamento; » Possibilidade de encapsulamento de formulações mais complexas em menores volumes, reduzindo o número total de cápsulas a serem ingeridas; » Meio altamente efi caz para administração e absorção de formulações líquidas, especialmente as que demandam absorção rápida. Liquid Capsules Essentia são cápsulas gelatinosas especialmente desenvolvidas pela Essentia Pharma, com processo de enchimento e selagem especial, que permitem uma retenção segura de líquidos e óleos. Este é um grande feito para a manipulação de fórmulas, uma vez que promove uma forma precisa de selar as cápsulas, evitando vaza- mentos indesejados. O desenvolvimento e constante aperfeiçoamento de processos são características marcantes da Essentia Pharma. Com o objetivo de oferecer soluções farmacêuticas inovadoras e de alta qualidade, a empresa está sempre em busca de novos produtos e tecnologias para enriquecer o arse- nal terapêutico dos médicos e nutricionistas, com formulações potencializadas e inovado- ras, e ativos diferenciados para o tratamento de milhares de pacientes. A LIQUID CAPSULES ESSENTIA é mais um testemunho disto. AS VANTAGENS DA LIQUID Liquid Capsules Essentia » Possibilidade de encapsulamento de formulações mais complexas em menores volumes, reduzindo o número total de cápsulas a serem ingeridas; » Meio altamente efi caz para administração e absorção de formulações líquidas, especialmente as que demandam absorção rápida. ESSENTIA é mais um testemunho disto. AS VANTAGENS DA LIQUID R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 23 POSSIBILIDADES DE DESENVOLVIMENTOS E INOVAÇÕES EM PRODUTOS Com esse projeto tecnológico inovador das “Liquid Capsules Essentia”, a Essentia Pharma tem a possibilidade de desenvolvimento de diversos produtos e inovações em tecnologias de absorção de ativos. Segue abaixo apenas 3 exemplos de uma linha em potencial que está por vir: PROGESTERONA OIL LIQUID CAPSULES ESSENTIA A progesterona é um hormônio altamente lipofílico que tem baixíssima biodisponibili- dade para absorção via oral, quando adminis- trada na forma de pó. A Essentia Pharma já comercializa o produto utilizando a tecnolo- gia SISTEMA LIPOFÍLICO DE ALTA ABSORÇÃO ESSENTIA. Porém, em doses maiores necessi- ta-seo uso de 2 a 3 cápsulas ao dia. A Liquid Capsules Essentia possibilitará um aperfeiço- amento da Progesterona Oral Lipofílica com a progesterona oleosa em cápsulas, com mix de excipientes oleosos que permitem uma forma prática de uso, possibilitando uma absorção efetiva e segura do hormônio nos tratamentos de modulação hormonal, utilizando apenas uma cápsula ao dia. TOCOFEMAX (MIX DE TOCOFERÓIS) LIQUID CAPSULES ESSENTIA A vitamina E é geralmente disponibilizada no mercado na forma de “alfa-tocoferol”, que representa apenas uma das formas de apre- sentação da vitamina. Na natureza, a vita- mina E é encontrada sob diferentes formas, sendo que o alfa-tocoferol é apenas um dos 8 isômeros que o corpo necessita e utiliza em seus processos metabólicos. Sendo assim, recomenda-se o uso da forma potencializada de vitamina E com as suas frações (alfa, beta, gama e delta)9. Os estudos clínicos com alfa-tocoferol isolado não conseguiram reproduzir os resultados da vitamina E provenientes dos alimentos, uma vez que na natureza, é apresentada com suas frações9. O Mix de Tocoferóis produzido pela Essentia Pharma será disponibilizado na forma de cáp- sulas oleosas, o que permitirá uma potenciali- zação na absorção da vitamina E, numa forma prática e efi ciente para a adesão ao tratamento. ESPECIAL ESSENTIA R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 24 Referências: 1. ARMAND, M. ET AL. Emulsions et absorption des lipides: importance des proprietés physicochimiques. OCL Oleagineux Corps Gras Lipides, Montrouge, v. 4, n.3, p.178-85, 1997. 2. BALL, G. Bioavailability and analysis of vitamins in foods. London: Chapman & Hall; 1998. 3. COZZOLINO, S. M.; MICHELAZZO, F. M. Biodisponibilidade: Conceitos, Defi nições e Aplicabilidade. In: COZZOLINO, S. M. Biodisponibilidade de Nutrientes. Barueri: Ed Manole, Ed 3, 2009. p. 3-8. 4. ERDMAN, J. W.; POOR, C. L.; DIETZ, J. M. Factors affecting the bioavailability of vitamin A, carotenóids, and vitamin E. Food Technol. 1988; 41(10):214-16. 5. JACKSON, M. J. The assessment of bioavailability of micronutrients: Introduction. Eur J Clin Nutr. 1997; 51(1):S1-5. 6. MAHAN, L. K; KRAUSE, E. Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. São Paulo: EdRoca, Ed. 10, 1998. 7. MOURÃO, D. M. et al. Bioavailability of fat-soluble vitamins, Revista de Nutrição. Vol.18, no.4, Campinas, July/ Aug, 2005. 8. SANT´ANA, L. S. Biodisponibilidade dos lipídios. In: COZZOLINO, S. M. Biodisponibilidade de Nutrientes. Barueri: Ed Manole, 3 ED., 2009. p. 185-200 9. TRABER, M. G.; COHN, W.; MULLER, D. P. R. Absorption, transport and delivery to tissues. In: Packer L, Fuchs J, editors. Vitamin E in health and disease. New York: Marcel Dekker; 1992. p.35-51 10. VAN DER BERG, H. VA DER GAAG, M.; HENDRIKS, H. Infl uence of lifestyle on vitamin bioavailability. Int J Vitam Nutr Res. 2002; 72(1):53-9 ASTAXANTINA OIL LIQUID CAPSULES ESSENTIA A astaxantina é um carotenoide de colora- ção avermelhada presente em organismos marinhos, tais como algas, crustáceos e pei- xes. Considerada uma das substâncias com maior potencial antioxidante, a astaxantina possui diversas propriedades imunomodula- doras, anti-infl amatórias, cardioprotetoras e fotoprotetoras. Ela possui uma característica molecular lipofílica, sendo sua forma em pó de pouquíssima absorção. Portanto, o uso de cápsulas oleosas líquidas permitirá uma maior biodisponibilidade da astaxantina, e melhor benefício de suas funções no corpo3. Esses são apenas três exemplos do arsenal de produtos que poderão ser desenvolvidos no pro- jeto inovador “LIQUID CAPSULES ESSENTIA”. Essa tecnologia permitirá o aperfeiçoamento e desenvolvimento de novas opções terapêu- ticas aos médicos, nutricionistas e pacientes, possibilitando uma melhor absorção de ativos lipofílicos de baixa biodisponibilidade. Liquid Capsules Essentia R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 25 VITRINE Açaí Orgânico SEM GORDURA TRANS SEM AÇÚCARSEM LACTOSESEM GLÚTEN SEM CONSERVANTES SEM ADOÇANTES ARTIFICIAIS BAIXO ÍNDICE GLICÊMICO Açaí Whey é a combinação perfeita de whey protein hidrolisado e isolado (obtida através do processo de Cross-Flow Microfi ltration, o qual purifi ca e preserva as propriedades das proteínas, resultando em uma melhor absorção), peptídeos de colágeno, açaí orgânico do Pará, polpa natural de banana e adoçantes naturais. O Açaí Whey é fonte essencial de aminoácidos de cadeia ramifi cada (BCAA), que proporciona a síntese e recuperação muscular, além da produção endógena de glutationa – um importante antioxidante com efeito protetor e detoxifi cante – que fortalece o sistema imune. R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 26 Veggie Protein é uma combinação perfeita da proteína isolada da batata - que fornece aporte de aminoácidos de forma lenta e uniforme - e da proteína da ervilha - que possui perfi l de absorção rápida a intermediária, excelente digestibilidade e é obtida sem utilização de solventes químicos, preservando suas propriedades nutricionais. Uma suplementação 100% vegetal com sabor delicioso e natural de puro cacau que fornece quantidades ideais de aminoácidos, promovendo, entre outros, um melhor desempenho esportivo e prevenção da degradação muscular. Essential Nutrition Proteína Isolada e Hidrolisada da Carne Bovina Vegano SEM GORDURA TRANS SEM AÇÚCARSEM LACTOSESEM GLÚTEN SEM CONSERVANTES SEM ADOÇANTES ARTIFICIAIS SEM AÇÚCARSEM LACTOSESEM GLÚTEN SEM CONSERVANTES SEM CORANTES ARTIFICIAIS SEM ADOÇANTES ARTIFICIAIS BAIXO ÍNDICE GLICÊMICO BAIXO ÍNDICE GLICÊMICO Beef Protein é um suplemento à base de proteína hidrolisada isolada da carne bovina altamente purifi cada e associada ao puro cacau. Proveniente de animais criados de forma sustentável (sem hormônios e antibióticos), a carne bovina é purifi cada para que apresente baixos teores de gordura, colesterol e sódio e submetida ao processo de hidrólise que resulta em peptídeos (pequenos fragmentos de proteína selecionados e com baixo peso molecular) de alta digestibilidade e absorção. É uma ótima opção de suplementação aos que necessitam de aporte proteico, assim como para os praticantes de atividade física, através da melhora da performance e recuperação muscular. R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 27 VITRINE Fiberlift é um prebiótico com uma combinação exclusiva de 5 tipos de fi bras, solúveis e insolúveis, importantes para o equilíbrio do organismo e para o bom funcionamento intestinal. Sem açúcares e isento de glúten e lactose, pode ser consumido diariamente. Seu sabor neutro permite a adição em diversos tipos de alimentos ou bebidas sem interferir no paladar. Collagen Skin é um produto proteico, fonte de peptídeos bioativos de colágeno, ácido ortosilícico biodisponível e nutrientes necessários para a formação e proteção do colágeno da pele, como as vitaminas A, C e E. Agora disponível na versão neutra que pode ser adicionada a diversos tipos de bebidas sem alterar o sabor. Collagen Skin fonte de peptídeos bioativos de colágeno, ácido ortosilícico biodisponível e nutrientes necessários para a formação e proteção do colágeno da pele, como as vitaminas A, C e E. Agora disponível na versão neutra que pode ser adicionada a diversos tipos de bebidas sem alterar o sabor. 5 Tipos de Fibras PREBIÓTICO Peptídeos de Colágeno Cranberry Neutro SEM AÇÚCARSEM LACTOSESEM GLÚTEN SEM CONSERVANTES SEM CORANTES ARTIFICIAIS SEM ADOÇANTES ARTIFICIAIS SEM AÇÚCARSEM LACTOSESEM GLÚTEN SEM CONSERVANTES SEM CORANTES ARTIFICIAIS SEM ADOÇANTES ARTIFICIAIS R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 28 Chocokids é um achocolotado com 33% de cacau puro, 13 vitaminas e 7minerais quelados com alto poder de absorção. É uma ótima opção para o café da manhã ou lanche das crianças e também dos adultos, uma vez que contém apenas 26 kcal por porção (15g) e não contém açúcar, conservantes, adoçantes artifi ciais, soja, lactose, glúten, maltodextrina, frutose e proteínas lácteas. BCAAlift é um composto de aminoácidos essenciais de cadeia ramifi cada e vitamina B6 na sua forma ativa. A proporção de 8:1:1 – 8 partes de L-leucina para 1 parte de L-isoleucina e 1 parte de L-valina – otimiza os resultados de ganho de massa muscular e ativa importantes fatores de crescimento relacionados à síntese proteica, além de aumentar a resistência física e favorecer a recuperação muscular. Agora disponível na versão neutra que pode ser adicionada a diversos tipos de bebidas sem alterar o sabor. BCAAlift de cadeia ramifi cada e vitamina B6 na sua forma ativa. A proporção de 8:1:1 – 8 partes de L-leucina para 1 parte de L-isoleucina e 1 parte de L-valina – otimiza os resultados de ganho de massa muscular e ativa importantes fatores de crescimento relacionados à síntese proteica, além de aumentar a resistência física e favorecer a recuperação muscular. Agora disponível na versão neutra que pode ser adicionada a diversos tipos de bebidas sem alterar o sabor. Limão ENERGIA Neutro Cacau Puro 8 1 1: : leucina isoleucina valina SEM LACTOSESEM GLÚTEN SEM CONSERVANTES SEM CORANTES ARTIFICIAIS SEM ADOÇANTES ARTIFICIAIS SEM AÇÚCARSEM LACTOSESEM GLÚTEN SEM CONSERVANTES SEM CORANTES ARTIFICIAIS SEM ADOÇANTES ARTIFICIAIS BAIXO ÍNDICE GLICÊMICO BAIXO ÍNDICE GLICÊMICO Essential Nutrition R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 29 ARTIGO R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 30 Neuroplasticidade: Mantendo a saúde cerebral “O cérebro humano consiste em cerca de 100 bilhões de neurônios e, uma vez danificados, não existe possibilidade de regeneração.” Até pouco tempo, acreditava-se nesse velho conceito, mas a capacidade do cérebro em mudar, se adaptar e se recuperar já foi comprovada e é chamada de neuroplasticidade. Hoje, sabe-se que o cérebro pode ser estimulado para tal através de dieta, atividade física e estilo de vida. Os problemas relacionados às doenças cerebrais são tan- tos e tão assustadores, que dados mostram que os custos atuais nos Estados Unidos relacionados a doenças neuro- degenerativas estão estimados em mais de 159 bilhões de dólares ao ano e, com o envelhecimento da população, espera-se que haja um aumento em torno de 80% em 20401. Com 5,4 milhões de norte-americanos com a Doença de Alzheimer – uma em cada oito pessoas com idade acima de 65 anos – pode-se afirmar que estamos atingindo pro- porções epidêmicas. Nos próximos 20 anos, a previsão é de que o Alzheimer afete um a cada quatro americanos, tor- nando-se tão prevalente quanto à obesidade e o diabetes. A cura para essa doença ainda não é conhecida, porém, pesquisas mostram que pode ser prevenida. R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 31 PREVENÇÃO COM ÔMEGA-3 O índice de atrofia cerebral (isto é, a redução do tamanho do cérebro) aumenta com a idade e é a principal causa da redução da capaci- dade cerebral (declínio cognitivo) e morte pre- matura. Mesmo que um adulto esteja completamente saudável, ele pode estar perdendo até 0,4% de sua massa cerebral por ano. Além disso, a atrofia de regiões cerebrais específicas está associada a problemas como a atrofia do lobo temporal que representa 81% de aumento do risco de depressão. ARTIGO Um número cada vez maior de neurocientistas acredita que a atrofia cerebral pode ser pre- venida, diminuída ou até revertida através de hábitos saudáveis e uso de suplementos. Isso porque, descobriu-se, por exemplo, que con- dições cardiovasculares, diabetes, problemas de sono, distúrbios de ansiedade e alimenta- ção podem estar associados à ela. Pesquisas recentes possibilitaram a melhor compreen- são da capacidade do ômega-3 em suspender o declínio da capacidade cerebral, relacionada à idade e doenças. Os ácidos graxos ômega-3 fazem parte de uma grande porção das membranas cerebrais onde exercem uma série de funções como melhorar a permeabilidade das membranas celulares (melhorando a nutrição celular), ação anti-inflamatória e proteção das células dos efeitos lesivos do estresse (níveis elevados de cortisol). De fato, 30 a 50% dos ácidos graxos das membranas dos neurônios são constituídos pelos ácidos graxos poli- insaturados de cadeia longa que inclui o grupo ômega-3, em especial o DHA que deriva, em sua maioria, de dieta e/ou suplementação. Com o avançar da idade, o teor de ômega-3 nas membranas celulares, em áreas essenciais de processamento da memória, diminui2, o que faz com que os cientistas acreditem que essa diminuição seja uma das causas do declínio cognitivo normal em doenças crônicas como o Alzheimer3. Uma pesquisa publicada pela revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia, rela- cionou níveis mais elevados de ômega-3 a um maior volume cerebral em idades avançadas. Os pesquisadores analisaram os níveis de ácidos graxos ômega-3 EPA (ácido eicosa- pentaenoico) e DHA (ácido docosaexaenoico) no sangue de mulheres que fizeram parte do Estudo de Memória da Iniciativa da Saúde da R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 32 Neuroplasticidade: Mantendo a saúde cerebral Mulher (Women’s Health Iniative Memory Study), do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos. As participantes da pes- quisa, com idade média de 78 anos, fi ze- ram ressonância magnética para medir o volume do cérebro oito anos após o início do estudo. Como resultado, um volume cerebral 0,7% maior correspondeu àquelas mulheres que apresentavam o dobro de ômega-3 no sangue, além de volume 2,7% maior no hipo- campo, área considerada de extrema impor- tância no armazenamento da memória e que sofre atrofi a com a idade. cérebro e trabalhos como esse têm mostrado a capacidade dessa substância de gerar crian- ças mais inteligentes, isto é, com um cérebro mais saudável6, 7. O defi cit de ômega-3 na infância têm sido associado à maturação cerebral prejudicada e disfunções cognitivas8, especialmente mani- festado em maior risco de defi cit de atenção e/ou hiperatividade, entre outros distúrbios comportamentais9, 10. Na vida adulta, a dimi- nuição dos níveis de ômega-3 pode contribuir para o desenvolvimento de ansiedade, depres- são, agressividade, demência, além de outras condições de saúde mental e até mesmo cri- minais11, 12 . As modifi cações geradas pela defi ciência nos níveis de ômega-3 estão sendo revertidas com sucesso em experimentos realizados por cientistas3. Se comprovou esse fenômeno em camundongos jovens suplementados com ômega-3 que mostraram aumento da plastici- dade em suas células cerebrais com revigorado desenvolvimento das sinapses (zonas de con- tato entre os neurônios). Já em camundongos idosos, a suplementação resultou em reversão das mudanças neuronais relacionadas à idade, mantendo a aprendizagem e a memória devido aos efeitos antioxidantes e anti-infl amatórios dos ácidos graxos2. Neuroplasticidade: Mantendo a saúde cerebral “Níveis mais elevados de ômega-3 podem ser conseguidos através de dieta e/ou uso de suplementos, e os resultados sugerem que o efeito sobre o volume do cérebro é o equivalente a retardar o envelhecimento das células cerebrais por alguns anos”, explica James V. Pottala, autor do estudo da Universidade de Dakota do Sul, Minnesota4. Outro estudo recente confi rmou essa mesma descoberta5. Um novo achado interessante é que a suple- mentação do ômega-3 também ajuda na formação do cérebro. Um grande estudo publicado na revista Lancet, mediante análise da dieta de12 mil mulheres grávidas, concluiu que os fi lhos das mulheres que consumiram mais ômega-3 foram 52% mais propensos a ter maior pontuação em testes de Quociente de Inteligência (QI) aos 4 anos de idade. Os ácidos graxos ômega-3 DHA e EPA desem- penham papel importante na construção do R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 33 David Perlmutter, renomado neurologista ame- ricano e autor de vários livros, incluindo o popular "Grain Brain", e membro do American College of Nutrition, compartilha a opinião de que o papel da nutrição na saúde do cérebro é essencial. Em seus livros, Perlmutter avalia que a doença de Alzheimer é evitável e que os principais vilões são os carboidratos e o açú- car consumidos ao longo da vida, destacando ainda que a sensibilidade ao glúten, proteína encontrada nos cereais que afeta o intestino, está envolvida nas doenças crônicas, incluindo as que afetam o cérebro devido à influência exercida no sistema imunológico13. A glicemia de jejum e o marcador de açúcar no sangue de longo prazo chamado hemo- globina glicosilada são preditores da doença de Alzheimer, explica Perlmutter. Existe uma correlação muito direta entre maiores níveis de açúcar no sangue e a doença, ou seja, quanto mais açúcar no sangue, maior o risco de encolhimento do centro da memória, marca principal da doença, e a velocidade com que o cérebro diminui de volume está correlacionada à hemoglobina glicosilada (exame de controle da diabetes). A notícia boa é que esses fato- res são perfeitamente controláveis através de mudança alimentar – controlando-se a quanti- dade de carboidratos, de calorias (da quanti- dade total ingerida) e aumentando o consumo de gorduras saudáveis – e da prática de exer- cícios físicos. A neuroplasticidade cerebral é importante, fazendo com que a regeneração cerebral seja uma realidade. O AÇÚCAR E O CÉREBRO Você já ouviu falar em diabetes tipo 3? R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 34 R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 34 ARTIGO uma espécie de “diabetes do cérebro” conduz a interpretação de que problemas de memória que muitas vezes acompanham o diabetes tipo 2 sejam, de fato, o estágio inicial do Alzheimer e não um mero declínio cognitivo. Recebendo uma dieta elaborada para induzir ao diabetes tipo 2, os ratos estudados tiveram seus cére- bros preenchidos com placas insolúveis das proteínas beta-amiloide e tau, uma das marcas registradas do Alzheimer. A novidade é que, talvez não sejam as placas em si que causem os sintomas da doença, e sim seus precurso- res chamados oligômeros. Dessa forma, as placas seriam a maneira do cérebro em ten- tar isolar os oligômeros tóxicos, ou seja, seria uma defesa e não a real causa da doença. Os testes em ratos mostraram que, os que foram alimentados com dieta rica em açúcar, para induzir-lhes ao diabetes tipo 2, tiveram memó- ria mais fraca do que os outros14. Manter os níveis de açúcar controlados permite a redução da ação dos genes que expressam inflamação, aumentando a produção de antioxidantes, e, através da neurogênese, permite a regeneração das células do centro da memória e promoção da conectividade. Recentemente, o anúncio de que a doença de Alzheimer possa ser o estágio final no cére- bro do diabetes tipo 2, surpreendeu a todos. Na verdade, médicos e cientistas já estavam investigando essa hipótese há alguns anos. Em 2005, a doença de Alzheimer foi inicialmente denominada de “diabetes tipo 3”. A resistência à insulina (necessidade de quantidades cada vez maiores de insulina para manter o nível normal de açúcar no sangue), marca registrada do diabetes tipo 2, também pode levar a proble- mas cognitivos como perda de memória e con- fusão mental. Estudo realizado pelo grupo de pesquisadores liderados pela Dra. Susanne de La Monte, da Universidade Brown, dos Estados Unidos, identificou uma razão pela qual as pes- soas com diabetes tipo 2 apresentam maior risco em desenvolver a doença de Alzheimer: o hipocampo, responsável pela aprendizagem e memória, parece ser insensível à insulina, o que leva a crer que o cérebro também pode ser diabético assim como o fígado, os músculos e as células de gordura. A sugestão de que a doença de Alzheimer possa ser causada por R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 35R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 35 Neuroplasticidade: Mantendo a saúde cerebral audição, memória, emoções, fala, tomada de decisão e autocontrole. O estudo em questão não prova que o diabetes tipo 2 seja a causa da atrofia do cérebro, apenas encontra uma relação entre a doença e uma maior e mais rápida perda de volume cerebral. Segundo os pesquisadores, pode haver duas maneiras de o diabetes afetar o cérebro: danos nos vasos sanguíneos e degeneração das células cere- brais15. De acordo com a Associação Americana de Diabetes, quase 26 milhões de pessoas nos Estados Unidos têm diabetes tipo 2. O Dr. Sou- hel Najjar, diretor de neurociência e acidente vascular cerebral no Hospital Universitário de Staten Island, em Nova Iorque salienta: “Dado o crescente problema de saúde pública de diabetes tipo 2, os resultados desta pesquisa são muito importantes, uma vez que ligar a diabetes diretamente à atrofia do cérebro res- salta a importância da prevenção primária e tratamento precoce da doença na redução da demência, particularmente na população mais idosa”15. ARTIGO Acompanhando o progresso do envelheci- mento de mais de 15 mil adultos de meia-idade durante 26 anos, com avaliações da função cognitiva de três em três anos, concluiu-se que houve um declínio das funções cognitivas de 19% a mais do que o normal já esperado em participantes com diabetes mal controlado, e quedas menores em participantes com diabe- tes controlado e pré-diabetes. O desenrolar do estudo ressalta a importância da combinação de controle de peso através de dieta e prática de exercícios para que o diabetes seja preve- nido. “Se nós podemos fazer um trabalho melhor na prevenção e controle do diabetes, podemos amenizar a progressão para demência em muitas pessoas”, afirma Selvin1, uma das autoras do estudo “Diabetes in Midlife Linked to Significant Cog- nitive Decline 20 Years Later”1. Outro estudo que avaliou essa relação entre diabetes e demência, comandado pelo Dr. Nick Bryan, professor de radiologia da Universidade de Perleman - Escola de Medicina da Pensilvâ- nia, na Filadélfia, utilizou exame de ressonân- cia magnética de imagem e observou o cérebro de 614 pessoas com diabetes tipo 2 há pelo menos 10 anos. Notou-se um encolhimento do cérebro que, segundo Bryan, pode estar rela- cionado com a forma como o açúcar é utili- zado nele. A maior parte da perda de volume cerebral ocorreu na matéria cinzenta, além de áreas envolvidas no controle muscular, visão, R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 36 A CORRELAÇÃO ENTRE O CORAÇÃO E O CÉREBRO Doença Cardiovascular e Saúde Cerebral Apesar de pouco difundida, há uma forte corre- lação entre a doença cardiovascular e a atrofia cerebral, e talvez essa ligação se faça mais óbvia entre a doença dos vasos sanguíneos (arteriosclerose) e o volume cerebral. A arte- riosclerose ocorre quando placas de gorduras se acumulam dentro das artérias restringindo o fluxo de sangue na área comprometida. Embora pensamos tipicamente no efeito negativo da doença no coração, causando angina e enfarte do miocárdio, o seu efeito sobre o cérebro pode ser igualmente devastador. Quando o fluxo de sangue para o cérebro é restrito, há menor oferta de oxigênio e nutrien- tes e isso implica diretamente na redução do volume cerebral. Estudos mostram que pes- soas com níveis mais baixos de fluxo sanguí- neo para o cérebro têm mais atrofia cerebral e menor espessuratotal do córtex (a camada superficial ativa do cérebro), resultando em pior desempenho nos testes de função cogni- tiva16. Quando comparados aos pacientes sau- dáveis (controles), os pacientes com doença arterial coronariana tiveram o volume signifi- cativamente menor de substância cinzenta em várias regiões do cérebro1. A relação entre as doenças cardiovasculares e o volume do cére- bro funciona em ambas as direções: pessoas com atrofia cerebral possuem um aumento de 58% de risco de morte multicausal, 69% de risco de morte vascular e 96% de aumento de risco de acidente vascular cerebral em compa- ração com os indivíduos que possuem volume cerebral normal11. Todas as alterações referentes aos hábitos alimentares, uso de suplementos e atividades físicas que ajudem o coração, previnem tam- bém a arteriosclerose e irão, ao mesmo tempo, prevenir o envelhecimento do cérebro. Neuroplasticidade: Mantendo a saúde cerebral R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 37 ARTIGO HOMOCISTEÍNA, VILÃ POUCO CONHECIDA Os altos níveis do aminoácido homocisteína (produzido na metabolização do aminoá- cido essencial metionina), estão tipicamente associados à doenças do coração por serem causadores de arteriosclerose e também já relacionados à redução do volume cerebral (independente do seu impacto na doença car- diovascular). Estudos mostraram que pessoas com níveis elevados de homocisteína têm um menor volume de massa cinzenta no cérebro e, como resultado, apresentam piores pontua- ções em muitos testes de função cognitiva17. Isso foi especialmente evidente em estudo de um grupo de pessoas que recentemente sofre- ram acidentes vasculares cerebrais. Outros estudos demonstraram que quanto maior o nível de homocisteína no plasma, maior será a taxa de atrofia do cérebro e do risco para doenças de Parkinson e de Alzhei- mer4, 19, 48, 49. A deficiência de vitaminas do complexo B também foi relacionada ao enco- lhimento do cérebro. Isso faz sentido, já que quantidades adequadas de vitaminas B6, B12 e ácido fólico levam à redução dos níveis elevados de homocisteína, desde que essas vitaminas desempenham um papel na conver- são de homocisteína em outros metabólitos e, quando há uma carência de vitaminas do complexo B, esse processo de conversão não é tão eficiente, aumentando assim os seus níveis20,21. Os investigadores descobriram que aquelas com níveis mais elevados de homocisteína apresentaram um enorme aumento de 8,8 vezes no risco de encolhimento do cérebro, em comparação com aquelas que possuíam níveis mais baixos18. R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 38 Embora cada uma das vitaminas do complexo B ofereça seus próprios benefícios, vários estudos recentes mostram porque é impor- tante suplementar com uma combinação de ácido fólico, vitamina B6 e vitamina B12, o que foi claramente visto em um ensaio clínico duplo-cego, controlado por placebo em adul- tos com mais de 70 anos de idade que tinham leve prejuízo cognitivo 22. No estudo, um grupo tomou folato (800 mcg/dia), vitamina B12 (500 mcg/dia), e vitamina B6 (20 mg/dia), enquanto o outro grupo tomou placebo22. Após dois anos, a atrofia cerebral foi 30% mais lenta no grupo suplementado do que no grupo pla- cebo. Pacientes suplementados cujos níveis de homocisteína eram anormalmente altos no início do estudo tiveram uma taxa de enco- lhimento cerebral 53% mais lento do que os pacientes não suplementados, mostrando que a suplementação com vitaminas do complexo B é especialmente importante em pessoas que têm níveis elevados do aminoácido homocis- teína. Um estudo de acompanhamento mostrou que as áreas cerebrais mais sensíveis à atrofia no desenvolvimento precoce da doença de Alzheimer são especialmente bem protegidas pelo mesmo regime de vitamina B, com doen- tes suplementados apresentando maior redu- ção da atrofia destas áreas23. Outro estudo, utilizando as mesmas doses de vitaminas do complexo B, descobriu que pacientes suple- mentados tinham em média 30% mais baixos os níveis plasmáticos de homocisteína e taxas mais lentas de declínio cognitivo24. Aqui está outro exemplo da “janela terapêutica de opor- tunidade” pelo qual a atrofia cerebral pode ser evitada com o uso adequado de suplementos27. Neuroplasticidade: Mantendo a saúde cerebral R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 39 ARTIGO CUIDADO COM A GORDURA TRANS ela. Esse estresse pode dificultar a função dos vasos sanguíneos, levando ao fluxo de sangue e energia celular inadequados, o que por sua vez, leva à disfunção e morte celular. “A morte celular desencadeia a inflamação, que também está ligada à função cognitiva prejudicada, o que promove ainda mais o estresse oxidativo”, afirma Golomb17. Segundo Dr. Perlmutter, a retirada das gordu- ras trans da dieta (este se refere as gorduras "más" ou hidrogenadas/transaturadas presen- tes em fast foods, margarinas e frituras feitas com óleos vegetais)13 tem sido fundamental no tratamento da maioria das doenças dege- nerativas mais comuns, incluindo a doença de Alzheimer. A gordura deve permanecer na dieta, porém, somente as naturais que promo- vem benefícios à saúde como as do azeite de oliva extra virgem, óleo de coco, sementes, ovos caipiras, salmão e abacate, por exemplo. T Um novo estudo apresentado na reunião da 'American Heart Association' alerta: a gordura trans não é apenas ruim para o coração, mas também para o cérebro. A pesquisa constata que as gorduras trans estão correlacionadas com pior desempenho em testes de memória em homens jovens e de meia-idade. Os resultados mostraram que os homens que comeram maior quantidade des- sas gorduras lembraram cerca de 10% menos palavras do que aqueles que comeram menos. Segundo autora do estudo, Dra. Beatrice Golomb, as gorduras trans afetam a memó- ria por gerarem estresse oxidativo e inflama- ção no cérebro. “O hipocampo é uma área do cérebro fortemente envolvida na memória”, diz R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 40 O CÉREBRO É COMO UM MÚSCULO Uma das melhores concepções para enten- dermos o funcionamento do cérebro é se o vemos como um músculo. Ele é capaz de con- tinuar crescendo, aprendendo, se adaptando e gerando mudanças e novos movimentos. Os músculos esqueléticos precisam de exercício para não atrofiarem e o “músculo cerebral” também. Assim como o músculo precisa de ati- vidade aeróbica, existe a expressão que o cére- bro precisa de "neuróbica". Pesando em média 1,5 quilos, contendo 100 bilhões de neurô- nios, cada um possuindo e movimentando milhares de moléculas em intricadas opera- ções, tamanho potencial precisa ser estimu- lado, independente de idade. E, se atendendo sua necessidade ao novo e sempre presente “interesse juvenil”, participando de atividades de aprendizado, física e lazer, o risco para a demência geral diminui27-32. Conforme Dr. John B. Medina, autor do livro Brain Rules33, o sim- ples fato de prestar atenção estimula o cére- bro, mas tanto quanto os “outros músculos”, muito exercício pode gerar estresse. Formas de relaxamento e meditação também são de grande ajuda e, sem esquecer, a grande impor- tância do sono de boa qualidade. Um grupo de cientistas da Rush University Medical Center, em Chicago, publicou um estudo na revista Neurology, mostrando que, quanto maior a atividade cognitiva tanto na infância e meia-idade, quanto na velhice, melhor será para o cérebro25. Essas atividades que requerem esforço mental de quem as pratica, podem ser desde palavras cruzadas, leitura, jogo de dominó, esportes, cursos, arte, viagens, aprender novas línguas ou instrumentos e até o contato com a natureza e convívio social26. Cada novo aprendizado, experiência, imagem, som, cheiro, sensação de toque, ou qualquercombinação desses, cria novas conexões entre os neurônios, formando novas memórias e capacitando o cérebro para se adaptar a mudanças, ou seja, mantendo-se em forma. Ficar em casa fazendo sempre as mesmas coisas, diante de uma televisão, afirmando que, por estar aposentado não quer aprender nada novo, é um caminho certo para a atrofia cerebral. O que não é usado, atrofia... Neuroplasticidade: Mantendo a saúde cerebral R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 41 ARTIGO O CÉREBRO REQUER PREVENÇÃO Uma das difi culdades maiores em relação às doenças neurodegenerativas é a detecção precoce do seu desenvolvimento para que medidas sejam tomadas tentando reverter sua progressão. Avanços foram obtidos, segundo recente estudo publicado pela revista Nature, liderado pelo neurologista Dr. Howard Federoff da Georgetown University Medical Center, em Washington. Os testes duraram cinco anos e foram realizados através da análise de amos- tras de sangue anual de 525 pessoas com mais de 70 anos. Os resultados identifi caram um conjunto de dez metabólitos de lipídios que distinguiram com alta precisão pessoas cognitivamente saudáveis das que poderiam mostrar sinais de comprometimento cognitivo futuro, ou seja, esses metabólitos estavam presentes em níveis mais altos no sangue da maioria das pessoas que apresentaram ou passaram a desenvolver comprometimento cognitivo. No futuro, teremos um exame de sangue disponível, como este descrito acima, com o potencial de prever o desenvolvimento de sintomas de demência. Esta é uma lacuna importante na luta contra a degeneração cere- bral, que geralmente só apresenta sintomas numa fase avançada, já que várias terapias promissoras foram testadas nos últimos anos, mas todas falharam na reversão dos quadros graves já estabelecidos. “Precisamos desesperadamente de biomarcadores, o que permitiria que os pacientes fossem identifi cados e recrutados para ensaios antes que os sintomas comecem a aparecer”, afi rma Simon Lovestone, neurocientista da Universidade de Oxford, Reino Unido, e coorde- nador de uma grande parceria público-privada europeia, realizada com o intuito de identifi car biomarcadores para a doença de Alzheimer. A facilidade de detecção desses metabólitos através de amostras de sangue seria uma R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 42 AJUDAS DA NATUREZA PARA PREVENIR A ATROFIA CEREBRAL POMEGRANATE (ROMÃ) A romã contém níveis elevados de polifenóis, que são moléculas de ori- gem vegetal com diversos estudos relatando propriedades anti-infl ama- tórias e neuroprotetoras35. Estudos em animais revelam que a suple- mentação de suco de romã retarda o desenvolvimento da doença de Alzheimer, uma das principais cau- sas de atrofi a35-37. Esta proteção pode estar relacionada com a capacidade dos polifenóis da romã em retardar a morte de células cerebrais38. Estudos em humanos demonstraram melhorias signifi cativas em cogni- ção e memória com o consumo de 230ml de suco de romã por dia, e as pesquisas de laboratório com célu- las cerebrais humanas em cultura, mostram que os polifenóis da romã protegem as células cerebrais contra as mudanças que ocorrem em outras doenças neurodegenerativas39,40. grande vantagem, já que alguns grupos de pesquisadores estão à procura de moléculas presentes no fl uido espinhal ou biomarcadores com base em imagens do cérebro – procedi- mentos que não são práticos para o uso em larga escala –, acrescenta Monique Breteler, chefe de epidemiologia do Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas em Bonn34. A grande beleza de estudar o cérebro, é que quanto mais aprendemos, mais fascinados fi camos por sua complexidade. O ano de 2014 foi um grande ano para este orgão do pensa- mento e da coordenação neural com notáveis pesquisas na área da neurociência e muito mais ainda está por vir. O governo americano abriu um grande fundo de pesquisa com mais de 100 milhões de dólares só para estudar o cérebro. Nunca antes, tanto dinheiro foi colo- cado em sua pesquisa. Enquanto exames, preditores e biomarcadores mais efi cazes não estão disponíveis, devemos usar a prevenção ao nosso favor, fazendo o que já está ao nosso alcance e comprovado: alimentação saudável, sono de qualidade, atividade física regular e usar os suplementos já comprovados na ajuda da prevenção da atrofi a e envelhecimento cere- bral. Neuroplasticidade: Mantendo a saúde cerebral R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 43 ARTIGO RESVERATROL O resveratrol é um componente importante das uvas vermelhas e algumas outras fru- tas escuras que têm sido utilizadas na prevenção de doenças relacionadas ao envelhecimento, distúrbios cardiovascula- res e outras condições neurológicas. Os pesquisadores também estão explorando seu uso como um neuroprotetor potente contra os efeitos de atrofi a cerebral relacio- nados à obesidade e a uma dieta rica em carboidratos. Em pesquisas com animais obesos, o resveratrol protegeu o tecido cerebral de dano oxidativo, um precursor para a morte de células cerebrais41 e, em ratos alimentados com uma dieta rica em carboidratos, o componente protegeu de forma semelhante contra o dano oxidativo e reduziu as lesões de células endoteliais cerebrais42. Isso pode explicar os resultados de um estudo de 2014 que demonstrou que em adultos saudáveis com sobrepeso que foram suplementados com 200mg/dia de resveratrol, houve melhora nas ligações funcionais entre o hipocampo e as áreas frontais do cérebro43, acompanhadas por um melhor desempenho da memória, bem como um melhor controle de açúcar no sangue, novamente apontando para as complexas interações do metabolismo e desempenho cerebral. VINPOCETINA É um fi toterápico derivado da planta Vinca minor que em vários países, como Japão e Alemanha, é usado como remédio para tratamento de doença cerebrovascular. Num estudo duplo cego, randomizado, com 203 pacientes com demência leve a moderada, foi administrado de 30 a 60mg de Vinpocetina ou placebo. Houve melhora signifi cativa no grupo suplementado na performance cognitiva e redução da seve- ridade da doença44-47. Muitos trabalhos demonstram que seu uso melhora o fl uxo sanguíneo cerebral, inibe a arteriosclerose e aumenta o uso de oxigênio e glicose pelo cérebro. AJUDAS DA NATUREZA PARA PREVENIR A ATROFIA CEREBRAL R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 44 Referências 1. Andreea M. Rawlings, A. Richey Sharrett, Andrea L.C. Schneider, Josef Coresh, Marilyn Albert, David Couper, Michael Griswold, Rebecca F. Gottesman, Lynne E. Wagenknecht, B. Gwen Windham, Elizabeth Selvin. Diabetes in Midlife Linked to Signifi cant Cognitive Decline 20 Years Later. 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Este Yogurte Mousse pode ser degus- tado no café da manhã, como pré ou pós-treino e até mesmo como uma deliciosa sobremesa. Além disso, sua versatilidade permite que seja apre- ciado de várias formas e com vários ingredientes diferentes. A montagem em camadas da "sobremesa saudável" também pode ser conforme o seu gosto: primeiro a granola, depois o iogurte e por fi m a calda, ou vice e versa. A opção de picolé também não está descartada, o importante mesmo é apreciar os sabo- res e aproveitar seus benefícios. Ingredientes: » 170g de iogurte natural; » 2 sachês de Super Lactobacillus; » 1 ½ colher (chá) rasa de gelatina em pó sem sabor; » 5 colheres (sopa) de água mineral; » 1 und. de clara de ovo; » 1 scoop de Carbolift; » 1 colher (sopa) cheia de Sweetlift Cook. Preparo: » Hidratar a gelatina na água por 2 minutos, dissolver no micro-ondas por 10 segundos e mexer bem. Levar ao micro-ondas por mais 10 segundos. Reservar; » Em outro recipiente misturar bem o iogurte com o Super Lactobacillus. Reservar; » Em um recipiente próprio para mixer de mão, colocar a clara, o Sweetlift Cook e o Carbolift. Misturar até homogeneizar todos os ingredientes; » Levar ao micro-ondas por 30 segundos intercalando de 10 em 10 segundos. Mexer bem nos períodos de intervalos; » Bater a mistura com mixer de mão no modo “batedor de arame”, até formar um merengue fi rme; » Acrescentar ao merengue a gelatina dissolvida e misturar com o mixer desligado e bater novamente até amornar o merengue e fi car com consistência fi rme; » Juntar o merengue ao iogurte e misturar bem; » Derramar a mousse sobre a granola e colocar para gelar. Yogurt MousseYogurt Mousse 1 2 3 4 5 6 Granola, Yogurt Mousse & Berries R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 47 RECEITA Ingredientes: » 100g de polpa de açaí; » 8 und. de amora preta; » 6 und. de framboesa; » 3 und. de morango maduro; » 1 scoop de Collagen Skin sabor Cranberry; » 1 scoop de Carbolift; » 2 colheres (sopa) cheias de Xylitol; » 1 sachê de Sweetlift; » 2 colheres (sopa) de suco de limão. Calda de berries Ingredientes: » 6 colheres (sopa) cheias de aveia em fl ocos grandes; » 1 scoop de Carbolift; » 1 sachê de Sweetlift; » 4 und. de castanha do Pará. Granola Preparo: » Misture os ingredientes e leve ao fogo mexendo até dourar; » Espalhar numa forma e deixar esfriar; » Montar no fundo de 2 potes de 200ml. Preparo e fi nalização: » Picar grosseiramente as frutas vermelhas; » Descongelar o açaí e as frutas por 2 minutos no micro-ondas; » Acrescentar os outros ingredientes e mexer bem; » Levar ao micro-ondas por 6 minutos intercalado de 2 em 2 minutos, sempre mexendo nos intervalos; » O ponto deve ser de geleia cremosa com pedaços de frutas. Caso necessário colocar mais 1 minuto no micro-ondas; » Colocar para resfriar no congelador; » Dividir sobre os potes com granola e mousse de iogurte. Deixar gelar por no mínimo 3 horas. DICA Você também pode preparar a receita com os ingredientes que preferir, utilizando outras frutas (berries) para a calda ou outras fi bras para compor a granola. Granola, Yogurt Mousse & Berries R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 48 Fiberlift essentialnutrition.com.br | 0800 607 9030 Fiberlift é um prebiótico com uma combinação exclusiva de fi bras solúveis e insolúveis, importantes para o equilíbrio do organismo e bom funcionamento intestinal. Sem açúcar e isento de glúten e lactose, pode ser consumido diariamente. Por possuir sabor neutro, Fiberlift pode ser adicionado a diversos tipos de alimentos ou bebidas, sem alterar seu sabor. SEM AÇÚCAR SEM LACTOSESEM GLÚTEN SEM CONSERVANTES SEM CORANTES ARTIFICIAIS SEM ADOÇANTES ARTIFICIAIS INTESTINO SAUDÁVEL 5 TIPOS DE FIBRAS FONTE DE FIBRAS SOLÚVEIS E INSOLÚVEIS fi berlift.com.br SUPER ALIMENTOS R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 50 R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 50 Novas fontes de proteína É fácil entender o porquê do sucesso da suplementação de proteínas utili-zadas, primeiramente, por esportis- tas no pós-treino e, hoje, se estendendo aos regimes de emagrecimento, redu- ção da degradação muscular em idosos e convalescentes de cirurgias ou, muito importante, no aprimoramento da ingestão proteica, intensificando, assim, o sistema imunológico. As proteínas também aju- dam a formar hormônios, enzimas, estru- turação e função dos tecidos, células e órgãos do corpo, fazendo parte de aproxi- madamente 17% da constituição do corpo humano1. Novas fontes de proteína R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 5151R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. A proteína é um macronutriente composto por uma cadeia de 20 aminoácidos, e pode ser de origem vegetal ou animal. Embora existam aproximadamente 140 compostos na natu- reza semelhantes aos aminoácidos, apenas 20 deles são utilizados pelos seres humanos para constituir a proteína. Estes são classificados em dois grupos: aminoácidos essenciais e não essenciais2. A recomendação atual da ciência para ingestão diária de proteína, 0,8 gramas por kg de peso corporal (cerca de 62g de proteína por dia para uma pessoa de 77,5kg), está sendo revisada. Dependendo da atividade, idade e da condição clínica, essa necessidade pode variar de 0,8 a 2g de proteína por quilo de peso. Se o obje- tivo for ganho de massa muscular, é necessá- rio pelo menos 2g por quilo. Já para manter a massa muscular adequada, a ingestão passa a ser de pelo menos 1,5g por quilo3. Um estudo publicado em 2014 no American Journal of Physiology - Endocrinology and Metabolism, tentou investigar essa questão polêmica de quanto de proteína precisamos e, se a ingestão da quantidade total de proteína, dividida em partes iguais ao longo do dia, seria ou não melhor do que ingeri-la de forma desi- gual. Foram estudados 20 adultos saudáveis entre 52 e 75 anos de idade, atribuindo-lhes aleatoriamente a um dos quatro grupos cria- dos, por um período de teste de quatro dias. Dois grupos ingeriram a IDR (Ingestão Diária Recomendada) de 0,8g/kg por dia de proteína, sendo que um deles recebeu a mesma dis- tribuição de proteínas nas refeições (33% do total de proteínas no café da manhã, almoço e jantar), e outro recebeu uma distribuição desi- gual de proteína nas refeições (15% no café da manhã, 20% no almoço e 65% no jantar). Os outros dois grupos consumiram o dobro da IDR (1,5g/kg por dia de proteína) seguindo os mesmos padrões anteriores com relação à dis- tribuição do consumo. Ao final, constatou-se que, embora a distribuição de proteínas atra-vés das refeições não teve um impacto signi- ficativo, a quantidade total consumida teve. “O equilíbrio proteico corporal foi maior com a ingestão de proteína acima da ingestão diária recomendada”3, relatam os pesquisadores. SUPER ALIMENTOS 1) AMINOÁCIDOS ESSENCIAIS: são aqueles que não podem ser sintetizados pelo organismo e, portanto, devem ser providos pela alimentação ou suplementação: Lisina, Leucina, Isoleucina, Metionina, Fenilalanina, Treonina, Triptofano e Valina2. 2) AMINOÁCIDOS NÃO ESSENCIAIS: são aqueles que o próprio organismo consegue sintetizar a partir de seu próprio metabolismo, não necessitando ser ingeridos, a não ser em situações especiais de maior necessidade: Glutamina, Glicina, Prolina, Tirosina, Cisteína, Serina, Ácido Aspártico, Alanina, Asparagina, Cistina, Arginina e Histidina. R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 52 Um dos suplementos alimentares proteicos mais consumidos e procurados atualmente é o whey protein, composto por proteínas do soro do leite. Mas, e para as pessoas que possuem intolerância ou alergia às proteínas deste soro, quais são as opções além do whey protein? Graças às pesquisas e investimentos dos fabricantes, o mercado tem hoje uma nova geração de proteínas provenientes de fontes vegetais e também da proteína da carne. Todas com alto valor biológico, que podem ser boas opções para a substituição do whey protein. MAS, AFINAL, O QUE É VALOR BIOLÓGICO E QUAL A SUA IMPORTÂNCIA? O valor biológico das proteínas (BV: Biological Value, em inglês) é uma escala de medição usada para determinar a quantidade de pro- teína de um alimento que é aproveitada pelo corpo. As proteínas são a principal fonte de nitrogênio no alimento. Para determinar o BV de um alimento, é avaliado o perfi l de absorção e a excreção de nitrogênio exógeno5, 6. O BV está diretamente relacionado com a quantidade e o perfi l de aminoácidos essen- ciais presentes no alimento, conhecido tam- bém como aminograma. Se a maioria dos aminoácidos presentes em um alimento forem “essenciais”, seu BV será elevado. Por sua vez, se a maioria dos aminoácidos presentes em um alimento forem “não essenciais“, o BV desse alimento será baixo. Nessa classifi cação, o ovo apresenta valor de 100. Isso signifi ca que o corpo aproveita quase todos os aminoácidos presentes nesse alimento. É, sem dúvida, uma excelente fonte de proteína. Já a aveia apresenta um BV de 58, o que signifi ca que poucos aminoácidos são aproveitados para os processos do corpo. O que acontece aos restantes dos aminoácidos desse alimento? Não são absorvidos, ou são oxidados para produção de energia ou acabam sendo eliminados pela urina sem serem apro- veitados. Ao contrário de carboidratos ou gorduras que podem ser armazenados no corpo para uso futuro, os aminoácidos não utilizados (proteínas) são excretados. Assim, consumir uma grande quantidade de alimentos com proteína de baixo valor biológico não é efi caz, pois a maior parte dela não será utilizada. A Organização Mundial da Saúde utiliza o Pro- tein Digestibility Corrected Amino Acid Score (PDCAAS) para medir a qualidade proteica, considerando a composição de aminoácidos, corrigida pela digestibilidade. Este índice pon- tua de 0 a 1 (valor máximo) quanto ao valor biológico das proteínas, que são considera- das completas quando apresentam PDCAAS maior ou igual a 0,8. O whey protein apresenta PDCAAS igual a 1 e, dessa forma, é classifi - cado como uma proteína de alto valor bioló- gico, pois apresenta todos os aminoácidos essenciais e com excelente digestibilidade6. Novas fontes de proteína R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 53 OPÇÕES DE PROTEINAS VEGETAIS A ervilha é um dos alimentos mais antigos da Europa. É uma fonte de proteína rica em ami- noácidos essenciais, quando extraída sem a utilização de solventes químicos, mantém os valores nutricionais elevados e excelentes propriedades funcionais. De fácil digestão e absorção, livre de glúten e lactose, a proteína da ervilha é muito bem tolerada pela maioria das pessoas e o seu alinhamento de aminoá- cidos é muito próximo ao ideal recomendado pela FAO (Food and Agriculture Organization) e WHO (World Health Organization). Ela contém mais glutamina do que a proteína do ovo ou whey, e arginina - essencial para a síntese de óxido nítrico, que promove a função endote- lial saudável e a dilatação e relaxamento dos vasos sanguíneos13. Um estudo14 da Universi- dade de Manitoba, Canadá, descobriu que as proteínas isoladas da ervilha podem reduzir a pressão sanguínea em ratos e seres humanos, adicionando mais benefícios, agora cardiovas- culares, à proteína. Em janeiro de 2015, o Journal of the Interna- tional Society of Sports Nutrition publicou um estudo clínico duplo-cego, randomizado e con- trolado por placebo, comparando a suplemen- tação da proteína da ervilha e do whey protein SUPER ALIMENTOS Além disso, a ervilha apresenta baixa quanti- dade de gordura (em média 6%) com perfi l favo- rável de ácidos graxos (aproximadamente 80% de ácidos graxos insaturados), excelente valor nutricional e baixo poder alergênico. Ademais, seu perfi l de aminoácidos essenciais (descrito na Tabela 1) é muito próximo ao ideal recomen- dado para adultos pela FAO e OMS (2007)16. no ganho e espessura muscular durante trei- namento de força. Os resultados mostraram que, além de uma formação muscular ade- quada, a suplementação com proteína de ervi- lha promoveu maior aumento da espessura do músculo, em comparação com placebo e, especialmente, para as pessoas que estavam começando ou retornando a um treino de for- talecimento muscular. Nenhuma diferença foi observada entre os dois grupos de proteínas, mostrando que a proteína da ervilha pode ser uma opção à proteína do soro de leite15. As melhores opções de proteína da ervilha que o mercado oferece são as formas isoladas, que possuem elevado conteúdo proteico, aproximadamente 85%. R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 54 Com relação à taxa de aproveitamento fisio- lógico da proteína da ervilha, alguns testes clínicos em humanos avaliaram seu perfil de absorção através da retenção de nitrogênio exógeno. Ambos os estudos tiveram bons resultados clínicos, com uma média em torno de 90% de absorção, demonstrando boa diges- tibilidade e retenção de nitrogênio da proteína da ervilha17, 18. Isto significa que a quantidade de proteína ingerida foi muito próxima da quantidade de proteína disponível para o corpo usar. A proteína isolada da batata é outra opção já disponível no mercado de suplementos. Estu- dos demonstram que esta proteína possui baixa resposta insulínica e assim, não gera picos glicêmicos no sangue19. Além disso, a proteína da batata possui elevado BV e diges- tibilidade, sendo o PDCAAS próximo a 1, com- parando-se a valores de proteínas de origem animal12. O perfil de aminoácidos da prote- ína isolada da batata pode ser conferido na tabela.1. Sua proteína é bem tolerada e possui uma fonte equilibrada de aminoácidos essen- ciais e elevada concentração de leucina, subs- tância que otimiza os resultados de ganho de massa muscular e ativa importantes fatores de crescimento relacionados à síntese proteica12, 20. AMINOÁCIDOS (gramas por 100g de Proteína) PROTEÍNA DA ERVILHA PROTEÍNA DA BATATA WHEY PROTEIN ISOLADO (WPI) FAO 2007 (referência adultos) CISTEÍNA + METIONINA 2,1 3,5 3,9 2,2 HISTIDINA 2,5 1,8 1,1 1,5 ISOLEUCINA 4,7 5,9 6,0 3,0 LEUCINA 8,2 9,8 9,0 5,9 LISINA 7,1 7,6 7,8 4,5 FENILALANINA + TIROSINA 9,3 12,5 4,8 3,8 TREONINA 3,8 55 6,8 2,3 TRIPTOFANO 1,0 1,5 0,8 0,6 VALINA 5,0 8,6 5,4 3,9 PERFIL DE AMINOÁCIDOS DAS PROTEÍNAS ISOLADAS DA ERVILHA E BATATA COMPARADOAO WHEY PROTEIN ISOLADO (WPI) TABELA 1 Novas fontes de proteína R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 55 SUPER ALIMENTOS VALOR DE PDCAAS DE ALGUMAS PROTEÍNAS DO MERCADO DE SUPLEMENTOS: PROTEÍNA PDCAAS Whey Protein 1,00 Proteína Isolada da Batata 0,99 Proteína da Carne 0,92 Proteína Isolada da Ervilha 0,82 Fonte: 6-11 TABELA 2 OPÇÕES DE PROTEÍNAS ANIMAIS A carne bovina é reconhecidamente uma das melhores fontes de proteína existente. Segundo o relatório publicado em 1970 pela Organização das Nações Unidas para Alimen- tação e Agricultura, o organismo consegue aproveitar cerca de 80% dos aminoácidos pre- sentes na carne. porciona ao produto fi nal o chamado balanço nitrogenado positivo – quando a quantidade de proteína ingerida é maior que a quantidade excretada e, consequentemente, melhor bene- fício fi siológico, como a recuperação e recons- trução muscular. Dessa maneira, aos intolerantes às proteínas de origem láctea que precisam de aporte pro- teico, assim como para praticantes de ativi- dade física, a suplementação com a proteína da carne pode ser uma excelente alternativa. Hoje o mercado disponibiliza de algumas opções de proteína da carne, sendo a qualidade, um ponto importante para o consumidor fi car atento quanto ao produto ofertado. As melhores opções de proteína da carne são provenientes do isolamento e hidrólise da matéria-prima de gado criado sem a utilização de antibióticos e hormônios. O processo de obtenção da proteína da carne se dá através da purifi cação e isolamento – sem a utilização de produtos químicos – para que o produto fi nal apresente baixos teores de gordura, colesterol e sódio. Após o isolamento da proteína, inicia-se o processo de hidrólise, seguido de fi ltração, secagem e pulverização. As proteínas de melhor qualidade resultam na formação dos chamados peptídeos, isto é, pequenas estruturas de baixo peso mole- cular, alta digestibilidade e absorção. Essa é uma característica premium, inovadora e pro- R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 56 A IMPORTÂNCIA DA PROTEÍNA PARA O ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL Em função do aumento da expectativa de vida, em muitos países, um número crescente de pessoas idosas está vivendo com declínio funcional, tais como quedas na capacidade cognitiva e atividades da vida diária. Isso pode ter efeitos profundos sobre a saúde e o bem- estar dos idosos e seus cuidadores, bem como sobre os recursos da saúde27, 28. Um estudo publicado em 2014, no Journal of the American Geriatrics Society, constatou que uma dieta rica em proteínas, especialmente proteína animal, pode ajudar os idosos a man- ter um nível mais elevado da função física, psi- cológica e social. A pesquisa sugere que à medida que as pes- soas envelhecem, a sua capacidade de absor- ver e processar a proteína pode diminuir. Para compensar essa perda, as exigências de prote- ína podem aumentar com a idade. Megumi Tsubota-Utsugi, PhD, MPH, RD, do Ins- tituto Nacional de Saúde e Nutrição, no Japão, e seus colegas na Universidade de Tohoku e Universidade Teikyo, no Japão, autores da pes- quisa, se perguntavam se a ingestão de pro- teína pode afetar as capacidades funcionais de adultos mais velhos. Eles projetaram um estudo para investigar a relação entre a inges- tão de proteínas e um futuro declínio na capa- Novas fontes de proteína R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 57 cidade funcional de nível superior em adultos mais velhos, residentes no Japão. A análise incluiu 1.007 pessoas com uma idade média de 67,4 anos, que completaram questionários de alimentos no início do estudo e sete anos mais tarde. Os participantes foram divididos em quatro grupos de acordo com seus níveis de ingestão total de proteína ani- mal e vegetal. Testes de capacidade funcional de alto nível incluíram aspectos sociais e inte- lectuais, bem como medidas relacionadas com as atividades da vida diária27. Os homens do maior quartil de ingestão de proteína animal apresentaram uma diminui- ção de 39% de chance do declínio funcional de nível mais alto do que aqueles no quartil mais baixo. Essas associações não foram vistas em mulheres. Não foi observada nenhuma asso- ciação consistente entre a ingestão de prote- ína vegetal e a redução do declínio funcional em ambos os sexos. “Identificar os fatores nutricionais que contribuem para a manuten- ção da capacidade funcional de nível superior é importante para a prevenção de uma futura redução das atividades da vida diária. Junto com outros comportamentos de saúde modi- ficáveis, uma dieta rica em proteínas pode ajudar os idosos a manter a sua capacidade funcional por prevenir a sarcopenia (redução da massa muscular)”, afirmou Dr. Tsubota-Ut- sugi27. Diante de tantas pesquisas e investimentos para se chegar aos melhores resultados e pro- dutos para a complementação proteica, hoje o mercado de suplementos oferece inúmeras variedades de proteínas similares ao whey. Algumas opções de origem vegetal e outras de origem animal, porém produtos sem traços de proteínas lácteas e lactose. São ótimas opções de complementos para as pessoas intolerantes ou alérgicas ao leite de vaca, e SUPER ALIMENTOS também uma forma saudável de incluir mais proteína na dieta de todos, desde crianças até idosos. Para saber qual a melhor opção que se enqua- dra no seu perfil é sempre importante consultar um profissional habilitado, pois ele irá avaliar suas necessidades e apontar qual a melhor opção para a sua idade e nível de atividade. R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 58 Referências 1. Sue Roberts, M.P.H., R.D., Demand Media What Are the Biggest Reasons Your Body Needs Protein? Disponível em: healthyeating.sfgate.com/biggest-reasons- body-needs-protein-5504.html acesso em 10/02/2015.10/02/2015.10/02/2015. 2. Proteínas: Os tijolos para a construção corporal. Disponível em: www. ifbbacademybrasil.com.br 3. I.-Y. Kim, S. Schutzler, A. Schrader, H. Spencer, P. Kortebein, N. E. P. Deutz, R. R. Wolfe, A. A. Ferrando. 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Yvette C Luiking, Nicolaas EP Deutz , Robert G Memelink , Sjors Verlaan1 and Robert R Wolfe3 Postprandial muscle protein synthesis is higher after a high whey protein, leucine-enriched supplement than after a dairy-like product in healthy older people: a randomized controlled trial. Luiking et al. Nutrition Journal 2014, 13:9. 22. Nobrega, A. Proteína do arroz: será que vale a pena? Sport Nutrition Center. Disponível em: sncsalvador.com.br/ 23. Jordan M Joy, Ryan P Lowery, Jacob M Wilson, Martin Purpura, Eduardo O De Souza, Stephanie MC Wilson, Douglas S Kalman, Joshua E Dudeck, Ralf Jäger. The effects of 8 weeks of whey or rice protein supplementation on body composition and exercise performance. Nutrition Journal. June 2013, 12:86. 24. Ivy J, Portman R. 2004. Nutrient timing. The future of sports nutrition. Basic Health Publications, Inc., New Jersey. 25. Rennie MJ. 1996. Infl uence of exercise on protein and amino acid metabolism. 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Novas fontes de proteína R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 59 FITNESS R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 60 Sua desculpa é falta e tempo? Conheça o método Tabata de treinamento HIIT praticado em poucos minutos. I: Limiar anaeróbio: até que ponto o metabolismo energético de uma pessoa está utilizando energia de fontes aeróbias e a partir de que ponto o metabolismo passa a utilizar fontes anaeróbias com consequente acúmulo de ácido lático, principal causador de fadiga muscular. II: VO2 máximo é o consumo máximo de oxigênio, ou seja, a mais alta captação de oxigênio alcançada por um indivíduo. O aumento da intensidade do exercício é acompanhado por um aumento de VO2. A inatividade física é hoje um dos grandes problemas de saúde pública mundiais, conforme aponta um dado alarmante divulgado por Booth, que revela que cerca de 70% da população adulta não alcança os níveis mínimos recomendados de atividade física. Essa postura leva a sérios prejuízos à saúde, além de ônus econômicos na ordem de bilhões de dólares por ano, somente nos Estados Uni- dos, em custos relacionados aos tratamentos de doenças e condições, que provavelmente seriam evitados pela prática de atividade física regular1. Esse sedentarismo pode ser associado à chegada de novas tecnologias. Depois dela, a luta pela sobrevivência, que existia em tem- pos remotos e exigia esforço físico na busca por comida, ficou para trás mudando drasti- camente nossa forma de viver. O ambiente moderno proporcionou alimento de maneira abundante e o tempo todo, deixando o homem mais sedentário e propenso a desenvolver a obesidade e síndromes metabólicas. Recente- mente, o sedentarismo foi considerado como doença, e o termo “Síndrome da Morte Seden- tária”, proposto pelos pesquisadores em 2001, foi designado para englobar as emergentes desordens ocasionadas pelo estilo de vida sedentário2. Uma pesquisa publicada em janeiro desse ano pelo American Journal of Clinical Exercise defende que uma simples caminhada diária de 20 minutos pode ser suficiente para a redu- ção do risco de morte precoce em até 30%. O estudo sugere que o número de mortes relacio- nadas ao sedentarismo é duas vezes maior do que o associado à obesidade3. EXERCÍCIOS PARA QUEM TEM POUCO TEMPO Acompanhando a vida moderna repleta de ocupações e escassa de tempo, uma proposta para a realização de exercícios chamada HIIT (“High Intensity Interval Training”) – tema abor- dado na última revista Essentia Pharma – vem atraindo a atenção e ganhando popularidade. HIIT pode ser definido como exercícios de curta a moderada duração (de 10 segundos a 5 minutos) realizados em intensidades superio- res ao limiar anaeróbicoI seguidos de pausas passivas ou ativas, ou seja, baseia-se na rea- lização de exercícios com esforços repetidos na maior intensidade possível (all-out) ou pró- xima àquela do VO2 máximo II – indicador da saúde cardiovascular4.Os treinos tradicionais são fundamentados em exercícios contínuos de intensidade moderada que proporcionam aumento da potência aeróbica. O HIIT, por Sua desculpa é falta de tempo? R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 61 III: Efeitos aeróbicos: o oxigênio funciona como fonte de energia transportada aos músculos em atividade. Os exercícios aeróbicos são de longa duração, contínuos e de baixa a moderada intensidade. Exemplos: caminhar, correr, andar, pedalar, nadar. IV: Efeitos anaeróbicos: são aqueles que utilizam uma forma de energia que independe do uso de oxigênio. Os exercícios anaeróbicos são de curta duração, intermitentes e de alta intensidade. Exemplos: saltos, musculação, provas de velocidade, flexões, abdominais, agachamentos, levantamento de peso, ginástica olímpica. associar estímulos anaeróbicos e aeróbicos, mostra-se mais eficiente na promoção do melhorcontrole metabólico que as atividades aeróbicas isoladas. Melhoras na sensibilidade insulínica (SI) estão relacionadas a exercícios de alta intensidade nos movimentos corpo- rais e baixo volume de tempo de treinamento. A mobilização da gordura visceral abdominal está mais associada a exercícios de maior intensidade que induzem à secreção de hor- mônios lipolíticos, como o hormônio do cres- cimento (GH), aumentam o gasto energético após o exercício e elevam a oxidação da gor- dura5, 7. Descobriu-se, também, que o HIIT induz maior perda de gordura por vários mecanismos: aumento da oxidação de gordura durante e, principalmente, pós-exercício (estima-se que ocorra queima de cerca de 150 calorias extras nas 12 horas após o exercício, mesmo que em repouso12), redução da sensação de fome, aumento da capacidade de oxidação de ácidos graxos livres no músculo esquelé- tico, síntese de glicogênio, níveis elevados de GH, e melhora na sensibilidade insulínica. Os benefícios do método incluem modificações na aptidão aeróbica e anaeróbica, adaptações musculares, redução dos níveis de insulina de jejum e da sensibilidade insulínica que ocor- rem após um período de treinamento6. MÉTODO TABATA Um HIIT praticado em poucos minutos Dentre os tipos de HIIT, encontra-se o método Tabata, desenvolvido nos anos 90 pelo pes- quisador japonês Izumi Tabata, que utilizou um protocolo de treino de baixo volume de tempo e alta intensidade dos movimentos na equipe de patinação de velocidade japonesa. Ele observou que o exercício intenso e intermi- tente mostrou-se tão eficaz quanto os exercí- cios padrões feitos por várias horas semanais. O método consiste em 4 minutos de sessão composta por 8 ciclos de 20 segundos de esforços repetidos na maior intensidade possível seguidos de 10 segundos de descanso16. Dr. Tabata concluiu que a realização de trei- nos contínuos de longa duração e intensidade moderada resultaram apenas em efeitos aeró- bicosIII enquanto os treinos intermitentes e de alta intensidade resultaram em efeitos tanto aeróbicos quanto anaeróbicosIV. Os partici- pantes do experimento realizaram os treinos quatro vezes por semana durante seis sema- nas, sendo que os que realizaram exercícios utilizando o método Tabata (20s de exercício, 10s de repouso; intensidade de 170% VO2max) aumentaram sua capacidade anaeróbica em 28% e seu VO2max e potência aeróbica em 15%, em contraste ao grupo que realizou exercícios de longa duração e de intensidade moderada FITNESS R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 62 que melhorou o VO2max em apenas 10% e não obteve nenhum efeito sobre a capacidade anaeróbica8. Uma pesquisa publicada em 2012 comparou resultados de três grupos de mulheres: as que realizaram corrida na esteira durante 30 minutos em intensidade moderada, as que rea- lizaram o método Tabata e o grupo controle, durante 4 semanas. Os pesquisadores medi- ram a resistência muscular e a capacidade aeróbia das participantes antes e depois do teste e descobriram que os grupos corrida e Tabata melhoraram o tempo de fadiga durante o teste de esforço aeróbico, seu VO2max e a resistência muscular, porém, o grupo Tabata teve um desempenho superior9. PRATICIDADE TAMBÉM NA HORA DA ATIVIDADE Ainda que a prática de exercícios aeróbicos de intensidade moderada tradicional seja recomendada, observa-se um crescimento no conceito “time-efficiency”, ou seja, praticidade na questão tempo como um determinante para a incorporação de exercícios na rotina tumultuada imposta nos dias de hoje. Essa praticidade, pode ser alcançada com o método Tabata. Uma reportagem publicada recentemente pelo The New York Times mostra que a cidade de Nova Iorque tem várias opções de treino Tabata, incluindo mais de 30 aulas por semana em um dos espaços fitness de luxo mais bada- lados da cidade. Cada sessão dura, em média, 45 minutos totalizando o tempo de alonga- mento e aquecimento antes da série de exercí- cios utilizando o método (8x 20s de atividade intensa e 10s de descanso ativo ou passivo)13 . Há também opções de Tabata para aqueles que preferem exercitar-se ao ar livre, como o “Boot camp” – treinamento funcional ao ar livre – que também se utiliza dos princípios do método, e possui adeptos praticando no Cen- tral Park, com orientação de personal trainer, por exemplo13. Originalmente, o método utilizou apenas a corrida, porém, todos os exercícios podem ser adaptados a este sistema, incluindo movimen- tos de musculação. Para obter todos os benefícios do método, julga-se necessário que a combinação dos exercícios seja composta pelos movimentos considerados como “nobres ou consagrados”, ou seja, squat, deadlift, power clean, push press, push jerk, entre outros. Sua desculpa é falta de tempo? R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 63 Desde a data de sua publicação, o protocolo utilizando o método Tabata tem sofrido algu- mas adaptações por parte dos treinadores e atletas adeptos. De uma intensidade fixa de 170% de VO2max (proposta nos testes do Dr. Tabata), passou-se a “o mais intenso que con- seguir”. A progressão dos treinos seguindo o método não é somente avaliada pela carga, mas também pelo número de repetições ou distância atingida nos 20 segundos de ativi- dade intensa. Para uma semana de treinos eficiente e que se encaixe na rotina moderna, o método Tabata contribui positivamente na questão tempo. Nos dias em que a falta dele determinaria a desistência do treino completo tradicional pla- nejado, o Tabata representa uma ótima opção com benefícios expressivos no condiciona- mento físico, modificações na composição corporal com diminuição da circunferência abdominal e do percentual de gordura10,11 por proporcionar aumento no metabolismo e na frequência cardíaca em poucos segundos, o que facilita a queima de gordura. A realização de um ciclo Tabata tem duração de 4 minutos e, nos dias em que o método for aplicado de maneira isolada, deve-se realizar uma fase prévia de aquecimento de alguns minutos (em média 10 minutos) assim como uma fase de relaxamento após o exercício. O Tabata funciona também como um ótimo finalizador de treino tradicional de hipertrofia, já que para ganhos de massa muscular e força, requerem-se treinos com pesos e cargas. Para iniciantes com condição física regular, uma dica importante é começar a prática do Tabata de forma faseada, ou seja, realizar de 3 a 4 séries e ir aumentando até conseguir completar o treino total de 8 séries. É natural não conseguir completar o ciclo inicialmente quando não se tem um condicionamento físico avançado. Experimente incorporar Tabata à sua rotina semanal de treinos e perceba os resultados. Existem vários aplicativos para celular que tor- nam seu treino muito mais dinâmico e diver- tido! Com eles, você não precisa se preocupar com a contagem dos segundos de treino e de descanso. Além dos aplicaticos, músicas personalizadas para treinos Tabata, em diver- sos ritmos, proporcionam uma empolgação a mais, além de fazer a contagem dos segundos! Disponível em Apple Store, Play Store e tabata- songs.com. FITNESS R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 64 Referências 1. BOOTH, F.W.; GORDON, S.E.; CARKSIBM C.J.; HAMILTON, M.T. Waging war on modern chronic diseases: primary prevention through exercise biology. Journal of Applied Physiology, Bethesda, v.88, n.2, p.774-87, 2000. 2. BOOTH, F. W.; CHAKRAVARTHY, M. V. Cost and consequences of sedentary living: new battleground for an old enemy. Research Digest, Washington, n. 16, p. 1-8. Disponível em: www.presidentschallenge.org/ informed/digest/docs/200203digest.pdf>. 3. Ekelund, U et al. Activity and all-cause mortality across levels of overall and abdominal adiposityin European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition Study (EPIC). American Journal of Clinical Nutrition; 14 Jan 2015. 4. Laursen P, Jenkins D. The scientifi c basis for high-intensity interval training optimising training programmes and maximising performance in highly trained endurance athletes. Sports Med 2002;32:53-73. 5. Yoshioka M, Doucet E, Pierre S. Impact of high- intensity exercise on energy expenditure, lipid oxidation and body fatness. Int J Obes Relat Metab Disord 2001;3:332-339. 6. Boutcher SH. High-Intensity Intermittent Exercise and Fat Loss. Journal of Obesity. 2011;2011:1-10. 7. Irving B, Weltman J, Patrie J. Effects of exercise training intensity on nocturnal growth hormone secretion in obese adults with the metabolic syndrome. J Clin Endocrinol Metab. 2009;6:1979-1986. 8. Tabata, I., Nishimura, K., Kouzaki, M., Hirai, Y., Ogita, F., Miyachi, M. and Yamamoto, K. (1996) Effects of moderate-intensity endurance and high-intensity intermittent training on anaerobic capacity and VO2 max. Medicine & Science in Sports & Exercise, 28, 1327-1330. 9. McRae G, Payne A., Zelt JG, et al. Extremely low volume, whole-body aerobic-resistance training improves aerobic fi tness and muscular endurance in females. School of Kinesiology and Health Studies, Queen’s University. Appl Physiol Nutr Metab. 2012 Sep 20. 10. Talanian J, Holloway G, Snook L, et al. Exercise training increases sarcolemmal and mitochondrial fatty acid transport protein in human skeletal muscle. Am J Physiol Endocrinol Metab. 2012:180-188. 11. Souza L, Virtuoso J. A efetividade de programas de exercício físico no controle do peso corporal. Rev Saúde Com. 2005;1:71-78. 12. Disponível em: www.theguardian.com/ lifeandstyle/2013/mar/25/tabata-harder-faster-fi tter- quicker 13. Disponível em: www.nytimes.com/2014/12/12/ nyregion/tabata-workouts-offer-a-rigorous-intensity. html?_r=1 SUGESTÃO DE TREINO TABATA Série 1: JUMPING LUNGES (8 séries de 20 segundos de esforço intenso + 10 segundos de descanso) Série 2: KNEE PUSH-UPS (8 séries de 20 segundos de esforço intenso + 10 segundos de descanso) Série 3: MOUNTAIN CLIMBERS (8 séries de 20 segundos de esforço intenso + 10 segundos de descanso) Série 4: SCISSOR CRUNCHES (8 séries de 20 segundos de esforço intenso + 10 segundos de descanso) Sua desculpa é falta de tempo? R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 65 Um fi o de azeite que liga viagem e gastronomia TURISMO R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 66 Um fi o de azeite que liga viagem e gastronomia Devido ao clima ameno, foi na região do Mediterrâneo que a olivicultura mais se desenvolveu, fazendo com que olivais colorissem as paisagens de países como Itá- lia, Espanha e Portugal, responsáveis por pro- duzir as variedades de azeite mais apreciadas do mundo. E nas mesas destes países, mundialmente conhecidos pela fabricação dos azeites tradi- cionais - e que ainda representam quase 90% da produção mundial, sendo a Espanha o maior produtor com (39%), seguido da Itália (21%) e a Grécia (14%) - que a especiaria mostrou sua importância e ao longo dos tempos, variou as utilizações que lhe foram dadas na alimenta- ção, medicina, higiene e beleza. Assim como o bom vinho, o bom azeite adqui- riu novo status na alta gastronomia mundial, chamando a atenção de renomados chefs, donos de restaurantes e apreciadores da boa gastronomia, que passaram a tratar o azeite com respeito, inclusive adotando o azeite no nome. Por isso, agora, lhe guiamos a uma viagem cheia de sabores, com um roteiro charmoso e com dicas de onde apreciar os melhores azei- tes do mundo. Ingrediente indispensável na alta gastronomia, com história e cultivo milenares e associado à alimentação saudável, o azeite vem des- pertando interesse crescente daqueles que se renderam ao sabor e às propriedades do sumo das oliveiras. 67R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. ESPANHA O maior destino Se estiver pensando grande, a Espanha será o seu destino. Maior produtor de azeites do mundo, com mais de 250 milhões de pés de oliveiras, e 260 variedades de azeitona, o Azeite de Oliva Espanhol é exportado para mais de 100 países. Um passeio pelas Oliveiras de Servilha é uma ótima dica. O passeio oferece aromas únicos, sabores diferenciados de azeites e o exclusivo prazer de experimentá-los em meio às oliveiras. Mas toda a região ao sul da Península Ibérica, e nas zonas costeiras do mar Mediterrâneo, concentram locais para apreciação do cultivo assim como degustação do azeite de oliva. Tendo a oportunidade de conhecer o local onde se fabrica o azeite, a história e a magia escondida em cada um desses lugares. Do alto do Castelo de Santa Catalina, na cidade de Jaén, está uma das vistas que melhor representa a grandiosi- dade do setor no país. O imenso mar de oliveiras cobre todo o sul da Espanha. Na rota, as cidades como Bedmar, Jódar, Baeza, Belmez de La Moraleda e Huelma, guardam muitas histórias que retratam a importância das milhares de oliveiras para essa região. As azeitonas mais produzidas no território espanhol são as variedades: Pictual, Cornicabra, Hojiblanca e Alberquina. Cada uma delas possui distintas características. » PICTUAL – De paladar ligeiramente amargo, é um azeite mais estável, devido ao seu baixo conteúdo de ácido linolênico e elevada proporção de polifénois. Por isso, apresenta maior estabilidade quando usado no preparo de alimentos. Bedmar Jódar Jaén Sevilha » HOJIBLANCA – Terceira variedade mais importante da Espanha, com uma gama de sabores, entre frutado, ligeiramente amargo e fi nal amendoado. Seu fruto é conhecido como azeitona de mesa preta de estilo “californiano” devido à fi rme textura da sua polpa. » ALBERQUINA – Apreciada pela produtividade elevada e constante, a qualidade do azeite é excelente, principalmente pelas suas características organolépticas de carácter frutado e fresco. Esta é a variedade base das denominações de Origem Les Garrigues (Lleida) e Siurana (Tarragona) da Catalunha. » CORNICABRA – É a variedade mais importante de Madrid. Com cor amarelada, de paladar frutado com equilíbrio entre doce e amargo suave. É um tipo agradável para consumir com pratos crus como: saladas, pães e regar em alimentos prontos para servir. variedades: Pictual, Cornicabra, Hojiblanca e Alberquina. Cada uma delas possui distintas características. Huelma Baeza Belmez de La Moraleda TURISMO R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 68 Perugia Massarosa Ligúria Lucca Assis Toscana Um ingrediente indispensável à mesa de uma família ita- liana é o azeite, destaque de sua culinária. Então se a ideia for visitar as belezas italianas, principalmente da região da Toscana, onde nascem alguns dos melhores azeites do mundo, verá que além de elegante e tradicional, a comida típica da Toscana é um convite ao prazer. Indicamos um roteiro que passe pelas cidades de Perugia, Assis, Massarosa, Lucca, onde além de ótimos restauran- tes, você poderá experimentar azeites, visitando moinhos, grandes empresas exportadoras e até mesmo feiras livres, e, entre degustações de pratos e azeites, aprender sobre seus processos de produção desde os antigos moinhos de pedra até os modernos tanques de aço inox. Localizada entre o Piemonte, a província de Savona e a França, a Ligúria é repleta de oliveiras, que produzem azei- tonas da variedade Taggiasca, que resulta em um azeite delicado e suave, com frutado médio de notas verdes, amargo e picante leves. A Ligúria abriga ainda uma região D.O.P. (Denominação de Origem Protegida) de azeites denominada “Olio DOP Riviera Ligure”, com azeites premia- dos no mundo todo, alémdos diversos pequenos produto- res locais, muitos deles com agendamento de visitas para degustação. Se estiver na região, não deixe de visitar o famoso Museo dell´Olivo, que detém um rico acervo de peças históricas sobre a cultura da olivicultura, além de um belo jardim repleto de oliveiras centenárias. ITÁLIA Um dos berços do azeite Um fio de azeite que liga viagem e gastronomia R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 69 Sim, foram os portugueses os primeiros a tra- zerem a especiaria para terras brasileiras. Mas apesar de ser o principal fornecedor de azeites para o Brasil, sua representatividade mundial como produtor é pequena, atingindo pouco mais de 1% da produção global de azeite. Ainda assim, o concurso de Mário Solinas, o mais importante e reconhecido internacional- mente em termos de qualidade dos azeites extra virgem, organizado pelo Conselho Oleí- cola Internacional (COI), premiou o azeite por- tuguês Oliveira da Serra como o melhor azeite do mundo na categoria Frutado Verde Ligeiro e o azeite Gallo na categoria de Verde Médio. Nesta competição participaram 138 azeites de diferentes origens como Portugal, Espanha, Grécia, Itália, entre outros. Ir a Portugal é também uma oportunidade única de conhecer seus azeites, inclusive oferecendo aos visitantes ótimos roteiros turísticos para desfrutar os diferentes sabores de cada uma das regiões, entre elas Moura, interior e norte do Alentejo. Em todas elas, é possível visitar cooperativas de produtores e provar o que os portugueses chamam de azeite de azeitonas maduras. No norte do Alentejo, o charme está no perfume. Já em Moura, por exemplo, não dá para deixar de visitar o Museu do Azeite, uma verdadeira viagem no tempo. Lá, os visitantes têm a oportunidade de conhecer as antigas técnicas de produção de azeite, verificar a evo- lução tecnológica e, claro, degustar. Ainda é possível continuar a Rota do Azeite seguindo para Portel, Vidigueira, Cuba, Alvito, Alfândega da Fé, Alijó, Bragança, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Mogadouro, Murça, Tabuaço, Torre de Moncorvo, Valpaços, Vila Flor, Vila Nova de Foz Coa e Vimioso, Viana do Alentejo, Ferreira do Alentejo ou Beja. O sabo- roso mundo do azeite também pode ser desco- berto na belíssima região que separa o norte do sul de Portugal: Trás-os-Montes. Um dos melhores azeites do mundo, o “Trás- os-Montes” é fabricado no norte do país, na região transmontana. Nesta região, estão tam- bém os famosos Azeites do Douro, com vários prêmios a nível europeu e mundial. Outra parada obrigatória é a região de Alentejo, mais ao sul, maior oleícola de Portugal. Aqui o azeite Risca Grade Virgem Extra carrega o título de melhor Azeite Biológico do Mundo, concedido na Alemanha em 2009. Em visitas guiadas aos olivais o turista pode conhecer todas as facetas dos azeites da região. PORTUGAL Nos apresentou o azeite Portel Moura BragançaMacedo de Cavaleiros Alijó Freixo de Espada à Cinta Alvito Alentejo Cuba Vidigueira Beja Tabuaço Murça Ferreira do Alentejo TRÁS-OS-MONTES TURISMO R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 70 GRÉCIA Entre as montanhas e as oliveiras Graças ao seu clima e à sua posição geográ- fica, junto ao Mediterrâneo, a Grécia tem o privilégio de produzir ingredientes muito sabo- rosos. E oliveiras crescem por todos os lados, preservando inigualáveis aromas e sabores. Mas as plantas não são apenas parte da char- mosa paisagem e sim fazem parte da história deste país há mais de 10.000 anos. Quando locais como a Ilha de Creta, beneficiada pela qualidade do solo e o clima temperado, influen- ciado pela brisa salgada do Mediterrâneo, tornou-se o epicentro da produção de oliva e azeite na Grécia. Conhecidíssima no mundo todo, a cozinha grega possui quatro segredos: os ingredien- tes frescos, o uso correto das especiarias, e o famoso azeite de oliva e a simplicidade. Os gregos consomem cerca de 20 litros por ano do produto por pessoa. Na Grécia você não encontrará uma variedade tão vasta de azeites como na Itália e Espanha, porém, encontrará produtos de muita quali- dade e uma infinidade de receitas que se utili- zam desta especiaria. Podemos traçar várias rotas para uma viagem gastronômica por este país, mas as regiões de Creta e Peloponeso são as mais indicadas para quem quer se deliciar com um excelente azeite rodeado de lindas paisagens. Localizada no sul da Grécia, a região de Pelo- poneso representa mais de 40% da produção grega de olivas e cerca de 35% de seu óleo. Sendo as cidades de Kalamata (DOP) e Sparta os mais importantes centros tanto da produ- ção do óleo quanto da oliva de mesa. Em Creta dois terços de suas terras cultiváveis são utilizadas para o plantio de olivas, dividida em pequenas propriedades familiares, onde você encontrará restaurantes especializados em pratos regados a muito azeite. Kalamata Sparta Peloponeso Creta Um fio de azeite que liga viagem e gastronomia R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 71 COMO ESCOLHER UM BOM AZEITE? Para escolher um bom azeite de oliva é preciso ter paciência e ler o rótulo, não só a parte da frente, mas vire o frasco e leia o rótulo de trás. Veja quais informações devem ser levadas em consideração na hora da escolha: » Garrafa de vidro escuro (não de plástico nem de metal). A luz prejudica as qualidades do azeite. Uma boa dica é escolher sempre o vidro de azeite que está no fundo da prateleira (longe da luz). » Procedência. Há centenas de diferentes tipos de azeitonas e a cor não diz muito sobre a qualidade. Todos os anos, a natureza pode apresentar uma realidade diferente e a maturação da fruta no momento da colheita desempenha um grande papel. Por exemplo, um azeite turvo pode significar menos filtragem. Assim, o ideal é comprar azeite em lojas que permitam a degustação para sentir o sabor e o aroma. » Em casa, para armazenar um azeite de qualidade boa, você tem que se preocupar com 3 fatores que podem degradá-lo: Ar, luz e temperatura. Portanto, mantenha-o bem fechado, longe do calor (por exemplo, o fogão), e luz. Fazendo isso, sua qualidade se manterá por três meses após a abertura. Se ele for guardado em um lugar (como uma adega) que o produto permaneça em temperatura constante, em torno de 18oC, poderá durar mais tempo. » Para combater a possibilidade de um óleo “fake”, não puro, existem selos de qualidade que alguns países fornecem, como o DOP (Denominazione d’Origine Protetta) - selo usado nos óleos europeus - e da organização norte-americana chamada California Olive Oil Council (COOC), que podem ajudar na escolha da procedência. Uma certificação “orgânica” também pode ser útil. » Caso você queira viajar pelo mundo do azeite extra virgem, recomendamos o guia Flos Olei 2015 World. » Ano de colheita. Diferente de um bom vinho, o azeite não melhora com a idade. Se o ano de colheita não é mencionado, tente comprar o que estiver com a data de expiração mais longe. » Dar prioridade ao produto que é produzido e engarrafado em seu país de origem. Um produto que é produzido em um país e enviado para outro para ser engarrafado, sofre mais com o processo de oxidação. » Acidez. De acordo com a legislação da União Europeia, o azeite de oliva extra virgem tem que apresentar uma acidez livre, expressa em ácido oleico, de 0,8g por 100g. Quanto menor a acidez, melhor o azeite. » Fabricado com 100% de azeitonas (sem soja, girassol, etc). TURISMO R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 72 BENEFÍCIOS DO AZEITE EXTRA VIRGEM Referências 1. Andreea M. Rawlings, A. Richey Sharrett, Andrea L.C. Schneider, Josef Coresh, Marilyn Albert, DavidCouper, Michael Griswold, Rebecca F. Gottesman, Lynne E. Wagenknecht, B. Gwen Windham, Elizabeth Selvin. Diabetes in Midlife Linked to Signifi cant Cognitive Decline 20 Years Later. Ann Intern Med. 2014;161(11):785-793. 2. Su HM. Mechanisms of n-3 fatty acid-mediated development and maintenance of learning memory performance. J Nutr Biochem. 2010. 3. Dyall SC, Michael GJ, Whelpton R, Scott AG, Michael-Titus AT. Dietary enrichment with omega-3 polyunsaturated fatty acids reverses age-related decreases in the GluR2 and NR2B glutamate receptor subunits in rat forebrain. Neurobiol Aging. 2007. 4. Pottala JV, Yaffe K, Robinson JG, Espeland MA, Wallace R, Harris WS. Higher RBC EPA + DHA corresponds with larger total brain and hippocampal volumes: WHIMS-MRI study. Neurology, 2014 Feb. 5. Conklin SM, Gianaros PJ, Brown SM, Yao JK, Hariri AR, Manuck SB, Muldoon MF. Long-chain omega-3 fatty acid intake is associated positively with corticolimbic gray matter volume in healthy adults. Neurosci Lett 2007. 6. Robinson JG, Ijioma N, Harris W. Omega-3 fatty acids and cognitive function in women. Womens Health (Lond Engl). 2010. 7. Eckert GP, Franke C, Noldner M, et al. Plant derived omega-3-fatty acids protect mitochondrial function in the brain. Pharmacol Res. 2010. 8. Innis SM. Dietary omega 3 fatty acids and the developing brain. Brain Res. 2008. 9. McNamara RK, Carlson SE. Role of omega-3 fatty acids in brain development and function: potential implications for the pathogenesis and prevention of psychopathology. Prostaglandins Leukot Essent Fatty Acids. 2006. 10. Aben A, Danckaerts M. Omega-3 and omega-6 fatty acids in the treatment of children and adolescents with ADHD. Tijdschr Psychiatr. 2010. 11. Liperoti R, Landi F, Fusco O, Bernabei R, Onder G. Omega-3 polyunsaturated fatty acids and depression: a review of the evidence. Curr Pharm Des. 2009. 12. Amminger GP, Schäfer MR, Papageorgiou K, et al. Long-chain omega-3 fatty acids for indicated prevention of psychotic disorders: a randomized, placebo- controlled trial. Arch Gen Psychiatry. 2010. 13. Disponível em: http://articles.mercola.com/sites/ articles/archive/2013/09/29/dr-perlmutter-gluten.aspx “Existe uma relação entre o sabor frutado, o gosto mais amargo e os fenóis contidos no azeite. Eles são antioxidantes e fazem bem para a saúde, assim podemos dizer que um azeite intensamente frutado, equilibrado, amargo e picante tem mais antioxidantes e é melhor para a saúde das pessoas.” A longevidade relacionada à utilização de azeite de oliva não existe por acaso. Foram anos de estudos e investigações que comprovaram seus efeitos na prevenção do câncer do fígado além de proteger contra uma série de doenças degenerativas, entre as quais a cardíaca. Atualmente, seu consumo está associado a bai- xos níveis de colesterol “ruim” (LDL), além de ser rico em antioxidantes, como os polifenóis, capazes de combater os radicais livres, res- ponsáveis pelo envelhecimento das células, ele contribui na prevenção do diabetes, de artrite reumatoide, AVC (derrame cerebral), e câncer de cólon e mama. Outros benefícios de saúde associados ao azeite são a melhora do sistema digestivo, efeito tônico e protetor sobre a pele, efeito anal- gésico e anti-infl amatório, favorece a absorção de cálcio, entre outros. A lista de benefícios associados ao azeite tende a aumentar, pois frequentemente novos resultados de pesquisas científi cas são publicados. Aben A, Danckaerts M. Omega-3 and omega-6 fatty acids in the treatment of children and adolescents with Omega-3 polyunsaturated fatty acids and depression: a Long-chain omega-3 fatty acids for indicated prevention articles/archive/2013/09/29/dr-perlmutter-gluten.aspx Um fi o de azeite que liga viagem e gastronomia R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 73 Alimentação saudável na infância: Alicerce para a vida INFÂNCIA “Essencial para o crescimento, desenvolvimento e manutenção da saúde, quando inadequado, os hábitos alimentares acarretam problemas de saúde imediatos e também em longo prazo.” R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 74 Educar as crianças a fazerem escolhas saudáveis na alimentação é de extrema importância, já que os hábitos alimen- tares são formados na infância se estendendo até a fase adulta. Uma criança que possui maus hábitos pode vir a sofrer de obesidade infantil tornando-a vulnerável a graves problemas de saúde, incluindo diabetes, doenças cardíacas e asma. A obesidade infantil também cobra um pedágio emocional. Crianças com sobrepeso são, muitas vezes, provocadas e excluídas das atividades em equipe, o que pode levar a uma baixa autoestima, imagem corporal negativa e depressão. No entanto, com um direciona- mento saudável, longe do excesso de alimen- tos que não oferecem valor nutricional, você pode ajudar seu filho a alcançar e manter um forte sistema imune e desenvolvimento saudá- vel. Mas para isso, precisamos estar conscien- tes dos desvios facilitados por grande parte da indústria alimentícia e pela provável “falta de tempo” do dia a dia que já, desde cedo, induz na criança o hábito de não dar valor a esse essen- cial alicerce que é a alimentação de qualidade. IMPRINTING METABÓLICO? São muitas as influências, algumas óbvias e outras sutis, que determinam a ingestão ali- mentar e hábitos das crianças. Esses hábi- tos alimentares formados na infância, sejam gostos ou aversões, são solidificados nos primeiros anos e difíceis de serem modifica- dos posteriormente podendo se estender até a idade adulta, quando alterações tornam-se ainda mais difíceis e enfrentam resistências. No primeiro ano de vida a escolha do alimento depende exclusivamente da pessoa que ali- menta a criança, e o produto da interação desta com a própria mãe é a influência mais marcante na formação destes hábitos2,5,9. Em relação ao uso de produtos industrializados - como sopas, derivados lácteos, macarrões instantâneos, sobremesas industrializadas e guloseimas - parece haver uma grande influên- cia dos familiares presentes e da propaganda, principalmente da veiculada pela televisão5. O termo “imprinting metabólico” descreve um fenômeno no qual uma alimentação inade- quada introduzida precocemente atua durante um período crítico e específico do desenvolvi- mento, podendo causar um efeito duradouro e persistente ao longo da vida do indivíduo e tor- ná-lo susceptível a determinadas doenças2-4. O melhor exemplo de imprinting metabólico é a amamentação. Desde o processo de amamen- tação, é necessário que o lactente desenvolva uma autorregulação para fome/saciedade por- que isso irá refletir nos seus hábitos alimen- tares precoces. Portanto, o fornecimento para a criança de fórmulas infantis ricas em car- boidratos e gorduras nutricionalmente pobres por meio de mamadeiras é um dos fatores que contribui para o efeito do imprinting metabó- lico, pois pode predispor ao sobrepeso por prejudicar o desenvolvimento desta autorregu- lação e/ou pela ingestão excessiva de leite6. De acordo com Simon7, nos 12 meses iniciais de vida, a criança está formando seus hábitos, então é necessário evitar alimentos que conte- nham açúcar. Fornecer alimentos açucarados nesta fase de desenvolvimento pode propiciar ao seu maior consumo e assim, à obesidade e outras doenças associadas ao excesso de açúcar. Daí a importância do controle por parte da mãe como educadora alimentar. Alimentação saudável na infância: Alicerce para a vida R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 75 PUBLICIDADE ENGANOSA: Alerta aos pais Como explicar para as crianças e até mesmo para os próprios pais que um determinado ali- mento pode ser prejudicial à saúde, haja vista toda a intensa produção publicitária dizendoo contrário? A publicidade estimula o consumo. Até aí, nada de novo. O problema é quando tal estímulo está associado a ideias enganosas ou fantasiosas e tem como foco um público certo: o público infantil. De acordo com infor- mações do Observatório de Políticas de Segu- rança Alimentar e Nutrição, somando canais de televisão abertos e fechados, 44% do total de propagandas alimentícias destinam-se a crian- ças. Salgadinhos, sucos de caixinha e todos os tipos de guloseimas tornaram-se rotina na dieta alimentar dos pequenos, sempre estimu- lados por belas propagandas8. O consumo alimentar dos adolescentes carac- teriza-se pela presença de alimentos gorduro- sos e de alta densidade energética, lanches do tipo fast food, refrigerantes e um baixo consumo do grupo de frutas, legumes, ver- duras e alimentos proteicos. Além disso, são frequentes algumas práticas alimentares ina- dequadas, como a omissão de refeições e a troca das refeições tradicionais como almoço e jantar por lanches9. Um exemplo do uso abusivo das publicidades está nas propagandas de refrigerantes, que são veiculadas em todos os meios de comu- nicação de massa, sem qualquer limitação e fazendo associação de seu produto a uma vida feliz e saudável. Como sabemos, os refrigeran- tes são produtos desprovidos de substâncias de valor nutricional, altamente calóricos e abarrotados de açúcares. E sabemos que seu consumo em excesso causa doenças10. CALORIAS VAZIAS: EXCESSO DE AÇÚCAR E FALTA DE NUTRIENTES O termo “calorias vazias” é utilizado quando um alimento fornece muitas calorias, porém pouco ou nenhum nutriente essencial à saúde. A ingestão deste tipo de alimento resulta, por- tanto, em ganho de peso, acúmulo de gordura e nenhuma nutrição. Para saber identificar pro- dutos com calorias vazias, deve-se analisar, no rótulo do produto, a presença de alto valor calórico e de baixo valor nutricional. Geral- mente esses são alimentos relacionados ao junk food e industrializados, como os salgadi- nhos, batata-frita, balas, biscoitos recheados, sucos em caixinhas, refrigerantes, bebidas energéticas ou alcoólicas, entre outros. O açúcar em excesso é um perigo não só para os dentes. O consumo exagerado de açúcar na infância pode favorecer o ganho de peso excessivo. Também existem fortes evidências de que muito açúcar na dieta aumenta o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, gota, fígado gorduroso e alguns tipos de câncer. Outra preocupação é o aumento da hiperativi- dade com redução na capacidade de concen- tração e irritabilidade. INFÂNCIA R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 76 nicas. Por outro lado, há evidências de que o consumo adequado de frutas e vegetais favo- rece a ingestão de vitaminas e antioxidantes que podem prevenir as doenças pulmonares. Da mesma forma, estes mesmos fatores die- téticos também promovem o peso saudável e protegem contra doenças crônicas na vida adulta12-14. Há fortes evidências na literatura de que a introdução precoce de alimentos com baixo valor nutritivo, sobretudo a oferta excessiva de carboidratos (especialmente os carboidra- tos simples) e lipídeos, tanto em quantidade como em qualidade, pode predispor ao desen- volvimento de doenças crônicas como obesi- dade, diabetes, hipertensão, doença arterial coronariana, dislipidemias, osteoporose, e/ou levar à carência nutricional, representada pela desnutrição, doenças infecciosas e carências específicas de micronutrientes, particular- mente ferro, zinco e vitamina A15. Em suma, e novamente, podem provocar efeitos na saúde e bem-estar do indivíduo que poderão esten- der-se durante a vida adulta16. O alto consumo de doces, balas e refrigerantes pode aumentar a concentração de insulina e adrenalina no sangue, que em excesso provocam ansiedade, excitação e dificuldade de concentração nas crianças. Uma pesquisa publicada em 2013, avaliou a associação entre a ingestão de bebida com alto teor de açúcar e marcadores cardiometa- bólicos em 4.880 indivíduos com idade entre 3 e 11 anos. Foram avaliadas as concentrações de colesterol total, HDL, LDL, triglicerídeos e proteína C reativa (PCR - um marcador da infla- mação), bem como percentual da circunferên- cia da cintura e índice de massa corporal para idade e sexo. Os resultados demonstraram que a ingestão de bebidas açucaradas está posi- tivamente associada à diminuição dos níveis de colesterol HDL, ao aumento das concentra- ções de PCR e ao aumento da circunferência da cintura em crianças11. Estudos recentes também têm associado a prevalência de asma em crianças e adoles- centes que consomem elevada quantidade de bebidas açucaradas. Independente do peso corporal, ou IMC, os indivíduos que possuem uma dieta com alta presença de açúcar são mais propensos a desenvolver disfunções pulmonares precoces podendo evoluir para quadros de asma, além de outras doenças crô- Alimentação saudável na infância: Alicerce para a vida R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 77 CALORIAS VAZIAS MAIS USADAS: REFRIGERANTES E ACHOCOLATADOS Segundo a Associação Brasileira das Indús- trias de Refrigerantes e Bebidas não Alcóolicas (ABIR), “o refrigerante é uma bebida industria- lizada, não alcoólica, carbonatada, adicionada de aromas, com alto poder refrescante”. Uma lata de refrigerante do tipo cola contém cerca de três a sete colheres (de sopa) de açúcar (30 a 70g). Você já imaginou tomar um suco e colocar 5 colheres (de sopa) de açúcar? Só colocando sal, ácidos, sabores fortes e gaseifi - car para mascarar o sabor... deixando ao corpo a tarefa árdua para conseguir se livrar desse açúcar todo sem nenhum outro nutriente. Como se pode imaginar que uma quantidade tão grande de açúcar concentrado não vá ter consequências para a saúde? Um dos queridinhos da criançada é o achoco- latado. O Brasil é o maior mercado mundial de achocolatados em pó, e tem essa liderança devido ao hábito dos brasileiros de consumir esse tipo de produto no café da manhã. Não existe na Legislação Brasileira um Padrão de Identidade e Qualidade para essa categoria de produto, sendo que, devido à ausência de uma norma que estabeleça a obrigatoriedade da presença de determinados ingredientes e em quantidades mínimas (p.ex.: cacau e leite), pode-se observar no mercado uma ampla variedade de formulações e ingredientes utili- zados. E são esses fatores que fazem com que a indústria alimentícia utilize ingredientes de baixo custo, como o açúcar, em altas quanti- dades, e ingredientes de elevado custo em bai- xíssima quantidade, como é o caso do cacau17. A quantidade de açúcar nos achocolatados tradicionais chega a representar mais de 80% da composição do produto. Isso signifi ca que uma porção de 2 colheres (de sopa), ou seja, 20g, possuem 16g de açúcar! As versões líquidas destes achocolatados chegam a ter 25g de açúcar por porção de 300ml. O açúcar é o ingrediente de escolha da indústria alimentícia para a fabricação de achocolatados, chocolates, biscoitos, bolos e outras guloseimas. É um ingrediente de baixo custo e concede corpo às preparações, porém, nutricionalmente pobre, agregando calorias vazias aos produtos. Um bom achocolatado para as crianças deve fornecer nutrientes, possuir alto teor de antio- xidantes do cacau, ser fonte de vitaminas e minerais e, de preferência, ser livre de conser- vantes, corantes, açúcar ou outros ingredien- tes que possam causar disfunções fi siológicas INFÂNCIA R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 78 quando consumidos em excesso, como é o caso da maltodextrina e da frutose. Um dos principais obstáculos para as empresas que buscam diferenciais em qualidade para os seus produtos, tendo a saúde como prioridade, é encontrar alternativas saudáveis para subs- tituiro açúcar. Hoje, felizmente, o mercado já oferece boas opções de ingredientes, os cha- mados polióis, que possibilitam o desenvol- vimento de produtos que contribuem para a saúde e bem-estar, além de prevenir doenças. OS PRIMEIROS PASSOS PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL A partir dos seis meses de idade, a introdu- ção da alimentação complementar aproxima a criança aos hábitos alimentares de quem cuida dela e exige um esforço adaptativo a uma nova fase do ciclo de vida na qual lhe são apresen- tados novos sabores, cores, aromas, texturas e saberes. O grande desafio é conduzir de maneira atenta a esse processo de aprendi- zado em conjunto, uma vez que além de intro- dutória, precisa-se simultaneamente suprir as necessidades nutricionais da criança. Outros desafios surgem quanto à manutenção dessa alimentação saudável conforme o avançar da idade da criança, pois existem diversos mitos sobre o tema, o que dificulta bastante na esco- lha dos alimentos. A apresentação dos pratos deve ser cuidada, pois muita recusa alimentar da criança pequena se deve à forma ou textura e não ao sabor. Os pediatras recomendam ofe- recer o mesmo alimento pelo menos 10 vezes para a criança saber se realmente gosta ou não, portanto, não acredite que as primeiras recusas possam ser definitivas. De acordo com a Universidade de Nebraska- Lincoln, a relação entre pais e filhos é perfeita- mente desenhada para permitir que as crianças aprendam com os pais através de suas ações. Alimentação saudável na infância: Alicerce para a vida Isso significa que, se suas palavras ensinarem atributos positivos, como uma alimentação saudável, mas suas ações não são tão posi- tivas (você não se alimenta saudavelmente), seus filhos podem ser mais propensos a seguir o exemplo negativo de suas ações sobre as suas palavras. Como os exemplos dos pais têm um impacto muito significativo sobre as crianças, é prudente examinar o seu próprio modelo de comportamento. R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 79 PASSO 1. Dar somente leite materno até os 6 meses, sem oferecer água, chás ou qualquer outro alimento; PASSO 2. Ao completar 6 meses, introduzir de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo o leite materno até os dois anos de idade ou mais; PASSO 3. Ao completar 6 meses, dar alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas e legumes) três vezes ao dia, se a criança estiver em aleitamento materno; PASSO 4. A alimentação complementar deve ser oferecida de acordo com os horários de refeição da família, em intervalos regulares e de forma a respeitar o apetite da criança; PASSO 5. A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida de colher; iniciar com a consistência pastosa (papas/purês) e, gradativamente, aumentar a consistência até chegar à alimentação da família; PASSO 6. Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada é uma alimentação colorida; PASSO 7. Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições; PASSO 8. Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas, nos primeiros anos de vida. Usar sal com moderação; PASSO 9. Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos; garantir o seu armazenamento e conservação adequados; PASSO 10. Estimular a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo sua alimentação habitual e seus alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação. 10 PASSOS PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL (MENORES 2 ANOS) INFÂNCIA Segundo as recomendações da cartilha Dez Passos Para a Alimentação Saudável - guia alimentar para crianças menores de dois anos do Ministério da Saúde (VIDE QUADRO), crian- ças dessa faixa etária não devem consumir açúcar refinado e alimentos preparados com o mesmo. É nesse período que os hábitos ali- mentares estão sendo formados e, na maioria dos casos, acompanharão seu filho para o resto da vida18. R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 80 1. Faça dos alimentos in natura (não industrializados) a base da alimentação e limite o consumo de alimentos processados; 2. Leia os rótulos com atenção. Só porque um produto é vendido como iogurte, não quer dizer que seja saudável (Quanto de açúcar ou frutose ele contém? Conservantes?); 3. Envolva as crianças no processo de preparar as refeições; 5. Quando cozinhar, utilize pouco sal, açúcar e enlatados, e evite frituras; 4. Evite batalhas sobre os alimentos; 6. Mantenha uma regularidade nos horários da alimentação; 7. Ao comer fora, dê preferência a locais que servem alimentos frescos e feitos na hora; 8. Cuidado com a pressa. Valorize e dedique tempo para a alimentação. A mastigação é extremamente importante para uma saúde gastrointestinal; 9. Realize refeições frequentes em família; A nutricionista Patrícia Jaime, do Ministério da Saúde, divulgou durante o COMBRAN - Congresso Brasileiro de Nutrição, realizado em Vitória (ES) - o guia “10 Passos para Alimentação Saudável”, destacando a importância da alimentação feita em casa e alertando para o abuso de produtos processados. Com base no seu guia e estudos ciêntifi cos aqui relatados, apresentamos 10 orientações alimentares para crianças maiores de 2 anos: X Referências 1. Revista APS, v.10, n.1, p. 56-65, jan./jun. 2007. A formação dos hábitos alimentares na infância: uma revisão de alguns aspectos abordados na literatura nos últimos dez anos. 2. Simon VGN, Souza JMP de, Souza SB de. Aleitamento materno, alimentação complementar, sobrepeso e obesidade em pré-escolares. Rev Saúde Pública. 2009; 43(1): 60-9. 3. Waterland RA, Garza C. Potential for metabolic imprinting by nutritional perturbation of epigenetic gene regulation. Public Health Issues Infant Child Nutr. 2002;48:317-33. 4. Baker SS, Motil KJ, Heyman MB. Research agenda for pediatric gastroenterology, hepatology and nutrition: Nutrition and obesity: Report of the North American Society for Pediatric Gastroenterology, Hepatology and Nutrition for the Children’s Digestive Health and Nutrition Foundation. J Pediatr Gastroenterol Nutr. 2002;35 Suppl 3:S281-5. 5. Sara Franco Diniz Heitor, Leiner Resende Rodrigues, Luciano Borges Santiago. Introdução de alimentos supérfl uos no primeiro ano de vida e as repercussões nutricionais. Cienc Cuid Saude 2011 Jul/Set; 10(3):430-436. 6. ABDELAZIZ, T. V. M., PORTO, C. G. A. Aleitamento Materno: Ação Preventiva contra a obesidade Infantil. Dissertação de Trabalho de Conclusão de Curso. Porto Nacional, 2012. 7. SIMON, V. G. N.; SOUZA, J. M. P.; SOUZA, S. B. Aleitamento materno, alimentação complementar, sobrepeso e obesidade em pré escolares. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 43, n. 1, p.60-69, 2009. 8. Disponível em: universo.ufes.br/blog/2013/08/ publicidade-de-alimentos-e-obesidade-infantil-uma-ligacao- nem-sempre-visivel. 9. Beverage and soft drink consumption by adolescents from a public school. Rev. paul. pediatr. vol.29 no.1 São Paulo Jan./Mar. 2011. 10. Publicidade Infantil: o estímulo ao consumo excessivo de alimentos. Disponível em: www.ambito-juridico.com.br/ site/index 11. The Relationships between Sugar-Sweetened Beverage Intake and Cardiometabolic Markers in Young Children. J Acad Nutr Diet. Author manuscript; available in PMC 2014 Jul 30. 12. Berentzen NE, van Stokkom VL, Gehring U, et al: Associations of sugar-containing beverages with asthma prevalence in 11-year-old children: the PIAMA birth cohort. Eur J Clin Nutr 2014. 13. Cottrell L, Neal WA, Ice C, et al: Metabolic Abnormalities in Children with Asthma. Am J Respir Crit Care Med 2010. 14. Saadeh D, Salameh P, Baldi I, et al: Diet and allergic diseasesamong population aged 0 to 18 years: myth or reality? Nutrients 2013, 5:3399-3423. 15. Bercini L, Masukawa M, Martins M, Labegalini M, Alves N. Alimentação da criança no primeiro ano de vida, em Maringá, PR. Ciênc Cuid Saúde. 2007; 6(2): 404-10. 16. Caetano MC, Ortiz TTO, Silva SGL da, Souza FIS de, Sarni ROS. Alimentação complementar: práticas inadequadas em lactentes. J Pediatr. (Rio J).2010. 17. Disponível em: www.docerevista.com.br/component/ content/article/111-tipo-revista/354-achocolatado-em-po 18. Dez passos para uma alimentação saudável Guia alimentar para crianças menores de dois anos Um guia para o profi ssional da saúde na atenção básica. Brasília – DF 2013. 10. Tenha você próprio uma alimentação saudável. Alimentação saudável na infância: Alicerce para a vida R E V I S TA E S S E N T I A | 7a ed. 81 InteligentesInteligentes e Poderosos Para os ChocoKids Chocokids é um delicioso achocolatado com 33% de cacau puro (alimento com alto teor antioxidante), vitaminas ativas e fonte de minerais com alto poder de absorção. Chocokids é uma ótima opção para o café da manhã ou lanche das crianças e também dos adultos. ChocoKids Chocokids é um delicioso achocolatado com 33% de cacau puro (alimento com alto teor antioxidante), vitaminas ativas e fonte de minerais com alto poder de absorção. 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