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São Paulo - SP
INC Editora
2016
COACHING
Gerando Transformações
Conacon
Congresso Nacional de Coaching
Lubk, Rogerio (Ed.), 1966
Coaching: gerando transformações / Rogerio Lubk (Comp.) 
São Paulo -- INC Editora, 2016
160 p. ; 14x21 cm
1. Desenvolvimento Pessoal - 2. Coaching - I. Título
CDD 150
CDU 156.96
Copyright 2016 - INC Editora
Produção Editorial: INCorporaƟ va - SP
Editor Responsável: Rogerio Lubk
Foto de capa: iStockphoto
Revisão: Marina Salesiana
Depósito Legal na Biblioteca Nacional conforme
Decreto nº 1825 de 20 de dezembro de 1907
É permiƟ da a reprodução total ou parcial 
desde que citada a fonte.
Índice para catálogo sistemáƟ co
1. 159.92
2. 150
6 - Coaching: Gerando Transformações
Editorial
Rogerio Lubk
 Coaching: Gerando Transformações- 7
Talvez eu esteja errado.
Fatalmente sou tomado por um saudosismo estranho toda vez que 
termino a edição de um livro e começo a escrever o editorial. Sou do Ɵ -
po que gosta de saber como as coisas funcionam, seja o carro, o compu-
tador, o cubo mágico, não me basta apenas apertar o botão, girar a cha-
ve e esperar pelo resultado, quero saber como é o processo até ele. Tal-
vez querer reinventar a roda seja estupidez em algumas aƟ vidades, mas 
não quando o assunto é você mesmo.
Saiba como você funciona, assim como um mecânico conhece um 
motor, e saberá como reagir posiƟ vamente diante de um “defeito”.
Com cinquenta anos nas costas, metade deles na área editorial e re-
dação publicitária, já pulei de jornais para revistas e editoras e rádios e 
agências de publicidade, secretarias de governos e agentes fi nanceiros, 
porém sempre acabo aqui, no mesmo lugar: na reunião de dados e pro-
dução de conteúdo, de conhecimento. É com indisfarçado orgulho que 
posso dizer que Ɵ ve o prazer de conhecer todas as etapas da produção 
de livros. E este reúne dezoito “mecânicos” de pessoas
Passei pelo linoƟ po, pelos clichês, pelas máquinas de escrever e pran-
chetas, pelo cheiro de graxa e Ɵ nta das off sets, cola de benzina nos past-
ups, redações diversas, editores raivosos e jornalistas esgotados. Já pro-
duzi muito para que outros exibissem orgulhosamente os trabalhos que 
nunca fi zeram, já escrevi, já editei e já fotografei o que muitos assina-
ram como autores e depois exibiram-se orgulhosos na foto, enquanto 
meu nome sequer constava no expediente. Nunca me importei com isso.
Quando em 2014 organizei meu primeiro congresso online já havia 
programado fazer um livro como este, o primeiro livro com parƟ cipan-
tes de um congresso online, porém como fi z tudo sozinho - reinventan-
do a roda – não deu tempo e a oportunidade só veio agora com a se-
gunda edição do CONACON. A ideia me parecia maluca também, mas e 
daí? Editar um livro com vários palestrantes de um evento online, man-
tendo padrão editorial, com baixo custo de produção e ainda distribuir 
de graça?
Fiquei quase surpreso quando o Roberto de Oliveira e Willian San-
Ɵ aggo, diretores da Saggaz, acharam que a ideia era boa, deram total 
apoio e carta branca.
E agora aqui, escrevendo este editorial totalmente fora dos padrões, 
mantenho aquele risinho torto dos vilões de fi lmes. Havia uma inten-
ção oculta por detrás de uma ideia aparentemente inocente e arriscada. 
Completei minha vingança contra aqueles editores todos que esmurra-
vam a mesa, espalhavam perdigotos enquanto gritavam que eu deveria 
transformar todos os textos, de todos os autores, em uma única lingua-
gem, todos iguais, como se fossem um só, esquecendo a individualidade.
Ouçam agora meu riso maligno ecoando! Deixei que cada autor deste 
livro escrevesse como bem quisesse e que fossem apenas eles mesmos, 
que passassem seus conhecimentos da forma que achassem mais conve-
niente e de maneira que não parecessem estranhos a quem os conhece. 
Que se apresentassem ao público como são, sem maiores formalidades.
E que o leitor possa encontrar página a página informações tão trans-
formadoras que pense consigo ao chegar à quarta capa: “Só mesmo uma 
mente muito maquiavélica faria um livro assim e o distribuiria de graça, 
sem lucro algum, sequer na versão impressa”.
Talvez eu esteja errado. Mas e daí?
Pois de punho em riste, aqui no topo do mundo, sob raios e ventos 
uivantes, ao bom e velho esƟ lo Dr. Evil, grito com eles a célebre frase:
Ninguém poderá nos deter! Nós conseguimos!
(Aqui entra mais um riso maligno para fechar a cena e fi car um Ɵ qui-
nho mais dramáƟ co. Agora vamos ao conteúdo).
Rogerio Lubk
Editor, escritor e copywriter
E-mail: editor@incorporaƟ va.com.br
Facebook: facebook.com/rogeriolubk
10 - Coaching: Gerando Transformações
Prefácio
Samuel Magalhães
 Coaching: Gerando Transformações- 11
Você precisa de um coach?
Muito tem se ouvido falar por aí em coaching. No entanto, por se tra-
tar de uma profi ssão ainda pouco conhecida no Brasil, o coach, muitas 
vezes, é visto com desconfi ança e, em alguns casos, como sinônimo de 
charlatanismo. Tudo que se relaciona ao tema virou sinônimo de modis-
mo e, na cabeça de muitos, essa moda já já vai passar. Mas será que vai?
Para que você possa criar o seu juízo de valor sobre isso é necessá-
rio, primeiramente, que entenda alguns conceitos importantes. Vamos 
a eles...
O coaching nada mais é do que o processo no qual, a parƟ r de uma 
série de quesƟ onamentos e refl exões, um coach – profi ssional de coa-
ching – auxiliará o seu coachee – cliente – a descobrir o caminho mais 
adequado a seguir para aƟ ngir seus objeƟ vos.
Esses objeƟ vos podem ser nos mais diversas searas da vida: relacio-
namento, saúde, intelectual, familiar, profi ssional, fi nanceira, dentre ou-
tras. O coachee leva até seu coach uma demanda específi ca: “Quero ar-
ranjar uma namorada!”, “Quero ser promovido!”, “Quero melhorar o de-
sempenho da minha empresa!”, “Quero conquistar a minha indepen-
dência fi nanceira!”. Ao longo do processo de coaching - que dura cerca 
de dez sessões – coach e coachee trabalharão em parceria para que es-
se objeƟ vo seja alcançado.
Em geral, esse trabalho se baseia na refl exão sobre o estado atual e 
procura o melhor caminho para chegar ao estado desejado. Através da uƟ -
lização de algumas ferramentas, de perguntas poderosas e da defi nição de 
planos de ação para avançar em direção à meta traçada, coach e coachee 
caminham juntos em um processo de desenvolvimento e ajuda mútua.
12 - Coaching: Gerando Transformações
Já fui coachee e sou coach! Por conhecer bem os dois lados do pro-
cesso, vejo como é importante o papel que um coach pode ter nas nos-
sas vidas. Enquanto coachee, pude perceber como o processo é pode-
roso e me ajudou a colocar em práƟ ca algumas coisas que foram funda-
mentais para eu obter os resultados que almejava, mas que, por uma sé-
rie de razões, eu ainda não Ɵ nha feito.
Enquanto coach, percebo exatamente a mesma coisa! Muitas vezes, 
o que as pessoas precisam é de alguém para fazê-las refl eƟ r sobre as coi-
sas, quesƟ onar certas verdades absolutas. Alguém que possa ajudá-las 
a ter um norte quando, muitas vezes, estão totalmente perdidas. Este é 
o papel do coach: ajudar você a descobrir aonde deseja chegar e o que 
precisa fazer para chegar lá.
O processo de coaching é focado em resultados, portanto, tudo que é 
feito é mensurado, o que ajuda principalmente aquelas pessoas que são 
um pouco indisciplinadas para certas aƟ vidades.
Antes que as pedras dos céƟ cos comecem a voar em minha direção, 
eu digo: não, o coaching não é a solução de todos os problemas do uni-
verso, muito menos a salvação do mundo... Não é! Mas de uma coisa 
eu tenho certeza: para uma imensa parcela da população que não sabe 
aonde quer chegar ou que sabe, mas está com difi culdade em conseguir 
chegar até lá, o coaching pode ser o melhor caminho.
Se esse for o seu caso, busque um coach qualifi cado parainiciar essa 
caminhada. Se na sua cidade não Ɵ ver nenhum, não tem problema, pois 
as sessões podem ser feitas à distância por Skype. Um coach pode ser o 
que está faltando para você aƟ ngir seus objeƟ vos!
Samuel Magalhães
Coach especializado em Finanças e Negócios
Fundador do Portal www.invistafacil.com
E-mail: contato@samuelmagalhaes.com.br
14 - Coaching: Gerando Transformações
Sumário
 Coaching: Gerando Transformações- 15
EDITORIAL......................................................... .......................................................06
PREFÁCIO..................................................................................................................10
O LÍDER QUE INSPIRA
Amarilio Silva 18
O COACHING E SUA CONTRIBUIÇÃO 
NA TRANSIÇÃO PARA A APOSENTADORIA
Ana Teles 24
SUPERANDO OBSTÁCULOS EM 6 PASSOS
Ednei Souza 32
COACHING, PSICOLOGIA POSITIVA E MÉTODO COGNITIVO
Edson S. Lima 40
APLICAÇÃO DO COACHING NA SEGURANÇA DO TRABALHO
Emerson Franco 48
VOCÊ É MARCANTE? 
Gi Oliveira 56
AS LEIS DE NEWTON APLICADAS AO COMPORTAMENTO 
HUMANO NA VISÃO DE UM COACH
Gilson Chaves 66
COMO SOBREVIVER BEM A UMA SEPARAÇÃO
Ludmila Moura 74
QUEM TEM CORAGEM, AGE!
Maíra YamiƟ ara 84
16 - Coaching: Gerando Transformações
COMO POSSO TE AJUDAR?
Mariza Almeida 90
INTELIGÊNCIA EMOCIONAL VERSUS LIDERANÇA
Mônica Bastos 94
A TRANSFORMAÇÃO É O QUE GERA O RESULTADO 
E NÃO O CONTRÁRIO
Otavio Castanho 102
OS 5 COMPORTAMENTOS INDISPENSÁVEIS 
DE UM LÍDER DE SUCESSO
Priscilla Belletate 110
CRENÇAS LIMITANTES, O QUE SÃO? DE ONDE VÊM? 
E COMO TRANSFORMÁͳLAS?
Sara Soares 118
AUTO CONHECIMENTO, MISTURA PERFEITA ͳ 
A APRENDIZAGEM EXPERIENCIAL E O LIFE COACH
Sheìla Machado 124
SUA MELHOR VERSÃO NA GESTÃO DA EMOÇÃO
Têneli Müller 130
TÉCNICAS DE VOZ, POSTURA 
E COMUNICAÇÃO PARA PALESTRANTES
Thiago Rinnaldi 140
HOLOCENO E O HOMO ECONOMICUS
William P SanƟ aggo 152
18 - Coaching: Gerando Transformações
O Líder 
que Inspira
Amarilio Silva
Uma das principais virtudes de um líder Inspirador 
é a aƟ tude. Neste arƟ go você aprenderá como eliminar 
seus sabotadores internos e construir uma equipe 
vencedora com resultados extraordinários.
 Coaching: Gerando Transformações- 19
Você já parou para pensar para que você nasceu?
 “VOCÊ NASCEU PARA DAR CERTO”
Como está a sua equipe hoje?
Como você se vê no futuro?
Se você demora para me responder mais que cinco segundos a estas 
duas úlƟ mas perguntas, quer dizer que algo não está saindo de acordo 
com o planejado. Crie uma visão vencedora e tenha a aƟ tude necessá-
ria para a mudança. 
O que é aƟ tude para você? AƟ tude é modo de proceder ou agir: ma-
neira, comportamento e procedimento. AƟ tude tem três primícias bási-
cas: intelectual, emocional e a ação. “A aƟ tude é a maior virtude de uma 
pessoa.” O desejo de prosperar está em todos, mas são poucos que con-
seguem. Para alcançar este resultado você precisa ter uma mente prós-
pera e vencedora e acreditar no seu potencial. Seja uma pessoa de aƟ tu-
de e use todas as virtudes que a vida o presenteou para prosperar hoje 
e sempre. A sua vida é baseada em lições diárias, crenças, valores e cul-
turas que estão ligadas à maneira na qual você foi criado por seus pais, 
avós, bisavós, ou seja, seus ancestrais. Desafi e suas crenças limitantes e 
elimine seus sabotadores internos. 
Você deve estar se perguntando: O que são sabotadores internos e 
crenças limitantes? São aqueles pensamentos que te limitam e fazem 
acreditar que não é capaz de realizar seus sonhos. Internalizam crenças 
com frases do Ɵ po “Há trinta anos é assim e não pode ser mudado.” Os 
sabotadores internos são pensamentos que roubam os seus sonhos. Ve-
ja abaixo oito sabotadores e as ações necessárias para eliminá-los: 
DramaƟ zar - Há pessoas que tem pensamentos e aƟ tudes de lamen-
tar, passam a vida inteira no drama, precisam ser mais objeƟ vas para eli-
minar este sabotador. 
20 - Coaching: Gerando Transformações
Desculpar - São pessoas que jusƟ fi cam seus fracassos e falta respon-
sabilidade necessária para alcançar o sucesso.
Distrair - Às vezes falta autodisciplina, perde-se no meio do caminho 
e não alcança seus objeƟ vos, deve desenvolver autodisciplina para dire-
cionar a sua vida rumo ao propósito que deseja alcançar. 
Duvidar - Você precisa ter determinação e acreditar no seu potencial 
para alcançar os seus sonhos. 
Dormir - A falta de iniciaƟ va te faz dormir, o tempo passa e você não 
realiza os seus sonhos e objeƟ vos que eram prioridades em sua vida. 
Desviar - Para eliminar este sabotador, mantenha o foco; Saiba on-
de você está, aonde quer chegar e o que precisa ser feito para realizar o 
seu sonho. Mantenha o foco, sempre. Por mais que você saiba o que tem 
que produzir, não pode deixar que este sabotador atrapalhe a sua vida. 
Desanimar - Este sabotador faz com que fi que desmoƟ vado, desani-
mado, para eliminá-lo você terá de que buscar a automoƟ vação. 
DesisƟ r - Grande parte das pessoas quando estão bem próximas 
de alcançar o sucesso deixam que este sabotador as neutralize. Para 
eliminar este sabotador você deve ser persistente. Pense sempre na 
prosperidade, jamais no insucesso. Quando esƟ ver diante de um de-
safi o, pense: “Eu vencerei”. Quando concorrer a algo, pense: “Eu sou 
igual aos melhores”. 
Jamais entre em uma compeƟ ção por disputar, não entre como se vo-
cê fosse um derrotado, seja igual aos melhores, pois se algo não sair de 
acordo como planejado você saberá que deu o melhor de si, que você 
realizou 100% do melhor que poderia fazer naquele momento. E quando 
surgir uma oportunidade acredite no seu potencial, é muito importan-
te acreditar que você é capaz de fazer. Lembre-se condicionalmente que 
você é melhor que precisa ser. Valorize-se! Acredite com fé e convicção 
plena, projete com sonhos e transforme em trabalhos. 
Quando traçar uma meta, um objeƟ vo, coloque no papel, trabalhe 
esta meta projetando os seus sonhos. A parƟ r do momento em que você 
começa a realizar os seus sonhos, obterá novas visões, criará novas aƟ -
tudes e desenvolverá as suas competências, adquirindo com isso auto-
confi ança, autocontrole, disciplina e foco. 
Ao realizar o que foi planejado você aƟ ngirá sua saƟ sfação pessoal. A 
parƟ r deste momento desenvolva a graƟ dão como parte de si, pode não 
haver um amanhã para agradecer e honrar as pessoas envolvidas em 
nossas conquistas. 
 Coaching: Gerando Transformações- 21
Nos momentos mais desafi antes em que precisa moƟ var a sua equi-
pe é importante a valorização de cada membro dela, agradecendo por 
tudo que eles fi zeram, valorizando as conquistas, deixando bem claro a 
importância de cada um. 
Assuma aƟ tudes e responsabilidades para o progresso próprio e co-
leƟ vo. Não adianta você pensar só no seu setor, na sua equipe, é preciso 
pensar na organização como um todo. Se o seu setor é fundamental pa-
ra o desenvolvimento da empresa, pense em como você pode criar uma 
integração entre os setores de forma que todos sejam fortes, parceiros, 
trabalhando como equipe, onde um apoia o outro, criando uma harmo-
nia entre os setores dentro da organização. 
Veja as oito habilidades das pessoas de aƟ tude, ou seja, o que você 
precisa desenvolver para ter uma carreira vencedora, para sair da zona 
de conforto e alcançar o estado desejado:
A primeira habilidade de uma pessoa de aƟ tude é aƟ ngir a éƟ ca co-
mo parte de si. Suas ações têm que ser de acordo com o seu discurso, não 
adianta propor mudanças se você como líder está fazendo tudo diferente. 
A segunda habilidade é estudar sempre e muito. Você precisa estar 
preparado para as novas possibilidades e antecipar-se, preparar-se pa-
ra ofuturo. Quando você tem uma mente clara com o objeƟ vo traçado 
e uma mente vencedora, você já sabe aonde quer chegar e o que preci-
sa desenvolver para conquistar seus sonhos e objeƟ vos. Quando surgir 
uma oportunidade você terá se antecipado ao futuro e estará pronto pa-
ra assumir novas responsabilidades. 
A terceira habilidade é elevar as suas expectaƟ vas aumentando a 
produƟ vidade dentro da empresa. Preparando o futuro, você estará me-
lhor profi ssionalmente, elevando as suas expectaƟ vas hoje e sempre. 
A quarta habilidade é agradecer todos que parƟ ciparam de suas 
conquistas, valorização dos membros da equipe, de todos que estão en-
volvidos no processo, agradecer a todos que se dedicaram, que se doa-
ram para o cumprimento daquela meta. O “muito obrigado” faz diferen-
ça como senƟ mento de graƟ dão, de reconhecimento por todos que par-
Ɵ cipam do sucesso da equipe. 
A quinta habilidade: Amplie seus relacionamentos profi ssionais par-
Ɵ cipando de associações, sindicatos, congressos, feiras e outros, para 
que possa saber sobre as tendências de mercado, as oportunidades, 
os desafi os, criando um grupo forte de empresas do mesmo segmen-
to. Deve estar presente para saber como o mercado tem atuado no ce-
22 - Coaching: Gerando Transformações
nário econômico, políƟ co, social, meio ambiente, entre outros que po-
dem ser abordados. 
A sexta habilidade é ter mestres, você deve ter referências. Os mes-
tres podem ser os doutores, escritores, professores, o seu líder atual ou 
líderes do passado que conƟ nuam sendo referência profi ssional em sua 
vida. Ter referências no momento de decisão e saber idenƟ fi car o Ɵ po de 
liderança exercer facilita o engajamento da equipe, alcançando resulta-
dos surpreendentes. 
Tenha metas claras e bem defi nidas: Quando criá-las é necessário 
que sejam aƟ ngíveis, mas também você não deve criar uma meta abai-
xo do potencial da sua equipe. Ela está ligada ao tamanho da sua crença, 
podendo ser um fator limitante de acordo com a sua confi ança na equi-
pe. No momento em que o líder determina uma meta moƟ vante e de-
safi adora, ele esƟ mula e impulsiona a equipe rumo ao crescimento pro-
fi ssional. Se esƟ ver muito acima do potencial, pode ter um efeito rever-
so e desmoƟ vá-la; Se esƟ ver muito abaixo, poderá fazer com que demo-
re a alcançar o objeƟ vo e não estará explorando a capacidade máxima 
de produção. 
Para fi nalizar, uma úlƟ ma habilidade de pessoas de aƟ tude: tenha 
amigos vencedores. O que vai defi nir o grau de sucesso são aquelas 
pessoas que estão com você. Se você tem amigos vencedores, eles irão 
impulsioná-lo ao crescimento pessoal e profi ssional. Crie um grupo de 
relacionamento de pessoas vencedoras que buscam sempre o desen-
volvimento pessoal e profi ssional, que pretendem ser melhores do que 
já são hoje. 
Quando você desenvolve estas oito habilidades, cria um poder pes-
soal contagiando e moƟ vando toda equipe, passando uma aƟ tude posi-
Ɵ va e desenvolvendo a autoconfi ança, autocontrole e autonomia. A par-
Ɵ r do momento que você souber lidar com as adversidades e esƟ ver pre-
parado para liderar, construirá uma equipe forte e vencedora com resul-
tados extraordinários. 
Como você vai liderar a sua equipe a parƟ r de agora?
 Coaching: Gerando Transformações- 23
Bibliografi a: 
- Silveira, Michelle/AƟ tude: a virtude dos vencedores
 Michelle & Paulo Silveira – São Paulo: Editora Ser Mais, 2014.
- Solar/Manual para Líderes: Suryavan Solar
 São Paulo: Editora Gransol, 2013.
- Marques/Coaching & Carreiras: técnicas poderosas e resultados ex-
traordinários
 Jose Roberto Marques. – Goiânia: Editora IBC, 2013
Sobre Amarilio Silva
 Coach, administrador, especialista em controladoria e fi nanças • Asso-
ciado a AICP (Associação Internacional de Coaches Profi ssionais) • Atua 
com o coaching para lideres em indústrias, no atacado e varejo desde 
2013, quando fez a primeira formação, tendo experiência com mais de 
10 anos em liderança • Fundador da empresa Plus Coaching desenvolvi-
mento Humano, a sua missão é ajudar as pessoas a se tornarem melho-
res do que elas já são.
Onde mora: Belo Horizonte/MG
Site: www.pluscoachingbh.com.br
Celular: 55 (31) 9-8822-3212
Whatsapp: 55 (31) 9-8822-3212
Facebook: facebook.com/Pluscoaching
TwiƩ er: twiƩ er.com/PlusCoachingbh
LinkedIn: linkedin.com/in/amarilio-silva-21232a57
24 - Coaching: Gerando Transformações
O Coaching e 
Sua Contribuição na Transição 
Para a Aposentadoria
Ana Teles
Tão importante quanto o aumento da longevidade 
é desenhar o seu pós-carreira com as ferramentas 
de um novo projeto de vida e a Implementação 
com um processo de coaching. O profi ssional que 
escolhe submeter-se a um processo de coaching 
na fase de sua pré-aposentadoria, com certeza 
terá uma pós-carreira com autonomia, 
sustentabilidade e êxito.
 Coaching: Gerando Transformações- 25
I ͵ INTRODUÇÃO
Na nossa vida profi ssional existem dois momentos de muito impacto 
psicológico e emocional: o primeiro emprego, para o qual fi camos ansio-
sos e nos preparamos bastante, pois signifi ca a nossa entrada no mun-
do corporaƟ vo, e o segundo momento, tão importante quanto o primei-
ro, a nossa saída do mercado de trabalho por ocasião da aposentadoria.
As organizações precisam cada vez mais se conscienƟ zar e promover 
um programa de pós-carreira para seus colaboradores como uma inicia-
Ɵ va que benefi cie aqueles que dedicaram as melhores décadas de suas 
vidas produƟ vas à insƟ tuição. Devem incenƟ var estas pessoas a encon-
trar um novo senƟ do para suas vidas e orientá-las para uma pós-carrei-
ra aƟ va e/ou produƟ va.
Esta postura traria uma contribuição posiƟ va para o clima organiza-
cional e muito ajudaria a seus funcionários a fazerem uma transição com 
mais tranquilidade, segurança e confi ança em um pós-carreira com êxi-
to, autorrealização e sustentabilidade.
II ͵ SOBRE A APOSENTADORIA
A expectaƟ va de vida do homem triplicou em relação ao século pas-
sado como resultado de estudos na área da ciência e da tecnologia a ser-
viço da longevidade. O aposentado terá uma sobrevida maior na sua fa-
se pós-trabalho e terá maior disponibilidade de tempo para colocar em 
práƟ ca aqueles planos e sonhos não realizados.
A aposentadoria é mais uma das fases da nossa vida que traz con-
sigo grandes mudanças de ordem İ sica, psicológica, social, econômi-
ca, dentre outras. Isto contribui para a formação de um quadro pecu-
liar ao funcionário pré-aposentado que, segundo pesquisas, costuma 
apresentar alguns sintomas comuns como a síndrome do pânico, senƟ -
26 - Coaching: Gerando Transformações
mento de inuƟ lidade, sensação de abandono, decorrentes destas mu-
danças em sua vida. 
A forma como cada pessoa recebe este momento depende muito do 
seu mapa mental, isto é, como esta pessoa “funciona” e como se posiciona 
diante dos desafi os que a vida lhe apresenta, com que fi ltros vê a si mesma, 
a sociedade e o mundo. As pessoas comportam-se de duas formas:
1. Focando e invesƟ ndo nos aspectos posiƟ vos: percebem o mo-
mento como uma conquista e acolherão e celebrarão a aposentadoria 
com muita moƟ vação, transformando o momento em uma oportunida-
de de novos projetos pessoais e profi ssionais;
2. Focando somente os aspectos negaƟ vos: outras pessoas que fi ze-
ram do trabalho o moƟ vo principal de sua vida, muitas vezes confundin-
do a missão da empresa com a sua própria missão de vida, percebem es-
ta fase focando somente os aspectos negaƟ vos do evento e apresentam 
difi culdade no momento da ruptura com a insƟ tuição patronal. Ficam 
desmoƟ vados, com baixa autoesƟ ma e baixa autoconfi ança para prosse-
guir a sua vida sem o respaldo que a organização lhe oferecia, principal-
mente o nome da empresa, que tornara-se até então o “sobrenome” do 
funcionário e concedia a estecerto “status” no meio corporaƟ vo e so-
cial. Neste caso o profi ssional chega ao “portal da aposentadoria” sem 
construir uma vida social aƟ va, sem uma rede de relacionamentos e ou-
tras aƟ vidades culturais e de lazer que, certamente, seriam um grande 
suporte no processo de transição.
III ͵ PLANEJAMENTO
A aposentadoria requer um modelo mental que a maioria das pesso-
as não possui, até porque a preparação para ela geralmente não está in-
cluída no projeto de vida do profi ssional aƟ vo. Ele está muito ocupado 
com o trabalho, seu desenvolvimento e com os melhores resultados pa-
ra a sua organização. Na maioria das vezes o funcionário não defi niu sua 
própria missão de vida, mas sabe e conhece de maneira “precisa” a mis-
são da empresa, tal é o seu compromeƟ mento. Abdica de seus projetos 
pessoais, muitas vezes em função dos projetos profi ssionais. Você já se 
percebeu assim? Então considere-se um bom profi ssional, pois este é o 
modelo que as organizações buscam!
O planejamento para a aposentadoria deve começar com um progra-
ma de preparação, contemplando os principais aspectos da vida pessoal e 
profi ssional do cidadão, de forma a viabilizar um equilíbrio entre todos eles. 
 Coaching: Gerando Transformações- 27
A maioria das pessoas acredita que o planejamento da aposentado-
ria limita-se ao aspecto fi nanceiro e passa anos planejando, executando 
e acompanhando seus invesƟ mentos, confi ante de que está preparada 
para a vida pós-carreira. 
Tão importante quanto assegurar recursos fi nanceiros é preparar-se 
para viver uma vida aƟ va e produƟ va nos anos que virão. E esse proces-
so deve começar muito antes do momento da ruptura com a organiza-
ção, por que a realidade da aposentadoria costuma ser muito diferente 
do que se imagina. 
A aposentadoria é um evento que traz consigo ganhos e perdas e va-
le a pena fazer uma refl exão:
Ganhos
Tempo: de todos os ganhos, consideramos que o principal é o resga-
te do nosso tempo, pois é o aƟ vo mais valioso que temos. Ele nos dá au-
tonomia para redimensionar a nossa vida nesta nova etapa, reavaliando 
nossa missão de vida, entrando em contato com os nossos valores e com 
a nossa essência enquanto pessoa. É grande sacada da aposentadoria: 
reencontrar-se e reinventar-se pessoal e profi ssionalmente, desenhando 
o seu pós-carreira alinhado com a sua missão e propósito de vida! Ago-
ra você pode escolher e fazer da sua experƟ se uma nova aƟ vidade, ou 
transformar o seu hobby favorito em trabalho que lhe dê prazer, reali-
zação e qualidade de vida. Muitas são as oportunidades quando você é 
o dono do teu tempo e tem saúde para usufruir do tempo que conquis-
tou após tantos anos de trabalho. Você pode se permiƟ r agora, trabalhar 
em novo ritmo em uma agenda que contemple tempo para os seus cui-
dados pessoais, fazendo deste momento a realização do seu projeto de 
vida pós-carreira.
Demais ganhos a ser considerados:
- Resgate da idenƟ dade pessoal;
- Mais tempo para aƟ vidades pessoais, lazer, família.
Perdas
Financeira - Em geral a perda mais visível apresentada por ocasião da 
aposentadoria é a de nível fi nanceiro, principalmente para a maioria dos 
trabalhadores que não têm um plano de complementação.
28 - Coaching: Gerando Transformações
No entanto, enganam-se aqueles que pensam que somente uma re-
serva fi nanceira viabilizando o mesmo padrão de vida em sua pós-carrei-
ra é sufi ciente para garanƟ r uma aposentadoria bem sucedida. Existem 
outros aspectos tão importantes quanto o fi nanceiro que precisam de 
uma atenção especial. Consideramos tais aspectos dentro de uma ferra-
menta muito uƟ lizada nos processos de coaching, conhecida como Roda 
da Vida, que nos mostra um painel com os níveis de saƟ sfação em cada 
aspecto considerado.
 Demais aspectos negaƟ vos: perda de status, perda de um papel so-
cial, de relacionamentos no ambiente corporaƟ vo.
Outros aspectos do programa de preparação para a aposentadoria:
01. Conhecimento
O profi ssional ao longo da sua carreira deve estar sempre atualizado 
tanto a nível de conhecimento técnico, como atualidades e noơ cias do 
mercado. No entanto é fundamental, principalmente na fase da transição 
para a aposentadoria, que este conhecimento comece pelo autoconheci-
mento que em muito vai ajudar ao pré-aposentado construir o seu proje-
to de vida pós- carreira. Saber quem é você, fora do ambiente corporaƟ vo, 
quais os seus valores, crenças, a sua missão de vida, a bagagem profi ssio-
nal e cultural, etc, para viabilizar a construção do seu Projeto.
02. Saúde sob Controle 
A saúde é um dos principais aspectos a ser considerado na aposenta-
doria. Organizar-se nesta fase signifi ca ter aƟ vidades que permitam um 
enriquecimento pessoal, criação de laços sociais, a conservação da saúde 
e das potencialidades intelectuais. A chave para a nova organização inte-
rior é certamente aprender sobre esta nova fase e criar novos objeƟ vos.
 Manter a vida social aƟ va é o que mais deve ser levado em conside-
ração para conƟ nuar o seu caminho com qualidade de vida. 
03. Aspecto Profi ssional
Há algumas décadas atrás a aposentadoria signifi cou o fi nal de uma 
vida produƟ va. Hoje é vista como ponto de transição para o pós-carreira.
Na sociedade do conhecimento, cada vez menos encontraremos pesso-
as que aposentarão suas carreiras. Em vez disso, quando chegarem à ma-
turidade, adotarão novos modelos para a entrega de suas competências. O 
trabalho contribui para a saúde mental e İ sica, proporcionando uma me-
lhor qualidade de vida. No entanto, aqueles que pretendem permanecer 
ou retornar ao ambiente corporaƟ vo precisam estar sempre atualizados. 
 Coaching: Gerando Transformações- 29
Observe alguns pontos:
3.1. Escolha uma área de atuação alinhada à sua missão de vida, para 
que seja uma aƟ vidade prazerosa e traga moƟ vação e realização pessoal.
3.2. Começar a pesquisa no mercado de trabalho antes mesmo do seu 
desligamento da organização à qual presta serviço. A forma de seleção 
do mercado para os profi ssionais que ainda estão no mercado de traba-
lho é mais favorável quando ainda se mantém o vínculo empregaơ cio. 
As empresas não têm muita segurança em contratar pessoas que já es-
tão desligadas do ambiente corporaƟ vo. 
3.3. Manter-se sempre atualizado, principalmente em relação às novas 
tecnologias e redes sociais. O profi ssional atualizado torna-se sedutor ao 
mercado de trabalho e fi ca na mira dos headhunters.
3.4. Desenvolver-se em áreas que promovam maior autonomia, tais co-
mo consultoria, empreendedorismo, docência, coach, etc.
3.5. Atualizar também o seu currículo.
04. Aspecto Financeiro:
O planejamento para este aspecto da aposentadoria deve aconte-
cer com bastante antecedência para viabilizar uma poupança construí-
da com tranquilidade. Algo muito importante a ser considerado no con-
texto fi nanceiro é a Educação Financeira: tão importante quanto rece-
ber o seu salário é saber como gastar e comprometer seus rendimentos. 
05. Construir uma rede de relacionamentos (afeƟ vos/profi ssional):
Ao chegar à aposentadoria, mais importante do que ter recursos 
financeiros para aproveitar a melhor fase da vida, é mudar a rotina e 
as atividades para construir um novo círculo de amigos e novos hábi-
tos sociais. Se na aposentadoria as pessoas terão mais tempo para con-
viver com o parceiro, com os amigos e com a família, é fundamental que 
o pré-aposentado tenha um tempo prévio para conviver mais com eles.
Muitos programas de preparação para a aposentadoria sugerem e 
viabilizam a parƟ cipação do cônjuge nas ofi cinas e workshops com os 
aposentáveis, visando o apoio ao projeto de vida pós-carreira. 
06. Educação Permanente:
Na aposentadoria a educação deve contemplar as principais dimen-
sões da vida do cidadão e não somente o saber intelectual, a exemplo 
das universidades livres,favorecendo maior grau de interação e tro-
ca interpessoal nos relacionamentos. Segundo pesquisadores, o hábito 
de estudar traz vantagens para o resto da vida, refl eƟ ndo inclusive na 
saúde. Quem estuda parƟ cipa ou trabalha tem menos tempo de adoecer.
30 - Coaching: Gerando Transformações
O objeƟ vo da educação permanente é, sobretudo, melhorar a qua-
lidade de vida a parƟ r dos recursos pessoais e ambientais disponíveis.
Outras razões para conƟ nuar estudando
1. Assume o controle da própria vida;
2. Sabe o que diz. Tem embasamento para discuƟ r diversos assuntos, 
inclusive defender os direitos da sua classe;
3. Tem mais oportunidades na vida;
4. CulƟ va hábitos de vida saudáveis;
5. Consegue superar as derrotas com mais facilidade.
Na educação conƟ nuada estão inclusas as Universidades Abertas pa-
ra a terceira idade. Elas oferecem não somente o estudo do saber como 
também aƟ vidades de lazer, integração e serviços.
Após trabalhar todos estes aspectos nos seminários, com o auxílio de 
ferramentas específi cas, o pré-aposentado tem condição de construir o 
seu projeto de vida pós-carreira.
IV ͳ A CONTRIBUIÇÃO DO PROCESSO DE COACHING 
O coaching, enquanto processo estruturado e com foco em resulta-
dos, tem um compromeƟ mento total com o coachee, considerando to-
dos os aspectos da sua vida. É um instrumento bastante efi ciente e ade-
quado para a fase de transição do pré-aposentado ou na aposentadoria, 
ajudando-o a viabilizar o seu projeto de vida para a fase pós-carreira.
O processo de coaching poderá benefi ciar o coachee por ocasião da 
aposentadoria de 2 formas: 
a) Quando o profi ssional está em um estágio de pré-aposentadoria, de 
01 a 06 meses antes do desligamento da organização e já parƟ cipou do 
programa de preparação para a aposentadoria, estando com o seu pro-
jeto de vida desenhado. Neste caso, já foram trabalhados os aspectos de 
valores, crenças limitantes e defi nida a missão e propósito de vida. Para 
este coachee que já tem a sua meta defi nida, o processo de coaching será 
muiơ ssimo importante para implementar o projeto de vida pós-carreira. 
 b) Quando o profi ssional já está aposentado e ainda não construiu 
o seu projeto de vida. Neste caso, o processo de coaching terá todas as 
suas fases e será mais longo.
Nos dois casos o coachee será muito benefi ciado por que as ferra-
mentas de coaching são bastante efi cientes, porém na primeira opção, 
 Coaching: Gerando Transformações- 31
em que o aposentado se permiƟ u parƟ cipar de uma preparação com um 
maior tempo para o processo de autoconhecimento, se ampliam e forta-
lecem os beneİ cios do autodesenvolvimento e da autoconfi ança. 
O profi ssional que escolhe submeter-se ao um processo de coaching 
na fase da sua pré-aposentadoria, com certeza terá uma pós-carreira 
com autonomia, sustentabilidade e êxito.
Beneİ cios do Coaching para Aposentados
- Autoconhecimento;
- Potencialização de competências;
- Desenvolvimento de novas habilidades 
- Desenho de um projeto de vida para o pós-carreira.
Tão importante quanto o aumento da longevidade é desenhar o seu 
pós-carreira com as ferramentas de um novo projeto de vida e a Imple-
mentação com um processo de coaching.
Sobre Ana Teles
Coach de Alta Performance e de Aposentadoria • Bacharel em Ad-
ministração, palestrante e empresária • CerƟ fi cada pelo ICI - Integra-
ted Coaching InsƟ tute em Personal, Team e ExecuƟ ve Coaching • Quan-
tum EvoluƟ on Coaching pela Corporate Coach U em Coaching Clinic e 
pela ABRACOACHING em Advanced Coaching Praƫ Ɵ oner • Experiência 
de dezoito anos na área fi nanceira • Master em Programação Neurolin-
guísƟ ca – PNL • MBA em Gestão Estratégica de Pessoas • Especialista 
em Psicologia Clinica e do Aconselhamento • Especialista em Gerontolo-
gia Bio-Psico-Social • Especialista em fi nanças • Pesquisadora e estudio-
sa na área do envelhecimento humano • Criadora do P.A.P.A. - Programa 
ÁGUIA de Preparação para a Aposentadoria.
Onde reside: CuriƟ ba/PR
Site: www.anatelescoach.com.br
Fone fi xo: 55 (41) 3156-1526
Celular: 55 (41) 9997-0122
Whatsapp: 55 (41) 9997-0122
Facebook: facebook.com/tel13
Fanpage: facebook.com/Confraria-DOS-Cinquentões-850111358447904
32 - Coaching: Gerando Transformações
Superando 
Obstáculos em 
6 Passos
Ednei Souza
“O desejo vence o medo, 
quebra barreiras e aplana difi culdades.” 
Entender as possibilidades de superar um obstáculo 
que a vida apresenta como desafi o é uma das formas 
de superar o medo que se esconde no subconsciente. 
Descubra os 6 passos para lhe conduzir ao 
sucesso absoluto. Método realmente simples.
 Coaching: Gerando Transformações- 33
Poderia iniciar esta coautoria agradecendo a muitas pessoas que 
são realmente especiais para mim, poderia fazer algumas dedicatórias 
para quem eu amo e quem tanto me apoia em meus projetos, mas 
quero fazer isso de uma forma diferente. Você, leitor, é a você que dei-
xo meus agradecimentos, pois ao me dedicar a este material consegui 
entender um pouco mais sobre minha missão. Obrigado, e que as mi-
nhas palavras escritas neste livro sejam realmente algo que venha so-
mar para o melhor em sua vida. 
“Superar obstáculos é muito mais que simplesmente vencer um de-
safi o, superar obstáculos é estar preparado para cair várias vezes, le-
vantar e não sangrar” (Ednei Souza) 
Quando falo cair e levantar sem sangrar na frase acima, refi ro-me 
a passar por grandes problemas e não permiƟ r que as pessoas que re-
almente não podem lhe ajudar vejam você como um sofredor, um coi-
tado ou desanimado, é preciso que você seja resistente e forte, ainda 
que isso pareça impossível.
Não estou dizendo para virar as costas para os problemas, ou mos-
trar para as pessoas uma falsa aparência, ao contrário, digo para en-
frentar os desafi os de frente e mostrar para eles que você tem sem-
pre uma saída.
Como afi rmava Sigmund Freud, “não existe problema sem solu-
ção”. Acredito que os “desafi os”, ou ao menos parte deles, existem pa-
ra nos mostrar que temos mais força do que acreditamos ter, por is-
so falaremos sobre seis passos que se aplicados real e verdadeiramen-
te, criam uma incrível chave para superar os obstáculos da vida. Usa-
rei uma conversação “Ericksoniana”, (Linguagem Ericksoniana aplicada 
ao coaching - A Hipnose Ericksoniana é hoje considerada uma das mais 
poderosas e efi cientes ferramentas de Comunicação Humana.) no en-
tanto tentarei usar palavras bem simples e populares, mas com mensa-
gens inconscientes para aƟ ngir a melhor parte de você. É o que chamo 
de quebra de padrão psicológico.
34 - Coaching: Gerando Transformações
Nosso cérebro tem um poder infi nito de proteção, porém quando 
esse poder não é treinado de forma correta, acaba trazendo mais difi -
culdades que ajuda. Nas formas mais avassaladoras, uma pessoa per-
mite ser vista e taxada como fracassada, falida, sem capacidade. Sabe-
mos que existem algumas situações nas quais realmente não estamos 
aptos a alcançar o sucesso, no entanto isso não representa que seja-
mos fracassados em tudo, ou sem capacidades. Quando permiƟ mos e 
aceitamos que as outras pessoas nos vejam como fracassados em al-
guns aspectos, estamos de forma insciente declarando para o univer-
so que assim será. Então fi ca a dica: Aprenda a cair levantar, mas sem 
mostrar que sangrou. 
Nos seis passos entenderemos isso melhor, mas antes quero lhe 
convidar a se permiƟ r ir além do que irei escrever. Leia os seis passos, 
de preferência com um fundo musical que transmita energia posiƟ va, 
seja você mesmo, vá ao fundo de sua alma e extraia o melhor que há 
em você, assim você entenderá os seis passos de forma poderosa. Fir-
me um compromisso com você mesmo e mostre para o universo que 
está aqui para vencer e superar todos os seus obstáculos.
PASSO 1 ͳ ESTRATÉGIA
“A estratégia é a ciência doemprego do tempo e do espaço. 
Sou menos avaro com o espaço do que com o tempo. 
O espaço pode ser resgatado. O tempo perdido, jamais.”
(Napoleão Bonaparte)
Quando estamos de frente a um grande desafi o é preciso saber ela-
borar uma boa estratégia, pois para vencer uma batalha o guerreiro 
precisa muito mais do que somente a força, ele precisa saber enten-
der os golpes e ataques que devem ser aplicados. A força é importan-
te, mas força sem sabedoria não representa vitória. Vamos usar neste 
contexto o exemplo do herói da Marvel, Batman, um guerreiro que não 
possui qualquer Ɵ po de super poder, porém sempre vence suas bata-
lhas uƟ lizando a força que ele acumulou através de muito esforço e de-
dicação aos treinamentos. O segredo de suas vitórias, porém, está em 
sua estratégia de ataque e suas ferramentas de trabalho.
Permita-se estudar seus problemas olhando-os de ângulos diferen-
tes, descubra quais são os pontos diİ ceis de seus obstáculos e estude 
 Coaching: Gerando Transformações- 35
quais os passos para superá-los, “Pense fora da caixa”, tente viver um 
mundo paralelo ao que está vivendo durante o problema e concentre-
se em ver sua vida de fora dela, um modelo de dissociação. É como ver 
um fi lme de sua história, é meio estranha essa forma de falar e pensar, 
mas isso permiƟ rá ver com mais asserƟ vidade, facilitará na busca da 
ferramenta adequada para sua vitória. 
PASSO 2 ͳ HABILIDADE
“Gênio é a habilidade de reduzir o que 
é complicado a algo simples.”
(C. W. Ceran)
Habilidade é um passo muito importante para superar obstáculos, 
é indicado fazer um estudo sobre aquilo que realmente você desenvol-
ve bem e qual habilidade você tem que exercitar. No processo de co-
aching temos algumas ferramentas que nos ajudam nessa pesquisa e 
se quiser pode solicitar algumas através do meu email. Foque naqui-
lo que você realmente domina. Costumo dizer em meus treinamentos 
que, mesmo que sua habilidade não pareça ter nada a ver com o que 
você precisa para solucionar um problema, ela está ali para ser traba-
lhada e estruturada para se adequar. Então se fi zer senƟ do para você, 
reserve um tempo e permita-se pensar fora da caixa. Use sua habilida-
de para ser feliz, com felicidade em alta é mais fácil conseguir enxergar 
a solução para os desafi os. 
PASSO 3 ͳ FOCO
“Mantenha o seu foco no melhor que você possa imaginar 
e permita que uma visão posiƟ va o impulsione para frente!”
(Jack Anderson)
O foco é o passo mais forte do conjunto de seis passos. É claro que 
o foco sem estratégia e habilidade não faz muito senƟ do, porém o foco 
é a chave para o sucesso de qualquer projeto. É natural a mente agir de 
forma disfarçada e levar a atenção para outros assuntos, como se fosse 
um escape da mente subjeƟ va, somos seres humanos e fazemos parte 
36 - Coaching: Gerando Transformações
de um sistema, este que é formado por diversas informações. E rece-
bemos centenas de informações todos os dias e que nos levam a senƟ -
mentos, desejos e ações. Se você não esƟ ver verdadeiramente decidi-
do a ter sucesso com o que se comprometeu, com certeza uma ou mais 
destas informações ou senƟ mentos vão lhe Ɵ rar o foco e trazer proble-
mas. A meu ver a maior parte dos problemas passa a exisƟ r quando 
negligenciamos as soluções que já estão em nossas mãos ou em nosso 
poder de decisão, justamente no poder de escolher entre o sim e o não 
em cada situação. Portanto para manter o foco em seu objeƟ vo é pre-
ciso saber unir o terceiro passo (foco) ao sexto (resiliência) e decidir o 
que realmente é importante para seu sucesso. Foco é a chave mestra 
para conduzir todos os outros passos.
PASSO 4 ͳ CORAGEM PARA VENCER
“Você bloqueia seus sonhos e vitórias quando permite 
que seus medos fi quem maiores que sua fé”
(Ednei Souza)
A coragem é moƟ vada pela fé e a “FÉ” é a certeza de alguma coisa 
que não se pode ver nem senƟ r, assim é explicado na Bíblia sagrada.
Para superar os obstáculos é muito importante estar sintonizado 
com a coragem, mas que coragem é esta? Estou falando justamente da 
coragem de olhar para você mesmo e ver quais comportamentos de-
vem ser alterados. Normalmente até fi ngimos não saber o que deve-
mos mudar em nós mesmos, isso é um modelo de crença limitadora ar-
mazenada no inconsciente e para trabalhar este assunto eu indico que 
veja arƟ gos de PNL (Programação NeurolinguísƟ ca).
A coragem é um passo muito importante e necessário para vencer um 
desafi o, procure entender que o medo na verdade não existe, ele é fru-
to da sua imaginação, são pensamentos sobre o futuro, algo que não vi-
venciamos ainda e que fantasiamos em nossa mente. Por que geralmen-
te não temos medo de algo que fi cou no passado? Porque conhecemos 
os passos aplicados para resolver algo que sabemos agora exatamente 
como funciona. Então treine sua mente a ignorar o senƟ mento de medo, 
foque em suas habilidades de conquistar e em sua estratégia de vitória.
“Lembre-se sempre de se lembrar de nunca se esquecer” que a co-
ragem é o combusơ vel necessário para superar qualquer barreira. 
 Coaching: Gerando Transformações- 37
PASSO 5 ͳ LIDERANÇA
“Para ser um líder, você tem que fazer as pessoas quererem te 
seguir, e ninguém quer seguir alguém que não sabe onde está indo” 
(Joe Namath).
O tema deste arƟ go é “superando obstáculos” e não “liderança”, 
porém percebe a necessidade de abordar um pouco sobre o assunto? 
O tempo todo estamos falando de autoliderança, lembra-se que es-
crevi sobre cair e não sangrar? Então é aqui que esta frase entra em 
ação: você só conseguirá realmente superar seus desafi os quando es-
Ɵ ver preparado para ser líder de si mesmo, trabalhar com Foco, Cora-
gem, Liderança, Resiliência, quando permiƟ r que sua afi liação(*) este-
ja ligada ao seu desejo de legado e de forma inteligente conectará sua 
missão de vida e seus valores nesta afi liação, passará a perceber que 
as pessoas enviam de forma indireta ou inconsciente a força da ener-
gia que elas passam e recebem ao acreditar em seu potencial. Incrí-
vel isso, não é? Realmente acontece isso quanto você começa a vencer 
seus desafi os. Quando você se levanta de suas quedas sem apresentar 
fraquezas, automaƟ camente está plantando em sua afi liação e no am-
biente o poder infi nito que vem de dentro, dai o universo se encarre-
ga do resto, ele te devolve em forma de admiração das outras pessoas. 
Mas veja bem, não tente mostrar sua força, assim não funciona, mos-
tre sua falta de fraqueza. 
(*) Afi liação, Legado – Pesquise sobre os 7 níveis neurológicos 
PASSO 6 ͳ RESILIÊNCIA
A resiliência, a capacidade de lidar com problemas e superar 
obstáculos, são o que preenche os homens em momentos de 
sofrimentos inevitáveis. Como diz um provérbio japonês: 
“cair sete vezes e levantar oito”.
(Raimundo Grossi)
Esse não poderia fi car de fora, a resiliência é a chave que fortalece to-
dos os outros passos, é o ponto “x” de todas as questões, onde é possível 
mensurar sua força emocional. A inteligência emocional é, sem sombra 
38 - Coaching: Gerando Transformações
de dúvida, a forma mais poderosa para qualquer pessoa conquistar todos 
os seus sonhos. A dor, as perdas e até mesmo o desconforto podem ser 
oportunidades para entender e aplicar a resiliência. 
Em Abril de 2012 recebi um comunicado que poderia mudar total-
mente a minha vida e eu só Ɵ nha 2 caminhos: decretar meu desespe-
ro, ou mostrar minha força, coragem e foco para resolver o que havia 
acontecido. Recebi o recado que meu fi lho primogênito, fruto do pri-
meiro casamento, estava horrivelmente doente em uma UTI, um ga-
roto com 13 anos que Ɵ nha seus sonhos havia acabado de perder os 
dois rins, com certeza ele não Ɵ nha noção de como seria sua vida com 
os dois rins mortos dentro do seu corpo. Precisei então seguir na con-
tramão de tudo, mostrar para ele que mesmo a vidanos apresentan-
do tamanho desafi o nós seríamos vencedores, melhor dizendo, ele se-
ria vencedor. 
Travei uma luta contra meus medos e contra os medos de toda mi-
nha família, com certeza foi o maior de todos os desafi os que já enfren-
tei e justamente no momento de minha transição de carreira. Foi uma 
oportunidade de entender na práƟ ca o que é resiliência. 
Lutamos por 2 anos e 11 meses só para vencer na jusƟ ça o direito da 
guarda para poder vir morar comigo (a mãe não permiƟ a a saída dele 
para o tratamento), durante esse período ele passou por diversas cri-
ses muito graves, a UTI já era quase sua segunda casa. Como ele mo-
rava no estado de Sergipe, que não realiza transplante de rim, precisei 
realmente buscar todas as ferramentas possíveis, incluindo a autoriza-
ção da jusƟ ça para trazer meu fi lho para São Paulo. 
Em fevereiro de 2014 consegui trazê-lo, foi quando surgiu outro 
belo desafi o: foi necessária minha total atenção durante todo prepa-
ro para o transplante, com isso Ɵ ve que fi car por tempo indetermina-
do sem trabalhar, podendo conƟ nuar apenas com cerca de 5% ou 10% 
dos meus projetos de coaching e palestras. Como sempre, manƟ ve em 
mente os 6 passos para superar obstáculos, coloquei todos eles em 
práƟ ca, aprendendo muito com meu fi lho Nykollas. Ele sempre mos-
trou muita confi ança, coragem, além da força e desejo inabalável, isso 
me contagiava, eu olhava para as difi culdades fi nanceiras, emocionais 
e morais e treinava minha resiliência o tempo todo. 
Até que chegou o momento mágico. Em janeiro de 2016 fi zemos 
nosso transplante de rim, uma cirurgia onde meu rim direito passou a 
ser o rim do meu fi lho. Hoje estamos muito bem graça a DEUS e à me-
dicina, o melhor de tudo isso é que no Hospital das Clínicas de Ribeirão 
 Coaching: Gerando Transformações- 39
Preto, interior de São Paulo, fi cou registrado como “o transplante de 
rim com doador vivo que teve a melhor recuperação e resultados posi-
Ɵ vos da história do hospital”.
Estratégia, habilidade, foco, coragem, liderança e resiliência. São os 
passos que se aplicados em qualquer situação, superarão todos os obs-
táculos em sua vida.
Espero ter ajudado você a enxergar novos horizontes em sua traje-
tória e aguardo seu feedback.
Até outra oportunidade.
Sobre Ednei Souza
 Palestrante moƟ vacional • Mestrado em Coaching pelo InsƟ tuto Brasi-
leiro de Coaching, com vários reconhecimento internacionais como Me-
taforum Internacional (Alemanha/Itália) • Formação avançada em Trei-
namento comportamental com práƟ ca em Emotologia • Analista Com-
portamental pela UFMG • Criador e Trainer do Programa de formação 
TOP COACHING/Liderança, nas empresas Jr • Supervisor do Programa 
TOP COACHING/LIDERANÇA • Consultor e Gestor Empresarial • Mais de 
5.300 horas de treinamentos e palestras aplicadas • Diretor de comuni-
cação do InsƟ tuto C.E.A. • Relações Públicas do PSGB da Guiné-Bissau • 
Presidente do OSCIP Berço da Esperança.
Onde reside: Ribeirão Preto/SP 
Celular: 55 (16) 9-9758-1400
Whatsapp: 55 (16) 9-9252-5803
Facebook: facebook.com/ednei.souza.969
40 - Coaching: Gerando Transformações
Coaching, 
Psicologia Positiva 
e Método Cognitivo
Edson S. Lima
Entenda o papel do coach no processo de 
autoconhecimento, autogestão e aprendizagem 
transformacional do coachee e a relação do 
coaching com a Psicologia PosiƟ va e o Método 
CogniƟ vo-Comportamental como ferramenta 
de trabalho. Veja também dois textos adicionais 
sobre o ‘modismo coaching’ na web 
e um conceito interessante sobre o tempo.
 Coaching: Gerando Transformações- 41
COACHING E PSICOLOGIA POSITIVA
Coaching pode ser defi nido como processo de autoconhecimento, 
autogestão e aprendizagem transformacional assisƟ do. É o “passo a pas-
so” ou “plano de voo” para alcançar o equilíbrio consigo mesmo e com o 
meio, uƟ lizando ferramentas e recursos de diversas ciências como psico-
logia, sociologia, neurociências, administração, gestão de pessoas e pla-
nejamento estratégico. O coach encoraja e apoia seu cliente (coachee) 
a direcionar suas energias e habilidades para a “autodescoberta de sua 
personalidade e padrões comportamentais, gerenciamento das emo-
ções, estabelecimento de objeƟ vos e metas, análise de obstáculos e re-
solução de problemas”, segundo Luciana Viana, coach e psicóloga.
Por se tratar de vidas envolvidas, o coach não deve interferir ou su-
gerir o que o cliente deve fazer. Fazendo uma analogia, imagine uma 
carruagem seguindo seu longo caminho numa estrada de pedras, onde 
o COACH é o condutor (ou tutor), a carruagem simboliza os MEIOS (fer-
ramentas e técnicas do coaching), a estrada é o MUNDO REAL, o desƟ -
no são os OBJETIVOS, o passageiro é o COACHEE (cliente), os trajetos são 
as DIMENSÕES HUMANAS (família, lazer, espiritualidade, equilíbrio emo-
cional, vida social e profi ssional, saúde, desenvolvimento intelectual) e a 
bagagem são as CRENÇAS, VALORES, MODELOS MENTAIS, EXPERIÊNCIA 
DE VIDA, CONHECIMENTO, HABILIDADES e COMPETÊNCIAS do coachee.
O coach precisa entender de psicologia humana para compreender o 
comportamento de seus coachees (clientes) e entender o que os moƟ va, 
quais são suas barreiras e como trabalhar em cima disso. Psicologia é uma 
ciência que estuda o comportamento humano e seus processos mentais. 
Podemos afi rmar que “a psicologia estuda as emoções, as experiências 
humanas com o mundo ao seu redor, suas introspecções, processos de 
aprendizagem, intelecto e, é claro, a percepção do ser humano”, diz José 
Roberto Marquez, presidente do InsƟ tuto Brasileiro de Coaching.
42 - Coaching: Gerando Transformações
Outra base do coaching é a Psicologia PosiƟ va, um movimento mais 
recente da psicologia que surgiu nos anos 90 com a proposta de estu-
dar as emoções posiƟ vas (felicidade, prazer), traços posiƟ vos do caráter 
(sabedoria, criaƟ vidade, coragem, cidadania), relacionamentos posiƟ vos 
(amizade, confi ança, vínculos afeƟ vos saudáveis) e as insƟ tuições posi-
Ɵ vas (escolas, empresas e comunidades). Sua principal diferença da psi-
cologia tradicional, que trata dos distúrbios mentais (depressão, ansie-
dade, fobias, traumas), está em sua abordagem que potencializa as qua-
lidades e as forças posiƟ vas da pessoa. E ainda segundo José Roberto 
(IBC), a Psicologia PosiƟ va “esƟ mula o foco nas emoções, qualidades e 
comportamentos posiƟ vos, trazendo maior asserƟ vidade, controle emo-
cional e foco” e suas disciplinas “promovem ainda a desconstrução de 
barreiras mentais, o aumento das perspecƟ vas e da posiƟ vidade, além 
de promover o autoconhecimento”.
COACHING COGNITIVOͳCOMPORTAMENTAL
Segundo Luciana Viana, coach e psicóloga já mencionada, o “Méto-
do CogniƟ vo-Comportamental é muito importante no processo de coa-
ching pois, muitas vezes, o profi ssional se depara com uma série de er-
ros cogniƟ vos e crenças limitantes que travam a vida do cliente. O tra-
balho do coach é ampliar a visão das pessoas e apresentar possibilidades 
de novos caminhos, de novos modos de pensar, ser e agir. Graças à psi-
cologia e à terapia cogniƟ va comportamental, existe o Método CogniƟ -
vo-Comportamental, em cuja terapia ou processo de coaching esƟ mula 
as pessoas a idenƟ fi car e avaliar seus pensamentos automáƟ cos nega-
Ɵ vos sobre as situações e, desta forma, verifi car e corrigir possíveis pen-
samentos distorcidos que ele constrói devido a esta avaliação imediata, 
que estejam alterando o seu humor e até prejudicando a realização dos 
seus objeƟ vos.” Seguem alguns trechos da matéria ‘Onze Erros CogniƟ -
vos’ de Luciana Viana, uma das precursoras deste método na abordagem 
Coaching no Brasil.
Pensamento dicotômico 
É aquele pensamento preto-e-branco, o 8 ou 80, sabe? A pessoa 
vê uma situação em apenas duas categorias em vez de em várias alter-
naƟ vas. Exemplo: “Se eu não for um sucesso total, eu serei umfracas-
so.” A pessoa perfeccionista normalmente faz uso constante desse erro 
 Coaching: Gerando Transformações- 43
de pensamento e isso faz com que se sinta inadequada e desvalorizada 
quando o sucesso esperado não vem. Pensamentos dicotômicos tendem 
a contribuir para episódios depressivos e separações conjugais.
Catastrofi zação 
Neste caso a pessoa prevê o futuro negaƟ vamente sem considerar 
outros resultados mais prováveis. Exemplo: “Meu fi lho ainda não che-
gou, deve ter acontecido alguma coisa ruim. Esperarei mais um pouco, 
pois não conseguirei dormir mesmo.” Outros exemplos: “Meu namora-
do não atende o celular, deve estar com outra. Tudo está bem entre nós, 
mas sei que logo começará a me desapontar, pois não chegou ainda”.
Minimização do posiƟ vo 
A pessoa diz para si mesma que experiências, atos ou qualidades po-
siƟ vas não contam. Exemplo: “Eu fi z bem aquele projeto, mas isso não 
signifi ca que eu seja competente. Eu apenas Ɵ ve sorte.” A pessoa rejei-
ta experiências posiƟ vas insisƟ ndo que elas não contam. Desqualifi car o 
posiƟ vo Ɵ ra a alegria da vida e faz a pessoa senƟ r-se inadequada e não 
recompensada. Este é o preço que a pessoa paga por não qualifi car as 
coisas que acontecem em seu coƟ diano.
Argumentação emocional 
A pessoa pensa que algo deve ser verdade porque “sente” (em reali-
dade, acredita), isso de maneira tão convincente que acaba por ignorar 
ou desconsiderar fatos e evidências. Exemplo: “Eu sei que eu faço mui-
tas coisas certas no trabalho, mas eu ainda me sinto como se eu fosse 
um fracasso”.
Rotulação 
Quando a pessoa habitua-se a colocar um rótulo global e fi xo sobre si 
mesma, ou sobre os outros, sem considerar as ocorrências. Por exemplo: 
“eu sou idiota mesmo!” “Quão burra eu sou!” “Ele é um simplório!”, “Os 
homens são todos iguais!” Esses rótulos são simplesmente abstrações 
que levam à raiva, ansiedade, frustração e baixo amor próprio.
44 - Coaching: Gerando Transformações
Leitura mental 
A pessoa acha que sabe o que os outros estão pensando e não consi-
dera outras possibilidades mais prováveis. Exemplo: “Ele está pensando 
que eu não sei nada sobre esse projeto.” “Ele pensa que sou uma idio-
ta.” É possível perceber essa distorção cogniƟ va quando se apresenta um 
trabalho acadêmico em público, pois normalmente a pessoa estará fa-
zendo a seguinte leitura mental: “Ele está me olhando assim, pois deve 
estar pensando que estou falando abobrinhas”.
Supergeneralização 
A pessoa Ɵ ra uma conclusão negaƟ va radical que vai muito além da 
situação atual. Exemplo: “Nessa escola não tenho amigos, assim como 
era no colégio anterior.” A pessoa vê um episódio negaƟ vo como uma 
rejeição amorosa e estabelece um padrão de pensamento para situ-
ações similares. Outro exemplo comum: “Todos os meus namorados 
irão me trair”.
Personalização 
Ocorre quando a pessoa guarda para si mesmo a inteira responsa-
bilidade sobre um evento que não está sob seu controle. Por exemplo: 
“Eu não cuidei bem do meu fi lho, por isso ele está internado no hospi-
tal”. “Meu namorado me traiu porque eu estava estressada”. Esse Ɵ po 
de distorção cogniƟ va gera muito sofrimento psicológico, pois está em-
basado na emoção “culpa”.
Ditadura dos “deverias” 
É muito comum em personalidades do Ɵ po obsessivo-compulsivo, 
pois emprega constantemente os termos: “eu deveria”, “eu tenho que”. 
Pessoas com caracterísƟ cas perfeccionistas uƟ lizam esse erro de pen-
samento diariamente, gerando ansiedade constante. A pessoa também 
cria expectaƟ vas exageradas em relação ao comportamento dos outros, 
gerando afetos negaƟ vos quando estas não são preenchidas, bem como 
o adoecimento psicológico do Ɵ po estresse, ansiedade generalizada, de-
pressão. E, também, acontecimentos indesejáveis como separações con-
jugais são perƟ nentes a esse Ɵ po de distorção cogniƟ va, bem como con-
 Coaching: Gerando Transformações- 45
fl itos entre pais e fi lhos, educadores e educandos, gerências e subordi-
nados, entre outras relações interpessoais.
ViƟ mização 
A pessoa tende a senƟ r-se víƟ ma e não responsável pelas suas esco-
lhas. Percebe-se sem sorte ao invés de perceber que “quem faz, para si 
faz!” e que ela mesma é o “comandante do seu navio”, o “diretor da sua 
novela”. Por exemplo, tende a culpar os outros por sua má sorte no tra-
balho ou no amor.
OS BONS SAMARITANOS DA WEB
Como num passe de mágica, da noite para o dia, as redes sociais fo-
ram saturadas de ‘mestres, masters, mentores e conselheiros’ que fa-
zem promessas com suas fórmulas e técnicas de sucesso, riqueza, felici-
dade, liberdade fi nanceira. É uma tempestade de cerƟ fi cados despeja-
dos semanalmente. Também vemos muitos ‘bons samaritanos’ que di-
zem: ‘Minha missão de vida é ajudar as pessoas a alcançar seus sonhos’. 
Filantropia ou demagogia? Eu me pergunto: por que não vão às fi las de 
desempregados ou aos hospitais públicos ajudar os verdadeiros desa-
fortunados? Nada contra os que fazem um trabalho sério, com capacita-
ção técnica e respaldo cienơ fi co. A verdade é que a exploração de cases 
de sucesso não mostra a realidade de que a maioria dos bem sucedidos 
não seguiu nenhuma das técnicas ou métodos milagrosos apresentados. 
Simplesmente seguiram sua intuição, fi zeram várias vezes até acertar, 
dominaram suas emoções e seguiram algo que Deus presenteou a todos 
os seres humanos: a criaƟ vidade e a capacidade de lutar e de se superar, 
mesmo sob as piores condições. 
Muitos são levados a buscar um sucesso muitas vezes impossível, ba-
seados em experiências de outros. Mas onde vai dar tudo isso: o modis-
mo coaching, as ondas de palestras “gratuitas”, o conteúdo gratuito e 
excessivo, muitas vezes sem base cienơ fi ca, e a supervalorização de ca-
sos de sucesso? Bem, não sabemos ao certo. Mas uma coisa é evidente: 
chegará a hora em que haverá “muito cacique pra pouco índio”. Imagi-
ne todo mundo largando seus empregos para trabalhar em casa ‘ajudan-
do outros a alcançar seus sonhos’. Mas que sonhos? Trabalhar em casa, 
ora! Fazendo o que? Ajudando os outros! Fala sério! Isso não funciona 
para todos. E mais, muitos estão mesmo é ajudando a si a alcançar seus 
46 - Coaching: Gerando Transformações
próprios sonhos. Outro problema é o ciclo vicioso dos cursos instantâne-
os que prometem turbinar a carreira. Muitos são atraídos pela promes-
sa de ganho garanƟ do e fácil. Mas a realidade é que apenas um pequeno 
número conƟ nua atuando no mercado. Os que fi cam de fora aventuram-
se a fazer cursos complementares que mais uma vez prometem sucesso. 
UMA PALAVRA SOBRE O TEMPO
O ser humano precisa de um momento certo para desenvolver com-
petências e habilidade necessárias, também para adquirir experiência e 
alcançar resultados. Vamos supor que você tenha uma grande meta ou 
objeƟ vo que ainda não aƟ ngiu. Você acredita que este seja o momento 
certo de ocupar a tão esperada posição, ou desfrutar deste tão sonhado 
objeƟ vo? Ou entende que talvez ainda não esteja preparado, com matu-
ridade e habilidade necessárias para assumir as responsabilidades atri-
buídas às novas conquistas?
Segundo um dicionário online, “os gregos anƟ gos Ɵ nham duas pala-
vras para o tempo: chronos e kairós. Enquanto a primeira era usada no 
contexto de tempo cronológico, sequencial e linear (o tempo que se me-
de), a úlƟ ma refere-se a um momento indeterminado no tempo em que 
algo especial acontece: a experiência do momento oportuno. O termo é 
usado também em teologia para descrever a forma qualitaƟ va do tem-
po, como o “tempo de Deus” (a eternidade), enquanto khronos é de na-
tureza quanƟ taƟ va, o “tempo dos homens””.
O que realmente precisamos não é de mais tempo, mas de usar me-
lhor o tempo que já temos. Vou citar dois fatores que infl uenciam suƟ l-
mente no tempo chronos. A ausência do silêncio e o excesso de infor-
mações. Na práƟca não existe silêncio total, há sons por toda parte: nas 
ruas, nos shoppings, no carro, em casa, no iPhone, em nossa mente e 
nosso corpo, e isso nos distrai muito. Também, existe muita informação 
confundindo nossos senƟ dos e cansando nossa mente: emails, redes so-
ciais, jornais, revistas, livros, telejornais, cursos. Tudo isso acelera nos-
sos pensamentos e provoca uma sensação de euforia e anseio por mais 
tempo. O que precisamos na verdade é de silêncio interior para ouvir 
mais, e não só isso, precisamos aprender a escutar. Escutar envolve ser 
rápido no ouvir e vagaroso no falar. O fato é que desaprendemos isso ao 
sair do útero, momento em que trocamos um mundo seguro, silencioso 
e aconchegante por um onde quem vence é aquele que fala mais alto, 
daí o choro. Outra habilidade preciosa a aprender é saber aplicar nosso 
 Coaching: Gerando Transformações- 47
tempo naquilo que verdadeiramente é relevante para nossos objeƟ vos, 
bem como nosso crescimento como ser humano, evitando as armadilhas 
da procrasƟ nação e do perfeccionismo, o que exige sabedoria, conheci-
mento e discernimento.
Gostaria de falar um pouco destes três conceitos correlacionados e 
as suƟ lezas de seus signifi cados. Ao passo que conhecimento, essencial-
mente, signifi ca a familiaridade com fatos colhidos por experiência pes-
soal, observação ou estudo, o entendimento (ou a compreensão) é a ha-
bilidade de ver como as partes, ou os aspectos de determinada coisa, 
relacionam-se entre si, de ver o assunto inteiro e não apenas fatos iso-
lados. A sabedoria é a faculdade de usar o conhecimento e o entendi-
mento com bom êxito para solucionar problemas, evitar ou prevenir pe-
rigos, aƟ ngir certos objeƟ vos, ou aconselhar outros neste senƟ do. Al-
guém talvez tenha um profundo conhecimento, mas isso não garante 
que este saberá usá-lo com sabedoria.
Necessitamos planejar o tempo chronos para aƟ ngir nossas metas, 
mas o momento certo, ou tempo kairós dependerá muito do quanto 
estaremos preparados para alcançar nossos objeƟ vos com pleno êxi-
to e efi cácia.
Sobre Edson S. Lima
Edson da Silva Lima (45), pai de Filipe e Testemunha de Jeová, Consul-
tor de RH graduado em Gestão de Pessoas pela Unijorge (recrutamento, 
seleção, treinamento e avaliação de pessoas), Coach PosiƟ vo, Palestran-
te • Fundador da Staff Consultoria • Voluntário da Junior Achievement 
(www.jabrasil.org.br) • Idealizador de projetos sociais para adolescen-
tes em fase escolar na ilha de Itaparica (BA) • Ex-gerente da Alfaiataria 
da Madeira (fábrica de móveis personalizados) do grupo Figueiredo Ga-
leƫ • Empreendedor na área de Construção Civil, Móveis Planejados, 
Consultoria Empresarial, produção de Conteúdo Digital e Design Gráfi co.
Onde mora: Salvador/BA
Site: edsonslima-rh.blogspot.com.br
Celular: 55 (71) 9-9287-9487
Whatsapp: 55 (71) 9-9287-9487
48 - Coaching: Gerando Transformações
Aplicação do 
Coaching 
na Segurança do Trabalho
Emerson Franco
O coaching auxilia pessoas, grupos e empresas a 
obter melhores resultados, sendo aplicado em diversas
aƟ vidades que necessitam do desenvolvimento humano. 
Neste senƟ do o coaching aplicado à segurança 
do trabalho se apresenta como uma efi caz 
alternaƟ va para auxiliar profi ssionais e empresas 
a modifi carem sua cultura para aƟ ngir o zero acidente.
 Coaching: Gerando Transformações- 49
O coaching é um processo efi caz para desenvolvimento pessoal e 
aƟ ngimento de resultados. Trata-se de uma metodologia estruturada pa-
ra despertar o potencial das pessoas através da defi nição clara de objeƟ -
vos, autoconhecimento, aprendizado e moƟ vação para ação. 
O processo clássico de coaching se dá através do encontro de um pro-
fi ssional com base sólida sobre comportamento humano denominado 
coach, com uma ou mais pessoas denominadas coachees, fi rmando as-
sim uma parceria de sucesso que se desenvolve através de um número 
predefi nido de sessões.
O que se espera de qualquer processo de coaching é o desenvolvi-
mento através do autoconhecimento, defi nição clara de metas e incor-
poração de novas habilidades que o coloquem em ação no caminho cor-
reto, gerando assim mudança e aprendizado. 
Neste senƟ do o processo de coaching pode ser aplicado em diversos 
nichos e áreas de atuação onde se faz necessário o desenvolvimento hu-
mano e a busca por melhores resultados. 
Existe ainda uma aplicação mais práƟ ca para o coaching, que é o pa-
pel do Líder Coach, aqui entendido como um profi ssional que desempe-
nha um papel de infl uência formal ou informal em suas empresas. 
O que difere o Líder Coach dos demais líderes é o modo como ele 
se relaciona e obtém resultados através das pessoas, moƟ vando-as, en-
sinando-as, oferecendo feedbacks constantes e extraindo delas o seu 
maior potencial. 
Este profi ssional também deve buscar a sua capacitação, conheci-
mento de técnicas básicas de coaching e comportamento humano para 
poder atuar de forma mais asserƟ va com as outras pessoas. 
Portanto, o processo clássico de coaching e a atuação do Líder Coa-
ching são ferramentas que podem auxiliar pessoas, grupos e empresas a 
obterem maiores e melhores resultados em seus desafi os diários. 
50 - Coaching: Gerando Transformações
Assim, propomos uma refl exão sobre a aplicação do coaching na área 
de segurança do trabalho, pois a maioria das empresas busca iniciaƟ vas 
para eliminar o acidente de trabalho no seu dia-a-dia. 
Esta é uma questão importante, pois as estaơ sƟ cas da Previdência 
Social mostram que somente no Brasil ocorrem por dia uma média de 
2000 acidentes e 08 fatalidades. Trata-se de um número muito alto, ape-
sar de todos os invesƟ mentos feitos pelo governo, empresas , enƟ dades 
e profi ssionais na área de segurança do trabalho. 
As medidas prevenƟ vas para evitar os acidentes normalmente estão 
divididas em 3 grandes grupos :
• Medidas Físicas: Estão relacionadas às proteções e melhorias feitas 
nas máquinas, equipamentos e instalações. 
• Medidas Sistêmicas: Relacionadas à estruturação da Segurança do 
Trabalho através de procedimentos, sistemas, análise de dados, progra-
mas, políƟ cas, etc.
• Medidas Comportamentais: Relacionadas à capacitação e desenvol-
vimento de uma cultura de prevenção nos trabalhadores das empresas. 
Entendemos que os 3 grupos de ações são importanơ ssimos para a 
prevenção, mas a análise dos acidentes mostra que a causa destes, na 
maioria das vezes, está relacionada ao comportamento humano. 
De uma maneira geral as empresas sempre invesƟ ram mais tempo e 
dinheiro na implantação das medidas de prevenção İ sica ou sistêmica, 
que apesar de importantes, são insufi cientes para o aƟ ngimento do tão 
sonhado “zero acidente”.
Sendo assim, entendemos que o único caminho para a melhoria efe-
Ɵ va dos resultados em segurança passa pela intensifi cação das medidas 
comportamentais, que infelizmente são escassas e/ou implantadas de 
maneira incorreta pelas empresas. 
É neste contexto que o coaching se apresenta como uma aplicação 
extremamente úƟ l para incrementar as medidas comportamentais de 
prevenção nas empresas. 
ELEMENTOS DE TRANSFORMAÇÃO 
DA CULTURA DE SEGURANÇA
As medidas comportamentais nas empresas naturalmente devem ser 
organizadas por pessoas com atribuição relacionada direta ou indireta-
mente à segurança do trabalho. Essas pessoas são designadas de manei-
 Coaching: Gerando Transformações- 51
ra formal ou informal para a promoção de uma cultura prevencionista na 
empresa. De um modo geral podemos citar os grupos de pessoas abaixo:
• GESTORES: Pessoas com cargo de gestão possuem uma grande res-
ponsabilidade pela segurança dos seus subordinados e naturalmente 
são avaliados pelos resultados de sua equipe e pela implantação de prá-
Ɵ cas seguras de trabalho. 
Neste grupo está toda a hierarquia da empresa, começando pela pre-sidência, passando pela diretoria, pelos gerentes e pelos supervisores e 
coordenadores, sendo estes úlƟ mos os profi ssionais com maior capaci-
dade de promoção da mudança comportamental, devido à sua proximi-
dade da base operacional dos trabalhadores. 
• PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA: Pessoas que possuem a segurança 
do trabalho como oİ cio, são os integrantes do SESMT – Serviço Especia-
lizado de Segurança e Medicina do trabalho. 
Neste grupo estão os engenheiros e técnicos de segurança do traba-
lho, médicos e enfermeiros do trabalho e demais profi ssionais que inte-
gram a equipe responsável pela roƟ na de segurança nas empresas. 
• INFLUENCIADORES: Pessoas que de alguma maneira desenvolvem 
aƟ vidades de inspeção, treinamento, coordenação técnica ou qualquer 
outra aƟ vidade onde se busca disseminar boas práƟ cas de segurança. 
Neste grupo estão membros da CIPA – Comissão interna de Prevenção 
de Acidentes, Instrutores técnicos, Inspetores, RH, Programadores, etc. 
Estes 3 grupos de trabalhadores são as peças chave para promover a 
mudança de cultura na base operacional das empresas, pois de maneira 
formal ou informal estão diariamente em contato com essa base, poden-
do atuar como elementos de transformação efeƟ va.
A grande questão está na necessidade de preparo desses profi ssio-
nais para incorporar as metodologias do coaching primeiramente em su-
as próprias vidas, gerando a autotransformação necessária, para depois 
promoverem uma interação posiƟ va com os demais trabalhadores. 
Esta mudança de cultura da base operacional é o único caminho para 
aƟ ngir o tão sonhado índice de zero acidente nas empresas, levando os 
trabalhadores à consciência plena dos riscos e à adoção de medidas pre-
venƟ vas para si e para os seus colegas. 
52 - Coaching: Gerando Transformações
PROCESSO DE TRANSFORMAÇÃO 
DO LÍDER COACH PREVENCIONISTA
As pessoas relacionadas à segurança do trabalho, sejam elas gesto-
res, profi ssionais de segurança ou infl uenciadores devem transformar-se 
em verdadeiros líderes, associando técnicas de coaching e conhecimen-
tos de prevenção de acidentes. 
Saliento que esses líderes podem ser formais ou informais, sendo o 
mais importante aqui a capacidade de infl uenciar posiƟ vamente através 
do seu exemplo, do seu conhecimento, ou da moƟ vação que exercem 
nas pessoas. Mas para poderem atuar como Líderes Coach Prevencionis-
tas devem buscar uma capacitação e transformação para que sejam as-
serƟ vos nesse desafi o. 
Desenvolvi uma metodologia própria que tem ajudado empresas e 
profi ssionais neste importante desafi o de redução de acidentes e é base-
ada em técnicas de coaching, treinamento, psicologia posiƟ va, segurança 
do trabalho e administração, sendo formada por 5 verbos que devem ser 
praƟ cados pelos líderes que buscam o seu desenvolvimento:
ASSUMIR
APRENDER
INTERAGIR
AUTOAVALIAR
APRIMORAR
O primeiro passo está relacionado ao ASSUMIR, ou seja, a desenvol-
ver no líder a responsabilidade sobre o seu próprio papel de promotor 
da cultura de segurança em sua equipe, entendendo que possui uma 
oportunidade ímpar de transformar outras vidas através das suas ações. 
O processo de ASSUMIR passa por uma decisão de tomar a SEGU-
RANÇA DO TRABALHO como um valor verdadeiro, que é manifestado em 
suas posturas e decisões diárias. 
O segundo passo é o APRENDER, pois para poder infl uenciar pesso-
as ele terá que desenvolver novas competências, sejam elas relaciona-
das às técnicas de prevenção de acidentes, ou ao próprio comportamen-
to humano, que envolvem uma mudança de cultura efeƟ va. 
O terceiro passo é o INTERAGIR, que se apresenta como a etapa mais 
importante de todas, pois é neste estágio que o Líder Coach irá se rela-
cionar com a equipe de maneira asserƟ va e constante. 
 Coaching: Gerando Transformações- 53
É nesse processo de interação que o líder irá atuar como promotor da 
cultura prevencionista como instrutor e como moƟ vador, direcionando a 
equipe para o caminho correto. Esta interação deve estar presente em to-
das as oportunidades diárias onde o líder pode ensinar, moƟ var, corrigir e 
dar feedback para sua equipe, auxiliando-a a encontrar o melhor caminho 
para prevenção de acidentes. 
A quarta etapa passa por um processo de autoconhecimento do líder 
que visa avaliar o seu próprio desempenho durante as interações reali-
zadas com a sua equipe. 
Nesta etapa o líder faz a sua AUTOAVALIAÇÃO com relação à efi cácia 
da sua interação, ou seja, ele se pergunta se conseguiu aƟ ngir o objeƟ vo 
esperado, seja na clareza do repasse de suas informações, seja na moƟ -
vação ou na promoção da mudança de postura de sua equipe. 
Na quinta etapa o Líder Coach busca APRIMORAR o seu desempe-
nho, desenvolvendo novas competências para interações melhores e 
mais efeƟ vas. 
Assim, a metodologia apresenta a formação clássica do modelo PDCA 
de melhoria conơ nua, formando um ciclo virtuoso de melhoria parƟ ndo 
do ato de ASSUMIR o seu papel, APRENDER o que for necessário, INTE-
RAGIR asserƟ vamente e se AUTOAVALIAR de maneira sincera para então 
poder APRIMORAR, melhorando o que for preciso, e rodando assim de 
maneira conơ nua esse ciclo de excelência. 
Esse conhecimento pode ser adquirido pelo líder através de uma sé-
rie de iniciaƟ vas, tais como leitura de livros, cursos presenciais, cursos 
online e também por um processo de Coaching de Segurança. 
Quanto ao conhecimento temos uma série de opções de aprendiza-
do envolvendo técnicas de segurança do trabalho, comportamento hu-
mano, liderança, coaching, etc, porém entendemos que um processo de 
transformação efeƟ vo vai além da absorção de conhecimentos, passa 
também pela necessidade de adoção de novas posturas, o que pode ser 
conseguido com um bom processo de Coaching de Segurança. 
Este processo pode auxiliar os líderes a desenvolverem o perfi l neces-
sário de Líder Coach Prevencionista através das sessões onde ocorrerão 
refl exões sobre o seu verdadeiro papel, sobre as competências existen-
tes e que precisam ser desenvolvidas e principalmente pelo desenvolvi-
mento efeƟ vo do valor segurança em suas próprias vidas. 
O Coaching de Segurança uƟ liza a base clássica do coaching adapta-
da aos desafi os específi cos dos profi ssionais que precisam promover a 
54 - Coaching: Gerando Transformações
segurança e deve ser desenhada sob medida para atender as necessida-
des de cada empresa. 
Inicia-se com um briefi ng sobre a realidade da empresa, entenden-
do seus principais desafi os, resultados e ferramentas atuais de preven-
ção. Na sequência é feito um alinhamento das expectaƟ vas e diretrizes 
com os órgãos responsáveis da empresa, colhendo informações sobre os 
parƟ cipantes e a parƟ r daí o processo segue normalmente através de 12 
sessões semanais, onde os líderes terão contato com as ferramentas, re-
fl exões e planejamento de suas ações práƟ cas no dia a dia.
O que se espera é que os líderes despertem o seu interesse pelo te-
ma, conseguindo cada vez mais ampliar os seus conhecimentos e colo-
cando-os em práƟ ca através da interação posiƟ va em suas equipes ou 
bases operacionais. 
PROCESSO DE TRANSFORMAÇÃO 
DA CULTURA PREVENCIONISTA DA EMPRESA
Após a capacitação, esse Ɵ me de líderes prevencionistas tem como 
principal missão desenvolver a cultura de prevenção em toda a empresa. 
É um processo que requer estratégia e tempo para que se torne uma re-
alidade. Esses líderes precisam buscar conƟ nuamente o desenvolvimen-
to da competência prevencionista nos trabalhadores. 
Essa competência prevencionista, assim como qualquer competên-
cia verdadeira, só é estabelecida quando se reúnem um conjunto de CO-
NHECIMENTOS, HABILIDADES e ATITUDES onde:
• Conhecimento signifi ca “ter o SABER”
• Habilidade signifi ca “saber FAZER”
• AƟ tude signifi ca “QUERER fazer”
Portanto o Líder Coach Prevencionista deve buscarconƟ nuamente 
atuar como:
• Exemplo Pessoal: O líder deve demonstrar através das suas ações 
que a segurança realmente é um valor para ele, pois é aqui que começa 
a sua infl uência, mostrando aos demais o que precisa ser feito. 
• Instrutor: O líder deve promover conƟ nuamente o aprendizado de 
sua equipe, seja através de pequenos diálogos, orientações, ou criando 
espaços para desenvolvimento da própria equipe. 
• Observador Comportamental: O líder deve estar atento aos com-
portamentos de sua equipe, buscando observar tanto as aƟ tudes preju-
 Coaching: Gerando Transformações- 55
diciais como as aƟ tudes posiƟ vas, fornecendo o devido feedback, princi-
palmente incenƟ vando as boas práƟ cas. 
• Prevencionista: O líder deve possuir o conhecimento necessário so-
bre as ferramentas de prevenção de acidentes a fi m de promover con-
Ɵ nuamente a sua aplicação, principalmente no aspecto qualitaƟ vo, bus-
cando melhorá-las. 
Com essa postura, espera-se que os demais trabalhadores percebam 
que fazem parte de uma empresa que não só fala que a segurança é im-
portante, mas que efeƟ vamente busca colocar em práƟ ca a prevenção 
no seu dia a dia. 
O processo de coaching e Líder Coaching em Segurança pode efeƟ va-
mente contribuir para a redução dos acidentes nas empresas, diminuin-
do as perdas humanas e fi nanceiras que envolvem o tema. 
Sobre Emerson Franco
Coach, Consultor e Instrutor de Segurança do Trabalho • Graduado 
em Ciências Humanas • Pós graduado em gestão de pessoas e Engenha-
ria de Manutenção, atua há mais de 25 anos em grandes empresas • Co-
autor dos livros “Coaching a Solução” e “Capital Intelectual” da editora 
Ser Mais • Sócio da Colabor Consultoria e Treinamentos, auxilia empre-
sas e profi ssionais a se desenvolverem através da oferta de Consultorias 
e Treinamentos de Manutenção, Liderança e Segurança do trabalho nas 
modalidades Presencial, Semipresencial e Online. 
Onde mora: Belo Horizonte/MG
Site: www.treinamentoscolabor.com.br
Fone Fixo: 55 (31) 3059-5141
Celular: 55 (31) 9-9282-6169
Whatsapp: 55 (31) 9-9282-6169
Facebook: facebook.com/treinamentoscolabor
LinkedIn: br.linkedin.com/company/grupo-colabor
Youtube: youtube.com/channel/UCucD9FDgiJPtWWFOfEb5FNQ
56 - Coaching: Gerando Transformações
Você é 
Marcante?
Gi Oliveira
Que impacto você causa nas pessoas? 
Você tem uma Marca Pessoal? Como a gestão 
da imagem pode alavancar sua carreira, 
gerar oportunidades e experiências únicas?
 Coaching: Gerando Transformações- 57
Vamos ao ponto, sem rodeios: Nós precisamos conversar muito sério 
sobre a gestão de sua Marca Pessoal.
Eu quero te fazer algumas perguntas: 
- O que diferencia você dos outros? 
- Você é lembrado? Com qual frequência você tem que se reapresentar?
- Você sabe fazer-se notar posiƟ vamente? 
- Você conhece sua reputação?
- Qual a imagem ideal da sua profi ssão? 
- Você está constantemente preparado para as oportunidades?
- Você se veste para quem você quer ser ou para quem você é hoje?
- Você se impressionaria com “você” na rua hoje? Você se notaria?
- Você é uma pessoa marcante?
Basta sair um pouquinho de si mesmo e imaginar como as pessoas te 
percebem. É um exercício muito enriquecedor. Eu posso lhe sugerir vá-
rias situações nas quais você, ao se colocar na perspecƟ va alheia, de seu 
interlocutor, de seu cliente, perceberá que recebeu apenas o que ofere-
ceu. Foi uma retribuição. É a tal Lei da ação e reação.
A visão é responsável por quase 80% de nossa percepção. Suas rou-
pas e acessórios comunicam muito sobre você ao mundo. As mensagens 
que você envia a quem lhe vê determinam a forma como os outros rea-
gem a você. Os equívocos podem ser evitados se a qualidade projetada 
pelos símbolos que você ostenta em sua imagem forem bem escolhidos.
Em toda comunidade profi ssional existem pessoas cuja aparência nos 
leva a concluir que são líderes e aquelas que não duvidamos que sejam 
liderados. Isso se dá porque a imagem dessas pessoas transmite dados 
que transformamos em pistas visuais e, juntando as peças, categoriza-
mos seu nível de profi ssionalismo, sofi sƟ cação, capacidade, inteligência, 
instrução, autoridade.
58 - Coaching: Gerando Transformações
Todos os profi ssionais, independente de qual seja o nicho de atuação, 
podem ter uma Marca Pessoal. Médicos, professores, engenheiros, re-
ligiosos, garis, execuƟ vos, todos podem se destacar, se diferenciar e ser 
lembrados. Existem vários fatores que compõem sua marca pessoal. E a 
imagem é um dos mais importantes. 
Estamos sempre desenvolvendo uma relação com todas as imagens 
que vemos. Antes mesmo de conversar com uma pessoa, de trocarmos 
sequer uma palavra, já iniciamos um relacionamento com ela, seja de ad-
miração, repulsa, curiosidade, simpaƟ a. Basta vê-la e já começamos a tra-
balhar nossa mente, a desenvolver esse relacionamento ou julgamento.
Então minha proposta é mostrar a você a importância de ter uma 
imagem adequada. E como imagem não pense apenas nas roupas que 
você usa, nos sapatos que calça, ou no corte de cabelo. Imagem envol-
ve muito mais conceitos. A adequação passa por todo um contexto que 
envolve além de todos esses componentes, seu comportamento, ges-
tos, tom de voz, termos escolhidos e postura que ajudam, e muito, a for-
mar sua imagem pessoal, a sua marca e, com o tempo, a sua reputação.
Você sabe o que é estereóƟ po? EstereóƟ po é a imagem preconcebida 
de determinada pessoa, coisa ou situação. É usado principalmente para 
defi nir e limitar pessoas ou grupo de pessoas na sociedade. A aceitação 
do estereóƟ po é ampla e culturalmente difundida, às vezes é um grande 
moƟ vador de preconceito e discriminação.
Nós temos o estereóƟ po do aluno aplicado, do jovem rebelde, da 
pessoa românƟ ca, do homem preguiçoso, da mulher execuƟ va, do pro-
fessor exigente, do defi ciente İ sico, da pessoa idosa. Para cada um des-
ses exemplos que citei, uma imagem se formou de forma automáƟ ca em 
sua mente. Preste atenção a um detalhe importante: você não lembrou 
de um cheiro ou de um som, uma fala ou um sabor. O que veio à sua 
mente foi uma imagem, uma marca que alguém imprimiu em suas lem-
branças, em alguma situação de sua vida, e que agora serve de modelo, 
de parâmetro, de exemplo para que ao surgir determinada referência vo-
cê encaixe, se situe. Você recorre a um banco de dados mental.
Se eu te pedisse para pensar em um fi cólogo, como o descreveria?
Ficólogo
Provavelmente você não encontrou no seu acervo uma imagem para 
este termo. Sabe por que? Porque nunca viu um fi cólogo, ninguém que 
você conheça tem essa profi ssão, então não tem uma imagem para as-
sociar a essa palavra. Algumas suposições passam por sua mente, mas 
nada se fi xa. 
 Coaching: Gerando Transformações- 59
Ficólogo é o profi ssional que estuda algas, a fi cologia é uma disciplina 
da biologia, uma especialização da botânica.
Bom, esse teste serve para demonstrar que vivemos em uma socie-
dade visual. Nossas referências preferenciais são visuais, e, portanto, 
precisamos dar a devida importância à nossa aparência, nossa imagem 
e idenƟ dade visual.
Você sabe qual é a sua fama como profi ssional? A sua reputação re-
fl ete a percepção social de seu comportamento, dos seus valores, de 
sua idenƟ dade, imagem, personalidade. A sua formação se dá a par-
Ɵ r da qualidade e constância dos relacionamentos que estabelece com 
amigos, clientes, colaboradores, contratantes, contratados e até mes-
mo com sua família e tem muita relevância na composição de sua mar-
ca pessoal.
“A maneira de se conseguir boa reputação reside no esforço em se ser 
aquilo que se deseja parecer. ” Sócrates
É essencial que sua imagem seja atraente, confi ável e até mesmo se-
dutora. Não a sedução carnal, sexual, libidinosa. Mas que desperte o in-
teresse pelo seu conteúdo, por suas ideias e forma de agir, além denão 
induzir a julgamentos errôneos e desfavoráveis a seu respeito.
Uma imagem confortável ou insƟ gante pode gerar empaƟ a, sintonia, 
confi ança, e ter grande relevância nas relações que desenvolvemos. Se 
você ostentar uma imagem que não seja confl ituosa com os conceitos e 
valores de seu interlocutor, se não lhe causar demasiada estranheza ou 
desdém, já começará esse relacionamento somando alguns pontos ao 
seu favor.
Nos relacionamos de forma mais harmoniosa e condescendente 
quando ocorre esta idenƟ fi cação com o outro. É algo natural. O homem 
é um animal gregário, vive em bandos, em grupos que se aproximam por 
idenƟ fi cação e afi nidades. O senƟ mento de pertencimento é potenciali-
zado pela imagem que apresentamos. 
Um pesquisador examinando as estaơ sƟ cas de vendas de segurado-
ras dos Estados Unidos descobriu que os clientes fechavam mais acordos 
com a seguradora quando o vendedor Ɵ nha idade, religião, convicções 
políƟ cas e até hábito tabagista (fumante) igual a eles. Nós, seres huma-
nos, preferimos aceitar ideias ou fechar acordos com pessoas que senƟ -
mos semelhança a nós.
Há pouco tempo estava numa conversa informal com um amigo que 
é professor universitário e desembargador e surgiu o assunto da imagem 
profi ssional versus a pessoal. Ele dizia que as relações mudaram muito 
60 - Coaching: Gerando Transformações
com o tempo, que hoje há uma informalidade, uma proximidade maior 
entre os personagens atuantes no cenário jurídico e que algumas buro-
cracias foram abolidas. Eu, por outro lado, ressaltei que a aparência ain-
da é um fator de peso nessas relações. Ele não pareceu concordar muito 
com minha opinião, então lhe propus a seguinte situação:
Imagine que você encontre um colega da época da faculdade de Di-
reito, e que este companheiro, que hoje é dono de um grande escritório 
de advocacia, peça sua indicação, dentre seus alunos, de dois nomes pa-
ra serem seus pupilos, alguém para que ele treine e dê a chance de come-
çar bem a carreira. Agora me conte como são essas pessoas que indica-
ria. Provavelmente são alunos interessados, com boas notas, e que iriam 
aproveitar essa oportunidade especial. Certo? Até aí nenhuma novidade.
Então, responda-me: Estas pessoas que pensou em indicar frequen-
tam suas aulas com aparência desleixada, com trajes informais ou exces-
sivamente chamaƟ vos? - Não, não! Eles se vestem bem! O rapaz sempre 
está de calças compridas e camisas polo ou às vezes de mangas compri-
das, e a moça sempre está muito arrumadinha, parece-me até que já vai 
das aulas direto para algum estágio.
Então o que expliquei ao desembargador e quero dizer a você hoje é 
que este julgamento de valor, de merecimento baseado na avaliação vi-
sual, é feito todo o tempo, em todas as situações, onde quer que este-
jamos. Já temos um conceito pronto, um estereóƟ po de competência, 
e procuramos pistas visuais para enquadrarmos ou não as pessoas com 
quem nos relacionamos.
O homem é um ser visual, constrói uma “história”, um currículo para 
todos os que o veem em questão de segundos. Em muitos casos a opor-
tunidade é perdida já neste primeiro momento. Não acredito na máxi-
ma: “a primeira impressão é a que fi ca”. É possível sim construir uma no-
va imagem, mudar impressões, rever julgamentos. Mas convenhamos 
que é um desperdício de tempo. Muito mais produƟ vo e interessante é 
causar a impressão adequada, no momento certo e não fi car “refazen-
do”, reconstruindo sua imagem. 
“Sua aƟ tude é que determinará sua vida”. John Maxuel
Um dia fui a uma reunião em uma empresa de comunicação e fui sur-
preendida pela fala de um dos sócios-colaboradores: “que vergonha es-
tar vesƟ do assim... Se eu soubesse que encontraria com você hoje, te-
ria me arrumado!” 
Meu Deus! A não ser que você trabalhe em local isolado, sem con-
tato com o público, só tendo uma bola de cristal para prever com quem 
 Coaching: Gerando Transformações- 61
se encontrará ao longo do dia. Além disso, toda e qualquer pessoa com 
quem você se relacione é seu potencial cliente: seu colega de trabalho, 
seu vizinho, seus amigos e parentes, (seu chefe é seu cliente todo o tem-
po, desde o começo...). Não se limite a estar apresentável, confi ável e se-
guro apenas nos momentos predeterminados.
As oportunidades não marcam hora para surgir. 
Convencer de primeira, acertar já no começo é a minha proposta. Dê 
uma boa olhada em você mesmo no espelho. É isso que os outros ve-
em. Sua carreira pode começar a decolar ainda na carteira da faculdade, 
durante seu estágio, numa conversa informal durante um voo, num cur-
so de fi m de semana. Eu já consegui clientes em todas essas situações.
Você precisa ter conteúdo e idenƟ dade visual. IdenƟ dade visual é a 
imagem ampliada da marca. É a junção de tudo o que compõe a sua mar-
ca e pode ser percebido visualmente por seu público. Uma imagem con-
fl ituosa, desconfortável por descuido ou até mesmo por ser muito extra-
vagante pode afastar pessoas e oportunidades. 
Todos já ouvimos que as aparências enganam, mas poucos têm a 
chance de esclarecer o equívoco. É importante estabelecer uma boa re-
putação entre as pessoas com quem convive, além de despertar o inte-
resse de quem ainda não lhe conhece. Sua capacidade profi ssional e cre-
dibilidade estão sendo analisadas a todo momento.
QUE IMPACTO VOCÊ CAUSA NAS PESSOAS?
Aproprie-se dessa consciência, tenha controle sobre as mensagens 
que quer transmiƟ r, os conceitos que quer formar a seu respeito no ima-
ginário alheio. Todos temos estereóƟ pos, raramente os quesƟ onamos e 
enquadramos as pessoas nestes estereóƟ pos através de pistas visuais. É 
importante dominar essas pistas para que você seja “enquadrado” no es-
tereóƟ po que lhe convém.
Isso é feito a todo tempo pela mídia. Busque auxilio na construção e 
divulgação da sua imagem-objeƟ vo. Assuma um compromisso com vo-
cê: Daqui em diante só admiƟ rei estar acima da média. Não aceite apre-
sentar menos que o seu melhor.
Lógico que não estou dizendo que você não precisa ter conteúdo ou 
se preparar para esses eventos. Você precisa aliar o conteúdo à emba-
lagem. Para vender sua ideia de forma mais convincente, mais rápida e 
segura, sua imagem deve ser impactante na medida e direção certas. Se 
62 - Coaching: Gerando Transformações
você acreditar e confi ar em quem vê no espelho será mais fácil conven-
cer os demais do seu desempenho e habilidades.
Pense em alguém da sua área de atuação e que você admira. Como 
essa pessoa se veste? Qual o seu esƟ lo? Sobre quais assuntos ela fala? 
Como ela transmite seus conhecimentos? Qual é a sua postura? Como é 
seu trato com as pessoas? O que exatamente lhe impressiona? A minha 
sugestão é para que você perceba que vários atributos formam a ima-
gem que lhe causa essa boa impressão, a admiração. 
A boa postura, saber comportar-se em situações de aparente “nor-
malidade”, quando todos estão relaxados, também conta bastante. A 
sua conduta é avaliada em momentos de estresse e nos de calmaria. É 
preciso ter constância em tudo. Isso lhe imprime uma reputação de se-
gurança, credibilidade, estabilidade. Estar em condições de aƟ ngir seu 
objeƟ vo sempre para não ser pego de surpresa. Em caso de necessidade, 
de urgência, você será naturalmente lembrado. Nas situações em que se 
dispõe de mais tempo para análise, como em uma promoção, essa cons-
tância também será levada em consideração. Acredite.
Desenvolver uma imagem profi ssional requer alguma dose de dedi-
cação e persistência. A missão é saber quais são os componentes de uma 
apresentação profi ssional competente, respeitável, idenƟ fi car qual é o 
seu esƟ lo, traduzir sua necessidade e ajudá-la a tornar-se realidade.
Implicitamente, nas entrelinhas, a sua imagem traz uma promessa de 
desempenho, de valores e de posicionamento. Se você promete não ser 
o melhor, seguro e competente, quemvai lhe contradizer? 
Para todo ambiente de trabalho, área de atuação, existe um código 
de vesƟ menta que chamamos de dress code. Trabalhar numa empresa e 
só estar apresentável em situações pré-agendadas, não ter constância, 
exibir uma postura desleixada, sensual ou muito rígida demonstra uma 
falta de respeito ao dress code, uma falha ao ler a postura esperada de 
um bom profi ssional, de uma pessoa capaz e competente. 
Engenheiros normalmente dão um bom case para minha atuação. 
Paira como senso comum que a profi ssão não exige muito cuidado com 
a aparência. Bom, a noơ cia que tenho para vocês que são profi ssionais 
desta área é outra: engenheiras que já atendi como clientes, uma vez 
que mudaram seus trajes e passaram a se vesƟ r com mais zelo e cuida-
do relataram que foram mais notadas profi ssionalmente e que consegui-
ram mais oportunidades em suas carreiras. 
Quer saber por quê? A tradução é a seguinte: Essa pessoa consegue 
organizar bem o seu tempo, administrar seus compromissos na empresa 
 Coaching: Gerando Transformações- 63
com sua vida parƟ cular. Tem capacidade de ser profi ssional e não abrir 
mão de se cuidar, de ter vida fora do ambiente de trabalho. É uma ima-
gem de competência. É a promessa implícita! Ela dá conta!
Alguns clientes me perguntam: - Gi, tenho que fi car o tempo todo 
vesƟ do assim? Não dá para ter uma folguinha no fi nal de semana?
Lógico que dá! Fique à vontade... Mas eu tenho algumas ponderações 
a fazer. Sabe aquela história de que justamente no dia em que você sai 
despreparado você encontra com o seu maior rival, ou com aquela garo-
ta que pretende impressionar? Pois é, Murphy nunca dorme! Exatamen-
te quando você achar que não há chance de precisar da sua imagem, sur-
girá aquela tão sonhada oportunidade!
Eu brinco com minhas clientes dizendo que podem encontrar com o 
príncipe encantado em qualquer lugar. Ele é de carne e osso, vive perto 
de você e vai à padaria. Não perca a chance de impressionar e demons-
tre constância a quem já lhe conhece. Isso será possível porque de pos-
se de informações importantes e individuais que surgirão durante o pro-
cesso de coach serão elaboradas sugestões personalizadas.
Conhecer a si próprio já é decisivo para saber onde e em quê invesƟ r 
para alcançar seu objeƟ vo profi ssional ou pessoal. É possível atrair aten-
ção para o que você deseja divulgar, tornar conhecido ou reconhecido. 
O autoconhecimento é indispensável na gestão de sua marca pessoal.
É preciso um misto de coragem e disposição para se conhecer profun-
damente e persistência para não desisƟ r quando em algum momento do 
processo se deparar com a resistência dos amigos, ou familiares mais pró-
ximos. Parece contraditório, mas as pessoas com quem convive vão sim 
oferecer alguma resistência a este novo ser que você lhes apresentará.
É natural. Por uma questão de comodidade e costume. Mesmo reco-
nhecendo e admirando as vantagens dessas mudanças, em algum mo-
mento elas requisitarão o seu anƟ go eu de volta. Porque é com ele que 
estão habituadas a lidar.
Você também terá que resisƟ r à tentação de conƟ nuar a agir e se 
comportar como sempre fez. O processo de adequação não é agradável 
todo o tempo. Mexe com sua zona de conforto. Portanto, será preciso 
ser forte para manter o foco e colher os resultados pretendidos. 
Muitas vezes meus clientes me dizem: “Jamais poderia imaginar que 
essa mudança de aƟ tude traria tantos resultados posiƟ vos”. Estou aqui 
para lhe mostrar novas possibilidades e encurtar o caminho para alcan-
çar seu objeƟ vo e fortalecer você como pessoa e como profi ssional.
64 - Coaching: Gerando Transformações
Ousar outras formas de encarar e se portar em uma situação e se dar 
a chance de ser notado, reconhecido, é uma experiência única e constru-
Ɵ va. As demandas são individuais. A Marca é pessoal, a idenƟ dade é per-
sonalíssima e deve ser tratada como tal.
Como disse, é imprescindível que você adquira autoconhecimento. 
Antes de tudo é preciso idenƟ fi car qual é a sua missão, visão e valores, e 
então planejar uma estratégia para gerir sua Marca Pessoal, para ser no-
tada, reconhecida e lembrada.
Então, reveja aquelas perguntas do começo deste arƟ go, refl ita sobre 
cada uma delas. Não se acanhe em recorrer ao auxílio de um profi ssional.
Pense, aja e encante!
Essa é uma dica que expressa minhas convicções quanto à imagem 
pessoal adequada:
“Tudo me é permiƟ do, mas nem tudo me convém.”
Sobre Gi Oliveira
Coach e Consultora de Imagem, capacita pessoas para se expressa-
rem e obterem sucesso pessoal e profi ssional através de sua Marca Pes-
soal. Fascinada por livros e por pessoas, atua aliando conhecimentos e 
técnicas de Visagismo, Morfopsicanálise, Personal Branding, Moda, Co-
municação Visual, Análise Comportamental, Programação Neurolinguís-
Ɵ ca e Coach de Imagem.
Onde mora: Vitória/ES
E-mail: gioliveira.coachdeimagem@gmail.com
Celular: 55 (27) 9-8146-5500
Whatsapp: 55 (27) 9-8146 5500
Facebook: facebook.com/gioliveiramakeup
LinkedIn: linkedin.com/in/CoachGiOliveira
66 - Coaching: Gerando Transformações
As Leis de Newton Aplicadas ao 
Comportamento Humano na 
Visão de um Coach
Gilson Chaves dos Santos
Quem não se lembra das aulas de CinemáƟ ca 
do ensino médio? Quem no meio de uma aula de 
İ sica nunca se perguntou onde isso é aplicável 
na nossa vida? Neste texto o autor mostra que 
a İ sica vai muito além de cálculos de carrinhos 
e bloquinhos sendo arrastados... E veremos isso 
em uma analogia entre as Leis de Newton 
e o Comportamento Humano.
 Coaching: Gerando Transformações- 67
Muitas vezes quando falamos sobre İ sica as pessoas têm a ideia de 
uma ciência complicada, cheia de números, de bloquinhos sendo arras-
tados ou bolinhas em queda livre. Mas o que muita gente não sabe é que 
a İ sica está presente em relaƟ vamente tudo. Basta um olhar mais aten-
to e interdisciplinar e veremos que tanto a İ sica quânƟ ca quanto a İ sica 
clássica encontram-se nas mais variadas e aparentemente improváveis 
áreas do conhecimento humano, como por exemplo a medicina, botâni-
ca, geografi a, comportamento humano e outras mais.
Neste trabalho faremos uma relação entre as Leis de Newton e o 
comportamento humano, verifi caremos a relação causa-efeito, a pro-
funda relação entre as três leis clássicas deste grande expoente da İ sica 
e, por fi m, algumas perguntas efeƟ vas que podem ser aplicadas no pro-
cesso de coaching. 
A PRIMEIRA LEI DE NEWTON
LEI DA INÉRCIA
“Todo corpo conƟ nua em seu estado de repouso ou de movimento 
uniforme em uma linha reta, a menos que seja forçado a mudar aquele 
estado por forças aplicadas sobre ele.”
Esta é uma das leis mais simples e importantes da İ sica, resume-se 
no fato de que se não houver uma força capaz de mudar o sistema, as-
sim ele permanecerá. Um exemplo simples é uma bola parada: sem al-
guma força externa sobre ela, a mesma tende a fi car em repouso. Mui-
tas vezes as pessoas vivem baseadas na Primeira Lei, não querem fazer 
algo (aplicar energia no sistema), vivem no completo repouso - que ca-
racteriza sua falta de ações para mudar seu estado atual - e ainda assim 
se queixam dos resultados que conseguem.
Há pessoas que vivem na mais absoluta passividade, não sendo agen-
tes aƟ vos de sua existência, mas apenas expectadores de algum evento que 
68 - Coaching: Gerando Transformações
traga signifi cância à sua vida. Viver na inércia acreditando na crença limita-
dora (uma das principais pela inércia) de que “em Ɵ me que está ganhando 
não se mexe” pode signifi car um subaproveitamento de potencial humano. 
Grande parte das pessoas só procura o médico quando os sintomas 
são evidentes e preocupantes, mas acham perda de tempo fazer um 
checkup anual; Não visitam o psicólogo, pois muitos acreditam que tal 
profi ssional ajuda “louco”; A visita ao denƟ staquase sempre é moƟ vada 
pela incômoda cárie que já o venceu pela dor (uma forte moƟ vadora!). 
E quando tais pessoas são quesƟ onadas por sua passividade, dizem que 
estão saƟ sfeitas com os resultados que obtêm (muitas vezes é uma men-
Ɵ ra para esconder a distância que estão do seu estado desejado). 
E assim vivem produzindo pouco devido seu comodismo, até que o 
tempo passe e se arrependam não do que fi zeram, mas pelo que pode-
riam ter feito.
Perguntas efeƟ vas
• Quando aƟ ngirá sua meta se conƟ nuar somente na expectaƟ va?
• O que é preciso fazer para que você tenha resultados diferentes que 
contribuam ainda mais para o alcance de sua meta?
• Você acha possível obter resultados diferentes fazendo sempre as 
mesmas coisas? Pode dar evidências disso?
• Se você pudesse fazer algo ousado e diferente para aƟ ngir seu ob-
jeƟ vo, o que faria e como?
• O que você pode fazer para mudar seu estado atual?
• O que te moƟ va a mover-se em direção à sua meta?
• Onde devo buscar recursos para me mobilizar em direção à meta?
SEGUNDA LEI DE NEWTON
FUNDAMENTAL DA DINÂMICA
“A força resultante que atua sobre um corpo é diretamente propor-
cional à aceleração que ele adquire...”
A Segunda Lei de Newton nos transmite a ideia de proporcionalida-
de, ou seja, quanto maior a força que empregamos num corpo, maior se-
rá sua aceleração.
 Coaching: Gerando Transformações- 69
Quando já focalizamos o objeƟ vo e traçamos um plano para a concreƟ -
zação na meta, precisamos compreender a importância de aplicar energia 
no sistema para que possamos acelerar o processo de conquista. Não bas-
ta apenas aplicar a força (que é uma grandeza vetorial), mas também sa-
ber a direção certa. Caso contrário tais pessoas podem despender grande 
quanƟ dade de energia para alcançar seus objeƟ vos, mas acabarão tendo 
grande parte de seus esforços dissipados e/ou mal direcionados.
Um dos combusơ veis do alcance da meta é a moƟ vação. É através 
dela que o indivíduo externaliza o seu imenso potencial e “encontra” 
forças para aplicar na busca de recursos para a realização de sua meta. 
Facilmente podemos verifi car a naturalidade e lógica desta lei aplicada 
no coaching quando afi rmamos que um indivíduo que se empenha com 
afi nco, consequentemente acelera seu desenvolvimento e aproxima-se 
mais rápido de sua vitória. 
Perguntas efeƟ vas
• Onde encontrará recursos que acelerem seu processo de conquista?
• Existe algo que você possa fazer para invesƟ r em sua meta, minimi-
zando o prazo dela?
• Há alguma forma de dispor suas forças de maneira mais efi ciente?
• Conhece alguém que poderia te dar um empurrãozinho em direção 
à sua meta? Como essa pessoa pode te ajudar?
• Se você pudesse dar uma nota de 0 a 10 para a maneira com que vo-
cê canaliza suas forças em prol da sua meta, qual seria essa nota? O que 
é preciso para aumentá-la?
• Se você fosse orientar alguém com um objeƟ vo semelhante, qual 
conselho você daria?
• Se fosse escrever uma pequena história onde o fi nal seria a concre-
Ɵ zação de sua meta, que conteúdo exisƟ ria no começo e meio dela? Des-
creva os processos que o levaram ao alcance da meta.
• O que você ainda não fez que pode te aproximar da sua meta?
TERCEIRA LEI DE NEWTON
PRINCÍPIO DA AÇÃO E REAÇÃO
“Para cada ação existe uma reação, de mesma intensidade, mesma 
direção e senƟ dos diferentes”
70 - Coaching: Gerando Transformações
Quando socamos um saco de pancada, nossa mão sofre uma força 
durante o impacto. Mesmo quando eu arremesso um objeto existe uma 
força de reação que me “arremessa no senƟ do contrário”. Essas frequen-
tes transformações de energia (cinéƟ ca, potencial, sonora, térmica, en-
tre outras) estão presentes de forma marcante nos exemplos acima. 
O Universo vive em constante transformação, a energia é transfor-
mada das mais diversas maneiras e muitas pessoas não se dão conta dis-
so. Conhecendo a relação entre causa e efeito, o ser humano evolui nas 
mais variadas esferas da sua vida. Um exemplo moƟ vador é a própria Bí-
blia sagrada, onde se verifi ca em versos como em Gálatas, capítulo 6, 
verso 7: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o ho-
mem semear, isso também ceifará.”
Como citamos anteriormente na Primeira Lei de Newton, o homem 
busca resultados diferentes, mas faz uso dos mesmos procedimentos e 
não percebem que os resultados que conseguem são meros frutos de 
suas ações, ou seja, a reação do universo em resposta às suas ações. 
O nosso Universo é regido por leis que visam a harmonia e o equilíbrio 
tanto na İ sica quanto na área espiritual e de relacionamentos. Observe-
mos que na İ sica o principal objeƟ vo é verifi car os fenômenos da natureza 
em busca de padrões que nos possibilitem uma compreensão melhor da 
natureza e assim reproduzir tais fenômenos para criar tecnologia e confor-
to. Já na questão comportamental não se difere do primeiro exemplo, pois 
basta verifi car uma grande amostra comportamental e análise de resulta-
dos de experiências para concluir que também existe um padrão. 
O princípio da ação e reação é um excelente mecanismo de equilíbrio 
do universo para aprendermos com os erros e também compreendermos 
que sempre haverão consequências em toda decisão tomada. Vale ressal-
tar que quando você decide não tomar uma decisão, na verdade já o fez e 
a consequência é a reação de sua decisão em não tomar decisão alguma. 
Baseado nesta Lei, o coach pode arquitetar perguntas que forcem o 
coachee a refl eƟ r sobre a relação causa-efeito em sua vida e dessa for-
ma consolidar uma estratégia viável que o direcione para a meta, ou que 
faça “cair a meta” quando o coachee julgar que o estado desejado traz 
efeitos colaterais não previstos.
Perguntas EfeƟ vas
• Qual é a ação que precisa ser tomada no momento? Qual será a re-
ação (dele/dela/do mundo) em relação a minha ação?
 Coaching: Gerando Transformações- 71
• Quem mais é afetado em consequência de minha ação?
• Qual a pior coisa que pode te acontecer? E qual será seu plano B se 
isso ocorrer?
• O que você precisa fazer para o Universo reagir e te recompensar 
com a meta desejada?
• Se o Universo se comunicasse com você agora e desse instruções de 
como deve agir para conquistar sua meta, quais instruções ele te daria?
ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE 
AS LEIS DE NEWTON E O COACHING
Veremos agora a relação entre coach e coachee onde, através de insi-
ghts, o coachee desperta o seu potencial.
Primeira Lei de Newton - vencendo a inércia - o coach deve, através 
de seu repertório de perguntas, despertar o coachee do seu estado de 
letargia. O coachee deve abandonar seu estado de repouso e senƟ r-se 
moƟ vado a construir planos de ações que o possibilite alcançar uma me-
ta imposta a si. Muitas vezes o comportamento passivo e expectaƟ vo do 
coachee pode ser fruto de uma crença limitante.
Ação
• O coach faz uso de perguntas estratégicas que visam romper o esta-
do estáƟ co do coachee, fazendo-o refl eƟ r sobre sua passividade e tam-
bém a vencer o atrito estáƟ co gerado pelo comodismo ou pela falta de 
confi ança em si, para então se mover rumo à meta. 
Insight
• O coachee “acorda para a vida” e começa a acreditar no seu poten-
cial há muito adormecido. 
Segunda Lei de Newton - uƟ lizando forças/recursos com efi ciência - 
Neste estágio o coachee já tem ciência da importância de empregar su-
as forças (recursos), mas pode carecer de uma refl exão maior para que 
possa encontrar a intensidade e maneira certa de empregar tais forças. 
Ação
• O coach busca quesƟ onamentos que viabilizem o coachee a en-
contrar maneiras de tornar mais efi ciente suas ações, poupando recur-
sos e minimizando o tempo para a concreƟ zação da meta. O coach mo-
Ɵ va mostrando apreciação pelos resultados obƟ dos pelo seu coachee.
72 - Coaching: Gerando Transformações
Insight
• O coachee busca maneirasde “fazer mais com menos” e assim au-
menta a efi ciência de suas ações, sente-se moƟ vado e a intensidade do 
seu desejo acelera-o em direção à meta
Terceira lei de Newton - compreendendo os conceitos do processo 
de ação e reação - Aqui o coachee pode estar tomando as mesmas aƟ -
tudes esperando resultados diferentes. Ele pode ter crenças limitantes 
provenientes de experiências insaƟ sfatórias do passado, justamente por 
ter uma interpretação equivocada do conceito causa-efeito.
Pode acontecer do coachee não refl eƟ r sobre os prós e contras que 
suas decisões infl uenciarão na sua vida e das pessoas que o cercam, fo-
cando somente na ação e nos resultados (meta) e esquecendo a reação 
(consequências) das decisões tomadas.
Ação
• O coach gera perguntas que façam o coachee refl eƟ r sobre a possi-
bilidade de buscar caminhos alternaƟ vos. Muitas vezes as perguntas são 
direcionadas a fazer o coachee ponderar possíveis consequências de su-
as decisões, assim como de que forma afetará outras áreas de sua vida.
Insight
• O coachee começa a entender o princípio de ação e reação e com-
preende a necessidade de adotar novas estratégias. É possível que ve-
nha a considerar a possibilidade de abandonar sua meta em virtude dos 
efeitos colaterais de suas ações e decisões, vindo então a gerar uma no-
va meta a ser trabalhada.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Observamos a forte relação existente entre a İ sica (Leis de Newton 
para ser mais específi co) e o comportamento humano. Verifi camos que 
através do coaching pudemos separar o processo em três estágios e re-
lacionar o comportamento do coach e do coachee com as leis İ sicas em 
questão. Este paralelo serve para ampliar nossa visão e perceber simila-
ridades entre o macro (universo) e o micro (individuo).
Essa relação interdisciplinar entre o comportamento humano, İ sica 
e coaching nos faz refl eƟ r e ajuda a elaborar possíveis estratégias efe-
Ɵ vas para cada uma das áreas, visando tornar o processo de coaching 
ainda mais efi ciente devido à conexão de informações. Também po-
 Coaching: Gerando Transformações- 73
demos verifi car que a relação entre a ciência exata e comportamen-
tal pode agregar valor considerável ao processo, criando uma forte re-
lação de conhecimento, tornando o aprendizado ainda mais efeƟ vo.
SiƟ ografi a e Bibliografi a
Isaac Newton, The Principia, A new translaƟ on by I.B. Cohen and A. 
Whitman, University of California press, Berkeley 1999.
pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Lei_de_Newton
www.explicatorium.com/CFQ9-Newton-lei-2.php
www.mundoeducacao.com/fi sica/terceira-lei-newton.htm
eufacilitador.blogspot.com.br/2013/04/geralmente-o-ser-humano-
da-para-algo.html
www.quasefi sico.com/2012/03/wallpapers-fi sicos-porqf.html
Sobre Gilson Chaves dos Santos
Palestrante, Professor e Analista em Treinamento e Desenvolvi-
mento. Fascinado pelo conhecimento, tornou-se agente de transfor-
mação humana e facilitador • Formado em Física pelo InsƟ tuto Fede-
ral de SP • MBA em Gestão Empresarial e Coaching na Sociedade LaƟ -
no-americana de Coaching e na FESPSP - Fundação Escola de Sociologia e 
PolíƟ ca de São Paulo • Estudou Programação NeurolinguísƟ ca, Linguagem 
Corporal, Psicologia, Andragogia e Gestão do Conhecimento buscando 
aprender sobre o processo de aprendizagem e desenvolvimento • Acredi-
ta que o Homem é um ser dotado de um coração que “pensa” e um cére-
bro que “ama” o conhecimento • É apaixonado por artes marciais, xadrez, 
comportamento humano, exatas, chocolate e raciocínio lógico.
Onde mora: São Paulo/SP
E-mail: darkophis@hotmail.com
Facebook: facebook.com/gilson.chaves.90
LinkedIn: linkedin.com/in/gilsonchaves
74 - Coaching: Gerando Transformações
Como Sobreviver 
Bem a 
Uma Separação
Ludmila Moura
Toda separação causa sofrimento. mas podemos 
transformar essa dor em um processo de 
autoconhecimento, de crescimento emocional. 
Para tanto precisamos nos conectar com nossos 
senƟ mentos, quesƟ onar algumas crenças e mudar 
nossas aƟ tudes diante da vida, responsabilizando-nos 
mais pelas nossas escolhas, na direção de um 
NOVO EU mais feliz.
 Coaching: Gerando Transformações- 75
E agora, José? A festa acabou, a luz apagou (...) 
e tudo acabou, e tudo fugiu e tudo mofou. 
E agora, José? 
(Paulo Diniz)
Todo término de uma relação nos deixa desnorteados como a perso-
nagem da música, pois você se divorcia não apenas de uma pessoa, mas 
de um modo de viver. Mesmo que não esƟ vesse bom, não queria que 
acabasse daquele jeito.
Dói, dói muito. E é pior se Ɵ vemos histórias anteriores de abandono, 
pois revivemos outras dores, outras perdas, é como se as cicatrizes vol-
tassem a sangrar... No mínimo sofremos pelo que “poderia ter sido”... 
Queremos o “para sempre”, “até que a morte nos separe”, mes-
mo quando não casamos na igreja, pois o casamento eterno é um mi-
to diariamente inculcado em nossa mente através da literatura, cine-
ma e músicas. Precisamos nos senƟ r amados e reconhecidos e assim o 
amor (idealizado) nos dá a ilusão de segurança, de permanência eter-
na nessa vida. 
Nenhuma relação acaba de repente. InsaƟ sfações, frustrações, trai-
ções de confi ança, incompreensões - vão minando a relação até que uma 
hora “não se sustenta mais”. E então fi nalmente um dos dois decide ter-
minar, ou os dois (o que é mais raro). Resolve parar de fi ngir que nada es-
tá acontecendo (fase da NEGAÇÃO, como explico adiante).
Podem-se observar vários movimentos de separação-reconciliação 
(para incompreensão de parentes e amigos) até ocorrer a separação 
defi niƟ va. Eu mesma demorei 7 anos para me separar depois da pri-
meira “quebra de confi ança” e neste período quase nos separamos por 
duas vezes.
76 - Coaching: Gerando Transformações
Geralmente quem decide se separar são as mulheres. Os homens 
tendem a se acomodar, pois socialmente “aceita-se” que tenham casos 
“extraconjugais” e a casa muitas vezes passa a funcionar como um “ho-
tel”, onde se afasta emocionalmente da esposa e até dos fi lhos.
Quando me separei (após 20 anos de relacionamento, com dois fi lhos 
de 6 e 10 anos) pude observar como muitos casamentos eram apenas de 
aparência, principalmente nos casais mais velhos que foram educados a 
fi car juntos “para sempre”. 
• E qual o moƟ vo da separação?
A separação pode ser mais tranquila (ou menos turbulenta) quando 
o amor simplesmente acaba, pois os dois admitem que não estão feli-
zes, que têm direito de buscar a felicidade. Geralmente é uma separação 
consensual, com respeito ao tempo de convivência, ao amor que já Ɵ ve-
ram um pelo outro e aos frutos da relação – fi lhos e bens econômicos. 
Infelizmente este Ɵ po de separação é mais raro. 
Às vezes até começa consensual, mas com o passar do tempo, com as 
discussões sobre guarda de fi lhos, parƟ lha de bens, um dos parceiros po-
de vir a se senƟ r “rejeitado” e os problemas surgem.
Mas quando há traição a dor é maior! A pessoa se sente trocada por 
alguém que o outro considera melhor, senƟ mo-nos a pior das pessoas, 
alguém que não merece mais ser amado, que sequer merece o respeito 
de uma separação sem chegar à traição. Achamos que a falha foi somen-
te nossa e tendemos a ter uma grande crise de autoesƟ ma.
• E o que podemos fazer com tudo isso?
Como podemos transformar essa dor em um processo de autoconhe-
cimento, de crescimento emocional? Existem muitas receitas de como 
conquistar um amor, mas não nos ensinam a como nos separar sem nos 
senƟ rmos destruidos, sem esse senƟ mento de aniquilação.
Primeiramente, idenƟ fi que seus senƟ mentos! 
Conecte-se com suas emoções!
É comum passarmos por vários Ɵ pos de senƟ mentos e é muito im-
portante conhecê-los bem para idenƟ fi carmos em que fase estamos, 
de forma que compreendamos nossas várias possíveis reações, até 
mesmo as contraditórias:
 Coaching: Gerando Transformações-77
NEGAÇÃO
A primeira reação que costumamos ter para evitar a dor é de NEGA-
ÇÃO do que está acontecendo. E essa dor pode se manifestar fi sicamen-
te, com a ausência de fome, com insônia, dores no corpo. Tendemos a 
ter sintomas İ sicos, a adoecer, a senƟ r no corpo quando não consegui-
mos pensar a respeito do assunto!
Inicialmente precisamos nos permiƟ r senƟ r a dor do abandono. Ne-
gar a dor só piora. Quando a negação não é mais possível, pode-se ir pa-
ra a fase seguinte.
BARGANHA OU NEGOCIAÇÃO
Nesta fase há promessas de mudança, de ser outra pessoa, fazer o que 
o outro pede, mesmo que há anos não se tenha tentado: “agora vamos fa-
zer aquele curso de dança que você sempre quis”, “voltarei a visitar seus 
parentes junto com você no Natal” e assim o casal faz algumas mudanças, 
mas que se forem apenas “superfi ciais” e não manƟ das com o tempo, logo 
trarão de volta as difi culdades e levarão ao término irreversível.
RAIVA
Quando os fatos já não permitem que conƟ nuemos negando as difi -
culdades, quando a separação realmente acontece, surge o senƟ mento 
de RAIVA – do outro, por estar “me abandonando”. 
Aqui há o risco de assumir uma posição de víƟ ma, o que difi cultaria 
reconhecer que o relacionamento agora é apenas a fantasia de um dos 
dois, pois para o outro já acabou. Quando a RAIVA se volta contra você 
mesmo, surge o senƟ mento de CULPA, onde você se cobra que deveria 
ter feito diferente, quase “ser” outra pessoa. E a culpa pode te levar a 
um processo de DEPRESSÃO.
DEPRESSÃO
A DEPRESSÃO é uma reação patológica, quando você se culpa pelo re-
lacionamento não ter um “fi nal feliz”, quando você se tortura com lem-
branças, se cobra como a única pessoa responsável pela separação. Dá 
78 - Coaching: Gerando Transformações
uma parada na sua vida, mesmo após aquele período esperado de seis 
meses de luto. Nesse caso precisa buscar ajuda profi ssional.
A depressão não deve ser confundida com TRISTEZA. SenƟ r tristeza 
é normal, é necessário “lavar a alma” com muitas lágrimas, para apren-
dermos com a experiência, afi nal a dor tem que ter algum senƟ do. A dor 
deve funcionar como uma mola que nos impulsiona a um crescimento e 
desenvolvimento pessoal. Só quando você encarar que realmente a rela-
ção acabou poderá iniciar seu caminho em direção à cura das feridas aber-
tas pelo relacionamento não ter dado certo. Aí entrará na fase seguinte.
ACEITAÇÃO
Aceitação de quem você realmente é, de quais são suas necessidades 
atuais, enfi m, um maior nível de AUTOCONHECIMENTO. 
É bom lembrar que essas fases podem se alterar, podemos fi car em al-
guma mais tempo do que em outras. Mas passar por elas é como um pro-
cesso de aprender a se conhecer, para aprender a se amar de verdade.
Para passar por essas fases em direção à aceitação da separação de 
forma saudável, precisamos parar, pensar e repensar algumas ideias 
sobre o amor e relacionamentos que atrapalham nossa vida. É neces-
sário tomar consciência para mudar algumas crenças e consequente-
mente mudar aƟ tudes para renascer como uma pessoa melhor depois 
da separação.
1. ACEITE-SE - Você é como pode ser
Quando não é você quem pede a separação, tende a achar que de-
veria ter feito diferente, que deveria SER diferente, como o outro queria 
que você fosse. Mas lamento dizer que isso não é possível. Lembre-se: 
somos o que podemos ser a cada momento, fruto de nossas vivências, 
experiências, educação, não dá para nos transformamos de uma hora 
para outra...É um processo lento.
O importante é você pensar que fez o melhor que pode, que fez o que 
achava que era certo fazer. Sim, devemos refl eƟ r sobre como foi nosso 
relacionamento, o que foi mudando e não percebemos, mas como uma 
forma de olhar o passado para se conhecer melhor e não para simples-
mente culpar-se de não ter dado certo. É permiƟ r a si mesmo ser uma 
pessoa autênƟ ca, exercitar a verdadeira liberdade! 
 Coaching: Gerando Transformações- 79
2. ESFORCE-SE para lembrar-se também do que não era bom
Temos que estar atentos à tendência de só nos lembrarmos das coi-
sas boas. Temos que nos esforçar conscientemente para pensar nas difi -
culdades do relacionamento, nos “buracos” que não quisemos enxergar, 
de como você também não estava feliz. É bom pensar que se você não 
serve mais para a outra pessoa, ela também certamente não serve mais 
para você, não pode mais fazer você feliz.
3. PARE de achar que o(a) ex é perfeito(a)
Se houve traição é preciso entender que quem trai é porque não te-
ve coragem de olhar a relação e admiƟ r que não estava bem! É na ver-
dade uma pessoa covarde, é alguém que não te respeitou como pessoa, 
como companheira(o)!
E é por alguém assim que você está chorando? Está lamentando 
perder essa pessoa real ou um sonho de pessoa que você construiu e 
existe só na sua cabeça? Se essa pessoa realmente fosse essa maravi-
lha, jamais faria isso com você, com seus fi lhos (se Ɵ verem) e suas res-
pecƟ vas famílias. Sim, todos sofrem juntos! Todos são envolvidos, não 
somente o casal. 
Uma pessoa legal, madura, conversa, quesƟ ona os problemas e se 
separa antes de se envolver com outra. No mínimo em respeito ao ou-
tro ser humano.
4. ADMITA que não temos garanƟ a de que o amor é para sempre! 
O amor não resolve tudo, não supre todas as nossas carências! 
AnƟ gamente o casamento era “para sempre” porque as pessoas mor-
riam cedo, antes dos 50 anos. Ainda assim era aceito que o homem Ɵ ves-
se outros relacionamentos fora de casa, como eu disse antes. Estamos 
em outra época! As mulheres também buscam sua realização pessoal e 
profi ssional, não se submetem mais a ser “Amélias” para apenas “servir” 
ao homem. Aprenda que você só pode ajudar o outro a ser feliz se tam-
bém esƟ ver feliz!
Viva cada dia por vez, não tente controlar tudo. VIVA O HOJE, pois o 
passado não dá para mudar e o futuro é construído no HOJE.
80 - Coaching: Gerando Transformações
5. QUESTIONE-SE - quais necessidades você buscava suprir na relação?
Os relacionamentos são como peças de quebra-cabeça que vão se 
unindo e ajudando na formação de nossa personalidade, buscamos nos 
relacionamentos suprir algumas necessidades e é importante que saiba-
mos quais. Geralmente procuramos curar feridas de nossa infância, do-
res que estão inconscientes na maioria das vezes.
Por exemplo: uma mulher insegura pode ter se casado com um ho-
mem que a tratava como uma fi lha, fazendo senƟ r a segurança que seu 
pai não dava na sua infância. Porém com o passar dos anos ela foi se de-
senvolvendo, fi cando realmente mais segura de si, até como resultado 
das aprendizagens com o próprio marido. Então ela muda suas necessi-
dades, buscando agora uma maior independência no casamento. 
No caso citado, se o marido não mudar também na mesma direção, 
aceitando esse novo papel mais igualitário (não mais de pai-protetor), a 
relação pode fi car insustentável e ocorrer a separação.
Então você precisa examinar as suas atuais necessidades e as de seu 
ex para entender por que o relacionamento acabou, só assim terá pre-
paração para conƟ nuar o processo de desenvolvimento interno e com 
a autoesƟ ma preservada. Responsabilize-se pelas suas escolhas!
 
6. APRENDA a diferença entre QUERER e PRECISAR de alguém
“Querer” estar com alguém é quando você é autossufi ciente, sabe se 
cuidar e deseja dividir a vida com outra pessoa. Trata-se de uma opção. 
Enquanto você “precisar”, trata-se de desespero, de não saber esperar, 
não saber fi car consigo mesmo, não saber fi car sozinho. Lembre-se, vo-
cê tem que ser uma pessoa INTEIRA para poder relacionar-se com pes-
soas também “inteiras”. Nada de procurar a “metade” de sua laranja. Já 
viu por aí alguém que é “uma laranja e meia”? 
7. AJA, MOVIMENTE-SE!
Alternando com momentos de solidão você também deve usar o tem-
po como uma oportunidade para agir, fazer coisas paraque aquelas fases 
sejam mais curtas, para que haja a SUPERAÇÃO - SUPER AÇÃO - em dire-
ção a um novo eu. Como dizem, “água parada, apodrece”! Gente também!
 Coaching: Gerando Transformações- 81
Gosto da imagem de que é como se mergulhássemos no fundo do 
poço, mas para pegar impulso para retornar à superİ cie. A água tam-
bém simboliza o renascimento. Procure preencher seu tempo com coi-
sas interessantes: praƟ que aƟ vidades ao ar livre, ou em grupos, faça yo-
ga, passeie, viaje, converse, faça trabalhos voluntários, alimente-se cor-
retamente, etc. Procure fazer as coisas que você deixou de lado porque 
seu parceiro(a) não gostava.
Não quero dizer para aƟ rar-se em aƟ vidades como uma fuga da dor. 
Não adianta querer adiantar um processo - isso só causará mais estres-
se. O importante é estar aberto a descobrir coisas novas, ou resgatar coi-
sas que você havia abandonado. No mínimo sua vida fi cará mais interes-
sante e rica em realizações.
8. CURTA a solidão como momento DE APRENDIZADO
Com a separação, muito provavelmente você descobrirá que tem 
mais tempo para você, ainda que seja nos dias da visita dos seus fi lhos ao 
ex. Use esse tempo para refl eƟ r sobre os pontos levantados acima, pa-
ra propiciar mais autodescoberta. Curta sua casa, medite, cozinhe, cos-
ture, leia, assista fi lmes, faça exercícios İ sicos, faça o que lhe der prazer, 
mesmo que seja fi car com “as pernas pro ar”. Aprenda a se senƟ r melhor 
com a sua própria companhia.
9. BUSQUE APOIO!
Apoio social com amigos que já passaram pela mesma situação pode 
ser de grande ajuda, principalmente se você avaliar que essa pessoa es-
tá muito melhor que antes. Ela certamente poderá trocar ideias e dar su-
gestões de como deve agir para fi car bem. Ajuda profi ssional também po-
de ser necessária – tanto de advogado, um orientador fi nanceiro, como de 
psicólogo, principalmente quando há brigas e disputas sobre fi lhos e bens.
10. CELEBRE seus avanços:
Por menores que sejam, celebre cada SUCESSO, cada passo em dire-
ção de seu NOVO EU. Não encare o divórcio como um fracasso, mas co-
mo um ato de coragem e de força. 
82 - Coaching: Gerando Transformações
Saiba que não será fácil, mas você descobrirá que é mais forte e mais 
resistente do que imagina. E, se desejar, você poderá abrir-se para um 
novo AMOR depois de ter aprendido a AMAR-SE DE NOVO.
Iniciei com uma música e termino com outra, que resume minhas ideias:
Começar de novo e contar comigo, 
vai valer a pena ter amanhecido, 
ter me rebelado, ter me debaƟ do, 
ter me machucado, 
ter sobrevivido, 
ter virado a mesa, ter me conhecido... 
(Ivan Lins)
Sobre Ludmila Moura
Psicóloga Clínica (USP), há 31 anos. Tem especializações em Psicaná-
lise, em Terapia Familiar e de Casal, em Perdas, Morte e Luto (Tanatolo-
gia) • Possui cerƟ fi cação Internacional em Professional, Self & Life Coa-
ching e Mentoring pelo InsƟ tuto Holos • Faz atendimentos presencial, 
domiciliar e por Skype • É professora de graduação e pós-graduação, 
com mestrado em Saúde Mental (USP) e está cursando doutorado (UNI-
FESP) • É divorciada há 8 anos, mãe de um casal, tentando um novo re-
lacionamento amoroso. Enfrenta seus medos e comparƟ lha neste arƟ go 
suas experiências na busca de ser mais feliz. Sua missão é ajudar pesso-
as a transformarem situações de crise em oportunidades de desenvolvi-
mento pessoal e profi ssional.
Onde mora: Santos/SP
Site: www.triunff ar.com.br
E-mail: ludmila.moura@triunff ar.com.br
Celular: 55 (13) 9-9198-3333
Facebook: facebook.com/ludmila.moura.9
LinkedIn: linkedin.com/in/ludmila-moura-51186582
TwiƩ er: twiƩ er.com/ludmilamourapsi
Skype: ludmilapsico
84 - Coaching: Gerando Transformações
Quem 
Tem Coragem, 
AGE!
Maíra Yamitiara
Tema que insƟ ga para o despertar da refl exão 
e da ação, trabalhando a consciência através de 
quesƟ onamentos simples e profundos, entregando 
possibilidades de avanço que dependem apenas de um 
novo comportamento, uma nova aƟ tude, a consciência 
de mudar sem medo e com autorresponsabilidade.
 Coaching: Gerando Transformações- 85
Já parou para pensar em quantos momentos da sua vida usou a sua co-
ragem para avançar? Ou mesmo se a falta dela tem feito você permanecer 
numa zona interminável de conforto? 
Importante tomar consciência de que você é esƟ mulado por algum Ɵ -
po de moƟ vação e que deve entender quais moƟ vos são esses que o le-
vam para a ação. Além disso, descobrir o porquê de muitas vezes você fi car 
estagnado. Esses são fatores vitais para o crescimento dos seus resultados. 
Por vezes você sabe o que quer, deseja muito alcançar algo, mas nem 
por isso se movimenta em direção ao resultado. Conhece o moƟ vo das su-
as amarras? Quais comportamentos padrão aparecem nos seus momen-
tos de crise interna ou externa? Os bloqueios fazem parte dos seus pro-
cessos? O que fazer para conectar pensamentos e senƟ mentos de forma 
que o levem a ações concretas e efeƟ vas? São muitas as perguntas, não é? 
Começar o processo de descobertas dessas questões apoia muito no 
seu processo de mudança interna e uma consequente mudança externa. 
Sim, conhecer os seus potenciais, as suas limitações e as suas moƟ vações 
abrem caminhos nunca antes conhecidos. A busca pela consciência de si 
oportuniza avanços incalculáveis dos quais provavelmente não permiƟ ria 
alcançar sem antes dar este importante passo.
A palestra “Quem tem coragem, AGE!” surgiu da necessidade de en-
contrar respostas em si mesmo para avançar em situações de crise interna 
e externa. Ela traz ferramentas de apoio na construção da estrutura neces-
sária para mudanças pessoais ou profi ssionais.
Para que você precisa de coragem? Para novos passos, aqueles que você 
conhece e planeja, mas fi ca imóvel quando se depara com obstáculos? Pa-
ra tomar uma decisão pessoal ou profi ssional, ainda que num cenário apa-
rentemente seguro? Para ser diferente, entender, respeitar e usar seus ta-
lentos em todos os meios em que vive? Para remar contra a maré, ser aque-
la pessoa que está sempre trabalhando pelo bem-estar mental, İ sico, psí-
quico, independente do quão favorável é o ambiente? Para dar uma nova 
ideia no ambiente de trabalho? Trabalhar com oratória? Para brilhar? Sim, 
86 - Coaching: Gerando Transformações
porque assim como citou Nelson Mandela no discurso de posse como pre-
sidente da África do Sul, “Nosso maior medo não é sermos inadequados. 
Nosso maior medo é não saber que nós somos poderosos, além do que po-
demos imaginar. É a nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos assusta”.
E essa tão falada coragem de onde surge? Normalmente de uma neces-
sidade pessoal ou profi ssional de avançar em algo que se deseja muito al-
cançar e que essa decisão interna do amadurecimento e do aprendizado 
já esteja tomada. Que no aceite dos próximos passos e consequências es-
teja consciente e sereno para que se possa ultrapassar quaisquer obstácu-
los que estejam no caminho a ser trilhado.
ConscienƟ zar o seu “eu” de algo novo requer exercício diário e a men-
te é o caminho mais adaptável para se chegar neste resultado. Tudo que 
passa por ela gera e registra emoções e pensamentos que levam à ação ou 
reação. É preciso observar seus padrões de comportamento, suas crenças, 
suas emoções e seus pensamentos, somente acendendo esta luz, “dando 
este zoom” é que se faz possível perceber o que limita, o que impulsiona, 
o que impede de vencer ou faz vencedor. 
As ações são, na maior parte do tempo, reações dos pensamentos e 
senƟ mentos que estão ligados ao subconsciente da mente, com isso nos 
levam automaƟ camente a maior parte das vezes a aƟ tudes inconsequen-
tes ou indesejáveis diante das situações. É necessário que se tenha conhe-
cimento de quais crenças são posiƟ vas na sua vida para que possa usá-las 
visando potencializar as suas chances de fortalecimento e avanço.Além 
disso, é preciso tomar consciência de crenças que traz desde a infância e 
fazem com que tenha padrões de pensamentos e comportamentos que o 
limitam. a fi m de transformá-las em crenças potencializadoras. Inúmeras 
vezes você se depara com situações de desafi os na vida e não sabe de on-
de Ɵ rar coragem para reverter a situação. 
Eis então que as memórias dos triunfos que você teve na vida podem 
e devem te apoiar a idenƟ fi car que senƟ mentos, pensamentos e aƟ tudes 
você teve naquele cenário quando aconteceu o êxito. Resgatar essa me-
mória e usá-la a favor é engrandecedor porque Ɵ ra do drama e cria um an-
ơ doto para este sabotador. 
Encontre modelos de pessoas que inspirem a sua evolução, este exer-
cício pode surpreender quando a sua moƟ vação precisa ser regada. Pa-
ra que a coragem esteja com a chama acesa é necessário que diariamen-
te encontre a sua moƟ vação por aquele objeƟ vo. Entre em contato com 
ele através do reconhecimento, graƟ dão e celebração de cada pequeno ou 
grande passo dado em sua direção. 
 Coaching: Gerando Transformações- 87
Se você é do Ɵ po que crê num mundo melhor, então crie um mundo 
melhor, porque nada muda se você não mudar. E se você quer mudar de 
vida, mude de sintonia, ouvir a mesma rádio todos os dias jamais vai te 
dar a oportunidade de ouvir novos esƟ los de canções. Dá para recomeçar, 
exercite a sua mente para obter resultados diferentes. 
Quer uma dica? Use seus senƟ dos a favor do redesenho. Fale repe-
Ɵ das vezes no dia, de preferência em voz alta, o que deseja alcançar, de 
suas metas para aquele dia ou semana, tenha sempre palavras posiƟ vas 
a serem ditas e direcione suas conversas para assuntos relevantes e que 
apoiem no seu crescimento. Escute o que você e os que estão ao seu redor 
estão falando, observe se o que você escuta de você e dos outros tem lhe 
agradado, tem sido posiƟ vo, e selecione o que deve fi car a parƟ r de agora. 
Todo o resto, descarte. Passe a ouvir apenas o que vai apoiá-lo. 
Visualize resultados, como estará e se senƟ rá ao conquistá-lo. Perceba 
quais senƟ mentos estão fl uindo neste momento e como seu corpo e men-
te se comportam. Depois de toda essa auto-observação, você ganha au-
toconfi ança, amor próprio e segurança, então levante e faça. CORAGEM!
Se é você quem manda, então ordene já, diga para a sua mente que vo-
cê pode, merece e vai conquistar aquilo que deseja. Que vai superar essa 
necessidade e alcançar seu mérito tão sonhado. Não se permita sabotar. 
Que postura você tem manƟ do frente aos seus desafi os? Quantos por 
cento das vezes você usa mais o seu medo do que a sua coragem? Como 
tem sido lidar com esses resultados medíocres? Sim, medíocres porque 
são medianos, confortáveis, talvez até desconfortáveis, mas não o bastan-
te para sozinhos incitar a sua coragem. 
Por este moƟ vo entrego a você ferramentas de apoio para superar ca-
da vez mais essa aparente defi ciência. O que você ganha e o que você per-
de deixando que a coragem o domine? E deixando que o medo o domine? 
Experimente conhecer resultados dessa realidade que o ronda. Observe 
se há amarras no seu corpo, pois ele “fala” se algo esƟ ver fora do contex-
to. Gerencie pensamentos e crenças, tenha consciência dos senƟ mentos e 
pensamentos que o rodeiam e sonhe, sonhe alto, sonhe grande, porque dá 
o mesmo trabalho de sonhar pequeno. Quem tem medo de crescer, mor-
re pequeno. Não tenha medo de não dar conta, você pode e merece bri-
lhar. Reavalie como anda o círculo vicioso e transforme-o, eleve sua autoes-
Ɵ ma, pois a vida começa no fi m da sua zona de conforto, seja livre para ser 
o melhor de você, sua melhor versão. Comece onde você está, use o que 
tem de melhor e faça tudo que pode para chegar lá. Faça um plano e siga-
o, tenha planos A, B, C e quantos forem necessários para seguir seu plane-
88 - Coaching: Gerando Transformações
jamento, defi na prioridades, urgências, delegue ações, descarte possibili-
dades se elas se mostrarem desnecessárias, estabeleça prazos e descubra 
o para quê de cada ação.
Se você exercita sua mente, reprogramando e ressignifi cando palavras 
e aƟ tudes, automaƟ camente você se sente mais forte e seguro para dar 
novos passos, para ousar, pois só cresce quem ousa, só ousa quem tem 
coragem, porque o medo deve sim exisƟ r, mas apenas para ser um cuida-
dor de seus exageros e impulsos, nunca para paralisar você quando mais 
precisar. Porque quem tem coragem, AGE, e aqueles que AGEM, avançam, 
têm ganhos, aprendizados, realizações e sentem na pele a adrenalina ma-
ravilhosa da superação. Seja você a mudança que você quer, potencial vo-
cê tem e se o que lhe faltava era coragem, isso acaba aqui. 
A vida é um presente, recomece já, reprograme, redesenhe, planeje, si-
ga seus planos, cumpra seus prazos, tenha modelos, VIVA intensamente, 
abra seu coração, libere seu corpo das amarras e Ɵ re os seus pés do chão, 
VOE, permita-se sonhar, acreditar que é possível alcançar, USE enfi m A 
SUA CORAGEM e seja muito FELIZ!
Sobre Maíra YamiƟ ara
 Master Coach pela Escola Internacional Condor Blanco, Pós Gradu-
ada em Estratégia e Gestão Empresarial e formada em Gestão de Turis-
mo e Hotelaria • Experiência nas áreas de Gestão de Pessoas, Treina-
mentos, Qualidade, Gestão de Processos e de Contratos • Especialis-
ta em coaching execuƟ vo e corporaƟ vo, palestrante e instrutora na sua 
empresa 4 Ventos Desenvolvimento Humano e Empresarial situada em 
Fortaleza (CE) que atua na região Norte e Nordeste e faz assessoria em-
presarial, apresentando soluções e estratégias inovadoras e personaliza-
das para avançar nos resultados das organizações • Palestrante do tema 
“Aqueles que têm coragem, AGEM”, traz um perfi l visionário, empreen-
dedor e inovador voltado a soluções em momentos de crise.
Onde reside: Fortaleza/Ceará
Site: mairacoach.blogspot.com.br
E-mail: maira.coach@gmail.com
Celular: 55 (85) 9-9929-9090
Whatsapp: 55 (85) 9-9929-9090
Facebook: facebook.com/mairayamiƟ ara
LinkedIn - linkedin.com/in/mairayamiƟ ara
90 - Coaching: Gerando Transformações
Como Posso 
Te Ajudar?
Mariza S. Almeida
“Minha vida está um caos, está tudo dando errado... 
Não consigo manter um relacionamento saƟ sfatório, 
não consigo agradar por mais que me esforce, 
ninguém gosta de mim. Só gosto de quem 
não gosta de mim e para completar, 
meu trabalho está péssimo. 
Realmente não sirvo para nada. 
Não sou bem sucedida em nada”.
 Coaching: Gerando Transformações- 91
Como posso te ajudar? Sempre inicio a consulta com esta pergunta e, 
invariavelmente, ouço esse Ɵ po de resposta autodepreciaƟ va. Se esse é 
o conceito que você tem de si mesma, se não há o menor vesơ gio de au-
toesƟ ma, como pode esperar que o outro tenha uma percepção diferen-
te? E quando este outro mostra o que você pensa, aquilo que você vive 
“implorando” para que alguém confi rme, fi ca ainda pior.
Não é diİ cil perceber que realmente sua vida não é boa quando você 
necessita que o amor, a felicidade, a realização profi ssional, e até o or-
gasmo - Sim!!! Até orgasmo - o outro “deve” lhe dar.
Se você se reconheceu por viver uma situação semelhante, talvez jun-
tas possamos encontrar uma alternaƟ va.
Primeiro ponto
Se você não está saƟ sfeita com sua vida, mude. Um pequeno movi-
mento, por menor que seja, pode fazer uma enorme diferença. Valorize, 
reconheça cada passo tomado nessa direção.
Reclamar a torna uma pessoa desagradável, faz com que se sinta ain-
da pior e, além de tudo isso, ainda nada resolve. É uma questão de esco-
lha ter pensamentos bons ou ruins, somos os únicos seres viventes com 
o poder de dizer não.
Você não é o seu pensamento, mas tem o poder de dominá-lo e con-
sequentemente criar a sua realidade. Saiba disso ou não, acredite ou 
não, sempre foi assim e sempre será. Mas não é só pensar. Pensamento 
somado a aƟ tude gera realidade,qualquer ato que executamos é prece-
dido de um pensamento, consciente ou não.
E se você chegou até aqui, antes pensou: “vou ler isso”. Assim é!
Está infeliz com sua vida? Tente, invente, faça algo diferente, tal co-
mo iniciar um novo curso, buscar um trabalho diferente, não espere uma 
grande mudança, some cada pequeno movimento e verá afi nal que você 
realizou a grande mudança. Pode ser uma dieta, uma meditação, qual-
quer área que traga insaƟ sfação. Ouça-se, ame-se, respeite-se. Mude. Só 
você tem esse poder.
92 - Coaching: Gerando Transformações
Segundo Ponto
Se você se considera um “lixo”, certamente não aceitará quem te ama 
e valoriza (“quem me ama eu não quero, só me sinto atraída pelo que 
me despreza”). Como alguém poderá acreditar que alguém ama um “li-
xo” sem ser “lixo” também? 
Seu desejo se desloca para aquele que te ignora, porque assim você 
terá a “confi rmação” de que ninguém a quer, que não merece ser feliz, 
indo atrás de um amor ideal, recusando um amor real, por difi culdade 
em apropriar-se do que é bom. E como você pode ser amada se o outro 
vê em você a imagem que você projeta e essa imagem é o mais negaƟ -
va possível? Seria como tentar vender algo que você não gosta e precisa 
desesperadamente convencer alguém daquilo que você menos crê: soa 
arƟ fi cial e não passa a menor credibilidade.
Deparo-me com esta situação em consultório o dia inteiro, todos os 
dias da semana. E se eu me refi ro a você como mulher não é por dis-
criminação, mas por constatar, nessa longa caminhada, que nós somos 
mais suscepơ veis a essa tortura do que os homens. As pessoas buscam 
desesperadamente o reconhecimento, a valorização, respeito e amor - 
mas lá fora, no outro, atropelando-se para agradar esse outro. Quanto 
mais investem nessa empreitada, mais colhem o avesso do que buscam.
Terceiro Ponto
Outro ponto contra o portador de autoesƟ ma destruída é comparar-
se com outro - onde, inevitavelmente, sairá derrotado. Compare-se con-
sigo próprio, “Hoje estou bem, e amanhã serei melhor ainda, pois sem-
pre posso me aperfeiçoar e ter uma performance melhor a cada dia.”
A grande confusão é não disƟ nguir vaidade e autoesƟ ma. A autoesƟ -
ma corresponde ao valor que fazemos de nós mesmos, é uma sensação ín-
Ɵ ma de valor. Somos saƟ sfeitos com o que somos, com o que fazemos, é 
um bem estar que nos deixa plenos e a nossa referência é o próprio “eu”.
A opinião do outro conta muito pouco. Aqui o alimento é o fazer, exe-
cutar, é uma questão de essência, esse bem estar parece depender de 
um processo aƟ vo e dinâmico que não se completa jamais. 
Por exemplo: quando você trabalha com o que gosta não tem o dese-
jo de parar, de se aposentar e, sobretudo, não há a necessidade de im-
pressionar quem quer que seja. Já na vaidade o foco é impressionar o 
outro e como o outro não dá o feedback desejado, a ansiedade se exa-
cerba em busca dessa aprovação, implica em compeƟ ção com o outro, o 
externo, que é a referência. Aqui que importa é o “ter”: ter o carro mais 
caro, ter a casa maior, melhor, ter mais beleza, fazer compras desneces-
 Coaching: Gerando Transformações- 93
sárias onde a saƟ sfação é cada vez menor. E como nunca está bom, a 
busca pela perfeição é insaciável. Faz cirurgia hoje, amanhã corrige, de-
pois retoca porque não fi cou boa, faz outra e assim sucessivamente. E 
então quem lucra é o cirurgião plásƟ co.
Se você está presa nessa armadilha, pare. Observe-se. QuesƟ one-se: 
“Por que a opinião do outro tem mais peso do que a minha?” Responda 
e pergunte-se novamente o por quê desta resposta. Ao responder, repi-
ta o quesƟ onamento: Por que? E assim por diante.
Outro exercício bem simples, porém, bastante efi caz: Liste suas 
qualidades, habilidades, vitórias e virtudes. Vamos lá, acredite, todos 
nós temos algo - uns mais, outros menos -, mas liste-as, ainda que pe-
quenas. Mude o foco. No início você pode se senƟ r desconfortável, 
mas persista. Adote este movimento e inclua-o em seus hábitos. Sair 
da zona de conforto dá trabalho. Se os pensamentos negaƟ vos insisƟ -
rem em dominar, cancele-os. Com persistência essa aƟ tude fará parte 
de sua personalidade.
Somos a soma de hábitos. Ame-se, valorize-se, acolha-se bem e, so-
bretudo, perdoe-se. Você é um ser único e incomparável. Cuide-se com 
muito carinho, só assim receberá a atenção e afeto que tanto deseja e 
descobrirá que ser feliz é bem mais simples do que parece. A felicidade é 
feita de pequenas coisas, às quais denomino de MILAGRES!!!
Namastê.
Sobre Mariza S. Almeida
Psicóloga, Sexóloga, Terapeuta CogniƟ va Comportamental, Parapsi-
cóloga, Hipnóloga, Homeopata e Terapeuta HolísƟ ca.
Onde mora: IpaƟ nga/MG
E-mail: marizasowsnowsky@hotmail.com
Fone fi xo: 55 (31) 3617-4728
Celular: 55 (31) 9-8808-8525
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94 - Coaching: Gerando Transformações
Inteligência Emocional 
Versus Liderança
Mônica Bastos
A inteligência emocional é um fator crucial no sucesso 
da carreira de um líder. As emoções são fontes de poder
 pessoal mais poderosa do que o poder de posição. 
Há muitos indícios de que as pessoas emocionalmente 
competentes levam vantagem em qualquer 
campo da vida.
 Coaching: Gerando Transformações- 95
Segundo Philip Massinger: “Aquele que quer governar outros, pri-
meiro precisa ser senhor dele mesmo”. 
É um grande desafi o para o ser humano ser senhor e líder de si 
mesmo, principalmente em um mercado altamente compeƟ Ɵ vo onde 
a grande preocupação do profi ssional atual é liderar equipes e alcan-
çar resultados posiƟ vos. 
Essa é uma visão grandiosa, desde que não esqueçam um detalhe: 
a importância do ser humano neste contexto, que sem dúvidas é o fa-
tor chave para o sucesso de qualquer empreendimento, seja no âmbi-
to pessoal ou profi ssional. Grandes líderes conquistam seus liderados 
pelo exemplo e não pela imposição ou excesso de autoritarismo. Para 
um líder alcançar grandes resultados, precisará mais do que apenas li-
derar, precisará inspirar seus liderados, compreendendo que eles serão 
o refl exo das suas próprias ações. O que nos leva a entender que, para 
liderar pessoas com inteligência, precisaremos liderar a nós mesmos, e 
isso é claro, só pode ser alcançado através do autoconhecimento. 
Conhecer o outro já nos traz beneİ cios, imagine conhecer a si mes-
mo? Conhecer a si mesmo é um requisito importanơ ssimo para aque-
les que querem liderar. Para liderar pessoas, primeiro temos que nos 
conhecer, decifrar nossos senƟ mentos, para que assim possamos en-
tender o outro. 
Ao olharmos para o nosso interior descobrimos quem somos, onde 
estamos e principalmente onde queremos chegar. Até porque como diz 
Joe Namath: “Para ser um líder, você tem que fazer as pessoas quere-
rem te seguir, e ninguém quer seguir alguém que não sabe onde está 
indo”. Um líder que conhece a si mesmo é um líder que sabe conduzir a 
sua vida de maneira efi caz. É um líder que consegue vencer limitações. 
96 - Coaching: Gerando Transformações
Muitos líderes não conseguem avançar na sua caminhada de li-
derança por não conseguirem vencer algumas limitações como, por 
exemplo, medo, impaciência, negação, impulsividade, engano, ciúmes 
e ira. Limitações como as citadas são de cunho emocional e estabeleci-
das primeiro na nossa mente, logo tornando-se barreiras que impedem 
o nosso desenvolvimento e as nossas conquistas. 
Estamos vivendo dias diİ ceis porque nos preocuparmos com al-
go aparentemente tão supérfl uo como as emoções? O neurocienƟ s-
ta português António Damásio afi rma que as emoções desempenham 
um papel muito importante no desenvolvimento do raciocínio e na to-
mada de decisão. Segundo ele, há decisões que são evidentemente 
feitas pela própria emoção. Sendo assim, o sucesso das nossas deci-
sões dependerá da maneira como estamos nos senƟndo e como con-
trolamos isso. Não é fácil assumirmos, mas as emoções estão ligadas 
ao nosso comportamento, pensamentos, hábitos, avaliações e julga-
mentos, infl uenciando consideravelmente as nossas escolhas e deci-
sões. Todo profi ssional que almeja ser um grande líder precisa apren-
der a idenƟ fi car, lidar e controlar as suas emoções, isso é claro, atra-
vés da inteligência emocional. 
Por longos anos acreditava-se que o sucesso nas organizações era 
estabelecido apenas por aspectos cogniƟ vos. De acordo essa teoria, 
para o individuo alcançar sucesso, desenvolver habilidades técnicas se-
ria sufi ciente. No entanto, há 16 anos, quando lançou o livro inteligên-
cia Emocional, Daniel Goleman transformou a área de psicologia nas 
empresas ao contrariar a ideia de que o Q.I. (quociente de inteligência) 
era a melhor maneira de testar as habilidades humanas. Goleman po-
pularizou a tese de que o talento para caƟ var colegas de trabalho e mo-
Ɵ var equipes é tão ou mais importante que habilidades cogniƟ vas co-
mo memória ou talento para a resolução de problemas. ParƟ ndo des-
sa premissa, as principais companhias do mundo adotaram o conceito 
para criar ambientes de trabalho mais agradáveis e menos agressivos.
A inteligência emocional é a capacidade do individuo de raciocinar so-
bre as emoções de modo que venha promover o seu crescimento emo-
cional e intelectual em prol do alcance dos seus objeƟ vos. Está alinha-
da à capacidade do ser humano em idenƟ fi car, conhecer e lidar com os 
seus senƟ mentos e com os senƟ mentos alheios. As habilidades da inte-
ligência emocional nunca foram tão urgentes como nos dias de hoje pa-
ra todos os profi ssionais, sobretudo, para aqueles que almejam liderar. 
 Coaching: Gerando Transformações- 97
Segundo Chiavenato (1997), o líder deve ter uma acentuada habili-
dade de lidar com pessoas, de conviver com pessoas, de fazer as coisas 
com e por meio das pessoas. Deve possuir um enorme insƟ nto de co-
municação. Deve saber ouvir e deve saber falar. Saber receber e saber 
transmiƟ r mensagens e ideias. Saber entrevistar e comunicar. Ter uma 
forte dose de calor humano. Ter empaƟ a e simpaƟ a. Apesar de toda es-
sa facilidade no relacionamento com as pessoas, o líder usa a sua au-
toridade de maneira discreta, mas fi rme e absoluta. Transfere e delega 
responsabilidades, mas mantém o controle das coisas, assegura a ação 
e domina o caminho em direção aos objeƟ vos a serem alcançados. 
Apesar disso sua liderança é muito mais educadora do que controlado-
ra. Impulsiona as pessoas para frente e não freia ou inibe o seu comporta-
mento. Suporta pressão e amortece seu impacto sobre os subordinados, 
resiste à frustração e sabe sempre fazer um esforço adicional para ir à fren-
te e conduzir consigo a sua equipe. Consegue moƟ var-se pela autorrealiza-
ção e moƟ va as outras pessoas pelos desafi os e pelas recompensas.
Essas habilidades, sem dúvidas, só serão alcançadas a parƟ r do mo-
mento que o líder conseguir lidar com as suas emoções. Quem de-
monstra controle emocional elevado e autoconfi ança tem uma facili-
dade maior para idenƟ fi car soluções para os problemas enfrentados 
no dia a dia. 
É notório, por exemplo, que administrar confl itos é uma das compe-
tências que mais exige o uso da habilidade ou capacidade emocional, 
uma vez que no ato de uma negociação a pessoa demonstra ou não 
equilíbrio entre razão e emoção. As duas se complementam, pois técni-
ca, experiência e visão são fundamentais e tornam-se poderosas quan-
do aliados à inteligência emocional.
Como alcançarmos inteligência emocional? Segundo alguns pesqui-
sadores, o cérebro aprende através de experiências repeƟ das. Portan-
to, depois de idenƟ fi car seus pontos fracos, é preciso centrar forças ne-
les até desenvolvê-los. Então podemos afi rmar que a inteligência emo-
cional pode ser alcançada por meio de dedicação e esforço. Para que 
essa competência torne-se algo real na vida do líder, é necessário pra-
Ɵ car. Se o líder tem difi culdade de negociar e esta capacidade é funda-
mental para o desenvolvimento da sua profi ssão, então é necessário 
exercitar o processo até tornar-se competente. 
Segundo o Dr. Hendrie Weisinger a inteligência emocional pode ser 
nutrida, desenvolvida e ampliada e a melhor maneira de fazer isso é: 
98 - Coaching: Gerando Transformações
Ampliando a autoconsciência
Conhecer as próprias emoções. A autoconsciência signifi ca ter uma 
compreensão mais profunda acerca das próprias emoções, forças, fra-
quezas, necessidades e impulsos. Quando o líder consegue nomear 
seus pontos fracos, por exemplo, sabe, então, quais são as negaƟ vida-
des que impedem o seu crescimento.
Um líder com alto nível de autoconsciência reconhece como os seus 
senƟ mentos afetam a ele, àqueles que o cercam e principalmente ao 
seu desempenho profi ssional. Sabemos que essa não é uma tarefa fá-
cil. Goleman nos afi rma isso:
“É complicado para o profi ssional assumir que não tem habilidade ne-
cessária para controlar seus insƟ ntos emocionais quando surge um pro-
blema, uma situação de confl ito, o que piora ainda mais com as ações 
provenientes do descontrole emocional. A autoconsciência do que somos 
capazes de realizar é muito importante, empolga e massageia a vaidade 
pessoal, contudo nesta consciência, a avaliação do que pode ser muda-
do para aƟ ngir um melhor grau de desenvolvimento é mais enriquecedor, 
porém complexo, pois muitos profi ssionais resistem à ideia de que preci-
sam adotar um posicionamento diferenciado.” (GOLEMAN, 1995).
Controlando as emoções
Para a maioria das pessoas, controlar as emoções, na práƟ ca, é mui-
to diİ cil, porém, somente quando dominamos nossas emoções é que 
nos tornamos mais aptos para tomar decisões apropriadas para cada 
situação. Aprender a controlar as emoções faz parte do processo pa-
ra se tornar um grande líder. Alguns especialistas acreditam que a ha-
bilidade de lidar com as emoções e com pessoas é mais importante do 
que ser inteligente. 
Qual a melhor maneira para lidarmos com as emoções? A melhor ma-
neira é aprender a lidar com senƟ mentos alheios a nós direcionados. Sen-
Ɵ mentos que direta ou indiretamente nos aƟ ngem de forma negaƟ va. Co-
mo podemos fazer isso? Usando toda negaƟ vidade ao nosso favor.
Algumas situações fogem ao nosso controle, mas apesar das difi culda-
des temos que persisƟ r com o objeƟ vo de alcançar as nossas metas, e mui-
tas vezes, para isso, teremos que aprender a controlar os nossos impulsos.
 Coaching: Gerando Transformações- 99
Todos os seres humanos são diferentes psicológica e individualmen-
te, têm uma história de vida. Alguns têm um repertório melhor que ou-
tros para lidar com emoções. Não é fácil conseguir manter-se sereno 
diante de uma adversidade administrando as emoções, mas ainda que 
você não tenha aprendido a lidar com as suas emoções, ter a compre-
ensão de que elas infl uenciam posiƟ vamente e negaƟ vamente no seu 
poder de decisão é de grande valia. 
Quando controlamos as nossas emoções temos uma habilidade 
maior para lidar com os problemas diários, resisƟ r a grandes pressões, 
sem entrar em surto psicológico, transformando as experiências nega-
Ɵ vas em aprendizado e oportunidades. Conseguimos superar adversi-
dades e depois de tantas experiências dolorosas temos a capacidade 
de dar a volta por cima. É a força aliada a uma forte vontade de vencer 
e que depende exclusivamente de nós e da nossa capacidade em to-
mar as decisões certas.
AutomoƟ vação
Consiste em moƟ var-se e dirigir as emoções a serviço de um objeƟ -
vo, mantendo-se focado neste. Para isso devemos uƟ lizar os senƟ men-
tos de entusiasmo, perseverança e tenacidade para conquistar as me-
tas de uma forma bem direcionada e segura. A automoƟ vação permi-
te realizar tarefas com qualidade, inovar, relacionar-se bem com cole-
gas e superiores, focar de formaasserƟ va no trabalho e entregar, com 
efi ciência e agilidade, as solicitações. Como podemos fazer isso? Acre-
ditando em nosso potencial e habilidades. Criando oportunidades de 
melhoria para nosso êxito profi ssional e de todos que estão a nossa 
volta. O êxito profi ssional nos moƟ va a conƟ nuar buscando maiores 
desafi os, realizações e dividir as vitórias com aqueles que reconhecem 
nosso valor. 
A inteligência emocional é fator de suma importância nas organiza-
ções, apesar de não ser o único fator que determina o sucesso ou fra-
casso do líder. O ambiente organizacional e o comportamento das pes-
soas nele envolvidas é fascinante, esse é um tema que merece muita 
atenção. Ao olharmos para algumas grandes empresas é percepơ vel 
que a inteligência emocional está se tornando cada vez mais signifi ca-
Ɵ va, seja para o planejamento de recursos humanos, para os processos 
100 - Coaching: Gerando Transformações
de recrutamento e seleção, de relacionamento com clientes, ou para 
vários outros setores. 
Claro que o papel das organizações nesse cenário também é funda-
mental. Não só o líder deve ser dotado de inteligência emocional, mas 
toda a equipe.
“Conhecer os outros é inteligência, conhecer-se a si próprio é verda-
deira sabedoria. Controlar os outros é força, controlar-se a si próprio é 
verdadeiro poder”. Lao-Tsé
Sobre Mônica Bastos
Professional & Self Coaching; Business and ExecuƟ ve Coaching • Coa-
ching Assessment • Analista Comportamental; • Coaching de Carreira 
– IBC - InsƟ tuto Brasileiro de Coaching, com CerƟ fi cação e Reconheci-
mento Internacional pelo ECA European Coaching AssociaƟ on, ICI - In-
ternaƟ onal AssociaƟ on of Coaching e GCC - Global Coaching Commu-
nity • Possui formações e cerƟ fi cações em Administração de Empresas, 
Liderança, Recursos Humanos, Passos para Excelência, Processo de Co-
municação e Comunicação InsƟ tucional, Gestão de Qualidade: Visão 
Estratégica, Treinamento One Day Mastery (Coaching Especialista) e 
Estratégias de Branding • É Palestrante, Conferencista e Membro da di-
retoria do Sefi n-M Bahia – Fórum de Secretários de Finanças da Bahia.
Onde mora: GenƟ o do Ouro/Bahia
Site: www.monicabastos2005.blogspot.com.br
E-mail: monicabastos2005 @yahoo.com.br
Fone fi xo: 55 (74) 3637-2119
Celular: 55 (74) 9-9124-0028
Whatsapp: 55 (74) 9114-1674
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LinkedIn: linkedin.com/in/mônica-bastos-86329631
TwiƩ er: twiƩ er.com/MonicaBastos10
102 - Coaching: Gerando Transformações
A Transformação é o 
Que Gera o Resultado e 
Não o Contrário
Otavio Castanho
Depois de notar que meus clientes de hipnoterapia 
Ɵ nham resultados mais rápidos e surpreendentes que os 
de coaching, resolvi mesclar PNL aos meus processos 
de coaching, focando na transformação do coachee. 
Nesse texto ensino uma fácil técnica de PNL 
para iniciar a transformação que gerará o 
resultado para o seu cliente.
 Coaching: Gerando Transformações- 103
“O Coach não gera resultado para seu cliente, mas a transformação 
dele; E essa transformação é que gerará o resultado.” 
Otavio Castanho
Se a frase acima não fez muito senƟ do ou até lhe pareceu confusa, 
explicarei melhor.
Percebi, fazendo meus processos de coaching e hipnose separada-
mente, que quando trabalhamos a PNL para transformação do cliente, 
ele acaba gerando resultados rápidos e chega a ter resultados que nem 
imaginávamos que teria, pois agora ele é uma nova pessoa, com maio-
res possibilidades, recursos e um novo mindset.
A frase acima é uma grande sacada, na verdade. Se você pegar a es-
sência dela eu já me darei por saƟ sfeito e o início dessa leitura já terá si-
do valioso para você.
O cliente que está no estado atual, que poderíamos chamar de Ponto 
Inicial, ou Ponto A como dizem nas formações de coaching, não é o mes-
mo que estará na concreƟ zação do objeƟ vo, ou Ponto B, como preferir, 
pois o cliente quando chega ao ponto B já é outra pessoa, transformada 
por todo o caminho que percorreu, pelas coisas que aprendeu, os trope-
ços que deu e tudo o mais que o foi moldando para ser essa pessoa que 
aƟ nge o resultado desejado.
Sabe por que ele não tem o resultado desejado hoje?
A resposta é simplesmente porque ele ainda não é essa pessoa, en-
tão se você o transformar, hoje, nessa pessoa do Ponto B, ele irá mais 
rapidamente para o resultado, pois será o Ɵ po de pessoa que tem o Ɵ po 
de resultado que quer.
Vou exemplifi car para você pegar o pulo do gato do que é uma men-
talidade de vencedor.
Milionários que construíram fortunas tem a mentalidade de milio-
nário. Veja o exemplo do Donald Trumph, que perdeu tudo o que Ɵ nha 
umas três vezes na vida. Ele recuperou tudo e mais um pouco, pois ele 
104 - Coaching: Gerando Transformações
tem a mente do milionário; Então quando ele perdeu tudo e fi cou pobre, 
ainda era um milionário, mas sem dinheiro nenhum.
Ele não virou pobre porque o Donald Trumph sem dinheiro é somen-
te um milionário sem recursos e por ter a mente de um milionário aca-
bou por conquistar a fortuna novamente, já que sua mente acabou pu-
xando-o para seu estado natural de milionário.
Isso mesmo, sua mente o puxa para ser a pessoa que está ajustada 
lá. Isso é o mindset.
Acompanhando essa analogia, seu cliente está obtendo os resulta-
dos que não quer porque tem a mentalidade que gera esse Ɵ po de re-
sultado indesejado.
Prova de que seu mindset te puxa para cima ou para baixo é o exem-
plo dos ganhadores de loteria que acabam por perder tudo depois de um 
tempo. A estaơ sƟ ca é que 80% das pessoas que ganham prêmios de lote-
ria voltam para sua condição fi nanceira de antes do prêmio em até cinco 
anos, algumas para condição pior do que Ɵ nham antes, isso porque elas 
se tornaram milionárias apenas por ter ganho milhões, mas não se trans-
formaram em milionárias na essência depois que ganharam o prêmio. Is-
so é um exemplo valoroso do poder do mindset puxando você de volta.
Então você deve estar se perguntando como é que devemos fazer pa-
ra transformar o nosso cliente na pessoa que ele será no futuro, o mais 
rápido possível de preferência.
Eu teria que escrever um livro inteiro para ensinar as mais variadas 
técnicas para isso, mas vou brindá-lo com uma única que já fará muita 
diferença. E o legal é que não serve só para aplicar no seu cliente, mas 
também em você para acelerar seus resultados.
Como a técnica parece com uma brincadeira, talvez você até pense: 
“Será que essa besteirinha funciona?”. Então te direi para que aplique em 
você primeiro, meça seus resultados e Ɵ re suas próprias conclusões.
Eu aplico há alguns anos com muitos resultados posiƟ vos, então va-
mos ao que interessa!
Quando você encontra seu cliente na situação inicial, você terá que 
defi nir quem será ele na situação desejada, ou ponto B, como chamare-
mos para facilitar a leitura, mas a pergunta principal é: como é que fare-
mos esse levantamento?
Em conversa com seu cliente, uƟ lize as ferramentas de coaching que 
você conhecer para estabelecer quem será ele no Ponto B, focando prin-
cipalmente nas competências que ele terá quando esƟ ver lá, ou seja, 
 Coaching: Gerando Transformações- 105
quais competências têm a pessoa que chega lá. Se você desassociar des-
sa maneira, falando de alguém que não é ele e que tem os resultados 
que ele quer, a consciência dele não fi cará atrapalhando, trazendo cren-
ças limitantes de capacidade, por isso falar da “pessoa” que está lá no 
Ponto B pode ser uma óƟ ma estratégia.
Levante as competências e habilidades “técnicas” e “pessoais” da 
pessoa modelo de quem estamos falando e preste bastante atenção 
nas competências e habilidades “pessoais”, que eu chamo de comporta-
mentais, pois é nelas que vamos focar.
As competências técnicas que ele precisará, ele aprenderá buscando 
conhecimento, então nós vamos auxiliá-lonas competências comporta-
mentais, as habilidades de relacionamento.
IdenƟ fi que quais as habilidades de relacionamento e comportamento 
que a pessoa modelo tem e principalmente quais as crenças dessa pes-
soa, no que ela acredita e que faz diferença no resultado que ela tem. Fei-
to isso, creio que a coisa comece a fi car desafi adora, então para você des-
travar seu cliente caso ele pare nessa dúvida, aí vai mais uma dica.
Peça para ele lembrar de alguém que conheça que já chegou lá, que é 
daquele jeito, ou então alguma personalidade mundial que tem o resul-
tado que ele quer ter e sobre quem ele saiba alguma coisa, seja fã ou al-
go parecido. Pode ser até um personagem fi cơ cio, como o deteƟ ve Sher-
lock Holmes, por exemplo, que foi modelado pelo mestre da PNL, Robert 
Dilts, no livro “A Estratégia da Genialidade – Volume 1”.
Ele terá que conversar com essa pessoa modelo, ou estudar sobre 
ela, caso não esteja acessível ou já não esteja mais entre os vivos, e bus-
car quais habilidades de relacionamento e comportamento ela tem ou 
Ɵ nha e quais são as crenças dessa pessoa modelo.
As crenças que buscamos não são as religiosas, mas as crenças de ca-
pacidade, habilidade e merecimento, ou seja, o que o modelo acredita 
que é capaz, que habilidades ele acredita que consegue desenvolver e o 
que ele merece ou não ter ou ser na vida.
UƟ lizaremos isso na técnica que veremos agora chamada “Gerador 
de Novos Comportamentos”. E caso você já tenha visto em sua forma-
ção de coaching, acompanhe mesmo assim porque você ainda não viu 
os pormenores que fazem toda a diferença na aplicação, pois eu não iria 
trazer algo que não fosse diferente do trivial.
A citada técnica instala no cliente o comportamento que ele quer ter 
ou que foi idenƟ fi cado como sendo essencial e você pode fazer para vá-
rios comportamentos.
106 - Coaching: Gerando Transformações
Exemplos são comportamentos como o ser mais confi ante, corajoso, 
mais comunicaƟ vo, mais atento a possibilidades e qualquer coisa que 
entendam que vai agregar na transformação.
Para executar, ele terá que imaginar uma situação pela qual já pas-
sou ou pela qual passará e onde deverá uƟ lizar esse recurso que será 
instalado. Essa é uma boa estratégia, pois já vai gerando um caminho no 
cérebro para associar esse recurso nesse Ɵ po de situação.
Você vai apimentar a técnica uƟ lizando “Âncora”, que é outra téc-
nica da PNL e que você poderá aprender através de um ebook que eu 
desenvolvi para ensinar a como instalar recursos em você ou no seu 
cliente, de forma didáƟ ca e organizada. Você poderá adquirir gratuita-
mente inscrevendo-se na minha lista de e-mails através do site ao fi -
nal deste texto.
Então para aplicar a técnica você primeiramente pode instalar a Ân-
cora do recurso desejado inicialmente, como confi ança, por exemplo.
O passo a passo é o seguinte: Peça para o cliente fechar os olhos e 
imaginar que ele está num set de fi lmagem onde ele é o diretor, senta-
do confortavelmente na cadeira de diretor.
A parƟ r daqui ele fi cará de olhos fechados até o fi m da técnica. Avi-
se isso a ele. Ele deve escolher qual a cena e qual o ator que vai contra-
cenar com ele mesmo.
Opaaa... Espera aí Otavio... Ele não é o diretor?
Sim, mas ele vai dirigir a cena observando ele mesmo na cena, como 
se houvesse um clone dele atuando com outra pessoa, então são dois 
dele no mesmo local, sendo um na cadeira de diretor e outro atuando na 
cena, mas ele está associado, ou incorporado, no diretor, por enquanto, 
e aí começa a brincadeira.
Ele deverá assisƟ r alguma cena onde ele estará usando o recurso de 
que necessita. Para facilitar faremos a técnica com um exemplo.
Vamos supor que ele terá que fazer uma entrevista de emprego e não 
se sente muito confi ante, então você deverá instalar a Âncora de con-
fi ança nele, e pedir para que imagine a cena onde ele mesmo estará pas-
sando pela entrevista de emprego, mas ele estará na posição de diretor 
e não na posição de entrevistado e isso faz toda a diferença. Você já en-
tenderá o porquê.
Peça para que ele assista a cena da entrevista observando quais são 
suas aƟ tudes, posturas, a maneira como se comporta em todos os as-
pectos, e quando terminar a cena, que pode ser um pedaço da entrevis-
 Coaching: Gerando Transformações- 107
ta, peça que diga para os atores pararem ou então dar uma de diretor de 
cinema gritando o famoso COOOORTAAAA!
Quanto mais criaƟ vo e real, mais o cérebro gostará da experiência e 
mais efeƟ vo será o resultado.
Pergunte o que ele viu que não estava adequado na cena como, por 
exemplo, a postura dele, a fi sionomia de preocupado, ou o jeito de sen-
tar, talvez o jeito de gesƟ cular e tudo o mais que ele perceber. Peça pa-
ra que conserte tudo isso, até mudando a roupa se quiser, afi nal de con-
tas ele é o diretor do fi lme.
Feitas as alterações, peça para que faça a cena novamente e veja se 
tem algo mais para ajustar, faça quantas vezes forem necessárias até a 
cena fi car do jeito que ele acha que tem que fi car.
E você pode até estar pensando que fi car repeƟ ndo pode fi car can-
saƟ vo e até chato, mas a grande sacada é que o cérebro aprende por re-
peƟ ção e ainda por cima ainda não estamos nem na metade, pois a coi-
sa vai fi car mais prazerosa a parƟ r de agora.
Quando ele achar que a cena está a contento, ele imaginará que es-
tá saindo do corpo do diretor, como se fosse um holograma, ou um es-
pírito, ou o que quiser, mas ele se imaginará saindo do corpo do diretor 
e fl utuando em direção ao seu corpo de ator. No meio do caminho peça 
para que ele olhe para trás, para a cadeira do diretor e se veja lá.
A situação pode até fi car estranha, pois agora ele está no meio do set 
de fi lmagem e quando olha para frente ele vê a si mesmo como ator e 
quando olha para trás ele vê a si mesmo como diretor, mas não estranhe 
porque tem que ser assim mesmo.
Ele vai se posicionar atrás do ator, que é ele mesmo, e incorporar-se 
neste clone que, por acaso, é ele mesmo. Confuso?
Fique tranquilo, porque agora ele está no papel de ator e vai passar 
por toda a cena novamente, só que atuando, ou seja, ele vai ver a en-
trevista de emprego com seus próprios olhos, ouvir com seus ouvidos e 
senƟ r as sensações daquele momento vivenciando a entrevista de em-
prego quando o diretor, que é o clone dele, gritar AÇÃÃÃÃÃOOOOO!
E aí vem a sacada que é o fato de você acionar a Âncora dele, aquela 
da confi ança, enquanto ele vivencia a cena toda.
Ele passará pela cena vivenciando tudo e quando terminar voltará 
para o início da cena, fará o caminho de volta que é desincorporar do 
ator, fl utuar em direção ao diretor e incorporar no diretor novamente.
108 - Coaching: Gerando Transformações
Tendo vivenciado a cena ele saberá se há algo a ajustar, então fará o 
ajuste e assisƟ rá a cena da cadeira do diretor observando se tudo fi cou a 
contento. Terminado o ajuste ele volta a experimentar a cena novamen-
te incorporando o ator.
Se sua cabeça já deu nó, fi que tranquilo que no fi nal lhe apresentarei 
um resumo do passo a passo.
Você repeƟ rá esse processo quantas vezes ele achar necessário até 
que fi que tudo a contento. Faça pelo menos três incorporações, mas ca-
so ele siga nas melhorias, faça quantas ele achar necessário.
Ao terminar tudo, não peça para abrir os olhos imediatamente, tra-
ga-o de volta ao “mundo real” devagarinho, pedindo para ele desmon-
tar o set de fi lmagem, lembrar-se de que está ali conƟ go, lembrar-se de 
como é o ambiente onde ele está com você, senƟ ndo a cadeira, ouvin-
do os sons do lugar onde esƟ verem e então quando ele quiser ele pode-
rá abrir os olhos.
Que tal resumir em passos para repassar?
1) Fechar os olhos e imaginar o set de fi lmagem onde ele é o diretor 
e ao mesmo tempo o ator.
2) Imaginar a cena que ele deseja acontecendo, sendo que ele assis-
tetudo da posição de diretor.
3) Arrumar tudo o que não fi cou legal na cena e passá-la novamente.
4) Desincorporar o diretor e incorporar o ator.
5) Passar a cena novamente, agora vivenciando-a como ator.
6) Acionar a âncora enquanto vivencia a cena.
7) Voltar para posição de diretor, desincorporando o ator e incorpo-
rando o diretor.
8) Arrumar a cena para deixá-la melhor do que já foi.
9) RepeƟ r o processo várias vezes até tudo estar a contento.
10) Trazê-lo de volta ao “mundo real” vagarosamente.
Pronto, agora seu cliente está um passo mais próximo dos seus obje-
Ɵ vos, pois seu comportamento já está sendo moldado para ser a pessoa 
que estará no Ponto B.
Repita ou peça para que ele repita sozinho em casa para outros com-
portamentos e observe os resultados.
O interessante é que normalmente as pessoas não percebem suas 
mudanças, pois a técnica torna o comportamento natural e inconscien-
 Coaching: Gerando Transformações- 109
te, então medir os novos resultados é uma maneira de verifi car a efeƟ -
vidade das mudanças.
Outra maneira é perguntar para as pessoas do convívio do cliente se 
elas perceberam alguma mudança no comportamento dele, sem dar di-
cas para não contaminar a opinião, e surpreender-se com os comentá-
rios. Peça para que ele mesmo quesƟ one os amigos e parentes para que 
ele se conscienƟ ze disso e comece a gerar a crença fortalecedora de que 
ele chegará ao seu objeƟ vo.
A úlƟ ma dica que tenho e que é muito valiosa é: 
UƟ lize sem moderação!
Sobre Otavio Castanho
 Coach de Reprogramação Mental especializado em Fobias e Hábitos, 
Hipnoterapeuta, Palestrante e Programador Neurolinguista • Membro 
da Sociedade Brasileira de Coaching • Membro da Sociedade Interame-
ricana de Hipnose e com CerƟ fi cação internacional pela Corporate Coa-
ch U • idealizador do Programa Coach Sem Limites que ensina PNL para 
Coaches • Idealizador de cursos online como Introdução a PNL para Co-
aches, Ferramentas CriaƟ vas de Coaching, Primeira Sessão Matadora e 
Técnicas Secretas de PNL para Vendas • Atua presencialmente em São 
Paulo e também online em seus atendimentos de coaching uƟ lizando 
PNL para gerar transformações duradouras em seus clientes de forma 
que tenham uma vida plena alcançando seus maiores sonhos.
Onde reside: São Paulo/SP
Site: www.coachsemlimites.com.br
E-mail: contato@coachsemlimites.com.br
Celular: 55 (11) 9-8399-5088
Whatsapp: 55 (11) 9-8399-5088
Facebook: facebook.com/harpiacoaching
Canal Youtube - Coach Sem Limites
 youtube.com/channel/UCQFmV8W8ANck9yEFnmvDhxg
110 - Coaching: Gerando Transformações
Os 5 Comportamentos 
Indispensáveis 
de um Líder de Sucesso
Priscilla Belletate
O tema central provoca um quesƟ onamento onde 
ainda se percebe que os ensinamentos e comportamentos 
mais básicos e primordiais se fazem necessários para 
a formação de uma liderança antes do avanço das 
demais competências para uma posição estratégica.
 Coaching: Gerando Transformações- 111
Desde o período de Jesus Cristo estudamos e falamos sobre os ensi-
namentos de liderança que vêm se propagando como mantras e rituais 
de desenvolvimento dentro de fora do ambiente corporaƟ vo. Todos os 
Ɵ pos de formação para o desenvolvimento de liderança estão ganhan-
do cada vez mais espaço, somados a novos comportamentos e adequan-
do-se à realidade de constantes mudanças de culturas e comportamen-
tos das novas gerações. 
O tema central que trago nesse capítulo consiste no quesƟ onamento 
de que, mesmo com todas as inovações em programas de formação de 
líderes frente às transformações de culturas e princípios da sociedade, 
ainda se percebe que os ensinamentos e comportamentos mais básicos 
e primordiais necessários para serem consolidados para um líder, antes 
do avanço das demais competências para uma posição estratégica, não 
estão sendo devidamente transmiƟ dos. 
Acredito fortemente que o autoconhecimento promove metade do 
caminho a ser percorrido para uma carreira de liderança. E para esse 
processo realmente caminhar para o sucesso é preciso não apenas co-
nhecer caracterísƟ cas como valores, crenças, limitações e talentos, mas 
também gerenciá-las e negociar quando necessário ao longo dos desa-
fi os da vida pessoal e profi ssional. Afi nal toda transformação de uma so-
ciedade e cultura é também a base de transformação de comportamen-
tos do ser humano. 
Com tantas formas de desenvolver a liderança disponíveis no merca-
do, primeiramente é preciso cuidar e olhar para o ser humano como um 
todo, como uma balança equilibrada para que seja capaz de gerar em si 
mesmo resultados desejados para posteriormente contribuir com os re-
sultados de uma organização, insƟ tuição, indivíduo ou grupo que neces-
site de sua liderança. 
112 - Coaching: Gerando Transformações
As organizações buscam líderes que sejam naturalmente seguidos co-
mo exemplos e que inspirem os demais colegas e equipe. É muito comum 
projetar na fi gura de líder algo que buscamos “ser” e, às vezes, nos esque-
cemos que não precisamos ocupar nenhum cargo especifi camente pa-
ra sermos líderes de nossa vida e infl uenciar pessoas. Ainda vou além, o 
comportamento de um líder não se limita no ambiente profi ssional, este 
tem papel fundamental também na família e nos seus relacionamentos.
Afi nal, por que estamos vivendo uma defi ciência de líderes mesmo 
nos dias de hoje? Atribuo primeiramente às poucas insƟ tuições de ensi-
no que abordam no nível de graduação o tema liderança e desenvolvi-
mento pessoal. 
A principal defi ciência sob meu ponto de vista como coach (e eu me 
incluo nela), é que não temos acesso e não uƟ lizamos dinâmicas e ferra-
mentas que complementem nossa percepção de nós mesmos e do ou-
tro durante nosso processo de amadurecimento. O autoconhecimento é 
a melhor maneira para desenvolver as capacidades de liderança e me-
lhorar tanto os relacionamentos quanto gerenciar uma equipe em qual-
quer situação. 
Se a questão do autoconhecimento representa uma boa parte do ca-
minho para um líder, os demais encontram-se efeƟ vamente em compor-
tamentos comuns entre os principais lideres de sucesso, considerando 
e respeitando o esƟ lo de liderança natural de cada um. É possível, den-
tro de um esƟ lo natural, destacar um perfi l específi co e então com inte-
ligência permear entre outros esƟ los de acordo com a necessidade, con-
siderando a situação e a equipe. Uma coisa é certa: existe um cenário e 
uma cultura para qualquer perfi l de liderança. Uma vez que você iden-
Ɵ fi ca seu esƟ lo próprio e acrescenta alguns comportamentos que vou 
apresentar nesse capítulo, muita coisa começa a mudar. E para melhor. 
Selecionei cinco comportamentos básicos de um líder de sucesso, os 
quais pesquisei e acompanhei durante toda a minha trajetória, para que 
você coloque em práƟ ca e perceba-se muito mais produƟ vo, tornando-
se líder de si mesmo e tomando decisões cada vez mais conscientes e ali-
nhadas com seus valores e princípios. O líder de si é aquele que se com-
porta de forma autênƟ ca e atribui suas virtudes em esƟ lo próprio. 
1ͳ CUIDEͳSE
 “Corpo e mente fazem parte da mesma matéria.” Se você não conse-
gue gerenciar sua vida, equilibrar suas aƟ vidades de trabalho e vida pes-
 Coaching: Gerando Transformações- 113
soal, como será um exemplo a ser seguido? Todos nós temos desafi os e 
o grande erro do líder é pensar que ele deve ser um super-herói, que ja-
mais deve demonstrar suas fraquezas. Se você começar cuidando de sua 
mente e de seu corpo da forma mais básica e simples, senƟ rá uma dife-
rença signifi caƟ va em sua roƟ na e disposição. 
Essa formula básica também pode ser mágica se você conseguir in-
corporá-la em sua roƟ na. Garanta um sono de qualidade, beba água du-
rante o dia, e praƟ que exercícios regularmente. De alguma forma acre-
dito que você já tenha lidoessas recomendações relacionadas à saúde. 
Lembro-me de uma coluna em uma revista chamada “agenda do CEO”, 
onde semanalmente um execuƟ vo escolhido descrevia sua roƟ na diá-
ria. Em todas as descrições havia a práƟ ca de esporte ou exercício İ sico. 
2ͳ TENHA FOCO
Antes de focar efeƟ vamente em algo é necessário estabelecer algu-
mas etapas. Afi nal, como ensina o princípio de Pareto, 80% das conse-
quências provém de 20% das causas, ou traduzindo para a vida pesso-
al, 80% dos nossos resultados alcançados são consequências de apenas 
20% dos esforços empregados. Todos nós precisamos defi nir objeƟ vos 
claros e eu diria ainda que na maioria das vezes conseguimos dar o pri-
meiro passo e por algum tropeço como falta de tempo, excesso de tra-
balho, acabamos deixando para um segundo plano, gerando a famosa 
procrasƟ nação. 
Defi nindo com clareza o objeƟ vo e seus moƟ vos, construa um plano 
de ação considerando as prioridades, riscos e prazos. Comece pela solu-
ção mais desafi ante, assim quando você resolver esse ponto terá mais 
moƟ vação para concluir as demais tarefas. Para vencer a procrasƟ na-
ção, nada como estabelecer um senso de urgência apurado. Um plano 
de ação bem feito e realista ajuda a manter o foco no resultado. 
Outro ponto é estabelecer uma roƟ na até que se transforme em ritu-
al. Você pode e deve incluir novos hábitos. Um desses rituais que consi-
dero o mais importante e vejo presente na roƟ na das pessoas de suces-
so é o ritual para mudança de mindset, ou seja, subsƟ tuir pensamentos 
e crenças limitantes por pensamentos posiƟ vos. 
Um pensamento leva a um senƟ mento que gera uma ação. Quanto 
mais esơ mulos posiƟ vos para gerar ações em busca de seu objeƟ vo, me-
lhor. É um esforço consciente que com a práƟ ca passa a fazer parte de 
seu comportamento. Não deixa de ser uma técnica e muitas pessoas re-
114 - Coaching: Gerando Transformações
servam um momento do dia para observar seus pensamentos e contes-
tá-los. Ou você acredita que Steve Jobs acordava todos os dias da sua vi-
da com pensamentos posiƟ vos? 
3ͳ ADMINISTRE SEU TEMPO
A correria do dia a dia e a quanƟ dade de informação que recebemos 
só faz crescer a percepção da escassez de tempo.
Seja efi caz realizando as tarefas certas que irão levar você ao seu ob-
jeƟ vo da forma mais efi ciente possível, considerando menor uso de re-
cursos e tempo. Harmonia e equilíbrio da vida pessoal e profi ssional fa-
zem parte do comportamento de um campeão. 
Apesar de exisƟ rem diversas ferramentas de administração do tempo 
onde cada um deve buscar a melhor forma de se organizar, consideran-
do seu esƟ lo de vida e o tempo que se espera para aƟ ngir os objeƟ vos, 
trago algumas sugestões de um dos métodos mais conhecidos e uƟ liza-
dos, segundo os gurus da administração do tempo: 
3.1 - Classifi que suas tarefas
IdenƟ fi que como eliminar tarefas sem importância que tomam seu 
tempo e administre suas aƟ vidades para não deixá-las urgentes. Dessa 
forma você uƟ lizará seu tempo de uma forma equilibrada. 
3.2 - Tenha um caderno para ideias e insights
Sempre carregue um bloco, caderno, ou uƟ lize o bloco de anotações 
do celular para registrar aquela ideia ou tarefa que você acabou de se 
lembrar. Nossa memória é primiƟ va e ainda não consegue nos ajudar 
com a modernidade e quanƟ dade de informações de hoje. Confi e em 
sua disciplina em fazer anotações, não na memória. Concentrar essas 
anotações em um único lugar facilita muito. Ou você acredita que irá 
lembrar-se onde estão todos os papeizinhos e post-its que você fez ano-
tações pela casa ou escritório?
3.3 - 5S - Organização pessoal e digital
Desde que conheci esse método no ambiente corporaƟ vo o adotei 
em minha vida pessoal, Ɵ ve um ganho signifi caƟ vo de tempo tanto para 
buscar informações, quanto para arquivos. O primeiro passo é criar uma 
 Coaching: Gerando Transformações- 115
espécie de “mapa”, um guia onde você poderá encontrar tudo que você 
tem em relação a arquivos, livros e outros documentos, seja İ sico ou on-
line. Assim é possível encontrar qualquer informação de uma forma rá-
pida e organizada. 
Um bom planejamento e hábitos produƟ vos, se forem seguidos, são 
fundamentais para aproveitar as mesmas 24hs. que todos nós temos. 
4ͳ COMUNIQUEͳSE BEM
Nada é obvio, acredite. Em alguns casos a informação precisa ser re-
peƟ da de formas diferentes, não porque o outro não entendeu, mas por 
ser impossível assimilarmos 100% de toda a comunicação que recebe-
mos o dia todo. Cada um de nós possui fi ltros e em todas as informações 
que vemos e ouvimos os usamos para selecionar o que consideramos 
importante, ou para interpretá-las.
TransmiƟ r uma informação apenas da forma verbal muitas vezes não 
é sufi ciente para gerar o compromeƟ mento desejado. UƟ lize todos os 
campos sensoriais incluindo o visual, audiƟ vo e linguísƟ co. 
Não somente no ambiente de trabalho, sabemos o quanto a comuni-
cação entre familiares e amigos é importante para nossos relacionamen-
tos. Quantas vezes você tentou dizer algo e foi mal interpretado, causan-
do até desavenças? A forma de dizer é tão importante quanto apenas 
usar as palavras. 
As palavras ditas representam apenas 7% da nossa linguagem, consi-
derando 38% da tonalidade e expressão da voz e 55% na expressão fa-
cial e corporal, segundo estudos de Albert Mehrabian. Perceba que a co-
municação não verbal é responsável por 93% do que representa a men-
sagem que acompanham a nossa comunicação. 
Lembre-se que o bom comunicador é responsável pelo que o outro 
entende e não apenas pelo que transmite. 
5 ͳ OFEREÇA E SOLICITE FEEDBACK SEMPRE
Imagino que você já tenha recebido feedback dos seus superiores, 
pares e em alguns casos de subordinados e até de familiares. Não so-
mente o feedback corporaƟ vo é importante, pois nos mostra onde cor-
rigir o percurso, mas também não podemos esquecer dos feedbacks de 
amigos e familiares, pessoas que convivem conosco fora do ambiente de 
116 - Coaching: Gerando Transformações
trabalho e nos trazem verdadeiras descobertas e contribuições a respei-
to de nosso comportamento. Quem tem o desejo de tornar-se um líder 
de pessoas pode começar a ouvir com sabedoria e maturidade para re-
fl eƟ r sobre como seus comportamentos são percebidos pelas pessoas 
próximas. Nem sempre estamos abertos para ouvir feedbacks e acredite 
que isso é normal, pois nosso ego não gosta de receber críƟ cas. Perceba 
que são nos momentos de feedbacks mais informais que temos uma ten-
dência de jusƟ fi car as aƟ tudes, ou colocar a culpa em algo externo sem 
olhar para dentro. 
A boa noƟ cia é que com a práƟ ca e uma frequência cada vez maior 
dessa conversa é possível fi car mais recepƟ vo a estas informações e 
idenƟ fi car com mais facilidade o que é necessário trabalhar e despertar 
na consciência antes de agir por impulso. 
Na mesma medida que receber feedback nos faz crescer e vem de 
pessoas que nos querem bem, como líder devemos oferecer feedbacks 
constantes. Muitos omitem-se dessa responsabilidade por receio de di-
zer o que deve ser dito, já que culturalmente existe uma necessidade de 
ser aceito e não se “indispor” com os demais. OmiƟ r-se não somente im-
pede o crescimento das pessoas, como você deixa de exercitar uma das 
ações mais nobres de um líder que é desenvolver pessoas. Somente a 
práƟ ca faz com que você ajuste sua comunicação e consiga colocar uma 
situação diİ cil de uma forma leve e construƟ va. 
Lembre-se que feedback é pontual e deve ser feito no mesmo mo-
mento do evento, caso contrário ele pode perder totalmente o efeito. 
Você já imaginou discuƟ r com seu companheiro sobre algo que você não 
gostou depois de 2 meses do ocorrido? Provavelmente o outro terá que 
se esforçar para se lembrar do que aconteceu. 
CONCLUSÃO:
Perceba que os comportamentos são interligados e complementam-se. Tudo isso porque você é um ser único e completo. Quanto mais equi-
líbrio na vida pessoal e profi ssional, alinhado à consciência de seu verda-
deiro eu, com as ações e decisões de acordo com seus valores e objeƟ -
vos, mais próximo você fi ca de alcançar suas metas com equilíbrio. 
Se você já é um líder, experimente estes comportamentos e ala-
vanque os seus resultados. Caso tenha um desejo gigante de geren-
ciar e desenvolver pessoas como eu tive um dia, experimente ser 
uma pessoa com comportamentos que inspiram e só depois tenha o 
 Coaching: Gerando Transformações- 117
prazer de exercer qualquer posição de líder sem os atropelos de um 
gestor despreparado. 
Todas as pessoas necessitam de um ritual próprio para se manterem 
alinhados ao seu propósito, ainda que eles já tenham sido aƟ ngidos. 
Manter seu estado de consciência e felicidade são aƟ tudes constantes 
e cabe a cada um de nós fazer um esforço para atender nossos desejos, 
contestar todos os pensamentos indesejáveis e subsƟ tuí-los por pensa-
mentos fortalecedores. 
“Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa 
temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não 
conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma
 derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, 
perderá todas as batalhas.” 
Sun Tzu
Sobre Priscila Belletate
Personal & Professional Coach formada pela Sociedade Brasileira de 
Coaching com cerƟ fi cação internacional pela Graduate School Alliance 
for ExecuƟ ve Coaching (GSAEC) • Especialista no desenvolvimento de 
programas de formação de lideranças e treinamentos comportamentais, 
consultora em Recursos Humanos e facilitadora para aplicação e devo-
luƟ va de relatórios comportamentais • Atuação como Coach e líder em 
empresas como Ambev, Grupo Campari e Qualicorp Soluções em Saúde. 
• Como Coach de Liderança, do outro lado do mundo corporaƟ vo tenho 
contribuído para a formação de novos lideres dentro e fora das organiza-
ções com o processo de Coaching individual, em grupo e formação de Li-
der Coach nos níveis de Coordenação e Gerência.
Onde mora: Campinas/SP
Site: www.priscillabelletate.com.br
Celular: 55 (19) 983415310
Whatsapp: 55 (19) 983415310
Facebook: ff acebook.com/priscilla.belletate
LinkedIn: linkedin.com/in/coachpriscillabelletate
TwiƩ er: twiƩ er.com/pbelletatecoach
118 - Coaching: Gerando Transformações
Crenças Limitantes, o Que São? 
De Onde Vêm? 
E Como Transformá-las?
Sara Soares
Este arƟ go visa contribuir acerca das crenças limitantes, 
assim como os aspectos psicológicos envolvidos nesse 
contexto na vida do ser humano, uma explanação 
dos conceitos, Ɵ pos de crenças, construção e 
desconstrução, aperfeiçoando um padrão mental 
para o êxito, reestruturando o pensamento 
para uma abordagem funcional 
e vantajosa para sua vida.
 Coaching: Gerando Transformações- 119
As crenças limitantes são pensamentos e formas de expressão que 
impedem de realizar determinada tarefa. Elas existem por vários mo-
Ɵ vos e todos eles são determinados por algum acontecimento que te-
nha sido traumaƟ zante para nossa mente, incapacitando-nos de seguir 
adiante quando enfrentamos situações que disparam essas crenças. Es-
ses traumas sempre acabam surgindo na infância ou adolescência, quan-
do nossos desafi os estão no começo.
Você já se pegou com pensamentos negaƟ vos como estes abaixo? 
- Não consigo me organizar
- Eu nunca vou conseguir aƟ ngir meus objeƟ vos
- Eu não tenho direito a esta conquista
- Eu não sei como posso resolver este problema
- Eu não tenho capacidade em aprender isso
- Eu não consigo, eu não posso, eu não sou capaz 
Um exemplo é o medo de falar em público, uma situação constrange-
dora que marcou sua vida, crianças que na infância foram chamadas de 
burras, incompetentes, incapazes, entre outras formas de expressão que 
acabam aƟ ngindo sua auto esƟ ma e tornando-as pessoas descompro-
missadas, pessoas que não conseguem enfrentar desafi os por acharem-
se incapazes de realizar determinada tarefa. Sempre lembrando que ca-
da caso é um caso.
Quando começamos a dizer a nós mesmos frases que começam com 
“eu não”, é certo que estamos sob infl uência de um criƟ co interno e en-
quanto não dominarmos esses pensamentos e transforma-los em algo 
posiƟ vo, difi cilmente conseguiremos dar um passo em direção a algum 
objeƟ vo, ou mesmo ter sucesso em alguma área da nossa vida.
120 - Coaching: Gerando Transformações
A criação dos pais insere crenças e valores nos fi lhos
Isso é natural e inevitável, pois eles querem transmiƟ r o que julgam 
correto segundo suas crenças. Muitas vezes os pais criam seus fi lhos com 
base no medo, ameaça e com crenças limitantes em relação a vários fa-
tores na vida. A distorção é criada a parƟ r da idenƟ fi cação com essas in-
formações vivenciadas.
É impressionante o quanto as crenças regem nossas vidas. Vale lem-
brar que todas as crenças têm seu fundo de verdade, o que não isenta 
de serem limitantes.
São geralmente três categorias de crenças limitantes
1- Falta de merecimento: Crença de que a conquista do objeƟ vo não é 
merecida. Estão ligadas a um sistema de valores relacionados com com-
portamentos sociais e religiosos. Culpa autopuniƟ va e/ou culto ao sofri-
mento, não ser merecedor.
2- Impossibilidade de Realização: Nosso objeƟ vo não pode ser con-
quistado, independe de nossa capacidade. Essas crenças estão ligadas 
ao medo de se frustrar, ao desanimo e à imagem negaƟ va de si mesmo.
3- Capacidade Insufi ciente: O objeƟ vo é alcançável, mas não temos 
capacidade de realizar. Comparações com outras pessoas sempre me-
lhores que nós e/ou autocríƟ ca muito forte.
A difi culdade na percepção das crenças limitantes
A maior difi culdade em idenƟ fi car as crenças que nos movem são a 
autossabotagem, viƟ mização e a defesa do ego, que tentam lhe provar 
que seus pensamentos e senƟ mentos destruƟ vos são corretos e enges-
sados em sua personalidade.
“Se você pensa que pode, ou se pensa que não pode, de qualquer for-
ma você está certo.” Henry Ford
Os fatores externos e experiências reforçam as crenças limitantes
Durante nossa trajetória buscamos referências em nossas experiên-
cias para nos moldar ao ambiente em que vivemos, alinhando-nos com 
 Coaching: Gerando Transformações- 121
a sociedade e seu padrão de consumo, controle, trajes, maneiras de ex-
pressão e crenças sobre diversos assuntos.
Tudo isso é adaptação que fazemos ao ambiente de forma incons-
ciente. O discernimento sobre o que devemos aceitar como “verdade” 
defi nirá o limite que podemos alcançar em todas as áreas na vida.
COMO LIBERTARͳSE:
COACHING NA ELIMINAÇÃO DAS CRENÇAS LIMITANTES
Nesse momento entra o coaching, um processo que ajudará a manter 
essa voz sob controle e até mesmo reverter suas mensagens de desmo-
Ɵ vadoras para poderosas frases que o moƟ varão a alcançar suas metas e 
ir além. Uma delas é colocando de maneira clara, projetando de manei-
ra posiƟ va os pontos que trazem desconfortos a você. Outra é a progra-
mação mental através do coaching. 
Valorizando e desenvolvendo sempre capacidades, não se limitan-
do, pensando no aqui e agora e transformando suas necessidades em 
objeƟ vos claros, reƟ rando o medo da perda, sendo fl exível para mu-
dar a estratégia.
Criando uma nova possibilidade através de uma mudança de percep-
ção interior, pois nada mais é que um ímã que atrai o que você sente e 
pensa. As pessoas se preocupam com seus bens materiais, carros, imóveis, 
bichos de esƟ mação, mas esquecem de zelar por si próprios através de 
seus pensamentos e senƟ mentos que geram o comportamento negaƟ vo.
A mudança ao nosso redor acontecerá somente quando mudarmos 
nosso sistema de crenças e valores, dando oportunidade a nós mesmos 
de evoluirmos em consciência e aƟ tudes. É uma maneira de libertaçãode vícios de pensamentos e aƟ tudes auto destruidoras.
O processo trabalha para eliminação buscando os pontos posiƟ -
vos. Nesse processo, esƟ mula o foco nas possibilidades e qualidades 
do cliente (coachee). O coaching dá ferramentas necessárias para que 
se possa trabalhar as habilidades e consequentemente diminuir os efei-
tos negaƟ vos nos pensamentos e aƟ tudes, mesmo numa situação ad-
versa, pois quando passamos a ver o lado posiƟ vo e pontos de melho-
rias e a focar no melhor, a crença limitante vai diminuindo a cada dia e 
com certeza o deixa mais próximo de alcançar resultados extraordiná-
rios em tudo que se faz.
122 - Coaching: Gerando Transformações
Lembrando que cada caso é um caso, analisando junto ao coach. Esta-
mos diante de um problema muito delicado de solucionar, são casos que 
o coach deve trabalhar com ideias fi xas que já existem há muito tempo 
na vida do cliente (coachee) e devem ser trabalhadas com muito cuidado.
Não existe uma técnica para eliminar uma crença limitante, o traba-
lho é subsƟ tuir a crença por outra ideia que possa levar a pessoa para 
mais perto do seu objeƟ vo.
Durante as sessões de coach é necessário idenƟ fi car de onde esta 
crença surge e o que dispara toda sequência de aƟ tudes, para isso o co-
aching possui ferramentas capazes de criar situações onde o cliente (co-
achee) pode expor seus medos e as formas como age.
Mas seja qual técnica uƟ lizada, o coaching torna possível a melhora 
em relação a suas limitações, alcançando assim resultados de um alto ní-
vel de saƟ sfação.
Sendo assim, caso haja idenƟ fi cação com essas situações, saiba que 
há sim uma solução efi ciente e que a pessoa pode realizar qualquer tare-
fa que venha surgir em sua vida, tornando-se uma pessoa mais confi an-
te e tendo conhecimento que cada obstáculo deve ser visto como mais 
um desafi o que pode ser superado.
Como se ajudar:
ENXERGUE-SE FORA DOS CONDICIONAMENTOS
Não somos nossos pensamentos. Nós os criamos com base na inter-
pretação de nossas experiências e eles se repetem como a forma que o 
cérebro tem de solucionar um problema sempre por um caminho já co-
nhecido por ele. Nesse momento é importante entender a diferença en-
tre os fatos e os seus conceitos sobre eles. 
• Aprenda a controlar a voz interior criƟ ca, e transforme-a em forta-
lecedora.
-• Passe pelo menos uma semana monitorando a frequência, intensi-
dade de cada autocriƟ ca.
• Escolha um ou dois pensamento negaƟ vos
• Após escolher o(s) pensamentos negaƟ vos, elabore frases posiƟ vas 
que neutralizem a negaƟ va.
Não é porque alguém disse que você é incapaz que isso é verdadeiro, 
alias nada existe que o ser humano, criatura criada pelo criador, seja im-
 Coaching: Gerando Transformações- 123
possibilitada de fazer, a não ser por ela própria. Você é o único respon-
sável pelas suas escolhas e consequências delas.
Só um exemplo: Sabe quantas vezes Thomas Edson errou até conse-
guir criar a lâmpada incandescente? Mais de cem vezes!!! Ele ainda foi 
obrigado a cursar o ensino primário em casa, pois a escola não o acei-
tou por ele ser dislexo. Imagine se a mãe dele acreditasse que o fi lho 
era mesmo incapaz? RESULTADO: Com oƟ mismo e perseverança, Tho-
mas venceu todas as suas limitações e deixou para a humanidade mais 
de 2.000 patentes. 
E você? Ainda acha que não pode? Caso discorde dessa crença, repi-
ta agora mesmo : EU POSSO, EU CONSIGO!!
Sobre Sara Soares
 Administradora de empresas, formada em processos gerenciais, co-
ach de vida • CerƟ fi cada pela Slac-Sociedade LaƟ no Americana de Coa-
ching e IAC internacional AssociaƟ on of Coaching, PDC Profi ssional - DISC 
- Analista Comportamental.
Onde reside: Rio Grande/RS
E-mail: coach.sarasoares@gmail.com
Facebook: facebook.com/sarabapƟ s
124 - Coaching: Gerando Transformações
Auto Conhecimento, 
Mistura Perfeita - a Aprendizagem 
Experiencial e o Life Coach 
Sheila Machado
Descubra como me tornei Coach, qual a minha missão 
e o que eu levo para meus clientes nesse breve texto que
fi z sobre Aprendizagem Experiêncial e suas consequências 
nas vidas daqueles que permitem ser tocados pelas 
ferramentas que eu uso. 
Bem vindos e uma óƟ ma leitura.
 
 Coaching: Gerando Transformações- 125
Fui convidada a comparƟ lhar um pouco das minhas vivências e aƟ -
vidades com você e me senƟ esƟ mulada a escrever sobre este tema 
que eu tanto gosto – a Aprendizagem Experiencial e a união que fi z 
com as ferramentas de coaching. Para isso resolvi dividir um pouco da 
minha história - quem sou, o caminho que percorri até o momento e al-
guns planejamentos futuros.
Sou Psicóloga Comportamental, pós-graduada pela USP e uma apai-
xonada nata pela natureza e por este estado incrível que estamos, o es-
tado de “sermos humanos”.
Defendo a máxima de Saramago que diz que não tenhamos pressa, 
mas que também não fi quemos parados no tempo. Tornei-me Life Coa-
ch pois (como qualquer ser terráqueo normal) cheguei em um momen-
to do tudo ou nada da minha vida – trabalhava muito e ganhava pou-
co, me incomodava muito sem me apropriar das responsabilidades pe-
lo caos que eu gerava. Sim, minha vida era um caos, era insaƟ sfatória 
e eu não percebia o quanto eu estava de acordo com o caos que eu es-
tava imergida. E porque eu estava de acordo? Porque eu deixava de to-
mar as ações necessárias para as mudanças que eu desejava.
Era muita falação e pouca ação.
Com trinta anos e uma vida super sedentária – trabalhava de segun-
da a sexta feira, estava em cursos sábados e domingos. Eu me sobre-
carregava sem ver, acumulava trabalhos e responsabilidades de uma 
forma desenfreada sem aproveitar o bônus do meu esforço, arcava so-
mente com o ônus. Meus exames de saúde refl eƟ am meu momento 
conturbado – colesterol alto, diabetes, pressão, bruxismo, dores cons-
tantes de cabeça.
E então eu Ɵ ve um choque existencial: aos trinta anos minha mãe 
fez a sua passagem. Ela era loira natural, olhos verdes, super jovem, 
126 - Coaching: Gerando Transformações
alegre, vivia me quesƟ onando porque eu deixava de viver para aceitar 
uma roƟ na louca – que ela em sua sabedoria percebia e eu nem nota-
va. Comentava o quanto eu gostava de viajar, de passear, de viver a vi-
da quando mais jovem – coisa que havia deixado de lado há uns bons 
anos. Eu estava estarrecida! Seus quesƟ onamentos ecoavam em mim: 
“fi lha, a vida passa rápido demais para sermos escravos. Pior ainda, es-
cravos de nós mesmos”.
Viver para o trabalho ao invés de trabalhar para viver, para usufruir 
e deixar fl uir – boas energias, encontros com amigos, alegria. 
Precisei parar minha vida e ressignifi car. E me ressignifi cando, me 
permiƟ perceber sobre nova óƟ ca meu trabalho – e levar qualidade de 
vida para as pessoas, levar superação. 
Comecei a viajar e praƟ car esportes. Esse envolvimento comigo 
mesma começou a infl uenciar quem estava ao meu redor. Trabalho ho-
je com grupos e atendimentos individuais – sempre priorizo as aƟ vida-
des ao ar livre, amo rapel, raŌ ing, Ɵ rolesa, stand up e junto às aƟ vida-
des eu insiro as ferramentas de coaching.
Desejo fortemente que as pessoas obtenham qualidade de vida, 
que usufruam do direito de ser feliz, que se conscienƟ zem de suas es-
colhas, pois as suas escolhas mostram quem realmente são – elas o Ɵ -
rarão do ponto A e te levarão ao ponto B, o ponto desejado, o futu-
ro planejado.
Tornei-me coach por ser encantada pelo método, esse caminho pa-
ra a autoconsciência, autossaƟ sfação e autogestão pessoal onde se 
consegue aƟ ngir os melhores resultados com menor esforço e em um 
curto espaço de tempo, pois a energia do coachee está direcionada pa-
ra o que realmente importa: ele mesmo.
Gosto quando os clientes chegam até mim com sonhos; afi nal, se 
podem sonhar, eles podem realizar – só estão sem perceber o cami-
nho que trilharãoe isso é muito melhor que trabalhar com alguém que 
não sabe o que quer e vive o fl uxo “Zeca Pagodinho”, deixando a vida 
lhe levar.
Para o coachee que sabe onde quer chegar, nem todos os ventos 
são favoráveis, ele tem consciência do seu estado ideal e o que lhe 
será positivo e transformador se atingir suas metas. Quem sabe on-
de quer chegar não ignora os fatos de sua vida, pois sabe que ignorar 
os fatos não os alterará e fazer de conta que nada está acontecendo 
 Coaching: Gerando Transformações- 127
é arcar com um ônus muito grande – o ônus de ser omisso para con-
sigo mesmo.
Eu me disponho 100% aos meus coachees nas suas buscas de trans-
formação, de autoconhecimento, pois quem busca esclarecimento pa-
ra as suas questões sabe que nenhuma oportunidade é perdida – sem-
pre haverá alguém para aproveitar da oportunidade que alguém perde. 
Quem busca auxilio está disposto a dizer: basta! 
Quem busca auxilio profi ssional está agindo em mais de 50% para a 
concreƟ zação de seus desejos, pois parou de falar e agiu. Trocou o cul-
pabilizar o mundo por responsabilizar-se por seus aprendizados e vitó-
rias. Cansou de sofrer, pois tomou consciência que a dor é inevitável, 
mas o sofrimento é sim opcional.
E da mesma maneira que eu encontrei recursos em mim para lidar 
com as situações de ensinamentos que vivi e explanei acima, tenho 
certeza que meus coachees têm dentro de si os recursos necessários 
para serem absurdamente felizes e também conseguirão trilhar o cami-
nho da qualidade de vida, do viver sem culpa, com menos receios, me-
nos crenças desafi adoras e com maior consciência.
Sei que você, leitor, pode pensar que é muito desafi ador o que digo, 
mas imagine-se como um barco feito para desbravar mares, traçar ro-
tas extraordinárias entre os mais diversos mundos. Este barco está se-
guro quando ancorado no cais do porto, mas ele não foi feito para fi car 
parado ou perderá sua funcionalidade, enferrujará sem que seu poten-
cial seja explorado e afundará sem experimentar metade das histórias 
que o universo tem para ele. A aprendizagem experiencial me possibi-
lita isso, agir de forma que você não fi que ancorado no cais do porto, 
em uma zona de conforto desconfortável.
Através da aprendizagem experiencial eu busco que meus coachees 
não fi quem ancorados no cais do porto, que não enferrujem e nem se 
permitam ser vencidos sem tentar. Possibilito que se arrisquem, nave-
guem por longos mares, desvelem belezas que os deixarão com histó-
rias para contar e que ainda trarão consigo âncoras posiƟ vas e crenças 
fortalecedoras para que vivam melhor. E sendo melhores para si, se-
rão melhores para os outros – expandindo carinho, respeito, histórias, 
amor, aprendizados e conhecimentos.
Neruda diz que “somos livres para fazermos nossas escolhas e de-
vemos lembrar que somos prisioneiros de suas consequências” e este 
128 - Coaching: Gerando Transformações
é meu trabalho de Life Coach – quesƟ onar como estão as escolhas de 
meus coachees, quais bônus têm recebido e quais ônus têm arcado.
Veja bem, minha intenção está longe de convencer alguém a ver o 
mundo através da minha óƟ ca – afi nal de contas convencer alguém é 
perda de tempo. Parafraseando Saramago, convencer alguém é ten-
tar colonizá-lo e eu quero mais que cada um viva as belezas e benesses 
de ser quem se é, afi nal são as diferenças que agregam novos conheci-
mentos e habilidades comportamentais.
Meus valores fazem com que eu me empenhe em você ter auto-
nomia sobre você mesmo. Digo que todos desejam chegar ao topo de 
uma montanha, mas é fundamental perceber que toda a felicidade e 
crescimento pessoal ocorre quando você está escalando esta monta-
nha, pois a felicidade não é o objeƟ vo fi nal, ela é o caminho. 
E às vezes tudo que precisamos é de uma mão para segurar e um 
coração que nos entenda, que nos reconforte. Meu desejo sincero é 
ser esta mão, e comparƟ lhar o que sei e aprender com as vivências dos 
meus coachees, deixar o melhor de mim e acreditar que enquanto a 
comunicação for efeƟ va, clara e efi caz, ela será fortalecedora.
Com meus coachees eu trabalho as pequenas e grandes transfor-
mações da vida, as mudanças suƟ s que geram enormes consequên-
cias. Foco em competências, auto percepção e no perdão – perdão de 
si, de quem passou, de quem está e o que mais Ɵ ver de ser perdoado 
para ser liberto.
Digo que chega um momento em nossas vidas onde somos convida-
dos a aceitar as mudanças com a graça de um ser adulto e não a triste-
za de uma criança. Somos convidados a erguer a cabeça e deixar algu-
mas coisas parƟ rem permiƟ ndo que a energia fl ua, reconhecendo os 
aprendizados que cada situação traz consigo e seguindo adiante.
Antes de despedir-me eu vos convido a olhar para a sua vida e per-
ceber: o que ocorre neste momento, o que sempre lhe ocorre (e posi-
Ɵ vo ou negaƟ vo)? Qual a sua responsabilidade sobre o caos que está 
vivendo? O que você poderia fazer de diferente agora que afetaria de 
maneira posiƟ va o seu futuro?
Ou você controla seus comportamentos, ou seus comportamentos o 
controlarão. Tenha paciência consigo mesmo – a paciência requer mui-
ta práƟ ca, mas é um comportamento valioso e merece ser exercitada.
Despedindo-me e pensando em algum recado que possa deixar pa-
 Coaching: Gerando Transformações- 129
ra quem me lê e que construa a sua estrada baseada no hoje, o seu pre-
sente é o que te impulsiona em direção ao seu futuro, pois são os pe-
quenos acontecimentos diários que tornam a vida espetacular.
Sobre Sheila Machado
 Psicóloga com especialização em Psicologia Comportamental 
pela USP/HU, Master PraƟ cƟ oner em PNL e Life Coach pela Socie-
dade Brasileira de Coach em Sao Paulo • Trabalhando com Apren-
dizagem Experiêncial, tem como missão a melhora da saƟ sfação 
e qualidade de vida de seus coachees • Encantada pela nature-
za e esportes de aventura, amplia o ambiente de trabalho ao am-
biente outdoor, proporcionando experiências de auto conheci-
mento através das praƟ cas geradas com dinâmicas ao ar livre, 
compreende a conexão entre o homem e a (sua) natureza como 
a mais fortalecedora do todas as ressignifi cacoes.
Onde mora: São Paulo/SP
E-mail: coachsheilamachado@gmail.com
Celular: 55 (11) 9-4960-0007
Whatsapp: 55 (11) 9-4960-0007
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130 - Coaching: Gerando Transformações
Sua Melhor 
Versão na 
Gestão da Emoção
Têneli Müller
Gestão da emoção é um termo comum nos dias de hoje. 
Nesse mundo frenéƟ co é algo que se torna imprescindível.
Nomenclaturas como essas surgem a todo o momento, 
mas o mais importante é o ato de gerir ou administrar 
os senƟ mentos, é nisso que se encontra o desafi o 
e é sobre isso que iremos conversar nas linhas seguintes. 
O meu muito obrigado a você.
 Coaching: Gerando Transformações- 131
Quando falamos em gestão da emoção precisamos em um primeiro 
momento entender a semânƟ ca das duas palavras para que assim pos-
samos juntar o contexto. Ao nos depararmos com a palavra gestão, en-
tendemos como defi nição o ato de gerir, de administrar algo, sendo es-
se um termo que surgiu ao longo da revolução industrial; Se levássemos 
para o lado empresarial, iríamos administrar a empresa em todos os as-
pectos, resolver confl itos, fazer com que essa empresa cresça e isso re-
fl eƟ rá em uma brilhante gestão. 
Agora, o que é emoção? Nesse caso poderíamos resumir de uma forma 
clara e simples: Emoção é todo e qualquer senƟ mento que desde o nasci-
mento acompanha os seres humanos, algumas emoções mais básicas vêm 
de “fábrica” e podemos descrevê-las com as denominações medo, triste-
za, raiva e alegria. Note que desde quenascemos saímos na desvantagem 
de senƟ mentos considerados bons em relação a senƟ mentos não tão bons 
assim, portanto temos apenas a alegria para nos confortar. 
Calma lá! Não é bem assim e para isso pedimos ajuda à PNL. 
A PNL (Programação NeurolinguísƟ ca) tem em um dos seus pressu-
postos a melhor explicação que já houve para esse desequilíbrio de sen-
Ɵ mentos e para ajudar no entendimento transcrevo a frase abaixo: 
“Todo comportamento é úƟ l em algum momento da nossa vida e ne-
nhum comportamento é úƟ l em todos os momentos da nossa vida”.
Agora que estamos familiarizados com as semânƟ cas das palavras, te-
mos como gestão da emoção o ato de gerir ou administrar nossas emo-
ções, algo muito complicado às vezes, e para isso tem que exisƟ r uma 
evolução diária, sempre um passo de cada vez. Não se deprima se for um 
micro passo, o importante é ser um micro passo na direção certa.
Nesta etapa abordaremos as três principais causas ou difi culdades da 
gestão da emoção e depois falaremos das três principais ferramentas pa-
ra gerir com maestria a emoção, algo que desejo transcrever da forma 
mais simples possível. Nosso cérebro reconhece um trauma, uma fobia, 
ou um senƟ mento ruim em nanossegundos, assim também funciona pa-
132 - Coaching: Gerando Transformações
ra as técnicas de controle da gestão da emoção. Basta apenas nanosse-
gundos para o cérebro ressignifi car uma fobia ou mesmo para a mudan-
ça de um senƟ mento de ruim para bom. Enfi m, essa poderosa máquina 
chamada cérebro é o maior e mais rápido computador que existe e va-
mos uƟ lizá-lo da melhor forma possível.
Dentre as principais difi culdades na gestão da emoção, existem três 
senƟ mentos encontrados em uma parcela imensa da humanidade. Se 
você nunca senƟ u qualquer dessas emoções, parabéns! Mas segundo 
alguns estudos você poderá senƟ r em breve, devido ao bombardeio de 
informações que recebemos todos os dias e que nos torna criadores de 
síndromes em geral, essa tríplice aliança leva o nome de ANSIEDADE, DE-
PRESSÃO e ESTRESSE.
1. ANSIEDADE
Iniciamos com um senƟ mento chamado ansiedade. Alguns podem 
considerar simples, outros como uma das emoções mais comuns nes-
se mundo frenéƟ co, mas o importante é entender do que se trata. Pa-
ra descrever a ansiedade podemos dizer que é uma preocupação de al-
go que ainda não ocorreu, ou pior, às vezes de algo que nem irá ocorrer. 
Mesmo sendo uma das sensações mais comuns, parece frágil, mas não 
é, esse senƟ mento é tão diİ cil de gerir quanto qualquer outro. Os sinto-
mas mais comuns nas crises de ansiedades são: 
• Falta de ar ou sensação de sufoco; 
• Arrepios; 
• Suores, frios; 
• Mãos úmidas; 
• Tensão muscular; 
• Dores; 
• Difi culdades para dormir; 
• Leve tontura ou verƟ gem; 
• Sensação de impotência.
2. DEPRESSÃO
Esse senƟ mento ocorre de forma gradaƟ va, aumenta silenciosamen-
te. É algo tão sério que afeta todos ao seu redor de uma forma direta ou 
 Coaching: Gerando Transformações- 133
indireta. Para quem sente nada faz senƟ do, nada tem graça, o melhor é 
fi car ali sem fazer nada e sem a companhia de ninguém, uma tarefa ár-
dua administrar esse senƟ mento. O primeiro passo é a intervenção mé-
dica, pois são raros os casos que a superação ocorreu sem a ajuda de ter-
ceiros. Não é impossível, mas a energia gasta é quase sobre-humana e 
não é indicada a ninguém. Os principais sintomas são: 
• Isolamento social;
• Chorar mais e com mais frequência; 
• Comportamentos suicidas; 
• Redução do interesse e prazer sexual; 
• Agitação motora; 
• Inquietude; 
• Alterações dos ritmos cardíacos; 
• Humor deprimido; 
• Desânimo persistente;
• Tristeza; 
• Baixa autoesƟ ma; 
• SenƟ mentos de inuƟ lidade; 
• Vazio; 
• Culpa ou/e irritabilidade.
3. ESTRESSE
Para completar nossa tríplice aliança, temos o estresse. Segui essa or-
dem para fazer senƟ do, pois tudo inicia com uma “ansiedade”, que se for 
deixada de lado pode virar uma “depressão” e ambos senƟ mentos levam 
ao “estresse”, termo esse que era usado na İ sica, relacionado com des-
gaste de materiais e que também advém de uma patologia simples. Essa 
simplicidade levou a um incrível aumento de pessoas estressadas. Nos 
dias atuais o termo é uƟ lizado até pelas crianças devido sua normalida-
de: basta uma pequena alteração de humor e já uƟ lizam que estão es-
tressados e por isso agem de tal forma. Enfi m, não importa a simplicida-
de ou naturalidade, o estresse é algo a ser acompanhado e administra-
do, pois suga suas energias e não lhe traz beneİ cio algum. 
O principal sintoma: desgaste İ sico e mental com uma mudança bru-
tal de humor.
134 - Coaching: Gerando Transformações
Para encerrar o assunto da tríplice aliança dos monstros da nos-
sa mente, gostaria de mostrar que existem inúmeros outros monstros 
e, caso você possua um deles como algo de esƟ mação, a boa noơ cia é 
que sempre é possível domesƟ cá-los (sobre isso irei comentar um pouco 
mais à frente. Nesse momento quero apenas demonstrar os nomes des-
ses monstros que assombram grande parte da população).
O grande Dr. Augusto Cury, em seu livro gestão da emoção, elencou 
38 Ɵ pos de fantasmas ou monstros que devemos nos preocupar quan-
do falamos em gestão da emoção. Gostaria de transcrevê-los e com is-
so tomarmos consciência da proporção dessa nossa administração do 
EU interior, de que nunca será uma tarefa fácil, mas também nunca se-
rá impossível.
1 - Timidez e insegurança; 
2 - Autopunição; 
3 - SenƟ mento de culpa; 
4 - SenƟ mento de vingança; 
5 - Complexo de inferioridade; 
6 - Ciúme; 
7 - Fragmentação da autoesƟ ma; 
8 - Baixo limiar para frustrações; 
9 - Fobias (social, agorafobia, claustrofobia, tecnofobia, de animais);
10 - Irritabilidades; 
11 - Impaciência e fl utuação emocional exageradas; 
12 - AngusƟ a; 
13 - Impulsividade; 
14 - Ansiedade; 
15 - Depressão; 
16 - Mau humor; 
17 - Pessimismo; 
18 - Doenças psicossomáƟ cas; 
19 - Vigorexia; 
20 - Transtornos alimentares (anorexia, bulimia); 
21 - Dependência química; 
 Coaching: Gerando Transformações- 135
22 - Transtornos obsessivos compulsivos (TOC); 
23 - Conformismo; 
24 – Coitadismo; 
25 – Egocentrismo; 
26 – Individualismo; 
27 – Necessidades neuróƟ cas (necessidade de poder, de estar sem-
pre certo, de ser o centro das atenções, de falar compulsivamente, de 
preocupação com a imagem social); 
28 – Auto abandono; 
29 – Solidão social; 
30 – Autocobrança; 
31 – Inveja sabotadora; 
32 – Sofrimento por antecipação; 
33 – Ruminação de perdas e frustrações; 
34 – Cobrança excessiva; 
35 – Compulsão por reclamar; 
36 – Difi culdade de se reinventar; 
37 – Défi cit de proteção emocional; 
38 – Hipocondria ou medo de doenças. 
FERRAMENTAS PARA GESTÃO DA EMOÇÃO
1- EMPATIA
Nos parágrafos anteriores falamos um pouco sobre os monstros que 
habitam nossa mente, mas agora falaremos de soluções na práƟ ca. Co-
meçaremos com um senƟ mento importanơ ssimo quando temos em 
pessoas próximas alguns dos monstros da tríplice aliança. A melhor fer-
ramenta a ser uƟ lizada é a empaƟ a. 
Podemos dizer que esse é o senƟ mento de se colocar no lugar do 
outro e poderíamos analisar com você observando as ações a sua volta 
como um espectador, antes de uƟ lizar o seu conceito e a sua opinião. 
Essa aƟ tude é de extrema importância, pois gestão da emoção envol-
ve tudo que acontece ao seu redor e não a exclusividade dos seus sen-
Ɵ mentos. Quando você uƟ liza a empaƟ a tudo fi ca mais suave, chegaa 
136 - Coaching: Gerando Transformações
parecer que tudo fl ui naturalmente, o convívio é bem melhor! Para ter 
certeza, faça o teste e veja as mudanças quase imediatas na sua gestão.
2- CONTEMPLAR O BELO
Outra ferramenta que funciona muito bem na gestão da emoção é 
contemplar o belo e podemos considerar como um exercício de graƟ dão. 
Quando nos damos ao prazer de enxergar o belo nas pequenas coisas, 
tudo muda, faça a experiência! Tudo que demonstro como ferramentas 
da gestão da emoção devem ser colocadas em práƟ ca, só assim verá o 
resultado. Pegue uma simples fl or e contemple toda sua estrutura, veja 
se é macia, analise seu tamanho, veja como é belo cada minúsculo de-
talhe, a energia está onde a atenção está concentrada, após todo esse 
exercício uƟ lize outros objetos que lhe agradem.
3- ATENÇÃO PLENA
A práƟ ca mais poderosa, em minha opinião, é a atenção plena e 
podemos simplifi car seu signifi cado em um dos milhares de Ɵ pos que 
existem quando o assunto é meditação. É quando você se coloca a me-
ditar e depois silenciar, logo não conseguimos deixar de pensar, ou se 
preferir, não conseguimos pensar em nada. Faça uma brincadeira sim-
ples agora, nesse momento: “NÃO PENSE EM UM ELEFANTE ROSA”. É 
quase impossível, não é? Mas a parte boa é que nessa hora que tenta-
mos aƟ ngir esse controle, as melhores idéias surgem. Um pouco à fren-
te vou explicar como fazer esse exercício, porém preciso dizer antes 
que a meditação, o silêncio, a atenção plena, não importa a nomencla-
tura, fazem toda diferença na vida de uma pessoa e você precisa ter es-
se momento, você precisa se conectar com alguma realidade que acre-
dita, esse é o momento! 
EXERCÍCIO
Encontre um lugar silencioso e com pouca ou nenhuma distração. Re-
serve um tempo e espaço na agenda diária para a práƟ ca meditaƟ va. Use 
roupas confortáveis e adequadas. Sente-se em posição que permita pou-
co ou nenhum desconforto durante o tempo de práƟ ca. O pescoço deve 
estar em posição neutra e confortável. A coluna deve estar ereta quando 
sentado, com ombros alinhados, e com as mãos apoiadas nas pernas pa-
 Coaching: Gerando Transformações- 137
ra evitar desconforto na cintura escapular. Os olhos podem estar fecha-
dos. Meditar por períodos menores no começo (5-10 minutos), aumen-
tando o tempo da práƟ ca progressivamente, conforme possibilidades e 
necessidades de cada um. Nunca se esqueça que para ser um bom admi-
nistrador de emoção você precisa ser um ser humano incrível!. Toda essa 
evolução pode levar horas, dias, meses ou até vidas, o importante é sa-
ber onde você está nesse exato momento da evolução, onde você quer 
chegar e quais resultado quer aƟ ngir.
CONCLUSÃO
Para encerrar essa explanação, vamos falar do que existe de mais atu-
al na gestão da emoção, isso ocorre quando há a junção do coach e PNL 
(Programação NeurolinguísƟ ca). Essa união possui inúmeras ferramen-
tas para se trabalhar. Abordaremos uma de extrema importância que é o 
gaƟ lho de memória. Nesse quesito é importante que saibamos que não 
temos como apagar uma memória, isso só ocorreria com algum Ɵ po de 
acidente cerebral e se não podemos apagar nada dessa máquina, então 
podemos criar informações paralelas, os chamados gaƟ lhos de memó-
ria, que funcionam da seguinte forma: 
Quando por algum moƟ vo passamos por experiências traumáƟ cas, 
em nanossegundos essa janela de memória se abre e você perde todo o 
controle. Essas janelas traumáƟ cas podem ser construídas na infância e 
levadas até o fi m da vida. Um exemplo é de alguém que se envolveu em 
um acidente de carro na infância, é natural que o ser humano crie um 
medo de dirigir na fase adulta, pois foi instaurado um gaƟ lho de memó-
ria traumáƟ co na criança, onde ela associará o medo a situações seme-
lhantes, mesmo que não se lembre do fato ocorrido. 
A solução é simples, teremos que nutrir nosso cérebro com infor-
mações saudáveis sobre o mesmo assunto, como por exemplo, uƟ li-
zando a ressignifi cação da PNL (Programação NeurolinguísƟ ca), mas, 
antes, analise todas suas informações do passado e faça uma recicla-
gem, procure o Ɵ po de pensamento que abre essa janela traumáƟ ca. 
Este será o passo crucial. 
Feito esse processo de refl exão você irá analisar suas crenças limitan-
tes que tanto para o coach quanto para a PNL (Programação Neurolin-
guísƟ ca), são o que te impossibilitam de fazer voos maiores. Essas cren-
ças limitantes são as causas de inúmeras ruínas no setor da gestão da 
emoção. Pense em você como uma empresa, agora pense nas crenças 
138 - Coaching: Gerando Transformações
como aquele setor burocráƟ co, que nada funciona e não deixa as coisas 
fl uírem com naturalidade. 
Pronto, estamos com toda a receita. Temos o moƟ vo pelo qual a ja-
nela traumáƟ ca abre, temos nossas crenças limitantes e temos uma fer-
ramenta poderosa chamada ressignifi cação que uƟ lizaremos para a cria-
ção das janelas saudáveis ao lado das janelas traumáƟ cas. Sei que é um 
pouco confuso esse assunto, mas fará toda a diferença na sua gestão.
Para ressignifi car você pega uma frase simples no inicio, como, “ Eu 
sou muito chato quando o assunto é disposição dos objetos”, e transfor-
mar essa frase em, “Fico pensando o quão organizado eu sou quando o 
assunto é disposição dos objetos”. 
Pronto, esse é um exemplo simples, agora temos que ressignifi car al-
guns senƟ mentos, algumas crenças, para sermos autores da nossa pró-
pria história. Somos únicos e devemos viver ao máximo nossa pequena 
passagem nesse plano, uƟ lize a ressignifi cação para provar a você mes-
mo que é capaz de superar esses obstáculos e comandar a gestão da sua 
emoção. Mais uma vez repito que não será uma tarefa fácil, mas ao con-
seguir, toda vez que abrir essa janela traumáƟ ca automaƟ camente, tam-
bém abrirá a janela saudável e a gestão estará sob controle. 
Desejo que você tenha o máximo de controle da sua gestão, que vo-
cê aprenda a cada dia com os seus medos, suas fraquezas, que não te 
impeçam de agir, de caminhar, que você seja livre e domesƟ que seus 
monstros, que fale deles com naturalidade, exponha até o mais vil dos 
senƟ mentos em todas conversas com o seu eu interior. Refl exione e viva 
sem limites para errar, que seus dias sejam tão incríveis e emocionantes 
quanto tudo que você guarda dentro de você. 
Um grande e afetuoso abraço, sucesso, muita paz e luz, fi que com 
Deus e Namastê ! 
Bibliografi a
Cury, Augusto
Gestão da emoção : técnicas de coaching emocional para gerenciar a 
ansiedade, melhorar o desempenho da pessoal e profi ssional e conquis-
tar uma mente livre e criaƟ va / Augusto Cury. - São Paulo : Saraiva, 2015. 
 Coaching: Gerando Transformações- 139
Sobre Têneli Müller
 Life Coach formado pelo ICPP, PracƟ Ɵ oner em PNL pela Ápice Desen-
volvimento Humano, Fundador e Idealizador do Portal Genius in Cons-
trucƟ on (G.I.C.) • Idealizador do projeto “Nem o Céu é o Limite“ para 
Universitários, desenvolvido em parceria com o projeto USCS EMPREEN-
DER na Universidade Municipal de São Caetano do Sul e do curso de for-
mação “O Atalho para o sucesso” • Residente e domiciliado em Mauá há 
35 anos, também faz parte de projetos sociais tais como: “Portal Supe-
ração”, que fornece ajuda emocional para pessoas com câncer supera-
rem esse desafi o, e “Natal Solidário” a crianças carentes da região • Seu 
valor principal é não perder a sua essência e estar sempre em busca da 
conscienƟ zação e evolução humana.
Onde reside: Mauá - SP
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140 - Coaching: Gerando Transformações
Técnicas de Voz, 
Postura e Comunicação 
Para Palestrantes
Thiago Rinnaldi 
É importante saber como comunicar com sinais 
posiƟvos, cravar nossa marca pessoal, nosso 
esƟ lo próprio. Podemos transmiƟ r sinais negaƟ vos
através da postura, voz, gestos 
e é necessário conhecer quais são, pois podem 
transmiƟ r imagens inadequadas a nosso respeito.
 Coaching: Gerando Transformações- 141
A comunicação é uma ferramenta bastante importante nos dias de 
hoje, tanto no ponto de vista pessoal, quanto no ponto de vista profi ssio-
nal. Na verdade a comunicação nos revela para as pessoas e passa uma 
ideia muito forte de como somos, como nos senƟ mos em cada momen-
to e em cada situação.
É importante entender que emiƟ mos sinais para as pessoas quando 
nos comunicamos. Esses sinais podem ser posiƟ vos ou negaƟ vos e é in-
teressante que saibamos idenƟ fi car quais são esses sinais, pois funcio-
nam como a nossa marca pessoal, como nosso esƟ lo próprio. Muitas ve-
zes podemos transmiƟ r sinais negaƟ vos e é necessário conhecer quais 
são esses sinais para poder interferir e melhorar, pois produzem caracte-
rísƟ cas negaƟ vas com ruídos de comunicação, transmiƟ ndo imagens ina-
dequadas a nosso respeito. Esses sinais, na práƟ ca, são emiƟ dos para as 
pessoas por meio de três condições:
Primeiro: condição corporal. O movimento do meu corpo, a manei-
ra como me coloco e os gestos que uƟ lizo produzirão determinado im-
pacto. Segundo: a maneira como eu falo. A maneira como colocamos a 
nossa voz, as pausas, as ênfases que uƟ lizamos em um discurso, também 
produzirão um determinado impacto. Terceiro: aspectos vocais que es-
tão relacionados com a maneira como uƟ lizamos a voz.
Estes três grupos de caracterísƟ cas produzirão impactos e é sobre ca-
da um deles que passaremos a analisar nos próximos tópicos.
CORPO: POSTURA E GESTOS
O primeiro ponto, a postura, é a maneira como nos colocamos corpo-
ralmente, nossa postura passa impressões muito fortes a nosso respeito. 
Estudos apontam que cinquenta e cinco por cento do impacto na comu-
nicação vem da imagem que passamos com o nosso corpo, por esta ra-
zão é de extrema importância destacar as caracterísƟ cas principais que 
142 - Coaching: Gerando Transformações
devemos entender para transmiƟ r a imagem correta, a fi m de que o ou-
vinte absorva ao máximo a ideia que pretendemos passar.
O interessante é sempre adotar uma postura ereta e confortável, em 
que o narrador se coloque de frente para a pessoa com quem irá se co-
municar. Quando uƟ lizamos esse Ɵ po de postura passamos a impressão 
para as pessoas de que somos totalmente seguros em relação ao assun-
to que estamos tratando e, principalmente, que nos senƟ mos moƟ vados 
e confi antes em nos comunicar.
Se, por acaso, senƟ mos insegurança em relação ao que estamos fa-
lando, é comum que nos apresentemos com uma postura mais humilde, 
com o corpo levemente inclinado para baixo, ombros caídos, ou ainda, 
cabeça voltada para o chão. Se uma pessoa adota esse Ɵ po de postura 
ao expor suas ideias, o ouvinte terá, automaƟ camente, a impressão de 
que o narrador não se sente seguro, que não tem muita certeza em rela-
ção ao conteúdo que está transmiƟ ndo. Portanto é uma postura que não 
passará a fi rmeza necessária, principalmente em uma reunião de negó-
cios, ou em uma palestra, pois o que chamará mais atenção é a postu-
ra derrotada e de insegurança do locutor e não o conteúdo da fala pro-
priamente dito, não transmiƟ ndo a credibilidade que se pretende aƟ ngir.
Por outro lado devemos também tomar cuidado com as posturas exa-
geradas. Se o locutor posicionar-se de uma forma ereta, mas extrema-
mente rígida, certamente passará a ideia de esnobismo e de anƟ paƟ a 
que consequentemente afastará as pessoas, fazendo com que estas per-
cam o interesse em captar o conteúdo da fala.
Em relação aos gestos, sabemos que é algo natural e automáƟ co 
quando nos comunicamos. Os gestos fazem parte da comunicação do 
nosso dia a dia, seja em um diálogo pessoal ou profi ssional. Basicamente 
uƟ lizamos dois Ɵ pos de gestos de maneira natural em nossos diálogos: 
os gestos de ênfase e os gestos simbólicos. Passaremos a entender cada 
um deles e a sua importância neste tópico.
O primeiro é um gesto que demonstra ênfase, que signifi ca destacar 
um determinado trecho durante a fala, e que é marcado, por exemplo, 
com o movimento das mãos. Durante um diálogo, ou uma narraƟ va, o 
corpo interage através de gestos e nos momentos da fala em que que-
remos enfaƟ zar algo, costumamos fazer movimentos para salientar este 
trecho, o que é visto com uma condição natural. Por exemplo, erguer as 
mãos para transmiƟ r a ideia de altura.
Outro gesto que é muito uƟ lizado é o simbólico. Gesto simbólico é 
aquele que realizamos de forma a neutralizar ou suavizar a narraƟ va. As-
 Coaching: Gerando Transformações- 143
sim, se o narrador está em um discurso em que não pode enfaƟ zar de-
terminados trechos, ou não pode demonstrar seus próprios senƟ mentos 
em relação aos fatos narrados, deve atentar-se para a realização de ges-
tos simbólicos que tornarão a sua narraƟ va neutra. Esses gestos podem 
ser, por exemplo, uma mão sobre a outra, com as mãos apoiadas em al-
gum lugar ou com os dedos cruzados, gestos esses que podemos idenƟ -
fi car muito em apresentadores de telejornais. Todas essas são posições 
neutras que intermediarão esses gestos e a narraƟ va. 
No entanto devemos nos atentar para que esta posição neutra não 
permaneça durante toda a narraƟ va, sendo necessário realizar uma va-
riação de movimentos neutros no decorrer do tempo. Devemos evitar 
repeƟ r sempre o mesmo gesto, voltando sempre para a mesma posição 
neutra, pois se não houverem variações o narrador passará a ideia de al-
go muito arƟ fi cial, como se as mãos ganhassem vida própria e se movi-
mentassem independente do conteúdo da fala. 
Portanto, ao longo de toda e qualquer narraƟ va ou diálogo o locutor 
deve permanecer sempre atento aos gestos que serão realizados para 
não transmiƟ r a impressão de estar nervoso, tenso, inseguro, ou seja, de 
que não está tão certo do que fala ou expõe.
CORPO: EXPRESSÃO FACIAL
No que se refere à expressão facial devemos entender que o nosso 
rosto é visto pelo ouvinte a parƟ r de dois planos. O primeiro é um plano 
superior, que abrange a ponta do nariz para cima até o topo da cabeça, 
onde os olhos tem maior carga expressiva e causarão maior impacto du-
rante a comunicação. O segundo é um plano inferior, da ponta do nariz 
para baixo até o queixo, onde a boca será a maior responsável pela carga 
expressiva. É de extrema importância passar ao ouvinte a impressão de 
harmonia desses dois planos. Assim, durante o discurso, o locutor deve 
falar movimentando bem a boca e realizando movimentos com os olhos 
e com a testa, que devem se harmonizar e serem coerentes entre si. 
Devemos estar atentos para não cometermos alguns erros comuns 
em relação à expressão facial, para que o discurso não se torne exagera-
do, caricato ou arƟ fi cial. Um dos erros mais comuns ocorre quando o lo-
cutor/narrador está muito inseguro em relação à situação e arƟ cula mui-
to pouco os lábios, falando com a boca quase fechada. Como foi dito, a 
parte de baixo do rosto é um dos focos de atenção durante um diálogo 
e a boca é o ponto principal. Se o narrador quase não movimenta os lá-
144 - Coaching: Gerando Transformações
bios, acaba perdendo expressão e prejudicando o conteúdo que preten-
de expor. Estará níƟ da sua insegurança e isso chamará muito a atenção.
Outro erro comum ocorre quando o narrador/locutor está muito tenso 
ou preocupado com a situação e nestes casos é comum exagerar um pou-
co mais nas expressões faciais, franzindo a testa ou apertando os olhos. Ao 
realizar essas manobras o locutor passará a impressão muito forte de que 
realmente aquela situação o está incomodando de alguma forma.
Um úlƟ mo exemplo ocorre quanto o locutor está assustado com a si-
tuação e acaba arregalando os olhos,o que chamará a atenção do ouvin-
te para estes gestos. 
Então é fundamental estar atento às expressões faciais realizadas em 
um diálogo, pois estas podem acabar por denunciar determinada inse-
gurança, preocupação ou falta de preparo e prejudicar todo o discurso. 
O ideal é realizar movimentos arƟ culados naturais, sem exageros, com 
a movimentação e expressão adequadas, para que o ouvinte possa ser 
atraído de maneira posiƟ va pelas expressões do locutor.
FALA: MODULAÇÃO E PAUSA
A fala pode acontecer a parƟ r de várias modulações, entonações, 
pausas e padrões diferenciados que produzem determinado impacto e 
diversos efeitos. Dois pontos são de extrema importância na fala: a mo-
dulação e a pausa, pois dependendo da maneira que são uƟ lizados, po-
dem ajudar ou prejudicar um discurso.
Modulação é o tom que a voz deve estar quando queremos transmi-
Ɵ r uma mensagem. É o processo de variação de altura, de intensidade da 
voz. As pessoas modulam o tom da voz para produzir a fala e a cada fi nal 
de frase ocorrem três possibilidades de modulação.
As frases podem ser fi nalizadas num padrão ascendente, descenden-
te ou linear. No ascendente temos o aspecto fi nal da frase como se fosse 
uma surpresa, como se esƟ vesse falando de algo animado, alegre, fesƟ -
vo, ou até de espanto. Neste caso a modulação será crescente ao longo da 
frase, que será fi nalizada com uma variação de tom maior que no início.
O padrão descendente ocorre quando o narrador fala de algo mais 
sério, triste, ou envolvendo um lamento, fi nalizando a frase com pouca 
modulação de voz, diminuindo o tom da fala ao fi nal.
O terceiro padrão é chamado de linear, que é o padrão mais comum 
em uma narraƟ va ou discurso. Neste caso não há muita variação na mo-
 Coaching: Gerando Transformações- 145
dulação da voz, que se manterá praƟ camente no mesmo tom ao longo 
de toda a fala, sem ênfases. Ocorre quando há a narraƟ va de coisas sem 
muito conteúdo atrelado ao aspecto emocional. 
Então, essas entonações produzem impactos diferentes e devem os-
cilar de acordo com o conteúdo. 
Algumas pessoas tendem a viciar em um determinado padrão de mo-
dulação, o que torna o discurso engessado, previsível e pouco atraƟ vo, 
pois o narrador chama mais atenção do que o conteúdo. Portanto, é im-
portante ter uma variação da modulação na fala, o que faz com que o ou-
vinte mantenha interesse em toda a narraƟ va. 
A pausa é outro aspecto de extrema relevância, pois além de ter uma 
conotação didáƟ ca, é uƟ lizada para garanƟ r que o ouvinte está enten-
dendo perfeitamente todo o conteúdo do discurso. Quanto mais difi cul-
dades de compreensão são idenƟ fi cadas no ouvinte, mais pausas serão 
uƟ lizadas. Ao contrário, se o ouvinte possui uma rápida compreensão da 
narração, o número de pausas entre as frases deve ser menor para não 
deixar o discurso entediante.
As pausas ao longo das frases devem ser dosadas para que todo o 
conteúdo possa aƟ ngir de maneira efi ciente o ouvinte, separando blo-
cos de signifi cados de forma que ele realmente tenha oportunidade de 
acompanhar todo o raciocínio. Pausas encaixadas em trechos inadequa-
dos farão com que o ouvinte note algo arƟ fi cial e sem lógica, sem senƟ -
do, na maneira de falar. Ainda, o excesso de pausas causa a impressão de 
que o ouvinte precisa de muito auxílio para compreender o conteúdo do 
discurso, fazendo com ele se sinta desconfortável.
Por outro lado, se o discurso não apresenta qualquer pausa transmite 
a impressão de que o narrador não possui preocupação com o entendi-
mento ou compreensão do ouvinte. Então, a pausa é um elemento mui-
to importante e deve ser uƟ lizada para enfaƟ zar determinados trechos 
dentro do discurso. Toda vez que ocorre uma pausa é como se colocasse 
um holofote na informação que vem a seguir, portanto é um recurso que 
deve ser uƟ lizado nos locais corretos e de maneira dosada.
FALA: ÊNFASE E VOGAIS
Outro recurso muito importante é o da ênfase. Quando enfaƟ zamos 
uma palavra, agregamos valor a ela. O intuito da ênfase é demonstrar ao 
ouvinte a importância ou relevância de determinado trecho para que ele 
possa idenƟ fi car como sendo fundamental para sua compreensão, qua-
146 - Coaching: Gerando Transformações
se como uma mensagem subliminar que deixará em evidência aquele 
momento. A ênfase está muito associada à ideia de entusiasmo na co-
municação e produz um impacto interessante no ouvinte, chamando a 
sua atenção, transmiƟ ndo a impressão de moƟ vação. Pode transmiƟ r a 
ideia de urgência ou até diretrizes em uma determinada ação.
Como exemplo, podemos uƟ lizar a frase: “Precisamos relacionar no-
vos clientes hoje”. Neste caso, se a ênfase for direcionada à palavra “ho-
je”, transmiƟ rá ao ouvinte a necessidade de urgência na ação. Se alterar-
mos a ênfase para a palavra “novos”, transmiƟ rá a necessidade de um 
plano de ação para captação de novos clientes e não adotar medidas pa-
ra clientes já existentes.
Outro recurso da fala diz respeito à duração das vogais. As vogais pro-
duzem um impacto muito importante em um discurso, pois dependen-
do do Ɵ po de duração, transmite certos sinais ao ouvinte. Se o narrador 
uƟ lizar uma duração muito curta de vogais, transmiƟ rá a ideia de mui-
ta objeƟ vidade. Ao inverso, a uƟ lização de uma vogal muito longa trans-
miƟ rá a impressão de mais subjeƟ vidade. Assim, se há a necessidade de 
dar uma ordem ou passar uma informação de maneira precisa, como em 
uma reunião da empresa, por exemplo, as vogais não devem ser profe-
ridas de maneira longa e duradoura, pois é um discurso que deve passar 
ideia de mais objeƟ vidade.
VOZ: RESSONÂNCIA
Ressonância é um sistema de repercussão de sons que vibram em 
frequência própria com amplitude acentuadamente maior, como resul-
tado de esơ mulos externos que possuem a mesma frequência de vibra-
ção. A nossa voz é produzida no nível das pregas vocais, que são estru-
turas musculares em formato de “V”, posicionadas na laringe, paralelas 
ao chão. O som que é produzido nas pregas vocais é muito fraco, preci-
sa ser amplifi cado para ganhar projeção, e é essa amplifi cação que de-
nominamos ressonância.
Nós temos basicamente três cavidades de ressonância que envolvem 
a projeção da voz, que são boca, garganta e a cavidade nasal. Desta for-
ma, para nos comunicarmos adequadamente, devemos saber uƟ lizar de 
forma equilibrada estas cavidades, transmiƟ ndo ao ouvinte a sensação de 
conforto na produção da fala, o que é bastante posiƟ vo para o diálogo.
Entretanto pode ocorrer algum desequilíbrio nessa uƟ lização, jogan-
do, por exemplo, o foco da emissão do som todo na garganta, provocan-
 Coaching: Gerando Transformações- 147
do uma sobrecarga desta que realizará, sozinha, o trabalho que deve ser 
desempenhado com o equilíbrio das três estruturas acima mencionadas. 
Se isso ocorrer o narrador causará a impressão de uma pessoa com pou-
ca energia, de uma pessoa triste ou deprimida, o que não é interessan-
te para transmiƟ r a mensagem que se pretende. Pode ocorrer também o 
desenvolvimento de um padrão aơ pico, sem a uƟ lização de cavidade na-
sal. Ocorre como se o narrador esƟ vesse muito gripado naquele momen-
to, passando a impressão de falta de contato, porque o nariz é muito rela-
cionado ao aspecto afeƟ vo e emocional. Ainda, pode ocorrer de o narra-
dor uƟ lizar de maneira exagerada a cavidade nasal, com o som ressoando 
somente na faringe, transmiƟ ndo a impressão de uma pessoa mais fúƟ l ou 
menos preparada profi ssionalmente. A voz, neste caso, sai com som total-
mente anasalado, o que também é muito negaƟ vo em um diálogo.
Portanto é muito importante que o locutor esteja atento à forma de 
ressonância da voz durante a sua fala, trabalhando com exercícios espe-
cífi cos para desenvolver corretamente a habilidade de fazer ressoar o 
som harmoniosamente por todas as cavidades.
.
VOZ: QUALIDADEE TOM
A voz é uma das projeções mais fortes e marcantes da personalida-
de de cada indivíduo e incorpora caracterísƟ cas vocais na comunicação 
de forma automáƟ ca, sem que ele note que isso acontece. Este processo 
ocorre de maneira absolutamente intuiƟ va e subjeƟ va, revesƟ ndo-se de 
grande importância no cuidado que se deve ter para alcançar a qualida-
de e o tom necessários para a comunicação.
No que tange à qualidade vocal, é recomendado que seja realizado 
um trabalho de forma neutra, com o intuito de transmiƟ r a impressão 
de conforto, de uma fala tranquila e controlada. Porém a qualidade vo-
cal nem sempre é neutra, pois algumas pessoas acabam desenvolvendo 
uma caracterísƟ ca de rouquidão que pode ocorrer devido a algum pro-
blema fi siológico, ou simplesmente pela própria caracterísƟ ca natural 
desta voz. Assim, uma voz com caracterísƟ ca de rouquidão muito mar-
cante pode causar a impressão de que o narrador está realizando uma 
força excessiva para se comunicar, transmiƟ ndo a ideia de desconforto. 
Quando a voz é uƟ lizada assim, pode gerar incômodo nos ouvintes, que 
tendem a diminuir o interesse em focar sua atenção no discurso, dedu-
zindo que o narrador está cansado ou que não aguenta mais conƟ nu-
ar seu diálogo. 
148 - Coaching: Gerando Transformações
Caso a voz rouca seja predominante no dia a dia de um indivíduo, es-
te deve procurar o auxílio de um profi ssional da área da saúde que po-
derá diagnosƟ car alguma difi culdade fi siológica, indicando o tratamento 
adequado para minimizar esta caracterísƟ ca, inclusive com a fi nalidade 
de prevenir eventuais danos às pregas vocais.
Por fi m, para manter uma boa qualidade vocal é imprescindível a re-
alização de cuidados diários com a voz, dentre eles manter sempre bem 
hidratadas as pregas vocais, seja antes, durante ou depois de um dis-
curso, assim como realizar aquecimentos específi cos para a fala, manter 
uma alimentação adequada e evitar o consumo de alimentos ou produ-
tos que possam anestesiar as pregas vocais e prejudicar a qualidade da 
fala, podendo ocasionar danos mais graves.
Outra caracterísƟ ca da fala é o tom de voz uƟ lizado. O tom da voz po-
de variar de grave para agudo, sendo que cada variação causa um im-
pacto diferente no ouvinte. A voz mais grave, que tende a ser mais gros-
sa, transmite a ideia de fi rmeza e seriedade, ou até uma ideia imperaƟ -
va, de ordem, de uma pessoa mais madura ou profi ssional. Já uma voz 
bem aguda, ou seja, bem fi na, causa a impressão de uma pessoa mais 
alegre, mais solta, ou até mais insegura ou imatura. É importante desta-
car que estas caracterísƟ cas apenas causam ao ouvinte uma primeira e 
superfi cial impressão acerca do narrador. No entanto, a maneira corre-
ta de colocar a voz durante um discurso, independente de a voz ser gra-
ve ou aguda, fará a diferença para o entendimento adequado de todo o 
raciocínio pelo ouvinte.
É certo que todas as pessoas possuem o tom que lhe é mais natural, 
mas é fundamental a análise deste a fi m de adequar um padrão para ca-
da situação, mantendo, mais uma vez, o equilíbrio do discurso.
VOZ: INTENSIDADE E ARTICULAÇÃO
Outra condição importante é a intensidade da voz, ou seja, o volume 
uƟ lizado para a comunicação, que pode ser baixa, média ou alta. 
A baixa intensidade transmite a impressão de falta de segurança. 
Como exemplo, uma pessoa que preside uma reunião de negócios e fa-
la extremamente baixo acaba gerando dúvida nos demais parƟ cipan-
tes da reunião, pois não transmiƟ rá a sensação de segurança sobre o 
que está falando. Ao contrário desta, uma pessoa que em uma reunião 
de negócios fala extremamente alto, ou seja, com uma alta intensida-
de, como se esƟ vesse gritando, passará a impressão de que está inva-
 Coaching: Gerando Transformações- 149
dindo o espaço do ouvinte, sendo uma pessoa arrogante, agressiva ou 
intransigente, gerando um alto índice de rejeição. O discurso mais ade-
quado é aquele que se desenvolve em uma intensidade mediana, para 
que a narraƟ va seja confortável e agradável aos ouvidos de quem es-
tá presente.
Um úlƟ mo aspecto diz respeito à forma com que as palavras são arƟ -
culadas. A arƟ culação, neste caso, é a movimentação de toda a estrutu-
ra que envolve a boca para produzir os sons da fala, e mais uma vez, pa-
ra a realização de um bom discurso, é imprescindível que as palavras se-
jam corretamente arƟ culadas, sem exageros, com um ajuste equilibrado 
da arƟ culação, onde os movimentos acontecem com a amplitude neces-
sária e a precisão desejada.
Quando uma pessoa arƟ cula as palavras adequadamente, demonstra 
estar absolutamente segura do que está dizendo. No entanto, se o nar-
rador arƟ cula pouco a boca, com os lábios praƟ camente cerrados, cau-
sará a impressão de que não tem certeza do que está falando. Essa ma-
neira de arƟ cular é conhecida como arƟ culação imprecisa e está sem-
pre presente nas situações em que o narrador possui dúvidas em rela-
ção ao conteúdo do discurso. Nessa condição a dúvida ou insegurança 
gera tensão, e esta tensão é direcionada automaƟ camente para a man-
díbula, travando a musculatura, causando a impressão de agressividade 
conƟ da, como se o narrador esƟ vesse com raiva, produzindo como rea-
ção uma aƟ tude de defesa ou de ataque do seu ouvinte.
Outra forma de arƟ culação é o ajuste exagerado, que é chamado de so-
brearƟ culação, quando há o exagero na arƟ culação das palavras e faz com 
que o narrador atraia toda a atenção para essa movimentação, gerando 
uma impressão de esnobismo ou falsidade. O narrador não produzirá cre-
dibilidade na sua fala, por ser muito caricato e exagerado o discurso. 
Essas são as caracterísƟ cas principais que devem ser observadas para 
produzir o melhor impacto ao ouvinte, dosando e equilibrando a intensi-
dade da fala e a arƟ culação das palavras para transmiƟ r a ideia adequa-
da a respeito do narrador.
RESPIRAÇÃO
A respiração é realizada por três meios disƟ ntos. Pode ser pela via na-
sal, pela via oral, ou de forma mista, que ocorre quando inspiramos si-
multaneamente pelo nariz e pela boca, como por exemplo quando leva-
mos um susto. Independente do meio em que ocorre a inspiração, o indi-
150 - Coaching: Gerando Transformações
víduo deve estar atento ao direcionamento do ar para que obtenha uma 
melhor performance em seu discurso, sem apresentar cansaço, fadiga 
ou falta de ar. Para evitar essas circunstâncias é recomendado o direcio-
namento do ar para a região abdominal, desenvolvendo assim a respira-
ção conhecida como diafragmáƟ ca.
Existem diversas formas de respiração, sendo a respiração diafrag-
máƟ ca ou abdominal, assim como a respiração torácica, a mais comum.
Para a realização da respiração diafragmáƟ ca, o ar que é inspirado 
deve ser direcionado para o abdome, gerando a expansão do diafrag-
ma. Da mesma forma, ao expirar, o ar é comprimido no diafragma e es-
sa compressão vai direcioná-lo com uma maior intensidade e maior pro-
jeção para as pregas vocais, possibilitando um melhor controle do som 
para as cavidades de ressonância, a fi m de obter o melhor resultado na 
hora da comunicação.
Essa forma de respiração é a indicada para todos os profi ssionais que 
trabalham com o desempenho da voz, pois não gerará tensão e, ainda, 
proporcionará um melhor controle e rendimento de sua atuação. Para 
que isso ocorra, é importante treinar e coordenar esse fl uxo de ar, evi-
tando ao máximo que ele ocorra com a expansão dos pulmões ou ele-
vação de ombros, pois isso poderá ocasionar uma respiração fadigada e 
com projeção inadequada.
CONCLUSÃO
Conclui-se que o profi ssional que uƟ liza a voz como seu instrumento 
de trabalho deve estar atento a todos os exageros ou vícios da fala que 
possam mascarar e prejudicar o seu desempenho.
A melhor maneira de obter êxito em seu discurso é adotar padrões de 
fala neutros, equilibrados, de formaclara e precisa, para que o ouvinte 
possa captar todos os pormenores envolvidos no diálogo.
Ainda, é de extrema importância que o profi ssional consulte regular-
mente especialistas da área, tais como coaches vocais, fonoaudiólogos, 
otorrinolaringologistas, com a fi nalidade de avaliar se apresenta algum 
impedimento İ sico, ou corrigir pequenos vícios através de exercícios es-
pecífi cos para cada caso.
 Coaching: Gerando Transformações- 151
Sobre Thiago Rinnaldi
Cantor há 21 anos, professor de Canto e Vocal Coach (para atores e 
cantores) há 13 anos • Instrutor Vocal, Preparador Vocal para profes-
sores, palestrantes, coaches e vendedores com foco em comunicação, 
markeƟ ng e vendas • Formado em Publicidade e Propaganda (pelo Ins-
Ɵ tuto Pentágono de Ensino) • Atuou em diversas escolas de São Paulo 
e hoje dedica seu tempo à sua própria escola, o “Studio TR Técnica Vo-
cal” • Lançará no Segundo Semestre de 2016 o curso on line “Voz Sem 
Limites” para cantores e atores (Módulo 1) e professores, palestrantes, 
coaches e vendedores (Módulo 2).
Onde mora: São Bernardo do Campo/SP
Site: www.vozsemlimites.com.br
Fone fi xo: 55 (11) 4347-6445
Celular: 55 (11) 9-6468-4678
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Youtube: youtube.com/thiagorinnaldi
152 - Coaching: Gerando Transformações
Holoceno e o 
Homo Economicus
Willian Santiaggo
Sobrevivemos aos predadores graças à nossa 
capacidade de pensar, de agir em grupo. 
Mas o risco não foi superado, 
apenas modifi cou-se. Hoje estamos à mercê do 
“Homo Economicus”. Proteja-se!
 Coaching: Gerando Transformações- 153
É níƟ do que o que diferencia o homem dos animais é a sua capaci-
dade de pensar e o que diferencia os homens dos homens é a qualida-
de de seus pensamentos.
O objeƟ vo desse arƟ go é provocar no leitor um interesse e uma 
análise para tornar-se um ser mais feliz e produƟ vo e para isso iremos 
retornar um pouco aos primórdios, à origem do homem na terra, e 
usaremos alguns termos emprestados da biologia e da paleontologia.
É chamada de Holoceno a escala do tempo geológico na qual vivemos 
atualmente. Ela data de 11 mil anos e começa após a úlƟ ma grande Era 
do Gelo, que marcou o fi nal do Pleistoceno, a mais conhecida das glacia-
ções antropológicas.
No início do Holoceno a população humana era de aproximadamen-
te 5 milhões de indivíduos e hoje estamos com aproximadamente 7,4 
bilhões, contagem apresentada pela ONU em 2015 e existe ainda uma 
projeção de que chegaremos à incrível marca de mais de 11 bilhôes de 
seres humanos em 2100.
Contudo, eu não estarei lá nessa ocasião e creio que você também 
não, então vamos nos ater ao nosso tempo, ser mais produƟ vos, preo-
cupar-nos em tratar dos assuntos que nos interessam agora e que im-
pactam as nossas vidas nesse exato momento.
Se você pudesse fazer uma única pergunta em uma sala com 200 
pessoas no Brasil, com o intuito de achar um único assunto que fosse 
comum a todos, qual pergunta poderia ser essa? Ou que assunto se-
ria esse? Vamos imaginar. Poderíamos perguntar: todos nessa sala são 
brasileiros? Ou todos são católicos? Todos falam apenas o português? 
Todos gostam de futebol? Enfi m, se permiơ ssemos nessa mesma sala 
que cada um fi zesse uma única pergunta a fi m de descobrir qual seria o 
assunto mais comum a todos, provavelmente teríamos inúmeras possi-
154 - Coaching: Gerando Transformações
bilidades disƟ ntas e eu não saberia agora informar-lhe qual realmente 
venceria, mas eu poderia lhe dizer no que eu apostaria. E eu apostaria 
a dizer que todos nessa sala possuem um interesse em comum, o inte-
resse real de ser uma pessoa feliz.
Acho muito improvável que pelo menos um dos 200 fi cơ cios parƟ ci-
pantes levantasse a mão e dissesse: “eu não, pois eu quero ser infeliz, 
esse é o meu objeƟ vo de vida e é também o que quero para a milha fa-
mília, meus amigos, e todas as demais pessoas que conheço”.
Sendo assim, parƟ rei desse pressuposto para conƟ nuar expondo 
um ponto de vista que carrego diariamente, que embora seja quase 
impossível ser feliz o tempo todo, ou estar feliz todo o tempo, essa é 
uma premissa natural dos seres humanos e uma busca constante, mes-
mo que inconscientemente.
Um dos maiores coaches que o mundo moderno conhece é o gran-
de Anthony Robbins, ele é sem dúvida um homem de sucesso e é um 
exemplo a ser seguido. Certa vez eu estava lendo uma de suas frases 
moƟ vacionais e encontrei a seguinte:
“O sucesso é fazer o que você quer fazer, quando quiser, onde quiser, 
com quem quiser, tanto quanto você quiser.”
Algo mais ou menos assim. Confesso que essa frase me deixou sem 
dormir alguns dias, eu estava confuso, pois ela não fazia senƟ do para 
mim e como se tratava de uma frase de um homem de tanto sucesso 
como o Anthony Robbins, tratei de estudá-la e preocupei-me que ela 
não servisse para mim, até que optei em ressignifi car a frase e troquei 
a palavra sucesso por felicidade.
Dessa forma a frase começou a fazer senƟ do e eu comecei a fi car 
tranquilizado, mas, ainda sim, havia algo que me confundia e depois 
de fi car muito tempo refl eƟ ndo sobre isso, fi z a pergunta que faltava: 
o que signifi cava felicidade para mim? Em que situações na minha vida 
eu havia desfrutado intensamente da sensação de felicidade, ou havia 
avistado em alguma outra pessoa, fossem meus conhecidos diretos ou 
não, a chamada felicidade?
E foi nesse instante que eu descobri que o que causava intensa fe-
licidade nas pessoas era a liberdade. Sim, a liberdade, liberdade inter-
pretada em todos os senƟ dos, desde a mais básica que seria a de não 
estar aprisionado, ou com sua locomoção proibida, como também es-
tar livre de um trabalho que não gosta, de um relacionamento em que 
não se quer mais estar, liberdade em sua escolha sexual, religiosa, li-
berdade para estudar exatamente o que se queira e não o que é indica-
 Coaching: Gerando Transformações- 155
do pela sociedade, ou pelos familiares, enfi m, essa liberdade causa em 
todas as pessoas uma imensa sensação de felicidade e é dela que esta-
remos falando a parƟ r de agora.
Mas para chegarmos nisso, voltaremos a lembrar que somos da es-
pécie dos HOMO SAPIENS e da subespécie HOMO SAPIENS SAPIENS, 
ou seja, o homem que sabe que sabe. Mais ou menos isso, sabemos 
que sabemos, mas parece que durante muito tempo de nossas vidas 
não sabemos o que fazer com isso, pelo menos não no ponto de vista 
emocional. Se somos racionais e sabemos que sabemos, porque não é 
tão fácil como deveria ser tomarmos conta de nossas emoções e então 
construirmos a nossa tão sonhada felicidade?
Estará certo esse ponto de vista? Bom, não é essa a questão, é claro 
que cada leitor responderá de uma forma disƟ nta e para cada resposta 
poderíamos seguir uma discussão diferente, mas vamos nos ater a um 
ponto de vista: o de que homens e mulheres são disƟ ntos entre si e de 
que além de suas caracterísƟ cas únicas, disƟ nguem-se pela qualidade 
de seus pensamentos, ou seja, uma mesma pessoa pode ter ou criar 
uma vida totalmente nova apenas alterando os seus pensamentos. 
Simples assim, todos temos a competência de pararmos, repensar-
mos as nossas vidas e no minuto seguinte, ou no dia seguinte, reco-
meçarmos e recriarmos a vida apenas instalando novos pensamentos. 
Não trataremos aqui sobre como fazer isso, apenas se usarmos essa 
ideia para chacoalharmos o nossa vida atual, esse nosso momento, pa-
ra que paremos agora e repensemos a nossa trajetória, para que iden-
Ɵ fi quemos e olhemos para o mapa de nossas vidas, subamos no mais 
alto cume e de lá, olhando fi rmemente para esse mapa, idenƟ fi quemos 
se estamos na rota certa, na rota da liberdade e, contudo, na rota da 
plena felicidade que merecemos.
E a parƟ r de agora,para chegarmos a uma conclusão e seguirmos 
por um dos caminhos que nos leve à nossa liberdade e consequente-
mente à nossa felicidade, precisamos retomar um pouco o estudo da 
paleontologia e chegarmos ao ponto da história em que nos encontra-
mos hoje. Além de sermos o Homo Sapiens Sapiens, fazemos parte de 
uma categoria muito perversa e que em minha opinião é a mais pre-
dadora de todos os tempos: somos o “Homo Economicus”, um Ɵ po de 
predador que obtém poder e devora outros homens através de sua si-
tuação econômica. Através disso impomos todos os Ɵ pos de crueldade 
já vividas em todas as eras da humanidade, desde a era da pré-histó-
ria. Naquela época o homem precisou aprender a criar seus utensílios 
156 - Coaching: Gerando Transformações
e ferramentas, associar-se em grupos para que juntos pudessem sobre-
viver e defender as suas famílias, não é isso?
Foi sem dúvida essa capacidade que fez com que um mamífero pe-
queno e de presas frágeis, sobrevivesse ao ataque dos grandes preda-
dores da natureza, isso foi um grande feito sem dúvida, ter sobrevivido 
até aqui, considerando tudo que estava contra a raça humana, tais co-
mo os predadores, o clima, as doenças, a ignorância, e a parƟ r dai, tu-
do que adveio dos próprios homens, como as guerras, a luta pelo po-
der, território, etc, etc, etc.
Então nos tornamos o Homo Economicus, esse ser que obtém po-
der pelo uso econômico e que se apodera de tudo e de todos que pu-
der através de todos os meios possíveis. Desde os primórdios assisƟ -
mos e revemos histórias grotescas sobre o que esse ser moderno fez 
a seus semelhantes.
Mas como? Eu não sou assim, eu sou um trabalhador honesto e éƟ -
co, pago meus impostos e mesmo em um país como o Brasil, onde a 
corrupção é absurda, eu me mantenho fi rme com a minha honesƟ da-
de e reƟ dão, optei em ser honesto e me manterei assim até o fi m dos 
meus dias...
CerƟ ssímo!!! Esse é o caminho que devemos seguir, mas não dei-
xemos de nos entender como seres que a cada instante estão entre os 
que exploram e os que estão sendo explorados, essa é a nova selva, é 
nesse mundo capitalista que muitas coisas maravilhosas aconteceram, 
não entraremos nessa questão. A questão que iremos mencionar é a 
de que precisamos sim nos preocupar em sermos livres e uma das prin-
cipais liberdades que precisamos conseguir é a liberdade econômica. 
Sem ela somos como presas frágeis, escravizadas e infelizes. 
Muitas das coisas que nos tornam felizes, tais como morar bem, co-
mer bem, poder estudar, viajar, enfi m, todas essas coisas advém de vo-
cê estar preparado fi nanceiramente. Caso ainda não tenha alcançado 
essa posição, converse comigo através dos meus contatos nesse arƟ go 
ou procure um coach de negócios.
Grande Abraço
 Coaching: Gerando Transformações- 157
Sobre Willian SanƟ aggo
Coach de Negócios, Administrador, Pós graduado em Gestão Comer-
cial e Projetos, Diretor de Inovação na Saggaz, empresa que fomenta 
projetos na Área Educacional, desenvolvendo e levando o conhecimento 
a milhares de pessoas através do uso de novas tecnologias • Professor, 
escritor, palestrante e um viajante compulsivo • Acredita que conhecer 
outros povos e culturas engrandece a alma e o eleva cada vez mais pró-
ximo ao pódium do autoconhecimento.
Onde mora: Ribeirão Preto/SP
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