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ELIS NASCIMENTO BOMFIM FEEDBACK FEIRA DE SANTANA – BA 2018 1. Conceito É um processo de fornecimento de informações que tem o intuito de contribuir para a melhoria do desempenho e da performance de um profissional. Uma das ferramentas mais importantes para se promover transparência e crescimento de uma equipe. É transmitido através da comunicação a uma pessoa ou a um grupo, no sentido de lhes fornecer informações sobre como sua atuação está afetando a empresa e outras pessoas, positiva ou negativamente. 2. Espécies 2.1 Feedback positivo O feedback positivo tem como objetivo reforçar uma ação ou comportamento que deseja-se que se repita. Em situações como essas, é sempre importante dar feedback positivo para instigar esse comportamento. Geralmente feito em público. 2.2 Feedback corretivo O feedback corretivo tem como objetivo corrigir um comportamento inadequado. Dar este tipo de feedback pode ser um desafio, uma vez que a maioria das pessoas acaba confundindo “corretivo” com “punitivo” e entendem o feedback como ofensa. Geralmente feito em particular. 2.3 Feedback insignificante Trata-se de um feedback insignificante, vago ou genérico. Em geral, a pessoa que o recebe não tem certeza do seu propósito. É aquele que leva do nada para lugar nenhum, pois faltam dados essenciais. 2.4 Feedback ofensivo Este é um feedback arriscado e capaz de comprometer de forma severa as relações. Esse tipo de feedback desvaloriza ou desqualifica a pessoa que o recebe, prejudica à saúde das relações e das pessoas, podendo provocar comportamentos indesejados, tais como defesa e submissão. 2.5 Autofeedback Trata-se de um processo de autodesenvolvimento. 2.6 Feedback formal O feedback formal é um processo pontual e agendado. 2.7 Feedback informal O feedback informal é um processo contínuo, no dia a dia. 3. Orientações de como fornecer um feedback de forma adequada • Evite violar o princípio da ética; • Desabafo não é feedback; • Tenha em mente os objetivos e causas; • Seja sincero; • Tenha empatia na exposição de pontos negativos; • Não se estenda; • Se possível, faça-o pessoalmente; • Contato visual reforça e facilita qualquer feedback; • Algumas pessoas precisam de mais feedback que outras; • Critique reservadamente, mas elogie publicamente; • Certifique-se que a mensagem foi clara e bem compreendida. 4.Preparação para o feedback A primeira regra para aprender como fazer feedback é saber que a falta de preparação fará com que todas as ponderações percam a credibilidade. Um feedback precisa mostrar-se bem fundamentado. Para otimizar o encontro do feedback, mantenha uma planilha para ir assinalando os pontos importantes que devem ser mencionados durante a reunião. Pouco antes de encontrar o liderado, basta revisar o conteúdo e acrescentar aquilo que julgar importante. É importante entender que não tem como fazer feedback no improviso. Por isso, organizar tudo o que será dito com um resumo em tópicos, já elencando possíveis argumentos para eventuais objeções. 5. Etapas para o processo de feedback eficaz 5.1 Abertura Abra falando o motivo da reunião, reforçando os aspectos positivos da pessoa e do momento. 5.2 Esclarecimento Esclarecer a situação, cobrar algo que não é de conhecimento é injusto, o liderado precisa saber o que está sendo observado e principalmente qual a sua função. Falar sua percepção sobre o ponto abordado, sempre demonstrar casos práticos utilizando exemplos sobre o assunto. Estimular o colaborador a relatar seu ponto de vista sore o assunto abordado e questioná-lo: “O que você tem a dizer sobre esse assunto?” 5.3 Envolvimento Envolve a pessoa nos passos para a solução do problema, estimulando o colaborador a relatar sua proposta de mudança. “O que você está disposto a fazer para mudar essa situação?” 5.4 Concordância Ganha concordância sobre os próximos passos e responsabilidades. Estabelece objetivos e datas para uma nova etapa, o liderado precisa ter uma periodicidade para receber esse feedback. Desta forma cria-se um vínculo com o mesmo em querer buscar a perfeição e fica mais fácil entender as variações de desempenho. 5.5 Fechamento Fecha resumindo os pontos abordados, reafirma as expectativas, expressa sua confiança, mantendo uma postura de respeito, valoriza os aspectos positivos da pessoa, sinaliza os ganhos positivos da mudança, agradece e despede-se. 6. Metáfora do balde furado A obra de Richard L. Williams, “Preciso saber se estou indo bem”, aborda a metáfora do balde furado. No livro o autor fala sobre a importância de acumular feedback, para desenvolver, entre outras, a autoconfiança do liderado. Segundo Williams, todos possuem um balde de feedback no coração, quando recebe-se um feedback, seja positivo ou corretivo, este vai direto para dentro do balde e, para se manter plenamente feliz e com rendimento de alto nível, é necessário que o balde esteja sempre cheio. Ele relaciona a água que enche o balde com o que se recebe ao longo da vida: um elogio, um cumprimento pelo trabalho bem-feito, uma indicação do que devemos fazer ou o reconhecimento por algo que fizemos. O problema é que o balde contém alguns furos e o feedback vai embora por causa deles e se não receber nenhum retorno adicional, o balde acaba ficando vazio com o tempo. Estes furos têm origens tanto internas: como a incapacidade de agir ou pelas próprias ações como cobranças muito rígidas e/ou autoestima baixa; como origens externas: como as relações com os pais, amigos, familiares, chefe e colegas de trabalho. Existem alguns indicativos que apontam que o balde está vazio como: baixo nível de produção/desempenho; dificuldade de relacionamento; pouca iniciativa; e linguagem corporal. Para sanar tais deficiências o autor propõe que o líder: desenvolva maturidade; aprenda fazer feedback de qualidade; elogie e reconheça, comemore realizações; e delegue o poder de tomar decisões. A ideia básica é que o líder sempre lembre que a qualidade dos “remendos” feitos nos furos depende da qualidade do feedback dado ao liderado, este deve ser sistematicamente de forma construtiva e em tempo de o empregado melhorar o seu desempenho e/ou comportamento. 7. Principais falhas nas avaliações para o feedback 7.1 Efeito preconceito pessoal Quando a avaliação é distorcida por puro preconceito. 7.2 Efeito central Quando o líder não quer se comprometer e realiza uma avaliação neutra. 7.3 Efeito recenticidade Quando o líder analisa as ações mais recentes e não as ações do período. 7.4 Efeito complacência ou rigor Quando o líder tende a radicalizar sua percepção, enquadrando o liderado como muito bom (complacente) ou muito ruim (rigoroso). 7.5 Efeito curva forçada Quando os liderados que apresentam um desempenho acima do esperado, são enquadrados como tendo um desempenho dentro ou até abaixo do esperado, apenas para compor um critério de bonificação. 8. Modelo sanduíche O modelo sanduíche sugere evitar ceder ao impulso de ir direto aos pontos que incomodam. A melhor forma de dar o feedback é mesclando os aspectos de qualidade distinta, pelo modelo sanduíche: 1. “Primeira fatia do pão”: começar com as boas notícias. Reconhecer o valor do profissional, destacando os aspectos que evidenciem a sua relevância para o seu grupo de atuação. Reforçar o desempenho positivo no período, exaltando suas competências e atitudes e exemplificando como tudo isso pode auxiliar a empresa no alcance dos seus objetivos. 2. “Recheio”: apontar os pontos de melhoria. O segredo é tratar essas falhas como aspectos a serem melhorados. O líder, precisar mostrar-se disposto a ajudá-lo a melhorar essas falhas com conselhos e outras indicações, como cursos, orientaçãode colegas experientes e mais. 3. “Ultima fatia do pão”: por fim, para suavizar a conversa, termine com palavras de incentivo. 9. Por que é difícil de receber feedback? • Dificuldade de aceitar as ineficiências; • Temor de não serem aceitos; • Receio de ter a imagem abalada; • Falta de confiança nos demais. 10. Por que é difícil dar feedback? • Quando se utiliza o feedback para descarregar as emoções; • Receio das reações dos demais; • Para os líderes, é comum não realizar um acompanhamento da equipe, tendo dificuldade em ter informações para oferecer o feedback; • Alguns consideram que o feedback positivo é prejudicial, pois assim acomoda o liderado. 11. Características importantes para o feedback 11.1Todos podem ser avaliados Até mesmo o dono da empresa. As avaliações são uma via de mão dupla. Dê à sua equipe a oportunidade de avaliar qualquer pessoa dentro da organização 11.2 Bonificações e benefícios A empresa está oferecendo os benefícios que os funcionários desejam ou está gastando dinheiro em coisas que eles nem sempre consideram interessantes? Por exemplo, será que eles preferem ter mais tempo de folga ou uma gratificação de férias? 11.3 Humor e moral Às vezes, basta checar com seus vendedores ou funcionários para sentir como está o clima na empresa de um modo geral. Tanto pequenos ajustes quanto grandes mudanças podem representar a diferença entre funcionários felizes e produtivos e uma equipe desmotivada 12. Como da feedback para o líder Primeiramente, o liderado, antes de fazer um feedback para seu líder, deve observar em qual quadro está inserido. E se o ambiente em que trabalha preza pela liberdade e transparência. Se sim, deixar claro o que pensa. Se não, é importante tomar cuidado para não acabar prejudicado. Além disso, avaliar-se antes de avaliar seu líder também é essencial. Pensar no próprio desempenho. Afinal, deve-se sempre analisar seu próprio comportamento antes de questionar o do outro. É importante utilizar situações decorridas da postura do líder para exemplificar o feedback. Essas situações devem ser contínuas e não isoladas. Deve ser algo frequente que comprove os argumentos e indique como a conduta do líder, o afeta individualmente. Sobretudo, excluir qualquer julgamento de valor do feedback. Definitivamente, ele não deve partir de pressupostos, mas sim de uma análise de comportamento. Em outras palavras, falar sobre o que se vê e não sobre o que se deduz. Outro tópico importante é tomar cuidado para não ser intrometido. Algumas questões não cabem ao liderado apontar. Falar sobre ações do gestor que afetam o liderado diretamente e não sobre assuntos externos ou pessoais. 13. Importância O feedback é necessário para se entender o que se está realizando de forma adequada ou não, parar e corrigir as ineficiências e aumentar os acertos. Estabelecer uma relação de confiança recíproca para diminuir as barreiras entre comunicador e receptor. Reconhecer que o feedback é um processo de exame conjunto. Aprender a ouvir sem reações emocionais – defensivas – intensas. A falta de feedback pode deixar sem saber qual direção seguir. Pode-se considerá-lo como sendo uma bússola, que dá direção que deve-se tomar, para atingir os objetivos previamente combinados. Ainda que muitos já o considere essencial para o bom funcionamento de uma empresa, muitos ainda não fazem o uso correto desse instrumento de comunicação. Isso acontece porque a maioria dos empresários acredita que o feedback é uma via de mão única: eles analisam e devolvem aos seus funcionários uma avaliação, com críticas, recomendações, etc. O problema se encontra neste ponto: o feedback é uma via de mão dupla. Para que a empresa cresça e funcione de modo interessante para todos os que fazem parte dela, é necessário que aqueles que estão em cargo de liderança estejam preparados para ouvir críticas e recomendações, bem como novas ideias de seus funcionários.