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Aula de TPOA Tema: DERIVADOS LÁCTEOS MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS FACULDADE DE AGRONOMIA “ELISEU MACIEL” DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA AGROINDUSTRIAL Prof.: Méd. Vet. Dr. RODRIGO CASQUERO CUNHA 18 de julho de 2018 DERIVADOS LÁCTEOS • Introdução DERIVADOS LÁCTEOS • Conteúdo a ser abordado • Leites concentrados • Creme e manteiga • Leites fermentados • Queijos Derivados do leite Derivados da gordura do leite Derivados das proteínas do leite Derivados do soro do leite Leites concentrados • Leites privados de uma parte de água Leites concentrados • Finalidade da fabricação : • 1. Reduzir custo de armazenamento, comercialização e transporte – diminuição do volume que se manuseia; • 2. Prolongar a vida útil do leite; • 3. Oferecer esses produtos como matéria-prima para fabricar sorvetes, doces e grande diversidade de alimentos. Leites concentrados •Produtos qualificados como: • Leite Concentrado • Leite Evaporado • Leite Condensado • Leite em Pó Leites concentrados • Leite concentrado • Leite natural, integral ou desnatado. Pasteurizado e privado de parte de sua água. Leites concentrados • Leite evaporado • Leite de vaca esterilizado privado de parte de sua água. • Leite Condensado • Produto obtido pela eliminação parcial da água do leite, submetido a um tratamento térmico adequado, equivalente, pelo menos, a uma pasteurização, e conservado mediante a adição de sacarose. Leites concentrados • Leite em pó • É o produto obtido por desidratação do leite de vaca integral, desnatado ou parcialmente desnatado e apto para a alimentação humana, mediante processos tecnologicamente adequados. • Portaria 369/97 -MAPA Leites concentrados Leites concentrados • Leite em pó • Integral (≥26% de gordura) • Parcialmente desnatado (1,5 a 25,9%) • Desnatado (<1,5%) Leites concentrados • Leite em pó • Ingredientes permitidos no leite em pó: • leite de vaca, • estabilizantes (citrato e ortofosfato de sódio e potássio), • antioxidantes (ex.: ácido ascórbico), • emulsionante (lecitina). Leites em pó • Tecnologia de produção Controle de Matéria-prima Eliminação de Impurezas Preaquecimento Evaporação Desidratação Esfriamento Acondicionamento Armazenamento Leites em pó • Tecnologia de produção Controle de Matéria-prima Eliminação de Impurezas Preaquecimento Evaporação Desidratação Esfriamento Acondicionamento Armazenamento 105 – 130 °C > Pasteurização Não esterilizante Leites em pó • Tecnologia de produção Controle de Matéria-prima Eliminação de Impurezas Preaquecimento Evaporação Desidratação Esfriamento Acondicionamento Armazenamento Desnaturação e depósito das proteínas do soro sobre a micela de caseína Não coagulação Β-lactoglobulina desnaturada Pontes dissulfeto Κ-caseína Leites em pó • Tecnologia de produção Controle de Matéria-prima Eliminação de Impurezas Preaquecimento Evaporação Desidratação Esfriamento Acondicionamento Armazenamento Evaporador a vácuo Concentrar a 30 – 40 % Tempo Reduzir o ar Economia de calor Leites em pó • Tecnologia de produção Controle de Matéria-prima Eliminação de Impurezas Preaquecimento Evaporação Desidratação Esfriamento Acondicionamento Armazenamento Atomização 175 °C Leites em pó • Tecnologia de produção Controle de Matéria-prima Eliminação de Impurezas Preaquecimento Evaporação Desidratação Esfriamento Acondicionamento Armazenamento Atomização Leites em pó • Tecnologia de produção Controle de Matéria-prima Eliminação de Impurezas Preaquecimento Evaporação Desidratação Esfriamento Acondicionamento Armazenamento Câmara de Atomização Leites em pó • Tecnologia de produção Controle de Matéria-prima Eliminação de Impurezas Preaquecimento Evaporação Desidratação Esfriamento Armazenamento a granel Envase Leites em pó • Tecnologia de produção Controle de Matéria-prima Eliminação de Impurezas Preaquecimento Evaporação Desidratação Esfriamento Armazenamento a granel Envase Leites concentrados • Leite em pó Instantâneo • Instantaneização • Processo de secagem usado em alimentos instantâneos, que são produtos que se dissolvem facilmente em água • Partículas grandes e densas - Agente tensoativo Leites concentrados • Leite em pó • Microbiológicamente estável • Atividade de água mínima Leites concentrados • Leite em pó - utilização • Misturas em confeitarias e padarias; • Produção de achocolatados; • Produção de salsichas e produtos cárneos pré- cozidos; • Como substituto do leite materno; • Produção de sorvetes; • Alimentação animal. Creme e Manteiga • Derivados da gordura do leite Creme • Produto lácteo relativamente rico em gordura retirada do leite por procedimentos tecnologicamente adequados, que apresenta a forma de uma emulsão de gordura em água. Creme •Portaria 146 de 07 de março de 1996 do MAPA aprova os Regulamentos Técnicos de Identidade e Qualidade dos Produtos Lácteos Creme • Ingredientes opcionais • Sólidos lácteos não gordurosos: máx. 2% Ou • Caseinatos: máx. 0,1% Ou • Soro lácteo em pó: máx. 1,0% Creme •Desnate 6.000 rpm 28 – 30 °C Leite desnatado - 0,1% de gordura. Creme – 30 a 40% de gordura. Creme •Homogeneização • Evitar agregação, grumos e aumento da viscosidade Creme •Neutralização • 10 – 12 °D • Óxidos e Hidróxidos de Ca e Mg e Hidróxido de Na • Lavagem • Evitar coagulação no pasteurizador • Facilitar para cultivos lácteos Creme •Padronização • Add leite desnatado • 35% de gordura • Para manteigas -> 30 – 40% Creme •Pasteurização • 72 °C/15s • 85 a 100 °C/10 a 15 s • 100 °C/sabores estranhos – nata velha •Resfriamento • Imediatamente após o tratamento térmico • 4 °C Creme •Envase • Embalagens plásticas (polipropileno), latas, plástico e cartão. •Esterilização • Tratamento térmico na embalagem • 108 °C/45min • 114 °C/25min • 116 °C/20min •Armazenamento • Refrigeração - 0 a 4ºC • Período: 3 meses Manteiga • É o produto gorduroso obtido exclusivamente pela bateção e malaxagem, com ou sem modificação biológica do creme pasteurizado derivado exclusivamente do leite de vaca, por processos tecnologicamente adequados. Manteiga • Ingredientes obrigatórios: • Creme pasteurizado obtido a partir do leite da vaca • Ingredientes opcionais: • Cloreto de sódio • ≤ 2g / 100g de manteiga (salgada). • Fermentos lácteos selecionados (maturada). Manteiga •Composição média (salgada) • Gordura –> 81% • Ác. graxos saturados – 70% • Ác. graxos insaturados – 30% • Água –>16% • Sal –> 1,5% • Proteína, lactose e minerais –> 1,5% Manteiga Creme Pasteurização Resfriamento Maturação Bateção Lavagem Malaxagem Salga e embalagem Processo de produção Manteiga Creme Pasteurização Resfriamento Maturação Bateção Lavagem Malaxagem Salga e embalagem Opcional Streptococcus diacetylactis + Leuconostoc citrovorum Duração: 16-24h / 16-22 °C Acidez final: 30 – 60 °D Melhorar o sabor; - Diacetil e ácidos voláteis Permitir maior conservação - Acidez Manteiga • Cristalização da gordura • Resfriamento • Rápido -> pequenos • Textura suave e esponjosa • Lento -> grandes • Textura firme e quebradiçaManteiga • Cor • Β-caroteno Manteiga Creme Pasteurização Resfriamento Maturação Bateção Lavagem Malaxagem Salga e embalagem • Bateção/batedura • 20 – 50 rpm / 20 – 60 min • 10 – 13 °C • Inversão de fases • Formação do “Grão” • Coalescência • Liberação do soro • Leitelho Manteiga Creme Pasteurização Resfriamento Maturação Bateção Lavagem Malaxagem Salga e embalagem Manteiga Creme Pasteurização Resfriamento Maturação Bateção Lavagem Malaxagem Salga e embalagem • Eliminar lactose e ác. Lático • Controle de microorganismos • Eliminar Off flavors Manteiga Creme Pasteurização Resfriamento Maturação Bateção Lavagem Malaxagem Salga e embalagem • Amassamento • Expulsar leitelho remanescente • Soldagem dos “grãos” • Dispersão de água e sal Manteiga Creme Pasteurização Resfriamento Maturação Bateção Lavagem Malaxagem Salga e embalagem • Salga • Intensificar o sabor • 1 – 3% de sal puro e de baixa granulometria • Embalagem • Luz, umidade e O2 • Plásticas (polipropileno), latas, papel aluminizado, plástico e cartão. • Armazenamento • Refrigeração - 0 a 4 °C / 3 meses Manteiga • Mantegueira em processo contínuo Cilindro com batedores 2ª Amassadura 1ª Amassadura Injetores de água Placas perfuradas para passagem dos grãos Manteiga da terra • Aquecimento do creme de leite – 110 a 120 °C, sob agitação até completa fusão. • IN 30 de 2001 –MAPA Leites fermentados • Entende-se por Leites Fermentados os produtos resultantes da fermentação do leite pasteurizado ou esterilizado, por fermentos lácticos próprios. • Resolução nº 05 de 2000 – MAPA • Resolução GMC 47/97 – MERCOSUL Leites fermentados • Iogurte • Definição: é um produto lácteo, obtido a partir da fermentação lática pela da ação de Streptococcus thermophilus e de Lactobacillus delbrueckii subs. bulgaricus • Os micro-organismos no produto devem ser viáveis e abundantes (107 UFC/mL) Leites fermentados • 4 fazes • Tratamento prévio do leite • Incubação • Resfriamento • Acondicionamento Leites fermentados • 1 – tratamento prévio do leite • Enriquecimento de sólidos • Proteína -> viscosidade • Iogurte -> 16 – 18% • Kefir –> Não • Ex.: concentração ou adição de leite em pó • Desnate ou adição de gorduras • Iogurte desnatado -> 0,5% • Greco -> 10% Leites fermentados • 1 – tratamento prévio do leite • Filtração • Desaeração • Homogeneização Leites fermentados • 1 – tratamento prévio do leite • Tratamento térmico • 80 – 85 °C / 30’; 90 – 95 °C 5’ • Microorganismos • Enzimas endógenas • Reduz O2 • Desnaturação de proteínas Leites fermentados • 2 - Incubação • Resfriar o leite • Iogurte -> 40 – 45 °C • Probióticos -> 37 °C • Bifidobacterium spp. • Adicionar o iniciador • Iogurte -> 2 – 3 % • Probióticos -> 10% Leites fermentados • 2 – Incubação • Iogurte • 4h ou + • Fermentação • Ác. Lático • Coagulação ácida (gel) • 4,6 PI -> das proteínas Leites fermentados • 3 – Resfriamento • 5 °C • Parar a fermentação • Inibe MØ e enzimas • Validade: 15 – 20 dias • Frutas? Leites fermentados • 4 – Acondicionamento • Antes da incubação • Iogurtes de consistência firme • Depois da incubação • Iogurtes batidos ou líquidos • Armazenar/transportar a 5 °C • Consumir a 10 – 12 °C Leites fermentados Fonte: Ordóñez et al., 2005. Leites fermentados • Efeito probiótico Queijos • Produto obtido pela coagulação do leite, seguida de uma desidratação da coalhada, podendo ser fresco ou maturado. • Queijo fresco: pronto para consumo logo após sua fabricação. • Queijo maturado: trocas bioquímicas e físicas necessárias e características da variedade do queijo. Queijos •Portaria n° 146/1996 • Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade dos Queijos • Requisitos Microbiológicos do Queijo Queijos •Etapas de fabricação • Seleção da matéria-prima (Leite) • Tratamento térmico • Pasteurização • 72 – 75°C / 15 segundos • Elimina MØ patogênicos e deteriorantes • Queijos com maturação < 2 meses Queijos •Etapas de fabricação • Adição de cultivos láticos • Que produzem ácido lático pH 4,6 coagulação ácida formação do gel *Leite pré-aquecido a 30 °C Queijos •Etapas de fabricação • Adição de cultivos láticos • Que produzem ácido lático • Que hidrolisam proteínas • Que produzem CO2 *Leite pré-aquecido a 30 °C Queijos •Etapas de fabricação • Adição do Coalho • Enzimas proteolíticas Quimosina • Abomaso ou recombinante Queijos •Etapas de fabricação • Quimosina Quebra κ-caseína paracaseína + glicomacropeptídeo Reduz estabilidade da micela diminui a sua capacidade de hidratação micelas agregam-se formação do coagulo (gel) - hidrofóbico Queijos •Etapas de fabricação • Corte da coalhada Queijos •Etapas de fabricação • Dessoramento/Cocção • Agitação homogeneidade da T° • 55 a 60 °C queijos muito duros Queijos •Etapas de fabricação • Dessoramento/Cocção • Agitação homogeneidade da T° • 55 a 60 °C queijos muito duros Queijos •Etapas de fabricação • Dessoramento/Cocção • Agitação homogeneidade da T° • 55 a 60 °C queijos muito duros Queijos •Etapas de fabricação • Moldagem Queijos •Etapas de fabricação • Prensagem Queijos •Etapas de fabricação • Salga • Salga a seco: recomendada para queijos úmidos; • Salga na massa: após a dessoragem; • Salga em salmoura: empregada para a grande maioria dos queijos. • Imersão em salmoura Queijos •Etapas de fabricação • Maturação (depende do tipo de queijo) • Glicólise, proteólise e lipólise • Produtos Aroma característico • Compostos aromáticos: ácidos graxos, aldeídos, cetonas, aminas , ésteres e compostos sulfurosos. Queijos •Etapas de fabricação • Embalagem • Proteção • Contaminação (MØ, insetos, animais, ...) • Fatores físico-químicos (Luz, O2, ...) • Perdas de umidade e manter a forma • Atrativa Queijos •Classificação dos queijos • Gordura • Umidade • Maturação • Coagulação do leite • Consistência • Cura • Fonte de proteína Derivados lácteos Queijos • Classificação quanto ao teor de Gordura • Extra Gordo ou Duplo Creme: mínimo de 60 %. • Gordos: 45,0 % e 59,9 %. • Semigordo: entre 25,0 % e 44,9 %. • Magros: entre 10,0 % e 24,9 % • Desnatados: menos de 10,0 %. Queijos • Classificação/ Processo de coagulação do leite • Fundamentalmente láctica: • bactérias lácticas - fermentação - ácido láctico - coagulação • Fundamentalmente enzimática: • ação do coalho - queijos curados • Coagulação mista: • coalho - Temp. 28 °C a 32 °C - favorece cresc. do fermento láctico Queijos • Classificação/ Natureza e extensão da maturação • Predominantemente láctica: • Gouda e Cheddar Queijos • Classificação/ Natureza e extensão da maturação • Predominantemente propiônica: • queijos que apresentam “olhos” (Emental); Queijos • Classificação/ Natureza e extensão da maturação • Predominantemente Penicillium • Com bolores externamente (Camembert) , internamente (Gorgonzola); Queijos • Classificação/Consistência da massa • Brancos, queijos frescos: • Alto grau de umidade; • QUEIJO DE MINAS- origem Brasil • Cremes: • Podem ser espalhados em pães e bolos. • CREAM CHEESE - origem Estados Unidos Queijos • Classificação/Consistência da massa • Pasta semi-dura: • Oferecem resistênciaao corte (EDAM) • Pasta extradura: • Feitos para ralar (Parmesão) Queijos • Classificação quanto ao teor de Umidade • Baixa umidade • ≤ 35,9% (queijo parmesão) • Média umidade • 36,0 – 45,9% (queijo prato) • Alta umidade • 46,0 – 54,9% (Queijo minas padronizado) • Muito alta umidade • > 55% (Frescal) Queijos • Classificação/Quanto ao tipo de proteína • Proteínas do leite • Caseínas • Maioria dos queijos • Proteínas do soro • α-lactoalbuminas e β-lactoblobulinas • Ricota Queijos •Classificação quanto ao tratamento térmico • Massa crua: sem aquecimento. • Massa semi-cozida: aquecimento brando (42 °C). • Massa cozida: aquecimento a temperaturas superiores (53 °C). • Massa filada: aquecimento brando inicial e posterior a temperaturas mais elevadas (80 °C) Queijos • •Classificação quanto à cura (Maturação) •Curados • Sem sura Slide 1 DERIVADOS LÁCTEOS DERIVADOS LÁCTEOS Leites concentrados Leites concentrados Leites concentrados Leites concentrados Leites concentrados Leites concentrados Leites concentrados Leites concentrados Leites concentrados Leites em pó Leites em pó Leites em pó Leites em pó Leites em pó Leites em pó Leites em pó Leites em pó Leites em pó Leites concentrados Leites concentrados Leites concentrados Creme e Manteiga Creme Creme Creme Creme Creme Creme Creme Creme Creme Manteiga Manteiga Manteiga Manteiga Manteiga Manteiga Manteiga Manteiga Manteiga Manteiga Manteiga Manteiga Manteiga Manteiga da terra Leites fermentados Leites fermentados Leites fermentados Leites fermentados Leites fermentados Leites fermentados Leites fermentados Leites fermentados Leites fermentados Leites fermentados Leites fermentados Leites fermentados Queijos Queijos Queijos Queijos Queijos Queijos Queijos Queijos Queijos Queijos Queijos Queijos Queijos Queijos Queijos Queijos Queijos Derivados lácteos Queijos Queijos Queijos Queijos Queijos Queijos Queijos Queijos Queijos Queijos Queijos