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* * PLANEJAMENTO FÍSICO FUNCIONAL DA UAN * * FILOSOFIA DE PROJETO O estudo e a execução do projeto consideram os aspectos: Técnicos Funcionais Arquiteturais Objetivos: Seja considerado um local de transição entre sua casa e o trabalho Local de trabalho funcional e agradável, permitindo-lhe assegurar seu serviço nas melhores condições de higiene, segurança, economia operacional e de energia, etc. * * ETAPAS DO PLANEJAMENTO DO SERVIÇO DE ALIMENTAÇÃO Estabelecimento do plano diretor: equipe multi-disciplinar que elabora um sumário-basedas necesidades detectadas, detalhando dados referentes a: Local: Facilidade de acesso (pacientes, funcionários...) Iluminação Ventilação Possibilidade de expansão Condições climáticas Barulhos População: Nível de escolaridade Incidência de doenças Idade média da população Condições sócio-econômicas Condições de saneamento básico da região * * ETAPAS DO PLANEJAMENTO DO SERVIÇO DE ALIMENTAÇÃO Custos (estimativas e projeções): Do planejamento Da construção e instalação Da manutenção Do capital de giro 2. Estabelecimento do anteprojeto ou layout: Nessa etapa há a cristalização do projeto do hospital A precisão dessa etapa evitará revisões e reformas posteriores É elaborado um esboço da planta física do hospital 3. Definição da planta física e do memorial descritivo: Elaboração das plantas preliminares e aprovação dos órgãos competentes Elaboração das plantas definitivas, após aprovação * * ETAPAS DO PLANEJAMENTO DO SERVIÇO DE ALIMENTAÇÃO 4. Construção do hospital: Fixação da organização, departamentos ou serviços, fluxogramas, quadro de pessoal, compra de equipamentos, seleção e treinamento de pessoal, rotinas... Ao término da construção, iniciar as atividades imediatamente 5. O plano diretor do serviço de alimentação: estudo detalhado de todos os dados referentes ao serviço de nutrição: Tipo de hospital Padrão de atendimento/qualidade do serviço Capacidade do hospital Especialidade Número de leitos Subordinação hierárquivca do AS Localização do serviço número de comensais Quadro de funcionários/ jornada de trabalho * * ETAPAS DO PLANEJAMENTO DO SERVIÇO DE ALIMENTAÇÃO 6. Layout do serviço de alimentação: deve ser esboçado por Nutricionistas, de acordo com os dados fornecidos pela equipe de planejamento, em seu plano diretor 7. Determinação da planta física do S.A.: Elaborada por uma equipe de: engenheiro, arquiteto e nutricionista com experiência em área hospitalar 8. Construção do S.A.: Elaboração de organogramas, rotinas, normas técnicas, quadro de pessoal, impressos, ... Cálculo dos componentes básicos do cardápio, abastecimento inicial, vias de acesso pelos fornecedores, verba destinada ao S.A., cálculo dos cardápios... * * CRITÉRIOS DO PROJETO O funcionamento do restaurante é projetado no sentido de atender a: Otimização de custos de investimento e funcionamento Racionalização das áreas e dos equipamentos Possibilidade de ampliação futura Eficiência dos equipamentos vitais (produção, distribuição e tratamento de utensílios) * * LOCAIS ESPECÍFICOS A CADA OPERAÇÃO RECEBIMENTO: as matérias-primas são entregues em plataforma de recebimento onde são controladas qualitativa e quantitativamente. Deverá localizar-se no térreo, próximo à estocagem e ser de fácil acesso aos fornecedores. Deve ter rampa e marquise. O local para inspeção, pesagem e higienização deve ser um prolongamento da área de recebimento. Deve ter: Balança tipo plataforma Carros-plataforma Tanques para higienizar frutas e verduras Esguincho de pressão * * LOCAIS ESPECÍFICOS A CADA OPERAÇÃO ARMAZENAMENTO (locais de estocagem): Deve localizar-se junto à área de recepção e ser acessível à área de processamento Estocagem neutra (despensa ou almoxarifado): cereais, latarias, descartáveis, produtos de limpeza e outros produtos para os quais não são necessárias condições especiais de armazenamento. Porta única, alta e larga Borracha de vedação na parte inferior da porta Piso em material lavável e resistente Não apresentar ralos para escoamento de água Boa iluminação, ventilação entre as mercadorias Janelas e aberturas teladas Temperatura em torno de 27° Prateleiras a 0,30 cm do piso e com profundidade nunca superior a 0,45cm Estrados de PVC * * LOCAIS ESPECÍFICOS A CADA OPERAÇÃO ARMAZENAMENTO Estocagem refrigerada:perecíveis Hortifrutigranjeiros: de 4 a 6°C Carnes de 0 a 2°C Congelados de -18 a -22°C Características das áreas de armazenamento refrigeradas: Ter antecâmara: proteção térmica das câmaras Revestimento de material lavável e resistente Nível do piso igual ao da área externa Não possuir ralos internos Ter termômetros Prateleiras em aço inoxidável Portas em aço, com ferragens cromadas e dispositivos de segurança, permitindo abrir por dentro. Bandejas em aço inox ou plástico não poroso Estocagem de produtos de limpeza: Efetuada em local específico, longe dos alimentos * * LOCAIS ESPECÍFICOS A CADA OPERAÇÃO PRÉ-PREPARO: Pré-preparo de vegetais,legumes, frutas, sobremesas, carnes. De carnes: bancada de polietileno, balcão com cubas De verduras: balcão de aço, cubas e local para os equipamentos. CONFEITARIA: Reservada ao pré-preparo e preparo de pratos à base de massas e de sobremesas * * LOCAIS ESPECÍFICOS A CADA OPERAÇÃO COCÇÃO: Entre a área de preparo prévio e área de distribuição Em calor úmido Caldeirões com aquecimento direto ou à vapor Em calor seco: Frituras: assegurada por fritadeiras de imersão ou frigideiras Assados: fornos * * LOCAIS ESPECÍFICOS A CADA OPERAÇÃO ESPERA PARA DISTRIBUIÇÃO: Os alimentos preparados permanecem acondicionados em temperatura controlada até o momento da distribuição das refeições. DISTRIBUIÇÃO: Tipo cafeteria: Separada do salão de refeições por pelo balcão de distribuição, e da área de processamento por meia parede, para segurar a iluminação e ventilação Tipo auto-serviço ou serviço à mesa: Distribuição fica inserida no próprio salão de refeições cessidade de uma copa de apoio para o salão de refeições. * * SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE REFEIÇÕES Pacientes: Sistema centralizado: refeição é preparada, distribuída, porcionada e identificada na própria cozinha. Menos manipulação Melhor conservação de temperatura Melhor supervisão e controle Sistema descentralizado: a refeição é preparada na cozinha, os alimentos são acondicionados em carros térmicos que os transportam para as copas das unidades de internação, onde serão porcionadas, identificadas e distribuídas. Desvantagens... * * SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE REFEIÇÕES Sistema misto: Parte é centralizada e parte é descentralizada.Ex: dietas geral e especiais de rotina têm distribuição descentralizada, enquanto que as dietas especiais de controle têm distribuição centralizada Para os funcionários e acompanhantes: Cafeteira fixa (balcão térmico) Esteira rolante: recebe a bandeja pronta (desperdício às vezes) Self-service: próprio comensal porciona À Francesa: para a administração, diretoria ou gerência * * LOCAIS ESPECÍFICOS A CADA OPERAÇÃO COZINHA DIETÉTICA: Elaboração de dietas especiais, equipada de maneira que atenda as mais variadas elaborações. Equipamento mínimo: Fogão Refrigerador Banho-maria panelas Sistema de exaustão Depósito par detritos * * LOCAIS ESPECÍFICOS A CADA OPERAÇÃO LOCAL DE HIGIENIZAÇÃO E TRATAMENTO DO LIXO Parede completa Local para os utensílios que aguardam higienização Cubas profundas Local para guarda de material limpo Lavagem e panelas Tratamento de utensílios: higienização dos utensílios usados pelos clientes no refeitório Depósito de lixo:estocagem do lixo até sua retirada. * * LOCAIS ESPECÍFICOS A CADA OPERAÇÃO Salão de refeições ou refeitório: Local onde os comensais comem as suas refeições.Deve localizar-se em um ponto onde facilite o transporte da refeição pronta * * LOCAIS ESPECÍFICOS A CADA OPERAÇÃO ANEXOS: Sala de administração: reservada ao administrador, chefe de cozinha e pessoal da contabilidade Áreas técnicas: reservadas à instalação dos sistemas de ventilação e transformação de energia e depósito de combustíveis * * LOCAIS ESPECÍFICOS A CADA OPERAÇÃO Sala do Nutricionista: Em local em que facilite ver e supervisionar grande parte da UAN. O piso deve estar em um nível mais elevado que o restante do piso Deve possuir visor a partir de 1 metro do piso O Nutricionista de produção deve ter sua sala próxima a área de produção O Nutricionista clínico deve ter sua sala próximo às áreas de internação O Nutricionista administrador deve ter a sua sala em local que lhe permita ter fácil comunicação com fornecedores eoutros setores da empresa * * LOCAIS ESPECÍFICOS A CADA OPERAÇÃO Instalações sanitárias e vestuário Exclusivas para a UAN Devem ficar na UAN, nunca comunicando-se com outras unidades operacionais Devem ter armários,pias com sabão líquido, substâncias bactericidas, toalhas de papel ou secadores de mão, chuveiros, gabinetes sanitários, boxe individual. A legislação prevê na NR-24.1: Um vaso sanitário, um lavatório e um chuveiro para cada 20 empregados do sexo feminino Um sanitário, um mictório, um lavatório e um chuveiro para cada 20 empregados do sexo masculino. * * LOCAIS ESPECÍFICOS A CADA OPERAÇÃO Área para guarda de recipientes vazios: Guarda de caixotes, latas, vidros, garrafas etc, antes de serem vendidas ou devolvidas aos fornecedores. Área para guarda de coletores de resíduos: Armazenagem do lixo diário Deve ficar em local que facilite a remoção Revestida de material lavável Possuir esguicho de pressão com água fria e quente Poderá ser substituída por unidades refrigeradas. * * LOCAIS ESPECÍFICOS A CADA OPERAÇÃO Área para guarda de botijão de gás Localizada na parte externa da UAN Área para higienização de material de limpeza Deve servir para guardar objetos usados na limpeza da UAN Vassouras, Rodos, Esfregões, Panos de chão, Baldes, etc. * * DIMENSIONAMENTO DE ÁREA Fatores que interferem no dimensionamento da área: Tipo de coletividade Número de refeições servidas Tipo de equipamento Tipo de distribuição Política de compra e abastecimento Número de leitos Número de acompanhantes Número de funcionários Padrão dos cardápios * * ÍNDICES PARA COLETIVIDADE SADIA Segundo a equipe de engenheiros e arquitetos da IMOSA: 50 pessoas................... 0,80m²/pessoa 100 pessoas................. 0,75 m²/pessoa 150 pessoas..................0,70 m²/pessoa 200 pessoas..................0,65 m²/pessoa 250 pessoas..................0,60 m²/pessoa 300 pessoas..................0,55 m²/pessoa 350 pessoas..................0,50 m²/pessoa 400 pessoas..................0,45 m²/pessoa 450 pessoas..................0,40 m²/pessoa 500 pessoas..................0,35 m²/pessoa 1000 pessoas................0,30 m²/pessoa 2000 pessoas................0,25 m²/pessoa OBS: nestes índices não estão incluídas as áreas dos refeitórios, para cálculo das mesmas considera-se 0,80 a 1,50 m²/comensal * * DISTRIBUIÇÃO POR IMOSA Recepção..................... 4 a 6% Câmaras...................... 7 a 8% Despensa..................... 4 a 5% Preparação................... 20 a 30% Cocção......................... 30 a 32% Copa de lavagem........... 8 a 9% Sala do Nutricionista...... 3% Área de distribuição....... 8% DML............................ 3% Vestuário..................... 10% * * SEGUNDO CELINA PASSOS 250 comensais........0,89 m²/pessoa 500 comensais........0,80 m²/pessoa 600 comensais........0,75 m²/pessoa 700 comensais........0,72 m²/pessoa 800 comesais..........0,70 m²/pessoa 900-1000 comensais-0,60 m²/pessoa Mais 1000 comensais...0,50 m²/pessoa OBS: nestes índices estão incluídas as áreas dos refeitórios, ficando com um percentual de 45% do total da área. * * SEGUNDO CELINA E HAIDÉE Área de estocagem.......10 a 12% Preparo.......................16 a 20% Higiene e limpeza.........6 a 8% Distribuição das refeições....45 a 48% Administração e segurança...12% OBS: refeitório deve corresponder a 45% da área total da UAN * * ÍNDICES PARA COLETIVIDADE ENFERMA Segundo ELisabete Oliveira e Maria de Lurdes Sampaio 50 leitos............1,20 a 1,40 m²/leito 100 leitos...........1,00 a 1,20 m²/ leito 200 leitos...........0,80 a 1,00 m²/ leito 1000 pessoas .....0,70 m²/ leito * * ÍNDICES PARA COLETIVIDADE ENFERMA Segundo Arthur Wetzig: 50-100 leitos..........1,30 a 1,40 m²/leito 200-300 leitos........1,00 a 1,20 m²/leito 400-600 leitos........0,80 a 1,00 m²/leito 800-1000 pessoas.......0,60m²/leito Segundo Celina Passos Até 60 leitos.........1,00 m²/leito De 61 a 150 leitos..0,75 m²/leito * * SEGUNDO IRACEMA MEZOMO Hospital até 200 leitos: 1,80m2/leito, com distribuição descentralizada: 20% recepção e estocagem 50% preparo e cocção 30% distribuição e demais dependências 2,00 m²/leito, com distribuição centralizada: 20% a recepção e estocagem 45% no preparo e cocção 35% a distribuição e demais dependências * * DISTRIBUIÇÃO SEGUNDO IRACEMA MEZOMO Plataforma de recebimento.............2,5% Refrigeração do lixo.......................0,80% Controle de mercadorias/recebimento........1,0% Despensa.........................................10-12% Câmaras frgoríficas...........................2,5% Preparo...........................................9,0% Cozinha geral..................................20-22% Cozinha dietética.............................2,5% Higienização....................................6,5% Circulação interna............................6,5% Refeitório........................................8,0% Distribuição de dietas.......................5,0% Monta-cargas e/ou elevador...............0,5% Administração..................................2,5% Preparo de desjejum e merenda..........10,2% * * FLUXOGRAMA DO S. A. Alimentos chegam pela plataforma de recebimento (controle de quantidade e qualidade) Armazenamento dos gêneros (cãmaras frias ou despensas) Envio dos alimentos armazenados às diversas áreas do preparo, onde são lavados, escolhidos, cortados... Vão para a área de cocção, sendo depois distribuídos * * * *