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Unidade 1
Administração e a atuação do gestor: processos gerenciais, habilidades e papéis de gerente
Aula 1
Administração e atuação do gestor: processos gerenciais, habilidades e papéis de gerente
Administração e atuação do gestor, processos gerenciais, habilidades e
papéis de gerente
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Ponto de Partida
Estudante, boas-vindas! Se você está aqui, provavelmente existe um desejo de aprender e
melhorar sua condição profissional, não é mesmo? Hoje em dia, todos nós, em alguma medida,
temos esse desejo, por isso é seguro afirmar que você está no caminho certo!
O objetivo desta disciplina é que você compreenda os processos gerenciais e,
consequentemente, obtenha o melhor resultado nas organizações. Mas, antes de começarmos, é
importante pontuar que a gestão não é uma tarefa fácil. Há tantas coisas acontecendo dentro
das empresas e organizações e há tanto para acompanhar no meio externo (economia,
tecnologia, sociedade, meio ambiente, política) que o processo de tomar a melhor decisão
quanto aos recursos e ao modelo de gestão, a fim de que a empresa/organização se sobressaia
e gere resultados, torna-se bastante desafiador.
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
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Por isso mesmo esta disciplina tratará de alguns conceitos fundamentais da administração e de
aplicações das ferramentas e dos modelos de gestão. Mesmo que você não tenha interesse em
ser um gestor, é importante que tenha esses conhecimentos, pois a maioria de nós trabalha em
algum tipo de empresa, na qual todos esses princípios e ferramentas são aplicáveis. Logo, esse
aprendizado não apenas facilitará seu trabalho, como também possibilitará seu crescimento
profissional dentro da organização.
Para trabalharmos a prática desses conceitos, partiremos de uma situação-problema em que a
protagonista Sheila é voluntária de uma ONG de causa animal. Um dia, Ana, a diretora da ONG,
comunica aos voluntários as dificuldades da organização e a necessidade de encerrar as
atividades por falta de recursos. Ao tomar conhecimento disso, Sheila começa a procurar
alternativas para mudar a situação.
Com isso, você terá uma aprendizagem mais aprofundada e proveitosa. Tenha uma excelente
jornada de conhecimento e tire o melhor proveito dos estudos!
Vamos Começar!
Existem inúmeras pessoas que fazem parte de uma organização, seja consumindo bens ou
produtos, seja participando e/ou trabalhando nelas, situação em que são desafiadas todos os
dias a realizar suas tarefas cotidianas, agregar valor, alcançar os objetivos e superar as
dificuldades existentes.
Dentro da perspectiva da gestão, conforme o autor Chiavenato (2020), toda essa intensa e
volumosa atividade precisa estar integrada e coordenada de maneira “eficiente e eficaz” para
proporcionar o melhor retorno possível, já que houve, ali, grandes investimentos feitos em termos
de esforços individuais e grupais, aplicação de conhecimentos, utilização de habilidades e
competências na busca de melhoria do capital intelectual e do alcance de resultados da
organização. Diante disso, podemos dizer que todo esse esforço faz parte de milhares de
organizações de toda natureza e de todos os tamanhos possíveis, inclusive daquela de que você
faz parte. Pense nisso. Assim, a administração só existe quando há organizações (e são
inúmeras, não é mesmo?), as quais, por sua vez, também só existem porque há administração.
 
As organizações e a administração
Vamos, agora, aos conceitos teóricos para o aprofundamento do conteúdo.
Conforme o autor Chiavenato (2020, p. 9), “Uma organização é uma entidade social composta de
pessoas que nela trabalham juntas e que é deliberadamente estruturada em uma divisão de
trabalho para atingir um objetivo definido”. Nesse cenário, os administradores são os
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
responsáveis por supervisionar e otimizar os recursos de uma organização, sejam eles recursos
humanos ou não, a fim de alcançar seus objetivos.
Existem organizações de todo o tipo e natureza, e todas elas precisam ser administradas.
Seguem aqui alguns exemplos para mostrar a dimensão da variedade existente: empresas,
cooperativas, instituições, órgãos públicos, clubes, associações, escolas, e-commerce, entre
tantas outras. De acordo com Maximiano (2014), há vários tipos de organização para fornecer
todos os tipos de produtos e serviços. Dentre as principais classificações estão: tamanho,
natureza jurídica e área de atuação.
Apresentamos adiante um exemplo de classificação por setor da economia, que apresenta três
principais categorias (Maximiano, 2014):
Governo: sua principal natureza é compreender as organizações do serviço público, que
administram o Estado e prestam serviços aos cidadãos.
Empresas: sua principal característica é representar uma organização cujo objetivo é
vender produtos e serviços e obter lucro.
Terceiro setor: são as organizações de utilidade pública, que têm origem na sociedade e
não no governo. São conhecidas como organizações não governamentais (ONGs) e não
têm fins lucrativos.
Já quanto à definição de administração, dentre tantas, podemos citar as seguintes:
“A administração é um processo dinâmico, que consiste em tomar decisões sobre o uso de
recursos, para realizar objetivos” (Maximiano, 2020, p. 4, grifo nosso).
“Administração é o processo de planejar, organizar, dirigir ou liderar e controlar o uso adequado e
racional de competências e recursos organizacionais para alcançar determinados objetivos de
uma organização de maneira altamente eficiente e eficaz” (Chiaventato, 2020, p. 4, grifo nosso).
A complexidade do mundo atual apresenta um desafio significativo para a maioria das
organizações, que precisam alcançar uma eficácia extrema para criar valor e garantir sua
sobrevivência no mercado. Diferentemente de outros tempos, o cenário empresarial está
passando por mudanças radicais, impulsionado por inovações e uma aceleração exponencial,
que rompe com o passado e cria um futuro incerto. De acordo com Chiavenato (2020), as
transformações do século passado estão pavimentando o caminho para a Era Digital e a 4ª
Revolução Industrial, momento em que novas tecnologias e ferramentas complexas estão
introduzindo um ambiente de negócios cada vez mais imprevisível, embora também ofereçam
oportunidades e ferramentas para navegar nesse caos e se adaptar às mudanças.
Siga em Frente...
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
A administração ao longo do tempo
Dada esta circunstância atual, que é desafiadora, surgem os questionamentos: como administrar
perante as contínuas mudanças que ocorrem em um ambiente que, na maioria das vezes, é
incontrolável? Qual a forma mais eficiente de gerir os recursos e sobreviver ao longo do tempo?
Uma reflexão do autor Chiavenato (2020) pode nos ajudar quanto às respostas aos
questionamentos anteriores: tudo dentro da administração depende do tempo, da situação e das
circunstâncias. Por isso a importância da teoria da administração. Cada teoria ensina a discernir
o que é relevante e como guiar e priorizar suas ações, além do que pode e deve ser feito em cada
situação ou circunstância. Nesse sentido, cada teoria funciona como um modelo de pensar o
curso de ação diante de uma situação específica (Chiavenato, 2020).
Você, estudante, que tem interesse em desbravar os caminhos da gestão e crescer
profissionalmente nela, precisa, sim, conhecer as teorias da administração e a razão pela qual
elas surgiram ao longo do tempo. Como aqui o objetivo não é mostrar todos as teorias, será
apresentada apenas a mais importante dentrodo contexto da disciplina.
 
Teoria clássica e o processo administrativo
A teoria clássica de Henry Fayol surgiu em 1916, e seus estudos trouxeram contribuições
importantes como as funções básicas da empresa e o conceito de administração. Segundo essa
perspectiva, toda empresa apresenta seis funções: técnicas, comerciais, financeiras, de
segurança, contábeis e administrativas. Esta última rege e coordena todas as demais funções e é
composta por cinco ações próprias da administração: prever, organizar, comandar, coordenar e
controlar.
A importância da teoria clássica de Fayol se dá pelo surgimento da figura do gestor dentro das
organizações. Ela trouxe, ainda, os princípios gerais e universais aos assuntos administrativos;
iniciou os estudos sobre a importância da estrutura organizacional e sobre o sentido da
departamentalização ao definir funções, responsabilidades e níveis hierárquicos dentro das
organizações (Chiavenato, 2020).
A função administrativa criada por Fayol no início do século XX evoluiu, mas com poucas
variações. Antes, composta por cinco elementos, hoje é conhecida pelos quatro processos
principais de decisão que são interligados: planejar, organizar, coordenar e controlar (POCC).
Assim, conforme Jones e George (2012), todo administrador de qualquer organização é
responsável por realizar as quatro tarefas conhecidas como processos gerenciais: planejar
(escolha dos objetivos da organização e de linhas ação apropriadas para atingir esses objetivos);
organizar (estabelecimento de relações entre tarefas que permitam às pessoas trabalharem em
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
conjunto para atingir os objetivos organizacionais); coordenar/liderar (motivação, coordenação e
estímulo de indivíduos e grupos a trabalharem para atingir os objetivos organizacionais); e
controlar (estabelecimento de sistemas de medição e monitoramento para avaliar em que
medida a organização atingiu os objetivos).
Compreendendo os pressupostos básicos de gestão (organização, administração e o processo
administrativo), vamos falar sobre as principais habilidades do gestor? O que a teoria nos traz a
esse respeito?
 
Habilidades necessárias ao administrador
Para o Robert Katz, o êxito do gestor está mais relacionado ao seu desempenho e à forma como
lida com indivíduos e circunstâncias do que às características específicas de sua personalidade;
é determinado pelo que realiza, e não simplesmente pelo que ele é. Esse desempenho é fruto de
habilidades e competências específicas que o gestor detém e sabe empregar (Chiavenato, 2020).
Assim, Katz dividiu as habilidades gerenciais em três tipos, em graus de importância diferentes,
dependendo do nível hierárquico em que o gestor atua na estrutura organizacional.
Habilidades técnicas: envolvem o uso de conhecimento e aplicação de técnicas
relacionadas com o trabalho e sua realização. Envolvem processos materiais ou objetos
físicos, instrumentos ou ferramentas, além de métodos e processos de trabalho.
Habilidades humanas: são relacionadas com a facilidade de trabalhar com pessoas e com
a capacidade de relacionamento interpessoal e grupal. Consiste em liderar, comunicar,
motivar pessoas, etc.
Habilidades conceituais: envolvem a visão da organização como uma totalidade, facilidade
em trabalhar com ideias e conceitos, teorias, modelos e abstrações. Estão relacionadas
com o pensar, com o diagnóstico das situações e com a formulação de alternativas de
solução dos problemas.
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
Figura 1 | Três tipos de habilidades gerenciais e sua relação com a posição na hierarquia, segundo Katz. Fonte: adaptada de
Chiavenato (2020).
10 papéis do administrador (Mintzberg)
Mintzberg definiu um papel como um conjunto organizado de comportamentos inerentes a uma
função ou posição reconhecível e classificou os dez papéis gerenciais em três grupos principais:
papéis interpessoais, papéis de informação e papéis de tomada de decisão (Maximiano, 2014).
Papéis interpessoais: abrangem as relações interpessoais dentro e fora da organização.
Símbolo: o gerente tem papel de símbolo e representante da organização.
Líder: influencia colaboradores, clientes, fornecedores e outras pessoas.
Ligação: cria uma teia de relacionamentos que deve ser mantida por ele.
Papéis de informação: dizem respeito à obtenção e à transmissão de informação, tanto de
dentro para fora das organizações quanto de fora para dentro.
Monitor: o gerente recebe ou procura informações que permitam compreender o que
se passa na organização e no ambiente.
Disseminador: dissemina informações externas para dentro da organização.
Porta-voz: transmite informação de dentro para o meio ambiente da organização.
Papéis de decisão: envolvem a resolução de problemas e a tomada de decisões.
Empreendedor: o gerente inicia e planeja as mudanças na organização.
Controlador de distúrbio: controla imprevistos, crises e conflitos.
Administrador de recursos: administra o tempo, programa o trabalho e autoriza
decisões de terceiros.
Negociador: sabe influenciar quanto aos posicionamentos e criar parcerias com
terceiros.
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
Monitor: o gerente recebe ou procura informações que permitam compreender o que se
passa na organização e no ambiente.
Disseminador: dissemina informações externas para dentro da organização.
Porta-voz: transmite informação de dentro para o meio ambiente da organização.
Empreendedor: o gerente inicia e planeja as mudanças na organização.
Controlador de distúrbio: controla imprevistos, crises e conflitos.
Administrador de recursos: administra o tempo, programa o trabalho e autoriza decisões de
terceiros.
Negociador: sabe influenciar quanto aos posicionamentos e criar parcerias com terceiros.
Vamos Exercitar?
ONG Animal
A ONG Animal é uma organização não governamental (ONG) sem fins lucrativos que nasceu em
função da causa animal, em uma cidade na qual centenas de animais são abandonados. Sheila é
uma moradora dessa cidade e, por gostar de animais, tornou-se voluntária há alguns anos dessa
instituição. Ela auxilia Ana, diretora e fundadora da ONG que acolhe mais de cem animais em
situação de risco e abandono.
Apesar do trabalho sério e muito importante, a situação da ONG sempre foi difícil, pois ela se
mantém com poucas doações e com ajuda voluntária de pessoas que, como Sheila, têm paixão
pelos animais. Assim, embora sempre haja pessoas dispostas a auxiliar, tem sido muito
desafiador, uma vez que surgem muitos animais abandonados e nem sempre os recursos são
suficientes. Em função dessas dificuldades, Ana comunica a todos que pretende fechar a ONG.
Em resposta, Sheila e alguns voluntários tentam avaliar a situação para encontrar alguma
solução.
Diante dessa situação, responda com base nos conhecimentos adquiridos ao longo da aula:
Muitas ONGs nascem como a ONG Animal, em função de uma situação social ou ambiental que
precisa de uma estrutura mínima para realizar sua atividade com bons resultados. Por serem
dessa natureza, são muitas as dificuldades da gestão. Os fundadores e participantes geralmente
não possuem a visão de gestão necessária e passam dificuldades com a instituição. Dada a
situação e utilizando o conteúdo da aula, responda:
1.    Pensando na ONG Animal como uma organização que precisa ser administrada para
sobreviver, quais seriam as habilidades de gestão necessárias para uma gestão mais eficiente?
Dentro da perspectiva das habilidades de Katz (técnicas, humanas, conceituais), qual habilidade
seria mais útil neste caso? Justifique.
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
2.    Sugira algumas ações iniciais para auxiliar Ana na subsistência da instituição.
Saiba mais
Quando estudamos administração, é comum o aparecimento das palavras eficiência e eficácia,
que têm relação com o desempenho organizacional. Você sabe diferenciá-las? Eficiência
significa fazer bem e corretamente as atividades. Já eficácia relaciona-se com os fins e
propósitos. Para se aprofundar nesses conceitos tão importantes, acesse o material a seguir:
CHIAVENATO, I. Administração nosnovos tempos – Os novos horizontes em administração. São
Paulo: Grupo GEN, 2020.
 
Para se fazer uma boa gestão, é preciso ter algumas habilidades gerenciais. Há a seguir um
interessante texto que trata dessas habilidades:
GÓMEZ, N. Sem estas competências, um gerente nunca chegará ao posto de diretor. Exame, São
Paulo, 15 jul. 2019.
Referências
CHIAVENATO, I. Administração nos novos tempos: os novos horizontes em administração. São
Paulo: Grupo GEN, 2020. E-book. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/home/subscribe/b07e1105597f947f14831df68d2b62b
c%40kroton.com.br. Acesso em: 27 dez. 2023.
GÓMEZ, N. Sem estas competências, um gerente nunca chegará ao posto de diretor. Exame, São
Paulo, 15 jul. 2019. Disponível em: https://exame.com/carreira/sem-estas-competencias-um-
gerente-nunca-chegara-ao-posto-de-diretor/. Acesso em: 27 dez. 2023.
JONES, G. R.; GEORGE, J. M. Fundamentos da administração contemporânea. Porto Alegre:
Grupo A, 2012.
MAXIMIANO, A. C. A. Fundamentos da administração: Introdução à teoria geral e aos processos
da administração. São Paulo: Grupo GEN, 2014.
Aula 2
Tomada de decisão e mudança organizacional
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
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https://exame.com/carreira/sem-estas-competencias-um-gerente-nunca-chegara-ao-posto-de-diretor/
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/home/subscribe/b07e1105597f947f14831df68d2b62bc%40kroton.com.br
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https://exame.com/carreira/sem-estas-competencias-um-gerente-nunca-chegara-ao-posto-de-diretor/
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Tomada de decisão e mudança organizacional
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Ponto de Partida
Qual você diria que é a maior dificuldade de gestão nos tempos de hoje? Para responder a essa
questão, relembremos a importante reflexão que de Chiavenato (2020) sobre as teorias e os
modelos de gestão que surgem ao longo do tempo.
Cada teoria administrativa surgiu como uma resposta aos problemas empresariais mais
relevantes de sua época. Nesse sentido, todas elas foram bem-sucedidas ao apresentarem
soluções específicas para tais problemas. Cada teoria funciona como um modelo para pensar o
curso das ações diante de uma situação específica. Assim, tudo em administração depende do
tempo, da situação e das circunstâncias.
Da mesma forma que as primeiras teorias administrativas surgiram em consequência da
Revolução Industrial e do crescimento desorganizado das empresas que, até então, só tinham
conhecimento de produção nas atividades artesanais e simples, a preocupação dos estudos
organizacionais era a de entender e fazer funcionar as organizações e os sistemas produtivos
que surgiram com a Revolução Industrial. A própria necessidade da administração e da figura do
administrador surgiu daí, juntamente com a estrutura organizacional e o processo administrativo,
que foram desenvolvidos por Fayol dentro desse contexto, em 1916.
Voltando à pergunta inicial, que nos leva a pensar sobre qual a melhor forma de gestão nos
tempos de hoje: após toda essa reflexão, compreendemos que é preciso analisar quais são as
circunstâncias da nossa época e da empresa e quais são os maiores problemas enfrentados em
função dessa situação para sabermos, então, quais são as possíveis respostas e as teorias que
responderão com maior precisão a essas questões.
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Pensando em todos esses aspectos, vamos dar continuidade ao caso da ONG Animal. Algumas
empresas já utilizam práticas modernas de gestão, enquanto outras carecem de princípios
básicos de gestão para sua sobrevivência. Pense seriamente sobre tudo isso e siga em frente!
Vamos Começar!
O ambiente e as transformações na administração
De acordo com Chiavenato (2020), de maneira rápida e gradativa, a forma organizacional de
ordem burocrática e mecanicista vem se transformando em arquiteturas organizacionais
adequadas às novas demandas da era digital pós-industrial. Essa previsão se deve à evolução
natural das organizações que vão se moldando de acordo com as exigências do mundo, que vem
se transformando.
Alguns fatores que provocarão ou que já impactam profundamente as organizações nos tempos
de hoje são:
1. Crescimento das organizações: as organizações bem-sucedidas tendem ao crescimento, à
ampliação e à diversificação de suas atividades.
2. Concorrência mais aguda: à medida que aumentam os mercados, crescem também a
competição e os riscos da atividade empresarial.
3. Sofisticação crescente da tecnologia: com o uso das tecnologias da informação, do
computador e do transporte, as organizações internacionalizaram suas operações e
atividades em tempo real. A tecnologia traz maior eficiência, precisão e uma incrível
rapidez, o que gera, também, maior comodidade aos usuários.
4. Globalização da economia e internacionalização dos negócios.
5. Visibilidade maior das organizações: enquanto crescem, as organizações tornam-se
competitivas, sofisticadas, internacionalizam-se e, com isso, aumentam sua influência
ambiental.
As organizações enfrentarão mudanças cada vez mais constantes e abruptas devido a fatores
como: competição, avanços tecnológicos, instabilidade econômica e internacionalização das
operações. Isso exigirá novas estruturas organizacionais e mentalidades de gestão para lidar
com a incerteza e a instabilidade em todos os setores de atividade. São essas circunstâncias
que guiarão as ferramentas e os modos de gerir uma organização. Nessa perspectiva, o papel
gerencial fica cada vez mais difícil e incerto, dada a imprevisibilidade e dados os desafios
inerentes a uma infinidade de variáveis, mudanças e evoluções carregadas por ambiguidades,
volatilidades e incertezas.
 
Processo de tomada de decisão
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
Pode-se dizer que uma das maiores competências do gestor é a capacidade de tomar decisões
corretas dentro da organização. Como tomar decisões acertadas em um contexto de mudanças
e de ambiguidade? A competitividade acirrada entre as empresas e a sobrevivência no mercado
fazem com que a tomada de decisão se torne algo muito complexo e de uma grande
responsabilidade.
Nesse sentido, Robbins, DeCenzo e Wolter (2020) apresentam um processo de sete etapas que
oferece uma abordagem analítica e lógica para considerar decisões a serem tomadas:
1. Identificar o problema: em algumas situações, reconhecer um problema pode ser
desafiador, uma vez que os sintomas dele podem ser confundidos com ele próprio. P. ex.: a
queda nas vendas de uma empresa. Seria um problema ou sintoma?
2. Coletar informações: coletar informações pertinentes relacionadas à questão em análise e
compreender os detalhes relevantes. P. ex.: fazer uma pesquisa de mercado sobre o
produto que teve uma diminuição significativa nas vendas; conversar com os vendedores
do produto.
3. Desenvolver alternativas: a clareza nas fases anteriores é fundamental para conceber
opções, que podem ser originais ou derivadas de experiências anteriores. P. ex.:
desenvolver um novo produto para substituir o existente? Fazer uma promoção?
4. Avaliar cada alternativa: realizar uma análise cuidadosa de cada alternativa apontada. P.
ex.: quanto custará o projeto de desenvolvimento de um novo produto? Qual o melhor canal
de comunicação para gerar uma comunicação de efeito?
5. Selecionar a melhoralternativa: avaliar o risco de cada alternativa, verificar todas as
possibilidades e escolher por eliminação.
6. Implementar a decisão: implementar a alternativa escolhida. P. ex.: se a escolha foi
desenvolver um novo produto, é preciso, então, desenvolver um projeto e realizar uma
pesquisa de marketing.
7. Acompanhar e avaliar: acompanhar se, durante a implementação da alternativa, bons
resultados estão sendo gerados. P. ex.: o novo produto terá um retorno de investimento
esperado?
Siga em Frente...
Depois de tomar a decisão sobre os rumos que a empresa seguirá, surge um outro grande
desafio que o gestor terá de enfrentar: implementar as mudanças organizacionais que virão em
função das decisões tomadas pela alta administração.
Mudanças organizacionais: a mudança acaba sendo uma realidade organizacional e, por
isso, gerir mudanças é uma parte integrante de todos os gestores. São as forças externas e
internas que restringem as atividades dos gestores e que trazem a dinamicidade da
necessidade de mudança dentro das organizações.
Forças externas que criam necessidade de mudança: são diversas as fontes que fazem a
empresa se mobilizar. Exemplos disso são a forte atuação dos concorrentes, as
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
regulamentações governamentais, as tecnologias que impactam de forma rápida a
sociedade e as empresas, o comportamento de consumo que está cada vez mais exigente
e que, por sua vez, faz as empresas melhorarem os seus produtos e processos
operacionais, etc.
Forças internas que criam necessidade de mudança: a mudança na estratégia da empresa
faz com que ela sofra inúmeras mudanças estruturais e físicas. Podem ser alteradas as
políticas organizacionais, as regras de trabalho, o perfil dos trabalhadores, os modelos de
gestão, as tecnologias e tantas outras questões. 
As mudanças organizacionais podem ser de seis tipos diferentes, a saber (Chiavenato, 2020):
estrutura organizacional, cultura organizacional, de processos, de produtos e serviços, tecnologia
e competências. Para auxiliar o processo de mudança organizacional, apresentamos um ciclo de
três etapas desenvolvido pelo autor Kurt Lewin (apud Chiavenato, 2020).
1. Descongelamento: é a etapa inicial, na qual as velhas ideias e práticas devem ser
derretidas, abandonadas e desaprendidas. Quanto mais rápida é a compreensão das
pessoas sobre a necessidade da mudança, mais a aceitação se torna viável e, com isso, o
processo de mudança.
2. Mudança: é a etapa em que novas ideias e práticas são experimentadas, exercitadas e
aprendidas. A mudança ocorre quando há a descoberta e adoção de novas atitudes, valores
e comportamentos.
3. Recongelamento: é a etapa em que as novas ideias e práticas são incorporadas
definitivamente ao comportamento.
Considerando o atual cenário de negócios, a mudança precisa ser encarada como algo natural,
necessário e contínuo para a atualização e revitalização da organização. Assim, para mudar, a
organização precisa transformar-se em um verdadeiro ambiente de mudanças, no qual as
pessoas se sintam seguras e encorajadas para criatividade e inovação. Deve-se criar, então,
condições estruturadas para a mudança contínua e desenvolver a cultura da mudança e
inovação na empresa.
Vamos Exercitar?
Como já sabemos, a ONG Animal está prestes a finalizar suas atividades em função da falta de
recursos. Porém, o que acontece no dia a dia de organizações desse tipo é que as atividades e
os pedidos de socorro de animais não diminuem, mesmo com falta de recursos. Diante dessa
situação, Sheila, que é voluntária, quer ajudar Ana, a fundadora, a gerir melhor a ONG. Nesse
sentido, segue a atividade a ser realizada:
1. Utilize as etapas do processo de tomada de decisão. Imagine a situação da ONG e
preencha cada uma das etapas com as possíveis respostas, pensando na situação da ONG
Animal.
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
2. Vamos imaginar que você e Sheila auxiliarão Ana na reestruturação da ONG para conseguir
mais recursos. Para isso, será necessária a organização das funções de cada voluntário a
fim de que as atividades de causa animal sejam mais efetivas. Como, inicialmente, haverá
certa resistência de alguns voluntários, desenvolva as três etapas da mudança
organizacional pensando nesse contexto apresentado.
Saiba mais
A mudança do ambiente é uma constante. Pode-se dizer que hoje ela é contínua e muito rápida.
Assim, as organizações precisam estar preparadas e adaptar-se a ela. Segue um artigo
interessante de como lidar com as constantes mudanças organizacionais:
RHEINBOLDT, A. L. As 7 perguntas mais importantes na hora de mudar a organização da sua
empresa. Exame, São Paulo, 15 out. 2022.
Referências
CHIAVENATO, I. Administração nos novos tempos: os novos horizontes em administração. São
Paulo: Grupo GEN, 2020a. E-book. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/home/subscribe/b07e1105597f947f14831df68d2b62b
c%40kroton.com.br. Acesso em: 27 dez. 2023.
CHIAVENATO, I. Introdução à Teoria Geral da Administração: uma visão abrangente da moderna
administração das organizações. São Paulo: Grupo GEN, 2020.
DECENZO, D. A.; WOLTER, R. M.; ROBBINS, S. P. A nova administração. São Paulo: Saraiva Uni,
2020.
JONES, G. R.; GEORGE, J. M. Fundamentos da administração contemporânea. Porto Alegre:
Grupo A, 2012.
MAXIMIANO, A. C. A. Fundamentos da administração: introdução à teoria geral e aos processos
da administração. São Paulo: Grupo GEN, 2014.
MAXIMIANO, A. C. A. Teoria geral da administração: da revolução urbana à revolução digital. São
Paulo: Grupo GEN, 2017.
RHEINBOLDT, A. L. As 7 perguntas mais importantes na hora de mudar a organização da sua
empresa. Exame, São Paulo, 15 out. 2022. Disponível em: https://exame.com/negocios/as-7-
perguntas-mais-importantes-na-hora-de-mudar-a-organizacao-da-sua-empresa/. Acesso em: 20
out. 2023.
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https://exame.com/negocios/as-7-perguntas-mais-importantes-na-hora-de-mudar-a-organizacao-da-sua-empresa/
https://exame.com/negocios/as-7-perguntas-mais-importantes-na-hora-de-mudar-a-organizacao-da-sua-empresa/
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/home/subscribe/b07e1105597f947f14831df68d2b62bc%40kroton.com.br
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/home/subscribe/b07e1105597f947f14831df68d2b62bc%40kroton.com.br
https://exame.com/negocios/as-7-perguntas-mais-importantes-na-hora-de-mudar-a-organizacao-da-sua-empresa/
https://exame.com/negocios/as-7-perguntas-mais-importantes-na-hora-de-mudar-a-organizacao-da-sua-empresa/
Aula 3
Tendências em modelos de gestão: sociedade e pessoas
Tendências em modelos de gestão: sociedade e pessoas
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Ponto de Partida
Estudante, a esta altura você já deve ter percebido o quanto a administração é complexa. Mas
não se preocupe, vamos continuar estudando para que esta jornada seja prazerosa e que, nos
seus desafios profissionais, você esteja amparado por conhecimentos suficientes para
desenvolver suas habilidades de gestão.
O autor Chiavenato (2020) nos faz um alerta sobre o atual contexto das organizações: uma
época de complexidades, mudanças disruptivas e incertas. Por esse motivo, a administração
tornou-se uma das mais importantes áreas da atividade humana.
Nesse sentido, para transformar as organizações em entidades bem-sucedidas, competitivas e
sustentáveis, precisamos do esforço cooperativo do homem. Aliás, desta vez, faz-se necessário
ressaltar a importância das pessoas, que são a base de toda a organização. Qualquer uma delas
é composta por um conjunto de pessoas organizadas em uma estrutura para atingir um objetivo.
Diante disso, por mais competência que ogestor tenha, sozinho não consegue conduzir todas as
mudanças e gerar o resultado esperado pelas organizações que existem em todo o mundo.
Pensando em todo esse contexto, na situação prática, daremos continuidade à situação da ONG
Animal, instituição que possui muitas pessoas como voluntárias, as quais precisam se unir e
capacitar-se caso queiram dar continuidade às atividades e ter um pouco mais de segurança e
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tranquilidade em suas atividades diárias. Perceba o quanto a capacitação e a busca por talentos
pode auxiliar a organização nesse momento.
Todo o impressionante avanço tecnológico e a aquisição de recursos só fazem sentido quando,
em conjunto, são mobilizados pelas pessoas da organização.
Vamos Começar!
As pessoas na organização
Entre tantas definições de administração, aqui está uma para iniciarmos nossa discussão:
“Administração: é o ato de trabalhar com e por intermédio de outras pessoas para realizar os
objetivos da organização, bem como de seus membros” (Chiavenato, 2020, p.10).
Do ponto de vista das teorias administrativas, foi através da Teoria das Relações Humanas, em
1928, que se iniciou a discussão sobre o papel das pessoas dentro da administração. Com ela,
surgiram várias outras teorias com enfoque comportamental e humano que vieram para
responder a várias questões que foram surgindo ao longo do tempo nas organizações.
Se, no ano de 1928, já havia um estudo sobre a importância das pessoas dentro das empresas,
qual é o papel das pessoas, hoje, em um mundo complexo e competitivo de grandes
transformações?
Prahalad e Hamel (1990) falam sobre a nova dinâmica do ambiente competitivo atual e,
consequentemente, da necessidade de as empresas projetarem esse novo ambiente, cujo foco é
a construção de competências empresariais que permitirão a sustentabilidade e a
competitividade da organização. Considerando o cenário de negócio em transformação e ainda
descontínuo, algumas práticas sugerem a construção de competências essenciais à
organização. Para isso, o administrador deve se preocupar com os seguintes aspectos
(ESCRIVÃO FILHO, PERUSSI FILHO, 2012):
Desenvolver uma capacidade global.
Criar uma agenda competitiva e compartilhar com toda a organização.
Concentrar-se em alavancar recursos que moldarão novos setores, o que implica estender
recursos organizacionais por meio da exploração criativa de recursos de parceiros,
fornecedores, concorrentes e clientes.
Desenvolver um sistema corporativo flexível e capaz de reestruturar recursos para tratar
oportunidades emergentes. Ou seja, aprender rápido, esquecer mais rápido ainda, livrar-se
das fronteiras e concentrar-se em galgar mercado.
Criar um conjunto claro de valores e comportamentos dentro da organização para
promover o trabalho em equipe e facilitar a transferência de conhecimentos.
Competir por talentos e construir uma combinação de habilidades vital para reter as fontes
de vantagem competitiva.
Propiciar velocidade de reação da organização, que requer tomadas de decisões nos níveis
mais baixos, fazendo com que a velocidade e a competência sejam mais importantes que a
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hierarquia e a autoridade. 
Após a leitura das contribuições dos autores Prahalad e Hamel (1990), fica clara a importância
das pessoas dentro das organizações. Nesse sentido, é preciso pensar em algumas tecnologias
de gestão que auxiliem esse processo.
Siga em Frente...
Ampliação do capital intelectual 
Na atual economia baseada no conhecimento, capital intelectual torna-se um conceito de suma
importância, principalmente para as empresas. Segundo a definição de Stewart (1998 apud Rosa;
Maróstica, 2016, p. 59):
O capital intelectual constitui a matéria intelectual – conhecimento, informação, propriedade
intelectual, experiência – que pode ser utilizada para gerar riqueza. É a capacidade mental
coletiva. É difícil identificá-lo e mais difícil ainda distribuí-lo de forma eficaz. Porém, uma vez que
o descobrimos e o exploramos, somos vitoriosos.
Para formar o capital intelectual dentro das organizações, o gestor deve se preocupar em:
Colocar o conhecimento como instrumento mais valioso na realização da missão
organizacional.
Proporcionar o desenvolvimento contínuo aos colaboradores.
Permitir e, principalmente, estimular a expressão intelectual dos seus membros.
Desenvolver a cultura da inovação.
Desenvolver um clima interno que possibilite o compartilhamento de informação e
conhecimento.
Criar políticas de reconhecimento e premiação das contribuições.
Desenvolver mecanismos de captação, processamento e distribuição do conhecimento na
organização.
Deixar a organização aberta ao ambiente e às inovações. 
 
Gestão da diversidade 
De acordo com os autores Bateman e Snell (2012), a gestão da diversidade envolve atividades
como recrutamento, treinamento, promoção e utilização plena de pessoas com diferentes
históricos, crenças, capacidades e culturas. Desse modo, as ações vão além da contratação de
mulheres e minorias para serem tratadas de maneira igualitária: significa que a empresa precisa
compreender e dar valor às diferenças entre os colaboradores para ser mais eficaz e lucrativa e,
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MODELOS DE GESTÃO
por isso, precisa desenvolver um estilo de gestão flexível o suficiente para buscar o envolvimento
de todos os funcionários e estar ciente do fato de que eles têm motivações diferentes em termos
do que querem e precisam no trabalho.
Para compreender melhor isso, é preciso entender que a diversidade diz respeito às diferenças
entre as pessoas com relação a idade, gênero, raça, etnia, religião, orientação sexual, condições
socioeconômicas, educação, experiência, aparência física, capacidades/incapacidades e outras
características (Jones; George, 2012).
Em uma sociedade global e diversa, as organizações que desenvolvem uma ampla gama de
políticas e práticas voltadas à diversidade se dedicam a construir pontes entre funcionários para
explorar o seu potencial. E, por mais trabalhosa e necessária seja a gestão da diversidade, pode
ser uma importante fonte de vantagem competitiva.
Uma das principais vantagens da diversidade na organização reside no fato de que a variedade
de pontos de vista e abordagens em relação a problemas e oportunidades oferecida por esses
colaboradores melhora muito o processo decisório, resultando em maior qualidade de bens e
serviços que são ofertados aos clientes.
A diversidade traz, ainda, outras vantagens, como a preservação de talentos na empresa, visto
que a rotatividade de colaboradores diminui, e motivação e clima organização favorável, uma vez
que a organização busca desenvolver uma política de equidade e aceitação entre as pessoas,
que podem se expressar de forma mais livre dentro do ambiente de trabalho.
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Figura 1 | Diversidade. Fonte: Shutterstock.
Gestão de talentos
De acordo com Freitag et al. (2014), o atual contexto de mudanças no sistema produtivo e a era
do conhecimento fazem com que as organizações demandem maior capacidade de inovação,
agilidade e flexibilidade, o que torna o trabalho mais complexo e requer trabalhadores com maior
qualificação. Nessa perspectiva, não é mais a empresa a detentora da iniciativa para liderar
grandes mudanças, mas, sim, os indivíduos – os talentos.
As empresas tradicionais e as grandes corporações que possuem uma grande estrutura, com um
amplo espaço físico e muitos funcionários, requerem maquinários sofisticados, necessitam de
suportes financeiros gigantescos e concorrem com as pequenas empresas de tecnologia
fundadas em qualquer espaço físico, com poucos colaboradores e sem tanto suporte financeiro.
Mas o diferencial e a riqueza dessas empresas é o capital intelectual, isto é, os talentos. Basta
ver empresas como a Apple, a Microsoft e o Google, que cresceram nesse modelo de gestão.
É nesse cenário que o talento passou a ser o diferencial competitivo para o desenvolvimentoe
crescimento das instituições e em que surgiu a necessidade de as empresas buscarem e reterem
esses talentos.
Figura 2 | Gestão de talentos. Fonte: Shutterstock.
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Vamos Exercitar?
Com sua ajuda e a de Sheila, a ONG Animal começa a se organizar. Após algumas pesquisas e
leituras, vocês chegaram à conclusão de que a Ana precisa se capacitar para poder atuar com
maior eficiência na ONG. Ao avaliar o cadastro dos voluntários, verificou que um deles é
professor de uma instituição de capacitação profissional. Sabendo disso, conversaram com esse
voluntário e conseguiram para Ana uma bolsa de estudos para que ela aperfeiçoasse sua gestão.
Essa descoberta fez com que Sheila percebesse que, entre os voluntários bastante atuantes,
existiam ali pessoas com profissões diversas: web designer, costureira, vendedora e uma doceira
que faz brigadeiros maravilhosos. Pensando na gestão de talentos, como esses voluntários
podem auxiliar a ONG quanto à falta de recursos?
Resposta: cada aptidão dos diferentes voluntários pode servir para melhorar a comunicação e a
promoção da ONG, seja através da criação de um site ou de redes sociais da ONG, seja por meio
do desenvolvimento de produtos que possam ser comercializados em prol da ONG e que
serviriam também para angariar mais recursos e parcerias para a ONG.
Saiba mais
Quando falamos sobre gestão de diversidade, os benefícios desse modelo de gestão não
parecem ser tão palpáveis. Por isso, leia a reportagem a seguir, que demonstra a importância e
os benefícios de uma cultura de diversidade dentro das empresas:
MADEIRA, L. Forças de trabalho diversificadas podem impulsionar o consumo e a inovação.
Consumidor moderno, São Paulo, 15 maio 2023.
Referências
BATEMAN, T. S.; SNELL, S. A. Administração. Porto Alegre: Grupo A, 2012.
CHIAVENATO, I. Introdução à Teoria Geral da Administração: uma visão abrangente da moderna
administração das organizações. São Paulo: Grupo GEN, 2020. E-book. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597024234/epubcfi/6/34[%3Bvnd.v
st.idref%3Dchapter04]!/4. Acesso em: 27 dez. 2023.
ESCRIVÃO FILHO, E.; PERUSSI FILHO, S. Teorias de administração: introdução ao estudo do
trabalho do administrador. São Paulo: Editora Saraiva, 2012.
FERREIRA, P. I. Atração e seleção de talentos. São Paulo: LTC, 2014. (Série MBA – Gestão de
Pessoas).
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https://consumidormoderno.com.br/forcas-de-trabalho-diversificadas-podem-impulsionar-o-consumo-e-a-inovacao/
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597024234/epubcfi/6/34%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter04%5d!/4
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597024234/epubcfi/6/34%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter04%5d!/4
FREITAG, B. B.; OHTSUKI, C. H.; FERREIRA, M. A. de A.; FISCHER, A. L.; ALMEIDA, K. N. T. de. A
gestão de talentos no campo da gestão de pessoas: tema emergente? Revista de Administração
da Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, v. 7, n. 4, p. 629-643, dez. 2014. Disponível
em: https://periodicos.ufsm.br/reaufsm/article/download/8417/pdf/84606. Acesso em: 19 out.
2023.
JONES, G. R.; GEORGE, J. M. Fundamentos da Administração Contemporânea. Porto Alegre:
Grupo A, 2012.
MADEIRA, L. Forças de trabalho diversificadas podem impulsionar o consumo e a inovação.
Consumidor moderno, São Paulo, 15 maio 2023. Disponível em:
https://consumidormoderno.com.br/forcas-de-trabalho-diversificadas-podem-impulsionar-o-
consumo-e-a-inovacao/. Acesso em: 19 out. 2023.
PRAHALAD, C. K.; HAMEL, G. The core competence of the corporation. Harvard Business Review,
p. 79-91, May/June 1990.
ROBBINS, S. P.; DECENZO, D. A.; WOLTER, R. M. A nova administração. São Paulo: Editora Saraiva,
2020.
ROSA, J. A.; MARÓSTICA, E. Modelos de Negócios: organizações e gestão. São Paulo: Cengage
Learning Brasil, 2016.
Aula 4
Tendências em modelos de gestão: algumas linhas atuais
Tendências em modelos de gestão: algumas linhas atuais
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Ponto de Partida
Estudante, nesta aula, vamos tratar das dificuldades de uma empresa para se manter no
mercado hoje. Como já falamos, as mudanças no cenário ambiental são contínuas e cada vez
mais imprevisíveis, e a competição entre as empresas tem gerado grandes dificuldades para que
elas se mantenham no mercado de forma constante e sustentável.
Desse modo, em um mercado altamente competitivo, o volume e o ritmo das mudanças
derrubam os modelos tradicionais de organizações de todos os tamanhos e naturezas. Ao
observarmos as teorias e modelos de gestão ao longo do tempo, notamos que as organizações
se preocupavam em gerar eficiência: fazer cada vez mais com cada vez menos. Porém, com as
transformações ocorridas em relação às demandas do mercado, à competição e à tecnologia, as
organizações passaram a adaptar-se rapidamente, aproveitando as oportunidades para
incorporar a inovação de produtos ou processos no desenvolvimento de novos negócios. Isso
passou a exigir sistemas e processos flexíveis para reforçar a eficiência e a qualidade, além da
eficácia geral (Chiavenato, 2020, p. 179). Vamos tratar, assim, de algumas ferramentas de gestão
que auxiliam as empresas nesse sentido: lean manufacturing, lean innovation e planejamento
aberto.
Para a parte prática, voltaremos à situação da ONG Animal. As dificuldades a respeito da falta de
recursos, aos poucos, vêm sendo sanadas. As pessoas começam a ter mais confiança nas
atividades realizadas, e agora é o momento de começar a projetar, de uma forma mais
sistemática, os objetivos organizacionais e o planejamento. Você poderá auxiliar os membros da
ONG nesse sentido. Bons estudos!
Vamos Começar!
Demanda de mercado, competitividade e inovação
Quais são as circunstâncias que representam o cenário de negócios atual e que devem ser
consideradas na gestão das organizações? Nesse sentido, o autor Chiavenato (2020) nos traz os
principais desafios da gestão atual: as transformações na demanda de mercado, a acirrada
competitividade e as inovações tecnológicas que acabam sendo uma constante nas
organizações e na sociedade. Diante dessas circunstâncias, algumas organizações perceberam
rapidamente as oportunidades desse novo cenário, incorporando-as e desenvolvendo, dessa
forma, novos formatos organizacionais que trazem maior valor competitivo para essas
organizações.
Sob essa perspectiva, a flexibilidade tornou-se crucial para a agilidade e rapidez nas mudanças
de que a organização necessita, permitindo uma resposta imediata às exigências do consumidor
ou às da concorrência e a introdução de novos produtos e serviços ou a modificação dos já
existentes. Além disso, é fundamental para explorar novas oportunidades de inovação e
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MODELOS DE GESTÃO
enfrentar ameaças competitivas. No entanto, as empresas também devem garantir a eficiência
em suas operações, alcançando um equilíbrio entre eficiência e flexibilidade ao longo do tempo.
A flexibilidade estratégica é sustentada pelo desenvolvimento contínuo das competências
organizacionais.
 
Lean manufacturing – Toyotismo
Desde que começou a ser desenvolvido, após a Segunda Guerra Mundial, o modelo de produção
enxuta da montadorajaponesa Toyota chamou a atenção e passou a ser copiado, com maior ou
menor sucesso, por milhares de empresas em todo o mundo.
Para falar de produção enxuta, precisamos, então, contar rapidamente a história da empresa
Toyota. Após o fim da Segunda Guerra Mundial, o Japão sofria as duras consequências da
derrota, mas seus empresários e a população estavam dispostos a mudar esse cenário. Então,
gradativamente, com muito esforço, o país se recuperou. De acordo com Maximiano (2017), um
dos vetores e símbolos dessa recuperação foi a indústria automobilística. Enquanto, em 1950,
era uma raridade um veículo japonês circular pelas estradas do mundo, a partir da década de
1980, começou a hegemonia dos carros japoneses e alemães.
 
Sistema Toyota de produção
A história da Toyota começa em 1926, com a fabricação de teares, momento em que era
chamada Toyoda Automatic Loom Works. Os negócios no ramo de automóveis iniciaram em
1933, e, durante a Segunda Guerra Mundial, a Toyota foi responsável por fabricar caminhões para
o exército imperial do Japão. Com o fim da guerra e o declínio do país economicamente, em
1949, a empresa fica à beira da falência. Consegue um empréstimo de um consórcio de bancos,
que exige da empresa um sistema de vendas e a eliminação de mão de obra excessiva.
Para conseguir sobreviver ao mercado e buscar aprimoramento, em 1956, o proprietário Eiji
Toyoda e o engenheiro Taiichi Ohno foram visitar a empresa Ford nos Estados Unidos. Dessa
visita, trouxeram vários aprendizados que contribuíram para a construção do seu modelo de
negócios.
Toyoda e Ohno concluíram que o sistema de fabricação da Ford gerava muito desperdício de
recursos, ou seja: muito esforço humano, materiais, espaço e tempo. As fábricas eram enormes,
com grande material em estoque, muitos espaços vazios e com pessoas trabalhando com
tarefas muito limitadas. Observou, ainda, que havia um grande desperdício do esforço humano:
por fazerem tarefas reduzidas, os funcionários tinham sua capacidade subaproveitada e ficavam
alienados e desmotivados.
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MODELOS DE GESTÃO
Através desse olhar, a Toyota concluiu que, para ser eficiente e competitiva, precisaria modificar e
simplificar o modelo de sistema fabril observado na Ford, tornando-o mais racional e econômico.
Essas foram as diretrizes que levaram à implementação do sistema Toyota.
Estrutura do sistema Toyota
O sistema Toyota de produção está amparado pelo princípio filosófico da “eliminação completa
de todo e qualquer desperdício”. Dessa forma, os processos produtivos incorporam dois
princípios fundamentais do sistema Toyota de produção, jidoka e just-in-time, e a ferramenta
Kaizen, que é o sistema de aprimoramento contínuo.
Jidoka: processo de interrupção do andamento da máquina e da linha de produção quando
há a identificação de algum problema ou defeito.
Just-in-time: fabricação apenas do necessário.
Kaizen: práticas de aprimoramento contínuo.
Siga em Frente...
No que diz respeito ao ciclo PDCA, ele é formado por quatro ações: 
Plan (Planejar): estabelecer objetivos e processos; estabelecer expectativas.
Do (fazer): implementar o plano; levantar dados para as etapas seguintes.
Check (Verificar): controlar; estudar os resultados e compará-los.
Act (Agir): propor ações corretivas; identificar mudanças para o próximo ciclo.
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Figura 1 | Ciclo PDCA. Fonte: Shutterstock.
Lean Innovation/Startup
O sistema Toyota de produção acabou se tornando padrão em todo o mundo para organizar e
administrar operações com eficiência e qualidade. Dessa forma, o modelo chegou não só às
indústrias, mas também a outras áreas, como serviços e tecnologia.
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MODELOS DE GESTÃO
Na definição de Souza Neto e Cavalcanti (2016), a startup enxuta, ou lean startup, é uma
metodologia criada por Eric Ries com o objetivo de minimizar os riscos na criação de uma
startup. Essa metodologia tem seu nome derivado da metodologia da produção enxuta, modelo
organizacional preconizado pela empresa Toyota no Japão.
De acordo com Chiavenato (2020), as inovações digitais abriram vastas oportunidades para as
startups que priorizam soluções ágeis e aprimoram as experiências do consumidor. Elas estão
redefinindo o panorama do mercado, preparando-se para atender rapidamente às novas
demandas, fomentar a inovação e enfrentar maiores riscos. Todo esse processo demanda uma
transformação cultural focada no consumidor e na busca contínua por aprimoramentos ágeis.
Em outras palavras, a implementação da gestão do tipo lean digital é fruto da contínua
adaptação da resposta organizacional para atender às expectativas e às necessidades de
consumidores altamente empoderados pelas redes sociais e pela internet.
Dentro do conceito de lean innovation, o foco está na ideia de um produto mínimo viável e testes
ágeis, com ênfase nas condições reais do mercado. Isso implica que a inovação ocorra de
maneira rápida e com baixo custo, fundamentada na aprendizagem obtida através da interação
com o mercado e da compreensão das necessidades dos clientes (Rodrigues, 2016).
 
Open strategizing ou estratégia aberta
A estratégia aberta é uma abordagem nova de estratégia que insere, no contexto, o ato de “fazer
estratégia” de forma mais participativa, envolvendo principalmente os stakeholders da
organização. Os benefícios desse formato incluem um maior número de sugestões de avanço,
oriundas de fontes de informações mais diversas, melhor compreensão das decisões
estratégicas e maior comprometimento com essas decisões, o que pode resultar em melhor
qualidade geral da decisão.
A estratégia aberta (open strategizing) pode ser compreendida como um processo pelo qual a
estratégia de uma organização, seja de inovação, marketing, compra, ou outras atividades,
expande-se para além da alta direção, por meio de um envolvimento colaborativo das partes
interessadas, internas e externas, de modo que o diálogo estabelecido deriva de uma discussão
a partir de múltiplas perspectivas representadas entre essas diversas partes interessadas
(Abdala, 2019, p. 171).
Na visão de Guarcello (2023), com o rápido avanço das tecnologias e sua integração em novos
empreendimentos, tornou-se cada vez mais desafiador prever o futuro de maneira precisa.
Mesmo com paradigmas de oportunidades, ameaças, forças e fraquezas expandidos para uma
visão de adoção tecnológica e com a adição de cenários e exercícios de futurismo, fazer
estratégia de forma top down e interna não contempla mais o todo que uma organização precisa
avaliar.
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MODELOS DE GESTÃO
Nos tempos atuais, a estratégia de uma empresa requer contribuições e percepções de vários
participantes do ecossistema, incluindo pesquisadores, clientes, funcionários de todos os níveis
hierárquicos, parceiros e até mesmo concorrentes. O cargo de liderança sênior evolui do papel de
detentor de todas as respostas estratégicas para o de responsável por levantar todas as
questões estratégicas, enquanto a capacidade de ouvir o mercado, os clientes, os parceiros e os
demais agentes do ecossistema assume um valor maior do que a habilidade de prever o futuro.
Em síntese, a abordagem estratégica é menos determinística e mais colaborativa e ágil.
Vamos Exercitar?
A ONG Animal vem, aos poucos, ganhando visibilidade e respeito, o que a ajuda a ter mais
voluntários e recursos. Nesse momento, você e Sheila propuseram a Ana, que é a fundadora da
ONG, a realizar um pequeno brainstorming para elencar as possibilidades para a elaboração de
um planejamento estratégico. Por isso, utilizarão o conceito de planejamento aberto. Diante
disso, pesquise mais e fale da importância do planejamento aberto na ONG e quais são os
principais benefícios nesse sentido.
Saiba mais
O cenário de negócios vai se transformando e, com isso, surgem novas práticas e formatos
organizacionais. Dentro dos estudos do planejamento estratégico, aparece um novo conceito: a
estratégia aberta. Alinhado com o ambiente inovativo, o conceito de estratégia aberta é ainda um
desafio para a maioria das empresas.Leia, a seguir, um artigo que traz maiores detalhes sobre isso:
GUARCELLO, G. Open Strategy: precisamos inovar em como fazemos estratégia. Exame, São
Paulo, 19 maio 2023.
Referências
ABDALA, M. M. Administração estratégica. São Paulo: Grupo GEN, 2019.
CHIAVENATO, I. Administração nos Novos Tempos: os novos horizontes em administração. São
Paulo: Grupo GEN, 2020.
CORRÊA, H. L.; CORRÊA, C. A. Administração de produção e operações: manufatura e serviços:
uma abordagem estratégica. São Paulo: Grupo GEN, 2022.
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MODELOS DE GESTÃO
https://exame.com/bussola/open-strategy-precisamos-inovar-em-como-fazemos-estrategia/
ENTENDA os conceitos de lean manufacturing. Revista Logística & Supply Chain, [S. l.], 2023.
Disponível em: https://revistalogistica.com.br/logistica/noticias/3115-entenda-os-conceitos-do-
lean-manufacturing. Acesso em: 19 out. 2023.
GUARCELLO, G. Open Strategy: precisamos inovar em como fazemos estratégia. Exame, São
Paulo, 19 maio 2023. Disponível em: https://exame.com/bussola/open-strategy-precisamos-
inovar-em-como-fazemos-estrategia/. Acesso em: 19 out. 2023.
MAXIMIANO, A. C. A. Teoria Geral da Administração: Da revolução urbana à revolução digital. São
Paulo: Grupo GEN, 2017.
RODRIGUES, N. S. Excelência no atendimento: como a comunicação influencia na qualidade do
atendimento. Universidade Federal de Juiz de Fora – Faculdade de Comunicação. Juiz de Fora,
2016. Disponível em: https://www2.ufjf.br/facom//files/2016/06/MONOGRAFIA-NAYARA-DOS-
SANTOS-RODRIGUES-EXCEL%c3%8aNCIA-NO-ATEND.pdf. Acesso em: 05 jan. 2024.
SOUZA NETO, P. P.; CAVALCANTI, J. C. Análise do Modelo de Gestão da Inovação Enxuta. Revista
Gestão.Org, [S. l.], v. 14, ed. esp., p. 277-287, 2016.
Aula 5
Administração e a Atuação do Gestor. Processos gerenciais, Habilidades e Papéis de Gerente
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Ponto de Chegada
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https://revistalogistica.com.br/logistica/noticias/3115-entenda-os-conceitos-do-lean-manufacturing
https://revistalogistica.com.br/logistica/noticias/3115-entenda-os-conceitos-do-lean-manufacturing
https://exame.com/bussola/open-strategy-precisamos-inovar-em-como-fazemos-estrategia/
https://exame.com/bussola/open-strategy-precisamos-inovar-em-como-fazemos-estrategia/
https://www2.ufjf.br/facom/files/2016/06/MONOGRAFIA-NAYARA-DOS-SANTOS-RODRIGUES-EXCEL%c3%8aNCIA-NO-ATEND.pdf
https://www2.ufjf.br/facom/files/2016/06/MONOGRAFIA-NAYARA-DOS-SANTOS-RODRIGUES-EXCEL%c3%8aNCIA-NO-ATEND.pdf
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Olá, estudante!
Chegamos ao final da primeira unidade desta disciplina, cujo objetivo de aprendizagem foi
demonstrar alguns conceitos importantes da gestão, como organização, administração e
habilidades do gestor. Verificamos ainda que, ao longo do tempo, surgiram algumas teorias e
modelos de gestão, que são respostas ao contexto problematizado, ou seja, cada época
configura-se a partir de uma situação específica e, devido a essa situação, surgem novas teorias
e modelos de gestão para responder a essas questões. Compreender essa relação faz com que
você perceba quais são os imperativos do momento e o que precisa ser resolvido. Também
responde, muitas vezes, qual o modelo de gestão adequada à sua época, já que vimos que os
modelos de gestão também vão sofrendo mudanças ao longo do tempo.
Seguindo essa perspectiva, percebemos quanto as ferramentas de gestão citadas aqui são
importantes neste contexto em que resolvemos as demandas causadas pela alta
competitividade no mercado, as exigências dele e o ambiente tecnológico que faz com que as
organizações se tornem cada vez mais flexíveis e dependentes da participação das pessoas.
Espera-se que, ao longo das aulas, você tenha compreendido esses pontos e que busque outras
informações para aprofundar seu conhecimento.
Para concluir esse trajeto de conhecimento por que passamos, façamos aqui algumas reflexões
e questionamentos que lhe poderão ser úteis. Vamos lá!
É Hora de Praticar!
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40% dos líderes não estão preparados para mudanças, diz pesquisa
[...]
Em um mundo em constante transformação a adaptabilidade, ou seja, a capacidade
de reagir e se adequar a mudanças, é apontada por muitos especialistas como uma
das principais competências para os próximos anos. 
Mas essa habilidade pode estar em falta entre os líderes: cerca de 40% deles dizem
não se sentir preparados para lidar com mudanças.
[...]
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
O objetivo do estudo foi revelar o grau de importância dado pelas empresas à cultura
organizacional nos processos de mudança pelos quais passam. 
Participaram da pesquisa empresas de 14 setores como serviços, agricultura, varejo,
indústria, tecnologia, educação, saúde, entre outros. Além disso, 66% dos
profissionais entrevistados são gestores, incluindo cargos como CEO, sócio, fundador,
diretor, gerente e coordenador.
“O mundo está muito mais dinâmico, e a cultura organizacional deve ser um pilar
dessas transformações pois as organizações não mudam, mas sim as pessoas,
portanto elas devem estar no centro de qualquer estratégia de mudança” diz Reynaldo
Naves, sócio e managing partner da Olivia Brasil.
Fonte: Lima (2022).
1. Pensando em um mundo de constantes transformações, a empresa e o líder devem estar
preparados quanto a esse cenário. Ao considerar essa perspectiva, quais são os papéis
importantes a serem desenvolvidos pelo gestor quando se trata de administração de
mudanças? Verifique os 10 papéis de Mintzberg e aponte aqueles que auxiliam nesse
contexto. Justifique.
2. Pensando na mudança organizacional, como preparar as pessoas para as mudanças e para
a cultura da inovação?
3. Considerando os resultados da pesquisa anterior, as empresas estão preparadas para as
mudanças? Justifique a sua resposta.
1. Perceba que, apesar do tempo e da existência de vários tipos de organizações (empresas,
cooperativas, e-commerce, instituições, ONGs, etc.), o processo administrativo é atual e
pode ser aplicado a qualquer uma delas. Nesse sentido, pode ser considerado uma teoria
universal e atemporal.
2. Conforme o autor Chiavenato (2020), estamos passando por uma fase histórica das
organizações, em que o recurso humano deve ser o componente mais importante para se
obter vantagem competitiva. Você deve estar pensando: “mas empresas ainda não
valorizam as pessoas”. Porém, todo o contexto de tecnologias e de transformações do
mercado exigem que a empresa usufrua da maior participação de pessoas, porque são elas
que geram os resultados e os diferenciais competitivos.
3. Ao analisar o cenário de negócios, pode-se concluir que estamos vivendo um ambiente
cada vez mais imprevisível e instável. Como planejar e organizar os recursos? O que antes
seguia em uma linha plana, hoje vem numa velocidade diferente e pode provocar um
desequilíbrio desproporcional na estrutura da organização.
Nesta questão, você deve verificar quais são os 10 papéis de Mintzberg. Dentre eles, quais são
aqueles que melhor se adequam ao contexto de mudança? Analise alguns exemplos a seguir:
Líder: em contexto de mudança, o líder deve passar segurança a seus liderados.
Monitor: o líder deve monitorar as informações que estão em constante mudança.
Controlador de distúrbio: quando há mudança, os distúrbios são mais frequentes e, por
isso, esse papel é fundamental.Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
Empreendedor: implanta as mudanças necessárias.
Você pode colocar outros papéis, desde que consiga justificar de acordo com o contexto dado.
Aqui, você deve responder de acordo com o texto. A resposta pode ser livre, contanto que haja
coerência. Pode dizer que, de uma maneira em geral, não estão preparados, uma vez que 40%
não estão preparados, segundo o texto. Trabalhe a reflexão.
A seguir, temos um infográfico que lhe mostrará os principais conteúdos trabalhados durantes os
estudos da nossa disciplina. Você poderá utilizá-lo e complementá-lo com um pouco mais
detalhes e informações para que tenha uma melhor compreensão e um maior aprofundamento
sobre este conteúdo.
 
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
Figura 1 | Síntese dos conteúdos abordados durante os
estudos
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
BATEMAN, T. S.; SNELL, S. A. Administração. Porto Alegre: Grupo A, 2012.
CHIAVENATO, I. Administração nos novos tempos: os novos horizontes em administração. São
Paulo: Grupo GEN, 2020a.
CHIAVENATO, I. Introdução à Teoria Geral da Administração: uma visão abrangente da moderna
administração das organizações. São Paulo: Grupo GEN, 2020.
JONES, G. R.; GEORGE, J. M.  Fundamentos da administração contemporânea. Porto Alegre:
Grupo A, 2012.
LIMA, L. 40% dos líderes não estão preparados para mudanças, diz pesquisa. Exame, São Paulo,
6 dez. 2022. Disponível em: https://exame.com/carreira/40-dos-lideres-nao-estao-preparados-
para-a-mudanca-diz-pesquisa/. Acesso em: 18 out. 2023.
MAXIMIANO, A.  Fundamentos da Administração: introdução à teoria geral e aos processos da
administração. São Paulo: Grupo GEN, 2014.
ROBBINS, S. P.; DECENZO, D. A.; WOLTER, R. M. A nova administração. São Paulo: Editora Saraiva,
2020.
Disciplina
MODELOS DE GESTÃO
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