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Aula 2 - Diabetes mellitus

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Classificação dos carboidratos 2
• Carboidratos abrangem um dos grandes grupos de biomoléculas na natureza, 
além de serem a mais abundante fonte de energia.
• A designação inicial de carboidratos ocorreu por serem hidratos de carbono. 
[A fórmula empírica para muitos dos carboidratos mais simples é (CH2O)n, na 
qual n ≥ 3.
• Podendo ser chamados, de uma maneira geral, de glicídios, amido ou açúcar.
Classificação 3
• Os carboidratos são classificados em três classes
Monossacarídeos
Oligossacarídeos
•Dissacarídeos
Polissacarídeos
Monossacarídeos 4
• São os compostos mais simples e que não
podem ser hidrolisados. Sua estrutura é
uma cadeia de carbono linear e simples.
• Glicose, frutose e galactose.
– Fórmula Geral: CnH2nOn n≥ 3
– Propriedades:
• Solúveis em água e insolúveis em solventes 
orgânicos
• Brancos e cristalinos
• Maioria com saber doce
• Estão ligados à produção energética.
Glicose 5
• A glicose é o carboidrato de maior importância
para o organismo;
• Também chamada de dextrose, é o principal
carboidrato do sangue (0,1 %);
• A digestão do Amido e de outros carboidratos,
bem como a glicogenólise, disponibiliza varias
moléculas de glicose na corrente sanguínea.
• Como a glicose não precisa passar pelo processo
de digestão, ela pode ser administrada por via
endovenosa em pacientes que apresentam
incapacidade de ingestão de alimentos ou
necessitam da administração por outros motivos.
• A glicose é amplamente distribuídas em frutas.
Ingestão em excesso 6
• Gerar ganho de peso
• Aumenta os níveis de triglicerídeos no sangue
• Aumenta o risco de desenvolver Diabetes tipo 2.
• Isso acontece porque o consumo exagerado de
alimentos ricos em carboidratos leva ao
aumento da liberação de insulina no sangue, o
que pode gerar a resistência à insulina.
• Quando há um excesso da insulina, há ainda a
transformação de glicose em triacilglicerol, que é
um tipo de gordura que fica armazenada no
tecido adiposo
Digestão dos carboidratos 7
• Os principais sítios de
digestão dos carboidratos
da dieta são a boca e o
lúmen intestinal.
• Essa digestão é rápida e é
catalisada por enzimas
denominadas glicosídeo-
hidrolases (glicosidases)
que hidrolisam as ligações
glicosídicas
Digestão dos carboidratos 8
• Em geral, glicosidases são específicas para a estrutura e para a configuração
do resíduo glicosila a ser removido, bem como para o tipo de ligação a ser
hidrolisada. Os produtos finais da digestão de carboidratos são os
monossacarídeos glicose, galactose e frutose, os quais são absorvidos pelas
células (enterócitos) do intestino delgado.
Absorção de glicose 9
• Após a absorção pelas células
intestinais, a glicose cai na corrente
sanguínea e, ao aumentar sua
concentração plasmática, as
células β das ilhotas pancreáticas
irão secretar insulina, que atua na
captação de glicose nos tecidos
adiposo e muscular
Metabolismo celular 10
• O metabolismo celular compreende o conjunto de reações químicas que ocorrem na célula.
Essas reações são especializadas de acordo com as funções específicas do tipo celular.
Metabolismo energético e gasto calórico 11
Metabolismo basal (60 a 70%);
Termogênese induzida pela dieta 
(5 a 15%);
Atividade física espontânea (20% a 
30%).
Reservas de substrato energético 12
• Reservas de substratos energéticos. Qualquer substrato energético da dieta que exceder as
necessidades imediatas de energia é armazenado, principalmente, como triacilglicerol
(gordura) no tecido adiposo, como glicogênio (um carboidrato) no músculo, no fígado e em
outras células e, em alguma quantidade, como proteína no músculo.
Reservas de substratos energéticos do 
corpo
13
• O corpo humano carrega suprimentos de
substratos energéticos.
• A principal reserva de substratos energéticos do
corpo são as gorduras, as quais se localizam no
tecido adiposo.
• O corpo também possui reservas de carboidratos
na forma de glicogênio localizado principalmente
no fígado e nos músculos.
• A proteína corporal, particularmente a das
grandes massas musculares, também serve, em
alguma extensão, como reserva de substratos
energéticos quando fazemos jejum.
Fluxo de metabólitos durante o jejum 14
• Ao contrário do estado alimentado, no jejum, os substratos energéticos não são obtidos pela
ingestão alimentar. Nessa condição, as células dependem única e exclusivamente de
substratos endógenos (armazenados ou sintetizados de novo) para a manutenção da
glicemia.
Necessidade metabólica 15
• Quando há necessidade
metabólica, como em estados
de jejum, o organismo pode
liberar a glicose armazenada
sob a forma de glicogênio, por
meio do processo de
glicogenólise.
Regulação dos níveis de glicose 16
• Nesse sentido, dois hormônios produzidos pelo pâncreas envolvem-se de 
forma destacada na regulação da glicemia: a insulina e o glucagon.
A insulina é um hormônio sintetizado 
pelas células β das ilhotas de Langerhans 
do pâncreas e está diretamente 
relacionada com a utili-zação de glicose, 
ou seja, com sua entrada nas células.
O glucagon é considerado um hormônio 
hiperglicêmico, pois sua presença causa a 
elevação da glicemia. Ele é sintetizado 
pelas células α das ilhotas de Langerhans
e liberado em situações de jejum ou de 
estresse, estimulando a glicogenólise no 
fígado e a gliconeogênese
Distúrbios no metabolismo glicêmico 17
• Os principais distúrbios envolvendo os carboidratos se relacionam à
ocorrência de hiperglicemia e de hipoglicemia.
O estado de glicêmico pode
apresentar desde sintomas brandos
como sudorese, tremores, tonturas,
fraqueza, náuseas, agitação e
taquicardia, até sintomas mais
graves como turvação da visão,
confusão mental, convulsão e coma.
18
Diabetes mellitus 19
• O Diabetes mellitus é uma doença metabólica cuja principal característica é a
ocorrência de hiperglicemia, ocasionada por defeitos na secreção ou na
funcionalidade da insulina.
Epidemiologia do Diabetes mellitus 20
• Afeta 422 milhões de pessoas no mundo, incluindo homens e mulheres de variadas faixas
etárias (inclusive crianças), especialmente em países de baixa e média renda.
PORTO ALEGRE
SÂO CARLOS
RIBEIRÃO PRETO
SÃO PAULO
RIO DE JANEIRO
BRASÍLIA
SALVADOR
RECIFE
JOÂO PESSOA
FORTALEZA
BELÉM
9,9%
13,5%
12,1%
11,2%
9,2%
5,2%
7,9%
5,4%
7,9%
6,5%
7,2 %
21
América do Sul e Central 
Aumento
55%
Sudeste da Asia
Aumento
74%
Oriente Médio e Norte da África 
Aumento
96%
África
Aumento
143%
Pacífico
Aumento
31%
Brasil, IDF 2019
16,8 milhões de 
pessoas 
América do Norte e Caribe
Aumento
33%
63 milhões2045
56 milhões230
48 milhões2019
Europa
Aumento
15%
68 milhões2045
66 milhões2030
59 milhões2019
108 milhões2045
76 milhões2030
55 milhões2019
153 milhões2045
115 milhões2030
88 milhões2019
47 milhões2045
29 milhões2030
19 milhões2019
212 milhões2045
197 milhões2030
163 milhões2019
49 milhões2045
40 milhões2030
32 milhões2019
22
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80
60
40
20
0
115
45
290
70
30
18 16
10 8 8 6 5 55
40
5
20
50
5
Pessoas Gastos
300
250
200
150
100
50
Custos do Diabetes mellitus
Do que as pessoas mais morrem no 
Brasil?
23
1. Doenças cardiovasculares 1. Doenças cardiovasculares
2. Neoplasias 2. Neoplasias
3. Afecções maternas e neonatais 3. Diabetes e doenças do rim
4. Infecções respiratórias e tuberculose 4. Infecções respiratórias e tuberculose
5. Autolesão e violência 5. Transtornos neurológicos
6. Acidente transporte 6. Autolesão e violência
7. Enterite infecciosa 7. Respiratórias crônicas
8. Respiratórias crônicas 9. Acidente automobilístico 
13. Transtornos neurológicos 17. Enterite infecciosa
11. Diabetes e doenças do rim 12. Afecções maternas e neonatais
1990 2017Rank
Doenças crônicas não 
transmissíveisCausas externasDoenças transmissíveis, maternas, 
neonatais e nutricionais
Diabetes mellitus 24
• Segundo os consensos da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e da Associação
Americana de Diabetes, os estados de glicemia de jejum alterada, hemoglobina glicada e
tolerância diminuída à glicose, que consistem na detecção de glicose acima dos valores de
referência, mas abaixo do limiar considerado para o diagnóstico de diabetes, compõem
fatores de risco aumentados para o desenvolvimento de diabetes, podendo ser considerados
condições pré-diabéticas.
Diabetes mellitus 25
• De acordo com a etiologia, o diabetes pode
ser basicamente classificado em diabetes
melito insulinodependente (tipo 1 [DM1]),
não insulinodependente (tipo 2 [DM2]),
gestacional (DMG) ou de causas variadas.
Medidas preventivas 26
• As medidas preventivas principais
associadas a essa patologia são a
alimentação equilibrada e a realização de
atividade física regular.
• Como tratamento, indica-se a reeducação
alimentar e o uso de hipoglicemiantes e/ou
terapia com insulina, sendo necessário um
frequente controle glicêmico.
Diabetes mellitus tipo 1 27
• Na maioria dos casos, apresenta início abrupto, afetando,
em geral, indivíduos com peso corporal normal, sendo que
a cetoacidose diabética é a primeira manifestação clínica.
• Ele pode ser causado por autoimunidade (DM1A), devido à
predisposição genética (poligênica) e/ou devido a fatores
ambientais, quando há destruição das células β
pancreáticas por autoanticorpos.
Diabetes mellitus tipo 2 28
• Corresponde a cerca de 90 a 95% dos casos de
DM, sendo mais comum em adultos (mais
prevalente acima de 40 anos) e idosos.
• A etiologia dessa doença é complexa e pode
envolver muitos fatores, tanto genéticos
(poligênica) quanto ambientais (má
alimentação e sedentarismo), sendo bastante
associada ao sobrepeso, à obesidade e à
síndrome metabólica.
• Como consequência, não há captação de
glicose pelas células e o paciente apresenta
hiperglicemia, porém a dosagem de insulina
pode estar com níveis normais ou até mesmo
aumentados, não necessitando de intervenção
insulínica.
Critérios laboratoriais para diagnóstico 
de DM e pré-diabetes.
29
Diabetes mellitus gestacional 30
• Consiste em hiperglicemia diagnosticada no período
gestacional, sem diagnóstico prévio de DM. A sua
prevalência varia de 1 a 14% das gestantes.
• O DMG ocorre com uma certa frequência, pois a
placenta gera hormônios hiperglicemiantes e há
enzimas placentárias que degradam a insulina. Desse
modo, o organismo precisa aumentar a produção de
insulina, o que pode provocar disfunção das células β.
• Trata-se de uma condição clínica que normalmente é
diagnosticada no segundo ou no terceiro trimestre da
gestação e que apresenta riscos significativos para a
mãe e o feto/neonato.
• O DMG pode ser uma doença breve ou se manter
mesmo após o parto, sendo um fator de risco para
DM2 no futuro.
Diabetes mellitus gestacional 31
• Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes, 2019:
• Todas as gestantes sem diagnóstico prévio de Diabetes mellitus, mas com glicemia de
jejum acima de 92 mg/dL, devem ser diagnosticadas com Diabetes mellitus gestacional.
Diabetes mellitus gestacional 32
• As que obtiverem níveis abaixo de 92 mg/dL devem realizar o teste oral de tolerância à
glicose, após sobrecarga com 75 g de glicose, entre a 24ª e a 28ª semana de gestação,
sendo considerado diabetes gestacional nas seguintes situações: glicemia após 1 hora da
sobrecarga ≥ 180 mg/dL ou glicemia após 2 horas da sobrecarga ≥ 153 mg/dL.
33
>30% nas 
mulheres 
de 
>35 anos
45 – 49 
anos
Nas mulheres 
de 
20 a 24 
anos
20 - 24 
anos
Diabetes 
diadnosticado 
primeirament
e na 
gestacao
Diabetes 
diagnosticado 
primeiramente 
na gestação
Diabetes 
Mellitus 
Gestacional
83,6%
De acordo com a causa 
de hiperglicemia
De acordo com a 
idade
América do 
Sul e Central
14%
Prevalência de hiperglicemia
na gestação 
Global
14%
8,5% 10% 37%
Prevenção e tratamento do diabetes 34
• Medidas de prevenção têm como objetivo preservar a saúde do paciente para evitar o
desenvolvimento do DM e complicações associadas a essa doença, tais como: neuropatia,
nefropatia, retinopatia, cegueira, doença arterial coronariana, acidente vascular encefálico,
doença vascular periférica e insuficiência cardíaca.
Glicosúria e Poliúria 35
• Limiar renal (aproximadamente 160mg/dL).
• Em razão da diferença osmótica, há uma maior perda de água, gerando
poliúria e gerando quadros de desidratação. O indivíduo entra em polidipsia
(consumo exacerbado de água).
Polifagia 36
• O organismo não entende que o baixo nível de glicose intracelular não está proporcional à
oferta de glicose plasmática e, com isso, aciona seus recursos para produzir glicose com o
intuito de que o metabolismo intracelular não cesse.
• Com esse acionamento das reservas do fígado e do tecido adiposo, o paciente pode começar
a emagrecer e sentir fraqueza, aumentando a busca por alimentos devido à polifagia
Análises laboratoriais 37
• O diagnóstico laboratorial pode ser realizado por meio de um
conjunto de exames que envolvem as dosagens de:
glicemia de jejum
hemoglobina 
glicada (HbA1C)
frutosamina
teste oral de 
tolerância à glicose 
(TOTG)
38
Glicemia de jejum 39
• A glicemia de jejum consiste na mensuração da concentração de glicose na corrente
sanguínea.
• Para padronização desse parâmetro, recomenda-se um jejum de 8 a 10 horas, não sendo
aconselhada a coleta em pacientes com jejum superior a 16 horas.
• Durante o jejum, o paciente não deve ingerir alimentos sólidos ou líquidos, mas pode beber
água normalmente.
Glicemia de jejum 40
• Outro cuidado pré-analítico importante
relaciona-se com a utilização dos inibidores da
via glicolítica.
• A dosagem sérica de glicose deve ser
realizada a partir de amostras coletadas em
tubos contendo fluoreto de sódio, pois, assim,
há a inibição de enzimas atuantes na via
glicolítica: a enolase, pelo fluoreto de sódio.
• A inibição não é imediata e, portanto, uma
pequena quantidade de glicose é sempre
degradada, mas em situações típicas não
ultrapassa 8 mg/dL de diferença no resultado
final
Glicemia de jejum 41
• Entretanto, muitas vezes a coleta de
amostras para medida da glicemia é feita
em tubos mais versáteis, pois outros
analitos podem ser dosados na mesma
alíquota.
• Quando a coleta for realizada em tubos sem
anticoagulante ou com anticoagulantes,
mas sem inibidores da via glicolítica, deve-
se ter o cuidado de realizar a centrifugação
e a separação da amostra de soro ou
plasma em, no máximo, 1 hora.
Glicemia de jejum 42
• A glicose é oxidada pela ação da enzima glicose oxidase (GOD) gerando ácido glicônico e
água oxigenada que, através da enzima peroxidase (POD), é convertida em um produto com
coloração vermelha. Esse produto deverá ser lido em espectrofotômetro a 510nm
Glicemia de jejum 43
• A hexoquinase é uma enzima atuante na via
glicolítica e, na presença de ATP, converte a glicose
em glicose-6-fosfato, a qual, com a ação da glicose-6-
fosfato desidrogenase na presença de NADP+, forma
6-fosfogliconato e NADPH.
• Nesse método, mede-se a velocidade de formação do
NADPH em um comprimento de onda de 340 nm,
sendo proporcional à quantidade de glicose presente
na amostra.
• Esse método não sofre interferência do ácido
ascórbico ou do ácido úrico e, por isso, é considerado
o método de referência. Porém, altas concentrações
de bilirrubinas e ocorrência de hemólise podem gerar
resultados falsamente reduzidos
Glicemia casual (aleatória) 44
• O plasma/soro para a realização dessa quantificação pode ser coletado a qualquer hora do
dia, sem a necessidade de jejum. As metodologias de análise utilizadas são as mesmas da
glicemia em jejum. Se o indivíduo apresenta sintomas (poliúria, polidipsia, polifagia) e o valor
dessa dosagem for igual ou superior a 200mg/dL, confirma-se o quadrode DM.
Glicemia pós-prandial 45
Esse exame consiste na dosagem de glicose sérica 2h após uma refeição, sendo o café da
manhã e o almoço as escolhidas com maior frequência.
Uma das grandes dificuldades relacionadas a essa avaliação é o estabelecimento de valores de
referência adequados, devido a isso, esse exame é mais utilizado para o monitoramento (e
menos para o diagnóstico).
Teste oral de tolerância à glicose (TOTG) 46
• O TOTG é realizado após a ingestão de uma
carga oral de uma solução com 75 g de
glicose dissolvidos em 300 mL de H2O (ou
1,75 g de glicose por kg de peso em
crianças). Nesse procedimento, é dosada a
glicemia de jejum e a glicemia em até 2
horas após a ingestão da solução.
• É necessário que o paciente permaneça em
repouso durante essas 2 horas, então,
geralmente, o paciente permanece no
laboratório até a última coleta ser realizada
Teste oral de tolerância à glicose (TOTG) 47
• Em primeiro lugar, o teste deve ser realizado, preferencialmente, durante a manhã, em jejum
de 8 a 12 horas. É importante que o paciente faça uma ingestão de carboidratos de, pelo
menos, 75 g antes do início do jejum, para evitar resultado falso positivo.
• É necessário que a concentração de glicose da solução esteja adequada ao peso/idade do
paciente e que sua ingestão ocorra em até 5 minutos.
Hemoglobina glicada 48
• A HbA1c consiste na hemoglobina modificada após
a ligação irreversível de moléculas de glicose em
decorrência de um estado de hiperglicemia.
• Essa ligação ocorre de forma lenta e, portanto,
reflete o estado anterior de exposição à glicose, não
apenas em um momento pontual, como ocorre com
a glicemia de jejum.
• Nessa ligação, o grupo aldeído da molécula de
glicose reage de forma não enzimática com o grupo
amino livre de uma molécula de hemoglobina
formando uma base de Schiff, que, posteriormente,
rearranja-se em uma cetoamina.
• O processo de glicação da hemoglobina também
forma as frações HbA1a e HbA1b, mas a HbA1c
representa 80% da hemoglobina ligada à glicose e,
por isso, é utilizada como o marcador
Hemoglobina glicada 49
• Esse teste é realizado a partir de amostras de
sangue total coletadas com anticoagulante
EDTA.
• Pacientes com anemia ou hemólise podem
apresentar resultados errôneos, pela
diminuição da vida útil das hemácias, assim
como pacientes com hemoglobinopatias, pelas
modificações estruturais ocorrentes nas
moléculas de hemoglobina.
• Ainda, de forma significativa, outros tipos de
hemoglobinas podem interferir nas dosagens
de HbA1c.
Hemoglobina glicada 50
• Diferentes metodologias são utilizadas para
a determinação das concentrações de
hemoglobina glicada, mas os mais
utilizados são os imunoensaios e a
cromatografia líquida de alto desempenho
(HPLC), sendo a HPLC considerada o padrão-
ouro.
• Por meio dessa metodologia, a HbA1c é
determinada em porcentagem em relação à
hemoglobina total e em glicemia média
estimada, fornecendo valores mais
fidedignos para a avaliação do diabetes,
principalmente.
51
• O teste de HbA1c apresenta estabilidade notavelmente
maior do que a glicemia de jejum, sendo esta uma das
grandes vantagens de sua utilização no diagnóstico e
monitoramento do diabetes.
• A quantidade de glicose ligada à hemoglobina é
diretamente proporcional à concentração média de glicose
no sangue, a qual pode ser calculada pela seguinte
fórmula:
• Glicose média estimada = 28,7 × HbA1C – 46,7
Hemoglobina glicada
Frutosamina 52
• A frutosamina também pode ser utilizada para avaliação, pois é derivada da ligação da
glicose às proteínas plasmáticas, sendo útil, principalmente, em pacientes com
hemoglobinopatias em que a dosagem de HbA1c é prejudicada. O tempo de referência para
a avaliação da frutosamina é de duas a três semanas, pois reflete o tempo de vida média da
albumina, a principal proteína do plasma
Identificação de autoanticorpos 53
• Presença de anticorpos anti-ilhota
pancreática, antiinsulina e anti-GAD
(glutamic acid decarboxilase).
• Para avaliação diagnóstica recente, a melhor
escolha é a detecção de anticorpos anti-GAD,
pois tem sido relatada sua identificação até
oito anos antes da instalação da doença. Ela
é de suma importância para o estudo
familiar de indivíduos com parentes em
primeiro grau diagnosticados para diabetes
tipo 1.
Detecção de glicose urinária 54
• A presença de glicose na urina também é
muito comum em paciente diabético
quando a hiperglicemia ultrapassa o
limiar renal (180mg/dL), principalmente
os que apresentam dano renal.
• A detecção geralmente é feita com fitas
reagentes no exame qualitativo de urina
(EQU)
Detecção de corpos cetônicos 55
• A detecção de corpos cetônicos na urina
pode ser um marcador útil na avaliação do
estado glicêmico, pois a formação elevada
de corpos cetônicos pode ocorrer em casos
de cetoacidose diabética (por diabetes não
controlado), cetoacidose alcoólica ou em
indivíduos saudáveis em jejum prolongado
ou dietas com baixa ingestão de
carboidratos.
Glicosímetros 56
• O monitoramento glicêmico é realizada por
meio de glicosímetros, utilizando sangue
capilar, que conseguem detectar níveis
glicêmicos de 10 a 600 mg/dL.
• Pacientes com distúrbios no perfil glicídico,
especialmente os diabéticos, devem fazer a
medição da glicemia algumas vezes durante
o dia, pois é extremamente importante que
esses níveis se mantenham o mais próximo
possível da normalidade.
57
Obrigado!
Wêndeo Costa
wendeocosta@gmail.com
Procedimento experimental 58
	Slide 1: Diabetes mellitus
	Slide 2: Classificação dos carboidratos
	Slide 3: Classificação
	Slide 4: Monossacarídeos
	Slide 5: Glicose
	Slide 6: Ingestão em excesso
	Slide 7: Digestão dos carboidratos
	Slide 8: Digestão dos carboidratos
	Slide 9: Absorção de glicose
	Slide 10: Metabolismo celular
	Slide 11: Metabolismo energético e gasto calórico
	Slide 12: Reservas de substrato energético
	Slide 13: Reservas de substratos energéticos do corpo
	Slide 14: Fluxo de metabólitos durante o jejum
	Slide 15: Necessidade metabólica
	Slide 16: Regulação dos níveis de glicose
	Slide 17: Distúrbios no metabolismo glicêmico
	Slide 18
	Slide 19: Diabetes mellitus
	Slide 20: Epidemiologia do Diabetes mellitus 
	Slide 21
	Slide 22
	Slide 23: Do que as pessoas mais morrem no Brasil?
	Slide 24: Diabetes mellitus
	Slide 25: Diabetes mellitus
	Slide 26: Medidas preventivas
	Slide 27: Diabetes mellitus tipo 1
	Slide 28: Diabetes mellitus tipo 2
	Slide 29: Critérios laboratoriais para diagnóstico de DM e pré-diabetes.
	Slide 30: Diabetes mellitus gestacional
	Slide 31: Diabetes mellitus gestacional
	Slide 32: Diabetes mellitus gestacional
	Slide 33
	Slide 34: Prevenção e tratamento do diabetes
	Slide 35: Glicosúria e Poliúria
	Slide 36: Polifagia
	Slide 37: Análises laboratoriais
	Slide 38
	Slide 39: Glicemia de jejum
	Slide 40: Glicemia de jejum
	Slide 41: Glicemia de jejum
	Slide 42: Glicemia de jejum
	Slide 43: Glicemia de jejum
	Slide 44: Glicemia casual (aleatória)
	Slide 45: Glicemia pós-prandial
	Slide 46: Teste oral de tolerância à glicose (TOTG)
	Slide 47: Teste oral de tolerância à glicose (TOTG)
	Slide 48: Hemoglobina glicada
	Slide 49: Hemoglobina glicada
	Slide 50: Hemoglobina glicada
	Slide 51
	Slide 52: Frutosamina
	Slide 53: Identificação de autoanticorpos
	Slide 54: Detecção de glicose urinária
	Slide 55: Detecção de corpos cetônicos 
	Slide 56: Glicosímetros
	Slide 57
	Slide 58: Procedimento experimental

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