Prévia do material em texto
DIREITO PENAL – PRINCÍPIOS Prof. Marcus Montez Instagram: @profmontez Youtube.com/profmontez 1 Princípios do Direito Penal 1. (CESPE – 2018 – DPF – Perito Criminal Federal) A fim de garantir o sustento de sua família, Pedro adquiriu 500 CDs e DVDs piratas para posteriormente revendê-los. Certo dia, enquanto expunha os produtos para venda em determinada praça pública de uma cidade brasileira, Pedro foi surpreendido por policiais, que apreenderam a mercadoria e o conduziram coercitivamente até a delegacia. Com referência a essa situação hipotética, julgue o item subsequente. 1 O princípio da adequação social se aplica à conduta de Pedro, de modo que se revoga o tipo penal incriminador em razão de se tratar de comportamento socialmente aceito. 2. (CONSULPLAN – 2018 – TJ-MG – Juiz de Direito) Sobre o princípio da legalidade, assinale a alternativa INCORRETA. 2 a) É considerado por setor da doutrina como restrição deontológica de segundo grau, que não admite exceções. b) Tem como destinatários tanto o Juiz quanto o legislador e, no processo judicial, incide não apenas na fase de conhecimento, como também na fase de execução das penas. c) Tem como consectários a proibição de analogia em Direito Penal, de irretroatividade da lei penal gravosa, de utilização dos costumes para fundamentar ou agravar a pena e de criação de leis penais indeterminadas ou imprecisas. d) Tem âmbito de aplicação mais abrangente do que indica o teor literal da fórmula em latim “Nulla poena sine lege; nulla poena sine crimine; nullum crimen sine poena legali”, pois abrange crimes e contravenções penais, além de penas e medidas de segurança. 3. (CESPE – 2018 – TJ-CE – Juiz de Direito) A respeito dos princípios constitucionais penais e das escolas penais, assinale a opção correta.3 a) Legalidade ou reserva legal, anterioridade, retroatividade da lei penal benéfica, humanidade e in dubio pro reo são espécies de princípios constitucionais penais explícitos. b) O princípio da humanidade assegura o respeito à integridade física e moral do preso na medida em que motiva a vedação constitucional de pena de morte e de prisão perpétua. c) O princípio da responsabilidade pessoal impede que os familiares do condenado sofram os efeitos da condenação de ressarcimento de dano causado pela prática do crime. d) A posse de um único projétil de arma de fogo de uso permitido não configura crime se o agente não possuir arma que possa ser municiada, de acordo com o princípio da ofensividade. e) A Escola Clássica adotava a teoria mista, que entende a pena não apenas como retribuição ao infrator pelo mal causado, mas também como medida com finalidade preventiva. 4. (CESPE – 2015 – TJ-DFT – Juiz de Direito – Adaptada) No que se refere aos crimes contra o patrimônio, julgue certo ou errado à luz da jurisprudência do STJ e do STF. 4 Pode ocorrer o reconhecimento da insignificância da conduta em furto praticado com o rompimento de obstáculo. 5. (FCC – 2015 – TJ-SC – Juiz de Direito) A afirmação de que o Direito Penal não constitui um sistema exaustivo de proteção de bens jurídicos, de sorte a abranger todos os bens que constituem o universo de bens do indivíduo, mas representa um sistema descontínuo de seleção de ilícitos decorrentes da DIREITO PENAL – PRINCÍPIOS Prof. Marcus Montez Instagram: @profmontez Youtube.com/profmontez 2 necessidade de criminalizá-los ante a indispensabilidade da proteção jurídico-penal, amolda-se, mais exatamente, 5 a) ao conceito estrito de reserva legal aplicado ao significado de taxatividade da descrição dos modelos incriminadores. b) à descrição do princípio da fragmentariedade do Direito Penal que é corolário do princípio da intervenção mínima e da reserva legal. c) à descrição do princípio da culpabilidade como fenômeno social. d) ao conteúdo jurídico do princípio de humanidade relacionado ao conceito de Justiça distributiva. e) à descrição do princípio da insignificância em sua relativização na busca de mínima proporcionalidade entre gravidade da conduta e cominação de sanção. 6. (CESPE – 2015 – TJ-PB – Juiz de Direito) Acerca dos princípios e fontes do direito penal, assinale a opção correta. 6 a) Segundo a jurisprudência do STJ, o princípio da insignificância deve ser aplicado a casos de furto qualificado em que o prejuízo da vítima tenha sido mínimo. b) Conforme entendimento do STJ, o princípio da adequação social justificaria o arquivamento de inquérito policial instaurado em razão da venda de CDs e DVDs. c) Depreende-se do princípio da lesividade que a autolesão, via de regra, não é punível. d) Depreende-se da aplicação do princípio da insignificância a determinado caso que a conduta em questão é formal e materialmente atípica. e) As medidas provisórias podem regular matéria penal nas hipóteses de leis temporárias ou excepcionais. 7. (FCC – 2015 – DPE-MA – Defensor Público) Para o Direito Penal no Estado Social e Democrático de Direito, modelo de atuação do poder previsto na Constituição Federal, é correto afirmar que7 a) o poder do Estado é ilimitado e os direitos fundamentais têm concretização discricionária. b) o poder do Estado é limitado pelo princípio da legalidade e, aos cidadãos, está assegurada a plena garantia e juridicidade dos direitos fundamentais. c) o poder do Estado é limitado pela legalidade formal, mas não exerce a posição de garante dos direitos fundamentais muito embora haja sua juridicidade. d) o poder do Estado é ilimitado e os direitos fundamentais têm natureza cogente. e) o poder do Estado é limitado pelo princípio da legalidade e os direitos fundamentais têm efetividade condicionada. 8. (CESPE – 2015 – TCE-RN – Inspetor) Acerca do concurso de pessoas e dos princípios de direito penal, julgue o item seguinte. 8 Segundo o princípio da intervenção mínima, o direito penal somente deverá cuidar da proteção dos bens mais relevantes e imprescindíveis à vida social. 9. (PM-MG – 2015 – PM-MG – Cadete) Em relação aos princípios penais de garantia, relacione a segunda coluna de acordo com a primeira: 9 (1) Princípio da Adequação Social. (2) Princípio da Fragmentariedade (3) Princípio da Proporcionalidade. (4) Princípio da Intervenção mínima. (5) Princípio da culpabilidade. DIREITO PENAL – PRINCÍPIOS Prof. Marcus Montez Instagram: @profmontez Youtube.com/profmontez 3 ( ) Este princípio exige que se faça um juízo de ponderação sobre a relação existente entre o bem que é lesionado ou posto em perigo (gravidade do fato) e o bem de que pode alguém ser privado (gravidade da pena). ( ) Este princípio é o responsável não só pela indicação dos bens de maior relevo que merecem a especial atenção do Direito Penal, mas presta, também, a fazer com que ocorra a chamada descriminalização. ( ) Este princípio significa que uma conduta, apesar de se subsumir ao modelo legal, não será considerada típica se for socialmente adequada ou reconhecida, isto é, se estiver de acordo com a ordem social da vida historicamente condicionada. ( ) Este princípio diz respeito ao juízo de censura, ao juízo de reprovabilidade que se faz sobre a conduta típica e ilícita praticada pelo agente. ( ) Este princípio assevera que no ordenamento jurídico ao Direito Penal cabe a menor parcela no que diz respeito à proteção de bens jurídicos. Ou seja, nem tudo lhe interessa, mas tão somente uma pequena parte, uma limitada parcela de bens que estão sob sua proteção que, em tese, são os mais importantes e necessários ao convívio em sociedade. Marque a alternativa que contém a sequência CORRETA de respostas, na ordem de cima para baixo: a) 1, 4, 5, 3, 2. b) 5, 2, 3, 1, 4. c) 3, 2, 1, 5, 4. d) 3, 4, 1, 5, 2. 10. (CESPE – 2015 – Prefeitura de Salvador-BA – Procurador do Município) Acerca dos princípios aplicáveis ao direito penal, assinale a opção correta à luz do entendimento do STF e do STJ. 10 a) Conforme entendimento do STF, os dois únicos requisitos necessáriospara a aplicação do princípio da insignificância são nenhuma periculosidade social da ação e inexpressividade da lesão jurídica provocada. b) A aplicação do princípio da insignificância implica reconhecimento da atipicidade formal de perturbações jurídicas mínimas ou leves, as quais devem ser consideradas não só em seu sentido econômico, mas também em relação ao grau de afetação à ordem social. c) O princípio da adequação social surgiu como uma regra de hermenêutica, ou seja, possibilita a exclusão de condutas que, embora se ajustem formalmente a um tipo penal — tipicidade formal —, não são mais consideradas objeto de reprovação social e, por essa razão, se tornaram socialmente aceitas e adequadas. d) O princípio da insignificância propõe ao ordenamento jurídico uma redução dos mecanismos punitivos do Estado ao mínimo necessário, de modo que a intervenção penal somente se justificaria nas situações em que fosse definitivamente indispensável à proteção do cidadão. e) O agente que pratica constantemente infrações penais que tenham deixado de ser consideradas perniciosas pela sociedade poderá alegar que, em conformidade com o princípio da adequação social, o qual tem o condão de revogar tipos penais incriminadores, sua conduta deverá ser considerada adequada socialmente. 11. (CESPE – 2015 – AGU – Advogado da União) Acerca da aplicação da lei penal, do conceito analítico de crime, da exclusão de ilicitude e da imputabilidade penal, julgue o item que se segue. 11 O direito penal brasileiro não admite a punição de atos meramente preparatórios anteriores à fase executória de um crime, uma vez que a criminalização de atos anteriores à execução de delito é uma violação ao princípio da lesividade. DIREITO PENAL – PRINCÍPIOS Prof. Marcus Montez Instagram: @profmontez Youtube.com/profmontez 4 12. (MPE-MS – 2015 – MPE-MS – Promotor de Justiça) Analise as proposições abaixo: 12 I - A responsabilidade penal objetiva é repudiada pelo sistema penal brasileiro, não havendo atualmente nenhum exemplo na legislação penal pátria desse tipo de responsabilidade. II - O sistema penal brasileiro somente admite a responsabilidade pessoal. III - O princípio da alternatividade é aplicável aos crimes plurinucleares. IV - Segundo o Supremo Tribunal Federal, a aplicação do princípio da insignificância atinge a tipicidade material em razão de a lesão jurídica ser inexpressiva, sendo irrelevante a inexistência de reiteração. Assinale a alternativa correta: a) Somente as proposições I e II estão corretas. b) Somente as proposições I, III e IV estão corretas. c) Somente a proposição IV está correta. d) Somente as proposições I, II e III estão corretas. e) Somente as proposições II e III estão corretas. 13. (FCC – 2015 – DPE-MA – Defensor Público) Fausto foi condenado no tipo penal previsto no art. 217-A do Código Penal a cumprir quatro anos e dois meses de reclusão em regime fechado por ter tentado deslizar suas mãos, em meio a via pública e sem qualquer violência, nos seios de Clarice, de treze anos de idade. Os argumentos mais completos da defesa perante o Tribunal de Justiça são: 13 a) Atipicidade material em razão do princípio da lesividade. Subsidiariamente, desclassificação para importunação ofensiva ao pudor e substitutivo da pena privativa de liberdade. b) Atipicidade material em razão do princípio da lesividade e a regra da proporcionalidade na aplicação das penas. Subsidiariamente, desclassificação para importunação ofensiva ao pudor e substitutivo da pena privativa de liberdade. c) Atipicidade formal e a regra da proporcionalidade na aplicação das penas. Subsidiariamente, desclassificação para importunação ofensiva ao pudor e alteração para o regime semiaberto. d) Atipicidade material em razão do princípio da insignificância e regra da proporcionalidade na aplicação da penas. Subsidiariamente, a desclassificação para molestamento por motivo reprovável e substitutivo da pena privativa de liberdade. e) Atipicidade formal. Subsidiariamente, desclassificação para molestamento por motivo reprovável e alteração para o regime semiaberto. 14. (FCC – 2015 – DPE-MA – Defensor Público) A proscrição de penas cruéis e infamantes, a proibição de tortura e maus-tratos nos interrogatórios policiais e a obrigação imposta ao Estado de dotar sua infraestrutura carcerária de meios e recursos que impeçam a degradação e a dessocialização dos condenados são desdobramentos do princípio da 14 a) proporcionalidade. b) intervenção mínima do Estado. c) fragmentariedade do Direito Penal. d) humanidade. e) adequação social. 15. (CESPE – 2015 – TCU – Auditor de Controle Externo) No que se refere aos princípios do direito penal e às causas de exclusão da ilicitude, julgue o próximo item. 15 DIREITO PENAL – PRINCÍPIOS Prof. Marcus Montez Instagram: @profmontez Youtube.com/profmontez 5 Em consequência da fragmentaridade do direito penal, ainda que haja outras formas de sanção ou outros meios de controle social para a tutela de determinado bem jurídico, a criminalização, pelo direito penal, de condutas que invistam contra esse bem será adequada e recomendável. 16. (FCC – 2015 – TCM-RJ – Auditor) Determinada lei dispõe: “Subtrair objetos de arte. Pena: a ser fixada livremente pelo juiz de acordo com as circunstâncias do fato". Para um fato cometido após a sua vigência, é correto afirmar que a referida lei 16 a) fere o princípio da legalidade. b) fere o princípio da anterioridade. c) fere os princípios da legalidade e da anterioridade. d) não fere os princípios da legalidade e da anterioridade. e) é uma norma penal em branco. 17. (FGV – 2015 – DPE-RO – Analista Judiciário) Carlos, primário e de bons antecedentes, subtraiu, para si, uma mini barra de chocolate avaliada em R$ 2,50 (dois reais e cinquenta centavos). Denunciado pela prática do crime de furto, o defensor público em atuação, em sede de defesa prévia, requereu a absolvição sumária de Carlos com base no princípio da insignificância. De acordo com a jurisprudência dos Tribunais Superiores, o princípio da insignificância: 17 a) funciona como causa supralegal de exclusão de ilicitude; b) afasta a tipicidade do fato; c) funciona como causa supralegal de exclusão da culpabilidade; d) não pode ser adotado, por não ser previsto em nosso ordenamento jurídico; e) funciona como causa legal de exclusão da culpabilidade. 18. (FUNIVERSA – 2015 – SEAP-DF – Agente Penitenciário)No que se refere ao direito penal, segundo entendimento do STJ, do STF e da doutrina dominante, julgue o próximo item. 18 O princípio da insignificância deve ser analisado em correlação com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do direito penal para excluir ou afastar a própria tipicidade da conduta. 19. (CESPE – 2015 – TRF5R – Juiz Federal) No que tange aos princípios básicos do direito penal e à interpretação da lei penal, assinale a opção correta. 19 a) Embora o princípio da legalidade proíba o juiz de criar figura típica não prevista na lei, por analogia ou interpretação extensiva, o julgador pode, para beneficio do réu, combinar dispositivos de uma mesma lei penal para encontrar pena mais proporcional ao caso concreto. b) Do princípio da culpabilidade procede a responsabilidade penal subjetiva, que inclui, como pressuposto da pena, a valoração distinta do resultado no delito culposo ou doloso, proporcional à gravidade do desvalor representado pelo dolo ou culpa que integra a culpabilidade. c) O princípio do ne bis idem está expressamente previsto na CF e preconiza a impossibilidade de uma pessoa ser sancionada ou processada duas vezes pelo mesmo fato, além de proibir a pluralidade de sanções de natureza administrativa sancionatórias. d) A infração bagatelar própria está ligada ao desvalor do resultado e(ou) da conduta e é causa de exclusão da tipicidade material do fato; já a imprópria exige o desvalor ínfimo da culpabilidade em concurso necessário comrequisitos post factum que levam à desnecessidade da pena no caso concreto. e) O princípio da ofensividade ou lesividade não se presta à atividade de controle jurisdicional abstrata da norma incriminadora ou à função político-criminal da atividade legiferante. DIREITO PENAL – PRINCÍPIOS Prof. Marcus Montez Instagram: @profmontez Youtube.com/profmontez 6 20. (FUNIVERSA – 2015 – UEG – Analista de Gestão Administrativa – Adaptada) Acerca dos crimes contra a fé pública, julgue certo ou errado. 20 Conforme entendimento pacífico no STF, aplica-se o princípio da insignificância aos crimes contra a fé pública, de modo que a falsificação de nota de R$ 50, a depender das circunstâncias da vítima e do agente criminoso, configura fato materialmente atípico. 21. (FUNIVERSA – 2015 – SAPeJUS-GO – Analista de segurança) Acerca do emprego da analogia no âmbito do Direito Penal brasileiro, assinale a alternativa correta. 21 a) A regra é a proibição do emprego da analogia no âmbito penal, por força do princípio da reserva legal, todavia a doutrina é remansosa em admitir esse recurso quando se apresentar in bonam partem. b) A analogia in malam partem ocorre quando se aplica, ao caso omisso, uma lei considerada prejudicial ao réu que, segundo o Código Penal, excepcionalmente, poderá ser admitida, uma vez que deverá ser salvaguardado o direito da coletividade em face do direito do agressor. c) O Direito Penal brasileiro não admite aplicação da analogia. d) Segundo a doutrina, analogia legal, ou legis, é aquela em que se aplica ao caso omisso um princípio geral do Direito. e) Estabelece o Código Penal que a analogia somente poderá ser aplicada aos réus que não sejam reincidentes. 22. (FCC - 2014 - DPE-PB - Defensor Público) "A terrível humilhação por que passam familiares de presos ao visitarem seus parentes encarcerados consiste na obrigação de ficarem nus, de agacharem diante de espelhos e mostrarem seus órgãos genitais para agentes públicos. A maioria que sofre esses procedimentos é de mães, esposas e filhos de presos. Até mesmo idosos, crianças e bebês são submetidos ao vexame. É princípio de direito penal que a pena não ultrapasse a pessoa do condenado". 22 (DIAS, José Carlos. "O fim das revistas vexatórias". In: Folha de São Paulo. São Paulo: 25 de julho de 2014, 1º caderno, seção Tendências e Debates, p. A-3) Além da ideia de dignidade humana, por esse trecho o inconformismo do autor, recentemente publicado na imprensa brasileira, sustenta-se mais diretamente também no postulado constitucional da: a) individualização. b) fragmentariedade. c) pessoalidade. d) presunção de inocência. e) legalidade. 23. (FCC – 2015 – TJ-SE – Juiz de Direito) No delito de receptação qualificada, a expressão “coisa que deve saber ser produto de crime" possui interpretação do STF no sentido de que, 23 a) se trata de norma inconstitucional com relação ao preceito secundário, por violar o princípio da proporcionalidade quando comparada à pena prevista para o caput. b) se aplica apenas aos casos de dolo eventual, excluindo-se o dolo direto. c) abrange igualmente o dolo direto. d) configura má utilização da expressão, por ser indicativa de culpa consciente. e) impede que no exercício de atividade comercial possa se alegar receptação culposa. DIREITO PENAL – PRINCÍPIOS Prof. Marcus Montez Instagram: @profmontez Youtube.com/profmontez 7 24. (TRT16R – 2015 – TRT16R – Juiz do Trabalho – Adaptada) Julgue certo ou errado: 24 É aplicável o Princípio da Bagatela no Crime de Moeda Falsa (Art. 289 do CP). 25. (VUNESP – 2015 – TJ-MS – Juiz de Direito – Adaptada) Julgue Certo ou Errado. 25 I - Norma penal em branco é aquela cujo preceito secundário do tipo penal é estabelecido por outra norma legal, regulamentar ou administrativa. II - A teoria da imputação objetiva consiste em destacar o resultado naturalístico como objeto do bem jurídico penalmente tutelado. 26. (ACAFE - 2014 - PC-SC - Agente de Polícia) Acerca dos princípios constitucionais e infraconstitucionais do Direito Penal, é correto afirmar, exceto: 26 a) A lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes: privação ou restrição da liberdade; perda de bens; multa; prestação social alternativa; suspensão ou interdição de direitos. b) O princípio da intervenção mínima preconiza que a criminalização de uma conduta só se legítima se constituir meio necessário para a proteção de determinado bem jurídico. c) O princípio da lesividade proíbe a incriminação de uma conduta que não exceda o âmbito do próprio autor. d) O princípio da adequação social restringe a abrangência do tipo penal, limitando sua interpretação e dele excluindo as condutas consideradas socialmente adequadas e aceitas pela sociedade. e) Nenhuma pena passará da pessoa do condenado, não podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser estendidas aos sucessores. 27. (FGV - 2014 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XIV - Primeira Fase) O Presidente da República, diante da nova onda de protestos, decide, por meio de medida provisória, criar um novo tipo penal para coibir os atos de vandalismo. A medida provisória foi convertida em lei, sem impugnações. Com base nos dados fornecidos, assinale a opção correta. 27 a) Não há ofensa ao princípio da reserva legal na criação de tipos penais por meio de medida provisória, quando convertida em lei. b) Não há ofensa ao princípio da reserva legal na criação de tipos penais por meio de medida provisória, pois houve avaliação prévia do Congresso Nacional. c) Há ofensa ao princípio da reserva legal, pois não é possível a criação de tipos penais por meio de medida provisória. d) Há ofensa ao princípio da reserva legal, pois não cabe ao Presidente da República a iniciativa de lei em matéria penal. 28. (CESPE - 2014 - TJ-SE - Titular de Serviços de Notas e de Registros - Remoção) Com base nos princípios aplicáveis ao direito penal, assinale a opção correta. 28 a) O princípio da insignificância exclui a tipicidade penal formal se o bem jurídico em questão não tiver qualquer expressividade econômica. b) A aplicação do princípio da proporcionalidade pressupõe a idoneidade da medida adotada, o que afasta a exigibilidade do meio adotado. c) Segundo os princípios observados no atual sistema penal brasileiro, de natureza acusatória, a lei processual penal retroage para beneficiar o réu. DIREITO PENAL – PRINCÍPIOS Prof. Marcus Montez Instagram: @profmontez Youtube.com/profmontez 8 d) Dado o caráter funcional do princípio da insignificância, a bagatela imprópria não afasta a tipicidade material da conduta, mas exclui a culpabilidade. e) Na aplicação do princípio da insignificância, deve-se considerar o valor do objeto do crime e desprezar os aspectos objetivos do fato, tidos como irrelevantes. 29. (UESPI - 2014 - PC-PI - Delegado de Polícia) Configuram desdobramento do princípio da reserva legal, EXCETO, 29 a) Lex praevia. b) Lex stricta. c) Lex scripta. d) Lex certa. e) Ultima ratio. 30. (UFMT - 2014 - MPE-MT - Promotor de Justiça) No que concerne ao princípio da insignificância, assinale a afirmativa INCORRETA. 30 a) Seu reconhecimento exclui a tipicidade material da conduta. b) Aplica-se quando se mostra ínfima a lesão ao bem jurídico tutelado. c) Somente pode ser invocado em relação a fatos que geraram mínima perturbação social. d) Exige, para seu reconhecimento, que as consequências da conduta tenham sido de pequena relevância. e) Só é admissível em crimes de menor potencial ofensivo. 31. (CESPE - 2014 - Câmara dos Deputados - Analista Legislativo - Consultor Legislativo Área V) Com referência a fundamentos e noções gerais aplicadas ao direito penal, julgue o próximo item. 31 O princípio da reserva legal aplica-se, de forma absoluta, às normas penais incriminadoras, excluindo-se de sua incidência as normas penais não incriminadoras. 32. (VUNESP -2014 - PC-SP - Delegado de Polícia) Assinale a alternativa que apresenta o princípio que deve ser atribuído a Claus Roxin, defensor da tese de que a tipicidade penal exige uma ofensa de gravidade aos bens jurídicos protegidos.32 a) Insignificância. b) Intervenção mínima. c) Fragmentariedade. d) Adequação social. e) Humanidade. 33. (FUNDEP - 2014 - TJ-MG - Juiz) A respeito dos princípios que regem o direito penal brasileiro, assinale a alternativa INCORRETA. 33 a) O princípio da legalidade penal, do qual decorre o princípio da reserva legal, impede o uso dos costumes e analogia para criar tipos penais incriminadores ou agravar as infrações existentes. b) De acordo com o chamado princípio da insignificância o Direito Penal não deve se ocupar com assuntos irrelevantes. A aplicação de tal princípio exclui a tipicidade material da conduta. c) O direito penal possui natureza fragmentária, ou seja, somente protege os bens jurídicos mais importantes, pois os demais são protegidos pelos outros ramos do direito. DIREITO PENAL – PRINCÍPIOS Prof. Marcus Montez Instagram: @profmontez Youtube.com/profmontez 9 d) O princípio da taxatividade, ao exigir lei com conteúdo determinado, resulta na proibição da criação de tipos penais abertos. 34. (CESPE - 2014 - MPE-AC) No tocante aos princípios constitucionais penais, assinale a opção correta: 34 a) No que se refere à aplicação do princípio da insignificância, o STF tem afastado a tipicidade material dos fatos em que a lesão jurídica seja inexpressiva, sem levar em consideração os antecedentes penais do agente. b) O direito penal constitui um sistema exaustivo de proteção de todos os bens jurídicos do indivíduo, de modo a tipificar o conjunto das condutas que outros ramos do direito consideram antijurídicas. c) Uma das vertentes do princípio da proporcionalidade é a proibição de proteção deficiente, por meio da qual se busca impedir um direito fundamental de ser deficientemente protegido, seja mediante a eliminação de figuras típicas, seja pela cominação de penas inferiores à importância exigida pelo bem que se quer proteger. d) Segundo entendimento consolidado do STF, a imposição de regime disciplinar diferenciado ao executando ofende o princípio da individualização da pena, visto que extrapola o regime de cumprimento da reprimenda imposta na sentença condenatória. e) Prevalece na doutrina o entendimento de que constitui ofensa ao princípio da legalidade a existência de leis penais em branco heterogêneas, ou seja, daquelas cujos complementos provenham de fonte diversa da que tenha editado a norma que deva ser complementada 35. (CESPE - 2014 - PM-CE - Oficial da Polícia Militar) Com referência à aplicação da lei penal, julgue os itens subsequentes. 35 Conforme o Supremo Tribunal Federal, é vedada no direito penal a aplicação da interpretação extensiva, em face da observância do princípio da legalidade, embora seja admitida a subsunção dos fatos ao tipo penal 36. (FCC - 2014 - TRF - 3ª REGIÃO - Analista Judiciário - Área Judiciária) Dentre as ideias estruturantes ou princípios abaixo, todos especialmente importantes ao direito penal brasileiro, NÃO tem expressa e literal disposição constitucional o da: 36 a) legalidade. b) proporcionalidade. c) individualização. d) pessoalidade. e) dignidade humana. 37. (FUNCAB - 2014 - PC-MT - Investigador - Escrivão de Polícia) O princípio da fragmentariedade do Direito Penal significa: 37 a) que, uma vez escolhidos aqueles bens fundamentais, comprovada a lesividade e a inadequação das condutas que os ofendem, esses bens passarão a fazer parte de uma pequena parcela que é protegida pelo Direito Penal. b) que o legislador valora as condutas, cominando-lhes penas que variam de acordo com a importância do bem a ser tutelado. DIREITO PENAL – PRINCÍPIOS Prof. Marcus Montez Instagram: @profmontez Youtube.com/profmontez 10 c) que apesar de uma conduta se subsumir ao modelo legal não será considerada típica se for socialmente adequada ou reconhecida, isto é, se estiver de acordo com a ordem social da vida historicamente condicionada. d) que as proibições penais somente se justificam quando se referem a condutas que afetem gravemente direitos de terceiros. e) que a lei é a única fonte do Direito Penal quando se quer proibir ou impor condutas sob a ameaça de sanção. 38. (CESPE – 2013 – TJ-PI – Titular de Serviços de Notas e Registros) Admitido o princípio da adequação social, será reconhecida causa de exclusão supralegal de 38 a) antijuridicidade. b) imputabilidade. c) tipicidade. d) culpabilidade. e) punibilidade. 39. (FCC - 2013 - TRT - 1ª REGIÃO/RJ - Juiz) O art. 203 do Código Penal incrimina a conduta de frustração fraudulenta ou violenta de direito assegurado pela legislação trabalhista. Segundo Heleno Fragoso, trata-se de disposição legal excessiva e desnecessária, pois os direitos que visa a proteger já encontram nas leis trabalhistas eficiente ‘remedium juris’ (apud FRAGOSO, Christiano. Repressão penal da greve: uma experiência antidemocrática. 1. ed. São Paulo: IBCCrim, 2009, p. 448). 39 A crítica do mestre em referência tem por fundamento mais direto a ideia de: a) adequação social b) fragmentariedade. c) pessoalidade. d) insignificância. e) individualização. 40. (CESPE - 2013 - TJ-RR - Titular de Serviços de Notas e de Registros) A respeito dos princípios aplicáveis ao direito penal, assinale a opção correta. 40 a) O princípio da irrelevância penal do fato diz respeito à teoria da pena, sendo causa de exclusão da punição concreta do fato. b) De acordo com o entendimento pacificado no STJ e no STF, a venda de CDs e DVDs piratas é conduta atípica, devido à incidência do princípio da adequação social. c) Dado o princípio da fragmentariedade, o direito penal só deve ser utilizado quando insuficientes as outras formas de controle social. d) Decorre do princípio da ofensividade a vedação ao legislador de criminalizar condutas que causem potencial lesão a bem jurídico relevante. e) De acordo com o entendimento do STF, para a incidência do princípio da insignificância, basta que a conduta do agente tenha mínima ofensividade. 41. (MPE-MS - 2013 – MPE-MS – Promotor de Justiça – Adaptada) Julgue certo ou errado, 41 DIREITO PENAL – PRINCÍPIOS Prof. Marcus Montez Instagram: @profmontez Youtube.com/profmontez 11 Segundo Hans Welzel, o Direito Penal tipifica somente condutas que tenham certa relevância social; caso contrário não poderiam ser delitos. Welzel desenvolve, a partir dessa ideia, o princípio da adequação social. 42. (FGV - 2013 - TJ-AM - Analista Judiciário - Direito) No tocante aos princípios constitucionais orientadores do estudo da Teoria do Crime, assinale a afirmativa incorreta. 42 a) O princípio da intervenção mínima abrange os princípios da subsidiariedade e da Fragmentariedade. b) O princípio da dignidade humana atua como uma espécie de "superprincípio", devendo toda norma jurídica nele se escorar. c) O princípio da adequação social serve de base de interpretação da norma, além de orientar o legislador para eventual revogação do tipo penal. d) O princípio da insignificância autoriza o afastamento da tipicidade material. e) O princípio da alteridade permite a punição do agente por conduta sem condições de atingir direito de terceiros. 43. (FCC - 2013 - AL-PB - Procurador) No Brasil, nunca se legislou tanto em matéria criminal quanto no período posterior à Constituição Federal de 1988. Há um verdadeiro agigantamento da criminalização primária, que – para aqueles que querem ver – revela a fragilidade e a ineficácia das instâncias formais de criminalização secundária (Polícia, Ministério Público, Judiciário, Sistema Penal etc.). Para isso, faz-se tábua rasa de conquistas históricas orientadas à limitação do poder punitivo, volatizando-se a ideia de bem jurídico penal e convertendo-se a resposta criminal na prima ratio para a soluçãodos problemas sociais. Meio ambiente, relações de consumo, trânsito, condições etárias e de gênero (idoso e violência doméstica), relações tributárias etc., são exaustivamente usados como objeto de tutela penal, sempre recrudescida, num movimento de expansão que parece não encontrar fim. (...) Dos diversos efeitos nocivos provocados pelo excesso de leis penais, o mais prejudicial, talvez, seja o comprometimento da harmonia sistemática do ordenamento jurídico. A intervenção mínima, no seu duplo aspecto de fragmentariedade e subsidiariedade, constitui, indiscutivelmente, pressuposto de coerência lógica do sistema de normas penais. (IBCCRIM. Livro dos editoriais. São Paulo. Revista dos Tribunais, 2012. P. 76-77) O eixo teórico desse argumento crítico concentra-se diretamente na ideia de: 43 a) individualização. b) antijuridicidade. c) culpabilidade. d) responsabilidade penal subjetiva. e) proporcionalidade. 44. (MPE-MS - 2013 - MPE-MS - Promotor de Justiça) Relativamente ao princípio da insignificância, assinale a alternativa correta: 44 a) O princípio da insignificância pode ser aplicado no plano abstrato. b) Possuindo o réu antecedente criminal não é possível a aplicação do princípio da insignificância. c) O princípio da insignificância atua como instrumento de interpretação restritiva do tipo penal. d) Pode se dizer que o fundamento teórico do princípio da insignificância reside no caráter retributivo. e) Segundo o Superior Tribunal de Justiça, em caso de apreensão de quantidade ínfima de cocaína é possível o trancamento da ação penal, com base no princípio da insignificância. DIREITO PENAL – PRINCÍPIOS Prof. Marcus Montez Instagram: @profmontez Youtube.com/profmontez 12 45. (FCC - 2013 - DPE-RS - Analista – Processual) O princípio segundo o qual, “desde logo, as incriminações não podem pretender a proteção de meros valores éticos e morais, nem a sanção de condutas socialmente inócuas” recebe na doutrina a denominação de Princípio da: 45 a) taxatividade. b) igualdade. c) legalidade. d) anterioridade da lei penal. e) exclusiva proteção de bens jurídicos. 46. (Promotor de Justiça – MP/GO – 2010) O princípio da exclusiva proteção de bens jurídicos diz respeito ao escopo do direito penal. Sobre referido princípio é incorreto afirmar: a) Opera na fase de aplicação da pena exclusivamente. 46 b) Pela orientação do mencionado princípio, não pode haver delito sem que haja lesão ou perigo de lesão a um bem jurídico determinado. c) Também denominado princípio da ofensividade ou da lesividade, condiciona que a tutela penal somente é legítima quando socialmente necessária, imprescindível para assegurar as condições de vida, levando-se em conta a dignidade e liberdade da pessoa humana. d) Para tal princípio, o bem jurídico tutelável deve sempre ter em conta as diretrizes contidas na Constituição e os valores nela consagrados, notadamente em virtude do caráter limitativo da tutela penal. 47. (CESPE - 2013 - DPE-ES - Defensor Público - Estagiário) O princípio da insignificância ou da bagatela exclui 47 a) a punibilidade. b) a executividade. c) a tipicidade material. d) a ilicitude formal. e) a culpabilidade. 48. (CESPE - 2013 - DPE-TO - Defensor Público) Com relação aos princípios da insignificância e da irrelevância penal do fato, assinale a opção correta. 48 a) Os princípios da insignificância e da irrelevância penal do fato não contam com previsão expressa no direito penal brasileiro. b) O reconhecimento do princípio da irrelevância penal do fato implica a atipicidade da conduta do agente. c) A aplicação do princípio da insignificância de modo a tornar a ação atípica exige a satisfação, de forma concomitante, de certos requisitos estabelecidos pelo STF, os quais têm relação, apenas, com o desvalor da conduta do agente, e não com o resultado por ele ocasionado. d) A existência de condenações criminais pretéritas imputadas a um indivíduo impede a posterior aplicação do princípio da insignificância, consoante a jurisprudência do STF. e) Infração bagatelar imprópria é a que surge sem nenhuma relevância penal, porque não há desvalor da ação ou um relevante desvalor do resultado que mereça a incidência do direito penal. 49. (CESPE - 2013 - DPE-TO - Defensor Público) Considerando os princípios básicos de direito penal, assinale a opção correta. 49 DIREITO PENAL – PRINCÍPIOS Prof. Marcus Montez Instagram: @profmontez Youtube.com/profmontez 13 a) O princípio da culpabilidade impõe a subjetividade da responsabilidade penal. Logo, repudia a responsabilidade objetiva, derivada, tão só, de uma relação causal entre a conduta e o resultado de lesão ou perigo a um bem jurídico, exceto no caso dos crimes perpetrados por pessoas jurídicas. b) Os princípios da legalidade e da irretroatividade da lei penal são aplicáveis à pena cominada pelo legislador, aplicada pelo juiz e executada pela administração, não sendo, todavia, esses princípios extensíveis às medidas de segurança, dotadas de escopo curativo e não punitivo. c) Constituem funções do princípio da lesividade, proibir a incriminação de atitudes internas, de condutas que não excedam a do próprio autor do fato, de simples estados e condições existenciais e de condutas moralmente desviadas que não afetem qualquer bem jurídico. d) O princípio da intervenção mínima não está previsto expressamente no texto constitucional nem pode dele ser inferido. e) O princípio da humanidade proíbe a instituição de penas cruéis, como a de morte e a de prisão perpétua, mas não a de trabalhos forçados. 50. (CRSP - PMMG - 2013 - PM-MG - Oficial da Polícia Militar) O Direito Penal tem como fim específico a proteção dos bens jurídicos essenciais ao indivíduo e à sociedade. Embora de caráter coercitivo, busca limitar o poder de punir do Estado, procurando agir de acordo com os dispositivos constitucionais, sob pena de se tornar em um instrumento de opressão e violação de direitos e garantias. Sua aplicação, quando necessário, deve ser coerente e utilizado como instrumento de ressocialização. Partindo desse entendimento, a Constituição Federal, em seu art. 5º, inciso XLVI, estabelece modalidades de “castigo” aos infratores da lei, dentre os quais, “privação ou restrição da liberdade, perda de bens, multa e prestação social alternativa”. 50 O dispositivo constitucional destacado expressa um princípio inerente ao direito penal, sendo CORRETA a afirmativa: a) princípio da limitação das penas. b) princípio da individualização da pena. c) princípio da proporcionalidade. d) princípio da fragmentariedade. 51. (CESPE - 2013 - TRE-MS - Analista Judiciário - Área Judiciária) No que diz respeito aos princípios aplicáveis ao direito penal, assinale a opção correta. 51 a) Para que ocorra o reconhecimento do princípio da insignificância, tem de haver conduta típica, ou seja, ofensa grave a bens jurídicos tutelados, sendo suficientes lesões irrelevantes aos bens ou interesses protegidos. b) O princípio da legalidade ou princípio da reserva legal não se estende às consequências jurídicas da infração penal, em especial aos efeitos da condenação, nem abarca as medidas de segurança. c) O princípio da adequação social do fato não se confunde com a teoria do risco permitido ainda que tenham como pressuposto fundamental a existência de uma lesão ao bem jurídico que não chega a constituir um desvalor do resultado, o qual é obtido por uma interpretação teleológica restritiva dos tipos penais, na adequação social, e, no risco permitido, ocorre pelo desvalor da ação que repercute no desvalor do resultado. d) O princípio do ne bis in idem ou non bis in idem traduz a proibição de punir ou processar alguém duas ou mais vezes pelo mesmo fato e concretiza-se pela valoração integral da conduta delituosa perpetrada pelo agente, incidindo apenas nos casos de concurso de delitos. DIREITO PENAL – PRINCÍPIOS Prof. Marcus Montez Instagram: @profmontez Youtube.com/profmontez14 e) De acordo com o princípio da fragmentariedade, a lei penal só deverá intervir quando for absolutamente necessário, para a sobrevivência da comunidade, como ultima ratio. 52. (CESPE - 2012 - TJ-AC - Técnico Judiciário - Auxiliar) Com base nas disposições constitucionais aplicáveis ao direito penal, julgue os itens a seguir. 52 Dado o princípio da legalidade, o Poder Executivo não pode majorar as penas cominadas aos crimes cometidos contra a administração pública por meio de decreto. 53. (CESPE - 2012 - TJ-AC - Técnico Judiciário - Auxiliar) Com base nas disposições constitucionais aplicáveis ao direito penal, julgue os itens a seguir. 53 Os sucessores daquele que falecer antes de cumprir a pena a que tiver sido condenado poderão ser obrigados a cumpri-la em seu lugar. 54. (CESPE - 2012 - PC-AL - Agente de Polícia) A respeito de princípios gerais do direito penal, julgue os itens a seguir. 54 Em caso de urgência, a definição do que é crime pode ser realizada por meio de medida provisória. 55. (CESPE - 2012 - TJ-RO - Analista Judiciário - Oficial de Justiça) Com relação aos princípios aplicáveis ao direito penal, assinale a opção correta. 55 a) De acordo com o princípio ne bis in idem, o agente não pode ser responsabilizado por dois ou mais crimes, caso tenha praticado apenas uma única conduta. b) A responsabilidade penal subjetiva, decorrente do princípio da culpabilidade, tem como consequência jurídica a proporcionalidade entre a sanção penal e o desvalor da ação representada pelo dolo ou culpa integrantes da culpabilidade. c) Do princípio da legalidade decorre uma série de garantias formais e materiais a que se vinculam o legislador e o intérprete da norma penal. d) Aplicando-se o princípio da adequação social da conduta, afasta-se a tipicidade formal do fato. e) A ausência de lesão ao bem jurídico tutelado torna a conduta formalmente atípica, conforme o princípio da insignificância. 56. (FUNCAB - 2012 - PC-RJ - Delegado de Polícia) De acordo com o Glossário Jurídico do Supremo Tribunal Federal, “o princípio da insignificância tem o sentido de excluir ou de afastar a própria tipicidade penal, ou seja, não considera o ato praticado como um crime, por isso, sua aplicação resulta na absolvição do réu e não apenas na diminuição e substituição da pena ou não sua não aplicação”. Sobre o tema princípio da insignificância, assinale a resposta correta. 56 a) Buscando sua origem, de acordo com certa vertente doutrinária, no Direito Romano, o princípio da insignificância vem sendo objeto de recorrentes decisões do STF, nas quais são estabelecidos dois parâmetros para sua determinação: reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento e inexpressividade da lesão jurídica provocada. b) O princípio da insignificância, decorrência do caráter fragmentário do Direito Penal, tem base em uma orientação utilitarista, tem origem controversa, encontrando, na atual jurisprudência do STF, os seguintes requisitos de configuração: a mínima ofensividade da conduta do agente; nenhuma periculosidade social da ação; o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento; e a inexpressividade da lesão jurídica provocada. DIREITO PENAL – PRINCÍPIOS Prof. Marcus Montez Instagram: @profmontez Youtube.com/profmontez 15 c) Sua atual elaboração deita raízes na doutrina de Claus Roxin e, no Direito Penal brasileiro, consoante jurisprudência atual do STF, se limita à avaliação da inexpressividade da lesão jurídica provocada, ou seja, observa-se se a ofensa ao bem jurídico tutelado é relevante ou banal. d) Surgindo como uma consequência lógica do princípio da individualização das penas, a insignificância penal não aceita a periculosidade social da ação como parâmetro, de acordo com o posicionamento atual do STF, em razão da elevada abstração desse conceito, mas apresenta como requisitos: a mínima ofensividade da conduta do agente; o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento; e a inexpressividade da lesão jurídica provocada. e) Inserida no princípio da intervenção mínima, embora já mencionada anteriormente por Welzel como uma faceta do princípio da adequação social, a insignificância determina a inexistência do crime quando a conduta praticada apresentar a simultânea presença dos seguintes requisitos, exigidos pela atual jurisprudência do STF: a mínima ofensividade da conduta do agente; nenhuma periculosidade social da ação; o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento; a inexpressividade da lesão jurídica provocada; e a inexistência de um especial fim de agir. 57. (FCC - 2012 - PGM-Joao Pessoa-PB - Procurador Municipal) Uma lei definiu como crime um fato e estabeleceu no preceito sancionador a pena de no mínimo dois anos de reclusão. Essa lei 57 a) infringiu o princípio do juiz natural. b) infringiu o princípio da legalidade. c) infringiu o princípio da presunção de inocência. d) infringiu o princípio da culpabilidade. e) não infringiu nenhum princípio do Direito Penal. 58. (FCC - 2012 - TRF - 5ª REGIÃO - Analista Judiciário - Execução de Mandados) O princípio, segundo o qual se afirma que o Direito Penal não é o único controle social formal dotado de recursos coativos, embora seja o que disponha dos instrumentos mais enérgicos, é reconhecido pela doutrina como princípio da 58 a) lesividade. b) intervenção mínima. c) fragmentariedade. d) subsidiariedade. e) proporcionalidade. 59. (FGV - 2012 - OAB - Exame de Ordem Unificado - VIII - Primeira Fase) Em relação ao princípio da insignificância, assinale a afirmativa correta. 59 a) O princípio da insignificância funciona como causa de exclusão da culpabilidade. A conduta do agente, embora típica e ilícita, não é culpável. b) A mínima ofensividade da conduta, a ausência de periculosidade social da ação, o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da lesão jurídica constituem, para o Supremo Tribunal Federal, requisitos de ordem objetiva autorizadores da aplicação do princípio da insignificância. c) A jurisprudência predominante os tribunais superiores é acorde em admitir a aplicação do princípio da insignificância em crimes praticados com emprego de violência ou grave ameaça à pessoa (a exemplo do roubo). d) O princípio da insignificância funciona como causa de diminuição de pena. DIREITO PENAL – PRINCÍPIOS Prof. Marcus Montez Instagram: @profmontez Youtube.com/profmontez 16 60. (MB - 2012 - MM - QT - Primeiro Tenente - Direito) A norma prevista no art. 5º, inciso XLVII, alínea "b", da Constituição Federal, veda a existência de penas de caráter perpétuo no ordenamento jurídico brasileiro. De acordo com o entendimento de Fernando Capez na obra Curso de Direito Penal: parte geral. Vol 1, a vedação constitucional tem relação com o princípio da 60 a) insignificância ou bagatela. b) alteridade ou transcendentalidade c) confiança. d) adequação social e) humanidade. 61. (IESES - 2012 - TJ-RN - Titular de Serviços de Notas e de Registros - Provimento por remoção) É certo afirmar: 61 I. Anterioridade da Lei Penal significa que é obrigatória a previa existência de lei penal incriminadora para que alguém possa ser por um fato condenado, exigindo, também, prévia cominação de sanção para que alguém possa sofrê-la. II. Quanto à eficácia do princípio da legalidade, adota-se no Brasil a legalidade material, somente constituindo crime a conduta descrita em lei como tal, devendo-se exigir que os tipos penais sejam regidos de maneira clara e minuciosa, evitando-se tipos demasiadamente abertos. III. Leis penais temporais são aquelas que não possuem no seu próprio texto a data da revogação, vigorando assim por tempo indeterminado. IV. Considera-se tipo penal um modelo legal de conduta. Analisando as proposições, pode-se afirmar: a) Somente as proposições I e III estão corretas. b) Somente as proposições II e III estão corretas. c) Somente as proposições I e IVestão corretas. d) Somente as proposições II e IV estão corretas. 62. (FUNCAB - 2012 - PC-RO - Médico Legista) Julgue o item certo ou errado (adaptado). 62 Na ausência de previsão de crime pela lei penal, é possível recorrer à analogia. 63. (MPE-RS - 2012 - MPE-RS - Promotor) Julgue certo ou errado (adaptado). 63 O princípio da insignificância, calcado em política criminal, funciona como causa de exclusão da tipicidade, desempenhando uma interpretação restritiva do tipo penal. 64. (TRT 14R - 2012 - TRT - 14ª Região (RO e AC) - Juiz do Trabalho) Julgue certo ou errado (adaptado). 64 O chamado princípio da insignificância tem sido aplicado no contexto da exclusão da tipicidade penal, sendo, porém, necessária a aferição da presença de certos vetores, tais como: a mínima ofensividade da conduta do agente; a nenhuma periculosidade social da ação; o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento; e a inexpressividade da lesão jurídica provocada, tudo isso tendo como norte a formulação teórica atual que reconhece que o caráter subsidiário do sistema penal reclama e impõe, em função dos próprios objetivos por ele visados, a intervenção mínima do Poder Público. DIREITO PENAL – PRINCÍPIOS Prof. Marcus Montez Instagram: @profmontez Youtube.com/profmontez 17 65. (CESPE - 2012 - Polícia Federal - Agente da Polícia Federal) Julgue os itens a seguir com base no direito penal. 65 O fato de determinada conduta ser considerada crime somente se estiver como tal expressamente prevista em lei não impede, em decorrência do princípio da anterioridade, que sejam sancionadas condutas praticadas antes da vigência de norma excepcional ou temporária que as caracterize como crime. 66. (MPE-GO - 2012 - MPE-GO - Promotor de Justiça) Os princípios constitucionais servem de orientação para a produção legislativa ordinária, atuando como garantias diretas e imediatas aos cidadãos, funcionando como critério de interpretação e integração do texto constitucional. Nesse sentido podemos destacar como princípios constitucionais explícitos os seguintes: 66 a) legalidade, anterioridade, taxatividade e humanidade; b) anterioridade, proporcionalidade, individualização da pena e humanidade; c) retroatividade da lei penal benéfica, individualização da pena, humanidade e proporcionalidade; d) responsabilidade pessoal, legalidade, anterioridade e individualização da pena. 67. (FUNDEP - 2012 - Prefeitura de Belo Horizonte - MG - Auditor - Direito) Um dos princípios basilares do Direito Penal moderno – e fundamental no Estado Democrático de Direito – é o princípio da legalidade ou da reserva legal, previsto no art. 5º, XXXIX, da Constituição da República. Como consequência da adoção desse princípio, pode-se dizer:67 a) que, se o legislador deixar de observar o princípio da taxatividade, a lei penal será considerada inconstitucional. b) que o tipo penal poderá ser criado por meio de lei (Congresso Nacional) e medida provisória (Presidência da República). c) que a lei penal não poderá retroagir para regular condutas praticadas antes de sua vigência. d) que está vedado ao legislador criar tipos penais cujo conteúdo seja complementado por outras leis ou atos normativos. 68. (PGR - 2012 - PGR - Procurador da República) No tema do Princípio da Proteção Deficiente, assinale a alternativa incorreta:68 a) autoriza o afastamento do principio da legalidade; b) autoriza o controle de constitucionalidade da norma penal incriminadora; c) está associado à teoria da função do direito penal de proteção dos bens jurídicos fundamentais; d) atende a uma exigência de justiça material e não somente de prevenção. 69. (CESPE - 2012 - PC-CE - Inspetor de Polícia Civil) Acerca de crime e sua tipicidade, julgue o item a seguir:69 Considere que Lúcio, mediante o uso de faca do tipo peixeira, tenha constrangido Maria a entregar-lhe o valor de R$ 2,50, sob a justificativa de estar desempregado e necessitar do dinheiro para pagar o transporte coletivo. Nesse caso, segundo entendimento do STF quanto ao princípio da insignificância, Lúcio, se processado, deverá ser absolvido por atipicidade da conduta. 70. (CESPE - 2011 - TJ-ES - Juiz) Acerca dos princípios aplicáveis ao direito penal, assinale a opção correta. 70 DIREITO PENAL – PRINCÍPIOS Prof. Marcus Montez Instagram: @profmontez Youtube.com/profmontez 18 a) O princípio da adequação social, dirigido ao julgador, e não ao legislador, objetiva restringir a abrangência do tipo penal, limitando sua interpretação e dele excluindo as condutas consideradas socialmente adequadas e aceitas pela sociedade. b) Dada a necessidade de observância do princípio da legalidade, a tipicidade penal resume-se ao mero exercício de adequação do fato concreto à norma abstrata. c) O princípio da lesividade busca evitar a incriminação de condutas desviadas que não afetem qualquer bem jurídico, não cuidando de condutas que não excedam o âmbito do próprio autor. d) A jurisprudência do STJ é firme no sentido da aplicabilidade do princípio da insignificância ao delito de moeda falsa, caso o valor das cédulas falsificadas não ultrapasse a quantia correspondente a um salário mínimo. e) A aplicação do princípio da insignificância, que deve ser analisado em conexão com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do Estado, objetiva excluir ou afastar a própria tipicidade penal, examinada na perspectiva de seu caráter material. 71. (FUJB - 2011 - MPE-RJ - Analista - Processual) Na literatura jurídico-criminal não rara é a referência à Lei Fundamental pelo epíteto de “Constituição Penal”, por conformar, dentre outras, estruturas referentes à intervenção penal, com regras que alcançam tanto o legislador infraconstitucional quanto os aplicadores materiais dos dispositivos penais. Dentro deste conceito, no que toca ao tema “mandados de criminalização” e sua correlação com a questão da “vedação da proteção insuficiente ou deficiente”, é correto afirmar que:71 a) a aplicação e a incidência dos mandados de criminalização importam numa revolução no procedimento de legitimação do direito penal, fazendo com que a disciplina não se contente com a disposição das cláusulas positivas limitadoras da intervenção penal, optando por também dar albergue constitucional às normas com projeção incriminadora; b) a proibição da proteção deficiente é decorrente do dever de proteção, com ele coincidindo e tendo uma função autônoma, impondo, primeiramente, verificar se existe um dever de proteção ou imperativo de tutela e, depois, em que termos deve ser realizado esse dever pelo direito infraconstitucional sem descer aquém do mínimo de proteção jurídico- constitucionalmente exigido; c) ao tempo em que o Direito penal pugna pela proporcionalidade, legalidade estrita, anterioridade das penas, zelo às garantias dos acusados e outras garantias, é cada vez mais evidente a existência da ideia de que o Estado não pode se exceder no campo penal, não havendo consequência caso aja de modo insuficiente; d) o espaço de conformação do legislador deve atender aos limites impostos pela incidência da hipótese normativa de um direito fundamental, ilicitude do ataque e dependência de proteção e pela necessidade de proteção decorrente da dinâmica equação entre os critérios de hierarquia do bem jurídico atingido e a intensidade da ameaça; e) um dever de proteção a ser cumprido por meio de limitações legislativas a direitos individuais pode produzir um decréscimo de restrições, mas com o propósito de maximizar a liberdade geral na sociedade e fazê-la real para todos os detentores de direitos fundamentais. 72. (FCC - 2011 - MPE-CE - Promotor de Justiça) Assinale a alternativa correta. 72 a) A lesividade do bem jurídico protegido pela lei penal é critério de legalidade material ou substancial e depende da existência da lei para caracterizar o delito. DIREITO PENAL – PRINCÍPIOS Prof. Marcus Montez Instagram: @profmontezYoutube.com/profmontez 19 b) A culpabilidade significa que será penalmente punido aquele que houver agido com culpa ou dolo o que implica adoção pelo nosso Código Penal da teoria da responsabilidade objetiva. c) O princípio da legalidade exige, além da previsão legal do crime e da pena anteriores ao fato praticado, definição de conduta e cominação balizada de punição. d) A proporcionalidade é regra constitucional implícita e se utiliza dos sub-princípios da adequação, e necessidade, à exceção no direito penal, da proporcionalidade em sentido estrito. e) A individualização da pena, na forma prevista na Constituição Federal, apenas se opera no plano judicial. 73. (CESPE - 2011 - TRF - 1ª REGIÃO - Juiz Federal) Julgue certo ou errado (adaptada). 73 O princípio da insignificância tem incidência, apenas, nas condutas tipificadas como infração penal de menor potencial ofensivo, que, por si só, possuem valoração legislativa acerca do desvalor da ação e do resultado, por meio da proporcional e adequada reprimenda à lesão ao bem jurídico protegido, sendo este o substrato legal na aplicação do princípio. Os demais crimes, por serem social e penalmente relevantes, afastam a incidência do referido princípio. GABARITO: 1 -Errado 2 - C 3 - B 4 - Errado 5 - B 6 - C 7 - B 8 - Certo 9 - D 10 - C 11 - Errado 12 - E 13 - B 14 - D 15 - Errado 16 - A 17 - B 18 - Certo 19 - D 20 - Errado 21 - A 22 - C 23 - C 24 - Errado 25 - Errado / Errado 26 - E 27 - C 28 - D 29 - E 30 - E 31 - C 32 - A DIREITO PENAL – PRINCÍPIOS Prof. Marcus Montez Instagram: @profmontez Youtube.com/profmontez 20 33 - D 34 - C 35 - C 36 - B 37 - A 38 - C 39 - B 40 - A 41 - Certo 42 - E 43 - E 44 - C 45 - E 46 - A 47 - C 48 - D 49 - C 50 - B 51 - C 52 - C 53 - E 54 - E 55 - C 56 - B 57 - B 58 - D 59 - B 60 - E 61 - C 62 - E 63 - C 64 - C 65 - E 66 - D 67 - A 68 - A 69 - E 70 - E 71 - D 72 - C 73 - Errado