Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

RESUMO 
DIREITO PENAL MILITAR 
https://irmaospolicia.com.br/ Para mais conteúdo, clique aqui → 
DO CRIME 
CAUSALIDADE 
Relação de Causalidade 
O resultado de um crime é imputável somente à pessoa que causou esse 
resultado. Uma ação ou omissão é considerada causa se, sem ela, o resultado 
não teria ocorrido. 
Superveniência de 
Causa Independente (§ 
1º) 
Se uma causa independente e superveniente, por si só, produz o resultado, a 
imputação é excluída. Entretanto, fatos anteriores ainda são imputados a quem 
os praticou. 
Omissão Relevante 
Como Causa (§ 2º) 
A omissão é considerada causa relevante quando: 
 - O omitente tinha dever legal de cuidado, proteção ou vigilância. 
 - Alguém assumiu a responsabilidade de impedir o resultado. 
 - O comportamento anterior do omitente criou o risco da superveniência 
do resultado. 
 
Aspecto Crime Consumado Crime Tentado 
Definição 
Ocorre quando todos os elementos da 
definição legal do crime são reunidos. 
Ocorre quando a execução do crime é iniciada, 
mas não se consuma por motivos alheios à 
vontade do agente. 
Penalidade 
Sujeito à pena completa conforme definida 
para o crime. 
Sujeito à pena correspondente ao crime, mas 
diminuída de um a dois terços. 
 
Obs: Em casos de excepcional gravidade, o juiz 
pode aplicar a pena do crime consumado. 
 
Desistência voluntária, arrependimento eficaz e crime impossível 
Desistência 
Voluntária 
Ocorre quando o agente desiste voluntariamente de 
continuar a execução do crime. 
O agente responde apenas 
pelos atos já praticados, não 
pelo crime na sua totalidade. 
Arrependimento 
Eficaz 
Acontece quando o agente impede voluntariamente 
que o resultado do crime se produza. 
Crime 
Impossível 
Quando, por ineficácia absoluta do meio empregado ou por absoluta impropriedade do 
objeto, é impossível consumar-se o crime, nenhuma pena é aplicável 
 
 
 
Irmãos policia - contato@irmaospolicia.com.br - IP: 191.217.119.141Licenciado para Natália Rodrigues Cavalcante CPF 057.945.631-50, celular (61) 986539364 - Protegido por Irmãos Polícia
RESUMO 
DIREITO PENAL MILITAR 
https://irmaospolicia.com.br/ Para mais conteúdo, clique aqui → 
Art. 33. Diz-se o crime: 
I - doloso, quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo; 
II - culposo, quando o agente, deixando de empregar a cautela, atenção, ou diligência 
ordinária, ou especial, a que estava obrigado em face das circunstâncias, não prevê o resultado 
que podia prever ou, prevendo-o, supõe levianamente que não se realizaria ou que poderia evitá-
lo. 
 
Excepcionalidade do crime culposo 
Parágrafo único. Salvo os casos expressos em lei, ninguém pode ser punido por fato previsto como 
crime, senão quando o pratica dolosamente. 
Nenhuma pena sem culpabilidade 
Art. 34. Pelos resultados que agravam especialmente as penas só responde o agente quando os 
houver causado, pelo menos, culposamente. 
 
Artigo Tipo de Erro Descrição 
Art. 35 
Erro de 
Direito 
A pena pode ser atenuada ou substituída por outra menos grave quando o 
agente, salvo em se tratando de crime que atente contra o dever militar, supõe 
lícito o fato, por ignorância ou erro de interpretação da lei, se 
escusáveis. 
Art. 36 Erro de Fato 
É isento de pena quem, ao praticar o crime, supõe, por erro plenamente 
escusável, a inexistência de circunstância de fato que o constitui ou a 
existência de situação de fato que tornaria a ação legítima. 
 - Erro por culpa: responsabilidade pelo crime culposo. 
 - Erro provocado por terceiro: responsabilidade deste. 
Art. 37 
Erro sobre a 
Pessoa 
Quando o agente, por erro de percepção ou no uso dos meios de execução, ou 
outro acidente, atinge uma pessoa em vez de outra, responde como se tivesse 
praticado o crime contra aquela que realmente pretendia atingir. Devem 
ter-se em conta não as condições e qualidades da vítima, mas as da outra 
pessoa, para configuração, qualificação ou exclusão do crime, e agravação ou 
atenuação da pena. 
Art. 37 § 
1º 
Erro quanto 
ao Bem 
Jurídico 
Se, por erro ou acidente, é atingido um bem jurídico diferente do visado, o 
agente responde por culpa se o fato constitui crime culposo. 
Art. 37 § 
2º 
Duplicidade 
do Resultado 
Se a pessoa visada é também atingida, ou se ocorre o resultado pretendido além 
do resultado acidental, aplica-se a regra de concurso de crimes (Art. 79). 
 
 
 
 
 
Irmãos policia - contato@irmaospolicia.com.br - IP: 191.217.119.141Licenciado para Natália Rodrigues Cavalcante CPF 057.945.631-50, celular (61) 986539364 - Protegido por Irmãos Polícia
RESUMO 
DIREITO PENAL MILITAR 
https://irmaospolicia.com.br/ Para mais conteúdo, clique aqui → 
AUSÊNCIA DE CULPADO 
Coação 
Irresistível 
Não é culpado quem comete o crime sob coação irresistível. Autor da coação ou da 
ordem é responsável pelo crime. Se a ordem é claramente criminosa ou há excesso, o 
inferior também é punível. 
Obediência 
Hierárquica 
Não é culpado quem age em estrita obediência a ordem direta de superior hierárquico, 
em matéria de serviço. 
OBS: Se a ordem do superior tem por objeto a prática de ato manifestamente 
criminoso, ou há excesso nos atos ou na forma da execução, é punível também o 
inferior hierárquico. 
Estado de 
Necessidade 
Não é culpado quem age para proteger direito próprio ou de terceiros contra perigo 
certo e atual, sacrificando direito alheio, desde que não era razoavelmente exigível 
conduta diversa. 
Coação Física ou 
Material 
Em crimes militares, a coação irresistível só é alegável se for física ou material. 
Atenuação de 
Pena 
A pena pode ser atenuada se era possível resistir à coação, se a ordem não era 
manifestamente ilegal, ou se era razoavelmente exigível o sacrifício do direito 
ameaçado. 
 
Exclusão de Crime (Artigos 42 a 46) 
Exclusão de 
Crime 
Não há crime em estado de necessidade, legítima defesa, estrito cumprimento do 
dever legal, ou exercício regular de direito. Inclui também a ação de comandantes em 
situações de perigo ou calamidade para preservar a unidade ou vidas. 
Estado de 
Necessidade 
Considera-se em estado de necessidade quem age para preservar direito próprio ou 
alheio, de perigo certo e atual, desde que o mal causado seja consideravelmente 
inferior ao evitado e o agente não era obrigado a enfrentar o perigo. 
Legítima Defesa 
Entende-se em legítima defesa quem repele injusta agressão, atual ou iminente, a 
direito próprio ou de outrem, usando moderadamente dos meios necessários. 
Excesso Culposo 
O agente responde pelo fato a título de culpa se excede os limites da necessidade, da 
legítima defesa ou outros casos de exclusão de crime, de forma culposa. Excesso não 
é punível se resulta de surpresa ou perturbação de ânimo escusável. 
Excesso Doloso 
O juiz pode atenuar a pena em casos de excesso doloso nos casos de exclusão de 
crime. 
 
Elementos não constitutivos do crime 
Art. 47. Deixam de ser elementos constitutivos do crime: 
I - a qualidade de superior ou a de inferior hierárquico, quando não conhecida do agente; 
II - a qualidade de superior ou a de inferior hierárquico, a de oficial de dia, de serviço ou de quarto, 
ou a de sentinela, vigia ou plantão, quando a ação é praticada em repulsa a agressão. 
Irmãos policia - contato@irmaospolicia.com.br - IP: 191.217.119.141Licenciado para Natália Rodrigues Cavalcante CPF 057.945.631-50, celular (61) 986539364 - Protegido por Irmãos Polícia

Mais conteúdos dessa disciplina