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Larissa Costa – 4° semestre – FTC 1 – REPARO E CICATRIZAÇÃO CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS MORFOLOGIA → A pele é o maior órgão do corpo humano, exercendo proteção imunológica natural, termorregulação, função metabólica, além de manter uma relação com o ambiente. → A pele possui 7 camadas até chegarmos no tecido subcutâneo, sendo 5 na epiderme – estratificada, queratinizada e avascular – e mais 2 na derme. o Camada córnea: A camada córnea tem espessura muito variável e é constituída por células achatadas, mortas e sem núcleo. O citoplasma dessas células apresenta-se repleto de queratina. o Camada Lúcida/translúcida: É constituída por uma delgada camada de células achatadas, eosinófilas e translúcidas, cujos núcleos e organelas citoplasmáticas foram digeridos por enzimas dos lisossomos e desapareceram. O citoplasma apresenta numerosos filamentos de queratina. Ainda se podem ver desmossomos entre as células. o Camada granulosa: A camada granulosa tem poucas fileiras de células poligonais achatadas, núcleo central e citoplasma carregado de grânulos basófilos, chamados grânulos de querato-hialina – responsável pela granulação básica. Temos também os grânulos lamelares, que contêm bicamadas lipídicas, contribuindo para a formação de uma barreira contra a penetração de substâncias e para tornar a pele impermeável à água, impedindo a desidratação do organismo. o Camada espinhosa: A camada espinhosa é formada por células cuboides ou ligeiramente achatadas, de núcleo central, citoplasma com curtas expansões que contêm feixes de filamentos de queratina (tonofilamentos). Essas expansões citoplasmáticas se aproximam e se mantêm unidas com as das células adjacentes por meio de desmossomos, o que confere a cada célula um aspecto espinhoso. Os filamentos de queratina e os desmossomos têm importante papel na manutenção da coesão entre as células da epiderme e na resistência ao atrito. Na camada espinhosa também existem células- tronco dos queratinócitos, e as mitoses ocorrem em menor número nessa camada. o Camada basal: A camada basal é constituída por células prismáticas ou cuboides, basófilas, que repousam sobre a membrana basal que separa a epiderme da derme. A camada basal é rica em células tronco (stem cells) da epiderme, e pode ser chamada de camada germinativa. - Apresenta intensa atividade mitótica, sendo responsável, junto com a camada espinhosa, pela constante renovação da epiderme. As células da camada basal contêm filamentos intermediários de queratina, que se tornam mais numerosos à medida que a célula avança para a superfície. - O processo de cicatrização se inicia por essa camada. → A derme, se divide em duas: o Derme papilar: camada fina e superficial de tecidos vascularizados frouxos. - Possui invaginações da epiderme com queratinócitos, por isso sua regeneração é mais fácil do que na derme reticular. o Derme reticular: mais profundo de tecidos mais densos e menos vascularizados, onde encontramos os anexos cutâneos. - Na derme reticular temos os anexos reticulócitos, e por ser mais profunda, possui uma maior dificuldade de cicatrizar. → Os vasos sanguíneos partem do tecido subcutâneo e entram na derme para formar os plexos subdermicos – perfura a derme – e subepidérmicos – abaixo da derme, próximo a hipoderme. → O plexo subdermico favorece o aumento da proliferação celular e o aumento de queratinócitos para o fechamento de uma possível lesão. → As outras camadas da epiderme, se nutrem por embebição, assim, quanto mais distante, menos nutrição elas têm, esse motivos delas serem anucleadas. Larissa Costa – 4° semestre – FTC 2 → O colágeno é um grande responsável na cicatrização, haja vista estar presente em vários tecidos. o COLÁGENO TIPO I: pele, tendão, cicatriz madura (tipo I e III 4:1) o COLÁGENO TIPO II: cartilagem o COLÁGENO TIPO III: vaso sanguíneo e cicatriz imatura o COLÁGENO TIPO IV: membrana basal TIPOS DE FERIMENTOS FERIMENTOS FECHADOS → Contusões → Distensões → Fraturas e luxações → As lesões podem não romper a pele, mas teremos lesões em outros tecidos, como tendões, músculos, tecido celular subcutâneo e ligamentos. FECHAMENTOS ABERTOS → Abrasivos: superfície desepidermizada – raladura. → Cortocontusas → Puntiforme: instrumentos pontiagudos (mesmo trajeto) → Perfurantes ou penetrantes → Incisos: instrumentos cortantes (tesoura ou bisturi) → Lacerações: irregulares → Avulsões: completas ou incompletas → Esmagamentos: lesão tecidual irreversível MORDEDURA ANIMAL → Contagem de bactérias altas → Avaliar fechamento o Fechamento: tempo, localização, infecção. o Cachorro e gato: amoxicilina-clavulonato + anti- rabica. o Humanas: amoxicilina-clavulonato + considerar profilaxia viral. → Gatos: Pasteurella multocida → Humana: Eikenella corrodens PROFILAXIA ANTI-TETÂNICO CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS CIRÚRGICAS → Limpa (classe I): não traumáticas e assépticas sem passagem pelo trato intestinal, respiratório ou genito urinário (1-5%). → Limpa contaminadas: pequenas violações da técnica asséptica, passagem por algum dos tratos (8-11%) → Contaminadas: ferida traumática ou extravasamento profuso do conteúdo (15-16%) → Sujas: drenagem de abcesso ou desbragamentos de tecido infectados (24-40%) LESÃO E RESPOSTAS TECIDUAI S → DEFINIÇÃO: O reparo de feridas é o esforço dos tecidos lesados para restaurar a função e a estrutura normais após o trauma. → Durante o esforço para restabelecer barreiras, muitas vezes o reparo minucioso é sacrificado por causa da urgência para o restabelecimento da função. → Em contrapartida, regeneração é a restauração perfeita da arquitetura do tecido preexistente na ausência de formação de cicatriz. o Embora a regeneração seja o objetivo no tratamento de feridas, ela só é encontrada no desenvolvimento embrionário, em organismos inferiores, ou em determinados compartimentos de tecido, tais como osso e fígado. → Na cicatrização de feridas do adulto humano, entretanto, a exatidão da regeneração é sacrificada pela velocidade de reparo. → Todas as feridas passam pelas mesmas etapas básicas de reparo. → Feridas agudas evoluem em um processo reparador ordenado e cronológico para atingir a restauração permanente da estrutura e da função. → A ferida crônica, no entanto, não evolui para restauração da integridade funcional. Ela persiste na fase inflamatória devido a uma variedade de causas, e não evolui para o fechamento. Larissa Costa – 4° semestre – FTC 3 FASES DA CICATRIZAÇÃO → As três fases da cicatrização de feridas são: o Inflamação (hemostasia) o Proliferação o Maturação (remodelação) → Todas as três fases podem ocorrer simultaneamente, e as fases podem se sobrepor com seus processos individuais. FASE INFLAMATÓRIA → Durante a reação imediata do tecido à lesão, ocorrem hemostasia e inflamação. → Esta fase representa a tentativa de limitar o dano mediante parada do sangramento, selamento da superfície da ferida e remoção de qualquer tecido necrótico, resíduos estranhos ou bactérias presentes. → Esta fase inflamatória se caracteriza por maior permeabilidade vascular, migração de células para a ferida por quimiotaxia, secreção de citocinas e fatores de crescimento na ferida e ativação das células migrantes. → Durante uma lesão tecidual aguda, a lesão dos vasos sanguíneos resulta em vasoconstrição local intensa inicialmente das arteríolas e capilares, seguida de vasodilatação e aumento da permeabilidade vascular. → Os eritrócitos e as plaquetas aderem ao endotélio capilar lesado, resultando na obstrução dos capilares e levando à parada da hemorragia. o A ativação destas plaquetas por ligação aos tipos IV e V de colágeno expostospelo endotélio lesado promove agregação plaquetária. → A ligação resulta em alterações na conformação das plaquetas, deflagrando vias de transdução de sinal intracelulares que resultam em ativação plaquetária e na liberação de proteínas ativas biologicamente. → Temos a liberação de aminas vasoativas, como a serotonina, que causam vasodilatação e permeabilidade vascular aumentada. → Os mastócitos aderidos à superfície endotelial liberam histamina e serotonina, contribuindo para o aumento da permeabilidade das células endoteliais e causando extravasamento de plasma do espaço intravascular para o compartimento extracelular, gerando edema. o A cascata da coagulação é iniciada, teremos a produção de protombinase, que potencializa a produção exponencial de trombina. A trombina, por sua vez, ativa plaquetas e catalisa a conversão de fibrinogênio em fibrina. As bandas de fibrina aprisionam hemácias, para formar o coágulo e selar a ferida. A malha resultante será a estrutura para células endoteliais, células inflamatórias e fibroblastos. → As quimiocinas, secretadas por mastócitos, estimulam a migração dos diferentes tipos de células, particularmente as células inflamatórias, na ferida. → Algumas dessas células inflamatórias, irá liberar fatores que promovem a aderência e a quimioatração de PMN, principalmente neutrófilos, os quais irão realizar a fagocitose dos patógenos. o Conforme os neutrófilos iniciam sua migração, eles liberam o conteúdo de seus lisossomos, facilitando a migração de outros neutrófilos. → A tumefação do tecido local é promovida, adicionalmente, pela deposição de fibrina, que se torna aprisionada nos vasos linfáticos. → A combinação de intensa vasodilatação e aumento da permeabilidade vascular leva a achados clínicos de inflamação, rubor (vermelhidão), tumor (tumefação), calor e dor. → A migração dos PMN cessa quando a contaminação da ferida foi controlada, em geral em poucos dias após a lesão. → Após 24 a 48 horas, a predominância de células na fenda da ferida muda para células mononucleares. Larissa Costa – 4° semestre – FTC 4 → O macrófago é a única célula verdadeiramente fundamental para a cicatrização de feridas, pois serve para orquestrar a liberação de citocinas e estimular muitos dos processos subsequentes de cicatrização. → Os macrófagos na ferida surgem ao mesmo tempo em que os neutrófilos desaparecem, induzindo à apoptose dos PMN. → Resíduos bacterianos podem ativar os monócitos para liberar radicais livres e citocinas que medeiam a angiogênese e fibroplasia. → Os macrófagos liberam proteinases que degradam a MEC, e removem material estranho, promovendo renovação da MEC e movimento celular pelos espaços teciduais. → Os macrófagos secretam muitas citocinas e fatores de crescimento, entre eles, a IL-1, uma citocina pró- inflamatória – resposta de fase aguda. → Este pirógeno endógeno provoca ativação de linfócito. → O macrófago processa resíduos estranhos, tais como bactérias ou proteínas do hospedeiro degradadas enzimaticamente, e funciona como célula apresentadora de antígeno para os linfócitos. Esta interação estimula a proliferação de linfócitos e a liberação de citocinas. → Os linfócitos T aparecem em números significativos na ferida por volta do quinto dia, com o pico ocorrendo por volta do sétimo dia. → Os linfócitos exercem a maioria de seus efeitos sobre os fibroblastos produzindo citocinas estimuladoras. RESUMO → Duração: 2 a 3 dias → Vasoconstrição + tampão plaquetário → Plaqueta (PDGF e TGFB – fatores de crescimento de plaqueta): estimulação da chegada de células de inflamatórias, principalmente monócitos. → Aumento da permeabilidade vascular, a fim de chegar mais células de defesa e o suporte sanguíneo. → Os neutrófilos são os primeiros a chegarem, atingindo o pico com 24 horas, ajudando no desbridamento da lesão, removendo patógenos de uma forma mais “grosseira”. → Depois teremos a chegada dos monócitos/ macrófagos, as principais células dessa fase, responsável por retirar as células mortas, impedindo infecção e realizam um estímulo pró-inflamatório, estimulando a atração dos fibroblastos e estimular a produção colágeno. FASE PROLIFERATIVA → À medida que as respostas agudas de hemostasia e inflamação começam a desaparecer, a estrutura da malha agora aguarda o reparo da ferida por meio da angiogênese, fibroplasia e epitelialização. → Este estádio caracteriza-se pela formação de tecido de granulação, que consiste em um leito capilar, fibroblastos, macrófagos e um frouxo arranjo de colágeno, fibronectina e ácido hialurônico. → Angiogênese é o processo de formação de novos vasos sanguíneos e é necessária para manter um ambiente de cicatrização da ferida. o Após a lesão tecidual, células endoteliais ativadas degradam a membrana basal das vênulas pós-capilares, possibilitando migração de células através desta abertura. o A divisão destas células endoteliais migratórias resulta na formação de túbulo. o Por fim, ocorre a deposição da membrana basal, resultando em maturação capilar. → A angiogênese parece ser estimulada e manipulada por uma variedade de citocinas, predominantemente produzidas por macrófagos e plaquetas. → Os fibroblastos não chegam à fenda da ferida por diapedese a partir de células circulantes. → Após a lesão tecidual, os fibroblastos são quimioatraídos para o local inflamatório, onde se dividem e produzem os componentes da MEC. → Após estimulação pelas citocinas e fatores de crescimento derivados de macrófagos e plaquetas, o fibroblasto sofre replicação e proliferação. → A função primária dos fibroblastos é sintetizar colágeno, que eles começam a produzir durante a fase celular da inflamação. → O período para o aparecimento do colágeno, geralmente é de 3 a 5 dias, dependendo do tipo de tecido lesado, sendo denominado fase de retardo de cicatrização da ferida. → A taxa de síntese de colágeno declina após 4 semanas, acabando por equilibrar a taxa de destruição de colágeno pela colagenase (MMP-1). → Nesse ponto, a ferida entra na fase de maturação do colágeno, que pode durar meses, ou mesmo anos. → Os níveis de glicoproteínas e mucopolissacarídeos diminuem durante a fase de maturação, e novos capilares retrocedem e desaparecem. → Estas alterações modificam a aparência da ferida e aumentam sua resistência. → A reepitelização de feridas começa horas após a lesão. → No início, a ferida é rapidamente selada por formação de coágulo e, então, por migração de células epiteliais (epidérmicas) através do defeito que permite a passagem. Larissa Costa – 4° semestre – FTC 5 → Os queratinócitos localizados na camada basal da epiderme residual ou na profundidade de apêndices dérmicos revestidos de epitélio migram para recobrir a ferida. → A epitelização envolve uma sequência de alterações nos queratinócitos da ferida – separação, migração, proliferação, diferenciação e estratificação. → As células são estimuladas a migrar, ao chegar no lugar da lesão, as células epidérmicas expressam receptores de integrina que permitem que elas interajam com proteínas da MEC, como fibronectina. → As células migrantes dissecam a ferida, separando a escara dissecada do tecido viável. o Esta via de dissecção é determinada pelas integrinas que as células epidérmicas expressam em suas membranas celulares. → As células migrantes são também fagocitárias, removendo resíduos em seu trajeto. → As células atrás da margem condutora das células migrantes começam a proliferar. → Após a ferida ser completamente reepitelializada, as células tornam-se colunares e estratificadas de novo, fixando-se firmemente à membrana basal restabelecida e à derme subjacente. RESUMO → Duração: 3 dias a 3 semanas → Os fibroblastos,principais células da segunda fase, aumentam em número, chegando ao pico em torno de 7 dias. → Os fibroblastos são responsáveis por produzir colágeno III, o que é essencial para o fechamento da lesão. → O colágeno estimula a angiogênese, a fim de chegar mais vascularização e células de defesa, além da epitelização. o O processo de epitelização é interrompido quando as bordas das feridas se aproximam. → O teor de colágeno aumenta até 3 semanas, e os fibroblastos começam a se unir as células de musculatura lisa, tornando-se os miofibroblastos, a fim de realizar a contração da ferida. → Produção e decomposição: equivalente. MATURAÇÃO → A contração da ferida parece ocorrer por uma interação complexa dos materiais extracelulares com os fibroblastos, e não é totalmente compreendida. → Vários estudos têm mostrado que os fibroblastos em uma ferida que se contrai sofrem alteração transformando-se em células estimuladas, referidas como miofibroblastos. → Estas células têm estrutura e função em comum com os fibroblastos e células de músculo liso. → Parece que o fibroblasto estimulado desenvolve capacidade contrátil relacionada com a formação de complexos actina-miosina citoplasmáticos. → Quando esta célula estimulada é colocada na treliça de colágeno povoada de fibroblastos, ocorre uma contração até mais rápida. → A tensão que é exercida pela tentativa dos fibroblastos de se contraírem parece estimular as estruturas de actina- miosina em seu citoplasma, favorecendo o fechamento da ferida. → Posteriormente, a ferida irá sofrer uma remodelação, assim a população de fibroblastos diminui e a densa rede capilar regride. → Embora a ligação cruzada de colágeno provoque contração adicional da ferida e aumento na resistência, ela também resulta em uma cicatriz mais frágil e menos elástica que a pele normal. → A perda de estruturas da nova pele resulta em maior fragilidade e predispõe a neoepiderme a avulsão após traumatismo mínimo. RESUMO → Nessa fase a lesão já está próxima a ser fechada ou já está fechada, teremos o aumento da espessura da epiderme. → Temos o aumento da produção de colágeno de 6 meses a 1 ano. → Ocorre a substituição do colágeno tipo III pelo tipo I, até a proporção 4:1. o O tipo III é bem desorganizado, essas fibras de colágeno vão se dispondo de formas mais paralelas e organizadas, até chegar na proporção da pele madura. → Resistência da ferida aumenta à medida que o colágeno se reorganizada ao longo das linhas de tensão e forma linhas cruzadas, a fim de resistir as tensões que a pele sofre pelo meio externo. → Aumento da vascularização. → Os fibroblastos e miofibroblastos ajudam no fechamento da ferida. Larissa Costa – 4° semestre – FTC 6 DIFERENTES TECIDOS E A CICATRIZAÇÃO OSSO → Fratura: fase inflamatória → OSTEOINDUÇÃO: células precursoras do endosteo, do perioseo e tecidos circundantes se transformam em osteoblastos. → OSTEOCONDUÇÃO: osteoblastos entram no local da fratura. → Primeiro temos a formação do calo ósseo, formando por fibroblastos e osteoblastos. → Posteriormente, teremos o remodelamento, que dará origem ao osso laminar, que possui uma resistência muito maior. → Após o remodelamento a estrutura óssea fica semelhante ao osso normal. NERVO → Ao cortar o nervo, teremos a degeneração walleriana, o cabo fica oco, assim, na porção anterior ao corte, não conseguiremos passar a informação adiante, formando o neuroma – bolo de nervo acumulado. → Assim, é necessário o reparo deve ser o mais rápido possível, já que a cicatrização é extremamente lenta, podendo levar muito tempo, principalmente quando a lesão atinge nervos mecânicos. → Distal (axônio): fagocitados por macrófagos e células de schwann. → Proximal (axônio): produzem uma ou mais fibras regenerativas mielinizadas (unidade regenerativa). FÍGADO → Único órgão do corpo humano que consegue se regenerar, assim com lesões pequenas o hepatócito se regenera. → A regeneração é sem formação de cicatrização e fibrose. CICATRIZAÇÃO FETAL → Quando é realizado algum procedimento invasivo no feto, principalmente até o segundo trimestre de gestação, como amniocentese para verificação de cariótipo, o bebê nasce sem cicatrizes ou fibrose, isso se dá pelo fato de: o O líquido amniótico é estéril, e possui fatores de crescimentos e moléculas que compõe o extra celular, facilitando a regeneração. → A fase inflamatória mínima, macrófago mínimo. CICATRIZAÇÃO DA PELE → Formação de tecido conjuntivo de ferida e epitelização. → Camada simples de células que avançam da borda depois da primeira camada se estratificar. → Quando a ferida é profunda, a fase inflamatória é prolongada e produz mais colágeno e a ferida se contrai. → Pouca resistente: 2 a 3 semanas de fase inflamatória e proliferativa. → Remodelação: ferida ganha resistência. → 6 semanas: 50% da resistência final → Aumento contínuo e lento da resistência de 6 a 12 meses, chegando a uma resistência máxima de 75% do tecido normal. COMO EVITAR CICATRIZ INDESEJÁVEIS → Conhecimento de áreas de alternância de luz → Linhas de Langer/ linhas de força: perpendicular as linhas das fibras do músculo. o EX: incisão no musculo frontal faz-se de forma horizontal, já que as fibras desse musculo são verticais. → Alteração de pigmentação da pele → Conhecimento de áreas de camuflagem (sulcos naturais do nosso corpo, onde roupas escondem). CICATRIZ PATOLÓGICA → Nesses casos temos cicatrizes no processo ativo, com a fase inflamatória em intenso funcionamento. → As cicatrizes possuem muita vascularização, queratinócitos e espessamento da epiderme. FATORES GERAIS PARA CICATRIZAÇÃO IDADE → Os idosos possuem a cicatrização mais lenta, devido a diminuição dos macrófagos com o passar da idade, fazendo com que tenha um retardo na fase inflamatória. → A cicatriz é mais branda, devido a pele ser mais fina e enrugada, facilitando escondê-la. → Porém, devido a pele ser mais fina torna-se mais fácil o rompimento dessa cicatriz. INFECÇÃO → Fase inflamatória prolongada → Interferência na epitelização, contração e deposição de colágeno. Larissa Costa – 4° semestre – FTC 7 → Edotoxinas: fagocitose e liberação de colagenoses, que degradam os tecidos lesados e saudáveis. FATOR DE INFECÇÃO → Definição de lesão infeccionada:105 ufc/g → Aumenta a chance de cicatriz hipertrófica → Pode ocorrer perda de enxertos e retalhos → O desbridamento torna-se necessário para diminuir a infecção. → A colonização de bactérias não inibe a cicatrização, a infecção sim. HIPÓXIA → O2: participa da síntese de colágeno e da divisão celular. → Desse modo, com a ausência de O2 teremos o retardo na migração celular dificultando o processo de cicatrização. → Pressões menores de 35mmHg nos vasos, não permite a chegada de sangue na região. → A ausência de O2 contribui para menor resistência das fibras de colágeno. → O2 no pós operatório melhora a cicatrização. → Aterosclerose, ICC, tensão aumentada na ferida, isquemia e insuficiência venosa → interferem na cicatrização. FATORES QUE CONTRIBUEM PARA CICATRIZAÇÃO RUIM POR HIPÓXIA → Insuficiência arterial: inibe o a produção de colágeno e predispõe a infecções. o Tratamento da doença antes do fechamento. → Insuficiência venosa: a pressão venosa elevada causa extravasamento e acúmulo de proteína, o que diminui a difusão de oxigênio. o Aumento da pressão causa edema. → Úlceras de pressão: aumenta a pressão capilar, impedindo que o sangue chegue à região, causando lesões por isquemias. o Pressão capilar persistente maior que 32 mmHg. FATOR IRRADIAÇÃO → Irradiação isquêmica da fibrose vascular → Lesão nos fibroblastos. FERIDAS CRÔNICAS → Deficiência de fatores de crescimento → TNF alfa e IL1 aumentando→ A dificuldade de reparo é devido a diminuição da adesão celular e aumento da colagenase. OUTROS FATORES SISTÊMICOS → Desnutrição o Devido o catabolismo proteico, a albumina está adultos > idosos → Mais comum em negros e asiáticos → Predisposição genética → Familiar → Mulher = homem LOCAIS → Tórax anterior → Deltoide → Lóbulo da orelha PATOGÊNESE → A tensão aumenta, assim os fibroblastos produzem mais colágeno e as fibras tendem a ficar orientada na direção da tensão. A cicatriz fica contra a linha de força, e as lesões que têm mais predisposição a se tornar queiloide são aquelas extensas e cicatrização por segunda intenção. TRATAMENTO CICATRIZ HIPERTRÓFICA → Rósea, limitada as bordas. → Eventual prurido e dor. → Para de crescer e regride com o tempo. → Compressão efetiva. → Independe da técnica cirúrgica. → Colágeno tipo III organizados paralelos com miofibroblastos abundantes e colágeno extra celular. → Mais comum, aparecendo em 5-15% das cicatrizes. TRATAMENTO → Desde a década de 70 temos um efetivo tratamento e prevenção de cicatrizes hipertróficas. → É usada roupas de compreensão, como meias e sutiã, com uma pressão recomendada de 24 a 30 mmHg. → Ocorre a oclusão de pequenos vasos dentro da cicatriz, fazendo uma pequena isquemia e reduzindo o número de fibroblastos e a formação de colágeno. → Diminuição da alfamacroglobulina que inibe a colagenase. → Ressecamento estabilização dos mastócitos. → Na década de 80 vieram as placas de silicone gel, que melhoram as cicatrizes hipertróficas e queloides. → Exerce um controle cicatricial, aumenta a temperatura da cicatriz, potencializa a atividade da colagenase e exerce compressão local. → TGF beta-2 está reduzido quando há exposição ao silicone. CONTRAÇÃO X CONTRATURA → A CONTRAÇÃO da ferida ocorre pelo movimento centrípeto de toda a espessura da pele circundante, reduzindo a quantidade de cicatriz desorganizada. → A CONTRATURA da ferida, em contrapartida, é uma constrição física ou limitação de função, e é resultante do processo de contração da ferida. o Ocorrem contraturas quando uma cicatriz excessiva excede a contração normal da ferida e resulta em incapacidade funcional. o Cicatrizes que atravessam articulações e impedem a extensão, ou cicatrizes que envolvem a boca ou a pálpebra e causam ectrópio, são exemplos de contraturas.