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PARAMENTAÇÃO 
CIRÚRGICA 
A paramentação cirúrgica refere-se ao conjunto 
de barreiras físicas que visam evitar a 
contaminação do sítio cirúrgico e proteger os 
profissionais de saúde contra a exposição a 
fluidos corporais. 
O QUE É PARAMENTAÇÃO 
CIRÚRGICA 
 
- Uniforme privativo: atua como uma barreira contra microorganismos. 
- Gorro: impede a liberação de pelos e secreções do couro cabeludo. 
- Máscara: protege contra a transmissão de gotículas respiratórias. 
- Avental: fornece uma camada adicional de proteção. 
- Luvas: essenciais para evitar o contato direto com sangue e fluidos 
corporais. 
- Campos cirúrgicos: utilizados para cobrir a área operatória e manter a 
esterilidade. 
- Protetor ocular: protege os olhos de possíveis respingos. 
COMPONENTES DA 
PARAMENTAÇÃO CIRÚRGICA 
A paramentação é realmente necessária para prevenir riscos 
biológicos em cirurgia? 
 
Sim, a paramentação cirúrgica é fundamental para prevenir riscos 
biológicos. 
A infecção do sítio cirúrgico é uma das complicações mais comuns 
em procedimentos cirúrgicos, sendo a manipulação do local uma 
das principais causas de contaminação. 
O ambiente cirúrgico pode ser dividido em 
diferentes zonas, que possuem regras próprias de 
circulação dos profissionais. 
 
Assim sendo, antes de entrar nesse ambiente é 
importante que você esteja familiarizado com 
essas zonas e como transitar entre elas. 
PORQUE REALIZAR 
PARAMENTAÇÃO? 
PORQUE REALIZAR 
PARAMENTAÇÃO? 
As zonas do centro cirúrgico são: 
 
1. Irrestrita ou zona de proteção; 
2. Semi-restrita ou zona limpa; 
3. Restrita ou zona estéril. 
 
Sala 
Cirúrgica 
Farmácia Secretária 
Distribuição 
CME 
Recuperação 
Eletiva 
Vestiário 
Masculino 
Recepção do 
Paciente 
Área de 
Transferência 
Vestiário 
Feminino 
Sala de Material 
Limpeza 
Rouparia Expurgo 
Sala 
Cirúrgica 
Sala 
Cirúrgica 
Sala 
Cirúrgica 
LAVABO LAVABO 
Zona de Proteção Zona Limpa Zona Estéril 
ZONA IRRESTRITA 
A zona irrestrita ou zona de proteção é onde a circulação é livre. 
Ela é composta por alguns ambientes, como: 
• Vestiários feminino e masculino. ; 
• Sala de espera, onde familiares aguardam notícias sobre procedimentos 
cirúrgicos; 
• Área de transferência, onde o paciente é trocado para uma maca nova, 
com nova rouparia; 
• Expurgo, local de descarte de materiais e fluidos advindos das cirurgias; 
• Corredor periférico, que contorna as salas de cirurgia. 
ZONA SEMI-RESTRITA 
Na zona semi-restrita o trânsito de pessoas não é livre. 
Por isso, os profissionais e estudantes que circularem nesse ambiente devem estar 
vestidos com roupa privativa. 
Sua composição se dá pelos seguintes ambientes: 
• Sala de recepção dos pacientes; 
• Secretaria e área de prescrição médica; 
• Farmácia; 
• Conforto médico; 
• Sala de recuperação pós-anestésica; 
• Serviços auxiliares; 
• Lavabos para lavagem de mãos. 
ZONA RESTRITA 
Como o próprio nome sugere, a zona estéril exige ainda mais cuidado por parte 
dos profissionais que circularão por ela. Isso é justificado porque ela é composta 
pelas salas cirúrgicas. 
 
Assim, os profissionais nesse ambiente estão diretamente envolvidos no 
procedimento que esteja ocorrendo. 
 
Com isso, além das vestimentas usadas na zona semi-restrita, o profissional 
deverá estar com a máscara cirúrgica, caso o LAP de campos esteja aberto. 
O PASSO A PASSO DA 
PARAMENTAÇÃO CIRÚRGICA 
A paramentação cirúrgica é a atitude de proteger 
biologicamente tanto o seu paciente quanto você de 
possíveis contaminações durante o ato cirúrgico. 
O PASSO A PASSO DA 
PARAMENTAÇÃO CIRÚRGICA 
2 Secagem 
correta 
1. Degermação 
cirúrgica das mãos 
e antebraços 
4. Calçamento 
de luvas 
estéreis;. 
3. Vestimenta do 
avental cirúrgico; 
CONCEITOS DA 
PARAMENTAÇÃO CIRÚRGICA 
ASSEPSIA ANTISSEPSIA 
A ASSEPSIA E A ANTISSEPSIA SÃO 
DOIS CONCEITOS DIFERENTES, 
PORÉM MUITO CONFUNDIDOS PELOS 
PROFISSIONAIS DE SAÚDE. 
ASSEPSIA 
A assepsia é um conjunto de medidas que objetivam impedir que 
agentes infecciosos penetrem em ambientes que já não o 
contém. 
 
Como exemplo disso, as luvas cirúrgicas estéreis, por si só, não 
contém microrganismos. Assim, o seu uso constitui uma medida 
de assepsia, que visa proteger o paciente e sua ferida operatória 
de contaminação. 
ANTISSEPSIA 
A antissepsia visa inibir a colonização por microrganismos, 
mesmo que isso signifique a presença deles, porém de forma 
controlada. 
 
 
A exemplo, o uso de agentes antissépticos, como álcool 70% ou 
clorexidina na degermação da pele do paciente visam conter 
essa colonização. 
COMO CIRCULAR DENTRO 
DO AMBIENTE CIRÚRGICO? 
A circulação dentro do ambiente cirúrgico deve 
ser feita com cuidado, visto que algumas 
superfícies não podem ser tocadas. 
 
 
A transição da equipe é melhor feita aos pés do 
paciente. 
 
Apenas entre na sala com máscara cirúrgica. 
 
LAVAGEM CIRÚRGICA DAS MÃOS 
Assim como a degermação do paciente, a lavagem cirúrgica das 
mãos é uma técnica de antissepsia para o procedimento cirúrgico. 
 
Ela tem a finalidade, de eliminar a microbiota transitória da pele do 
profissional. 
 
Além disso, toda a equipe que estará em campo, ou seja, participará 
ativamente da cirurgia, deverá realizar esse tipo de lavagem. 
 
SEGUNDO A ANVISA, a duração da lavagem 
cirúrgica das mãos deve ser entre 3 a 5 
minutos para a primeira cirurgia. 
 
A partir dela, sendo realizada cirurgias em 
sequência, ela pode ter uma duração 
menor, de 2 a 3 minutos. 
https://www.gov.br/anvisa/pt-br
QUANDO TROCAR AS LUVAS 
ESTÉREIS? 
O uso de luvas estéreis é uma medida importante de proteção do seu 
paciente e sua, sendo uma técnica de assepsia. 
 
Assim, elas devem ser trocadas por novas nas seguintes situações: 
1. A cada 6 horas de uso ou acada 2 horas em casos especiais 
2.Em caso de contaminação, trocadas por novas estéreis. Um exemplo 
dessa situação seria tocar em uma superfície não estéril ou mesmo 
abaixar a mão a um nível de risco; 
3.Em caso de rompimento, realizar uma nova lavagem cirúrgica das mãos 
por 2 a 3 minutos e calçar novas. 
AVENTAIS CIRÚRGICOS 
Os aventais cirúrgicos fazem parte da rouparia estéril usada durante o 
procedimento cirúrgico pela equipe que participará ativamente do 
procedimento. 
 
Deve ser vestido imediatamente após a lavagem cirúrgica das mãos e 
secagem das mãos. 
 
Os aventais possuem alças laterais. Elas devem ser amarradas, mas não por 
você. 
A enfermeira circulante ou alguém próximo que não está paramentado 
realizará essa amarração, com o cuidado de não tocar na face externa 
(estéril) do seu avental. 
COMO VESTIR O AVENTAL 
CIRÚRGICO 
1. Suspenda o avental em bloco pela borda interna do avental. Levantar o avental em 
bloco significa pegá-lo como um todo, sem que ele se abra e toque nas superfícies 
adjacentes contaminadas. 
2.Após pegar o avental, se afaste de tudo próximo à você. Vá para uma área da sala 
cirúrgica que esteja livre de equipamentos e pessoas, distante da mesa cirúrgica e 
instrumental. 
3.Sustentado pela porção superior do avental, abra-o de maneira que a sua dobra se 
desfaça naturalmente, como um lençol. Lembre-se: ele não deve tocar em nada, 
muito menos no chão. 
 
COMO VESTIR O AVENTAL 
CIRÚRGICO 
4. Vista o avental cirúrgico, inserindo os braços nas mangas. Mais uma vez: não toque 
ou se apoie na face externa do avental: ela estará em contato com o paciente. 
 
5. Vestido, entenda que, agora, a face interna do avental que está em contato com o 
seu pijama privativo está contaminada. Ou seja, a partir desse momento você não 
deve mais tocar nessa porção, que fatalmente te contaminará e exigirá que todo o 
processo seja iniciado do zero. A enfermeira circulante realizará a amarração das alças 
laterais, como comentado no tópico anterior. 
 
A paramentação cirúrgica é uma prática essencial na prevenção de 
infecções e na proteção de profissionais de saúde. 
 
Suaeficácia depende não apenas dos materiais utilizados, mas também da 
formação adequada dos profissionais e da implementação de protocolos 
rigorosos.

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