Em um início de noite no setor de radiologia intervencionista, a equipe se prepara para realizar uma punção guiada por tomografia em um paciente oncológico com forte dor abdominal. O procedimento exige esterilidade rigorosa, monitoramento contínuo e comunicação efetiva entre enfermagem, tecnólogo e radiologista. Enquanto organiza o material estéril, o tecnólogo percebe que a sala ainda apresenta marcas de um procedimento anterior: a mesa não foi completamente higienizada, o carrinho de emergência está parcialmente desabastecido e há um recipiente contendo contraste parcialmente utilizado sem rótulo atualizado. O paciente, ansioso e debilitado, já se encontra na sala, aguardando com dificuldade para permanecer imóvel. O radiologista, pressionado pelo acúmulo de procedimentos, sugere começar imediatamente “para não atrasar a lista”, alegando que a higienização pode ser finalizada durante o preparo do campo estéril. Enquanto isso, um enfermeiro relata que há alta circulação de profissionais no corredor, o que pode comprometer o controle do ambiente durante um procedimento que exige fluxo restrito. O tecnólogo reconhece que procedimentos especiais aumentam a complexidade da biossegurança, pois envolvem riscos físicos, biológicos e