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Questões resolvidas

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Biodisponibilidade de nutrientes
Importância do conhecimento da biodisponibilidade dos nutrientes para a recomendação nutricional.
Profa. Carolina Beres
1. Itens iniciais
Propósito
Compreender os conceitos de biodisponibilidade e bioacessibilidade, além das particularidades da absorção
de nutrientes, para o norteamento da prescrição nutricional com a adequada utilização das recomendações
internacionais vigentes.
Preparação
Antes de iniciar o conteúdo deste tema, tenha à mão as recomendações nutricionais vigentes.
Objetivos
Reconhecer as recomendações nutricionais no processo de prescrição dietética
Identificar o conceito de biodisponibilidade e sua importância na recomendação nutricional
Introdução
Uma das atribuições do profissional nutricionista é a prescrição dietética. Mesmo sendo considerada uma
atividade individualizada, existem recomendações nutricionais mínimas e máximas de nutrientes reconhecidas
mundialmente. As recomendações baseadas em estudos científicos auxiliam no equilíbrio de uma prescrição
individualizada.
 
Diversos fatores são levados em consideração na determinação das recomendações nutricionais, dentre eles,
a biodisponibilidade dos nutrientes. Desse modo, serão abordados os principais fatores que influenciam na
biodisponibilidade dos nutrientes e, consequentemente, em sua recomendação.
• 
• 
1. As recomendações nutricionais no processo de prescrição dietética
Avaliação Nutricional
O estado nutricional do indivíduo e o atendimento às necessidades fisiológicas estão diretamente
relacionados. Informações como história clínica, consumo dietético, hábitos sociais, dados antropométricos e
bioquímicos permitem, juntos, a elaboração do diagnóstico nutricional, servindo de base para o planejamento
e a orientação dietética.
 
A avaliação nutricional tem por objetivo avaliar os hábitos alimentares do indivíduo e identificar problemas
nutricionais, o que irá proporcionar uma melhoria na qualidade de vida. A classificação e a quantificação da
ingestão de alimentos é parte importante da avaliação nutricional, sendo utilizada para a tomada de decisão
quanto à adequação do consumo alimentar do indivíduo e indicando a melhor conduta dietoterápica.
Recomendação nutricional
Existem padrões estipulados para recomendação de ingestão alimentar. Esses valores de referência são
estimados objetivando atender às necessidades energéticas e fisiológicas de indivíduos ou grupos de
semelhantes. Denominadas recomendações nutricionais passam por atualizações frequentes em relação a
diferentes necessidades, de acordo com o estágio de vida, carência ou efeito tóxico relacionado ao consumo
em excesso de nutrientes (MOREIRA et al., 2012).
A primeira recomendação nutricional registrada foi definida em 1941 pela Food and Nutrition Board, sendo
denominada como: Recommended Dietary Allowance. O documento tinha por objetivo definir metas para uma
boa nutrição. Com o tempo, ficou claro que as avaliações deveriam ser revistas de acordo com a regionalidade
e as modernidades. Portanto, diversos países fizeram alterações específicas, por exemplo o Canadá, que fez
uma última atualização em 1990, e, no mesmo ano, o Brasil, por meio da: Sociedade Brasileira de Alimentação
e Nutrição (SBAN), publicou Aplicações das recomendações nutricionais adaptadas à população brasileira.
Veja, a seguir, a recomendação nutricional de acordo com sexo e estágio de vida, publicada em 1989 e
conhecida como RDA:
Recommended Dietary Allowance
RDA
No período de 1997 a 2004, os EUA e o Canadá fizeram uma atualização das recomendações baseados nos
seus perfis populacionais. Estas foram publicadas e seu uso extrapolado para toda população mundial. Hoje,
as Dietary Reference Intakes (DRI) são o conjunto de recomendações mais utilizadas na elaboração da
prescrição dietética. Os nutrientes são recomendados de acordo com a necessidade do organismo e níveis de
segurança para que haja uma adequada ingestão sem risco de uma intoxicação, determinando, portanto,
níveis máximos e mínimos. Nas DRIs, são indicados níveis de macronutrientes e micronutrientes com base em
quatro referências, sendo, portanto, mais abrangentes que as RDAs.
Para determinação das DRIs, consideraram-se:
 
A informação disponível sobre o balanço de nutriente no organismo.
O metabolismo nas diferentes faixas etárias.
A diminuição de risco de doenças.
As variações individuais nas necessidades de cada nutriente.
A biodisponibilidade dos nutrientes.
Os erros associados aos métodos de avaliação do consumo dietético.
 
Veja, a seguir, as definições dos níveis de referência utilizados como base para formulação das DRIs de acordo
com a NRC:
Nível de referência Definição
Necessidade Média
Estimada (Estimated
Average Requirement –
EAR)
Valor de ingestão diária de um nutriente que se estima suprir a
necessidade de metade (50%) dos indivíduos saudáveis de um
grupo de mesmo gênero e idade. Corresponde à mediana da
distribuição de necessidade de um nutriente.
Ingestão Diária
Recomendada
(Recommended Dietary
Allowance – RDA)
Nível de ingestão dietética diária suficiente para atender às
necessidades de um nutriente de todos os indivíduos saudáveis
de um grupo de mesmo gênero e idade.
Ingestão Adequada
(Adequate Intake – AI)
Utilizada quando não há dados suficientes para a determinação
da EAR ou RDA. Considerado um valor estimado, baseado em
níveis ajustados experimentalmente ou em aproximação da
ingestão observada de nutrientes de um grupo de indivíduos
saudáveis.
Limite Superior Tolerável
de Ingestão (Tolerable
Upper Intake – UL)
Valor máximo de ingestão diária continuada de um nutriente
que, aparentemente, não oferece risco de efeito adverso à
saúde para a maioria dos indivíduos em determinado estágio de
vida ou gênero.
NRC(National Academic Press)
• 
• 
• 
• 
• 
• 
A utilização de cada uma das recomendações
deve ocorrer de acordo com a ingestão do
indivíduo ou de acordo com a informação
disponível para o nutriente em questão. Caso
um indivíduo esteja com ingestão abaixo da
recomendada pela EAR, deve-se adequar ao
que é sugerido na própria EAR. Porém, existem
alguns nutrientes que ainda não têm
determinação de EAR ou RDA, como vitamina K,
cromo, manganês, cálcio, ácido pantotênico,
biotina, colina, ácido linoleico, ácido linolênico,
fibras, água, potássio, sódio e cloro. Nesses
casos, a AI deverá ser utilizada como base para
recomendação (VIEIRA et al., 2008).
 
Por fim, o Limite Superior Tolerável de Ingestão (UL) foi necessário quando se observou um crescimento no
processo de fortificação de alimentos e na suplementação de nutrientes.
 
A maior parte da população não apresenta qualquer reação quando exposta a altas concentrações de
nutrientes. Existe, porém, uma parcela da população que pode apresentar características fisiológicas mais
suscetíveis a processos adversos quando exposta a altas concentrações de algum elemento químico. Essa
distribuição pode ser observada na figura a seguir, na qual a maior distribuição populacional consome uma
ingestão média de suplementos, enquanto uma pequena parcela ingere acima dos limites máximos, o que
pode desencadear danos à saúde.
Relação entre a frequência de ingestão e a quantidade de suplemento ingerida.
A relação do agravamento dos efeitos produzidos pelo excesso de nutrientes é diretamente proporcional à
quantidade que foi excedida, ou seja, quanto maior a quantidade do elemento consumido, mais graves os
sintomas.
Atenção
É importante lembrar que não há UL definido para todos os nutrientes, já que a definição desse limite é
baseada em estudos onde há exposição a um agente e a avaliação do risco, associado com estudos
epidemiológicos e toxicológicos. Porém, nenhum risco é esperado caso o limiar predeterminado não seja
ultrapassado. Os limiares são definidos de acordo com particularidades dos indivíduos dentro de uma
população. 
A comissão da Food and Agriculture Organization (FAO) da World Health Organization (WHO) para aditivos
alimentares tem identificado fatores que influenciamnessas diferenças entre indivíduos. Para tais
determinações, são utilizados índices como o No Observed Adverse Effect Level (NOAEL) e o Lowest
Observed Adverse Effect Level (LOAEL), como indicado na figura a seguir (FAO/WHO, 2005).
 
Relação entre o risco de inadequação de ingestão dos nutrientes e o risco de aparecimento de efeitos
adversos com os níveis de ingestão.
Utilização de EAR e RDA
para indivíduos
 
A RDA pode ser definida como a ingestão diária
de um nutriente que se considera suficiente
para atender os indivíduos saudáveis de um
grupo etário de mesmo sexo. A RDA só poderá
ser estabelecida após a definição de EAR. Ambas serão utilizadas para guiar a recomendação de ingestão
realizada no processo de prescrição dietética.
A primeira etapa recomendada para prescrição é a obtenção de informação sobre a ingestão alimentar de
acordo com o relato do indivíduo, considerando variedades e monotonia da alimentação, dias da semana,
estação do ano, férias e ocasiões especiais, apetite, que pode variar de acordo com condições físicas, como
períodos menstruais e mudança na intensidade de atividade física.
 
Quanto mais dias puderem ser avaliados, melhor o parâmetro do perfil do indivíduo. Para obtenção dessas
informações, várias ferramentas podem ser utilizadas, como recordatório 24h e lista de frequência alimentar.
Porém, deve-se levar em consideração que a estimativa dos hábitos alimentares e das quantidades
consumidas pelos indivíduos pode levar a uma sub ou superestimação.
Utilização de EAR e RDA para grupos
A determinação do ajustamento de ingestão de
um nutriente por um grupo é baseada na
relação entre o número de indivíduos que
ingerem uma quantidade usual do nutriente e o
número de indivíduos que ingerem menos que a
quantidade usual. Para a saúde pública, essa
relação é determinante para traçar um perfil
alimentar da população e direciona os
programas públicos para a melhoria da
qualidade da ingestão alimentar desses grupos.
O desafio maior é a identificação do consumo
alimentar em um grupo, desse modo, a determinação acaba sendo estimada e uma média é utilizada. Uma
prescrição dietética adequada deve levar em consideração a recomendação estipulada para o nutriente e a
ingestão relatada pelo indivíduo.
Considere como exemplo as recomendações dos micronutrientes para um adulto listadas no quadro a seguir:
 
Recomendações e limites de micronutrientes.
Recomendações/limites 
Micronutrientes (mg)*
Cálcio Ferro Tiamina Riboflavina Niacina Vitamina C
EAR - 8,1 0,9 0,9 11 60
RDA - 18 1,1 1,1 14 90
AI 1.000 - - - - -
UL 2.500 45 ND ND 35 2.000
Valores de micronutrientes em miligrama por dia para um adulto. Ministério da Saúde adaptado Carolina Beres.
Ao utilizar o quadro acima, pode-se observar que os valores dos micronutrientes que precisam ser ingeridos
por um indivíduo adulto saudável devem se encontrar na quantidade recomendada em EAR ou AI, e no limite
máximo determinado por UL, quando informado. Por exemplo, a ingestão recomendada de ferro deve ser de
8,1 mg a 45 mg, para, desse modo, atender às necessidades nutricionais e evitar efeitos prejudiciais causados
pelo excesso desse mineral. A partir dessa comparação, podemos determinar se a ingestão de nutrientes de
um indivíduo está adequada ou não.
 
Observe o exemplo no quadro a seguir:
 
Adequação entre recomendações e limites de ingestão, e um exemplo de ingestão de micronutrientes.
Recomendações /
Limites /
Ingestão 
Micronutrientes (mg)*
Cálcio Ferro Tiamina Riboflavina Niacina Vitamina
C
EAR - 8,1 0,9 0,9 11 60
RDA - 18 1,1 1,1 14 90
AI 1000 - - - - -
Recomendações /
Limites /
Ingestão 
Micronutrientes (mg)*
Cálcio Ferro Tiamina Riboflavina Niacina Vitamina
C
UL 2500 45
ND ND
35 2000
Ingestão 820 0,78 1,2 1,1 16 85
Avaliação Inadequado Inadequado Adequado Adequado Adequado Adequado
Valores de micronutrientes em miligrama por dia para um adulto. Ministério da Saúde adaptado Carolina Beres.
A partir do quadro, podemos observar que a ingestão de tiamina, riboflavina, niacina e vitamina C estão
adequadas, porém, os valores de ferro e cálcio estão abaixo dos recomendados pelas definições de EAR e de
AI.
 
Observa-se, portanto, a necessidade de ajuste na dieta, para que haja melhor adequação aos micronutrientes
em questão. Ambos, EAR e AI, têm por objetivo promover uma alimentação saudável ao indivíduo. Contudo, os
valores de AI são menos acurados que os de EAR, já que são determinados por uma estimativa, necessitando
de muitas amostras para uma avaliação correta. Portanto, os valores de AI costumam ser numericamente
maior que os de EAR e, consequentemente, de RDA, sendo necessário um uso cuidadoso dessa
recomendação (NIH, 1998).
 
Além dos micronutrientes, há recomendação para os macronutrientes que são necessários em maiores
quantidades, conferindo ao organismo a energia que os alimentos fornecem. A recomendação mais utilizada
mundialmente é a da FAO/OMS de 2003, exposta de forma resumida no quadro a seguir:
Nutrientes Quantidade recomendada
Gordura total 15 – 30% do total de energia diária
Carboidrato total 55 – 75% do total de energia diária
Açúcares 25g por dia
Recomendação de macronutrientes da FAO/OMS, de 2003. Carolina Beres.
Comentário
Um fator que deve ser considerado quando há adaptações nas recomendações é a digestibilidade e a
biodisponibilidade do nutriente em questão. A SBAN considerou que a digestibilidade da proteína
consumida na dieta do povo brasileiro era de 80 a 85%, ou seja, grande parte da proteína consumida era
facilmente digerida e absorvida. Portanto, a recomendação da SBAN é de que o consumo de proteína
para mulheres e homens acima dos 18 anos deve ser de 1g/kg/dia. 
À medida em que mais estudos populacionais são realizados, os valores de recomendação podem ser
alterados. As DRIs apresentam valores de referência mais completos que os estabelecidos pela RDA e pela
SBAN, por terem como objetivos não só prevenir deficiências nutricionais e doenças crônicas, mas também
evitar riscos de toxicidade. Para um adequado planejamento alimentar e uma avaliação de dietas para grupos
ou indivíduos, a melhor ferramenta ainda é as DRIs, que também são preconizadas em pesquisas e práticas
clínicas (MOREIRA et al., 2012). Desse modo, é fundamental compreender o que são as DRIs e quais os seus
objetivos, para que o diagnóstico e a orientação dietética sejam realizados com objetivo de melhor atender às
necessidades dos indivíduos.
 
Há uma exceção entre as recomendações: os compostos bioativos não apresentam recomendação de
ingestão, pois não atendem aos conceitos convencionais de nutrientes, apesar de haver evidências de que,
quando consumidos regularmente, promovem benefícios à saúde.
 
Nesse grupo, são incluídos os elementos com propriedades antioxidantes, como:
Flavonoides
Vitamina C
Vitamina E
Selênio
Betacaroteno
Outros carotenoides (α-caroteno, β-criptoxantina, licopeno e zeaxantina)
A ação benéfica desses nutrientes é inegável, porém, seu caráter antioxidante ainda necessita de maiores
estudos exploratórios. Desse modo, a recomendação para tal finalidade ainda é indefinida.
 
Alguns avanços foram observados em relação à inclusão de recomendações de quantidades desses
elementos nas DRIs, como:
Inclusão da definição de antioxidante alimentar.
Determinação de que a recomendação para vitamina E e selênio não deve variar com a idade ou gênero
após os 14 anos.
Determinação de que a vitamina E deve ser recomendada de acordo com os níveis de α-tocoferol.
Estabelecimento de UL para vitamina C, vitamina E e selênio (AMAYA-FARFAN; DOMENE; PADOVANI,
2001).
Essas ratificações sugerem que os estudos sobre a recomendação de compostos bioativos caminham para
que haja também uma determinação quantitativa desses elementos.
• 
• 
• 
• 
• 
• 
1. 
2. 
3. 
4. 
Comentário
A cautela para determinações de recomendações paraesses elementos se justifica aparentemente pela
forma variável com que certos componentes agem, por exemplo, os carotenoides, que podem agir como
antioxidantes em baixas concentrações, e como pró-oxidantes em altas concentrações. Desse modo,
faz-se necessária a recomendação de pesquisas sobre os potenciais efeitos preventivos de doenças
pelos antioxidantes, inclusive, o betacaroteno e os outros carotenoides, para que se possa elaborar as
recomendações pertinentes. 
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
A responsabilidade da prescrição dietética pelo nutricionista é baseada na avaliação da
condição de saúde e na ingestão de alimentos pelo indivíduo. São usadas recomendações
baseadas em métricas internacionais para a elaboração dessa prescrição. Assinale a
alternativa que não indica uma recomendação de prescrição dietética:
A
RDA
B
EAR
C
IA
D
UL
E
RDC
A alternativa E está correta.
As recomendações que devem ser utilizadas em conjunto são: RDA, EAR, IA e UL.
Questão 2
Alguns elementos nutricionais, apesar de serem conhecidos como benéficos à saúde, não
apresentam recomendação, já que os estudos comprobatórios ainda são insuficientes.
Assinale a alternativa que indica quais são esses componentes.
A
Aminoácidos essenciais
B
Fibras
C
Compostos bioativos
D
Minerais
E
Vitaminas
A alternativa C está correta.
A maioria dos compostos bioativos está relacionada com sua atividade antioxidante, porém, os estudos
nessa área ainda são insuficientes para que haja determinação de recomendação nutricional mínima e
máxima.
2. O conceito de biodisponibilidade e sua importância na recomendação nutricional
Biodisponibilidade
Os estudos relacionados à biodisponibilidade começaram na área da Farmacologia, visando determinar o
comportamento do princípio ativo medicamentoso no indivíduo, ou seja, como o composto circulava no
organismo, a proporção de sua absorção e sua consequente metabolização.
 
O termo biodisponibilidade foi proposto pela Food and Drug Administration dos EUA. No setor farmacológico,
a biodisponibilidade do medicamento é estudada principalmente para medicamentos que são administrados
de forma oral. Essa via apresenta vantagens, como: fácil administração, melhor custo-benefício, menor
necessidade de método de esterilização e maior flexibilidade na dosagem. Porém, o maior obstáculo para
essa via de admissão de fármacos é a baixa biodisponibilidade, que pode ser influenciada pela solubilidade do
componente, pelo tamanho da partícula, pela forma química da substância, pela permeabilidade e pela
suscetibilidade frente a mecanismos de exclusão metabólica (KRISHNAIAH, 2010).
 
Aproximadamente 40 anos depois de o termo biodisponibilidade ter sido utilizado para medicamentos, o setor
de alimentos também percebeu a necessidade de avaliar a biodisponibilidade de nutrientes, já que a ingestão
de uma quantidade de alimentos não é garantia de que todo o nutriente será absorvido pelo organismo.
 
Para um completo entendimento da biodisponibilidade de nutrientes, é importante definir a diferença entre
três termos: biodisponibilidade, bioacessibilidade e bioatividade.
Bioacessibilidade
Definida como a quantidade de nutriente liberada na matriz alimentar no trato gastrointestinal, e se
torna disponível para absorção. Essa liberação pode ser realizada de acordo com as transformações
digestivas. Alguns nutrientes apresentam ação benéfica no lúmen do trato gastrointestinal, como as
fibras e alguns minerais.
Biodisponibilidade
Outros nutrientes devem ser absorvidos pela parede celular e alcançar a circulação sistêmica para,
então, promover sua ação frente ao organismo.
Bioatividade
Consiste na determinação do benefício celular e na resposta fisiológica obtida pela interação entre o
componente alimentar e a célula do indivíduo propriamente dita. Resumidamente, a interação entre
esses fatores pode ser descrita como na figura abaixo, onde a bioatividade depende da
biodisponibilidade dos alimentos, que é realizada quando o nutriente está bioacessível no interior do
trato gastrointestinal (CARBONELL-CAPELLA et al., 2014).
Relação entre as etapas de avaliação do nutriente do indivíduo.
Métodos de determinação
A determinação de cada uma dessas etapas difere nos seus princípios e nas técnicas que podem ser
utilizadas. É importante diferenciar alguns conceitos para tornar a compreensão das técnicas mais clara.
Algumas definições estão listadas a seguir (COZZOLINO, 2006):
Absorção
Fração do alimento que ultrapassa a parede do
trato gastrointestinal.
Metabolização
Quantidade de nutriente que é utilizada a nível
celular.
Bioconversão
Proporção do nutriente ingerido que estará
biodisponível para a conversão em sua forma
ativa.
Bioeficácia
Eficiência com a qual os nutrientes ingeridos
são absorvidos e convertidos à forma ativa do
nutriente.
Bioeficiência
Proporção da forma ativa convertida do
nutriente absorvido que atingirá o tecido-alvo.
O resultado da determinação da biodisponibilidade na Farmacologia é caracterizado de acordo com a via de
acesso do medicamento. Se a via é intravenosa, considera-se o máximo de biodisponibilidade, denominada
biodisponibilidade absoluta. Caso a via de administração do medicamento seja outra, este deve ser
metabolizado, convertido e, por fim, absorvido pela corrente sanguínea. Nesse caso, a denominação é de
biodisponibilidade relativa, já que se subentende que a absorção não será de 100%.
Para alimentos, a melhor denominação é a
biodisponibilidade quantitativa, ou seja, é
calculado o percentual do nutriente-alvo na
matriz alimentar, quanto desse nutriente está
disponível no lúmen do trato gastrointestinal
(bioacessibilidade) e quanto é absorvido pelas
células do epitélio de superfície do trato
(biodisponibilidade). Fatores tais quais a
maneira como o nutriente é ingerido, a forma
química do nutriente, como ele é encontrado no
alimento, métodos de cocção, a quantidade
ingerida, a presença de agentes ligantes e de
outros nutrientes, o estado nutricional do
indivíduo e a composição da sua dieta
influenciarão na bioacessibilidade e
biodisponibilidade do nutriente.
Atenção
A determinação da biodisponibilidade de um nutriente influencia diretamente os teores de
recomendação vistos anteriormente e são influenciados pelos hábitos e culturas de cada localidade.
Desse modo, estudos que possam avaliar o desempenho da biodisponibilidade são de extrema
relevância científica para relacionar a quantidade de nutrientes com o estado de saúde do indivíduo. 
No quadro a seguir, estão listados os principais métodos utilizados para a determinação da bioacessibilidade e
biodisponibilidade dos nutrientes, assim como as vantagens e desvantagens:
Métodos in vitro Resultado Vantagens Desvantagens
Solubilidade Bioacessibilidade
• Simples.
• Baixo custo.
• Fácil reprodução e
execução
laboratorial.
• Não é confiável.
• Não fornece
informações sobre
ingestão, absorção
e cinética;
• Não informa sobre
competição do
nutriente no sítio de
absorção.
Diálise Bioacessibilidade
• Simples.
• Baixo custo.
• Fácil reprodução e
execução
laboratorial.
• Não fornece
informações sobre
ingestão, absorção
e cinética.
• Não informa sobre
competição do
nutriente no sítio de
absorção.
Modelos
gastrointestinais
Bioacessibilidade (se
interligado com células
intestinais, indica
biodisponibilidade)
• É possível
observar vários
parâmetros
digestivos, tais
como peristalse e
temperatura
corporal.
• Permite retirada de
amostra em
qualquer etapa do
processo.
• Alto custo.
• Muitos modelos
ainda sem
validação.
Cultura de
células Caco-2
Biodisponibilidade
• Permite analisar o
nutriente no local de
absorção.
• Necessidade de
equipe treinada na
manipulação de
cultura de células.
 
Outra metodologia amplamente utilizada é a marcação de um nutriente com um isótopo radioativo, ou seja, um
elemento químico que apresenta a propriedade física de tornar o núcleo instável, causando desintegração
radioativa,o que leva à emissão de partículas subatômicas que emitem radioatividade e, portanto, podem ser
quantificadas e acompanhadas ao longo do sistema gastrointestinal do indivíduo. Consideradas inofensivas
aos indivíduos saudáveis, podem ter ampla utilização, mas apresentam como limitação o fato de não poderem
ser testadas em crianças, gestantes e nutrizes, além de alguns isótopos terem meia vida curta, o que pode
encurtar o estudo (HEANEY, 2001).
Biodisponibilidade de
macronutrientes
 
Macronutrientes são aqueles que necessitam
ser consumidos em maior quantidade pelos
indivíduos, como proteínas, lipídios e
carboidratos. Alguns fatores podem influenciar
a biodisponibilidade de macronutrientes, como estrutura química, presença de componentes antinutricionais,
processamento industrial e método de cocção, além da ligação com outros nutrientes.
As proteínas são os macronutrientes mais estudados em relação à sua biodisponibilidade, já que são
alimentos de alto valor agregado, e sua ingestão está diretamente relacionada à constituição do indivíduo.
As proteínas estão relacionadas com a formação de estruturas de controle, defesa e transporte,
sendo atuantes na maioria das reações do indivíduo.
Dentre os fatores que influenciam a biodisponibilidade de proteínas, a presença dos antinutricionais é
relevante principalmente para indivíduos veganos e vegetarianos. Em alimentos como soja, são encontrados
compostos conhecidos como inibidores enzimáticos. Eles atuam nas enzimas digestivas (tripsina e
quimiotripsina) e acabam por reduzir a digestibilidade das proteínas. Por terem natureza proteica, uma
maneira de reduzir a ação desses inibidores é a utilização de processamento térmico. Porém, este pode levar
ao desencadeamento da Reação de Mailard, também conhecida como escurecimento não enzimático. Por
muitas vezes desejável, por alterar de forma benéfica as características sensoriais do produto, levando à
formação de melanoidinas, a reação entre açúcares e o grupamento amino dos aminoácidos reduz a
digestibilidade das moléculas de lisina.
 
Escurecimento não enzimático observado antes (Imagem A) e após (Imagem B) exposição da carne a um
processamento térmico.
Imagem A Imagem B
Outros componentes que podem influenciar de forma negativa a biodisponibilidade de proteínas são a
presença de compostos como radicais livres, compostos fenólicos, solventes halogênicos e nitritos. O nitrito
(NO2) é classificado pela legislação como um aditivo químico que pode ser utilizado dentro de uma faixa de
segurança, para potencializar a cor vermelha de carnes, principalmente, embutidos. Porém, quando em
excesso, esse componente pode interagir com aminas secundárias formando estruturas denominadas N-
nitrosaminas, que apresentam ação carcinogênica.
Os radicais livres que podem ser formados quando há o fenômeno de oxidação lipídica nos ácidos
graxos insaturados dos alimentos levam à formação de ligações cruzadas e polimerização, que
geram substâncias denominadas quinonas, que são altamente reativas e reagem com o grupamento
amino dos aminoácidos.
Lecitinas são glicoproteínas que podem se ligar à mucosa intestinal interferindo na absorção de aminoácidos.
Por serem termolábeis, o tratamento térmico pode reduzir o impacto dessa molécula na digestibilidade da
proteína. Dentre os compostos fenólicos, os taninos se destacam como um componente que pode influenciar
na biodisponibilidade de proteínas. Eles se ligam covalentemente com o grupamento amino dos resíduos de
lisina e impedem a quebra da ligação peptídica pela enzima tripsina, reduzindo a biodisponibilidade de
proteínas.
 
De acordo com Silva et al. (2002), a principal característica que permite elevar o grau de biodisponibilidade
das proteínas é o processo de digestibilidade. Desse modo, é necessário que haja ação das enzimas
proteolíticas promovendo a hidrólise da cadeia peptídica e liberando aminoácidos para melhorar a
digestibilidade das proteínas, determinada pela proporção de nitrogênio ingerido.
 
O tamanho do resíduo produzido após a hidrólise interfere na digestibilidade, já que aminoácidos, dipeptídios
e tripeptídios conseguem penetrar na mucosa intestinal, enquanto peptídios com mais de três aminoácidos
não são absorvidos na mesma intensidade. Desse modo, o processo de hidrólise é primordial para que haja
uma boa absorção dos aminoácidos, e este é facilitado quando há um melhor acesso das enzimas digestivas à
cadeia polipeptídica. Portanto, proteínas desnaturadas pelo calor, irradiação, pressão, pH ou solventes
orgânicos permitem maior acesso das enzimas e, consequentemente, melhor digestibilidade das moléculas
proteicas.
Biodisponibilidade de micronutrientes
Ao consultar a RDC 269 do Ministério da Saúde, de 2005, pode-se observar a recomendação de
micronutrientes para diferentes estágios de vida. Porém, há uma observação de que haja ao menos 10% de
biodisponibilidade. Atender à quantidade adequada de micronutrientes em uma dieta é sempre um desafio, já
que esses elementos são influenciados por diversas interações que podem reduzir sua absorção pelo
organismo.
 
Veja, a seguir, o quadro de recomendação nutricional de micronutrientes para um adulto saudável, de acordo
com a RDC 269 de 2005:
Nutriente Unidade Valor
Proteína (1) g 50
Vitamina A (2) (a) micrograma RE 600
Vitamina D (2) (b) micrograma 5
Vitamina C (2) mg 45
Vitamina E (2) (c) mg 10
Tiamina (2) mg 1,2
Riboflavina (2) mg 1,3
Niacina (2) mg 16
Vitamina B6 (2) mg 1,3
Nutriente Unidade Valor
Ácido fólico (2) micrograma 240
Vitamina B12 (2) micrograma 2,4
Biotina (2) micrograma 30
Ácido pantotênico (2) mg 5
Vitamina K (2) micrograma 65
Colina (1) mg 550
Cálcio (2) mg 1000
Ferro (2) (d) mg 14
Magnésio (2) mg 260
Zinco (2) (e) mg 7
Iodo (2) micrograma 130
Fósforo (1) mg 700
Flúor (1) mg 4
Cobre (1) micrograma 900
Selênio (2) micrograma 34
Molibdênio (1) micrograma 45
Cromo (1) micrograma 35
Manganês (1) mg 2,3
Ministério da Saúde.
Um fator que influencia no processo de
absorção de micronutrientes é o local ou sítio
de absorção, que varia de acordo com a
vitamina ou mineral ao longo do trato
gastrointestinal. A maior parte dos
micronutrientes é absorvida na porção
duodenal do intestino delgado, porém, alguns
minerais, como cobre e selênio, podem ser
absorvidos também no estômago. No cólon, é
concentrada a absorção de sódio, potássio,
cloro, cálcio, fósforo e magnésio.
Atenção
Fatores intrínsecos (idade, sexo, saúde e gravidez) e extrínsecos (dieta) também atuam de forma
negativa ou positiva na absorção de micronutrientes. Por exemplo, dietas ricas em fibras alimentares,
fitatos, polifenóis, oxalatos, taninos e flavonoides prejudicam a absorção de micronutrientes, enquanto
dietas com fibras solúveis, ácido ascórbico, ácido cítrico, lactose e frutose atuam de forma positiva. 
Sobre as fibras alimentares, é importante
destacar que estas são formadas por um
conjunto de fibras solúveis e insolúveis, e
atuam de forma diferente no intestino. As fibras
insolúveis podem levar à diminuição do tempo
de trânsito no lúmen intestinal, que, por sua
vez, pode levar ao aumento da absorção de
minerais. Por outro lado, podem levar à
formação de quelatos, que diminuem a
biodisponibilidade dos micronutrientes. As
fibras solúveis que podem ser fermentadas pela
microbiota intestinal geram como subproduto
moléculas de ácidos graxos de cadeia curta,
como, por exemplo, o butirato, que acidifica o pH do meio e aumenta a ionização dos minerais permitindo que
sejam mais solúveis e, consequentemente, mais absorvíveis.
Veja, no quadro a seguir, os fatores que influenciam de forma positiva ou negativa a biodisponibilidade dos
micronutrientes:
Micronutrientes Fatores que influenciam a biodisponibilidade
Vitamina A, D, E
e K
Por serem vitaminas lipossolúveis, a presença de lipídio aumenta a
biodisponibilidade.
Vitamina B1 Alto consumo de álcool prejudica absorção de tiamina.
Sódio Excesso de potássio e cálcio aumenta a excreção do sódio.
Zinco Cálcio, ferro, fitato e fibra diminuem a absorção.Cálcio
Sódio, cafeína, oxalatos e fósforo diminuem a absorção de cálcio, e
proteínas aumentam a excreção de cálcio.
Ferro
Ferro-heme não sofre influência na sua absorção. Ferro-não heme tem
biodisponibilidade aumentada pelo consumo de ácido fítico e vitamina C.
Oxalatos, fosfatos e polifenóis diminuem a absorção do ferro.
Magnésio
Sódio, cálcio, cafeína e fitatos podem reduzir a excreção do magnésio. O
processo de refinamento remove o mineral de cereais.
Cobre
Processamento a quente e alta ingestão de zinco e ferro podem reduzir
biodisponibilidade devido à Reação de Maillard.
Adaptado de COZZOLINO,2006
Microbiota intestinal e a influência na biodisponibilidade
Nos estudos mais recentes sobre o processo de absorção dos nutrientes e, consequentemente, sua
biodisponibilidade, há enfoque maior na influência do papel da microbiota intestinal. Essa linha de pesquisa
ganhou importância quando houve uma crescente valorização do uso de compostos bioativos na alimentação
e suplementos alimentares e seus efeitos benéficos no indivíduo. Diversos estudos mostraram os efeitos in
vitro dos compostos bioativos, porém, o mesmo efeito não era percebido in vivo. Desse modo, observou-se
que havia necessidade de ajuste nas quantidades e nas formas de administração de alguns desses
compostos.
 
A microbiota intestinal é formada por uma diversidade de microrganismos, conhecida como microbial pool,
que pode conter até 1.000 espécies diferentes. Em adultos saudáveis, há uma prevalência dos filos 
Bacteroidetes, Firmicutes, Actinobacteria, Proteobacteria e Verrucomicrobia. As diferenças genéticas
encontradas entre as espécies sugerem uma diversidade de ações maior que o próprio material genético do
indivíduo. De forma comparativa com o genoma do humano, a união dos materiais genéticos da microbiota é
denominada microbioma. Assim como há variabilidade entre os indivíduos, também há entre as microbiotas
intestinais. Desse modo, existe uma dificuldade em realizar estudos e intervenções terapêuticas que tenham
como alvo ou como produto de tratamento a microbiota intestinal (ARIAS et al., 2020).
 
Veja, na figura a seguir, exemplos de espécies formadoras da microbiota intestinal de adultos saudáveis:
A influência no metabolismo de um fármaco foi testada em camundongos germfree, em comparação com
camundongos colonizados com bactérias do gênero Bacteroides, comuns à microbiota intestinal. O estudo
revela a melhor eficácia do medicamento em camundongos colonizados, provando a participação da
microbiota na biodisponibilidade e exposição do composto ativo.
 
A maneira como a microbiota interage com o composto farmacológico ou o alimento ainda não é totalmente
elucidada, porém, existem algumas interpretações:
Os microrganismos da microbiota intestinal transformam os compostos alimentares ou farmacológicos
em compostos com atividades.
A microbiota é estimulada pela presença do componente ingerido a produzir compostos que
apresentam benefícios à saúde.
A microbiota produz compostos que impedem a inibição dos compostos ativos ingeridos.
De modo geral, todas as possibilidades são baseadas na capacidade da microbiota em secretar substâncias.
A esses componentes, é dado o nome de metabólitos.
Microbiota intestinal
Para a manutenção da boa qualidade da microbiota intestinal, diferentes condutas podem ser
tomadas, dentre elas, a prescrição de fibras alimentares. Como foi visto no módulo anterior, a
recomendação para fibras dietéticas é de aproximadamente 25g por dia para adultos saudáveis. As
fibras alimentares direcionadas para o beneficiamento da microbiota intestinal são classificadas como
prebióticos, já que têm ação direta em microrganismos que são também conhecidos como probióticos
(VAMANU; GATEA, 2020).
1. 
2. 
3. 
Fibras alimentares
As fibras alimentares são constituídas majoritariamente por polissacarídeos não digeríveis ao longo do
trato gastrointestinal, que alcançam o intestino grosso quase intactos, sendo, então, fermentados
pela microbiota intestinal. Nessa fermentação, são produzidos compostos, ou metabólitos, como os
ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), como o ácido butírico, o ácido propiônico e o ácido acético. Os
AGCC, por si, já apresentam efeitos benéficos comprovados controlando a obesidade e a diabetes,
além de beneficiar o crescimento de Lactobacillus e Bifidobacterium, gêneros bacterianos
importantes na microbiota intestinal (ZHANG et al., 2020).
Os estudos mais aprofundados na área de biodisponibilidade foram necessários quando houve uma crescente
aplicação de compostos fenólicos como suplementos alimentares. Os compostos fenólicos são, naturalmente,
encontrados nos vegetais, conhecidos como metabólitos secundários, não sendo essenciais à sobrevida dos
vegetais, mas têm função como mecanismo de defesa ou pigmento. Podem ser encontrados em diferentes
partes do vegetal, como flores, folhas, frutas, caules e raízes. Existem aproximadamente mais de 8.000
compostos fenólicos identificados no reino vegetal, podendo ser classificados como flavonoides ou não
flavonoides. Possuem atividade antioxidante, responsável por promover efeitos benéficos na célula, atuando
no sequestro de radicais livres (KAWABATA, YOSHIOKA, TERAO, 2019).
Os radicais livres são produzidos por fatores, como estresse, poluição, má alimentação, sedentarismo, fumo,
entre outros, e promovem um dano celular. Desse modo, a ação do antioxidante de neutralizar esse radical
livre protege a célula de possíveis danos. Além da capacidade antioxidante, os compostos fenólicos
apresentam propriedades imunomodulatórias, anti-inflamatórias, cardioprotetivas e antienvelhecimento,
sendo, portanto, foco de diversas abordagens científicas, como demonstrado no quadro a seguir:
 
Relação entre os compostos fenólicos, os microrganismos da microbiota intestinal que estão relacionados ao
seu metabolismo e o efeito benéfico no indivíduo.
Compostos fenólicos Componentes da microbiota
intestinal
Efeito benéfico à
saúde
Curcumina Firmicutes Atividade antioxidante
Naringenina
Helicobacter pylori,
Escherichia coli, Salmonella
Modulação do trato
gastrointestinal
Catequina Eubacterium Melhora na excreção
de fezes
Epicatequina
Bacteroides, Firmicutes e
Bacteroidetes
Modulação da
microbiota
Fenólicos Firmicutes, bacteroidetes Modulação da
microbiota
Compostos fenólicos Componentes da microbiota
intestinal
Efeito benéfico à
saúde
Epicatequina e catequina
Clostridium, Bifidobacterium,
Escherichia coli
Modulação da
microbiota
Flavonoides Enterococcus Modulação da
microbiota
Resveratrol Coriobacteriaceae Redução da inflamação
crônica
Estilbenos
Bifidobacterium,
Lactobacillus, Akkermansia
Modulação da
microbiota
Ácido cafeico, ácido clorogênico,
ácido ferrúlico, ácido coumarico
BIfidobacterium,
Lactobacillus
Aumento da produção
de butirato
Adaptado de VAMANU; GATEA, 2020
O principal fator observado no quadro é a modulação da microbiota. Desse modo, é possível
observar que o consumo de compostos fenólicos promove uma melhoria da composição da
microbiota intestinal. Esta será responsável por metabolizar os compostos fenólicos, produzindo
metabólicos que poderão atuar em nível celular no indivíduo, promovendo os efeitos citados
anteriormente.
Ocorre, portanto, um efeito cascata, em que a ingestão de compostos fenólicos auxilia na manutenção da
microbiota, que produzirá os metabólitos a partir dos compostos fenólicos, que, por sua vez, promoverão os
benefícios à saúde. Porém, a biodisponibilidade dos compostos fenólicos é influenciada por outros fatores,
como o tamanho do composto. Acredita-se que os compostos fenólicos de baixo peso molecular são
absorvidos mediante transporte direto no intestino delgado, enquanto compostos de alto peso molecular,
como os taninos, são transportados íntegros até o intestino grosso, podendo ser excretados nas fezes ou
metabolizados pela microbiota.
 
O estômago é o local de menor absorção dos compostos fenólicos, porém, devido a um transporte ativo, é o
local de absorção de antocianinas, um compostofenólico que atua como pigmento responsável pelas cores
vermelha, roxo e azul de frutas e pétalas, comumente encontrado em frutas como uva e jabuticaba, com
conhecido caráter benéfico à saúde dos indivíduos (KAWABATA; YOSHIOKA; TERAO, 2019).
Influência da matriz alimentar na biodisponibilidade
A matriz alimentar, ou seja, a composição do
alimento, influencia na biodisponibilidade dos
nutrientes, já que ocorrem ligações químicas
entre os elementos, o que pode levar a uma
diminuição da biodisponibilidade por dificultar o
acesso das enzimas na porção mais interna da
matriz alimentar. Ou pode ocorrer uma proteção
das moléculas de interesse, por exemplo, os
compostos fenólicos que serão protegidos pela
matriz alimentar e alcançarão o intestino grosso
de forma íntegra (UDENIGWE; FOGLIANO,
2017).
 
O alimento é basicamente composto por macro (proteínas, lipídios e carboidratos) e micronutrientes
(vitaminas e minerais), e ambos formam a matriz alimentar que influencia na bioacessibilidade e
biodisponibilidade de compostos de interesse.
Os carboidratos do tipo digeríveis, como
açúcares, podem apresentar efeitos benéficos
na biodisponibilidade de alguns compostos
bioativos do tipo flavonoides, como pode ser
observado em amostras de chocolate, que
apresentam esse componente proveniente do
cacau. O aumento da biodisponibilidade de
compostos ativos pelo açúcar também pode ser
observado no consumo de chá adoçado com
sucralose ou sacarose.
 
Alguns autores relacionam essa melhoria na
biodisponibilidade com uma ação dos açúcares no aumento da solubilidade de compostos fenólicos, sendo
estes, então, mais facilmente absorvíveis.
Comentário
Em contrapartida, lactose, amido e pectina influenciaram de forma negativa na absorção de compostos
fenólicos em chás adoçados com leite ou preparação que envolvessem esses carboidratos. 
A vitamina C, que já apresenta efeito antioxidante, aumenta a biodisponibilidade de compostos bioativos,
como a catequina, protegendo esse componente de processos oxidativos que podem ser ocasionados no
armazenamento, processamento ou na própria mistura de componentes do alimento. Por serem de origem
vegetal, os compostos fenólicos estão intimamente ligados à estrutura de parede celular da célula vegetal.
 
Podemos, dessa forma, encontrar dois grupos mais significativos de compostos fenólicos: os livres e os
ligados.
Livres
Os compostos fenólicos livres são mais facilmente absorvidos no trato gastrointestinal.
Ligados
Os compostos fenólicos ligados a ligninas, celulose e hemicelulose, carboidratos que compõem a
parede celular de vegetais, apresentam ligações fortes, que, dificilmente, são rompidas no processo
digestivo. Assim, chegam intactos no intestino grosso e só serão liberados caso a microbiota
intestinal promova a quebra dessas ligações.
Os lipídios apresentam um papel importante na biodisponibilidade de alguns compostos fenólicos,
como a quercetina, aumentando a oferta desse componente lipofílico. Estudos demonstram que a
quercetina, comumente encontrada na cebola, pode ser muito mais facilmente absorvida pelo
sistema gastrointestinal quando acompanhada de óleo de peixe ou de soja.
Os fatores relacionados a esse aumento na biodisponibilidade de quercetina são as propriedades físicas de
promover uma emulsão e a capacidade química de formar uma micela. O mesmo efeito pode ser observado
em compostos fenólicos de tomate, como a naringenina, que apresenta um aumento da sua biodisponibilidade
quando consumido junto com azeite de oliva (KAMILOGLU et al., 2021).
 
Em relação às proteínas, foi determinado que estas e os compostos fenólicos formam complexos que podem
ser considerados solúveis ou insolúveis. Porém, os resultados sobre a influência desses complexos na
biodisponibilidade ainda são inconclusivos. Foi comparado, por exemplo, se havia diferença na
biodisponibilidade dos compostos fenólicos de morango quando este era consumido com e sem creme de
leite, e as respostas para essa questão não foram claras. Desse modo, são necessários mais estudos na
interação das moléculas proteicas com a biodisponibilidade de compostos fenólicos (KAMILOGLU et al., 2021).
Neste vídeo, você conhecerá um pouco sobre a importância das recomendações nutricionais na prática
clínica.
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Verificando o aprendizado
Questão 1
É um método de estudo da biodisponibilidade que pode fazer uso de marcadores radioativos
que são observados ao longo do organismo e durante todo o processo digestivo. Esse método
apresenta como limitação o fato de não poder ser utilizado em todos os grupos de pessoas.
Assinale a alternativa que apresenta a metodologia a qual a descrição se refere:
A
Depleção animal
B
Estudos celulares
C
Balanço químico
D
Estudos in vitro
E
Isótopos radioativos
A alternativa E está correta.
Isótopos radioativos correspondem a uma metodologia que envolve radiação. Embora inofensiva aos
indivíduos saudáveis, não podem ser testadas em crianças, gestantes e nutrizes.
Questão 2
A biodisponibilidade dos nutrientes pode ser influenciada de forma negativa e positiva.
Assinale a alternativa que indica um elemento que auxilia de forma positiva a
biodisponibilidade dos nutrientes:
A
Fibra insolúveis
B
Fibras solúveis
C
Água
D
Proteína
E
Açúcares
A alternativa B está correta.
As fibras solúveis podem ser fermentadas pela microbiota colônica, formando ácidos graxos de cadeia
curta.
3. Conclusão
Considerações finais
Neste tema, foram apresentados os conceitos básicos sobre recomendações nutricionais e as principais
ferramentas que devem ser utilizadas para uma prescrição dietética adequada. As recomendações, mesmo
sendo baseadas em informações internacionais, devem ser adaptadas à realidade brasileira, como hábitos,
costumes e safra.
 
Além disso, é importante que o profissional nutricionista saiba que a recomendação é um valor aproximado. A
real absorção dos nutrientes é feita de forma individual e pode ser influenciada por diferentes fatores como a
microbiota e a matriz alimentar, que podem aumentar ou diminuir essa absorção. Portanto, os resultados
obtidos em estudos de biodisponibilidade são essenciais para uma adequada prescrição dietética. Desse
modo, o conjunto de informação, formado pelas recomendações nutricionais e a real absorção dos nutrientes,
será a base do direcionamento dado pelo profissional nutricionista na prescrição dietética e na elaboração de
novos produtos.
Podcast
O podcast aborda a biodisponibilidade de nutrientes e a aplicabilidade dos diferentes métodos de
acordo com a matriz alimentar e sua absorção. Uma visão do estudo científico desenvolvido com
pigmento carotenoide licopeno.
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Para saber mais sobre os assuntos explorados neste tema:
 
Observe a evolução das tabelas de recomendação nutricional na comunicação Dietary reference
intakes: aplicabilidade das tabelas em estudos nutricionais, de Padovani et al., publicada em 2006 na
Revista de Nutrição.
Leia o artigo de Cozzolino, Biodisponibilidade de minerais, publicado em 1997 na Revista de Nutrição,
sobre algumas interações entre minerais que podem afetar a biodisponibilidade no organismo.
Referências
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recomendações nutricionais para antioxidantes. In: Revista de Nutrição, 2001.
 
ARIAS, N.; ARBOLEYA, S.; ALLISON, J.; KALISZEWSKA, A.; HIGARZA, S. G.; GUEIMONDE, M.; ARIAS, J. L. The
relationship between choline bioavailability from diet, intestinal microbiota composition, and its modulation of
human diseases. In: Nutrients, 2020.
 
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BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. RDC Nº 269, de 22 de setembro de
2005. In Anvisa, 2005.
 
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for determining bioavailability and bioacessibility of bioactive compoundsfrom fruits and vegetables: a review. 
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COZZOLINO, S. M. F. Biodisponibilidade de nutrientes 2. ed. São Paulo: Manole, 2006.
 
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ZHANG, F.; HE, F.; LI, L.; GUO, L.; ZHANG, B.; YU, S.; ZHAO, W. Bioavailability based on the gut microbiota: a
new perspective. In: Microbiology and Molecular Biology Reviews, 2020.
	Biodisponibilidade de nutrientes
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Preparação
	Objetivos
	Introdução
	1. As recomendações nutricionais no processo de prescrição dietética
	Avaliação Nutricional
	Recomendação nutricional
	Atenção
	Utilização de EAR e RDA para indivíduos
	Utilização de EAR e RDA para grupos
	Comentário
	Comentário
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	A responsabilidade da prescrição dietética pelo nutricionista é baseada na avaliação da condição de saúde e na ingestão de alimentos pelo indivíduo. São usadas recomendações baseadas em métricas internacionais para a elaboração dessa prescrição. Assinale a alternativa que não indica uma recomendação de prescrição dietética:
	Alguns elementos nutricionais, apesar de serem conhecidos como benéficos à saúde, não apresentam recomendação, já que os estudos comprobatórios ainda são insuficientes. Assinale a alternativa que indica quais são esses componentes.
	2. O conceito de biodisponibilidade e sua importância na recomendação nutricional
	Biodisponibilidade
	Bioacessibilidade
	Biodisponibilidade
	Bioatividade
	Métodos de determinação
	Absorção
	Metabolização
	Bioconversão
	Bioeficácia
	Bioeficiência
	Atenção
	Biodisponibilidade de macronutrientes
	Imagem A
	Imagem B
	Biodisponibilidade de micronutrientes
	Atenção
	Microbiota intestinal e a influência na biodisponibilidade
	Microbiota intestinal
	Fibras alimentares
	Influência da matriz alimentar na biodisponibilidade
	Comentário
	Livres
	Ligados
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	É um método de estudo da biodisponibilidade que pode fazer uso de marcadores radioativos que são observados ao longo do organismo e durante todo o processo digestivo. Esse método apresenta como limitação o fato de não poder ser utilizado em todos os grupos de pessoas. Assinale a alternativa que apresenta a metodologia a qual a descrição se refere:
	A biodisponibilidade dos nutrientes pode ser influenciada de forma negativa e positiva. Assinale a alternativa que indica um elemento que auxilia de forma positiva a biodisponibilidade dos nutrientes:
	3. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore+
	Referências

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