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Profa. MSc. Angelita Verde MATERIAL COMPLEMENTAR Análise de Alimentos É a análise da porcentagem do grupo de substâncias homogêneas (nutrientes) de um alimento. Umidade Cinzas Lipídios Proteínas Carboidratos Permite a determinação do valor calórico do alimento e também indica seu valor nutritivo. Composição Centesimal dos Alimentos Umidade é a água presente no alimento. Ela pode apresentar-se de diferentes maneiras. Água livre: é facilmente extraída. Água ligada: está ligada a outros constituintes do alimento, não atua como solvente e, após a desidratação do alimento, ainda permanece presente. Umidade Moléculas de água - Livre Moléculas de água - Ligadas quimicamente Água total FIGURA: ÁGUA TOTAL, LIVRE E LIGADA Fonte: Adaptado de: https://foodsafetybrazil.org/diferenca-entre- atividade-de-agua-aw-e-o-teor-de-umidade- nos-alimentos/ Métodos Gravimétricos: Realizados em estufas convencionais a 105 °C até o peso constante do alimento. Podem ser realizados em estufas a vácuo a 70 °C. Amostra sólida: triturada Amostra líquida: evaporada Umidade Fonte: https://www.splabor.com.br/produto/estufa- de-secagem-e-esterilizacao-microprocessado- digital-modelo-sp-100/ Fonte: https://lojalalabr.commercesuite.com.br/e stufa-a-vacuo-pr-417-374430.htm Estufa convencional Estufa a vácuo Métodos Gravimétricos: Secagem por radiação infravermelha. Penetração de calor dentro da amostra. O tempo de secagem é reduzido em 1/3 em relação ao processo convencional (estufa). Usa-se lâmpada de 250 a 500 watts. Temperatura atinge 700 °C. A massa de amostra deve ter entre 2,5-10 g e 10-15 cm. Seca uma amostra por vez. Umidade Fonte: https://www.forlabexpress.com.br/balancadeterminadora-de-umidade-210g- id200marte?parceiro=3512&gclid=CjwKCAiA7dKMBhBCEiwAO_crFGoGSqb66RLlt80E9f hE3sDONRYL4G3ZvbDWtyyF7_06DsOm7fk7BoCgjMQAvD_BwE Métodos Gravimétricos: Secagem por fornos de micro-ondas. Método rápido (2,5-90 min.), que usa radiação eletromagnética. Áreas mais úmidas aquecem primeiro. Uso de NaCl: evita que a amostra seja espirrada. Uso de óxido de ferro: absorve irradiação, acelerando a secagem. Umidade São o resíduo inorgânico que resta após a destruição da matéria orgânica do alimento. Altas quantidades: K, Na, Ca, Mg Pequenas quantidades: Al, Fe, Cu, Mn, Zn Traços: I, F Cinzas Fonte: https://www.ufjf.br/laaa/files/2008/08/04- 7º-SLACA-2007.pdf Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/frutas Importância Cálculo do valor nutricional de um alimento. Usadas como índice de refinação de açúcares e farinhas. Cinzas Fonte: https://www.emporioxingu.com.br/farin has/farinha-de-trigo-integral-100g Fonte: Adaptado de: http://www.tbca.net.br/base- dados/int_composicao_alimentos.p hp?cod_produto=C0001C Fonte: http://www.arboreo.net/2013/03/abacateiro- perseaamericana.html Componente Unidades Valor por 100 g Energia kJ 312 Energia kcal 76 Umidade g 86,3 Carboidrato total g 5,84 Carboidrato disponível g 1,81 Proteína g 1,15 Lipídios g 6,21 Fibra alimentar g 4,03 Álcool g 0,00 Cinzas g 0,47 Esse método é usado para alimentos com elevado teor de gordura. Utiliza ácidos concentrados para destruição da parte orgânica do alimento. O método é usado na determinação de elementos traço que podem ser perdidos na cinza seca. Determinação de Cinzas Úmidas Digestão ácida Ácido Perclórico Ácido Sulfúrico Ácido Nítrico (150-350 °C) Decomposição da Matéria Orgânica Análise individual de cada mineral Alimento Esse método é o mais usado. Utiliza fornos tipo mufla, que atingem temperaturas de 500-600 °C. Determinação de Cinzas Secas Carbonização da amostra Incineração na mufla a 500-600 °C até o material ficar branco Retirar da mufla e resfriar no dessecador Pesar o alimento (1-5 g) em cadinho Pesar o cadinho com as cinzas Fonte: https://lnbr.cnpem.br/wp- content/uploads/2020/12/Relatorio- Tecnico-Parcial-1_Apendice-2.pdf Cadinhos: são feitos de porcelana refratária, constituídos por zircônio e óxido de alumínio, utilizados na incineração dos alimentos. Muflas Determinação de Cinzas Secas Fonte: https://datamedweb.com.br/2021/03/voce-sabe-o-que-e-e-para-que-serve-o-forno-mufla/ Fonte: https://chiarotti.com.br/cadinho-de-fusao Um analista determinou a porcentagem de cinzas de uma amostra de farinha de trigo. Ele utilizou o método de cinzas secas. Dessa forma, é possível afirmar que: a) Essa análise foi realizada em estufa a 105 °C para a remoção da água do alimento pelo ar quente. b) A determinação de cinzas secas ocorre em estufas a vácuo, que usam temperaturas superiores a 70 °C. c) A matéria inorgânica do alimento é dissolvida pela adição dos ácidos perclórico, sulfúrico e nítrico, sob aquecimento de 150-350 °C. d) O método usado é ideal para a determinação de elementos traço, como I e F. e) Durante o aquecimento da farinha de trigo, a matéria orgânica é destruída pelo calor, e o resíduo que sobra no cadinho são os minerais (cinzas). Interatividade Um analista determinou a porcentagem de cinzas de uma amostra de farinha de trigo. Ele utilizou o método de cinzas secas. Dessa forma, é possível afirmar que: a) Essa análise foi realizada em estufa a 105 °C para a remoção da água do alimento pelo ar quente. b) A determinação de cinzas secas ocorre em estufas a vácuo, que usam temperaturas superiores a 70 °C. c) A matéria inorgânica do alimento é dissolvida pela adição dos ácidos perclórico, sulfúrico e nítrico, sob aquecimento de 150-350 °C. d) O método usado é ideal para a determinação de elementos traço, como I e F. e) Durante o aquecimento da farinha de trigo, a matéria orgânica é destruída pelo calor, e o resíduo que sobra no cadinho são os minerais (cinzas). Resposta São os principais componentes dos alimentos. São constituídos basicamente por C, H e O. Em sua maioria são poli-hidroxialdeídos ou poli-hidroxicetonas. Classificação: Quanto ao número de ligações glicosídicas. Monossacarídeos. Oligossacarídeos (2 a 10 unidades de monossacarídeos). Polissacarídeos (mais de 10 monossacarídeos). Carboidratos Classificação: Monossacarídeos Carboidratos Fonte: Adaptado de: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536520810/pageid/19 Glicose Frutose Classificação: Oligossacarídeos Carboidratos Lactose Sacarose Maltose Fonte: Adaptado de: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/ books/9788536520810/pageid/20 Classificação: Polissacarídeos Carboidratos Fonte: Adaptado de: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536520810/pageid/25 Polímeros de glicose Amido Celulose Glicogênio Métodos de análise: Refratometria: O índice de refração é usado para determinar a concentração de uma solução. O índice de refração varia com a concentração dos sólidos solúveis em uma solução. Essa metodologia é usada na dosagem de açúcares em sucos, caldas, refrigerantes, vinhos e cervejas. Por exemplo: uma solução 15º Brix contém 15 g de sacarose em 100 g de solução. Carboidratos 1º Brix = 1 g de sólidos totais em 100 g de solução Leitura: 15º Brix Local de leitura Brix % Fonte: Adaptado de: http://www.splabor.com.br/blog/refratometro/apr endendo-mais-arla-32-voce-sabe-o-que-e/ Métodos de análise: Espectrofotometria – método mais usado Método ácido 3,5 dinitrosalicílico (ADNS) Determina açúcares redutores O resultado é comparado com uma curva padrão de glicose. Carboidratos Fonte: https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digita l/bitstream/item/81580/1/cot-85.pdf Açúcar redutor + 3,5 dinitrosalicílico (ADNS) = composto 3-amino-5-dinitrosalicílico (cor vermelha) cuja absorbância é medida no espectrofotômetro Métodos de análise: Titulometria de Lane-Eynon ou Método de Fehling. Determina redutores e totais em bebidas alcoólicas e não alcoólicas. CarboidratosGlicose + Cu+2 (solução Fehling) → ácido glicônico + Cu2O (cor avermelhada) Métodos de análise: Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE) Por ser um método sensível, é capaz de separar os açúcares diferentes na amostra analisada. Junto com as técnicas de ressonância magnética nuclear (RMN) e espectrometria de massa permite a identificação desses açúcares. Carboidratos Fonte: Adaptado de: https://www.scielo.br/j/eq/a/qyHPgs8DD9v myQy3vZfzcQx/?lang=pt#ModalFigf1 Fonte: https://www.shimadzu.com.br/analitica/pr odutos/hplc/lc-20a_prominence.shtml Tempo/minutos A 18.368 = > sacarose 21.655 = > glicose 24.943 = > frutose 0 5 10 15 20 25 30 8 7 6 5 4 3 2 1 0 -1 R e s p o s ta d o d e te c to r /μ V 1 8 .3 6 8 2 1 .6 5 5 2 4 .9 4 3 A Fibra Alimentar (FA) é composta por polissacarídeos interligados entre si com a presença de outras substâncias, como: Carboidratos da parede celular do vegetal Lignina Compostos fenólicos Fitatos Oxalatos A parede celular do vegetal é composta por: celulose, hemicelulose e pectina. Fibras nos Alimentos Classificação das fibras quanto à solubilidade em água: Insolúveis: Celulose Hemicelulose Pectina Lignina Solúveis: Pectinas B-glucanas Gomas Mucilagens Fibras nos Alimentos Métodos de Análise – Método Gravimétrico: Determina a fração de fibras insolúveis. Subestima o valor real da fibra no alimento. Fibras nos Alimentos Alimento seco Remoção da gordura Digestão com ácido 1,25% Filtração Digestão do resíduo com base 1,25% Determinação: pesagem dos resíduos insolúveis Filtração Métodos de Análise – Método Enzimático-gravimétrico: Hidrólise do amido e da proteína com enzimas (amilase e protease). Precipitação da fibra solúvel. Separação das fibras por filtração. Determinação: Pesagem dos resíduos insolúveis (estufa a 105 °C). Determinação das cinzas e proteínas. Método analisa fibra total, fibra solúvel e fibra insolúvel. Fibras nos Alimentos Usado na rotulagem dos alimentos * %Valores diários de referência com base em uma dieta de 2.000 kcal ou 8.400 kJ. Seus valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas. ** VD não estabelecido. *** Quantidade suficiente para o preparo de 200 ml de bebida. INFORMAÇÃO NUTRICIONAL 28g (4 colheres de sopa)*** 28g produto + 150 ml de leite desnatado %VD (*) Quantidade por porção %VD (*) Valor energético 96 kcal = 403 kJ 5% 148 kcal = 622 kJ 7% Carboidratos 19 g 6% 27 g 9% Proteínas 2,5 g 3% 7,7 g 10% Gorduras totais 1,0 g 2% 1,1 2% Gorduras saturadas 0 g 0% 0 g 0% Gorduras trans não contém ** não contém ** Fibra alimentar 2,5 g 10% 2,5 g 10% Sódio 22 mg 1% 87 mg 4% Fonte: Adaptado de: http://bromatopesquisas-ufrj.blogspot.com/2016/03/fibras-alimentares-definicao-e-analise.html Leia as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta: a) O método de Lane-Eynon ou Método de Fehling é específico para determinação de sacarose, um açúcar redutor. b) A Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE) é um método barato e acessível, que possibilita a determinação da % de sólidos totais em solução. c) O método colorimétrico ADNS quantifica açúcares redutores e não redutores. d) A metodologia usada para dosagem de açúcares em sucos, caldas, refrigerantes, vinhos e cervejas é a refratometria. e) A análise de fibras pelo método gravimétrico determina fibras solúveis e insolúveis. Interatividade Leia as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta: a) O método de Lane-Eynon ou Método de Fehling é específico para determinação de sacarose, um açúcar redutor. b) A Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE) é um método barato e acessível, que possibilita a determinação da % de sólidos totais em solução. c) O método colorimétrico ADNS quantifica açúcares redutores e não redutores. d) A metodologia usada para dosagem de açúcares em sucos, caldas, refrigerantes, vinhos e cervejas é a refratometria. e) A análise de fibras pelo método gravimétrico determina fibras solúveis e insolúveis. Resposta São moléculas constituídas de C, H, O e também P e N. Apresentam estruturas complexas e são solúveis em solventes orgânicos e insolúveis em água. Lipídios Classificação Lipídios InsaponificáveisSaponificáveis ProstaglandinasEsteroidesTerpenosComplexosSimplesÁcidos graxos Fosfoesfingolipídeos Fosfoglicerídeos Fosfolipídeos Gangliosídeos Cerebrosídeos Glicolipídeos Hormônios esteroides Esteróis Acilglicerídeos Cérides Fonte: Adaptado de: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/ reader/books/9788536520810/pageid/36 Métodos de Análise – Método Soxhlet Permite a extração dos lipídios através da contínua passagem de um solvente através da amostra. A amostra deve ser seca e triturada, permitindo o máximo contato com o solvente. Esse método se restringe a amostras sólidas. Lipídios Fonte: Adaptado de: VERDE, Angelita S. C. Análise de alimentos. 2020, p. 70. Condensador Extrator Amostra Sifão Frasco de destilação Fonte de calor Métodos de Análise – Método Gerber Utilizado para determinação de lipídios em produtos lácteos. Utiliza: Lipídios Fonte: https://www.laborglas.com.br/banho-maria-laboratorio Fonte: https://portuguese.alibaba.com/product- detail/8-butyrometer-capacity-gerber-dairy-milk-fat- test-centrifuge-60763805337.html Fonte: Adaptado de: https://www.gov.br/agricultura/pt- br/assuntos/laboratorios/credenciamento-e- laboratorios-credenciados/legislacao-metodos- credenciados/arquivos-metodos-da-area-poa-iqa/met- poa-03-03-lipidios-em-leite-fluido.pdf CentrífugaBanho-maria Lactobutirômetro Local de marcação Bulbo do butirômetro Recipiente de compensação para o ar na regulação da coluna de gordura na escala do butirômetro Escala do butirômetro Coluna de gordura – teor de gordura do leite analisado Local de leitura – menisco inferior da coluna de gordura Corpo do butirômetro com solução de solubilização de acidez sulfúrica Pescoço do butirômetro com orifício de enchimento Rolha de borracha cônica para fechar e regular a coluna de gordura Métodos de Análise – Método Gerber Nesse método a amostra é colocada em contato com H2SO4 e álcool amílico. O ácido rompe a emulsão gordurosa e destrói as proteínas ligadas à gordura. O álcool isoamílico consegue separar a gordura dos demais componentes. Essa mistura é centrifugada para facilitar a separação física das duas partes: da gordura (apolar, que se mistura com o álcool isoamílico e se acumula na haste graduada do butirômetro de Gerber) e dos demais constituintes polares. Lipídios Fonte: https://repository.ufrpe.br/bitstream/123456 789/1680/1/tcc_eso_mateusbituportela.pdf O resultado é obtido por leitura direta Métodos de Análise – Método Bligh Dyer Faz a extração de lipídios a frio. Pode ser usado em alimentos úmidos (peixes e vegetais). Utiliza 3 solventes: clorofórmio, metanol e água. Permite a extração de todas as classes de lipídios sem aquecer e sem oxidá-los. Lipídios Fonte: https://youtu.be/6ZRepJE0O_U Camada lipídica dissolvida em clorofórmio São macromoléculas formadas por aminoácidos. Proteínas Fonte: Adaptado de: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/r eader/books/9788536520810/pageid/54 Principais proteínas encontradas nos alimentos Alimento Proteínas Arroz Orizeína, globulina Aveia Avenalina, glutamina, prolamina Centeio Gliadina, secalinina, edestina, proteose, leucosina Cevada Hordeína, hordemina, leucosina, edestina, proteose Ervilha Legumilina, legumina, vicilina, proteose Milho Zeína, zeanina, maizina, globulina, proteose Trigo Gliadina, glutenina, globulina, leocosina, proteose Feijão Faseolina, fasilina Carne Miogênio, micalbumina, miosina, globulina Ovos Avovitelina, ovolivetelina,ovalbumina, ovoqueratina Determinação de Proteína – Método Kjeldahl Método oficial usado na determinação de proteína. O nitrogênio da amostra é convertido em amônio. O amônio é separado por destilação e dosado por titulação. Primeira etapa: Digestão: conversão do N orgânico em sulfato de amônio. Amostra (alimento) + catalisador + H2SO4. Matéria orgânica → SO2 + CO2 H2O + (NH4)2SO4. Proteínas Fonte: http://www.instrulab.com.br/produto.php?p=bloco- digestor-kjeldahl-modelo-dk-42-26-marca-velp H2SO4 Digestão por 4 horas a 350 °C Determinação de Proteína – Método Kjeldahl Função dos reagentes: H2SO4: promove a oxidação dos compostos orgânicos em CO2 + H2O e a liberação dos compostos nitrogenados na forma de (NH4)2SO4. Sais: K2SO4, Na2SO4: elevam a temperatura da mistura de digestão. Proteínas Determinação de Proteína – Método Kjeldahl Destilação Reações: (NH4)2SO4 + 2 NaOH → 2 NH3 + 2 H2O + Na2SO4 NH3 + H3BO3 → NH4H2BO3 Proteínas Fonte: http://www.instrulab.com.br/produ to.php?p=bloco-digestor-kjeldahl- modelo-dk-42-26-marca-velp NaOH H3BO3 Determinação de Proteína – Método Kjeldahl Titulação Titulação com HCl 0,1N Verde → rosa NH4H2BO3 + HCl → H3BO3 + NH4Cl Proteínas Fonte: http://www.instrulab.com.br/produto.php?p=bloco-digestor-kjeldahl-modelo-dk-42-26-marca-velp Determinação de Proteína – Método Kjeldahl Vantagens: Aplicável em qualquer alimento. Simples e barato. Micro Kjeldahl – mede microgramas de proteína. Desvantagens: Determina o nitrogênio proteico e não proteico. Análise longa e reagentes corrosivos. Proteínas Determinação de Proteína – Método Biureto Método colorimétrico. Íons cúpricos são complexados pelas ligações peptídicas. Formação de cor púrpura. Intensidade da cor é proporcional à concentração de proteína. Curva padrão – albumina soro bovino. Requer 2-4 mg de proteína para análise. Interferência: pigmentos, carboidratos e lipídios. Proteínas Leitura a 550 nm Cor púrpura Fonte: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5398737/m od_resource/content/1/prote%C3%ADnafinal.pdf Determinação de Proteína – Método Folin Ciocalteau-Lowry Método colorimétrico. Interação das proteínas com o reagente fenol e cobre em meio alcalino. A reação é positiva para proteínas contendo aminoácidos aromáticos, formando cor azul. É mais sensível do que o método por Biureto (mais específico). Proteínas Fonte: https://www.thomassci.com/Education-Biology/_/Assays- for-Protein-Quantification-Kit?q=Folin%20Ciocalteu%20Reagent Determinação de Proteína – Método por Espectrofotometria Ultravioleta A maioria das proteínas apresenta absorção UV em 280 nm. Vantagens: Rápido. Simples. Desvantagens: Pouco preciso. Interferência dos ácidos nucleicos. Proteínas Leia as afirmações e assinale a alternativa correta: a) No método de Soxhlet a amostra deve ser úmida e a extração dos lipídios ocorre com solvente a frio. b) O método de Gerber usa uma base forte para separar a gordura das proteínas dos alimentos lácteos. c) O método de Bligh Dyer usa três solventes sob aquecimento: clorofórmio, metanol e água. d) O método de Gerber extrai as gorduras dos alimentos lácteos a frio. e) O método de Bligh Dyer é usado para a extração de gordura dos alimentos úmidos (peixes e vegetais). Interatividade Leia as afirmações e assinale a alternativa correta: a) No método de Soxhlet a amostra deve ser úmida e a extração dos lipídios ocorre com solvente a frio. b) O método de Gerber usa uma base forte para separar a gordura das proteínas dos alimentos lácteos. c) O método de Bligh Dyer usa três solventes sob aquecimento: clorofórmio, metanol e água. d) O método de Gerber extrai as gorduras dos alimentos lácteos a frio. e) O método de Bligh Dyer é usado para a extração de gordura dos alimentos úmidos (peixes e vegetais). Resposta Definição do leite: É uma mistura complexa de água, lipídios, carboidratos, proteínas, vitaminas e minerais. Composição química: Água......................87% Gordura.................3,8% Proteína.................3,3% Lactose..................4,9% Cinzas....................0,7% Leite Tratamentos térmicos: Pasteurização lenta (LTLT): 63 °C por 30 minutos. Pasteurização rápida (HTST): aquecimento 72-75 °C por 15-20s, seguido de resfriamento. Esterilização (UHT): aquecimento 130-140 °C por 2-4s, seguido de resfriamento a 32 °C e envase em embalagens assépticas. Leite Parâmetros da avaliação da qualidade do leite: Acidez: pH do leite – 6,6 e 6,8 Acidez titulável: expressa em graus Dornic (°D). Grau Dornic (°D) representa acidez em 0,001 g de ácido lático. A lactose é convertida em ácido lático por microrganismos presentes no leite. 1 mL de solução NaOH 0,111M (Solução Dornic) neutraliza 0,001 g de ácido lático. Leite Leite normal: pH 6,6 – 6,8; Acidez Dornic 15 – 20 Leite alcalino: pH > 6,9; Acidez Dornic < 15 Leite ligeiramente ácido: pH < 6,6; Acidez Dornic > 20 Parâmetros da avaliação da qualidade do leite: Teste Alizarol: Teste qualitativo realizado onde uma amostra de leite é misturada com uma solução alcoólica de alizarina (indicador de pH). Leite Fonte: http://labgraos.com.br/manager/uploads/arquivo/ana lises-fisico-quimicas-de-leite-m2-m3.pdf Resultado NormalÁcido Alcalino Parâmetros da avaliação da qualidade do leite: Densidade: Análise de rotina realizada. Densidade normal: 1,028 g/L a 1,033 g/L. Adulteração: Adição de água: densidade ↓. Remoção de gordura: densidade ↑. Leite Fonte: https://www.splabor.com.br/blog/densimetros- 2/densimetro-digital-portatil-dma-35-ex-funcoes/ Fonte: https://qualividros.com/produto/60537/lactodensimetro-para-leite Parâmetros da avaliação da qualidade do leite: Índice de crioscopia: Analisa o ponto de congelamento do leite. Ponto de congelamento do leite: -0,512 a -536 °C. Adulteração: Adição de água é proibida. Risco à saúde do consumidor. A água altera o ponto de congelamento, chegando a 0 °C. Leite Fonte: http://pzltecnologia.com.br/pzl-lak/crioscopio- eletronico-pzl-7000s/ Crioscópio Teste de Peroxidase: A peroxidase é uma enzima termolábil presente naturalmente no leite. É destruída acima de 75 °C. A análise é realizada para verificar a eficiência do tratamento térmico (pasteurização) no leite ou a mistura do leite cru com leite processado. Leite + peroxidase + H2O2 → O2 + guiacol (composto marrom – tijolo). Leite cru ou pasteurizado → presença de peroxidase: cor marrom. Leite esterilizado → ausência de peroxidase: cor branca. Leite Teste de Fosfatase: A fosfatase é uma enzima termolábil presente naturalmente no leite. Não resiste à temperatura de pasteurização e nem à de esterilização. Leite + fosfatase + fenilfosfato dissódico + Gibbs → composto de cor azul. Leite cru → presença de fosfatase: cor azul intensa. Leite esterilizado → ausência de fosfatase: cor branca/cinza. Leite 39 – 41 °C Fonte: https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/47075/ANDRESSA%20MAI SA%20SCHNEIDER.pdf?sequence=1&isAllowed=y É um produto alimentício elaborado a partir do néctar das flores que as abelhas coletam, transformam, combinam e deixam maturar nas colmeias. Composição: Solução concentrada de glicose e frutose, além de enzimas, aminoácidos, ácidos orgânicos, minerais, pigmentos e pólen. Origem: Monofloral. Multifloral. Mel Características físico-químicas: Açúcares: Açúcares redutores – glicose e frutose → 85-95%. Glicose: baixa solubilidade → tendência à cristalização. Frutose: poder adoçante e higroscópico. Mel Fonte: http://bloguedomel.blogspot.com/2010/09/posso-usar-mel-cristalizado.html Características físico-químicas: Enzima diastase ou alfa-amilase: Digestão amido. Atividade diastásica: indicador da qualidade e do grau de conservaçãoou superaquecimento do mel. Acidez: Tem variação de acordo com os ácidos orgânicos e fontes de néctar. Enzima glicose oxidase. Glicose → Ácido Glicônico Mel glicose oxidase Características físico-químicas: Substâncias albuminoides: São componentes naturais do mel precipitados pelo ácido tânico. Mel natural: depósito de 0,6 a 3,0 mL. Mel artificial: reação não ocorre. Mel adulterado: formação em menor quantidade. Mel Características físico-químicas: Reação de Fiehe: Indica a presença de HMF em grandes quantidades. Adulteração no mel por xarope e glicose comercial. Superaquecimento. Cor vermelha persistente: positivo. Mel Fonte: www.fapam.edu.br/revista Características físico-químicas: Falsificações: Açúcar refinado, aromatizante e corante caramelo. Xarope de glicose. Amido de milho. Açúcar invertido. Mel A adulteração do mel com adição de xarope de açúcar é uma prática comum. Qual análise indica a presença de açúcar comum no mel? a) Substâncias albuminoides. b) Reação de Lugol. c) Reação de Fiehe. d) Determinação da atividade da enzima diastase. e) Determinação do índice de acidez. Interatividade A adulteração do mel com adição de xarope de açúcar é uma prática comum. Qual análise indica a presença de açúcar comum no mel? a) Substâncias albuminoides. b) Reação de Lugol. c) Reação de Fiehe. d) Determinação da atividade da enzima diastase. e) Determinação do índice de acidez. Resposta https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/81580/1/cot-85.pdf https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4133833/mod_resource/content/1/Fibra%20Alimentar %202017-análise.pdf https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4147371/mod_resource/content/1/Aula%20TEÓRICA %20-%20Leite.pdf https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5398737/mod_resource/content/1/prote%C3%ADnafi nal.pdf https://foodsafetybrazil.org/diferenca-entre-atividade-de-agua-aw-e-o-teor-de-umidade-nos- alimentos/ Referências http://labgraos.com.br/manager/uploads/arquivo/determinacao-de-proteina-bruta---prof-- nathan.pdf http://labgraos.com.br/manager/uploads/arquivo/qualidade-de-oleos-e-gorduras---profa- giniani-dors.pdf https://lnbr.cnpem.br/wp-content/uploads/2020/12/Relatorio-Tecnico-Parcial-1_Apendice- 2.pdf Referências ATÉ A PRÓXIMA!