Prévia do material em texto
INSTITUTO DE ENSINO FABRA CURSO DE PEDAGOGIA Renata Costa Moreira PROCESSO DE APRENDIZAGEM: IMPORTANCIA DO LÚDICO NO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA Vitória 2016 Renata Costa Moreira PROCESSO DE APRENDIZAGEM: IMPORTANCIA DO LÚDICO NO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA Artigo apresentado ao Curso de Graduação em Pedagogia do Instituto Fabra como requisito parcial para obtenção do titulo de bacharel em 2016. Vitória 2016 PROCESSO DE APRENDIZAGEM: IMPORTANCIA DO LÚDICO NO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA Renata Costa Moreira Artigo apresentado ao Curso de Graduação em Pedagogia do Instituto Fabra como requisito parcial para obtenção do titulo de bacharel em 2016. Vitória 2016 1 Resumo O artigo busca identificar quais as influencia dos métodos baseados no nas condições no processo educacional da criança pela observação, experiência e instrução na formação do aprendizado, levando em consideração os métodos cognitivos, afetivos e motor para um desenvolvimento social e intelectual. Artigo procura conceituar a relevância da utilização do método lúdico como ferramenta de aprendizado e quais podem ser os efeitos no crescimento da criança. Palavras – chave: Processo de Aprendizagem. Lúdico. Formação da criança. Introdução Como funciona o processo de aprendizagem? Observando à parte cognitiva, especificando como estabelecer um processo que se perpetuará ao logo da vida da criança considerando que a educação infantil é apenas um primeiro passo em todo curso acadêmico que enfrentará, e como o professor nestes primeiro passos tem ter o cuidado ao inserir núcleo motivacional para que o desenvolvimento seja uma meta constante do aluno. Neste processo de aprendizado leva-se em consideração a relação entre aluno – professor apresentando três pontos importantes que são: as aprendizagem por instrução, pela observação e pela experiência, abordando os pontos positivos e negativos para aproximação entre os atores que vivenciam o processo. Dentro desta relação abordamos o desenvolvimento dos sentidos de afetividade na identificação da criança com o método oferecido pelo professor como referencia e a observação do professor sobre o aluno para poder identificar as suas particularidades buscando obter o melhor resultado e simpatia dentro do método educacional, ainda demonstramos o processo de aprendizagem cognitiva, quanto a “construção do conhecimento” e sua estruturação no intelecto da criança, como aprendizado permanente e o aprendizado motor, que demonstrado sua relevância quanto ao desenvolvimento corporal trabalhado dentro do processo lúdico da brincadeira 2 com o auxilio do professor, melhorando dentro destes três contextos a sua relação com o mundo que o cerca. Após, vamos identificar a importância do método do aprendizado utilizando o lúdico dentro da sala de aula ou em ambientes externos coagulado com um objetivo no processo educacional propostos, ainda os benefícios que podem ser desenvolvidos para uma melhor condição, moral, social, e na auto - estima para a construção desta criança ou “potes vazios” que poderá aliar o imaginário da brincadeira com o processo educacional, propiciando momentos de conhecimento e prazer, tornando as relações de professores e alunos mais felizes. ...relações entre educadora e educandos. Elas incluem a questão do ensino, da aprendizagem, do processo de conhecer-ensinar- aprender, da, autoridade, da liberdade, da leitura, da escrita, das virtudes da educadora, da identidade cultural dos educandos e do respeito devido a ela. (freire, Pg. 51) 3 Desenvolvimento da Aprendizagem Aprendizagem consiste em uma condição duradoura do conhecimento, assim é necessária a existência de uma mudança do comportamento que se realizava anteriormente, onde a estruturação poderá ser orientada por regra, experiência e observação. Aprendizagem pela observação trata-se da iniciativa e motivação do individuo em, através de um interlocutor, identificar suas ações, memorizá-las e aplicá-la ao objeto que se busca aprender. No entendimento do aprendizado através da observação, conceitua o psicólogo canadense Albert Bandura “Aprendizagem social ocorre pela observação dos comportamentos daqueles que convivemos” 1. Neste contexto podemos relacionar a criança neste processo onde terá como fonte na sala de aula e sua relação com o professor, responsável por criar os símbolos visuais e comportamentais para o desenvolvimento, sem afastar-se de uma transmissão de informação coletiva, buscando integralizar todos os alunos na proposta, sem perder de vista, a identificação da receptividade por cada criança. Ensino através da experiência consistirá na necessidade do individuo de repetir por diversas vezes ações considerando seus erros e acertos até compreender a estrutura funcional do objeto que procura o conhecimento. Aprendizado pela experiência temos como grande contribuição o psicólogo Edward Lee Thorndike, psicologo americano, que conceituou, “qualquer ação que produza um efeito satisfatório será repetida”2 que em ambiente escolar pode ser considerado como fator de grande relevância para os alunos, considerando que as experiências vividas naquele ambiente influenciaram positivamente ou negativamente no desenvolvimento do aprendizado e nas relações sociais dentro deste contexto que será manifesto ao longo da vida 1 Disponível em: . Acesso em 16 Julho 2016. 2 Disponível em: . Acesso em 16 Julho 2016. 4 Pode-se entender que aprendizagem por regras ou instrução contextualizada em uma orientação, um método pré determinado, especifico a ser seguido para andamento do objeto que pretende-se ensinar a criança, onde as condições são determinadas cientificamente sabendo de inicio o resultado que se busca atingir com a pratica. Diante destas condições percebe-se que o ser humano nasce pré disposto ao aprendizado, como sua condição natural que se desenvolverá ao longo da vida e que é fundamental na sua relação com o mundo, pois pode observado a partir do seu nascimento, quando nos primeiros momentos da vida instintivamente aprende a ação de mamar, neste momento observa-se o aprendizado, é uma ação que se torna constante em um período necessário, e diferente das experiências anteriormente condicionada, neste sentido ocorreu uma mudança de comportamento, então, um aprendizado, mesmo que consideremos que para este não se desenvolveu por observação, experiência ou qualquer regra antes oferecida ao individuo. Nesta ocorrência é possível observarmos o inicio do processo de aprendizagem, não desenvolvido para aquele momento, mais que será condição perpetua em nossa trajetória de vida, que nos propicia as constantes mudanças de comportamento. Estamos diante de um comportamento constante e essencial no desenvolvimento do ser humano, tornando aprendizagem significativa em seu conteúdo, demonstraremos a importância dos conceitos de tipos de aprendizagem, cognitiva, afetiva, e motora. Aprendizagem Cognitiva Esta diretamente atribuída a “construção do conhecimento, do pensamento critico e reflexivo” 3 abordado como um sistema “interracional” quando estabelecido no processo de aprendizado se inicia com a percepção do 3 Disponível em: Acesso em 16 Julho 2016. 5 objetivo em si, comoum processo para uma construção cognitiva entre o desejo e o objeto a ser aprendido, este fenômeno assim descrito por Piaget: As relações entre o sujeito e o seu meio consistem numa interação radical, de modo tal que a consciência não começa pelo conhecimento dos objetos nem pelo da atividade do sujeito, mas por um estado indiferenciado; e é deste estado que derivam dois movimentos complementares, um de incorporação das coisas ao sujeito, o outro de acomodação às próprias coisas (PIAGET, 1978b, p. 386). Nesta visão o professor, pode ser considerado essencialmente um introdutor a qual deverá motivar e sustentar na criança a simpatia para que busque desenvolver as capacidades cognitivas elevando o grau de amadurecimento do estado de aprendizagem por aquilo que esta sendo apresentado, discutido no âmbito escolar, fazendo com que busque respostas através de uma reflexão direcionada para o que esta proposta em sala. Importante o mediador a percepção que trata-se de um dos sistema metódico pedagógico que auxiliará na condução da criança nas atividades e que não deve perder de vista a importância de acompanhá-la individualmente, respeitando e aprimorando-a em a criança , no tempo proposto para busca de uniformidade de aprendizagem coletiva em sala de aula. Dentre os trabalhos cognitivos que os professores podem desenvolver com crianças em sala de aulas ou em ambientes externos deveram procurar o aprimoramento do intelecto nas capacidades de sistematizar o hábitos educacionais, pois é fundamental para inserção da criança no mundo, desenvolvendo suas capacidades de identificação dos símbolos, formando uma capacidade de raciocino reflexivo e de argumentação, além de ser um combustível para a criatividade acentuando positivamente as suas relações sociais. O desenvolvimento trabalhado nas crianças de suas capacidades auditivas também poderão auxiliá-las no aprendizado, pois relacionará constantemente com símbolos que descreveram o objeto a ser aprendido ao longo do processo acadêmico, então, desta forma quanto antes iniciar dentro da salas de aulas melhor será a relação e coordenação de suas capacidades, portanto, permitirá ao aluno fixar e reproduzir oralmente ou através da escrita as informações 6 passadas pelo professor organizando e relacionado as informações recebidas e os símbolos gráficos apresentados. Assim, as atividades que componham o exercício de identificar sons de animais, objetos e musicas através de conteúdos programáticos relacionados em métodos auditivos serão de grande valia para o desenvolvimento motor, além de auditivas e ritmicidade corporal e fixação. Aprendizagem Afetiva Essencialmente aprendizagem afetiva deve desenvolver-se através de um processo de interação e educação escolar, mantendo o aluno motivado na busca pelo conhecimento, construindo relações afetivas com o processo educacional, causando-lhe satisfação, desta forma, é necessário ao professor, um suporte para superação dos objetos que podem afetar negativamente a criança, objetivando um método responsável por produzir estímulos emocionais do aprender, onde Fernandez defende que “a libertação da inteligência aprisionada, somente poderá dar-se através do encontro como perdido prazer de aprender. (1990, p.18)4 Quando há o desenvolvimento de jogos em sala de aula deve-se não apenas na busca por um desenvolvimento cognitivo, mais que este jogos trabalhem incessantemente a parte emocional das crianças, pois neste aspectos devemos apresentar jogos direcionados a resultados anteriormente previstos pelo educador, buscando relacionar a educação escolar com o conhecimento de um processo primordial de aprendizagem e desenvolvimento. Como mediador na relação entre aluno e aprendizagem o professor, necessariamente, planeja os resultados para atrair o aluno afetivamente, que se disponha, e principalmente tenha a motivação para continuar a trilhar o caminho que lhe é oferecido, então, os elementos de amizade e respeito serão fatores que possibilitarão a interação entre os envolvidos, o professor e o aluno, fortalecendo os laços de proximidade, desenvolvendo o lado solidário, generoso e de confiança entre si na integração nesta relação com atenção 4 (TEZANI, 2006, p. 11) TEZANI. Thaís Cristina Rodrigues. O jogo e os processos de aprendizagem e desenvolvimento: aspectos cognitivos e afetivos: Universidade Federal de São Carlos – UFSCar, 2006. 7 especial entre os indivíduos, além que, possibilitara ao professor maior controle dos alunos, conseqüentemente terá mais êxitos nos resultados dos jogos educacionais propostos em sala de aula, aprimorando o processo físico, psíquico, espiritual e moral, propiciando harmonia no processo de aprendizagem. Para Piaget a afetividade como motivação para atividade cognitiva enfatizando que afetividade e razão são termos que se completam, onde Tailleur explica que para Piaget “afetividade é energia, o que move ação, enquanto a razão é o possibilita ao sujeito identificar desejos, sentimentos e obter êxito nas ações” (1992, p.66).5 Com estas perspectivas de afetividade, considerando o respeito pelo individuo e adequando as propostas de ensino as crianças, focadas em um objetivo na estrutura educacional o professor buscará trabalhar com as reduções dos “problemas de aprendizado” ou “fracassos escolares”, decorrentes de anulações das motivações das capacidades infantis ou um bloqueio das possibilidades de desenvolvimento voltado ao aprendizado, e até na dificuldade de se relacionar com o ambiente, desta forma todos os métodos descritos podem caracterizar de forma marcante, ou talvez definitiva, na continuidade da relação individuo - aprendizado aplicando, maximizando os potencias dos alunos através da aprendizagem afetiva. Aprendizado Motor Esta diretamente ligado com o desenvolvimento da criança através de exercícios lúdicos que trabalhem o corpo, suas percepções no controle de ações e possibilidades de planejamento estratégico na execução do jogo lúdico dentro de sala de aula. Além, de trazer o alto controle corporal é importante salientarmos que o trabalho desenvolve o âmbito social, melhorando as relações sociais com outras crianças, melhorando o poder de concentração e a afetividade dentro do grupo social. 5 Disponível em: Acesso em 17 Julho 2016. 8 Os jogos ou brincadeira lúdica oportuniza de forma prazerosa para a criança ganhos na sua estrutura física, psicomotor, considerando a diversidades de movimentos coordenados que serão executado, auxiliando no desenvolvimento mental de controle gradativo para que execute as tarefas designadas pelo professor. Assim de acordo com ... a criança desenvolve a coordenação motora, a atenção, o movimento ritmado, espacialidade, direção a seguir dentre outros, participando do desenvolvimento em seus aspectos biopsicológicos e sociais. Biltencourt (2002). A ludicidade nos jogos motores para as crianças vêem a propiciar pelo modo de condução, não apenas o caráter físico, mais o trabalho em conjunto com o grupo de alunos, associados a fatos educacionais a estrutura do conhecimento, o que através do reconhecimento das diferenças oportunizará um melhor processo de socialização, comunicação definida, além de conciliar com processo transparente e eficaz de ensino-aprendizagem. Brincando e jogando, a criança terá oportunidade de desenvolver capacidades indispensáveis à sua futura atuação profissional e social, tais como: afetividade, o hábito de permanecer concentrada e outras habilidades perceptuais e/ou psicomotora, pois, brincando, a criançatorna-se operativa (Aguiar, 1998). A importância do jogo na aprendizagem servirá para compor os traços motivacionais, onde poderá variar em cada contexto social. Mesmo com os benefícios demonstrados por diversos autores, algumas duvidas ainda não estão devidamente respondidas, pois os jogos, devem ser colocados de forma livre ou coordenada? Ou intercalando-as? Dessa forma os profissionais e centros educacionais que estejam dispostos a desenvolver determinadas competências, deveram segundo Kishiomoto (1992)6 que defende na pratica pedagógica atual distinção em dois tipos de jogos: lúdico e educativo, tratando que ação livre é lúdica sendo a principiada e continua pela criança, enquanto o educativo é a ação lúdica com o objetivo de desenvolver a parte cognitiva e absorver certos conteúdos. Assim é necessário oferecer as crianças as possibilidades de experiências de jogos lúdicos individualmente ou em grupo diversificando os locais para 6 (OLIVEIRA; ARAUJO; BERNARDES, 2011, p. 1) OLIVEIRA, Alexandra Moura; ARAUJO, Regina Cabral; BERNARDES,Anézio Claudio. A importância do jogo, do brinquedo e das brincadeiras na educação infantil. Univap – Universidade do Vale do Paraíba, 2011. 9 execução em ambientes fechados ou abertos, fazendo que possa desenvolver conceitos de independência, liderança, capacidade de encontrar soluções para os desafios, reconhecimento dos próprios limites, qualidades e adaptações sociais. O educador deve a atenção no processo lúdico educacional motor das crianças, pois se trata de fatores de relevância para o seguir da vida destes indivíduos que iniciam o processo educacional e que precisaram das faculdades desenvolvidas. Um processo mal estabelecido trará conseqüências de leitura e escrita, direção gráfica, ordenação de palavras, pensamento abstrato e lógico, pois afastando estas conseqüências de omissão ou trabalhos maus estruturados o que deve ser desenvolvido é o lado motor, lógico que conscientiza o corpo da criança. Segundo David L. Gallauue o desenvolvimento motor esta diretamente ligado as áreas cognitivas e afetivas do comportamento da criança: O desenvolvimento motor está relacionado às áreas cognitiva e afetiva do comportamento humano, sendo influenciado por muitos fatores. Dentre eles destacam os aspectos ambientais, biológicos, familiar, entre outros. Esse desenvolvimento é a contínua alteração da motricidade, ao longo do ciclo da vida, proporcionada pela interação entre as necessidades da tarefa, a biologia do indivíduo e as condições do ambiente. (GALLAHUE, 2005, p. 03). Considerando as questões mencionadas, percebe-se a natural relevância na proposição de atividades pelo professor na aprendizagem em sala de aula, objetivando transmitir com naturalidade da necessidade do conhecimento para o aluno, ainda, através de trabalhos livres ou orientados retirar dos alunos suas potencialidades com bem estar, transformando em espaços diversos e criativos a capacidade do imaginário, dos movimentos, da disciplina e liberdade. Os processos citados fazem parte de um grupo de conceitos que irão propiciar um ambiente de aprendizado escolar constante e fundamental, harmonizado com atividades estruturadas uma formação para criança que possa torná-la “Dona de si”, segura, emancipada, refletindo para sua função social com excelência apoderada de tudo aquilo desenvolvido no processo de aprendizado. 10 O lúdico na educação Infantil Os jogos lúdicos são tratados pela sociedade ocidental desde o inicio da filosofia grega, onde um dos maiores contribuidores da filosofia Grega identificaram que as crianças deveriam ter ocupações através dos jogos educativos sob a supervisão de um orientador. Platão acreditava que poderia através destas atividades desenvolverem os valores educativos e a moral contribuindo para a formação do caráter da criança, utilizando-se, além do desenvolvimento motor, o ensino com praticas lúdicas para a compreensão da matemática, por exemplo. A partir destes processos reflexivos sobre a estruturação de um método de ensino que fosse capaz de unir a educação, a formação moral da criança, onde o conhecimento fosse transmitido e recepcionado com prazer, em uma relação onde os jogos direcionados demonstrassem à criança a necessidade e a motivação para troca de conhecimento com os professores e os demais alunos que compartilhariam as experiências em sala de aula. No estudo para o entendimento da construção do aprendizado humano dentre Philippe Airès a partir do século XVI, onde obtivemos também a influencia dos jesuítas na edição de tratados para ginásticas, oferecendo regras aos jogos. Rabelais no século XVI dizia: “ensina-lhes afeição a leitura e ao desenho, e até aos jogos de cartas e fichas servem para o ensino da geometria e da aritmética”. Comênio (1592 – 1671) apresentou seu método em três idéias: naturalidade, intuição e auto-atividade. Jean – Jaques Rosseau “Não deis a vosso aluno nenhuma espécie de lição verbal: só da à experiência que ele deve receber”. Mesmo através de Pestalozzi (1746 – 1827), Froebel (1782 – 1852), Dewel (1859 – 1952) que ao longo da historia foram aperfeiçoadas para aplicação em salas de aulas como proposta de trabalho.7 Segundo Rodrigues (1999), “a concepção tradicional considera a criança como um recipiente vazio que deve o professor enchê-lo”8 por esta perspectiva a responsabilidade do professor é importante, tendo em vista que será o 7 ALMEIDA, Paulo Nunes de. Educação Lúdica. 11º Ed. São Paulo: Loyola, 2003. p. 21-23 8 (PINTO; TAVARES, 2010, p. 5) PINTO, Cibele Lemes; TAVARES, Helenice Maria. O Lúdico na Aprendizagem: Aprender e Aprender. Faculdade Católica de Uberlândia.2010. 11 condutor por preencher este recipiente de uma forma a orientar as crianças um processo motivado de sempre objetivar a busca por conhecimento. O que deve ser perseguido, homens e mulheres é a autonomia e a construção nas formas de novos cidadãos, diante do grande desafio que temos em nossa sociedade, onde devemos sempre nos preocupar na instrução de crianças de formação que sejam independentes, capaz de dirigirem a si conscientemente, que utilizem em suas vidas, os saberes e as habilidades ativamente na comunidade igualmente entre todos, cresçam e possam alcançar os patamares desejados para realizações dos seus objetivos. Com essa perspectiva que far- se-á iniciação do ensino lúdico desde os primeiros passos de sua formação, capacitando e propiciando o que pode haver de mais importante a sublime: a liberdade. Trata-se de um processo longo e por muitas vezes cansativo, quanto terá que observar o desenvolvimento coletivo e individual de cada criança, pela diferença, assim identificado por Morais (1986), “a falta de estimulação adequada, métodos de ensino inadequados, problemas emocionais, falta de maturidade e dislexia, são causas de dificuldades na aprendizagem.”9 O lúdico apresenta-se como uma condição real e prazerosa, estimulante para que a criança ligada a jogos e brincadeiras, que devidamente trabalhado, serão um ponto de ruptura para o aprendizado, fazendo com que tal desenvolvimento cause um grande entusiasmo nas relações do grupo trabalhado. Conforme Winnicott (1995), “o lúdico é considerado prazeroso, devido a sua capacidade de absorver o indivíduo de forma intensa e total, criando um clima de entusiasmo.” 10 Buscando a tradução deste conceito o lúdico é um método que possibilitará a criança o desenvolvimento, cultural social, a percepção para adquirir novos conhecimentos, aperfeiçoamento de sua sociabilidade e poder criativo 9 (PINTO; TAVARES, 2010, p. 7) PINTO, Cibele Lemes; TAVARES, Helenice Maria. O Lúdico na Aprendizagem:Aprender e Aprender. Faculdade Católica de Uberlândia.2010. 10 (PINTO; TAVARES, 2010, p. 5) PINTO, Cibele Lemes; TAVARES, Helenice Maria. O Lúdico na Aprendizagem: Aprender e Aprender. Faculdade Católica de Uberlândia.2010. 12 estabelecendo um equilíbrio entre o real e o imaginário, assim oferece-se aos alunos, através de aulas lúdicas, a capacidade de desenvolver atividades de criatividade e não de produtividade. A idéia de Alves (1987) sobre o lúdico está ancorada em um processo eficaz na origem da ação, no momento de desempenho da atividade que torna ação em compreensão, resultando no aprender, quando diz: “O lúdico se baseia na atualidade, ocupa-se do aqui e do agora, não prepara para o futuro inexistente. Sendo o hoje a semente de qual germinará o amanhã, podemos dizer que o lúdico favorece a utopia, a construção do futuro a partir do presente.” Notadamente é possível observar os benefícios das atividades lúdicas, acentuados com o desenvolvimento do imaginário quando a criança utiliza-se dos símbolos representa a realidade a sua volta adquiridos pelas próprias observações e externados através de uma necessidade inerente de compreensão de todos os simbolismos representados naquela brincadeira, contribuindo para o processo cognitivo de amadurecimento Wadsworth (1997), referindo-se a Piaget, afirma que: “...forma de representação na qual as crianças deste período se engajam é o jogo simbólico. É possível observar uma criança com um bloco de madeira, brincando como se ele fosse um carro e dando-lhe todos os atributos de um carro. Isto é um jogo simbólico, um jogo de faz-de-conta, uma espécie de atividade não encontrada no nível sensório-motor. (WADSWORTH, 1997, p.66). A brincadeira lúdica traz para dentro da sala de aula, orientado pelo professor, alicerçado no objetivo da proposta educacional um despertar do estado inerte da atividade do conhecimento para uma forma consciente de aprender na forma de ação desempenhando as atividades propostas, pois o aluno deverá contar com a participação dos seus colegas e ele próprio deverá dedicar-se em um trabalho solidário de dar e permiti-se receber para que todos possam aprender e atingir a ruptura necessária no preenchimento com base no conhecimento. ...o jogar “promove a construção de relações” e a brincadeira “facilitam a adaptação social criança constrói o conhecimento a partir 13 das interações que estabelecem com as outras pessoas e com o meio em que vivem. (Murcia, 2005, p.47) Para a criança o jogo ou brincadeira traduzem-se com o mesmo significado, pois são duas palavras que representam o movimento, o imaginário as relações entre os envolvidos, desempenhando um busca por romper os próprios limites fantasiando seus heróis através de alegrias, sonhos onde as realidades se entrelaçam e o lançam para um universo criativo. Neste momento o mediador da aplicação destes jogos o auxilia na construção do aprendizado, pois, mesmo com abstração de todas as circunstancia o desenvolvimento ocorrerá sob o conteúdo educacional e o relaxamento que o jogo proporcionará nas relações entre alunos e professores. Portanto, o diálogo entre os envolvidos no processo de conhecimento deverão ter centralizado o dinamismo em compreender os assuntos abordados no jogo ou brincadeira, explorando no ato de brincar, também, juntamente reservar o período de conversa sobre ação desenvolvida, oportunizando ao professor colher e avaliar respostas, obter compreensões e incompreensões das crianças, pois a percepção e o senso critico são inerentes as brincadeiras e essencial para desenvolvimento das capacidades trabalhadas. “O lúdico pode se caracterizar assim, o sentimento, os questionamentos, prática social, mediação professor/aluno, habilidades, autonomia, responsabilidades, senso crítico e aprimoramento de estruturas mentais, como atenção, percepção e raciocínio.” (Tavares, Pinto, 2010. p. 8) As atividades lúdicas proporcionaram para a criança o desenvolvimento da sua identidade, projetará a autonomia fazendo com que a, habitualidade de concentração torne-se um instrumento permanente e facilitador para memória, imaginação com a experimentação das regras constantes nos jogos, sempre voltados para o esforço motor, cognitivo e efetivo relacionando a satisfação e liberdade vivenciadas nos instantes das atividades O lúdico como método na educação infantil, sendo livre e dirigido impõe ao professor a observação de cada criança na execução das atividades desde o momento da escolha dos brinquedos que serão utilizados, podendo traçar um perfil comportamental, assim para que o professor tenha a capacidade de orientar, definir o planejamento tirando o melhor proveito em prol do aluno, 14 onde segundo Craidy e Kaercher “Todos os momentos, sejam eles desenvolvidos em espaços abertos ou fechados, deverão permitir experiências múltiplas, que estimulem a criatividade, a experimentação, a imaginação”11 (2001, p.30) O trabalho para o bem estar e desenvolvimento de criança visa a incorporação do sistema lúdico no sistema educacional como proposta autentica de conhecimento não apenas o conteúdo curricular mais também no que abrange a percepção de mundo, semeando o equilíbrio e a motivação para que o caminho da educação torne-se fator imprescindível na vida destas crianças como um apoderamento da própria vida, escolhas, alimentando uma melhora substancia na sociedade onde se relacionam e procuram estabelecer-se. “O brincar é o principal meio de aprendizagem da criança… [e esta] gradualmente desenvolve conceitos de relacionamentos causais, o poder de discriminar, de fazer julgamentos, de analisar e sintetizar, de imaginar e formular (Moyles, 2002, p.37). Diante destas necessidades claras de auxilio ao desenvolvimento a escola bem estruturada é o alicerce fundamental para o resgate e manutenção da ludicidade, implementando sucatas, jogos, historias, brincadeiras na formação de atitudes contribuintes ao respeito mutuo, cooperação, obediência as regras, iniciativas e responsabilidades. Percebe-se que o trabalho motor, cognitivo e afetivo serão constantemente utilizados e favorecidos neste processo de troca entre escola, aluno e professor. Considerações Finais Através da pesquisa pode-se contatar inicialmente o funcionamento do processo da aprendizagem por condições que cão inerentes a condição humana do nossa nascimento e a importância que desde o inicio seja observada pelo professor as formas em que as crianças, objeto deste artigo, recebem as informações que farão parte da compilação de informações que resultaram no todo que compõe o aprendizado, pois a observação, a 11 (MORENO, 2009, p. 04) MORENO. Leonel de Alencar. O Lúdico e a Contação de Historia na educação Infantil: Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), 2009. 15 experiência e a instrução andaram juntos nos conjuntos de símbolos que transmitiram a criança o objetos a ser ensinado. Dentro da pesquisa identifica que a criança como “depositário de conhecimento” ou na metáfora de “um copo vazio a ser preenchido”, não pode ser uma forma do professor se considerar o detentor de todo o conhecimento, uma única fonte do conhecimento como um ser acima dos que estão ali para adquirir conhecimento, pelo contrario estar incluído a esta condição e saber que o compartilhar é fator principal para o sucesso do aprendizado, que é parte auxiliadora no desenvolvimento cognitivo deste indivíduos, e que a cada passo que for demonstrado é uma centelha que acenderá na busca de novos sentidos e experiências de vida. Diante da busca por desenvolver-se positivamente a criança busca na sua inerência de vida o reconhecimento da sua cultura, das especificidades como indivíduos, a paciência, o reconhecimento, o amor, no entendimentoque estão disponíveis receptivamente para a educação, para brincadeira no imaginável e no inimaginável como métodos de lhe cativarem, cultivando em si e para a sociedade transformações em alicerces mais favoráveis de um mundo antes incompreendido quando crianças para uma nossa realidade quando adultos, onde os sonhos, ainda possam ser sonhados, que a esperança seja pautada como um lugar acessível em forma pacificas na relação com seus semelhantes. O lúdico quanto método de ensino aliado ao um sistema curricular voltado para a formação de cidadãos e o primeiro passo para aumentar o interesse, tendo em vista que não podemos permitir na educação substituir “criatividade por produtividade”, as brincadeiras lúdicas podem trazer uma moral solidificada, evitando vícios comportamentais, trarão a responsabilidade e respeito pelas pessoas e ao mundo que vivemos. Assim, conforme art. 2º das Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional expressa que : “A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.” Deve-se ter internalizado por todos que o incentivo na educação não é apenas da Escola ou de um direito adquirido e postado constitucionalmente, a criança 16 tem que ser nutrida e respeitada sua liberdade pela família, vizinhos ou qualquer pessoa próxima incluída em nossa sociedade, trata-se de um conjunto de exemplos que é oferecido, e neste contexto todos devem participar em suas comunidades, as comunidades dentro das escolas, discutindo possibilidades e métodos que poderão beneficiar, primeiramente as crianças e conseqüentemente a comunidade no futuro. O lúdico deve ser o exercício aplicado a todas as crianças se mantendo vivo, aquecidos pelos seus familiares, pois a liberdade é forma de amar, a paciência e o reconhecimento são as fórmulas necessárias na construção de uma sociedade consciente, justa e pacifica e certamente estes resultados apareceram quando todo o sistema educacional estiver voltado para o ser humano. 17 Referencias: FREIRE, PAULO. Professora sim, Tia não: Cartas a Quem ousa ensinar. São Paulo: Olho D’Água, 1997. SALOMÃO, Hérica Aparecida de Souza; MARTINI, Marilaine. A Importância do Lúdico na educação Infantil: Enfocando a Brincad eira e as situações de ensino não Direcionado. 2007. 267 f. Dissertação Curso de Pedagogia - Academia do curso de Pedagogia das faculdades Integradas de Cacoal - UNESC, Roraima, 2007. SILVA, Marinês da; SILVA, Marisane da; SANTOS, Juliano Ciebre dos. A Importância do Lúdico no Processo Ensino Aprendizag em. 2014. Dissertação, Mato Grosso, 2014. DOHME, Vania D’Angelo. Atividades lúdicas na educação – o Caminho de tijolos amarelos do aprendizado. 2004. Texto integrante dos Anais do XVII Encontro Regional de História – O lugar da História, UNICAMP Campinas, 2004. ROSSI, Francieli Santos. Considerações sobre a Psicomotricidade na Educação Infantil. 2012. Revista Vozes dos Vales da UFVJM: Publicações Acadêmicas – Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM. Minas Gerais, 2012. MARQUES, Tânia Beatriz Iwaszko. Epistemologia Genét ica e Construção do Conhecimento. 2005. Dissertação Doutorado. Curso Psicologia da Educação – Universidade Federal de Rio Grande do Sul – UFRGS, Porto Alegre, 2005. ESTEVES, Ana; TOMÉ, Inês; MARQUES, Alexandra; FERREIRA, Ana Sofia; PALMA, Patrícia. Desenvolvimento e Aprendizagem Motora - Habilidades Motoras Posturais. 2009 / 2010 – Dissertação – Curso de Educação Básica - Escola superior de Educação de Beja, Portugal, 2009 /2010. REGINATTO, Raquel. Importância da Afetividade no Desenvolvimento e Aprendizagem . 2013. Artigo – Pedagoga. Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, Lagoa Vermelha, 2013. FERNANDES, Tatiana Andrade. O Jogo como Recurso Viabilizador da aprendizagem no processo de alfabetização na educaç ão básica . 2015. Monografia – Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho – Instituto de Biociência, Rio Claro, 2015. TEZANI. Thaís Cristina Rodrigues. O jogo e os Processos de Aprendizagem e Desenvolvimento: Aspectos cognitivos e Afetivos . 2006. Educação em Revista. Universidade Federal de São Carlos – UFSCar, São Carlos, 2006. 18 SILVA, Cristiane Martins da; GONÇALVES, Luciana Damasceno. O LÚDICO NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO. 2005. Artigo Conclusã o do Curso de Pedagogia. Centro Universitário de Brasília – UniCEUB, Brasília, 2005. MORENO, Leonel de Alencar. O lúdico e a Contação de Histórias na Educação Infantil. 2009 - Trabalho de Estágio Supervisionado - Curso de Pedagogia – da Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI, Itajaí, 2009. PINTO, Cibele Lemes; TAVARES, Helenice Maria. O Lúdico na Aprendizagem: Aprender e Aprender . 2010. Revista Católica – Licenciatura Curso de Pedagogia - Faculdade Católica de Uberlândia, Uberlândia, 2010. OLIVEIRA, Alexandra; ARAUJO, Regina Cabral; BERNARDES, Anézio Claudio. A Importância do Brinquedo e das Brincadeiras na Ed ucação Infantil . Faculdade de Pedagogia - Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP – São José dos Campos. 2010. Disponível em: Acesso em 16 Jul. 2016. Disponível em Acesso em 18 Jul. 2016. Disponível em: Acesso em 18 Jul. 2016. Disponível em: Acesso em 18 de Jul. 2016. Disponível em Acesso em 19 de Jul. 2016. Disponível em: Acesso em 19 de Jul. 2016. Disponível em Acesso em 19 de Jul. 2016. Disponível em: Acesso em 23 de Jul. 2016. Disponível em: Acesso em 23 de Jul. 2016.