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1 FILOSOFIA E DOCÊNCIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL 1 Sumário INTRODUÇÃO ......................................................................................... 3 A EDUCAÇÃO INFANTIL E O SEU CONTEXTO HISTÓRICO ............... 4 A IMPORTANCIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL PARA O DESENVOLVIMENTO........................................................................................ 9 O PAPEL DO PROFESSOR NA EDUCAÇÃO INFANTIL ...................... 12 COMPETÊNCIAS DO PROFESSOR PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL 16 O TRABALHO COM O LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL ................ 25 A IMPORTÂNCIA DE TRABALHAR O BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL. ........................................................................................................ 29 ASPECTOS LEGAIS E METODOLÓGICOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL: FILOSOFIA ....................................................................................................... 32 FILOSOFIA PARA CRIANÇAS .............................................................. 36 CONCLUSÃO ........................................................................................ 38 REFERENCIA ........................................................................................ 39 2 NOSSA HISTÓRIA A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 3 INTRODUÇÃO A Educação Infantil é entendida em amplo sentido, é na educação infantil que se podem englobar todas as modalidades educativas vividas pelas crianças pequenas na família e na comunidade, antes mesmo de atingirem a idade da escolaridade obrigatória. A Educação Infantil é uma das mais complexas fases do desenvolvimento humano, em seus diversos aspectos, tais como intelectual, emocional, social e motor. A importância do professor na educação infantil se reflete em toda a sociedade. Os educadores participam ativamente da formação dos cidadãos e desempenham um papel fundamental na difusão de conhecimentos científicos e desenvolvimento social das crianças. A educação infantil é essencial para a formação de sujeitos respeitosos, críticos e reflexivos. Nesse cenário, o professor atua em prol do processo de aprendizagem dos alunos, além de trabalhar questões relacionadas aos valores sociais e éticos. Dessa forma, os educadores trabalham com a transmissão de conhecimentos científicos e sociais, que favorecem a convivência em sociedade. Por esse motivo, o momento chamado de primeira infância deve contar com atividades e ferramentas que possibilitem o desenvolvimento sadio da sua identidade. Professores, escola e familiares devem atuar em parceria para auxiliar as crianças em seu processo educativo. Ao longo do ensino-aprendizagem, o educador equilibra o brincar e ensinar, tendo a sensibilidade para explorar o ambiente, a cultura, equipamentos e ferramentas ao seu redor para estimular a criatividade, a linguagem, a cognição e imaginação, Como também o uso da filosofia para esse desenvolvimento. A figura do professor na vida da criança ao longo do seu desenvolvimento é essencial para a o seu autoconhecimento, percepção crítica e construção dos relacionamentos interpessoais. Através das atividades realizadas em sala de 4 aula, os educadores participam do aprendizado infantil nas interações pelos ambientes escolares e extra sala. A EDUCAÇÃO INFANTIL E O SEU CONTEXTO HISTÓRICO No Brasil, a educação pública só teve início no século XX. Durante várias décadas, houve diversas transformações: a pré-escola não tinha caráter formal, não havia professores qualificados e a mão de obra era muita das vezes formada por voluntários, que rapidamente desistiam desse trabalho (MENDONÇA, 2012). Graças à Constituição de 1988, a criança foi colocada no lugar de sujeito de direitos e a educação infantil foi incluída no sistema educacional. Os primeiros movimentos voltados para o cuidado da criança foram em 1874, na qual as Câmaras Municipais do Brasil passaram a destinar uma ajudar financeira para as crianças negras, místicas ou brancas que eram rejeitadas, 5 tinha que apresentar periodicamente às crianças as autoridades. Um tempo depois foi criada pela a Igreja Católica as Rodas dos Expostos, ou dos rejeitados essa instituição era de cunho filantrópico da Santa Casa de Misericórdia, e foram se espalhando pelo país no século XVIII. Com o advento da República houve uma preocupação maior com educação da criança, mas foi no século XX, que há ações que demonstram atuações por parte da administração pública. As instituições destinadas ao cuidado da criança eram de cunho preventivo e de recuperação das crianças pobres, consideradas perigosas para a sociedade. O foco não era a criança, mas naquilo que era denominado como menor abandonado e delinquente. (KUHLMANN JR., 2002), demonstra uma imagem da criança pobre como delinquente e perigosa em potencial, pois, pois as crianças viviam mal alimentadas, em lares nos quais o alcoolismo era uma constante e conviviam com país que, muitas vezes não trabalhavam. Em 14 de Novembro de 1930 o Ministério da Educação (MEC) é criado pelo presidente Getúlio Vargas, que é um órgão do governo federal do Brasil fundado no decreto nº 19.402, com o nome Ministério dos Negócios da Educação e Saúde Pública, eram encarregados pelo estado e despacho de todos os assuntos relativo ao ensino, saúde pública e assistência hospitalar. Nos anos 70, o Brasil assimilou as teorias desenvolvidas nos Estados Unidos e Europa, que sustentavam que as crianças mais pobres sofriam de privação cultural e eram colocadas para explicar o fracasso escolar delas, esta idéia direcionou por muito tempo a Educação Infantil, enraizando uma visão assistencialista e compensatória foram então adotadas sem que houvesse uma reflexão critica mais profunda sobre as raízes estruturais dos problemas sociais. Isto passou a influir nas decisões de políticas de educação Infantil. (OLIVEIRA, 2002que vai proporcionar PG. 109). Dessa forma, pode-se observar a origem do atendimento fragmentado que ainda faz parte da Educação Infantil destinada às crianças carentes, uma educação voltada para suprir supostas “carências”, é uma educação que leva em consideração a criança pobre como um ser capaz, como alguém que não responderá aos estímulos dados pela escola. NA década de 80, com a abertura política, houve pressão por parte das camadas populares para a ampliação do acesso à escola. A educação da criança pequena passa a ser reivindicada como um dever do Estado, que até então não 6 havia se comprometido legalmente com essa função. Em 1888, devido à grande pressão dos movimentos feministas e dos movimentos sociais, a Constituição reconhece a educação em creches e pré-escolas como um direito da criança e um deverdo Estado. Vejamos o que diz a Constituição. Art.205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será provida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e a sua qualificação para o trabalho (BRASIL, 1988, p. 1). Em meados dos anos 90, ocorreu uma ampliação sobre a concepção de criança. Agora se procura entender a criança como um ser sócio-histórico, onde a aprendizagem se dá pelas interações entre a criança e seu entorno social. Essa perspectiva sócio-interacionista tem como principal teórico Vigotsky, que enfatiza a criança como sujeito social, que faz parte de uma cultura concreta (OLIVEIRA, 2002). Há um fortalecimento da nova concepção de infância, garantindo em lei os direitos da criança enquanto cidadã. Cria-se a ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente); a nova LDB, Lei nº9394/96, incorpora a Educação Infantil como primeiro nível da Educação Básica, e formaliza a municipalização dessa etapa de ensino. 7 A Lei de Diretrizes e Base da Educação foi criada para definir e regularizar o sistema de educação brasileira com bases na Constituição. Observa-se uma inversão, na Constituição a educação é obrigação em primeira instância do Estado, já na LDB a obrigação passa a ser de responsabilidade da família. Vejamos o que o Art. 3º da LDB diz acerca da educação nacional: Art. 3º. O ensino será com base nos seguintes princípios: igualdade de condição para o acesso a permanência na escola; liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, pensamento, a arte e o saber; pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; respeito à liberdade e apreço á tolerância; coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; gratuidade do ensino em estabelecimentos oficiais; valorização do profissional da educação escolar; gestão democrática do ensino público, na forma desta lei e da igualdade e dos sistemas de ensino; garantia de padrão de qualidade; valorização da experiência extraescolar; vinculação entre educação escolar, o trabalho e as práticas sociais (BRASIL, 1996, p. 1) Em 1998, é criado RCNEI (Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil), um documento que procura nortear o trabalho realizado com crianças de zero a seis anos de idade. Ele representa um avanço na busca de se estruturar melhor o papel da Educação Infantil, trazendo uma proposta que integra o cuidar e o educar, o que é hoje um dos maiores desafios da Educação Infantil. No art. 29 da LDB, foram destinadas às crianças de até seis anos de idade, com a finalidade de complementar a ação da família e da comunidade, 8 objetivando o desenvolvimento integral da criança nos aspectos físicos, psicológicos, intelectuais e sociais. Isto nos remete à questão da formação humana [...] mas que ressalta a necessidade de promover o processo humanizado da criança. Esse processo requer e implica em um projeto de educação infantil fundamentado em um conceito de educação para a vida, pois ele dará os recursos cognitivos iniciais para o pleno desenvolvimento da vida da criança. (MENDONÇA, 2012, p. 42). De acordo com a citação acima, é na Educação Infantil que a criança irá se desenvolver integralmente, pois é durante essa etapa que ocorre o processo de humanização e troca de experiências sociais que a tornarão sujeito com identidade. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), a educação infantil é o sistema destinado à faixa etária de zero a seis anos: as creches para a faixa de zero até três anos e as pré-escolas para a faixa de quatro a seis anos (MATTIOLI apud TADEI; STORER, 1998). A Educação Infantil é fundamental e essencial porque desenvolve um papel de destaque no desenvolvimento humano e social da criança. Ela vai evoluir de forma cognitiva, tendo contato com diversos objetos e com a arte, cultura e a ciência, dando vazão à sua criatividade na escola e essa instituição deve ser esse espaço preparado, com professores que levem em conta a criatividade e a capacidade dessa criança que já tem um conhecimento prévio, tem uma história e a sua própria linguagem. 9 A IMPORTANCIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL PARA O DESENVOLVIMENTO. A Educação Infantil foi, por muito tempo, vista como apenas um local específico para cuidado de crianças pequenas, não se levando em conta o caráter pedagógico. Com a evolução das políticas educacionais (ainda que lentas e engatinhando), através das novas descobertas sobre o desenvolvimento infantil, o educar se tornou tão importante quanto o cuidar. Mas como educar, ensinar conteúdos na Educação Infantil, com crianças tão pequenas? A criança deve ser vista na sua totalidade. Devemos respeitar o ritmo de cada uma, bem como sua história e cultura em que está inserida. Nessa fase aprende-se de forma lúdica, através de brincadeiras e atividades que explorem a socialização das crianças. É importante que aprendam sobre respeito, confiança e aceitação, desde muito pequenos. https://psiconlinews.com/wp-content/uploads/2016/12/educa%C3%A7%C3%A3o.jpg 10 O professor é um mediador do conhecimento, que auxilia a criança nesse processo de experimentação do mundo. O contato com novos ambientes, diferentes crianças, regras, é essencial para o desenvolvimento infantil. Porém, esse processo não se finda na escola. A família tem papel essencial, pois deve dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelo professor, orientando em atividades “para casa”, e estando sempre presente na comunidade escolar. A LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) assegura o desenvolvimento integral da criança, nos aspectos físico, psicológico, intelectual e social, orientando a família e a comunidade. Dessa forma, muitos pais são negligentes com a vida escolar de seus filhos, deixando toda a responsabilidade para a escola. Ou simplesmente não colaboram e não aceitam as orientações dadas pelos educadores. Não importa o quanto estes tenham dedicado sua vida ao estudo e ao trabalho com o desenvolvimento infantil e conheçam a capacidade de cada um de seus educandos. Esse desenvolvimento integral é a totalidade já citada no início do texto. A criança desenvolve: seu lado afetivo e social, ao lidar com os colegas de turma. sua capacidade de atender a regras e autoridades, ao respeitar o professor. o cognitivo ao aprende novos conteúdos que são introduzidos na rotina diária, através de atividades lúdicas. a coordenação motora, tão importante para diversos contextos em nosso dia a dia, principalmente no que diz respeito ao aprendizado da escrita. sua autonomia. E assim por diante. Não, não é só brincadeira como muitos pais pensam. Não, as crianças não ficam apenas assistindo desenho animado ou dormindo. É aprendizado, é 11 estímulo, é vivência, é amadurecimento! E os professores e toda a comunidade escolar estão preparados e compreendem muito bem o assunto! A Educação Infantil é de extrema importância para a adaptação à rotina pedagógica, e para o aprendizado de conceitos básicos que serão necessários nas séries iniciais do Ensino Fundamental. É nela que a criança aprende a aprender. E precisa ser uma experiência satisfatória e prazerosa, para que sua trajetória escolar seja proveitosa e sem lamentos. Em pesquisas se observa que, muitos alunos com alto índice de repetência, são crianças que não frequentaram a Educação Infantil. É comum ouvirmos que nossas orientações são “besteiras”, e que “é assim mesmo” quando sinalizamos algo que pode ser melhorado… Não podemos pormenorizar a Educação Infantil. Não podemos agir como ela fosse desnecessária. Precisamos valorizar essa fase da criança, e os profissionais que dela cuidam e educam. Como escola, deve-se sempre buscar atualização e estar à frente do nosso tempo.A educação não é mais a mesma, as crianças são mais espertas e têm acesso a mais informações que antigamente. A escola precisa investir nos profissionais, inclusive em psicólogos e psicopedagogos. Profissionais especializados acompanhando a criança desde a Educação Infantil com certeza conseguirão obter maior sucesso de uma forma geral com essa criança 12 . O PAPEL DO PROFESSOR NA EDUCAÇÃO INFANTIL O papel do professor é fundamental dentro da escola e se reflete em toda a sociedade, pois ele é um agente ativo na formação de um cidadão. As crianças necessitam de modelos a serem seguidos para que ajam em prol da equidade no mundo, e seus únicos exemplos nos primeiros anos de vida são os pais, seguidos dos professores e amizades encontrados no ambiente escolar. Além de ser um educador, atuando como gestor de aprendizagem, o professor tem influência para orientar e motivar seus alunos desde o primeiro contato do seu filho com a escola. É ele quem facilita o acesso a informações e dados, ao conhecimento acumulado pela sociedade, conduzindo, avaliando e executando experiências, eventos e projetos para que a construção da aprendizagem seja completa desde os primeiros anos no colégio. 13 A Educação Infantil é primordial na formação de um indivíduo no que diz respeito não somente a transmissão de conhecimento, mas também ao englobar questões relacionadas ao amor, fraternidade, dignidade, solidariedade, responsabilidade, ética e outros valores fundamentais para a convivência harmoniosa do ser humano na sociedade. Engana-se quem pensa que o papel do professor é apenas ensinar. Ele também é um dos responsáveis por estimular atitudes respeitosas por parte das crianças: o professor ensina o seu filho a respeitar os demais colegas de classe, a aguardar a vez dele na fila, a ser gentil com as outras pessoas que trabalham na escola, entre outras atitudes que, consequentemente, serão levadas para fora do ambiente escolar. O educador também é responsável por proporcionar às crianças experiências que auxiliam a desenvolver suas capacidades cognitivas, como atenção, memória, raciocínio e o bem estar em um ambiente cheio de pluralidade. Para isso, ele promove atitudes, estratégias e comportamentos que favorecem a melhor aceitação e desenvolvimento da criança no ambiente escolar, sempre de maneira carinhosa, servindo de exemplo para os mais novos. É na fase dos 0 aos 6 anos, chamada de primeira infância, que as crianças passam a perceber o mundo e despertam uma curiosidade nata e investigativa, sempre questionando e querendo saber o porquê das coisas. Com isso, a criança constrói sua própria identidade, baseada na exploração do meio em que 14 vive, na construção dos relacionamentos interpessoais, na obtenção do conhecimento e valores a ela ensinados, e nas brincadeiras, que são a forma mais produtiva de adquirirem conhecimento e se relacionarem com outros. Por isso, na primeira infância, é primordial que o educador também ofereça, juntamente com os pais, todas as ferramentas necessárias para a construção dessa identidade. Vocês podem fazer isso criando situações que permitam agregar conhecimento, organizar o espaço físico, ensinar como manipular e explorar materiais concretos e harmonizar trocas orais constantes com crianças e adultos. Dessa forma, ocorrerão as trocas afetivas, enfrentamentos e resoluções de conflitos, e vocês perceberão como a criança lida com frustrações e desafios. A escola é o segundo ambiente socializador em que a criança é inserida, onde o educador pode ajudar a adquirir novos conhecimentos todos os dias e a desenvolver interações, impactando em seu modo de perceber o mundo. Relação família x escola na educação infantil A escola por si só não é suficiente para suprir todas as necessidades educacionais de uma criança, assim como os pais sozinhos não são capazes de 15 oferecer uma educação completa, e é por isso que a relação entre pais e educador é tão importante. Quando você se relaciona com o profissional que conhece a sua criança, é possível abrir um canal de diálogo para saber, por exemplo, se a criança está com dificuldade de desenvolver a escrita na escola e pensar em estratégias que podem ser feitas dentro de casa para ajudá-la a passar por esse desafio. Os pais que se comprometem em saber como está evoluindo o desempenho dos filhos estão mais dispostos a ajudarem o professor a vencer os desafios educacionais, adotando medidas complementares em casa. Isso é fundamental para que as crianças tenham um melhor desenvolvimento não só relacionado ao aprendizado intelectual, mas também a preservação de valores e atitudes que serão usadas por elas em todos os ambientes os quais estão inseridas. Quando pais e profissionais da educação interagem de maneira contínua e tentam resolver conflitos juntos, considerando sempre as causas e dificuldades, é maior a probabilidade de que o problema seja resolvido rapidamente e de forma efetiva, favorecendo todos os envolvidos, mas principalmente a criança. Além disso, pesquisas comprovam que os pais que participam ativamente das atividades escolares das crianças criam filhos mais dedicados e esforçados, e eles sentem que recebem mais atenção e apoio dos adultos. Os ambientes familiar e escolar são parte constante do pequeno universo das crianças e, por isso, é imprescindível que pais e professores sistematizem um processo educacional conjunto. Se você é pai, vai precisar acompanhar as atividades realizadas no colégio, conversar com o professor e discutir as melhores formas de aprendizado dos filhos, baseado no perfil da criança. As atividades e brincadeiras feitas em casa podem e devem complementar a educação da escola, proporcionando um desenvolvimento infantil integral para o seu filho. 16 COMPETÊNCIAS DO PROFESSOR PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL O professor da educação infantil exerce o papel de mediador para que as crianças se apropriem de conhecimentos mais elaborados, a partir da vivência de seu meio social, das intervenções didáticas, de situações de aprendizagem por meio do brincar. Nesse sentido a organização do trabalho pedagógico realizado pelo professor deve contemplar os cuidados necessários para que a criança se aproprie dos conhecimentos de maneira lúdica e de acordo com o seu desenvolvimento físico, emocional, social e cognitivo. A criança, nesse contexto, deve ser vista como um sujeito sócio- histórico, de direitos e que constrói sua identidade na relação com outros sujeitos, no meio social em que está inserida. O professor para mediar a aprendizagem das crianças deve desenvolver competências, saberes que o permitam entender como se processa a educação da criança e assim, propor situações de aprendizagem, planejadas, evitando a improvisação. Para tanto investir em sua formação continuada é condição imprescindível. Segundo Perrenoud (2000, p. 20), são dez os domínios de competências reconhecidas como prioritárias na formação continuada de professores. Observe os exemplos abaixo: https://siteantigo.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/educacao/competencias-necessarias-ao-professor-da-educacao-infantil/42285 17 Competências de referência: -Organizar e dirigir situações de aprendizagem: - Conhecer os conteúdos a serem ensinados e sua tradução em objetivos de aprendizagem. - Trabalhar a partir das representações dos alunos. - Trabalhar a partir dos erros e dos obstáculos à aprendizagem. - Construir e planejar dispositivos e sequências didáticas. - Envolver os alunos em atividades de pesquisa, em projetos de conhecimento. Administrar a progressão das aprendizagens: - Conceber e administrar situações-problema ajustadas ao nível e às possibilidades dos alunos. - Adquirir uma visão longitudinal dos objetivos do ensino.18 - Estabelecer laços com as teorias subjacentes às atividades de aprendizagem. - Observar e avaliar os alunos em situações de aprendizagem, de acordo com uma abordagem formativa. - Fazer balanços periódicos de competências e tomar decisões de progressão.. Conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferenciação: - Administrar a heterogeneidade no âmbito de uma turma. - Abrir, ampliar a gestão de classe para um espaço mais vasto. - Fornecer apoio integrado, trabalhar com alunos portadores de grandes dificuldades. - Desenvolver a cooperação entre os alunos e certas formas simples de ensino mútuo. 19 Envolver os alunos em sua aprendizagem e em seu trabalho: - Suscitar o desejo de aprender, explicitar a relação com o saber, o sentido do trabalho escolar e desenvolver na criança a capacidade de autoavaliação. - Instituir e fazer funcionar um conselho de alunos (conselho de classe ou de escola) e negociar com eles diversos tipos de regras e de contratos. -Oferecer atividades opcionais de formação. - Favorecer a definição de um projeto pessoal do aluno. Trabalhar em equipe: - Elaborar um projeto de equipe, representações comuns. - Dirigir um grupo de trabalho, conduzir reuniões. 20 - Formar e renovar uma equipe pedagógica. - Enfrentar e analisar em conjunto situações complexas, práticas e problemas profissionais. -Administrar crises e conflitos interpessoais. Participar da administração da escola: - Elaborar, negociar um projeto da instituição. -Administrar os recursos da escola. - Coordenar, dirigir uma escola com todos os seus parceiros. - Organizar e fazer evoluir, no âmbito da escola, a participação dos alunos. 21 Informar e envolver os pais: -Dirigir reuniões de informação e de debate. -Fazer entrevistas. - Envolver os pais na construção dos saberes. Utilizar novas tecnologias: -Utilizar editores de textos. - Explorar as potencialidades didáticas dos programas em relação aos objetivos do ensino. - Comunicar-se à distância por meio da telemática. - Utilizar as ferramentas multimídia no ensino 22 Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão: - Prevenir a violência na escola e fora dela. - Lutar contra os preconceitos e as discriminações sexuais, étnicas e sociais. - Participar da criação de regras de vida comum referentes à disciplina na escola, às sanções e à apreciação da conduta. - Analisar a relação pedagógica, a autoridade, a comunicação em aula. - Desenvolver o senso de responsabilidade, a solidariedade e o sentimento de justiça. Administrar sua própria formação contínua: - Saber explicitar as próprias práticas. - Estabelecer seu próprio balanço de competências e seu programa pessoal de formação contínua. 23 - Negociar um projeto de formação comum com os colegas (equipe, escola, rede). - Envolver-se em tarefas em escala de uma ordem de ensino ou sistema educativo. - Acolher a formação dos colegas e participar dela. Com as competências propostas por Perrenoud conclui-se que o trabalho do professor é um trabalho complexo, que exige conhecimento aprimorado, atualizado, participativo. Assim a valorização desse profissional pela sociedade é um aspecto emergente, pois dele demanda o trabalho de formação científica, política, emocional, cultural, tecnológica das crianças e demais alunos de outras etapas e nível de educação. A formação do professor se faz de extrema relevância na educação infantil, pois essa etapa caracteriza-se por crianças em uma faixa etária que se pode considerar de maior fragilidade. As crianças de zero a cinco anos são indefesas e é o adulto que deve protegê-la, atende-la e ser sua “voz”, na garantia de seus direitos. Logo o papel do professor da educação infantil vai além de mediar os conhecimentos sistemáticos e o saber da criança, ele tem um papel político na proteção e formação integral da criança como sujeitos de direitos e cidadãos. O trabalho do professor exige intencionalidade, atenção à proposta pedagógica e curricular da escola. Atender por meio dos conteúdos trabalhados nas situações de aprendizagem do dia a dia, os objetivos propostos para a educação da criança em cada faixa etária, respeitando seu desenvolvimento.. Vale ressaltar que a formação continuada dos professores não é um ato solitário, os estudos e as pesquisas realizadas devem ser compartilhadas no grupo de profissionais que atuam na escola infantil, pois por meio da troca de ideias e ideais os profissionais se formam, se atualizam, diversificam suas opiniões, partilham, são ouvidos e aprendem ouvir. 24 Assim constituem-se em um grupo capaz de problematizar as situações e dar respostas a elas, estabelece-se desta forma, o sentido de pertencimento ao grupo, à instituição que atuam. O resultado desse processo é com certeza positivo e quem indiscutivelmente ganhará com isso, serão as crianças. Os desafios da escola infantil ainda são grandes, mas a consciência do fazer pedagógico pelo professor e uma atuação voltada aos cuidados com a criança, educando por meio do brincar, respeitando suas características é uma reunião de fatores que cria a possibilidade da superação de outras fragilidades postas como, por exemplo, a falta de material didático, de recursos humanos e financeiros, ambiente adequado ao desenvolvimento da criança, dentre outros. 25 O TRABALHO COM O LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL O lúdico na educação infantil é de fundamental importância, porque proporciona uma aprendizagem interativa e prazerosa, pois através do mesmo a criança aprende brincando. O lúdico tem sua origem na palavra latina "ludus" que quer dizer "jogo”. Se achasse confinado a sua origem, o termo lúdico estaria se referindo apenas ao jogar, ao brincar, ao movimento espontâneo. O lúdico passou a ser reconhecido como traço essencial de psicofisiologia do comportamento humano. De modo que a definição deixou de ser o simples sinônimo de jogo. As implicações da necessidade lúdica extrapolaram as demarcações do brincar espontâneo (FERREIRA; SILVA RESCHKE [s/d], p.3). Soares (2010, p. 18) esclarece que as atividades lúdicas estão presentes em todas as classes sociais, crianças de várias idades brincam, se divertem através da ludicidade. 26 O lúdico promove a aprendizagem e favorece o desenvolvimento físico intelectual e social da criança, ou seja, possibilita um desenvolvimento real, completo e prazeroso. A atividade lúdica é muito viva e caracteriza-se sempre pelas transformações, e não pela preservação, de objetos, papéis ou ações do passado das sociedades [...]. Como uma atividade dinâmica, o brincar modifica- se de um contexto para outro, de um grupo para outro. Por isso, a sua riqueza. Essa qualidade de transformação dos contextos das brincadeiras não pode ser ignorada. (FRIEDMANN, 2006, p. 43). Como cita a autora acima as atividades lúdicas são extremamente dinâmicas, pois o brincar as crianças interagem entre si e com isso aprendem de maneira significativa. Segundo Santos (2002, p. 12) o lúdico facilita a aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, social e cultural, colabora para uma boa saúde mental, prepara para um estado interior fértil, facilita os processos de socialização, comunicação, expressão e construção de conhecimento. Pelo exposto acima se entende que as atividades lúdicas divertem e proporcionam descobertas através de estímulos propostos pelo professor que institui regras e posicionamentos para desenvolver os jogos e brincadeiras de forma criativa e divertida. As atividades lúdicas são muito mais que momentos divertidos ou simples passatempos e, sim, momentos de descoberta, construção e compreensão de si; estímulosà autonomia, à criatividade, à expressão pessoal. Dessa forma, possibilitam a aquisição e o desenvolvimento de aspectos 27 importantes para a construção da aprendizagem. Possibilitam, ainda, que educadores e educando se descubram, se integrem e encontrem novas formas de viver a educação (PEREIRA, 2005, p. 20). De acordo Pereira (2005) que as atividades lúdicas desenvolvem vários aspectos no processo de aprendizagem da criança dentre eles podemos elencar a atenção, a memorização e imaginação que são de fundamental importância para o ensino de qualidade. As contribuições das atividades lúdicas no desenvolvimento integral indicam que elas contribuem poderosamente no desenvolvimento global da criança e que todas as dimensões estão intrinsecamente vinculadas: a inteligência, a afetividade, a motricidade e a sociabilidade são inseparáveis, sendo a afetividade a que constitui a energia necessária para a progressão psíquica, moral, intelectual e motriz da criança (NEGRINE, 1994, p.19). Segundo Ribeiro (2013, p.1) o lúdico promove uma alfabetização significativa a prática educacional. Para que o lúdico auxilie na construção do conhecimento é necessário que o professor faça a mediação da atividade planejada por ele e estabeleça os objetivos para que a brincadeira tenha um caráter pedagógico promovendo dessa maneira interação social e o desenvolvimento intelectual. Segundo Kishimoto (1996 p. 83), ao permitir a manifestação do imaginário infantil por meio de objetos simbólicos dispostos intencionalmente a função pedagógica subsidia o desenvolvimento integral da criança. Compreende-se que ao trabalhar o imaginário da criança na educação infantil o lúdico desenvolve a criatividade através dos objetos pré-dispostos de maneira intencional. 28 O lúdico como método pedagógico prioriza a liberdade de expressão e criação. Por meio dessa ferramenta, a criança aprende de uma forma menos rígida, mais tranquila e prazerosa, possibilitando o alcance dos mais diversos níveis do desenvolvimento. Cabe assim, uma estimulação por parte do adulto/professor para a criação de ambiente que favoreça a propagação do desenvolvimento infantil, por intermédio da ludicidade (RIBEIRO 2013, p.1). Matos (2013, p. 139), explica que a ludicidade é uma ferramenta muito importante para a formação das crianças, pois é através dela que a criança desenvolve seu saber, seu conhecimento e sua compreensão de mundo. De acordo com Pereira (2005) que as atividades lúdicas desenvolvem vários aspectos no processo de aprendizagem da criança dentre eles podemos elencar a atenção, a memorização e imaginação que são de fundamental importância para o ensino de qualidade. A atividade lúdica funciona como um elo entre os aspectos motores, cognitivos, afetivos e sociais, na educação infantil por isto a partir do brincar, a criança desenvolve à aprendizagem, através do desenvolvimento social, cultural e pessoal, contribuindo para uma vida saudável tanto física como mental. As atividades lúdicas auxiliam no processo de aprendizagem do aluno na educação infantil, pois trabalham a atenção, a imaginação, os aspectos 29 motores e sociais, visando o pleno desenvolvimento da criança que aprende de forma significativa tornando o ensino de qualidade. Almeida (2008, p.34), afirma que as atividades lúdicas como recursos da prática educativa devem estar presentes no cotidiano das salas de aula da Educação Infantil visando não só o desenvolvimento emocional dos alunos, como também a compreensão por parte dos educadores sobre os limites e as possibilidades de trabalhar as questões afetivas no contexto escolar. Na Educação Infantil, o lúdico é importante para o crescimento das crianças, inclusive intelectualmente, pois as brincadeiras trazem consigo “um brincar compromissado com a qualidade de vida da criança” (MEYER, 2008, p. 22). A IMPORTÂNCIA DE TRABALHAR O BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Segundo Correa; Bento ([s/d], p. 1), o brincar é importante, não porque é coisa de criança, mas porque é a melhor forma de aproximar o mundo da fantasia do mundo real, que mesmo com toda sua complexidade, se torna simples pelo olhar de uma criança. Brincando a criança aprende regras, sentimentos como frustrações de perda e alegrias da vitória assim descobre como lidar com os sentimentos sejam eles bons ou ruins. 30 O brincar na educação infantil é de suma importância, porque é a maneira mais simples da criança aprender a lidar com as regras, as frustrações da perda, a socialização fundamental para vida adulta. Segundo Dias (2013, p.13), existem diversas razões importantes para destacar o brincar, desde o prazer até a importância do desenvolvimento cognitivo, motor, afetivo e social da criança. O brincar é importante para o desenvolvimento cognitivo, motor, afetivo e social da criança, pois através da brincadeira a criança expressa suas vontades e desejos. É através da brincadeira que a criança regula suas próprias ações e emoções desenvolvendo assim sua autonomia. Correa; Bento ([s/d], p.2), esclarece que a liberdade que o brincar é de suma importância, pois proporciona o desenvolvimento da criança, essa liberdade à leva a conciliar o mundo real e o mundo da imaginação. Ao brincar a criança entra no mundo da imaginação, desenvolve a autonomia, socializa-se ao meio ambiente que está inserido, desenvolve emoções de bem estar e descobre que as frustrações fazem parte do universo infantil. O brincar contribui para a formação do indivíduo, através da imaginação, que proporciona a aprendizagem, pois amplia a capacidade de percepção sobre si mesmo. 31 A brincadeira, seja ela qual for, é algo de sumo importância na infância. Pelos pais, ela deve ser vista não apenas como um momento de entretenimento e lazer de seus filhos, mas também como uma oportunidade de desenvolver nas crianças hábitos e atitudes que os façam amadurecer se tornando responsáveis (OLIVEIRA 2010, p 14.) Segundo Correa; Bento ([s/d], p.2), brincando a criança aprende a lidar com o mundo, formando sua identidade pessoal e autonomia, experimenta sentimentos bons como o amor, e ruins como o medo e a insegurança, sentimentos esses presentes na vida cotidiana. Souza (2015,), esclarece que o brincar proporciona o prazer e a motivação pessoal que dão origem às ações e explorações que realizam ao longo da brincadeira. O brincar é importante, pois proporciona a aquisição de novos conhecimentos, desenvolve habilidades de forma natural e agradável. Ele é uma das necessidades básicas da criança, é essencial para um bom desenvolvimento motor, social, emocional e cognitivo. (MALUF, 2003, p. 9). Ao brincar a criança forma sua identidade pessoal, e adquire conhecimentos através dos sentimentos bons e ruins que serão aprendidos e trabalhados para sua vida adulta. Ao brincar, as crianças repetem, através de imitações, aquilo que já conhecem. Ativando sua memória, transformam os seus conhecimentos por meio da criação de uma situação imaginária nova. Na brincadeira, a criança 32 amadurece algumas competências para a vida coletiva, através da interação e da utilização e experimento das regras e papéis sociais (SOUZA 2015, p.1). O Brincar desenvolve as habilidades da criança de forma natural, pois brincando aprende a socializar-se com outras crianças, desenvolve a motricidade, a mente, a criatividade, sem cobrança ou medo, mas sim com prazer (CUNHA 2001, p.14). ASPECTOS LEGAIS E METODOLÓGICOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL: FILOSOFIA A educação infantil é a primeira etapa da educação básica. É nesta fase que a criança desenvolve suas potencialidades físicas, intelectuais, cognitivas e socializadoras, fundamental para o processo de construção de sua identidade. Em 1996 a Lei de Diretrizes e Bases, estabelece que a educação infantil passe afazer parte do sistema nacional de ensino, sendo considerada a primeira 33 etapa da educação básica, cujo objetivo é o desenvolvimento integral da criança de 0 a 6 anos. Em 2006 essa lei foi alterada pela LEI Nº 11.274, de 06 de Fevereiro de 2006, destinando, essa etapa às crianças de 0 a 5 anos. Conforme a Proposta Pedagógica (2006) da Instituição, os princípios que norteiam as práticas pedagógicas estão baseados na perspectiva construtiva, que de acordo com Piaget a autonomia é o objetivo maior da Educação. De acordo com essa perspectiva, a meta do Centro Municipal de Educação Infantil é que a partir da vivencia que a criança traz para o espaço, possa possibilitar a construção de novos conhecimentos, através da troca de experiências, estabelecendo o contato com diversas outras culturas e com isso a construção de novos saberes e adquirindo novos conceitos e se apropriando de instrumentos para superação da heteronomia e desenvolvimento de sua autonomia, tanto moral, quanto intelectual. Como podemos perceber a concepção de infância vem sendo construída ao longo da história. Entretanto não podemos esquecer que as crianças possuem uma identidade singular, que possuem um jeito próprio de sentir e pensar, sendo que, um dos grandes desafios da educação infantil hoje é conhecer, compreender e reconhecer a forma como as crianças interagem com o mundo. De acordo com o Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil (1998, p.23) educar significa: 34 Dessa forma, o educar tem como objetivo promover o desenvolvimento das capacidades físicas, afetivas, éticas, emocionais e estéticas das crianças, porém educar não se limita apenas na dimensão pedagógica, é essencial contemplar a integração de vários campos de conhecimento, valorizando o cuidado para que a criança tenha um desenvolvimento integral. É importante ressaltar que os procedimentos e atitudes de cuidados são construídos socialmente com base nas crenças e valores. Para cuidar é necessário comprometimento, vínculo entre o educador e a criança, sempre levar em consideração singularidades e as necessidades específicas de cada criança, buscando contemplar o desenvolvimento biológico, emocional e intelectual, nunca se esquecendo que a criança está em um processo de crescimento e desenvolvimento. De acordo com o Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil (1998, p.23): 35 Com isso ela cumpre o papel de socialização, possibilitando que a criança desenvolva a sua identidade, por meio da interação e de uma aprendizagem diversificada. O professor tem um papel fundamental nesse processo, instigando às crianças a investigação, ao questionamento, a curiosidade e a situações em que possam desenvolver habilidades para busca da compreensão filosófica através de uma metodologia diversificada. De acordo com Lipman: 36 FILOSOFIA PARA CRIANÇAS O Professor norte-americano Dr. Matthew Lipman, preocupado com a atuação precária de seus alunos, concebeu o Programa Filosofia para Crianças, dispondo-se a ampliar o desenvolvimento das habilidades cognitivas mediante discussões de assuntos filosóficos e propondo, com tais discussões, a introdução filosófica de crianças e jovens, no final da década de 60. A partir de 1976 o Programa Filosofia para Crianças, difundiu-se pelo mundo, sendo traduzido e colocado em prática em vários países. A finalidade é desenvolver as habilidades cognitivas dentro de um contexto significativo, através do diálogo. É através de procedimentos dialógicos que, se motiva o aprendizado de um pensar ponderado, inventivo, de uma maneira contextualizada e, também se elabora a construção do aprendizado da cidadania,através de uma convivência saudável, respeitando as idéias divergentes e a variedade cultural, onde as salas de aula são transformadas em pequenas comunidades de investigação. O Programa de Filosofia para Crianças indica o envolvimento de alunos, de maneira reflexiva, com assuntos especificamente formativos de base humanística .São trabalhados os temas, que enfatizam os valores (especialmente os morais), a coexistência social, a importância do pensar de modo reflexivo , autônomo, global e sistemático, propícios ao filosofar. O Programa de Filosofia para Crianças colabora na formação de cidadãos competentes em solucionar problemas e encontrar saídas criativas e éticas, nos diversos contextos em que vivem. 37 O Referencial Nacional para a Educação Infantil afirma que as crianças são capazes de construir o conhecimento e o aprendizado através do enfrentamento de situações em que elas próprias têm que buscar respostas e soluções. A curiosidade da criança busca o questionamento, possui a ânsia de compreender os significados e as utilidades da experiência e do mundo, e faz da descoberta da linguagem um elemento para capturar as pontes entre ela e o outro através da interação social. De acordo com Ann Sharp no seu livro "Nova Educação - A comunidade de investigação na sala de aula", os materiais devem incorporar personagens, situações, experiências e linguagem que permitam a identificação das crianças, assim como devem abrir para exploração uma variedade de conceitos e idéias que, mesmo baseados nas experiências das crianças, são suficientemente intrigantes para levar ao questionamento e à investigação, assim, devem ser estimuladas para a curiosidade sobre o mundo e preparadas para embarcar em uma investigação colaborativa com os amigos. Com a incorporação da Filosofia no currículo da Educação Básica, o que se almeja é uma educação voltada para a convivência democrática, para a criação de atitudes sociais de respeito aos semelhantes, considerando pontos de vista diferentes, a ponto de modificarem seus próprios conceitos a respeito de temas significativos e de permitirem conscientemente que suas próprias idéias sejam enriquecidas através das interações com seus pares. Deve-se enfatizar que, ao se trabalhar a filosofia com as crianças, constatamos com facilidade que elas têm uma especial inclinação para a curiosidade, para a indagação, investigação, debate e reflexão. Da mesma maneira que a criança aprende a falar, a andar, também aprende a filosofar, quando indaga sobre as coisas do mundo que a cerca. Portanto a filosofia está em tudo, nas cores do arco- íris, no nome de seus familiares e amigos, no canto do passarinho, no afago do seu cão. A filosofia faz a criança viajar no imaginário infantil. 38 CONCLUSÃO A educação voltada para os pequenos só aconteceu devido à mudança de olhar da sociedade valorizando-a, caso não houvesse isso á educação infantil não teria mudado a sua forma de conduzir o trabalho docente, e não teria surgido um novo perfil de educador para essas etapas. No Brasil a educação infantil, como Políticas Públicas só desponta somente no século XX, demonstrando a falta de cuidado com a infância brasileira. Por outro lado, a presença de discussões sobre a educação infantil, resultou em leis e documentos como a (Constituição Federal de 1988, ECA, Estatuto da Criança e do Adolescente, LDB, Lei de Diretrizes e Bases, RCNEI, Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil e a criação do MEC, Ministério da Educação), isso mostra que há uma preocupação pelas leis que regulamentam a educação infantil no Brasil. Educação Infantil, não é possível desassociar o cuidar e o educar, eixos centrais que caracterizam e constituem o espaço e o ambiente escolar nesta etapa de educação. Ao contrário do que muitos ainda pensam o cuidar e o educar não remetem respectivamente ao assistencialismo e ao processo de ensino-aprendizagem, pois um complementa o outro e ambos precisam se integrar para melhor atender ao desenvolvimento da criança na construção de sua totalidade e autonomia. São os profissionais de Educação Infantilque promovem, todos os dias, atividades na qual irão preparar as crianças para a vida adulta, eles fornecem a base para o Ensino Fundamental e estão em constante ligação afetiva-educativa com os alunos. Os docentes são os profissionais proporcionam uma educação de qualidade, formando assim cidadãos críticos e atuantes, preparados para viver em sociedade. 39 REFERENCIA ARIÈS, PHILIPPE. HISTÓRIA SOCIAL DA CRIANÇA E DA FAMÍLIA. RIO DE JANEIRO: ZAHAR, 1978. 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