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Evanilde de Jesus Carvalho RA: 12224957
Guilherme Chagas Fagundes RA: 12224767
Isabela de Oliveira Silva RA: 12224447
Júlia Novais Revelin RA: 12224970
Keila Vanessa Lima da Silva RA: 11309994
QUESTÕES NORTEADORAS
1)A atrofia muscular espinhal (AME) é uma doença genética que afeta as células motoras da medula espinhal, levando à fraqueza muscular e à atrofia. É classificada em cinco tipos principais, com base na idade de início e na gravidade dos sintomas. A seguir, apresento uma visão geral dos tipos, sinais, sintomas, diagnóstico e tratamento fisioterápico. Tipos de Atrofia Muscular Espinhal:
· Tipo 0 (ou SMA tipo 0): Início antes do nascimento, com fraqueza muscular severa.
· Tipo I (SMA de Werdnig-Hoffmann): Início antes dos 6 meses de idade. Os sinais incluem:
- Fraqueza muscular generalizada.
- Dificuldade para sustentar a cabeça.
- Dificuldade para engolir.
- Sem desenvolvimento motor significativo.
 
· Tipo II (SMA intermediária): Início entre 6 e 18 meses de idade, com sinais como:
- Fraqueza muscular nas pernas e nos braços.
- Capacidade de sentar, mas sem a habilidade de ficar em pé ou andar.
- Dificuldade para engolir e respirar.
 
· Tipo III (SMA de Kugelberg-Welander): Início após 18 meses, geralmente na infância, com sinais como:
- Fraqueza muscular progressiva, especialmente em pernas.
- Capacidade de andar, mas pode haver dificuldade.
- Cansaço ao realizar atividades.
 
· Tipo IV (SMA adulta): Início na idade adulta, com sinais como:
- Fraqueza muscular leve a moderada.
- Progressão mais lenta dos sintomas.
- Dificuldades menores com atividades diárias.
Os sinais e sintomas da AME variam conforme o tipo, mas podem incluir:
· Fraqueza muscular.
· Atrofia muscular.
· Dificuldades respiratórias.
· Dificuldades na deglutição.
· Hipotonia (tom muscular diminuído).
· Reflexos ausentes ou reduzidos.
 Diagnóstico:
O diagnóstico da AME geralmente envolve:
· História Clínica: Avaliação do histórico familiar e dos sintomas apresentados.
· Exame Neurológico: Avaliação da força muscular, tônus e reflexos.
· Genética: Testes genéticos para identificar mutações no gene SMN1.
· Eletromiografia (EMG): Para avaliar a condução nervosa e a atividade elétrica dos músculos.
O tratamento fisioterápico para AME é multidisciplinar e pode incluir:
 1.Exercícios de Fortalecimento: Para ajudar a manter a força e a função muscular.
2. Exercícios de Mobilidade: Para prevenir contraturas e rigidez.
3. Treinamento de Postura: Para melhorar a postura e a distribuição do peso.
4. Técnicas de Ventilação: Para auxiliar na respiração, especialmente em tipos mais graves.
5. Uso de Dispositivos de Assistência: Como órteses ou cadeiras de rodas para melhorar a mobilidade e a independência.
 	Além disso, é fundamental um acompanhamento contínuo e uma abordagem multidisciplinar que inclua médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e outros profissionais de saúde. O objetivo é otimizar a qualidade de vida e prolongar a funcionalidade do paciente.
 
 
 
2)A Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipo 3, também conhecida como AME juvenil ou AME tipo 2, é uma condição genética que afeta os neurônios motores na medula espinhal, levando à fraqueza muscular progressiva. A relação entre a AME tipo 3 e a incontinência está relacionada principalmente a compromissos da musculatura que controla a função urinária e intestinal.
 Relação da AME tipo 3 com a incontinência:
 1. Fraqueza Muscular: A AME tipo 3 pode levar à fraqueza dos músculos que controlam a bexiga e o intestino. Essa fraqueza pode resultar em dificuldades na retenção de urina ou fezes, levando à incontinência.
2. Alterações na Inervação: Os neurônios motores que inervam os músculos do trato urinário e intestinal podem estar comprometidos, o que interfere no controle motor dessas funções. Isso inclui a musculatura do assoalho pélvico, que é crucial para o controle da continência.
3. Problemas Adicionais: Além da fraqueza muscular, a AME tipo 3 pode estar associada a problemas musculoesqueléticos, como escoliose, que podem afetar a função dos órgãos internos e, indiretamente, contribuir para problemas de continência.
 Inervação Acometida:
 Na AME tipo 3, a inervação afetada envolve principalmente os neurônios motores inferiores que se localizam na medula espinhal. Especificamente:
· Neurônios Motores: Os neurônios motores que inervam os músculos da bexiga (músculo detrusor e esfíncter da bexiga) e músculos do assoalho pélvico são afetados. Esses neurônios têm um impacto crucial na contração e relaxamento desses músculos, que são essenciais para a continência urinária e fecal.
· Inervação Autonômica: A inervação autonômica também pode ser comprometida, o que pode afetar os reflexos e o controle da bexiga. No entanto, o envolvimento primário na AME é mais acentuado na inervação motora. 
É importante que pacientes com AME tipo 3 recebam acompanhamento multidisciplinar, incluindo terapia física, orientação nutricional e, se necessário, cuidados urológicos para gerenciamento da incontinência e promoção da qualidade de vida.
 
3)Existe um padrão ouro para continência urinária para o paciente infantil? Quais técnicas devem ser utilizadas para o fornecimento do assoalho pélvico, e quais cuidados devem ser tomados com a patologia da criança?
A continência urinária em pacientes pediátricos é uma área complexa que envolve diferentes aspectos, incluindo desenvolvimento físico, psicológico e social. Embora não exista um único "padrão ouro" universal para a continência urinária infantil, existem diretrizes e abordagens que são frequentemente utilizadas para a avaliação e manejo.
 Avaliação da Continência Urinária:
 1. Histórico Clínico: Avaliar a história médica da criança, incluindo a frequência e a natureza dos episódios de incontinência, e fatores associados, como constipação ou infecções urinárias.
2. Exame Físico: Avaliar a saúde do sistema urinário, assim como a maturidade neurológica e a integridade dos sistemas musculoesquelético e pélvico.
3. Diário Miccional: Incentivar os pais e a criança a manter um diário das micções, registrando frequência, volume e episódios de incontinência.
4. Avaliação Psicológica: Considerar o impacto emocional e social da incontinência na qualidade de vida da criança.
 
Técnicas para o Fortalecimento do Assoalho Pélvico
 1. Exercícios de Kegel: Ensinar exercícios de Kegel pode ajudar a fortalecer os músculos do assoalho pélvico. Para crianças, essa prática deve ser lúdica e adequada à sua faixa etária.
2. Biofeedback: O uso de dispositivos de biofeedback pode ser útil para ensinar a ativação correta dos músculos do assoalho pélvico. Isso pode ajudar a criança a visualizar e entender a contração muscular.
3. Treinamento de Beber: Ensinar a criança a reconhecer sua sede e a beber água adequadamente ao longo do dia pode ajudar a melhorar a capacidade de controle urinário.
4. Treinamento de Bexiga: Pode incluir técnicas de timing e programação, onde a criança é ensinada a urinar em intervalos regulares.
Cuidados Especiais com a Patologia da Criança
1. Compreensão das Condições Médicas Associadas: Certifique-se de entender qualquer condição médica que a criança possa ter que impacte a continência urinária, como espinha bífida, malformações urológicas ou distúrbios neurológicos.
2. Apoio Emocional: A incontinência pode causar estigmas e problemas de autoestima. É essencial fornecer suporte emocional à criança e sua família.
3. Educação dos Pais: Pais precisam ser educados sobre a importância do encorajamento e do apoio à criança durante o processo de tratamento e gestão.
4. Monitoramento e Acompanhamento: É vital acompanhar regularmente a evolução do caso e ajustar o tratamento conforme necessário.
5. Intervenção Multidisciplinar: Sempre que necessário, envolver fisioterapeutas, psicólogos e outros profissionais de saúde para um tratamento mais abrangente e eficaz.
É importante que cada caso seja avaliado individualmente e que as intervenções sejam adaptadas às necessidades específicas de cada criança e sua família. O acompanhamento regular e acomunicação aberta com profissionais de saúde são essenciais para o sucesso no manejo da incontinência urinária infantil. 
Referências: 
Finkel, R. S., Mercuri, E., & Darras, B. T. (2017). "Duschnes muscular dystrophy: a clinical and genetic update." *Journal of Child Neurology*, 32(12), 1006-1010. doi:10.1177/0883073816663074
FECHAMENTO NEURO INFANTIL
AME - ATROFIA MUSCULAR ESPINHAL
A atrofia muscular espinhal (AME), é uma doença neurodegenerativa com herança genética autossômica e recessiva. Sua incidência é de 1:600 a 1:1000 nascimentos, com frequência de indivíduos portadores (heterozigotos) da doença é de um para cada 40/60 indivíduos.
A doença é causada por uma deleção ou mutação homozigótica do gene 1 de sobrevivência do motoneurônio (SMN1), localizado na região centromérica, é o principal determinante da severidade da doença. 
	Essa alteração genética no gene SMN1 é responsável pela redução nos níveis de proteína de sobrevivência do motoneurônio. O gene não compensa completamente a ausência da expressão do SNM1 porque produz apenas 25% da proteína. A falta da proteína SMN leva à degeneração de motoneurônio alfa localizadas no corno anterior da medula espinhal, o que resulta em fraqueza e paralisia muscular proximal progressiva e simétrica. 
	Sua classificação clínica é dada pela idade de início e máxima função motora adquirida, dividida em: 
· Tipo 1: Severa, AME aguda ou doença de Werdnig-hoffmann
· Tipo 2: Intermediária, AME crônica
· Tipo 3: Branda, AME juvenil ou doença de Kugelberg-welander
· Tipo 4: AME adulta.
A AME é uma desordem de difícil diagnóstico e de tratamento ainda incerto, seu diagnóstico é dado pela evidência, tanto eletrofísica como histológica, de denervação dos músculos. Para confirmar o diagnóstico, é feita atualmente uma análise molecular, que é dada pela detecção da ausência do éxon 7 do gene SNM1
	Por ser uma doença neurodegenerativa progressiva, o paciente acometido pela AME necessita de vários cuidados especiais que podem estacionar o processo da doença e prolongar a vida. 
	O tipo citado na SP3 é o tipo 3, também chamado de AME juvenil ou doença de Kugelberg-Welander, ela aparece após os 18 meses, mas a idade de início varia muito. O aparecimento da doença antes dos 3 anos de idade é classificado como AME IIIa, após isso é AME tipo IIIb. A diferença das duas é a preservação da capacidade de andar, sendo que os indivíduos do tipo IIIa são capazes de andar até os 20 anos, enquanto tipo IIIb da mesma idade permanecem com essa habilidade durante a vida toda.
	Dificuldades de engolir, tossir ou hipoventilação noturna são menos frequentes do que nos pacientes com tipo II mas podem ocorrer. Com o passar dos anos podem sofrer alterações posturais como escoliose e hiperlordose. A principal característica desses pacientes é que eles conseguem andar independente e a expectativa de vida é indefinida.
	Como ocorre perda progressiva apenas dos motoneurônios a função prejudicada é apenas da motricidade, os neurônios sensoriais permanecem intactos. Essa perda de função leva a fraqueza e a atrofia simétrica e progressiva dos músculos voluntários proximais das pernas, braços, tronco durante o progresso da doença.
	O padrão de distribuição da fraqueza muscular é mais compatível com uma desordem miopatia do que neurogênica. Os músculos proximais estão mais envolvidos que os distais, as pernas são mais afetadas que os braços e mais acometidos do que face e diafragma, ou seja, não ocorre uma distribuição homogênea da fraqueza e atrofia muscular. Normalmente a severidade da fraqueza está associada com a idade de início, sendo que a criança com o tipo mais grave (1), pode parecer normal no nascimento, mas no decorrer de poucos meses apresenta fraqueza muscular. Para os pacientes que sobrevivem além da infância mostra que a perda de força muscular é normalmente mais notável no início da doença, e depois a potência muscular residual pode se estabilizar durante meses a anos. 
	No caso da SP, o paciente apresenta déficit de força muscular mais acentuado em cintura e controle cervical, marcha deficitária em decorrência a fraqueza de dorsiflexores associada a desabamento do arco plantar. A fraqueza muscular causada pela AME tende a causar limitações amplitude de movimento dos braços e encurtamentos muscular e articular, luxação de quadril, alterações posturais que podem levar a dor e a dificuldade para sentar, andar e realizar atividades funcionais e escoliose restringindo a função pulmonar, movimento do tórax e do diafragma durante a respiração.
	Sendo assim, um dos objetivos da fisioterapia motora é impedir o aparecimento de encurtamentos ou impedir que piorem, pode ser feito alongamento de todos músculos do braço e pernas. As atividades diárias de alongamento devem englobar cotovelos, pulsos, dedos, quadris, joelhos e tornozelos. Os exercícios de alongamentos estáticos devem durar 60 segundos por grupo muscular e devem ser realizados, no mínimo, 5 vezes por semana, sendo a frequência diária a ideal para a prevenção de deformidades. O ortostatismo usando parapodium ajuda a alongar quadris, joelhos e tornozelos. Além disso, criança com AME podem ter os ossos mais fracos com densidades mineral óssea redeuzida, podendo aumentar o risco de fraturas, sendo importante o acompanhamento dos níveis de vitamina D e a posição em pé também ajuda melhorar a força óssea. A instabilidade do quadril é muito comum na AME, devido à subluxação ou luxação do quadril. Isso ocorre devido à fraqueza muscular. O bom posicionamento no leito ou na cadeira de rodas e o cuidado ao tirar o paciente do leito para a cadeira de rodas e vice -versa são essenciais. Essas são algumas estratégias para o caso da SP: exercícios ativos-assistidos para cintura pélvica e e escapular, treino em superfícies instáveis (bola suiça) para estimular controle postural, exercícios isométricos leves, pode ser feito reabilitação aquática, treino de transferências, exercicios de mobilidade para dorsiflexores, treino de marcha.
O tratamento envolve uma equipe multidisciplinar responsável por prolongar e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Os cuidados abrangem suporte tanto respiratório quanto nutricional, além de cuidados ortopédicos e fisioterapêuticos, para que a criança não tenha um prejuízo postural.
BAIONI, Mariana TC; AMBIEL, Celia R. Atrofia muscular espinhal: diagnóstico, tratamento e perspectivas futuras. Disponível em: https://www.scielo.br/j/jped/a/wfPCsMcS4z6xcRVNxct8btf#
https://iname.org.br/vivendo-com-ame/cuidados-motores-e-ortopedicos/
Fechamento do Caso Clínico – Disciplina de onco e urologia.
Paciente: Criança de 4 anos, diagnosticada com Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipo 3.
1. Aspectos urológicos identificados:
a) Incontinência urinária, em uso de absorventes desde os 3 anos.
b) Sem déficits cognitivos associados.
2. Análise clínica
1. Implicações da AME na função urinária:
a) A fraqueza muscular progressiva característica da AME pode comprometer o controle da musculatura do assoalho pélvico e do esfíncter urinário, resultando em incontinência.
b) É provável que a criança apresente disfunção miccional por:
· Diminuição da força da musculatura esfincteriana.
· Alterações no reflexo de controle voluntário da micção.
3.Diagnósticos diferenciais
a) Disfunção miccional funcional: Alteração no controle urinário devido à fraqueza muscular ou atraso no desenvolvimento do controle esfincteriano.
b) Bexiga neurogênica: Condição possível em doenças neuromusculares, levando a esvaziamento incompleto ou incontinência.
4.Abordagem e conduta terapêutica
1. Avaliação Inicial:
a) História clínica detalhada: Frequência e padrão da incontinência.
b) Exames complementares:
· Ultrassonografia de vias urinárias para avaliar resíduo pós-miccional e estrutura anatômica.
· Estudo urodinâmico para analisar função da bexiga e uretra.
· Exame de urina para descartar infecções urinárias.
2. Tratamento e intervenções:
a) Conduta conservadora:
· Treino de controle miccional adequado à faixa etária.
· Estímulo à ingestãohídrica equilibrada e micções regulares.
b) Fisioterapia pélvica:
· Exercícios para fortalecer o assoalho pélvico, utilizando técnicas lúdicas adaptadas à idade.
· Biofeedback para treinamento consciente da musculatura esfincteriana (se viável).
c) Dispositivos auxiliares: Avaliar a necessidade de dispositivos para controle da incontinência enquanto trabalha-se no fortalecimento.
3. Acompanhamento multiprofissional:
a) Neurologista pediátrico: Monitorar a progressão da AME e possíveis associações com disfunções neurológicas.
b) Urologista pediátrico: Planejar intervenções específicas caso haja falha no tratamento conservador.
c) Psicologia infantil: Apoiar o manejo emocional do paciente e da família em relação à condição.
Bexiga neurogênica em crianças
1.Definição:
A bexiga neurogênica é um distúrbio funcional do trato urinário inferior causado por alterações no controle neurológico da bexiga e/ou esfíncteres. Em crianças, geralmente ocorre devido a condições congênitas ou adquiridas que afetam o sistema nervoso central ou periférico, como doenças neuromusculares (ex.: AME, distrofias)
2.Fisiopatologia:
Na AME tipo 3, o comprometimento neuromuscular afeta a musculatura esquelética e, em alguns casos, o controle involuntário da bexiga. As manifestações podem incluir:
1. Hipoatividade detrusora:
Incapacidade do músculo detrusor (parede da bexiga) de contrair adequadamente, levando a esvaziamento incompleto.
2. Disfunção do esfíncter urinário:
Fraqueza da musculatura esfincteriana, resultando em incontinência urinária por esforço ou vazamentos contínuos.
3. Comprometimento sensorial:
Redução na percepção de plenitude vesical, dificultando a resposta adequada de micção.
3.Incontinência urinária em crianças com doenças neuromusculares
Características gerais:
a) Incontinência funcional: Ocorre devido à fraqueza muscular e dificuldade em realizar o ato de micção com controle voluntário.
b) Incontinência de esforço: Pequenos vazamentos causados por aumento da pressão intra-abdominal, como tosse ou risadas, em crianças com fraqueza do assoalho pélvico.
c) Incontinência por transbordamento: Decorrente de uma bexiga cronicamente cheia devido a esvaziamento incompleto.
Impacto clínico:
a) Risco aumentado de infecções urinárias devido ao resíduo pós-miccional.
b) Dificuldade na socialização e impacto psicológico significativo para a criança e família.
c) Potencial para complicações renais em casos graves ou negligenciados.
4.Avaliação da bexiga neurogênica
1. História clínica detalhada:
a) Frequência e padrão dos episódios de incontinência.
b) Histórico de infecções urinárias e hábitos intestinais (possível associação com constipação funcional).
2. Exames complementares:
a) Ultrassonografia do trato urinário: Avaliar resíduo pós-miccional e possíveis alterações anatômicas.
b) Estudo urodinâmico: Diagnóstico padrão-ouro para identificar disfunções do detrusor e do esfíncter.
c) Ressonância magnética de Coluna lombossacral: Investigação de alterações neurológicas associadas, se necessário.
3. Diário miccional: Registro dos horários e características das micções para avaliar padrões e hábitos.
5.Tratamento
1. Abordagem conservadora:
· Treinamento miccional: Estimular micções em horários regulares para prevenir retenção urinária.
· Fisioterapia Pélvica: Técnicas adaptadas para crianças, incluindo:
a) Fortalecimento do assoalho pélvico com exercícios lúdicos.
b) Biofeedback para treinamento consciente da musculatura.
· Suporte Educacional: Orientar os cuidadores sobre manejo diário e importância da adesão ao tratamento.
2. Intervenções Farmacológicas:
a) Uso de medicamentos para melhorar o controle vesical, se indicado:
Anticolinérgicos (ex.: oxibutinina): Reduzir hiperatividade detrusora.
Betabloqueadores: Relaxe muscular em casos específicos.
3. Intervenções Avançadas:
a) Cateterismo intermitente limpo (CIL): Indicada para esvaziamento completo da bexiga em casos de disfunção severa.
b) Dispositivos auxiliares: Uso de absorventes ou dispositivos de proteção.
Fisioterapia na bexiga neurogênica e incontinência infantil
1. Fortalecimento do assoalho pélvico
1. Objetivo: Melhorar o controle esfincteriano e reduzir os episódios de incontinência.
2. Intervenções:
a) Exercícios de Kegel adaptados para crianças (realizados de forma lúdica, com jogos ou histórias para estimular a compreensão e adesão).
b) Uso de biofeedback: Ferramenta que auxilia no aprendizado de contrações do assoalho pélvico, proporcionando visualização ou sons que indicam o sucesso do movimento.
c) Reforço progressivo dos músculos relacionados ao controle da micção.
2. Reeducação miccional
1. Objetivo: Estabelecer hábitos saudáveis e consistentes para a micção.
2. Estratégias:
a) Estimular a criança a urinar em horários regulares (treino de micção programada).
b) Ensinar técnicas de esvaziamento completo da bexiga, como postura adequada no vaso sanitário e manobras para auxiliar a micção.
c) Aplicação de técnicas respiratórias e relaxamento durante a micção para evitar retenção urinária.
3. Fisioterapia respiratória e postural
1. Objetivo: Melhorar a coordenação muscular geral e otimizar o suporte funcional das cinturas musculares, incluindo o assoalho pélvico.
2. Intervenções:
a) Trabalhar controle postural em transferências e atividades que fortaleçam a musculatura abdominal e lombar, essenciais para a estabilidade pélvica.
b) Exercícios respiratórios: Maximizar a força do diafragma, promovendo suporte indireto à pressão intra-abdominal e à micção.
4. Intervenção para Constipação Associada
1. A constipação é comum em crianças com disfunção miccional e pode agravar os sintomas urológicos.
2. Condutas Fisioterapêuticas:
a) Massagem abdominal para estimular a motilidade intestinal.
b) Orientação postural para evacuação eficiente.
c) Exercícios ativos para promover a mobilidade intestinal.
5. Uso de recursos 
1. Eletroestimulação Funcional (FES):
a) Indicado para fraqueza severa do assoalho pélvico ou dificuldade em realizar as contrações voluntárias.
b) Ajuda a fortalecer os músculos do assoalho pélvico e melhorar o controle do esfíncter urinário.
2. Estimulação elétrica neuromuscular: Aplicada em casos específicos para estimular a contração do detrusor ou esfíncter urinário.
6. Educação e Treinamento Familiar
1. A participação da família é crucial para o sucesso das intervenções.
2. Foco educativo:
a) Ensinar os cuidadores sobre exercícios a serem realizados em casa.
b) Orientar sobre posicionamento correto durante a micção e evacuação.
c) Reforçar a importância do seguimento do plano terapêutico.
Prognóstico com a Fisioterapia
1. A fisioterapia não apenas contribui para o controle da incontinência urinária, mas também promove a independência funcional da criança em atividades diárias.
2. Benefícios esperados:
a) Redução dos episódios de incontinência.
b) Melhor esvaziamento da bexiga, diminuindo o risco de infecções urinárias.
c) Maior autoconfiança da criança e melhoria na qualidade de vida familiar.
d) Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível minimizar as complicações urológicas e melhorar a qualidade de vida.
e) O acompanhamento regular com urologista pediátrico e equipe multidisciplinar é essencial para ajustar a conduta conforme a evolução da condição neuromuscular.
Referências Bibliográficas
1. Fisioterapia e Terapias na Atrofia Muscular Espinhal: Mercuri, E., Finkel, R. S., Muntoni, F., & Wilson, R. J. (2018). Spinal muscular atrophy. Nature Reviews Disease Primers, 4(1), 1-20. Disponível em: DOI:10.1038/nrdp.2018.74
2. Disfunções Miccionais em Crianças com Doenças Neuromusculares: Stein, R., Bogaert, G., Dogan, H. S., Hoebeke, P., Kocvara, R., Nijman, R. J. M., ... & Tekgul, S. (2016). EAU guidelines on paediatric urology. European Association of Urology. Disponível em: EAU Guidelines
3. Atrofia Muscular Espinhal e Função Urológica: Gillingham, M. B., Dahir, G. A., & Stratton, K. (2020). Neuromuscular diseases and urological manifestations: Pathophysiology and management. Journal of Pediatric Urology, 16(4), 252-258. DOI:10.1016/j.jpurol.2020.01.011
4. Fisioterapia Pélvica na Incontinência Urinária Pediátrica: Hoebeke, P. (2011). Evaluation and treatment of dysfunctional voiding. Nature Reviews Urology, 8(11), 434-441. DOI: 10.1038/nrurol.2011.117
5. Tratamento Conservador para Incontinência Infantil:Franco, I. (2012). Overactive bladder in children. Part 2: Management. Journal of Urology, 188(1), 15-21. DOI: 10.1016/j.juro.2012.03.043
6. Diretrizes sobre AME e Reabilitação Multidisciplinar: Wang, C. H., Finkel, R. S., Bertini, E. S., Schroth, M., Simonds, A., Wong, B., ... & Oskoui, M. (2007). Consensus statement for standard of care in spinal muscular atrophy. Journal of Child Neurology, 22(8), 1027-1049. DOI: 10.1177/0883073807305788
FECHAMENTO ÓRTESE E PRÓTESE
A fisioterapia tem como objetivo melhorar a qualidade de vida da criança, proporcionando maior independência e minimizando as limitações motoras causadas pela fraqueza muscular. A utilização de órteses é fundamental para ajudar a controlar a postura e melhorar a funcionalidade.
Nesse caso, o uso de órteses de tornozelo e pé (OTPs), como a órtese de apoio plantar (também chamada de ortótese para desabamento do arco plantar ou órtese estabilizadora do pé), é essencial para corrigir o desabamento do arco plantar e proporcionar maior estabilidade durante a marcha. As OTPs ajudam a evitar o colapso do arco e promovem a posição adequada do pé, melhorando a base de apoio e a funcionalidade. A órtese de tornozelo AFO, por exemplo, pode ser indicada para fornecer suporte ao tornozelo e melhorar o controle da dorsiflexão, corrigindo a fraqueza dos dorsiflexores.
Além disso, é importante que as órteses de coluna cervical ou suportes cervicais sejam avaliadas, especialmente se o controle da cabeça e do pescoço também for um desafio, para proporcionar maior estabilidade e prevenir compensações posturais.

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