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O termo biodisponibilidade foi proposto pela FDA para descrever a proporção de uma substância ativa em medicamentos que é absorvida e se torna disponível no corpo. Inicialmente usado na farmacologia, o conceito foi adotado na nutrição na década de 1980, destacando que a simples presença de um nutriente nos alimentos não garante sua utilização pelo organismo. A biodisponibilidade de nutrientes depende de fatores como a forma química, quantidade ingerida, presença de agentes ligantes e outros nutrientes, e mecanismos homeostáticos. A definição evoluiu ao longo do tempo. Originalmente, era a proporção do nutriente digerido, absorvido e metabolizado, mas foi redefinida para excluir digestão e absorção, focando em "proporção utilizada pelo organismo". Em 1984, O'Dell definiu a biodisponibilidade como a proporção do nutriente absorvida e utilizada, diferenciando absorção verdadeira e aparente. Em 1997, a Conferência Internacional de Biodisponibilidade propôs uma definição como "fração de qualquer nutriente ingerido que tem o potencial para suprir demandas fisiológicas em tecidos-alvo". Estudos sobre biodisponibilidade consideram bioconversão, bioeficácia e bioeficiência, e têm enfrentado desafios devido às variações interindividuais e condições metabólicas decorrentes de doenças. As recomendações de ingestão nutricional dependem do entendimento da biodisponibilidade de nutrientes, que é influenciada por fatores ambientais, hormonais e genéticos. Métodos para estudar biodisponibilidade incluem simulações in vitro e modelos ex vivo e in vivo, com avanços em técnicas analíticas e biomarcadores. Finalmente, a biodisponibilidade é fundamental para correlacionar a quantidade de nutrientes na dieta com o estado de saúde, destacando a importância de dietas adequadas e a necessidade de pesquisas contínuas para entender melhor os fatores que influenciam a biodisponibilidade de nutrientes.